Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
[Música] Olha o esporte aí, eu sou o Rafael Turat. O tema de hoje é uma modalidade aquática que alia beleza, potência e habilidade, os saltos ornamentais. E como sempre, a gente começa com algumas curiosidades. Vamos conferir. No Brasil, as primeiras competições de saltos ornamentais foram organizadas pela Confederação de Remo. Adolfo Willish foi o primeiro brasileiro a disputar uma prova olímpica de saldos ornamentais na história nos jogos da Antuia em 1920. E para falar mais sobre essa modalidade, estou aqui com o Edson Fernando Luz, mais conhecido como Paladino. Ele que é técnico de saltos ornamentais. Paladino, eh, os primeiros registros, né, do salto ornamentais foram feitos na Grécia antiga, o pessoal pulava das rochas. É, mais ou menos por aí. É, exatamente. A maioria dos portos olímpicos, né, tem origem do grega, né, e depois sim foram desenvolvido poros outros países e aperfeiçoado. No início, essa modalidade era conhecida como mergulho fantástico. Alguns, alguns falavam isso, não a maioria. Então, pra gente entender, né, mais sobre os saltos ornamentais, a piscina onde é realizada tem uma profundidade mínima? Como que funciona isso? Sim, existe critério e regulamento, né? Porque, por exemplo, nós temos saltos de 1 m, de 3 m e de plataforma de 10 m, entendeu? Então, o regulamento pede que tenha no mínimo 4,5 m de profundidade pra realização de saldos ornamentais. E os saldos são realizados de plataformas, como você falou, e também de trampolins. Sim. São trampolines de 1 m, trampolin de 3 m, que são aparelhos móveis, né? E plataforma que é um aparelho fixo. Tem diferença dos saltos entre esses aparelhos? É, tem algum diferencial? Não, são os mesmos grupos, os mesmos saltos. A única coisa que o diferencial é que, por exemplo, uma um determinado salto de 1 m requer muito mais velocidade, né? E uma técnica mais apurada do que o salto de plataforma. salto de plataforma, apesar de ser eh difícil, né? Eh, depende mais a coragem, isso na minha opinião, do que uma técnica apurada, como requer saltos do trampolim. E os saltos eles podem ser individuais ou em duplas? Sim, tem as competições olímpicas, né, e competições normais, que é individual e também em dupla que é chamado salto sincronizado. Então, pra gente entender um pouco melhor quais são as regras dos saltos ornamentais. como que se inicia uma apresentação, um salto? Bom, o que vale é o seguinte, os juízes têm que analisar, por exemplo, né, a partir do momento que o árbitro geral, que é a pessoa máxima, depois que dá início a uma competição, ele apita, né? Então é analisado a passada do atleta no aparelho, né? O pulo pra ponta, isso para ver a altura que ele consegue, né? A evolução do do salto. Aí precisa ter uma técnica mais apurada, né? a altura que ele tem no salto, isso tem um valor muito importante no salto. E a finalização que é entrada, normalmente é analisar tipos assim, quanto menos água você espirrar, né, eh, sinal que o salto teve uma técnica melhor. E algumas posições do corpo são obrigatórias durante o salto. Sim, nós temos a obrigatória que que nós tratamos através de regulamento olímpico são a as posições. Então você pode realizar um salto numa posição grupada, né, que é uma posição fetal. Você pode fazer carpado, você pode fazer o salto esticado e pode fazer o salto na posição livre. O salto na posição livre são junções, sabe, de dois grupos, incluindo, entendeu, salto com parafuso. E o paladino, e como que são as competições de saltos ornamentais? Olha, existe vários tipos de competições, né? por exemplo, competição nacional, eh, estadual, eh, competição sul-americana, eh, campeonato mundial, campeonato olímpico, cada um tem a sua, os seus regulamentos próprios e que os atletas são obrigados a cumprir essa essas normas, né? Então, numa competição você pode usar mais saltos, na outra competição você pode usar menos saltos. A única coisa que não, os valores dos saltos são os mesmos. A única coisa que não pode é repetir o grupo, né? E isso em termos de grupo diz que o grupo um, por exemplo, que é o salto de frente, o grupo dois são saltos para trás, grupo três é o salto invertido, o salto, o grupo revirado que é para dentro do do aparelho e o salto que pode ser livre, que eu falei, que é o salto com parafuso. O que que a arbitragem avalia, né? Quais são os critérios? Tem o que? Técnica, execução, postura. Como que é isso exatamente? técnica, a postura, a altura que termina, né? A entrada, como já falei, é muito, tem que ser muito rigoroso nesse quesito, né? E e a beleza estética do salto, porque o saltos ambientári mais é do que, na minha opinião, um balé aéreo, sabe? É uma coisa assim muito difícil de executar, entendeu? Que seria assim como você analisar uma ginástica olímpica. Não, eu penso que o grau de dificuldade sempre é muito alto. Como que é feita a pontuação? Os juízes, né? Depende da competição. Nós temos competições com cinco juízes, com sete juízes, com nove juízes, até com 11 juízes. Depende do nível da competição. E o que que faz? Por exemplo, vamos citar uma uma situação que ocorre mais, né? Sete juízes, por exemplo, né? As duas primeiras menores notas são cortadas e as duas maiores notas também são cortadas. Somam três notas que são as do meio, que é assim tipo assim, o juiz não pode favorecer muito e nem prejudicar muito um atleta, né? E esse sistema permite isso, né? Essas três notas que que sobram, elas são somadas, né? E aí multiplicada pelo grau de dificuldade do salto. Ou seja, um salto que é mais simples, por exemplo, vamos supor, vale 2.0. Um salto que é mais complicado, o grau de dificuldade já passa para 2.2. Então essas notas são somadas e multiplicadas pelo grau de dificuldade. Eu paladino, antes do início da apresentação, os atletas, os competidores, eles têm que enviar uma lista do salto que eles vão executar na na prova. É, isso faz parte do regulamento, né, internacional, né? Você tem que entregar uma lista chamada boletim, né, que com 24 horas antes, já determinando os saltos que você vai fazer, você pode alterar essa lista com 3 horas antes da competição, pagando uma multa a ser estipulada pelos organizadores da competição. Quais são os saltos mais conhecidos dentro dos saltos ornamentais? Ah, é dupla e meio de frente, é dupla e meio de costa, é um e-mail de frente com meio parafuso. São saltos simples, né? Porém, na maioria dos saltos, hoje tá muito bem difundido e todos os saltos são bem bem conhecidos. Quais são os que exigem mais do atleta, assim, os saltos que exigem mais do atleta? Mas existe uma preparação física muito grande, os saltos metais muito forte, muito bem feita, uma coordenação excepcional além da coragem, né? Muito trabalho, isso daí é muito treinamento, né? Porque não é fácil fazer as acobracia que eles conseguem fazer hoje, por exemplo, uma plataforma de 10 m e terminar com tamanha precisão, a entrada na água. Então, tem que trabalhar muito forte durante os treinamentos. Os atletas eles se secam entre um salto e outro. Como que é isso? É, se seca, tem uma uma toalha, né, que é chamado de canebo, porque em determinados saltos, principalmente os saltos com rotação, quando você vai segurar no corpo, se você tiver molhado, pode escapar, deslizar, né, a mão, por exemplo, no corpo e o teu corpo sair da posição que você tem que ficar e isso pode causar um acidente grave. Então eles se secam muito bem antes de executar o salto. Todos os saltos têm que fazer isso. E eu tava vendo aqui os atletas eles usam o mínimo possível de de equipamento, de uniforme, de vestimenta, né? É. É essa toalhinha chamada canebo, que se carrega para todo lado e uma sunga e o feminino. Uma toalhinha igual e maior. Quanto menos coisa, melhor. Proosamentais. Sim. Galera, tô aqui com o João Felipe. Ele que pratica saltos ornamentais há 14 anos. Como que foi isso, João? Como que você conheceu essa modalidade? É, eu comecei na ginástica, né? A, eu fiz ginástica desde os meus 5 anos e aí o meu técnico da ginástica e conhecia o Paladino, né, que é meu técnico atual. E aí ele falou: "Então ah, por que que você não vai lá, né, vê se você gosta e tal, porque ele tava para se aposentar". E aí eu vim, fiz uns testes e passei e aí tô aqui até hoje. Viu que levou jeito, gostou do esporte? É, exatamente. É, graças a Deus, desde cedo, por conta da ginástica, eu sempre tive muita facilidade e aí deslanchou. E para você, que que é o mais difícil dos saltos ornamentais? É, como que é isso? Ah, eu acho que é o combo de tudo, né? Eu acho que você tem que estar bem fisicamente, mentalmente, eh, tem que ter coragem, né? senão não não consegue. E eu acho que é isso. Medo de altura não pode ter, né, João? Ah, se tiver acho que não vai rolar. E o que que você mais gosta? Qual o equipamento que você mais gosta de saltar? Ah, eu gosto bastante de saltar 1,3 m, mas nos últimos 5 anos meus resultados mais expressivos têm sido na plataforma de 10 m. Como que é quando você tá lá em cima, você olha assim a piscina lá embaixo? Ah, tem que ter foco, né? a gente mentaliza bastante o que que a gente vai fazer e lá em cima sou eu comigo mesmo, né? Então é muito foco e é isso. Você tem um sonho assim de seguir e nessa modalidade? Como que é? Ah, graças a Deus eu já consegui bastante sonhos que eu tive, né? Eu sou campeão brasileiro universitário, campeão brasileiro adulto, juvenil, é infantil, sou campeão sul-americano e vou pro meu segundo university agora, que é o mundial universitário. Mas é, ah, é tentar ter os melhores resultados possíveis, né? Eu não fico pensando muito em competição, não. Agora tô aqui com o Cauê, ele que é irmão do João Felipe e também é atleta de saltos ornamentais. Ó, Cauê, você começou na modalidade por conta do seu irmão. Como que foi isso? Isso mesmo. Eu vinha eh assistir os treinos dele, mas como eu era muito novo, ainda não sabia nadar. Aí eu aprendi a nadar justamente com o menino que também praticava saltos. No outro dia eu já comecei aqui me aventurar nesse esporte. Aí tô aqui até hoje, né? Como que é para você poder praticar essa modalidade? Como que é isso, cara? É uma modalidade que vem crescendo muito aqui no Brasil. Muita gente ainda não conhece, tem a dúvida, mas é uma modalidade que tem um potencial enorme, eh, tem tido resultados incríveis. Acho muito, muito massa. Modalidade muito legal, bonita demais. Hoje você tá com 19 anos, você começou desde o seis. Isso, com seis para 7 anos eu comecei, aí tô aqui até hoje. E como que é para você eh treinar com o seu irmão, praticar com o seu irmão os saltos ornamentais? É ótimo. Ele ele me ajuda a dar alguns conselhos. Eu também na medida do possível consigo passar alguns conselhos para ele. Com a experiência que ele tem, ele consegue me ajudar tanto nos treinamentos como em competição mesmo, ajudar a ficar mais calmo, essas coisas. Então, para mim é muito bom. Vocês já saltaram juntos? Como que foi isso? Isso, a gente já saltou mais de uma vez. A gente foi vice-campeão brasileiro já por dois pontos, quase campeão, mas a gente já saltou algumas vezes. Sim. Quando tu tá lá em cima, o que que passa na cabeça? Como que é? Cara, é frio na barriga. Toda vez que a gente sobe lá para fazer um salto, parece que é a primeira vez. E é desafiador, né? Superar sempre o medo, porque a gente tá caindo de 10 m e a gente não sabe muito bem como que a gente vai chegar na água. Então é esse desafio diário, hein? [Música] [Música] Olha o esporte aí. [Música]