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Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando. Estúdio Câmara ao vivo na manhã desta quinta-feira. Hoje é dia 23 de julho e hoje nós vamos conversar sobre emagrecimento e também as canetas emagrecedoras. Um dos assuntos mais comentados, né, dos últimos anos, promovidas nas redes sociais como a solução rápida para perder peso. Eh, esses medicamentos passam a fazer parte da rotina de muitas pessoas. inclusive daquelas que não têm indicação médica para este uso. Mas junto com a popularização também cresceram as preocupações com a automedicação, a compra de produtos sem procedência e os riscos à saúde. Eu gostaria que você conversasse com a gente porque as nossas entrevistadas já estão aqui no estúdio. Daqui a pouquinho vamos apresentá-las. E você aí de casa já teve vontade de comprar esse produto, essa substância? Você já utilizou, né, esse medicamento? eh, que é considerado aí o melhor medicamento de dos últimos tempos para o emagrecimento. Conversa com a gente. WhatsApp na tela para você, 1997829377. Enquanto você manda sua mensagem, a sua experiência, de repente a sua dúvida, a gente vai atualizar algumas informações. Daqui a pouquinho apresentamos a vocês as convidadas do programa de hoje. Olha só, gente, a Associação do Expedicionários Campineiros, com apoio do Departamento de Turismo da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, promove no sábado, dia 25 de julho, às 2 da tarde, a palestra A Segunda Guerra Mundial, contada por Selos Postais com o colecionador, pesquisador Rafael Sibegen Cenize. Essa palestra é gratuita, tá? A atividade vai abordar como os selos postais e as correspondências foram utilizadas durante a Segunda Guerra Mundial como instrumentos de propaganda, censura, espionagem e mobilização social, apresentando conflito sobre a perspectiva eh da filatelia. O público poderá conhecer peças de diversos países envolvidos na guerra, além de sê-los ligados a campanhas humanitárias, bônus de guerra, cruz vermelha, emissões brasileiras e sistema norte-americano. Os convites devem ser retirados antecipadamente pela plataforma Simpla, tá? Após a palestra haverá uma confraternização e a organização convida os participantes a levar uma bebida para compartilhar, tá certo? Leva um refri, leva um suco, compartilha. É muito importante a gente conhecer a nossa história. Vamos lá, gente. Previsão do tempo para hoje. Hum. A frente fia tá se aproximando, hein? Percebe? Então, já se prepare. Mas hoje vamos pro aqui pro agora, né? Hoje sol com algumas nuvens, chove rápido durante o dia e a noite. A mínima de 16, a máxima de 23º. A gente já percebe que a temperatura baixou um pouquinho da máxima, né? Ontem nós tivemos aí 28º, hoje então a máxima 23. A chuva chegando no nosso estado de São Paulo e a frente fria também. Mas vivendo hoje ou agora, aproveite ao máximo o seu dia e vamos fazer dele um dia produtivo e maravilhoso. Agora a gente vai a o nosso tema central. A gente fala das canetas emagrecedoras ou então eh desses medicamentos, né, que são vendidos de várias formas. Elas foram desenvolvidas, essas canetas, para o tratamento de doenças específicas, como diabetes tipo 2, obesidade, mas a busca por resultados estéticos rápidos fez com que o uso desses medicamentos ultrapassasse as indicações originais. Tem um estudo publicado na revista Obesid alerta que o crescimento do uso dessas medicações por pessoas sem obesidade e sem necessidade que a clínica impulsionado principalmente pelas redes sociais e pela valorização da magreza, esse uso tem crescido assim astronomicamente. Ao mesmo tempo, autoridades têm registrado o aumento da entrada de produtos ilegais no país. Operações da Polícia Rodoviária Federal, por exemplo, na BR277, no Paraná, aprendem canetas escondidas em veículos vindos do Paraguai, inclusive com substâncias ainda em fase experimental. Segundo a Receita Federal, em apenas 3s meses, uma tonelada de produtos emagrecedores legais foi apreendida aqui no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. Então, se tem demanda, tem procura, né? E aí a gente pergunta quais os riscos? E vale a pena a gente eh deixar a nossa saúde a mercer de algo que de repente a gente nem sabe o que é. Quando a gente fala desses produtos eh que estão sendo comprados no mercado paralelo, a gente tem certeza de que não temos a certeza de que produto estamos usando, porque não está regulamentado nem aprovado pela Anvisa. E aí, será que vale a pena a todo custo entrar nessa do emagrecimento através dessas substâncias? Bom, para conversar com a gente sobre isso, nós recebemos através do Zoom a endocrinologista Thaí Fonseca. Seja muito bem-vinda, Thaís. Muito bom dia. Obrigada pela sua participação. Obrigada a você. Obrigada por dar esse espaço para falar. Eu acho que é um alerta de saúde pública. Eh, essas esse contrabando, essas canetas, essas medicações que a gente realmente, você explicou muito bem, que a gente não sabe o que o paciente tá usando, né? E infelizmente isso é, eu vejo isso o tempo inteiro no consultório, além de ver isso no dia a dia das redes sociais, virou muito mais comercialização do que a saúde, infelizmente. Muito bem, obrigada pela sua participação e fazendo dupla com a nossa endocrinologista, nós temos a psicóloga Simone Quino, que vai falar sobre essa vontade que a gente tem exacerbada. Eu falo, gente, porque às vezes passa pela minha cabeça também, assim como passa pela sua, é sem julgamento. A gente acaba eh tendo aquele efeito manada, sabe? Porque todo mundo tá usando e tá dando resultado. Eu também quero usar. De repente tem ali que tá trazendo de forma ilícita, mas com valor interessante. A gente não sabe qual produto tem, mas a gente vai arriscar. Por quê? O que acontece no nosso cérebro que a gente às vezes não percebe o risco que nós estamos tendo até de vida em adquirir uma substância dessa. A gente precisa entender o que acontece na nossa mente. E por isso a psicóloga Simone Aquina está conosco e vai nos orientar. Seja bem-vinda. Muito bom dia. Bom dia. Obrigada pela oportunidade. Bom dia a todos. Meu nome é Simone Aquino. Sou psicóloga clínica especializada em psicanálise e ATCC. teoria eh cognitivo comportamental, mestranda em psicologia geral. Sim, é um tema muito relevante, é um assunto novo, se trata de um de uma de uma medicação nova e estamos pessoal que tá usando, né, está eh em análise, todos os profissionais em conjunto, nutrólogos, nutricionistas, eh psicólogos, os profissionais educadores físicos, todos em conjunto, analisando eh o que vai ser daqui paraa frente desses usuários, não não é mesmo? Então, por isso a importância de procurar medicamentos regularizados pela Anvisa, respeitando a bula, o uso da bula, e fazer o acompanhamento com a uma equipe da de saúde. Uhum. Muito bem. Uma equipe multidisciplinar, né? Porque até nós vamos abordar isso no programa também. há relatos de pessoas que dizem eh que sentem que a saúde mental foi eh mexida a partir do momento que iniciou o tratamento com as canetas. Então a gente vai conversar sobre isso, tá? Vamos lá. A gente começa com a Thaí porque a a muita gente fala das canetas, Thaís, como se fosse uma solução simples para emagrecer, né? Aplica aqui, daqui uma semana você perdeu 3 kg, aplica de novo, dá ali mais 3 kg. Quando você vem um mês, você perdeu 6 kg, né? A sua avaliação como endócrino, você acredita que a gente tá transformando um medicamento em um produto natural, normal de consumo? Seria isso? Não, não seria isso. Ele, as as canetas, né, essas de medicações são um grande avanço paraa medicina de um tratamento de uma doença eh crônica, multifatorial, que veio realmente para somar e trazer aumento da longevidade. Só que não é uma medicação de uso natural, pelo contrário, preciso de acompanhamento médico, porque mesmo tendo eh menos risco do que as medicações passadas que tinham pro emagrecimento, elas também tenham riscos. E se você não avaliar bem a paciente, a gente pode, em vez de eh melhorar a saúde da paciente, acabar piorando a saúde dessa paciente. Então tem que ser acompanhamento, porque não é algo natural, não. Mesmo sendo um hormônio, é um um derivado de um hormônio produzido no nosso próprio intestino, não é uma medicação natural. Excelente. Importante a sua colocação, porque o que está acontecendo, infelizmente, é as pessoas tratando isso como algo simples, rápido e sem nenhuma consequência. Agora vamos pra parte psicológica. Simone, o que explica, né, o fato de tantas pessoas estarem dispostas a assumir riscos pela promessa de e de emagrecer rápido. Eu não sei o que eu tô usando, mas tá emagrecendo. Bora que bora aplicar esse negócio que é mágico. A nossa mente ela dá sinais, ela ela nos alerta que, opa, pera aí, você pode ter uma consequência, toma cuidado. Por que que muitas vezes a gente age no impulso dessa compra e também dessa aplicação, tá, pessoal? O advento da internet, querer copiar as blogueiras, o que a gente vê ali, o que a gente consome todos os dias na internet, isso contribui muito para que a gente não pense queira ficar igual aquela blogueira. E a gente tem que pensar assim, o meu biotipo, o meu biológico às vezes não é igual daquela pessoa. Então, às vezes, eh, por tudo que eu eu posso fazer bastantes coisas, exercícios, usar medicamentos, eu nunca vou atingir aquele padrão físico, porque depende também do do biotipo biológico da pessoa. Tem gente que tem uma estética mais magra por natureza, tem gente que é mais gordinho por natureza. Então, assim, a gente não pode se comparar. a gente tem que tomar cuidado com a comparação. Ã, como especialista eh em psicanálise, a gente tem que ver que às vezes tirar a comida da da pessoa não é o suficiente, porque tirar o medicamento não é suficiente, porque a pessoa desconta a comida no seu dia a dia por algum motivo, algum motivo psicológico. Ela desconta na comida como uma, ela faz da comida uma companhia, ela desconta uma ansiedade, então tirar simplesmente o medicamento não vai resolver. Então a gente tem que trabalhar no psicológico dessa pessoa o que que tá acontecendo para ela lidar com o alimento daquela maneira e introduzindo os remédios daquela maneira. Segundo o ATCC, na teoria eh cognitivo comportamental, a gente tem que trabalhar a linha dos pensamentos. Acontece muito com pessoas que têm bulimia, anorexia, ela tem um pensamento distorcido da realidade. Então ela se se vê de maneira desforme, sendo que não é real. Então, mas o pensamento dela, a cabeça dela tá acontecendo alguma coisa. Então, dentro da TCC, eu tenho que trabalhar esses pensamentos, desconstruir esses pensamentos, porque não adianta só tirar o remédio também, a gente tem que trabalhar todo mundo junto com uma equipe interdisciplinar da saúde, como eu citei, para todo mundo em análise, em conjunto, ver o que tá acontecendo com aquele paciente. Muito bem, né? A pressão estética, ela sempre existiu, né? O que mudou agora é que ela chega pelo celular todos os dias através de influenciadores, eh, celebridades, comparações. Infelizmente nós temos aí essa questão das comparações, né, que é gritante. Você olha, eh, uma foto, fala: "Nossa, né, que coisa!" E aí, junto com isso, vieram as canetas. Só que as canetas elas, que bom que elas estão aí, porque quem tem a a obesidade pode ter agora um tratamento, quem tem a diabetes tipo dois pode ter agora um tratamento, mas eh as as canetas, esse medicamento aliado às redes sociais e as pessoas que usam medicação de forma indiscriminada, acaba contribuindo para que as pessoas sejam influenciadas e também façam uso desse tipo de medicamento, né? Agora, ô Thaís, e essa percepção de que esse medicamento, né, essas canetas seriam mais seguras do que de repente uma estratégia para emagrecer? Essa ideia ela pode ser enganosa, não é? Sim, com certeza. Eh, as canetas são mais seguras do que a gente tinha no passado de emagrecimento. Elas são mais seguras e mais eficazes. Mas a a rede social traz muita informação, mas também está em desinformação, né? E pro paciente que não faz acompanhamento multidisciplinar, o grande problema é que esse emagrecimento rápido, porque a gente sabe que é efetivo, muitas vezes está relacionada a à perda de massa magra também. Então o paciente tá ficando sarcopênico nesse processo, perdendo músculo, perdendo função. Então não é uma medicação segura eh se não for feita com acompanhamento médico. A gente precisa entender que a obesidade como diabetes como pressão alta é uma doença crônica. A gente não toma um remédio de pressão e tchau e nunca mais vai no médico, compra na farmácia um remédio de pressão sozinho. E na obesidade a rede social parece vender isso que sozinho você consegue tratar. E não é bem assim. Exatamente. Eh, você que tá assistindo o programa, nós estamos falando sobre as canetas emagrecedoras e os riscos, né, da utilização, eh, de produtos sem procedência, de de repente você utilizar isso sem acompanhamento médico. E você sabia que às vezes você comprando produto sem procedência, você não tem certeza do que tá ali dentro daquela daquela embalagem e você acaba eh injetando esse medicamento. pode sim ter grandes consequências. Pode mandar sua mensagem pra gente, porque se você tem dúvida, agora é o momento de tirar essa dúvida. Estamos aqui, né, eh, com du dois profissionais, duas profissionais que podem nos orientar referente a essa questão de vale tudo, né? Vale tudo mesmo pelo emagrecimento. Produção, dá uma olhadinha no GC pra gente. Tem um ponto a mais ali, por gentileza, tá? Agora a gente pergunta sobre essa questão do transporte e também desse contrabando dessas canetas, né? Dessas canetas. E são aqueles eh o contrabando funciona da seguinte forma. Eu acho que todo mundo já viu na televisão, uns bujõezinhos assim, eh, que tem o produto ali dentro, né? E aí, eh, esse produto ele passa horas e horas dentro de caixas e como é contrabando, eles são inseridos em lugares escondidos dentro do veículo e consequentemente passam sim eh por temperaturas mais altas, né? Então, aí eu gostaria de perguntar paraa nossa endocrinologista, além de ser um produto que a gente não sabe de onde vem, que não tem o registro da Anvisa, esse produto tem uma oscilação de temperatura. Qual que é o impacto disso pra nossa saúde quando a gente se permite utilizar essa substância? Eu vou chamar de substância porque na verdade a gente nem sabe o que existe lá dentro, não é, doutora? Exatamente. O problema das medificações, a gente chama de underground, né, quando é comprado nesse mercado negro. Eh, primeiro que a gente não sabe o que tem dentro daquele frasco. Quando vem nesse bujãozinho, normalmente a medicação foi manipulada, então a gente tem maior risco de contaminação. E essa esse transporte mal feito tá relacionado normalmente às temperaturas inadequadas. E quando a gente eh aumenta mais que 20º, 21º, a gente tem o risco de dessa medicação se perder. Então, além de não ter o efeito esperado, isso aumenta o risco de complicações, eh, enjoo, diarreia, pancreatite. Então, é muito grave eh usar medicação que a gente não sabe a procedência. Muito bem. Agora você percebe a complexidade disso tudo, né, Simone? E mesmo sabendo, às vezes as pessoas eh se sujeitam ao uso dessa substância. Quando que a preocupação, Simone, com o peso, ela passa a ser uma questão de saúde, né? Eh, e sofrimento emocional, porque assim, eu queria perder 1 kg, 2 kg assim, tá tudo bem, né? Daí eu diminuo a alimentação, faço e eh uma uma reeducação alimentar e pode ser que eu consiga eliminar nesses 2 kg. Agora, é diferente de eu conseguir querer perder 2 kg essa semana, 2 kg da semana que vem, continuar perdendo e eu me olhar no espelho e não me enxergar da forma que sou e e entender que eu estou sempre com eh peso eh eh excessivo e querer emagrecer a qualquer custo. Quando isso começa a ser algo patológico que a gente precise de uma orientação e uma terapia, tá? Por isso eu friso a importância do trabalho em conjunto com os com os profissionais citados aí da saúde. Uhum. Porque temos que respeitar, acima de tudo, a saúde. E a saúde faz parte do nosso biotipo. Não adianta uma uma pessoa que tem um biotipo mais magrinho, por exemplo, que tem dificuldade de ganhar uma massa magra, querer a qualquer custo, engordar, por exemplo. Então, por isso ela precisa de um acompanhamento psicológico para saber quais são as questões psicológicas que ela está que ela está passando, o que que tá acontecendo, será que ela tá acompanhando demais uma blogueira na internet que tem um biotipo totalmente diferente do dela e o psicológico tá saindo da realidade? Então entra com o psicólogo, com o nutrólogo, para resolver a questão também de dentro para fora, né, hormonal e tudo mais, a parte médica e educador físico que vai fazer os exercícios para aquela pessoa, que é diferente de um treino de quem tá tentando emagrecer a qualquer custo também. Então, a gente tem que ver, respeitar sempre, em primeiro lugar, a saúde. Então, a partir do momento que estamos perdendo a noção da saúde, aí a importância do acompanhamento com esses com todos esses profissionais para que a gente emagreça da maneira adequada, levando em consideração o psicológico, o que tá acontecendo. essa essa essa pessoa que quer emagrecer, tá visualizando uma pessoa um padrão de beleza inatingível para ela? Então o psicólogo entra e todo todos esses profissionais para fazer um tratamento adequado pra situação dessa paciente. É interessante porque é algo assim meio que efeito manada, né? todo mundo tá fazendo, eu também quero entrar e vou fazer também e aí consigo emagrecer, vou continuar emagrecendo, mas como a nossa endocrinologista pontuou, eh, gente, eh, a gente corre muitos riscos, né? E aí a questão da sarcopenia, eu gostaria que a Dra. por gentileza, falasse pra gente, a gente sempre fala aqui quando a gente aborda esse assunto das canetas emagrecedoras, a questão da sarcopenia, que é algo que isso acontece, né, a partir de uma certa idade e tal, mas a gente sempre vê que os médicos receitam, né, eh, atividade física. E aí você toma um medicamento que você não sabe de onde vem. Você faz eh uma dosagem que você também não conhece, porque tem também essa polêmica da dosagem das seringas. Tem a seringa de 100, de 50 Wi, de 30 Wii e você não sabe quanto é que você tem que tomar e daí é 2,5 e você pega e coloca 8i, 10, não sabe se regula pela internet, acaba ingerindo eh aplicando algo a mais de uma substância que você não conhece, está perdendo o músculo e aí você entra num ciclo vicioso, o que que pode acontecer, né? você percebe que é algo assim, mas muito muito perigoso se a gente eh ir nessa onda que a gente vê, infelizmente, muitas pessoas surfando, que é o uso de de produtos de substâncias que não são regulamentadas pela Anvisa e sem o acompanhamento médico. É muito impacto na saúde, não é, Thaí? É muito impacto. Eu eu falo pros meus alunos que a gente já viveu a era da obesidade, da pandemia da obesidade, né? a gente falou muito sobre a pandemia do COVID, mas a pandemia da obesidade a gente já viveu. A nossa próxima era a era da pandemia da obesidade sarcopênica, porque essas estratégias de emagrecimento, eh, de forma indiscriminada, sem acompanhamento, por conta própria, com uso de medicações ilegais, o paciente vai perder peso, porque elas são muito efetivas, mas tem uma perda de massa magra, porque essa venda, ninguém fala sobre a base, né, sobre alimentação, sobre acompanhamento nutricional, sobre o exercício físico, sobre a terapia. junto e o paciente acaba perdendo muito muita massa muscular. E o grande problema disso é que a gente, na verdade, piorou o metabolismo desse paciente. E aí ele vai ficar com o metabolismo cada vez mais lento e vai voltar a reganhar peso quando tirar as canetas, porque dificilmente esse paciente vai manter pro emagrecimento a caneta a longo prazo. Primeiro que o custo é alto, segundo porque ele depois ele não consegue mais comprar as medicações de forma ilegal e quando ele parar o metabolismo tá mais lento porque ele perdeu massa magra, ele volta a ter rego. Só que o grande problema, ninguém reganha a massa muscular, reganha sua gordura. Então, a cada estratégia que ele vai fazendo, ele vai ficando com um percentual de gordura maior, porque ele vai ganhando gordura e perdendo massa muscular. Fora esse metabolismo mais lento, a ausência de músculo é deixar esse paciente a longo prazo com menos função. O que faz a gente levantar, sentar, se locomover sozinho é a quantidade de músculo que a gente tem, principalmente nos membros inferiores. Então, a gente precisa, como profissional aprender agora a tratar uma doença nova, uma uma pandemia nova, que é a obesidade com sarcopenia, que é isso que a gente vai ver com esse uso indiscriminado das canetas emagrecedoras. Uau! Quando você fala obesidade com sarcopenia, é algo que faz a gente imaginar, né? A pessoa obesa e sem a massa magra, sem os músculos. Como que vai fazer para tratar, né? Vocês profissionais vão ter que se especializar, né, nessa nova, entre aspas, pandemia. Por que pandemia? Porque tá todo mundo, a maioria das pessoas, vamos colocar aí uns 70% das pessoas utilizando essas canetas emagrecedoras de forma indiscriminada e utilizando substâncias que são oriundas aí de contrabando e você eh nem sabe o que tem ali dentro, né? Agora, Simone, eh esse desejo de emagrecer, especialmente de de eh de com o uso dessas canetas, ele faz a gente perder a percepção do risco, né? eh, tanto da saúde quanto das finanças. A doutora pontuou algo bem interessante, porque assim, eh, se você faz um planejamento para você eh pro emagrecimento, eh, com o produto aprovado pela Anvisa, com a supervisão eh do seu médico, a gente sabe que não é um tratamento barato, né? Não é um tratamento que todo mundo pode fazer, não é algo que sim tem um custo elevado e aí você não consegue manter esse tratamento. Psicologicamente isso vai afetar também. E aí e a gente sabe também que depois se você não consegue manter esse tratamento, pode ser que tenha o regro. Olha só quanta coisa envolve quando a gente fala da saúde mental e o tratamento para emagrecer, né? Ah, você não consegue mais manter a questão financeira, né? Deu uma confusão, você fica frustrado, você ficou com contas, você ficou com dívidas, você não consegue manter o tratamento e pode ser que você volte a engordar. Olha isso. Mais um fator aí que é a base de tudo, né, gente? Tudo tem um custo e o custo financeiro também eh importa, né? Então assim, a pessoa precisa quando vai entrar num num processo como esse, é um processo novo, como estamos falando aqui, é um processo novo, a gente não sabe o que que vai acontecer com essa pessoa. Quem tá tomando esse remédio, né, essas utilizando essas canetas, vai poder usar daqui, quem tá usando a 10, 20 anos, o que que vai acontecer com essas pessoas? a gente não sabe, por isso está sendo pesquisado e a importância da equipe em análise junto com esse paciente. E o custo financeiro faz parte desse planejamento. Então, quando a gente entra num processo como esse, a gente tem que saber também quanto vai custar, gente, porque se cuidar custa caro. Exatamente. Agora, Dra. Thaís, eh, quando a gente fala do financeiro, né, das pessoas que utilizam essa caneta da forma correta, né, eh eh por meio de profissional, com eh produtos com registro não visa, enfim, regulamentados, a gente sabe que não é um tratamento eh de acesso fácil, vamos dizer assim, e o tempo que desse tratamento ele vai mudar de pessoa para pessoa, não é? Sim. Eh, vai, como tudo na medicina, a gente tem que tratar a medicina de forma personalizada e individualizada. Então, não existe tempo final de tratamento, não existe dose eh igual para todo mundo. Por isso o acompanhamento é muito importante, mas depende de quanto esse paciente tem de peso a perder, depende de quantas quantas comorbidades ele tem associado à obesidade pra gente definir esse tratamento. Isso não quer dizer que o paciente vai usar o resto da vida uma caneta emagrecedora. Se a gente conseguir fazer essa mudança de estilo de vida, adequar a atividade física, ingesta calórica, eh consumo de proteína de forma adequada, tratamento junto com a psicologia, pra gente mudar esse pensamento, essa relação que o paciente tem com a comida, a gente muitas vezes consegue tirar o paciente das medicações eh emagrecedoras, porque a base foi feita, o paciente já atingiu o peso eh definido e a gente mantém a estratégia eh com outras terapias ou com outras estratégias, né? E eh a obesidade é uma doença crônica, o paciente nunca vai parar de tratar. O paciente obeso, ele vai ser sempre obeso. A gente vai sempre obeso na genética dele. Então a gente precisa manter o tratamento a longo prazo, como diabetes, como a pressão, como a pressão alta, mas nem sempre as custas de medicações, como os análogos, que são as canetinhas. Então, a gente pode inicialmente iniciar a terapia, o paciente perde o peso um pouco mais rápido, porque essa perda rápida de peso de forma acompanhada é muito eficaz para diminuir os riscos de mortes cardiovasculares. E depois a gente mantém a estratégia de continuar o emagrecimento, se possível, sem as canetas emagrecedoras. Eh, seria é uma ótima oportunidade para uma reeducação, né, para um recomeço, eh, eh, de uma vida diferente. De repente, a pessoa tem a oportunidade, utilizando essas canetas eh da forma correta, para se reeducar e, eh, viver de uma forma diferente e assim, consequentemente, o emagrecimento ele vai eh continuar também sem a necessidade do uso das canetas. Agora, o que a gente vê é uma pessoa que tem um casamento daqui um mês, vai lá e, ó, vamos injetar, vamos injetar, porque daqui um mês eu já perdi 5 kg, eu consigo entrar no vestido. Aí não, gente, aí tá errado. E eu gostaria que a doutora falasse com a gente também sobre essa questão da, é o que a gente vê na internet, doutora. Eh, a como a forma de medir esse conteúdo que vem, né, a gente não sabe de onde, mas vem nos bujõezinhos aí essa substância. Tem gente que fala: "Ah, eu preciso tomar 2,5". Daí vai lá e mede, né? Aqui nessa nessa seringa de eh 50, o I são seis risquinhos e vai lá e injeta. Aí nessa seringa de 100 são 10 risquinhos, vai lá e injeta. Doutora, qual que é a sua avaliação sobre essa forma de medir a substância que está sendo injetada para um possível emagrecimento de forma indiscriminada? que a gente vê na internet, isso é algo que não deveria ser tão público e parecer tão fácil assim, porque a gente tá falando de medicamento. É, e não é tão fácil, porque cada embalagem, cada marca que pode fazer, a medicação, ela pode ser manipulada, né? Por isso que tem esses bujõezinhos, mas cada marca tem a sua concentração por m. Então, por exemplo, uma uma ampola que tem 60 mg por ml, por 3 ml, por 4 ml, a concentração em unidades, na canetinha que você falou de unidades é diferente por uma outra ampola que tenha 90 mg em 3 ml, em 2 ml. Então, a dosagem vai depender da concentração e mais do que isso também de quem é aquele aquele aquela pessoa que vai usar, porque se a pessoa precisa perder mais peso, a gente vai progredir essa dosagem. às vezes a paciente precisa perder menos peso ou uma paciente muito grave que a gente tem que perder peso de forma mais lenta, a dosagem é menor. Então não tem como eu ficar olhando o site, olhando eh eh o que o que os blogueiros estão fazendo, porque a medicação que ela pode estar usando é diferente da que você tem em casa. E a dose que você precisa, eu tenho certeza que vai ser diferente da outra pessoa, porque você tem uma genética e um estilo de vida diferente do do blogueiro que tá eh que você tá assistindo. Então, isso é um perigo a gente ter essa esses essas essas orientações vindo da internet, porque a gente não sabe nem a ampola que o paciente tá usando e nem quem é esse paciente para saber a dose correta de aplicar. Exato, né? Agora, Simone, vamos lá, vamos pra nossa questão psicológica aqui, né? A internet, gente, a rede social é um grande fator, um grande divisor de águas quando a gente fala da informação, quando a gente fala da fake news também as pessoas estão acostumadas a consumirem eh informações e elas não têm o negócio, ele tá tão automático que você vê uma informação ali, você não para para prestar atenção e para tentar investigar se aquela informação ela está correta, se partiu de alguém que tem a propriedade para estar informando aquela a aquela aquela situação. E a gente pode eh conectar aqui com essa questão da medição, né, do das substâncias nas seringas de insulina. E a gente às vezes vai pelo impulso mesmo. E eu queria que você trouxesse para nós eh essa falta de preocupação de checar a informação. Isso por quê? por conta de que estamos vivendo em um automático. Sim, é sobreudo isso que estamos falando. A gente vê a blogueira ali com uma genética totalmente diferente da nossa. O psicológico já fica, né, confuso, porque assim, eu tô vendo, eu tô tô tentando atingir um padrão que para mim vai ser muito difícil de de conquistar. E então a gente tem que tomar cuidado com essas comparações. Uhum. Entendeu? Então assim, a gente não sabe o que tá acontecendo com essa com essa blogueira, por exemplo, né, do no aspecto da comparação com essa blogueira. Sim, não sabe, temos que ver o financeiro dessa pessoa. Às vezes o financeiro dela muitas das vezes é totalmente diferente do meu. E eu tô me comparando com aquela pessoa. Eu não sei se ela tá com uma equipe de de profissionais por de trás cuidando dela, porque isso não se comenta, só se mostra a aplicação, né? O que ah, injetando que é bacana, olha como eu sou descolada, moderna. Mas a gente não sabe, realmente, a gente não sabe se ela, se se aquela blogueira ela tá comprando um material regulamentado pela Anvisa com um armazenamento adequado. A gente não sabe o que tá acontecendo, se é ali por trás da vida dela ou se tá tudo regulamentado, tudo correto, mas se ela tem uma equipe por trás, a gente não vê nada daquilo. Então, o psicológico fica eh distorcido da realidade, porque eu tô assistindo aquilo que tá sendo mostrado, sem um embasamento real muitas vezes e eu vou atrás a qualquer custo, de qualquer jeito. E a gente não pode fazer isso. A gente tem que parar, pensar, ver a a situação da internet que é muito mais, né? É só a pontinha do iceberg que a gente tá vendo ali. Mas e por trás? O que acontece realmente na vida daquela pessoa? Porque eles não contam a realidade. Olha, eu tenho muitos profissionais aqui por trás. Olha, eh, é nutrólogo, é psicólogo, é educador físico. Isso eles não contam. Então, a gente acha, fica achando que, ah, tá barato, tá fácil, eu vou injetar as canetas e já era. Compra sem regulamentação, faz uso indevido, né, com relação a ao bula. Uhum. Hum. E aí o custo fica mais alto ainda, porque se começa a dar problema, aí é custo de saúde, é custo financeiro e aí fica exorbitante. Então a gente tem que pesquisar, controlar o psicológico nesses momentos, acalmar a ansiedade, porque o pensamento vai à frente da realidade. Então a gente tem que acalmar o pensamento, entrar na nossa realidade e começar do zero. Vamos lá. Eu quero o fazer o uso de do das canetas. Então vou começar, vou procurar um nutrólogo, vou ver o meu potencial financeiro, procurar um psicólogo, me organizar, fazer uma organização financeira e de profissionais para eu desempenhar o acompanhamento, porque como a doutora disse, não tem previsão. Exato. Pode durar um mês, pode durar um ano. Uhum. Hum. A gente não sabe. E algo interessante quando a gente fala de procurar um atendimento terapêutico, né, uma terapia. Por quê? Porque a gente percebe sim o emagrecimento eh com a utilização dessas canetas, né? Muita gente que que tinha obesidade começou a utilizar a caneta. Relata assim de forma claro, né? Eh eh eh com orientação médica, relata aí uma grande perda de de peso, né? E falam, brincam até de mudança de CPF, né? porque a pessoa fica totalmente diferente. E aí isso também mexe com o nosso psicológico, porque eh você é uma uma nova pessoa que está ali eh assumindo a sua identidade, né? Então você vai ter novas formas de enxergar a vida, de viver e de se comportar também. E por isso a gente precisa de um atendimento psicológico, um atendimento terapêutico, porque com essa essa eh essa alteração tanto no nosso corpo quanto na nossa mente, pode causar um desequilíbrio, não pode? Sim. É uma delícia a gente se olhar no espelho e tá de acordo com o que a gente pensa, com o que a gente gosta, com o que a gente vê. É muito bom. Então assim, estamos analisando esse medicamento, estamos todos observando, os profissionais da saúde observando esse pessoal. Eu na clínica tenho vários pacientes e estamos em observação. Uhum. Então assim, está surtindo efeito. Por isso, né, a esse esse estouro, né, essa essa moda toda, o interesse, porque é muito ruim você estar insatisfeito com o seu corpo. A insatisfação é muito ruim. Então, se tá eh havendo eh uma eficácia, sim, vamos atrás. Todo mundo quer estar bonito, feliz dentro do seu da sua concepção de beleza, mas sempre com responsabilidade e e com esse acompanhamento todo para que a gente permaneça aí com psicológico firme e não se abale. É saúde mental, saúde física, responsabilidade financeira, né, e consciência. consciência de que você vai eh buscar um atendimento, vai buscar um tratamento e sim, você vai emagrecer, mas esse tratamento ele precisa ser eh através de profissionais que são especializados nesse tipo de tratamento. Tem muita eh eh muita gente fazendo isso de forma eh esse uso de forma indiscriminada. E é sobre essa situação que a gente tá falando aqui hoje, né? É bom, é bom, é maravilhoso, mas com acompanhamento médico. Sobre o que a gente vê na internet, nós falamos do lado psicológico. Agora eu quero falar com a Dra. Thaí sobre essa questão das doenças. Doutora, essa caneta, ela foi desenvolvida para tratar a diabetes tipo 2 e a obesidade. OK? Mas agora a gente percebe que eh o com avanços de estudos se promete tratamento de outras doenças. Fala-se a utilização dessas canetas para minimizar os efeitos da menopausa. Falam-se sobre a utilização dessas canetas para tratamento eh eh do coração, né, cardiovascular. Isso é fake news? Isso tá em estudo. O que que a gente, o que que a doutora pode trazer pra gente sobre isso? Porque a partir dessas notícias as pessoas vão novamente naquele efeito nada e ah, tô na menopausa, vou utilizar caneta, mas esa aí, calma lá, não é assim, né? a gente precisa de orientação médica. É isso é verdade. As canetas estão sendo eh estudadas, os análogos de LP1, GIP, estão sendo estudadas para outras patologias que não só a obesidade, a diabetes. A gente já vem, já vê muito efeito positivo eh em doenças cardiovasculares, porque a obesidade, o açúcar mais alto, eles são complicadores dessa saúde vascular, então eles estão relacionados à doenças cardiovascular. Isso a gente já tem provado que as canetas diminuem morte cardiovascular, tá? Então realmente tem um efeito aí importante na saúde do coração e dos vasos. Na menopausa não vai ser diferente porque a queda dos hormônios faz com que a gente tenha uma redistribuição de gordura e um metabolismo de forma diferente, mais lento, usando eh de forma inadequada esse carboidrato que a gente usa da dieta. Então, as canetas podem vir a ajudar essa redistribuição, essa mudança corporal ruim que acontece na mulher da menopausa, principalmente na mulher da menopausa, que não pôde ou que não fez terapia de reposição hormonal. A gente também tem uma outra linha de abordagem, inclusive já com o estudo, o estudo brasileiro, mostrando um efeito muito ah importante de controle e melhora das pacientes também com lipedema, que é uma outra doença que ganhou moda por conta também das redes sociais, uma doença que causa bastante desconforto aí eh estigma, né, pras mulheres, principalmente para as mulheres. E a gente vê esse efeito anti-inflamatório das moléculas que tem nas canetas, que são os análogos de LP1 e o GIP, trazendo esse efeito eh eh de melhora inflamatório dessa gordura. Então, isso é verdade. A gente tem muito trabalho, a gente vai ver muita coisa na literatura eh eh em breve, bem breve, sobre outras doenças com a melhora do uso das canetas emagrecedoras. Eh, isso a gente tá falando das medicações que são regulamentadas e feitas por profissional. Isso tem que deixar bem claro. A caneta, mas a caneta nunca vai substituir a mudança de estilo de vida. Todas as doenças que a gente falou tá relacionado muitas vezes a estilo de vida ruim. Então, a caneta, a as terapias medicamentosas de emagrecimento, elas precisam vir acompanhada para trazer todo esse benefício que a gente falou em outras áreas da saúde. Excelente, doutora. Excelente. E que bom, né, que que existem estudos e que bom que a gente tem esse medicamento para poder minimizar o sofrimento das pessoas que passam por esse tipo de de situação. Mas, infelizmente nós temos aí a questão do contrabando, a questão e de pessoas que aproveitam, né, dessa dessa dessa situação de positividade da dessa substância ser utilizada para melhora da saúde, melhora e também a diminuição da obesidade e acabam transformando isso em algo que traz risco à saúde de quem busca o uso de forma indiscriminada de produto produtos que não são aprovados pela Anvisa. Agora, com todas essas possibilidades, né, Simone, que a doutora trouxe, você viu que maravilha, né? mulheres com menopausa, lipedema, eh risco cardiovascular, são estudos que estão acontecendo e que logo em breve teremos aí eh eh o resultado final disso. E a partir desse momento, nós também, infelizmente, teremos o lado que não seria tão bom, que é novamente as pessoas utilizando essas substâncias, mas daí de uma outra forma, né? Ah, não, não preciso emagrecer, mas tô na menopausa, então eu vou injetar. Aí, por isso a importância do autoconhecimento, eh, desse equilíbrio que a gente precisa ter e diante da nossa compulsão, né, diante desse nosso agir por impulso a partir de algo que a gente acha que vai fazer a diferença na nossa vida. A importância do autoconhecimento nesse momento em que a gente fala do uso dessas substâncias. Sim, com certeza. agir por impulso é tem grandes chances de dar errado, ainda mais quando se fala em saúde. Então assim, é muito importante a gente ter o todo o embasamento, saber o que estamos fazendo, eh nos eh se utilizar, né, de produtos regulamentados. Então assim, faz toda a diferença. Com certeza. É importante é esses outros aspectos também, né, de lipedema. Então assim, muito bom. É bom quando o medicamento ele funciona, é maravilhoso, mas tudo a gente vai precisar das análises, né? Fazer sempre com o uso com consciência e porque é é perigoso agir, né? em se tratando de saúde, principalmente por impulso. O prejuízo pode ser muito maior. Então, tem um financeiro um pouco mais apertado, procurar o o a equipe, né, de saúde e buscar algo que condiza com a sua realidade, entendeu? Não adianta se enfronhar em coisas astronômicas se não vai dar conta no meio do caminho. Então, porque o prejuízo pode ser muito maior, pode voltar efeito sanfona, né? emagrece, engorda, emagrece, engorda, engorda e a pessoa acaba perdendo a saúde. Então, e e muitas complicações também, né, pensando aí no financeiro, eh, é mais um agravante, né, no mental da pessoa. Então, agir por impulso é perigoso, o remédio é maravilhoso em outros setores também, mas mesmo em outros setores, sempre agir dentro da regularização, eh, agir com os pés no chão. Exatamente. Porque, eh, com certeza virá a frustração, virá a culpa. E a frustração e a culpa ela destrói o nosso, a nossa saúde mental, não é? Exatamente. Então, quando, né, agiu por impulso e as coisas começam a dar errado, aí vem doenças psic psicológicas cavalares, porque são sonhos frustrados. Aí a gente começa a parar e pensar: "Nossa, por que que eu não agi melhor? Tanta informação, né? É, porque que eu não agi melhor? Fui no impulso, fui numa comparação absurda, fui atrás de de maneiras, caminhos talvez mais rápidos e ilegais. Essas coisas não dão certo. É verdade, gente. A gente tem que ter um pouquinho mais de consciência, né? Quando a gente fala de saúde e saúde mental e saúde física também. Eh, alguns estudos dizem que a utilização d das canetas, né, das canetas, eu tô dizendo, quando eu falo as canetas, é porque a utilização do produto regulamentado pela Anvisa com atendimento médico específico, eh, ela altera um pouquinho a questão da saúde mental, né? Eu gostaria de perguntar pra nossa endocrinologista se realmente tem uma alteração e e a importância desse tratamento multi eh eh disciplinar, né, com aliado com endócrino, eh com um terapeuta, porque tem uma alteração na nossa saúde mental. O nosso corpo ele ele ele vai passar por um processo e esse processo ele vai mexer com a nossa psiquê, não é? Ô doutora? Sim, a gente a gente teve trabalhos eh com as classes mais antigas das canetas, mostrando até um quadro maior de depressão associado. Nas novas a gente não tem tanto essa relação, mas o que a gente vê que os pacientes com obesidade são pacientes psiquiátricos também. Obidade é uma doença que tem um caráter psiquiátricopsicológico envolvido. E se você vai trabalhar com autoestima, com expectativa do paciente em relação à mudança do corpo e quanto mais com a com a rede social que a gente tem comparação, a gente sim pode influenciar de forma negativa aí nessa saúde mental. E lembrar que todo déficit calórico, né, toda baixa de energia pode deprimir sistema nervoso central. O cérebro é um órgão que precisa de energia. Então, inicialmente, eh, o paciente pode se sentir mais para baixo, mais desanimado, mais deprimido. Por isso, é muito importante esse acompanhamento junto ah com a psicologia, com a psiquiatria. A longo prazo, quando a gente vai desinflamando o cérebro desse paciente que tava obeso, porque a obesidade é uma inflamação crônica, a gente tem uma melhor dessa função cognitiva, uma sensação de bem-estar, mas inicialmente a gente pode pior aí dessa sensação de bem-estar. E aí o acompanhamento multidisciplinar é fundamental. né? A gente tem que entender nenhum tratamento medicamentoso, nenhum tratamento eh eh seguro quando a gente tem uma medicação desconhecida, né? Então, eu tô falando das canetas eh das canetas originais, vamos dizer assim, a gente vê menos repercussão na saúde mental, mas quando a gente tem uma medicação que é desconhecida, que o paciente compra no mercado negro, que a gente não sabe nem como foi armazenado, o risco é muito maior, né? eh entender que automedicação nunca é tratamento. Acho que isso é para ficar bem claro aqui. Excelente. Muito bem. Agora faltando 10 minutinhos para as 9 da manhã. Produção, me avisando aqui temos algumas perguntas paraas nossas convidadas. Vamos ver quem é que tá conosco. Então, pode colocar a primeira pergunta na tela. A gente tá perguntando aqui se vale de tudo para você emagrecer, né? Então, manda sua mensagem pra gente. Vamos conversar com as nossas convidadas e com você que tá aí do outro lado. O Carlos Eduardo do Jardim Chapadão. Se a pessoa parar de tomar a caneta de uma hora para outra depois de atingir o peso ideal, o efeito sanfona é certo ou tem como manter o resultado sem remédio, Thaís, foi o que a gente falou. O que que é esse peso ideal? É o peso atingido na balança ou uma melhora da composição verdadeira? Se o paciente conseguiu construir ou pelo menos ter a manutenção da massa magra no processo de emagrecimento, a chance de reganho é muito pequeno. Agora, se esse paciente perdeu eh peso da balança, as custas também de massa magra, a chance do reganho é muito grande, porque o metabolismo vai estar muito mais lento. E o mais importante é o que o paciente vai fazer depois de parar a medicação. Ele continua mantendo atividade física regular e dieta. esse paciente não vai ter reganho. Agora, se a medicação era uma bengala pro suporte do emagrecimento e a gente tirou essa bengala, a chance de reganho é muito grande. Por isso que o emagrecimento ele vem somado às terapias eh antiobesidades, que é atividade física, dieta, adequação do sono, diminuição do estresse. Se tudo for bem feito, a chance de reganho é muito pequena. Olha só, né? Eh, eh. Vai um pouquinho contramão, na contramão do que a gente vê as pessoas fazendo, né? só aplica a caneta e bora emagrecer, gente. Não é assim, né? É um produto maravilhoso. É, mas a gente percebe que é algo bem complexo e exige, claro, eh um uma equipe multidisciplinar para que a gente possa ter sucesso no tratamento com saúde. 8:52, mais uma pergunta pra gente, por gentileza. Produção, pode colocar na tela. Diego Fernandes do Parque Industrial. A gente, olha só, a gente vê famosos elogiando o remédio todo dia e acha que é a solução dos problemas. Por que a nossa mente busca tanto esses caminhos rápidos, mesmo sabendo dos riscos? Tá vendo só, Simone? Mais uma vez, é, é uma pergunta que eu faço, acho que todo mundo de casa faz, o que que acontece com a nossa mente? Porque a gente sabe dos riscos, a gente sabe de tudo e mesmo assim tem aquele pensamento intrusivo de vai lá, é só uma vez, você vai ver o resultado, né? E vai, o que que acontece? Essa é a pergunta do Diego Fernandes do Parque Industrial. Boa pergunta. Olha, a gente tem que, o grande segredo é controlar a mente. Tudo que a gente vai fazer na vida, a gente precisa controlar a nossa mente. Controlando a mente, a gente se torna mais racional para realizar aquilo que a gente tá se propondo a fazer. Então a gente controla a ansiedade, então cabeça, né, o pensamento racional e as atitudes ficam em consonância e a gente pensa e age na mesma rapidez, na mesma velocidade. Então, a gente tem que tomar cuidado. Então, sempre racionalizar, tomar cuidado com a ansiedade e cuidado com a comparação, porque a comparação é é desleal com a gente, ficar se comparando de maneira desenfreada. O padrão atrás, né, de um padrão de beleza específico. O que é um padrão de beleza ideal para você, Rúbia? Não é o meu, muitas vezes, com certeza não é o da doutora. Então assim, cada um tem um padrão de beleza e a gente tem que respeitar, gente. Não pode ter um pensamento distorcido na mente. Eu eu tenho um biotipo. Eu não posso olhar uma blogueira com outro biotipo, uma outra genética e querer a qualquer custo parecer com essa pessoa, entendeu? Então assim, a gente tem que tomar cuidado com a com a comparação, com a idealização do de um outro corpo, de um outro padrão de beleza. Então, controlar o pensamento, controlando assim a ansiedade pra gente agir dentro da realidade, porque senão a frustração vem, a depressão vem, porque você fica atrás de um padrão de beleza inatingível. É o padrão de beleza ideal. Mas ideal para quem? Quem disse que é o ideal, né? Nós somos seres únicos e cada um tem a sua beleza, cada um tem a sua virtude, cada um também tem o seu defeito, tem ali a coisa que você não gosta em você e tá tudo bem, né? E quando a gente fala eh de controlar essa impulsividade, é interessante a gente pensar que o nosso cérebro ele vive de recompensas, né? Então, de repente, eh, você tá precisando de uma recompensa. Aí você faz uma aplicação e a recompensa é o quê? É não sentir fome, é o emagrecimento rápido e aí isso vira um ciclo vicioso no nosso cérebro. a gente precisa de entendimento. De repente, uma terapia faz toda a diferença para que você tenha o entendimento de como você vai fazer esse controle eh dessa desse sistema de recompensa que todos nós temos. E é maravilhoso. Só que quando a gente parte para olhar para o lado da saúde, isso pode trazer pra gente eh situações que não são benéficas, né? Agora 8:56. Pode colocar mais uma na tela por gentileza. Produção, vamos ver quem é que tá com a gente agora. Vamos ver quem que tá conosco. Camila Martins da Vila Nova. Tenho ansiedade, às vezes desconto na comida. A caneta emagrecedora ajuda a tirar essa vontade louca de comer doces e besteiras ou ela só tira a fome física? Olha aí, pergunta pras duas. Então, ô, Dra. Thaís, olha que interessante essa pergunta, né? H, da nossa eh telespectadora Camila Martins. Essa caneta, ela pergunta se ajuda a tirar a vontade de comer doces ou só tira a fome física. Então, quer dizer que parece que ela tá tendo uma fome emocional aí, pelo jeito, né? Sim. E é muito comum isso nos pacientes e mulheres, essa forma emocional, essa questão da compulsão, eh, não é uma medicação clássica para tratar compulsão, mas os trabalhos mostram que por vias e metabólicas que estão relacionado à liberação de neurotransmissores, ela também age nessa compulsão. Inclusive, tem um trabalho muito legal com a tepatida eh sobre uso de em pacientes com abuso de álcool, com uma resposta positiva aí no controle da compulsão por álcool. Então ela age sim. Não é uma medicação tradicional para tratar esse tipo de fome, mas é uma estratégia que somada a outras a gente tem um um bom controle. Mas eu acho que o mais importante quando a gente fala dessa questão emocional em relação à comida é sim a terapia. Eu acho que a terapia vai ser o tratamento alvo associado à medicação, vai ter um grande resultado, vai ter grandes resultados. Muito bem. Quando a gente fala de terapia, a gente vai paraa Simone, porque a gente tem que tomar cuidado, porque às vezes nós podemos estar comendo as nossas emoções, Simone, exatamente. É isso mesmo. Eh, e às vezes, como a Camila, a, eh, tá interagindo com a gente, né, Camila Martins do Vila Nova, ela ela tem ansiedade e ela desconta na comida. Ela, então ela tem a consciência já de que ela é uma pessoa ansiosa. A caneta ela ajuda a tirar a vontade de comer, mas às vezes, gente, tirando a caneta da dessa dessa paciente, eh, não não ajuda, eh, no emagrecimento. Talvez a retirada do medicamento não vai ajudar. Sabe por quê? Porque às vezes a pessoa tá justamente fazendo isso que ela já tem a consciência. Ela tá descontando no alimento a ansiedade, uma frustração. Às vezes ela desconta no alimento, às vezes são pessoas sozinhas ou que são rodeadas de pessoas, mas se sentem sozinhas, né? Sim. E ela desconta ali a a solidão na comida, faz a comida, faz da comida uma companhia. Então se acostuma com um um dia a dia onde ela já chega do trabalho, tem que ter uma comidinha ali, alguma coisa, porque ela já sabe naquele momento ela, a a companhia dela vai ser a comida, onde ela vai descarregar as emoções do dia, as alegrias, as ansiedades, as frustrações. Então, não adianta só tirar o medicamento, porque as questões psíquicas vão continuar. Então, a gente tem que usar, né, eh, continuar o uso, se for, se for para continuar, mas por isso a importância de uma equipe de profissionais da saúde junto para saber o que está acontecendo com esse paciente. É bem complexo, né? A gente fala da importância da equipe multidisciplinar e aí tem gente que quer fazer tudo sozinho. Tá vendo só como é que na, ó, fica um pouquinho fora do equilíbrio, né? Estamos falando e perguntando para você emagrecer a qualquer preço, será que vale mesmo, né? E o uso dessas substâncias para emagrecimento que não tem registro pela Anvisa, que são trazidas eh de forma eh eh contrabando e aí armazenadas de uma forma bem pior? a gente nem sabe se o produto que diz no rótulo está dentro daquele boutchonzinho e aí você começa a utilizar essa eh esse produto e acaba tendo problemas de saúde e um problema vai desencadeando a outro problema e às vezes fica tão complexo que você para e pergunta: "Poxa vida, por que que eu entrei nessa?", né? Então, a importância do autoconhecimento, a importância da consciência e a importância de um planejamento para que esse tratamento seja realizado da forma correta e também ter a noção e se olhar no espelho e ver se você realmente precisa disso. Realmente isso eh faz parte, né, ou você está indo eh por conta de uma comparação que você fez na internet, você está agindo por impulso. importante a gente parar, balancear, fazer uma autoanálise e se for necessário mesmo que você vai e faça com um tratamento realmente eh que seja com médicos e com se você tiver, né, eh condições com essa equipe multidisciplinar que alinhe corpo e mente. 91, a última pergunta e a gente já vai para as considerações finais, por favor. Vamos lá, produção. Pode colocar na tela pra gente. Fernando Ramos de Barão Geraldo. Olha só, um amigo comprou essa caneta pela internet bem mais barata e me ofereceu. Como posso saber se o produto é verdadeiro ou se estou aplicando algo falso e perigoso na minha pele? Então, né, será que tem como saber, doutora? Não tem. Ou tem? Não tem como saber. Eh, se tá muito mais barato, desconfie, né? A medicação, a gente falou, é uma medicação nova, que ainda tem patente, então é uma medicação que vai ser cara. Eh, então desconfie do barato que vai sair caro lá no futuro. Então, eh, não é para comprar esse tipo de medicação. Automedicação nunca é tratamento. Uhum. Muito bem. E aí, eh, quando eu vejo a pergunta do Fernando, eu lembro que, eh, está sendo vendido em outros países já uma medicação, eu não, eu não tenho certeza se esse é o nome, retratutida e que essa medicação ela está ainda em fase de teste. Doutora, como que a gente explica isso? Está em fase de teste, mas ela já está sendo vendida e trazida para o Brasil. E algumas pessoas no Brasil já estão fazendo o uso disso. Me explica qual que é eh o impacto, né? A gente sabe, mas a gente precisa às vezes o óbvio, o óbvio precisa ser dito, porque tem que reforçar na nossa mente. A retratutida, ela não eh eh está liberada paraa venda em lugar nenhum, ela está em fase de teste, mas tem gente que já diz estar usando isso. Doutora, como é que o doutor explica isso pra gente? Com certeza uma medicação eh que não tá dizendo que tem no rótulo, porque se ela nem foi aprovada, ela é com certeza ilegal. Então, a gente tem um risco de contaminação maior ainda. É uma medicação eh com grande potencial terapêutico e a gente acredita, né, quem eh vai estudar sobre a retratutida, que vai ser um novo grande aliado no processo de emagrecimento, mas se não terminou os estudos, a gente não sabe completamente quais são os riscos. Então a gente somado ao risco de não saber o que tá sendo usado, a gente não sabe o risco da própria medicação. Os trabalhos mostram bastante segurança, mas eles não foram terminados. Então não faz eh nenhum sentido, principalmente quando a gente tem outras terapias hoje vendidas de formas legais com eficácia, a gente usar uma medicação que não foi nem aprovada, que a gente não tem segurança ainda para usar ela. Então, eh, a gente realmente desaconselha a qualquer pessoa que tiver comprando essa medicação e que não faça o uso. A gente desaconselha o uso. Muito bem. está em fase de teste, não foi liberado ainda, não tem em lugar nenhum, mas daí um outro aparece, olha, eu tenho aqui. Aí você fala assim: "Poxa vida, a no impulso novamente e leva para casa e faz o uso". E aí depois vai ter que arcar com as consequências, gente, porque a gente sabe que medicação a gente precisa de orientação médica, né? para que a gente tenha evolução e sucesso no tratamento. Agora 94, a gente vai encerrar o nosso programa de hoje. Quero agradecer demais a participação das nossas convidadas, a Simone, que veio trazendo pra gente o olhar psicológico, né, dessa questão de de compra, de impulso e da eh inserção de medicamentos que a gente não sabe a origem dentro do nosso organismo, no nosso corpo. essa questão de da identidade distorcida, a gente precisa se olhar no espelho e ver as nossas virtudes. Defeito todo mundo tem. Vamos olhar as nossas virtudes com mais carinho. Vamos ter um pouquinho de de amor conosco, né, Simone? Importante, não é? Exatamente. Todos nós temos muito de bonito, de belo e não é só a beleza externa que interessa a gente, não é só a beleza externa que define as pessoas. A beleza interna contribui muito mais, né, pro indivíduo e pras relações. Então, vamos parar de focar só no que falta e exercer a gratidão pelo por tudo de bom que temos. É isso mesmo. Quero agradecer a sua participação. Muito obrigada pela sua presença e pelo compartilhamento aí do seu conhecimento, viu? Eu que agradeço, Rúb. Obrigada pela oportunidade. Maravilhosa. E a gente agradece também a nossa endocrinologista, Dra. Thaís, muito obrigada por compartilhar informações tão preciosas com a gente, doutora. E é ressaltar, né, ainda mais. importante. O óbvio precisa ser dito a todo momento. A gente não se cansa de eh trazer informações referente a essa questão. É um boom, né? É uma descoberta magnífica, fantástica, mas que a gente precisa ter muito discernimento quando a gente fala eh da questão da saúde, né? Saúde física, saúde mental. Então, gratidão por estar presente com a gente nesta manhã e nos orientar referente à questão do emagrecimento. Será que vale mesmo emagrecer a qualquer preço? Não vale, né? A medicação ela é uma ferramenta, o tratamento é conduzido por uma equipe, uma equipe médica, uma equipe multidisciplinar, mas não vale. Emagrecer a todo custo não é ter saúde. O objetivo dessas medicações, elas foram estudadas para trazer saúde e longevidade. Eh, estética é consequência de um bom senso de uma equipe. Então, a gente vai trazer isso. A gente quer que os pacientes se sintam bem, que estejam com autoestima alta, mas que isso venha acompanhado de saúde. Eu queria agradecer porque eu acho que toda a informação de qualidade tem que ser disseminada. Então foi um prazer estar aqui com vocês. Ai a gente que agradece, doutor, a sua participação, a participação dessas duas mulheres aqui que eh nos orientam, né, referente à questão do emagrecimento. É algo que todo mundo traz consigo. Ninguém tá contente com nada. Às vezes você olha no espelho, você quer emagrecer, mas espera aí, vamos olhar pro nosso lado ah legal, né? A gente, de repente, você tá um pouquinho acima do peso, mas se você fizer uma reeducação alimentar, 2 kg, você vai diminuir, às vezes não precisa ir ao extremo, mas se precisar conte com apoio e orientação médica, tá certo, gente? E tome muito cuidado com esses medicamentos clandestinos que podem valer aí a sua saúde, tá bom? Um grande abraço para você, obrigada pela sua companhia, pela sua audiência. Lembrando que ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com Gabriel Castro, trazendo informações aqui da nossa metrópole e também do legislativo. Eh, quero lembrar a você que a programação da TV Câmara Campinas, ela sempre é feita com muita responsabilidade, com muito carinho, especialmente da nossa equipe aqui do grupo Mais para você que tá aí do outro lado. E amanhã nós temos estúdio Câmara mais uma vez a partir das 8 da manhã. E amanhã a gente vai falar sobre um tema que pode gerar desconforto dentro de muitas famílias. Competição entre pais e filhos. Isso existe, será? Quando o sucesso ou a liberdade ou até as conquistas, né, dos filhos despertam sentimentos difíceis nos pais? A gente tá falando de inveja, frustração mal resolvida ou conflitos emocionais mais profundos. como esses sentimentos eles podem surgir e qual o impacto dessa relação na vida de pais e filhos. Amanhã nós vamos falar sobre isso aqui no estúdio Câmara ao vivo e a gente conta com a sua participação mais uma vez. Agradecemos então você que tá ligadinho na TV Câmara Campinas. Continue conosco. Um grande abraço e até amanhã, se Deus quiser. Ciao