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Estúdio Câmara - 27/07/2026

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Olá, muito bom dia, seja bem-vindo. Estamos chegando com mais uma edição do nosso estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas ao vivo. Segundamos, segunda-feira, dia 27 de julho. E hoje vamos conversar sobre maturidade. Assumir a maturidade que chega com os anos e nos desafia a olhar para nós de uma forma diferente. São cachos brancos, cabelos naturais, rugas e marcas do tempo. Durante muito anos, muitos anos, perdão, a sociedade ensinou que tudo isso precisava ser escondido ou corrigido, mas parece que assumir a própria imagem, respeitar a história escrita no corpo e fazer escolhas livres de pressões externas tem se tornado um movimento cada vez mais presente. Ao mesmo tempo, muitas pessoas ainda enfrentam julgamentos quando decidem abandonar padrões que foram impostos durante toda a vida. É sobre identidade, autoestima, maturidade e liberdade de escolha que nós vamos conversar hoje. Então, participe com a gente, conta aí. O WhatsApp tá na tela. Quero saber de você. Você já sentiu pressão a mudar a aparência para ser aceito? ser de repente: "Ah, eu preciso alisar meu cabelo para ser aceito em tal ambiente ou então eu preciso pintar os meus cabelos porque eu tenho medo do julgamento e assim por diante." Conversa com a gente sobre isso. Nós sabemos que isso é um assunto que envolve 90% das mulheres, mas os homens também, né? Então, podemos conversar porque nós temos especialistas no assunto de maturidade, de assumir quem você é de verdade e daqui a pouquinho vamos apresentá-las e você pode sim mandar a sua pergunta, a sua dúvida ou a sua experiência. O WhatsApp tá na tela para você, 199729377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações e daqui a pouquinho vamos apresentar as entrevistadas do programa de hoje. Vamos lá. Secretaria de Saúde de Campinas. reforça o alerta para que a população mantenha os cuidados no combate ao mosquito Aedes a Egipte, que é o transmissor da dengue. A orientação é eliminar recipientes que possam acumular água, manter caixas d'águas vedadas, limpar pratos de vasos, de plantas e descartar corretamente materiais que possam servir de criadouros. As orientações são válidas para toda a cidade. Até o momento, Campinas registra 3.546 casos confirmados de dengue. Entre dia 1eo de janeiro e 30 de junho deste ano, foram realizadas 820.643 visitas domiciliares para controle de criadouros e ações educativas, além de 53.382 ações de nebulização costal. A Secretaria da Saúde destaca que cerca de 80% dos criadouros do mosquito estão dentro das residências, reforçando a importância da participação da população na prevenção da doença. Bom, é aquele negócio que a gente sempre fala, se cada um fizer a sua parte, quem sabe a gente consegue minimizar um pouco do impacto dessa doença que é transmitido pelo mosquito Aedseg. Tá bom, gente? Vamos lá, mais uma informação chegando. Atenção, você que transita, né, ali na região do Brinco de Ouro da Princesa. É, a empresa municipal de Desenvolvimento de Campinas, a INDEEC, vai realizar uma operação eh de trânsito para a partida entre Guarani e Inter de Limeira, válida eh pela 15ª rodada da Série C do Campeonato Brasileiro. O jogo é hoje às 8 da noite, no estádio Brinco de Ouro da Princesa. E a operação, gente, inclui reserva de vagas no entorno do estádio e contará com cinco agentes de mobilidade urbana, além de equipe semfórica e operadores do Centro de Controle Operacional. O esquema terá início na madrugada, já teve, né, início na madrugada de hoje e deve seguir até aproximadamente às 11 da noite. Então você que vai circular ali pelo local do estádio, preste muita atenção. Informações sobre o trânsito podem ser obtidas pelos canais do Fale Conosco da Indec ou pelo aplicativo, tá bom? Então fique muito bem informado. Sempre aqui na TV Câmara Campinas. ao meio-dia, Gabriel Castro detalha para você as informações do jogo e também a questão do trânsito. Agora, a previsão do tempo chegando. Vamos ver como é que fica o dia hoje. Semana começando e nós temos o que na previsão do tempo. Olha só, previsão de tempo ensolarado, céu azul de brigadeiro. O sol tá brilhando lá em cima. Que você tenha um ótimo dia, uma semana abençoada, maravilhosa, mínima 12, máxima 26º. Bora se hidratar e fazer desse um dia produtivo. Vamos juntos aqui na TV Câmara Campinas ao vivo, estúdio Câmara no ar falando sobre maturidade, né? Então é desafio, é liberdade, o que que é assumir a maturidade? A gente vive mais do que as gerações anteriores, você percebeu? E a gente tá acompanhando mudanças eh importantes na forma como nós passamos a enxergar o envelhecimento. Mesmo assim, muitos sinais naturais da passagem do tempo ainda são tratados como algo que precisa ser escondido. Talvez a grande reflexão não seja sobre pintar ou não os cabelos, mas sobre quem está tomando essa decisão. É uma escolha pessoal ou uma tentativa de atender expectativas impostas pelos outros, né? a gente precisa entender sobre isso. Então, para conversar sobre o tema assumir a maturidade, a gente recebe hoje a tricologista e psicanalista Jaelma Paixão, que vai nos ajudar a entender essa fase da vida. Seja bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Bom dia, Ruben. Bom dia a todos. E olha só, gente, para completar a nossa dupla de hoje, nós estamos recebendo aqui a especialista em cabelos e cabelos cacheados e crespos. Ela entende tanto sobre transformação e lida com transformações de mulheres todo dia. É a Luciana Lourenço. Seja muito bem-vinda. Bom dia, Lu. Obrigada pela sua participação. Bom dia. Bom dia a todos. Tô muito feliz de estar aqui, poder dividir um pouquinho dos conhecimentos maravilhosas. Olha só, né, como é que a gente faz. E aí, eh, quando a aparência deixa de seguir padrões e a sua assumir a sua maturidade, a sua autenticidade é uma liberdade, é um desafio. Então, a gente começa a falar com a Jaelma. já é uma do ponto de vista emocional, né? Qual que o que que a aparência ela representa pra gente? Por que que tem tanto peso a forma como a gente percebe as fases da vida? O que que acontece conosco? Eh, Rúb, é muito importante a gente falar, né, sobre esse tema e quando fala isso, é muito mais que só identidade. A psicanálise clínica vai dizer que ao longo da vida são mais de 48 perfis de personalidade passando por nós. Então, em algum momento, essa mulher que chega nessa maturidade, que a gente até fala, né, cabelo de prata, saúde de ferro, essa mulher, ela vai ter aos seus desafios em buscar reconhecer essa nova mulher que chega e ela vem com esse cabelo de prata, esse cabelo branco, né, trazendo aí, contando sua história. Olha só, e são histórias, né? Não só através dos nossos cabelos, mas as nossas marcas, as nossas linhas de expressão, as nossas rugas. De repente você voltar para si, né, se olhar de uma maneira ã diferente do que você se olhou durante toda a fase da sua vida. A Luciana, ela lida com mulheres que optam por voltar o olhar para si mesma e de repente eh buscar a sua essência. Lu, você acompanha essas mulheres em processos de transição capilar principalmente, e isso é muito delicado. A gente fala no dia a dia assim, ah, transição capilar, né, é simples assim, não, não é. É algo que envolve autoestima, envolve história, envolve aceitação, envolve a questão de você ter uma liberdade de escolha e você também estar maduro suficiente para lidar com julgamentos alheios, porque isso, infelizmente, é uma coisa que sempre existiu e vai continuar existindo. Lu, o que que acontece eh no no salão, né? O que que você vê, o que que te impacta nesse momento em que a mulher decide a se aceitar? Como que que funciona e como é que você trabalha? Como é que você maneja com isso? Porque querendo ou não, a gente pode falar que essa mulher que decide a aceitação, ela vive um luto. Ela precisa encerrar um ciclo para poder iniciar outro. E essa barreira ela é bem delicada para conseguir passar, não é? Muito delicada. Na verdade, quando a mulher decide mudar por fora, ela já mudou por dentro. Au, né? Ela já mudou por dentro. Ela tá numa nova fase da vida, ela já tá vendo o mundo de uma maneira diferente. Foi como você falou, padrões impostos durante muitos anos, né? Mulher bonita é mulher de cabelo comprido. Ah, cabelo branco é coisa de mulher mais velha. Então são coisas, foram padrões, foram coisas que foram ficando na mulher e que hoje ela chega no dia de hoje, ela olha no espelho, não se identifica, ela até quer assumir essa nova identidade, mas ela tá presa a um padrão. Foi como você falou, eu quero estar com essa imagem ou estou com essa imagem para poder ser aceita na sociedade, né? Então, eh eh é nessa hora que a gente, a nossa equipe tá ali para ajudar essas mulheres a a se olhar para dentro e realmente fazer a escolha que ela quer, né? Em sua maioria elas acabam aceitando o cabelo natural, que é lindo, né? A mulher brasileira ela começa no cabelo ondulado e vai até o crespo. Sim, né? É difícil você encontrar mulheres brasileiras do cabelo liso natural, né? geralmente ela tá com cabelo escovado ou com uma progressiva, né? E ali a gente tá lidando desde o ondulado até o cabelo crespo. E aí falar dessa segunda transição que já é pro grisalho. Então são duas transições do cacho e do grisalho. Exige muita atitude, muita coragem, né, dessa mulher. E essas mulheres que tomam essa decisão, a maioria delas estão muito felizes. Uau. Isso é importante, né? Agora me chama atenção algo que eu gostaria que você falasse. Quais são os tipos de sentimentos que você percebe eh no seu momento de trabalho dessas mulheres? Tem choro, tem sorriso, tem eh expectativa, tem o que que tem, o que que você percebe de de sentimentos? É uma emoção muito grande. É tão grande que impacta todo mundo que tá ali dentro do salão. Imagina cabeleireiro, auxiliar, pessoa que tá do lado, todo mundo se emociona junto, porque é um encontro, né, um reencontro com a sua verdadeira identidade que foi perdida ali ao longo dos anos. Então ela tava acostumada a olhar no espelho com aquele cabelo liso, aquele rosto. Você compra, né, aquela imagem e de repente quando a gente vira a cadeira e ela se vê com cabelo natural, a maioria se emociona e chora muito. É muito emocionante. Olha só, Jaelma, explica pra gente esses sentimentos, eles foram reprimidos? Ele, o que que acontece com esse turbilhão de sentimentos que surgem quando de repente a mulher se olha no espelho, ela não se reconhece mais porque ela viu, ela viveu a vida toda eh para eh eh para os outros, né? eh viveu a vida toda ali e tentando ser assertiva aos padrões de beleza impostos pela sociedade. Então, para ela ser aceita, ela decidiu ser uma pessoa que ela não é. E aí quando, no exemplo que ela deu, né, no salão, esses sentimentos vêm à tona, eh, eles estavam reprimidos e aí de repente a partir dessa mudança, a gente consegue eh reviver, é um renascer. Como é que você explica pra gente isso, Rúbia? Eh, isso acontece bem antes, né? Ao chegar no salão aonde ela vai fazer essa aceitação, ela já buscou essa aceitação com ela no habitate dela, onde ela ali ela se sente segura para depois ela mostrar para o outro aquilo que ela tá assumindo dela mesma. Normalmente existe o que você mesmo comentou, o luto, né? Ela vai ter que deixar para trás aquela mulher que ela vai ter como referência, né? a textura de cabelo, o tamanho, a cor, para depois ela trazer para fora e aceitar essa nova mulher que chega e que vai acompanhá-la por um bom tempo. Falando nisso, a gente tem menopausa ainda, né? Se a gente tiver falando só da mulher, 40, 50 mais, né? Sim. Aí são três desafios, né, Luciana? ela ainda tem que vencer a o próprio desafio da menopausa. Então são muitos desafios paraa mulher entender. A aceitação, tristeza, vem melancolia, choro. Antes do choro da alegria vem o choro da tristeza, né? De enterrar ou deixar para lembrança aquilo que ela já foi. Muito bem. E assim, eh, Lu, é, é algo assim do dia paraa noite. Eh, hoje acordei, olhei no espelho, não me reconheci e amanhã eu vou lá na Lu, falo: "Quero mudar os meus cabelos e voltar ao meu eu natural". Acontece isso. Muita gente chega, fala: "Vou,", mas aí acaba desistindo. Muita gente desiste porque não está no momento, né? Na verdade, quando a mulher chega nesse ponto, ela já vem trabalhando isso há muito tempo. Na pandemia foi assim demais. adeules da pandemia, né, que ficaram em casa sem poder pintar o cabelo, sem ir no salão, sem alisar o cabelo. Então, muitas passaram pela transição na pandemia. Então, depois da pandemia, a gente teve aí um estouro de mulheres assumindo os cabelos cacheados e grisalhos, porque ficou sem pintar e aí viu, falou: "Acho que eu gostei, vou assumir e vou começar a usar o meu cabelo de forma natural". Então, é é muito pessoal, né? É muito pessoal de cada um mesmo. Quais os desafios que você percebe na transição eh eh entre de cabelos, né? Eu tô com cabelo liso, tenho progressiva e aí eu vou assumir os meus cachos. Mas a gente sabe que não é em uma primeira visita lá no salão que eu vou ter os meus cachos 100% de volta. Então, quanto tempo demora? E o que que acontece, né? O que que vai aparecendo nesse tempo em que esse trabalho está sendo realizado? Não é nada fácil pra mulher, porque não adianta romantizar a transição. Foi como você falou aqui no início, ai tomei a decisão, fui lá, fiz, tá pronto. Não, é um processo e um processo bem dolorido, porque daí vem o julgamento, a pessoa ali com aquelas duas texturas de cabelo, né? O cabelo crescendo natural, o cabelo alisado, ela já sabe o que ela quer para depois, mas as pessoas que estão vendo ela não. Então, familiares, amigos, começam: "Mas você vai ficar com esse cabelo?" Uhum. "Menina, vai pintar esse cabelo? Nossa, por que que você não aliza, faz uma escova, então ela passa por esse processo de julgamento, né? e mesmo de se olhar no espelho e não gostar da imagem que tá vendo. Então veja, essa mulher tem que ser muito forte porque ela tá olhando ali no espelho, não tá gostando, mas ela tá mirando o quê? No futuro, naquele cabelo todo natural. Algumas chegam lá muito decidida, falam: "Lu, tenho três dedos de cabelo, pode cortar curto, vou cortar curto e já vou assumir o meu cabelo natural". Outras fazem o processo aos poucos, demora ali 1 ano, 1 ano e meio, 2 anos, cortando pontinha, cortando pontinha até fazer toda a transição. Então, varia muito eh da pessoa, né, se conectar, olhar no espelho e gostar do que ela tá vendo. Então, veja bem, tem mulheres que se identificam de cabelo curto, é o meu caso, né? Já fazem alguns anos que eu venho usando meu cabelo curto, né? Até é importante falar isso que a negra, né, o cabelo crespo é um cabelo com menos água, menos óleo e menos queratina. Ele não tem a mesma força de crescimento de um cabelo liso, né? Facilmente você vê um cabelo liso, um cabelo ondulado, alcançar comprimentos, né? E o cabelo crespo não. Então a negra geralmente ela faz uma trança, ela faz um aplique, é algo que eu mesma usei durante anos, né? Até assumir o meu cabelo curto, né? Já faz alguns anos que eu uso, me identifico, amo, né? Mas é muito muito de cada um. Então tem mulheres que chegam lá e fal: "Não, eu quero cortar, pode ficar três dedos de cabelo e eu já assumo". E outras passam por esse processo devagar porque elas não conseguem se ver de cabelo curto, então elas querem fazer a transição mantendo o comprimento. Demora muito mais. Nossa, demora muito mais e o impacto psicológico também é bem profundo, né? Jaelma, agora deixa eu te perguntar uma coisa, Jaelma. a gente fala, né, eh, principalmente nós mulheres negras, né, eh, se acredita em um racismo eh eh estético que vem eh impostos na vida, principalmente da mulher negra desde a infância, e isso, de repente resulta em mulheres que t o cabelo crespo, tem o cabelo enrolado, ondulado, mas que acostumaram a se manter com cabelo liso. Esse racismo estético, você acredita que que impactou a vida, principalmente de nós mulheres negras? Acredito que sim. Eu sou de família negra, né? Meu pai é negro, minha mãe ali que já é filha de índio, então há uma mudança. Então lá em casa somos 10, então imagina, né? Texturas, comprimentos de cabelo completamente diferente. E eu vejo sim a diferença do comportamento até das minhas irmãs, né? Minhas irmãs começaram a alisar cabelo ali com os 25 e colorir também o cabelo. Eu tô na faixa dos 50, ainda não fiz nenhuma dessas duas transição. Então sim, isso requer olhar também para pra vida e como o outro te enxerga, porque sim, há sim uma cobrança, né? que nós mulheres, independente da raça, temos que ter e da cor também temos que ter muita empatia, porque a mulher, independente do estado do cabelo dela, por trás ali tem uma mulher querendo trazer para fora sua identidade e muitas vezes vai trazer o cabelo como marca de comportamento. Então, sim, isso é real e vai continuar sendo real por muito tempo. Então, que a mulher que esteja nesse momento buscando trazer para fora seu grisalho, faça isso por você. e não por uma sociedade ou as pessoas que estão em torno dizendo o que é bonito e o que é belo no tempo de hoje, né? Nós que temos que reconhecer o que é belo para si. Agora que há, como a Luciana falou, exige coragem o I para você enterrar aquela imagem que você tinha e trazer para fora uma nova mulher e ela vem com grisalho, requer muita coragem. É, eu quando digo racismo estético é algo assim que vem lá da infância, sabe por quê? A minha mãe é negra, ela tem os cabelos crespos e eu vi a minha mãe passando, você vai saber do que eu tô falando, uma escova que parecia de ferro. É, era de ferro. Uma escova de ferro que ela colocava alguma coisa e passava nos cabelos. Mas essa escova na época não era de ligar na tomada, ela esquentava no fogão e aí ela ficava com os cabelos lisos, eu lembro que lindos, né? E aí eu cresci e na criança vendo, a mãe tava com o cabelo cresco, de repente ela alisava o cabelo, ficava aqui assim e muito bonito. E eu cresci vendo eh aquela transformação da minha mãe. Então as coisas acontecem, a gente vai moldando, né, o ser humano na infância. E aí por que que ela fazia aquilo? Porque ela precisava ser aceita no lugar de socialização dela que ela trabalhava. Mas por que que ela não era aceita com o cabelo que ela tinha, né, com a naturalidade dela? Eu cresci vendo isso e cresci alisando o meu cabelo também. E hoje eu morro de vontade de fazer uma transição, porque os meus cabelos eles são enrolados e são lindos, mas tem aquela coisa que eu trouxe lá da infância e que me segura. É algo bem delicado quando a gente fala disso, esse negócio que a mãe usava no cabelo. Eu acho que a maioria das mulheres, principalmente negras, elas passaram por esse processo. E aí hoje a gente pode falar disso. E que bom que a gente pode falar disso. Imagina a dor que essas mulheres elas passaram na época fazendo algo imposto, de repente sem ter vontade, mas que elas precisavam para ser aceita, além de negras com os cabelos crespos. Olha isso. L Sim, sim. É, exatamente. E você falou, né? Era o pente quente e é no fogo, né? O pente quente e é no fogo. Eu cheguei a usar pente quente, cheguei a usar e a gente passava no cabelo e depois punha abóbora. Então era todo um ritual, né? Começava no sábado de manhã, lavava o cabelo, esperava o cabelo secar, passava óleo, passava pente quente, punha o Bob, esperava o Bob dar forma no cabelo para soltar, para então a noite est arrumada para sair. E se chovesse isso aí acabou tudo, né? que não podia molhar, não podia molhar o cabelo. Então eu vejo que também esse movimento do cabelo natural é por várias vertentes. Eh, hoje a mulher mudou, o mundo mudou, né? A a gente tem menos tempo. Quem tem tempo, quem pode passar um dia inteiro no salão ou um dia inteiro em casa arrumando um cabelo, escovando, eh, estilizando, passando baby le? Então essa mulher, ela tá mais prática, ela tá mais moderna, ela quer resolver a vida de uma forma mais rápida. Então assumiu cabelos naturais também é praticidade. Praticidade. E tô aqui com a médica. Saúde capilar. Saúde capilar. Porque e esse esse processo de esquentar a figura do cabelo judia demais do cabelo, né? Pois é. É. Você tá tirando o cabelo do natural, trazendo ele para um novo formato. Para fazer isso, você vai mexendo na molécula do cabelo, nas moléculas de enxofre do cabelo, quando é uma química, né? E quando não uma química, você está ali e eh judiando da fibra capilar, né? Você não vê porque o cabelo está ali escovado, com reparador de pontas, tudo bonitinho. Mas quando você lava esse cabelo em casa e esse cabelo seca de forma natural, você vê o quão destruído o cabelo tá. Então, usar os cabelos naturais é praticidade, é modernidade, né? Jovialidade e saúde capilar. É isso aí. É isso aí. Eh, todo esse movimento que vocês falaram desde a infância, né? Meu cabelo é cacheado, tá de escova, né? Não faço nenhuma transição porque prefiro tê-lo cacheado e utilizá-lo o dia que eu quiser, né? Então, eu sei bem o que é esse esse essa estrutura. Ah, nós estávamos conversando antes de começar e ela falou: "Já, você vai assumir lá na frente os seus brancos." Eu disse: "Vamos ver, né? Eu que espero até os 52, porque aí eu vou ter que assumir muita coisa. Não só o branco, mas o meu anelado, o meu cacheado, né? E isso requer realmente o que você vem construindo nessa narrativa, né? Como que vai ser aos 52, aos 53 que eu espero chegar nessa idade, fazer essa transição? Como eu chego? Quem é essa mulher que chega, né? Porque são muitas atmosferas que a gente vai ter que construir para assumir, né, essa também praticidade, também essa saúde capilar. Mas eu acredito que a mulher brasileira, ela antes de pensar na saúde capilar, ela ainda tá pensando na sua autoestima, na sua identidade e como o outro vai enxergá-la, né, Lu? e se sentir aceita mesmo pelas outras mulheres. Eu acho que o homem não passa muito por esses desafios, porque ainda quando fala que o homem tá grisalho, que ele é bonito, né? Que tá mais bonito, charmoso, para nós mulheres, não temos ainda narrativas muito prejudicial a identidade da mulher, né? Relaxada, não se cuidou, né? E isso é imposto até por nós mulheres também, né? E é muito importante a gente falar também, não só disso, né? da de textura, de saúde, mas entender que tem algumas mulheres por várias restrições, ela não pode também colorir esse cabelo e ela tem que aceitar, tem que passar por esse processo, né? Tem mulheres que ela tá passando por processo de câncer, mulheres grávidas, mulheres que em algum momento da vida não tem essa condição também. E o melhor caminho é aceitar e passar por isso da melhor forma possível, né? Foi interessante que a Joelma falou de condição, né? Às vezes a pessoa não quer usar o cabelo grisalho, pinta o cabelo em casa, não tem condições de ir no salão e aí sem muitas condições, passa três, qu meses sem fazer a raiz. Na minha opinião, entre ficar com aquela raiz branca, o restante colorido, é melhor um cabelo grisalho bem cortado, bem alinhado. E é lógico, o cabelo grisalho não é para qualquer um, né? É pra pessoa também que gosta de um cabelo moderno, né? que é uma pessoa moderna, que gosta de se arrumar, porque se ela não não tem até a Miranda, né? A Miranda foi um exemplo aí para nós do filme, né? Uma mulher toda arrumada, com seu cabelo grisalho, mas com corte moderno, com corte diferente, com uma roupa moderna, né? Então, e ele vai se encaixar nessa mulher que vai fazer um corte assimétrico, um corte diferente e que vai se arrumar. Agora, se a pessoa não consegue, o ideal mesmo é pintar, porque senão ela vai ficar com uma aparência de uma mulher mais velha. Se ela aprender fazer um coque, usar um vestido mais, né, e e de ela vai ficar mais envelhecida. Então, dá para usar o cabelo grisalho, dá, mas a pessoa precisa ter estilo para usar esse cabelo. Uau! Olha, estilo. Não é tão simples assim. Agora o cabelo grisalho, né, gente? O impacto do cabelo grisalho, principalmente na vida da mulher. O homem, a gente já falou aqui, ah, cabelo grisalho, né, tá lá, tá, tá elegante, agora a mulher não. E para nós, assim, qual que é o impacto? Isso também mexe com sentimentos. Percebe como a gente permeia, eh, falando da da de nós mulheres, mas a a questão da saúde mental pra mulher, ela é muito profunda. Os primeiros cabelos grisalhos que começam a aparecer, qual é a tendência? você aí de casa. Hum, eu sei. Eu também fiz isso. Peguei uma pinça e, ó, ti. Um, dois. Vamos tirar. É só dois. Daqui a pouco você olha, já tá metade. Daqui a pouco você olha, tá a cabeça quase completa. Esses pequenininhos, né? Você vai tirar todo o cabelo. Não. Aí você percebe que não, tá tudo bem, isso faz parte de mim. Então, vamos lá, vamos trabalhar com essa identidade nova que tá chegando. Mas tem impacto na saúde mental, né? Tem os primeiros cabelos brancos dá uma sensação. Eu já passei por isso, gente, né? Então eu falo: "Gente, mas o que é isso? Já sim, quando a gente fala desse impacto chega e hoje tem chegado para qualquer idade, né? Eu tenho pacientes que chega na clínica já com 25 e já colorindo cabelo. Então é é diferente para essa mulher ela ter que já assumir aos 25 anos esse cabelo. Porque a gente tá falando de oxidação, de envelhecimento celular, a gente já não tá falando mais de de estima, né, de identidade. Estamos falando de saúde. Quando a gente vai chegando ali aos 40, aí sim começa a oxidação mesmo do corpo. E aí tem todo o dinâmico, quando eu falei, vem ainda menopausa trazendo aí um impacto emocional para essa mulher muito grande. Uhum. Então a mulher que tá passando hoje por esse processo, ela também 40 mais, 50 mais, ela vem com menopausa, ela vem com já com uma melancolia, com uma tristeza, ela vai ter que se reconhecer de novo. Tem muitos desafios ali. A mensagem sempre é que para que ela tenha essa empatia com ela mesma, né? Primeiro lide com suas próprias emoções e entenda que está em uma outra fase, porque a tristeza, a melancolia, as pessoas que estão em torno ali também não entende o que tá acontecendo com essa mulher, né? As amigas, as colegas, as outras mulheres. Hoje de 10 mulheres, a Luir aqui, de 10 mulheres, oito, sete, oito faz coloração, né? Então imagina essa essas sete quando vê três não fazendo, ela tem um julgamento. Sim. Isso parte de nós mulheres. Nós deveríamos ter mais empatia de aceitar e achar lindo o processo pelo qual o outro tá passando também, né? É verdade, né? A gente nas redes sociais hoje, né? A gente pode ver aquelas mulheres que que têm a a autoaceitação e que não se importam, né? E elas têm, na verdade, o autoconhecimento e elas estão fazendo para elas, né? Mulheres que assumiram os grisalhos, cabelos longos, grisalhos inteirinhos assim, e as mulheres felizes da vida. Olha, é um processo, eu imagino que deva ser um processo de autoentendimento, autoaceitação muito profunda, porque o impacto é visível. A gente tem o impacto quando a gente começa a perceber os cabelos grisalhos, aí você começa, vê lá na sua gaveta, puxa lá, você tem uma tinta em casa que eu sei, tem uma tinta em casa de reserva que eu sei, porque de repente não dá para ir no salão, né? A hora que você quer lá, não tem o o horário, não tem não tem vaga no salão, você tem uma tinta em casa de reserva, porque eu tenho, eu sei como é. E aí você vai pintando esse cabelo, pintando esse cabelo. Qual que é o impacto da gente pegar assim aquela tinta, sabe, que a gente compra no mercado para o nosso SOS, se não dá tempo de ir no salão, se não tem vaga no salão, enfim, eu preciso porque os cabelos brancos eles, eu não sei o que que acontece, brota do dia pra noite e aí eu vou passando aquela tinta, passando aquela tinta e vai ter um impacto na na minha fibra capilar, né, Lu? É, gostaria que você trouxesse pra gente sobre isso. Sem dúvida, sem dúvida. A coloração, né, as pessoas falam: "Ah, é só uma coloração". Se usar química? Não, não uso. Só uso coloração. Coloração é uma química, né? E ela passada várias vezes no mesmo fio ali no mesmo lugar, ela vai fazendo um acúmulo naquele lugar, né? O cabelo ele vai ficando muito ressecado. Como eu falei, o cabelo o com o quando você faz uma química no cabelo, o que que você tira dessa fibra? Você tira água, você tira queratina, né, do fio do cabelo, você tá ali danificando esse cabelo. Então, o ideal quando você faz no salão é pode ver que o cabeleireiro ele vai fazer somente o retoque da parte crescida, depois ele pode dar uma shampoada para dar um brilho. Em casa, o que que a mulher vai fazer? Toda vez passa em tuda, fala assim: "Eu vou passar em tudo para hidratar, né? Vou passar em tudo para dar brilho, né?" E aí vai ali saturando aquele cabelo. Chega o momento que aquele cabelo nem escovado, nem cachado, ele não fica bom demais de forma alguma. Por quê? Porque ele fica extremamente ressecado. O cabelo ressecado não dá forma, ele não dá caída, ele não tem emoliência. Esse cabelo, né? Ele ficou saturado pela química. Então foi importante você falar essa questão de ir colorindo em casa e manchar também, porque daí você vai colorindo em casa, cada pedacinho vai ficando de uma cor. Daqui a pouco você tem um cabelo todo manchado, aí vai no salão para tentar corrigir, muito difícil, né? E se torna uma escravidão, né? Aquele cabelo cresce e pinta, cresce e pinta. Não, não que todo mundo tenha que assumir o grisalho, mas é algo a se pensar quem gostaria, porque é uma escravidão, né? Uma semana ali pintou. Tem pessoas que com uma semana, ó, a raiz branca já tá ali e já tem que pintar novamente. Então, é algo a se parar, pensar, analisar. Foram anos de homem grisalho, homem charmoso, homem bonito. Por que não há mulher, né? Por que não h uma mulher bonita? Por que não há mulher uma Miranda? É verdade. É, é muito importante falar que quando essa mulher também ela tá no salão colorindo que nós temos pela neurociência, é que é liberado no cérebro dopamina. Ah, então nós temos que considerar isso. Ela ela se sente feliz. São vários outros neurotransmissores que são liberados. Então é muito importante nós também aceitarmos aquela que quer escolher também colorir, porque se ela tá ali, e é o que eu falo paraa paciente que tá ali querendo passar por esse momento, o que que você tá sentindo? Porque se ela ficar feliz com o cabelo dela colorido, vamos buscar aí diminuir os impactos, tanto na fibra como no couro cabeludo e nas questões emocionais. Agora, quando ela tem que passar por essa transição, porque também é imposto ela assumir o cabelo branco aos 50, aí a gente vai ter melancolia, porque essa mulher vai levar um tempo para fazer essa aceitação. Então é muito delicado todo o processo, né? Delicado. E porque parece que também ela tá imposta, tipo, olha, chegou 50, chegou cabelo branco, acabou para você. É, deixa o branco aí, segue a vida. Oi. Não, também não é assim. Ela também, ela, ela ainda tá, a gente tá falando que o Brasil vai chegar até 2030 com o maior número de pessoas, 60 a mais. Exatamente. Então imagina, vamos ter grisalhas, vamos ter mulheres coloridas com cabelos lilais, vermelhos. Escolha a cor também que você quiser e seja feliz, inclusive branco, né? Inclusive o seu grisalho e tá tudo certo. É isso, né? É, é autoaceitação. É você se olhar no espelho e se reconhecer. E a partir disso você só precisa seguir. E os comentários deixa para quem estiver comentando, né? Porque às vezes eh eh o julgamento ele diz mais sobre quem está julgando do que quem está sendo julgado, né, Joelma? Com certeza. Eh, para nós que trabalhamos com a saúde mental, comportamental, né, a busca da identidade, é muito desafiador também conduzir essa mulher a fazer o que ela não deseja. Mas porque uma sociedade também tá dizendo, chegou o momento do cabelo branco, vamos assumir. E se ela não quiser, é, né? Mas todavia, busque conhecer a si mesmo, entender quais são os caminhos que você quer trilhar a partir de agora para você dizer sim ou não para você mesmo. O grisalho é um momento tão lindo, a gente vai passar por isso agora de uma forma maravilhosa. A gente tá falando de longividade dentro da saúde. Nós estamos chegando a 85, 115 anos. Como é que vamos fazer? Quando a gente fala bateu 50 anos, acabou, começou o grisalho, né, para algumas antes. Como é que eu vou viver os próximos 50 anos? Colorindo cabelo. Será? Será que eu quero fazer isso? Eu acho que é melhor. E agora, como a gente vai se tornar aí o sexto país com 60 a mais, talvez esse esse acolhimento, essa identidade vá nos trazer esse caminho de aceitação e assumir os grisalhos mais felizes. Muito bem. quebrando tabus, paradigmas, julgamentos, imposições, racismo. A gente precisa de um autoconhecimento, né? E a partir disso, uma autoaceitação, uma eh conexão com a sua identidade, seja crespo, seja nelado, seja liso, seja eh eh branco, seja vermelho, a cor que for, né? O importante é você estar se sentindo bem com você. Importante é você se olhar no espelho e se reconhecer, coisa que é bem complexo hoje em dia, porque infelizmente a gente ainda tem os julgamentos da sociedade, mas a gente pode falar, Lu, que nós avançamos bastante, né? Demais, demais, né? Eu acho que a palavra liberdade nunca foi tão usada nessa área da beleza, né? Exatamente o que a Jaelma falou. Hoje a gente vê mulheres que estão colorindo, mulheres que fazem mechas, né? Tem o branco, faz a mecha para disfarçar. mulheres que assumam grisalho. Então ali no salão é uma diversidade. Eu acho isso lindo, eu acho isso maravilhoso, né? É o cabelo ondulado, é o cabelo cacheado, é as mulheres que querem escovar, né? Que ainda não se vê com cabelo natural. O importante é você se identificar, o importante é você tá feliz com você. Então, foram anos de um padrão ali exigido, cabelo comprido, cabelo liso, né? Isso mudou demais. É o que você falou, nós estamos vivendo um novo momento, um momento maravilhoso. Imagine que a gente teve um desfile de fashion week de cabelos todos naturais. Todos naturais. Então, quando isso, né? Então, a gente tá vivendo um momento aonde a mulher ela tá com essa liberdade de usar o cabelo dela como ela quer, o vermelho com o loiro, com mechas. A gente, porque qual que é o padrão de beleza, né? A gente vai falar quem que é bonito, né? O que é bonito? Bonito é o cacheado, bonito é ondulado. Não são todos bonitos. Bonito é ser você. Bonito é ser você. É você assumir a sua identidade e ser você da forma que te representa e da forma que você se sinta bem, né? É isso. Você falando aqui, padrão de beleza, né? Quem que criou? Da onde vem? Quem disse? Não é? Você sabe que eu tava, eu eu tenho algumas eh pessoas que eu sigo no Instagram, tem uma moça e que ela ela falou assim: "Quer saber? Eu vou raspar o cabelo". Ela foi lá, ela raspou a cabeça. Gente, essa mulher, ela tem uma elegância. Ela ela já era elegante, mas com o cabelo raspado, ela ficou eleganta, coloca umas argolas assim e sai divando. Que coisa mais linda. Mas aí o que que acontece? Essa mulher se autoreconheceu. Ela quebrou paradigmas, passou por cima de tudo e de todos, bateu no peito e assumiu a vontade que ela tinha de repente ficar sem os cabelos para mostrar o rosto dela ali como ela é. E aí, sabe o que que ela fala? Ela falou assim: "Eh, agora eu posso ser quem eu quiser na hora que eu quiser." Foi lá, comprou umas lece, claro que tem um recurso a mais, tudo bem, mas eu estou dizendo da questão eh da atitude. Um dia ela tá loura, um dia ela tá com cabelo vermelho, um dia ela tá com cabelo curto, um dia tá com cabelo comprido. E essa esse método camaleão da mulher também eu acho que mexe muito com a dopamina, né, Ja? Sim, sim. São muito, né? Se eu falando até dessa questão da condição, né? A Lu falou uma coisa tão bonita, né? Seja você, seja feliz, né? Não importa, né? Eh, nosso Brasil ele é tão diverso, ele é muito diverso de todas as formas, né? Encontro mulheres que elas não realmente não têm condições de colorir o cabelo e tá tudo bem, né? encontra uma forma de se expressar, de dizer quem você é, sem ter que se encaixar a nada, a uma cor, uma textura, a um formato. Não precisa encontre você a você mesma. E como a Rúy acabou de contar, né, a mulher ela encontra até no raspador nada, não tenho nada e ainda sou eu, ainda existe eu aqui. Eu acho que é sobre isso, né? O cabelo vem trazer ou a falta dele, porque eu lido com mulheres que, infelizmente, muitas vão perdendo o cabelo ao longo da jornada da vida. Tem paciente que tem 30% de cabelo. Essa esse assunto se o cabelo dela vai ficar branco ou não, já não é. Ela quer nem que tenha branco, né? Nem que seja branco. Uhum. Então acho que são liberados tantas coisas, né? Dopamina, os citocina, que é do amor, do cuidado. Então seja fase que você tiver vivendo, assuma esse momento e seja feliz, né? É verdade. Acho que é isso que importa, né Lu? Exatamente. É uma pergunta que eu sempre falo paraas mulheres lá no salão. O seu cabelo te representa? Imagem te representa porque antes de você abrir a boca para falar, a sua imagem já falou por você. Em 3 segundos a pessoa já já antes de abrir a boca a sua imagem já falou. Então você tem que estar com o cabelo, com estilo de roupa que te representa. É muito bem gente. Olha aí. Estamos falando sobre assumir a maturidade. Estamos falando dos cabelos hoje, né? Cabelo branco, cabelo crespo, cabelo liso, menopausa, né? E aí tem também a questão das rugas, né? Ah, o olhinho que vai ficando mais caidinho, a bochechinha que vai, ó, dando uma caidinha também, o rosto parece que vai derretendo, a menopausa vem. Aí é bem complexo essa situação, principalmente para nós mulheres. E a gente precisa entender que nós nós vivemos eh com fases, né? São fases da vida. Então, eh nós vamos passar pelo luto porque precisa encerrar uma fase para iniciar outro, mas de repente a outra fase que você está iniciando pode ser a melhor fase da sua vida, vai eh depender com a forma de você se autoaceitar, né? e das pessoas que estão à sua volta, porque é muito importante hoje as mulheres apoiando as mulheres, né? Porque se a gente para para analisar o julgamento, ele na maioria das vezes, não quero generalizar não, mas vem de mulher para mulher, né, Lu? Sim, de mulher para mulher na maioria das vezes. Uhum. Né? Elas elas julgam umas as outras e isso fere, né? Machuca. Foi o que a Dra. Joelma falou, né? Isso fere bastante. Geralmente vem da família. A maioria que senta ali na cadeira e elas se emocionam choram, fala assim: "Olha, eu sempre tive dificuldade de assumir o meu cabelo porque a minha lembrança é da minha irmã ou é da minha mãe ou da minha tia ridicularizando meu cabelo. Olha isso. Dentro de casa racismo, né, estético, né, cara? Sim. E isso é real. Eu tenho uma paciente que ela é ruiva de natureza, né? E dentro da família dela, como ela se enxerga, todo mundo só ressaltou a a beleza do cabelo. Hum. Ninguém nunca falou para essa mulher: "Você é incrível, você é amorosa, você é generosa". Sempre a característica que falava dela é: "Seu cabelo é bonito." Então o que que ela faz? Ela vai colorir para sempre, porque é a única forma dela entender que ela é importante. Olha como isso é tão complexo. Por quê? Aí quando você vai, não, não, já chegou o momento, o seu cabelo tá caindo justamente por conta de coloração, vamos fazer essa transição. Aí você vê uma mulher chorando, uma mulher de 55 anos chorando como uma moça de 16. Então nós temos que fazer o quê? Apoiar, né, umas as outras. Eu acho que essa definição, nós mulheres que olhamos a outra, a roupa, o vestimento, se a roupa tá apertada, se tá folgada, se o cabelo tá colorido, se não tá, já tá mostrando um dedinho de coloração. Eu acho que por isso essa escravidão, como a Rúbia acabou de falar, sempre a mulher tem uma coloraçãozinha ali em casa, quem já faz, né? Vai que não dá tempo, ela mesmo faz. Por quê? Porque a outra não quer que a outra enxerga, os outros enxerguem. E ela também não quer ser vista desta forma, como se olha, ela tá apressada, ela não teve tempo, né? Eu acho que é muito complexo essa aceitação, mas a mulher em si, todas nós temos que olhar paraa outra como ela se apresenta, respeitar e trazer empatia, né? Seja ela como for, na forma que ela estiver. É lindo ver o outro como ele realmente é, né? Não como nós gostaríamos ou como uma sociedade colocou o padrão, né? Da onde veio, né? Pois é, eu sempre me pergunto, né, qual é o padrão de beleza? Sim, sim, né? É aquele que você se sente bem. Vocês falando isso me fez lembrar de uma história de uma cliente na cadeira. Ela veio, tava com três dedos de raiz natural e ela falou: "Eu quero cortar tudo". E até eu me impactei porque o cabelo dela era comprido. Eu falei: "Ah, de certeza tal". Você avisou seu marido que você vai cortar o cabelo curto? Avisei. O que que seu marido falou? Eu falei para ela, ela falou assim, ele falou para mim que eu não sou só cabelo. Uau, eu achei tão forte, impactante. Você não é só cabelo. Pode ir lá e e realmente, né? É olhar para dentro de você e saber quem você é. Você não é igual a sua cliente. Ela não é o cabelo dela. Ela é uma mulher incrível. Com certeza. Sim. É. Olha aí, de mulheres incríveis para mulheres incríveis. Você que tá aí do outro lado, a gente agradece, viu? está participando conosco. A produção tá me avisando aqui agora 8:49 que nós temos algumas perguntas para vocês. Então vamos lá saber quem que tá com a gente. Vamos ver quem é que tá conosco nessa manhã de segunda-feira. A Márcia Teixeira do Chapadão. Como lidar com medo de ser vista ai Márcia como desleixada quando a escolha é não esconder rugas, fios brancos e outras marcas naturais do tempo. Márcia, a escolha é não esconder a sua história. É isso, né? Vamos lá. Como é que faz, Jaelma? Eh, o medo é sempre um um limitador, né? É algo que vai determinar o que você vai fazer. Então eu sempre falo, né, diante do medo, decida vencê-lo. E para vencer, nós precisamos de coragem. Então, traga para fora a sua coragem para lidar com o julgamento do outro, sendo que se você já se aceitou, por que tá preocupado com que o outro vai definir sobre você mesma? Então, tenha coragem para assumir as rugas, as marcas do tempo, a sua própria história, seu cabelo anelado, cacheado, branco, colorido. Seja você avante, né? Avante. Vai pro próximo. Ah, que linda. Adorei. É isso mesmo, Márcia. Assumir a sua história, né? As marcas naturais do tempo que você fala. Eh, é a sua história, é você. Cada uma dessas marquinhas tem algo na sua vida. Então, dê nome a esses sentimentos e vamos para cima, tá? Não esquenta a cabeça com o que as pessoas estão dizendo, não. Porque na maioria das vezes a pessoa que está falando sobre você, ela está falando mais sobre ela, né? Então precisa ter assim esse discernimento, tá bom? Bora viver mulher. Vamos lá. 8:51. Mais uma pergunta pra gente. Vamos ver quem tá conosco. Fernanda Costa do Nova Europa. Olha aí, Lu. Essa vai para você, ó. Estou deixando a tintura sair, mas a diferença entre a raiz e o restante do cabelo me incomoda. Quais técnicas ajudam a deixar essa fase mais harmoniosa? Hum. Importante a pergunta dela, né? A gente recebe muentes no salão passando pela transição, né, de cor e elas ficam esperando e nessa espera de sair tudo, ela vai ficando metade metade. E isso é horrível, né? É possível sim com mechas, coloração, a gente matizar esse cabelo e ir deixando ele mais próximo da raiz, né? É possível fazer, nós temos lá as coloristas que podem analisar e fazer essa essa transição de cor de forma a diminuir esse impacto. Diminui muito muito. Tem umas que chegam a ficar quase imperceptível. Olha aí, muito bom. Importante. Tá vendo só, Fernanda? Vamos lá, mais um pra gente. 8:52. Assumir a maturidade para você é liberdade ou é desafio? Na verdade, a gente tá aprendendo aos poucos, né, assumir essa maturidade que vem chegando e não tem jeito, ela chega para todas nós. Vamos lá, Luciana Vieira, eh, do Jardim das, Opa, faltou ali, produção, depois coloca pra gente. Algumas pessoas se tornam mais críticas com o próprio corpo conforme envelhecem. É verdade. Essa cobrança pode estar ligada ao medo de perder espaço, atenção ou reconhecimento. É, o envelhecimento, ele já é um impacto na nossa vida, né? Porque é automático, você vai envelhecendo e você vai falando: "Poxa vida, e agora?" Mas como é que a gente faz para lidar, Jaelma? Na verdade, quando a gente pensa assim do envelhecimento, ninguém quer envelhecer, né, gente? Hoje tem muitas técnicas, muita coisa para que a gente se torne aí mais bonito, realça de sua própria beleza e diminuir essa crítica, a gente vai ter que sempre voltar lá atrás, né, na primeira infância, nos primeiros passos. Aonde aprendeu tanta crítica? Uhum. Quem ele criticava? para você trazer esse entorno para si e para o outro também, impor as regras. Eu acho que a crítica ela tá muito baseada em regras e nesse momento nós vamos ter que fazer o quê? Quebrar todas elas, né? Tanto assumir o próprio envelhecimento, a cobrança de vamos ficar jovem, cadê, né? Não vamos, né, pessoal? Então, acho que é melhor envelhecer na sua melhor versão, seja ela qual for, e se aceitar, né? Aceitar é o melhor para si e aceitar o outro também. É, é algo que exige. Você precisa se se ver, se aceitar e e dar peso à sua história, né, Lu? Porque realmente o envelhecimento é algo que impacta muito a vida de todos nós, seja mulher, seja homem. Mas eu acredito que para mulher é mais impactante. Nada na vida é 100%, não existe nada 100%. Então, quando você é jovem, né, você chega depois ali aos 40 anos, você fala assim: "Nossa, eu queria ter a cabeça que eu tinha, né, a cabeça de hoje com 20 anos." Você entende? Então, acho que cada fase traz consigo a parte boa e a parte ruim, né? Então, e essa fase é uma fase de maturidade, é aquela fase que você já não se importa mais com coisas que você se importava com 20, 25 anos. Você vive mais leve, você vive mais feliz, você dá risada das coisas que antes te preocupava muito. É uma fase muito gostosa. Então acho que é olhar pro lado bom, é, né? Eh, sempre tem os dois lados. Vamos olhar pro lado bom. Hoje você é uma pessoa que você tem muito mais maturidade, você é mais leve, você vive mais feliz. E de repente a maturidade de assumir seus cabelos brancos, seus cabelos pintados, seus cabelos cacheados, seus cabelos crespos, seus cabelos longos, seus cabelos curtos, né? E essa paz que excede o entendimento que a maturidade traz. É isso. Eu tô caminhando para essa maturidade aí e tô começando a sentir esse gostinho de paz, né? E é muito bom quando a gente tem esse autoentendimento e essa autoace aceitação, porque todo mundo tem uma história. E para você chegar até aqui, você venceu, né? E passou por muitas batalhas. E você tem que comemorar. Você tá aqui, né? E que bom que você pode contar as histórias da vida. E de repente o cabelo branco representa isso, histórias de uma pessoa que viveu e que venceu. Pode ser assim. A gente precisa ter a noção de quem somos, de quem fomos e de quem somos, né? E que a nossa história, ela tem sim um peso, né? Um significado muito grande nas nossas vidas e que envelhecer faz parte. Vamos lá. 8:56, a última. Tá bom? Então, a última pergunta. Vamos ver quem tá com a gente. A Cristiane Pais do Jardim Santana. E Cris, tenho receio de cortar o cabelo curto porque sempre ouvi. Aí, ó, que rosto redondo não combina. E eu então ainda existem regras de corte ou mais importante é respeitar o estilo de cada pessoa. Esse negócio de rosto é bem delicado, né? Porque eu falo: "Meu rosto é gosto de bolacha traquinas". Eu sa aquela bolacha traquinas. Então aqui e aí a vontade de repente de ter um cabelo curto, despojado, mas a impressão de que não vai combinar. E aí tem esse negócio de de rosto e de corte de cabelo? Foram anos, né, que principalmente a mulher brasileira cortou sempre o cabelo reto, né, com medo de armar, de dar o volume. Ah, sim. Esse cabelo reto, ele proporciona o rosto ficar mais cheio. É o contrário, o rosto acaba ficando até mais cheio. E o curto curtinho, né, também deixava quem já tem o rosto cheio, aparenta, aparenta mais o rosto. Só que hoje com a modernidade nós temos várias técnicas de corte. Hoje a gente tem o corte assimétrico, que é o corte que ele começa com mais volume, em cima ele vem terminando com menos volume. Então hoje no corte a gente consegue modelar o rosto, olha isso, da pessoa no corte. É, eu falo que o cabelo é moldura do rosto, né? E a gente consegue esculpir, né? Lá a gente tem a técnica scup cut, que é o corte esculpido. Então, independentemente da pessoa ter o rosto redondo, querer o cabelo curto, hoje é possível na usando a técnica correta do corte. Olha só, gente, se eu ficar o dia inteiro conversando com a Lua, amanhã eu chego diferente aqui. É, é, é impressionante, sabe? Porque essas mulheres são maravilhosas, elas estudam tanto, elas traz tanto, tanta a oportunidades, opções pra gente, que se a gente fica conversando com elas, você já se empolga e fala assim: "Opa, tô indo lá". É mais ou menos assim. Mas isso é bom, gente. É, é, é de pessoas assim que a gente precisa, eh, de pessoas que nos incentivam. de repente nos orientam, né, a a viver de uma forma mais leve, a ter essa autoaceitação. Não é fácil, não é desafiador, mas a gente tá aqui para ter desafios. Eu sempre digo o que seriam dos problemas sem a gente, né? Porque estamos aqui para resolvê-los. O que seriam dos desafios sem a gente. Então, a gente precisa ter, né, essa esse equilíbrio na vida. E a gente deve seguir da forma que a gente entenda que faz sentido. O importante é fazer sentido para você, independente do que as pessoas pensam ou digam, não é isso? Isso aí é tudo isso é muito muito legal, né? Tipo, é verdade, né? Se se eu ficar muito com aluno, eu vou assumir meu meu anelado amanhã, né? só você escova trabalhar. Eh, eu acho que tudo isso é tão é tão mágico, tão lindo para todos nós, né? Para nós mulheres, para as pessoas que estão assistindo, escolha esse momento da sua vida, né? Decida por você, né? Não decida pelo outro, não decida pelos padrões estabelecidos. E eu acho tão lindo ver pessoas de várias formas, eh, tipos de cabelos diferentes, vest. Eu acho isso tão lindo. Imagine todo mundo igual. Deus fez cada um tão separado, né? Nossa identidade ou a nossa digital é diferente. A íris dos nossos olhos. Por que meu cabelo tem que ser igual de todo mundo? Seja igual a você, seja você quem for, com a textura do cabelo que tiver, assuma esse momento. E como o aluno mesmo falou, né? Traga leveza para esse tempo, pra nossa idade, né? Eu tô na nos 50. Aí tem que trazer leveza. Não posso trazer tanta rigidez que eu tive aos 25, aos 30, 35. Não, agora eu posso relaxar. Amanhã eu não quero escalvar o cabelo, quero cabelo cacheado com coque. Por que não? Eu faço o que eu quiser, eu sou livre. Uau, que delícia isso. Tá vendo, ó? Mulheres que incentivam e impactam mulheres. Ô, gente, pontualmente 9 horas a gente precisa encerrar. Lug, gostaria que você deixasse uma mensagem pro pessoal de casa, né? deixar aí teu arroba também, porque eh eh eu imagino que o seu trabalho não seja eh simplesmente, vamos colocar um simplesmente aqui, um salão de beleza que vai você vai lá e vai cortar o seu cabelo ou então vai assumir um cacho. Não, não é isso não. É algo que vai muito além, é algo que vai que vai trabalhar e a sua autoestima, eh o você de dentro para fora. E é um espaço onde você vai ter um acompanhamento, porque a transição capilar, a aceitação não é de um dia para outro, gente. É algo que precisa ser trabalhado. Então, se você de repente pensa, né, em se transformar, analise. É um desafio muito grande. E se de repente você quer voltar lá no início, tá tudo bem, você pode fazer o que você quiser, mas tem profissionais que podem te orientar. Então, orienta a gente e deixa uma dica para as pessoas que estão pensando em fazer isso, mas acabam ficando com o pé atrás por conta de que que o outro vai pensar, o que que a sociedade vai dizer enquanto eu estiver passando por esse processo. Seja seu cabelo ondulado, cacheado ou crespo, né? Nós estamos lá para te ajudar, porque o importante, como eu falei desde o início, é você olhar no espelho e se identificar, é você gostar daquilo que você está vendo, né? Essa identificação, ela é fundamental pra mulher e muitas mulheres estão deixando de ser feliz, de ser livre por conta de padrões impostos, né, pela família, pela sociedade. Então, nós estamos lá para segurar na sua mão nesse momento. E também quero deixar um recadinho para mulheres que estão passando pelo processo do câncer, perdendo aí, né, o seu cabelo, o cabelo começa a crescer, não sabe o que fazer, não se identifica com cabelo curto, também estamos lá para te ajudar. para nesse momento, né? Um momento difícil, mas um momento que você é possível, é possível você passar por esse momento feliz, sabendo que o importante é quem você é. O cabelo é um detalhe. Olha só, gente. Ai, é, é tão bom iniciar a semana, a gente tendo esse esse impulso, né? Esse vamos, esse você pode, você consegue, né? Jaelma, obrigada pela sua participação mais uma vez. É importante a gente ter mulheres que incentivam mulheres e vocês fazem isso com uma destreza magnífica. Quero te agradecer pela participação. Deixa um recado aí para essas mulheres que estão vivendo esse momento, essa fase maravilhosa da vida, a maturidade, estamos nela. Desafiadora, mas é boa de viver. Obrigada por mais uma vez. Obrigada, Lu também. Com alegria estar aqui. E eu, a mensagem que eu deixo para você é dizer que você é única. Não, não importa o cabelo, não importa a textura da sua pele, as rugas, né, o tempo, a celulite, a menopausa, tirando tudo isso, quem é você? Eu acho que a pergunta que eu deixo aqui para todas é: quem é você? E se tudo que você faz hoje representa essa estrutura de você identificar quem é você no meio dessa jornada? Desejo a todas aí uma jornada incrível, de muita força, resistência e coragem para assumir o papel que você tem de ser você. Deixo aqui meu arroba, né, Já é uma paixão ali. Eu tô sempre falando sobre saúde mental associado com cabelo e dizer que você pode ser o que você quiser, né? Inclusive as mulheres de cabelo branco é cabelo de prato e saúde de ferro. Então busca a saúde também, não só física, mas mental. Obrigada. Nossa, gente, que maravilha. sair daqui mega impulsionada, né? E você aí de casa, a gente agradece a sua audiência, a sua companhia. Agradecemos também as nossas entrevistadas do programa de hoje. E o que fica desse programa? É que assumir ou não os cabelos brancos, manter ou não a textura natural dos fios, recorrer ou não a procedimentos estéticos, todas essas escolhas são legítimas quando partem da própria pessoa e não da pressão para atender expectativas externas. No fim das contas, maturidade talvez seja justamente isso, ter liberdade para fazer escolhas alinhadas com quem somos e com a história que construímos ao longo da vida. Pare, pense e de repente é o momento de você assumir aí a sua maturidade. Muito obrigada pela sua companhia. Quero lembrar que ao meio-dia Gabriel Cáo tá chegando, trazendo informações no Câmara Notícia, a programação da TV Câmara Campinas sempre, né, muito preparada com muito carinho, especialmente da nossa equipe para você que tá aí do outro lado nos acompanhando. E eu quero te convidar porque amanhã nós temos Estúdio Câmara mais uma vez a partir das 8 da manhã e amanhã a gente conversa sobre um tema que faz parte da rotina de muitas famílias. A gente vai falar sobre a dose da bronca. você dosa a bronca aí com as suas crianças. Então, até que ponto um comportamento precisa de correção, precisa daquela bronca, sabe? E quando ele pode ser um pedido de ajuda? Você consegue identificar? Birras, agitação, sensibilidade aos barulhos, dificuldade com toque, mudanças na rotina, situações que às vezes acabam gerando broncas e punições. Mas será que a criança está desafiando os limites ou enfrentando algo que ainda ela não consegue controlar e ela nem sabe o que está acontecendo? Então, a gente precisa encontrar o equilíbrio entre educar, impor regras e acolher. Amanhã é um bate-papo importante para pais, mães, responsáveis, educadores e para todos que convivem com crianças e adolescentes. Vamos falar sobre a dose da bronca, né? Como que você eh faz com os seus filhos quando você precisa corrigi-los. Vamos conversar sobre isso a partir das 8 da manhã ao vivo em mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Uma ótima semana para você. Se cuide, se ame, se olhe, se aceite, se acolha e até amanhã, se Deus quiser. Tchau, tchau. Beijo. Doutor, quem já teve AVC pode ter de novo? Sim. Quem já teve um AVC pode ter de novo. Aliás, ter tido um AVC é, infelizmente, um fator de risco para ter um segundo. Segundo estudos, quem já teve um AVC
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