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Estúdio Câmara | Vitimismo: como virar a chave e assumir o protagonismo
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Estúdio Câmara | Vitimismo: como virar a chave e assumir o protagonismo

23 views Publicado 04/03/2026 HD · 55:11

Descrição do vídeo

Olá! Bom dia! Está no ar mais uma edição do Estúdio Câmara ☕📺 e o tema de hoje é um convite para uma conversa de peito aberto: vitimismo. Sabe aquela sensação de que “o mundo está contra você” e nada dá certo? Em que tudo parece injustiça, a culpa sempre está fora e a vida vira uma sequência de reclamações? É sobre isso que vamos falar — de um jeito leve, sem julgamentos, mas com reflexão e responsabilidade. 🧠🔑 ​ A proposta do programa é ajudar a entender o limite entre: Ser vítima de uma situação real (uma injustiça, uma perda, um trauma). ​ E entrar no padrão do vitimismo, quando a pessoa passa a usar esse papel como identidade, escudo ou forma de evitar críticas, mudanças e autorreflexão. ​ Para aprofundar o tema, recebemos dois convidados: Daniel Tayar, psicólogo clínico e educador sexual. ​André Sena Machado, doutor em Psicologia e Neurociências (participação por videochamada). ​ Ao longo da conversa, os especialistas abordam como o vitimismo pode aparecer em diferentes contextos (família, trabalho, relações amorosas e redes sociais) e por que ele pode se tornar um ciclo: no curto prazo, “alivia” a tensão de assumir responsabilidades, mas, com o tempo, aumenta sofrimento, gera afastamentos e impede crescimento. ​ O que você vai ver neste episódio A diferença entre uma dor legítima e a “mentalidade de vítima” repetida em vários ambientes. ​ Por que terceirizar a culpa pode virar hábito emocional. ​ Como o vitimismo pode se misturar com manipulação emocional em conflitos e relações tóxicas. ​ O impacto da ruminação (“ficar revivendo na cabeça” o que foi dito) e como buscar mais autoconsciência. ​ Como dar um toque em um amigo vitimista com respeito, sem virar o “vilão” da história. ​ A importância de valorizar pequenas vitórias e construir um caminho mais consciente, sem negar dificuldades reais. ​ O programa também traz perguntas do público e situações do cotidiano que ajudam a identificar padrões: atrasos, frustrações no trabalho, expectativa de reconhecimento, comparações, estresse e a tendência de enxergar sempre uma injustiça externa. A mensagem central é clara: assumir responsabilidade não é carregar culpa, e sim reconhecer o que está ao seu alcance para mudar o roteiro. ​ Assista completo, participe nos comentários e conte: você já percebeu esse padrão em você ou em alguém próximo? O que te ajuda a “virar a chave”? 💬 ​ Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando. É um prazer ter a sua companhia nesta manhã de quarta-feira, hein, gente. Já é 4 de março e o estúdio Câmara hoje tá começando. É um convite para uma conversa de peito aberto. A gente vai falar daquela sensação de que o mundo tá contra você e nada dá certo. É, você já teve essa sensação? Então, a gente vai falar hoje sobre o vitimismo, mas de um jeito leve, tá entendendo? como virar a chave para assumir as rédias da própria história, assumir as responsabilidades, entender quais os momentos da vida a gente nos coloca, né? A gente se coloca como vítima, se realmente somos vítima de algo, né? A culpa é de quem? se realmente existe culpa e se a pessoa que se coloca como vítima eh em determinadas situações da vida, ela tem o porquê disso, né? A gente quer entender como funciona essa questão do vitimismo sem julgamentos, tá bom? É importante a gente salientar aqui e gostaríamos também da sua participação. Então, manda sua mensagem pra gente, manda o seu depoimento. Você já teve essa sensação ou alguém já te diz que você tá fazendo um papel de vítima, se que você está se colocando como vítima, né? E conta pra gente aí se você já teve essa sensação, se já aconteceu isso com você, se você tem um depoimento ou se você tem uma dúvida referente a isso, tá bom? na tela para você o nosso WhatsApp 199729377. Os nossos convidados já estão conosco. Daqui a pouquinho vamos apresentá-los, tá? Mas agora, enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações do legislativo. Vamos lá. Câmara de Campinas tem lançamento da campanha da fraternidade e nona reunião ordinária hoje, quarta-feira. Por iniciativa do vereador Nick Schneider, a primeira parte da reunião ordinária de hoje terá o lançamento da campanha da fraternidade 2026. com o tema fraternidade e moradia. O encontro começa às 5 da tarde, aberto ao público e contará com a presença de representantes da comissão Markocesana da campanha e também com a presença do padre Antônio Rodrigues Alves. A proposta é promover a reflexão sobre o direito à moradia digna diante do déficit habitacional no país. A atividade pode ser acompanhada presencialmente lá na Câmara, né, ou então pela TV Câmara Campinas e pelas plataformas digitais do legislativo e no YouTube da TV Câmara Campinas. Na sequência, logo após a primeira parte, às 18 horas, então será realizada a nona reunião ordinária com 11 itens na ordem do dia. Entre os destaques está a votação em primeira discussão do projeto de lei 181 de 2025 de autoria do vereador Eduardo Magoga. que prevê a divulgação de informações sobre a neurofibra neurofibromatose nas unidades de saúde do município. A pauta inclui ainda a análise de veto parcial ao programa municipal de prevenção e combate à obesidade, projetos de denominação de vias públicas, concessão de diplomas e títulos honorários honoríficos. e a proposta que inclui também o Campinas Restaurante Wikendário oficial do município. A sessão será transmitida ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas, pelo canal do YouTube. Você pode participar presencialmente, é só chegar lá no plenário da Câmara. A partir das 5 da tarde você já participa da primeira parte e depois já fica então para a reunião ordinária que acontece a partir das 6 horas, tá bom? Sua presença e participação é muito importante. Agora a previsão do tempo chegando. Como é que fica a quarta-feira hoje? Sol com algumas nuvens, não chove, tá o céu lindo, azul de brigadeiro. É mínima 15, foi de 15. Tava frio hoje quando eu acordei, hein? Máxima de 30º. Prepare-se para o calor aqui na metrópole. Muito bem. Informações, OK? Previsão do tempo também. você já conectado com a gente através do nosso WhatsApp, através do YouTube, através aqui da TV Câmara Campinas. Agora a gente segue então para a o nosso ponto chave do programa, as considerações iniciais. A gente vai falar sobre vitimismo que acontece quando a gente começa a ver quase tudo é uma injustiça. Sabe quando a gente culpa o trânsito pelo atraso? Nossa, quantas vezes eu fiz isso também? Você também. Nossa, atrasei o trânsito. É, mas por que você não chegou, não saiu de casa antes sabendo que tinha trânsito? Então tem toda essa questão. Ou então, eh, você culpa o seu chefe pela promoção que você tava esperando e não veio, ou então você culpa alguém por algo que aconteceu com você, né? Então, a gente precisa nos atentar onde a gente pode mudar, né? É diferente de uma dor real o vitimismo, eh, de um trauma ou um acidente? Que que é o vitimismo? O que que é a vitimização? a gente precisa focar em como não deixar essa dor virar a nossa única identidade, né? Eh, não deixar que as pessoas criem na gente um rótulo. Então, pra gente entender um pouquinho mais sobre isso, nós recebemos aqui hoje dois especialistas que vão nos ajudar a clarear a nossa mente referente ao vitimismo. Então, o nosso bom dia ao psicólogo clínico e educador sexual Daniel Taiar. Seja muito bem-vindo. Bom dia. Obrigada pela sua participação e presença. Bom dia, Rúbia. Bom dia, André. Bom dia, telespectador. Eh, pessoal de casa. Sim, é um prazer para mim estar aqui hoje. Prazer é todo nosso, Daniel. Muito bom ter você com a gente. E para completar o nosso time de hoje, né, direto do Rio de Janeiro, pelo Zoom, a gente dá bom dia, boas-vindas ao doutor em psicologia também, neurociências, André Sena Machado. André, seja bem-vindo. Bom dia. Bom dia. Muito obrigado por me chamarem. Vamos fazer uma discussão legal. Vamos lá, então. E a gente já começa com você, Daniel. A gente fala hoje sobre vitimismo. Então eu gostaria de saber se tem uma diferença clara em estar vítima de algo e ser vítima, né, no dia a dia. Como é que a gente identifica esse limite? Eu vejo assim que que a uma coisa é você ser você ser vítima de uma injustiça, né? uma injustiça, seja ela social, seja ela particular, e você sofreu aquela injustiça. Outra coisa é o vitimismo que faz com que você se aproprie daquilo ou que você crie algo, né, para que você eh ou tenha vantagens sobre aquilo ou que você consiga manipular pessoas ou simplesmente para poder chamar atenção mesmo, né? Uhum. Muito bem. Essa questão de chamar atenção e da manipulação, a gente vai falar na sequência. Agora, André, o que que acontece quimicamente no nosso cérebro quando a gente entra nesse ciclo de terceirizar a culpa? Por que que o cérebro parece se viciar nessa reclamação, né, tipo, ah, tudo culpa minha, ah, olha aí, né? E eh ele fica falando que sou eu, mas não sou eu. A pessoa se faz de vítima o tempo todo. Mas isso a gente recebe uma recompensa no cérebro por conta dessa ação de vitimismo? Bem, eu diria que a maior recompensa é justamente não ter que lidar com a crítica, né? Uhum. O vitimismo ele vem como uma resposta a uma crítica que a gente não consegue digerir. E isso daí acaba sendo uma forma de evitar o estresse, evitar responsabilidade, evitar crescer, mudar, fazer uma autorreflexão mais profunda. Excelente. Agora, se a gente parar para analisar, vamos trazer assim para bem próximo da gente nas brigas de família, Daniel, é comum a gente ouvir: "Você nunca me entende, né? Você nunca me entende. Isso pode ser uma forma silenciosa, como você trouxe de manipulação emocional. O a pessoa que é vitimista, ela ela tem o poder de manipular? Sim, bastante. Eu acredito que a o o vitimista ele porque por isso que é importante a gente di diferenciar a vítima real de ou de uma situação onde a pessoa está usando daquilo para manipulação, mas é é muito frequente isso, né? Então ela se utiliza dessa dessa forma para obter vantagens ou para conseguir que as coisas aconteçam como ela deseja, né? Excelente. Agora, André, de onde vem, né, o vitimismo? Como que a gente desenvolve isso? Como que o ser humano desenvolve essa questão do vitimismo? Eh, a gente costuma falar aqui, né, junto com os profissionais que a maioria das situações a gente vai trazendo lá da infância e tal. Essa questão do vitimismo também é parecido. Como que o ser humano desenvolve eh o vitimismo, por exemplo? Da onde aparece? Surge como na vida? Bem, não surge do nada. é um padrão comportamental, muitas vezes vai ser reforçado ali na infância, né, como um mecanismo de defesa psicológico que tá tentando proteger o seu ego, aquela frase, aquela parte mais frágil de nós, justamente dessa atenção negativa da crítica, da responsabilidade. Uma coisa que a gente tem que levar em conta, né, é que existe o assédio, existe como você de fato ser uma vítima, né? Uhum. O vitimismo ele se qualifica quando a gente começa a ver que, por exemplo, toda escola que você estuda, você é a vítima ou todo o trabalho que você faz, você é a vítima, né? Muda-se o contexto, mas continua acontecendo alguma coisa e no fim do dia você é a vítima. Então isso daí que a gente pensa como vitimismo, ó, esse padrão comportamental aprendido de sempre tá defletindo a culpa, não introjetando essas críticas e não crescendo com isso. Excelente. É importante a gente salientar aqui e entender que ninguém escolhe sofrer, né? Porque o o vitimista ele ele sempre tá numa questão de sofrimento aí, né? Mas a a ciência mostra que o nosso cérebro ele pode se acostumar com esse papel de de vitimista, né? Segundo a Dra. Caroldwick, ela é professora de Stanford e autora do conceito do mindset. Ela diz que pessoas com mentalidade fixa tendem a ver o esforço como algo inútil e culpar o destino. Já quem assume o protagonismo entende que o erro faz parte do aprendizado. Então você que tá em casa, o seu problema hoje é uma barreira intransponível ou um desafio que pede uma nova estratégia, entende? a gente precisa parar para analisar. Por quê? Porque você acaba se acostumando, ah, com o fato de ser vitimista, né? Até o momento que a pessoa começa a te rotular e a gente precisa tomar cuidado com os rótulos também. Mas por que que a gente se acostuma, eh, Daniel, com essa questão de ser vitimista? eh sempre tá reclamando e e se você parar para analisar quantas ações no dia você se transformou em vítima, né? Por que acostumamos com isso? Sim, eu vejo que assim, talvez um comportamento de reforço, né? É possível isso, mas também eh uma pessoa com uma autoestima baixa, uma dificuldade de de assumir responsabilidades, né? Porque você assumir responsabilidades envolve você não se culpar, né? não buscar, você se culpar e não não buscar culpados eh externamente, né? Então isso envolve eh um uma decisão, uma força interior que muitas vezes muitas pessoas não têm, né? E a pessoa que é vitimista, geralmente ela reconhece isso em si? Ela ela faz sabendo, ela é estrategista ou ela faz eh sobre o poder do inconsciente? Você vai ter as duas coisas. Existe o vitimista que ele não se dá conta. Uhum. Uhum. Tanto que o que ele vai começar a perceber depois de algum tempo que as pessoas se afastam dele, né? Então ele tá sempre trocando, depois de algum tempo ele tá sempre trocando de de núcleo de amigos, de de núcleo social. E tem aquele que é estrategista, que aí a gente já tá mais próximo de um de um narcisista, né, de alguém que já faz aquilo de de caso pensado, né? Quando você fala em narcisista, quem é vitimista tem uma tendência para o transtorno narcisista? Não necessariamente, né? o vitimista ele ele eh o o que não se dá conta principalmente, ele ele age daquela forma que ele entende muitas vezes vem natural. Sim, muitas vezes vem de históricos familiares também. Ele já teve alguém assim na família. Uhum. Então é porque a gente na verdade eh eh nós somos eh a os pais são espelho, né? E aí, de repente, da forma que você foi criado, a forma que você eh eh que é a sua que a sua família conduziu, a sua criação, você vai ser quando você crescer. Mas a gente pode mudar isso, né? a gente pode ter uma estratégia para mudar esse mindset e melhorar como pessoa e tirar essa questão aí do vitimismo, se isso de repente eh te incomoda, né, te traz uma tristeza porque você é julgado, você é rotulado, né? É importante, né, André, a gente falar sobre essa questão do rótulo e do julgamento, porque a pessoa que é vitimista, como o Daniel trouxe, pode ser que ela faça isso no inconsciente, né? Mas quem convive com a pessoa vitimista, ela também é desafiada. E pode ser que muitas vezes vem ali o julgamento, né? Venha aquela questão de deixar a pessoa um pouco de lado, né? Do isolamento social. Gostaria que você falasse sobre essas duas questões. Quem é a pessoa que que se é vitimista, né? E a pessoa que convive com quem tem esse tipo de de atitude, como que consegue equilibrar essa convivência? Bem, de fato é desafiador, né? Eu vou até fazer um resgate ao que você tinha me perguntado antes sobre o que que acontece no cérebro do vitimista, né? A gente vê um estudo de neuroimagem, neurociência, né? que áreas de luta ou fuga, né, de processamento do perigo, como amídala e áreas de processamento social, como o nosso córtex pré-frontal, aparecem impactados quando tem casos de de vitimismo assim mais pesados, né, mais crônicos, assim, o que mostra que de fato tem uma alteração no cérebro da pessoa vitimista. ela tá hipervalorizando o perigo e não tá sabendo processar as emoções dos outros tão bem assim. Isso daí explica muito, né, do que a gente tá pensando sobre como vitimismo, que é essa no fim do dia é uma adaptação disfuncional, uma coisa que é mais curto prazas assim, não quero lidar com isso agora, é muito estress, é muito cortisol, eu vou fugir para esse outro lugar aqui que é mais confortável para mim. Uhum. E isso acaba sendo muito frustrante, né, para quem tá do lado da pessoa, que quer quer ver ela evoluir e crescer, né, lidar com as críticas. É desafiador, sim, você tá do lado de um de um vitimista crônico. E eu eu tenho inclusive vários pacientes que se encaixariam nesse perfil. O que eu mais vejo é em relação ao emprego. Uhum. As pessoas às vezes têm suas indiosincrasias, seus erros, seus jeitos de ser, que fazem elas ser melhor para um emprego, pior para outro. E aí a pessoa vai num emprego, recebe uma crítica, acaba sendo demitida, depois vai para outro emprego, recebe a mesma crítica, acaba sendo demitida, vai pro terceiro emprego e recebe a mesma crítica demitida, mas a culpa de todos os três aí você sabe que é um vitimismo, né? Uhum. Excelente. Muito bem pontuado, né? é um exemplo que a gente pode eh eh trazer pro nosso aqui, pro nosso agora e pensar aí, será que eu sou vitimista ou não, né? E que que o que que acontece quando você terceiriza a responsabilidade, quando você acha que tudo é culpa do outro e nada é contigo, bom, nós não somos perfeitos e sim, a gente precisa assumir as nossas responsabilidades e aprender a trabalhar e lidar com os nossos defeitos também. Agora, um ponto bem interessante que eu gostaria de colocar aqui, as pessoas que eh sofrem de neurodivergências, né? Quem tem TDH, eh quem tem ansiedade, eh também pode acabar sendo rotulado como vitimista por conta dos transtornos. Como é que a gente faz para diferenciar isso, André? A gente tem que seguir essa mesma fórmula que eu mencionei. Uhum. Tem que ocorrer em vários contextos diferentes, né? Você mudou todas as pessoas, mas a pessoa continua sendo julgada ali criticamente e aplicando essa, né, filosofia vitimista. Isso mostra que o problema é dela. Tem alguma coisa que ela tá fazendo que se perpetua nesses diferentes ambientes que tá atraindo essa atenção negativa, tá atraindo essa crítica, né? E aí o vitilismo vem como resposta. Ela precisa ter essa esse momento de clareza para fazer uma autoanálise, né, uma autorreflexão. O que que eu contribuí para que tá acontecendo comigo. Uhum. Né? é um ato essencialmente de assumir a responsabilidade. Muitas vezes a gente sofre coisas, né, porque os outros estão infringindo na gente, mas a gente sempre controla nossa atitude, né? A gente tem muito grau de controle sobre nossa vida e muitas vezes a gente não quer ver, mas a gente tem. Excelente. Agora, eh, trazendo também a questão eh do emprego, né, a questão aí dessa parte eh eh social, eh Daniel, como que as pessoas ao redor podem acabar revitimizando, né, alguém que sofreu uma perda real, porque é uma vítima, sofreu uma perda real, mas aí eh com a a fala, de repente, as pessoas que estão ao redor pode acabar revitimizando essa pessoa que isso vai vir como uma trava que vai acabar deixando a pessoa impedindo a pessoa de seguir em frente. A gente precisa cuidar com essa questão de revitimização também, né? Pode trazer pra gente. Sim. Eu eu vejo assim, eu acho que eh a vamos supor, né? Então teve um a pessoa sofreu alguma coisa real, né? sofreu uma injustiça, alguma coisa, eh, as o as pessoas ao redor acabam se eh revitimizando essa pessoa. Sim. Mas também depende muito da postura que ela tem, né? Porque a gente vai revitimizar as aquela pessoa que eh ela tá predisposta a isso também, porque se você tem uma postura de assumir essa responsabilidade, com o tempo as o eh quem tá ao redor vai respeitar isso. Perfeito. Então vai muito da postura que essa pessoa tem também. Então o vitimista ele ele se apropria disso. Quem não é vitimista é questão de tempo, não se fala mais no assunto, vamos supor assim, né? É porque revitimizar seria estar pontuando, trazendo a situação a todo tempo e a pessoa ela vai se alimentando daquilo, né? E ela vai se vendo como vítima o tempo todo. E isso também pode trazer alguns transtornos, não é? Bastante. Claro que assim, é uma posição confortável, né? Você ser vítima durante um período, porque você é acolhido, você é cuidado, né? Mas em algum momento é preciso, né? E e quem não é vitimista, ele entende que e não, pera aí, deixa, qual a minha parcela nisso? Aonde foi que eu errei? O que que eu poderia ter evitado, né? Então, o que que eu fiz que não deveria ter sido feito, né? Então, e ele acaba se apropriando da sua responsabilidade e e seguindo um outro caminho. É importante a gente salientar aqui que em situações, tanto eh no ambiente profissional, quanto no ambiente familiar, no social, quando tem alguma intercorrência, vamos colocar assim, e são duas pessoas, gente, meio a meio, né? Porque assim, eh, tem a sua verdade, a minha verdade e a verdade verdadeira. Então acho que se a gente parar para analisar, a gente precisa cuidar com essa questão de vitimização, porque a culpa não é só dele, a culpa também não é só minha. E tem o o o X da questão e precisa ter um autoconhecimento para poder lidar com tudo isso, né? Sim. Maturidade, né? Uhum. E o você falou, você deu esse exemplo eh dizem que tem três verdades, né? A minha verdade, a sua e a verdade verdadeira, né? Então é é importante o e quem assume a sua responsabilidade, quem tem essa maturidade entende isso, né? Tá bom, eu essa é a visão que eu tenho, porém o outro tem uma outra visão e ok, vamos conversar, né? Qual é a minha parcela de responsabilidade nisso? Cada um tem a sua parcela aí para poder seguir todo mundo equilibrado, né? E aí ninguém fica como vítima. Agora a gente traz eh essa eh essa fala nossa aqui sobre o vitimismo. Eh, Dr. André, eh, vamos levar paraa internet, tá? Eh, tem um trauma toque, você já ouviu falar sobre isso? Trauma toque no TikTok, gente. É, isso é algo assim surreal. Eh, a subcultura do TikTok que é focada no compartilhamento de traumas pessoais. Então, quer dizer, as pessoas entram lá, fazem eh videozinhos pequenininhos, postam dores com filtrinhos fofos. Você imagina? Eu não consigo entender, mas tudo bem. Você posta um uma situação que você de dor, de sofrimento, com filtro bonitinho, né? E aí, eh, de acordo com quem faz esse tipo de ação, ajuda a a desabafar, porque ela tá sofrendo, mas aí tem um um uma emojizinho, um negocinho, um filtrozinho bonitinho, né? E aí com isso ela vai ganhando likes. Ô, André, o que que acontece? Eh, acaba criando-se uma uma geração que se orgulha de estar estagnada no trauma, vivendo um uma situação de de vitimismo online. A gente pode dizer que é isso? Pior que eu acho que a gente pode dizer que é exatamente isso. Sim. Ah, a gente vê que essa geração moderna, né, nunca vestiu tanto seus traumas quanto a gente tem visto hoje em dia. E acho que parte disso vem da conscientização, né, desmistificar, tirar um pouco os estereótipos, aceitar melhor a neurodiversidade. Mas o que você citou é vai, né, o pêndulo foi pro outro lado completamente, né, que agora você tem um mecanismo de engajamento social que tá premiando o trauma, né? E de certa forma isso cria um sistema de incentivo perverso para as pessoas se identificarem, procurarem cada probleminha que elas têm e assumirem aquilo como sua identidade, né? em vez da superação daquelas coisas como a identidade, você mais as suas dificuldades do que as suas conquistas. Isso daí é um problema real para essa geração aí que a gente tá vendo assim, né? As dinâmicas de redes sociais, elas reforçam muito comportamentos, atitudes e até molde a personalidade. E como você veja, trauma toque é o nome do negócio, né? E isso é muito sério, gente. Eh, o termo vitimismo competitivo é um vitimismo que eh você vai competindo com outro. Eu posto aqui uma uma situação minha eh como vítima e o outro vai dar like, mas não, eu sou mais vítima que você. Não, eu sou mais vítima que você. E isso cria uma rede de vitimismo competitivo. Isso está sendo estudado por pesquisadores da Universidade de Telavive. E isso e e é descrito eh pelos estudantes, pesquisadores, essa tendência de usar sofrimento como uma moeda de troca para ganhar status ou atenção especial. E aí nas redes sociais isso vira um ciclo, né? Tipo assim, quando quanto mais eu eu mostro que eu sofro, mais curtidas eu ganho e aí eu fico feliz porque eu ganho like. Mas a pergunta que fica é: será que a gente tá buscando cura ou apenas aplausos, né? Que recompensa estranha é essa, Daniel? É, eu eu vejo que a a internet, as redes sociais, eles ela possibilita muito a divulgação de qualquer coisa, né? E quando a gente fala de de eh aplaudir, né, o o a doença, aplaudir o transtorno, o trauma, isso também é é viável, acontece, né? Porém, eh, a gente tá a por isso que a importância da gente trazer pra realidade, sair das redes sociais, né, e trazer pra realidade que aquilo não é real, né? Então aquilo não, o que tá acontecendo nas redes sociais não é verdadeiro, né, em sua plenitude. É muito fácil de você manipular ali e fica uma coisa muito superficial. Então o que que eu vejo nesses jovens é que eh buscam essa tão o tempo todo ali, né, eh o eh de forma integral e acabam não se socializando também com outras pessoas, tendo outras pessoas eh eh que possam contribuir de uma outra forma e acabam validando esse tipo de coisa. É perigoso, né? a gente não sabe onde vai chegar com tudo isso. Exatamente. E preocupante. Tanto é que essa questão aí da competitividade, né, do vitimismo está sendo estudado, porque realmente é algo que precisa ser estudar. Onde é que já se viu você competir momentos em que você é vítima com outra pessoa? Daí a outra pessoa, não, eu sou mais vítima que você. Não, mas eu sou. Não, mas eu sou. E aí todo mundo é vítima, gente. Agora vamos lá. esse vitimismo, ah, ele pode ser considerado um medo escondido de erro? E não, eu acho que pode ser uma validação, né? Eh, eh, eh, não deixa de ser um um medo de errar, né? Talvez um um que que implica numa autoestima baixa, né? Então, eh, porque todos nós erramos, né? O erro faz parte. Sim, claro, né? E então quando você eh entende que você não pode errar, você tá naquele foco da perfeição, que eu tenho que ser perfeito, onde é validado essa perfeição, né? E a gente pode até fazer uma crítica social quanto a isso também, mas você tá eh eh eh eh você acaba entrando num num ciclo que que eh não é aquilo, né? Não não é real. Exatamente. Porque assim, se eu tenho medo de errar e eu utilizo do vitimismo como escudo, a culpa é do outro. E se é culpa do outro, eu não preciso lidar com a minha falha, né? Com o meu erro. E é importante a gente lembrar que a perfeição não existe, não, né? Então, tá tudo bem errar e a gente e é a partir do erro, na maioria das vezes que a gente aprende. Eu não sei se isso é é eh é é assim que se diz na psicologia, na psicanálise, mas eu aprendo através dos meus erros, né? Se eu não erro, eu não sei que eu tô fazendo errado e eu não vou aperfeiçoar algo. Então, é a partir dos erros que a gente cresce, que a gente aprende. Agora, se você tem medo de errar e fica como vítima, como é que vai ficar o seu desenvolvimento, né? Como é que você vai crescer como pessoa, como profissional, enfim. Agora, Dr. André, tem uma relação aí entre a mentalidade da vítima e o aumento das doenças psicossomáticas? Mas sem dúvida, né? Se você tem uma mentalidade que é um solo fértil, né, para pensamentos intrusivos, pro vitimismo, pro estresse, paraa ansiedade, isso vai tender a ficar mais crônico com o tempo. Uhum. Né? Você tem que fazer uma higiene mental para que a sua mente não esteja sendo um, né, como disse, um campo fértil para se instalarem coisas que vão te prejudicar mais tarde. Ideias de insegurança, ideias de incapacidade, ideias de que os outros teiam, ideias que você não é capaz, ideias que você tá sendo sempre observado, perseguido. Tudo isso daí a gente tem que ter controle e podar para não, né, dominar ali nossos medos, nossas ações a ponto de paralisar a gente. Exatamente. É importante, né, a gente salientar e trazer essa questão do vitimismo, porque assim, ah, em todos os eh todos os momentos do nosso dia, de repente, a gente pode praticar aí o vitimismo e a gente nem percebe. Por exemplo, você fala assim: "Ah, eu não vou estudar, não vou fazer a faculdade, porque esse mercado é cruel. A gente sai da faculdade achando que se a gente vai eh ganhar um X ali que a gente estudou, pagamos a faculdade, isso é só um exemplo, tá gente? Pagamos a faculdade aí durante 4 5 anos e quando eu vou pro mercado de trabalho, eu vou começar ganhando ali um valor que mal dá para eu pagar o meu aluguel. Então eu não vou estudar, o mercado é cruel. Pera aí, a gente precisa despertar a autorresponsabilidade sem ignorar as dificuldades. Então, e se a gente para para analisar, a gente pratica sim o vitimismo todos os dias. De repente você pede desculpa ali, falar assim, pede desculpa para alguém por um erro, daí você fala assim: "Mas pedir desculpa porque, né, para ficar tudo bem, mas nem fui eu, né? Foi ele." Então já tá ali como vítima. Só que tem o vitimismo assim, eh, pequenininho e o grandão, né? Então, a gente precisa tomar cuidado com isso, né, Daniel? Sim. Eu acho que todos nós somos vítimas e vitimistas em algum momento, né? Eu acho que foi eh o a a diferença tá em quanto você, quanto tempo você fica nessa posição. Uhum. Né? Então, todos nós temos essa essa em algum momento é conforável, é gostoso você ser vítima, né? Você é cuidado, você é acolhido, você chama atenção, né? Então o perigo está quando você usa disso para perpetuar, né, para você não sair mais dessa posição. E é uma zona de conforto, a gente pode dizer assim, o vitimista tem uma zona de conforto ali do cuidado, da atenção, né, eh do apoio, e de repente a pessoa acaba procrastinando em outras coisas, mas aí ele vai sendo alimentado eh por esse cuidado, por esse apoio e vira um vitimista nato, né? Aí a gente precisa cuidar com isso. Olha só, tem um dado interessante aí para quem acha que reclamar é de graça, tá? Os vitimistas aí, o pessoal que gosta de reclamar, olha só, um estudo da Universidade de Standford mostrou que apenas 30 minutos de reclamações diárias, tá? Reclamação tem a ver com vitimismo, tá gente? Podem danificar fisicamente o hipocampo. O que que é o hipocampo? é a parte do cérebro usada para resolver problemas. Ou seja, ao focar apenas no que está errado e ficar reclamando e fazendo de vítima, a gente literalmente, literalmente diminui a nossa capacidade de consertar o que precisa ser consertado, né? No trabalho ou na saúde, o péssimo crônico, né, é um peso que o nosso corpo não deveria carregar. Ô André, por gentileza, a terapia cognitivo comportamental ensina o cérebro a trocar o porquê comigo pelo o que eu faço agora. E eu gostaria que você trouxesse pra gente essa questão aí de reclamar 30 minutos, a questão também desse nosso hipocampo, né, que é impactado com as reclamações e com essa essa ação de vitimismo. Perfeito. Primeiramente, a gente pode pensar que o hipocampo, né, ele é uma região muito importante para fazer aquela integração, né, da memória, assim, coisas que você tá aprendendo, coisas que você aprendeu no passado, você quer trazer de volta, né, para lembrar naquele momento. E essa é uma região que ela é muito impactada pelo estresse, né? tem vários efeitos assim que podem estar prejudicando a sua memória baseada nisso. Eh, ansiedade, né, o o próprio estresse que você tá se sentindo ali vítima, vitimizado, traumatizado, pode causar várias outras circunstâncias. O que é interessante da gente ver no caso do vitimismo, né, é que existe de fato essa esse conforto. Uhum. Né? em você se apoiar naquela narrativa vitimista, mas do ponto de vista terapêutico, isso daí é a pior coisa que você pode fazer, né? Como você falou assim, tipo, existe um limite do quanto que reclamar vai te ajudar, né? E você, se você se acostumar a ficar reclamando e constantemente, você, no fundo, você tá alimentando um processo mental de estresse, de ansiedade, de talvez até de desespero, que vai fazer você se sentir pior, vai fazer você se sentir menos capaz, vai fazer você sentir que você tem menos controle, menos agência sobre sua vida. A TCC vai entrar no caminho oposto, né? A gente quer mudar seu comportamento alterando seus pensamentos. Paraí a gente quer alterar suas crenças, suas crenças a respeito de você de fato estar sendo vítima, de fato, não ter tido o que fazer naquela situação. A gente vai convidar a pessoa a pensar, será que não tinha o que fazer? Será que não tinha alguma coisa que foi sua responsabilidade nesse caso? Uhum. É importante esse olhar, né, para as nossas ações e as nossas atitudes. Agora, quando a gente fala em em vitimismo, em vítima, eu acho que eh dá para fazer uma conexão aí com essa questão eh de relacionamentos, né? E o Daniel tem uma experiência eh eh com relacionamentos abusivos, trata, trabalha, né, com isso. Daniel, eh como que o agressor ele usa o papel de vítima para confundir quem realmente tá sofrendo dentro de um relacionamento tóxico ou abusivo? Isso eh é uma das situações que acontece dentro desses relacionamentos, né? Sim. É, ele ele tem uma postura de ele ele ele agride, né? Então, seja uma agressão física ou psicológica, emocional e depois ele inverte a situação, né? Então, olha, eu fiz isso porque você fez tal coisa, olha como que você fez eu me sentir, né? Então, olha o que olha o que você me causou. Você tá falando que eu fiz isso, mas eu você fez tal coisa comigo, né? Então, eh, é e é é muito comum isso, né? que a gente que tem tá muito próximo do narcisismo também, né? Então, eh eh eu diria que tanto que a gente chama mais de narcisista, né? Do que próprio do que a vítima mesmo, né? O vitimista mesmo, né? A gente dá o nome de de um narcisista. O narcisista ele tem esse, ele consegue fazer essa manipulação, né? Exato. E dentro de relacionamentos, né? eh eh em situações assim que, né, tem aí eh esses essas ações, né, de vitimismo, de narcisismo. Infelizmente quem mais sofre é a mulher, mas o homem também. Tem homens que são vítimas de mulheres e tem mulheres que são vítimas de homens. Mas como é que a gente ã faz para analisar eh se a gente tá passando por isso? se a pessoa ela está se passando por vítima, está invertendo as situações e nos trazendo todo esse peso que essa inversão tem. Eu vejo que assim o o um, eu acho que o sinal principal é a gente entender eh quanto que eu consigo ser eu mesmo naquela relação, né? Uhum. E a partir do momento que eu não consigo, o que que está acontecendo? Essa manipulação ela acontece muito por conta da culpa que que a vítima sente, a vítima real, né? A vítima real. Aham. Então, a culpa é que ela se sente com aquilo. Então, o vitimista, né, o narcisista, ele inverte e se ela cata aquilo, ele ela entende que então eu realmente eu que sou culpada. Vou pegar um exemplo, né? Eh, ah, ele brigou comigo, ele ficou com ciúmes porque eu fui com shorts curto na padaria. Uhum. Né? Então, eu sou culpada porque eu que fui com shorts curto na padaria. Então ela entende que aquilo, que aquela ação dele é justificada por conta da da de uma atitude, né? Uma atitude que ela não deveria ter tido. Porém, se ela refletir, mas pera aí, eu gosto de pôr o shorts curto, para que eu não posso usar o shorts curto, né? Então, eh, e se ela fizer uma alta reflexão quanto que ela consegue ser ela mesma na relação, eu acho que muitas respostas virão. Olha aí, gente, bem importante paraa gente analisar essa fala aqui do Daniel, porque a gente vive eh eh momentos aí eh bem assustadores referente à agressão, né, referente a relacionamentos eh eh que hã não trazem nenhum benefício paraa mulher e situações também onde eh colocam culpa na mulher por um ato eh uma ação que é praticada por outro indivíduo, né? né? Aconteceu isso com você porque você se portou dessa maneira. Então, a gente precisa tomar cuidado. Por isso que é importante a a consciência, o autoconhecimento, né? E isso vai, a informação ela traz empoderamento e é isso que a gente faz, a gente repassa a informação. Agora, Andreia, para quem tá assistindo a gente e se sente azarado na vida, né? Ah, eu sou azarado, para mim nada dá certo, para todo mundo funciona, para mim não funciona. Ó, você viu? fulano conseguiu, eu não consegui. Ah, mas eu não vou dar conta. Ah, mas eu não vou conseguir. Traz pra gente o impacto neurológico da gente comemorar as pequenas vitórias diárias, da gente ver com uma outra lente, de a gente parar de de olhar e pra gente mesmo e e achar que nós eh não temos valor, achar que ninguém tá nem aí, achar que a gente não faz tudo certo, sabe qual que é o impacto neurológico? Porque nós trouxemos o impacto aí eh da gente eh se colocar como vítima. Agora, qual que é o impacto de comemorar as pequenas vitórias, de olhar com uma lente mais ampliada pro nosso dia a dia? Perfeito. Eu acho que o maior impacto é que você diminui o seu sofrimento emocional, né? Todo mundo é uma vítima do mundo, vamos colocar assim. Uhum. Né? Então, tipo assim, não existe como você olhar a vida e olhar só o que aconteceu de ruim para você e aquilo ali se é uma coisa boa para você no médio longo prazo. A gente tem que contrabalancear isso, né? E você valorizar suas vitórias até te dar sentido para continuar sua luta, né? para continuar seu trajeto. Se você não tá vendo muito valor nas coisas que você tá conquistando todo dia, talvez você pare de ver valor no esforço que você tá fazendo para conquistar aquilo. E às vezes isso acontece, né? Às vezes a gente cai na mesmice. Uma coisa que era para ser uma conquista vira uma rotina. E aí quando você vê aquilo ali não é mais algo tão importante, é algo que de repente virou estafante, cansativo, negativo. Por isso que eu comento sempre sobre essa questão de policiar nossos pensamentos, né? Para que a gente não caia na armadilha de ser o nosso maior crítico, né? Tipo assim também, que seria talvez o polo oposto do vitimismo, né? a pessoa que é autocrítica em excesso. Uhum. Mas eu acho que de certa forma eles andam de mãos dadas, porque tudo tá girando em torno de você tentar controlar as ameaças ao seu ego, né? Eu não quero sentir que eu sou vulnerável a um outro que aparece e me critica, fala que meu trabalho não tá bom, fala que eu não tô me relacionando do jeito correto. Então o vitimismo ele é tipo um, né, uma barreira de deflexão assim, tipo, veio, eu já arrebato, veio, eu já arrebato. A terapia, nesse sentido, sempre vai ser em torno de tentar fazer a pessoa freiar esse movimento instintivo de defletir e refletir se a culpa realmente é dos outros ou se tem alguma coisa que ela tá fazendo para merecer isso, porque neurologicamente vai ser horroroso, né, pro longo prazo ela introjetar sempre esse pensamento vitimista, faz muito mal. Muito bem. Olha só, tá vendo, gente? autoconhecimento, busca de terapia e tem como consertar, tem como arrumar isso, né, Daniel? essa questão, se você sente que você é uma pessoa vitimista, se já te falaram isso, apesar do julgamento ser horrível, mas infelizmente tem situações que quando as pessoas pontuam muito, se várias pessoas falaram igual para você, nossa, você tá se comportando como vitimista, você tá, Às vezes é importante a gente parar, fazer uma autoanálise, dá uma olhadinha no espelho e fala: "Poxa, mas é, eu acho que meu comportamento realmente está, né, como as pessoas estão falando, porque claro, ah, o que o outro fala, é problema do outro, mas se isso é repetitivo, a gente precisa fazer uma autoanálise e aí buscar ajuda, porque tem como reverter esse cenário, né, Dan? Sim, é possível. A psicoterapia ela proporciona exatamente esse confronto, né? Olha, realmente você tá sendo vitimista aqui, isso não tá te fazendo bem, né? Até porque se ela procura ajuda, provavelmente já está numa fase que que não tá fazendo bem para ela. Então, uma psicoterapia proporciona isso. Sim. Maravilha. É importante a gente saber que tem como reverter o cenário, né? Tem como mudar toda essa ação aí que de repente precisa de um tratamento longo para ver de onde vem essa questão do vitimismo. E é importante você estar sempre em movimento, né? Não aceita ficar nessa não, viu? Se você tá nesse caminho aí, para, faz uma autoanálise e, ó, vira a chave e busca ajuda. Vamos lá. 8:49. Vamos. Nossa, já 8:50. Agora faltando 10 paraas 9. Vamos lá, então. Tem eh mensagem, tem pessoa participando com a gente, então bora que bora. Carla Menezes do Cambuí, existe um jeito de dar um toque, olha aí, ó, em um amigo vitimista sem virar o vilão da história, né? Quais frases ajudam ou quais só pioram? Vamos lá, André. É uma excelente pergunta. Eu suponho que vai variar muito dependendo desse amigo aí. Mas eu diria que uma frase que ajuda muito é justamente você trazer essa questão da responsabilidade pessoal paraa pessoa, né? Eh, teve alguma coisa que você podia ter feito diferente? Será que a pessoa que te criticou não tinha algum fundamento, né? E tentar entender se por trás dessas críticas tem alguma coisa que de fato merece ser criticada. Uhum. Muito bem. É isso. É, dá um toque, né? eh um amigo vitimista, é o que nós falamos aqui, as pessoas eh eh falam sempre a mesma coisa, então é porque tá acontecendo realmente algo eh nessa nessa linha do vitimismo com você. Então, só que precisamos também lembrar que o colega tem que ter uma sensibilidade para falar aí, porque não vai chegar falando assim, jogando aquele aquela sinceridade brusca, né, para chegar com um jeitinho, né, falando assim, pô, amigo, já parou para pensar que talvez possa ter mais aí acontecendo. Uhum. Exatamente, né? Aquele toque sutil, né? Vamos lá. 8:51. Tem mais perguntas pra gente? Produção, pode colocar na tela, por favor. Juliana Cardoso, do Nova Campinas. Eu fico revisando na cabeça tudo que falei numa conversa com medo de ter falado besteira. Ã, como desligar essa ruminação? Vamos lá, Daniel. A Juliana, né? É, é, eu, eu vejo assim, Juliana, eu acho que talvez você esteja se cobrando, né? Se cobrando muito por ter falado besteira ou não. Eu acho que ser você mesma, né? Eu acho que não ter medo de ser você mesma. E se caso a pessoa se mostrar incomodada com alguma coisa, porque é importante que ela te fale ou que ela demonstre isso, porque senão não tem como a gente adivinhar, né, se realmente você falou besteira ou não, eu acho que a pessoa ela vai comunicar, vai dizer para você, né, e vocês vão ter uma conversa sobre isso e vão poder se acertar, se for o caso, né? Mas eu ve eu entendo que num primeiro momento eh é você ser você mesmo, né? A não ser que você perceba que você está exagerando alguma coisa, que você eh pegou pesado mesmo, mais pessoas estão dizendo para você que você pegou pesado, aí é diferente. Mas e você pode também perguntar pra pessoa se realmente ela se como ela se sentiu com a sua fala, né? É isso é importante, né? Só que às vezes a gente não acaba não fazendo. Às vezes a gente fala algo e aí a gente acaba não tendo assim essa, não sei se é coragem ou sei lá, chegar e falar assim: "Ah, te incomodei com essa fala", né? Mas é importante falar, gente, né? Falar é tudo de bom. Falar cura, falar em forma, falar transforma. E é importante falar 8:53. Mais duas perguntas e a gente já vai para as considerações finais. Vamos lá, produção. Pode colocar na tela, por favor. João Pedro Almeida do Parque Prado. Dormir mal e viver estressado pode aumentar a irritação e a tendência a culpar os outros. O corpo puxa a mente para esse padrão. É, você fica irritado, daí você acha que tudo é culpa do outro. É mais ou menos assim, André. não tem nada a ver. Pode contribuir na medida que você tá cansado, que você se vê com poucos recursos, de repente você começa a olhar, tipo, quem sequer me botou nessa situação em primeiro lugar, né? Talvez não tenha sido culpa sua você tá ali cansado, exausto, né? Então, talvez a culpa seja do outro. E eu não diria que tem uma correlação tão forte assim, mas claro que você tá cansado, tá exausto, tá estressado, pode ser um fator para agravar isso. Sim. E eu vou inclusive dizer que eu tava vendo a pergunta, né, anterior sobre a pessoa que fica ruminando, né? Eu eu sou um pouco esse tipo de pessoa. Às vezes eu tô tomando banho e eu me lembro de coisas de 5 anos atrás que eu falei com alguém na conversa. Nossa, que besteira que eu falei. A minha dica para essas pessoas é, a gente tem que se perdoar. Ninguém é perfeito, tá ligado? Às vezes a gente fala coisas que não são as melhores e tá tudo bem. É isso mesmo, né? O autão. A gente precisa entender realmente isso. Não somos perfeitos, né? E pode acontecer um deslize aqui, um deslize ali, mas é importante a gente ter a nossa consciência. Gente, vamos lá. 8:54. Dá tempo para mais uma, produção? Dá. Então, dá. É a última, tá? Aline Souza do Jardim Flamboian, quando a pessoa vive dizendo que ninguém ajuda, ninguém me ajuda, ninguém me ajuda e rejeita qualquer solução, isso é vitimização ou pode ser depressão disfarçada? E aí, Daniel? Eh, sim, uma vitimização, né? Eh, claro que assim, nada impede dessa pessoa ser também depressiva, né? Então, são coisas distintas. Claro, mas não deixa de ser vitimismo. É vitimismo sim, né? Ninguém me ajuda, não faço nada, não consigo nada. A gente, a gente pode tudo, né? A gente pode tudo, pode completar tudo. O perigo da gente, ah, né? O caso da pergunta, não sei se é início que ela pensou, mas ah, então ela é depressiva, então eu tenho que entender porque ela é depressiva, né? Ok. Depressão a gente trata também, sim, né? Mas não precisa ser vítima por conta disso, né? Até porque tem tratamento e tem orientação. Então, gente, eh vamos segurar a onda um pouco, né? Com esse negócio de papel de vitimista aí. Olha só, eu quero trazer aqui pra gente já encaminhar paraas nossas considerações finais uma fala do psiquiatra austríaco, ele é sobrevivente de Auschwitz, é o Vittor Franco. Ele diz assim, ó: "Não é o que acontece com você, mas como você reage com o que você importa, né? Então, eh eh diz também, ó, tudo pode ser tirado de um homem, exceto uma coisa, a última das liberdades humanas, escolher a própria atitude em qualquer conjunto de circunstância, escolher o próprio caminho. Então, parou para analisar, né? Eh, ficou claro que assumir responsabilidade não é sobre carregar a culpa, não. Ah, de quem que é culpa? A culpa é minha, a culpa é sua. Não, mas é sobre ter o poder de mudar o roteiro, né? Você vai fazer o quê com aquilo que aconteceu com você? Você vai se tornar vítima ou você vai levantar a cabeça e seguir em frente, né? importante a gente saber eh eh distinguir as situações. Eu quero agradecer imensamente você que tá aí do outro lado e também os nossos convidados de hoje. Daniel, obrigada pela sua participação, presença, entregue. Esse bate-papo foi bem legal e bem orientador pra gente. Obrigada, viu? Obrigado, viu, Rúber? Obrigado vocês. Obrigado, André, pela presença. Eu fico muito agradecido de estar aqui. Maravilha. A gente que agradece. E André falando do Rio de Janeiro com a gente, né? contribuindo também para essa psicoeducação matinal aqui na TV Câmara Campinas, que é o nosso estúdio Câmara. Obrigada André por disponibilizado o seu tempo e por essa troca bem interessante, bem informativa sobre o nosso tema de hoje que foi vitimismo. Gratidão. Nada, adorei. Muito obrigado aí, Daniel. Muito obrigado, Rúbia. Podem me chamar sempre que quiserem. Maravilha. Sintam-se convidados para mais vezes. E você aí de casa, né? Deu para entender? É, gente, então vamos mudar o nosso roteiro aí, né? A gente tem o poder de mudar o nosso roteiro e começar a fazer uma autoanálise para ver se a gente anda se vitimizando demais ou não, tá bom? Então, agradecendo os nossos convidados, agradecendo você que tá em casa e espero que você saia dessa manhã aqui nossa, com passos mais leves e o coração mais firme, sabendo que você pode, tá? Amanhã, amanhã já é quinta. Nossa, gente, amanhã já é quinta-feira. Amanhã a gente vai falar da ressaca pós viagem, né? Chamada eh de síndrome da reentrada. Sabe aquele impacto de desfazer as malas? E aí você desfaz as malas, né? O cansaço, organização, boleto cotidiano. Ol, é um sapato apertado, né? Porque você voltou da viagem, né? De uma forma diferente, né? viajar nos dá um efeito de folha em branco, ninguém nos conhece, tudo é novidade. E a nova versão, a a essa nossa versão mais vibrante vem à tona quando a gente tá viajando. Mas aí o que acontece quando você volta, o do espectador toca na segunda-feira indicando que você precisa levantar, encarar a sua rotina. Vamos entender a ciência por trás disso. E como a dopamina da descoberta, né, que nós tivemos na viagem nos vicia. E por que o nosso cérebro sente o luto da volta? Você acredita nisso? Vamos conversar então sobre eh o que acontece com a gente quando a gente retorna de uma viagem de férias. E aí aquela dificuldade que a gente tem de engatar a primeira e, ó, bora pra luta, tá bom? Então, amanhã, a partir das 8 da manhã ao vivo aqui na TV Câmara Campinas. Não esqueça, hoje nós temos eh o Câmara Notícia eh a partir do meio-dia, também temos reunião ordinária a partir das 6 da tarde, tem a primeira parte da reunião ordinária que é às 5 da tarde, você tá convidado para participar. E lembrando também que a Íria tá chegando daqui a pouquinho com informações atualizadas aqui de Campinas, do Legislativo, estado de São Paulo, Brasil e mundo, inclusive cotação do euro, dólar e muito mais. A gente se despede por aqui. Fiquem bem. O programa já tá disponível no YouTube. Pode compartilhar e pode assistir novamente. Sempre aqui uma aula, uma psicoeducação, graças à disponibilidade aí dos nossos convidados. Um beijo grande para você, se cuide e até amanhã.
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