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[Música] [Música] E vamos com as notícias do legislativo, porque alunos da Escola Municipal Clotil de Barraquê participaram do programa Câmara Educa, visitaram na manhã de ontem a Câmara Municipal de Campinas. As crianças se envolveram com atividades lúdicas no plenário, puderam conhecer alguns dos principais espaços do poder legislativo e ainda tiveram a oportunidade de conversar com a vereadora Paola Miguel. O Câmara Educa tem como principal objetivo aproximar a Câmara da população, promovendo a educação política para a cidadania. Os 19 alunos do quarto ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental, Professora Clotil de Barraquete, Von Zuben, foram recebidos pela vereadora Paola Miguel no plenário da casa de leis. Essa primeira visita da escola foi realizada dentro do programa Câmara Educa. Durante uma conversa bem descontraída, Paola explicou sobre o papel de um vereador e tirou muitas dúvidas da garotada. A gente falou desde as leis, né, com relação a resíduo sólido, do transporte, a gente pensar, por exemplo, num projeto como renda básica, né? A gente também falou sobre a questão dos animais, né, que estão no processo de extinção. Falamos sobre as árvores e lembramos lá do passado também falamos sobre dinossauros. Então, todo esse passeio, né, é, é muito rico. O programa de visitação é desenvolvido pela Elecamp, a escola do legislativo de Campinas e tem como objetivo aproximar a Câmara da sociedade civil. Para que isso aconteça, a Elecampa aos estudantes informações sobre política e assuntos relacionados ao legislativo municipal. E cada visita é adaptada. Esse novo formato traz uma programação mais personalizada de acordo com a faixa etária das crianças, né? Então aqui a gente faz com esse quarto ano do ensino fundamental uma contação de histórias para trazer conceito de governo, diferenciar a prefeitura de câmara, né? E as funções, né? O que faz o executivo, o prefeito, seus secretários e o que faz a Câmara Municipal. Então hoje eles estão aprendendo a função de representar, legislar, fiscalizar que um vereador tem. a gente tá semeando ali, né, o conceito de democracia, de governo. Eh, isso é educação política e cidadã, né? A gente fala de questão de direitos e deveres, a gente faz a fala sobre a questão do voto. Então, quanto antes crianças crescem com esse conceito, a gente tem uma população, uma juventude, né, esclarecida e mais participativa, com certeza. Então, é uma semente aí. Totalmente educativo, o programa conta com rodas de conversa, contação de histórias e a exibição de vídeos que abordam sobre cidadania e o cuidado com o patrimônio público. Um momento que une diversão e aprendizado além da sala de aula. Eu acho de extrema importância para as crianças conhecerem um pouco como funciona a democracia, porque é uma palavra que muitas vezes eles ouvem, mas eles não sabem o significado. Então, a partir do momento que a gente planeja essa visita, a gente também já trabalha dentro de sala de aula, questão política, os três poderes traz um pouquinho de cada assunto para eles e a gente fala também da importância do voto. Então, eu acredito que amplia o conhecimento deles ou às vezes até traz conhecimento que eles não tinham base nenhuma. E eu acredito que eles possam até formar já suas opiniões políticas, já consigam entrar numa conversa a partir dessa visita aqui na Câmara. Eles são o futuro da nossa cidade, do nosso país. É sempre o grande desafio acolhê-los sempre com muitas ideias, né? Com muito com muita criatividade, tendo ali as dúvidas, né, do dia a dia, né, que passa pelo ambiente escolar. Mas isso é o que a gente tem de mais rico. São eles que trazem ideias muitas vezes que a gente não pensou, que a gente não olhou. E quando eles voltam, né, ali pra escola, né, pro bairro deles, eles trazem isso, né? Eles contam que eles vieram até a Câmara, trazem um pouquinho muitas vezes das coisas que as pessoas não sabem, que a cidade de Campinas tem 33, né, parlamentares que ocupam esse espaço, como as leis são feitas, o que acontece quando uma lei ela é aprovada, mas ela não funciona. Então, muitas vezes são dúvidas, né, que a gente quando cresce a gente simplesmente trata como natural, mas é importante também a gente refletir sobre isso, né? Após as atividades no plenário, as crianças fizeram um tour pela casa, passando pela galeria de ex-presidentes e ex-vereadoras, e ainda puderam conhecer o estúdio da TV Câmara Campinas. Sofia, conta para mim, você já conhecia a Câmara Municipal? Não. O que que você achou dessa visita? Eu achei bem legal. Por quê? Porque a gente vai aprender muitas coisas que a gente ainda não sabia. Que que você achou de mais legal? mais interessante. Eu achei da curiosidade dos prefeitos. Eu gostei bastante disso, de saber quem é o prefeito, quem é o presidente da Câmara. É isso sim. É isso mesmo. Você pensa ser um vereador futuramente, seguir essa carreira ou ainda não sabe? Ah, eu tô meio em dúvida, mas eu acho que é bem legal assim. Eu aprendi muita coisa. É tanta coisa que não dá nem para falar. O Lucas contou que ficou impressionado com o tamanho da Câmara de Campinas. É muito grande. Você imaginava que era assim? Não. Você imaginava que era como? Um pouco mais pequeno. E até resolveu deixar um recado para a família. Oi, pai. Eu tô bem aqui aqui na câmera o sinal e eu tô achando bem legal aqui. [Música] O Câmara Educa atende alunos dos ensinos infantil a partir de 4 anos, fundamental e médio de faculdades, universidades de cursos profissionalizantes, ONGs, além do público em geral. As escolas interessadas em participar do programa Câmara Educa devem entrar em contato com a Coordenadoria de Cerimonial e Relações Públicas. O telefone 19D. Você que é de Campinas e região, pode ir direto. O número está aqui embaixo da sua tela. 3736 1402. E ontem foi dia de reunião ordinária em a de número 46. Os vereadores se reuniram por quase 4 horas para discutir e votar 11 projetos. Confira como foi. Durante a 46ª reunião ordinária, foram 11 projetos votados, todos foram aprovados. Um deles, inclusive, em segunda discussão do substitutivo total ao projeto de lei número 119/24, de autoria do vereador Rodrigo da Farmadique, com relação à criação do programa Farmácia Solidária. Durante o intervalo regimental, ele falou sobre isso. é um projeto que visa fazer o licenciamento e da autorização para que eh entidades possam eh passar a funcionar com o programa Farmácia Solidária, que é para fazer não a comercialização, mas a doação de medicamentos, inclusive aqueles que não fazem parte da lista de medicamentos que tem nas unidades básicas de saúde e essencialmente recebido eh de indústrias farmacêuticas, né? Então, as indústrias farmacêuticas, inclusive tem uma parceria com uma farmácia modelo que é na cidade de Mogi Iguaçu. Nós queremos replicar ele aqui com o recebimento desses medicamentos e a doação pra população. Bom, inclusive amostras grátis também, vereador. Sim, claro, né? Mas e eh além de poder receber esses medicamentos amostras grátis, a grande parte são medicamentos realmente de e que seriam paraa comercialização, que seriam serão doados pela indústria farmacêutica, né? Então nós precisamos eh com esse projeto fazer o licenciamento para que a gente possa ter legalidade aqui na cidade de Campinas e dar autorização para que as entidades possam abrir essa farmácia. Bom, é importante reforçar que pra dispensação aí gratuita a população sempre sob a responsabilidade, claro, de um de um farmacêutico. Claro. Sim. Todo o licenciamento ele segue segue eh regras rigorosas para o licenciamento, que é fica sob responsabilidade da Anvisa, a lei federal, mas o a vigilância sanitária é o qual vai fazer a o licenciamento. Então toda regra que é para uma farmácia privada, ela se aplica também paraa farmácia solidária. Todas essas regras nós fomos debatemos, inclusive fizemos um substitutivo total, que é o que nós vamos votar hoje. Nós debatemos aqui em audiência pública com representantes do Conselho Regional de Farmácia, nós tivemos também representantes da sociedade civil. Eu como farmacêutico, convidei outros farmacêuticos que estiveram aqui conosco, entidades inclusive eh representantes de universidades que provavelmente eh eh serão onde serão instaladas, esteve conosco aqui, eles demonstraram total interesse para poder fazer a implantação desse projeto. Como vai funcionar, vereador? Quem poderá integrar programas de entidades assistenciais, por exemplo? Sim, toda entidade de personalidade jurídica que tem a capacidade de fazer eh ter toda a estrutura, inclusive a contratação de um profissional que tem que ser o farmacêutico para poder fazer a abertura dessa dessa unidade, ela pode se credenciar, submeter, lógico, todas as regras aqui da vigilância sanitária local para poder participar. Mas essencialmente, geralmente as universidades, assim como é o modelo lá na na cidade de Mogi Iguaçu, provavelmente nós teremos instalado aqui, porque eles já tem farmacêutico, tem os alunos, tem os estagiários, mas sempre com a supervisão de um farmacêutico em todo o período de funcionamento da unidade. Também foi aprovado, só que em primeira discussão, o projeto de lei de autoria do vereador Nick Schinaider, que estabelece que as farmácias públicas deverão operar nos mesmos horários das unidades básicas de saúde. Também tive a oportunidade ontem de conversar com o vereador Nick Schneider que falou sobre isso. é um projeto que nós colocamos na casa para prestação dos dos nobres vereadores, né, que busca equiparar o funcionamento do posto de saúde com as suas farmácias. Todos os postos de saúde t uma farmácia que funciona dentro dele e as pessoas vão até uma consulta, passam pelo médico e alguns deles, não são muitos, viu André, mas alguns deles, a hora que a pessoa sai com a consulta na mão, a farmácia tá fechada, né? Então, o objetivo desse projeto é exatamente equalizar esse funcionamento tanto da farmácia quanto do posto de saúde. Muitas vezes complica a vida do paciente, tem que voltar no dia seguinte, né, vereador? Eh, a o cidadão ele consegue uma consulta num posto de saúde, passa pelo médico, muitas vezes ele pega o atestado no serviço para poder eh participar da consulta, né, ser atendido pelo médico e a hora que sai sem o remédio faz com que ele tenha que retornar no dia seguinte ou depois de dois dias no posto de saúde. E ao retornar e é dia de serviço, horário de serviço, é muito, complica muito a vida do cidadão. Então a nossa ideia é que haja essa equiparação do horário, tanto do posto quanto pra farmácia. Como surgiu essa ideia, vereador? A demandas, né? Pessoas que nos passam, que nos procuram falando um pouquinho dessa dificuldade, a nossa vivência na rua, eu procuro andar bastante pela cidade, ver os problemas na ponta, acompanhar todos os problemas da cidade dentro da nossa possibilidade de seres humanos, né? E esse é um problema que eu detectei junto à população na base mesmo, visitando os postos de saúde. Bom, Gabriel, quem quiser acompanhar na íntegra a reunião ordinária de número 46, o link é esse que aparece no seu vídeo. Lembrando que na próxima segunda-feira será realizada aqui mesmo no plenário a 47ª reunião ordinária. Gabriel, muito obrigado novamente o repórter André Aranha com as informações sobre a reunião ordinária que aconteceu na noite de ontem. Olha só, projeto de lei de autoria do vereador Vini Oliveira quer instituir aqui em Campinas o canal municipal de denúncias sobre combustíveis adulterados. O vereador Vío Oliveira protocolou um projeto de lei que institui o canal municipal de denúncias sobre combustíveis adulterados em Campinas. A ideia é criar um instrumento onde as pessoas possam relatar adulteração em combustíveis e outras irregularidades nos postos de Campinas. A ideia é que nós tenhamos um canal específico, mas também através do 156, que a prefeitura possa disponibilizar esse serviço, porque você vai no posto de gasolina, você tem um combustível adulterado, você é capaz de eh ter se o motor do seu carro destruído, o motor do seu carro vai por água baixa, você não tem o que fazer, você não vai poder fazer nada. Então não é nada mais justo que você ter uma fiscalização nos p de combustível da nossa cidade. Ainda, segundo o parlamentar, a adulteração de combustíveis é uma prática que afeta a economia, o meio ambiente, a saúde pública, também a segurança dos motoristas. é um projeto de extrema importância, visto que a NB suspendeu toda e qualquer fiscalização de qualidade dos combustíveis da nossa cidade. Então, você vai hoje num posto de combustível, você não sabe se esse posto de combustível está com a gasolina adulterada ou com a bomba adulterada. Nós temos, por exemplo, postos de combustíveis aqui na nossa cidade com mais de 13 autações de gerentes que foram presos por adulterar ou o combustível ou a bomba de combustível. Então, com essa fiscalização, com esses pedidos que nós fizemos também à prefeitura e ao Procom, a fim de saber se eles estão em conjunto com a fiscalização da qualidade dos combustíveis. E com esse canal de denúncias, onde o consumidor e o contribuinte pode entrar em contato e pode deixar o a suposta eh avaliação necessária do posto de combustível, que ele acha que pode ter um combustível bomba adulterada, nós faremos uma averiguação, nós faremos uma fiscalização nesse posto de combustível e nós daremos retorno a este consumidor. Todos os anos, o inverno seco traz o desafio de conter os inúmeros focos de incêndio. Muitas vezes o efetivo do Corpo de Bombeiros tem dificuldades para atender a todos os chamados que acontecem por vezes ao mesmo tempo. A vereadora Mariana Conte entende que o município de Campinas demanda de reforço preparado para lidar com a situação de forma mais eficiente. Segundo dados da Prefeitura de Campinas, de maio a setembro de 2024, foram registrados 885 focos de incêndio em Campinas, através das imagens de satélite no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o IMP. O Corpo de Bombeiros informou que no mesmo período o número de focos de incêndio chegou a 930. Pensando nisso, a vereadora Mariana Conte protocolou o projeto de lei que cria a Brigada Municipal de Combate aos incêndios florestais para combater os incêndios no âmbito do município de Campinas. Bom, a situação dos incêndios florestais é uma realidade. Nós vivemos isso de forma dramática o ano passado, inclusive com ondas de incêndio queimadas, não só na cidade de Campinas, não só no estado de São Paulo, no Brasil todo, mas também na cidade de Campinas. E o fato é que Campinas está desprotegida, porque nós não temos na cidade de Campinas uma brigada municipal de combate aos incêndios florestais. A vereadora lembrou de que o acesso aos incêndios urbanos são muito diferentes dos que acontecem nas áreas verdes. O Corpo de Bombe não tá adaptado, não tá, não tem equipamento adaptado, não tá tecnicamente inclusive adaptado para fazer esse tipo de combate que é muito diferente. O corpo de bombeiro prioriza a fazer a defesa das pessoas e do patrimônio, né, de prédios e tudo mais. Inêndios florestais é de outra natureza. A gente sabe que assim é difícil chegar. A vereadora teve a oportunidade de acompanhar de perto muitas das ocorrências na cidade. Eu acompanhei uma série de incêndios florestais no ano passado, até pra gente fazer a denúncia do que tava acontecendo, porque muitas vezes as pessoas sentem o cheiro, a fumaça, né? Sente os efeitos na respiração e isso faz muito mal pra saúde das pessoas. Mas a verdade é que a gente tá vendo pipocar os incêndios florestais. Isso também é fruto do processo da emergência climática, da secura do do do secura, né, do que a gente tá. E como seria essa brigada? Seria formada por agentes públicos municipais? Seria uma nova um novo órgão da prefeitura? É isso. Na verdade, seria subordinado a Secretaria do Clima, porque eu entendo que é responsável, mas a nossa defesa é que sejam servidores públicos contratados com equipamento, com técnica, né, articulado com a Defesa Civil, porque a Defesa Civil tem uma série de equipamentos para fazer o monitoramento de risco de lugares e momentos em que você tem mais ocorrência de incêndios. Os parlamentares usaram as ferramentas do legislativo para somar esforços. Eu como vereadora, o vereador Paulo Búfalo também, nós atribuímos emenda parlamentar para a dar suporte e compra da desses equipamentos paraa Defesa Civil. Então precisa ser articulado com a Secretaria do Clima, mas que precisamos ter servidores públicos municipais para que a gente tenha uma efetividade nessa nesse combate. Somente a área de proteção ambiental de Campinas abrange um total de 22.300 300, incluindo os distritos de Souzas e Joquim Egídio e os bairros núcleo Carlos Gomes, Cháaras Gargantilha e Jardim Montebelo. A nossa região tem muitas fragmentos de mata, fragmentos de mata protegido, como APA de Campinas, que é fundamental para o equilíbrio térmico, que é fundamental pra manutenção dos nossos rios, pra segurança hídrica. E a gente proteger esses fragmentos, proteger as nossas matas é fundamental pra gente enfrentar o que tá no futuro. Então, Campinas tá atrasada. Não não ter ainda, apesar da crise que a gente viveu nos últimos anos, apesar da situação não ter brigadas municipais, é um atraso da cidade de Campinas. Meiodia, mais 35 minutos. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Estamos ao vivo nesta terça-feira. Site da Câmara aberto é o campinas.lege. Porque amanhã tem audiência pública, hein? Olha só, a Comissão de Constituição e Legalidade vai analisar um projeto de lei que estabelece mais transparência na exibição dos preços dos combustíveis. Então, a a Comissão de Constituição e Legalidade vai analisar esses projetos, esses pareceres. Não é uma audiência pública, né? é a pauta da reunião ordinária da Comissão de Constituição e Legalidade. Amanhã, 3 horas da tarde, você vai ficar muito bem informado. Se você entrar no site da Câmara, você vai acompanhar que essa reunião da Comissão de Constituição e Legalidade vai analisar aí os projetos de lei. Este projeto é do Benelima, né, que fica vetada a exibição de preços promocionais como informação principal nas placas informativas. Caso tais valores sejam divulgados, eles deverão aparecer de forma secundária, com dimensão reduzida e acompanhadas de uma indicação clara das condições aplicadas. Então, entra lá, campinas.lege. p.lege.br que você vai ficar muito bem informado. Olha só, a Câmara volta projeto que institui a Lei Municipal de Atenção à gagueira. Os vereadores aprovaram os projetos que ampliam acesso gratuito a medicamentos. Agora sim, vamos falar sobre essa audiência pública, porque é hoje, hein? Daqui a pouco, Comissão de Constituição e Legalidade realiza hoje às 2 horas da tarde uma audiência pública que vai debater um projeto de lei enviado pelo poder executivo que propõe alterações em uma lei de 2010 e numa lei complementar de 2015 que tratam, respectivamente, da reestruturação do plano de cargos, carreiras e vencimentos e da organização administrativa da Fundação José Pedro de Oliveira. Então, hoje 2 horas tem audiência pública com transmissão ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas. Lembrando que você pode também vir até o plenário aqui. A entrada é pela Avenida Engenheiro Roberto Mange, número 66, no bairro Ponte Preta. Se não tiver condições, continue com a gente. A gente segue com as notícias do legislativo, porque o vereador Nelson Ori protocolou um projeto de lei para criar na cidade o programa municipal de desburocratização administrativa. É o Licença Rápida Campinas. O objetivo do projeto de lei do vereador Nelson Osri é simplificar, agilizar e modernizar os processos de análise, aprovação e emissão de alvaras e licenças do município. É um labirinto burocrático que todo cidadão acaba enfrentando aqui no município de Campinas para viabilizar o negócio, o empreendimento. Então esse projeto ele vem nesse sentido, né? Colocar prazo para que a prefeitura entregue um alvará, por exemplo, colocar todos esses processos de forma digitalizada e fazer com que o munícipe ele saia desse labirinto sem fim, que por muitas vezes, né, não consegue nenhum alvará de obra, seis, um ano. Então isso é inadmissível. Uma cidade como Campinas tem um setor tão importante que é o setor de urbanismo, travado e sempre precisando de um vereador ou munícipe para poder regularizar, para conseguir um alvará. Então a gente tem que acabar com esse balcão, com essa burocracia, né, e fazer a coisa rodar da forma que tem que ser rodada. A proposta determina que o poder executivo realize uma análise prévia dos processos em no máximo 30 dias úteis. O programa deve abranger, entre outros documentos e processos, o alvará de funcionamento, alvará de construção, de reforma, de uso, de eventos, licença ambiental de baixo impacto, licenças e registros urbanísticos de atividades de baixo risco e processo diabse. Além de modernizar, nós vamos trazer agilidade, o que que a população precisa. Por exemplo, vou dar um exemplo aqui básico, né? Eh, um alvará de um evento, de uma festa que vai ocorrer na cidade. Esse alvará tem que sair ou então não sair com tempo hábil para que toda aquela organização daquele evento ele possa ter um plano B, correr atrás de um documento que esteja faltando, né? para que ele possa de fato regularizar qualquer evento que ocorre na cidade. Nós sabemos que envolve economia, né? Mexe também com geração de empregos, mesmo sendo de forma indireta. Então, o munícipe ele precisa ser respeitado e por isso que eu apresentei esse projeto para que o munícipe saia desse labirinto burocrático que o Departamento de Urbanismo vem oferecendo ao cidadão campineiro. Por iniciativa do vereador Hbert Ganém, a Câmara de Campinas promoveu um debate sobre o TEA, o transtorno do espectro autista. A palestra na casa de leis foi ministrada pela coordenadora técnica do Paica, que é o Programa de atenção integral à criança e ao Adolescente. Mães atípicas também participaram do evento trazendo relatos sobre a experiência de enfrentar desafios únicos e uma jornada diferente da maternidade tradicional. Possibilidades e desafios no espectro do autismo. Um caminho construído a muitas mãos foi o tema da palestra realizada no plenário da Câmara Municipal. O debate partiu da iniciativa do vereador Rebet Ganém. Temos que levar a informação, né? O que que é o autismo, como cuidar, né? O que o ajudar a família também é importante, não é só a pessoa que tem o autismo, as pessoas trouxeram, fic até emocionado, as pessoas trouxeram a vivência, né, as mães atípicas do que enfrentam. A mãe não consegue ir lá fazer compra, né? E na escola, como é que vai cuidar na escola? Os professores também estão preparados para receber essas crianças? Maioria não está. A palestra foi aberta com o relato de uma mãe atípica que destacou a importância da sociedade não romantizar o autismo. O autismo não tem nada de bonito, tem nada de colorido, não tem nada de gostoso. O que tem de bom é só o amor. Mas o que vem com o autismo, gente, é uma pedrada. Só quem vive, quem tá dentro do espectro de alguma forma entende. Só quem sente na pele as mordidas, os arranhões, os chutes. Só quem entende o sentimento de incapacidade diante de uma crise. A tensão da mãe atípica é como se fosse um soldado em combate. Ah, que exagero, né, Joey? Não é porque você fica 24 horas por dia olhando para ver se o seu filho sufocou, se o seu filho tá dormindo ou porque que ele não dorme, né? que a gente também não atenção para que ele não entre numa crise para ver se a respiridonaiprazol ou qualquer outro medicamento tá fazendo efeito ou não. [Risadas] [Música] Segundo uma pesquisa do Instituto BESI, em 2012 no Brasil, cerca de 78% dos pais abandonaram as mães de crianças com deficiências e doenças raras antes dos filhos completarem 5 anos de vida. Quem está ali, ainda mais quando as mães não têm suporte, né? Como disse, maioria dos homens, infelizmente, vai embora, né? Abandona o lar e parte. Isso é muito triste. Então, aí fica só pra mãe. Aí se a mãe não tiver familiares que ajudam, aí se a escola não tiver preparado, né? Se o poder público não der condições também ali com eh especialidades para ela, né? Ela vai ficar sozinha enfrentar uma situação bem difícil. E é que nós estamos aqui trazendo à tona e eh eh esse debate pra gente poder melhorar. A coordenadora técnica do Paica. O programa de atenção integral à criança e ao adolescente e também mãe atípica, trouxe uma abordagem geral sobre o tema. Ela falou a respeito dos desafios, os direitos e a necessidade de inclusão das pessoas com autismo. Então, quando você fala de família, eu acho que o que nós temos que fazer é ir trabalhando cada vez mais com essa família e oferecendo o suporte. Olha, a gente tá querendo ajudar de alguma maneira. Será que se você levar para fazer uma avaliação na Fo? Eu nunca vou falar médico primeiro. Claro que se eu falar médico já vem essa questão da medicalização, de de ter uma doença, embora autismo não seja doença, né? Um transtorno, mas já vem pr pra mãe isso, né? Então vamos, será que tem um, vamos ver se a gente consegue encaminhar ele para fono, para ver essa linguagem, para ver se a gente consegue ajudar ele a falar, né? aqui, lá também para você entender. Então é isso, é parceria, é uma das coisas que eu sempre falo, né? É você saber acolher. Com base no senso demográfico de 2022, o IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, apontou que uma em cada 38 pessoas no Brasil foi diagnosticada com TEA, o transtorno do espectro autista. Isso equivale a aproximadamente 2,4 milhões de brasileiros que receberam o diagnóstico. A gente precisa trazer o debate, a informação junto com a sociedade para que a sociedade acolha. Muitas pessoas dizem: "Ah, tudo agora é autismo, né? tem esse preconceito. Quantas não não estiver dentro das pessoas que o autismo precisa ali ter investimentos, as pessoas precisam são diagnosticada, isso existe, elas vão achar que é frescura e acha que o poder público não deve investir nisso. Mas quando a gente consegue levar isso, né, pra sociedade debater, a gente tem uma facilidade maior até durante ali a a mãe quando for numa praça ali levar o filho num mercado, as pessoas entendam aquela situação e não vai recriminar, não vai brigar com a mãe. A pesquisa do IBGE representa um marco importante, pois é a primeira vez que o Brasil possui dados oficiais sobre a prevalência do autismo no país. Os dados são cruciais para a formulação de políticas públicas, o desenvolvimento de serviços e o apoio às famílias que convivem com o autismo. A gente precisa trazer esse debate ativo e que o poder público invista mais, né, com diagnóstico, centro de referência para colher. Minha fila é muito grande, até sai o diagnóstico. E como disse, quanto antes o diagnóstico for feito, começa-se o tratamento para que possa amenizar. [Música] เฮ [Música]