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Uma modalidade que chegou ao Brasil na década de 30, trazida pelos europeus e que se consolidou aqui no estado de São Paulo de geração em geração. É o tamborel, esse instrumento aqui de madeira, e se joga com uma bolinha. É o que nós vamos conhecer agora. Olha o esporte aí! O tamborel surgiu nas praias de Santos como forma de recriação de dois italianos, mas logo se espalhou para o interior de São Paulo. Campinas é uma das cidades que mantém a tradição desse esporte, que se assemelha com o tênis, mas que carrega características próprias. A diferença do tênis é que você tem que haver troca de mãos do próprio tamborel. A hora você joga com a direita e com a esquerda você tem que mudar de mão. A diferença grande do tênis é essa. E o tamborel não tem o cabo que a raquete do tênis tem. Então você tem que fazer um pouco mais de força no lançamento. E haja força para lançar a bola pela quadra, que tem 34 metros de comprimento ao todo por 10 de largura. Para isso, é preciso ter foco e concentração para acertar a bolinha com o tamborel, que pode ser confeccionado com tampo de madeira ou com rede de nylon. O que muda é a força aplicada. A força que você precisa fazer com um ou com o outro. O tamborel com a rede, ele proporciona uma força maior, uma velocidade maior a bola e um esforço menor no braço do que o tampo de madeira. Outra característica marcante é a amizade que a modalidade proporciona entre os jogadores. Nós temos aqui jovens jogando, o mais novo acho que tem 11, o mais velho tem volta de 80 Tem mulheres jogando também, então jogam crianças, jogam adultos, jogam senhores e jogam senhoras Todo mundo pode brincar Todo mundo pode brincar, sim, claro Um exemplo é o Guilherme, curioso, descobriu o esporte ao ouvir o barulho da batida da bola Na verdade, eu estava um dia passando aqui, eu ouvi o barulho e eu vim para cá, eu vim olhar. Aí eles falaram, você quer jogar? Aí eu entrei e comecei a jogar. Aí que veio meu tio e aí eu não parei até hoje. E olha que ele já praticou outros esportes, mas achou a sua turma aqui, nas quadras do Tamboréu. Eu já pratiquei futebol, basquete, vôlei, mas o que eu mais me identifiquei foi o Tamboréu. E por quê? Ah, porque é um jogo que você precisa de agilidade, precisa de foco, porque não é toda bolinha que é fácil E é um jogo que você olha e parece fácil, mas que na verdade não é, que precisa de bastante concentração E aqui você é o mais jovem, vamos dizer, entre a turma O esporte está sempre se renovando também por conta de pessoas como você Você acha que isso vai para o seu futuro também? Você vai continuar jogando? Ah, eu pretendo continuar jogando e mostrar o tamboréu para outras pessoas também. Assim, precisa de bastante concentração, mas que qualquer um se pegar para fazer consegue, assim. É um jogo bem tranquilo. E você me ensina a jogar então? Ensino, vamos lá. Com o tamboréu nas mãos, já percebo de cara a diferença para uma raquete de tênis, por exemplo, e a dificuldade na adaptação para se aproximar da bola. Coisa feia. Eu acho que ela faz bem para a saúde. Eu não consigo ficar sem praticar um esporte, que é esse esporte que eu faço há 40 anos atrás, desde 1970 e por aí. Se eu vou ficar 40 anos jogando tamborel, ainda não sei, mas que dá vontade, isso dá. É assim que a gente encerra a reportagem Fazendo um ponto bonito Na próxima semana a gente volta com mais Olha o esporte aí, até lá, tchau