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COMISSÃO POPULAR DA ÁGUA: DEBATE SOBRE A QUESTÃO HÍDRICA EM CAMPINAS
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COMISSÃO POPULAR DA ÁGUA: DEBATE SOBRE A QUESTÃO HÍDRICA EM CAMPINAS

25 views Publicado 26/07/2024 HD · 1:54:35

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[Música] TV Câmara Campinas Bom dia gente eu quero cumprimentar todo mundo que tá aqui agradecer pela presença nós vamos dar início Então à nossa primeira oficina é uma oficina de boas-vindas da comissão popular da água e do clima Eh aí a gente vai começar aqui com as nossas Primeiro vou apresentar os nossos convidados e convidadas a dona Cícera que é do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem terra ela é do Acampamento Mari el vive e ela veio falar pr pra gente um pouquinho sobre a história do seu luí Ferreira que por sugestão do MST dá nome a essa comissão Então foi uma homenagem que nós fizemos ao seu luí Ferreira e a dona Cícera veio contar um pouquinho pra gente da história do seu o luí nós estamos aqui com o Cláudio o taca que é da Sema Associação dos Servidores especialistas e meio ambiente eh o tchaka tem aí vai contar vai falar um pouquinho pra gente do cenário Nacional da situação da emergência climática e enfim e o Ivan que a gente é convidado o Ivan Ele é engenheiro agrônomo ele é um uma referência na questão das Árvores urbanas e ele estuda essa questão do impacto da da Preservação das Árvores urbanas e a questão do calor só que o tchaca acabou de mandar uma mensagem que ele o Taca o o o o Ivan acabou de me mandar uma mensagem porque ele está com suspeita de covid então ele não vai poder estar aqui presente hoje com a gente mas aí a gente Segue o debate e nós temos também a contribuição em vídeo da professora Maria eh da professora em que vai a gente vai passar também a professora Emília também tinha um outro compromisso nós convidamos e a gente vai passar o vídeo Então vamos começando pode ser com a dona Cícera Dona Cícera senhora podia então começar com a gente falando um pouquinho sobre a história do seu luí bom bom dia a todos o meu nome é eu sou do moro lá no acampamento Mari L vive e participo lá desde 2018 então é 6 anos e alguns meses de luta né bom primeiro a gente parabenizar a iniciativa da vereadora eh por ter essa iniciativa né da comissão popular da água do clima e mais agradecer pela homenagem ao nosso companheiro seu luí Ferreira né Eh o seu luí desde que ele chegou no acampamento ele tinha um sonho né que vocês viram aí no no no panfletinho que um deles era voltar à terra que nasceu na terra viveu até um certo tempo e depois teve que vir pra cidade em busca de melhores condições de vida só que trabalhou a vida toda já tava com 72 anos e não tinha almejado esse desejo então ele acabou vindo para pro acampamento Maria el viv porque viu ali um sinal que ele poderia poderia tá encaminhando esse seu sonho né e o outro sonho que ele tinha era aprender a ler e escrever para tirar a sua carta de motorista então na época eu era uma das monitoras que estava eh ministrando essas aulas com ele e deixou uma frase bastante interessante com a gente a gente teve nós tivemos aula na na quarta-feira à noite que as aulas eram à noite e nós estávamos trabalhando as sílabas Gu Gui que é da Guerra né aí vamos formar frases e a frase que Ele formou é eu sou um guerreiro eu vou pra guerra e no outro dia ele foi pra guerra e teve esse acidente eh acidente não incidente e e assassinato né que o o a pessoa ela estava parada numa fila todos os carros Pararam a gente estava começando e distribuía os papéis e uma uma plantinha e dispensava mas esse cidadão ele sai detrás do ônibus que ele estava parado atrás de um ônibus e avança em cima da do pessoal que estava na rua e tinha umas 200 pessoas na rua na na pista fazendo esse movimento que foi uma iniciativa porque a gente estava sem água nessa época nós estávamos pagando de R 250 a R 300 o caminhão de água por dia para alimentar mais de de 1300 famílias que é o que tinha na na época no no acampamento então nós tínhamos que comprar água e fomos então fazer essa manifestação na expectativa de que a prefeitura tivesse o bom senso né E então ocorreu essa tragédia e a nossa o nosso pensamento não era parar o trânsito mas deixar fluir mas entregando um panfletinho e sementes e plantinhas para quem tava passando bom eh Voltando a falar do do seu luí sempre foi uma pessoa bem engajada Todas as as situações que a gente convidava ele tava presente ele fazia parte do setor da infra porque lá nós estamos dividido em setores né dentro do Acampamento então nós temos nove setores e a infra era um dos setores que ele frequentava que ele participava eh o qual era o trabalho dele ah tá faltando um barraco hoje é o seu luí que é o outro Luiz né que que tá com a questão da água lá mas também ajuda nessa situação tem um barraco caindo então vai lá o seu Luiz eh ajudar a reformar aquele barraco que tá caindo nós vamos fazer uma festa né agora vai já vou aproveitar para convidado dia 13 dia 13 de julho a gente tá com a nossa festa junina então vocês estão convidados Então vai ter a festa já vai o a infra lá preparar o espaço da da infra e o seu luí era essa pessoa que não faltava nas atividades dele tava sempre presente não faltava as aulas de jeito nenhum às vezes ele chegava do serviço já ia direto pra aula al vez com frio com fome mas ele tava lá presente isso para nós foi assim uma lição de de de coragem e de querer algo lutar por algo que se tem desejo que se tem sonho eu acho que um pouco é isso não sei se eu deixei alguma coisa para trás se luí poderia me ajudar e lembrar que que eu esqueci então é isso não vou me estender muito e a gente vai sair daqui com fome Obrigada Dona Cícera o MST propôs que a gente desse o nome da comissão popular da água e do clima eh em homenagem ao seu luí Ferreira e eu é com muito orgulho que a comissão carrega o nome do seu luí Ferreira que foi um lutador que foi infelizmente né foi assassinado numa luta numa manifestação pela água um crime de ódio que aconteceu então e homenagem ao seu luí eu gostaria de puxar aqui a uma palavra de ordem pode ser Seu Luís Ferreira presente seu Luís Ferreira presente seu Luís Ferreira presente é isso hoje e sempre hoje e sempre e e essa homenagem também é porque nós queremos com a comissão popular da água construir um espírito de organização de movimento social e de luta popular essa que é uma técnica e uma tecnologia construída ao longo de das lutas das dos de baixo da classe trabalhadora nós queremos que a comissão popular da água seja Exatamente isso né uma organização pra gente se fortalecer pra gente disputar as questões referentes à questão da água e do clima então é um orgulho pra gente Quero agradecer imensamente a dona sistra e o movimento dos Trabalhadores Rurais sem terra até queria falar mais um pouquinho assim Lembrando que o um dos lemas do MST é plantar é plantar água né então aonde nós chegamos estamos plantando lá no Mariel nós já plantamos muito mais de 5.000 pés de árvores então a vários lugares em que tava secando já deu uma boa melhorada a gente tem assim um cuidado muito grande não nem todas as pessoas podem Tá circulando aonde tem as Nascente então o seu luí é é o único que pode ir é o único que pode ir nesse local então é um dos nossos trabalho é esse é cuidar do planeta cuidar da natureza fazer plantações e que venha e eh melhorar a terra não destruí É isso aí bom eu vou passar a palavra então pro Cláudio pro Tchaca É acho que eu trouxe muita coisa para falar vou 8 minutos e aí 10 minutos tá bom 10 minutos bom tem muita coisa para falar então acho que não vai dar para fazer toda essa apresentação né Acho que 10 minutos mas a gente tem que ter pelo menos nos pontos negos aqui dessa coisa né Eh a gente tá aqui né nesse agradecer a Mariana parabenizar ela por essa iniciativa da CPI da comissão popular n vez de uma comissão parlamentar né Para a gente trabalhar com a água e com o clima e lembrar que a gente a questão da crise a primeira coisa que pode passar né A primeira coisa que eu queria trazer né é que a como a falou acabou de falar Don Cícera é a cuidado do planeta Então a gente tem que lembrar que a gente vive uma crise planetária e falando isso não é que é uma crise planetária que não dá para fazer nada ao contrário se é uma crise planetária todos do planeta T que fazer alguma coisa né então aqui a gente tá fazendo a nossa parte aqui mas ela não adianta Cada um faz fazer a sua parte é uma luta institucional coletiva né aquele aquele velho mantra né que o que a direita hegemônica fala de ah Cada um faz a sua parte não é só isso né isso não não vai resolver Porque eu posso parar de comer carne para as pessoas andarem de usv ou de jatinho particular então não resolve até é uma crise estrutural Então a primeira coisa também a gente tem uma essa crise que a gente denomina como ambiental né que principal começa com uma uma poluição atmosférica exagerada que levea ao aquecimento global também a gente tem uma poluição hídrica pesada que destrói nossos Rios nossos Lençóis freáticos né a gente tem supressão de de ecossistemas de florestas em todo o planeta para aumento da área do capital pra produção e a gente vai ver do que tipo de produção que eles estão tratando e a gente vê que não é uma crise ambiental porque se a gente fala que é uma crise ambiental dá entender que conhecimentos de Botânica de biologia de química de Geologia vão dar conta dessa crise isso não é verdade né a gente vive uma crise civilizatória essa crise civilizatória Foi por causa de um modelo de sistema que nós adotamos nós não né nos fois impulso a gente vive esse sistema que é o sistema capitalista expansionista né Eh Consumista e produtivista esse é o grande problema da chamada crise ambiental que estora principalmente a partir dos anos 60 que a gente começa a ter uma um reconhecimento até do modelo hegemônico a gente tem uma primeira conferência mundial de Meio Ambiente em 72 em Estocolmo na Suécia onde o capital reconhece que tá esgotando os recursos do planeta ele reconhece ele fala isso né depois ele mesmo recua quando ele vem em 92 pro Brasil a a a Rio 92 para quem não sabe é meio ambiente e desenvolvimento então ele já mudou né em 70 ele reconhece que o modelo desenvolvimentista dele tava levando esgotamento planetário em 90 eles Inventaram um conceito chamado desenvolvimento sustentável né e tão pregando isso não dá para desenvolver sustentavelmente né a gente não precisa mudar o sistema é só colocar tecnologia ver esse tipo de coisa então não é uma crise ambiental é uma crise civilizatória um tem um nome tem o capitalismo expansionista que princip ente após a Segunda Guerra Mundial acelerou muito o processo de crescimento e esse aceleramento levou a a essa crise né que tá agora cobrando a fatura e a gente tá vendo que chegou antes do que estava previsto pelos próprios cientistas aqui no Brasil dramaticamente né quando a gente pode ver a partir de São Sebastião ano passado de Porto Alegre ano passado e esse ano também mas vários outros modelos na Líbia na eh em Uganda vários vários lugares do mundo tiveram pessoas morrendo por causa da crise ambiental chamada crise ambiental que a gente classifica como crise civilizatória então se a crise é é fruto do sistema capitalista a gente tem que entender Quem fez a melhor crítica ao sistema capitalista né que é Marx né então vamos voltar pro pro papai Marx né muita gente fala que ele não era ambientalista né a gente não pode ser anacrônico né naquela naquele tempo a maior crise não era ambiental né a maior crise era as condições do trabalhador né a opressão que o trabalhador vivia então se não ficou muito Claro no texto que ele era ambientalista ou não aí tem que entender que ali era criança de 4 anos trabalhando 16 horas por dia então ele tinha que lutar contra essa opressão mais rápido possível né mulheres e crianças e grávidas não tinha nada né era um capitalismo extremamente opressivo o foco talvez tenha sido outro mas ele tá escrito lá né po eh pode passar aí a que gosto mostrar essa figura que essa figura é o capitalismo na minha cabeça né o capitalismo faz isso com a gente o tempo inteiro ele sempre fala assim ó você o capitalismo produtivista e fala assim ó tem que trabalhar um pouquinho que você vai alcançar o seu objetivo o seu objetivo é cenoura você nunca vai alcançar a cenoura porque o analismo sempre vai botar que o seu objetivo tá um pouquinho mais paraa frente é um carro Nub é um telefone Nub é uma casa na praia é uma viagem paraa Europa é nunca vai parar né Você quer uma casa própria você ter a casa própria Ah você vai ter que ter um carro zero Ah você vai ter que ter dois carros vai ter que ter então nunca vai parar Esse é o produtivismo que move o mundo essa é a figura do capitalismo né e a classe trabalhadora correndo atrás de algo que ela nunca vai poder parar levando o seu trabalho então vamos lá para Marx então Marx desde o começo ele fala né quando ele fala sobre o materialismo histórico Ele conta história da humanidade como sendo a relação natureza ser humano trabalho então o trabalho transforma a natureza né o trabalho desenvolvido pelo ser humano transforma a natureza para que ele consiga ter a sua reprodução social então desde o começo ele tá falando ó a para garantir a reprodução social é o trabalho e a natureza e a história nada mais é que contar como que essa reprodução social é garantida através dessas relações não só como é feito como é obtido os produtos mas como são distribuídos esses produtos quem é que fica quem é que produz e quem é que fica com os produtos quem é que se apropria dos recursos da natureza e para quem vai essa apropriação será que é para todo mundo Será que é de maneira igual o capitalismo tá bem claro Ele atende uma pequena porção a outra porção vai ficar com os restos Então não é só alienação do trabalho é alienação também na natureza não tava explícito mas tava lá tá escrito lá não peguei do chão tá aí Marx Capital 1 dois e trê tá lá né e falha metabólica um conceito também que aparece principalmente no Volume três do Capital falha metabólica ele tá descrevendo fala assim ó o capitalismo não é sustentável porque ele não respeita o tempo do planeta Ou seja que que é metabolismo metabolismo a gente ingere é energia de alguma forma o nosso corpo metaboliza essa energia e nós conseguimos desenvolver né os trabalhos crescer né cuidar da doença isso é o metabolismo metabolismo a falha metabólica que ele fala é isso a Terra recebe energia né Principalmente mediante o sol né e ele consegue produzir e a nossa os os os recursos que nós precisamos para sobrevivência o capital não respeita esse tempo ele consome mais do que a natureza cons consegue produzir isso é a falha metabólica que Marx fala tá lá em Marx né 1840 50 e pouco já né mas ele tá falando lá que tem uma falha metabólica ele tá prevendo que vai ter uma falha uma ruptura né que vai acabar com o planeta ele já prever isso tá escrito lá em Marx né ele também fala ele fala também nos escritos dele né que transformar propriedade de bens coletivos e naturais como a natureza e a terra é tratar com profundo desprezo que isso vai ser tão grave quanto eh apropriar-se de pessoas como a escravidão ele fala que a propriedade da natureza também é tão grave quanto a escravidão era né E e aí outra coisa que também muitas a ele era produtivista era tinha muit muitas coisas produtivista em Marx mas ele também fala de que tipo de produção que a gente tem que fazer o avanço tecnológico que a gente tá trazendo que aumenta a capacidade de produção ele tá servindo a qu se a gente tem instrumentos tecnológicos que conseguem produzir mais em menos tempo a gente tá trabalhando menos do que a gente trabalhava não a gente tá trabalhando e produzindo mais e jogando mais coisa fora porque o capitalismo precisa desse expansionismo e Marx fala contra isso ele fala assim ó o objetivo supreno do Progresso técnico não é o crescimento infinito de bens o ter mas a redução da jornas de trabalho o crescimento do tempo livre Isto é da realização pessoal pelas atividades culturais lúdicas eróticas esportivas artísticas e políticas então a tecnologia que a gente está criando não é necessariamente para aumentar a produção mas para reduzir o tempo necessário de trabalho pra gente garantir Nossa reprodução social isso é o modo sustentável de viver Tá certo você não vai ficar indefinidamente aumentando produt a produção num planeta finito você vai diminuir a quantidade de trabalho porque a sua reprodução social não pode ficar crescendo a cada ano a cada geração né E isso que tá acontecendo Então então para para finalizar essa partinha aqui eu só queria botar uma passio eh eu queria só botar o conceito da da da Constituição Federal então para finalizar Essa parte a última a última acho que at mais um mais uminho aí então para para para pessoal que vai trabalhar eh com a questão ambiental Esse é o o artigo básico é o artigo 225 da Constituição Federal né que ele vai falar assim todos têm direito ao meio ambiente Ecológico equilibrado todos não é apenas uma parte não é um quem detém o poder econômico financeiro e o Ibama Eu trabalho no icmb né Instituto Chico mes consa da biodiversidade junto com o Ibama que o ministério do meio ambiente aí tem garantir para todos não é para um pequeno grupo para todos bem de uso comum do povo então muitas vezes aí tem um ambientalismo exagerado que a gente chama de preservacionismo que acha que preservacionismo é deixar a natureza intocada para as pessoas passarem o final de semana na cachoeira não é isso que é ambientalismo ambientalismo é garantir que os recursos naturais a natureza não recursos naturais a natureza vai ser apropriada do modo que ela consiga se reproduzir e garantir qualidade de vida para todos mas as pessoas esquecem que na na Constituição tá escrito assim ó é um bem de uso comum então ela tem que ser usada mas como que ela tem que ser Us Esse é o desafio que o Ibama e os ógãos de gestão ambiental tem que fazer ó porque ele impõe ao poder público e a coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações Então a gente tem que dar usar garantir qualidade de vida mas preservando tanto paraas gerações presentes e paraas futuras então quando as pessoas falam e é muito comum no discurso hegemônico eles sempre jogarem paraas gerações futuras porque eles não querem garantir o direito das pessoas hoje então é paraas gerações presentes e futuras Tá certo então e também mais que isso esse ess essa pedacinho diz que o dever é do poder público mas é também da coletividade então isso dá um uma ênfase à comissão popular de de inquérito né porque é dever da coletividade né então quando a Mariana faz essa comissão ela tá abrindo um espaço que é paraa população exercer o seu dever constitucional de defender a população o meio ambiente paraas presentes e futuras gerações porque a gente gostaria de exercer esse poder mas às vezes a gente não não vê espaço né Eu como Servidor Público da área ambiental Eu tenho um duplo dever como servidor público e como cidadão então é muito importante a gente lembrar disso mas eu queria ressaltar também para fechar a minha fala aqui que a gestão ambiental pública ela é pública porque quando ele fala que o dever é da coletividade e e do Estado ele também fala para segurar a efetividade desse direito né ao meio ambiente ecologicamente equilibrado incumbe ao poder público ele vai incumbir um monte de coisa até elenquei aí mas não é importante é só dizer que ele incumbe ao poder público a gestão ambiental não é para entender para atender interesses privados corporativos de uma classe seja ela Agro Agro pop né que eles falam né ou então o setor do petróleo né ou então o setor da pecuária que é a onde mais se se tira a natureza né é para atender a todos né então é isso o setor é público e tem que dar resposta ao público quando e bama falou não para o petróleo lá na na base na no no equatorial na na Foz do do do Rio Amazonas ele tá falando não em nome de todos então os todos os ribeirinhos que ali moram perto mas também de todos que vão ser afetados se a floresta for destruída então o capital não pode sobrepor ao direito de todos era isso que eu tinha para falar basicamente aí obrigado obrigada V só deixar também para eles verem depois no final se eles quiserem olhar para Claro po tem bastante coisa que eu não consegui nem falar porque podemos encaminhar pro pessoal 100% eu sou servidor público e cidadão tudo que eu faço é pro povo né que se eu puder ser útil para mim à vontade muito bom bom então agora eu queria colocar para vocês também vou tentar f em 10 minutos Ah é o vídeo da Emília vai lá cabeça já tá isso a professora Emília eu tô sem apresenta aí tô sem a colinha aqui oi eh esse vídeo quem vai que a gente vai escutar agora ele foi feito pela professora Emília Vanda rutes da da Unicamp Ela é professora da faculdade de engenharia civil e arquitetura e urbanismo e teve uma atuação muito importante na coordenação aqui do do desenvolvimento das as primeiras políticas públicas sobre meio ambiente na gestão do Toninho na prefeitura de Campinas ela é uma das pessoas que ajuda a formular por exemplo a lei da da APA que é o grande Cinturão Verde aqui da um dos grandes cinturões verdes aqui da cidade de Campinas e que hoje tá extremamente ameaçado né então uma pequena biografia da biografia da professora Emília acho que a transmissão do do computador pro sistema de som passam por Campinas e atravessam Campinas praticamente pelo meio da cidade né uma é faz parte da bacia b e tanto Campinas basicamente tem duas grandes bacias né que passam por Campinas e atravessam Campinas praticamente pelo meio da cidade né uma faz parte da Bacia do Atibaia e portanto Mat Atlântico e outro o Capivari e que é mais uma uma vegetação de cerrado n a cidade de Campinas tradicionalmente ao passar a linha do trem exatamente Entre esses dois ecossistemas também decide que é no ecossistema de cerrado que ela vai na virada do século X Pro XX colocar o matadouro colocar o cortume e colocar as áreas de produção da cidade colocar depois todos os os aterros sanitários né legais e ilegais e toda a área de desmanche dessa cidade sempre acontece nessa nessa região então é uma região hoje a mais populosa da cidade e que vem já desde prisc zera sofrendo com o descaso né acho que um descaso que não tem muito como se explicar mas um descaso para com o serrado né também as pessoas não acham que serrado tem exuberância da Mata Atlântica né mas o serrado é muito bonito é muito produtivo nós somos um país realmente ados porque não temos nenhum deserto né Nós temos mesmo a catinga ou o serrado a água em lóis profundos né mas não é deserto e aí as árvores do serrado não são tão compactas elas são mais tortuosas são diferenciadas e nem todo mundo consegue à primeira vista ver a beleza do que é um serrado mas com certeza se você para para olhar olhar um piqui né ança de um piqu olhar um pau terra olhar um pdo são muito muito bonito são muito interessantes tem folhas interessantes tem frutos muito interessantes né bom essa cidade com essa divisão não quer dizer que a a área de Mata Atlântica tá melhor né área de Mata Atlântica Talvez não tenha pelo poder público colocado tanto Serv viços que na verdade deterioram o meio ambiente Mas por outro lado também teve as suas matas recolhidas ao máximo possível e recentemente essa política que até agora a gente não consegue de fato entender Por que todas as aves aparentemente estão apodrecendo nessa cidade né é um mistério tem alguma epidemia no ar que a gente desconhece que só ataca árvores Porque mesmo os par que que são pequenas manchinhas de Mata Atlântica como o Bosque dos alemães dos Italianos estão sendo deles estão sendo retiradas as árvores mais velhas mais frondosas que é uma coisa que não faz muito sentido né se você vai a outras cidades por exemplo Rio de Janeiro Rio de Janeiro tem árvores que já estão para fazer 400 anos 500 anos lá em Pan né e elas não parecem que estão apodrecendo aqui em Campinas as coitadas são colocad são dado Extrem Moção a árvores de 50 60 anos de idade isso é muito muito complicado árvore é a melhor e a mais perfeita solução baseada na natureza é a solução da natureza para que a gente tenha de fato um clima agradável para que a gente possa comer frutas que são sempre muito boas o s de se ter né como como fonte alimentícia e você sempre tem um lugar mais agradável para estar né porque não faz sentido uma cidade em que as pessoas não TM um lugar para estar com o vizinho não tem um lugar que ela possa simplesmente parar e admirar o que tá acontecendo admirar a paisagem olhar os diversos coloridos de de flores né nas a ações bom que a gente não sabe mais quando é a primavera porque a gente em tese chegou acabou de entrar no inverno e as Paineiras estão todas floridas e eu já tô vendo que os IPS vão florir logo na sequência né então a gente tá aí nessa situação absurda de de Emergências climáticas eu sempre afirmo que a gente não tem uma emergência só né Nós temos o clima São eventos em relação ao clima o clima tem ele responde com eventos diferenciados e quem tem emergência somos nós né E claro enfrentar a gente enfrenta várias emergências climáticas porque Nenhum de Nós enfrenta o mesmo tipo de emergência na mesma situação né então isso é muito muito grave a gente precisa tomar muito cuidado com isso uma outra coisa importante de se pensar que cada vez que você levanta o pé e abaixa o pé em algum lugar a não ser que você Esteja dentro de um barco no mar você está em cima de uma bacia hidrográfica né e é muito importante a gente saber em qual bacia a gente está é muito importante a gente nominar os canais Flais que a maioria deles não estão nominados nessa cidade a gente conhece o Anhumas o Serafim que todo mundo conhece por Avenida rosim Maia né o Proença que todo mundo conhece por Avenida Sul né o corgo Oriente que o coitado tem as suas nascentes debaixo dos cemitérios da cidade mas ele vai encontrar ali no norte sul com o Proença e com o o Serafim e vão formar o famoso aumas né mas e os outros Córregos pequenos né recentemente o pessoal do jard Mía por exemplo começou a cuidar de um córgo E agora tem nome um cóigo São Francisco né e o corg Onde você vive que nome que tem de que bacia que ele é como é que ele tá sendo cuidado isso tudo é muito muito importante né porque aquilo que a gente não consegue não dá nome não parece que a gente precisa cuidar né você não cria uma relação que não é só uma relação de empatia é também uma relação de compaixão apesar de ser um filho né uma relação em que eu não posso sujá-lo ele tem um nome né ele faz parte do lugar onde eu estou Então nesse país nós fizemos com que as nossas cidades estivessem sempre próximas ao mas Diferentemente do que fazem as culturas indígenas a estar próximas de um rio a gente usa esse esse fato de estar às margens de Rio para achar que rio é sinônimo de latrina que para achar que aquilo na realidade é um vaso sanitário porque tudo a gente joga no Rio mesmo hoje Se vocês pararem um ponto de ônibus e esse ponto de ônibus tem atrás dele um córrego Se você olhar para baixo você vai ver que todo mundo que ficou esperando o ônibus e que mexeu na Bolsa ou no bolso e que ingeriu alguma coisa a embalagem daquilo que foi consumido tá no coitado do Rio por que isso afinal de contas nós somos nosso corpo mais de 70% água a gente precisa de tudo tudo imagina quais são as atividades que a gente faz que não necessita água poucas São muito poucas né E talvez ela não neist que você ingira a água mas você você gostaria de estar com o seu corpo sem sentir sede né E por que que a gente trata tão mal os rios tudo bem O poder público deveria nos ensinar poder público deveria liderar o caminho a gente espera que o estado faça isso mas se o estado não faz Talvez seja hora da gente fazer seja hora da gente dizer pro estado como é que isso tem que ser feito tá na hora da gente dizer em que que cidade a gente quer viver é na hora da gente começar a olhar pro vizinho e juntos decidir que cara vai ter o lugar que a gente vai viver que cara tem a bacia onde a gente tem casa como é que é a bacia onde eu trabalho a bacia onde eu vou me divertir saber dessas bacias e trazer resgatar essa exuberância de de ação quantos municípios T essa riqueza de poder ter dentro do seu próprio território Cerrado e mata Atlântico Que riqueza que poderia ser para esse município Se a gente pudesse mostrar para todo mundo essa riqueza que a gente pudesse conviver com essa riqueza toda né Não só pelas Árvores em si mas também pelas frutas que elas vão trazer e pra gente poder começar finalmente a conviver com os animais todos porque ter tanto medo dos nossos animais silvestres Por que que todo mundo tá louco para ver um leão um rinoceronte uma girafa e todo mundo tem tanto receio de olhar para uma capivara uma capivara não é sinônimo de carrapata estrela uma capivara pode ter o carrapato estrela Mas a gente pode também não ter o carrapato estrel estr ela porque eu não preciso ficar no chão na grama o tempo todo onde passa essa capivara isso não quer dizer que eu não possa conviver com ela certo a bacia do Anas é uma bacia em que as capivaras Residem normalmente e não vai ser muito legal se a gente puder passear por esse rio sem sentir o cheiro que a gente sente hoje e de repente você vê uma família de Capivara Passeando ou nadando isso pode ser muito legal né do mesmo jeito que a gente adora ver macacos né saguis que em alguns parques e Praças da cidade a gente consegue até vê-los eles moram né Praça Santa Cruz tem uma família lá de sagu tá lá super feliz né quem sabe a gente passa a ter muito mais psos como a gente viu acontecer durante a pandemia de repente eu moro na região central na bacia do corco Serafim e todo im 12 andar e eu comecei a alimentar pássaros na minha janela porque eles passaram a chegar a cantar na janela em troca daquele canto mavioso receberam alimentos né Ó isso não faz uma diferença isso não vai nos fazer mais tranquilos mais felizes menos deprimido meno irados Então as bacias os lugares onde vivemos a gente tem que aprender a cuidar deles e se se o poder público não considera que esse cuidar seja necessário mais do que é importante mais do que fundamental que nós cidadãos comecemos a cuidar disso e que a gente possa dizer poder público que ele está no nosso serviço e como é que a gente considera que ele deve fazer para que você se sinta eu me sinta bem e feliz no lugar onde eu moro tá pessoal tá passando uma lista se vocês puderem assinar para registar a presença eh depois dessas contribuições da dona Cícera do Cláudio e da Emília eu fiquei com a tarefa aqui de colocar para vocês um um breve relato né histórico eh das questões aqui em Campinas e explicar o por nós resolvemos propor essa comissão popular de inquérito da água e do clima então eu queria voltar para final de 2017 era o meu primeiro mandato deha acar recé ossada vereadora né num contexto em que eu era a única mulher na Câmara e a única mulher de em dezembro de 2017 veio pra câmara um projeto de lei que eu achei muito estranho era um projeto de lei do ex-prefeito Jonas Donizete que alterava a lei da APA a lei que foi que a Emília fez parte que foi a lei que foi eh aprovada durante o governo Toninho que era a lei que protegia todos os fragmentos remanescentes de Mata Atlântica na região de Souza e Joaquim Egídio essa lei proibia a supressão de todos os fragmentos remanescentes de Mata Atlântica e a mudança da lei da APA que veio para essa casa Foi uma mudança que a partir caso aprovada a Lei né ficaria autorizado a supressão dos fragmentos de Mata mediante o que ele chamavam de interesse público aqui a gente Eu sempre fico muito desconfiada de tudo que veem né gente tudo que vem do governo do prefeito eu fico muito desconfiada então eu falei caramba né agora pode antes era proibido suprimir fragmento agora pode suprimir fragmento mediante interesse público quem diz o que é interesse público e estudando essa questão fui descobrir que essa mudança a justificativa dessa mudança era a conção da barragem lá em Pedreira eh que é uma barragem que está em processo Foi questionado enfim não tem razão de ser é caro está a 1 km do da da do município ou seja não teve plano de segurança e aí foi nesse contexto que eu conheci o Cláudio Porque a partir começamos a questionar né Eh primeiro a mudança da lei da APA a importância da lei da APA que era importante manter os fragmentos E começamos a questionar o motivo da constução da barragem a importância dos fragmentos isso tá em todos os documentos técnicos que os fragmentos de Mata lá na região da APA são fundamentais para que a apa de Campinas faça principalmente a recarga hídrica como a dona C falou água se planta inclusive pela questão da das características do solo a preservação desses fragmentos é fundamental para que a gente consiga ter a recarga hídrica e hoje o rio atibai é responsável por quase 100% do abastecimento de água na cidade de Campinas lá em quando a gente foi nesse contexto que eu vou para Pedreira né começo a participar do movimento conhecemos o pessoal de Pedreira né começamos a construir lá e questionar a barragem lá em Pedreira e a barragem em Amparo que é um capítulo a parte a gente teria que eh fazer toda uma discussão mas eh a partir desse processo comecei a descobrir que embora não esteja estivesse na justificativa do projeto de lei havia também a a intenção de construir uma barragem no próprio Rio Atibaia e nós construímos uma resistência junto com os moradores da da Ali da região e conseguimos barrar a barragem no Rio Atibaia Mas a partir desse processo da barragem começamos então a trabalhar em cima desse tema que é o tema da água na cidade de Campinas porque comecei a partir né da da da pesquisa concreta e ouvindo Quem já tinha experiência e ouvindo os movimentos as lutas que estavam acontecendo descobrimos então que hoje né como a Emília disse o Capivari que é uma das né da uma das nossas bacias ele não pode abastecer a cidade de Campinas porque ele foi completamente degradado porque foi eh foi poluído como a Emília bem disse na região sul né que é a região mais populosa da cidade onde concentra a maior parte da população da população trabalhadora né população de baixa renda na cidade Campinas tem uma seguinte divisão a água se capta no Atibaia e o esgoto se leva para a região sul Então existe aí também uma desigualdade Regional um racismo ambiental sobre como qual é o papel de cada região na cidade de Campinas então vou falar aqui da questão do Atibaia que é a nossa é a nossa fonte de abastecimento de água e nós temos que preservá-la porque estamos preocupados com o abastecimento futuro mas temos que falar também do Capivari que a recuperação do Capivari é fundamental inclusive como forma de abastecimento de água e que deveria ser uma política importante no município de Campinas a partir daí começa a discussão do plano diretor A cada 10 anos a cidade aprova o seu plano diretor em 2017 tem início o processo discussão do plano diretor e no processo de discussão do plano diretor a apareceu essa ideia de que a a proposta que a prefeitura apresentou que para o desenvolvimento da cidade então criou-se a zona de expansão Urbana Que que é a zona de expansão Urbana a zona de expansão Urbana era o seguinte que possibilitaria dali para frente né a partir daquele plano diretor Campinas poderia eh ter área Urbanas em tudo que hoje é considerado rural na cidade mediante requisição administrativa ou seja ele criou essa figura que na verdade é uma figura que eles inventaram né é uma jabuticaba aí né que a Campinas inventou e que depois foi exportada porque isso tá acontecendo em todas as cidades né então várias cidades do interior aqui da nossa região já se criou essa ideia da zona de expansão Urbana então foi sim o poder público dizer Ok pode urbanizar todas as áreas verdes Quais são as áreas verdes as áreas Verdes são as áreas dos pequenos produtores são as áreas a as áreas as áreas rurais né as áreas rurais porque as áreas verdes estão dentro das áreas rurais mas as áreas rurais TM Os Pequenos produtores são Onde estão os fragmentos de Mata são onde estão as nossas apps são exatamente nessas áreas que a partir do plano diretor que houve uma grande disputa e ela foi aprovado em 2018 se permitiu hoje a legislação de Campinas permite a expansão Urbana e nas áreas rurais e portanto nas áreas verdes a partir do plano diretor e a organização do setor Imobiliário para disputar o plano diretor ficou muito explícito que essa lei a a zona a lei que aprovou a zona de expansão Urbana favorecia os interesses do Capital imobiliário sobretudo E aí tem uma divisão também dentro dessa dos interesses do Capital mobiliário já tô caminhando para pra segunda parte pra conclusão porque na região da APA de Campinas que é região de Souza Joaquim egid a nós temos uma área extremamente valorizada são áreas que estão sendo destinadas essa expansão Urbana e depois teve lei de uso ocupação de solo teve todo um conjunto de legislação que decorreu do plano de diretor mas são áreas que têm sido expansão de condomínios fechados de luxo e que utilizam as fragmentos de Mata como marketing Verde então é a ideia é venha morar perto da dos passarinhos perto das Árvores um clima melhor uma um ar mais gostoso e isso valoriza esses Empreendimentos quero citar nominalmente dois empreendimentos que eu tenho citado e que eu acho que hoje são concretamente muito sério o santiene se vocês pegam ali para para SAS toda a parte da direita tinha até então um fragmento de Mata ali naquela região que viraram um grande canteiro de obra desse condomínio que está sendo construído inclusive com alvará da prefeitura se construiu um muro separando a app do condomínio Então hoje inclusive o fluxo de vida Silvestre está bloqueado e a prefeitura autorizou do um muro outro outro empreendimento Santana da Lapa Joaquim Egídio estive lá eu e Ed estivemos lá e pudemos observar porque havia um fragmento de Mata esse fragmento foi destruído se criou um canteiro de obras e toda vez que chove desce aquela água com rejeito com barro com um monte de coisa para o Ribeirão das Cabras que é um dos afluentes do Rio Atibaia então esses são concretamente dois grandes Empreendimentos na região da de Campinas que pressionam o nosso o nosso Rio Atibaia que estão destruindo os nossos fragmentos O que é uma condição da preservação da da recarga hídrica da região e é condomínio de alto luxo na região do Capivari é outra característica o que que se está fazendo na região ali na região eh Sudoeste e na região sul o o que que se faz Campo Grande sobretudo no Campo Grande porque o Ouro Verde acho que vai ser ficou dentro do planejamento da especulação imobiliária uma uma uma fase posterior eles são gente não sejamos ingênuos eles têm planejamento eles têm tudo isso muito bem definido e porque quando um grande capital faz investimento ele faz investimento com muita certeza de que ele vai ter rendimento Qual é o plano na região do Capivari é Empreendimentos eh grandes Empreendimentos então Aqueles prédios de 20 andares 30 andares né Sei lá eu sou meio né agora mas é eh com grandes eh Empreendimentos em que você coloca para um setor da classe trabalhadora que é capaz de se endividar para morar e comprar essa esses Empreendimentos isso está acontecendo também na região do capiv do na região do Campo Grande inclusive com muitas eh queimadas muitos incêndios muita o que a qual é o método que se está paraa devastação ali no Capivari põe fogo o fogo queima e depois já não tem mais não tem mais mata não tem mais mais fragmento E aí o o loteamento entra e faz eh e constrói então Essa tem sido a política né E aí eu não vou dar para discutir todas as legislações mas a lógica é onde passa boi passa boiada a partir da mudança da lei da APA a partir da zona de expansão Urbana onde passa boi passa boiada gente e aí foi o que nós vimos árvores centenárias como em Barão Geraldo destruídas bosques abandonados as árvores e quando cai uma árvore né que leva uma tragédia né que foi a morte de uma menina e de um um rapaz aqui em Campinas isso é utilizado de uma forma oportunista como uma uma oportunidade do capital para fazer uma extração volumosa de árvores em toda a cidade de Campinas e sobre grande Impacto né sobre o clima da cidade num contexto de ondas de calor num contexto onde as pessoas que trabalham na rua que pegam o ônibus estão cada vez mais com calor nós né que a gente Às vezes a gente tá aqui né na na no ar condicionado mas a gente sai lá fora e está um calor absurdo então nós temos esse cenário na cidade de Campinas quando eh para chegando pro final eu apresentei um pedido de abertura de uma CPI eh para investigar o impacto que a lei 207 a lei 207 essa lei que foi aprovada que permite a expansão Urbana em toda a área rural da cidade de Campinas eu apresentei o pedir abert uma CPI porque eu entendia que era necessário que se tivesse uma investigação que essa casa enquanto Parlamento enquanto enquanto o exercendo sua função de fiscalização fizesse uma avaliação do impacto da Lei 207 hoje qual foi o impacto que a lei 207 trouxe até agora na cidade de Campinas do ponto de vista da água e do clima Como diz a da Constituição Federal né se a Natureza é de uso de bem comum e é dever do poder público preservar para as as presentes e as futuras gerações nós precisamos avaliar Qual o impacto dessa expansão Urbana sobre a água e o clima para presente e paraas futuras gerações mas nós não conseguimos o número de assinaturas necessário porque os vereadores aqui dessa casa são base do prefeito né eram base do Prefeito Jonas Donizete e são base do prefeito Dário Saad e aprovaram essa alação Eu votei contra batalhamos brigamos né questionamos colocamos todos os argumentos mas infelizmente o que vale Aqui não está sendo o argumento não está sendo a ciência não tão sendo os dados existe um negacionismo de extrema direita que é o negacionismo climático mas existe o negacionismo neoliberal que é o lucro acima de tudo então vamos passar o rodo e vamos ignorar todos os apontamentos técnicos e essa casa se recusou a aprovar a CPI diante disso pensamos o seguinte já que a câmara não quer os parlamentares não querem investigar nós devemos investigar enquanto sociedade civil enquanto coletivo enquanto movimento social enquanto eh movimento organizado nós precisamos fazer essa investigação e mais que isso nós precisamos reagir organizadamente coletivamente para responsabilizar aqueles que estão colocando em risco o futuro a a nossa né as presentes e as futuras reg gerações porque nesse contexto de agravamento das crises climáticas no momento que a gente tá tendo secas eh pelo todo o o o centro-oeste brasileiro que nós já estamos enfrentando seca na nossa região que nós estamos enfrentando eh alagamentos chuvas eh chuvas né torrenciais que causam alagamentos que causam enchentes nós precisamos ter um olhar mais atento para esse fato e precisamos entrar em bate com a especulação imobiliária né para isso nós precisamos de organização por isso que nós propomos a construção da comissão popular da água e do clima a comissão popular da água e do clima é uma forma de organização como eu disse retomando técnicas e tecnologias históricas que são formas de organização dos movimentos sociais que foi muito presente na na luta em toda a América Latina nos anos 90 nos anos 2000 nós queremos construir algo semelhante aqui na cidade de Campinas e essa oficina faz parte disso Qual que é a ideia da nós convidamos as pessoas para serem relatores populares qual é o papel do relator popular são inúmeros processos acho que a gente precisa fazer um planejamento de longo longo prazo né a comissão popular da água e do clima ela tem que se construir para que ela tenha força social para que ela tenha entendimento e para que ela consiga cumprir o seu papel partimos do seguinte pressuposto a expansão Urbana ela vai desenfreada orientada pela especulação imobiliária ela tem um efeito sobre a vida ela aprofunda a o racismo ambiental aprofunda as desigualdades e coloca em risco a água e o clima na cidade de Campinas entendo que nós estamos no momento de sensibilização de mobilização e de compreensão então a ideia dessa oficina foi que para que todo mundo quem tá aqui conhecesse esse contexto pra gente partir de algum lugar eh qual é o nosso plano e a nossa proposta né acho que a gente poderia já entrando aqui um pouco pros nossos encaminhamentos o que nós queremos daqui paraa frente nós entendemos que nós estamos nesse momento desse desse momento de sensibilização então estamos fazendo banquinhas panfletagens formação nos propomos a fazer reunião em escola em Universidade em Associação de bairro em comunidade onde for nós vamos nós vamos em feira estamos né na feira de Barão Geraldo ali sempre lá com o pessoal que tá na coordenação da feira estamos fomos lá para pedreir Pedreira também lançou o pessoal que tá na luta contra a barragem lançou a comissão popular da água o pessoal de Atibaia que tá aqui a Neia também que são os corredores do Córrego do nofre pessoas que fazem caminhada no córrego do nofre e que querem cuidar do có donofre também lançaram lá em Atibaia a comissão popular da água ou seja nós estamos nesse momento em que nós estamos no momento de sensibilização para convidar as pessoas para serem parte desse processo Qual é o o que qual é o encaminhamento concreto que que nós queremos colocar aqui que nós organizemos a partir dessa reunião primeiro a gente oficialize a denominação da comissão popular da água e do clima essa é uma mudança com relação à questão Inicial que era apenas uma questão da água segundo que a gente aprove divisão de trabalho né então nós estamos propondo três GTS né o GT que seja um grupo de trabalho que vai pensar mobilização organização palestra material enfim esse processo da gente conseguir eh amplificar um GT que pense eh seja um GT técnico jurídico digamos assim que possa fazer esse levantamento essa organização não é isso é foi Foi eles que estão pensando viu gente aqui Essas são as propostas que que que o que que o Ed Aline construíram o o técnico meio ambiente para ver fala fala você vai Ed Coloca aí V quebrar protocolo aqui fala aí Oi tá é o primeiro GT de de mobilização um segundo GT que é técnico para avaliar os impactos da 207 dos eh crimes ambientais que são cometidos aqui na cidade de Campinas e um segundo também que tá o terceiro que tá em contato com os outros dois né para ter um trabalho ali transversal entre os os gts que seria para pensar aí o jurídico ações e medidas que a gente poderia fazer para ter um freio de emergência na devastação aqui da cidade exato então nós queremos propor essa divisão em três GT sabendo que Alô três GTS Não entendi bem é um deção de mobilização um técnico que seria correspondente ao pessoal como é o nos colega aí da e o terceiro jurídico é isso seria o Assim pessoas que vão trabalhar na a gente fazer o levantamento né do impacto da fazer eh bom eu vou colocar a proposta inteira que eu acho que vai ficar mais fácil de de de de de construir então nós nós queremos propor essa divisão de trabalho mas Lembrando que o processo isso que que a Emília falou falou é importantíssimo O mais importante é que como que as pessoas vão se engajar se elas tiverem consciência então também nós queremos que seja uma uma provocação para as pessoas pensarem sobre a bacia do bairro Como que tá a situação do bairro Como que tá a situação por exemplo das áreas verdes Quais são as matas né ontem eu fui lá a Luísa tá aqui né fomos lá e a Luísa comentava que a a Mata do Quilombo ali na região lá do Gu Olha a Mata do Quilombo tá sendo cercada por por por eh por empreendimentos imobiliários que a vizinhança precisa olhar pra mata do Quilombo Qual Aquela História Qual é a a o estatuto jurídico daquela da Mata do Quilombo Quais são as leis que preservam a mata do Quilombo né então é um pouco esse essa a gente quer fazer uma provocação de uma consciência ambiental a partir como por exemplo tem aqui o pessoal lá do Jardim do Sol que está cuidando né os moradores do Jardim do Sol que Estão organizando e mobilizando para cuidar do Bosque do Jardim do Sol que estava abandonado dentro dessa ideia que a Emília falou que na verdade as as árvores urbanas são abandonadas e depois se passa o trator tirando fora com grande Impacto então aja monja toren tá aqui ela é da associação do Jardim do Sol Lá em Barão Geraldo e eles estão organizados tiver era uma manifestação aqui na Câmara inclusive para defender o Bosque então é uma processo de tomada de consciência coletiva sobre as nossas árvores as nossas matas os nossos Rios isso que vai dar força para a CPI o que que nós queremos o ano que vem nós temos uma proposta de que o ano que vem a partir do trabalho a gente construa o que nós chamamos de tribunal Popular Qual que é a ideia do tribunal Popular A ideia é que a gente o ano que vem construa uma forma uma sistematização uma organização dos impactos da lei da expansão Urbana sobre as as áreas verdes da cidade de Campinas o impacto da devastação das Árvores né das nossas árvores urbanas e que a gente faça um julgamento da prefeitura essa a ideia do tribunal Popular foi muito presente né em Como eu disse são técnicas tecnologias de mobilização e foi muito na década de 2010 se teve um movimento muito muito importante que foi o tribunal Popular o estado no banco dos réus que aconteceu em São Paulo onde os movimentos sociais sobretudo os movimentos negros movimentos periféricos as mães de Maio tiveram um papel fundamental fizeram um uma um espaço de denúncia dos crimes do Estado contra sobretudo a juventude Negra em São Paulo e essa foi uma denúncia que foi feita e um julgamento dos crimes cometidos pelo Estado então é uma forma uma forma que nós nós estamos propondo pra gente chamar a atenção da sociedade que possibilite a nossa organização para que a gente possa apontar os crimes ambientais que estão em curso na cidade de Campinas tudo isso tem sido acionado o ministério público tem sido acionado todos os canais institucionais têm sido acionado mas infelizmente As instituições se recusam a entrar de frente e a compra briga com o elemento aí do da especulação Imobiliária Enfim então a lógica de onde passa boi passa boiada está valendo a nossa ideia é que nós enquanto sociedade possamos coletivamente fazer esse processo né de apontar os efeitos e que a gente possa a partir daí fortalecer a compreensão da consciência ambiental e também da consciência de organização popular da população de Campinas para concluir tem uma outra proposta que é é a gente fazer em novembro uma plenária da comissão popular da água e do clima em que a partir do desenvolvimento inicial dos trabalhos dos GTS a partir da ideia da construção de um tribunal popular é uma proposta que nós temos que avaliar mas que a gente faça essa plenária em novembro desse ano para que a gente possa eh organizar o que seria esse tribunal popular e os próximos passos Então são essas as propostas então encerro por aqui e aí a palavra está com vocês sugestões críticas enfim [Aplausos] obrigada gente quem quiser falar levanta a mão por favor e aí a gente vai só pedir para que use o microfone porque a reunião tá sendo gravada e a gente precisa garantir um bom áudio também da intervenção do plenário que é fundamental então desligou acho que não tá ligado ele foi lá tá baixinho tá ligado alô tá funcionando tá funcionando primeiro eh eu agradeço a informação e a participação e ajuda para mim aqui eh meu nome é Graciela eu primeiro queria saber quantos minutos eu tenho para ser sintética e d possibilidade po pode ser TR minutos pode faz o que eu puder mais ou menos a gente não quer cortar falar de ninguém mas é s não mas vou tentar sintetizar Então eu acho que a a a proposta aqui é produto de vários movimentos coletivos que vem acontecendo faz muitos anos eu moro em Campinas e no bairro Guará desde 1991 eu tive eu me apaixonei pelo Ribeirão e tô e arcando com as consequências dessa paixão e da irresponsabilidade criminosa das autoridades vamos começar a nomear como corresponde até morto teve na enchente de 2002 fevereiro de 2002 nossos direitos foram sempre violentados agora com total impunidade e desmascarados não mas até o dia de hoje a gente tem toda uma série de dificuldades que tem a ver com uma burocracia uma deconstrução dos organismos que cuidavam do Ribeirão eu fui à primeira e depois se juntaram três bairros para enfrentar a situações de enchente de fevereiro de 2002 pedi a máquina draga nunca tinha sido passada então ess é um exemplo do desca mas até agora o que tinha vindo sendo eado tinha sido efetivado por organismos municipais estaduais como o de e e para cuidar dos rios não existe mais essa gravidade da coisa eu me dediquei a pesquisar deixei meu trabalho do lado para não adoecer e fui ativa que é a única forma que eu entendo de não adoecer Então esse chamado eh a a coletividade a conscientização eu sumaria a possibilidade de fazer entrevistas que sejam eh eh veiculadas através de áudios que Esso impacta permite uma unidade de todas as vozes cada um com sua experiência pessoal e grupal e coletiva que acho que Já estamos na hora não de fazer isso e sumar a essas propostas tecnologias como Teatro do Oprimido dramatizações etc e divulgar um Atlas que foi feito que foi bloqueado digitalmente que eu pedi para desbloquear através de certos esforços eh das pessoas que participaram desse atlas socioambiental do Ribeirão Anhumas e que apesar de ter sido feito faz anos vigora então Eh pode entrar no na internet ver se já está disponível e para estar disponível sen não eu me ofereço a novamente fazer o pedido eh mas o que me falaram que já tá disponível eu não tive tempo porque o tempo para mim é é muito escasso hoje em dia mas estou me voluntariando para colaborar no que eu puder tá bom obrigada acho que tinha algumas pessoas inscritas você faz as inscrições né Bom dia eu sou tão Brother sou da direção do sindicat Metalúrgico e parabenizo a nós por essa atividade que não é uma atividade qualquer né a gente há uns anos atrás via o movimento climático movimento Ecológico como uma coisa de Pequeno Burguês né hoje Não essa é uma realidade né hoje a gente tá vendo que isso tem muito a ver conosco diretamente né o a fala da companheira do vídeo aí mostra aquilo que a gente já tem pensado e falado em alguns momento a necessidade da gente chamar para nós a responsabilidade das mudanças das transformações que nos interessa porque as mudanças e as transformações que interessa ao outro lado que interessa a outra classe estão acontecendo no cotidiano porque eles trabalham com a objetividade deles né com a perspectiva do Capital seja ele imobiliário seja ele Industrial seja ele banqueiro seja ele qual for eles trabalham com a expectativa deles e manipula todo o processo para que isso venha acontecer e ter resultado de acordo a sua as suas necessidad nós precisamos entender isso chamar isso para nossa responsabilidade por isso essa ideia de construir aqui a comissão é fazer com que a classe trabalhadora no seu conjunto entenda a importância e a necessidade já um pouco tardia de fazer esse movimento porque nós estamos vendo Estamos vendo aí no cotidiano o que tá acontecendo com o nosso planeta as reações estão vindo a a a todo momento né o sul tá mostrando o norte tá mostrando o o centrooeste tá mostrando o mundo tá mostrando que o planeta tá aguçando o planeta não tá Resistindo a tanta brutalidade hoje a gente entende também um pouco o nossos ancestrais a relação que tinha com as florestas com os rios né não era à toa É porque isso tinha uma relação com a vida concretamente hoje a gente pode falar com uma certa tranquilidade que a conjunção humana que estamos vivendo a falta de de expectativa a falta de relação a falta de amor a falta de de carinho a falta de solidariedade de relação ela tem a ver com esse distanciamento né cada vez mais você corta a raiz de uma árvore você mata a árvore né Com o tempo ela vai cada vez mais secando ela vai cada vez mais se eh eh fechando em si próprio isso também acontece com nós ser humanos a partir do momento que a gente vai perdendo a relação com a natureza a relação com a a origem da vida a gente também vai ficando totalmente perdido das nossas próprias ações então é preciso fazer esse Resgate acho que esse é um movimento que tende a dar certo e que nós temos que jogar toda a força para que ele possa acontecer com pirada as propostas estão colocadas eu acho que tem possibilidade tem espaço para isso e nós precisamos de fato para concluir chamar responsabilidade para nós porque eles estão fazendo a tarefa deles Tá certo [Aplausos] obrigado obrigado Mariana pelo convite aqui por esse evento cumprimentar a mesa todas e todos os presentes eh então Mariana a proposta Então hoje aqui seriam seria três GTS né e eu entendo que o primeiro de comunicação ele seria também de participação né Então as informações que nos chegam aqui nas falas das companheiras e companheiros é de percepção no seu bairro de Rio sendo eh né lesados e a natureza sendo eh invadida né Eh você traz uma necessidade também Inclusive a fala da companheira no vídeo de eh trazer para as pessoas a importância de se preservar de se cuidar né então acho que esse GT primeiro ele eh ajuda ess essas duas Eh esses dois caminhos né de ouvir e de propor comunicações o segundo técnico Mariana eu queria me dispor a a se eu puder contribuir eh que eu vejo que eh é muito válido a os urbanistas né os técnicos de Meio Ambiente e também social que é que eu me incluo né Então a partir da informação de que há um um um um espaço sendo ameaçado um espaço natural sendo ameaçado então é interessante eh eh se observar natureza eh a a questão Urbana e também social né então se tem um diagnóstico disso e eu vejo os três GTS muito juntos porque a partir da da dos dados técnicos a gente pode verificar Como tá a legislação né porque os técnicos da prefeitura que aprovam o empreendimento imobiliário eles se baseiam na lei então é possível a gente verificar se eles estão cumprindo a lei Eu acredito que sim acredito que o problema é é a lei né e não a a o olhar técnico ali dos Servidores né E então eu eu eu parabenizo né a proposta do GT e e quero me dispor obrigado ualmente sobre o tema da Lei eu só só complementar um segundo sobre o tema da Lei eu acho que chegou a hora da gente copiar eh copiar entre aspas a legislação da Bolívia a natureza é viva e tem seus direitos e Eu voto por essa possibilidade de construir essa proposta boa [Aplausos] você primeiro ah ah tá bom aí depois aqui ó eh Bom dia obrigada Mariana de tá aqui de novo e eu sou de Atibaia também sou do pessol e faço parte da expedição pelas margens do Córrego do Onofre a luz do trabalho da Mariana que a gente vem seguindo esse trabalho tão importante e necessário a gente já conseguiu instituir a frente popular em defesa da água e do clima já fizemos algumas ações porque o Córrego do Onofre eh faz um trabalho de mobilização e conscientização há mais de 2 anos e isso refletiu eh numa questão muito importante que ele deixou de ser anônimo e a agora todo mundo conhece o Córrego do nofre tanto a parte bonita dele ainda que é a parte alta como a parte que vem sendo extremamente atacada com poluição a céu aberto mas a tibaia depende eh das águas do Onofre para captar água para abastecer a cidade e também capita do Rio Atibaia então a gente não vive uma situação diferente a questão do avanço do mercado imobiliário eh há 10 anos que vem devastando a natureza inclusive eh a tibaia já foi o segundo clima melhor do mundo já foi o paraíso quase possível na terra e agora não é essa nossa realidade então é muito importante estar aqui porque quando nós chamamos essa reunião que teve como resultado à frente eh vários movimentos sociais e coletivos participaram e nós estamos aí caminhando paraa CPI também que é muito importante e o mais importante é que o o Onofre esse movimento que começou tão tímido agora é reconhecido lá porque ele não pode ser um rio que deságua nas águas do Atibaia com a sua inteira poluição Então a gente tem que ter além de tudo esse compromisso né a gente não pode fazer com que ele vire mesmo um corredor de esgoto para prejudicar as demais bacias então a acho que é esse o nosso recado que nós estamos juntos tá [Aplausos] [Música] [Aplausos] obrigada obrigada é prazer em conhecer a mocinha que me escreveu um cinco vezes participe participe T aqui por sua c não esquece Renata com 63 anos eu tenho que ser Obrigada viu por territo meu nome é Renata quem eu sou sou Cidadã gente não participo de de local de nenhuma instituição infelizmente agora recém aposentada e Eu sempre pensei enquanto eu trabalhava aqui em Campinas eu tô desde 1971 aqui em Campinas Campinas quando a gente olhava fotos de do começo do século eh retrasado a gente via Nossa como Campinas era né aí a gente vê eh do século passado a gente fala nossa como Campinas ficou e agora a gente vê fotos de agora a gente fala Meu Deus vamos mor tudo né então é uma degradação imensa e muito rápida primeiro com os fazendeiros né que derrubaram tudo e fizeram Mater do café aqui e segundo agora a gente tá tentando manter o restinho que sobrou Ah e a gente tá sem tempo não tem tempo e nós não estamos brigando com a pessoa que tá comprando o seu lote de terreno lá dentro do condomínio Condomínio não existem condomínio Condomínio é quando eu compro um um lote de terreno ou um imóvel e sou dona de parte das outras coisas como é em prédio que a gente tá vendo são são bairros fechados com muros cerca elétricas e muitos guardas e esses bairros estão se são bairros como onde Vocês todos moram e esses bairros estão se informando em volta de pequenas ilhas aonde como você disse os animais não conseguem atravessar né E então esses bairros bairros cercados com muros Desde quando Campinas teve isso com cerca elétrica com guardas se vocês quiserem entrar naquele bairro nem eu que sou moradora de um consigo entrar à vez aí seu cadastro tá desatualizado Você S moradora né E por que eu fui lá eu não fui lá eu fui lá porque eu gosto de Mata eu cheguei lá e milhões de gente tá vindo atrás e segurança eu morava perto do Jardim Olina eh todos os meus vizinhos foram assaltados e antes de ser assaltada que ou eu ia para prédio ou eu ia para Condomínio E aí lendo eu descobri que não existia Condomínio não existem condomínios e a área jurídica ainda tô com tempinho a área jurídica é que pode se contrapor a área jurídica de uma grande construtora de uma grande Incorporadora não pessoas fí Eles são muito poderosos antes de passar o pra próxima pessoa só dar um informe que a gente vai passar e novamente uma lista mas essa lista são é a lista dos grupos de trabalho para quem já quiser colocar aqui o nome que grupo pretende participar eu coloquei aqui do lado também um do e TR que são as três propostas de grupo de trabalho para quem quiser já colocar o seu nome aí à disposição pode ir Oi gente bom dia eh Meu nome é Davi eh faço parte do coletivo juntos e também construo o mês pessoal eh queria saudar a mesa enfim e todo mundo que tá aqui num sábado de manhã disposto a construir eh uma luta né pelo meio ambiente queria fazer um resgate principalmente dos os povos originários eles têm uma uma maneira diferente de lidar com o território né Eh a lógica capitalista é muito de usar o território e os povos originários eles subvertem Essa ordem né É é uma ordem de ser território e eu acho que é é um pouco eh desse sentido que a gente precisa ser sabe eh os eventos climáticos extremos estão cada vez mais eh virando rotina né não são mais eh acaso e se há pouco tempo atrás falava assim ah porque os nossos netos Porque nossos filhos é a gente agora agora chegou o momento a gente tá pagando essa conta e eh não à toa que o que vem acontecendo tanto em São Sebastião no Rio Grande do Sul eh enfim e que tá eh se desenhando para acontecer aqui em Campinas mesmo eh é um projeto da Extrema direita e aqui em Campinas do Dário então assim é não não são coisas acaso que eh a cidade tá sendo loteada que cada vez mais tenham as ataques tanto as brigadas de incêndio porque aqui em Campinas apagar fogo é crime aqui em Campinas é é tudo loteado para eh os Empreendimentos enfim eh cercando né a a a natureza o espaço Então porque a Extrema direita e aqui em Campinas o grande defensor da Extrema direita é o governo dar aru Saad eh e a sua basee eh se insere numa lógica do sistema capitalista que é o sistema da morte então eh eu acho que também quando a companheira vem aqui e traz a experiência da MST eh de que quando tem Eh esses movimentos sociais que lutam pela reforma agrária não é uma questão só de produzir alimento de produzir enfim um produto mas é de devolver a vida para aquele local é é é voltar a nascer água naquele local voltar a ter vida sabe então acho que eh eu queria saudar muito essa exper da da comissão popular e eu acho que a gente enfim vive numa sociedade beleza eu acho que a gente vive numa sociedade também é muito e fruto dessa falácia neoliberal de que eh ah a a a situação do meio ambiente tá assim porque a gente usa muito canudo de plástico porque a gente usa muito copo descartável que assim beleza a gente tem que reduzir mas isso é muito mínimo muito mínimo perto do das grandes indústrias do do do do L fund do do agro né que não é pop Enfim então acho que e o neoliberalismo e enfim é uma lógica que tá dentro das escolas agora também com o novo ensino médio eh individualiza processos que na verdade são coletivos então eh a minha geração tem uma ansiedade climática muito grande a gente não sabe como que vai ser assim se a gente vai ter um um futuro que a gente possa viver saudável que a gente vai ter água sabe então eu acho que é muito importante esse movimento da comissão popular da água eh queria chamar todo mundo assim como eu assim para ser relator e enfim entrar nos grupos de trabalho porque o futuro não espera assim eh ou a gente se movimenta agora ou não vai ter amanhã sabe não é mais ah os nossos filhos enfim não vai ter gente mesmo então acho que é é lutar contra esse sistema que é um sistema da Morte e enfim lutar pela vida a água e o clima [Aplausos] direto Oi gente é eu s é um pouquinho mais tá aqui ah eu sou uma índia sem tribo eu sou Argentina moro no Brasil faz 39 anos faz 19 anos que eu moro numa chácara no fundo dela eu tenho um córrego Sem Nome a região eu chamo ela Triângulo das Bermudas fica entre Parque Jambeiro a angueira e Magalhães techeira né anel viário Ah e eu falo que sou uma índia sem tribo e me sinto muito vulnerável porque eu não queimo Eu preservo meu poço caipira secou tive que fazer outro poço ah junto animais abandonados às vezes e a eu tenho tror essencial não é Parkinson mas é parente né ah e Fico nervosa quando falo em público eh e aí eu preciso ajuda e assessoramento porque eu não tenho família não tenho descendência e eu quero preservar essa área porque preserva os animais que eu posso alimento com bananas com frutas e o que dá e e me f me sinto como esse companheiro falou antes né Eh é proibido se queixar da Fumaça que todos os meus vizinhos queimam me faz muito mal paraa saúde né eu tenho problema respiratório e a a vulnerabilidade da natureza eu sinto né eu o cultivo tinha um orquidário que sobrevive a duras penas e eu gostaria de preservar e legar ess essa área futuramente e saber qual é o nome do meu Corrego gente só falar uma coisa as pessoas se apresentarem pra gente ir se conhecendo né porque a gente falar o nome pra gente ir se conhecendo né Maria Bom dia meu nome é Ricardo né petista vha convite do pessista aqui meu parceiro Então sou da região do do do Campo Grande mora ali né no Cosmos né então tô achando bem interessante essa reunião por quê no momento Mariana que você inseria a população na sua luta na sua briga que é a briga de todos vai fluir isso que eu que eu tenho sempre falado com meu parceiro do momento que desculpa da expressão você é homem duim e o pessoal é a ramificação aí você vai ter grande conquista lá com os opositores vamos dizer assim né porque hoje na realidade eu mexo na área da construção civil eu vejo que o interesse o business é muito forte né região de Barão Geraldo trabalhei em vários condomínios Alfaville e assim vai então o que acontece hoje para você lutar sozinha através desse mercado financeiro que é muito forte é complicado mas do momento que você inseria a população inserir essa galera na sua luta eu acredito que grande conquistas vão ter do meso que você ficar sozinha falando falando não vai ter acho que o sucesso vai ser inválido né mas eu tô bem positivo a respeito dessa dessa comissão que é bem legal ainda bem que que para tudo é o momento acho que o momento é agora né pessoal lutar agarrar com unhas e dentes isso aí estou disposto e a contribuir tá bom no que der vier e vamos para cima acho que essa comissão aí acho que agora o momento que quando a população está mobilizada né Igual aconteceu com esse P do aborto aí quando a população inseriu eles frearam então mesma coisa vai ser na comissão aí do da água e do clima tá bom obrigado a todos aí [Aplausos] tá eh você Bom dia a todos eu sou José Cláudio sou professor de história e atuo como agente educacional há 12 anos na Fundação casa e parabéns Mariana pela iniciativa e eu acho que tem sim como dar certo e eu queria só eh contribuir com com a experiência que eu já tenho lá na Fundação que eu acho que a gente poderia acho que levar para essa comissão que seria na parte Educacional né Vocês não sei se vocês viram aqui eu estou com a camiseta do meu projeto lá na Fundação E lá eu diz desenvolvo o projeto aquaponia em casa né e é uma coisa que é fantástica porque a gente eu tenho lá um um um um ambiente que eu tenho 10000 l de água e eu consigo produzir alfaces eh todo ano com aquela água sem ter que utilizar outra água diferente do do que a gente faz quando vai produzir no solo Então eu queria acho que contribuir nessa linha aí mais na área da educação tá bom [Aplausos] obrigado eh Bom dia ainda né meu nome é Naná Eu Sou professora de história aposentada sou sambista aqui em Campinas também e sou Campineira né Sou há 59 anos eu resido aqui em Campinas e percebo que muita coisa mudou né na questão do meio ambiente eh eu cresci eh no bairro que que a gente chama bairro do castelo que junta com an barara todo aquele pedaço Justamente na Rua do Bosque dos Italianos eu estudei naquele Bosque né E apesar do bairro ser um bairro de classe média média alta inclusive na época eh exatamente aqu essa rua em frente o Bosque dos Italianos era uma rua onde tinham os cortiços tinham as casas de frente e no fundo tinham os cortiços né Eh onde ficava três quatro cinco casinhas né e onde você tinha ali uma população eh Negra minoritária mas muitos brancos pobres né A gente cresceu por ali e a existência daquele daquele Bosque na minha vida foi assim essencial na minha infância uma coisa fantástica e quando vocês relataram aqui o que tá acontecendo né com com os bosques de modo geral a falta de cuidado de preservação que tá fazendo árvores que poderiam viver muito mais né serem cortadas realmente eh Mexeu comigo mexeu com a minha com a minha memória afetiva Mas o que eu queria falar também é que eh existe essa intenção né de no mês de novembro fazer uma ação né dessa comissão aqui que tá se formando a partir do GTS que vão organizando tudo de uma forma mais objetiva eu gostaria que que por ser o mês de novembro ess é um mês Onde a gente tira muito um espaço né para para se discutir a questão racial né que a gente tenha pela sua fala pela primeira fala né do tchaka né isso eh que relaciona muito essa questão ambiental eh com a com o capitalismo com a crise do capitalismo e a gente sabe muito bem que o que o racismo eh ambiental é algo muito forte mas que é algo que eu acho que precisa ser trabalhado de uma forma mais profunda mais objetiva pra gente tá trazendo o movimento negro né uma coisa somos nós pessoas negras aqui nos representando e falando sobre isso outra coisa é você trabalhar uma conscientização do quanto o movimento negro precisa participar dessa discussão né para que a gente tire e realmente essa história de que o movimento ecossocialista era coisa de burguês tudo ficou para trás né para que a gente chegue nessa compreensão e traga essa compreensão pro coletivo do movimento negro Então eu acho que a gente precisaria de uma mesa com tempo né Eu precisaria te ouvir muito mais né com tempo pra gente tá discutindo tanto e essa luta da comissão que é algo que vai no sentido de ser anticapitalista e ser antirracista também pra gente aprofundar na questão dos dados do quanto esse racismo ambiental né Eh nos oprime enquanto pessoas negras do quanto Isso dificulta a nossa vida né Não só no cotidiano mas fazer um resgate histórico inclusive aqui em Campinas de como essa população negra foi sendo jogada para para áreas mais periféricas né com com o avanço da da especulação imobiliária na cidade enfim eu gostaria que tivesse um momento de uma mesa que chamasse toda essa discussão de uma forma mais profunda que a gente tivesse o tempo de se debruçar nisso para poder fazer o a a a conexão maior com essa questão da CPI [Aplausos] Alguém gostaria de fazer uso da palavra então a lua depois a Graciela e a gente vai volta volta pra mesa é e não esqueçam também de assinar a lista com os gts né debate é importante ação também e bom dia a todos ai eu vou levantar no cantinho que eu quero ver a cara de vocês pera aí é ruim ficar falando pra frente né Eh meu nome é Luísa como cidadã eu sou engenheira ambiental e eu fico bastante aliviada sabe porque eu vejo os movimentos acontecendo e eu fico bem engessada assim o movimento que eu digo né a agressão ao meio ambiente acontecendo e a gente fica meio congelado sem saber como agir né então vê um movimento desse que a gente pode ter uma rede de atuação me deixa aliviada Então como engenheira ambiental eu fico à disposição inclusive para o o GT técnico eh e aí eu trago também algumas algumas sugestões se já cober aqui nesse espaço né Campinas por mais incrível que pareça ela é uma cidade que ela é referência ambiental diante de todo o país é uma triste realidade mas pelo menos a gente tá sendo um mínimo de eh referência né nem que seja eh do que tá sendo das da teoria vamos dizer assim porque as elas são boas e todas as vezes que eu tenho participado dos movimentos né que eu tenho participado aqui de audiências públicas principalmente a maior questão que é levantada é que não é executado aquilo que se planeja Então a gente tem um monte de política pública muito legal que não tá sendo de fato executada né então a minha sugestão seria eu sou eu não sei eu devo morar num conto de fadas né eu não gosto muito do Diálogo que a gente fala de luta porque parece que nós estamos em lados opostos eu gosto de acreditar como ser humano que as pessoas agem não contra o outro mas muito mais em benefício a si próprio né ah eu não quero matar você eu não quero destruir o outro mas eu tô fazendo algo por por mim né então Parando para pensar estamos todos trabalhando por nós próprios né Por Um por aquilo que a gente acredita que é o melhor então diante desse cenário eu gosto de imaginar uma possibilidade em que a gente consiga articular as políticas públicas que já estão presentes e eu vou citar aqui que o mais recente que eu participei que foi o plaque né que foi o plano local de ações climáticas que vieram com super propostas aí pelos planos de 25 anos e o que mais me chamou atenção dentro desse plaque Foi sim também o racismo ambiental né que todos os mapas que que são apresentados dos impactos ambientais em Campinas eh tem acho que eram sete ou nove Se eu não me engano escassez hídrica enchentes ondas de calor assoreamento do Rio todo esses mapas quando são colocados uns sobreposto aos outros Obviamente as regiões periféricas são as que estão em situações de vulnerabilidade de todas as questões que enfim já estão previstas né então a prefeitura já expôs ali que em 25 anos tudo isso vai acontecer e ali tem ações planejadas né então seria interessante que nós todos pudéssemos articular com as leis que já estão dispostas né já que estão aí já já que existe uma intenção de que somos uma referência Municipal que a gente consiga caminhar com isso E aí quando a gente fala eh sobre águas essa semana eu participei aqui também do ai vai me falhar da da frente parlamentar ambientalista E aí o o Raul tava do meu lado ele falou assim é quando a gente fala em Água Primeiro de tudo a gente precisa tirar o lixo de cima e aí eu venho aqui também com com um papel de empreendedora Hoje eu trabalho com a guaraipo que é uma um negócio que é voltado PR estão de resíduos com foco em resíduos orgânicos né da parte de de de compostagem a gente oferece o serviço de compostagem por assinatura Mas enfim e a gente consegue perceber que a gente tem uma situação bem grave com relação a águas quando a gente olha a quantidade de lixo que tá sendo disposto e jogado perdão empolguei aqui já vou finalizar mas sobre o projeto de mobilização Eu acredito muito na educação como comoil quando a gente expõe as crianças automaticamente os pais são convidados a participar da discussão eu fico à disposição também pro GT1 eu até coloquei GT1 e 2 Porque como como engenheira eu tô à frente aí da parte técnica Mas como e empreendedor e como educador ambiental Eu também gostaria de participar da parte de mobilização com vocês tá bom E aí tenho várias sugestões aí de mobilização e obrigada mais uma vez aí por estarmos todos aqui hoje obrigada por esses momentos a mais que me dão eu não somente vou apoiar a proposta de teu nome é Naná orix Naná e Mas também eu vou colocar uma questão que foi votada na conferência na última conferência de meio ambiente é Municipal Estadual e a nacional que é os catadores de material reciclável como agentes populares de educação ambiental fundamental mulheres negras pobres marginalizadas maltratadas e torturadas pelo poder público municipal uma vergonha e o outro tema fundamental dentro do que você coloca que a ancestralidade das culturas negras vindas do continente africano sintetizaram nas religiões de Mati africana o cuidado com a natureza através dos orich e ISO deve ser compreendido na sua profundidade porque as comunidades religiosas de matriz africana sabem que o ser humano e que o grupo e que o coletivo é parte da natureza não somos opostos nem complementares somos natureza como falou o companheiro acaba a natureza acaba a vida da gente só isso obrigada eu V passar aav cía então para fazer sua consideração final acho que é mais uma vez agradecer por essa iniciativa eh a luta pela água já é uma luta do movimento dos trabalhadores sem terra então só para falar que a gente tá junto nessa luta Tá bom obrigada obrigada agradeço muito ao M dos Trabalhadores Rurais sem terra por tudo que fazem nesse país né mas também pela presença e quero agradecer também ao Mariele Franco por estar aqui taca bom também gostaria de agradecer demais a Mariana por est proporcionando esse espaço de fala pra gente estar podendo trazer aquela luta que sempre foi nossa né da carreira de especialista de Meio Ambiente primeiro nós estamos em greve de primeiro a partir de primeiro de julho ibb Ministério do meio ambiente estão em greve por intransigência do autal governo infelizmente que falou que o foc Car a questão ambiental Mas infelizmente não tá sendo só queria Então fechar assim um rapidíssimo comentário sobre o que o toan falou quando a gente tá perdendo as raízes com o meio ambiente isso é um projeto alguém acabou de falar né que a natureza e ser humano não são apartados só uma coisa só a gente é natureza e os povos tradicionais nos ensinam isso e eles têm uma palavra bonita para para perder Esse envolvimento que é a Matiz do capitalismo chama-se desenvolvimento é isso capitalismo é isso desenvolvimento querem tirar a a gente no nosso envolvimento com a terra para transformar tudo em mercadoria e produção e só finalizando com o que você falou né existe um conceito agora eu falei da fratura metabólica existe o conceito de dupla fratura metabólica porque o capitalismo Quando ele nasceu ele não ele não apenas separou eh natureza de ser humano mas ele também separou grupos de ser humanos né então é uma dupla fatura metabólica vamos lembrar que aqui nas Américas o capitalismo ele sobreviveu matando as populações indígenas e colonizando a terra com a mão de obra dos escravizados então uma fatura metabólica onde foi feito apenas para um certo tipo da população é isso obrigado obrigada taca eu queria comentar algumas coisas primeiro a questão que a Renata coloca e é fato Renata eh a gente sabe como o taca colocou na primeira fala também não não acho que a gente Deva defender aquele tipo de ambientalismo que aparta as comunidades da Defesa do meio ambiente tem muita gente ali na região de Souzas e Joaquim egid de comunidades moradores que fazem e que são essenciais para preservar a os fragmentos que estão ali o diálogo com os moradores ela é essencial o que está em curso ali naquela região na verdade é outra coisa a verdade quando a gente tá falando do desses grandes Empreendimentos desses grandes condomínios hoje é uma tendência no mundo todo não são eh pessoas que quiseram morar perto da da do Rio Atibaia e etc são fundos de investimento são capital especulativo que é o que tem dirigido organizado as cidades né então assim isso é uma coisa existe esse debate Acho que até esse talvez seja um tema porque com isso também eh não quis entrar aqui mas disso deriva também uma crise grave de moradia Campinas foi a cidade que mais teve aumento no preço dos aluguéis no último ano então isso é uma questão do dos aluguéis não dos dos imóveis como um todo isso gera um problema de moradia Isso é uma questão que tá em São Paulo é uma questão que tá nas principais capitais tava tem uma discussão em Londres por exemplo sobre política de controle do preço dos aluguéis é uma discussão que a população tá tá tá debatendo né então eu acho que é tem essa questão que eh Nós não somos a a digamos assim a o foco né da discussão a disputa Porque existe uma disputa colocada existe uma disputa de qual projeto de cidade nós queremos né existe uma disputa que não é contra os moradores dali devemos ter os moradores ali como um diálogo como temos muitos parcerias Mas é uma disputa com relação a esse monopólio fundos imobiliários fundos de investimento que são pessoas que não TM nenhuma relação que né que que que que a relação que eles têm com o território é dá um clique ali na na no no computador para fazer o investimento Esse é esse relação é uma relação completamente alienada do território então eu achei importante a tua consideração sobre o ponto que a Naná coloca eu acho que é importante acho que a gente pode encaminhar aqui que nessa plenária que nós vamos eh organizar na em novembro que a gente faça combinado com uma aula pública né E aí eu acho né que aí peço ajuda também pra gente pensar o GT para pensar né pode seu GT de mobilização inclusive que pense Quais são os que que o que é interessante trazemos as comunidades de de religiões de matriz africana por exemplo nós temos uma experiência interessante com o O terreiro do pai Nando que está ali na região na beira do Capivari nós eh houve uma tentativa de uma reintegração de posse da vizinha do terreiro fizemos um embar lá enfim mas eu acho que pode ser também outras comunidades Enfim acho que a gente pode contemplar essa temática como uma aula pública somada com a a a plenária de novembro e acho assim gente que eh eh o que qual é a grande questão né isso que a Luísa coloca a Graciela comentou também existem legislações existem legislações existem planos existem estudos técnicos existem essas questões na cidade de Campinas né até porque existe também uma questão de narrativa né o prefeito dáo Saad que ele eh eu achei muito curioso que ele apresentou o plano o plano de de combate climático na mesma semana que eles aprovaram V 88 que permitia eh construção de empreendimento imobiliário de de até 37 m a 120 M da área da da da da da APP né então assim eh existe um jogo de narrativa porque eles também são obrigados né Eu acho que nós temos que explorar sim e eh esse fato né quer dizer existe um plano então o que que diz esse plano queremos disputar esse plano mas eu acho que pensando a experiência que eh desses 8 anos acho que a gente não pode se prender a esses planos entendeu porque o que que vai acontecer Qual é a única possibilidade da gente conseguir organizar e coisa força social é força social gente o movimento de mulheres alguém citou e eu acho que tá correto o movimento de mulheres Acho que foi o companheiro é movento de mulheres dê um exemplo deu um exemplo importante a Extrema direita vindo com tudo para cima dos nossos direitos a Extrema direita acuando a a eh negacionista científico acuando a os movimentos sociais acuando a esquerda ganhando espaço que que o movimento de mulheres fez foi pra rua e foi pra rua não surge do nada foi para o movimento de mulheres vai consegue mobilizar e organizar por vários motivos um deles é porque existem coletivos feministas de mulheres fazendo trabalho silencios cotidiano de Formação política de organização aprendendo porque o parte da alienação da natureza da que a gente até a gente é alienado no trabalho al alienado na natureza e alienado na política nós não aprendemos a participação política coletiva organizada nós não aprendemos isso é bloqueado o tempo todo nas escolas Esse é o sentido novo ensino médio Esse é o sentido do controle n que burocrático sobre o próprio apr aprendizagem da coletividade da Juventude então nós também aqui vamos ter que aprender a nos organizar essa é a proposta a proposta é como a gente aprende a se organizar a partir das experiências que nós já temos a partir das experiências individuais mas a gente quer construir um processo de aprendizagem coletivo de organização né e com certeza vai ser muito interess importante fazer essa ação junto da dos meninos lá da fundação casa né é muito importante a tua presença aqui né os trabalhadores da Fundação CASA que também já que fizeram greve que estão em luta pelas condições de trabalho e assim eu acho que a gente quer a gente quer que aqui seja um espaço onde muitas lutas né luta em defesa do do Bosque a luta em defesa de uma educação importante dentro da Fundação CASA uma série de lutas consigam se encontrar e a gente consiga pensar coletivamente então eh ficou o convite sejam parte do GTS acho que os gts vão ter que se reunir vão ter que elaborar vão ter que pensar vão ter que fazer uma reflexão e que a gente consiga fazer essa plenária em Novembro para a gente estabelecer o planejamento Quando vai ser esse tribunal Popular se é essa ideia mesmo Enfim tudo isso para que a gente possa construir e esse Esso ano que vem tem cop começa a discussão do plano novo plano diretor plano diretor daqui foi aprovado em 2001 Ou seja é no próximo período no próximo quadriênio que se começa a discussão do plano diretor último plano diretor eles passaram um rodo na gente o setor das da dos empreendimentos imobiliários estava muito organizado nós estávamos desorganizados então nós precisamos estar organizados para o próximo período isso que vai possibilitar que a gente consiga influenciar sobre a legislação cobrar os crimes conseguir influenciar a política pública né é a nossa força a nossa organização que possibilita isso gente então obrigada pela presença de vocês e aí a gente vai aí então estimular e organizar os as os gts para que a gente consiga de fato colocar esse projeto em andamento obrigada [Música] TV Câmara Campinas
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