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Olá, muito bom dia para você que está aí ligadinho na programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando. Estúdio Câmara ao vivo hoje, sexta-feira, dia 24 de julho, né, gente? Vamos conversar hoje sobre um tema bem delicado, pouco discutido, mas que pode estar presente em muitas famílias sem que as pessoas percebam. Você já fez essa pergunta? Será que os pais podem competir com os próprios filhos? Quando uma conquista deixa de ser motivo de orgulho e passa a despertar desconforto, crítica ou comparação entre pais e filhos. Quais são os impactos dessa dinâmica na autoestima, no desenvolvimento emocional das crianças, adolescentes e adultos? Será que realmente existe essa competição, essa, entre aspas, inveja entre pais e filhos? a gente vai tentar descobrir hoje. Nós vamos entender do que se trata hoje e como a gente faz para manejar essa situação. Para isso, nós temos aqui os nossos convidados já presentes conosco. Eu gostaria de convidar você de casa para participar com a gente. Mande seu a sua mensagem através do WhatsApp da TV Câmara Campinas que já está no seu vídeo, na sua tela, 19979377. Conta pra gente a sua experiência, manda aí a sua pergunta. participe conosco desta conversa. Vamos eh interagir nesse tema que é um pouco delicado, mas faz parte da vida de todos nós. E nós precisamos aprender a manejar essa situação. Competição entre pais e filhos existem. Esse é o tema do programa de hoje. Enquanto você vai mandando a sua mensagem, a gente atualiza algumas informações. Daqui a pouquinho a previsão do tempo e já vamos apresentar os convidados do programa de hoje para você, tá bom? Olha só, os consultórios veterinários móveis de Campinas tem mudanças no atendimento. A unidade um continua no Bosque dos Guarantãs, no Jardim Nova Europa, até o dia 10 de agosto. O endereço é rua Santa Rita do Passaqu, número 706. Já a unidade dois começa a atender a partir de sábado na escola municipal Euvira Muraro, no Jardim São Pedro, onde permanece até o dia 29 de agosto. A mudança foi antecipada por causa da participação do programa Chega Junto, que reúne diversos serviços públicos em um só local. O atendimento é gratuito para os cães e os gatos de segunda a sábado, das 8 da manhã ao meio-dia e da 1 até às 4 da tarde é por ordem de chegada com distribuição de senhas. Durante as consultas, os animaizinhos podem receber microchipagem e vacinação quando houver indicação veterinária, tá? pro atendimento. O tutor deve ter maior de 18 anos e apresentar RG ou CNH, além do comprovante de residência em Campinas. Combinado? Bora cuidar dos nossos petezinhos. E atenção, você motorista que vai circular pela região da Ponte Preta, deve ficar atento às mudanças no trânsito neste fim de semana. A INDEC montou uma operação especial para a realização da festa julina da paróquia Santo Antônio. A rua Monsenhor Manoel Correa Macedo será interditada no trecho entre a Dr. Adriano José de Barros e a Avenida Engenheiro Roberto Mange. O bloqueio começa agora hoje, sexta-feira pela manhã e segue até o meio-dia de segunda-feira para montagem e desmontagem da estrutura da festa. Também haverá mudança no trânsito da rua Dr. Adriano José de Barros, que passa a operar em sentido único, em direção à Avenida Ângelo Simões. O acesso à via pela Ângelo Simões também será bloqueado durante o período da interdição, tá? Os agentes da Indec estarão no local para orientar os motoristas e organizar o trânsito. A festa julina da paróquia Santo Antônio acontece hoje, sábado e domingo. Previsão do tempo chegando para você. Vamos conferir a previsão para Campinas neste final de semana. Hoje, sexta-feira, os termômetros devem variar entre 15 e 19º, com muitas nuvens e possibilidades de pancadas de chuva ao longo do dia. Amanhã, sábado, o tempo fica mais estável, com o céu nublado e temperaturas entre 14 e 23º. Já no domingo, eh, temos sol com algumas nuvens, sem previsão de chuva e domingo a mínima de 15 e máxima de 25º. Um ótimo final de semana para você, uma boa sexta-feira. Vamos nos hidratar e bora então para o nosso momento especial aqui do programa, porque nós vamos conversar com especialistas sobre um tema bem interessante, algo que pode acontecer na sua casa e que muitas vezes passa despercebido, gerando uma situação desconfortável. Hoje a gente fala da competição entre os pais e filhos. Ela realmente existe? A ideia, gente, de que os filhos devem superar os pais faz parte da própria evolução humana. Em geral, mães e pais desejam que os filhos tenham mais oportunidades, mais liberdade e alcancem lugares que eles próprios não conseguiram alcançar. Mas a realidade nem sempre segue esse caminho de forma tranquila. Em algumas famílias, o sucesso dos filhos pode despertar sentimentos difíceis de reconhecer, como a comparação, o ressentimento, a frustração e até a rivalidade. São situações pouco discutidas porque esbarram em um tabu bem importante, aquela crença de que o amor entre pais e filhos impediria qualquer tipo de competição. E agora existe mesmo a chamada inveja parental? E quais são os impactos quando um filho passa a ser visto como um concorrente do que como alguém que deveria ser incentivado? Bom, você já viu que nós temos muita conversa hoje, né? Então, para conversar sobre esse tema, nós recebemos a psicóloga e psicanalista Camila Vilares. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Bom dia. Obrigada pelo convite. É um prazer estar aqui com vocês hoje. Prazer é todo nosso, porque precisamos conversar sobre isso. Olha só, para completar a nossa dupla de hoje, nós convidamos através de videoconferência o psiquiatra Dr. Ciro Jorge. Seja muito bem-vindo, doutor. Bom dia. Bom dia. Eu que agradeço o convite. É um prazer estar aqui com vocês para debater um tema tão importante e pouco falado. Exatamente. Um tema muito importante. Pode acontecer na minha, na sua, nas nossas famílias, mas eh quando acontece a gente tem dificuldade de identificar essa situação, né? Existe realmente essa competição entre pais e filhos. A gente começa com a Camila, porque quando a gente fala em competição entre pais e filhos, a gente realmente está falando de uma inveja ou existem outros sentimentos envolvidos nessa dinâmica? Bom, pergunta desafiadora, né? Começamos já sendo bem direta, sim, né? existe rivalidade e competição entre pais e filhos, apesar da gente ter uma crença de que as relações entre pais e filho, filhos está restrito puramente a amor, né, e a eh sentimentos positivos, a tudo de que a gente imagina ou almeja, né? Porém, uma relação entre pais e filhos é feito de seres humanos. Exato. E nós, como seres humanos, carregamos dentro de nós todos os tipos de sentimentos. Uhum. E nas relações entre pais e filhos, esses sentimentos aparecem, eles surgem, né? E muitas das vezes, e na maioria das vezes, esses sentimentos não estão conscientes, eles são inconscientes, né? E eles agem pelas essas relações, dominando essas relações, sem que os próprios pais tenham consciência que essa rivalidade e que essa inveja esteja presente, né? Então eles vão agindo de forma inclusive inconsciente, às vezes sabotando essa relação, sabotando esse filho, porque o filho ele muitas vezes é um projeto de vida para esses pais, né? E como projeto de vida, esse filho passa a ser um objeto de desejo e de realização desses próprios pais, né? E sendo um objeto de realização e desejo, esse filho precisa agir conforme esses pais almejaram. Uau! Né? E aí o que acontece é que durante esse processo, esse filho não é esse objeto, ele tem os suas próprios desejos, suas próprias características e 100% das vezes ele não é nada daquilo que a gente imaginou, né? E aí não sendo, começa a ter muitas vezes essa rivalidade e às vezes esse filho ele vai além da realidade dos próprios pais, né? E acaba acontecendo sim essa inveja e acaba acontecendo sim uma tentativa de sabotagem, né? da de que esse filho possa crescer e possa ser aquilo que ele deseja e não que os próprios pais desejam para ele. Uau, que forte, que forte a sua fala e importante para que a gente possa também fazer um reconhecimento, né, eh, do que de repente a gente está sentindo. Agora, Dr. Ciro, a psiquiatria, como ela reconhece que um pai ou uma mãe está experimentando uma rivalidade em relação com os próprios filhos? Então, na psiquiatria, assim como a Camila colocou, até muito bem eh colocado sobre essa questão, a rivalidade ela é inerente ao ser humano, independente que a gente esteja falando, seja de pais com filhos, seja de irmãos, ou seja de amigos. E por conta dessa de ser inerente ao ser humano, a gente pode esperar, mesmo que de forma não intencional, que tenha essa rivalidade, essa competição entre pais e filhos. Quando a gente pega, a Camila vai saber falar ainda melhor, quando a gente traz a parte da psicanálise de Freud lá de trás que a gente tinha, que começou a ser falado, era ao contrário da competição filho com pais, preferencialmente filho do mesmo sexo. Então, eh, quando a criança era do mesmo sexo, ou do pai ou da mãe, começava-se ali uma competição de caráter inicialmente sexual e que depois ia para outros âmbitos. Com a evolução disso, nós começamos a trazer a visão para uma competição parental, né? Uma competição que vinha dos pais pros filhos, mas que na grande maioria das vezes não consegue ser identificado e não ter essa identificação precoce. pode trazer prejuízos, porque essa criança e esse adolescente, ele ainda depende muito desse cuidado desse pai, dessa segurança desse pai. E quando a gente fala de uma competição ou de uma possível inveja, a gente pode acabar negligenciando esse cuidado que vai ter consequência futura. Muito bem. Agora, essa palavra, né, inveja, ela costuma provocar desconforto porque quase sempre ela é associada a algo negativo, mas ela é um sentimento humano. A diferença, de repente, pode estar na forma com que cada pessoa lida com esse sentimento e nas consequências, né, que esse sentimento produz nas relações. Camila, sentir inveja. Todo mundo sente isso. De onde vem? E quais as consequências que essa inveja, de repente, até um sentimento que a gente não consegue identificar ou a gente fala: "Não, eu não tenho". Mas as consequências que ela traz pro nosso dia a dia e principalmente quando a gente fala das relações entre pais e filhos. Olha, a inveja é nata, sim, né? Todos nós, seres humanos, sentimos inveja, né? acontece o seguinte, quando a gente tem consciência disso, quando a gente entende que isso faz parte de nós, seres humanos, a gente consegue aprender a lidar com a inveja, a identificar a inveja, né? Então, é que a inveja é feito é é vista, né, como algo ruim. Sim. Como algo negativo. Então, como é visto como algo negativo, a gente já bloqueia. Não, eu não sinto inveja como raiva, né? Não, eu não sinto raiva. Raiva, inveja, sentimentos são questões inatas, né? A gente traz isso desde o momento que a gente nasce. A partir do momento que a a gente identifica como um sentimento sendo bom ou ruim, a gente tenta bloqueá-lo, né? A gente negligencia esse sentimento. E ao negligenciar e bloquear, a gente não se dá conta de que ele tá dentro da gente, né? ou às vezes a gente tenta bloquear e a gente age por esses sentimentos sem tentar dominá-lo, sem entender. Então assim, se eu entendo que eu sinto inveja, né? E é engraçado que popularmente falando as pessoas falam a inveja branca, inveja, ah, eu tô com inveja, e é bem por aí mesmo, né? Que que é a inveja? É aquele desejo que a gente sente pela vida do outro, pelo algo que o outro tem. Uhum. Isso é inveja. E todo mundo sente, todo mundo tem isso. Nossa, que legal. Meu vizinho apareceu com um carro, né, novo. Nossa, eu tenho desejo por esse carro também, né? Nossa, que legal. meu vizinho foi viajar ou o meu filho conquistou o próximo passo, que é entrar na faculdade. Eu não entrei. Eu sinto uma inveja por esse meu filho. Eu posso sentir, pô, eu gostaria de ter vivenciado isso na minha vida, mas eu não pude devido às minha à minha realidade. Mas o meu filho conseguiu. E às vezes esse filho, ele consegue pelas próprias pernas. Não necessariamente ele começa esse processo, né, de evolução, entrar na faculdade, um emprego melhor e tal, pela ajuda dos pais, é pelas próprias pernas. E aí vem uma certa inveja no sentido, nossa, como é que ele conseguiu ou não, né? E começa de alguma forma a não só sabotar esse esse processo de evolução do filho, como a achar que esse filho tem obrigação perante esses pais, entende? Então, quando eu entendo que eu estou sentindo a inveja, que que é? Eu desejo aquilo que meu filho tem, né? Mas eu não consigo, eu não posso. Pela história da minha vida, eu dou o lugar e eu posso até dizer pro meu filho: "Olha, filha, eu queria tanto ter conseguido, né? Nossa, eu queria tanto. Então você dá lugar a esse sentimento e você sentimento. O problema é quando a gente não dá lugar a esse sentimento. A gente bloqueia fim de que não tá sentindo e deixa esse sentimento sair destruindo tudo e todas as nossas relações. Então, a partir do momento que a gente identifica a inveja como um sentimento que faz parte da gente, a gente não tem medo dele, a gente elabora ele e traz isso pras nossas relações de uma forma saudável. Significa saudável? Eu sinto, eu trago e esse sentimento, eu elaboro e eu vejo como eu vou manejar isso na minha relação. Pô, eu estou sentindo inveja do meu filho deles ter conquistado a faculdade. Ai, é horrível sentir isso. Não, é só um sentimento. O que é ruim é o que eu faço com esse sentimento. Uau! Olha só quanto ensinamento. Por gentileza, doutor, pode completar. E eu acho, Camila, interessante também a gente falar sobre essa parte do de não ser só negativo, porém se passa a se tornar negativo a partir do momento que a gente, além da gente almejar aquilo que o nosso filho conseguiu obter, a gente gostaria que ele não tivesse chegado até aquilo. E uma vez que a gente tem esse desejo de que ele não tivesse atingido, a gente começa um processo ainda mais intenso de sabotagem, o que vai acometer diretamente a evolução e o crescimento desse filho. Excelente. Muito bom, gente. Olha só que interessante, porque a gente não gosta de falar que temos inveja, né? Mas a gente precós temos sentimentos. Os sentimentos são para quê? Para que nós possamos senti-los. Aí a gente fala muito em dar nome a esses sentimentos, nomear, acolher e ressignificar. É mais ou menos isso que a gente tem que fazer com esse sentimento da inveja, porque pelo que vocês trouxeram pra gente, a inveja é algo nato. Todos nós temos esse sentimento, mas muitas vezes a gente camufla ele e aí a gente começa a ter atitudes de forma inconsciente. Por quê? Porque quem está eh atuando é o sentimento da inveja. É mais ou menos isso que vocês explicaram pra gente agora. É isso, né, Camila? Isso. Isso mesmo. Então, às vezes, na relação com os meus com o filho, né, a até o processo de envelhecimento. Uau, olha só. No processo de envelhecimento pode acontecer esse movimento de inveja, né? Por o envelhecer faz parte. E a pessoa que tá envelhecendo, de repente, pode estar vivendo um luto com ela mesmo, com ela mesmo do processo do envelhecer. Então, a gente pode identificar a inveja em vários setores nas relações com os filhos. A, o filho é mais novo, tem a capacidade física motora, não tá envelhecendo, conquista coisas, né? Tá no auge da vida, enquanto os pais eles, a gente chega num determinado momento da vida que a gente começa a cair, né? Então, se a gente não elabora e não trabalha isso, a inveja também pode começar a sabotar, inclusive exigindo presença. Uhum. Né? Começando a se colocar como coitado, né? Então, preciso de vítima. né? Então, ai ninguém me quer mais, ninguém vem aqui, entende? Então, as relações começam também a serem criadas em forma de manipulação. A inveja aparece também em forma de manipulação nas relações do filho. E o filho, o que que acontece nesse processo? Começa a sentir culpa. culpa por ter conquistado uma faculdade, um trabalho legal, por tá vivendo a vida, viajando, curtindo. E aí nessa relação de manipulação, o filho não consigo consegue se desprender, né? Ele não consegue eh colocar esse limite e entender que aquilo que é do da dos pais é dos pais e aquilo que é dele é dele e que faz parte da ordem natural da vida. Excelente. Muito bom. é uma conversa eh um pouco desafiadora e delicada, porque às vezes não estamos preparados para ouvir o que estamos ouvindo agora dos nossos especialistas em saúde mental. Mas como é bom poder ouvir isso e entender que de repente isso faz parte eh do ser humano, que é natural e que a gente pode sim ajustar todas essas situações, principalmente esse sentimento que é inveja. E aqui no tema de hoje é a invés de a competição entre pais e filhos. Agora, doutor, eh gostaria que o doutor trouxesse pra gente essa questão do narcisismo parental. Ele está aliado à inveja ou à competição entre pais e filhos? É o que é o narcisismo parental? Como ele acontece e quais os reflexos, né? O que que acontece na nossa mente, eh, no nosso cérebro quando a pessoa ela, ela é acometida, né, por essa situação aí de narcisismo parental? Bom, quando a gente fala de narcisismo, nós estamos falando de um transtorno de personalidade narcisista. quando entra na questão dos transtornos de personalidade, assim como o nome já diz, é uma personalidade disfuncional, alterada que foi formada nesse indivíduo ao longo de anos dessa dessa idade, dessa infância, dessa adolescência, até a formação da personalidade. Na personalidade narcisista, nós temos esse padrão egóico, né, que ele é o centro das atenções. e não consegue se despedir disso para ter um cuidado maior ao próximo, nem que seja mesmo o filho. E aí quando a gente entra nesse aspecto de narcisismo, nós já estamos falando de um processo patológico, o que é diferente do que nós comentamos lá atrás. sendo um processo patológico, a gente precisa de um suporte de de tratamento, antes de tudo, como primeira linha de tratamento, um suporte psicooterapêutico, pois identificar conforme as comorbidades e os sintomas, se há necessidade de uma intervenção medicamentosa junto a esse processo terapêutico. Eh, e é uma e é muito comum e os filhos de pais com o narcisismo acaba tendo muita consequência negativa na fase adulta. Dentre essas consequências é uma insegurança muito grande. Por quê? Porque ele não teve o que ele precisava na infância e adolescência. Porque uma criança o que ela mais precisa é única e exclusivamente de segurança. Terça que ela tem quem está por ela, quem assegura a integridade dela. E quando a gente fala de um pai ou de uma mãe narcisista, essa segurança ela fica falha, porque eles não conseguem dar todo esse cuidado. Eles não conseguem se colocar em segundo plano para poder pôr em primeiro plano esse filho que hoje, que naquele momento é quem mais vai est precisando desse cuidado. E essa insegurança nesse momento passado vai trazer muitas consequências e vai ser um adulto, o filho de uma mãe ou de um pai narcisista, muito provavelmente vai ser um adulto em alguns âmbitos disfuncional e que vai precisar de um cuidado na saúde mental. Excelente. Só eh só para completar eh hoje fala-se muito sobre o narcisista. Ah, meu namorado é narcisista, mas faz tá meio que na moda, né? Então, é só pra gente entender que o narcisismo faz parte do processo de desenvolvimento, né? Nós passamos pela fase narcísica, né? Paraa constituição do eu e do ego do indivíduo, né? Só que muitas vezes dentro desse processo a pessoa não sai desse lugar do eu, tudo sobre mim, tudo é sobre mim e passa a olhar para o outro também, né? Então, quando o doutor tá falando, ele tá falando desse processo de desenvolvimento em que houve uma quebra, né, em que o indivíduo não conseguiu olhar para o outro, identificar os sentimentos do outro, se colocar no lugar do outro e passa a olhar apenas para si. Então, o narcisista tem ele próprio como indivíduo mais importante do mundo e não consegue ter a tal empatia ao outro indivíduo, nem mesmo aos filhos, né? E aí isso passa a ser patológico quando eu não consigo olhar o outro, né, com desejos, sentimentos, necessidade. E eu olho apenas para mim, aquilo que é importante para mim. Então existe uma diferença. Todos nós temos, né, uma qualidade narcísica até para que a gente possa existir enquanto indivíduo. A gente precisa, né, ter esse amor próprio, entender e tudo mais, porém num equilíbrio saudável. E aí passa a ser patológico quando esses pais ou pai ou mãe ou às vezes, infelizmente os dois, né, conseguem olhar só para si e não identificam o desejo do filho e tal. E nesse processo, ele sim, como o doutor mesmo disse, cria-se indivíduos adultos com questões muito sérias no processo de desenvolvimento, né? Porque aquele pai e aquela mãe que deveriam estar amando, deveriam estar criando esse desenvolvimento saudável, né? entendendo a necessidade da criança, né? Também nesse processo elogiando, dando aquilo que precisa, não, ele está na rivalidade, né? E aí, nessa rivalidade, nessa inveja, esse adulto se torna normalmente inseguro, impotente, né? E aí assim, até com a dificuldade de escolher, né? De desejar, de saber se ele tá querendo é certo ou errado, né? e sempre olhando essa competição e e sempre tentando de alguma forma inconsciente provar para esses pais de que ele é suficiente. Porque para esses pais narcísicos a o filho nunca é suficiente. Porque se o filho for suficiente, for bom, esses pais perdem o lugar que é de de, né, de estar no pedestal de destaque. Entendeu? Excelente, gente. Quanto ensinamento, doutor, por gentileza. Eu gostaria de fazer mais uma pontuação eh em relação à fala da Camila, dessa fase narcísica que nós temos, que todo ser humano tem na fase, numa certa fase da infância, que ela é fundamental para criar um adulto seguro, para criar um adulto com capacidade de tomada de decisão. E o que que seria essa fase narcísica? É um momento que nós temos uma criança que é o reizinho ou a rainha da casa. aquela criança que de fato ela tem o palco naquele momento que tão tão todas as luzes viradas para ela, ela que brilha ali naquela casa. E isso não é criar uma criança mimada, isso é só por uma fase que vai de fato construir uma segurança que essa criança vai levar pro resto da vida. E quando a gente tem pais ou pais e mães eh narcisistas, eles não conseguem dar esse espaço para priorizar essa fase narcísica dessa criança. E aí nós vamos ter essa consequência na fase adulta, como eu e como a Camila falou aqui. Muito bem. Olha só, né, a pontuação de vocês, a colocação de vocês aqui. A Camila falou que alguns filhos eles passam eh eh a vida toda tentando provar que são suficientes para os pais, né, que vivem eh nessa dinâmica que nós eh apresentamos aqui no programa hoje. Agora, outros filhos, eles, dependendo da situação que vivem, ao invés de tentar provar que são suficientes, eles começam a esconder os talentos para evitar conflitos com os pais. Gente, como pode isso? É verdade isso? Sim, é verdade. Existem situações em que os filhos sabotam o próprio crescimento, Camila, para poder evitar os conflitos com os pais, porque eles já leram ali a dinâmica dos pais, já entenderam a situação que estão vivendo. Então, para evitar certas situações, certos tipos de conflitos, eles passam a evitar falar de si, eles passam a esconder eh a os seus eh as suas assertividades, as suas conquistas para evitar isso. Sim, isso acontece porque dentro do processo de desenvolvimento da criança, nessa relação parental, a criança ela se encaixa a esta família. Como que significa se encaixa essa família? ela se torna aquilo, né, o indivíduo em relação aos pais. Então, se esses pais têm esse comportamento, a criança pode desenvolver diferentes aspectos de personalidade e uma delas é simplesmente se calar. ela, né, ela passa a se diminuir, ela passa a se conter, então se torna aquela criança extremamente boazinha, comportada, né, eh, mediana, que tenta passar despercebido nas relações, né? Para quê? para quanto mais eu falo que aquela criança fantasma, ai meu filho não dá trabalho, ai o meu filho não, é um grande problema quando a gente ouve isso no consultório, porque uma criança, como o doutor falou agora, ela precisa dar trabalho, né? Ela precisa aparecer, ela precisa chamar atenção, ela precisa trazer as questões dela do processo desenvolvimento, porque se desenvolver enquanto indivíduo tem muitos desafios internos, né? Então, a criança dentro desse processo, ela vai demandando dos pais em cada fase questões diferentes. Agora, se que essa criança simplesmente não demanda nada, né, ela significa que ela está contendo a sua personalidade, os seus desejos, as suas questões internas, os seus medos, as suas angústias, as questões que ela vive na escola, né? Então, ela se torna aquela criança apática. E ao se criar uma criança apática, que que acontece? esse desejo, essas vontades que fazem parte do envolvimento, eles vão sendo inibidos. Aí se torna um adulto que não sabe o que que é da vida, qual faculdade que vai fazer, não consegue trabalho. Por quê? Porque não sabe o que deseja, não sabe o que colocar no mundo, né? E aí se começa a se questionar: "Nossa, mas essa pessoa não sabe, né? Não, não sabe, nunca pde saber o que queria, né?" Então ele se torna aquela criança em aquela criança que a casa não faz barulho, né? Hum. É esse tipo de criança. Olha só. Eh, ô, Camila, aí mais uma questão dessa dessa de não dar trabalho, de se ausentar de qualquer situação. Eh, vem muito também da questão de que eles verbalizam muito que a casa que eles precisam, que eles não podem dar trabalho, eles não podem ser mais um elemento dificultador desse convívio, porque eles já vem que o pai ou a mãe já traz muita demanda. Então assim, eu preciso ficar retido, eu preciso ficar isolado sem dar trabalho, porque eu já vejo que é um conflito muito grande que vivem mesmo sem a minha demanda. E com isso essa retração vai desenvolver em processo de insegurança. E aí aquele adulto, como nós já falamos, que ele tem dificuldades para decisões e para se colocar e para se posicionar em qualquer sentido. É, ele se torna, né, eh, na verdade, ele entende enquanto criança que ele não tem espaço para sentir, para dar trabalho, né? Por quê? Porque esses pais já têm tantas demandas internas, psíquicas, estão tão confusos, estão tão imersos nos próprios problemas que os problemas da criança não tm espaço para existir. Então é aquela criança que também que psiquicamente cresce e evolui muito rápido. Sim, né? Então é aquela criança, ai muito inteligente, meu filho é muito independente e que as pessoas falam isso como algo maravilhoso. Só que não, gente, porque a criança ela tem as fases do desenvolvimento. Então, se a criança amadurece muito rápido, esse amadurecer que se fala muito rápido, como se fosse algo lindo de ser visto, não é? A criança, ela precisa passar pelas fases de desenvolvimento e ser criança. A criança não tem que ser PhD. né? Ler com 3 anos. Claro, existem exceções de crianças que realmente têm uma inteligência acima da média. Sim, mas eu estou falando de crianças que precisaram por questões do ambiente se desenvolver, ser o adulto da relação. Então o meu pai e minha mãe psiquicamente não t condições de cuidar de mim, então eu vou me cuidar de mim sozinho. E para cuidar de mim, a criança que tem que saber, sei lá, muito cedo o que ela pode, o que ela não pode. ela desenvolve uma responsabilidade, né, de às vezes a criança não é acordado pré para-escola, a criança, né, enfim, várias questões que ela mesmo se acorda, ela mesmo vai pra escola, ela mesmo sabe a lição, ela mesmo. Então, desde muito cedo, né, porque não tem um adulto que tá ali cuidando dela. Nossa, olha só, gente, quanto ensinamento. E você, né, se viu nessas falas aqui? Nós estamos conversando hoje sobre a competição entre pais e filhos e é um assunto que permeia eh por todas as fases da vida, né, da da criança desde lá à infância e aí vai crescendo com essa situação. E a culpa depois quando essa pessoa já tá adulta, ela costuma aparecer. De repente ela foi uma criança criada dentro desse universo de competição entre pais e filhos. Ela conseguiu, como muito bem pontuou a Camila, se virar sozinho, porque não tinha um adulto que cuidasse dela. Então, ela aprendeu a se cuidar. Com esse aprendizado, ela foi, né, pro mundo, ela foi estudar, ela foi trabalhar e ela conseguiu conquistar o seu lugar lá fora, porque dentro de casa ainda não. E aí a culpa costuma aparecer nesse adulto. Doutor, como a gente faz quando essa culpa aparece? E como trabalhar e manejar esse convívio? Depois de adulto, a criança superou essa, quer dizer, superou entre aspas, passou por essa situação, foi obrigada, né, a se virar sozinha, como muito bem pontuou a nossa psicóloga. E aí ela conseguiu sim um lugar lá fora, porque dentro de casa ela ainda não conseguiu ser vista. Como é que ela faz para lidar com essa culpa? Nesse sentido, você a gente tem tanto a a o processo do filho, né, quanto a culpa do pai ao reconhecer eh essas dificuldades quando reconhece, né? Quando nós temos um reconhecimento dos pais quanto a essa culpa, a gente precisa antes de qualquer coisa iniciar um processo terapêutico, um processo psicoterapêutico, que é o padrão ouro para qualquer uma dessas demandas quando reconhecidas. Nós vamos trazer paraa parte da psiquiatria a partir do momento que a gente percebe que existem sintomas tanto na vítima, se assim eu posso dizer, que seria no filho, quanto no pai, quando reconhece o que aconteceu, eh, e desencadeia sintomas que são como comorbidades e que vão precisar ser medicados. Nesse processo, é muito comum que a gente abra quadros de transtorno de humor, como quadro depressivo ou quadro ansioso, por conta de toda essa insegurança que foi ocasionada lá atrás. Quando acontece isso, nós temos sim critérios para medicar, desde que preencha o necessário para e caber num transtorno de depressão maior ou em algum tipo de transtorno ansioso. Uma vez que acontece isso e que a gente vê de fato que esse indivíduo ele traz prejuízos funcionais, a gente precisa introduzir uma medicação de caráter talvez sazonal, não de não contínuo, não pro resto da vida, mas só um momento, porque vai refletir diretamente em como ele vai conseguir levar esse processo psicoterapêutico também, porque uma vez que esse paciente ele tá cheio de sintomas eh ansiosos, depressivos e sem medicação. A terapia pode ser o suficiente, porém vai demandar um tempo muito maior e às vezes esse paciente não consegue manter esse tratamento por conta da dificuldade que tá mais aguda ali naquele momento. Então, quando a gente entende que tem esse reconhecimento eh dos genitores ou mesmo o sofrimento desse filho e que tá trazendo prejuízos e que tá desenvolvendo transtornos de humor, a gente precisa associar ao processo psicoterapêutico uma medicação. Eh, só para complementar, Rúbia, você falou, né, sobre esse indivíduo que se torna muito potente fora e e ainda relacionado à culpa dentro. Nem sempre esse indivíduo consegue ir pra vida, né? Porque a culpa é um sentimento paralisante. A culpa é um dos sentimentos que mais aprisiona o indivíduo nas relações. Então, eh essa culpa pode sim fazer com que esse indivíduo não se permita crescer, ele se autossabota. Uau! Né? Então, a culpa é um dos sentimentos, inclusive mais difíceis da gente trabalhar no consultório, porque eh quando ele entende, né, que esses pais eh sentem essa inveja, tentaram destruir, não cresceram como ele e eles tentam de alguma forma, né, sabotar esse desenvolvimento, gerando culpa nesse filho, né, essa culpa às vezes não é uma forma direta, é inconsciente. Camila, na verdade, eh, a gente tem mais adultos que passam por esse processo, mas que de certa forma ficam eh retidos do que tenham uma um progresso e um sucesso na fase adulta, né? É mais comum esse modelo, igual você citou, do que esse modelo de conseguir através desse sofrimento e desses traumas conseguir virar uma potência eh independente do que passou. a gente a gente tem muito mais contato com esses pacientes que não conseguiram uma boa evolução diante do que do que viveu. E essa questão da bipolaridade, ela é muito bem colocada, porque hoje a gente sabe que o principal fator desencade uma bipolaridade é uma algum trauma ou algum tipo de abuso na infância e adolescência. E essa uma criação disfuncional, igual nós estamos falando, ela é traumática. Então, as chances de criar, de desenvolver um transtorno afetivo bipolar nesse filho na fase adulta, que ele já vai começar a não entender, não se, ele já não se entende há muito tempo, porém ele vai começar a não conseguir de descrever o que tá acontecendo emocionalmente com ele devido às oscilações de humor, que é quando abre-se um quadro de bipolaridade muito grande. E aí, nesse momento, eles podem ir antes na na psiquiatria para conseguir serem ser medicados e com isso ter um maior entendimento e compreensão da necessidade de fazer um tratamento psicoterapêutico associado. Porque muita gente pergunta nessas situações ou em várias outras qual que seria o fluxo desse tratamento. Eu tenho que primeiro ir na psicologia e caso o psicólogo não dê conta, ele me encaminha pra psiquiatria. Isso não existe. Esse fluxo ele não existe. Tem pacientes que chegam inicialmente na psicologia, tem pacientes que já chegam na psiquiatria. E essa questão de não dar conta, a gente não trabalha dessa forma. A gente, independente de dar ou não conta, o trabalho em conjunto, ele é o trabalho padrão ouro, ele é o completo. Por quê? Nós vamos fazer abordagens completamente diferente num indivíduo como esse. Eu vou trabalhar situações agudas de sintomas naquele momento. Minhas medicações vão tratar sintomas que eles vão estar apresentando enquantra enquanto a Camila, por exemplo, na psicologia, ela vai tratar as causas que levaram ele a tá daquele jeito. Então, um trabalho em associação é o que nós vamos poder entregar de melhor para esse paciente. E lembrando, né, que a gente tá falando de uma relação familiar, que é a primária, né? E e a gente vive numa sociedade em que vende para nós, eu falo que é a tal família margarina. Ah, sim, né? Né? Família feliz, tudo lindo, todo mundo se relaciona super bem. E a porcentagem de existência dessas famílias margarinas é muito pouca, né, de novo, porque somos seres humanos e trazemos questões. E aí, como que eu, enquanto filho, né, ou enquanto pais, eh, evito ou trabalho essa relação em que me faz mal? Uhum. Como é que eu identifico que a minha relação com os meus pais está me adoecendo? Porque isso acontece, entende? Porque eu não posso, é, é cultural, eu não posso deixar de me relacionar com os meus pais, eu não posso deixar de falar com os meus filhos, né? Só que às vezes na no consultório, na clínica, o doutor pode falar, é a única forma da gente conseguir ajudar esse indivíduo a melhorar os sintomas, porque é a mesma coisa. Se eu ponho a mão na panela e me queimo, e eu continuo colocando a a, né, não vai curar a minha queimadura. Nas relações parentais também são assim. Então, infelizmente ou felizmente, porque aí não tem juízo de valor, às vezes o processo é diminuir essa relação. Uhum. Né? E isso é muito difícil, que é a culpa. Como é que eu diminuo essa relação com os meus pais? Como eu deixo de cuidar desses meus pais? Uhum. Como eu lido com tudo isso? Então, chega esse adulto extremamente adoecido no consultório, incapaz, né? misturado completamente nessa relação, sem saber por onde começar o processo de tratamento. E é e é interessante porque eles trazem essa culpa e ao mesmo tempo aquele pensamento de mas eu vou ter que cuidar de quem me adoeceu porque até até então eu só tô nesse processo porque eu fui colocado nesse processo de adoecimento e agora eu tenho a culpa de não estar presente, não estar cuidando, principalmente quando os pais vão envelhecendo e que acaba que fica uma demanda natural pros filhos e esse filho filho tem que cuidar de quem teoricamente o adoeceu e aí virou uma questão, um conflito interno muito grande. É isso mesmo. E esse é o desafio, né? Qual é o equilíbrio? De que forma é possível, né? Então, cuidar de si e de certa forma também não abandonar esses pais. E esse é um grande desafio pra gente no consultório, né? Uau, gente, que complexo e que bom ouvir vocês, né, com toda essa expertise, com todas essas verdades que devem ser ditas, sim, e os sentimentos que devem ser acolhidos, trabalhados, ressignificados, porque a gente percebeu nas falas dos nossos convidados no programa de hoje que sim, nós temos impactos e muito grandes por conta dessa inveja parental que sim acontece porque somos seres humanos. Inveja é um sentimento e ela está presente nas nossas vidas. Nós só precisamos acolher esse sentimento, dar nome a ele e fazer o manejo da forma correta. Mas para isso nós precisamos de um autoconhecimento, precisamos de um entendimento e também precisamos de repente, né, de uma orientação, né, uma terapia, quem sabe pode ajudar a você fortalecer aí a sua autoestima para você que tiver passando por essa situação, até se for algo exacerbado, né, como o doutor falou ali, buscar sim o atendimento de um psiquiatra e aí fazer o maneiro Jo, dos medicamentos, como foi muito bom, muito bem colocado pelo doutor. Eu pude entender que se você tá nesse processo, o atendimento do psiquiatra vai fazer o quê? Fazer o manejo dos medicamentos para que você tenha um uma um esclarecimento, um melhor entendimento, para que possa buscar eh a a psiquiatria aliada com a psicologia, para que você possa ter uma melhor qualidade de vida, se assim a gente pode dizer, né? Porque é algo bem desafiador e deve ser muito triste. Agora, nós falamos dos filhos, né? Agora 8:47. Acho que dá tempo da gente falar um pouquinho dos pais, porque esses pais que eh ocasionaram, vamos colocar uma aspas aqui, não vamos colocar culpa nas pessoas, né? esses pais que de repente ocasionaram essa situação, de repente até de forma inconsciente, esses pais eles também foram crianças que tiveram situações que permitiram que ele que eles fossem adultos e que agissem dessa forma. Camila, eu gostaria que você trouxesse pra gente um pouquinho desse entendimento, que a gente aqui não quer culpar ninguém, a gente precisa de um equilíbrio, como nós falamos dos filhos, agora a gente precisa também fazer uma ressignificação desses pais que, por agir dessa forma, eles passaram por alguma situação que permitissem que eles agissem assim. Muito bem colocado, extremamente importante, né? No meu consultório eu trabalho com terapia familiar também, né? Então atendo a família como um todo, porque o adoecimento desses pais, né, a história desses pais, esses pais têm história, eles também estão adoecidos, né? Eles não se tornaram esses indivíduos porque eles quiseram. Exato, né? Eles provavelmente, em sua maioria sofreram também muitas vezes de pais narcísicos. Uhum. Né? Também de ambientes agressivos, né? E aí eles reproduziram. Exato. E a gente tá falando hoje de um momento atual em que se fala de terapia. Uhum. Né? Em a psiquiatria está, né? Enfim, a gente hoje é comum as pessoas buscarem ajuda. Bom, que bom, né? Mas a geração antiga não. Exatamente, né? Ela, eles não tinham com quem falar, sentir, né? Não era possível. Uhum. Então eles não tiveram, né, o espaço que atualmente nós temos para lidar um pouco melhor com os sentimentos de buscar ajuda, né? Hoje se eu dou um Google ali, eh, vai aparecer inúmeros, a gente tem diversas formas de chegar a esse pedido de ajuda, né? Mas antigamente não. Exato. Então não é interessante olhar e cuidar da família como um todo, né? Porque esses pais quando muitas vezes, às vezes não, às vezes sim, quando eles se dão conta, né, do que eles fizeram, do que inconscientemente, né, eles também trazem culpa, eles também se sentem mal dentro desse processo, né? Claro que existe na maioria das vezes um momento de não, eu não f, né, de tentar, né, não não se responsabilizar, né, mas se esse manejo é feito de uma forma cuidadosa, normalmente esses pais também podem ser cuidados, né? Por quê? Porque pensa só, se a gente cuida só do filho, se a gente tá falando de uma criança ou de um adolescente principalmente, esse a criança adolescente tá num ambiente familiar. Então ela vai voltar para aquele ambiente, né, que tá causando aquele transtorno paraa criança e pro adolescente. Então se a gente cuida de todos, isso facilita, né, para essa criança e pro próprio. Então a gente tá cuidando de todos indivíduos, a gente não quer culpabilizar, né? A responsabilidade é diferente de culpa. falou isso. Culpa é aquela que a gente não quer ver, né? Aquela que traz problema. Responsabilidade, OK? Eu tenho responsabilidade perante o que eu causei aqui. O que eu posso fazer com isso? E aí, quando existe essa responsabilização, a o manejo é melhor e a gente consegue cuidar do todo de uma forma em que todo mundo pode sair do lugar de adoecimento e caminhar para uma saúde melhor. Excelente. Muito bom. Eu acho perfeito, eu acho perfeita essa colocação, eh, no sentido de que esses pais foram filhos e que tiveram muito provavelmente problemas nessa nessa infância, que a gente não pode desconsiderar essa fase, esse momento. E uma coisa que é muito importante, nem tudo que nós estamos falando aqui é sobre pai narcisistas. Às vezes esse filho, essa família, ela só precisa identificar qual que é a forma de amor e de cuidado desse pai. Porque nas casas a gente tem formas diferentes de amor. A gente tem famílias que a forma de amor é através de segurar, assegurar a proteção, assegurar o alimento, assegurar a parte financeira, mas que não sabem verbalizar esse amor, não sabem abraçar, não sabem beijar. E nem por isso essa criança viveu, nasceu e cresceu num lar narcisista, entendeu? Quando a gente consegue trazer, desmiçar essa questão eh desse sofrimento desse adulto, teoricamente filho de pais narcisistas, e a gente consegue enxergar que tinha um amor, porém numa outra linguagem, não na tradicional, a gente também consegue alterar essa percepção e com isso esse paciente consegue consegue ficar um pouco mais aliviado sobre a visão e a relação que ele tem com esses pais. Excelente a linguagem do amor, né? Quando a gente consegue identificar a linguagem do amor, às vezes as coisas ficam ã mais leves, né? Porque de repente a minha forma de amar a forma de amar que você tem. E aí quando você identifica, você fala: "Opa, pera aí. Então essa ação significa que é uma forma de amor e tá tudo bem, né, Camila?" Sim. Bem, bem colocado. Nem tudo é narcisismo, né, gente? Ah, é só esses pais que não receberam amor e cuidado, né, e não conseguem passar, né, não receberam então toque, carinho, afeto, colo e aí não conseguem passar isso. E a forma de amor, de repente seja um cuidado com a casa, né? Você chegar lá, tá um almoço pronto, eh, eh, um carinho, isso você fala: "Poxa, mas é um almoço, só um almoço". Não, de repente isso é uma forma de amor, é a forma de demonstrar, é a forma de servir, né? E a gente precisa identificar isso. Agora, 8:54, gente, que programa maravilhoso. Quanto ensinamento, vocês dois são excepcionais. Muito obrigada demais pela participação, por essa conversa na manhã de sexta-feira. O pessoal de casa tá querendo participar com a gente. Tem quatro perguntas aí que nós conseguimos colocar no ar. Eu até desculpo porque tem mais perguntas, a gente não vai conseguir extrapolar muito tempo. A gente vai até 9:10. Então vamos às perguntas, porque o pessoal de casa tá querendo participar conosco. Pode colocar na tela pra gente, por favor, produção? Vamos lá, ó. Patrícia Gomes do Nova Europa. Algumas mães criticam a aparência das filhas. Olha isso. Justamente quando elas começam a se sentir bonitas e seguras. O que pode estar por trás desse comportamento? Doutor, nos ajuda. Vamos lá. Muitas das vezes tá por trás desse comportamento uma insegurança dessa mãe em relação a filha por conta de de inúmeros fatores que a Camila vai conseguir contribuir até melhor do que eu, eh, dessa parte mais voltada da psicologia, dessa competição, né? O que o que a gente o que traz para nós que não, isso não significa uma inveja, né? Isso pode ser uma competição por alguma questão que essa mãe ela não teve ou que essa mãe gostaria de ter, de ser, um corpo que ela gostaria de ter e que ela não conseguiu, roupas que ela gostaria de ter e que ela não poôde ter. E com isso ela acaba tendo esse comparativo, essa competição com essa filha e querendo colocar essa filha para baixo para que ela não sinta uma um desconforto maior de ver o bem-estar que a filha tá tendo e que ela não pôde ter. Mas entra várias questões que Camila às vezes consegue contribuir melhor. E Camila, é forma inconsciente ou consciente, né? Esse é essa crítica. Quando vem a crítica é de forma inconsciente na maioria das vezes. Olha, não posso dizer que sempre é consciente ou inconsciente. Acho que tem os das dois formas. Acho que infelizmente tem mães sim que fazem essa crítica de forma maldosa. Como eu disse, né? Tem mães maldosas, não tem jeito. E assim, você, eu falei sobre isso, né? da mãe e da menina que tá naquele a super desenvento, sem ruga e aquela mãe se vendo envelhecer. Então tem várias questões que eu acho que fazem com que essa mãe comece a tentar colocar essa filha para baixo, né? Como sim também uma inveja, uma disputa, uma competição. A gente tá hoje numa sociedade que a gente tá vivendo o auge da aparência, né? a comparação e tudo mais. Então isso tá mais difícil de ser elaborado. Eu acho que nesse caso dessa filha que vive isso é é muito difícil, né? Então assim, é tentar separar o que é dela. Uhum. né? E o que é da mãe. Então assim, infelizmente nem sempre conseguir dar, é possível conversar com a sua mãe, nem sempre essa mãe vai ter consciência, né? Então, não sendo essa mãe que teria consciência, é tentar se preservar num sentido, tá tudo bem com o meu corpo, com a minha aparência e tentar seguir esse caminho se fortalecendo em si mesmo. É importante a gente salientar. Por favor, doutor, pode falar. E isso acaba sendo muito muito forte, principalmente paraas meninas, porque a opinião da mãe nesse processo é muito importante, a ponto da da adolescente ou da adulta jovem não sair de casa com uma roupa que a mãe não aprovou ou que não gostou. Então, se essa mãe ela começa a jogar dessa forma, essa essa essa menina vai ter vai evoluir para um quadro de que assim, ela não vai querer nem ter mais esse convívio social para não se expor, já que nem a mãe tá aprovando o corpo ou a roupa ou seja lá o que for. É, normalmente essa menina pode desenvolver questões de desenvolvimento alimentar. Uhum. Né? ela começa a se sentir eh mal com o próprio corpo, começa a não comer direito ou começa a fazer muito exercício. Para quê? Para tentar chegar no corpo que essa mãe gostaria que ela tivesse, mas não é sobre o corpo, tá bonito ou tá feio. É uma questão da própria mãe com o próprio corpo dela que ela tá colocando pra filha, né? Então, é importante entender isso, mas sim, é um processo de bastante difícil, de adoecimento, que pode ter repercussão importante. Então, caso você esteja passando por isso, busque ajuda, peça ajuda, cuide de você para que você não adoeça. Exato. Muito bem. 8:58. Pode colocar mais uma pergunta na tela pra gente, produção, por favor. Vamos lá. Marcos Lima do Parque Industrial. Tem gente que só percebe a competição familiar depois de sair de casa. Porque alguns comportamentos parecem normais durante tantos anos. A gente se acostuma, né, Camin? Pois é, a gente tá inserido naquele ambiente. Se a gente tá num ambiente que a gente fala tóxico, o que não é saudável, a gente às vezes não consegue perceber. Eu falo que é o cheiro desagradável. Quando a gente tá no ambiente, a gente não sente, né? A gente só sente quando a gente sai e a gente se acostuma com os maus tratos, com xigamento, com e aí quando a gente vai para uma outra relação, quando a gente começa a conviver com outras pessoas, que a gente começa, nossa, o que eu vivi foi abusivo, o que eu vivi não é certo, né? Então, a gente precisa sair desse ambiente, se deslocar para olhar de fora para entender aquilo que a gente estava vendo. É por isso. E além de e além de de tudo isso que a Camila falou, tem a questão da família margarina, que a gente não quer inicialmente enxergar que a nossa família pode ser um ambiente adoecedor, que as nossas relações familiares podem adoecer. A gente quer a todo custo ter uma família que é a família que a gente compra, entendeu? Que a gente vê. Então, quando a gente sai desse desse desse meio que a gente consegue ter uma visão de fora e que a gente já não quer a todo custo apresentar uma família perfeita, fica muito mais claro pra gente ter essa identificação. Muito bem. Às vezes a gente idealiza algo, né? nós criamos ali na nossa mente e a gente eh eh luta para que isso aconteça. Isso você só vai perceber quando você tá fora, né? Eh eh tem muita gente que fala: "Ah, eu só descobri quem era eh a pessoa que eu convivi por tantos anos depois que eu encerrei a relação, né? Por quê? Porque dentro você não tem a visão, você tem a vontade de fazer com que aquilo dê certo". Mas depois que você tá de fora, você começa a a ter uma visão mais ampla da situação em que você estava vivendo. E que bom que você pode ter essa visão mais ampla, que você pode perceber aí eh aquilo que te machuca, aquilo que faz parte de você, aquilo que não representa para você e fazer uma ressignificação e de repente caminhar, né, novos rumos, uma nova vida. Por que não? Pais e filhos é aquele negócio que a Camila falou lá no início, né? A gente tem a ideia daquele amor incondicional, mas por que que a gente precisa romantizar tanto assim? Somos pais e filhos, mas somos seres humanos com erros, com acertos, com virtudes, com defeitos. E se tá tudo bem, OK. Mas se não está tudo bem, de repente pode ser que o manejo seja um distanciamento para que você possa ter uma visão ampliada, um entendimento e aí depois uma reaproximação. É isso, né? É isso. E tem um um fator super importante, a gente faz um processo de idealização dos pais, né? Por quê? Porque se a gente de fato coloca os pais como humanos, com defeitos, a gente, né, tira eles desse lugar de realização, a gente tem que lidar com a realidade, né? Com o bom e o ma. E nem sempre a gente tá pronto para lidar, frustra, né? Às vezes frustra. O que eu faço se esse meu, se o pai que deveria me proteger, na verdade, é um agressor. É o meu herói vira o meu vilão. E aí, isso? E aí eu tô abandonado na vida, né? Quem então vai cuidar de mim? Então é um esse processo de idealização e desidalização, né, é onde de fato o indivíduo começa a olhar para si e entrar num processo de autoconhecimento. É um despertar, né? Porque assim, esse essa idealização me protege, só que também ao mesmo tempo que me protege, não faz com que eu entre em contato com as minhas questões de internas que foram geradas nesse relacionamento real e não ideal. Então eu saio do ideal pro real e é interessante que no consultório isso acontece muito. Aí como é que a Ra não meus pais são ótimos e depois você vai indo, indo indo e e tem muitas questões, né? Exato. Somos seres humanos, né? É. A família de margarina só existe no comercial de TV, gente. Vamos lá, né? Vamos, vamos ser aí realistas, né? Dói às vezes ouvir a verdade, mas é importante porque a partir disso você se ajeita e tudo se ajeita. Para tudo tem jeito nessa vida. 93. Mais uma pergunta e aí a gente já vai paraas considerações finais. Sexta-feira fechando com chave de ouro. Um programa assim com muita informação, muito entendimento. Isso é bom demais. O Paulo Henrique do Centro. Algumas pessoas tentam conquistar tudo que os pais não conseguiram apenas para provar o seu valor. Essa motivação pode se tornar prejudicial. Sim. Traz impactos, né, doutor? traz impactos e impactos muito severos às vezes, porque a gente sempre eh vive querendo provar algo para alguém. Isso não é legal. E além dessa questão de de provar algo para alguém, quando nós estamos nesse movimento, muit na maioria das vezes, isso não pode ser a isso pode não ser a vontade dessa, desse adulto, desse filho. Ele vai tá fazendo para provar. Porém, e o eu, ele, o que que ele escolheria caso não fosse para provar alguma coisa para alguém? Cadê a personalidade dele, a vontade dele, as escolhas dele? Então, entra num processo que ele acaba se perdendo ou às vezes ele ainda nem entendeu de fato quem que é ele por conta dessa extensão das vontades, provações e afins em relação aos pais. É justamente, né? O desejo ele fica do de lado, sim, né? E aí a ambição começa a fazer parte e aí ele não sabe mais aquilo que de fato ele quer, o que o que ele está fazendo é por si ou para provar pros pais que ele é capaz. Por quê? Porque é desse lugar de reconhecimento dos pais que ele entende que ele vai buscar encontrar o pró o amor, ele vai ser amado através daí. E aí fica essa obsessão. Então eu vou conquistar qual coisa assim eu vou receber amor, aí o amor não vem não. Então agora o próximo passo eu vou receber e o amor não vem, entende? Uau! É aonde ele entende que ele vai receber o amor. Então se ele for perfeito, o filho perfeito, ele vai ser reconhecido e ele vai ser amado. E aí ele fica nesse lugar que não tem fim, porque o amor não vem daí, né? Exatamente. O amor está faltando. Ponto. Não vai vir daí. Muito bom. E aí essa pessoa, ela fica numa autocobrança, numa auto eh flagelação assim o tempo todo. E aí me traz me vem a memória a questão do pai idoso, né, que tem aquela pessoa que elas ela ela tem a família, ela tem e a rede de apoio, mas ela se sente na obrigação de somente ela. não permite que as outras pessoas cheguem. Ela não permite a ajuda de outras pessoas, mesmo tendo, na maioria das vezes aí porque ela sente a obrigação de cuidar até o fim, porque ela ainda até no fim ela acha que ela vai ter de volta ou então ela vai receber pela primeira vez o amor que ela não teve durante toda a vida. Mas aí é a falta, né, do amor. Você pode fazer o que for. a gente, se a pessoa ela não não tem isso, ela não vai transbordar isso, né? E aí a gente volta lá naquela questão da infância, sem culpabilizar ninguém, a gente precisa entender que todos nós temos uma história e que as histórias são diferentes. Algumas são boas, outras não. Outras causam impactos irreversíveis durante toda a vida, principalmente de pessoas que não tiveram a oportunidade que nós estamos tendo hoje aqui de falar sobre com pessoas que realmente entendem, de repente de fazer uma terapia, de repente de ir até um psiquiatra, de ter esse entendimento e por isso passaram a vida toda também com um sofrimento interno, né, sem poder eh transbordar toda a situação e sem ter entendimento da própria a vida. Isso é bem delicado, isso é bem triste, mas que bom que a gente tá mudando tudo isso, né? Com esse programa aqui, eu falo que eh é uma aula todos os dias, é uma questão de entendimento, isso resolve o problema de alguém? Não, mas de repente traz o início eh de uma caminhada que você esteja precisando. Abriu a sua mente com o que você ouviu a Camila e o Dr. Ciro falando com a gente aqui hoje. E se a gente consegue fazer isso com 1% das pessoas que estão assistindo a gente, a gente já fica muito feliz, porque a saúde mental ela reflete na sua qualidade de vida e na sua saúde física. Isso é muito importante, gente. Agora 98. Quero agradecer demais a participação de vocês dois aqui, hein, Camila, muito obrigada pela sua participação, pelo seu ensinamento, pela troca de conhecimento. Você e Dr. Ciro, olha, vocês foram espetaculares. Considerações finais e gratidão pela sua participação. Imagina, foi um prazer enorme estar aqui com vocês, poder contribuir, falar de assunto tão delicado, colocar isso, né, pro público ouvir e não sentir vergonha, tá tudo bem, né? Somos humanos, né? e a gente precisa se acolher em todas as nossas questões e diferenças. E é isso. Muito obrigada pelo convite. Fico muito feliz mesmo. Maravilhosa. Feliz ficamos nós de poder eh ter todo esse ensinamento nesta manhã de sexta-feira pra gente fechar a semana com chave de ouro. Dr. Ciro. Muito obrigada por compartilhar conosco um pouco do seu conhecimento, por nos orientar e por compartilhar assim de uma forma eh dinâmica e muito bem explicativa o seu conhecimento com a Camila. Eu acho que deu um entendimento bem legal para mim e para todos os os telespectadores aí que estão assistindo o nosso programa. Considerações finais, por favor, pela oportunidade, pelo convite. Parabenizo vocês para por um programa que trata de assuntos que são tão pertinentes e que ainda tem uma dificuldade de buscar ajuda. Então, a gente consegue mostrar com mais clareza o quanto que é importante ter acessar, né, essas questões e buscar ajuda ao quanto antes. e me coloco à disposição para qualquer eventualidade, para qualquer tema que quiserem debater. Nós que agradecemos a participação do Dr. Círio, da Camila, a sua participação aí de casa. Muito obrigada pelo carinho da audiência. Esse programa ele tá disponível eh no YouTube da TV Câmara Campinas, também no site da TV Câmara Campinas. Fique à vontade para compartilhar com a sua família, com o pessoal e os seus amigos, a sua rede, né? É, é importante a gente ter conhecimento, mais conhecimento que realmente vem de quem eh tem gabarito para te oferecer essa informação. No caso aqui os nossos convidados do estúdio Câmara. Agradeço a sua audiência, a sua companhia. Ao meio-dia Gabriel Castro vem com informações no Câmara Notícia. Lembrando que a programação da TV Câmara Campinas tem estreias nesse final de semana e toda a nossa equipe sempre muito engajada, com muita responsabilidade e muito carinho, preparando materiais excelentes de entretenimento para você, tá bom? E de informação também, é claro. Grande abraço, fique bem. Na segunda-feira a gente volta com mais uma edição do estúdio Câmara. Nós vamos falar sobre maturidade, identidade e aceitação. Olha só que interessante. Porque assumir os cabelos brancos ainda é um desafio para tantas pessoas para mim. Aí eu tenho aqui, ó, meus cabelinhos brancos e quando eles aparecem eu já corro pintar. Então, o que está por trás dessa decisão, né, de pintar os cabelos ou de abandonar as tinturas, os alisamentos, os padrões de beleza que nos acompanharam a vida toda? A gente vai conversar sobre autenticidade, envelhecimento e a liberdade para ser quem se é. Então, a gente te espera na segunda-feira a partir das 8 da manhã com mais uma edição do nosso estúdio Câmara ao vivo aqui na TV Câmara Campinas. Grande abraço para você, cuide-se e até segunda-feira. Tchau tchau. Bom fim de semana.