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[Música] Olha o Sport aí, eu sou o Rafael Turat. O tema de hoje é a lira acrobática e como sempre a gente começa com algumas curiosidades. Vamos conferir. O Brasil tem o medalhista de ouro na lira acrobática. O detentor desta conquista é o nosso entrevistado Jonas Oliveira. O atleta se tornou o primeiro brasileiro a receber o ouro na modalidade. Jonas conseguiu a conquista durante o Campeonato Mundial de Poliéreos em Kils na Polônia em 2023. Ô Jonas, a lira acrobática e surgiu nos circos antigamente. É isso mesmo? É isso mesmo. A lira surgiu antigamente como uma atividade como uma atividade circense e hoje em dia ela também como ela é também considerada um esporte. E o que que é lira acrobática, né? É um aro suspense, como a gente pode ver aqui no fundo. Como que é exatamente? A lira é um aro que fica suspenso por uma ou duas cordas. Ela pode ser suspensa também por corda, faixa ou tecido. E é onde a gente se pendura e faz acrobacias. É, tem um tamanho exato do aro, né, do pessoal também pode chamar de bambolê, né? Tem um tamanho exato para para esse a, como que seria isso? Ele tem um tamanho entre 90 e 1,10 m, mais ou menos. Depende muito é de corpo para corpo. Então, cada corpo vai necessitar de uma lira de um tamanho diferente, mas em geral é uma lira de 95 cm, 1 m de diâmetro. tem uma altura exata, né, que a lira precisa ficar do chão ou não necessariamente? Não necessariamente. Existem lugares que a lira ela fica mais baixa, existe lugares que a lira ela fica um pouco mais alta e existem lugares também que a lira ela tem uma altura móvel. Então você pode começar baixo e ela vai subindo é para você fazer diferentes acrobacias. E o que a gente pode perceber é que sempre tem que ter um colchão pra segurança do do praticante, né? Exatamente. A segurança em primeiro lugar, então sempre tem que ter um colchão embaixo para caso aconteça alguma coisa, se a pessoa escorregar, sempre tem um colchão para para garantir a segurança dela. E é uma modalidade aérea, como o trapézio, né, o tecido acrobático. É, a lira acrobática entra nesse meio também, né? Isso. Ela entra como os esportes aéreos. Então, tem a lira acrobática, tem o tecido acrobático, tem o trapézio, mastropendular, o poliesport. Então existem várias modalidades que fazem parte dessa categoria que são os esportes aéreos. Como que faz para se pendurar ali na lira? Como que se inicia uma apresentação? Como que é? Conta pra gente, Jonas. Vai muito de pessoa para pessoa. Então a pessoa pode começar no chão ou ela pode começar invertendo, né? Quer virar de ponta cabeça. E aí existem várias maneiras de de subir, de fazer essas inversões que a gente chama. como que é uma competição de de lira acrobática? Como que é as regras, as categorias? Tá, vamos lá. Eh, é muito parecido com a ginástica artística. Então, eh, as os campeonatos, né, de de lira acrobática, eles são divididos por níveis. Então existem tanto os níveis amador, profissional e elite, só que o tipo de movimentação é muito parecido. Então começa com o os níveis fazendo o os movimentos mais tranquilos, que valem menos pontos. E os níveis elite eles já fazem o os movimentos mais avançados, que são os que valem mais pontos, que são os atletas elite, que são os que vão representar o Brasil nos campeonatos mundiais. E o que que consiste essa apresentação, né? O que que o atleta precisa apresentar ali pro pr pra arbitragem? Tá? Eh, uma apresentação tem em média eh 3 a 4 minutos. E nessa apresentação o atleta ele precisa escolher uma música que represente o tipo de apresentação que ele quer fazer. Só que nessa apresentação ele tem que fazer os movimentos obrigatórios e os movimentos bônus. Os movimentos obrigatórios são movimentos tanto de flexibilidade, de força e de equilíbrio, que mostram as habilidades do atleta. Então ele vai ter que escolher lá tem um código de pontos que ele tem que escolher 11 movimentos, quatro de flexibilidade, quatro de força e três de equilíbrio para montar sua sequência. Além desses movimentos, ele tem que escolher também os movimentos bônus, que são movimentos que vão garantir que ele consiga uma pontuação maior para garantir o pódio. E aí, esses movimentos bônus podem ser tantos giros, podem ser acrobacias de chão, pode ser mortal, pode ser, enfim, várias coisas que que garantam eh essa pontuação maior. A Liria permite exercícios que trabalham de forma lúdica todo o corpo, né? todo o corpo. Então você vai trabalhar e tanto braço, perna, muito abdômen e às vezes você nem vai perceber que você tá trabalhando isso de tão lúdico que ele é. Quais são os principais movimentos da lira acrobática? Não existem principais movimentos, mas existem alguns movimentos mais básicos que são inversões, ficar de ponta cabeça, eh são travas de cotovelo, travas de curva, né, que que é o que a gente chama atrás do joelho. Então existem milhões assim de movimentos. Eh, e os atletas eles precisam usar uma roupa específica para na apresentação, né, para praticar aí acrobática? Sim. É, precisa ser uma roupa justa ao corpo para que não haja eh perigo dessa roupa enroscar no aparelho. Então, tem que ser uma roupa justa. Geralmente é um macacão ou uma calça legging ou uma um top, uma camiseta, uma camisa mais uma regata que seja justa ao corpo. Então, necessariamente precisam ser roupas justas ao corpo. Pessoal também passa pó de magnésio na mão para ajudar ali na na lira. Como que é isso? Sim, pode passar. É muito comum usar o pó de magnésio, igual na ginástica. É muito comum também usar o Breu, que é uma tipo uma colinha. E as apresentações também podem ser em duplas? Podem ser em duplas também. Nos campeonatos existem tanto as categorias solo quanto em dupla e também em grupo. Como que é? Daí o pessoal fica na mesma lira, passa de uma lira pra outra? Como que seria? Jonas, nesses campeonatos geralmente são uma lira só pra dupla. Então as pessoas, as duplas, né, elas realizam movimentos que a gente chama de movimentos espelhados, que são as duas pessoas realizando o mesmo movimento na lira. Então elas são literalmente um espelho, elas fazem a mesma coisa. Mas existem também as portagens que são movimentos em que uma pessoa segura a outra. Então a pessoa pode estar tanto na parte superior da lira, segurando a pessoa que está na parte inferior e e aí elas podem ir revesando quem segura quem. Quais são os benefícios dessa modalidade, desse esporte? São muitos benefícios, tanto na parte mental quanto na parte física. Então, é uma atividade tão lúdica que você esquece os problemas que você tá tendo, você tá ali focado, você, enfim, você fica ali imerso nesse mundo, nesse ambiente. E sem contar os benefícios físicos também, que você vai est eh fazendo um exercício físico que vai trabalhar o seu corpo todo de uma maneira lúdica, de uma maneira divertida, de uma maneira artística e e isso vai trazer inúmeros benefícios para você. Tem idade para para começar a praticar ou não? não tem idade para começar. Pode começar desde os pequenininhos, 2 anos de idade e pode praticar eh assim, não tem idade para começar. Existem pessoas que começam a praticar com uma maior idade com 30, 40, 50 anos. Então é uma atividade muito inclusiva, eh, porque você não precisa ter uma idade, você não precisa começar cedo e você pode começar quando você quiser. E você é uma prova viva que a, a Lira realmente muda a vida das pessoas, né, Jonas? Sim, eu sempre falo que a Lira mudou a minha vida porque eu comecei a praticar, né, os aéreos, porque eu sou diabético, então eu queria fazer uma atividade, eu precisava fazer uma atividade física e eu queria fazer uma atividade que não fosse parada. Eu queria fazer alguma coisa que fosse divertida, que trabalhasse o corpo todo. E foi aí que eu encontrei os aéreos. E aí isso mudou a minha vida em vários sentidos, né? Melhorou a minha saúde. Eh, então, por ser diabético, eu preciso, né, tá fazendo um exercício físico. Então, os dias que eu treino são os dias que a minha diabetes tá mais controlada. Eh, e isso também trouxe para mim inúmeros benefícios na minha vida. E tanto que eu, enfim, fui fazendo, comecei, né, como um hobby. Na verdade, eu comecei como uma necessidade que virou um hobby e hoje em dia é um trabalho também. Galera, tô aqui com a Angélica. Ela que é praticante de outras modalidades aéreas e toda vez que ela vim aqui no estúdio, ela viu os Jonas ali em cima da da Lira e chamava a atenção dela. E aí através disso você começou a praticar. É isso mesmo, Angélica? Isso, eu ficava aqui no tecido, né, fazendo a aula e aí eu comecei a assistir o Jonas ensaiando, praticando. Ele veio também, fez algumas apresentações aqui. Aí eu fiquei curiosa, achei que ia ser legal, eu gosto de fazer aéreos e tô começando agora. O que que você tá achando dessa nova modalidade para você? Tá sendo desafiador, mas é o começo, né? Então acho que no começo é um pouquinho mais difícil e depois a gente vai pegando direito. Tá gostando, então tô adorando. Muito legal. Pessoal, tô aqui com o Léo. Ele que há tr anos conheceu essa modalidade. Como que foi isso, Léo? Ah, foi bem desafiador no começo. Apesar de eu já fazer as outras atividades físicas como calistenia, que a gente acabou utilizando o peso do corporal, eu achei que ia ser bem desafiador por conta de figuras, trabalhar parte de flexibilidade também, mas eu acabei descobrindo que tudo é treino, né, cara? apresenta algo novo, mas porém o treino, a constância vai te lapidando a você ficar melhor cada vez mais. E aí eu acabei me apaixonando. Como que é ser um praticante de lira acrobática? Ah, é satisfatório. Pelos resultados que eu tô tendo agora, né? Tipo, três anos atrás eu olho para trás assim e nunca me imaginava fazer coisas que eu tô fazendo agora atualmente. Para você, qual que é o mais legal desse esporte? Ah, é os movimentos, é fazer minha as pranchas. Esse que eu gosto bastante. Para você, quando você tá ali em cima, que que passa na sua cabeça? Como que é? Cara, é satisfatório, relaxante para mim, no caso. É bem assim, acaba trabalhando também na nossa saúde mental. Eu gosto muito, me sinto aliviado. Ah, muitas vezes com a rotina, né, o estresse, a correria, eu fico pensando, pô, será que eu vou? Será que eu não vou? E no final do dia, quando eu tomo a decisão de vi, sempre foi a melhor escolha, a escolha do dia que eu tomei. Galera, tô aqui com a Nati. Ela que conheceu a lira acrobática através do tecido, uma outra modalidade aérea. Como que foi isso, Nati? Então, eu já faço tecido há mais tempo e aí quando eu me mudei para Campinas, há mais ou menos um ano e meio, dois anos atrás, eu vim para esse estúdio onde eles também ofereciam a Lira. E aí eu me apaixonei porque é mais um aéreo super divertido, a gente tem aula de dupla, é um pouco menos desafiador que o tecido. O tecido é já é mais dificinho. Então assim, é só mais uma paixão por mais um aéreo que eu tenho. Depois que você começou a praticar, a sua vida mudou? Como que foi? Ai mudou assim, né? A gente, querendo ou não, como todo o esporte, por mais que seja individual, a gente, a nossa aula é coletiva, você acaba fazendo mais amizades, você acaba desenvolvendo muito mais condicionamento físico, é muita força de cor, de braço. Eu acho que com certeza é um exercício super completo. Para você, que que é o mais difícil na hora que você tá ali em cima da lira? Olha, a altura, porque assim, querendo ou não, é, você depende de você, da sua força e do seu próprio corpo. E a gente tá numa certa altura. Então, acho que o mais desafiador, assim, o que eu mais tenho receio realmente é a altura. Aí é meio que uma sobrevivência ali para não cair. Como que é? Ah, é aquela coisa, todo mundo fala: "Ah, mas você nunca caiu nem do tecido, nem na lira". Eu falei: "Gente, quando você tá lá em cima, você segura com todas as suas forças, até aquela que você não sabe que você tem, você segura, porque depende daquilo, né?" E acredito que assim, a gente tem uma consciência, sempre tem um professor junto que você nunca vai fazer uma coisa que seja muito desafiadora, que você não se sinta preparado sem um professor, né? [Música] [Aplausos] Olha o esforço aí. [Música]