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[Música] TV Câmara Campinas bom pessoal vamos voltando aqui então sei que ainda tem algumas pessoas chegando mas acho que a maioria já tá aqui só pra gente também reforçar aqui algumas informações com vocês e agora na parte da tarde a gente não tem mais transmissão ao vivo pela TV Câmara então caso alguém que vocês conheçam esteja estava né assistindo pela manhã a câmara conseguia eh manter a gravação apenas no período da manhã né por meio período na verdade mas vai ficar gravado tudo que a gente tiver daqui paraa tarde e depois eles disponibilizam no YouTube da TV Câmara para que depois todo mundo possa assistir quem não está aqui tá bom eh agora à tarde eh a gente vai começar com então a transmissão aqui aqui do do vídeo do Dr Charlon Cavalcante neuropediatra aqui da nossa região também eh muitos aqui também conhecem né são tem os seus filhos pacientes dele e depois da da palestra do Dr charlington eu vou a gente vai fazer uma pausa entre a próxima palestra pra gente já fazer os sorteios que a gente prometeu e comentou para não ficar tão pro final do dia então né geralmente a gente faria no final mas como às vezes pode ter alguém tem algum compromisso precisa ir embora um pouquinho mais cedo pra gente dar oportunidade para quem tá aqui então a maioria pelo menos participar Tá bom eu vou fazer o sorteio já para todo mundo Saber pela lista de inscrição do simpla que vocês eh se inscreveram eh vai ser o sorteador online eu vou colocar na tela na hora para sortear a lista de nomes e E aí depois a gente vai falando dos prêmios tá São Lembranças né Lembrando que é é um agrado é um carinho na verdade que a gente também tem né né eh através dos parceiros né que nos ajudaram aqui do evento e óbvio que tem bastante gente que não veio ou que ficou assistindo né na transmissão online e se a gente sortear essa pessoa eh não estando aqui não vale a gente sorteia a próxima pessoa de novo Tá bom então eu vou dar o play lá na na palestra do do Dr charlington tá bom Boa tarde a todos eu gostaria primeiramente de agradecer a oportunidade de estar aqui falando sobre um tema que venho me dedicando H alguns anos e me desculpar pela impossibilidade de estar aí presente hoje gostaria muito de poder ter estado com vocês por estar fora do país no momento aproveito para parabenizar a iniciativa e esforço de todos os envolvidos em especial da Ariane cuja motiva a e força tem sido inspiradora não só para mim como para muitas outras Mães de crianças com distúrbios do desenvolvimento para aqueles que não me conhecem meu nome é Charlon Cavalcante eu sou pediatra neuropediatra e neurofisiologista Clínico Eu me formei no Estado do Ceará e fui morar em Campinas para estudar Neurologia infantil na Unicamp onde Eu também fiz o mestrado nessa área os últimos 5 anos eu fiz pós-graduações nas áreas de epilepsia medicina do Sono psiquiatria da Infância e adolescência e tenho trabalhado principalmente com autismo antes de começar minha apresentação eu preciso compartilhar que presto serviço como palestrante e consultor para algumas indústrias farmacêuticas Mas que nada interfere nessa aula até porque não abordaremos nenhum tema sobre tratamento medicamentoso hoje nessa apresentação após uma breve introdução eu abordarei o quadro clínico do autismo os critérios e principais desafios para o diagnóstico e comentarei sobre a interpretação atual sobre o tem como uma condição e não como uma patologia propriamente dita e finalmente falando um pouco sobre os últimos avanços na compreensão e da fisiopatologia do autismo e para onde estamos caminhando com relação às futuras pesquisas ah antes de começar a descrever o quadro do transtorno espectro autista que é um dos transtornos do neurodesenvolvimento um deles né penso ser importante Explicar sobre a organização e funcionamento do sistema nervoso ah onde tudo isso que eu vou narrar hoje acontece eu gosto sempre de dizer parafraseando um grande neurocirurgião Pediátrico de com o qual eu tenho orgulho de trabalhar diretamente o Dr Eduardo Jucá que o sistema nervoso das crianças é nada mais nada menos que a matéria prima mais nobre de todo o universo mais valioso do que ouro diamante Platina titânio nióbio ou qualquer matéria física que possa ser encontrada na natureza o sistema nervoso das nossas crianças é o berço de todas as futuras ideias que nos garantirão sucesso como espécie o nosso sistema nervoso é composto por milhares de células chamadas neur Há outras células também presentes mas os neurônios são as células responsáveis pela geração da corrente elétrica que permite o funcionamento do cérebro e dos demais órgãos que compõem o sistema nervoso os neurônios são células extremamente especializadas em se conectarem uns aos outros através desses cabelinhos aí que a gente chama de dendritos ah na pontinha dos dendritos de dois neurônios está o que chamamos de fenda sináptica quando a corrente elétrica que percorre todo o neurônio chega na ponta do neurônio pré-sináptico ele proporciona a liberação de moléculas nessa fenda sináptica que atingem o neurônio seguinte que é o neurônio pós-sináptico desencadeando sua ativação elétrica também e assim a eletricidade vai passando de um neurônio para outro essas a essas moléculas damos o nome de neurotransmissores eu não vou me aprofundar muito nos diferentes tipos de neurotransmissores mas Vale ressaltar que é aqui que agem a maioria dos medicamentos que usamos para tratar as doenças neurológicas con conforme os neurônios vão fortalecendo as conexões entre eles forma-se um emaranhado de células nervosas e seus e seus prolongamentos quanto mais forte essa circuit arria neuronal mais fácil a eletricidade caminha eh por esses neurônios a ativação dessa circuit arrias em diferentes áreas corresponde a diferentes funções cerebrais essa conectividade permite ativação síncrona de diferentes áreas do cérebro ao mesmo tempo sejam elas próximas ou distantes e esses impulsos eletromagnéticos ocorrem em frequências semelhantes possibilitando ao cérebro a realização de funções extremamente complexas como o pensamento e o comportamento durante novas conforme novas conexões vão acontecendo novas funções vão sendo apreendidas ou aperfeiçoadas é fácil portanto entender porque que um cérebro jovem nos primeiros anos de vida tem tanta facilidade em aprender porque há possibilidade de geração de muitas novas conexões Entre esses neurônios ao que damos o nome de neuroplasticidade o ne desenvolvimento é portanto ã a sequência de aquisições de habilidades neurológicas ao longo dos primeiros anos de vida diferente do que alguns gostam de comentar eh Instagram afora e no no tiktok não há nada que sugira que o neurodesenvolvimento aconteça em saltos mas sim de forma contínua e semi organizada acontece que algumas aquisições são primordiais para que a partir dela possam surgir outras várias habilidades eh cerebrais então dá a impressão que ele ocorrem saltos mas mas na verdade esses são pontos do neurodesenvolvimento que são essenciais para que daí surjam novas nova evolução de outras habilidades a melhor analogia que eu posso fazer pro neurodesenvolvimento é por meio dessa obra prima da arte cinematográfica o filme divertidamente esse filme mostra exatamente como algumas funções cerebrais diferentes podem juntas fazer interpretações e tomar decisões ao longo do crescimento H Essas funções vão se tornando mais complexas em que o filme representa como uma mesa de comando mais elaborada e personagens mais maduros nos primeiros meses de vida H uma função que sofre grande evolução é a motora antes mesmo do aprendizado completo da Marcha outras funções como a socialização já estão também aprimoramento então ao longo do primeiro ano de vida aquela criança que mal consegue sustentar o pescoço ela vai aprender a rolar ela vai aprender a sentar ela vai aprender a ficar em pé ela vai poder aprender a ela mesmo puxar para ficar em pé com a apoio depois ela vai dar os primeiros passos com apoio e depois vai andar sem apoio ao longo desse desenvolvimento outras funções vão começando a ser desenvolvidas também ah de modo que mesmo antes da criança est andando completamente ela já começa a tentar a se debruçar um pouco sobre o comportamento das outras pessoas H Então ela começa a aprimorar a habilidade de socialização eh e logo em seguida surge a habilidade de comunicação em um dado momento o cérebro da da da criança passa a se empenhar para entender como o mundo ao redor dela funciona e como prevê e compreender os comportamentos das pessoas mais para frente essa percepção social é que vai permitir que os nossos comportamentos sejam moldados a gente avalia os comportamentos das pessoas tenta entender o que elas pensam sobre os nossos comportamentos e tenta moldar os nossos comportamentos para uma socialização melhor um grande Marco do Desenvolvimento Social que pode nos ser E hoje como um ponto de partida paraa compreensão do transtorno do espectro autista é a atenção compartilhada essa função já é percebida por volta dos 10 meses de idade quando a criança começa a perceber que as outras pessoas fazem algo diferente do que ela própria faz então com 10 meses nesse dado instante a criança Ah volta a sua atenção e a sua curiosidade para saber o que as pessoas ao redor dela estão fazendo ela passa a observar as atitudes da e faz imitações quase que de maneira automática hã a a criança que entre 10 e 12 meses parece ainda mais interessada nas coisas do que nos comportamentos das outras pessoas ela corre um grande risco de sofrer as consequências de um Desenvolvimento Social alterado Então essa curiosidade de entender o que as crianças do que as outras pessoas pensam é o que eu diria que é o ponto principal pra gente avaliar o desenvolvimento antes do primeiro ano de vida às vezes a criança pode não ter um olhar um contato visual muito sustentado a se meses ou contat visual sustentado durante a mamada que podem estar presentees no teia mas isso pode não estar presente também H Mas aos 10 12 meses a criança que não olha na direção de onde você aponta não é curiosa para saber o que você traz dentro de uma sacola não não não não demonstra curiosidade para entender o que as outras pessoas fazem ao redor dela isso é bastante alarmante um pouco mais para frente já por volta dos 18 meses né 1 ano e meio as crianças evoluem essa função e agora elas passam a tentar entender o que as pessoas além de agirem diferente dela pensam diferente dela ela passa automaticamente a tentar o tempo inteiro decifrar o que as pessoas estão pensando ela observa além dos comportamentos os três jeitos as expressões faciais a intonação da voz ela percebe-se nesse momento claramente uma triangulação do olhar a criança tenta entender o que uma pessoa pensa sobre a outra através da forma como elas se observam ela tenta por meio de experimentações descobrir quais das suas atitudes agradam ou desagradam aos outros ela beija a mãe não mais por uma simples imitação mas por saber que isso gera na sua mãe uma sensação de contentamento percebida por meio da expressão da mãe então ela faz isso com a intenção de agradar a mãe a criança começa então a mudar o seu próprio comportamento e ela gera mudanças para ela faz isso para mudar o comportamento e os pensamentos das outras pessoas Então ela fica o tempo inteiro tentando tentando entender e se eu chorar o que ela vai fazer e se eu obedecer Esse comando o que é que vai acontecer e se eu pedir colo e se eu me jogar no chão e se eu e se eu jogar isso aqui no chão ela vai viver o que aconteceu comigo o que eu posso fazer para que a minha mãe faça para mim o que eu preciso Qual a melhor forma de conseguir o que eu quero com a minha mãe com o meu pai com outra criança percebam que a complexidade desses pensamentos vai aumentando a cada dia e a criança ela fica imersa nessa tentativa de de entender o pensamento das pessoas ao longo dos três primeiros anos de vida isso é o que a gente chama de Desenvolvimento Social ah por meio da compreensão desse Desenvolvimento Social é que eh que ocorre ao longo desses três primeiros anos de vida a gente vai poder compreender H todo o quadro clínico do transtorno do espectro autista Tudo começa com o desenvolvimento social alterado se a criança não se interessa em decifrar o pensamento das pessoas ela não vai entender que as pessoas não não pensam igual a ela dessa forma ela não desenvolve adequadamente a comunicação que é uma das estratégias que ela usa para mudar o que a outra pessoa pensa ela comunica suas necessidades ela emite mandos ela pede alguma coisa ela dá o sinal para que a outra pessoa perceba que ela precisa de ajuda Por Exemplo né ã também não há o modelamento dos seus comportamentos porque a gente molda os nossos comportamentos para desencadear melhores reações nas pessoas Ora se eu não percebo a reação das pessoas para que que eu vou mudar como que eu vou mudar o meu comportamento então a gente chama isso de comportamento adaptativo decorrente das habilidades sociais essa Tríade aqui é o que eu é a forma que eu costumo pessoalmente resumir o quadro clínico do transtorno espectro autista Tudo começa com o social lá em cima H proporcionando o desenvolvimento de habilidades de comunicação e comportamento isso acontece de maneira contínua e muito intensa nos três primeiros anos de vida de modo que é perceptível que as crianças Nessa idade têm muita curiosidade de entender como funciona as pessoas ao seu redor não só de seus familiares Mas também de outras crianças outros adultos por meio de brincadeiras essas interações sociais vão se fortalecendo H servindo de substrato pro aumento da complexidade dessa função cerebral essa Tríade de social comunicação comportamento é o que define o quadro clínico do tea ou melhor dos teas eh uma vez que nesse bolo se incluem diferentes grupos distintos mas que t em comum o prejuízo das habilidades sociais intenção comunicativa e comportamentos adaptativos a percepção dessa Tríade de alterações é o que nos leva ao diagnóstico do transtorno do espectro autista de modo que devemos Estar atento às características comportamentais comuns aos lactentes quanto mais cedo a gente diagnostica melhor é né Todo mundo já sabe disso então nos recém-nascidos a gente pode perceber nos recém-nascidos e nos lactentes de poucos meses a gente pode perceber que ele parece diferente dos outros bebês a mãe às vezes não consegue descrever isso eh descrever o por que ela acha que o bebê dela é diferente mas ela percebe que é diferente dos outros bebês Ele parece não precisar da mãe porque ele não percebe que a mãe vai poder ajudar ele não faz muito contato visual nas mamadas é calmo demais ou irritado demais ele fica rígido ao ser pego no colo já demonstrando aí um possível alteração do processamento sensorial e às vezes ele fica muito reativo a alguns elementos ao longo do primeiro ano de Vido a criança com té ela costuma não pedir nada ela tenta conseguir as as coisas sozinha ou ela usa os outros ah como um instrumento ela leva a mãe do pai ou da mãe até onde ela quer né instrumentalizando os adultos ela não nota a presença do outro ou não não corresponde a tentativa de interação que a gente tenta fazer com essa criança ah o contato visual ele pode ser ausente ou ele pode ser fugaz ele não é sustentado a criança não tem aquele contato visual de tentar entender o pensamento que tá por trás do Olhar da pessoa h e ela tem menos interesse nos jogos ela é reativa demais ao sons ela não se interessa por jogos sociais em geral porque para que a gente entenda as regras de um jogo a gente tem que presumir o que as pessoas que estão interagindo naquele jogo pensam né entender Qual é a intenção das pessoas ao jogar aquele jogo e isso depende totalmente do Desenvolvimento Social que a gente falou antes ah a criança tem uma certa aversão alimentação sólida em alguns casos por conta da do processamento sensorial alterado e o desenvolvimento motor ele é irregular ou atrasado isso tudo pode compor o quadro clínico do transtorno espectro autista já no primeiro ano de vida do Nascimento até o final do segundo ano temos no t um marcado prejuízo do desenvolvimento ento social que evolui para comportamentos repetitivos e estereotipados ah aos 3 anos diversas escalas de desenvolvimento já mostram alterações que permitem o diagnóstico preciso Hoje sabemos que o prejuízo motor também faz parte do quadro clínico pelo menos na maioria dos casos Ah para que haja aprimoramento motor é necessário que a criança se sinta segura para explorar o ambiente ao redor dela essa segurança é é a confiança de que haverá alguém para protegê-la mais uma vez algo que depende também do Desenvolvimento Social que vem acontecendo desde o nascimento e ao longo da vida eh nós vamos assim aumentando a complexidade eh de nossas habilidades esse gráfico mostra portanto aqui na na abscissa a idade comparado com as habilidades que a gente eh que se esperam para determinada idade então na criança neurotípica para uma determinada idade a gente espera uma determinada habilidade na verdade aqui eu juntei tudo mas a gente pode interpretar isso como habilidade social habilidade motora habilidade de comportamento de comunicação etc eh e na criança com teia a gente identifica que essas habilidades são inferiores né emem diferentes áreas a gente vai ter habilidades inferiores para uma mesma para o que é esperado para uma mesma idade percebe-se assim que há uma discrepância e essa discrepância caso não haja nenhuma intervenção ela tende a aumentar conforme a idade vai aumentando o quadro clínico do transtorno espectro autista ele pode ser interpretado como um espectro na verdade porque essa discrepância o tamanho dessa discrepância pode ser diferente nas diferentes áreas do Desenvolvimento Social motor comunicação comportamento e ser diferente entre as pessoas com tea então nós temos desde aquele quadro com tea muito grave em tea com al alto nível de suporte que vai ter habilidades muito discrepantes em todas as áreas até mesmo aquele té cujas discrepâncias já são suficientes para causar um impacto na qualidade de vida dessa pessoa mas que pode não ser tão fácilmente percebido pelas outras pessoas ao redor dela aqui alguns exemplos de outros espectros né o espectro da Luz visível o espectro de tamanho né comprimento ah espectro de frequência né frequência de onda espectro de temperatura então a gente também interpreta o transtorno do espectro autista o quadro clínico do te como um espectro agora fica fácil a gente falar sobre o diagnóstico e que por sua vez é Clínico né Então quais são os critérios diagnósticos para o tea com intuito de garantir que haja uma identificação correta daqueles que admitem aquela Tríade de alterações que a gente conversou antes foi publicado em 2013 os critérios diagnósticos no manual do dsm5 revisado esses critérios incluem justamente tudo aquilo que vimos na Tríade Mas serve de orientação para que saibamos o que devemos ou não considerar como alterado ah na intenção aqui basicamente são dois critérios o terceiro é de que eles fala que eles não Obrigatoriamente estão presentes Ah no momento em que você avalia a criança porque eles podem não ser percebidos naquele momento eles podem ser percebidos futuramente né Em outro momento mas basicamente a gente tem o critério um que envolve social e comunicação e o critério dois que envolve alterações comportamentais a gente vai destrinchar um pouquinho isso mas eu gostaria de citar aqui uma uma proposta de padronização de Diagnóstico do transtorno espectro autista publicado H pela sociedade brasileira de Neurologia infantil deixa o QR code para quem se interessar por essa referência em que ela em que resume-se os os principais comportamentos da seguinte forma nesse quadro essa publicação traz eh exemplos de como essas dificuldades sociais de comunicações podem aparecer e exemplos de como esses interesses e comportamentos alterados podem aparecer também nessas crianças bom ah mergulhando um pouco sobre essa sobre essa interpretação da Sociedade Brasileira de Neurologia infantil eu tenho a minha própria interpretação e meu próprio resumo dos critérios do diagnóstico do teia e trago aqui para vocês pra gente pensar da seguinte forma critério a prejuízo social ou prejuízo na comunicação o que que seria um prejuízo social de iniciar ou sustentar as relações reciprocidade social entender o que o outro pensa aquilo que a gente viu lá nos nos primeiros 18 meses um prejuízo na comunicação que a comunicação surge decorrente da necessidade de socialização portanto essa comunicação pode estar alterada do ponto de vista de expressão de recepção e ela pode ser alterada do ponto de vista verbal ou não verbal esse seria o critério a e o critério B pelo menos dois de quatro dos seguintes eh comportamentos a eh interesses distritos ou atípicos comportamentos repetitivos ou estereotipados apego excessivo a rotinas ou rituais comportamentos ritualísticos e algum sinal compatível com distúrbio do processamento sensorial bom admitindo os critérios o critério a e pelo menos dois itens dos quatro do critério b a gente tem o critério eh a gente tem o diagnóstico do transtorno espectro autista contanto que eh considerando que esses sintomas esses critérios aliás essas esses sintomas podem não estar presentes durante a primeira avaliação do neurodesenvolvimento Porque isso é uma aquisição contínua e eles não são justificados por algo maior né por uma outra condição patológica maior ah essa cartilha também publicada pela sociedade brasileira de neologia infantil há uma descrição dos sinais para que não só os médicos mas todos os outros profissionais da saúde ou mesmo leigos possam reconhecê-los eu deixo aqui o QR Code também para que vocês possam ã visitar essa referência em algum momento bom o motivo pelo qual devemos identificar esses sinais muito cedo é que o tratamento precoce e entendam precoce como antes dos 3 anos é o grande fator relacionado ao prognóstico garantindo melhores habilidades sociais melhor relacionamento com os pais e com os pares e o melhor custo benefício do tratamento então a gente precisa diagnosticar cedo voltando lá para aquele gráfico das habilidades P idade vocês lembram pois a do tratamento é justamente aumentar as habilidades nas crianças com teia tentando pelo menos aproximar das Crianças neurotípicas diminuindo essa discrepância correto Ah e quanto a gente deve tratar a depender do momento em que a gente começa a intervenção a gente pode eh o intuito é justamente fazer essa curva laranja subir né então quanto mais cedo a gente começa intervenção menor vai ser a carga de tratamento necessário menor vai ser o suporte ã necessário para para tratar essa criança com T Então nesse gráfico eu tento mostrar que quanto menor esse ângulo de de avanço né esse ângulo em que a gente tenta subir essa linha laranja menor a intensidade do tratamento se a gente começa a tratar tarde a gente vai ter que subir né essa linha de forma muito mais abrupta eh Um Desafio peculiar no diagnóstico e a identificação daquela Tríade de sinais nas meninas até agora os estudos estatísticos mostram que há uma que há uma menina diagnosticada para cada três ou quatro meninos não se sabe realmente se há uma diferença devido ao sexo ou se toda essa diferença Se daria pelo fato de que nelas há menos diagnóstico e o diagnóstico costuma ser mais tardio eh temse falado muito na palavra mascaramento eh essa essa palavra mostra bem como as meninas às vezes mascaram aquela Tríade h de acometimento porque é mais difícil de perceber essas alterações nas meninas seria isso por conta de uma maior habilidade social preca do sexo feminino a fatores genéticos ou socioculturais protetivos nas garotas ou menor eh menor gravidade dos desajustes comportamentais então uma criança pode facilmente ter 15 bonecas e brincar só com uma e as pessoas podem não achar isso estranho mas um menino brincar sempre com a mesma coisa e explorar menos o mundo ao redor pode ser mais facilmente perceptível Então isso é o que a gente chama de mascaramento sociocultural Às vezes a coisa não é tão Clara de se enxergar então o médico pode e deve se utilizar de instrumentos de avaliação do neurodesenvolvimento alguns deles são aplicados por por psicólogos neuropsicólogos terapeutas ocupacionais fonoaudiólogos ou mesmo pelo próprio médico futuramente outros profissionais que TM contato com essas crianças também que vão utilizar essas escalas para aplicar ã como professores de jardim de infância por exemplo não são necessários que esses instrumentos sejam aplicados em todos os casos Mas eles nos ajudam a quantificar aquela discrepância entre diferentes áreas quando a coisa não é tão óbvia agora que compreendemos que o autismo não é mais agora a gente compreende o autismo não mais como uma doença conforme foi descrito pelo ker em 1943 mas como uma condição e o que que é isso o que que qual a diferença entre doença e condição a analogia que eu trago é que a a é a da deficiência intelectual que ente era chamado de retardo mental e mais anteriormente era chamado de mongolismo ou mesmo de idiotismo a gente não usa mais esses termos porque são extremamente estigmatizantes mas a gente sabe que diversas doenças diferentes podem cursar com deficiência intelectual a deficiência intelectual é portanto a condição de diferentes entidades patológicas né diferentes doenças vamos para exemplos Então essa criança aqui com síndrome de down uma uma uma uma doença de causa genética a a doença é o Down e a condição é uma deficiência intelectual que no na mesma Síndrome de Down tem crianças com deficiência intelectual leve e até grave mas esse outro exemplo um rapaz que sofreu uma sequela de traumatismo crano encefálico Ele nasceu com inteligência normal mas depois do traumatismo encefálico grave que foi seguido de uma injúria cerebral e uma cicatriz cerebral grave eh vai evoluir também com algum grau de deficiência intelectual então são duas doenças diferentes com a mesma condição de deficiência intelectual a gente entende Portanto o autismo dessa forma a gente saiu do paradigma de ver o autismo como uma doença inicialmente descrito como uma forma de esquizofrenia infantil na Alemanha passando a interpretá-lo h como uma condição inerente a diversas patologias diferentes dentre elas as geneticamente determinadas as estruturais etc Ah e tentamos também identificar as comobidades né um di diagnóstico de associação que mais está presente além do transtorno do espectro autista no futuro a gente vai tentar separar novamente esses grupos proporcionando uma diferenciação etiológica para que a gente possa seguir com a medicina de precisão a gente entende Portanto o autismo como uma condição e não mais como uma doença bom então Quais são os avanços em relação a ao que oo que entendemos sobre o transtorno do espectro autista e Para onde vamos com as pesquisas que estão sendo realizadas atualmente ah os avanços de neuroimagem principalmente com neuroimagem funcional tem tentado ajudar a compreender as alterações no funcionamento do cérebro das pessoas com teia estudos com ressonância magnética cerebral mostram alterações na ativação do Giro frontal inferior e Menor ativação na tarefa de reconhecimento facial então algumas áreas que se ativam de forma síncrona como a gente falou lá no começo da introdução ah elas se ativam de forma alterada na a função na no momento em que a criança com T tenta fazer um reconhecimento facial ah a gente também também tem tem estudos com ressonância magnética funcional H mostrando que crianças normais mostram uma maior diferença nos testes de inversão no t globalmente baixo né as as áreas que ativam no momento de reconhecimento das Diferenças faciais e isso essas áreas ativam mais nas crianças neurotípicas h o desenvolvimento frontol ele é alterado no teia e principalmente no giro frontal inferior esquerdo ã Onde estão os neurônios espelho e a motricidade oral Então tudo isso tem a ver com a fisiopatologia do transtorno do espectro autista ah analisando a conectividade funcional e efetiva dessas crianças percebe-se que a a conectividade funcional nos globos frontal e paral principalmente na faixa de frequência Delta é alterada n essas crianças ã proporcionando que existe uma maior conectividade de curta distância áreas muito próximas do cérebro são mais conectadas nas crianças com teia empobrecendo as conexões de de longa distância né então a conectividade efetiva é menor em todas as faixas de frequência entre os hemisférios diferentes na criança com com teia acho que a a a ciência tá caminhando principalmente H paraa utilização do track né o a o a identificação da direção do Olhar das Crianças com tea de pessoas com tea diversos trabalhos têm se mostrado promissor pro diagnóstico precoce e pro segmento do transtorno espectro autista com relação a ao a White tracking Ah e diferenças entretanto existem diversos métodos diferentes utilizados nessas pesquisas e isso complica a a realização de metanálises Mas isso é o que se mostra mais promissor alguns estudos mostram que a idade de Diagnóstico no transtorno espectro autista poderia eh ser diminuída para até 6 meses avaliando Para onde as crianças Qual a direção do Olhar nessas crianças logo aos 6 meses e a ideia é que no futuro a gente possa através do diagnóstico preciso genético elaborar um tratamento individualizado né O que a gente chama de medicina de precisão prevendo outras comorbidades prevendo pró dificuldades que aquela criança vai ter na vida adulta e podendo ser trabalhado isso ainda durante a infância Ah uma grande publicação desse ano na revista lancet que é considerada uma das principais revistas ã médicas científicas eh tentou elaborar qual através de uma comissão de profissionais que entendem do assunto qual que é o futuro do Cuidado clínico e das pesquisas no teia então o resumo dessa pesquisa é que para o tratamento A ideia é entender o que funciona para cada pessoa nos adolescentes e e estudar grupo grupos de adolescentes e adultos com particularidades especiais Quem trata T sabe que a gente tem muita dificuldade de tratar adolescentes a gente tem diversas técnicas baseadas em evidência para tratar crianças pequenas mas tratar adolescente e adulto é muito difícil ainda e em relação ao tratamento também tentar estabelecer estratégias para redução de custos melhores estudos clínicos a partir da de intervenções mais Breves que garantam resultados de forma mais generalizada abrangendo além do Clínico estratificação de grupos por meio genético ou de diferentes ã etiologias e melhor melhores grupos controles né comparação entre grupos com alterações de desenvolvimento e entre grupos com desenvolvimento Normal ah Além disso também a identificação de preditores do Progresso e do desfecho Clínico a inclusão de grupos de grupos e empresas interessados pela causa nos estudos clínicos esses estudos precisam ser custeados pelos stakeholders são empresas que T interesse nessas pesquisas ah as pesquisas também devem Se focar no diagnóstico Ultra precoce em que a gente teria antes dos 3 anos antes dos 2 anos e talvez antes de 1 ano e meio um curto período em que a gente poderia converter totalmente aquele desvio do neurodesenvolvimento antes de que se instale um transtorno propriamente dito e a elaboração de novas ah Tecnologias para a melhora de qualidade de vida dessas dessas pessoas bom H com isso encerro minha apresentação eu deixo aqui as minhas o meu contato para que a gente possa conversar em algum momento mais uma vez eu peço desculpas por não ter estado presente fisicamente mas sabam que eu gostaria muito de estar aí com vocês tenho certeza que está sendo um dia muito proveitoso Vocês tiveram palestras maravilhosas e com certeza vão ter palestras ainda muito boas contem comigo para esclarecimento de qualquer dúvida e muito obrigado pela atenção de [Aplausos] todos vamos dar prosseguimento às palestras Nós vamos só inverter o sorteio que antes de ir pro cof Então agora eu vou convidar a Dra Roberta Mendes da Clínica escalada ela vai falar desmistificar a ciência do aba ela é analista do comportamento ela vai explicar para nós um pouquinho [Aplausos] mais quer que vai ficar aqui precisais ficar lá em cima é por conta da tá bom tá ligado isso tá já tá ligado para frente tá bom no meio queria uma rodinha pra gente ficar tudo perto conversando então Vamos lá gente boa tarde primeiro eu quero agradecer Ariane pelo convite gentilmente feito para mim pra clínica escalada Tem uma parte da equipe aqui eh depois de um dia todo eu tenho que ser meio que motivadora para falar de desmistificando aba essa hora né ã eu sou Roberta Sou psicóloga formada pela PUC aqui de campinas em 95 faz só um pouquinho de tempo que eu trabalho com psicologia comportamental e sou a diretora da Clínica escalada e responsável técnica do aba que é um braço a mais da escalada tá a clínica existe há mais tempo ia falar próximo o próximo sou eu Vamos lá eh essa sabido todas as palestras até agora disseram que aba é uma ciência né então isso já é uma certeza mas eu preferi eh partilhar o tema aba em a primeiro em ciência depois o que que é comportamento e depois o que é ambiente e depois a gente juntar tudo isso para discutir os mitos né já que meu tema é desmistificando ABA que mitos são esses que estão atrelados a anális do do comportamento tá então enquanto ciência a gente entende todo o processo de observação e de mensuração com análises e conclusões baseadas numa filosofia que e numa teoria que justifica aquele estudo tá então só voltando um pouquinho para para ser o o vamos voltar amigo não já tá indo lá pro fim não é nada disso que eu quero Ah achei tá bom eu sou assim mesmo desse jeito assim mas vamos lá eh enquanto ciência né a aba para ser ciência Então tem que ser um processo de observação mensurável com análise de dados coletados para se chegar a uma conclusão a qual procedimento faremos tá hã enquanto comportamento para nós analistas do comportamento eh a gente estuda eh dois tipos de de a gente sabe que Existe dois tipos de comportamento mas o que a o que é mais importante pra gente é o comportamento respondente a na na nos Laboratórios foi o que a gente estudou mas hoje em análise do comportamento aplicada aquele comportamento Manifesto dentro das salas de atendimento que nos importa é o comportamento operante Por quê existe uma diferença entre comportamento e resposta tá a resposta que é o nosso comportamento respondente é tudo aquilo que a gente não tem controle é o reflexo eh a gente sentir um cheirinho de bolo de fubá com goiabada daqui a pouco falar hum e começar a salivar a gente não tem controle nenhum sobre este comportamento sobre esta resposta e por ele é automático do organismo passa pelo sistema nervoso central então se não tem controle de variáveis se não tem controle de comportamento ele não passa a ser treinado né então nós vamos estudar e e de agora para frente eu tô falando do comportamento operante tá que é o comportamento que a gente enxerga como uma ação uma interação do organismo com o ambiente numa num duplo sentido numa relação onde o organismo é a afetado pelo ambiente e o ambiente é afetado por este organismo numa troca que acontece o tempo todo todo o tempo enquanto ambiente para análise do comportamento ele é ah todo e qualquer eh lugar estímulo pessoa coisa que elici desencadeia ou produz uma ação desse indivíduo então o nosso ambiente ele pode ser um ambiente físico ele pode ser um ambiente social ele pode ser um ambiente filogenético que é característico da espécie geneticamente né O que a gente erda geneticamente ontogênico que é a nossa história de vida e cultural que são as práticas repetidas e aceitas Em uma sociedade então se você tem uma cultura Judaica Ela é completamente diferente de uma cultura eh eh eh japonesa Enfim então a gente enquanto analista do comportamento a gente tem que observar analisar e mensurar as características de todos esses ambientes por quê Porque a somatória disso tudo é fundamental para as contingências e consequências e obviamente para todo o processo de aprendizagem eh o que que é então a tal da análise do comportamento aplicado na minha época quando eu eh estava na PUC eh Há há tantos anos atrás a gente tinha duas opções na vida né a gente tinha a opção de fazer psicanálise ou fazer análise comportamental eu sou Analista de comportamento desde o primeiro ano de idade porque muita coisa não fazia sentido para mim dentro da psicanálise e nesse tempo todo eh dentro da da da teoria do comportamento e estudando isso eu fui monitora de análise Experimental do comportamento a partir do segundo ano da faculdade então hoje o que essa moçadinha minha e tem o gráfico feito né pelo computador e aparece aquele gráfico di aba lindo eu sou da época da folha quadriculada milimétrica com a régua né lá atrás então é é paixão mesmo não é uma coisa que veio agora é uma coisa que a gente estuda faz muito tempo o termo análise do comportamento aplicada no Brasil ele é a tradução para applied behavior analyses né que é a aplicação prática da ciência desse comportamento que eu falei desse comportamento operante se ele é uma ciência ele tem que ser fundamentado numa filosofia lembra que eu falei lá atrás então a ciência que fundamenta na análise do comportamento é o behavorismo radical de Skinner e aí tá o primeiro mito né que a gente tem de aba ai vocês são muito radicais Vocês são demais da conta de bravos vocês Nossa meu filho só chora na sessão que que é o behaviorismo radical de Skinner é uma tradução também e esse radical é usado porque o Skinner ele pesquisava dentro dos laboratórios a raiz do comportamento problema então radical vem do radical mesmo lá do português quando a gente busca essa raiz comportamental né Então nós não somos radicais ou não não é para ser tá eh Nós não somos extremistas não trabalhamos com agressividade e nem tampouco com punição porque é sabido que ninguém aprende sendo punido a gente só aprende a não fazer a partir do momento que a gente é punido o objeto de estudo da análise do comportamento aplicada então é a interação Desse nosso indivíduo com o ambiente Nossa então é só comportamento e ambiente estímulo comportamento consequência Ai tá vendo são tão insensíveis esses analistas do comportamento não trabalha com sentimento é mais um mito tá a a gente entende as dinâmicas funcionais e experimentais do comportamento observável e também aqueles que a gente chama de comportamento encoberto que é o que tá aqui dentro da gente né E como é que a gente percebe o que tá dentro de uma criança autista ou que tá dentro de um ser de uma mãe típica que tá levando seu filho pro atendimento através da análise funcional não existe análise do comportamento aplicad sem a análise das funções deste comportamento no ambiente e do ambiente neste comportamento para provar que a gente trabalha com sentimento tá ali a frase do Skinner que é quem começou então a estudar a filosofia do pismo radical quando o nosso comportamento é reforçado positivamente nós dizemos que gostamos do que estamos fazendo nós dizemos que estamos felizes então a gente consegue mensurar e o comportamento de felicidade de uma criança de um ser humano ainda dentro do que é análise do comportamento aplicada ela é uma ciência fundamentada então na análise Experimental do comportamento que na minha época tinha a gaiolinha do rato Hoje os Ratos são virtuais na faculdade mas eu tive vários né então e e dentro da análise Experimental do comportamento então lá dentro dos Laboratórios a gente faz as pesquisas sobre sobre os processos de comportamento então lá nos Laboratórios os pesquisadores eles vão buscando entender por que que a gente faz as coisas né porque que que nós nos Confort de uma determinada forma e não de outra então esses cientistas vão nos dando ferramentas de laboratório para aplicação na vida real e verificação de mudanças comportamentais então A análise do comportamento tem que ser idente ele tem que nos trazer evidências né Eh em 1992 aqui no Brasil então a gente andando um pouco lá de trás do laboratório para cá terapeutas comportamentais e esse encontro eh o primeiro foi no Rio de Janeiro mas o segundo foi aqui em Campinas eu tive o prazer de participar em 1993 eu tava no terceiro ano da faculdade eh foi um encontro de terapeutas comportamentais aqui e pesquisadores que começaram a pensar Então vamos trazer essas coisas do laboratório pra prática aí foi o primeiro encontro de psicoterapia e medicina comportamental que hoje é a bpmc tá então foi o primeiro encontro Qual é o o mito que a gente tem aqui nós então fazemos experiências laboratoriais com as crianças não a gente não faz a gente só usa o procedimento do laboratório então aproximação sucessiva vamos devagarzinho num estímulo que para você não é tão legal textura alimentar então o procedimento de aproximação sucessiva é um procedimento da análise Experimental do comportamento ele foi provado que dá certo assim como o reforço assim como a punição que não dá certo né E aí a gente então não faz daquilo de um ambiente lúdico um laboratório mas a gente tem a base do conhecimento ainda dentro dessa pergunta né da análise do comportamento aplicada eh tem várias coisas então a gente não tá estudando aba agora 1953 já se estudava 1974 já se estudava né são dois livros do do Skinner o Skinner esse senhor simpati quístico do Bayer do Wolf e do risley de 1962 68 Ele marca ele ele dá um Marco muito grande pros analistas do comportamento por quê Porque ele ele ele ele começa a dizer que a aba então é uma das facetas e uma das possibilidades práticas podemos sair do laboratório e aplicar tudo isso lá fora então provou-se que aba é uma ciência com estratégias derivadas dos princípios do comportamento e absurdamente capaz de ser aplicada para provocar mudanças socialmente relevantes existe um estudo do lovas que Muitos pais acho que não não sabem mas quem é analista do comportamento deve saber o estudo lovaz ele é mais recente né e é um grupo onde ele teve um grupo de estudo e um grupo controle por do anos de intervenção onde o grupo de estudo recebeu as benditas 40 horas de intervenção contra 10 horas de intervenção do grupo controle eh e aqui a gente vem mais um mito né que é a necessidade das 40 horas de aba né Eh em termos de Brasil isso é humanamente impossível hoje em termos de Budget de convênios que é a nossa realidade a minha pelo menos é Ah é É impossível mas o estudo ele ele foi um estudo mas mas ele não disse que para ser aba tem que ter 40 horas semanais o que ele disse é o que reavaliando as crianças realmente as crianças que tiveram maior carga de intervenção ela teve um desempenho mais próximo do do típico né E as outras não mas esse estudo eh voltando né nas palestras tanto da da Mariana que falou do do aba né do assentimento como do do Dr charl foi um estudo se a gente for tentar replicar o estudo do lovas hoje do lovas a gente não consegue porque ele não é descrito com clareza então cada um interpreta de de um jeito né Mas acima de tudo ele foi um estudo que primeiro ele buscava uma normatização que a gente já sabe que não tem hoje e ele tinha eh como uso procedimentos aversivos né paraa criança e pros estudantes que a gente não usa hoje então então ele é só um exemplo que eu tô trazendo pra gente ver da onde que saíram essas 40 horas né que o convênio não quer dar o skin define o comportamento como um objeto de estudo da Psicologia então aqui eu quero também trazer uma outra questão chega muito na clínica o pedido assim eu quero fono aba quero to aba eu quero psicopedagoga aba Eu quero musicoterapeuta aba eu quero secretária aba fachineira aba banheiro do aba refeitório do aba e tudo do aba né e eu posso até ter isso mas não necessariamente precisa ser assim né Por quê Porque aba análise Experimental do comportamento é é a área da Psicologia e eu vou morrer brigando por isso né então o que que acontece eh a gente pode ter uma fono que se especializou na análise do comportamento aplicado eu posso ter uma to que sabe o que quais são os temas da Estratégia do comportamento eu posso ter uma secretária né Dani que sabe a maior parte das coisas ela fala assim põe extinção põe extinção né ela já pegou temos termos nossos o tempo todo né então pro Skinner o conceito de mente é uma invenção humana e não uma descoberta então ele não ele não tá falando de pensamentos a aqui e ainda andando com isso O Hélio guilard que foi meu professor eh nessa vida de análise do comportamento ele diz o seguinte o modelo que adotamos na construção do processo psicoterapêutico é um modelo comportamental como tal Nossa tarefa não é curar mas promover o desenvolvimento comportamental e também afetivo então lidamos com o sentimento das pessoas assim sendo a psicoterapia E no caso a aba também eu já vou juntar tudo isso isso tem início muitos meios e talvez não tenha fim o desenvolvimento humano só se encerra com o colapso do organismo que que eu quis dizer aqui a fono a to o músico terapeuta a secretária todos são capazes de aprender não é porque ele veio da Psicologia que não podemos ser também nós podemos ser pais analistas do comportamento mas ela não necessariamente você vai ter não vai ter um bom serviço se essa eh fono ou se esse profissional tivesse a estudando ou se aprimorando Nisso porque ele tem a condição de atender ainda mais desse Senhor o pensamento humano é comportamento humano porque um outro mito que se tem dentro da análise do comportamento é que a gente não não lida com os pensamentos né o pensamento humano é comportamento humano o pensamento tem as mesmas dimensões do comportamento e não um suposto interior em algum lugar da mente que a gente não acha que se expressa no comportamento então eu falei o que é Ciência eu falei o que é comportamento eu falei que é ambiente eu falei que nasce no laboratório que vem pra prática então o que que é ABA na prática é a aplicação dessa ciência no mundo real é definir objetivos que não podem ser vagos n né Eh eu tem supervisor meu aqui eles dizem assim ah Rô tem que trabalhar habilidades sociais eu falo quais aonde conta fala para mim De que jeito para quê Porque trabalhar habilidade social é desse tamanho né que que você vai trabalhar dentro da habilidade social e isso para tudo né então a descrição de comportamento ela tem que ser muito muito clara porque o dia que a Carol sair do caso e a a a a pegar ela tem que saber exatamente qual foi o procedimento que a Carol tava fazendo tá então não é um conhecimento que vai com ela ai graças a Deus Maguinha os objetivos do trabalho eles tem que ser claros e mensuráveis eu acho que eu vou pô 10 horas mas você acha por quê AF 10 minutos já tá bom você acha por quê ã quando a gente fala de teia a gente fala de excessos e a gente fala de déficits né como é que a gente mensura isso também o que que é muito o que que é pouco para ser desenvolvido para uma criança isso também tem que passar por análise de comportamento então a prioridade são as alterações de comportamento que impedem a aprendizagem Então a gente vai priorizar comportamentos problemas os parâmetros são os Marcos do desenvolvimento que o Charlon acabou de falar e os contextos porque 18 anos de fralda acho que não tá legal Será que a gente consegue tirar né aba então não existe se não houver registros não existe se não houver aprendizagem não existe se a criança não generalizar não existe se a gente não garantir qualidade de vida para ela não existe se se essa intervenção não tiver evidências se a mãe fala ele não tá aprendendo e a minha terapeuta fala assim ele não tá aprendendo é você que não tá ensinando direito né ele ele tem condições de aprender então a aba é da Psicologia a equipe multidisciplinar pode ter um conhecimento aba É sim intensidade ela é sim alguma coisa que tem que avançar com estratégias e planejamento de estratégias de acerto então ele tem que garantir o acerto e aprendizagem da criança avançando conforme as a a a a criança avança não porque eu quero que ele desfraude mas escuta ele tem condições de fraude Então vamos devagar de acordo com o que a criança vai te dando aba e ensina aborda e ensina comportamentos em todos os domínios do desenvolvimento Não é só para o nível de suporte alto a ele é mais grave ele precisa de aba aquele ali é menos grave precisa de Denver Denver é ABA naturalístico é a mesma coisa só que ele vai os padrões mensuráveis vão até 48 meses né 4 anos eh aba não é método e nem conjunto de técnicas aba não compra criancinha nem faz troca nem dá choque nada disso nem pendura aba não é apenas vídeos no YouTube mães aba é muito mais do que isso e tem muita coisa gratuita para para se capacitar aba não é punição o teia é uma das áreas de atuação da análise do comportamento aplicada não é é a única né então às vezes quando você fala para uma mãe de síndrome de da vamos fazer aba Abas ela não é autista é né aba ganhou destaque prestígio dentro da intervenção com teia aba tem que ter a duração suficiente para que os resultos sejam aidos e Dev respeitar limites da criança por que que eu digo que que é uma das áreas porque onde eu tiver comportamento a ser modificado existe análise do comportamento aplicado né então por exemplo ah aplicador que vai na escola que reclama ai porque tá sol ai porque a portaria demorou para abrir Ah porque não sei que ah porque eu simplesmente ponho uma extinção é um terapeuta que eu vou vou responder mais paraa frente né então a gente coloca eh em todos os serviços da gente A análise do comportamento aplicada não que eu não vá responder mas acaba pela modelação né o aba na prática Quais são as certezas que a gente tem hoje que intervenção comportamental que é uma intervenção comportamental com eficácia que a idade interfere nos resultados vídeo que o Charlon colocou anteriormente que a carga horária ela tem que ser intensa Mas ela tem que estar atrelada à motivação e engajamento da criança então a criança feliz engajada e motivada que a Mariana colocou a criança sempre pode existem sete dimensões da análise do comportamento aplicada que para seaba a gente tem que tá garantindo todas elas ela tem que ser aplicada Então as mudanças Elas têm que acontecer de fato na qualidade de vida da criança Ela tem que ter metas Claras e mensuráveis por isso ela é chamada de comportamental ela tem que tá embasada numa relação funcional Então qual a função deste comportamento por isso ela é analítica eh ela é tecnológica porque ela define procedimentos Claros tem que ser sistematizada né com previsibilidade para que os procedimentos derivem dos princípios da análise do comportamento ela tem que ser efetiva demonstrando mudanças socialmente relevantes e relevantes para ela não para nós relevantes para a família dela não para nós relevantes para aquele contexto daquele lugar onde ele vive ação é ela tem que promover generalização que é promover a criança que aprendeu na clínica tem que levar essa aprendizagem para a escola paraa casa para casa da vovó da tia Quais são as conclusões que análise do comportamento nos dá hoje né as pesquisas em andamento e sem respostas uma delas é de que forma a responsividade a intervenção ou seja o tanto que essa criança Prende Ela é H afetada pelos diferentes níveis de comprometimento do teia porque a gente vê equipes patinando com muitas horas em crianças muito graves Será que faz sentido Será que ela vai responder mesmo se a gente diminuir se a gente tem de dois em dois a fono com a to a to com o analista de comportamento Será que essa criança não vai ganhar mais porque ela chega no quinta hora de atendimento ela já tá mais cansada né então mas a gente ainda não tem essa resposta sim cientificamente tá a gente sabe que temos que mudar políticas públicas Neste País Mas isso é uma outra aula porque eu só tenho 4 minutos outras conquistas que a gente tá tendo em termos de conclusões né é regulamentar a profissão do analista de comportamento pela bpms Porque nós não temos isso no Brasil não existe um conselho de classe não existe um sindicato alguma coisa que Monte padrões para isso né E a gente tem que ter um suporte melhor das operadoras de saúde era isso que eu tinha para falar para vocês ol deu tempo agradeço a participação de todos eu falo meio rápido mas acho que deu obrigada flui pessoal só antes da gente chamar a próxima palestrante eh eu queria perguntar aqui para todo mundo quem que é profissional da área da Educação aqui que tá aqui hoje por favor então tá bom primeiro eu queria dizer para vocês que um dos principais objetivos da palestra né do seminário de hoje era de fato conseguir trazer uma o máximo de profissionais da educação possível que os pais e mães de autistas que estão aqui e os profissionais sejam eles os palestrantes ou os profissionais que vieram aqui também para assistir com certeza ficam muito felizes quando os profissionais da educação se interessam pelo tema né do Teia da inclusão e seja lá como a gente conseguir chegar até vocês e que eu como mãe atípica peço de coração para que onde vocês forem vocês levem a bandeira com com vocês vocês Conversem com os outros colegas profissionais de educação que tiverem com vocês trabalhando e tentem também mostrar para eles o quanto isso é importante o quanto se atualizar é importante o quanto tem gente boa na internet com conteúdo gratuito que a gente também pode né melhorar e que a escola não tem que ser de forma nenhuma eh um um uma dificuldade que a gente tem a gente sabe que é difícil porque a gente sabe a realidade não é fácil nem paraa gente gente que é mãe e pai nem para vocês dentro das escolas eu sei que todo mundo que tá aqui só adivin a gente sabe que tá tentando fazer o melhor lá dentro da escola eu não tenho dúvida né E mesmo quem não veio a gente sabe que tem um monte de gente tentando fazer isso mas tentem convencer o máximo de pessoas eu sei que a gente é um só né Eu também sou uma só o Vinícius é um só mas aqui querendo ou não hoje a gente reuniu uma quantidade de pessoas que a gente consiga levar para mais lugares e convencer mais pessoas que a educação a saúde né a gente e as famílias precisam trabalhar juntas Tá bom então uma salva de palmas pros profissionais da educação que estão [Aplausos] aqui vamos dar prosseguimento a próxima palestra vai falar sobre o processo de aprendizagem e as escolas do teia com a Carina Maganha da Clínica saber psicopedagoga [Aplausos] quer microfone dar um pouco acho que eu vou tentar vou tentar ficar quietinha quietinha acho que dá frente para trás não isso aqui não é isso com de bicicleta beleza Boa tarde Ariane a tua fala foi fantástica e já fez uma introdução para minha palestra obrigada mesmo quero agradecer ao convite ã em nome da clínica né pedindo a colaboração da Clínica mas que na verdade inicialmente surgiu eh de uma troca eh do convite para vir falar sobre aprendizagem em escola e E aí eh esse assunto ele passa os muros né então a gente vai fazendo conexão eu costumo dizer que a a psicopedagogia na minha vida ela tece conhecimentos e ela conecta pessoas então eu saio com a equipe elas falam meu como você conhece tanta gente então eu vou mostrar para vocês o porque que eu acabo conhecendo tantas pessoas e sou tão grata eu sou tão grata eh por essa oportunidade ã tem algumas eh alguns rostinhos aqui que foram Minhas alunas eh nessa trajetória fico bem feliz e também agradeço a equipe da clínica que também apoia a ideia e que a gente tem um um movimento de ajudar né ajudar e e crescer juntas e isso juntas com mulheres crianças mães homens eu acho acho que é É nesse sentido né de conectar conhecimento nem sempre a gente vai acertar e nem sempre a gente vai aprender tudo que é isso que a gente vai discutir hoje aqui nessa palestra bom ao pensar em processo de aprendizagem e escolas desafiador né esse tema porque nós estamos falando aí de um cérebro Vocês acabaram de ver nas aulas né de um que dá uma resposta e que essa resposta Ela depende de uma Tríade Vamos pensar assim usar o conceito da psicopedagogia um eu cognoscente né esse sujeito ele vai aprender como né ele vai aprender por meio do ambiente das estruturas cognitivas e das suas experiências Então a gente vai bater muito nessa tecla durante a nossa conversa e falar de escola nós estamos falando de escolas ã hoje escolas que temos hoje estamos falando de escolas que estão caminhando é ou não é existem profissionais que fazem trabalhos maravilhosos e existem profissionais que a gente ainda observa lutando dentro das suas instituições para fazer um trabalho maravilhoso Ok então se nós estamos falando de aprendizagem que é composto de estruturas cognitivas de ambiente e de experiência fazer a correlação com as escolas não fica tão é difícil mas é complexo é complexo Porque nós não temos tantas estruturas e assim como Andreia e os outros palestrantes foram colocando aqui pela manhã eh temos que caminhar bastante em Estrutura né estrutura faz a diferença na nossa vida né faz a diferença na vida das nossas crianças isso Independente de ser só teia estrutura faz falta pra gente então quando a gente pensa em processo de adaptação né a escola precisa se adaptar a comunidade precisa se adaptar nós precisamos nos adaptarmos é ou não é o Charlon falou que ele não é com ele não é linear né apesar do desenvolvimento ser linear quando a gente pensa na curva de desenvolvimento a gente tem um período que a gente ganha muito em habilidades depois estabiliza e depois a tendência é cair quem aqui já está com e usando óculos é isso ã quem aqui já precisou deixar o salto fino Ok então esses exemplos são exemplos que a gente vai levar para adaptação de vida Então apesar do meu tema ser um tema para falar de processo de aprendizagem e escolas a gente vai ampliar um pouquinho esse pensamento tá nós vamos falar então de conforto porque é isso que a gente precisa para viver eu eu gosto muito de Ruben Alves quando ele fala assim ó o óculos é a melhoria da Visão o sapato é a melhoria do andar a mão é a melhoria do pegar e assim sucessivamente né Então tá tudo bem processo de adaptação e a gente não precisa ficar rígido e achando que esse processo só precisa acontecer dentro da escola ele também tem que acontecer nas nossas terapias ele também tem que acontecer dentro das clínicas médicas ele também tem que acontecer dentro da nossa casa e ele também tem que acontecer nas nossas relações se não houver uma melhora e uma adaptação das nossas relações nós não vamos construir E aí olha como aprender o processo de aprender ele não é fácil ele dói aqui nós ouvimos sobre consentimento assentimento não é meninas e a gente sabe que o processo do aprender não é simples não é Roberta e ele dói Ele dói pra gente quem aqui precisou passar por um processo de adaptação e que sentiu muito quem aqui só andava de carro automático e de repente precisou um carro usar um carro manual Não sentimos sentimos para aprender a usar o carro automático e depois sentimos para poder aprender a usar o carro manual isso tô dando os exemplos que estão vindo aqui na minha cabeça tá mas existem n outros que faz até mais função Ah então aprendizagem né aprendizagem quando eu fui montar essa palestra eu fiquei pensando aprendizagem Ok aprendizagem acontece aonde no cérebro Ah é só do coração não coração faz parte mas quem sente é o cérebro aprendizagem é a conexão para quem já leu sobre o livro ã o cérebro da criança eh vai lembrar quando fal fala que aprendizado é o quê é a conexão da parte de baixo com a parte de cima Então vamos pensar um pouquinho aí Na neurologia ó sustenta tronco e depois parte de baixo do cérebro com a parte de cima então assim ó quando as nossas crianças começam a fazer até as escolhas né Eu quero este brinquedo ou este brinquedo a gente faz muito isso na clínica né então ele vai ele vai ganhar lá o reforçador dele e aí a gente já começa a trabalhar com as opções né você quer esse Ou você quer esse Então isso é fantástico quando as crianças começam a fazer esse tipo de movimento porque vai mostrando pra gente que a gente vai fazendo conexão dessas áreas então Quanto mais a parte de cima com a parte de baixo estiverem conectadas no nosso cérebro melhor E aí nós vamos pensar agora na gente tá não só nas nossas crianças mas em desenvolvimento quantas vezes vezes a gente precisa se esforçar para manter a conexão da parte de cima com a parte de baixo porque eu tô falando de planejamento parte de cima do cérebro conexões para poder generalizar generalizar sentimentos ações comportamentos e etc parte de baixo tudo aquilo que eu tenho de necessidade e tem horas que essa tampa levanta e eu perco as minhas conexões e eu preciso manter o quê o equilíbrio então Eh eu resolvi para falar de aprendizado e quando eu estava montando essa palestra eu pensei assim ó Puxa qual é o meu papel no processo do aprender né então olhando paraa minha história Roberta 45 anos aqui 44 anos também viu Roberta tem um pouco de história aí Então olha lá quem eu sou uma mulher mãe que acredita na inclusão de pessoas em espaços oportunidades e por Equidade e tudo começou aonde na inclusão de trabalhadores civis na fazenda da Aeronáutica já ouviram falar ah e o que eu queria com eles oferecer oportunidade oportunidade para que eles pudessem ter um ensino fizessem parte de um sistema regular de ensino depois uma outra experiência que me trouxe muito pra aprendizagem H foi acompanhar crianças vulneráveis então a gente tá pensando no autismo e ainda muitos com suas famílias que protegem mas olha lá quando a gente pensa no processo do aprender então eu tô falando de crianças vulneráveis e liberdade assistida depois em 97 98 num centro de estudo de autismo e patologia associada falar de autismo naquela época apesar da gente estudar para quem tá no meio ã depois de inclusão de crianças de 6 anos então do nada P já tinha um projeto já tinha um estudo mas agora chegou 2017 eu tenho que incluir crianças de 6 anos no ensino fundamental tal também foi um desafio atendimentos institucionais clínicos de dificuldades de aprendizagem transtorno de aprendizagem Desenvolvimento Infantil vida acadêmica de adultos graduandos pós-graduandos então eu quero dizer o quê quero dizer que eu aprendi tudo não sabe o que eu sinto todos os dias não sei sei nada isso é muito bom a hora que a gente falar pu sei tudo meu cata a mochilinha e vai fazer outra coisa porque não sabemos assim como quando a gente lê um livro A gente lê um livro lá do Ensino Fundamental que o professor pediu e depois lá no ensino médio você lê o mesmo livro e que depois lá na vida adulta você lê outro livro O mesmo livro e depois lá com os seus 45 anos cato o mesmo livro e você vai ler P diferente e diferente por quê Porque a minha experiência contribuiu para essa modificação porque a minha estrutura cognitiva hoje tá com mais maturidade e porque eu tenho mais mais memórias eu já vivi meus sentimentos então a gente não vai poder esquecer que processo de aprendizagem ele é que a Obrigada que a aprendizagem ele é um processo de aquisição de de conhecimento ok que resulta numa modificação de comportamento então por isso que a gente na análise do comportamento é quer sim anotar anotar se esse cara tá evoluindo a gente quer ver se na prática eh esse cara tá conseguindo generalizar a gente quer ver se tá trazendo qualidade de vida e essa aquisição de conhecimento Quando pensamos em aprendizagem ela tem que ser evolutiva constante e em graus boa em graus então ok então agora a gente faz a ponte lá pra escola eu posso colocar essa criança de qualquer forma dentro da escola não então quer dizer que quando a gente pega Olha eu acompanho bastante escolas e e dou bastante consultoria e aí eu tenho uma uma situação assim que tá fresquinha Ah estou com bastante dificuldade com os meninos e meninas né com a turma do sexto ano que não estão com base em matemática avançada ou matemática base básica né não conseguem fazer divisão direito o que é que está faltando vão pro apoio pedagógico de divisão E aí dão o quê Dri você que é da Matemática a aula não você né D mas muitas vezes a gente observa isso dentro da escola aula de divisão revendo os mesmos exercícios dá certo não dá certo Por que que não dá certo porque eu preciso descer nessa escala ele não tem que ser em graus então será que é a divisão que ele tá que tá faltando para ele será que ele não sabe mesmo a divisão ou será que ainda ele tem que agrupar ou será que ainda ele tem que entender a lógica da multiplicação até chegar nessa divisão então esse exemplo é o exemplo que a gente vai olhar para os nossos meninos e meninas e nós vamos falar assim na escala de desenvolvimento eh dos comportamentos eh n na Tríade né na no triângulo desculpa no triângulo a gente vai olhar e vai falar assim ó lá os comportamentos de Aprendizes estão avançando agora a gente vai pros comportamentos de desenvolvimento agora a gente vai pros comportamentos de acadêmicos né paraas habilidades acadêmicas então aprendizagem são habilidades e agora já a escola ela vai tratar de conteúdo mas a escola é ruim não a escola ela é tão importante pra gente tão importante porque ao olhar lá paraa minha história Olha quantas coisas da escola foram muito importantes aprendi coisas muito boas e coisas muito ruins dentro do processo institucional aprendi a lidar com o grupo aprendi também que tem profissionais que desqualificam aquilo que a gente sabe ou que eles querem conforme o padrão Ah mas sabe por acontece isso porque a gente tem um histórico social né quantas vezes agora falando pros profissionais aí ã da da da saúde e até os os professores e escola às vezes escutam isso ã vou dar um exemplo da alfabetização ã o pai chega e ele fala assim pra gente eh mas pera aí ã com c com 6 anos já tem que fazer a letra cursiva porque eu lá no meu primeiro ano que é mentira né que era a primeira série já fazia a letra cursiva que que é isso histórico social ele já viveu Ele viveu assim então ele acha que é assim e é assim que tem que ser E aí nos cabe né acolher direcionar e ir mostrando que existe um desenvolvimento que a gente pode fazer isso de uma outra outra forma né mas a escola ela sim ela é muito importante e ela é muito importante por quê Porque a educação é um processo social que leva o ser humano a reconhecer a buscar a instaurar hierarquizar os valores então fundamental Então as duas coisas precisam andar juntas né e nas pesquisas ã de educação fora do Brasil é até dentro do Brasil a gente vai ver esse movimento ele existe dessa forma né então Eh vamos Vamos citar aí alguns exemplos de algumas escolas ã e Estudos em educação nós vamos ver uma educação que a família não tem que se preocupar com o desenvolvimento da criança né Eu não tenho que fazer uma luta para buscar os direitos para que ela tenha um acompan Então a gente vai encontrar esse tipo de escola sim Ai nossa mas é o ideal seria isso né a gente não se preocupar existe existe mas também existe o caminhar que é o que a gente enfrenta hoje nós demos uma palestra e nós fomos procurados por uma empresa aqui de campinas e eles falaram assim olha nós estamos querendo nessa palestra sobre inclusão porque o que nós queremos é deixar sementes porque a gente acredita que vai ser diferente que daqui um tempo a gente não vai precisar estar brigando tanto por coisas tão básicas assim quando a gente olha mesmo pro processo de educação né Então vamos pensar aí na escola de 6 anos 7 8 anos atrás bem diferente do que a gente já tem hoje né não que a gente tenha que se conformar com o que a gente tem tem que melhorar e muito assim como também tem que melhorar as nossas práticas né ã aqui alguns artigos que falam sobre E aí a gente pensa na escola né mas na escola par teia mas não é só par teia né a gente tem os meninos com bastante dificuldade de aprendizagem a gente tem os grupos mais vulneráveis as diretrizes eh avançando também aparecem nessa nesses artigos a necessidade de uma escola diferente que é o que a gente pede muito né então esse pedido da Ariane aí foi um pedido pedido de causa né Ariane as mães sabem bem disso né ã E aí Quais aspectos a gente eh precisa deixar eh não se perder quando a gente pensa na melhoria da escola porque não dá para chegar aqui e falar que a escola tá maravilhosa né que ela não está mas que ela é importante então a gente tem alguns aspectos como a do espaço físico Começando por aí né a gestão de modelo de relações essa a semana passada nós fomos visitar uma escola e eu e a a supervisora de um caso nós saímos atordoadas que a gente não achava nem aonde estava o carro nós comentamos muito isso num no encontro porque eh você falava meu eu vim para falar de um cliente em específico E aí de repente a diretora começa a falar até de orçamento você fala meu Cadê a gestão disso ou então em uma outra situação que até a Lídia a próxima palestrante anotou no caderninho dela eh que a diretora falava assim eh eu tenho essa escola porque por conta dessa Santa E aí ela ia lá colocava a mão na santa e beijava a santa a gente falava Oi então o gestão de compromisso uma gestão de empatia uma gestão de respeito e aí é só na escola que a gente tem que ter essa gestão gente hã não né porque para eu começar a ter referências do que é importante paraa minha vida vamos lembrar lá do processo eh do aprender né eu preciso também exercitar isso assim como o advogado falou aqui pra gente na prática e nos variados lugares né Não só na escola ã E aí eu eu trouxe para vocês essa imagem aqui que faz parte do livro cérebro da criança que ele vai dizer assim ó ah eu vou para onde então então eu vou fazer guerra agora mas espera aí ó a gente precisa muito disso e a gente tá trabalhando com teia né então eu tenho a margem que ela é a margem da flexibilidade que é a margem da rigidez e eu tenho a margem do Caos Então para onde que nós temos que ir no meio né Nós temos que catar o nosso barquinho e tentar manter no meio porque quando a gente se aproxima das margens tanto do Caos quanto da rigidez a gente se afasta demais da nossa saúde mental e emocional que foi o que a a Andreia trouxe pra gente é quando ela diz Vamos cuidar da nossa saúde mental quando a gente cuida da nossa saúde mental a gente olha e busca referência melhor aí a gente começa a falar Será que essa terapia só essa terapia tá boa Será que só essa escola tá boa Será que só esses o o que tá acontecendo dentro da minha casa tá bom então a gente precisa o tempo inteiro ser provocados por isso que aquele sentimento de não sei nada ele e eu busco né então o sentimento de p Tô precisando saber um pouquinho mais disso parece que eu não sei E aí eu vou buscando eu vou buscando eu vou buscando Então isso é importante pro aprendizado tem que ter motivação né As meninas falaram bastante aqui sobre isso ã um exemplo da Finlândia E aí vocês vão falar ah Car Mas você vai trazer um exemplo da Finlândia aqui né sim um exemplo da Finlândia e e bacana que Nesse artigo eles até colocam que tem um conceito que tem alguns conceitos da Educação de lá que a gente já tá começando a encontrar na legislação daqui então isso é favorável ã E aí a gente vai refletir sobre o processo de inclusão né então no resumo de toda essa essa aula esse sábado né A gente vai ver que educação inclusiva ela é composta do quê Ela é composta e ela é Ampla ela não é só para educação só paraa escola né o acesso a avaliação o ensino a adaptação a comunidade a parceria a educação especial porque aí aqui a gente esbarra numa abordagem de que educação inclusiva é a educação inclusiva ela não pode tirar o o o menino da sala de aula que ela não pode fazer uma atividade adaptada diferente e aí a gente que é a inclusão total né E aí a gente vai repensar Porque hoje a gente já tem até legislação dizendo que a gente pode sim e deve continuar na educação inclusiva ã aqui a gente tem eh alguns exemplos e aí eu vou perguntar para vocês ã aluno com di no ensino médio aluno caso dois aluno Com superdotação altas habilidades de 9 anos no sexto no sexto ano ã caso três aluno do terceiro do médio sem leitura caso quatro aluno do segundo ano do ensino fundamental sem registrar e com comportamento opositor o que é melhor tem gente não tem é diverso porque se a gente tá falando de Déficit Eu tenho um déficit que ele é para baixo e eu tenho um déficit que ele é para cima a superdotação a Exatamente isso do mesmo jeito que o teia ainda é pouco visto Imaginem a superdotação posso fazer uma proposta para vocês então eu vou pedir para que vocês peguem por favor o bloco de notas ou papel e caneta se vocês puderem não vou demorar preparados Então vamos lá a gente vai eh fazer o seguinte nós estamos falando de aprendizado e nós falamos de uma Tríade né então eu vou dizer vou dar uma ordem verbal né E vocês vão registrando o que eu vou pedir para vocês então vocês vão fazer um desenho tá sou um garoto de Saturno e queria que soubessem como sou como que não inventaram a máquina fotográfica e eu sei desenhar ã vou me descrever e vocês vão desenhar vamos lá meu corpo tem forma de ovo grande no alto desse ovo saem duas antenas e na ponta delas são os meus olhos minha boca é um risco bem grande que fica na parte de cima do ovo na minha barriga tem um monte de bolinhas que é por onde eu respiro meus braços são bem fininhos e compridos na ponta deles tem as minhas mãos que parecem luvas de box na as minhas pernas tem formas de mola meus pés estão sempre com calçados grandes meu ouvido fica bem no alto da cabeça e parece uma antena de televisão e aí Conseguiram terminar mostrem pros companheiros podem mostrar deixa eu ver gente mostra aqui para mim Ah mas pera aí pera aí pera aí pera aí gente eu dei uma única informação que que aconteceu que que aconteceu interpretação que mais que mais ação experiência vivência Olha nós fizemos uma brincadeira e aqui nós achamos diversos saturnos podem postar e marcar o seminário viu Mas agora vamos pensar dentro da sala de aula é possível ser tudo igual não então nós vamos continuar sim tá nessa luta que é uma luta para que a gente possa continuar exigindo e tendo mais qualidade na educação sim porque é possível o aprendizado ele precisa de intensidade de frequência senão não vira se eu não experimentar que esse ovo ele é desta deste jeito vai ficar na imaginação aprender tem que ser um espiral não vamos esquecer disso tá aprender é um espiral de aprofundamento de conhecimento então por isso que cada objetivo ele vai ser gradativo por isso que o crescimento ele é gradativo E aí não caiam na besteira de meu filho não anda então eu tenho que esperar para colocar ele na escola não caiam na besteira de meu filho ainda usa fralda mas a escola eh tá pedindo para que primeiro tire para que depois ele vá paraa escola porque nós estamos falando de diferença e nós estamos falando que o processo do aprender dói e isso é muito Claro no processo de alfabetização das Crianças as crianças relutam primeiro e depois elas amam elas se Encantam Independente se ela conseguiu chegar no ler tradicional e esperado Tá mas é um processo e não importa a idade então não importa a idade que vai sair da fralda não importa a idade que vai andar para que tenhamos acesso às coisas e aquilo que é de conforto porque a vida precisa de conforto aprender D trabalho então assim ó não é que o aprender dói o processo de desenvolver habilidade dói tá porque eu tô mexendo com diversas estruturas aprender faz crescer então quando eu fui montar a minha palestra que eu fui começar a escrever quem eu sou pu sou uma mulher sou mãe já estive aqui já estive ali que legal mas quanta dor no processo também e dores também que traz satisfação nossas experiências serão sempre preditoras para novos aprendizados não esqueçam disso experimentem e gosto muito de Alícia Fernandes porque é da minha área né E porque também trouxe a psicopedagogia pro Brasil e com uma grande contribuição eh sabemos que o homem é um ser histórico que cada geração acumula conhecimento sobre a anterior e eu gosto disso porque ele só acumula mas a gente desenvolve esse conhecimento tá não posso só replicar o que acumulou ã e que o humano vai se tornar humano porque aprende hum acabou e apertando aqui querendo mais [Aplausos] é só um tico agradeço vocês agradeço pela participação por estarem dispostos pela oportunidade e é muito gostoso a gente ver um grupo assim que num sábado né tá aqui eh querendo mais e se tá querendo mais é porque teve aquele sentimento de Será que eu sei então ó agora vocês aprenderam o sentimento de Será que que eu sei ele é bom ele motiva e ele faz a gente ir pra [Aplausos] frente vou ligar o microfone de lá vou ligar lá pessoal agora é a pausa pro Cofe mas antes da gente ir a gente vai fazer os sorteios tá bom eh vamos começar sorteando primeiro os livros e eu vou só lá no computador para colocar o sorteio na tela tá pessoal então como eu falei eu vou colocar para sortear no sorteador online e aqui a lista de inscritos pelo simpla Tá bom então vou colocar aqui todos os nomes de inscritos aqui no simpla tá bom Aí como eu falei Óbvio que não tá todo mundo aqui né a gente teve eh até um um um comentário a gente teve desde o começo né inscrição esgotada lá na primeira semana que a gente começou em agosto a gente infelizmente teve bastante existência nos últimos dias imprevistos a gente sabe o que acontece mas com isso isso a gente acabou não não conseguindo né de última hora preencher as vagas né para todo mundo que de repente pudesse vir se tivesse organizado com antecedência mas né é um evento gratuito a gente tentou fazer da melhor maneira então o importante é que quem tá aqui tá conseguindo eh absorver e vai levar para para casa aqui os conhecimentos tá bom eh vou passar pro próximo caso a pessoa não esteja aqui tá o primeiro sorteio colocar contagem regressiva aqui para ficar legal mas o primeiro sorteio Então vai ser o livro do lucelmo La Cerda tá bom eh crítica pseudociência em Educação Especial aproveitar que a gente tava falando de educação e vamos colocar aqui para sortear Espero que a pessoa já esteja aqui de cara hein Susana farjado Leal tá aqui a seis pessoas que não se inscreveram e a pede PR a gente faz seguin P um papinho que você acha Kan gente o próximo livro vai ser o do Dr Thiago Castro tá simplificando o autismo é um livro recente também dele vamos lá Vitória Rabelo tá aqui aqui não então Vamos sortear de novo Melissa Ariadne tá aqui tava fácil demais o primeiro saiu estando aqui né Elane Alves ó tá ficando difícil já gente devia ter feito papeizinhos mesmo Jac Renata Lobo Nossa gente pessoal que tem sorte não veio gente [Aplausos] Alberto já adiantando aqui gente só para antecipar o próximo vai ser o livro da Andreia vern que a gente falou de manhã meu amigo faz e tá autografado por ela tá bom vamos lá que a pessoa esteja aqui gente Valéria de lafina não Bruna Guimarães tá aqui não eu vou tirar a contagem regressiva tá gente para ir mais rápido pelo amor de Deus né G usa Chagas [Música] a tirei a contagem regressiva deu deu certo gente ó o problema era contagem regressiva O João vai poder L vaiot gente agora V algumas camisetas do evento e depois a gente tem alguns kits os kits pra gente não atrasar muito porque a quantidade é maior um pouquinho a gente vai pro Cofe E aí depois a gente faz mais no final tá bom as camisetas do evento são essas brancas que a gente tá utilizando tá Patrícia Leda não Tompson Cunha tá aí na Silvestre não já está difícil já Isabela dos Santos Olha gente Gabriela Cristina que elas não conseguiram concluir a gente faz dois não tá bom Verônica Adriano gente Qualquer coisa a gente continua o sorteio depois e faz os papeizinhos tá achando mais viável Susana farjado meu Deus Maria Eduarda Bazo Última tentativa gente senão a gente vai pro cofre depois a gente faz os papeizinhos que é mais viável pela quantidade de coisa que tem tá Marques Não então tá bom então ó vamos fazer o seguinte eh na volta do Coffe todo mundo anota o nome completo num papelzinho ou vão com as meninas ali na mesa elas ajudam a Jaque vai ajudar e aí a gente faz um sorteio Só realmente de quem tá aqui que vai ficar mais rápido tá bom aí esse daqui já põe Oi gente só combinando o horário de volta aqui eh São 4 horas agora vamos fazer um pouquinho mais rápido cof vai ter Cofe aqui atrás de novo tá já tá lá montado podem ir lá eh e aí vamos fazer vamos voltar 4:20 para cá pontualmente pra gente continuar tem mais duas palestras depois do cofre e já é o encerramento tá bom gente ã voltando agora do Cofe ó para quem tá fazendo os papeizinhos pro sorteio as meninas ali da onde Vocês pegaram os crachá elas estão com saquinho para vocês colocarem os nomes dentro pra gente agilizar e a gente vai fazer o sorteio Esse vai acabar ficando pro final pra gente poder liberar né quem quem tá aqui só esperando as palestras a gente vai retomar para não atrasar muito aqui a finalização tá a gente tem mais as duas palestras que eu falei e a agora a gente vai ter a palestra da Lígia eh terapeuta ocupacional e sobre as alterações sensoriais aí no tea tá [Aplausos] bom obrigado boa tarde a todas todos todas eh com muito prazer que eu vim aqui falar sobre uma coisa que eu gosto tanto que é a terapia ocupacional no autismo eu sou terapeuta ocupacional já há alguns anos e tenho o prazer de trabalhar com as meninas desde 2018 na cidade de mogimirim tem uma história também né então como a Karina colocou chego aqui já com um um contexto de experiências e venho trazer um pouquinho para você vocês então dessas histórias né E contextualizando então eu quero falar um pouquinho das premissas que eu coloco para discutir um pouco do teia e funcionalidade e alterações sensoriais porque cada um tem um pensamento cada um tem uma experiência e eu gostaria de colocar para vocês o que me trouxe até aqui de que forma que eu chego para falar sobre isso com vocês tem um mosquito aqui eh primeiro né eu parto dessa premissa dos direitos então isso é muito importante é muito significativo dentro da minha prática eh considerar que as pessoas com necessidades de comunicação necessidades complexas de comunicação T direitos né a ter acesso as pessoas com deficiência têm direitos de pedir de compartilhar sentimentos de Deixa eu ver se eu consigo a ponteira aqui de ser ensinado a se comunicar que se comuniquem com a própria pessoa que falem sobre a pessoa de ser tratada com respeito e dignidade de ser um membro da comunidade de ter um sistema de comunicação em ordem de pedir e obter atenção então São Direitos os quais muitas vezes passam batidos né Nós pessoas entre aspas neurotípicas garantimos temos condição de buscar os nossos direitos também temos os nossos deveres mas aqui a gente tá falando de minorias e a gente também defende né precisa entender o nosso papel na sociedade de defender os direitos das pessoas com deficiência existe a premissa do preconceito né então o préconceito eu trouxe aqui que é um juízo preconcebido né Não sei se alguém aqui já passou por situação de preconceito Alguém já passou por situação de preconceito aqui bastante gente né então o preconceito ele vem de uma forma eh explícita ou velada e acontece com muita frequência para com as pessoas com deficiência aqui eu coloco outros tipos de preconceito outros grupos que também sofrem bastante preconceito que são os grupos né raciais sexuais religiosos das pessoas com deficiência então de um modo geral eh existe muito estereótipo né já foi falado sobre isso aqui hoje que são conceitos que as pessoas colocam em cima de pessoas ou de grupos isso tem um impacto muito grande na vida das pessoas os estereótipos então é uma outra premissa que a gente tem que se basear que são eh essas crenças né pré-estabelecidas que a gente não sabe ao certo de onde surgem de onde vem mas um exemplo aqui de estereótipo foi falado hoje também acho que tudo vem costurando né nada é por acaso eh lugar de mulher é na cozinha lugar de mulher é em casa lugar de mulher é no fogão então eu trouxe esse exemplo porque assim é com muito orgulho e com muita satisfação que a gente tem que olhar aqui para esse grupo e ver que nós estamos em 2023 com muitas mulheres falando e muitas mulheres ouvindo e aprendendo e sendo rede de apoio Então se isso acontecesse alguns anos atrás seria uma Raridade em 2023 isso ainda é difícil de acontecer mas já acontece com muito mais frequência Então acho que a gente tem motivos para comemorar a a evolução e as possibilidades que a gente tem tido né enquanto mulheres também então estereótipo aqui um pouquinho mais específico sobre o que acontece com as crianças né com os as pessoas dentro do autismo com adultos adolescentes também eh que cria-se né um conceito de ai não sei se vocês já passaram por isso mas ai nossa eh o autista é agressivo o autista é uma pessoa que tem uma deficiência intelectual o autista não pode estudar nessa escola essa lugar essa escola não é para pessoas com autismo então esses estereótipos né Eu trouxe um exemplo Mais rotineiro também de meninas usam rosa e meninos usam Azul a gente tá colocando tudo isso dentro de estereótipos tá E aí eh tem até uma situação para contar né que a gente em 2023 discute que meninas usam azul e meninos podem usar Rosa né a gente começa essa discussão sobre esse exterior tipo que é tão forte do rosa e azul e a gente se pega Também conversando com meninos nível um de teia com esse tipo de pensamento estereotipado né mas eu só uso azul porque eu sou menino você só pode usar rosa porque você é menina quem tem cabelo curto menina de cabelo curto menina com cabelo de menino a gente teve uma discussão recentemente na clínica com meninos com teia que tem esse pensamento por quê Por esse pensamento gente um menino conté com pensamento estereotipado porque esse pensamento ele vem da cultura ele vem da família né E a gente tem que tomar um pouco de cuidado com isso eh eu gosto de trazer esse modelo né Essa uma reflexão também sobre esse movimento que é o movimento do racismo Por que eu trago esse pensamento e esse essa reflexão porque eu vejo que assim eu acompanho o movimento do racismo das pessoas negras e vejo que é um movimento muito forte assim de de tentar quebrar né o racismo estrutural que existe no nossoo país a maioria da não sei se vocês sabem mas a maioria das pessoas no nosso país são negras e e a gente não tem muito bem isso esse esse essa porcentagem né das pessoas na nossa cabeça mas é um movimento muito forte assim e que eh apesar de ser maioria das pessoas no Brasil negras precisam lutar contra o preconceito que ainda é muito forte né que vem passado de geração em geração então o que que tem a ver a premissa do racismo com o autismo eu vejo que tem tudo a ver né Tem Tudo a Ver um movimento muito forte de uma luta de fazer as pessoas entenderem o que que cabe e que as pessoas podem ocupar todos os lugares de forma da forma com que elas quiserem né então assim eh hierarquias existem mas a gente tem que tomar um pouco de Cuidado para não cair em conceito racismo exclusão outra premissa que a gente parte é de sempre acreditar no potencial do ser humano então presumir competências né O que que é presumir competências a gente olha para uma criança que chega pra clínica né ou para uma criança que a gente conhece dentro do espectro ou com uma deficiência e a gente muitas vezes não sabe tudo que ela sabe a gente não sabe do que ela gosta a gente não consegue entender muitas coisas mas a gente a gente presume que ela tem potencial para para brincar para aprender para escolher para se comunicar Então por que que vocês fazem isso porque né Tem uma uma pergunta ali se a gente não não presumir competência a gente não acreditar que aquela pessoa eh tem capacidade de aprender e entender coisas e E se acontece da gente tá errado né a gente não acredita na pessoa e ela tinha um potencial então a gente causa nessa pessoa um dano irreparável então a gente precisa presumir competência precisa acreditar no potencial do ser humano outra outro ponto né que parte esse raciocínio é que a gente precisa compreender as diferenças então cada pessoa tem uma característica Cada pessoa tem um perfil sensorial e isso faz com que as pessoas se tornem únicas não tem uma pessoa igual a outra pode ter pessoas muito parecidas mas igual nem gêmeos idênticos né eles são iguais Então isso é muito interessante da gente pensar diversidade a gente precisa entender que diversidade tá aqui olha pro lado gente vamos olhar pro lado ser diferente não é um problema tem algum problema aqui em ser diferente da pessoa que tá do lado o problema é ser tratado diferente porque daí a gente vai cair em quê estereótipos preconceito racismo em coisas muito ruins Karina trouxe a fala também sobre Equidade né então Equidade é o quê Muitas pessoas não entendem de verdade quando a gente fala assim ó mas o menino precisa de suporte esse menino conté ele precisa de ajuda ele precisa de um sistema de comunicação ele precisa de alguém dando dica Ah mas ele mas você vai dar dica na comunicação alternativa o menino não não pode ter dica não pode mas pera aí ele precisa de dica mais do que outras pessoas pessas porque ele tem um transtorno do neurodesenvolvimento se a gente der um banquinho para ele menor do que o que ele precisa que que vai acontecer ele vai conseguir pegar a fruta não igualdade ó deu banquinho igual para todo mundo todo mundo com o mesmo nível de suporte Tá certo isso gente e quando a gente fala de Equidade quando a gente fala de Equidade nós estamos falando assim ó que esse menino aqui do meio é o menino que tem um transtorno do neurodesenvolvimento e ele precisa de mais suporte ele precisa de um ledor ou ele precisa sair da sala para fazer uma prova ou ele precisa de um sistema de comunicação para que ele consiga alcançar as mesmas frutas ou colher os mesmos frutos que as outras pessoas anticapacitismo eu trouxe esse folder do governo do Pará porque assim achei Fantástico que mais e mais governos possam difundir essa ideia né esse conceito do capacitismo não seja capacitista é um termo capacitismo é um termo usado para descrever a discriminação e a opressão contra pessoas com deficiência abrange desde acessibilidade até a forma como a sociedade trata essas pessoas Então esse aqui o capacitismo é o preconceito direcionado à pessoa com deficiência a gente falou de racismo Agora nós estamos falando de capacitismo Esse é o termo tá E aí eu gosto muito também de trazer esse essa imagem porque e para mim ela é muito fica muito claro o que que é inclusão porque a gente discute discute muito a inclusão mas de verdade a gente talvez ainda não saiba o que que é porque a gente tá vendo as escolas engatinhando o processo ele tá sendo construído a lei ainda é muito recente a lei da inclusão ainda tem muitas discussões ideológicas E aí quando a gente olha aqui né A questão da exclusão então exclusão é como se tivesse o grupo de pessoas aqui e as pessoas com deficiência lá fora fora do prédio segregação esse outro conceito é todo mundo aqui nessa sala neurotípico na sala ao lado as pessoas com deficiência Ah mas então segregação é errado Karina trouxe essa essa questão Às vezes o menino precisa sair da sala de aula ir para outra sala ele precisa ficar segregado por uma necessidade dele não é por uma questão de preconceito então aqui a gente tem que olhar os dois lados tá isso aqui é muito característico de instituição né a segregação existe uma algumas escolas Existem algumas escolas no interior que o existe o prédio da da escola regular e o prédio da escola especial ele tá separado ele tá segregado tem o lado bom acho que a gente tem que olhar os dois lados né e o lado ruim porque talvez pudesse ser melhor né a questão da Integração integração a gente tá olhando ali o grupo de pessoas com deficiência tá no meio das pessoas neurotípicas mas tem interação não tem E aí o mundo ideal né que a gente tá buscando tanto que a gente tá falando tanto que é a inclusão são todas as pessoas juntas né pessoas neurotípicas e neurodivergentes convivendo interagindo de forma recíproca no ambiente e se respeit então isso aqui hora que acontece é muito legal então só Para retomar autismo não é doença então não tem cura a gente tá falando de transtorno de neurodesenvolvimento E aí a gente começa a entrar nas questões da terapia ocupacional tudo bem até aqui alterações sensoriais Gente alguém aqui tem alteração sensorial alguém aqui sem que incomoda luz se incomoda de cortar unha cabelo etiqueta de roupa não gosta de barulho não gosta de que mais de Cheiro muito sensível a cheiro é tem tem tem pessoas que tem transtorno de processamento sensorial tanto dentro do espectro do autismo quanto fora do espectro do autismo é muito comum dentro do autismo mas também acontece fora tá Então para que vocês entendam essas alterações sensoriais e jeitos diferentes de sentir para mais ou para menos a gente tá falando de Limiar neurológico né então Eh existe uma faixa ideal de funcionamento cerebral que é um Limiar neurológico tudo que tá acima é uma hiper resposta então eu tenho muita sensibilidade à luz a cheiro tudo é muito intenso tudo que tá abaixo é uma hiporresponsivo a mesa bato a canela tropeço caio no chão muitos cheiros informações e eu não percebo então uma resposta rebaixada então quando a gente olha para alterações sensoriais elas podem ser para mais ou para menos elas podem estar dentro ou fora do espectro do autismo tudo bem ã então isso pode pode dificultar e muito a vida né das pessoas com que tem essa condição de um transtorno por quê Porque a aprendizagem ela pode ficar dificultada se você tá aqui prestando atenção na aula e um padrão visual te incomoda e um cheiro incomoda isso pode ser um distrator isso pode levar a uma sobrecarga sensorial o cérebro pode não conseguir lidar com essa informação e essa pessoa ela pode entrar num modo Até que a gente chama de Shut Down o cérebro desliga o cérebro desconecta ou a pessoa também ela pode ter uma crise que aí é um meltdown então a ateração sensorial em si ela pode provocar algumas questões eh comportamentais nessa pessoa a gente pode olhar pra pessoa entender que ela tá passando por um sofrimento por conta das Sensações tá então tudo que a gente fala de alteração sensorial é muito didático no sentido d a gente tenta separar né O que é sensação como vocês sentem as coisas e aí que emoção que isso traz então sensação emoção e comportamentos a gente vai olhar para tudo isso tentando separar de dar Mas tá tudo junto né a gente tá falando de pessoas e jeitos de sentir Vocês conseguem saber como é sentir e o pé na areia de uma forma diferente do que vocês sentem vocês sabem como é sentir tocar numa garrafa gelada de uma outra forma sentir menos sentir mais é muito difícil né Eu sempre falo isso nas aulas nas palestras é muito difícil sentir de um jeito que a gente nunca sentiu então é muito difícil a gente se colocar no lugar do outro que tem um transtorno de processamento sensorial porque a gente não imagina como seja eu vou tentar Trazer isso aqui para vocês tá então aqui eu trouxe os sistemas sensoriais né que todo mundo ou a maioria das pessoas conhece como cinco sentidos mas a ciência já tem mostrado que a gente tem mais do que isso né Já estamos falando em oito nove sentidos então aqui os sentidos né do da Visão audição gustativo tátil prop é tudo que vem de informação de músculos e tendões pro nosso cérebro interocepção é sensação de fome saciedade intestino bexiga cheia processamento vestibular então o sistema vestibular é o que nos faz manter um alinhamento porque se a gente não tivesse essa percepção do movimento a gente poderia est numa postura mais caída mas a gente tem um eixo e a gente tem um bom processamento vestibular para tá aqui hoje alinhado sentado e tem a sensação olfativa e a visão tá então aqui eu trouxe um esquema mostrando que os nossos os nossos sistemas eles recebem eles a informação é recebida através dos olhos do ouvido da boca do nariz dos músculos da pele tudo isso é processado por quem gente quem processa as informações sensoriais tô apanhando um pouco do Da Mãozinha aqui quem processa é o cérebro então tudo que chega de informação sensorial é o cérebro que processa tá E aí esse cérebro ele vai dar uma resposta e a gente chama isso de respostas adaptativas então vocês estão agora nesse momento emitindo respostas adaptativas Vocês estão ouvindo e respondendo interagindo sentados Então são respostas diante dos estímulos tem vento quem tá com frio tá tentando e se cobrir quem tá com calor tá bebendo água então são são respostas que vocês dão de forma já automatizada tá por conta das informações que estão chegando agora quem é muito sensível do ponto de vista do sistema visual cuidado com o próximo slide porque ele pode causar informações e reações né respostas adaptativas não muito agradáveis de repente eh então passando para o próximo isso aqui é um jeito de ver diferente alguém aqui tem distorção visual ou entende que tem distorção visual porque olha só aquilo que eu falei para vocês quem tem distorção visual só sabe enxergar do jeito que enxerga você sabe enxergar de outro jeito então olha só ali em cima é um enxergar em círculos Como que você lê um texto assim Enxergar com Rios Enxergar com ondulações enxergar com mudanças de cores com papel piscando e aí Ah mas isso acontece na criança não autistas adultos chegam pra gente e falam assim não acredito por isso que eu não gosto que a minha mulher use roupa com padrão geométrico porque eu olho para ela aquilo pisca a roupa dela fica preto Branca preta branca preta não é que eu não queira que ela use roupa e uma roupa decotado não é isso é o padrão geométrico E aí liia não acredito Karina não acredito papel não brilha um médico tá 36 anos falou assim papel não brilha ai como eu sou burro Falei calma ele falou não porque o papel sempre brilhou para mim nossa como que eu nunca pensei nisso era o jeito que ele enxergava é o jeito que ele enxerga é o jeito que o cérebro processa uma informação visual é diferente isso gera mais cansaço isso gera sobrecarga sensorial é difícil ler e muitas vezes é confundido com outras com outras questões né com dislexia Ah o menino tem preguiça de ler Ah esse menino aqui ó não vai pra frente Não nunca vai aprender E aí tem jeito de corrigir tá gente tem jeito de ajudar e aí a gente vai olhar pros padrões sensoriais então eu brinco né que cada pessoa tem um jeito de funcionar entre aspas existem bases isso é baseado em estudos então ali em cima tem o buscador sensorial quem é o buscador sensorial a pessoa que tá lá em cima o número um eu falo que é o atleta é o menino imperativa é o menino que corre vai bate pula e não cansa a bateria dele é rovac não acaba aí a gente tem outro perfil de funcionamento sensorial né que é o baixo registro o baixo registro imagina vocês domingo de manhã no sofá prostrados cansado aquela canseira Sabe aquela leseira é mais ou menos isso baixo registro E aí a gente vai olhar pro pra pessoa muito sensível né que é a pessoa nível número três o muito sensível ele é um cara que tem um nível de alerta ligado no último grau ele tem um nível de estress também terrível por quê é o cara que tá na floresta Imagina você ô a pessoa que tá na floresta tá lá na floresta sozinha começa a anoitecer você começa a escutar barulho sentir coisas o coração dispara então assim ó um nível de alerta muito alto e muito sensível Esse é o cara sensível ele tá sensível a tudo muitas vezes entrando em em stress e o quatro ali né que é a pessoa que esquiva eu pensei assim ó num exemplo prático para vocês a pessoa que foi convidada para ir no Rope har mas não queria ir no parque diversões ela fala assim montanha russa Ai não quero ah você vai tchau vai lá pode ir então assim a pessoa que vai fugir vai fugir de um monte de informações sensoriais porque não eu né É porque não consegue liar tá me dedando aqui porque não consegue lidar com a informação então assim vai fazer esquiva os nossos meninos fazem Mita esquiva também né Vamos correr aqui e aí vamos cair na parte tudo bem até lá parte sensorial Deu para entender um pouquinho aí a gente entra na parte da funcionalidade Então por que que eu coloquei essa dica visual aqui o que vestir porque para vocês chegarem aqui hoje né no Mood seminário vocês foram escolher roupas para vocês Vocês tiveram que pensar fazer todo um processo cognitivo e sensorial de percepção tá calor tá frio que jeito que eu vou tem que com roupa social não tem tem que discriminar tudo isso combina o que combina com o que que que eu vou ficar confortável como que eu vou então assim esse processo é um processo de funcionalidade vocês fizeram provavelmente com muita autonomia e e muito automático mas é fácil gente é simples não é simples quando a gente olha não é simples e aí eh a gente sempre tem que entender e pensar que funcionalidade é um equilíbrio entre ocupações Então a nossa vida né foi falado aqui hoje para que a gente tenha saúde mental a gente tem que fazer um equilibrar de pratos entre sono lazer estudo cuidar dos filhos falar sobre autismo falar sobre outras coisas e quando a gente olha para a vida dos meninos né e das crianças dos adultos com teia a gente tem que pensar que funcionalidade ela tá impactada na vida deles também tá com alterações de sono com dificuldade com rotina com dificuldades eh ocupacionais e funcionais E aí a terapia ocupacional ela vem nesse contexto né para facilitar e para promover desempenho ocupacional a terapia ocupacional ela considera todas as atividades humanas então assim falando de pessoas com def física por exemplo a pessoa ficou tetraplégica mas ela quer passear com o cachorro a gente vai pensar um jeito a gente vai pensar nas estratégias de de adaptação como que ela vai conseguir segurar a coleira desse cachorro Onde que nós vamos prender como que ela vai se vai cadeira motorizada não vai então esse pensamento a gente tem que fazer no tea também tá de pensar o que que o menino quer o que que o menino gosta muitas vezes a gente tem que incentivar o gostar incentivar as atividades porque os menino tem um repertório muito restrito de ocupações né E aí então funcionar é o qu funcional a pessoa ser eficaz a pessoa ser útil ela ter esse repertório ocupacional dentro da vida dela com e um repertório amplo né Aí eu trago aqui os alguns casos clínicos né para vocês entenderem a terapia ocupacional na prática o que que é não sei se vocês conhecem terapia ocupacional né ou terapeuta ocupacional trabalho em si em específico dentro do teia então quis trazer essas imagens e esses contextos aqui é um caso de um tá de 7 8 anos de idade cujo interesse era rasgar papel rasgar papel rasgar papel é funcional é se eu falar assim rasga esse papel joga no lixo que já terminei a palestra Ok funcional agora o menino que pega indiscriminadamente todos os papéis da casa receita de bolo livro de histórias caixa de jogo documento da família e rasga e joga no lixo é funcional é um interesse bacana da gente sustentar com ele uma ocupação boa pra vida dele não passou extrapolou tem excesso só que aí quando a gente consegue trazer outros interesses para esse menino que qual o movimento que acontece na vida desse menino ele passou a se interessar por Leitura por escrita por Google Maps por coisas que trouxeram para ele possibilidades de andar de ônibus de conhecer a cidade de transpor até certas Barreiras sensoriais que ele tinha Então olha que legal o menino que passou desse interesse para um interesse de leitura escrita que é uma habilidade complexa e que trouxe para ele infinitas possibilidades tem um monte de gente aqui da educação ler e escrever é bom para qu gente pra vida interesses específicos né Tem um menino que numa época só queria a casa do Mickey Gente vocês não tem noção como é difícil achar a casa do Mickey do jeito que o menino queria para colorir para não sei o qu vamos desenhar a casa do Micky vamos não sei o que a casa do M Vamos mudar um pedacinho da cor da casa do m vamos pô uma flor na casa do Mickey não então assim ó é um processo que a gente vai fazendo com o menino de transformando também os interesses específicos num repertório um pouco variado mais flexível né Então olha ele desenhar aqui a casa do Mickey foi Fantástico só queria colorir Então a gente vai explorando Pouco a Pouco incentivar habilidades Olha só uma menina com interesse aqui né um desenho que ela fez a lápis copiado de uma imagem que tirou da internet interesses específicos em desenhar tudo bem a gente vai incentivar essa criança porque a gente vai fazer essa criança ser funcional dentro do desenho ela não vai desenhar só o que ela quer porque lá na frente se ela for arquiteta a pessoa vai falar assim para ela constrói uma casa do jeito que eu quero não é do jeito que ela quer do jeito que eu quero Então a gente tem que pensar nisso e incentiv abilidades com LEGO tem um menino Fantástico na clínica que ele olha pro Lego ele fala assim eu demoro 35 minutos para montar esse Lego e ele demora 35 minutos para montar o LEGO e a gente incentiva isso mesmo vamos comprar outro me ajuda aqui vamos comprar outro vamos fazer outro vamos pedir emprestado vamos não sei o que e assim a gente vai caminhando comunicação funcional então a Nate vai falar sobre isso né a gente usa todas as estratégias possíveis de papel papel na parede PCs pod tablet o que for se no crashar né Eu não vim com meu crashar a gente carrega também imagens para poder sinalizar para poder dar opções de comunicação para as pessoas estrutura visual e de ensino né um ensino estruturado lógico se o menino precisar de ensino estruturado não o profissional não pode ter preconceito se a gente tiver preconceito a gente poda a possibilidade do menino se não sou eu que preciso de ensino estruturado é ele e E se eu não quiser fazer o problema é meu é o preconceito é meu Vocês estão entendendo então assim a gente precisa dar o que o menino o que o menino pede não precisa mais não precisa mais que não era não não vai pra clínica porque elas vão estruturar tudo é é tem um preconceito é com a gente já não vai pra clínica elas vão estruturar tudo gente a gente recebe menino Severo se eu não for se não for estruturado não funciona tentei brincar com o menino de vamos apertar pianinho se não tiver 1 2 3 4 5 você vai apertar até o 10 ele aperta um e sai correndo e aí seu estruturo vamos vamos nessas teclas vamos não sei o qu funciona o menino toca piano e aí a gente vai caminhando com habilidades né então é nesse sentido habilidades sociais a gente tem muito esse pensamento assim dentro da nossa profissão da nossa equipe até de gente vamos juntar as criança para brincar nem que seja no final da sessão dentro dos meus objetivos eu vou colocar aquela criança para interagir com os pares por quê Porque a gente consegue entendendo Aonde esse menino tá precisando de habilidade Independente de avaliação a avaliação tá feita a avaliação tá lá registrada no prontuário mas o menino tem que ir pra vida e a vida tá acontecendo ali a vida tá acontecendo o tempo todo e a gente sai também vamos sair vamos fazer grupinho Vamos pro boliche Vamos pro supermercado Vamos fazer um pão na clínica Vamos fazer um pão de queijo né Isso é vida habilidades pra vida né atividades de vida diária então a gente estimula muito seja brincando seja na prática essa autonomia e aí como mãe terapeuta Eu acho que eu eu tenho um olhar um pouco diferente de mães não terapeutas eu não sei se vocês concordam mas assim eu sempre olhei pras minhas filhas por exemplo pensando como que eu faço para ela comer sozinha como que eu faço para ela beber água sozinha como que eu faço para ela brincar sozinha não que eu não quisesse estar presente mas é porque a mãe tem que se fazer desnecessária é o papel da mãe o filho é pro mundo é muito difícil pra mãe é um processo emocional inclusive né psicológico Às vezes precisa de suporte mas a gente tem que fazer esse movimento desde cedo eu falo mãe seu filho é grave é Severo faz ele levar fralda no lixo faz buscar um copo de água por quê Porque esse menino ele precisa se localizar ele precisa ter habilidades pra vida e o brincar né acho Fantástico acho lindo tenho várias fotos de sequência fico maravilhada Ah você não deixa o menino brincar de sequência deixo ele gosta de brincar de sequência E aí quando a gente conquista esse menino ele brinca de outras coisas quando a gente estrutura ele brinca de outras coisas e depois a hora que ele tá livre ele vai brincar de padrão o menino conia gosta do quê gente do que que os meninos gostam muito de padrão mas precisa aprender a brincar de outras coisas precisa precisa aí a gente vai fazendo esse processo com assentimento com consentimento com estrutura com comunicação e tudo mais que que a gente quer na terapia ocupacional Pelo menos é que que a gente quer que essa criança brinque Olha lá Fazendo de Conta que o foguete que o homem-aranha tá no foguete que coisa linda fez sozinho teve essa ideia e foi lá e fez eu quase chorei falei que lindo e o outro pegar água então assim eu conheço vários meninos que não tem autonomia para pegar água é triste gente porque assim é uma coisa básica às vezes passa batido família pensa aba não sei o qu A Terapeuta pensa em habilidades tão complexas e quando a gente olha vamos desfraldar o menino meu menino tá nem bebendo água sozinho bebendo água na seringa e desfraldando não entendo que que é prioridade prioridade é a vida do menino é beber água depois a gente desfralda né então assim o raciocínio Clínico também a gente vai fazendo muito junto com as famílias e aí a gente tem que fazer essa abordagem centrada na família com o raciocínio Clínico embasado a família precisa ajustar planos precisa adaptar-se tem vários estudos falando sobre isso né E aí a gente tem que considerar severidade de sintomas tem que considerar personalidade dos Pais disponibilidade de recursos comunitários sociais né como é o contexto da cidade do bairro daquela criança tem rede de apoio não tem E aí pensar que em cada fase do desenvolvimento surgem novas demandas os meninos crescem as pessoas crescem as demandas mudam e a gente tem que se adaptando adoro esse livro do lucelmo Lacerda e Adoro falar que o aprendizado o desenvolvimento ele é uma escada a gente não pula dois degraus a gente vai realmente um degrau de cada vez tornando essa hierarquia possível entendam isso não dá para dá para descer dá para descer também tá gente Às vezes a gente desce para poder subir de novo com maior qualidade então Então a gente vai olhar para isso tudo dentro do teia coisa por coisa habilidade por habilidade Ah quando a gente de repente se der conta em um ano o menino saiu do primeiro degrau E tá lá no último que delícia quer ver isso que delícia é terapeuta e mãe fazendo desnecessário é o que a gente mais quer então para resumir o que que a gente falou aqui hoje sobre parceria terapeuta Família escola equipe Criança adulto respeito respeito muto Então tem que ter e promover autonomia Independência máxima para aquela pessoa aí eu trouxe aqui uma palavra que eu acabei usando inventando não sei se fui eu que inventei não sei se eu tirei de algum lugar botei no Google não achei biodiversidade Ok Brasil é um dos países mais com maior biodiversidade do planeta Terra vocês sabem é lindo nosso país é marav e é humano diversidade não tem gente se o nosso país Ele é referência no planeta em biodiversidade Olha que sonho que ele seja uma referência em humanod diversidade acho que a gente tem que construir isso E aí eu Trago essa frase de uma pessoa que tá dentro do movimento e negro feminista uma idosa que é um sucesso de pessoa sigam ros Maria ela fala assim olhe eu quero que vocês façam isso Olhe para a pessoa ao seu lado Olhe como ela é diferente de você Isso é ótimo Isso é ótimo gente é essa diversidade que nós queremos E aí meu hiperfoco do momento tem que colocar me foco mudar pode dar medo mas é uma aventura que pode levar muito longe mudem mudem a rotina de vocês pensem que para mudar o outro primeiro a gente precisa se modificar é doído né É difícil é doloroso mas é muito importante porque faz crescer faz a gente chegar em lugares que a gente nunca imaginou [Aplausos] obrigada gente antes da última palestra vamos ao sorteio tá agora com todo M que tá aqui Pode ser que alguém tenha ido embora mas antes que vai mais alguém e a gente perca muito tempo a gente já faz o sorteio tá saquinho tá aqui dos nomes e a gente só vai entregar não vai tirar foto para ser mais rápido Helen Gomes mozena camiseta deix escol o tamanho sortear as camisetas primeiro tá Ludmila T [Aplausos] Oliveira Beatriz [Risadas] durer não aprendi falar o nome da lua ainda com o sobrenome Menorzinha Fabiana GR Fabi é ela tá aqui obrigada tem GG também essa foi no banheiro já vem tá foram seis eu acho agora a gente a gente vai pros brindes que foram patrocinados aí tá bom gente pelos parceiros Real Seguros Ach que ajudou a gente aqui no evento Aline Monique suu Ana Paula Santos não achei Ana Paula ah tá ali Priscila da Silva [Aplausos] Neves ess tem bastante kit gente vamos rapidinho Valéria [Aplausos] crepalde [Aplausos] Gomes Letícia Cavalcante Jaqueline [Aplausos] calef Luisa frata bertazoli Rosane [Aplausos] Silvério Taí [Aplausos] coutto Luis [Aplausos] Guilherme acho que todo mundo já vem você já foi entregando Isabela [Aplausos] Tavares Renata cavalini a Fabi que foi no banheiro ainda não voltou é ela dela é camiseta ess aí não Lígia coto [Aplausos] ró Luana durlacher tá acabando gente Renato Batista da [Aplausos] Silva o do Renato que tá vindo o último gente Michele [Aplausos] Pinelli bom gente agora a gente vai pra última palestra depois a gente tem um encerramento bem rapidinho meu e do Vinícius agora a gente vai falar com a fono fonoaudióloga Natalie e sobre comunicação alternativa tá [Aplausos] bom bom pessoal tudo bem eu quero aproveitar essa palestra para dar uma resumida em tudo que a gente aprendeu hoje e eu começo primeiro dizendo olá e já até coloquei um símbolo ali da comunicação alternativa porque muito do que a gente falou hoje é sobre o teia sobre os níveis de suporte e sobre a comunicação e quando o Dr Charlon traz a d Zacarias também falou um pouco sobre os critérios diagnóstico e eu acho que a primeira coisa que a gente tem que pensar pensando né na fonodiologia São é o critério a dos déficits né de comunicação ã Então vamos falar um pouquinho disso no consultório eu queria exemplificar para vocês que é muito comum pensando na fono chegar pra gente meu filho não fala Ah meu filho tem sei lá dois aninhos e não tá produzindo palavras ou não tá falando quanto os amiguinhos falam e a gente tem que pensar um pouco se realmente é essas queixas que as famílias trazem que a escola acaba trazendo é sobre a fala se tem alguma coisa mais que a fala e aí esse termo mais que a fala engloba a comunicação e engloba esse critério a do diagnóstico do teia então a fala ela não não é sinônimo de linguagem e eu queria definir eh com vocês antes da gente entrar na comunicação alternativa sobre cada um desses termos tá ã então falando um pouco sobre linguagem a linguagem ela é um sistema de símbolos que ele desempenha a função de codificação e estruturação e consolidação ou seja através da linguagem que as coisas são comunicadas Deu para entender então a comunicação basta a criança respirar basta ela chorar basta ela apontar basta ela se jogar no chão isso é comunicar agora para ela ter uma linguagem organizada para ela ter ali um sistema de como ela vai produzir essa comunicação aí depende dos Marcos do desenvolvimento e do desenvolvimento típico ou neurotípico e a gente vai pensar um pouquinho nisso tá então assim como que eu resumo para vocês que a capacidade específica da espécie humana de se comunicar por um meio de um sistema de signos verbais que esses signos verbais eles são a nossa língua então nós português brasileiro nós temos signos específicos que dependem ali de substantivo verbo né advérbio pra gente construir uma comunicação Então a partir do momento que eu tenho essa consolidação naquele país eu tenho uma linguagem estabelecida certo então o que que isso significa que a linguagem ela é a comunicação mais elaborada e dentro da dessa linguagem a gente pode ter a linguagem não verbal e a linguagem verbal tá então eu posso fazer uma careta para vocês dependendo de alguma coisa que a pessoa falou e eu tô transmitindo uma mensagem através de uma expressão facial eu tô falando hum o que é que é mas eu posso dizer não entendi e aí eu também produzo ali determinados gestos e determinados 3G microexpressões faciais que vão representar essa minha Comunicação tá então quando a gente vai pensar na fala a fala ela só é esse comportamento e essa ação motora que sai o som então quando eu vou explicar para você que maçã é uma maçã eu tenho uma ideia da maçã na minha cabeça Essa Ideia da maçã na minha cabeça é a linguagem eu posso iar fazendo um gesto de repente de repente um gesto não verbal ali mordendo né E você pensa que é uma maçã dependendo do contexto ou eu posso falar a palavra maçã só que eu posso ter uma dificuldade em produzir esse movimento orofacial para falar a palavra maçã então quando eu digo assim para vocês que a articulação dos sons da língua né é representa a fala é porque a gente precisa mexer os l lábios mexer a boca mexer a língua para que a gente consiga produzir uma palavra entendeu então a fala ela é apenas um movimento motor tá ela é apenas uma forma audível da linguagem então a linguagem ela tá lá agora a fala Ela depende dela Ela depende que essa linguagem esteja estabelecida e pra gente ter esse desenvolvimento da linguagem a gente precisa eh de Marcos ali de escadinhas e de formas que essa fala e essa linguagem vão vir aparecer tá então quando eu coloco para vocês que a base é o olhar é o escutar depois vem o brincar o imitar o entender e aí sim a gente vem pro falar comunicar e por último a linguagem escrita que é a maneira mais difícil ali do nosso desenvolvimento que é a linguagem escrita Então a gente tem é um nível de de complexidade muito grande para aprender a ler e escrever mas antes disso vem o falar o falar é bem difícil também é um programa motor que a nossa língua mexe muito rápido e eu sempre costumo falar isso pras famílias Pensa no nosso corpo nos nossos músculos o único músculo que não cansa ao longo do dia é a língua a gente não fica com a língua cansada de tanto falar é um movimento muito difícil é um movimento muito refinado então se eu troco um som na minha fala às vezes eu posso mudar até o entendimento Então vamos pensar nas alterações ali de fonemas eu vou falar faca e eu falo vaca eu mudei o sentido então falar é um ato motor simplesmente um ato motor mas eu não preciso da fala para eu me comunicar e pra gente conseguir ter uma comunicação assertiva né pensando ali agora fazendo esse raciocínio com o transtorno a gente precisa da interação social e a intenção comunicativa uma pessoa não vai se comunicar não vai falar não vai escrever se ela não tem a intenção de colocar aquilo para fora tá a intenção de viver ali na sociedade de se comunicar com a sociedade então com as crianças pequenas ou com os adultos adolescentes a gente trabalha as estratégias de intenção comunicativa para que que você quer dizer aquilo ou como que eu vou te ajudar a dizer aquilo tá e quando a gente vai pensando nesses aspectos formais da linguagem que são algo complexo a gente tem a pragmática como centro do tratamento da terapia da comunicação alternativa Então a gente vai pensar sempre nos padrões ali de atividades e de desenvolvimento voltados pra pragmática a princípio porque a pragmática ela é esse uso social da linguagem ela é o por que eu me comunico por que eu tenho essa vontade ali de me comunicar Então como que eu uso essa linguagem de maneira social certo então eu preciso ter os domínios das regras né e eu preciso dos contextos de comunicação E aí que a gente vê também muitas crianças tem a nível muito suporte por exemplo tendo essa dificuldade Qual que é o contexto para eu me comunicar ali naquele momento e eu coloquei esse slide de propósito tá pequenininho porque é para mostrar para vocês as nossas funções comunicativas Quais são as nossas funções comunicativas são todas essas e muito mais então por que eu me comunico por eu quanto aqui ser social Estou me comunicando eu posso me comunicar para eu cumprimentar alguém eu posso me comunicar para fazer uma afirmação para expressar Uma emoção seja ela positiva ou negativa Eu me comunico para fazer uma pergunta para eu pedir ajuda para eu pedir mais só que isso vai depender do contexto social então se eu estou trabalhando com uma criança que tem uma dificuldade comunicativa e uma dificuldade social eu trabalho com uma criança que tem uma dificuldade na pragmática então para ela é difícil saber aonde que eu vou usar essa minha comunicação e qual que é o contexto dela então na nossa terapia funo audiológica a gente sempre vai pensar qual função comunic eu vou trabalhar com aquela criança naquela brincadeira qual função comunicativa aquela criança está precisando para aquela ação ou naquele momento será que o chorar dela se eu trabalhar por exemplo uma função de ajuda uma função de eu quero mais vai diminuir esse comportamento inadequado socialmente inadequado então é aí que a gente tem que começar a raciocinar e fazer essa avaliação Para ver qual que é o caminho e qual função comunicativa que a gente precisa trabalhar primeiro ou tudo junto e misturado e quando a gente fala na primeira infância né do zero aos 6 anos a gente tem que ter muita atenção e os Os médicos falaram sobre o diagnóstico precoce porque é nesse momento que a gente tem ali uma maior plasticidade uma maior facilidade para que as crianças aprendam a gente tem que aproveitar essa janela de oportunidade então eu deixo um alerta para vocês aqui quando vocês arem de qualquer médico ou de qualquer pessoa de escola seja ela amigos qualquer pessoa que a criança ela não está respondendo a sons de fala ou soms altos né bateu uma porta e ela não não tem uma reação procura uma fono se a criança não produz palavras até aos 2 anos de idade não tem essa de esperar tá ah espera Ela é muito novinha não procura uma fono e se a criança não produz cases ou não compreende ordens rotineiras ali pensando ali nos do anos de idade também procure uma fono nunca é cedo a gente sempre tenta pecar pelo excesso tá a gente não vai deixar passar essa janela de oportunidade para que a gente ali perca de repente um desenvolvimento que poderia fluir melhor bom e como que a gente vai desenvolver linguagem e fala de uma criança que não fala né eu cheguei lá no consultório e a criança não fala tem 2 anos e não fala de repente é uma criança mais velha de 5 anos e não fala tem o anos e não consegue ali falar expressar sons a primeira coisa que a gente vai ter que pensar é como que ela se comunica lembra que tem diferença entre linguagem e fala então ela não fala como ela se comunica ela tá se comunicando por gestos ela não tá se comunicando Por nada não existe isso porque a criança chora a criança se machuca a criança se joga no chão então alguma comunicação ela tem lembra daquilo lá basta Respirar para você se comunicar tá então a gente tem que adaptar e ajudar essa criança a ter uma comunicação socialmente aceita uma comunicação funcional E para isso que a gente usa a comunicação alternativa então a comunicação alternativa ela vai estimular e desenvolver a linguagem tá ela é uma ferramenta de comunicação que vai desenvolver a linguagem certo a pragmática a função comunicativa e mais paraa frente com ela eu consigo fazer frases eu consigo montar ali organizações sintáticas plural e tudo mais mas a princípio a gente precisa dar a oportunidade para essa criança conseguir se comunicar de uma maneira que o outro vai entender o que ai já falou eh que as crianças com necessidades complexas de comunicação a gente tem que presumir que ela tem competência porque se a gente não apresentar essa ferramenta para ela de comunicação a gente perde uma janela de oportunidade Então se Eu presumo que a minha criança não tem condições de apontar presumir que ela não tem condições de apontar eu não vou desenvolver esse apontar eu não vou desenvolver que ela consiga se comunicar de uma maneira funcional Então esse pensamento a gente não pode ter tá a gente precisa oferecer estímulos a gente precisa presumir que essa criança vai conseguir se comunicar de uma maneira efetiva então a comunicação alternativa ela é para qualquer pessoa que apresenta uma necessidade complexa de comunicação seja ela um aninho dois aninhos 8 anos 15 anos 60 anos a qualquer momento da vida daquela pessoa que ela apresenta uma necessidade complexa em se comunicar a gente oferece a comunicação alternativa tá não só pensando no teia pensando em paralisia cerebral pensando de repente em pessoas com alguma alguma sequela de AVC muito importante então assim pensando em todos os transtornos do neurodesenvolvimento e que vieram a ser causados tá bom hã falando um pouquinho sobre os sistemas e componentes da comunicação a gente tem a representação da linguagem a partir dos símbolos certo então por isso que tem muitas figuras né tem a escrita tem as figuras e esses símbolos a gente tenta pegar de uma bibl Teca de símbolos que é padrão que é comum para países para lugares por quê Porque a partir daquilo ali que ela vai conseguir se comunicar em ferramentas diferentes em de pessoas diferentes ou de lugares diferentes Vamos pensar na ideia da língua então eu fui PR os Estados Unidos eu preciso aprender inglês mas eu sei que se eu for para algum outro lugar e eu falar de repente uma palavra em inglês Talvez a pessoa vai saber o que eu tô falando porque o inglês é uma língua universal vamos dizer assim Então os símbolos vão precisar ser universais eles vão precisar manter um padrão porque se de repente o sistema da criança não está funcionando e eu preciso apresentar algum outro sistema ou usar de alguma outra simbologia ali de alguém vai est parecido tá bom e o recurso é a estrutura física desse sistema de comunicação vai ser uma pasta com imagens com velcro né um Pex por exemplo vai ser um iPad vai ser uma prancha de comunicação vai ser um livro de comunicação Então esse é o recurso Qual que é o recurso que a minha criança vai usar para ter para guardar essas palavras e aí a gente tem as abordagens de ensino na comunicação alternativa tá como que eu vou ensinar essa criança a se comunicar e deixei aqui destacado para vocês o Pex né que é muito conhecido que é um sistema de comunicação por troca de figuras então o Pex ele estimula bastante Claro a comunicação mas ele estimula bastante o vocabulário e a sintaxe então eu quero eu vejo que a minha criança precisa ali se comunicar de alguma forma e eu começo fazendo um treino com ela eu tenho uma figura de chocolate ele me ele né emite ali algum sinal entrega a figura troca figura enfim tem níveis pra gente e fazer essa abordagem então eu trabalho ali na na na pastinha da criança todas as figuras que ela quer aí ela consegue e me montar frases em níveis avançados eh dessa dessa Comunicação tá então o Pex é um sistema de comunicação alternativa nós temos o pode que eles são sistemas é um é um sistema de pranchas pragmáticas ou seja as palavras elas não saem igual o Pex que você gruda ali e vai trocando as figuras elas não saem a gente usa a partir do apontar então o livro tem ali a sua prancha fixa né E a gente vai usando do apontar e dando significado para aquela simbologia estratégias de core também que é um vocabulário combinado que é um vocabulário em que as palavras também não saem dali e é organizado de uma outra maneira e esses dois sistemas a gente chama de sistema robusto de comunicação que que isso significa que é um sistema que vai estimular cada vez mais todos os campos da linguagem Então vai estimular o vocabulário vai estimular a sintaxe a morfol vai estimular outros Campos ali da linguagem que a gente né Tem como padrões e a gente tem outros sistemas que são cartões rotinas agendas isso também é um sistema de comunicação alternativa né é uma forma de comunicação alternativa colocar ali a rotininha da criança o que que ela vai fazer é uma forma de comunicação alternativa então aqui esse primeiro aqui ó esse primeiro aqui então seria organizado num sistema Core em que é organizado de forma que tem as perguntas os substantivos os verbos os advérbios e assim por diante né até a gente conseguir montar uma frase com a criança esse sistema pode ser usado no iPad é um print da tela ou eu posso imprimir isso num papel e plastificar aqui do ladinho que tem a Galinha Pintadinha é a gente tem um podde uma prancha impressa no papel em que as palavras não saem ficam lá e a gente vai transitando nessas páginas para conseguir construir a frase com a criança e o pod no papel ele também pode ser em alta tecnologia no iPad então a gente consegue transferir para lá pranchas assim muito simples né impressas no papel também são formas de palavras essenciais que a gente precisa com a criança né e e ela consiga se comunicar cartões eh crachás Então são formas de comunicação alternativas pistas visuais são formas de comunicação alternativa O bom do equipamento eletrônico é que ele traz a voz então a hora que eu clico no botão ele vai falar então ele traz a voz né e é mais um input sensorial paraa criança e a gente aprofundando os níveis de linguagem dela mas que quando a gente tá no papel a gente fala então a gente também estimula esse nível de esse esse input eh auditivo para para ela paraa criança bom E aí eu trouxe um artigo sobre os mitos que a gente deve esclarecer sobre a comunicação alternativa eh eu acho isso muito importante porque a comunicação alternativa vem sendo falada cada vez mais mas ainda assim a gente eh escuta muitos mitos principalmente de equipes eh de saúde educacionais e médicos então é muito importante que a gente pesquise que a gente vá a fundo quando a gente escuta algum termo que você fica na dúvida Então esse artigo possa disponibilizar depois de repente o link ali no no perfil do Instagram eh do seminário e Vocês conseguem divulgar mas o que que ele diz o mito número um Resumindo para vocês que a comunicação alternativa ela é o último recurso na intervenção da fun audiologia e é mentira porque a partir do momento que a gente entende que a comunicação alternativa trabalha a linguagem e que a base da fonodiologia é trabalhar a linguagem não faz sentido eu usar a comunicação alternativa como último recurso porque se eu quero que a minha criança e Desenvolva a linguagem eu estou usando um sistema visual que é um nível de dica para essa criança para que eu consiga estimular a linguagem e também não faz sentido eu quanto fonodiólogo que trabalho com a comunicação humana não dá um potencial comunicativo paraa minha criança Então esse é o mito número um não é o último recurso é o primeiro tá é o primeiro recurso que a gente eh pensa mito número dois que a comunicação alternativa atrapalha ou interrompe o desenvolvimento de fala e a gente acabou de falar que se a comunicação alternativa tá trabalhando a linguagem e a fala é a cereja do bolo Vamos pensar assim a fala precisa da linguagem Então a partir do momento que eu trabalho com a comunicação alternativa que eu dou estratégias para essa criança conseguir se comunicar organizar essa linguagem o que que surge depois se a criança tem um potencial motor paraa fala a fala tá mito número três as crianças devem ter um determinado conjunto de habilidades para poder se beneficiar da comunicação alternativa mais uma mentira porque a gente entendeu que a gente não pode presumir eh que essa criança não vai conseguir apontar que ela não vai conseguir fazer trocas de figuras que ela não vai conseguir porque isso é muito difícil é um livro desse tamanho é muito difícil para ela não a gente não sabe o que passa na cabeça dela a gente não sabe o qual que é o tipo de estímulo que para ela fica mais fácil a gente tenta avaliar a gente tenta usar de estratégias Então vamos aproveitar de todo o conhecimento técnico que a gente tem para conseguir estimular essa criança quatro dispositivos de comunicação alternativas que tem geradores de fala né ou seja os de alta tecnologias que falam ã são apenas para crianças com cognição inta intact mentira também então não é que o meu recurso de alta tecnologia para uma criança que está muito bem na comunicação então ele só vai ter um iPad quando ele passar todas as fases de comunicação no papel não não é assim a gente sabe que o o para ter um uma uma alta tecnologia para ter um iPad a criança precisa né entender que aquilo são as palavras dela que ela tem que ter um cuidado Mas isso também é muito de responsabilidade dos terapeutas e da família então não não precisa começar no papel para depois ir pra alta tecnologia o que a gente diz é que quando as crianças tem uma livre demanda a Telas né então eh não julgando mas quando tem uma livre demanda a Telas é um pouco mais difícil a gente apresentar um recurso ali de alta tecnologia por conta eh desse vício vamos dizer assim porque ele vai pensar que aquilo é para brincar e aí é o nosso papel bloquear o YouTube bloquear os joguinhos porque a criança tem que entender que aquele é um sistema de comunicação tá ã que há uma hierarquia né de símbolos de objetivos e de palavras que a gente precisa seguir estão baseadas na ortografia do português então eu aprendo primeiro os verbos depois eu aprendo os sujeitos depois eu monto a frase não também não a gente vai modelar a nossa fala a partir né dos sistemas dos símbolos para que a criança vá naturalmente entendendo e aprendendo Vamos pensar no desenvolvimento típico a criança passa o bebezinho nasceu passa um ano só recebendo informação de fala informação visual para depois ele ter as primeiras palavrinhas Então a gente vai fazer a mesma o mesmo raciocínio com a comunicação alternativa eu não vou chegar com um tablet pronto e falar toma criança use não Primeiro ela precisa entender eu preciso modelar com ela a família precisa modelar com ela a escola precisa modelar com ela e ela precisa ter muita recepção para depois ela entender que ela pode ter uma expressão tá faz o mesmo raciocínio do desenvolvimento típico a criança não nasce já falando ela precisa desse tempo eh de entender de compreender e agora para finalizar eu quero que a gente gente pense juntos em uma criança um paciente um aluno Independente de quem for e eu vou fazer junto com vocês um checklist e para ver se essa pessoa essa criança esse adolescente que vocês estão pensando ele iria se beneficiar de um sistema de comunicação alternativa tá então tenham alguém em mente e a gente vai respondendo essas perguntas juntos tá bom teste de efetividade de comunicação se você conhece alguém com dificuldade para se comunicar a lista a seguir pode ajudá-lo a considerar o uso de ferramentas auxiliares de comunicação Então a gente vai responder se sim ou se não para essa para essa resposta para essa pergunta vão anotando as as respostas de vocês porque depois a gente vai ter que contar tá bom Pergunta número um paciente a criança a pessoa tem algum diagnóstico de ou dificuldade que interfere na fala então o protocolo deu um exemplo autismo paralise cerebral afazia e a gente vai responder se essa pessoa que vocês pensaram tem ou não tem tá então eu pensei no meu no meu paciente e eu coloquei que não que nele não tem nenhum diagnóstico dois o paciente tem um repertório inferior a 20 palavras que podem ser compreendidas por ouvintes não familiarizados ou desconhecidos então a dessa pessoa que você pensou é entendida por outras pessoas né E essas palavras ali que eles que ele apresenta a quantidade de palavras são entendidas por essas outras pessoas vocês marcam se sim ou se não três o paciente tem dificuldade em expressar suas ideias sim ou não quatro há dificuldade em satisfazer as necessidades básicas do usuário vocês não entendem o que ele quer de necessidades básicas cinco o paciente tenta se comunicar verbalmente mas as suas tentativas são incompreendidas pela maioria dos ouvintes pensando aí na hipótese de ap paraxiais tria Tá sim ou não o paciente fica frustrado e mostra comportamentos inadequados quando não consegue se comunicar a pessoa que vocês pensaram né apresente esse tipo de comportamento o paciente tem dificuldades em iniciar uma interação com outras pessoas iniciar interação Vamos pensar nas funções comunicativas como que ele inicia essa interação como ele pede ajuda como ele pede que ele quer continuar aquela brincadeira o paciente já usa ou fez uso de objetos fotografias ou até símbolos né mas esses instrumentos para aumentar a sua função de linguagem então é aquela criança que tá tentando ali falar não consegue não consegue ali vem e pega é isso que eu quero né um exemplo então e esse essa pessoa que vocês estão pensando utiliza dessas estratégias pega na mão né e leva Ou vai lá e fica apontando chorando o que quer ã o paciente apresenta uma regressão em seu desenvolvimento linguístico ou no seu nível anterior de comunicação Então a gente vai pensar que aquela criança falava e não fala mais ou apontável e não aponta mais o sim ou não do paciente são respostas confiáveis então quando eu pergunto você quer isso o sim dele é confiável ou é difuso vocês não TM certeza se é sim ou se é não o paciente encontra dificuldade em participar de conversas com pessoas em situações semelhantes então é fácil é difícil para para essa pessoa o paciente recebe ajuda de um familiar para se comunicar Ah ele tava querendo dizer isso é isso que ele quer o paciente não se comunica verbalmente mas consegue se comunicar através de expressões faciais linguagem corporal gestos e comportamentos sim ou não o uso de imagens aumenta a compreenção da comunicação é difícil para o indivíduo participar de atividades diárias importantes sala de aula trabalho lazer sim ou não agora eu quero que vocês contem quantos Sims vocês colocaram tá contem quantas quantas respostas Sims vocês colocaram na minha hipótese aqui 10 tá então se você respondeu cinco ou mais vezes SS o seu paciente criança pessoa que você pensou pode ser um candidato para usar comunicação alternativa é pouco né Vamos pensar assim nesse Sins porque a comunicação ela tá lá desde o começo do desenvolvimento então uma barreira comportamental ou uma dificuldade comunicativa se você já apresenta um símbolo gráfico ou ali uma simbologia uma dica um ensino estruturado uma Ina uma figura já vai ajudar muito essa criança então a gente tem que desmistificar mesmo uso da comunicação alternativa é a melhor estratégia que a gente tem é quanto fonoaudiólogos e e nós não podemos ser fonoaudiólogos falando da minha classe que dizem que a comunicação alternativa atrapalha a fala porque se você diz que a comunicação alternativa atrapalha a fala você não entendeu os 4 anos de faculdade que você fez mais as suas especializações porque a fonodiologia trabalha linguagem e se a comunicação alternativa trabalha linguagem Qual que é o problema de eu usar uma ferramenta visual para eu conseguir aumentar a linguagem é isso [Aplausos] aí [Aplausos] obrigada gente eu queria primeiro parabenizar a Nati super jovem super atualizada né então com tanta bagagem a gente que é mãe atípica sabe que às vezes a gente passa passa por um tanto de profissional até achar alguns bons em alguns temas e eu acho que a fun audiologia é um que de vez em quando a gente encontra isso né então eu falo eu quis trazer e eu pedi pra na falar todo mundo precisa se comunicar na verdade né era o principal tema aí Porque infelizmente durante aí o dia a dia eu encontro algumas mães que falam né que os profissionais falam que não precisa mas a criança tá lá não sei quanto tempo e vamos combinar que não precisa de muito às vezes já tá lá mais de se meses com aono e não desenvolveu nenhuma habilidade de comunicação linguagem e etc né então se não deu gente no método tradicional de alguma forma aquela criança precisa se comunicar porque se não se comunicar de um jeito funcional ela vai se comunicar mordendo chutando batendo chorando né e eu gabaritei ali com pensando no meu filho basicamente tudo né e ele ainda está aprendendo aos usar comunicação alternativa sendo que fazem 5 anos que ele tem o diagnóstico de autismo Então olha para você ver quanto tempo a gente demora para dar uma ferramenta que na verdade vai ajudar né os pacientes os filhos e etc gente eh partindo agora pro encerramento né já começo agradecendo todo mundo que tava aqui quero fazer um agradecimento especial para todo mundo que me ajudou aqui como eu falei né a gente fez tudo de coração enfim já que Nice minhas minha família veio ajudar aqui enfim né Vinícius Emily da Real Seguros o marido dela que estava aqui fotógrafo tirando foto pra gente todo mundo que colocou a mão na massa se não fosse eles também não tinha dado certo porque eles estavam aqui nos Bastidores enquanto eu tava aqui né coordenando as coisas com vocês então foi graças a eles que tudo saiu conforme o esperado tá bom eh primeira coisa o o k code ali no no canto de preto ele é uma pesquisa de satisfação do evento Tá bom então se vocês puderem escanear e responder rapidinho eh eu queria fazer uma leitura rapidinho aqui para quem segue né a página aí do mundo do Breno que é o mundo de Breno né que é a página que eu tenho por conta do Breno que é autista nível dois de suporte eh diagnosticado então há 5 anos hoje ele tem sete ele foi diagnosticado então ele foi diagnosticado com 2 anos e meio e eu tenho ten mais um filho também eh Teoricamente neurotípico a gente tá fazendo algumas avaliações hoje para entender algumas outras questões pode ser que não seja tão neurotípico assim Acho que nenhum de nós é tão 100% assim quem já tem na família né a gente sempre fica com essa pulguinha né então se um tem agora tá aparecendo alguma coisa ali pode ser enfim mas vou ler aqui rapidinho e depois encerrar com um vídeo aqui para vocês conhecerem de fato ele né o Breno que é na verdade a mola propul propulsora para eu estar aqui hoje para eu ter feito tudo isso né é o que me levou até o autismo hoje eu quero que muitas pessoas conheçam o autismo Independente de terem um autista na família mas eu sei que geralmente a gente vai atrás Somente depois que a gente tem algum caso e eu não julgo porque eu também né fiz isso basicamente depois eh o que eu vou comentar aqui para quem é mãe e pais aqui atípicos é comum e acho que todo mundo vai se sentir um pouquinho dentro tá eh já imaginou ver que tem algo que não está dentro do que chamamos de normal no seu filho e levar alguns anos para achar bons profissionais que possam te ajudar já imaginou ter a matrícula do seu filho negada em quase todas as escolas por ele ter uma condição que exige maiores cuidados e quando ele for à escola você tentar saber como foi o dia dele com quem ele brinca se brinca se come e por mais que você pergunte tudo não conseguir aind ter um diálogo já imaginou ver seu filho com dor e não fazer ideia de onde é porque ele não consegue se expressar já imaginou estar em lugares que ele tem preferência no atendimento mas que mesmo assim você tem que implorar empatia das pessoas já imaginou seu filho se desorganizando todo e chorando horrores por conta do choro de outra criança sem que você consiga controlar e saber como ajudá-lo já imaginou Seu Filho Te batendo em casa mas especial na frente de outras pessoas e as pessoas te olharem com aquele olhar de que você não deu educação já imaginou ver seu filho tão nervoso a ponto de gastar toda a energia dele chorando mais de uma hora sem parar em crise fazendo força que você quase não consegue mais segurar e depois parecer que um caminhão te pegou de tão esgotada já imaginou ter que justificar várias vezes nos lugares e para as pessoas que algo está acontecendo por conta do já imaginou se por conta de uma condição assim você não pudesse saber como será o desenvolvimento a independência o aprendizado os amigos do seu filho amanhã mês que vem ano que vem quem dirá quando adulto não sei se vocês já imaginaram algum dia que poderiam ter um filho com alguma condição adversa Eu sim nas duas gravidez não sei dizer por passou pela minha cabeça e eu disse em voz alta e se ele tiver alguma coisa mas também já passou pela minha cabeça e se ele não tivesse o autismo admito sabem tudo que eu citei são situações reais que eu já vivi com o Breno e que Acredito que muitos de vocês já viveram também com os seus filhos para aqueles que são pais atípicos não cito de forma alguma para dizer que só tivemos dias difíceis ou gerar pena na verdade o que eu quero com a nossa vida no autismo é mostrar pra maioria das pessoas que estão aqui hoje que se estamos aqui é porque podemos fazer alguma coisa diferente Além disso se através do Breno e por ele eu puder ajudar a lidarem com alguém a lidar com o próximo autista que cruzar o caminho de vocês nós teremos feito mais que a nossa parte o autismo não é o Karma ou a maldição de nossas vidas ele é a oportunidade da gente aprender a amar de um jeito mais profundo e espalhar isso em todo lugar inclusive aqui com todos [Aplausos] vocês aqui é um videozinho do aniversário dele desse ano de 7 anos que foi em junho eh eu li esse texto para todo mundo que tava lá no dia da festa foi uma festa reduzida adaptada Eu não convidei nenhuma criança muito pequena porque ele tem uma restrição ao choro de outra criança então eu tive que pensar nisso na hora dos convidados e na hora do Parabéns Depois que eu fui lei o texto antes do parabéns eu pedi para todo mundo não bater palma e cantar mais baixinho né que a gente poderia conseguir melhor porque ele nem queria cantar o Parabéns até um dado momento depois ele aceitou e esse videozinho tá na página na época o vídeo deu uma viralizada e enfim acabou aparecendo um pouco mais nos nos RS do Instagram vamos ver se passa aqui opa pera aí acho que eu vou ter que dar o play lá ó vamos cantar ós para você nessa data deha muitas felicidades muitos anos de vida para para você nessa querida muitas felicidade muitos anos de vida e problemo nada então como é que é é é fque é fque é fque é fque é fque é hora é hora é hora é hora é hora pleno pleno [Aplausos] pleno bom gente então basicamente eu tinha pedido para ninguém bater palma mas ele é que puxou as palmas e essa é que foi a surpresa do momento naquele dia né ele tem bastante questões eh e sensoriais enfim auditivas aí com questões de barulho não tinha e isso foi aparecendo com o tempo eu costumo falar PR as pessoas e aí todo mundo que vive o autismo sabe disso né o autismo ele é um Desafio diferente a cada dia às vezes a gente vence uma barreira e no dia seguinte aparece em outras eh a gente não pode desistir mas também não tem problema a gente ficar cansada como mãe não tem problema de vez em quando a gente desmoronar e é normal eu desmorono vira e mexe então assim não pensem que porque eu tô aqui porque eu organizei porque eu tentei não chorar que tá tudo bem né não tá eh e a gente sabe que a individualidade de cada um aí de cada situação de cada família também não é fácil não é fácil porque não tem o tratamento que devia porque o profissional não é tão bom quanto devia porque na escola tá sendo excluído enfim a gente podia enumerar uma lista extensa aqui de problemas mas acho que é melhor a gente focar naquilo que eles estão conseguindo faz a cada dia mais nem que seja um pouquinho a gente tentar olhar para aquilo e comemorar aquelas pequenas vitórias e lembrando de não comparar mais eles com outras crianças da idade deles e comparar eles com eles mesmos no dia de ontem na semana anterior no mês anterior né Vamos tentar ver porque eu mesma nas últimas vezes andei indo nos médicos e falando eu não vejo evolução o que que tá acontecendo E aí acho que na última consulta com o Dr charl inclusive ele falou assim tá você não vê evolução mas quantas palavras ele falava até tal data né enfim e ele começou a me fazer perguntas e eu falei cara realmente ele teve evoluções talvez eu tô querendo tanta coisa para ele tanto mais coisas para ele que ele não é capaz nesse momento né E lembrando que o autismo geralmente não vem sozinho né então no caso do meu filho por exemplo a gente provavelmente além dele ter uma C associada que provavelmente causou o autismo ele provavelmente tem a deficiência intelectual apesar da gente não ter feito ainda a avaliação dele que vai ser difícil também de fazer mas eh a deficiência intelectual e as demais comorbidades elas dificultam a evolução Então também não vai dar para comparar ele com um outro autista que tem outras condições né Então é ele com ele mesmo ele com ele ontem ele com ele antes tá então vamos tentar fazer isso vamos tentar buscar sempre se informar e de coisas boas a internet também tem muita coisa boa mas a gente precisa tomar bastante cuidado tem muita gente boa aí de referência né os livros que eu trouxe não foram por acaso São pessoas que para mim são de referência e não trouxe nenhum do do do Dr Paulo libir Alesso mas sou Mega fã quem acompanha lá a página sabe disso é um outro cara excepcional para quem tá chegando no autismo Aí começar a seguir aprender com eles e é isso gente todo mundo tá todo mundo liberado muito obrigada por todos e vão com [Aplausos] Deus Muito [Música] obrigada TV Câmara Campinas