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Estúdio Câmara | Sentir Que Não Consegue Fazer Nada Sozinho - Autoaceitação Pode Ajudar?
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Estúdio Câmara | Sentir Que Não Consegue Fazer Nada Sozinho - Autoaceitação Pode Ajudar?

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Descrição do vídeo

Depender de companhia para ir ao cinema, almoçar fora ou resolver tarefas simples do dia a dia pode indicar uma relação pouco saudável com a solidão. O Estúdio Câmara desta quinta-feira, 8 de outubro, recebe convidadas para discutir quando estar acompanhado deixa de ser escolha e passa a ser condição, e como a autoaceitação ajuda a construir mais autonomia no cotidiano. A produção abriu o WhatsApp para quem já deixou de viver um momento por falta de companhia contar a própria experiência durante o formato de entrevista e debate da TV legislativa.

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Olá, muito bom dia para você que está aí ligadinho na programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando. Estúdio Câmara no ar ao vivo nesta quinta-feira, dia 8 de outubro. Hoje vamos conversar sobre algo bem interessante. Vamos conversar sobre companhia, solidão, solitude, dependência. Uau, tanta coisa, né? É isso, gente. Olha, sair para comer, ir ao cinema, fazer uma viagem, tudo muito legal. Agora eu te pergunto, você já deixou de viver momentos assim porque você não tinha ninguém para te acompanhar? Detalhe importante nessa conversa de hoje, né? Você conhece alguém que precisa sempre de uma companhia para fazer alguma coisa? Hoje a gente fala sobre essa necessidade de ter alguém sempre por perto e sobre como a gente faz para encontrar o caminho para ter mais autonomia e liberdade no dia a dia. Lembramos que esse programa é feito com você aí de casa, então mande sua pergunta, sua dúvida, seu relato, o nosso WhatsApp está já aberto, nossa produção Apostos para receber a sua experiência, de repente a sua dúvida ou sua, eh, você vai contar pra gente se você viveu algum momento que você, de repente deixou de fazer algo porque você não tinha companhia. E como você se sentiu, né, nessa situação? conversa com a gente. WhatsApp aberto. Então vamos lá. 1997293776. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações. Daqui a pouquinho vamos apresentar as nossas convidadas do programa de hoje e falar sobre essa situação de não conseguir fazer nada sozinho. Olha, gente, a comissão especial de estudos sobre o plano municipal de educação vai realizar hoje às 4 da tarde um debate sobre educação integral em tempo integral. O encontro será na Escola Municipal de Ensino Fundamental e educação Infantil Raupila, no Jardim Flamboiã. Profissionais da educação vão participar dessa discussão sobre os desafios e as possibilidades da ampliação do tempo escolar aqui na cidade de Campinas. A atividade integra aí os debates para a construção do Plano Municipal de Educação 2027237, tá bom? você pode participar. Então, é sempre importante a gente estar sabendo tudo que acontece, principalmente quando a gente fala de educação. Bom, agora tem mais uma informação bem importante e bem legal, porque a Prefeitura de Campinas lançou ontem a programação do Natal Caminho dos Sonhos 2026, que terá como tema Estações Encantadas. As atividades começam no dia 27 de novembro, seguem até o dia 24 de dezembro com atrações gratuitas em diferentes regiões da cidade. A programação inclui 16 apresentações natalinas, além da Vila do Papai Noel, que será instalada no Largo do Rosário e aberta ao público a partir do dia 4 de dezembro. Entre os destaques estão ainda a parada de Natal marcada para o dia 19 de dezembro na Francisco Glicério e a terceira edição natalina do encontro de modelismo ferroviário de Campinas nos dias 18 e 19 no Pátio Ferroviário. A decoração de Natal terá iluminação especial na rua 13 de maio, Catedral Metropolitana, Praça Carlos Gomes, Prefeitura e Largo do Rosário. Os horários e locais das apresentações ainda serão divulgados. O evento é realizado pela prefeitura por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação em parceria com a Associação Comercial e Industrial de Campinas. Então já se prepare aí, vamos agendar as visitas porque o Natal mais uma vez vai ser lindo aqui na nossa cidade. Previsão do tempo chegando para hoje. Olha, de acordo com a previsão, nós temos aqui em Campinas hoje uma quinta-feira linda de sol, algumas nuvens, né, mas sem previsão de chuva. A mínima de 18, a máxima de 30º. Então, uma ótima quinta-feira para você, pra gente, né? E vamos viver um dia de cada vez. Agora nós voltamos ao nosso tema central e a apresentação das nossas convidadas, porque tem gente que não consegue ir ao cinema, almoçar fora, viajar ou até resolver tarefas simples do cotidiano sem ter alguém por perto. Em alguns casos, ter companhia deixa de ser apenas uma escolha e passa a ser uma condição. A pessoa acaba abrindo mão de algo que gostaria de fazer simplesmente porque ela não encontrou alguém para acompanhá-la. No programa de hoje, nós vamos entender o que acontece no nosso cérebro, nas nossas emoções, nessas situações que, de repente a gente vivencia, mas a gente nem percebe que isso está afetando o nosso dia a dia. A gente precisa diferenciar o prazer de estar acompanhado da dependência e falar sobre como a autoaceitação pode ajudar a construir mais segurança, né, eh, na no nosso dia a dia, na nossa vida. Então, para essa conversa, nós recebemos aqui no estúdio a neuropsicóloga Janaína Tomiose. Eh, seja muito bem-vinda, obrigada pela sua participação. Muito bom receber você de novo com a gente aqui. Bom dia. Obrigada. É um prazer estar aqui. Eu acho que falar de saúde mental tem muitas camadas e uma delas é essa, né? Maravilha. Para completar a nossa dupla de hoje, a gente recebe a psicóloga clínica, a Mariles Oliveira. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Prazer imenso receber vocês de novo, viu, Marin? Obgado pelo convite, Rúbia. É muito bom estar aqui com vocês. Nossa, bom demais. Elas já participaram do programa há um tempo atrás e aceitaram o nosso convite novamente para estar conosco, para poder nos orientar e a gente recebe vocês com muita satisfação. A gente começa então perguntando pra Janaína o que que pode estar por trás dessa dificuldade de a gente fazer as coisas sozinho, né? como que você avalia essa condição ou essa questão que eh está presente no nosso dia a dia? Então, é uma condição apreendida, né? A dificade vezes está relacionada à forma como a gente vai percebendo as situações. Estar sozinho não é ruim e ter também companhia é importante. O nosso cérebro vai criando conexões ao longo da vida que a gente vai compreendendo aquilo que é bom, saudável ou não para nós. Então, quando a gente pensa em estar sozinho, eu posso ter associado questões lá atrás que compreendiam que o fato de eu estar sozinho podem estar relacionados a momentos de insegurança, incerteza, medo. E com isso faz com que eu compreenda que toda vez que eu fique sozinho não é algo positivo para mim. já me já me traz esses gatilhos de insegurança, de medo e a necessidade de sempre ter alguém ao meu lado. Sim, interessante. A gente não tá falando apenas de quem eh gosta de companhia, né? A gente tá falando aí de quem realmente trava ou deixa de fazer o alguma coisa porque não encontrou alguém para ir junto. Agora a gente joga paraa Mariles e pergunta: "Qual que é a diferença Mariles entre a gente gostar de uma companhia, né? Eu gosto de estar com você. Mas eu preciso entender o que é gostar de uma companhia e ser dependente dessa companhia. Como que a gente consegue entender isso? Uma coisa, Rúbia, é eh eu quero fazer, eu quero, por exemplo, ir ao cinema, tá? Então, vamos pensar, eh, eu escolho ir com você ou eu preciso de você para poder ir, né? Se você não pode ir ao cinema comigo, eu vou mesmo assim, né? Uhum. Então, quando existe uma dependência, a pessoa deixa de ir, ela se priva, porque aquilo em geral também gera uma ansiedade muito grande, né? Então, a gente percebe muito que existe uma ansiedade grande quando existe a dependência, né? Então, é, eu me privo de ir, né, de fazer esse movimento de algo que eu gostaria por não ter alguém, né, eh, para fazer companhia. Então, se eu vou me privando, vou deixando de aceitar convites, eh, propostas, eh, por não ter ninguém para ir, em geral, a gente tá falando aí de uma dependência. Eh, importante a gente salientar que ir sozinho ao cinema, um restaurante ou fazer uma viagem sozinho pode ser prazerosa, assim, pode ser uma escolha maravilhosa. Como vocês disseram, um problema aparece quando a gente eh não faz o que a gente quer, né, porque a gente não tem companhia. Aí a gente precisa tomar cuidado. Agora, a Janaína trouxe algo bem interessante que que fala de repente da criação, né, da educação, dos vínculos familiares que podem influenciar nessa nossa capacidade de fazer as coisas sozinhos. Como vocês sempre nos ensinam e trazem pra gente aqui no programa, muitas situações podem vir a partir da infância e essa questão da gente não ter aí a segurança de fazer algo sozinho pode estar lá também, começa lá atrás, né, Rúbia? Então assim, todo comportamento humano ele é aprendido e a primeira experiência que a gente tem é no ciclo familiar, né, dentro do nosso colo familiar. Se eu tenho pais super protetores, a criança ela não vai ter essa habilidade de se desenvolver e ter essa independência. Então isso faz com que eu tenha incerteza e insegurança em agir dentro daquilo que eu preciso tomar as minhas decisões lá na vida adulta. Porque sempre tinha alguém ali tomando decisões por mim. sempre tinha alguém que não me permitia fazer algo sozinho, porque imprimia no meu cérebro um medo, um medo inconsciente. E isso faz com que eu projete ali no futuro essa incerteza e essa insegurança de tomadas de decisões. Exatamente. Vocês falavam antes da gente entrar no ar sobre habilidades, né? E eu achei interessante quando vocês disseram para eh eh conversando comigo aqui que fazer as coisas sozinhos, né? a gente eh tomar uma atitude, fazer algo, tomar uma decisão, eu vou ao cinema, eu vou jantar sozinho, eu vou fazer uma viagem sozinho. Isso para ir, para fazer isso, a gente tem que ter habilidade, né, Maril? Explica pra gente essa questão de de eh fazer algo sozinho e a conexão sobre ter a habilidade. Uhum. Então, vamos lá. Quando a gente tem receio, medo de fazer algo sozinho, quando a gente se esquiva de fazer pelo medo, então eu quero ir assistir aquele filme sozinho, ao quero ir no cinema sozinho. Quando eu deixo de ir, eu sinto alívio. Uhum. Né? Então vem esse alívio. O alívio reforça. Nossa, é bom não ir. Então a gente não faz o enfrentamento. Então o que é sempre importante, né? Primeiro, uma pessoa, vamos pensar que nunca fez nada sozinho, nunca se expôs a esses movimentos. Então, é importante que ela vá fazendo pequenos avanços. Então, vamos dizer, a ir numa cafeteria e tomar um café sozinho, que seja no shopping, né, um lugar que você vê pessoas que você não tá, né? Tem várias mesinhas ali ou em alguma outra cafeteria, fique pequenos avanços. Aí almoçar sozinha. Aqui eu já vou desenvolvendo pequenas habilidades, porque eu vou sentindo, nossa, eu dou conta. Aham. Nossa, eu consigo. Nossa, não é tão ruim assim. Nossa, como eu sou potente. Nossa, como é libertador. Nossa, eu pensei que era que seria muito mais difícil do que de fato é. Então aqui eu vou desenvolvendo uma habilidade de enfrentamento. Eu vou me sentindo capaz, eu vou sentindo que eu dou conta, eu vou sentindo que é possível e aí eu consigo ir me lançando aos poucos, por exemplo, para chegar um ponto de conseguir fazer uma viagem sozinho, né, que vamos dizer que seria um step a mais ali. Então o desenvolvimento da habilidade e o grande desafio aqui também é que para desenvolver a habilidade eu tenho que fazer o enfrentamento. E é basicamente assim, eu quero muito comer, sei lá, uma lasanha, por exemplo, né? Você só come a lasanha depois que ela tiver pronta. Então, para poder comer e sentir a satisfação de comer a lasanha, você tem que passar pelo processo de preparar a lasanha. Uhum. Então, é basicamente aqui a mesma coisa, né, no desenvolvimento dessa habilidade. Para eu desenvolver a habilidade de ir tomar um café sozinho ou de sentir que eu dou conta, eu preciso primeiro fazer enfrentamento para depois sentir isso. Nossa, eu sou capaz. Muito bem. quer completar, fica à vontade. Eu acho que o exemplo da lasanha, ela traz umas possibilidades reflexivas bem bacanas, né? Porque assim como a lasanha tem camadas, a gente também tem muitas camadas para chegar nessa habilidade de conseguir ter uma autonomia na vida, né? e autonomia você só vai adquirindo à medida em que você vai experienciando. Então você precisa se propor a fazer pequeno primeiro pequenas coisas, pequenos passos para conseguir chegar a passos grandiosos, como a viagem que a colega que colocou para nós, né? Muito bem. É verdade. E muitas vezes eh esse hábito de fazer tudo acompanhado, ele vem, né, de um longa de longa data, de um longo tempo, de repente até desde a infância, né? Mas a ideia aqui no programa não é procurar culpados. Ah, eu hoje eu não consigo fazer nada sozinho porque eu tive numa infância que todo mundo resolvia tudo para mim, eu não desenvolver essa habilidade. Não, aqui hoje a gente precisa entender, né, como que esses padrões são construídos e a gente desconstruir toda essa questão. Porque para algumas pessoas estar sozinho em determinados lugares pode trazer insegurança, medo e até a sensação de estar sendo julgado. E a gente sabe que essa questão do medo paralisa e é algo tão assim pra pra gente que tem um olhar mais eh, como é que eu vou te falar, mais micro da situação, é algo assim que às vezes você não dá atenção. Poxa, mas como é que você não consegue ir sozinho em algum lugar? Mas para as nossas profissionais de saúde mental, a essa situação, essa condição é algo bem mais amplo que pode sim paralisar as pessoas, né? São tarefas simples que podem parecer difíceis quando alguém que tem essa esse receio de fazer coisa sozinha, ela ela pode travar no momento esse medo, essa insegurança. Como é que a pessoa entende que isso faz parte eh de algo que ela viveu e que ela precisa buscar uma ajuda para poder começar a desenvolver habilidades? Eu acho que é importante, o Rúia, quando a gente olha paraa nossa história e entender tudo aquilo que foi vivenciado, mas não no sentido de culpabilizar alguém ou algo do que aconteceu no passado, mas de compreender as experiências vividas e dentro delas quais foram as percepções e as emoções que ficaram eh gravadas no seu inconsciente, né? Sim. E a partir daí você vai entendendo essas experiências, quais foram as impressões que ficaram para você e por que isso foi se retroalimentando. Então, por exemplo, toda vez que eu tenho ali uma experiência que eu precisava ir sozinha, fazer algo sozinha, eu sentia um medo e eu recorria a alguém e esse recorrer a alguém me trazia um alívio muito grande. Esse é um ciclo que vai se retroalimentando, porque toda vez que eu sinto esse alívio, sempre que alguém tá presente fazendo algo comigo, me dá a percepção de que eu não consigo fazer sozinho. E aí na próxima situação eu venho com um medo mais intenso. Então eu sinto essa necessidade de estar fazendo algo sempre com alguém. O que não vai me permitindo é experienciar essas vivências de forma a entender que eu tenho essa autonomia, que eu posso desenvolvê-la e que eu consigo lidar com as situações do cotidiano. Então, a forma que a gente precisa primeiro é identificar as emoções que eu tenho por trás disso. E a partir daí é medo, é ansiedade, é insegurança, é incerteza, é medo do julgamento do outro. eu começar a trabalhar com aqueles pequenos passos que a gente foi colocando, me proporcionar, fazer pequenas coisas para aos poucos eu ir sentindo esse alívio, essa segurança de dar os próximos passos. Muito bem. Agora, eh, para muitas pessoas, eh, enfrentar essa barreira, né, vem assim como uma forma de exposição muito intensa, não é, Mariles? E aí vem aquela sensação, eu não sei se você de casa já teve a sensação de que tá todo mundo te olhando, te julgando, mas não tem ninguém ligando para você, né? As pessoas estão no mundo delas. De repente você tá andando num shopping e você tem a sensação de que tá todo mundo te olhando e a gente acaba alimentando e essa sensação vai crescendo e vai dando uma ansiedade e vai vindo um medo e vai vindo um negócio bem estranho e você de repente quer se retirar do do local porque você não tá se sentindo bem. Agora, essa pessoa que não consegue fazer nada sozinho, eh, se de repente ela insiste em estar em algum lugar, essas sensações, isso pode trazer, de repente uma patologia, algo assim mais preocupante, eh, como um isolamento, aí a partir do isolamento vem uma depressão, como que a gente pode, eh, analisar e olhar isso lá na frente, né? A pessoa ela começa com uma um receio de sair, aí depois ela tenta sair, mas ela não se sente bem, ela volta para casa e aí ela vai tentando, mas ela não consegue, ela vai acabar se isolando. É mais ou menos assim que que a gente pode entender que vai acontecendo. Eh, Rúbia, é que a gente tem algumas camadas, tem uma pessoa, vamos dizer, se a gente tem um perfil de uma pessoa que ela tem uma ansiedade social, de fato aqui tem um enfrentamento um pouco mais desafiador, que tem uma questão, né, de, vamos dizer, de uma psicopatologia que ela vai precisar de um acompanhamento maior. Então, tem situações e situações, tá? Eh, mas quando ela vai fazendo esses esses pequenos enfrentamentos, na verdade, ela é muito comum que ela vá eh sentindo um senso de conquista. Ah, muito bem. de avanço, né? Então, é mais comum ir desenvolvendo essa questão de um humor mais depressivo, mais deprimido, quando a pessoa não faz esses enfrentamentos, porque ela tende a ficar numa posição de maior vulnerabilidade, né? Então, tem uma maior vulnerabilidade quando a pessoa não se lança, quando a pessoa não faz o movimento de pequenas exposições, né? Então ela sente mais vulnerabilidade, ela faz mais catastrofização por conta dessa ansiedade. Então ela fica quando ela vai sair ou quando ela precisa sair, ela fica pensando tudo que vai dar errado. Uhum. Uma ansiedade muito bem. Então ela já vai num lugar de uma dor e de um sofrimento e já muito intenso, né? Então a verdade é quando a gente vai fazendo pequenas exposições, a gente vai se sentindo capaz. Ah, tá tá me olhando, né? Ah, será que tem alguém tá me olhando ou me olhando porque eu tô sozinha? Uhum. Aí eu converso comigo naquela emoção, tá? A pessoa pode estar olhando, mas tudo bem, essa é uma questão dela, não é minha, né? Isso não me limitar eu estar ali. Tudo bem, eu vou tomar um café, né? O primeiro dia, um desconforto maior. Vamos pensar. Você não precisa ficar 2 horas na cafeteria. Você vai, faz um pequeno movimento, fica ali 20 minutos, meia hora, leva um livro, foi suficiente, vai embora. Você também não precisa ficar se forçando, sentir o que é o teu limite, você não precisa se forçar. E aí depois você vai fazendo outros avanços. Ah, então na próxima vez eu vou fico um tempo maior. Ou a próxima vez eu vou fazer uma caminhada sozinha no parque, né? Eh, ou eu vou tom comprar uma água de coco e sentar ali e tomar água de coco naquele lugar. A gente fala de pequenos estímulos. Então, assim, aí tem esse movimento, né, de fazendo pequenos avanços, tem o lugar da dependência, né, que de fato aqui é um lugar que pode desenvolvendo sim um humor mais deprimido e tem de fato o transtorno de personalidade dependente. Uhum. Né? E aí quando a gente fala do transtorno de personalidade dependente, aqui a pessoa ela tem a dependência em todos os aspectos da vida, basicamente para tudo. Não é só na relação, ah, eu preciso do meu marido, eu preciso de uma amiga. Aqui a gente tá falando de uma coisa mais generalizada e aí que também como a fobia social, ela tem que ser tratada de uma outra forma, né? Com muito mais eh cuidado e atenção. Então as pequenas exposições, elas Sim, em geral é muito comum que ela vai, a pessoa vai se sentindo potente para fazer aquilo. Uhum. muito bom, muito bem explicado. E a gente começa a entender a importância, né, do enfrentamento, mas o enfrentamento eh em doses mínimas, né, eh até você começar a adquirir uma autoconfiança. E essa autoconfiança, ela vem de uma forma que de repente você entende que você estar sozinho eh pode fazer bem para você, né? Mas a gente precisa entender essa questão de solidão e solitude, porque tem gente que tem medo da solidão e tem gente que fala principalmente nas redes sociais. Depois que eh o pessoal posta o que quer nas redes sociais, tem gente que entende de tudo, né? E aí o pessoal eh eh eh romantiza muito a solitude. A gente tem que tomar cuidado com isso para entender a diferença de solidão e solitude. Gostaria que você explicasse pra gente, por favor. Claro, é importante compreender que o ser humano é um ser social, né? Então o nosso cérebro ele precisa criar conexões, identidades, se sentir pertencente a um grupo, né? Isso é necessário pro nosso convívio saudável com outras pessoas e dentro da sociedade estar interagindo. A solidão, ela vem com um pesar no sentido de que ela causa sofrimento, né? Então ela traz um isolamento, ela traz um sofrimento aonde você necessita ter a presença do outro para não sentir essa solidão. Esse é um sofrimento muito grande. Solitude a gente fala quando é você conseguir ficar com você mesma, é curtir a sua presença. Não necessariamente que e como você bem colocou, Ruby, a gente não pode romantizar a solitude, porque como eu disse, o ser humano ele é social, mas tem momentos que a gente pode curtir a própria presença e ir fazer, por exemplo, atividades como ir ao cinema sozinho. Às vezes eu gosto de ir assistir um filme sozinho porque eu gosto da minha presença. Uhum. Ou tem momentos que eu chego em casa e eu gosto de estar sozinho, sem aquela multidão ao meu redor, né? Isso é solitude, você curtir os momentos onde você está com você mesmo, sem a necessidade de ter o outro ali te respaldando. Mas também é importante que eh seja uma mescla para que isso não se torne solidão, para que não traga isolamento pra sua vida, porque você precisa estar em sociedade, precisa estar em convívio. Então essa mescla ela acaba sendo saudável, um pouco com você, um pouco com o outro. Uhum. Hum. E a questão da autoaceitação, Amarilles, eh a autoaceitação, ela pode ajudar nesse processo de desenvolver a habilidade de resolver, de tomar decisões? Pode, ela é muito importante, Rúbia, porque muitas vezes também não vai sair perfeito. Então, eu entender que eu sou um ser humano com as minhas vulnerabilidades, com as minhas fragilidades, né, vamos dizer, com os meus buracos, né, com as minhas questões, também me humaniza, né? Então eu vou tentar e não vai ser perfeito. Vou tentar e eu não vou sair de lá necessariamente dessa experiência me sentindo, né, um super vencedor, né? Então a gente tem que cuidar da expectativa. Então a gente aceitar os nossos limites, até onde eu consigo ir, tem uma pessoa que já pode começar a querer fazer esse enfrentamento com uma viagem. Tem pessoas que às vezes ir na padaria sozinho para quem não vai já é um avanço. Então, quais são as as minhas limitações e como eu posso fazer esses movimentos respeitando quem eu sou, a minha individualidade e e de fato aquilo que eu dou conta, né? Por isso que eu falo, é um processo que tem que ser muito em doses homeopáticas, né, para quem nunca fez, para quem não tem, para quem não tem repertório, que é basicamente também um pouco eh do movimento de quem tem medo de dirigir, né? Como eu aprendo dirigir se eu tenho medo dirigindo. Sim, verdade, né? Então, na verdade, nem que eu precise contratar um profissional para fazer aulas adicionais, né? Mas é uma terapia de exposição. Se a gente não se lança, né, a gente também não não fortalece e a gente não vai criando essa habilidade, como a gente disse. Então, sim, o processo de autoaceitação, inclusive com relação aos limites, é muito importante. Nesse caso, vamos dizer, da direção, eu preciso contratar uma pessoa, né, ou, vamos dizer, uma mulher que tem dificuldade, se sinta mais confortável com uma mulher, então, sei lá, uma auto escola que tem uma pessoa que faça essas aulas, que tenha paciência, que tenha prática para que você faça 5, 10, 15, 20 aulas e vá fazendo também pequenas exposições. Então, primeiro eu dirigi, eu subo a glico, vamos pensar, né? O primeiro eu vou dirigir lá na Unicamp, que é mais calmo, e aí eu vou fazer agora que eu passei ali na Unicamp, que é um pouco mais calmo, eu vou dirigir numa outra, num outro lugar, depois eu faço, sei lá, Campinas a Sumaré, né? E aí eu vou fazendo pequenos avanços. Então, eh, e isso também vai ajudando a gente, qual é o meu limite? Porque a gente não pode se balizar pelo limite do outro, porque cada um dá conta ali da do seu pedaço, né? Então isso também é importante, eh, quando a gente fala de autoconhecimento, porque o autoconhecimento nos ajuda, né? O que que eu consigo, qual é o meu limite, até onde eu consigo ir? Uhum. Verdade. Agora, autoconhecimento é outra habilidade que a gente tem que desenvolver, né? Porque o autoconhecimento ele é delicado, é uma situação bem delicada, mas que faz parte da vida e que de repente nessa situação de você não achar, de repente você acha que você não consegue fazer nada sozinho, você precisa voltar para si, né? dar uma olhada e eh na sua na sua história de vida e de repente eh se lançar mesmo como a a Maril trouxe pra gente, né? Agora, essa essa situação que a gente trouxe no programa hoje, não consigo fazer nada sozinho. Às vezes quem tá em casa pensa assim: "Nossa, mas eu não consigo fazer nada sozinho, mas tá tudo bem, né? Eh, será que eu preciso de uma terapia?" Eu gostaria de que vocês trouxessem pra gente se isso realmente acontece eh no dia a dia, se chegam casos com situações assim eh para vocês e se realmente isso existe, né? Porque às vezes a gente traz alguns temas assim no programa que a gente para para pensar e aí a gente analisa, será que realmente isso acontece, né? Acontece. Você tem casos assim no consultório que você eh orienta a pessoa a desenvolver habilidades, né? E com isso a pessoa vai se soltando e vai tendo aí uma interação, uma vida social, acho que mais leve. Uhum. Acontece e acontece muito, né? Das duas formas, tanto pessoas que têm essa dependência de ter o outro, né? Quanto pessoas que não querem o outro, né? Então, os dois casos são críticos e importantes a serem analisados para que a gente possa auxiliar, desenvolver essas habilidades tanto de relações sociais, né, você estar em sociedade, conseguir se relacionar com outro, quanto também você olhar, né, a terapia e esse autoconhecimento, eu falo que é um mergulho em si mesmo. você vai mergulhar internamente e compreender quais são suas habilidades, quais são suas vulnerabilidades, quais são aquelas habilidades que precisam ser desenvolvidas, aquelas que precisam ser adaptadas, melhoradas. E esse é um processo, né? Então tem muitas camadas, muitos passos e com muita qualidade dentro daquilo que é também o seu limite e se percebendo aos poucos para e abrindo as portinhas, né, que a gente vai acessando dentro desse cérebro e dentro do da sua experiência de vida para que você se permita ter maior qualidade de vida. Porque quando a gente fala em autoconfiança, independência e autonomia, é você trazer qualidade de vida para você e nas relações que você tem. Muito bem. Agora, a rede de apoio a Marilis é importante para que ajude essa pessoa a entender que ela precisa de uma orientação, né? Porque às vezes a pessoa ela também se acostuma, né, com essa questão, ela não consegue fazer nada sozinha e aí ela só sai com alguém e tá tudo bem. Isso passou a ser rotina, né? E e como que ela vai entender que não, que que não tá certo e que ela precisa de uma orientação? A rede de apoio é importante e a questão do julgamento também acaba trazendo, pesando nessa nessa situação, não é? A rede de apoio é importante porque em geral as pessoas sinalizam, né, essa dependência, né? Então, uma amiga que vê a outra amiga eh que não faz mais nada com as próprias amigas, né? só fica com namorado, só passa a viver em função daquela relação, começa a se anular nas dinâmicas, né, ou com relação à própria família. Então, sim, a rede de apoio é uma fonte importante, né, para sinalizar aquele outro que parece que tá, ó, tem um excesso aqui, não é importante você cuidar, mas também tem pessoas que às vezes eh moram mais sozinhas e que não têm, né, que são muito fechadas, que não compartilham muito aquilo que sentem, né? Então, é importante que essas pessoas eh, por exemplo, uma pessoa que tá assistindo aqui o programa e tá vendo isso e que talvez fique nesse movimento um pouco mais sozinha, tem mais tímida, mais fechada, que talvez isso mobilize uma reflexão. Nossa, será que então eu preciso de um apoio, né, de um profissional que possa me ajudar, porque a rede de apoio ajuda, né, ela pode trazer esse despertar, mas nem sempre a gente pode contar que a rede de apoio vai nos sinalizar isso, né? Eu acho que tem um ponto importante aqui, eh, que que apareceu também, porque tem a dependência, tem um lugar saudável, que é um lugar do meio que é autonomia saudável, e tem um lugar de uma hiperindependência. Então, nem a dependência, nem a hiperindependência, que é a pessoa que não pede ajuda para nada, né? A pessoa que precisa de companhia o tempo todo e a pessoa aqui que não pede ajuda para nada, aqui existe sempre muito sofrimento. Os dois extremos, né? dois existe sofrimento essa de sobrecarga, né? Em geral muito sobrecarregada, muito estressada, muito cansada. E essa aqui, né, no lugar da dependência que é quase como se eu perdesse potência diante da minha própria vida. Uhum. Né? Eu preciso sempre que o outro seja o combustível para que eu possa fazer me mover, né? Então, a rede de apoio é importante, mas a gente não pode contar que 100% das pessoas também tenham essa mesma consciência, porque a rede de apoio às vezes também vive na na mesma dinâmica. Exatamente. Olha só que interessante. Aí a gente volta pro autoconhecimento, né? A gente precisa perceber o o nosso movimento, perceber o que que a gente tá fazendo e e perceber o que tá nos incomodando, né? E começar eh nomear o que a gente sente num momento que de repente você eh se sente fragilizada porque você não tem alguém para sair com você. Você eh sente que você tipo assim, nossa, eu não consigo fazer e agora, né? Se a minha amiga não for comigo, eu não consigo desempenhar nada, não consigo fazer nada. Então é um momento de repente, né, Janaína, de parar, olhar e nomear os sentimentos e as sensações e emoções, porque a partir eh dessa situação que eu preciso fazer algo, mas eu não encontro alguém para fazer comigo, eu vou me recolher porque eu não vou sozinho, né? Mas nesse momento deve vir um turbilhão de emoções e que a gente precisa aprender aí a a nomear elas, eh entender o que a gente tá sentindo, né? A importância da gente fazer isso. Sim, porque você acaba limitando a sua vida, né? Então, a partir do momento que eu tenho essa dependência de ter sempre alguém comigo para fazer algo ou para fazer qualquer programa de lazer, eu limito a minha vida quando eu não tenho essa opção. Outras pessoas não estão disponíveis e isso vai trazendo isolamento pra minha vida. E com isso eu vou sentindo muito um pacote de emoções, né? Então, a ansiedade ela aumenta. A partir da ansiedade eu venho com pensamentos críticos, eu venho com medo, com insegurança, com a incapacidade de fazer algo sozinho. Eu já venho me julgando. Eu venho sentindo emoções e sentimentos variados que vão me eh vão trazendo uma patologia para mim, que vão me adoecendo. E isso vai também intensificando, porque à medida em que eu não me sinto capaz de fazer algo por mim sozinho, não sinto essa segurança de me expor, eu sempre vou precisar de alguém e eu sempre vou ficar nesse mesmo ciclo. Então é importante nomear, entender, compreender aquilo que você tá sentindo e o que está te limitando para que, como a gente colocou aqui, você comece a trabalhar essas emoções e ir colocando de forma muito eh simples e sutil pequenas exposições que vão te causando sentimento de conforto para que você possa ir se expondo cada vez mais e conseguindo trazer essa confiança de ter autonomia na vida. Uau! Quer completar, por favor? Am, eu acho um exercício que pode ser interessante aqui, eh, Rúbia, eh, talvez a pessoa pegar um papel e uma caneta e escrever em um na papel, né? Vamos dizer que a gente divide em duas colunas. Uma é o que eu preciso fazer, né? Vamos dizer, e tomar um café e almoçar e fazer uma caminhada, ir ao supermercado sozinha, por exemplo, né? Pequenas coisas que ela poderia fazer. Então, a situação e na outra coluna, o que que a minha mente me diz sobre essa situação? Verdade. E eu acho que ter isso no concreto e visual, que muito do que limita, na verdade, são os pensamentos, pode ser um exercício interessante pra pessoa quase que redimensionar aquilo, né? Nossa, mas toda essa catastrofização aqui, né, de ir tomar um café sozinho, que o meu pensamento tá me dizendo sobre isso? Faz sentido? Será que não tá? desproporcional a situação de tomar um café. Eu não tô colocando um peso muito grande para uma situação. Então, às vezes trazer para esse concreto, né? Porque às vezes a pessoa fica eh pensando em várias coisas, mas às vezes trazer pro papel fica visual e pode ajudar a pessoa a redimensionar eh o tudo que ela tá depositando em cima daquilo. Essas pode ser muito mais do que de fato aquela pequena exposição. Muito bom. Muito bem. E como o visual ajuda, né? uma atividade importante, porque às vezes a gente fica só na no campo dos pensamentos e eles se sobrepõ um ao outro e vira uma confusão, turbilhão de emoções e pensamentos. E aí, como a Mariles colocou, quando a gente coloca no campo visual que traz pro concreto, isso me dá uma claritude, né, uma claração do que eu tô pensando, do que eu posso ir organizando esses pensamentos. Então é uma atividade bem importante e que traz um resultado bem bacana. Excelente. Por favor, Amad. É, eu acho que é importante, acho que é um convite paraas pras pessoas fazerem esse movimento, né? Quem tá aí se indagando, será que então, né? Eh, colocar no papel, porque eu acho que ajuda a trazer mais consciência. Então, quem não tem oportunidade de fazer terapia, não consegue começar agora, não faz, nunca fez, então nunca conseguiu trabalhar ou nesse momento não consegue trabalhar esse autoconhecimento dentro de, vamos dizer, de um setting terapêutico, talvez fazer esse pequeno exercício pode pode trazer mais clareza mesmo para para que a pessoa possa ir fazendo esses pequenos avanços, porque desafiador é, né, se a gente não tem repertório, tudo traz medo, né, insegurança, qualquer coisa que a gente vai fazer pela primeira vez nos gera isso, né? Então é natural eh, mas não deixar que isso limite, porque senão de fato a gente vai travando a nossa vida e tem muitas pessoas que vão deixando de viver sonhos, projetos de vida, sabe? Por conta eh de não se expor a esse desafio, né? Então, como quando você perguntou, né, se no consultório chegam eh pacientes com essas queixas no sentido de deixar de fazer as coisas, é muito comum, né? Então, às vezes a pessoa tem um grande sonho de vida, alguma coisa que ela quer fazer, eh, e ela vai se limitando, ela não vai vivendo, aí ela olha, né, quando ela tá lá 40, 50, 60, ela olha para trás, ela fala: "Nossa, quanta coisa eu deixei de viver, quanta coisa eu deixei de fazer na minha vida, né, por não ter companhia, né? Se eu tivesse me lançado um pouquinho mais, me arriscado." Então, acho que tem que ter um processo amoroso consigo, né? Eh, porque a gente tem as nossas limitações, as nossas fragilidades, as nossas vulnerabilidades, mas é não deixar de fazer. Uhum. Muito bem. Pode, pode completar Janaína. Pode falar. Não, eu acho que assim, a Maril trouxe um ponto que a gente precisa colocar. Muitas vezes a pessoa não tem a oportunidade de fazer uma terapia por n motivos, mas não existem muitos recursos que podem auxiliar até que você consiga se propor ao processo terapêutico. Então você pegar livros que a gente tem inúmeros aí tem um que eu gosto muito que é o mapa das emoções. Ele trabalha exatamente isso, você compreender, fazer leitura. tem livros eh de títulos diversos, tem atividades que a gente encontra que são muito bacanas, né? Como escrever o diário que antigamente a gente colocava ali na adolescência, né? é um recurso potente que a gente pode ir colocando esses pensamentos que vai trazendo um auxílio para compreender todas as suas sensações e percepções. Então não é deixar de se cuidar porque você não tem acesso à terapia naquele momento. A terapia é super importante e esses recursos não substituem, mas auxiliam. Exatamente. Você entra num processo, né, de autoconhecimento, de querer entender o que está acontecendo e de repente a partir disso, você já entende a a importância de uma terapia. Bem interessante a gente trazer aqui também que universidades, né, faculdades tem eh aquele programa de terapia, né, Mariles. E e a terapia é tão bom, gente, e você pode buscar eh de repente você não vai conseguir o atendimento na mesma hora que você for buscar, né? porque tem bastante gente que conhece esses programas e que estão participando. Mas é interessante você se lançar, de repente até uma questão assim do medo, do receio, do julgamento, mas você se lança e aí você aprende e entende que a terapia ela faz parte da vida porque ela ensina como a gente deve seguir com mais clareza, com mais leveza, com mais autonomia. E sobre esses programas de de faculdade, de universidade, é importante a gente salientar e trazer aqui também, né, Mar? É porque muitas universidades, aqui, por exemplo, como a PUC em Campinas, né, tem muitas universidades, escola, que às vezes tem hospital, que também tem esse tipo de atendimento, né, de pessoas que estão ali nos últimos anos de formação, em geral no quinto ano, tem esses programas, você passa por uma avaliação e você pode entrar no programa ali, às vezes são tem um número limitado de de sessões, mas fornecem esse tipo de ajuda, né? Tem terapeutas que às vezes abrem na agenda a disponibilidade de dois, três atendimentos sociais, né? Então, às vezes cabe olhar, procurar na internet, né? Às vezes pode sim eh ser que tenha uma lista de espera, mas existem alternativas, né? Às vezes pessoas que estão iniciando, terminaram a faculdade agora, que estão iniciando, né, a trajetória, eh, no consultório, então às vezes pode ser que elas também eh se consiga um valor mais acessível. Então, existem formas, né, a gente precisa procurar. Tem muitos vídeos no YouTube de profissionais extremamente competentes, né, que podem também ir trazendo essa clareza. Então, a gente tem hoje, né, tem muitos livros muito muitos muito interessantes, né? Então, acho que a gente também tem essa possibilidade de de procurar. Uhum. Tem um ponto que eu queria dizer, porque às vezes a pessoa sente que para ela ter coragem, ela não pode sentir vulnerabilidade. E o ponto é, a melhor forma de se medir coragem é o tão o quão vulnerável aquela pessoa se coloca numa situação, porque só se torna corajoso quem é vulnerável. Ah, porque uma pessoa que entra num avião, vamos dizer, para ficar fazer um mochilão para um país que ela nunca fala o idioma, que vai aprender, ela está muito vulnerável, muito vulnerável, né? E às vezes a pessoa fala: "Nossa, mas como você é corajoso". Mas a pessoa tá cheia de medos, de receios, de preocupações, né? Dentro. A Brene Brown fala muito disso nos TED Talks dela, que tem muitos vídeos no YouTube, tem um um no Netflix também tem dela, acho que O Poder da Coragem é muito interessante. É, tem um livro dela, então ela fala muito sobre essa questão da vulnerabilidade. E trazendo um exemplo aí recente nosso, pensa na Copa do Mundo, né? Uhum. Quantas pessoas são vulneráveis ali? São os jogadores, 11 de cada time. Sim. Eles estão no fim do dia, são as pessoas mais vulneráveis. Quantos milhões e milhões de pessoas estão assistindo, né? Quantas pessoas ali na arquibancada, quantas pessoas assistindo de casa e ali eles podem fazer gol contra, eles podem terminar a carreira ali, né? Eles podem perder o jogo, eles podem ficar desempregados na sequência, eles podem ter um pico de raiva e de agressividade e queimar o nome deles. Então eles estão estão totalmente vulneráveis naquela situação, mas ao mesmo tempo são todo mundo olha como super, vamos dizer, são pessoas extremamente corajosas. Hum. Então, a coragem ela demanda a gente se colocar em posições de vulnerabilidade. Então, essas exposições que vão nos tornando corajosos. Então, tem gente que fala: "Não, eu preciso estar corajoso, eu preciso estar pronto, eu preciso estar totalmente seguro para me lançar". E é o inverso. Olha isso. Interessante. Eu tenho que avançar, me lançar e eu vou me sentir vulnerável. Eu vou ter medo. É normal, somos humanos. A gente tem medo daquilo que a gente não conhece. A gente tem medo daquilo que a gente não tem repertório e está tudo bem, né? Muito bom. Exatamente. Olha só, né? Às vezes a gente acha mesmo que eu preciso me mostrar corajoso, eu tenho que me lançar, mas eu não posso ser vulnerável. E aí você trouxe pra gente algo bem interessante que faz a gente pensar, né? A partir da minha vulnerabilidade eu vou avançando. Interessante. Muito bom, gente. Agora 8:47. A produção tá me avisando aqui que nós temos algumas perguntas. Então vamos lá. né? A Mariles e a Janaína trazendo pra gente aí orientações referente a essa essa questão da gente de repente ser dependente da outra pessoa, não conseguir fazer nada sozinho, ter medo dos julgamentos, né? Vamos lá. Fernanda Lopes do Jardim Proça. Meu irmão sempre pede para alguém ir com ele quando precisa conhecer um lugar novo. Depois que conhece, vai sozinho, sem problema. Por que isso acontece? Vamos lá, Janaína. Boa pergunta, Fernanda. Eh, na verdade não é um problema em si, né? Porque é como a gente falou, quando vai se expor, tem a vulnerabilidade. Isso vem acompanhado do medo. Talvez ele peça um recurso como uma rede de apoio para que ele se sinta confiante em se expor nesses novos ambientes. A partir do momento que ele conheceu, ele se lança, né? Então ele tá recorrendo a um recurso bacana, só que vai haver algum momento na vida dele que ele vai precisar ter esse enfrentamento de fazer sozinho. Primeiro ele ganha confiança, vai em pequenos espaços, em pequenos lugares próximos para ir conhecendo dentro da cidade para depois se expor em outras cidades ou outros estados, né? Ele tá galgando ali o caminho dele, né? para que ele se sinta confiável, confortável e possa ir cada vez mais se expondo em ambientes diferentes. Uhum. Interessante, né? Eh, eh, o depoimento da Fernanda, porque assim, primeiro lugar, primeira vez eu preciso que alguém fale comigo, né? Então, eu preciso de ter a segurança de ter alguém do meu lado, né, Marinas? É. E aí eu vi que não tem nada, não acontece nada, é possível, vi o caminho pela primeira vez, eu me sinto segura e me sinto confortável para da próxima vez eu me lançar sozinho. Uhum. É verdade. Então, né, é um caminho legal, mas como a Janaína trouxe, vai chegar o momento em que não vai ter esse alguém para ir em algum lugar pela primeira vez, então vai ter que expor a vulnerabilidade e se lançar. É isso que a gente tá aprendendo aqui hoje. Vamos lá. Pode colocar mais uma pergunta na tela, produção, por favor. A Juliana Ribeiro do Jardim Guanabara. Olha só, vamos jogar paraa Mariles agora. Tem uma amiga que não gosta de fazer nada sozinha e sempre espera alguém estar disponível para sair. Como incentivar ela a aproveitar as coisas sem depender tanto dos outros? Eh, essa questão que a gente tá trazendo hoje também gera um uma situação assim eh do social, né? Porque você tem uma amiga que espera por você e às vezes você não tá disponível para ela e fica meio desequilibrado o negócio, né, Maridos? Fica porque parece, às vezes gera uma culpa no outro que não quer atender, né, uma cobrança. Então eu acho que aqui nesse movimento tem o repertório, enfim, o quanto que o outro sustenta, o quanto que o outro dá conta, né? Mas enquanto amiga, ela pode dizer: "Gostaria de estar com você, mas você dá conta sozinha". Nossa, né? Você pode tentar, tente ir sozinha. Isso é importante para você, você não precisa me esperar. Sei que é difícil, que talvez você preferiria ter companhia, eh, mas você consegue lá ou nós já fomos lá, você já foi lá outras vezes, né? Mas aí também vai dar limitação do outro, quanto que o outro, né, já se expôs a movimentos como esses ou não, que que o outro ainda precisa trabalhar para se fortalecer, para que consiga dar esse primeiro passo, né? Então, na verdade, ela consegue até um certo limite, né, de incentivar, encorajar a amiga, né, de dizer: "Olha, você é capaz, você consegue, você pode ser que você fique com medo, mas se é importante para você, vá". É, mas olha só, né? A gente observa os dois pontos aí dessa dessa situação da Juliana, né? Porque é amiga, então ela sabe que amiga tem essa dificuldade, mas de repente ela não tá disponível no momento e aí pode gerar uma culpa nela também. Olha só como que é é complexo, né, Jana? Complexo. É, você tá sobrepondo uma carga emocional no outro, né? Então aí é onde vem tudo aquilo que a gente conversou durante o programa, né? Primeiro, a questão dessa amiga em compreender essa dificuldade dela em sair, né, sem a a companhia de outra pessoa e depois o quanto também eu posso estar sobrecarregando a minha rede de apoio, as minhas amigas, porque eu estou jogando nelas carga emocional muito grande, a medida em que eu não consigo dar esse suporte que o meu amigo tá pedindo para mim. Eh, ent, a gente precisa entender, né, até que ponto a gente pode ir. E o amigo também precisa eh ter, eu acho que uma liberdade de incentivar, né, de tentar lançar a pessoa. Vai, você consegue, você pode, porque nem sempre a gente tá disponível também, né? Aí são são duas questões aí que acaba eh eh trazendo algo bem complexo que eu acho que vale para outro programa. Agora 8:52. Pode colocar mais uma na tela, por favor, produção. Vamos lá ver quem que tá com a gente. Renata Almeida do Jardim Aurélia. Ela diz assim, ó: "Conheço pessoas que resolvem problemas enormes no trabalho, mas precisam de ajuda para coisas pequenas fora dele. Por que que existe essa diferença? Interessante, a Mariles." E é muito comum isso acontecer. Na verdade é que é muito comum. Uhum. Então, as pessoas com cargos altíssimos em grandes corporações, em grandes empresas, então elas têm recurso ali para lidar com problemas super complexos ou resolver questões de saúde da família super complexo, né? Tem várias habilidades, repertórios para várias outras coisas, mas quando implica, né, em fazer um movimento sozinho, de fato, às vezes ali tem menos repertório. Então é muito comum acontecer isso, né? Então, em vários aspectos da vida, eu venho eu tenho realmente muita condição porque treinei, né? Então, a pessoa que chega num cargo, né? que vai trabalhar numa empresa, ela vai treinando, né? Ela tá ali, ela tá todo dia treinando, então ela vai se sentindo segura para fazer aquilo, né? E ali no outro lugar que ela nunca treinou, que ela não se expôs ou que ela se esquiva de se expor, ela não tem repertório. Então ela evita. Então isso de fato é bastante comum. Olha só o treino, né, Janaína? A gente tem que repetir todos os dias, né? O nosso nosso cérebro é repetição, então a gente vai treinando, treinando e se expondo. Acho que é isso, né? São as habilidades adquiridas, né? E aí também tem um ponto que quando eu tô resolvendo coisas pé terceiros é sobre o outro, não é sobre mim. Hum. E aí essas pequenas coisas que são voltadas para mim é aonde eu tenho dificuldade, porque é sobre mim, é sobre o que o outro vai pensar, o que eu estou fazendo e como eu estou fazendo. E vem esse pensamento crítico e eu não tenho essa habilidade de resolver coisas para mim, mas pro outro é muito mais fácil. Olha só, um pensamento crítico, uma autocrítica, né, que acaba judiando da gente. A gente tem que ter mais compaixão com a gente, né? Às vezes nós somos duros conosco, né, com a gente mesmo. E a e sem perceber. A gente faz isso de uma forma inconsciente, né? Sem perceber. Então, a gente precisa nos tratar, nos olhar com mais carinho, com mais cuidado, né? Ter uma autocompaixão. Vamos lá. 8:54. Eh, tem mais perguntas? Se tiver, pode colocar pra gente, por favor. Ricardo Gomes do Parque São Quirino. Vamos lá. Às vezes sinto vontade de ir embora mais cedo de algum rolê, mas continuo só porque os outros vão ficar. Ah, como aprender a respeitar a minha própria vontade. Vamos lá, as duas. Janaína e a Mariles. Vai, Janaína. Como que como é que é, Ricardo? Você sente vontade de ir embora mais cedo do rolê, mas aí você fica porque a galera vai ficar. Hum. E aí? Pois é, Ricardo, que pergunta é essa? Não, mas muito importante também, porque aí a gente tá falando sobre você respeitar o seu limite e sobre se aceitar também, porque quando eu decido ir embora mais cedo, só que eu não eh coloco ali a minha posição diante dessa situação, agindo da forma como eu preciso agir e coloco o outro à frente, né? Claro que são situações e situações, mas muitas vezes eu tô preocupado com o que os outros vão pensar sobre mim e aí eu não respeito o meu limite. E aí tem uma questão de bateria social também, então a gente vai fazendo com que eu me exceda nessa bateria social e aí a minha próxima experiência ela já fica com uma situação traumática da passada, porque será que eu vou conseguir ir embora na hora que eu quero? Humum. ou eu vou começar a me limitar em situações pensando de que ai, mas aí vai chegar o momento que eu quero ir embora, ninguém vai querer ir, eu vou ter que ficar e vai ficar chato. E isso pode virar um problema na sua vida. Olha só, né? E aqui o que é muito comum acontecer nessas dinâmicas, porque isso também aparece bastante no consultório, eh, a pessoa deixa de colocar o limite ali de falar não, porque ela fica com medo de desagradar os amigos. Poxa, mas eu combinei de ir com todo mundo, né? ou nós viemos juntos, não sei, de Uber, porque, né, eh, e aí como que eu vou deixar essas pessoas na mão, né? Ou eu vim de carro, como que eu deixo as pessoas na mão ou não, né? Se não é essa questão, por exemplo, mas eh nossa, mas eu vou dizer não e todo mundo vai ficar insistindo. Então, às vezes a pessoa até diz o primeiro não, mas todo mundo fica: "Ah, fica mais um pouco, ah, mas só mais meia hora. Ah, mas tá tão legal, mas tá legal pro outro, para mim não tá mais, né? Então o o ponto não é nem só o desafio de dizer não, porque tem gente que consegue até às vezes falar o primeiro não, é sustentar diante daquela daquelas cobranças, daquele daquela pressão que não é uma pressão ruim, né? Às vezes a pessoa acha que você tá bem, né? Então às vezes eu preciso dizer eh, por exemplo, um dia que você já sabe que você já, por exemplo, tá com a bateria social mais baixa, já diz antecipadamente, pessoal, eu vou com vocês, né? Tô animado para ir, mas eu já tô dizendo que hoje provavelmente eu vou embora mais cedo. E se você não for embora mais cedo naquele dia, na hora que chegar ali, você fica mais, você tiver mais disponível, né? Mas o ponto é, eu não estou bem. A pessoa tem que se confirmar e tem que se validar, não dá para ela ficar se anulando, né? Então dizer: "Olha, eu realmente preciso ir embora. Ah, mas fica, fica. Eu entendo que vocês gostariam que eu ficasse aqui, mas realmente hoje eu preciso ir embora." Então é comum e o desafio vem de sustentar o próprio limite, né? te dá contorno a essas relações, porque senão você diz sim pro outro, mas diz não para você. Você fica lá desconfortável, você não tá mais com cabeça para estar na festa, você queria estar na tua cama dormindo, queria na tua tá na tua casa ou ir mais cedo porque amanhã você quer correr. Então, mas tudo isso também vem com uma base de autoconhecimento. Às vezes a pessoa tem que fortalecer isso. Não é simples falar esse não para quem sempre disse, disse sim, né? Então, existe algum movimento anterior que eu possa fazer que vá me protegendo eh de na hora antes de chegar essa situação, eu já comunico antes, eu já ceto as expectativas antes do outro. Sim. Aham. É uma situação meio constrangedora, né? Porque você tá lá com com a galera, como diz o nosso eh o nosso telespectador aí, o rolê tá legal, só que aí você quer ir embora, mas aí as pessoas não, não vai. Poxa vida, eu tô desagradando, né? Ai, o que que eles vão pensar? Como é que eles vão, o que que eles vão falar de mim amanhã, né? vou me julgar, né? Eu fui embora. Nossa, que chato. Foi embora, né? Mas e aí? Eu não estou bem. Então, a gente precisa. Mais uma vez, me lembrou aqui a vulnerabilidade, né? Eu estou vulnerável. É, eu simplesmente chega e fala: "Não, estou bem". Apresenta a sua vulnerabilidade e pode ser que é meu limite e tá tudo certo, né? A produção tá me avisando. 8:59 tem mais uma. Então vamos para a última e a gente vai para as considerações finais, tá bom? Silvio Oliveira do Barão Geraldo. Sempre gostei de ter a casa cheia, mas agora meus filhos cresceram e quase não ficam em casa. Como me acostumar com essa nova rotina? Uau! Amarilles. E é o ninho vazio aí. O que que tá acontecendo aqui? Pode ser. E eu acho que é uma questão que abrange várias outras questões, né, que a gente tá falando também, né? teria que entender qual que é o contexto que essa pessoa vive, porque de fato quando a casa é sempre muito cheia, os amigos estão lá, tem uma circulação alta, fica uma sensação de vazio, né, de de estranheza muitas vezes. Então é o quanto que eu também nutri a minha vida em paralelo ou eu acabei vivendo em função que é muito comum de criar essa humanidade, né, esse ser, de colocar essa pessoa no mundo com valores, com princípios, enfim. E aí quando sai, no fim do dia eu não fiz nada sobre mim. Humum. Né? Eu não nutri as minhas relações, eu não me coloquei em uma atividade física, eu não não nutri os meus vínculos, né? Então, quando a pessoa tem outros pilares da vida dela que ela foi sustentando, que ela foi fortalecendo, em geral, ela consegue atravessar de uma forma ou digerir esse processo, atravessar por esse processo de uma forma um pouco mais sutil, né? Claro, claro, cada caso é um caso, né? Mas quando eu não a minha vida, eu vivi muito em função do outro, aí eh esse vazio, esse, vamos dizer, esse buraco, ele fica mais intenso. Eh, algo para mim, né? Eu acho que tem muitas camadas e é importante, acho que ela olhar para isso, né? E desenvolver recursos para isso. Então, pequenas exposições. Ah, então vou fazer uma aula de cerâmica. Onde que eu encontro? Não sei, não sei se é mulher, é Silvia, é um homem, né? Então, o que que eu posso fazer? uma atividade física, que eu tenha contato com outros homens, que eu conheço outras pessoas, né? Se eu tô precisando de vínculo, vou fazer um bit tênis, né? Vou fazer uma atividade física, vou fazer uma corrida, vamos inscrever num grupo de corrida, o que que eu posso fazer para também ir me nutrindo, né? É desenvolver habilidades, novas habilidades, como vocês nos ensinaram, né, Janaína? Porque tem aquela questão aí do que a gente trouxe da solidão e da solitude também, né? De repente tá num momento que tá sentindo, se sentindo sozinho e pode ter uma tristeza por conta da solidão. E aí é importante acender o alerta, não é, Janina? Com certeza, porque aí a gente tá falando dele lidar consigo mesmo, né? Uma vez que eu não tenho a casa cheia, aquele barulho, né? Aquela animação toda, conversas, eu tenho que lidar comigo mesmo. E aí, quais são os meus pensamentos? Quais são os meus sentimentos? como que eu consigo ficar comigo mesmo. Então, é um momento importante de autoconhecimento, de você buscar, né, esse aprofundamento no si próprio e também buscar novas conexões, novos ciclos para que você tenha outras motivações que não apenas a casa cheia. É uma fase precisa encerrar para outra fase iniciar. De repente tá passando por uma fase que chegou ao fim e um ciclo, né, que chegou ao fim. E aí vamos iniciar uma outra fase, um novo ciclo de conhecer pessoas, de conviver com pessoas novas, testar novas habilidades, né? Desenvolver aí novos conhecimentos. É uma fase, de repente, que é uma fase sua para você viver para você, né? Você cuidou dos do outro e agora você tá numa fase nova, precisa de entendimento. Mas se você se sentir muito sozinho, é importante que você busque ajuda, converse com pessoas, explique e demonstre a sua vulnerabilidade que a gente aprendeu hoje, que é a partir da vulnerabilidade que a gente vai desenvolvendo novas habilidades. Agora 9:02, eu quero agradecer demais vocês duas pela participação, pelo ensinamento sempre, pela contribuição. A fala de vocês tem um peso muito grande, a fala de vocês de vocês eh nos orientam e de repente faz com que a gente possa abrir os olhos para algo que está diante da gente e a gente nem percebeu. Então quero agradecer demais, Janaína, muito obrigada mais uma vez pela sua participação. Gratidão. Deixa sua mensagem final aí pro pessoal de casa. Eu que agradeço a participação aqui. É sempre muito importante trazer temáticas, né, sobre a saúde mental, como eu disse, são várias camadas. E olhe para você com mais carinho, né? Porque quando a gente entra nesse processo de autoconhecimento, é um cuidado que você tá tendo com você e oportunidades maravilhosas podem surgir na sua vida e você não tá abraçando a elas, né? E isso tá causando sofrimento. Então, abrace a sua vulnerabilidade, olhe para você com mais atenção, com mais carinho e se oportun, a permitir viver novas coisas na sua vida. Excelente. Mais uma vez, muito obrigada, Mariles. Gratidão receber você aqui, sempre trazendo orientações tão importantes pro nosso dia a dia, pra gente viver a vida com mais leveza. Muito obrigada. Considerações finais, por favor. Rom, muito obrigada também pelo convite. Muito bom estar aqui compartilhando conhecimento, trazendo mais clareza para para algumas questões. Eh, e acho que é isso, né? Importante a gente se olhar com carinho, com amor, com compaixão, que às vezes a gente dá tanto ao outro, né? Mas às vezes a gente tem um movimento de não ter essa autocompaixão, então essa autoempatia, quais são os meus limites, né? O que que eu sinto que tá me gerando sofrimento, que eu preciso ir fazendo avanços mesmo que em doses homeopáticas, né? Porque eu se tô no degrau um, eu não vou direto pro cinco, eu vou ter que passar pelo dois, mas eu me lançando um pouco mais paraa vida, né? Eh, para que eu consiga viver uma vida que tenha mais sentido, uma que tenha uma qualidade de vida maior, né? Que eu tenha mais potência eh de ação diante da minha própria vida, né? Então eu encorajo esses pequenos enfrentamentos dentro do limite de cada um, né? Mas lembrar sempre que pra gente se lançar a gente nunca vai estar pronto, né? Então, a gente vai ter que atravessar por esse lugar de maior vulnerabilidade e aí a gente vai adquirindo coragem a partir daí, porque a gente vê que a gente tem recursos para lidar maravilhosas. Agradecendo também você aí de casa. Muito obrigada pela audiência, pela companhia, pela participação. É sempre muito bom saber que você tá aí do outro lado, né? E é isso, gente. Gostar de companhia é uma coisa, precisar dela para conseguir viver o que a gente quer é outra, né? Então, a gente tem que aprender a diferenciar. A autoaceitação ajuda a gente a entender e separar as duas coisas. Então, a gente agradece você do outro lado, as nossas convidadas e amanhã a gente lembra que tem mais estúdio Câmara. E amanhã a gente vai falar sobre um tema bem interessante que tem conexão até com o tema de hoje, né? Na próxima edição, então a gente vai tentar entender por que é tão fácil apontar o erro dos outros. Então, reparar no comportamento do vizinho, criticar a criação dos filhos de alguém, né? Ah, mas se fosse comigo, ah, mas eu faria diferente. Então, comentar o relacionamento de um amigo ou apontar o erro de um colega é fácil, né? Mas será que a gente usa o mesmo rigor quando a gente olha para as nossas próprias atitudes? Então, no próximo programa, nós vamos falar sobre julgamento e autocrítica e entender por a sabedoria popular diz a língua é o chicote do corpo. Você já ouviu sua avó falar sobre isso alguma vez? Então, o tema, gente, é julgamento sem autocrítica. Quando você julga a outra pessoa, mas você não para para olhar para si, né? não para para olhar para suas ações. Polêmico, mas importante pra gente poder entender e de repente mudar algum movimento na nossa vida. Então a gente convida você para estar conosco amanhã a partir das 8 da manhã em mais uma edição do Estúdio Câmara. Um grande abraço, fique bem e até lá. Ciao
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