TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
Estúdio Câmara | Vida paralela: por que vivemos presos ao passado e ansiosos pelo futuro?
Em destaque · HD Vídeo · ESTÚDIO CÂMARA

Estúdio Câmara | Vida paralela: por que vivemos presos ao passado e ansiosos pelo futuro?

111 views Publicado 20/01/2026 HD · 1:03:17

Descrição do vídeo

🧠✨ Você vive preso ao passado ou ansioso pelo futuro? Neste episódio do Estúdio Câmara, falamos sobre um fenômeno cada vez mais presente na vida das pessoas: a vida paralela — quando a mente abandona o agora e passa a viver no “e se”, criando cenários imaginários que alimentam ruminação mental, ansiedade, estresse e até depressão. 📺 O programa foi ao ar ao vivo pela TV Câmara Campinas e trouxe uma conversa profunda, acessível e necessária sobre saúde mental, comportamento humano e os impactos emocionais de viver desconectado do presente. 🔍 Ao longo do episódio, você vai entender: O que é a chamada vida paralela 🌀 A diferença entre refletir e ruminar pensamentos Por que revisitar o passado ou antecipar o futuro pode virar uma fuga emocional Como a ruminação afeta o cérebro, o corpo e as emoções 🧠💭 A relação direta entre ruminação, ansiedade, depressão e estresse crônico Por que a comparação constante nas redes sociais intensifica o sofrimento emocional 📱 Como identificar sinais de alerta e saber quando buscar ajuda profissional Estratégias práticas para voltar ao aqui e agora, inclusive para lidar com a ansiedade à noite 🌙 Como a autocrítica excessiva e o perfeccionismo podem paralisar a vida 👥 Convidados desta edição: 🎙️ Elisa Pereira — especialista em dinâmica relacional e emocional, mentora de casais e palestrante 🩺 Dr. Fábio Fonseca — psiquiatra, psicoterapeuta, especialista em neurodivergência adulta e saúde mental corporativa 💬 O programa contou ainda com participação ativa do público, com perguntas sobre: Neurodivergência em adultos Culpa por decisões do passado Ansiedade noturna Ruminação nos relacionamentos Dificuldade de encerrar ciclos e seguir em frente 📊 Um dado importante destacado no programa: Mais de 70% dos brasileiros com depressão não recebem nenhum tipo de tratamento, o que reforça a urgência de falar sobre saúde mental, buscar apoio e romper o silêncio. ✨ Mensagem central deste episódio: 👉 Você não sofre apenas pelo passado, mas pela fantasia de um passado que nunca existiu. 👉 Sua vida não precisa ser perfeita para ser valiosa. Ela precisa ser vivida. 👉 Aceitar o presente, com gentileza consigo mesmo, é o primeiro passo para a mudança. 📌 O Estúdio Câmara vai ao ar de segunda a sexta-feira, ao vivo, às 8h da manhã, pela TV Câmara Campinas, trazendo temas atuais, debates profundos e informação de qualidade para a população. 👍 Curta o vídeo 💬 Deixe seu comentário 📤 Compartilhe com alguém que precisa ouvir essa mensagem 🔔 Inscreva-se no canal para não perder os próximos episódios Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

Transcrição completa do vídeo

58 mil caracteres · transcrição automática

Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.

Olá, [música] muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando com mais uma edição do nosso estúdio Câmara ao vivo hoje, terça-feira, dia 20 de janeiro. Gente, tá friozinho lá fora, né? Senti um friozinho hoje. É, estamos aí, um clima diferente nessa terça-feira. Vamos iniciando [música] o nosso programa e o tema de hoje dialoga diretamente com [música] a nossa saúde mental. Hoje a gente fala sobre os efeitos da vida paralela, né? Mas o que que é essa tal de vida paralela? É novo para você? Pode ser o termo, pode ser novo, mas vida paralela é questionar o passado e imaginar o futuro. Isso faz parte da natureza humana, né? O problema começa quando esse movimento ele se transforma em fuga, [música] quando a mente abandona o agora, o aqui e o agora, né? É que começa aí um problema, porque você ã perde a noção do controle. Você já se pegou pensando assim, ó, e se e se eu tivesse feito outra escolha? E se a minha vida tivesse seguido outro caminho? Você também vive pensando [música] assim? Você já se pegou desse dessa forma? Manda sua mensagem pra gente. WhatsApp tá na tela. Nossa produção já está com WhatsApp aberto para receber a sua mensagem. Nós estamos com os nossos convidados aqui. Daqui a pouquinho vou apresentá-los, tá? Mas conta pra gente, você vive nessa? E se e si você pensa mais no passado ou no futuro e aí você esquece de viver o aqui e o agora? E o que isso tem eh ocasionado para sua vida? Já parou para pensar? É sobre isso que a gente fala daqui a pouquinho aqui no nosso estúdio Câmara, porque agora nós temos algumas informações atualizadas e olha só que oportunidade. A IMA, a informática [música] de municípios associados, abriu inscrições para um concurso aqui em Campinas com vagas para nível médio, técnico e superior. [música] As inscrições vão até o dia 1eo de março só pela internet, tá? E a contratação será via CLT. Tem cargos na área de atendimento TI e jurídico com salários que podem passar aí de mais de R$ 5.000, além de benefícios como plano de saúde odontológico, vale refeição ou alimentação, também vale transporte, seguro de vida e auxílio [música] creche. E dependendo do cargo, o trabalho pode ser presencial, híbrido ou home office. A prova está prevista para o dia 12 de abril e vai ser aqui em Campinas. As inscrições são pelo site da Concesp, com taxa de R$ 45,64 [música] para médio técnico e R$ 58,9 para superior. E tem [música] isenção para doadores de sangue ou medula conforme o edital. Então, para conferir tudo certinho, o edital está no site da Conespe, [música] inscreva-se e boa sorte para você. Mais informação chegando. Atenção, esporte de Campinas. Estão abertas as inscrições para o programa Bolsa Esportes Municipal da Secretaria de Esporte e Lazer. Mas aqui tem um detalhe muito importante, tá? É um programa exclusivo para OS, as organizações da sociedade civil concede aqui na cidade de Campinas. Então, pessoa física não pode se inscrever. As inscrições, tá, para as OS vão até sexta-feira, dia 23, eh, pelo SEI Externo da Prefeitura. O programa vai distribuir bolsas para atletas, para atletas, técnicos e guias para desportivos em várias modalidades, como [música] atletismo, judô, natação, vôlei futsal e outras. A seleção vai considerar os resultados esportivos de 2025 [música] e o benefício será pago por 9 meses com o início previsto para abril de 2026. [música] Previsão do tempo chegando para você agora. Como é que fica o tempo hoje, hein? Bom, acordamos. Eu levei um susto, olhei lá fora, fui lá, falei: "Gente, mas tá toda essa frescurinha mesmo. É isso, mínima 17, máxima 25º. Hoje o tempo segue assim, né? Um solzinho, nuvem, de acordo com a previsão, não chove não, mas teremos um dia fresquinho pela frente. Vamos lá, um ótimo dia para você. E agora a gente chega no nosso tema central, vamos apresentar os nossos convidados. A gente fala da nossa mente, né? A mente humana, ela é treinada para simular cenários, né? É assim que aprendemos, é assim que evitamos erros. Mas quando ele se repete de forma circular, sem solução, a gente entra num campo da ruminação. E essa ruminação, sabe, ficar ruminando, está fortemente associado à ansiedade, a depressão, a [música] autocrítica intensa. E aí, quando esse pensamento deixa de ser apenas repetitivo e passa a construir uma narrativa inteira de vida alternativa, surge o chamado efeito da vida paralela. Bom, passei uma parte bem técnica para [música] você. A gente precisa compreender esse efeito da vida paralela. Então, é por isso que hoje nós convidamos duas pessoas especiais aqui. Nós estamos recebendo a especialista em dinâmica relacional e emocional, mentora de casais e palestrante, a Elisa Pereira. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua presença. Bom dia. Bom dia a todos que estão nos assistindo. Estou muito feliz de retornar aqui hoje, né? Vamos falar de disso, né? dessa vida paralela do que dos efeitos, né? E que importante esse tema, né? Muito maravilha. Elisa, obrigada pela sua presença mais uma vez. E com a gente também o doutor psiquiatra, psicoterapeuta, especialista em neurodivergência adulto e saúde mental corporativa. Dr. Fábio Fonseco, seja muito bem-vindo. Obrigada. Obrigado. Mais uma vez eu queria agradecer o convite, poder esclarecer esse tema tão prevalente na vida de todo mundo, né? Quem nunca, né? É uma coisa tão humana. Quem nunca se viu tentando fugir e imaginar um passado ou um presente idealizado, né? Exatamente. Doutor tocou num ponto essencial, né? Fugir, eh, parece uma fuga mesmo, porque você não quer viver o seu presente, daí você fica indo lá atrás no passado, ou então você vai lá no futuro e aí você não consegue viver o hoje, né? A ciência já mostrou que a mente humana, olha que interessante esse dado, depois eu quero que o doutor eh complete pra gente, a ciência mostrou que a mente humana ela divaga em média 47% do tempo. Esse dado é de uma pesquisa conduzida pela Universidade de Harvard. E o que que é isso, né? A cabeça da gente passa quase metade do tempo longe do presente. Mesmo a gente acordado, a gente passa boa parte do dia no piloto automático com a mente vagando, gente. E quanto mais distante do presente a mente está, maior tende a ser o nível de infelicidade. Então, diante disso, eu começo perguntando pro doutor do ponto de vista do funcionamento do cérebro, né? O que que leva a mente humana a idealizar tanto o passado e criar essas chamadas vidas paralelas? E sobre essa pesquisa, a gente passa meio fora da casinha, mesmo assim, 47% do tempo. É isso mesmo. A gente passa boa parte do tempo planejando ou eh eh tentando resolver problemas. E essa capacidade de poder transformar o presente, o passado e o futuro em algo simbólico, em palavras, em em planejamento, isso é que nos difere dos outros animais. evolutivamente, eh, a linguagem conseguiu conferir a gente a capacidade de resolver problemas, de planejar o futuro, de corrigir as rotas de acordo com o passado. Então, se a gente for parar para pensar eh o planejamento, raciocínio, a linguagem, esses pensamentos em relação ao futuro e ao passado nos diferenciam e fizeram com que a gente conquistasse tudo isso que a gente tem hoje. Perfeito. A questão é que muitas vezes a gente não consegue diferenciar aquilo do com do qual a gente tem um certo controle e daquilo que muitas vezes é incontrolável. E aí a linguagem elas nos traz uma série de possibilidades, os pensamentos, a linguagem e ao mesmo tempo algumas armadilhas, porque a gente às vezes acha que a gente consegue resolver problemas mentais e problemas do passado ou do futuro, como a gente consegue resolver os problemas do dia a dia. Então aquilo que às vezes é uma armadilha também é uma solução, dependendo do que a gente consegue diferenciar. Eu costumo brincar, né? Eh, a gente tem um martelo e o martelo serve para muita coisa, mas a gente não pode querer resolver tudo com martelo. Exato. Então, essas fantasias muitas vezes são formas de de resolver as coisas, né, de planejar o futuro e de aprender com o passado, que quando eh perdem o controle, a gente começa a achar que a gente consegue resolver tudo se a gente ficar ruminando. A gente acha que a ruminação é um problema e a gente que é uma solução, mas a gente descobre que é um problema e que a gente tá tentando resolver coisas que que estão fora do nosso controle. Exatamente. Verdade. Você já se pegou ruminando aí. Sabe o que que é isso? Ruminando, né? Você fica voltando, voltando. Ruminando vem da da a o o boi, a vaca, eles ruminam, né? Fica assim, [risadas] entendeu? E a nossa cabeça fica desse jeito. Eu já me peguei assim várias vezes. Acredito que você também, porque esse é um tema e é que é uma situação que acontece com todos nós. É natural às vezes a gente ficar apegado a alguma coisa e ficar poxa vida, mas e se eu tivesse tentado? Nossa, então a gente precisa entender, né? Eh, o que isso ocasiona no nosso aqui e no nosso agora? Agora, Elisa, emocionalmente falando, né, por que que tantas pessoas elas transformam decisões antigas em culpa permanente, né? E o que que isso revela sobre a relação que a gente tem com a gente mesmo, né? Então assim, não consegui resolver um problema no passado, vou ficar ruminando, como disse o Dr. Fábio, e aí essa ruminação, eu não consegui resolver lá, eu não vou conseguir resolver aqui porque o problema ficou lá e aí vai aumentando uma culpa, uma culpa e eu vou carregando isso e eu tenho eh uma dificuldade de resolver uma relação comigo. Sim, sim. É, na psicologia nós observamos pessoas com uma autoexigência excessiva. Hum. Perfeito. E que tem sempre uma avaliação de si mesma muito punitiva, né? Ela mesma se pune, ela mesma se culpa. Então ela fica ruminando naquele naquele pensamentos, pensamentos que retornam, né, sempre repetitivos e ela não sai daquilo, ela fica aprisionada lá, né? E muitas vezes a pessoa avalia aquele passado com a maturidade presente. Por exemplo, ela fez determinada eh situação, ela ela a fez um ato no passado, na adolescência, porque ela não tinha a maturidade que ela tem hoje. Perfeito, né? Então ela fica olhando para aquilo de uma forma errada, até porque ela poderia avaliar e falar: "Naquele momento eu não tinha a maturidade para resolver aquela questão de forma diferente, mas ela não consegue olhar para aquilo, né, e enxergar desta forma. Então ela fica se punindo, se culpando, se exigindo. Geralmente são pessoas com uma autocrítica muito severa. Muito bem. Agora vamos lá. Então, olha só como a gente tá caminhando, né? Enquanto a mente revisita o passado, o corpo reage como se aquela dor ainda estivesse acontecendo. Agora a repetição desses pensamentos estimula a liberação de cortisol, hormônio diretamente ligado ao estress. Agora, Dr. Fábio, os impactos diretos, né, desse estado contínuo do estress na saúde mental, porque você acaba sendo um estresse, você fica ruminando, ruminando, você fica estressado, você não consegue resolver, tem uma relação clara com transtornos de ansiedade, depressão, tem uma relação fundamental, porque as pessoas elas acham, e a gente tem tá muito invoga esse discurso da serotonina, da dopamina, como se houvesse apenas essa via fisiológica e bioquímica. Não, os transtornos mentais eles são multifatoriais, então a gente às vezes age com medicação, mas a questão comportamental e psicológica também são fatores de de manutenção muito importantes. Então, eh, a ruminação é ansiosa, né? você fica tentando controlar o futuro com intolerância e incerteza e criando mapas mentais para se acontecer isso, eu vou fazer aquilo. Eu tenho que dar conta de todas as possibilidades. E eu tentar ficar entendendo o porquê das coisas na depressão. Eh, isso são fatores de manutenção da ansiedade da depressão. E as pessoas acham que se elas não fizerem isso, é horrível me preocupar e é horrível eu ficar me culpando pelo passado. Mas tem uma armadilha. Ai, se eu não fizer isso, eu seria uma pessoa irresponsável. eu não vou estar me preparando pro futuro. E são pegadinhas. E essas pegadinhas mentais são ciclos de manutenção da ansiedade e depressão. Então eu costumo dizer paraos meus pacientes, a gente vai dar medicação para você, mas lá na frente você vai querer parar de tomar remédio. E se a gente não rever algum desses ciclos de manutenção, dessas pegadinhas mentais, dessas bengalas emocionais, eh, a gente vai tentar parar de tomar um remédio e isso pode voltar. E aí a culpa não é do remedicação. Então a medicação ela é apenas um andime, uma escada para ajudar você a subir um nível superior. Quem vai subir é você. Mas se você subir com os mesmos vícios mentais e ficar achando que você precisa daquilo para conseguir subir, que aquilo ali é senhor amuleto da sorte o amuleto da responsabilidade, eh a gente vai acabar parando no mesmo lugar, num círculo vicioso. Então a gente vai começar a pensar, será que é isso mesmo? Vamos, vamos pensar se você não consegue ser responsável de uma outra forma, se você não consegue tentar entender não o que causou, mas o que que tá mantendo você preso. Porque uma grande pegadinha é as pessoas acharem, eu preciso entender como foi que eu fui parar nisso. Eu eu dou sempre uma metáfora paraos meus pacientes. Se jogarem uma bituca do cigarro e começar a pegar fogo, nesse momento, como o fogo começou, não importa. O que importa é o que que tá mantendo esse fogo aceso, de onde tá vindo o material inflamável, o que que tá mantendo e como eu saio, como eu apago o fogo. Às vezes não importa como começou. Essa pergunta vem depois. Olha só, interessante, porque a gente tem esse costume, né? É algo meio que natural. Você tem um um problema que você não conseguiu resolver, aí você tem, claro, toda ação, toda da ação gera uma reação. Então tem a reação daquela ação lá de trás. E aí você fica tentando, não, mas eu preciso consertar isso aqui, porque se eu arrumar isso aqui eu vou conseguir viver melhor daqui paraa frente. Mas gente, a gente precisa parar. Pera aí, respira. Porque aqueles contato E10 super vale, a respiração super vale, a gente tem que estar no consciente, no aqui, no agora, pra gente poder entender como é que a gente funciona. Nós estamos aqui há um ano discutindo sobre comportamento, falando sobre saúde mental e todos os dias nós temos pontos importantíssimos e que a gente tá aprendendo. Então é importante a gente parar, respirar e principalmente quando a gente fala essa questão da ruminação, isso arrebenta com a gente, tanto cabeça, coração, corpo, porque a gente fica mal, a gente fica triste, você não vai conseguir resolver um problema do passado que já ficou lá atrás, mas você tema em resolver. E aí quando a gente fala no campo de relacionamentos, isso existe muito, né? Como é que essa vida paralela, Elisa, afeta os vínculos reais? As pessoas se afastam mais por frustração ou por medo de reviver dores. Porque quando a gente fala de relacionamento, tanto familiar, amoroso, enfim, o o rompimento, né, eh, tem um motivo. E aí esse motivo pode ter sido não esclarecido. E a gente vive, vamos colocar uma aspas assim, você vai entender o que eu tô falando, o resto da vida tentando entender o porquê. E esse porquê não vai ter uma solução, não vai ter uma resposta óbvia se você não voltar lá atrás e, né, mas você não vai voltar lá atrás. Então, gente, é importante a gente entender que às vezes não ficou sem solução, vai continuar sem solução. E quando a gente fala de relacionamento, isso vem muito à tona, né, Elisa? Sim. que afeta os relacionamentos, porque a pessoa fica vivendo uma vida idealizada, né? Uma vida que ela talvez, né, teria tomado outra decisão, né? Então, existe muito da frustração, do medo, mas também da pessoa aceitar a vida dela real. Uhum. Então, muitas vezes ela usa desse mecanismo, né, como fuga mesmo da vida real, né? ela não tá bem nessa vida, né, atual, real, e ela fica idealizando uma vida perfeita lá que ela poderia ter vivido e ela fica naquela idealização, naquilo que poderia ter acontecido e não vive a vida real aqui. Agora um professor meu sempre dizia uma coisa, ele era italiano, né? E ele dizia assim: "Passato não se cabe se acheta". Então, passado não se muda, se aceita, né? Então, essa aceitação do passado é o que a gente também trabalha na terapia, né? Como eu posso aceitar essa autocompaixão consigo mesmo, né? Geralmente a pessoa é muito autocrítica com ela, assim, não podia falhar. Eu falhei e tô nessa situação, né? Então ela primeiro ela precisa trabalhar essa autocompaixão, né, com ela mesma, aceitando esse não vai mudar aquilo, não vai mudar, né? Aquilo já aconteceu. Então eu digo uma coisa também muito importante, vira a página. É tão bom quando a gente pode fazer isso, né? vira a página que fica, porque isso também, essas situações aprisionam a pessoa num lugar que para ela vai só gerar ansiedade, né? Eh, mais frustração ainda, porque ela não vive aquilo, né? Então, vai gerar uma série de sintomas que só prejudicam, né? Então, aceitar o seu passado é algo tão importante, né? Porque aceitar que nós podemos errar, né? Aceitar que somos humanos, eu também costumo dizer pro paciente, você é humano. Somos verdade, somos humanos. A máquina muitas vezes falha. Imaginou o humano. O humano falha. Somos falhos. Então, muitas coisas nós erramos, falhamos ou não tomamos a decisão correta. vamos dizer assim, né? Mas foi o que deu. Outra frase que eu falo muito pro paciente, foi o que era possível naquele momento. Então, foi o que era possível, né? Compreender isso muda muita coisa. E agora eu preciso virar a página. Uau, doutor. [risadas] Virar a página. Eu concordo plenamente com o que Elisa tá falando. E às vezes o paciente ou as pessoas têm uma certa dificuldade em entender o que que é aceitar. Isso. O que as pessoas acham que aceitar é engolir, é se resignar, é se submeter, né? Eh, eh, aceitar injustiça, aceitar desigualdade. Como eu aceito? tem tanta coisa errada, eu preciso tentar mudar isso, eu vou ser passivo. E aí as pessoas precisam entender que aceitar eh não é nada disso. Aceitar é participar da realidade, estando presente no no momento aqui agora, fazendo uma coisa de cada vez, com intenção e fazendo o que funciona para o que tá presente agora. Isso é aceitar. Então assim, eh, a minha realidade agora onde agora eu tô aqui com vocês fazendo essa entrevista, tem um dia pela frente, problemas, mas assim, eu estou aqui agora. Então, aceitar essa realidade é eh a minha intenção agora é nesse momento, poder compartilhar essas informações com você. Então, se eu tive que ficar ruminando e preocupado com um monte de coisa que está lá fora, eu vou sair daqui pior, porque eu vou sair. Nossa, tinha tanta coisa que eu podia ter falado, eu fiquei preocupado, fiquei e pensando o que que eu devia falar, não falei e agora eu tenho mais um problema para resolver. Então vocês percebem que quando a gente aceita, a gente é mais eficaz na vida, porque a gente acaba sendo mais, tem duas duas coisas, né? Tem tem uma palavra que se chama reatividade. Reatividade é quando eu quero resolver um problema com o martelo, com as coisas que eu trago do passado. E tem uma coisa que é mais eficaz que isso se chama responsividade. Responsividade é: eu vou criar agora eh a forma como eu vou responder, porque esse momento só existe agora. E se eu não tiver presente e aceitando o que tá acontecendo, eu não vou conseguir entregar o que que eu preciso agora. Então assim, só para ficar claro para as pessoas, né? Mas como é que eu aceito? Sim. Como é que eh como é que eu faço isso? Primeira coisa, respira fundo e vamos tá vamos olhar por aqui agora o que que se apresenta para você nesse momento, qual é a sua realidade, né? E aí vamos primeiro tentar ficar presente aqui, fazer o que importa nesse momento, uma coisa de cada vez, com gentileza. O movimento de gentileza é muito importante, porque senão a gente briga com o passado, briga com os nossos pensamentos, a gente vai ter pensamentos que vão nos invadir do passado e do futuro. E aí a gente vai aceitar esse pensamento, né? Eu sou uma pessoa ansiosa, eu tenho esses pensamentos porque eu quero ser responsável. Agora eu permito-me voltar com gentileza pro presente momento e e toda vez que os pensamentos vierem, eu não vou brigar com eles. Eu são como nuvens no céu. Se eu ficar olhando paraa nuvem o tempo todo, essa nuvem parece que não passa nunca. Eu preciso voltar com gentileza pro meu presente momento, respirar fundo e pensar qual é a minha intenção agora. Uau, que maravilhoso. Sim, porque aquilo que você alimenta, ele vai ficando grande, né? Então, o que que você tá alimentando, né? Falou, tem dois cachorros, qual que vai ficar mais forte? Aquele que você alimenta. Então são dois pensamentos, né? Então aquele pensamento que se rumina lá no passado, se você alimentar mais ele, ele vai ficar mais forte. E paralisa, né? Paralisa totalmente paralisa. Você não consegue desenvolver o seu aqui agora. Você tem eh eh isso pode ocasionar problemas profissionais, né? pessoais, relacionamento, tudo isso paralisa totalmente a nossa vida. Então, é importante a gente aprender a diferenciar essa questão aí eh de reflexão, né, e de ruminação, porque é como o doutor eh acabou de falar agora, né, se você vai refletir sobre uma ação, sobre uma situação, beleza, respira, reflita, mas no aqui, no agora. Agora se você ficar ruminando aquele negócio, não, eu vou ter que ir lá, eu vou ter que resolver, não, porque se eu não resolvi não agora? E se eu tivesse? Se isso você tá arruminando. Então, eh eh isso vai trazer algo ruim para você. Agora, doutor, quais os sinais, né, eh, dessa dessa diferença aí de reflexão e ruminação que indicam que a pessoa precisa buscar ajuda de profissional? Porque, como a gente falou, isso paralisa, isso é sério, é algo muito sério. A gente tá falando aqui de algo natural. o que acontece comigo, com você aí de casa, mas eh que a que momento que sai do natural e que passa a ser algo patológico que a gente precisa buscar ajuda? Então, quando a gente fala de ansiedade, muitas vezes assim, os sintomas de que você tá começando a desenvolver um transtorno de ansiedade, né? Você começa a não dormir, você começa a se preocupar o tempo todo, querer se reassegurar, você fica perguntando o tempo todo pras pessoas se aquilo tá certo, que fica verificando e checando o tempo todo. E aí você começa a deixar de ser eficaz. você começa a deixar de resolver problemas que estão no seu controle para ficar sempre preocupado com coisas hipotéticas que podem acontecer no futuro. E aí você começa a desenvolver sintomas físicos, né? Você pode começar a ter gastrites, diarreias, dores de cabeça, irritabilidade. Você começa a querer brigar com as pessoas exigindo que eh elas façam as coisas do seu jeito, muito controle, na verdade muito bem intencionado, porque você tá movido por preocupação, porque você quer o melhor, mas você não percebe que você tá cego por aquela ansiedade toda, né? E aí essa ansiedade eh eh cada vez mais crônica, ela começa a desencadear essa coisa do stress, do cortisol. E aí você eh pode acabar deprimindo porque você fica exaurido. Os quadros de burnout, os quadros de ansiedade crônica generalizada, isso pode desencadear também pânico e diversos transtornos de ansiedade. E a ruminação em relação ao passado, essa tentativa de controlar acaba levando a quadros depressivos. você fica mais melancólico, você fica se culpando e achando que você atribui responsabilidade a você o tempo todo. Então aí você vai ficando sem energia, mais apático, mais desinteressado. Então vão se desencadeando os quadros de transtorno de ansiedade e e transtornos depressivos. E aí às vezes essa esse limite ele fica meio borrado, né? Então às vezes a gente não precisa esperar muito tempo, esperar uma coisa ficar clara. Então se você percebe que você tá patinando, busca ajuda, né? Eh, eh, buscar ajuda não é fraqueza. As pessoas confundem vulnerabilidade com fraqueza. Todos nós temos nossos pontos vulneráveis e cuidar deles é um é um sinal de fortaleza, de você ser forte, você ser fraco, é muitas vezes você não admitir que você tem problemas e que todo mundo, ninguém faz nada sozinho. Estamos todos interdependentes. Então, você ter autonomia é você entender, ser inteligente, falar assim: "Olha, eu não tô conseguindo resolver isso." Eh, será que tem algum olhar? Não é que as pessoas vão resolver os problemas por você. As pessoas podem tentar iluminar um caminho. Eu costumo dizer pros meus pacientes que todo mundo quando tá dirigindo tem pontos cegos. Sabe quando a gente coisas que nem o retrovisor mostra e tem coisas na estrada que a gente não tá conseguindo ver. Na vida todo mundo tem ponto cego. E às vezes tem que lembrar, tem coisas que eu não vou conseguir enxergar sozinho. Excelente. E olha só o que vocês estão fazendo aqui hoje, né? essa dupla maravilhosa estão iluminando, estão nos mostrando a importância da gente parar e nos atentar eh nessa questão da da ruminação diária, né? Diária. Você aí de casa, quantas vezes hoje, né, agora 8:27, quantas vezes hoje você já pensou em algo que você não conseguiu resolver lá atrás? Ou então você ficou ansioso, coraçãozinho bateu mais forte por algo que você acha que você vai ter que resolver lá na frente e aí você não ficou no aqui e no agora. Então, eh, a gente precisa muito dos nossos profissionais. A, a, a nossa produção tá de parabéns, que assertividade, porque a gente entrega conteúdos maravilhosos. É isso que vocês fazem, que o doutor disse, iluminam, né, a nossa estrada. Agora, Elisa, eh, perfeccionismo, isolamento, eh dificuldade de de se se manter, né, no aqui, no agora, de se comprometer. Esses são alguns sinais que indicam que a gente tá aí nessa nessa situação de de vida paralela, né? Eu gostaria que você trouxesse pra gente eh a questão da psicologia, né? como que vocês eh eh trabalham eh o paciente que busca, né, um apoio quando a gente fala que a gente tá vivendo demais no passado ou a gente tá demais no futuro e a gente não tá vivendo hoje? Uhum. Então, quando a pessoa procura a psicoterapia, ela já tá se questionando um pouco mais, né? ela já veio buscar ou até porque eh tem sintomas lá, ela não tá bem, então ela vem e busca a psicoterapia. Então realmente esses comportamentos mostram muito, né, que ela vive no passado e muitas das questões eh são sim relacionadas àquilo que a pessoa vive no passado, né, que ela não aceitou, que ela não conseguiu elaborar. às vezes uma perda também que a pessoa não elaborou. Uhum. Então ela fica, né, naquele sistema repetitivo ruminando e ela vai sofrendo por aquilo. Então quando ela retoma, exato, né, na psicoterapia, é necessário muitas vezes retomar aquele passado, né? É necessário retomar. Só que quando ela traz aquele passado novamente, ela pode ver de uma forma diferente, ressignificando, né? Ressignificando. Ó, palavrinha linda, né? Ressignificar o passado. É tudo é importantíssimo, né? Porque eh ficar preso no passado só prejudica a pessoa, porque é aquilo que o doutor também falou, é aqui e agora a nossa vida é aqui e agora. E muitas vezes a gente não vive o aqui e agora preso ao passado. Então esse perfeccionismo muitas vezes, né, que não consegue se perdoar também acha que tem que ser perfeita em tudo. Então não perdoa nada que ela não conseguiu administrar, fazer, ela não elaborou aquilo. Então ela precisa elaborar toda aquela situação, olhar pra vida presente e ver que ainda ela tem possibilidades de mudança. Lá atrás ela não pode fazer mais nada, só entender, aceitar, elaborar, ressignificar. Agora, lá paraa frente, ela pode sim fazer e fazer mudanças muito significativas na vida dela. Ela tem muito ainda a caminhar, né? Então ela precisa enxergar que ela tem ainda que caminhar, que ela ainda tem vida a acontecer, que ela tem uma página nova, né? um livro novo. E às vezes até importante assim a pessoa escrever, sabe assim, para tirar para fora. Olha o que eu poderia ter feito lá no passado. Ah, e se eu tivesse feito? Vai escrevendo, vai escrevendo, vai escrevendo, vai escrevendo. Pega esse livro e guarda, sabe? Então assim, fechar aquela situação. Fechamentos também é a palavra importante. Nós precisamos fechar ciclos nas nossas vidas. Como fechar um ano, né? Nós precisamos fechar ciclos para poder iniciar um novo ciclo. Então, dar essa possibilidade a si mesma de iniciar um novo ciclo na vida, né, de ter novas perspectivas da vida, isso muda tudo. Eh, a gente tem uma eh eh nós, né, seres humanos, dificuldade de encerrar ciclos, né, porque encerrar ciclo às vezes é um pouco dolorido. você vai ter que deixar para trás, você vai ter que virar realmente a página, você vai ter que começar um livro novo, de repente e encerrar ciclo dói. Só que se você não encerrar, você não consegue iniciar. Então esse processo é necessário, né? E essa questão de voltar lá atrás, a minha avó sempre dizia assim, ela falava: "Olha só, hein? Eh, ela dizia assim, ó: "Você tá na metade do caminho, aí você não aguenta mais, daí você vai voltar. Só que se você voltar, o o o tempo que você vai percorrer para chegar lá no ponto que você começou, é o mesmo tempo que você vai percorrer para poder chegar no seu no seu alvo. Então você decide, você vai voltar ou você vai continuar, né? Então, se éo mesmo tempo, então eu vou seguir pra frente e vou chegar no meu objetivo. É mais ou menos isso que a gente tá falando aqui. E doutor, esse eh hoje a rede social, né, vamos falar, a gente tá falando de ruminação e a gente tá falando de vida paralela. Então, rede social, um processo que tem se intensificado essa questão da comparação, a comparação, a busca por perfeição, né? Eh, eh, essa coisa da rede da rede social. Nossa, olha lá, você viu? Não, mas eu também quero. Ah, mas se eu tivesse feito, eu tava eu tava igual. Isso também tende a ser no sofrimento emocional, né? E tem a ver com essa questão da vida paralela também. Muito. Eu acho que é o é o paradigma moderno, né? Eh, isso sempre existiu na na essa coisa de da convenção social, de você tá de acordo com as regras, com aquilo que é estabelecido. Isso sempre existiu. Só que a rede social potencializou isso. E assim, a gente, as pessoas nas redes sociais, elas vivem eh não só se comparando, mas como se existisse um manual de conduta e um manual de felicidade e um manual do que você deve ter o parecer ser para que você seja feliz. E aí assim, só ali na rede social você só tem uma ilusão. As pessoas escolhem as melhores fotos e aí e e as pessoas estão o tempo todo se comparando e se diminuindo, porque a gente precências, né? Claro que as outras pessoas podem nos inspirar, mas não por uma foto. As pessoas nos inspiram por histórias e e a rede social é a manchete do jornal. A rede social não conta a história, né? E a gente só pode se inspirar se a gente conhece as histórias das pessoas de verdade. E qual é a história que a gente pode melhor conhecer? A nossa, né? Então, se a gente se apropria da nossa história, a gente pode pensar, bem, de onde eu saí, onde eu estou, o que foi que eu conquistei? Quais foram as minhas dificuldades? E do que é que eu posso me orgulhar na minha história. E a gente sempre pode se orgulhar de coisas na nossa história, porque a gente sempre tá vencendo batalhas no dia a dia. Então, assim, a rede social é aquela manchete daqueles tabloides que ficam sendo sensacionalistas, né? Então, só não só eh fazendo fofoca da vida dos outros, mas é como se a gente tivesse eh se diminuindo o tempo todo. Então, a gente tem que parar para pensar, a man a a rede social só é uma manchete sensacionalista. Ela não conta uma história de verdade, né? Só o que pode contar a nossa história é um contato humano. É aquilo que a gente vive no dia a dia, a vida coletiva que a gente tá perdendo, né? A vida comunitária, né? Eh, eh, é o que o dia a dia que a gente tem com atendente da padaria, que a gente sabe o nome, que a gente sabe que eh de repente tem um parente doente e que da próxima vez a gente pergunta. Esse tipo de coisa é que nos nos enobrece, são coisas, gestos pequenos do dia a dia e que a gente não precisa colocar na rede social, né? Porque quando a gente coloca na rede social já perde o valor, porque a gente não tá fazendo pelo ato em si, mas sim para parecer mostrar valor pro outro. Essa é uma grande característica da rede social. As pessoas querem mostrar virtude o tempo todo. E as virtudes elas não não existem para serem demonstradas, elas existem para alimentar a nossa alma. A virtude é aquilo que a gente faz pelo pela simples vontade de ficar bem com aquilo. Então a rede social é um monte de gente mandando, mostrando virtude e dizendo para você mesmo e pros outros: "Olha como eu sou legal". Uau! Elisa, completa pra gente. Muito importante entender que a rede social é um cortezinho da vida da pessoa, né? É uma vitrine, vamos dizer assim, é aquilo que você põe de mais bonito. E as pessoas às vezes olham pra rede social achando que aquilo é a vida dela, né? A vida da pessoa total. Ou vão imaginando aquela vida perfeita. Isso tem sido muito mostrado, vidas perfeitas, então a pessoa sempre vai se sentir inadequada, né? Elis, desculpa interromper, mas uma coisa muito importante que eu quero deixar aqui, que eu também não quero deixar mensagem de que a gente vai culpar as pessoas, porque as redes sociais são feitas para viciar, são drogas que são feitas para que a gente fique nebreado naquilo. E a gente tem só que tem que prestar atenção se a gente não tá se deixando aprisionar pelas redes sociais. A gente tem que ter cuidado porque assim, eh, elas prometem uma saída fácil e é feito pra gente ficar viciado naquilo, né? Exatamente. É, é isso. E assim é algo, vamos colocar uma aspas falar novo, né? Quando a gente fala de saúde mental e a gente liga com rede social, quem disse quem lá, ó, eu voltando passado, mas lá quando foram criadas as redes sociais, lá na época do Orcut, lembra que era tão gostoso jogar aquela fazendinha, aquele negocinho, você troca uma foto aqui, você conversa com o amigo lá, era tudo novidade, mas a gente não sabia e o bom que ia acontecer e como isso ia mexer com a nossa saúde, tanto física quanto mental. E é algo que assim, não estamos aqui falando, ah, não, não vamos utilizar rede social, tal, eu também utilizo, só que a gente está aprendendo, né, como isso tem influenciado no nosso dia a dia, como e esse uso exacerbado pela rede social, ele tem mexido com a nossa saúde mental. E no caso que a gente tá falando aqui do programa, dessa questão de vida paralela também, eh, tem a ver com a rede social, só que o segredo tá eh no limite, o segredo está na medida, né? É eh aquelas questão do veneno lá, né? Do remédio do veneno, é a medida, né, doutor? Porque assim, ah, não vai usar rede social, imagina, todo mundo tem a rede social, tem um ou outro que não utiliza, mas você precisa utilizar a rede social com limite, com moderação. Essa pergunta é fundamental. A gente faz as coisas porque todo mundo faz. A gente faz as coisas porque é assim que é. A gente simplesmente cumpre uma regra ou a gente pergunta: "Que lugar que isso tá ocupando na minha vida? Isso faz sentido para mim? Isso tá funcionando?" Então, esses pequenos momentos de reflexão, de parar e a gente tá assim, deixa eu ver como é que tá sendo meu dia, o que que tá tem excesso, o que que tá faltando. Esses pequenos questionamentos, você não precisa estar fazendo terapia, não são momentos com você mesmo para pensar assim, bem, o que que o que que acho que pode estar interferindo um pouco demais na nossa vida, né? Então assim, para algumas pessoas pode fazer sentido ter rede social, como para algumas pessoas beber um pouquinho no final de semana é OK. Para outras pessoas não faz sentido, porque a relação é uma relação de muita dependência. Algumas pessoas não podem beber. Verdade. Então não é porque algumas pessoas e não é fraqueza, aquilo não faz sentido na minha vida. Então você é único, né? E as nossas mães sempre falam: "Você não é todo mundo". Exato. E não somos mesmos, né? Só que ela [risadas] simplic para você pode não fazer sentido. Então assim, você não é todo mundo, você é único, né? Sim. Perfeito. É tão bom isso, né? Quando a pessoa entende, você é único e você tem qualidades, porque às vezes as pessoas se prendem na qualidade do outro, né? Nas características positivas do outro e não consegue enxergar nenhuma característica positiva nela mesma. Só que ela tem, todos nós temos, né? Você é único, é muito importante. Uau. E a gente não é um conceito, a gente fica falando assim, a gente rotula as crianças, a fulano é não sei o quê. Aí a criança cresce ouvindo aquilo e acha que ela é aquele rótulo, né? Você é que às vezes muda o contexto, muda a situação, você se você descobre coisas em você que você não imaginava. Então a gente também é muito dependente do contexto. A gente fica tentando buscar causas porque que aconteceu aquilo, achando que que as causas são únicas, né? às vezes, eh, eu aqui com vocês posso ser muito diferente do que eu sou no meu consultório ou com os meus amigos, não só pelos papéis, mas porque os estímulos, os reforços são diferentes. Então, a gente tem que entender que o a gente é muito dependente do contexto e tem muitas coisas que influenciam que a gente não sabe, né? Pra gente não ficar preso a essa ideia de que eu sou algo fixo, né? Exatamente, né? Eh, muitas pessoas, algumas pessoas, eu conheço algumas pessoas que falam assim: "Ah, mas a gente, eu sou isso e pronto, acabou, né? É, eu não mudei, não vou mudar e vou continuar. Ô, gente, a gente tá em pleno movimento. Se você não tá mudando e eh a forma de pensar, o jeito de agir, ou melhorando ou piorando, que seja, enfim, né? Depende aí da sua situação, do seu ponto de vista, mas se você não tá em movimento, tem alguma coisa errado. Esse negócio de que eu sou assim, não mudo, é não rigidez. A gente chama isso de rigidez em flexibilidade. É um dos principais fatores de adoecimento mental é a rigidez, né? é você achar que você tá preso a uma determinada regra e uma resistência muito grande a mudar a mudança, né? Aversão à mudança. Isso é um dos maiores, a a fuga da realidade, a e a rigidez são os principais ingredientes pro sofrimento emocional. Olha só que embate, né? A fuga da realidade e a rigidez. E aí você fica pegando, se apegando ao passado e aí gente, olha, realmente é meio difícil, meio delicadinho seguir em frente sem alguma ajuda. O bom é que a gente pode virar a chave algum momento. Esse de repente é o momento para você virar a chave, você que tá aí do outro lado e buscar ajuda, né? E a gente sempre fala que buscar ajuda é um sinal de que você está, ó, seguindo no caminho certo. Isso não é fraqueza, não. É tão bom a gente poder contar com pessoas que podem nos ajudar, né? E se abrir também para receber a ajuda. Isso é importante demais. 8:42. Produção, a gente tem algumas perguntas aí. Se tiver, pode mandar, senão a gente já continua aqui que tem mais comentários aqui, tem estudos de políticas eh de saúde que a gente tem alguns dados. E o nosso bate-papo aqui tá bem interessante porque eh eh estamos falando de de nós, né, seres humanos únicos e cada um aí com a sua eh situação de aceitar ou não o passado, de viver, né, eh lá no passado, no presente ou no futuro. Mas a gente precisa entender que a gente tá vivendo. A única coisa que a gente precisa entender é que estamos no aqui, no agora, né? O futuro não nos pertence e o passado já ficou para trás, não tem mais volta. Vamos lá, Felipe Cardoso do Swift. Como é o como é o caminho mais seguro para investigar a neurodivergência em adultos? Tem o receio do autodiagnóstico por vídeos e testes de internet, doutor? Eh, hoje em dia tá muito na moda essa coisa da do dos diagnósticos de autismo e e transtorno de déficit de atenção. E você tem que ter você tem razão, porque o eh existem algumas características para, se a gente for pensar em autismo, né, essa coisa da dificuldade da de entender as regras sociais e a pessoa ser muito rígida também tem um repertório muito limitado, mas nada disso eh serve para dar o diagnóstico se não houver prejuízo. Então, nos guidelines, nas diretrizes de tratamento, tem gente que tem essas características e a gente poderia até dar o diagnóstico, mas a gente olha pra vida dela assim, olha, ela tá funcionando e existe um casamento e um entendimento entre ela e o ambiente, porque às vezes também o diagnóstico tem a ver com o ambiente não consegue ler aquela pessoa, invalida aquela pessoa. Aí aquela pessoa que não se sente aceita, ela também responde cada vez pior e uma coisa vai piorando a outra. Então, uma pessoa às vezes um autismo de alto rendimento, né, alguém alguém que tem traços, né, ela ele pode receber o diagnóstico num contexto e funcionar muito bem outro. Quando a gente diz, né, que contexto faz muita diferença e por isso que a gente lida hoje com essa coisa de validar as pessoas para quando eu aceito que essas pessoas são diferentes, elas conseguem participar da realidade e a realidade consegue se interagir. Você vê participação e aceitação trazem mudança. Então você tem que ter cuidado porque é muito conveniente às vezes a gente ter um diagnóstico que explique tudo. E às vezes o diagnóstico é só um rótulo. muito mais importante do que um diagnóstico é eu entender quais são as minhas dificuldades, nomear em cada área de vida, onde é que eu tô patinando e o que que eu posso fazer em relação a isso, principalmente se a gente tá falando de pessoas que não tm déficit intelectual, que tem um alto rendimento. E aí o caminho seria mais o caminho de uma terapia, a não ser que a pessoa tenha um quadro depressivo, tem algum transtorno psiquiátrico que pode estar junto também, mas eh é importante você e não ficar preso no diagnóstico, ficar preso em nomear as suas dificuldades. Perfeito. Muito bem. 8:45. Mais uma pergunta pra gente, produção. Vamos lá. Pessoal tá participando. Obrigada, viu, pela sua audiência, pela sua companhia. Renato Alves da Vila Industrial. A culpa por decisões antigas pode virar rancor nas relações? Como evitar evitar descontar no parceiro? Boa, ou na família, frustrações que são minhas? Ô, Renato, vamos lá. Responde ele, por favor, hein? Uma boa pergunta, né? Sim, pode virar rancor nas relações, né? Por isso é importante elaborar, né, todo isso, né, todo tudo aquilo que você viveu para que não acabe gerando situações no presente, né? Quanto mais trabalhado, quanto mais elaborado, melhor vai ficar, melhora essa situação, né? Não, você não levar essa situação para o presente. É, e levando essa situação pro presente, descontar na família, no parceiro, nos amigos, às vezes é algo até involuntário, né? Porque você tá tão preso a a algo lá do passado e aí a sua reação e tem a ver com algo do passado, mas você tá vivendo com alguém do presente, né, doutor? E é involuntário, mas acontece e acaba gerando aí uma confusão muito grande. É, e muitas vezes as pessoas estão se apegam no fato de estarem certas. e de serem de aquilo ser injusto, né? E eu costumo dizer que algumas verdades são inúteis, né? Eu tô num processo aí de perder peso e de tentar eh eh melhorar um pouco a minha saúde. Aí eu tava pensando, né? Se eu ficasse na frente do espelho e falando: "Nossa, Fábio, você tá careca e barrigudo, você tá careca e barrigudo". É verdade, mas vai me ajudar em quê? Então assim, a gente tem que parar para pensar que às vezes as verdades são inúteis, são uma tonelada de verdade, amassa uma pessoa e não leva ela para lugar nenhum. A verdade tem que ser trabalhada com delicadeza, né? A gente precisa lidar com a verdade muitas vezes de uma maneira construtiva. Então assim, não importa às vezes ficar buscando culpado ou injustiça. Se a gente for olhar por aqui agora, né? Eh, a a nossa relação é com o presente, ficar buscando essas dívidas do passado, né? E quem é que vai pagar essa dívida e quem é que vai reparar isso? Muitas vezes só deixa a gente preso, digamos assim, né? É, mas o importante que ele tá reconhecendo isso que pode descontar, né? Que ele acaba descontando. Então isso já é uma consciência, né? Ter consciência do seu ato é a primeira coisa, é olhar para aquilo, entender que o outro não tem culpa, né? Não existe essa essa questão, eles não fizeram nada, mas sim que é você que não conseguiu elaborar, que não consegue lidar com isso e acaba descontando. Isso já é uma consciência. Exato. Reconhecimento, né? Reconhecer, né? E a partir desse reconhecimento já é o primeiro passo para você buscar uma ajuda, para você melhorar, né? Olha, eh, eh, faz leituras, tenta respirar, conta até 10. Tem tanta coisa hoje que que pode nos ajudar. E claro, né, a psicologia aliada com a psiquiatria ou a psiquiatria aliada com a psicologia. Eu acho que esse esse tratamento eh esse atendimento multidisciplinar, ele é magnífico, ele é maravilhoso, né, doutor? É. E uma coisa muito importante é o que que nos guia, né? O que que faz? A gente precisa muitas vezes parar para pensar quais são os nossos valores principais, né? É o que que eu busco na vida. Não, não é, a gente não tá falando de meta, a gente tá falando de coisas objetivas e materiais para serem conquistadas, né? O que tipo de pessoa eu quero ser ou o que que importa para mim em relação à família, eh, em relação ao meu trabalho. Então, a gente poder nomear esses valores pra gente poder ter motivação. Uhum. Porque as coisas às vezes não são fáceis, os caminhos não são tão simples assim e sem motivação a gente não atravessa desertos, digamos assim. Eu tenho que ter uma algo que me importa. Às vezes na medicina muitas vezes o médico tá preocupado com eh controlar a pressão, tal, e às vezes a motivação, por exemplo, de uma pessoa idosa é tá na formatura da neta. Sim, né? Então assim, aquele momento, aquele é um valor importantíssimo e a gente não pode se deixar perder dos nossos valores, porque eles que vão não só nos guiar, servir de bússula, mas vão ser o combustível pra gente atravessar os nossos desertos, né? Excelente. Quando o doutor faz essa essa pontuação, Elisa, a gente vem pro autoconhecimento, que é muito importante, necessário e é diário, né? É diário. Sim, é diário. Eh, eu tava muitas vezes eu ando falando de metas emocionais, que às vezes a gente busca muito essas metas profissionais, né? São metas emocionais, né? O quanto a gente precisa lidar com coisas internas, né? se propor a fazer um trabalho interno, por exemplo, eu não consigo dar limites às pessoas, então eu vou nesse ano, né, nesse tempo me propor a tentar eh reavaliar isso. Por que que eu não consigo falar um não? Por que que eu não consigo eh discordar? Então eu preciso sim estabelecer também essas metas que são valores, né? Quais os valores que você quer para sua vida que são importantes e buscar cada dia, ter essa motivação de buscar ai não consigo. Mas é um passo de cada vez. Você às vezes não precisa dar um passo grande, mas é um passo de cada vez que você vai conquistando. Então, se você a pessoa percebeu, né, que ela está descontando, então ela vai a cada dia tentar fazer um movimento contrário. Muito bem. E esses pensamentos também são importantes, né? Os pensamentos culminativos, nós podemos também olhar para eles e e ver o contrário do que se pensa, né? Ai, eu fui tão ruim com com essa situação. Não, eu eu pude ser quem eu fui naquele momento. Foi o que deu, né? Mudar esses pensamentos e repeti-los para si. Porque o cérebro entende na repetição. É, o nosso cérebro é uma caixinha de surpresas. Cada dia que passa a gente aprende mais sobre ele e a gente vê que a gente tem muito e muito e muito mais para aprender sobre como funciona, né, nosso cérebro, a nossa mente. Vamos lá. 8:51. Dá tempo para mais, produção? Dá tempo. Se der, vamos lá. Tá tão gostoso o nosso bate-papo. Vai lá, manda mais. Manda mais pra gente. Rafael Pacheco do Nova Europa. Existe hábitos simples que ajudam a reduzir a ansiedade do e si no dia a dia. Algo prático para quando a mente dispara à noite? Doutor, eu daria duas dicas, né? Eh, uma dica que é um pouco mais elaborada, que é quando você tem uma tendência a se preocupar, muitas vezes você tá confundindo preocupação com resolução de problemas. Então, você tem alguns problemas para resolver. Então, antes de de dormir, escreve lá com que você tá se preocupando, qual é o nome do problema, quando é que você pode resolver, o que que você pode fazer, o que que você vai fazer amanhã, o que é que não tá no seu controle, vai ficar pro futuro. E tenta se lembrar quando você voltar paraa cama que você já se comprometeu, que aquilo já tá no papel, tá lá escrito, você não precisa voltar a pensar naquilo, né? E aí tentar realmente eh eh eh se ancorar na sensação física, né? uma música relaxante, eh, tentar olhar pro seu ambiente, tentar alguma coisa que ancore você no aqui agora, né? Então, você tá muito preocupado, vai tomar um banho quente, vai ouvir uma música, se tiver muito tempo na cama tentando dormir, levanta da cama, fica num lugar sentado com com a luz indireta e aí volta pra cama só quando tiver com sono. Não era para ficar na cama ruminando, senão a cama fica associada ao lugar de ruminação. Então, tem essas estratégias. Então, a ideia é pensa em alguma coisa física, mas que seja saudável, que ancore você no aqui agora. Aprenda a fazer exercício de respiração. Ouça uma meditação, uma oração. Sempre algo relaxante, mas sempre algo muito físico e que prenda a sua atenção no aqui e agora, na no momento que você tá vivendo. E quando voltar a preocupação, lembre-se que você já anotou que você tá preocupado, você diferenciou o que que tá no seu controle hoje, quando é que você vai resolver, o que que é problema de hoje, o que que é preocupação, o que que vai ficar pro futuro. E quando voltar a preocupação, você fala assim: "Eu já me reservei meu tempo para isso, eu já sei a resposta. Agora eu posso me dar o direito de relaxar. Nossa, você percebe que é uma fala da gente, com a gente mesmo e que a gente precisa aprender a falar com os nossos pensamentos. Se o doutor falando isso aí, eu me imaginei, poxa vida, eu tô falando comigo e e me autorregulando. É mais ou menos isso, né? Autorregulação é importantíssimo, né? que de acontecer e a respiração. Trabalho muito com isso também, né? Porque a ansiedade tá aqui, né? Uhum. [risadas] Então, assim, quando você consegue eh a gente fala controlar a respiração, mas não é muito controlar, é poder respirar de uma forma que você vai acalmando o organismo e autorregulando. É importantíssimo, né? Seja 5 minutos do dia, né? Aprender a se autorregular é muito importante. E o exercício que a gente faz assim, quando você for fazer um pouco de respiração, né, a gente fala de fazer uma respiração diafragmática, respirar com o abdômen, tal, tem até os exercícios no YouTube, você vai ter um monte de pensamento, isso é bobagem, eu devia estar fazendo. Então você vai fazer com gentileza durante 3 minutos o meu foco é respirar. Eu reconheço esse pensamento, eu reconheço essa preocupação, ela tem a ver com valores meus, com que o que eu quero resolver, mas nesse momento eu vou voltar paraa respiração com gentileza. E é normal que eu fique brigando com isso, que eu ache isso ridículo, que eu tenha julgamentos, que eu que eu acho que não vai funcionar, mas eu vou me propor a fazer isso porque é o que vai funcionar agora e eu vou voltar para isso com gentileza. Uau! Nossa, hein? Quanto aprendizado nessa manhã gostosa de terça-feira. Tá vendo só como é bom, né? A gente aprende todos os dias, a gente tá em pleno movimento. Você de repente aí aprendeu a respirar como o doutor ensinou aqui a gente agora. E que tal daqui a pouco você fazer isso, né? fazer isso e dar uma dá um tempo para você e ter aquela gentileza que você tem de repente com o próximo para com você mesmo. Isso é muito importante. Olha só, segundo dados eh de estudos para políticas de saúde, gente, eu queria dar esse dado aqui. Mais de 70% dos brasileiros com depressão não receberam nenhum tipo de tratamento. Isso revela a dimensão silenciosa do sofrimento psíquico no país. Por que que eu tô falando isso? Porque aqui hoje nós estamos falando sobre essa questão da vida paralela. E você viu que a vida paralela ela vai gerar o quê? Ela vai gerar assim uma ansiedade, uma depressão, né? eh um transtorno psicológico. Então, a gente precisa eh buscar apoio, estudar um pouco mais sobre eh falar mais sobre também, porque eh quando você está externando, quando você tá escrevendo, quando você está falando, você tá colocando para fora. E isso é muito importante e ajuda bastante também. E a gente precisa também transformar esse arrependimento, né, que a gente tem de algo lá do passado, que a gente fica arruminando em um instrumento de crescimento. Isso é possível, Elisa? Sim. Sim. Quando a gente sai do arrependimento como algo punitivo e passa a olhar como algo reflexivo, algo que possa você possa olhar e seja um crescimento para você, ó. você vai olhar para aquilo, né, e ver que aquilo também te fez crescer de alguma maneira, né? Aquilo que o ocorreu também te fez crescer, né? Então, eh mudar o foco, né? Então era era um olhava como punitivo. Então agora olhar com um olhar reflexivo, um olhar que vai te levar pro aqui agora também e não mais pro passado. Perfeito. Agora, e esse medo de errar no futuro, olha só, né? A gente tentou cuidar do passado, vamos por aqui agora, mas eu posso ter medo de errar lá no futuro. Isso também pode ocasionar um bloqueio emocional. E a gente precisa cuidar com isso também, não é, doutor? É porque a gente tem muita intolerância, incerteza, né? A gente tem alergia, a gente quer determinar tudo, né? E é muito importante eh a gente conseguir eh eh confiar de que se alguma coisa ruim acontecer, eu vou poder ou tentar resolver ou ter ajuda. Mas eu não consigo controlar o futuro e tentar eh eh de alguma maneira me preparar para não, porque errar muitas vezes é florescer também. A partir do erro há o aprendizado. Não existe vida sem erro e não existe aprendizado sem erro. E eu costumo dizer que o não ele é libertador, porque a partir do não tenho 1 milhão de Sims, né? A gente fica pensando assim: "Ah, mas se não acer será que aquilo realmente vai ser o melhor para mim? Será que o aquilo que aconteceu comigo eh eh que eu quero que aconteça comigo é realmente o que vai me trazer felicidade, né? Às vezes até coisas que são muito ruins e trazem muito sofrimento forjam a gente, tornam a gente, porque no final das contas, quando a gente esver lá eh perto do fim da nossa vida, o que a gente vai parar para pensar é: "Qual foi a história que eu vivi?" E não é uma história de felicidade necessariamente, não é uma história só de conquistas, é uma história de muita luta, de muito sofrimento, mas de significados, né? Então, mas a gente tá muito, a rede social traz muito essa ideia de que a gente tem que ser feliz e tem que ter emoções positivas. A gente tem que ter uma vida de significado, de propósito, de que de que faça valer a pena viver. Mas valer a pena viver não é uma vida de rede social e de prazer o tempo todo. Muitas vezes é uma uma vida muito, mas uma vida que a gente fala assim: "Nossa, eh, valeu a pena". e assim eh não foi uma vida, eh eh eh de status, de poder, de reconhecimento, mas foi uma vida em que eu cultivei as outras pessoas, que eu fiz o que importava, que eh eh da qual eu eu posso ter um certo orgulho e dizer assim: "Nossa, valeu a pena e e e é uma história digna de ser contada, né?" Uau, que maravilha. Olha só quanto ensinamento, gente. 8:59. Produção tá falando que a gente tem que encerrar. Nossa conversa tá tão gostosa, passa tão rápido, mas que bom, né? Quanta entrega, quanta entrega. Olha, quero agradecer Elisá, obrigada mais uma vez pela sua presença. Gratidão pela troca e por tudo que foi dito aqui. Muito obrigada. Eu que agradeço. Agradeço muito. E nossa, foi muito gostoso mesmo, né? Tão bom quando a gente pode, né, trocar assim, né? Nós, né? É muito importante, né? Isso, né? levar pras pessoas também, né? Conhecimento maravilhosa. Dr. Fábio, seja muito bem-vindo a à nossa família aqui, porque com certeza será convidado mais vezes. Quero agradecer a sua presença, né, o seu aceite e toda a sua entrega aqui. Foi maravilhoso. Obrigada. Obrigado. Obrigado. Espero que as pessoas também tenham uma ótima semana e que saiam com uma mensagem de esperança, de que e a eh a vida vale a pena ser vivida. E a vida não é fácil, é o sofrimento faz parte da nossa existência. E o é importante que a gente eh não se deixa iludir aí para essas coisas do controle, né? Excelente. Que dupla, hein, gente? Mais uma super dupla aqui no nosso estúdio Câmara. E lembre-se, olha, você não sofre apenas pelo passado, mas pela fantasia de um passado que nunca existiu. O passado influencia quem somos, [música] né? Mas ele não determina tudo que ainda é possível. E é na aceitação da experiência [música] presente que nasce a possibilidade de mudança. Como foi falado aqui no programa, seja gentil consigo mesmo. Sua vida não precisa ser perfeita para ser valiosa. [música] Ela precisa ser vivida. Tá bom, gente? Agradecendo a sua audiência, a sua companhia. Amanhã Estúdio Câmara ao vivo novamente. A gente vai falar sobre um tema difícil, mas necessário. A gente precisa aprender a perceber quando um relacionamento acabou. Você já passou por isso? quando o respeito [música] se perde, quando a conexão desaparece e quando permanecer passa a doer mais do [música] que partir. A verdadeira coragem não é suportar o insuportável, é escolher a si mesmo. E [música] a gente precisa entender sobre isso. Quando um relacionamento acaba e a dificuldade de sair dele, [música] como é que a gente faz? Amanhã Estúdio Câmara tem a resposta para você. É a partir das 8 da manhã ao vivo aqui no nosso estúdio Câmara TV Câmara Campinas. Fique muito bem, um dia excelente. [música] Ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com informações do legislativo. E a Íria tá chegando, né? A Íria, a nossa jornalista de inteligência artificial, trazendo informações do legislativo e também da nossa metrópole Brasil e Mundo. Cotação de dólar, euro e muito mais, direto da Central IA de notícias para você em instantes. Fique bem. Beijo grande, cuide-se e até amanhã. [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música]
A seguir

Continue assistindo

Próximas horas na grade ao vivo
Programação completa →
Ao vivo
Plenário · 13h

Câmara Notícia — Edição da Tarde

13:00 - 14:00 · Ao vivo
28:32
Matérias · 14h

Matérias — Especial da Semana

14:00 - 14:30
58:12
Perfil · 15h

Perfil — Entrevista da semana

15:00 - 16:00 · T03:E18
45:08
Bairros · 17h

Meu Bairro na TV — Vila Padre Manoel

17:00 - 18:00 · T05:E12
Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
Ao vivo
Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

20:30 - 23:00 · Ao vivo
Mesmo programa

Mais do ESTÚDIO CÂMARA

Edições anteriores do programa
Todas as edições →
1:03:23

Estúdio Câmara

1:06:59

Estúdio Câmara

1:07:37

Estúdio Câmara

56:39

Estúdio Câmara

1:04:35

Estúdio Câmara

1:08:02

Estúdio Câmara

1:04:24

Estúdio Câmara

1:04:33

Estúdio Câmara

55:29

Estúdio Câmara | Por que precisamos beber para socializar?

54:46

Estúdio Câmara | O medo do erro e a relação com fracassos e frustrações

54:23

Estúdio Câmara | Food noise: o ruído alimentar que invade a mente

1:03:46

Estúdio Câmara | A Geração Z e as dificuldades emocionais do mundo acelerado

59:55

Estúdio Câmara | Autoanulação: quando agradar os outros vira esgotamento emocional

1:01:04

Estúdio Câmara | Por que gritamos com quem amamos?

1:01:16

Estúdio Câmara | Whey e creatina para crianças: até onde vai a busca por performance?

56:39

Estúdio Câmara | Convivência com animais transforma a vida na terceira idade

1:02:39

Estúdio Câmara | Fadiga da decisão: o cansaço de escolher o tempo todo

1:00:26

Estúdio Câmara | Psicologia da ambição: quando o desejo vira prisão emocional

1:03:52

Estúdio Câmara | Veganismo antissocial? Verdade ou mito?

1:01:12

Estúdio Câmara | Dormindo com desconhecido: casais sem conexão emocional

Recomendados

Você pode gostar

Outros vídeos selecionados a partir do conteúdo que você acabou de ver
Mais recomendações →
16:38

Câmara Na Copa | Copa do Mundo FIFA 2026: Tudo Sobre a Maior Edição da História

4:22

Câmara Notícia | Parlamento Jovem 2026

8:59

Notícias da Metrópole

16:39

Notícias do Legislativo

2:43

Agora é Lei | Semana da Força Expedicionária

10:27

Agenda Cultural Campinas: Shows, Teatro, Cinema e Exposições para o Fim de Semana!

56:15

Câmara Notícia

9:55

Central I.A | Notícias de Campinas, Brasil e Mundo