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Estúdio Câmara | Relação Em Meio a Problemas
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Estúdio Câmara | Relação Em Meio a Problemas

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Descrição do vídeo

É possível cuidar de um familiar doente sem adoecer junto? O Estúdio Câmara leva essa pergunta ao ar nesta quarta-feira, 28 de outubro, com um debate sobre os efeitos emocionais de acompanhar de perto quem sofre de uma condição de saúde física ou emocional. A sobrecarga do cuidador, os limites entre apoio e autoabandono e estratégias de autorregulação emocional entram em pauta, com participação do público pelo WhatsApp (19) 97829-3776. Em entrevista sobre o desgaste emocional de quem cuida de um familiar doente, especialistas discutem como oferecer suporte sem comprometer a própria saúde mental.

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Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas, Estúdio Câmara Noir, estamos chegando ao vivo nesta quarta-feira, dia 28 de outubro. Como você está? Tudo bem? Por aqui tudo ótimo e eu quero convidar você para conversar hoje sobre um tema bem interessante, porque nós vamos falar sobre os efeitos emocionais de estar ao lado de quem sofre. Pois é, quem ama, claro, quer ajudar, mas quem cuida, também precisa de cuidados. Até que ponto a preocupação com o outro pode afetar a nossa própria saúde mental ou física? E é possível oferecer apoio sem adoecer junto? Então, vamos falar sobre isso hoje. Nós queremos a sua participação, como sempre. Mande a sua mensagem. Nosso WhatsApp está na tela pra você, 19978293776. Enquanto você manda a sua mensagem, a gente atualiza algumas informações. Daqui a pouquinho a gente volta ao nosso tema central. conta pra gente, você já cuidou de alguém e acabou esquecendo das suas próprias necessidades? Como é que você fez, né? Como é que você manteve esse equilíbrio? Como é que você fez a sua autorregulação? Ou você não teve a possibilidade de fazer isso e acabou, de repente, adoecendo, né? Sem perceber por conta de tanto cuidado com o outro. Vamos conversar sobre isso daqui a pouquinho, porque os nossos convidados já estão aqui no estúdio. Daqui a pouquinho vamos apresentá-los, mas antes precisamos atualizar algumas informações da Câmara de Campinas. A Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Juventude da Câmara realiza hoje, quarta-feira, às quatro e meia da tarde, um debate sobre os direitos de crianças, adolescentes e jovens com deficiência. A atividade integra a oitava reunião ordinária do colegiado e será realizada no plenarinho. A palestra será ministrada por Miriá Neves, ela é psicopedagoga clínica, especialista em transtorno do espectro autista e também presidente do Instituto Um Olhar Além do Espectro. Você pode acompanhar essa reunião no plenarinho, também lá na Câmara de Campinas e também pela TV Câmara Campinas, pelo canal da TV Câmara Campinas no YouTube e também no nosso site oficial tvcamaracampinas.com.br. E hoje, a partir das seis da tarde, acontece a reunião ordinária de número 62, com votação de projetos sobre a rede municipal de saúde mental e financiamento de iniciativas voltadas a crianças e adolescentes. Entre as propostas da reunião ordinária hoje estão a criação de cinco centros de atenção psicossocial, cinco centros de convivência e um setor de consultório na rua, além de atualização dos recursos destinados a projetos aprovados pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, entre outros projetos que devem ser analisados e posteriormente votados. A reunião acontece no plenário da Câmara, a transmissão ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas, pelos canais oficiais YouTube e também o site da TV Câmara Campinas e você também pode participar presencialmente no plenário, é só se dirigir à Câmara de Campinas, você será muito bem acolhido, muito bem recebido e muito bem vindo. Agora, a previsão do tempo pra hoje, não sei na sua casa, mas na minha, olha, deu uma chuviscadinha, né? Aí eu falei, será que nós vamos ter chuva hoje o dia todo? Bom, a previsão, gente, diz que nós temos aí hoje uma mínima de 16, tá fresquinho agora pela manhã, né? Mínima de 16, a máxima de 25 graus, e aí nós temos tudo em um dia só. Sol, nuvens e chuva, né? Então pode ser que chova no meu bairro, no seu não. Então chuvas esparsas no decorrer do período, com aberturas de sol e algumas nuvens. Então faz o seguinte, efeito cebola, pode ser que você precise de guarda-chuva, de mais blusa, leva tudo, bora que bora, pega sua garrafinha e vamos lá viver a nossa quarta-feira, um dia de cada vez, atenção para o aqui e para o agora. E falando em aqui e agora, a gente volta ao nosso tema central do programa, nós vamos falar sobre como é acompanhar de perto um familiar que enfrenta uma condição delicada de saúde, seja uma questão emocional ou uma doença crônica ou um diagnóstico que exige atenção diária. Isso faz parte das relações de afeto. No entanto, essa dedicação prolongada exige uma carga física e emocional muito alta. Com o tempo, a rotina adaptada e o estresse contínuo podem sim impactar o sono, a disposição e a saúde mental de quem oferece esse suporte. Essa é uma realidade presente em muitos lares brasileiros, especialmente entre mães de pessoas neurodivergentes, familiares que cuidam de idosos, pessoas que convivem com alguém que tem um problema de saúde mental. Bom, reconhecer os limites do próprio corpo e entender que quem cuida também precisa de suporte é fundamental para que a gente possa manter a qualidade de vida de todos que estão nesse meio. Então, para aprofundar essa conversa, nós damos as boas-vindas a Lilian Izzo. Ela é psicóloga clínica com especialização em psicologia hospitalar e psicooncologia. Ela vai nos ajudar a compreender os limites do cuidado e a importância de preservar a saúde emocional nas relações. Nós precisamos cuidar da gente para que a gente possa cuidar de quem está precisando do nosso cuidado. Seja muito bem-vinda, bom dia, obrigada pela sua participação. Bom dia, Rubi, eu que agradeço o convite. Bom dia para todo mundo em casa. Muito bem, para completar o nosso time de hoje, a nossa dupla de especialistas aqui do programa, nós damos as boas-vindas, o bom dia e gratidão ao Tiago Cardoso, psicólogo com experiência em saúde mental, relacionamentos, depressão, ansiedade e desenvolvimento humano. Seja muito bem-vindo, bom dia, obrigada pela sua participação e presença. Eu que agradeço, é um prazer estar aqui, esse tema eu estou lidando no dia a dia no consultório e eu vou já destacar quem está em casa. Pega um caderno, pega uma agenda para anotar, a gente vai aprofundar, a gente vai apoiar, vai ajudar, mas não vai carregar ninguém. Exatamente, é isso mesmo, a gente precisa de orientação E a partir da orientação, nós vamos tomar atitudes e essas atitudes dependem do nosso movimento. É importante o que o Tiago trouxe para a gente, porque isso nos lembra que a gente aprende, mas a informação parada, ela não traz resultado. Você precisa ter a motivação, você precisa ter o movimento para que as coisas possam ficar um pouco mais leves. Então, se faz sentido para você, bora que bora. A gente precisa falar primeiro para a gente entender essa questão do contágio emocional. A gente precisa explicar o que é esse contágio emocional e como ele ocorre fisicamente e os gatilhos do dia a dia. Então a gente começa perguntando para você, Tiago, o que acontece emocionalmente quando a gente convive de perto com alguém que está sofrendo? É possível a gente começar a sentir parte daquela angústia? Vamos colocar aqui alguém que tem um problema, uma questão. problema não gente, desculpa tá uma questão de saúde mental e a gente convive de perto com essa pessoa a gente pode acabar também entrando ali nessa frequência o importante pra quem tá em casa é observar né, se você pegar seu celular, você vai precisar carregar ele em alguns momentos e você também precisa se carregar, então você precisa tá bem pra conseguir auxiliar outra pessoa, senão a gente já tem uma situação que tem que lidar e a gente vai ter duas situações então a gente tem que colocar limites você tem que ter o seu momento para renovar o seu bastidor e conseguir entender isso é do outro isso é meu muito bem, agora aproveitando que você falou de celular eu quero puxar pra linha agora, e atualmente a gente fala de contagem emocional que também acontece através das telas e redes sociais com exposição constante a notícias trágicas e relatos de sofrimento alheio, porque se a gente parar para pensar, está todo mundo inserido na rede social, está todo mundo inserido e isso faz parte do nosso dia a dia. Como que essas notícias, essas informações afetam o nosso sistema em comparação à convivência presencial? Isso também causa um impacto e a gente acaba sofrendo por conta de consumirmos informações que tem essa baixa frequência também? Com certeza a gente percebe hoje o quanto que o algoritmo acaba nos trazendo mais e mais daquilo que a gente pensa e fazendo a gente ficar viciado e consumir cada vez mais aquele conteúdo fazendo com que a gente tenha dificuldade de lidar com o diferente, com o que pensa diferente de nós e tolerar o diferente e isso pode trazer também um certo adoecimento. Aproveitando pra complementar essa fala da Lili, a gente tem que observar a frequência. Um rádio. Então você vai se conectar com o problema ou com a solução. Então, quando você tá junto com alguém, se você não se cuidar, a gente pode caminhar pra uma simbiose, onde tem duas pessoas e fica uma só. E aí você se pede nesse processo excelente, tem a questão dos neurônios espelho isso pode ajudar a explicar porque a gente é afetado pela dor do outro Tiago, a ciência, ela já consegue afirmar sobre isso isso realmente tem um impacto nessa convivência, esses neurônios espelho, como é que eles funcionam? é o que ocorre, a gente próximo de alguém que está precisando de cuidado, a gente vai falar da empatia você se coloca no lugar do outro Só que em que momento a pessoa consegue fazer alguma coisa, ela quer fazer alguma coisa? Então, isso que a gente tem que diferenciar. Eu trabalho muito entre uma das demandas com dependência química, onde a família adoece, porque ela quer salvar o outro. E salvar você não vai, você vai conseguir ajudar se essa pessoa permitir. Então, essa é uma demanda importante onde você tem que colocar o limite. porque a tendência é você adoecer junto e complementando a sua fala, Tiago a gente percebe por vezes também que existe a necessidade de resolver o problema do outro principalmente quando a gente está falando de pessoas da família, pessoas com quem naturalmente a gente se importa então acho que a gente foi aqui para uma demanda bastante complexa, mas independente da demanda por vezes a gente quer resolver o problema que aquele familiar está nos trazendo às vezes até colocando falas muito simplistas e que de certa forma minimizam o sofrimento daquela pessoa então a gente precisa olhar também para essa nossa necessidade porque por vezes o mais importante vai ser a gente estar do lado da pessoa a gente ouvir, a gente apoiar a gente acompanhar ela naquele processo de sofrimento, não necessariamente a gente dá uma resposta simplista ou uma resolução para aquele sofrimento. Você destacou um ponto importante na questão do acolhimento. Sim. Então, muitas das vezes, você está próximo da pessoa e deixar ela colocar para fora, isso auxilia muito. Mas a tendência do ser humano é querer resolver. E aí você tem que tomar cuidado que você pode anular a outra pessoa, aí você vai reclamar de algo que a pessoa não faz, mas você não deixa e aí você se desgasta e você vai reclamar do outro mas que lugar que você se colocou então a importância é de se conhecer e aí você se conhecendo você coloca limite pra si e pro outro e aí você tem que entender qual que é o seu momento, você tá disponível para o que muito bem, você falou de empatia em um momento da outra da resposta da outra pergunta, Tiago e aí a gente precisa aprender a diferenciar isso, e aí eu jogo pra Lilian nos ajudar nessa diferenciação empatia e sobrecarga emocional né, quais são os primeiros sinais que a gente pode observar que a gente tá absorvendo algo a gente tá sendo esponja e a gente não tá conseguindo administrar isso é, eu acho que esse ponto que o Tiago trouxe do autoconhecimento, ele é fundamental, né, a gente precisa sempre fazer essa autoanálise de perceber se nessa situação a gente tá tentando resolver o problema do outro e tomando pra nós algo que não é nosso, né, ou se a gente tá ali de fato pra apoiar, então vão aparecendo alguns sinais no nosso comportamento, na nossa rotina, que vão demonstrando uma sobrecarga emocional, então, por exemplo, quando Você passa a se culpar por não estar disponível 100% do tempo para aquela pessoa Quando na verdade todo mundo tem sua rotina, suas outras demandas Quando você começa a mudar o seu humor Então se vê muito mais desgastado, muito mais estressado Pensa o tempo inteiro na demanda que aquele familiar, que aquela outra pessoa está te trazendo e não consegue mais se reorganizar nas suas próprias demandas, esses são sinais de alerta, né, pra ir percebendo. Então, acho que o ponto que o Tiago trouxe também dos limites, ele é fundamental, isso vai precisar acontecer em algum momento. Por mais que a gente esteja falando de um sofrimento muito intenso, é necessário que as duas pessoas existam nessa relação, né, pra que ela se mantenha saudável. Então, acho que são pontos aí pra irem sendo observados. esse ponto de alerta que a Lilian destaca a gente tem que tomar cuidado com a despersonalização onde você se perde nesse processo então tem que estar olhando em pequenos passos tomar um banho mais elaborado ler um livro que você gosta fazer uma caminhada assistir um filme e por quê? porque é o momento que você se reconecta consigo mesmo você não vai se negar a ajudar outra pessoa, mas você também tem que se colocar como prioridade. O que eu pego muito, né, nos atendimentos é esse bastidor. A pessoa por culpa, a pessoa por um padrão familiar de ficar muito disponível, ela pega pra cuidar. E aí ela vive a vida adulta, ela não vive a sua vida. Muito bem. É assim, né, a convivência, ela influencia as nossas emoções, né, mas isso não significa que o sofrimento de uma pessoa seja tão importante, vou colocar de uma forma para que a gente possa entender, tão importante quanto o meu bem-estar. Por quê? A pessoa está sofrendo. Se eu deixo aquele sofrimento acima do meu bem-estar, eu não vou conseguir dar sequência, porque eu também vou adoecer. Então não é uma questão, às vezes as pessoas falam assim, ah, mas você está sendo uma pessoa que só pensa em si. Não, eu preciso estar bem para que estando bem eu possa transmitir o cuidado para a outra pessoa. A gente transborda, né? Então, se eu estou bem, eu transbordo, coisa boa, e vou conseguir cuidar da outra pessoa. Agora, a gente precisa entender também essa questão, né? Porque tem pessoas que hoje cuidam de famílias, né? São cuidadores e... Um exemplo, é uma pessoa que cuida de um pai ou de uma mãe, né, que tem aí uma questão de Alzheimer, que já está idoso, e essa pessoa acaba sentindo a culpa, como vocês colocaram, e sentindo uma sobrecarga, e isso pode afetar o emocional dela. De que forma isso acontece, esse esgotamento, essa sobrecarga, isso vai impactar no emocional? Essa pessoa tem a tendência de desenvolver uma depressão, uma ansiedade? Tiago, explica pra gente. Você tá tocando num ponto importante. Eu vou trazer uma situação. Eu trabalho com um grupo, e aí eu fui convidado pra um trabalho voluntário, e tinha esses cuidados com o filho, né? E aí as mães deixaram de viver a vida delas, só que tem um processo importante. O ser humano, ele se adapta, ele se desenvolve. Então tem aquele choque inicial de alguma situação, e aí você vai entrando numa outra rotina, entendendo como funciona e aí eu chamei uma outra colega que ela queria trabalhar com um grupo e aí nos primeiros encontros ela ficava desesperada porque, nossa, como que eu vou fazer? Porque é difícil e elas estão trazendo questões do dia a dia, as complexas eu falei, não, tudo bem a gente vai trabalhar com o que é possível e aí passado alguns meses ela viu as mulheres É cuidando de si, cuidando da relação, retomando, florescendo de novo, mesmo tendo uma situação complexa. Porque o ser humano é assim, ele se supera. É, mas pra isso tem que ter um apoio, tem que ter uma rede, porque sozinho às vezes a gente não se dá conta que a gente tá entrando naquela sintonia e a gente vai aprofundando, porque a gente se acostuma. e quando você vê, você tá lá no fundo do poço e você não falou pra ninguém e ninguém tá sabendo do que tá acontecendo com você, e pra você voltar, é muito desafiador, vamos colocar aqui pra Lilian, a questão de um relacionamento um relacionamento eu, em um relacionamento, um dos dois tem uma, foi diagnosticado com uma depressão e a pessoa que ela sofre com depressão é algo que só quem tem, ou teve, ou passa por isso, ou convive com quem está nesse momento com essa situação, sabe do que eu estou falando. Então, a pessoa que convive com quem foi diagnosticado com depressão, ela tem a tendência de entrar nessa energia, entrar nessa vibração e desenvolver aí uma depressão a partir dessa convivência, porque a gente sabe que o ambiente influencia. Então, imagina, eu vivo com uma pessoa, os dois na casa. Uma pessoa está sendo tratada por conta do diagnóstico de depressão. Então, eu preciso ser forte, eu preciso cuidar, só que, da mesma forma, eu estou vivendo nesse ambiente que o ambiente pode me contagiar, vamos colocar assim. É mais ou menos isso que acontece? Existe essa tendência mesmo? É, existe essa possibilidade. Eu entendo que conviver com alguém com depressão é muito complexo e existem vários níveis, estágios da depressão. Então, quem está deprimido, geralmente, já não tem muita facilidade para socializar, para se abrir com mais de uma pessoa. Então, é claro que é preciso ter muita sensibilidade para colocar limites numa situação como essa. Mas é necessário Porque como a gente Tá trazendo aqui na discussão Se houver esse adoecimento Que pode acontecer Daí como que eu vou conseguir Continuar ajudando quem tá do meu lado Como eu vou conseguir Ser continente às necessidades De quem tá do meu lado Então vai ser muito importante que quem está ao lado Apoiando, tente de alguma forma Ampliar essa rede de apoio Esse acolhimento não precisa ficar concentrado em uma única pessoa Isso pode ajudar a evitar essa sobrecarga emocional Incentivar sempre a pessoa com depressão a buscar uma ajuda profissional A ter esse suporte Porque por vezes existe também uma dificuldade de adesão ao tratamento Ao acompanhamento psicológico, psiquiátrico A gente vê muito no consultório, não sei o Thiago, mas a pessoa começa a ter ali uma melhora dos sintomas e já acha que talvez seja o momento de parar. Exatamente. E aí volta-se a sobrecarga para aquele cuidador, para a pessoa que está mais próxima. Então essa pessoa vai ter esse papel fundamental de incentivar essa adesão ao tratamento, de tentar ampliar essa rede de apoio para que não fique tudo ali dentro, assim, tudo voltado para ela, né? Para que toda a demanda emocional de quem está com depressão não seja voltada somente para uma pessoa. Complementando a ótima fala da Lilian, o que a gente tem que observar? A tendência do ser humano é ele postergando o cuidado. Porque ele dá conta. E aí, onde está o problema? então a gente tem que tomar cuidado com o senso comum buscar ajuda especializada mas a tendência é eu querer abraçar tudo e aí onde a gente tem um problema a gente vai ter dois problemas então você, ter o autoconhecimento até onde eu consigo ajudar porque as vezes você tá com boas intenções mas se você não souber o que tem que fazer, em vez de você ajudar você vai atrapalhar Exato e a minha abordagem ela gosta muito de um de um psicanalista, psiquiatra já falecido, enfim, o Inicot que vai falar na sua teoria sobre a nossa tendência inata ao amadurecimento então todos nós temos essa tendência inata e pra que esse processo aconteça de forma saudável, é natural que a gente comece a vida ali numa dependência absoluta de uma outra pessoa, né? Porque um bebê, ele depende 100% do outro, do seu cuidador. E ao longo da vida, a gente vai crescendo e a gente vai passando a ter uma dependência relativa do outro. Essa dependência, ela nunca vai cessar. A gente sempre vai depender relativamente uns dos outros. E isso é saudável, né? Porque se a gente tá falando de uma pessoa que é independente, a gente tá falando aí de um sociopata, né? De uma pessoa que não é saudável emocionalmente. Agora, também não é saudável emocionalmente a gente chegar na vida adulta ainda com uma dependência total, uma dependência absoluta do outro então essa dependência precisa se tornar relativa e a gente também tem que tomar cuidado pra não se colocar nesse lugar de ser uma pessoa com a qual o outro pode depender 100% porque daí a gente tá impedindo o outro de conquistar por si mesmo esse processo de amadurecimento né, e tem coisas que só a gente pode fazer por nós mesmos, né, tem decisões que só a gente pode tomar então quando isso fica sempre na conta de uma outra pessoa, mas também por que que fica na conta de uma outra pessoa, porque essa outra pessoa permite que fique, né então são pontos pra gente observar e essa questão, né o que que eu tô permitindo o que que eu tô aceitando então em que momento eu tô romantizando algumas relações, e aí eu fico muito disponível pra fazer pro outro porque pra mim é importante estar nesse lugar e por que pra mim é importante estar nesse lugar, tá recebendo pegando muitas demandas das outras pessoas o que que tá por trás disso daí, né querer validação querer que as pessoas gostem de mim então a importância de levantar a mão e pedir ajuda. Muito bem. Acontece muito a negação do problema. Aí eu vou maquiando a situação, era pequena e fica gigantesca. A importância de buscar ajuda especializada em certos momentos e não tentar abraçar tudo. Exatamente, a gente tem mesmo, né, essa tendência, né, tem que guardar a capa no armário, ninguém é super-homem, ninguém é mulher maravilha, Pega essa capa, guarda no armário, mostra a sua vulnerabilidade, pede ajuda, conversa com a rede de apoio. Quando a gente fala em rede de apoio, nós falamos aqui sobre a família que cuida de idosos, pessoas com demência, com Alzheimer, que é algo que impacta a nossa saúde mental e a gente precisa ter o discernimento e tentar se eximir da culpa, porque a culpa acaba deixando a gente de uma forma que você não consegue tomar nenhum tipo de atitude, você não se permite, porque a todo momento que você vai se permitir, a culpa vem de uma forma avassaladora que você acaba, dá um passo atrás e fala, não, peraí, eu não posso, se acontecer alguma coisa é culpa minha, Tiago. Falando sobre relacionamento, dentro desses cuidados, Às vezes você encontra alguém que está precisando de um profissional ou já está fazendo o tratamento. A gente tem que estar atento ao padrão, em que momento você está repetindo algo da sua família. Verdade. Então, seu pai e sua mãe teve ali uma dinâmica disfuncional de relacionamento e você não se dá conta que você está fazendo a mesma coisa. Então, aquilo que você viu não é desconhecido. então aí você encontra alguém e você conhece aquele padrão então tem que ficar atento a esses cuidados excelente, pois é agora um ponto que eu gostaria de retomar também, Rubem, que você trouxe em relação por exemplo aos cuidadores de familiares idosos, né, o Thiago trouxe a vivência dele, tem uma vivência minha também que acho que contribui, eu trabalhei bastante tempo no hospital atendendo especificamente familiares e crianças com câncer e a gente vê muito desse desgaste emocional do cuidador né, porque é um cuidador que precisa estar inserido naquela realidade não tem pra onde fugir né, foi uma situação imposta, assim como você traz o exemplo do Alzheimer e tantos outros que quem tá aí em casa, tá vivendo vai saber dizer né, então assim, existem condições também que a gente entende, são impostas não tem como sair dessa situação enquanto ela não se encerrar por si só. Tem mães que moram no hospital. Tem mães que moram no hospital, tem mães que mudam de cidade de estado pra fazerem o tratamento do filho em outro estado por mais de ano né, então assim, é um contexto muito desafiador que pode levar ao que a gente chama de fadiga por compaixão, né que é quando esse essa compaixão, essa empatia vira uma sobrecarga, acho que aquela pergunta inicial que você trouxe, a gente pode nomear assim como fadiga por compaixão, né então a gente aqui não tá querendo simplificar de forma alguma contextos que são completamente desafiadores, né complexos e impostos mas acho que é muito importante até pra que a gente evite essa condição, né, de uma fadiga por compaixão, de um burnout, até pra que essa pessoa consiga ter condições de permanecer ao lado de quem está doente, numa situação como essa, até o fim, essa pessoa vai precisar ter suas válvulas de escape, vai precisar ter seus momentos, vai precisar pedir ajuda também, porque é natural que ela se coloque nessa condição de ter que dar conta, porque ela tem que dar mesmo, mas ela não precisa dar conta sozinha o tempo inteiro, Ela também pode ter uma dependência relativa, ela também pode ter pessoas ao lado, pedir ajuda, dizer quando tá muito difícil, ter seus momentos pra chorar, pra externalizar, pra pôr isso pra fora, né, ter, como o Tiago trouxe aqui, algumas estratégias também de autocuidado, ter seus momentos a sós, ter seus momentos com amigos, enfim, fazer uma terapia, ter seu espaço de escuta também, né, então essas estratégias vão ser muito importantes. complementando a Lilian é a importância de você validar o seu sentimento isso e aí eu queria provocar você que está em casa quem cuida do cuidador é e aí vem aquela situação você está no avião, caiu a máscara e aí primeiro é você depois no outro e aí quem está em casa fala, não, mas o outro está precisando e aí essa questão do controle a questão da culpa aí eu não posso chorar e aí às vezes idealizou o filho idealizou o relacionamento idealizou o trabalho aí você tem que dar conta de tudo aí você não pode se emocionar não pode chorar, não pode desistir e aí você força a sua questão emocional e aí onde vai vir o estresse avançando, cronificando o burnout então a importância de você desacelerar ter os seus momentos para entrar em contato e entender o seu momento atual, até onde você pode ir, respeitar o seu ciclo em que momento, o relacionamento já foi o trabalho já foi, não faz mais sentido mas aí você se culpa, e aí você coloca mais porque tem que dar certo o que as pessoas vão falar então esse tema é importantíssimo você está aqui, está anotando e aprofundando isso é importante porque Porque acontece, né, acontece nas casas de muitas famílias, e essa questão de mães que vivem em hospitais, isso é desafiador, isso é delicado demais, e a importância aí da rede de apoio, né, só que se a gente para para analisar a rede de apoio, ela precisa também saber o que está acontecendo, e saber que essa pessoa que está disponibilizada a ficar ali um, dois, três anos vivendo dentro de um hospital, ela está precisando de ajuda. Então, a importância de a gente mostrar a nossa vulnerabilidade, a importância de a gente falar, olha, eu consigo, mas se você me ajudar, eu consigo mais ainda, porque aí eu posso sair um pouco, eu posso respirar um pouco lá fora, eu posso ter uma outra sintonia, uma outra frequência para eu poder me recarregar e voltar e conseguir ficar mais um tempo nessa disponibilidade. Então, a importância também da pessoa que está passando por isso, que cuida, seja dentro do hospital, seja em casa, enfim, as mães de crianças que são neurodivergentes, a gente vê muito as mães, principalmente em rede social, em um esgotamento severo, as mães não têm apoio nenhum, elas entram em um desespero e mostram que realmente elas estão desequilibradas, é visível um desequilíbrio mental por conta de uma sobrecarga, de um cuidado e de um desespero, porque não tem com quem contar. Então, antes que isso aconteça, é importante a gente sinalizar, Sinalizar, oi, eu tô aqui, né, eu preciso estar bem, me ajuda, por favor. Não é isso, Lilian? Com certeza. O que o Tiago trouxe, né, quem cuida de quem cuida. Exato. Então, a gente, e se eu não demonstro que eu preciso de cuidado, como que eu vou recebê-lo também? Então, o que é possível dentro dessa realidade? Pode ser uma realidade extremamente desafiadora, mas o que é possível fazer por você nessa situação? Olhar não só para aquilo que você precisa fazer pelo outro Mas aquilo que é urgente que seja feito hoje por você E aí complementando, falando sobre merecimento Se eu entendo que eu não mereço, eu vou ficar no final da fila E eu não vou permitir que coisas extraordinárias aconteçam na minha vida E aí eu vou ficar na frequência só do problema E aí eu vou passar por situações que eu poderia mitigar, não precisaria ter esse peso todo, porque aí eu vou fazer tudo o que tenho que fazer, não vou pedir ajuda pra ninguém, não vou demonstrar isso, e aí eu vou me blindar, mas isso tem data de validade. Porque até o celular precisa carregar. Exatamente É isso, nós estamos aqui falando Hoje, nesta manhã, ao vivo Com os nossos convidados E com você aí de casa, sobre o desafio De estar ao lado De quem sofre Seja qualquer tipo de sofrimento Será que isso tem A gente acaba absorvendo, a gente acaba sofrendo Também, a gente acaba tendo Essa questão do contágio emocional Essa Esse modo de esponja de repente de viver, a gente vai absorvendo, a gente vai absorvendo e a gente vai adoecendo junto, e quando a gente precisa se olhar no espelho e entender que sim, nós estamos adoecendo, e que depende da gente dar um passo para que essa situação seja revertida, e tem como reverter essa situação, né Lilian, a gente precisa só fazer uma autoanálise entender e aceitar entender e aceitar, me corrija se eu estiver errada porque se a gente entende, mas não aceita aí não tem muito o que fazer e quem tem que dar o primeiro passo somos nós, né, então um exemplo você convive com a pessoa que tem a depressão e aí você entende que você está ficando depressivo também mas você não aceita isso aí fica difícil, a gente tem que entender e aceitar, isso com certeza, e a gente precisa acho que voltando porque eu trouxe lá no início, né? Olhar muito pra essa nossa tendência de tentar resolver o problema do outro, né? Então a gente precisa respeitar o processo, os processos da vida das pessoas que estão à nossa volta e que estão em sofrimento, né? Muito mais importante do que tentar resolver esses conflitos, esses sofrimentos vai ser a gente permanecer ao lado. E como que eu permaneço ao lado, adoecendo junto? Exato. Né? Como que vai se dar de forma saudável essa relação se eu não estiver mais saudável, né, então vai ser muito importante ter esse olhar, né, e não tentar fazer pelo outro aquilo que ele precisa viver, ele precisa passar por esse processo, enfim, é estar ao lado muito mais do que pegar pra você algo que não é seu. Falando aí sobre processo, né, esse respeito, contigo e com o outro também porque eu já peguei situações assim aí a pessoa ela tá passando por uma situação e ela já aceitou mas a família não aí a pessoa guarda aquilo porque vê o sofrimento das outras pessoas então a importância de ter um ambiente de acolhimento e poder falar sobre isso poder colocar pra fora, poder se emocionar junto, não tem problema mas se ficar guardando vai ter problema é, e isso é muito interessante né Tiago, essa coisa de poder se emocionar junto porque por vezes quem tá ao lado de quem sofre não dá conta de ver o sofrimento do outro, e aí na tentativa de aliviar a própria angústia é, traz soluções muito simplistas pra situação, né, então é a típica frase, né, não, mas não precisa chorar vai ficar tudo bem não, mas isso vai passar não, mas pensa positivo, não, mas tem pessoas passando por coisas muito piores, isso não ajuda, são frases que não ajudam, é, mas eu entendo também que é uma forma de lidar com a própria angústia em relação ao sofrimento do outro, né, então, na verdade, você não tá tentando ajudar o outro, você tá tentando se ajudar, né, porque tá tão insustentável ver aquela pessoa que você ama sofrer, que você tenta resolver com essas frases, É nesse ponto que eu trago a importância de estar presente, de validar o sofrimento, de permitir o outro chorar, de permitir o outro se expressar. Isso vai ser muito mais eficaz para o acolhimento do outro do que essas frases que a gente vê muito. Está interessante. A gente vai ficar o dia inteiro aqui, viu? O que eu provocaria? então assim, você invalidando o outro, a dor é do outro, não é sua então pode ser que você tenha um perfil, às vezes mais resolutivo mais dinâmico e aí você vai pra solução mas o outro é o outro às vezes é uma pessoa mais retraída mais tímida, tem um time diferente às vezes a solução é pra você, não pro outro e aí você atropela a outra pessoa e aí a pessoa vai guardando coisas que ela poderia colocar pra fora, mas ele evita fazer isso com você, e você não deixa mais ninguém ajudar, e você fala que tá difícil mas é só você que quer fazer porque você levou pro pessoal que o meu filho vai acontecer assim, no relacionamento no trabalho não vai, você força acelera o seu motor é gente, olha só quanto ensinamento né, nessa manhã de quarta-feira, é importante a gente falar sobre isso, porque as vezes você aí de casa, tá passando por essa situação e você não consegue se ver mais, né, você acabou perdendo a sua identidade, porque é uma perda de identidade, me corrijam, por favor, se eu estiver errada, mas você acaba perdendo sua identidade, você não sabe mais quem você é, porque você veste uma capa de salvador, né, você precisa salvar, você precisa cuidar, você precisa ser o suporte ali, né, e aí você nem se enxerga mais, E a partir da fala dos nossos profissionais, dos nossos convidados, pode ser que você entenda que você precisa de cuidados, você pode resolver a situação com você para ficar mais leve, para você ser uma rede de apoio, para você ser um conforto para outra pessoa. E também você pode perceber o quanto você está sofrendo junto com a pessoa que sofre. E isso vai virar aí um sofrimento gigante dentro do seu ambiente. E será que você vai conseguir dar conta daqui a um tempo? Como é que será que isso vai desencadear? Como é que vai ficar, Tiago? Você vai ter que olhar a questão desse processo de aceitar o que aconteceu. Então você vai ter o primeiro estágio que é negar isso daí. Aí você vai ter o segundo estágio, que é a raiva. É a raiva sobre aquela situação. E depois a barganha, tentar barganhar. Então, eu vou retomar a questão religiosa, para poder acontecer aquilo. E é só um exemplo. Depois, o quarto estágio, o quarto processo, que é a depressão. E por último, a aceitação. Só que dentro do contexto familiar, cada pessoa vai estar acomodando isso de um jeito. E às vezes o seu familiar já aceitou e você está no estágio da raiva ou da negação. Por isso a importância de levantar a mão e pedir ajuda especializada. E tomar cuidado com o senso comum. Muito bem. Agora 8h42, produção me avisando, nós temos algumas perguntas, o pessoal sempre participa com a gente. é muito boa a sua participação, a gente fica feliz demais e eu sempre falo, se a gente puder virar a chavinha de uma pessoa que está lá do outro lado, a gente fica tão feliz porque faz todo sentido esse nosso trabalho aqui, Estúdio Câmara já há quase dois anos no ar, trazendo sempre temas de comportamento e coisas que acontecem dentro de casa e que muitas vezes as pessoas, elas se conformaram com a situação, seja ela uma situação simples ou uma situação mais complexa, e aí a partir da fala de vocês, se a gente consegue virar uma chave, a pessoa fala, opa, peraí, é aí que eu tenho que, é esse caminho que eu tenho que seguir, uau, a gente fica feliz demais, né? Então, agradecendo aí os nossos convidados por tanto ensinamento, tanta informação boa compartilhada com a gente, tá? Vamos lá, pode colocar na tela a primeira pergunta, produção? Vamos ver, Rafael Mendes, da Vila Nova. Quando um amigo conta sempre os mesmos problemas, Às vezes não sei mais o que dizer, só ouvir já pode ser uma forma de ajudar? Eita, Rafael, vamos lá, Lilian. Sim, ouvir pode ser uma forma de ajudar, mas você precisa também se perceber nessa escuta, porque pode ser que em algum momento você se veja numa exaustão muito grande de estar ali sempre ouvindo aquela mesma demanda, Como você disse, é muito frequente, conta sempre os mesmos problemas. Como a gente trouxe aqui, é importante que o outro consiga fazer por ele. Então, estar ao lado, ouvindo, dando o seu apoio, sempre vai ser muito mais eficaz do que tentar dar soluções mais simplistas. Rafael, boa pergunta, viu? Que ótimo que você participou e continua participando. a gente teria que observar a frequência eu estou me conectando com o que? se eu quero escutar aquela rádio eu preciso colocar naquela frequência então o que isso está falando não da pessoa, mas de você em que momento isso toca mais em você sobre esse bastidor e sim, tem pessoas que você só vai acolher mas qual que é o seu perfil? a pessoa, ela está desabafando é algo dela e você já quer resolver? Porque vai ter pessoas assim, você encontra ela agora, passou um ano, você encontra, ela vai estar reclamando, ela falou, tá pior. E se você tirar aquilo dela, vai arrumar um outro problema. Então, quer ser o que é do outro. E se em algum momento, Rafael, você se pegar nessa condição de uma exaustão por já estar ouvindo muito essa pessoa, você pode dizer, por exemplo, olha, hoje eu gostaria muito de te dar atenção devida. E hoje, eu não vou conseguir dar a atenção que você merece. Então, a gente pode conversar sobre isso num outro momento. É uma forma acolhedora de você colocar um limite, você continua disponível, mas você tá sinalizando que naquele dia você não tá bem pra dar essa escuta. Exatamente. Agora tem um ponto aqui do Rafael que me chama a atenção, que ele ouve, né? E aí, a gente tem que ter o discernimento de ouvir e absorver, Porque essa absorção, às vezes, do problema do outro é o que causa mais problema para a gente também, né, Tiago? Vamos falar de novo de frequência. Então, assim, qual que é o seu momento? Porque tem pessoas que adoram problema. Então, fazer uma lição de casa. Então, falando de internet, se você começa a ver alguma coisa, o Guarantim vai te direcionar para aquela situação. Mas qual que é a sua decisão? Por que essa situação me chama a atenção? ou não chama mais a atenção. Então, em que momento? Falando até de relacionamento. Eu sou em relacionamento disfuncional. E aí eu tô naquele padrão. A tendência, se não fizer a lição de casa, é o efeito rebote, é eu pegar uma outra pessoa pra cuidar. Então, isso fala de você, não do outro. Então, tudo é frequência. Por que eu tô me conectando com isso, ou não estou me conectando mais? As coisas têm ciclo. Respeita o seu processo. Nossa, como é desafiador, né? A gente ter autoentendimento, a gente ter conhecimento de nós mesmos, né? É desafiador demais. Vocês falando assim, a gente para, analisa, fala, poxa vida, mas em que momento, né? O que eu estou fazendo? E aí você volta a sua visão para si, olha, vou te falar, viu? Tem que ter muita vontade de entender como somos e muita coragem também, né? Porque às vezes não é tão legal assim, você imagina uma coisa e quando você começa, o seu processo de autoconhecimento é totalmente diferente daquilo que você imagina, né, aí você tem que ter muita coragem também, vai lá, Thiago eu pego muito no consultório a família tem a tendência de querer resolver tudo e aí o que ocorre a importância de um profissional porque aí vai falar a mesma intenção com outras palavras e aí a pessoa, ela vai estar mais aberta pro processo em função da relação, mas às vezes a relação no dia a dia está desgastada e aí você está com uma boa intenção mas não vai ser efetivo então vai ter momento pegar essa fala do Rafael que às vezes não seria interessante procurar um profissional olha, pelo que você está falando, me chama a atenção já pensou nisso? é verdade, a forma de conduzir a forma de falar e também vamos falar a verdade, vocês estudaram tanto sobre a saúde mental que a gente precisa aqui, né, agradecer muito por termos vocês, que nos orientam de uma maneira que a gente pode entender a forma de levar uma vida mais leve, com mais discernimento, com mais sabedoria, né, mas é desafiador, e isso vai exigir tempo, né, tempo, a gente precisa entender que pra gente aprender a lidar com certos tipos de situações, a gente tem que ter um tempo aí de uma terapia, né, um estudo, enfim. Agora 8h48, pode colocar mais na tela, produção, por favor? Vamos ver quem é que tá com a gente agora. O Ricardo Almeida do Chapadão. Meu pai está doente e sempre diz que não quer dar trabalho pra ninguém. Como fazer ele aceitar a nossa ajuda sem se sentir um peso? Vamos lá, Lilian, depois o Tiago vai lá. Talvez seja muito difícil pra ele não se sentir um peso, dependendo da condição clínica que ele se encontra. mas talvez seja mais difícil ainda ele permanecer nessa condição sem ter apoio de ninguém, né, e talvez por questões de crenças, de vida, ele não vai conseguir verbalizar isso, né, pedir, levantar a mão e dizer que tá muito difícil, mas ainda que seja um peso pra ele, acho que é se mostrar sempre disponível, né, mostrar sempre que vocês estão ali, que isso pra vocês é um ganho, né? É porque vocês amam, é porque vocês se importam e vocês querem estar ao lado, mas também respeitando os limites dele, né? Aquilo que ele vai sinalizando que ele quer ou que ele não quer contar com a ajuda de vocês, né? Porque eu entendo também que ter um familiar numa condição de saúde ruim gera em nós muito impacto e muito sofrimento. E aí a gente, de novo, vai pra essa tendência de querer fazer tudo né, mas às vezes ele ainda pode fazer coisas por ele ele tem autonomia, ele pode fazer coisas por ele que não precisa ser feito por alguém na família, né, então acho que aí entendendo essa dinâmica respeitando os limites que ele vai colocando, né, entrando aonde ele permite e se mostrando sempre disponível, porque se em algum momento ele precisar ainda mais, ele sabe que ele vai poder contar com vocês Complementando a ótima fala da Lilian A gente vai falar sobre combinados Fazer combinados ou refazer combinados Ricardo, que bom você participar Fundamental, dar o espaço de acolhimento Para que ele possa direcionar como ele gostaria que as coisas caminhassem Vamos imaginar alguém que tinha toda uma autonomia E por algumas questões ela perdeu isso é um impacto muito grande então essa questão não quero dar trabalho a pessoa está se culpando ela não queria estar nessa posição mas esse é um fato então a importância é de ter essa comunicação clara e deixar ele colocar como ele está se sentindo e a partir disso você gostaria que ficasse como Até porque é um processo, né Tiago essa condição de adoecimento até a pessoa assimilar o que está acontecendo as perdas que ela vai tendo na sua rotina, aquilo que ela antes podia fazer, agora não pode mais então é um processo até ela assimilar tudo que está acontecendo e se adaptar a essa nova realidade, né, a gente precisa respeitar esse processo também e se mostrar disponível E aí nessa nova realidade, vamos imaginar a pessoa fazia 20 coisas, agora ela não consegue mas pode ser que ela faça duas, e isso pra ela é fantástico e isso a gente quer ir lá e pegar e fazer por ela não faz isso porque aí vai dar problema pros dois então é essa questão de validar o outro o que faz sentido pra você porque o outro tá precisando de ajuda, mas aí você quer salvar e aí às vezes você atropela às vezes é mais simples do que a gente pensa é perguntar como eu posso te ajudar o que eu posso fazer pra te ajudar e esperar o outro trazer isso e aí nesse processo a gente tem o encontro porque a gente vai se emocionar a outra pessoa vai conseguir colocar pra fora o que ela tá sentindo ela não vai segurar mas aí a gente não dá o espaço pra isso é, olha só gente como as coisas vão acontecendo e a gente vai tendo um pouquinho de entendimento de como funciona essa questão de conviver, né, ao lado de quem sofre. A gente entende que a comunicação, ela é ponto principal de toda a relação, da convivência humana. A gente precisa se comunicar, mas a gente precisa aprender a forma de se comunicar, né, Porque tem jeitos de falar e a partir da sua fala você vai conseguir uma ação ou você vai conseguir uma retração, né, Thiago? E aí nesse processo, dependendo se eu vou olhar para o problema ou para a solução, a gente pode ter um encontro. Em que momento aconteceu coisas na família e aí estava tudo debaixo do tapete com essa situação. Que poderia ser o fim do mundo, a gente consegue florescer. Aparecer, falar coisas que não foram ditas, ouvir coisas que precisavam, fazer as pazes, reaproximar, estar junto, efetivar amor. Uau, olha só quanto conhecimento. 8h53, pode colocar mais uma perguntinha na tela pra gente, por favor, produção. Vamos ver quem é que está conosco. André Luiz, do Jardim Eulina. Por que algumas pessoas conseguem ser tão compreensivas com os amigos que estão sofrendo, mas perdem a paciência quando o problema acontece dentro de casa? Olha só, isso tem muito a ver com o que nós falamos ontem. Ontem nós falamos do teatro da vida, dos personagens que a gente acaba encenando no dia a dia. E aí o André traz essa questão, a compreensão, o apoio para os amigos, mas dentro de casa, a falta de paciência, a, sei lá, eu não sei porque que isso acontece, mas vocês devem trazer pra gente aí uma ideia dessa situação, por favor, Lilian. Eu costumo dizer, Rubi, que as pessoas de casa são as pessoas com quem a gente mais se decepciona. Porque são as pessoas de quem a gente mais espera, né? Então, é natural que haja um desapontamento em algum momento, né? que haja uma expectativa frustrada porque são as pessoas que nos conhecem de fato, que a gente conhece de fato que a gente convive e que a gente espera que estejam ali sempre disponíveis pra nós né, então por isso que às vezes isso pode acontecer porque quanto mais distante a gente tá da realidade do outro mais fácil é da gente tentar ali de alguma forma solucionar ajudar, né, trazer isso que a gente trouxe aqui, né, de tentar resolver falar alguma coisa, né, mas quando a gente tá inserido, a gente conhece todas as nuances, né, que acompanham aquele sofrimento, então a gente pode ter a tendência de apontar algum defeito antes de acolher, né, algo que nos atravessa, porque as pessoas com quem a gente convive dentro de casa, elas nos atravessam de alguma forma, o problema delas, de alguma forma, é o nosso também, né, e a gente tem críticas pra apontar, né, do porquê que aquela pessoa tá naquela condição, de como poderia ser diferente, e aí isso pode ser visto mesmo como uma impaciência. Bom, é isso, assim, é desafiador, né, e por isso que a gente vai precisar sempre se cuidar, né, olhar pra esse nosso autocuidado, porque nem sempre a gente vai conseguir dar a continência que o outro precisa, mas a gente tá se dando essa continência, né, então é muito importante a gente olhar pra isso. André, que bom você participar Rúbia, o público tá alto nível aqui hoje, viu? meu Deus, parabéns a gente teria que olhar pra qualidade do vínculo então o que que aconteceu, o que que tá acontecendo e aí em que momento eu posso fazer diferente, em que momento eu poderia reclamar de algo, mas as pessoas elas só tão reagindo a uma ação minha todos os momentos de qualidade, sentar junto, é conversar mas aí na correria hoje, né, tudo no automático tela cadê o olho no olho? em que momento os amigos dão tapinha nas costas, falam o que a gente quer ouvir a gente inicia a frase e termina que lindo, e dentro de casa não é assim então eu provocaria a reflexão, né, olhar pra essa relação tem relações familiares, eu pego isso muito no consultório, que é uma relação de troca, não tem vínculo não consegue nem abraçar então é mais profundo é, e vivendo dessa forma que estamos vivendo hoje todo mundo muito correndo todo mundo sem tempo, sem paciência todo mundo submerso nesse mundo digital a gente acaba se perdendo a gente acaba se perdendo de nós mesmos nós acabamos nos perdendo da nossa família da nossa rede de apoio a gente acaba se isolando e quando a gente para para dar uma olhada no amplo, a gente fala, uau, e agora como é que a gente faz para retomar isso? Onde é que foi que nós nos perdemos e como é que a gente vai cuidar dessa amplitude que se tornou essa forma de viver que nós entramos assim sem pedir, a gente só foi incluído, inserido nessa forma de viver, onde a gente acaba vivendo no automático e falta, falta o olho no olho, falta a presença, falta estar junto, falta aquele almoço de família, todo mundo conversando, falando e a partir da comunicação a gente consegue seguir e ir além e ajudar quem precisa de ajuda e de repente até sinalizar que você está precisando de ajuda. percebe como uma coisa vai puxando a outra, né, é impressionante, a gente precisa parar e ver se faz sentido para a gente continuar assim, ou então dar um passo atrás, ter um olhar amplo e melhorar algumas situações, para a gente ter aí melhor qualidade de vida e um caminho mais leve, né, de seguir. Agora 8h59, a última pergunta do programa, a gente já vai para as considerações finais, vamos ver quem é que está com a gente, produção, pode colocar na tela Gustavo Martins do Parque Industrial olha aí o amigo, tem um amigo que cancela nossos rolês porque não está bem então devo continuar convidando ou isso pode fazer ele se sentir pressionado ei Gustavo está cancelando os rolês, vai lá Lilia Bom Tiago, não sei o que você pensa sobre isso mas eu acho que sim, deve continuar depende muito de como esse convite é feito acho que a pressão vai na forma como o convite é feito então se ele for feito de forma convidativa mesmo, acolhedora ali, não tem problema nenhum, essa pessoa precisa ser lembrada também o quanto ela é importante pra esse grupo, né, pode ser que ela esteja numa condição ali de depressão não tá se sentindo bem no momento pra socializar mas ela sabe que tem gente pensando nela, lembrando dela e quando ela se sentir bem pra isso ela pode em algum momento estar presente e surpreender todo mundo, né, então acho que é muito da forma como o convite é feito, mas eu sugeriria que sim, que você continuasse convidando não sei o que o Thiago pensa Gustavo, obrigado pela participação o que eu destacaria a gente tá fazendo algo que faz sentido pra mim ou pro outro então teria que dar esse espaço então vamos imaginar que a pessoa, ela não tá 100% e aí dentro do que ela pode fazer o que que ela escolheria então dá essa abertura pra pessoa e entender o ser humano ele vai ter fases, vai ter momentos né, então tem hora que você vai querer sair mais, tem momentos que não então é dar essa abertura pra pessoa e a gente tá falando muito de comunicação aqui acho que é uma pergunta até que pode ser feita pra pessoa também, olha eu queria que você soubesse que você é importante pra gente, por isso que eu sempre te convido só que eu também não quero ficar enchendo o saco não quero que você se sinta pressionado então tá tudo bem eu continuar te convidando isso soa mal pra você como que você prefere é uma forma de tentar entender chegar e bater um papo, conversa e de repente se essa pessoa tá precisando de ajuda e essa negação é um sinal eu não estou bem, eu não quero ir aí você convida de novo, a pessoa não tá bem convida de novo, não tá bem, opa peraí o que tá acontecendo com você, vem cá, vamos conversar o que acontece muito, Gustavo, é o ser humano fica interpretando só que é mais simples eu perguntar se eu criar esse ambiente e ter uma conversa olho no olho então às vezes a pessoa vai criando vários cenários que depois tanto em casa, amigos que atrapalha a relação mas porque eu tô imaginando um monte de coisa mas se eu perguntar, é mais tranquilo é isso mesmo, a nossa mente é criativa ela imagina tanta coisa sofre por antecipação, vai criando criando monstrinhos aqui e ali quando você vê, você está submerso nesse mundo da sua mente e que, ó aqui na vida real não faz sentido nenhum nossa gente, que conversa maravilhosa agora 9 horas e 2 minutos, a gente precisa encerrar mas eu quero agradecer demais aí a você de casa que participou conosco, aos nossos convidados hoje a nossa conversa mostrou aí os reflexos profundos de estar ao lado de quem sofre, a empatia nos aproxima mas o cuidado precisa de limites, né, divisão de responsabilidades e, acima de tudo, um apoio, né, seja em qualquer tipo de relação, né, relação familiar, a relação conjugal, a relação social, os amigos, a gente precisa entender o ambiente em que estamos inseridos e a sintonia, a frequência que nós também estamos emitindo e recebendo. Eu quero agradecer demais a sua participação, Lilian, obrigada pelos ensinamentos, pelo compartilhamento, pela troca de vocês dois, que foi magnífica, maravilha, parabéns, viu? Obrigada e considerações finais, por favor. Eu que agradeço, agradeço muito o convite, agradeço a participação de todo mundo de casa e acho que o mais importante, resumindo tudo que a gente trouxe aqui, é você ter esse olhar para si mesmo. né, então poder oferecer pra si aquilo que você tá dando aí com tanta dedicação, com tanto empenho pro outro né, então você também precisa de cuidado, então faça por você aquilo que você tem se disponibilizado a fazer pelo outro acho que resumindo é isso. Ai, que legal né, olha, nós precisamos aprender muito, viu, vamos lá a gente consegue, tá, Tiago maravilhoso, obrigada por tanto conhecimento dividido com a gente, por tanta orientação e pelo aceite, né, de vir aqui no Estúdio Câmara, espero que seja a primeira de muitas participações de vocês aqui, viu? Obrigada, gratidão e considerações finais, por favor. Rubem, obrigado você e a equipe, agradecer a Lília pela parceria, especialmente você de casa. Espero que a gente tenha conseguido auxiliar, mesmo de forma pontual, nesse momento que você está passando e que coisas melhores possam vir para você e toda a sua família. Ai, que maravilha, gente. Olha, mais uma vez a gente encerra o programa com chave de ouro, né, todos os dias aqui uma psicoeducação, a gente levando conhecimento, a gente absorvendo informação, graças aos nossos convidados. Eu sempre falo, Estúdio Câmara não é Estúdio Câmara se não tem a participação de vocês com tanta orientação assim pra gente, então a todos que participam, nosso muito obrigado mesmo, nossa gratidão, tá? agora 9 horas e 4 minutos, a gente vai encerrando, eu quero lembrar que ao meio dia nós temos Câmara Notícia com o Gabriel Castro, trazendo informações aqui da cidade e também do Legislativo, nós temos também audiências públicas, reuniões na Câmara durante todo o dia e a partir das 6 da tarde tem a reunião ordinária, você pode participar presencialmente lá no plenário, você também pode participar através do canal do YouTube da TV Câmara Campinas, no site da TV Câmara Campinas e no site da Câmara de Campinas também, tem todas as informações lá, então fique à vontade para acessar, para participar, para se manifestar também, tá bom? Olha, amanhã nós temos mais Estúdio Câmara a partir das oito da manhã e nós vamos conversar amanhã sobre limites na educação dos filhos. Vamos lá, olha só as frasezinhas. Ele não pode passar vontade, né? Ah, eu faço? Porque é mais rápido, ele não consegue dar conta, então eu vou lá e faço pra ele. Ah, eu quero dar pros meus filhos tudo aquilo que eu não tive. Gente, olha Olha só, entre a culpa, a falta de tempo e o desejo de proteger, muitos de nós pais acabamos fazendo pelos filhos aquilo que eles já têm autonomia, que eles já poderiam e poderiam aprender e fazer sozinhos, né? Ou a gente acaba cedendo alguma situação em alguma situação para evitar frustração. Aí a pergunta que fica, existe um limite para a gente mimar os nossos filhos, né? Esse é o tema da próxima conversa do nosso Estúdio Câmara. a gente vai conversar sobre amar e mimar os nossos filhos. Até que ponto a gente pode fazer a conexão entre amor e mimo, né? Será que a gente está errando? Será que a gente está se perdendo? Ou será que a gente está errando tentando acertar? Vamos tentar entender amanhã e de repente ressignificar tudo isso, tá bom? A gente te espera amanhã a partir das 8 da manhã em mais uma edição do nosso Estúdio Câmara. Um grande abraço para você, fique bem e até lá. Tchau, tchau. Legenda Adriana Zanotto Legenda Adriana Zanotto Legenda Adriana Zanotto
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