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Olá, bom dia. Feriado de 7 de setembro e a gente tá aqui no Café com Presidente, [música] aquele nosso bate-papo semanal com o presidente da Câmara de Campinas, o vereador Luiz Rossini. Bom dia, presidente. [música] Bom dia, Mirna. Presidente, na última semana a gente teve aqui na Câmara um pulmão gigante que inclusive mostrou na ocasião a diferença entre [música] um pulmão saudável e um pulmão eh já adoecido com as questões do tabagismo [música] e também até exposto às toxinas do tabaco. O senhor que tem um trabalho de longa data, nós já falamos inclusive [música] sobre isso em outras ocasiões aqui, como que o senhor analisa quando pensa nesse sentido de trazer esse modo educacional de realidade para quem também está aqui na Cama, para quem passou por aqui? É, ah, primeiro que a gente tava comemorando também o Dia Nacional de Combate ao Fumo, né, ao tabagismo. E é importante a Câmara também adotar medidas como essa, porque essa é uma data para conscientizar as pessoas eh dos malefícios que o hábito de fumar provoca, principalmente a saúde pública é a principal causa de cânceres. O de pulmão é o maior, mas não é o único eh câncer que o tabagismo desenvolve, além de outras doenças. Então nós fizemos no ambiente da Câmara com uma parceria com uma instituição, essa exposição que foi muito legal, porque ela mostra um pulmão enorme, gigante, reproduzindo uma parte a imagem de um pulmão saudável, como você disse, e a outra um pulmão já com comprometimento por conta do acúmulo das substâncias químicas presentes na fumaça do cigarro. São quase 7.000 substâncias químicas. Quando uma pessoa dá uma tragada no cigarro, tá colocando dentro do seu pulmão 7.000 substâncias químicas, algumas cancerígenas, e isso vai se acumulando. Quanto mais a pessoa fuma, mais vai acumulando essa substância e pode levar ao câncer e outras doenças, como enfisema pulmonar. Eu atuo nessa área faz tempo, né? Então, nessa luta de combate às drogas, o cigarro é uma droga, a nicotina é viciante, né? Inclusive, eu quero fazer um adendo, porque às vezes as pessoas acham que quem usa aquele cigarro eletrônico tem menor efeito. E não é isso, né? Não, pelo contrário, inclusive temos uma lei que proíbe, né, o uso, consumo, comercialização na nossa cidade. Quer dizer, nem precisaria ter, porque a própria eh Anvisa, ela proíbe produção, comercialização, distribuição desses cigarros eletrônicos chamados vapes. Então, todo o equipamento que vai ser por aí é objeto de contrabando. E o risco é porque as pessoas acham que eu vou parar de fumar o cigarro normal, usar esse que é menos eh ofensivo, né? Pelo contrário, o grau de teor nicotina presente nesses veios muitas vezes superior que esse cigarro tradicional. E além da nicotina pode ter outras substâncias, porque é alguma coisa que não tem controle, regulamentação. Em Campinas é proibido, a gente até alerta as pessoas dos riscos de usar também o cigarro eletrônico, mas foi uma ação que a Câmara fez pros nossos servidores, pros vereadores, as comissionados e para a população que passou por aqui pode ter um contato com a imagem, receber um panfleto orientativo, eh, para mostrar os riscos de fumar. Falando ainda de saúde, mas em um outro aspecto. Na última semana nós tivemos aí o lançamento do programa Virando Jogo, que trata de um programa de prevenção e cuidado as pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas online. Inclusive, o senhor também tem uma proposta nesse sentido. Eu queria que o senhor falasse hoje, essa é uma questão de saúde pública, sem dúvida. Aliás, nós estamos com o projeto de lei tramitando na Câmara, proibindo toda a publicidade em ambiente público das betes para tentar diminuir, né, o alcance dessa mensagem que é sedutora para as pessoas. E a prefeitura, através da Secretaria de Saúde, uma parceria com a Unicamp, Secretaria de Educação, Assistência, lançou um programa que é chamado Virando Jogo, né? até é interessante e no sentido de não apenas previdir, mas dar cuidado atenção para quem se tornou dependente ou jogador compulsivo. Esse é um problema sério, virou uma epidemia, é um problema de saúde pública porque causa uma dependência, uma dependência psicológica e que faz com que a pessoa sinta compulsão e vai jogando, jogando, jogando. Aí vem a consequência, porque ela acaba muitas vezes deixando salário, eh, se endividando, né, por conta, eh, do vício do jogo. Então, eh, eu, eu fui lá representando a Câmara, obviamente é importante porque as pessoas vão poder ter um atendimento eh eh teleendimento, né, que facilita o acesso, a pessoa não precisa se identificar ali, eles vão poder começar até ter um cuidado com a saúde. é uma ação necessária e a partir daí também desenvolver ações de prevenção. [limpando a garganta] Nós precisamos enfrentar essa realidade. O Brasil precisa ter uma legislação mais rigorosa. Eu sei que o Congresso tá discutindo isso, o governo federal também, porque antes até foi dito pelo Marcelo, que é o coordenador da saúde mental da prefeitura, que os jogos de azar fazem parte da cultura popular do Brasil. Só que antes as pessoas saíam de casa para jogar, seja no bicho, né? Hoje não, o jogo entra dentro de casa com o celular, o cara dentro do seu quarto, ele fica horas e tal. E é um problema que pode desenvolver essa eh compulsão aos jogos. Eh, é importante fazer porque a gente precisa adotar medidas para proteger a nossa população, especialmente as crianças, né? Porque isso tem atinge pessoas de todas as idades, inclusive a população idosa também, viu? tá sendo muito afetada com isso. É, antes tinha aquela preocupação do idoso que ia, por exemplo, em bingos clandestinos e agora é o jogo na palma da mão. Na palma da mão. Então, a gente tem que cuidar disso. É uma preocupação séria, aumentando o endividamento das pessoas e aí criando um outro problema. Às vezes o camarada trabalha o dia inteiro, ganha lá um valor qualquer, antes de chegar em casa já gastou, acaba aumentando conflito, tensões, até violência doméstica por causa disso. Então, a gente precisa enfrentar com rigor o programa da prefeitura é mais uma ação para enfrentar essa triste realidade. Presidente, o ano de 2026 foi escolhido como o ano da cultura China Brasil e Campinas ganhou um presente na última semana. que nós estamos com uma exposição lá no Instituto CPFL. Eu queria que o senhor falasse inclusive porque a Câmara também esteve lá. A gente tem leis que tratam dessa irmandade também aqui na Câmara. Qual que é a importância quando a gente pensa nesse contexto, nesse patrimônio histórico? É, primeiro assim, a cultura chinesa ela é milenar, né? E nós temos muito interesse em conhecer mais detalhes da cultura. A filosofia chinesa é muito difundida, a medicina chinesa, a culinária chinesa e com a CPFL que hoje tem no como controlador do grupo, a State Grid, que é uma das maiores estatais chinesas, eh tá trazendo pro Brasil, através do Instituto CPFL, mais uma exposição. É, é o 10º evento de intercâmbio cultural Brasil China que o Instituto CPFL realiza. Nós temos uma lei municipal que institui inclusive cidades irmãs e fala dessa importância de você aproximar ainda mais os dois povos, né? Eh, estive lá representando a Câmara, né, e a cidade de Campinas. Estava o embaixador da China, né, parte da direção chinesa da CPFL. E eles estão abrindo uma exposição neste ano que fala um pouco da muralha da China. E é uma exposição imersiva que você entra e você e permite você eh eh se sentir como se tivesse andando na muralha da China, que é uma das sete maravilhas do mundo, é patrimônio cultural mundial, né? E é muito legal, além de que desenvolveu a tradução de alguns livros de escritores chineses para ser levado para as escolas também. Eh, nós vivemos numa no mundo globalizado, né? Essa integração de culturas contribui inclusive pra gente fazer da sociedade mundial uma sociedade pacífica, né? A gente pensar que a gente tem que se respeitar independente de raça, origem, religião. É muito importante. Tá aberto lá. Então, ha visitação ao público lá na CPFL, na rua Jorge Fegueiredo Correia. Participe, tá certo? Então você tem essas informações. Inclusive a gente fez uma reportagem especial aqui na TV Câmara Campinas sobre essa exposição. Presidente, aqui na presidência nós tivemos a comitiva de Santa Rita do Passaqu, uma aproximação dos vereadores da comunidade italiana. Conta para nós desse encontro. Pois, pois é, assim como conhecer mais a cultura chinesa, a gente tem que difundir também a cultura italiana. E tem um vereador, senhor, é da comunidade italiana, inclusive, né? vice-presidente da Casa de Itália, tem uma lei aí que o dia é da comunidade italiana, que a gente que mora todo ano com a semana da comunidade italiana. E isso chamou atenção, né, de um vereador lá de Santa Rita do Passa 4, que tem uma comunidade italiana forte também para conhecer um pouco as ações que Campinas desenvolve nessa área. Foi uma conversa muito legal, trocamos experiências, recebi até um livro que eles desenvolveram lá e a gente quer fazer essa integração. Então, a partir do poder legislativo, né, unir as experiências de uma comunidade que contribui, como contribuir pro desenvolvimento de Campinas, também para Santa Rita do Passa 4 e foi muito legal, foi uma troca e a partir disso também a gente discutiu outras iniciativas de lei e tal. É uma forma também de você valorizar o poder legislativo e é bom saber que Campinas é referência também nessa área. Sim, presidente. abrir inclusive o nosso bate-papo de hoje. Lembrando que hoje é feriado de 7 de setembro, independência do Brasil, mas nós temos muito trabalho nesta semana na Câmara Municipal, inclusive na quarta-feira, com o agendamento que nós teremos a sessão de julgamento para que os vereadores decidam no plenário a o relatório final da comissão processante em relação ao mandato do vereador Vini Oliveira. queria que o senhor falasse de desse momento eh delicado pelo qual a Câmara passa e também a responsabilidade da condução desse trabalho e como deverá ser. Essa é uma situação que a gente não gostaria de estar vivendo, mas infelizmente a gente tem que cumprir a nossa obrigação. Quem determina o rito e como é que eh desenvolve ações dessa natureza é uma lei federal. O decreto lei 2011, que obriga, quando foi instalada uma comissão processante para analisar eh denúncia de possível quebra de decoro de vereador, [roncando] a comissão processante ela tem autonomia, né? Cabe a Câmara oferecer as estruturas, mas ela funciona como órgão autônomo independente. Ela concluiu o seu trabalho, apresentou um relatório e agora a gente tem que obedecer essa legislação federal, que é marcar e já foi marcada para quarta-feira essa chamada sessão de julgamento. É a única hipótese em que o vereador se torna juiz. na verdade instalada uma sessão seguindo a legislação federal, onde os vereadores vão analisar se aceitam, se acatam o parecer, né, da final da comissão processante ou não. Mas a gente tem que fazer isso. É uma coisa difícil de fazer porque a gente acaba envolvendo aí também um companheiro vereador, mas é uma obrigação e a Câmara tem que fazer isso com seriedade e com responsabilidade que o caso requer. E eu, inclusive, para quem tá em casa entender, a gente tem a partir das 9 horas da manhã e é obrigatório seguir todo esse rito de ler todo o processo. Isso tem que ser cumprido integralmente depois com tempo de vereador, com fala inclusive [roncando] dos envolvidos, menos da vereadora que foi a denunciante. Tudo isso tem que ser seguido. Sim. Quem define essa regra é o decreto lei eh 207. a nossa procuradoria sempre muito rigorosa, acompanha, a gente vai proceder aquilo que determina a legislação federal, assim, passo a passo, seguindo o rigor da lei e tem que ser feita a leitura integral de todo o processo. Isso leva algum tempo, mas nós vamos cumprir mais essa obrigação. E ao final a decisão é do plenário que é soberano. Sim. Com 2/3 dos votos para acatar o relatório da comissão processante. O relatório aponta o quê, presidente? pela cação, tá certo? Então, a gente lembra que na quarta-feira, a partir das 9 horas da manhã, a TV Câmara transmite ao vivo toda a sessão de julgamento e você pode acompanhar também vindo até o plenário que a entrada é pela Avenida Engenheiro Roberto Mange, número 66, no bairro Ponte Preta. Na próxima semana a gente conversa um pouco mais, presidente. Sem dúvida. Até lá. Até lá. [música] [música] [música]