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Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Sexamos hoje, dia 6 de fevereiro. Vamos conversar o que hoje, hein? Vamos falar de um tema bem interessante. Pergunta para você aí de casa, você é adulto ou não? Ah, Ruben, mas eu tenho 40, 50 anos. Você é adulto ou não? Essa é a pergunta do programa de hoje. Quando nós nos tornamos oficialmente adultos? Bom, de acordo com o IBGE, o perfil das famílias brasileiras mudou drasticamente. O número de jovens que permanecem no ninho até 34 anos cresceu de forma exponencial na última década. E não é apenas uma questão financeira, mas um fenômeno social e psicológico que a ciência chama de adulteza emergente. E as dúvidas que ficam no programa de hoje e que, claro, serão respondidas são: O que define o ser adulto hoje? os boletos, a independência emocional ou o marco legal dos 18 anos. Vamos debater as crises dos 20, a síndrome do Peterpan e como a super proteção está criando uma geração que teme a responsabilidade da vida real. Deu para entender um pouquinho como vai ser o programa de hoje? Vem com a gente, manda sua mensagem, conta aí. Você tem um adulto na sua casa, né? Ou então você tem uma criança grande, ou você se sente uma criança grande, a sua criança interior é exacerbada, né? Ela transborda. Conta pra gente. 1997829377. Nossas entrevistadas já estão no estúdio. Daqui a pouquinho vamos apresentá-las, mas vamos antes atualizar algumas informações, a previsão do tempo pro final de semana e já já a gente volta ao nosso tema central do estúdio Câmara de hoje, ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas. Bom, a Escola de Governo e Desenvolvimento do Servidor de Campinas abriu inscrições para o curso Parentalidade Responsável, obrigatório para servidores que desejam ampliar a licença paternidade de 5 para 20 dias. As inscrições devem ser feitas em cursos.campinas.sp.gov.br, tá? O curso será presencial nos dias 11 e 12 de março, das 8:30 da manhã às 4 da tarde na sede da escola de governo que fica na rua José Paulino 1399, primeiro andar, no edifício Arcadas. A formação orienta futuros pais sobre paternidade, gestação, parto, cuidados com recém-nascido e a primeira infância. O certificado tem validade de 2 anos e atende a Lei Complementar 314, que instituiu a ampliação da licença paternidade em Campinas. Muito bem, carnaval tá chegando. Temos informação para você que de repente não curte muito carnaval, enquanto o pré-carnaval e a folia oficialmente movimentam a nossa cidade de Campinas aqui em fevereiro, a cidade também oferece opções culturais para quem prefere programas tranquilos. A programação inclui teatro, consertos, cinema, exposições, passeios guiados e atividades formativas em diferentes regiões, com muitas atrações gratuitas ou de baixo custo. Entre os destaques estão espetáculos no teatro, no teatro Castro Mendes, concertos da orquestra sinfônica, visitas ao Centro de Convivência e sessões especiais no MIS. também passeios históricos como o tour pelo cemitério da Saudade e Exposições no Centro de Convivência Cultural. A agenda completa pode ser conferida no calendário de eventos da Prefeitura de Campinas. É só você acessar campinas.sp.gov.br/eventos. Se programe para que você tenha aí um bom feriado de carnaval. Previsão do tempo. Será que temos sol esse final de semana? Gente, é chuva, é chuva, é chuva, né? Típico de verão. Vamos lá. Sol com algumas nuvens hoje, chove rápido durante o dia e à noite também tem uma parcela de chuva aí, mas não é aquela chuvona não, tá? Mínima 19, máxima 29º. Sábado, vamos ver amanhã. Sol com algumas nuvens, também parecido com hoje, né? Chove rápido durante o dia e a noite também. Mínima 20, máxima 29º. E para domingo nós temos aí eh sol, muitas nuvens, nublado com chuva de manhã e à tarde, gente, para domingo. A previsão do tempo diz que teremos temporal e noite com muita chuva. Então, 20:25 para domingo. Essa é a previsão do tempo para o final de semana aqui na nossa metrópole. Agora sim, vamos ao nosso tema central, apresentação das nossas convidadas. A gente sabe que a gente vive em uma sociedade que a cultura da juventude eterna, onde envelhecer muitas vezes é visto como temor, está exacerbada. Ao mesmo tempo, as exigências do mercado de trabalho empurram a estabilidade para cada vez mais tarde. Segundo dados da Cantaribop, houve uma alta de 137% no número de pessoas entre 25 e 34 anos que moram com os pais aqui no Brasil. O que nos mostra que a transição para independência está cada vez mais lenta e complexa. Então, a gente precisa de especialistas para nos explicar como a gente vai entender esse assunto. Então, é por isso que nós convidamos para essa conversa de hoje a Juliana Caetano. Ela é psicopedagoga, pedagoga, especialista em depressão, dificuldade comportamental e também psicanalista clínica. Ju, seja bem-vinda. Bom dia. Gratidão mais uma vez receber você aqui no nosso estúdio Câmara. Obrigada, Rúbia, mais uma vez pelo convite. É sempre bom poder estar contribuindo com vocês, né, que sempre trazem os temas tão interessantes. Maravilhosa, maravilhosa. Para completar a nossa dupla de hoje, aqui com a gente a Letícia Sampaio, também é psicóloga. Seja bem-vinda. Obrigada pela sua participação, pela sua presença. Gratidão receber você novamente. Teve aqui o ano passado, agora tá voltando para conversar com a gente. Obrigada. Eu que agradeço. É um prazer estar aqui com vocês hoje de novo. Um bom dia a todos. Espero que essa seja uma discussão frutífera. Espero poder contribuir. É um prazer táar aqui novamente, gente. Olha que dupla. Então vamos bora, Ju. Conta pra gente, nossa psicóloga, psicopedagoga, né? Ah, legalmente, né? Somos adultos aos 18, mas a neurociência aponta que o cérebro ele só amadurece completamente aos 30 anos, né? Então, como é que essa demora biológica afeta as decisões de quem está na casa dos 20? Esse eh córtex frontal, qual que é o segredo dele, né? Quando que ele tá pronto? explica pra gente. Na verdade, né, há muitas controvérsias hoje em dia. Antigamente a gente elaborava a formação do Córtex pré-frontal, que é responsável pela tomada de decisões e elaboração de situações até os 25 anos, né? Hoje já se estuda entre 25 e 30 para se tornar um adulto de verdade, né? Para se tornar um um responsável pelas suas tomadas de decisões, escolhas, entre outras coisas. Então, hoje a gente trabalha na casa dos 30 anos o fechamento do córtex pré-frontal. E o que influi, o que, né, atrapalha ou melhora isso. A gente eh fala muito pros pais e na clínica que tem a ver com a questão das experiências pregressas vividas. Então, tudo bem que biologicamente eu fecho esse córtex pré-frontal perto dos 30, mas se eu tiver tido muitas responsabilidades, experiências anteriores muito mais cedo, que foi o que aconteceu com a geração X, a nossa, né, que vai de 65 a 80, mais ou menos. Ah, 80, não, é 65, 80, eh, a gente tinha outra vivência e outra maturidade com relação ao crescimento, responsabilidades, atitudes, enfim. Então a gente tinha elaboração de forma diferente, por isso que se falava que fechava até os 25. Hoje a gente trabalha entre 25 e 30 devido a essas demandas da modernidade, né? As mudanças que nós estamos tendo na sociedade. Nossa. Então eh se a gente para para analisar um choque de realidade, porque a sociedade cobra maturidade de repente de um cérebro que ainda tá tecnicamente em obras, né? Se a gente for parar para analisar a parte científica. Agora, Letícia, esse conceito de adultez emergente, né, que que eu trouxe eh no início do programa, é uma fase nova de desenvolvimento humano ou apenas um reflexo aí de uma geração insegura? Você acha que esse esse termo, né, eh eh ele está para poder maquiar eh uma geração que tem medo da vida? Eh eh talvez um pouco dos dois, talvez um pouco de cada, né? Eh, acho que dá para pensar também nessas mudanças, né, que a gente teve, eh, em várias coisas, né? Por exemplo, eh, a gente tem uma juventude hoje que foi muito atravessada pela questão da pandemia. Sim. Que mudou muito, né? Eh, pessoas ali crianças em idade escolar ou até um pouco maiores na faculdade, né? São coisas que mudam muito a nossa experiência com o mundo. Então, assim, para dar um exemplo de como as coisas vão mudando, né? Então, vão mudando também esses parâmetros de certa forma. Eu acho que eh talvez não talvez não a gente não possa falar entre melhor ou pior. É diferente. É diferente. E essas fases do desenvolvimento vão acompanhando também as experiências que a gente tem. Uhum. Experiências na na nossa criação com a nossa família, eh, na escola, né, de socialização, enfim. E tudo isso é atravessado também pelo momento que a gente vive, né? Então, eh, uma exposição a informações, o que pode ser bom e ruim também, se isso vira um excesso, pode se tornar uma coisa ruim, né? Enfim. Então, são vários elementos aí, né, que vão eh que vão influenciando na forma como a gente se relaciona, na forma como a gente amadurece, né? Então, eu diria que assim, pode ser uma eh pode ser um pouco de tudo, né? talvez uma forma de lidar com todas essas mudanças do mundo, né? Mas é isso, né? Eh, são dificuldades diferentes para épocas diferentes. Então, talvez isso tenha a ver com surgimento de novas questões também, né? É isso. É uma adolescência estendida, né, Juliana? Que antes a gente não tinha, eu não tive essa adolescência estendida, não, viu? É, a geração X tinha essa questão da responsabilidade c do dos afazeres do lar, eh, do respeito, até da formação de família, né, como era robusta e diferente, mais fechada, né? Nós não tínhamos tanto esse contato com o mundo em tão pouco tempo, em segundos, né? É, hoje a nossa geração tem contato em segundos com informações do outro lado do planeta, enquanto que na nossa época nós demoráos às vezes 48 anos, 50 anos para ter uma informação que eles têm hoje em segundos. Uau, né? Para vir uma informação de fora, né? Isso quando surgiu a televisão. Exato, né? Então, eh, lembramos que poucas pessoas tinham até aparelho de televisão em casa. Uhum. Na geração X, né? Ouvia no vizinho, uma vez por semana ia na casa do colega, de pilha, quando pegava direito, aí, quando pegava, né, o radinho lá para ver a novela, ouvi uma música, enfim. Então assim, a velocidade, como a Letícia colocou, com as quais as informações estão chegando, tá mudando muito até a questão da formação do processamento do Lob frontal. Uau! Então mexe também com a parte biológica e física. O que faz com que, é muito sério isso, com que as pessoas, né, crianças e jovens também fiquem mais em casa se exercitando menos, que é um outro assunto, mas que mexe também na parte biológica de estruturação. Então, aos 18 anos, eu até posso ter uma estruturação física, só que se eu ficar em casa na cama, não me movimentar, não praticar esportes, tudo isso influi também no fechamento do córtex pré-frontal. Sério isso? Olha que coisa é é complexo e acende um alerta porque a essa geração de agora eles estão fazendo exatamente o que você acabou de falar, né? cama, eh quarto, fica deitadinho lá, não se movimenta, porque eles estão vivendo uma um um momento online, totalmente online. As as crianças, os adolescentes, eles não conseguem se conversar mais eh pessoalmente porque não tem argumento, não sabe nem como falar com o colega. Mas aqui, ó, na na internet, rapidinho tem assunto, né? Então isso preocupa e essa questão preocupa porque precisamos nos movimentar. Os nossos jovens e adolescentes precisam sair mais, ir pra rua, brincar mais, igual fazíamos na nossa geração, não é? É essa interação, né? que a gente chama de maturidade relacional, ela é muito grave quando não desenvolvida, como a Letícia colocou, nas fases adequadas, principalmente, especialmente na pandemia, nós tivemos a diminuição desse contato e a relação do telefone celular é com o outro lado, outro lado e a relação frente à frente muda muito também na elaboração de conflitos de maturidade. Então isso é muito sério. E quando eu falo também da parte física, porque na pandemia eu trabalhei em escolas e na volta da escola nós percebíamos as crianças de 17, 18 anos andando em marcha. Você tá brincando? Ô, eles ficaram muito na camas e houve uma retração muscular. Então eles andavam saltitando no corredor porque eles tinham perdido o movimento voluntário, aquele que já é flexível. Então foi muito grave. E aí nós tivemos que fazer um trabalho com a equipe de educação física para aumentar o esporte, pra gente voltar isso de uma forma mais acelerada. Pensem nisso. Então é muito sério, né? A internet veio para contribuir, perdão, por um lado. E por outro lado, se a gente não cuidar, eh vem de uma forma muito negativa socialmente, né? Principalmente com relação à maturidade. Poxa vida. Eh, agora quando a gente fala de de eh ser adulto, né, a super proteção dos pais e aquela questão, né, eu eu eh vou fazer pro meu filho aquilo que eu não tive, né? Isso influencia na maturidade dessa criança, desse jovem que vai se tornar um adulto logo em breve, Juliana e Letícia, qualquer avaliação que você faz tem influência. Eu vou super proteger a minha criança, o meu jovem, porque eu não tive essa super proteção, então, né? Mas isso é algo que não é tão assertivo assim. Eh, pode ser, pode não ser tão assertivo assim, né? Eh, porque é isso, né? Vem desse lugar de cuidado, de proteção, de amor, né? Então, vem e vem de um lugar positivo, mas às vezes pode ter essas consequências que a gente não espera, né? ou que não era não era a intenção, mas pode acabar acontecendo, né? Como por exemplo isso, né? Protegendo ou limitando ali algumas experiências da criança, do adolescente, né? De alguma forma você acaba negando essas experiências a ela e que eh que são experiências às vezes fundamentais para pro desenvolvimento, né? E o desenvolvimento é isso, né? Não é uma coisa tão linear, né? Às vezes não é uma coisa contínua, né? Então, experiências são importantes, né? Como, por exemplo, isso, experienciar o mundo, sair de casa, né? Ter contato com outras pessoas, outras crianças, adolescentes da mesma idade. Então, essas são coisas que, claro, causam um causam medo. Às vezes isso pode resultar nessa super proteção, né? Porque é isso, é um cuidado, mas o excesso disso também pode ser ruim, porque pode acabar privando, né, eh, o filho ali de tá, eh, vivenciando algumas coisas que são importantes pro desenvolvimento, né, e principalmente contando com isso, né, contando com a forma como a gente se organiza hoje em dia, que é muito e em torno da internet, muito em torno desse mundo virtual, né? Então eu diria que até fica até mais importante permitir ter algumas experiências, né? Permitir tá no convívio ali, num convívio social, né? Porque isso faz parte do nosso desenvolvimento também, né? Então eu diria que é isso, né? É importante ter um cuidado em relação a essa proteção. Sim. Eh, costumo dizer que tirar do outro direito a viver a realidade enquanto criança torna um adulto com baixa tolerância frustração. Uau! Verdade. E gera síndromes e patologias na vida adulta muito sérias e graves. Então, não posso cair, eh, não posso deixar de dar o brinquedo, não posso deixar ele pegar um copo de água, não posso deixar ele lavar uma louça, arrumar uma cama. Que adulto você quer formar? Que tipo de ser humano você quer formar? Eh, a proteção relacionada à criança ao filho, ela é infinitamente mais ampla do que protegê-lo de uma simples frustração. E é nas pequenas frustrações que nós vamos lidar no macro com as maiores, né? Então, se eu protegê-lo da realidade o tempo todo, ele vai ter que viver a realidade em algum momento, se tornando adulto, e ele não vai saber ter habilidades funcionais importantes para lidar com essa realidade. Então, são fases, né, da nossa vida que causam eh uma uma confusão se a gente não tiver bem amparado, né, porque a criança, o bebê depois, né, é criança, daí depois ele vem, vai virar o quê? um adolescente, depois vai ver um adulto. Tá vendo como é difícil, a gente não sabe. E aí chega aos 18 anos, certo? É responsabilidade máxima, né? Pagar boleto, responsabilidade, o que que é ser adulto, né? E aí, beleza, 18, 20, agora pronto, 21. Então, nem se fala. Que que acontece? Por que que tem aquela crise dos 20? Você já passou por isso? Você teve a crise dos 20? Eu não tive tempo de passar pela crise dos 20, não. De repente eu posso ter tido uma crisezinha nos 40, né? Mas lá nos 20 eu não tive tempo de passar por crise de 20. Mas existe a crise dos 20. E o que que acontece no nosso cérebro? Por que que a gente sente essa pressão quando a gente, todo mundo quer chegar nos 18, mas daí do 18 chegou no 20, opa, porque já tá chegando no 21 e aí a responsabilidade dobra e vem a crise, né? O que que acontece com a gente, Juliana? É porque de fato, Rúb eh, fazer 18 anos, ele tá só relacionado e correlacionado à maturidade civil e penal. É um marco, né? É um marco importante, né? E aí quando eu vou chegar nos 21, eles entendem, né? o jovem adulto, que a gente considera assim, porque não tá todo elaborado ainda, é como se fosse uma segunda maioridade. E aí eu já tenho que tá bem empregado, eh, trabalhando, me colocando, né, com os que foram trabalhados para isso, com quem foi super protegido. Há um processo muito delicado e perigoso neste momento. A Letícia pode completar, é, entendendo que, nossa, eu tenho 21 anos, vai gerar frustração se eu não tiver alcançado algumas questões por conta da pressão social que nós temos hoje em dia e aí eles ficam perdidos. E aí é um momento muito delicado, tanto quanto a adolescência, né? Que o que eu faço agora, eu tô indo pros 25, mas eu não tenho nada, eles já pulam pros 25 na fala, né? Aham. Ou eu eu fiz 18 agora e o que que que eu vou fazer da vida, como é que vai ser isso para mim, né? Então essa pressão social engole. Se nós preservarmos esta criança de não sofrer frustrações, de não embater, de não buscar, de não ter raça, de não procurar evoluir. Então, dentro disso que a gente coloca, né, eh, para que as famílias proporcionem várias experiências, para que ele saiba buscar, conversar, eh, trabalhar, ter resiliência, enfim, uma série de coisas. Então, essa fase é um pouco complexa para eles, né? E aí se a gente não der esse suporte cujo qual você colocou, a gente faz com que eles se percam nesse momento. É muito difícil, porque a adolescência é a fase mais delicada da nossa vida. E a gente também, os pais acabam se perdendo um pouco nessa questão, não é? Porque é um pouco difícil a gente ah se colocar no lugar do nosso adolescente, da nossa criança, né? a gente tem uma outra visão de mundo e aí eh vem esse adolescente se tornando um adulto com tanta cobrança da sociedade e os pais precisando ser apoio, né? Mas até que ponto os pais precisam dar esse apoio também, porque é a questão que a gente falou da frustração, de aprender cair, levantar e e se virar pra vida. Agora 20 18 anos, né, Letícia? E aí depois vem os 30. Gostaria que você permeasse aí por essa essa linha do tempo, eh, da importância da gente, de repente ter uma inteligência emocional para poder lidar com essas fases da vida. Uhum. Eh, eh, por conta disso também, né, como o desenvolvimento humano é um processo contínuo, também não dá pra gente falar no adulto pronto, né? Eh, a gente continua amadurecendo, se espera que a gente continue amadurecendo ao longo da vida. Eh, então, tornar-se adulto é um processo também, né? Eh, e muito em parte, voltando um pouco a esse momento dos 18 anos, né? Eh, é um marco legal, mas é um marco social também, porque na daí é naquele momento em que o adolescente vai estar terminando a escola. Sim. Aí vai escolher uma faculdade, escolher uma profissão, escolher um curso, enfim. Eh, então é um momento de muitas decisões. Avançando um pouco, né? Aí se chega na casa ali dos 20, né? Pode ser que esteja terminando essa essa graduação, né? Pode não ser muito bem o que a pessoa esperava, né? Também. Isso também é uma questão, né? E hoje em dia a gente tem muito mais opções de profissões e as carreiras não são tão lineares, né? É, não é a mesma expectativa que a gente tinha em relação a uma carreira como no passado, né, como em outras gerações, né? Então tinha essa expectativa, essa expectativa de uma carreira eh mais contínua, mais duradora, né? Hoje em dia isso não necessariamente é uma regra. Então aí tem esse momento aí, né, que pode ser um momento de se redescobrir, né, de de buscar novas experiências, né? Então daí a gente chega aos 30 anos, né, com ainda com dúvidas, com muitas dúvidas, né, e faz parte desse processo de amadurecimento também, né, de tá constantemente revendo essas coisas. Agora, se voltando um pouco, né, se você eh não construiu esse suporte, não construiu essa resiliência eh e isso vem da criação também, né? Então, acho que entra um pouco esse papel da família, dos cuidadores, né? Eh, que é preparar a pessoa para o mundo para lidar com frustrações, lidar com fazer as próprias escolhas. Isso envolve também, né? Não só cuidar, mas permitir, estimular algumas coisas, senão a gente vai cri tendo que criar isso muito tarde na vida também. Então, eh, criar isso muito tarde na vida. Se a gente para para analisar, é isso que tá acontecendo, porque tem pessoas aí com 34, 35 anos morando junto com os pais. Agora, esse estar junto com os pais, gente, sem julgamento, por favor, a gente tá falando aqui de uma questão, estamos com duas profissionais, né, da área de saúde mental e a gente tá falando da questão da saúde mental mesmo, né, e do desenvolvimento do ser humano, porque aqui no programa de hoje a gente tá querendo saber quando é que a gente se torna adulto de verdade e o que que tá acontecendo com e atuar com os jovens, né, com a nossa atualidade, que os as pessoas estão demorando mais para ficar adultos, né, para ter responsabilidade. de adulto, porque veja bem, eh, 30 anos, 35 anos morando com os pais, tá estudando, está trabalhando, já tem a vida, né? Tá belezinha, tá tudo certo, mas eu ainda moro com os meus pais. Eh, isso seria o quê? É um medo do mundo lá fora? Eh, a, a convivência e a aceitação da zona de conforto? Qual que é a sua avaliação, Juliana, referente a a esse cenário, né, que a gente tem hoje? É, eu acho um cenário muito amplo, né? Aí tá envolvido questões sociais, políticas e culturais do momento que nós estamos vivendo no mundo hoje. Sim, as coisas e mudaram os valores, né? Encareceram. Nós temos aí valores de mercados e salários muito difíceis também de lidar, né? Houve uma baixa, uma troca por conta dessa nova geração também que chegou. Então, um profissional que ganhava X hoje ganha Y e o estagiário ou um funcionário que está iniciando aceita ganhar menos da metade. Isso desequilibra o mercado. É um ponto. Ponto dois, a minha criação. Ai, é mais confortável ficar ali perto da minha mãe, do meu pai. Eu não vou gastar tanto, né? Eu vou ter uma pseudoliberdade, porque aí o almoço tá pronto, a comida tá pronta, a roupa tá lavada, né? tem também a questão da economia, enfim, eh, são muitos os fatores, mas nós atrelamos isso quando a gente estuda um pouco mais a fundo a questão da independência, da criação, da liberdade financeira. Porque imagine, talvez se você, né, more com seu pai, com a sua mãe ou com alguém da família, você ainda tiver essas pessoas para te apoiar, ok? E se você não tiver? E teve uma criação muito com baixa frustração, baixa resiliência, baixa busca, né? como que a gente faz, para onde eu vou. Então esta é uma preocupação grande e de acordo com o qual como eu fui criado também eh muda um pouco este movimento de mundo, né? Ai se precisar volta, casou, né? Eu escuto mães falar: "Não, mas se você parar volta a morar comigo". A falo isso, né? Se precisar vem aqui, né? Tipo assim, tô aqui. Mas não é o problema, né? Morar com a mãe, o problema é você ficar aá de eterno ali. Então, de repente, se você tem uma situação para lidar, OK. Aham. Ah, não, aí também não, né? Para sempre, né? É isso que é o X da questão, não é o estar com os pais, mas enfim, eh, é buscar essa liberdade financeira, ser adulto. Adulto é uma construção, né? E a gente brinca que há pessoas que vão embora com síndromes de Peterpan, né? Então, menina, que isso? ficam na infantilização até os 60, 70 e vai embora e não sabe a que veio. Isso preocupa, né? Você não entender o que é o ser adulto e as responsabilidades que a vida adulta te traz. É isso. Nossa, preocupa, deixa confuso, causa frustração. Às vezes você olha assim, fala: "Gente, o que que eu vou fazer nesse mundão, né? Aí vou voltar pro meu ninho, vou voltar lá com a minha mãe, com o meu pai. Não tenho coragem, não consigo. Então a gente precisa cuidar muito da criação, né? E e a orientação que a gente dá para as nossas crianças para que se tornem adultos responsáveis, porque se tornar adulto não é só crescer, passar dos 18, chegar nos 20, 21, 30, 35, 40. Uau, temos a síndrome do Peterpan. Eu gostaria que a gente abordasse um pouquinho esse tema, porque de repente você conhece alguém que é todo extrovertido, que é uma criança grande e a gente fala: "Uau, que legal!" Só que para as pessoas que vivem ao entorno dessa pessoa que é uma criança grande, extrovertida e tal, isso eu falo de pessoas aí com eh 40 mais, né? E ess as pessoas que vivem ao lado dessa pessoa sofrem porque essa questão da síndrome do Peterpan, ela é muito preocupante porque causa sofrimento sim nas pessoas do convívio, né, Letícia? Sim, sim, porque é isso, né? Às vezes externamente pode ser uma coisa muito divertida, não crescer, né? Eh, poder brincar, né? Isso é até um certo ponto é uma coisa saudável que a gente tem que fazer, né? Também se divertir, né? enfim, não se levar tão a sério às vezes, mas pode se tornar uma coisa patológica, né, quando é assim uma pode ser uma síndrome, realmente, pode ser uma evitação realmente de lidar com as responsabilidades, né, lidar com as consequências das nossas ações, mas lidar com o outro, que é uma coisa muito difícil entender os limites do outro, os limites de si, não é? Então, eh, pode se tornar uma coisa que é nociva para as pessoas em volta, né? E aí, às vezes externamente eh, para pessoas ali noção do convívio, isso tem uma eh pode ser divertido, pode ser eh pode ser uma uma coisa não tão grave, mas acaba sendo, né, até pra própria pessoa, né, porque é isso, né, tem essa responsabilidade, né, ela ela existe eh ela existe por um motivo também, né, tem a ver com conquistar coisas, né, tem a ver com eh ter desejos, tem a ver com ter realização. né? Então, eh, acho que vai um pouco por esse sentido, né? Evitar muito crescer também faz com que você perca coisas, né? Exatamente. Síndrome do Peterpan. Quem não sabe quem é o Peterpan? Sai voando, feliz da vida, né? Numic. É o Peterpan e a Alice, né? Todo mundo no país das maravilhas, né, Juliano? É, a síndrome do Peterpan, né? Importante a gente lembrar que ela tá bem mais associada, né? A gente nem usa isso como um termo feminino. Síndrome de Peterpan relacionada ao masculino, a figura do homem, né? Então, como eu disse antecipadamente, não tem problema você ter que se reestruturar novamente, estar num ambiente familiar para se ajudar e depois voar de novo, né? E não ficar um eterno Peterpan. O fato é que isso, como foi colocado também, é nocivo para quem fica. Uhum. Porque a gente brinca que a síndrome do Peterpan misturada com a síndrome da quinta série. Sabe como é? É aquela quinta série que não acaba nunca, né? nunca, né? E aí a pessoa acaba gostando desse movimento de voltar a ser criança com 45, 50 e tá confortável e aí eu não vou buscar. E aí o que acontece? E é sério, gente, isto acontece. A falta de propósito e da busca da realidade podem gerar uma possível depressão. E aí nós entramos em, ai, não sei o que eu tenho, eu tô com a minha mãe, eu tô confortável, eu tô isso, eu tô aquilo. Mas e o resto? E o propósito de vida? parou, ficou ali. Então eu só como, durmo, bebo, acordo e a vida tá passando. É isso que você quer? Síndrome de Peterpan é muito sério, né? A gente brinca um pouquinho aqui, mas é bem sério. Então essa correlação de dependência que eu faço com a minha família novamente, o voltar atrás pro cérebro não é interessante, é muito complicado. Uhum. Tá? Então dá uma sensação mesmo de maturidade. Cada vez mais eu vou me comportando como uma criança que precisa de cuidados. E se eu me comporto como uma criança que precisa de cuidados, eu não sei cuidar e aí eu paro de ser adulto. E aí isso vai entrar depois em relações que estão desfaceladas, entende? Exatamente. Então é muito complicado. Muito bom, gente. Tá vendo só? importante a gente eh ter a fala, né, das especialistas para que a gente possa ter noção de repente do que tá acontecendo com a gente e às vezes a gente nem percebe. Agora, essa questão de ser adulto, né, até que ponto a gente precisa eh seguir com esse negócio assim? Eu preciso, eu sou adulto e eu tenho que pagar conta e a minha responsabilidade é essa, porque ser adulto é difícil, gente. Ô louco, você é adulto aí em casa? Ah, Ruben, eu sou, eu tenho 40 anos. Quem disse, né? Você tem uma criança interior, não tem? Todo mundo tem, eu tenho, né? E é importante a gente eh medir, ter um equilíbrio, né? Porque assim, a gente fala em ser adulto, vem o quê logo? A seriedade, né? Adulto. Sério, assim, não, a gente pode brincar de vez em quando, né? Legal. Só que a gente tem que eh ter a responsabilidade. E quando eu trago eh esse panorama, vamos voltar para a criação, né, dos nossos jovens, das nossas crianças, porque a gente precisa ensinar a questão do equilíbrio para essa turminha que tá eh eh se despontando pro mundo agora. E a gente não sabe se amanhã a gente vai est aqui para poder dar o suporte. E aí, né? E se por acaso não estivermos mais para dar o suporte para os nossos jovens que ainda são crianças e nem pensaram em se em se tornar adultos, né? Então, a importância da base, eu gostaria que você trouxesse, Letícia. Ah, sim. E é uma coisa que acontece, né, às vezes a preocupação, né, dos pais, da família em relação a uma pessoa que às vezes ali é adulta, mas que não conquistou uma independência, seja financeira, eh seja eh uma independência emocional, né? Eh, então isso vem vem da base, vem dessa dessa criação nesse sentido, né, que é um pouco do que a gente tava falando, né, de entender como criar, protegendo, né, eh, trazendo esse suporte, mas sem impedir que a pessoa tenha experiências. E essas experiências t a ver também com responsabilidades, né? Então, às vezes, isso pode essa tentativa de proteger pode até privar aquela criança, aquele adolescente de lidar com responsabilidades, por exemplo, né, tarefas, né, eh, querer que eh a pessoa tenha a criança o adolescente, né, tem a oportunidade de eh de poder brincar, de estudar, né, isso é muito importante, né, mas essas coisas também envolvem uma certa responsabilidade, né, de realizar tarefas, de contribuir ir em casa de lidar com o outro, né? Uma responsabilidade emocional sobre os próprios sentimentos, né? Então, acho que essas são coisas que vem da criação, né? Que podem ir sendo ensinadas desde cedo, né? Lidar com os próprios sentimentos, lidar com frustrações, né? Ter responsabilidades e não ver essas responsabilidades de uma maneira tão negativa, né? Porque a gente sabe que conforme a gente vai chegando na vida adulta, elas vão aumentando. E como e se a gente vai lidando dessa maneira demais? É demais, gente. Agora as responsabilidades aumentam, mas por que que para nós mulheres elas triplicam? Por que que a mulher, todo mundo fala assim, ó, ah, a mulher, a mulher amadurece mais cedo. Ah, mulher, a mulher, né, a responsabilidade se torna adulta mais, poxa vida. E a síndrome do Peterpan é mais direcionada para homem. Por que que a mulher não tem a síndroma da Cíva? Gente, tô brincando aqui, mas é que é sério. Mas se a gente para para analisar assim, poxa vida, mas de novo, de novo pra gente, Juliana. É, então é que tem uma questão social envolvida, né, ainda muito pregressa e de que a mulher tem que cuidar. Uma coisa estranha que precisa mudar, gente, precisa mudar, né? Eh, urgente, eh, na divisão de tarefas, no saber, no ensinar. E a mãe super protege o menino que vai se tornar homem. É sério mesmo? Eu não tive menino, né? uma filha, mas é diferente mesmo. Não estou falando que a mãe não ama igual, não cuida igual, mas até por uma questão social, além de ser moldada em casa, a mulher, a menina vai ser moldada socialmente a que veio. Percebe? É muito grave, é profundo isso, né? tem raízes, né, culturais nisso. Então, a mulher acaba se predispondo e se modelando para que isso se torne um um um campo de afeto, de cuidado, de proteção. Ela sempre tem que tá pronta eh saber fazer tudo. A possível guerreira que tem a força, né? E o homem socialmente, isso é um pouco antigo, mas eh entra na questão de ser o provedor, ainda tem. Então, há muitas discussões, mas é preciso trabalhar essa questão do dividir tarefas, dividir funções. Eu falo muito pros pais, Rúbia, que a gente precisa na infância até 10 anos dar pequenas tarefas, arrumar a cama, lavar a louça, acompanhar uma comida que ela tá fazendo, um bolo, todos, menino e menina, né? Então, as tarefas básicas e como a gente já disse num programa anterior, não ficou como eu queria, não tem problema. Ele está desenvolvendo habilidades. Na adolescência, o pai vai comprar um carro, uma moto, vai mudar uma bicicleta, leva junto, aprende a negociar, né? conversa, coloca essa criança à frente. Uma criança de 14, 15 anos pode muito bem marcar um médico. Ontem eu tive uma situação, a menina pedindo para mãe 16 anos para marcar um médico. Ela não queria, você que tem que marcar, mas para sair paraa balada, pegar o carro da mãe escondido, pode, adulto, não posso ligar para marcar o médico. Então, eh, desempenhar papéis que possivelmente eles vão viver na vida adulta. Uhum. Então, pequenas simbologias, né, de vida adulta, eh, são importantes nesse momento pra gente não trabalhar na questão biológica, científica, eh, o cérebro, né, o desenvolvimento mental, cerebral da mulher e do homem, eles têm aí uma diferença, né, porque a gente fala da questão cultural, mas é é impressão minha ou a mulher ela é mais assim e eh mais adulta mesmo? que que o homem desde sempre tem alguma coisa cerebral que que de diferente assim entre os gêneros que a mulher ela ela fica mais responsável, eu acho. Não sei. É algo assim que me chama atenção. Sim, sim. É, tem as questões hormonais, né, que são infinitamente diferentes, né? A mulher, ela tem uma visão maior do ela conseguir tomar atitudes e ações. O homem é um pouco mais objetivo. Então, na velocidade, na rapidez, o homem. Ah, na equalização das sensações e observação de campos mulher. Por isso que o complemento é bacana, né? Quando a gente tem esse olhar, eh, você pode ver, tem mulheres mais que a gente chama de mais firmes, mais entre aspas, tá, pessoal, pelo amor de Deus, que chama assim, ah, ela tem uma postura mais forte, masculinizada, tal, ela com com certeza teve um pai mais próximo. A gente vê isso na clínica. Uma menina que é um pouco mais feminina, mais doce, teve uma presença de mãe mais intensa. Isso não é uma intensa, OK? Mas a gente vê os processos de criação ali se formando, mas que a mulher tem eh algumas questões até por ter que gerar uma criança, gravidez, tem a questão hormonal da adolescência, então muda um pouco, né? Mas a gente entende que é são visões diferentes e que geram uma maturidade mais cedo, sim, da mulher por percepções diferentes. Pois é. Então vamos lá, né? Somos nós, mulheres maduras. Vamos lá. 8:42, gente. Bate-papo gostoso pra gente encerrar a semana. aqui do nosso estúdio Câmara. E a gente tá debatendo hoje sobre o que é ser adulto, né? H, a partir dos 18 anos, a partir dos 20, 21, a gente quer crescer, mas depois a gente quer voltar, né? Porque é triste ser adulto, viu? Olha, vou te contar uma coisa. A boleta é uma coisa que chega, né? Então, vai fazer o quê? E essa responsabilidade ela ela ela dá um um certo medo, acredito, né? na naquela aquele adolescente que está em fase de transição, dá uma certa insegurança. E aí vamos lá, se tem a oportunidade de ficar com o pai e com a mãe, estão ali juntos com o pai e com a mãe. O interessante é que a gente tá trazendo aqui toda essa questão, mas é sem julgamentos, né? Falamos de coisa séria, mas também brincamos aqui, damos risada, mas é sem julgamentos e é algo que tá muito em alta o que a gente tá falando, né? que tem muita muitos adultos morando com pais e que eh acabam deixando um pouquinho a responsabilidade realmente do ser adulto de lado. E é importante a gente conversar sobre isso porque estamos formando cidadãos, né? E a gente precisa de cidadãos adultos e responsáveis para continuar aí, né? Seguir um caminho legal pro desenvolvimento, porque senão fica difícil. Agora o pessoal tá falando aqui que nós temos algumas perguntas agora. 8:44. Então vamos lá, vamos saber que que o pessoal de casa quer conversar com a gente sobre essa questão de quando nós nos tornamos adultos. Produção, pode colocar na tela pra gente, por favor? Vamos lá. Olha só, a Natália Siqueira de Barão Geraldo. Quando eu olho para trás, sinto que vivi tudo com pressa. A vida adulta tem acelerado demais o tempo das pessoas. Olha só, Natália. Ah, ô, Letícia, qual que é a sua avaliação sobre a pergunta da Natália? O que que a gente pode responder para ela? Ah, eh, eu acho que tem a ver também com essas mudanças que a gente tá falando, né? Mudanças na forma como o mundo funciona, né? E avanços de tecnologia, né? Internet, redes sociais, né? que é isso tem trazem muitos benefícios, mas trazem também uma uma mudança, uma mudança às vezes até cognitiva de desenvolvimento, né? Então eu responderia dessa forma, né? Eh, talvez essa sensação de de viver com pressa. Claro, né, que em outros momentos isso também seria possível, né? Mas eu acho que eu eh convidaria a essa reflexão, né? Que pressa é essa, né? Qual é o ritmo eh com o que você tá vivendo, né? qual é o ritmo das suas atividades, dos seus sonhos, dos seus desejos, né? Acho que cada vez mais a gente tem essa dificuldade de parar e se fazer essas perguntas por conta disso, né? Porque todo eh vai tomando um ritmo muito rápido hoje em dia, as possibilidades, as expectativas, né? Então, eh, talvez pensar um pouco nisso, né? É que esse tempo tem sido acelerado, a gente tem é uma mudança muito grande de estímulos, né? Mas é sempre o momento de parar e fazer esse exercício, né? Nunca é tarde para isso. É, a gente precisa aprender a parar um pouquinho, né? Aqui, agora, respirar, porque realmente nós vivemos em um mundo em um tempo muito acelerado. 8:46, pode mandar mais uma pergunta pra gente, por favor, produção? Vamos lá ver quem é que está conosco. Hum, humum. Marcelo Cunha da Vila Industrial. A dificuldade de se comprometer com escolhas duradouras. pode estar ligado a uma infância sem limites ou responsabilidades claras. Vamos lá, Juliana. Pergunta complexa, hein, né? Vou até ler de novo. Então, a dificuldade de se comprometer com escolhas, né, duradouras, pode estar ligado à minha infância sem limites ou responsabilidades claras. Tenho dificuldade de me comprometer. A minha infância não teve não teve limite. E aí? Vai lá, vai lá. Não, não, não, não, não. Vai lá, Ju. Não, Marcelo, olha, é realmente também é muito profundo. Lógico que na infância a gente tem várias questões, né, e apontamentos significativos que contribuem sim eh, pra gente saber escolher no futuro, mas manter escolhas, tá ligado a valores, é diferente, tá? Então, por exemplo, se na tua infância tiveram algumas questões que não é culpa ou responsabilidade sua e você conviveu muito com isto e é OK não fazer escolhas, fica difícil na vida adulta fazer escolhas. Percebe? A criança é uma esponja de tudo aquela que ela vivenciou. Ela não tem a maturidade, mas ela vai espelhar, porque o cérebro tem os neurônios espelho. Eu espelho o comportamento o tempo todo. Nos primeiros três dias de vida, eu tô espelhando o comportamento. Então por isso que a criança de 2 anos quer pôr o salto, a camiseta para fazer o vestido, passar o batom da mãe, o menino quer pôr o terno ou uma camiseta do pai. É neurôio de espelho. A gente repete involuntariamente, o cérebro faz isso com a gente, tá? Então dentro dessa pergunta, Marcelo, eu colocaria assim: "Talvez, não conheço você, né? Mas dentro desse contexto tem escolhas que foram feitas ao seu redor que faltaram fazer a escolha. E aí você fez esse espelhamento e talvez até por isso você não consiga manter escolhas. Nossa. E dentro disso ainda temos questões de transtornos, né, que eu não vou entrar aqui, não que tenha, pelo amor de Deus, mas assim, um TDH, alguma questão com dificuldade tomada de decisões, a própria síndrome de Peterpck, dificuldade com habilidade financeira, enfim, envolve muitas coisas, mas não tem a ver com a sua educação, tem a ver com o entorno e a criação de espelhamento que você fez com isso, tá? Porque tomada de escolha após os 30 a gente tem que ter, tem que ter, é, é fechado, independente de você estar se elaborando um adulto ou não. A gente já tem uma quantidade de experiência aos 30 anos que te dá demanda para fazer escolha, OK? Então, dentro disso, eh, eh, a gente tem que investigar. Talvez você procurar uma orientação seria interessante. Nossa, esse negócio de espelho aí é verdade, né? Que você disse, você falando e eu lembrando aqui, né? É verdade. As crianças, né? As crianças elas querem imitar a mãe, o pai e isso é involuntário. Então isso é é espelho. Como é que é? Neurônios espelhos mesmo. É o cérebro espelha, né? A gente e a gente produz um comportamento muitas vezes involuntário, sem saber o que tá fazendo e entende que aquilo é certo, porque lá aí é um assunto bem pesado, mas o meu inconsciente é tem uma questão de lá da minha infância eu ter visto meus pais de alguma forma ou trabalhando muito, eu me torno um adutor que é rolic. Olha, o pai e a mãe que não trabalhava, tal, a mãe e o pai que são separados. Eu entendo que relação não é positivo, porque eu tive pais separados, menina. Isso é tema de programa de estúdio câmara, que coisa, hein? Vamos lá. Tá vendo só, gente? É psicoeducação maravilhosa, viu? Faltando 10 minutinhos para as 9. Dá tempo de mais duas e a gente já vai, tá, produção, pro encerramento, tá? Eh, André Luiz Pereira do Jardim Flamboiã. A comparação constante com a vida dos outros pode atrapalhar o amadurecimento emocional, Letícia, é, e acho que se isso é feito de uma maneira excessiva, né? Eh, porque um pouco do desenvolvimento emocional tem a ver com compartilhar experiências com outras pessoas ali da mesma faixa etária, né? E de se ver interagindo com eh com outras pessoas. Então essa socialização é importante, mas quando a gente fala de comparação, né, se isso vier dessa maneira excessiva ou com uma maneira de cobrança também, né, de eh por que eu não tenho o que o outro tem, né, ou como é que ele já tem tal coisa, eu tô atrasado na vida, tem a ver até com a outra pergunta, né, de se sentir atrasado na vida, né? Então, eh, pode atrapalhar o amadurecimento e pode trazer também um desconforto, né? Então, é isso, né? Se espelhar, se inspirar nas pessoas pode ser uma coisa boa, compartilhar experiências, né? Mas tomar um cuidado para que isso não seja algo que te traz um desconforto, né? Que te coloca nessa posição de desvantagem ou diminuição em relação ao outro. Perfeito. Muito bem. A última pergunta então do nosso estúdio Câmara, encerrando a semana com essas duas maravilhosas aqui nos ensinando, né? Eh, é sobre o desenvolvimento do ser humano, ser adulto. Ah, Paulo Henrique do Jardim Chapadão. Assumi muitas responsabilidade cedo demais e hoje me sinto cansado o tempo todo. Hum. crescer rápido pode cobrar um preço emocional lá na frente. Ô Paulo, olha, eu acho que muita gente, né, eh, nesse nesse movimento aí de responsabilidades, principalmente da nossa geração, né, de responsabilidades muito cedo e às vezes a gente se sente cansado mesmo. Então, crescer rápido pode cobrar um preço emocional, Juliana, lá na frente não é só o preço emocional, tem uma modelação aí também do cérebro. Ol, isso. Eu tive que ser adulto muito cedo. Eu não tive tempo de me divertir ou viver as idades dentro da minha maturidade do momento, biológica e física. E agora eu tô cansada, eu me sinto exausto porque o cérebro já trabalhou demais. Isso é verdadeiro. Uhum. É, o cérebro amadureceu mais rápido, ele já está envelhecido mais rápido. Percebe? E é sério isso, tá? Então, do mesmo jeito que eu espelho um comportamento, se eu acelerar demais ou tiver muitas responsabilidades, eu passo a me proibir de ser criança, que aí é o lado positivo de ser saber ser adulto é saber ser criança na hora certa, ok? E se ele está em exaustão, provavelmente, Paulo, você eh fez uma troca muito grande lá atrás que agora está sendo cobrada e o teu corpo está cansado de verdade. Não é um cansaço só mental, ele é inteiro, porque eu assumo uma postura mais velha lá atrás, então agora eu estou bem mais velho que os demais na idade que eu tenho. Gente, o que é isso? Olha só. E me arremete o que você falando nisso, né? Vamos lá na nossa avó lá lá lá atrás no nossos antepassados, na avó, no vô, na bisavó. Eu lembro de minha avó dizer assim: "Eh, com 8 anos eu já tava trabalhando na roça, né? Então, gente, se imagina eh eh o cansaço realmente, né, que essa pessoa ela eh poderia ter aí aos 50, 40 anos um cansaço?" Posso fazer um, desculpa, uma fala rápida? É. Até uma brincadeira hoje em dia, se a gente vê tinham programas de televisões antigos em que a gente vê as pessoas, quantos anos você tem? As pessoas 25 parecia que tinha 40. É verdade. Porque a gente coloca a biologia, ela se adapta ao que eu sou. Você sabe que nós pensamos na redação até que fosse um, né, uma manipulação de imagem, alguma coisa, porque é absurdo se você para para olhar, todo mundo sabe que a gente tá falando aqui da época do do Silvio Santos, né, gente? a as pessoas, ele perguntando a idade e as pessoas falando, tipo assim, é algo impressionante. Então, é o a resposta para aquilo é isso que você tá falando. Eu tenho jovens de 18 que tem quase 30 e eu tenho adultos de 54 que estão perto dos 15, menina. E isto também é físico. Você percebe aquele adulto Peterpan? Aham. Ele é até mais jovenzão, né? Biologicamente falando o jeito dele. E aquele garoto que tem uma responsabilidade ímpar, já casou os 18 anos, tem dois filhos, ele muda, ele tem um semblante diferente. A macrobiota biologia muda, gente. Tá? É celular mesmo, influi em tudo. Olha isso. E você, Ju, quantos anos você tem? Eu tenho 48. Não tem problema nenhum. Falar. Tá tudo certo. Não, não. Eu digo quantos anos você tem assim? Você você se vê com 48 anos ou você acha que você é ideal menina? Gostaria de ter menos. Uns 30, 32. Tá bom, né? Mas é é como a gente leva a vida que a Lê colocou aqui. Eu acho que tem uma uma questão do levar leve, é ser adulto na hora necessária e a hora que você tiver precisando soltar, liberar numa praia, num evento, numa festa com os amigos, isto é saudável, isto é produtivo, equilíbrio, né? E isso equilibra também a sua biologia. como mental. Então, quem tem esse desgaste precisa buscar suporte, ajuda e se reencontrar. As pessoas estão perdidas, elas se perderam nesse mundo acelerado. Verdade. A pergunta que eu faço para você é difícil ser adulto. Tem dificuldades, tem vantagens, né? E a gente tá falando principalmente eh de construir essas vantagens, de poder est saudável para atravessar essas dificuldades e aproveitar essas vantagens, né? essa liberdade, essa eh essa capacidade de construir a própria vida, de ir atrás dos seus desejos, né? Então é difícil, mas vale a pena. Ah, muito bem. 8:55. Produção tá falando que a gente precisa encerrar, tá bom? Então vamos encerrando por aqui, agradecendo as nossas convidadas, agradecendo você de casa semana toda conosco aqui de segunda a sexta, uma psicaeducação nota 10, só convidados top, nível hard mesmo. Então, Letícia, obrigada pela sua participação, pela sua presença hoje, viu? Gratidão. Imagina, eu que agradeço. Agradeço estar aqui com vocês mais uma vez, poder contribuir e é isso. Um bom dia para todos. Maravilhosa Ju, nossa Juliana. trazendo aqui informações muito importantes também, né, essa dupla maravilhosa de hoje. Quero agradecer você pela participação, pela entrega, pela presença. Gratidão. Obrigada mais uma vez, né, pelo convite, pelo carinho. Sabe que eu sou fã também de vocês, mas queria deixar um recado, que vocês se permitam ser adultos quando há necessidade e se permitam ser crianças quando você puder, porque essa mescla é esse combinado que faz toda a diferença da nossa maturidade. Excelente. E você de casa agradecemos a sua audiência, a sua companhia. Lembrando que ser adulto não é o fim da diversão, é o começo da liberdade. A maturidade, gente, não é uma idade no RG, não, viu? É a capacidade de responder pelas nossas próprias escolhas e aprender com os nossos erros também. Então, não tenha medo de crescer, tenha medo de nunca descobrir do que você é capaz quando assume o comando da sua própria vida. para para pensar e compartilha esse programa que já tá disponível no YouTube para outras pessoas do seu convívio, pros amigos, pros colegas, sabe? De repente dá uma viradinha de chave e a gente fica muito feliz com isso, tá bom? Agradecemos então você que tá aí do outro lado. Lembrando que segunda-feira tem estúdio Câmara ao vivo. A gente vai abordar o dating burnout. Pesquisas mostram que quase 80% dos jovens já sofrem com esse esgotamento emocional digital, né? Eh, a gente vai tentar entender porque ter opções infinitas na palma da mão, né? E e na questão de relacionamento está deixando os jovens mais solitários, frustrados e, acima de tudo, exaustos. Olha isso. Por que o MET virou um fardo? Por o descarte das relações ficou tão banalizado? E por tanta gente está abandonando as telas para tentar a sorte de novo no olho no olho e na vida real? Será que tá acontecendo isso mesmo? Você sabe aquela preguiça enorme que você tem de de se explicar de novo? Conhecer alguém tem que explicar, falar tudo de novo, né? De contar toda a sua história, seus gostos, seus planos e e começar tudo do zero. Ah, gente, então na segunda-feira a gente vai falar sobre esse cansaço de procurar um amor na era digital. É o dating burnout. É, vamos conversar sobre isso. Segundo a partir das 8 da manhã ao vivo, tá? ÍA tá chegando aí direto eh da Central IA com informações atualizadas de Campinas Brasil e Mundo. E ao meio-dia temos Câmara Notícia com informações também aqui da nossa metrópole, do legislativo e lembrando que tudo que acontece no legislativo de Campinas você confere aqui na TV Câmara Campinas. Um abraço grande, fiquem muito bem, se cuide, um bom final de semana e a gente se encontra na segunda, se Deus quiser, a partir das 8 da manhã, é ao vivo, tá bom? Tchau, tchau. Beijo.