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Estúdio Câmara | Vício em postar nas redes sociais: quando a validação vira ansiedade
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Estúdio Câmara | Vício em postar nas redes sociais: quando a validação vira ansiedade

76 views Publicado 12/02/2026 HD · 52:59

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Bom dia! ☀️📺 Está no ar mais uma edição do Estúdio Câmara, da TV Câmara Campinas — e o tema de hoje é mais atual (e mais sério) do que parece: a compulsão por postar nas redes sociais 📱⚡. Aquela necessidade quase incontrolável de registrar e compartilhar tudo em tempo real: foto do almoço 🍽️, story da academia 🏋️, vídeo do rolê 🎥, legenda perfeita ✍️… e, claro, a ansiedade esperando curtidas, comentários e visualizações ❤️👀. A verdade é que as redes sociais fazem parte da rotina de milhões de pessoas 🌍, e o nosso comportamento digital está cada vez mais ligado à vida emocional. Mas… quando o “hábito” vira dependência? 🤔🚨 Quando o celular deixa de ser só uma ferramenta e vira um mediador da nossa relação com o mundo? 🎙️ Convidada do dia Para conversar sobre esse assunto com profundidade e acolhimento, recebemos a psicoterapeuta Giulia Kolokathis, que atua na Abordagem Centrada na Pessoa 🧠🤝. ✅ O que você vai entender neste episódio 📌 Narcisismo x validação Postar muito é sempre narcisismo? Ou pode ser uma busca intensa por pertencimento e aprovação? A conversa mostra que, muitas vezes, por trás da “vida perfeita” postada, existe um self fragilizado, dependente de validação externa para sustentar a autoestima 💬💔. 📌 “Posto, logo existo” A gente debate como a lógica das redes pode fazer a experiência perder valor quando não é exibida: se não postou, será que viveu? 😵‍💫📲 Esse padrão pode alimentar comparação, frustração e até sintomas de ansiedade e depressão. 📌 Quando o limite é ultrapassado O sinal de alerta aparece quando o celular vira “lente” o tempo todo: viajar sem contemplar 🌄, comer sem sentir o sabor 🍲, ir ao show vendo tudo pela tela 🎶📹. A diferença entre contemplar e postar muda tudo — e a nossa mente sente. 📌 Stories: por que viciam tanto? A conversa também explica a lógica do conteúdo rápido ⏳: passa em segundos, dura 24 horas e prende a atenção. No fim, a pessoa nem lembra o que viu, mas não consegue parar de rolar. 📌 Detox digital: tirar de uma vez ou aos poucos? Falamos sobre detox das redes sociais 📴 e por que ele pode gerar ansiedade no começo. O caminho pode variar de pessoa para pessoa, mas o primeiro passo é autopercepção: checar o tempo de uso, identificar gatilhos e entender o que você busca ali (fuga, anestesia, pertencimento, reconhecimento) 🧩🧠. 👨‍👩‍👧‍👦 Pais e adolescentes: como orientar sem perder o diálogo? O programa traz reflexões importantes sobre acompanhamento, conversa sem julgamento 💛 e o papel do exemplo: como os adultos usam o celular influencia diretamente os jovens. ⚠️ Importante: rede social não é “vilã”, mas o excesso pode afetar a saúde mental. Informação é proteção — e consciência é o primeiro passo para recuperar o equilíbrio ✅🌱. ▶️ Assista ao episódio completo, deixe sua opinião nos comentários 💬, curta 👍 e compartilhe 🔁 com quem vive preso na pressão de “postar tudo”. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, muito bom dia para você que está aí ligadinho na programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando com mais uma edição do nosso estúdio Câmara, quarta-feira, metade da semana, já de fevereiro. Tudo bem por aí? Por aqui tudo ótimo. No programa de hoje, nós vamos falar sobre um comportamento que faz parte da rotina de milhões de pessoas em todo o mundo. A compulsão por postar nas redes sociais, aquela necessidade quase incontrolável de compartilhar fotos, vídeos e momentos em tempo real. Dados recentes do relatório digital 2026 mostra que 68,7% da população mundial usa redes sociais e mais. Em média, uma pessoa passa a cerca de 2:21 por dia conectada dentro dessas plataformas. O que significa que boa parte da nossa vida social e emocional está entrelaçada a esse universo digital. Hoje a gente vai buscar entender o que está por trás dessa necessidade de postar o tempo todo e como isso afeta a nossa saúde emocional e também como a gente pode identificar quando essa mania de postagem deixa de ser só um hábito e acaba virando um problema que merece atenção profissional. Bora conversar, então. Manda sua mensagem pra gente. Eh, nosso WhatsApp WhatsApp tá na tela, é o 19978293776. Responde aí. Você já sentiu ansiedade esperando curtidas ou comentários depois de postar algo? Ou então você tá lá fazendo um almoço, uma janta, ou então e eh fazendo algo bem legal e você quando vê já postou o que você estava fazendo? Então conta pra gente se isso acontece com você. Olha, nossa entrevistada já está aqui no estúdio. Daqui a pouquinho a gente vai conversar sobre essa questão aí, o vício das postagens ou então essa necessidade exacerbada de compartilhar o nosso dia a dia, tá bom? Enquanto você manda mensagem, a gente atualiza algumas informações. Já já vamos apresentar a nossa entrevistada para você. E agora vamos com informação, porque tem eh bastante coisa hoje na Câmara de Campinas, tá? Então a gente começa falando da Comissão de Constituição e Legalidade que realiza hoje às 3 da tarde no plenário José Maria Matozinho a primeira reunião ordinária deste ano de 2026. Ao todo, serão analisados 19 projetos, além de outros pareceres que podem ser apresentados durante a reunião. Entre os destaques da pauta de hoje está o projeto de lei ordinária 140 de 2025, é de autoria do vereador Vini Oliveira, que garante ao paciente ou seu representante legal o direito de acesso e posse do prontuário médico em estabelecimentos de saúde públicos e privados. A comissão também deve avaliar mais cinco projetos de lei complementar que tratam de alterações em legislações municipais, revogações e normas administrativas. A reunião, gente, é aberta ao público, tem transmissão ao vivo pela TV Câmara Campinas, também pelo canal oficial da TV Câmara Campinas no YouTube e você, claro, pode participar presencialmente no plenário e também através das nossas redes sociais, tá bom? E logo mais, às 6 da tarde, tem início, então, no plenário José Maria Matozinho, a quarta reunião ordinária de 2026. O principal item da pauta é a votação do projeto de decreto legislativo 301 de 2025, que aprova o parecer do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo sobre as contas da prefeitura referentes ao ano de 2022. Além da votação das contas de 2022, a Câmara também vai analisar seis itens na ordem do dia. O veto parcial a projeto sobre regras relacionadas a animais comunitários. três projetos de decreto legislativo que concedem diplomas de mérito nas áreas educacional, feminina e profissional da beleza e também o projeto de lei 461 de 2025 em primeiro primeiro turno, que cria novas regras para o fundo de investimentos culturais de Campinas e revoga a legislação anterior. A sessão será realizada no plenário da Câmara com transmissão ao vivo pela TV Câmara Campinas, pelo canal do YouTube da emissora também e você, claro, pode participar presencialmente no plenári, é só chegar lá, tá bom? Agora vamos à previsão do tempo. Precisa falar muito dessa previsão do tempo, gente? O que que é isso? Olha, eu não sei você, mas olha, tá chovendo para ded lá em casa, viu? É verdade, tá tudo muito úmido e a previsão indica para hoje possibilidade de chuva ao longo do dia e a temperatura máxima chega aí aos 27º, a mínima foi de 19º. Então vamos lá, né? Esse clima chuvoso dá uma preguicinha, mas a gente tá aqui para falar para você de uma psicoeducação que nós fazemos todas as manhãs aqui no nosso estúdio Câmara, na TV Câmara Campinas. Hoje a gente vai falar sobre o que eh os profissionais chamam de compulsão por postar nas redes sociais, um comportamento que muitas vezes está ligado à busca constante por aprovação, reforço social, validação externa. De acordo com estudos internacionais, especialistas alertam que 10% da população pode sim apresentar sinais de dependência de redes sociais, principalmente associados ao uso compulsivo de stories, postagens frequentes e também checagem constante de engajamento. Bora lá entender. Tudo isso é um tema atual, eh, faz parte da minha vida, da sua, mas a gente precisa saber quando isso ultrapassa o limite. Então, para conversar com a gente, nós vamos dar as boas-vindas à psicoterapeuta Júlia Colocates, que atua com foco na abordagem, centrada na pessoa, tá aqui com a gente. Bom dia, Júlia, muito bem-vinda. Obrigada pela sua participação e presença. Bom dia. Bom dia, pessoal de casa. É um prazer estar aqui. Muito obrigada. Prazer é todo nosso e é muito importante a sua presença aqui para nos explicar sobre essa questão das postagens, né? Olha, segundo um recente estudo publicado pela revista científica de Open Psicology, postar selfies com muita frequência pode ser um indicativo de narcisismo. Bom, diante desse dado, né, eh tem 25 pessoas 25% de aumento em traços narcisos, a postagem em excesso. Então, eu gostaria que você explicasse pra gente esse negócio de narcisismo, né? Eh, reflexo de um ego inflado, pode ser apenas uma busca eh desesperada por pertencimento. E o narcisismo, é natural nós termos isso com a gente e quando isso ultrapassa o limite e vira uma patologia, você pode explicar para nós como funciona? Uhum. Hã, bom, o narcisismo pela abordagem centrada na pessoa, ele não é explicado, por exemplo, que nem numa psicanálise, que é mais comum o termo, né? Sim. Mas assim, a gente fala sobre sobre pessoas que estão buscando constantemente validação. E isso não necessariamente significa ter um ego inflado ou uma pessoa que de repente quer aparecer, ela precisa se exibir, né? Às vezes ela é uma maneira dela, a postagem constante é uma maneira dela sustentar a própria autoestima dela. Uhum. Né? E daí a gente fala de uma de um self que tá fragilizado na realidade, né? O que seria um selfie fragilizado, né? Explica pra gente. Eh, é quando você precisa demais da validação externa, você não consegue encontrar, por exemplo, eh validação nas suas próprias experiências. Então tudo precisa ter plateia, né? Exato. Perfeito. Ah, na vida real a gente tem dias bons e dias ruins. Isso é natural, acontece comigo, com você e tá tudo bem. Mas nas redes sociais parece que todo mundo vive um comercial de margarina, né? É tudo lindo, perfeito. Eh, na sua avaliação, você acha que a gente acaba virando um pouco eh narcisista quando a gente passa tempo demais escolhendo o melhor filtro, o ângulo perfeito para ganhar aprovação? Essa questão de escolher o que a gente vai postar. Por que que a gente não posta foto com cabelo para cima, com chinelo, short, camiseta, lavando um banheiro e um dia de perrengue em casa? O que que acontece com o nosso psicológico que a gente só quer mostrar coisas boas, né? Por quê? Eu limpando a minha casa é uma coisa boa, minha conquista, minha casa, minha higiene. Por que que a gente não posta isso? Ã, eh, de uma forma assim, como é que eu vou falar? Sabe quando você posta de surpresa? Às vezes você tá num lugar, você olha um negócio bonito, você faz a a foto e quando você vê, você já postou meio que sem perceber. E por que que quando a gente tá em casa fazendo algum serviço, como eu acabei de explicar agora, a gente não tem essa eh essa compulsão, essa vontade? O que que acontece no nosso cérebro? O que a gente consegue escolher muito bem o que a gente quer postar? Eu acho importante a gente escolher o que a gente vai postar, né? A gente precisa da de de privacidade. Uhum. Né? Eh, eu acho que o grande problema é quando você se perde num personagem. Boa, né? você se perde no personagem ali da postagem da vida perfeita, né, do do você não fiz, como se você não lavasse um banheiro, por exemplo, como se você não tivesse um problema, né? Aí que entra a a grande questão, né? você tá atuando dentro da sua rede social. Uhum. E e às vezes você inclusive gosta muito mais de si, o que você aparenta pros outros, essa essa ideia de si que você que você constrói para você mesmo, uma narrativa que não é verdadeira para si e pros outros. E a vida real te frustra demais, né? Te frustra demais. Você não consegue se sustentar naquilo, né? o trabalho, o problema, as obrigações, a questão, as questões financeiras, família, né? E você fica naquilo, naquele comercial de de de margarina. É importante, interessante esse ponto que você colocou agora, né? a gente acaba vendo a nossa própria imagem, acreditando naquilo que a gente tá postando, naquela perfeição toda. E quando a gente para para olhar o aqui e o agora e a nossa realidade, né, eh eh verdadeira mesmo, a gente acaba se frustrando. Essa frustração, ela eh ela pode desencadear o quê? Uma ansiedade, até de repente um processo depressivo. Sim, sim, com certeza, né? eh, de você se perder, de você eh parar de entrar em contato com si mesmo, de parar de pensar, gente, a gente tá o tempo todo tentando se anestesiar. Exato. Não é, a gente tá perdendo contato com conosco, né, de de parar, de refletir, de sentir as coisas. A gente precisa de um tempo de de processamento, né, de integrar as nossas experiências, sejam elas positivas, sejam elas negativas. a gente precisa eh de de é um processo, né? E daí essa compulsão, essa essa necessidade, essa necessidade de de se entreter o tempo todo, né? eh vai cada vez mais nos afastando da nossa própria experiência, da nossa humanidade. Você eh eu penso que de repente pode ser um um processo de perda de identidade. A gente pode colocar como isso mesmo, porque se a pessoa ela tem ali aquela compulsão por postagem. Vamos lá. Eu já vi alguns vídeos, né, que as pessoas fazem umas montagens bem interessantes. Ã, a pessoa tá em casa, mas ela consegue fazer uma montagem, um cenário que aparenta que ela tá, de repente em um quarto de hotel, que aparenta que ela está em um outro local que não é a casa dela, mas ela produziu aquele espaço para postar, para receber likes e para mostrar paraas pessoas aquilo que ela não está vivendo, né? eh o porquê disso, como que a psicoterapia traz pra gente essa questão ilusória de vida, né, que chega a ponto eh das pessoas que têm compulsão por postagem produzir um cenário dentro de casa, né, e fazer algo mostrando paraas pessoas aquilo que realmente ela não está vivendo. Uhum. Eu acho que aí entra um ponto interessante que é a gente pensa na pessoa que faz a postagem, né, que que cria o cenário dentro de casa, né, e posta uma coisa que ela não tá vivendo de verdade. Mas eu acho que ela só faz isso porque tem gente vendo e aplaudindo e curtindo e compartilhando e comentando. Boa, né? E a gente gosta de ver as pessoas fazendo fazendo coisas, inclusive vivendo uma vida que a gente não vive, né? Aí entra a questão da da comparação e da gente muitas vezes achar que tá todo mundo muito melhor do que a gente. Uhum. Verdade. Olha aí mais. Tá vendo só, gente, como é interessante a gente conversar com quem tem expertise no assunto, né? A gente tá falando aqui de compulsão por postagens, né? Então, das pessoas que postam, postam, postam, tá? A pessoa tá postando, né? A à espera de um like. Tem gente que sim, tem gente que não. Mas tudo bem. Quem posta à espera de um like, se o like vem, é porque tem gente lá validando o que está sendo postado. Então isso incentiva para mais postagens. Agora vamos para o outro lado da moeda. As pessoas que ficam observando o que você está postando. O que é isso? Porque quem posta pode ser que tenha lá um um ego exacerbado, né? Tem tem várias situações. Pode ser que seja aí um um narcisismo natural, não o transtorno, tá gente, né? E eh narcisista. Agora, e quem observa? Qual que é a sua avaliação de quem observa as postagens? Porque se você está observando, você está dando suporte para que a pessoa que poste continue a postar. Uhum. E é interessante, né, esse ponto. E aí, qual que é a sua avaliação sobre as pessoas que observam? Porque tem pessoas que observam as postagens, mas não dão like, não dão coraçãozinho, nem comentam, só observam. Então, o que que é isso daí? Tá futricando a vida alheio na rede social, né? Qual que é a avaliação que você faz disso? Porque se a gente parar para analisar, aí faz um sentido a questão dessas postagens exacerbadas, porque tem um movimento do outro lado também. Uhum. Eu acho o máximo isso assim do do da pessoa que tem a rede social só para observar. Sim, eu acho eu acho engraçado porque eh ela tá sendo tá é é quase que uma contrainttuição da própria rede social, da própria lógica, né, do algoritmo e tudo mais, porque ela tá lá, ela tá vendo tudo, mas ela não tá dando engajamento, né? Ela não tá dando palco pro outro fazer a palhaçada dele ou enfim mostrar, né, a vida dele. Sim, né? Eh, de um ponto de vista assim psicológico, gente, eu acho que cada caso é um caso, sabe? Isso é uma coisa que que eu gosto bastante responder como psicóloga. Depende, né? Às vezes é uma pessoa que tá bem ali com a própria vida, né? tem essa necessidade realmente de de mostrar ou de ficar curtindo ou de, né, que usa aquilo mais como um como um entretenimento ali eh momentâneo, passageiro, e não realmente algo que ela precise eh que seja realmente um vício, por exemplo, né? Eh, como sei lá, de repente a gente não sabe o que que passa, né, na cabeça de cada um. É delicado, né, gente? O assunto é, ó, mas só a gente tá conversando aqui de algo tão natural que acontece no nosso dia a dia, mas o assunto ele é tão sério que atravessa oceanos. Olha, tem pesquisadores das universidades de Nottingham, no Reino Unido, eh eles estudaram centenas de jovens para criar uma escala de comportamento selfites. Olha isso. Eles descobriram que a pessoa que tem visto em tirar fotos de si mesmo, né, eh não é apenas vaidade. De acordo com essa pesquisa, eles dizem que é uma condição mental real que busca medir o quanto a nossa autoestima depende de um clique certeiro. Olha só, né, as pessoas eh os cientistas, os eh as pessoas vêm estudando essa questão porque chama muita atenção. E aí quando a a ciência traz essa informação, algo muda na forma como a gente encara aquela pessoa que não consegue almoçar. ou não consegue passear sem fazer o próprio eh registro, né? E aí vai postar. Eu pergunto para você, Júlia, na na sua prática clínica, né, assim, em que momento que a gente deve ligar o sinal de alerta e e perceber que de repente a nossa relação com a câmera do celular, ela deixou de ser aí um um registro, né, e virou isso que foi estudado lá no Reino Unido, o tal do selfits, né, aquela coisa que a pessoa fica só postando, postando, postando, vai almoçar posta, vai a levanta posta, acorda posta, dorme posta. Que momento que a gente precisa acender um alerta que de repente assim tem algo mais além do normal. Eu acho que quando o celular ele se torna um um intermediador da nossa relação com o mundo, né? Então assim, eh eu não sei mais o que tá acontecendo ao meu redor, porque eu tô vendo tudo através da minha câmera, né? Você tá numa viagem, por exemplo, num lugar incrível e você não tá olhando ao redor, você tá ali, você tá olhando as coisas através daquela tela, você vai comer a comida, não importa se tá gostoso, né, o sabor, não, porque tá tão instagramável, deixa eu tirar uma foto aqui desse prato, sabe? E você perde a experiência de experimentar, de degustar, né? Quando você tá com pessoas e e de repente você tá mexendo no seu celular e é automático, gente. É, é automático, né? Por exemplo, você vai na cozinha Uhum. E você, ah, eu vou na cozinha fazer alguma coisa, tá? Daí você chega na cozinha, de repente o seu celular apita e você mexeu no celular e esqueceu o que você ia fazer na cozinha. Exato. É verdade. É isso que tá acontecendo. E tem também aquela questão de a gente eh observar algo bonito e na hora ao invés de de observar eh a gente contemplar, né, aquilo que estamos vendo, na hora a gente já pega o celular e quer tirar uma foto para poder postar, né? Então assim, é um é um limite invisível que separa ali o prazer de compartilhar com o prazer de observar, de contemplar. E tem muita diferença, né? Porque quando a gente para para contemplar, o nosso cérebro ele agradece também, porque a contemplação faz parte eh eh de você trazer um bem-estar, né? E é diferente de você contemplar e de você postar a situação. A importância da gente poder contemplar o momento, né? De repente você vai fazer uma caminhada em um bosque, por exemplo, olha que coisa maravilhosa. Você tá passeando em um espaço maravilhoso com natureza, passarinho e tal. Aí você vê o bichinho lá, você vai p. Você não contemplou. Humum. Você postou. E tem uma diferença, se explica pra gente essa diferença, o que que acontece com a gente e qual que é a sensação, né, a da contemplação que a gente tá perdendo muito eh nos dias atuais, a gente não tá contemplando mais. Uhum. Eu acho que entra justamente aquela questão de que a gente conversou no início, né, de você ã de você perder o momento do aqui agora, né? É essa que é que é a grande diferença, né? Você fica tão preso no que você quer mostrar pros outros que você não presta mais atenção no que que você tá vivendo, em como que você tá sentindo, porque é o tempo todo uma anestesia, né? Uma uma fuga de si, uma fuga do momento, né? Você vai tirar a foto do passarinho antes de você conseguir contemplar. Você pode até ter tirado a foto, mas no momento de você realmente olhar para ele e contemplar, ele já foi embora. Uhum. Né? Eu acho que isso é uma analogia interessante, né? É verdade. É verdade. E muita gente fala também eh sobre a questão dos shows, né? Shows, shows de música, show. Você vai num show, de repente, um show que você queria ver há muito tempo, né? E teve a oportunidade, pagou aí horrores para poder assistir esse mega show. E aí você chega no lugar, é só celular que tem assistindo o show, né? Então assim, tem gente que fala: "Poxa, mas eu assisto o show, filmo e quando eu chego em casa eu assisto novamente e isso para mim é uma memória que vai ficar e quando eu posto, eu estou registrando a minha memória ali, né?" Mas tem uma diferença eh no sentimento de você da gente, no caso do show, você tá assistindo o show, tá assistindo com seus olhos aqui, olho no olho lá na ação e você tá assistindo o show, mas aqui, ó, olhando pelo celular, é estranho, não é? E e é um comportamento que hoje ficou natural. Você acha que passou do limite ou a gente tem a tendência de continuar executando esse comportamento e de piorar de repente mais esse comportamento? Uhum. Eu acho que na realidade é uma uma grande de uma novidade, né? Eh, a gente tá aprendendo a se relacionar com tecnologia e quando a gente começa a se aproximar um pouco mais aparece uma outra novidade. Por exemplo, agora com as IA, né? As montagens de imagens, tudo mais, né? Quem que não fez? Pois é, quem que não A gente às vezes nem sabe, né? Nossa, isso aqui é isso aqui é I ou isso aqui é real, né? Aham. Eh, eu acho que o o o grande X da questão, né, por exemplo, nos shows Uhum. Eh, quando tudo vira conteúdo, né? Você tá registrando para você, para você observar depois, para você olhar, para você, para você resgatar aquele momento, ficar nostálgico, tudo mais, ou você tá fazendo aquilo para virar conteúdo, daí tudo vira, né? Daí a sua vida vira um grande de um espetáculo, né? Uhum. Aí só tem validade a experiência se você mostrar pros outros, né? Então você vai no show, mas se você não coloca na sua rede social, então será que você foi mesmo no show? A gente começa a perder essa noção de de existência mesmo, sabe? Eu acho que é algo bem antropológico, filosófico, né? Do tipo assim, sabe aquele aquela aquela máxima do do Decar que ele fala: "Penso logo existo, agora a gente precisa apostar para existir, né? posto logo existo. Uau, Júlia, verdade. E daí na se a gente para para analisar, fazer uma analogia nesse posto logo existo, que você trouxe com muita expertise, ã, a gente fica o tempo todo dependendo e da validação do outro para ser alguém. É triste isso, não é? Sim, sim. Gente, olha isso, né? Tá vendo? Então assim, eh, tem uma diferença, né, entre a postagem que você faz ali porque você achou que é legal e de vez em quando. E a compulsão, né, quando isso vira algo comportamental, é o teu comportamento ficar fazendo esse esse tipo de postagem. No fundo, ah, qual que é o impacto no nosso cérebro quando a gente acaba hã dependo, né, disso e, e faz isso como um modo de vida. a gente acaba eh desenvolvendo algum distúrbio eh qual que é o impacto que a gente pode ter eh nessa questão, né, do vício por postagens na rede social? Bom, dentro da abordagem centrada na pessoa, a gente não fala necessariamente em diagnóstico, não desse jeito clínico, é quase médico que a gente tem visto, né, por aí. Sim. Uhum. Ã, mas um ponto a ser considerado eh do mesmo jeito que a gente quando a gente busca muito validação eh exterior, a gente fica muito vulnerável também a críticas, a rejeição, porque do mesmo jeito que a gente é avaliar a a validado, curtido, a gente também é rejeitado, a gente também tem o contraponto, né? Ou seja, eu só consigo me regular a partir do olhar do outro. E quando esse outro tem um olhar negativo sobre mim, que que acontece com a minha autoestima? Que que acontece com com com o meu o meu valor pessoal, né, por exemplo? ele fica muito fragilizado. Então, eh, e assim, a gente, eu acho que a o o tem tem um ponto interessante, pra gente considerar que eu acho que a rede social ela não amplifica eh a eh como que posso dizer? A rede social ela ela não cria uma necessidade de validação. Isso é uma coisa nossa de ser humano. A gente já nasce com essa necessidade básica de ser aceito, de ser de ser reconhecido, de ser amado, gostado, de se sentir eh pertencente, né? A rede social ela só cria uma necessidade, ela ela se transforma em um em um em um instrumento para isso que pode ser muito nocivo. Olha, então nós temos essa necessidade por natureza, né, de pertencimento, igual você trouxe. E a rede social tá aí para reforçar então essa essa necessidade. E se a gente não usar com equilíbrio, equilíbrio e com cautela, a gente pode até acabar perdendo a nossa identidade, né? Então, e e isso é importante a gente relatar, porque essa questão de espera por likes, ã, tem algo bem delicado aí, porque a gente tá esperando, como falamos, a validação de quem está do outro lado. E essa a espera por essa validação de quem está do outro lado, olha só como isso é complexo, acaba mexendo com as nossas emoções. Quem vive nessa expectativa, ela acaba e eh disparando aí uma ansiedade, porque você posta, daí você olha, olha, ninguém, nossa, mas ninguém tá me vendo, nossa, mas eu não tô sendo reconhecido aqui. Isso acaba gerando um mal-estar e até uma ansiedade também, não é? Porque você tá à espera e essa espera constante da validação do outro acaba gerando malestar. Sim, com certeza. gera muito mal-estar, né? Eh, e essa ansiedade, a ansiedade de ã de receber o like, de ter a curtida, de ser visualizado ali, como também a ansiedade de não postar, às vezes também gera uma ansiedade. Por exemplo, pessoas que fazem um detox das redes sociais, né, que que apagam, né, TikTok, Instagram, né, desinstalam ali do celular. Ah, vou vou tirar um tempo disso aqui, né? E de repente a pessoa tá, nossa, mas eu tô mas ninguém tá vendo a minha vida. Não tô vendo a vida de ninguém. Eu tô ficando por fora, eu tô de fora do que tá acontecendo. E é interessante, né? Porque eu acho que a gente nunca teve tantas maneiras, tantas possibilidades de se expressar autenticamente. E nunca e talvez nunca tenha sido tão difícil a gente ser realmente autêntico, porque a gente tá bombardeado de referência. a gente vai perdendo realmente a nossa noção de identidade, porque eh fica tudo tão padronizado, né? Tudo tão parecido. Não sei se eu fugi da da questão. Não, perfeito. Eu entendi. Perfeito. Fica tudo muito padronizado mesmo. Fica tudo muito parecido. Eh, se a gente para para analisar no dia a dia, no aqui no agora, as postagens da IA, né, do desenhinho lá da caricatura. Claro que eu fiz. Você de casa não fez? Você já fez a sua? Você já fez ou não? Ainda não. Então, mas gente, é tudo muito parecido. Daí você vai rolar lá o feed, o Instagram, você vai ver que tá todo mundo postando a mesma coisa, né? Então é é sim, é você fez uma analogia bem interessante e e de uma forma que a gente uma forma que a gente consegue entender o que está acontecendo com a gente, né? A ciência já mostra que o excesso de tela é um prato cheio para ansiedade. Então, a gente precisa entender ah os gatilhos, os gritos que a nossa mente vai avisando quando a comparação ela passa do ponto, né? E a gente precisa entender também que para ler aí esses sinais eh não adoecer, né, nessas redes sociais, a gente precisa de um detox, né? Agora, essa questão do detox também vale salientar que ela pode gerar uma ansiedade como você trouxe. Tudo que é vício, né, de acordo com especialistas, a gente não tira de forma agressiva. Uhum. Eu gostaria que você explicasse pra gente como é que funciona a questão do detox, qual que é a importância e se a gente eh é mais assertivo a gente, tipo assim, hoje eu vou desligar tudo e aí vou reinstalar daqui a um mês ou então eu vou eh deixar isso de forma mais eh gradativa, né? Hoje, ó, eu não não vejo, amanhã eu vejo. e assim e seguindo até eh um momento em que eu possa já estar bem equilibrado em relação as postagens, em relação a toda essa opa, estamos de volta. Olha, nós tivemos um problema técnico, falta de energia, né, gente? O tempo, a chuva, eh, e aí nós tivemos aí uma queda de energia, mas que bom que a gente já tá de volta ao vivo. É assim mesmo, estúdio Câmara ao vivo para você aqui na TV Câmara Campinas. Hoje, quarta-feira, a gente tá falando eh desse vício nas postagens, né? Nós estamos aqui com a psicoterapeuta, a Júlia, que tá conversando com a gente e quando a energia caiu, nós estávamos falando do detox, né, ã, das redes sociais, mas eh o que vale mais, é qual que é mais eh certo a gente fazer, a gente tirar de uma vez, fazer aquele aquela tirada brusca das redes sociais ou ir aos poucos, né, Júlia? E qual que a importância do detox pra gente de repente dar uma regulada, né, no nosso aqui, no agora e realmente ele funciona. Eu acho que é muito válido a gente fazer esse detox, né? Mas acho que eh do mesmo jeito, por exemplo, qualquer outro vício, né? Um v um vício, por exemplo, em cigarro, às vezes é muito mais difícil você tirar de uma vez do que você ir tirando aos poucos. Mas também depende. Tem gente que consegue tirar de uma vez e não consegue tirar aos poucos, né? É um teste, eu acho que que a gente a gente pode trabalhar com testes, né? De ã primeiro você um um uma questão, né? A gente tava até conversando aqui, né? Sobre não tem como a gente a gente pensar em detox em rede social sem antes pensar no no tempo que a gente passa com o celular em mãos, né? você pega no celular automaticamente, porque às vezes você no momento que você pega o celular automaticamente, você já entrou na rede social, uma coisa leva outra e você nem sabe porquê, né? É automático, né? Eh, então o primeiro ponto é esse, né? Como é que você se relaciona com o seu celular, né? Como que você se relaciona com o o o o com as redes sociais? Para que que você usa as redes sociais, né? quanto tempo você passa, né, em cada aplicativo no seu celular, por exemplo, né? E quando você entra nas configurações, eu acho que todos os celulares modernos eles têm essa possibilidade, né, de essa essa essas estatísticas, né? Ele ele oferece isso para você. Você pode entrar lá e ver, né? E às vezes é muito chocante, né? Nossa, como assim eu passo 4 horas no TikTok? Como assim eu passo 8 horas diárias no celular? Né? Eh, então, eh, e, eh, e fazendo essa essa essa essa autoavaliação, né? E e às vezes tirar de uma vez vai gerar ansiedade, porque você vai estar de fora, as pessoas não vão estar vendo a tua vida, né? Você não vai est vendo a vida das pessoas. E a gente vai ter que se voltar muitas vezes pro para um negócio analógico do tipo, a gente tá falando muito hoje em dia de, ah, eu tô com preguiça de sair, tô com preguiça disso, tô com Virou um fenômeno, né? ficar com preguiça. Exato, né? Eh, e mas a gente retorna pro pro analógico, né? Porque não vai ter o lá o Instagram, o WhatsApp, enfim, o Facebook, a rede para você conversar com as pessoas. Isso talvez também te impulsione para encontrar as pessoas na fisicamente, né, na vida real, ir, sair, fazer coisas, né? Então, pode ser uma possibilidade bem interessante. O negócio não é a gente parar completamente de usar redes sociais, a gente parar de mexer no celular, vamos voltar a como era antes. Acho que essa não é não é a questão, né? É mais da gente refletir como que estão as nossas relações com os outros, como que é a nossa relação com a com a gente mesmo, né? E daí entra toda a necessidade de validação externa, tudo mais, né? a maneira que a gente, por que que a gente passa tanto tempo nas redes sociais? O que que a gente provavelmente tá tentando, eh, do que que a gente tá tentando fugir, né? O que que tá difícil da gente da gente suportar sozinha? É uma autoestima fragilizada? É uma falta que a gente que a gente teve ali de da gente não se sentir reconhecido, aceito, amado e a gente tá buscando isso incessantemente em outras relações de outras formas, né? Então, é sempre uma questão de autoavaliação da gente da gente da gente parar para para pensar e conversar com outra com com outras pessoas sobre isso também. Acho que é muito importante, né? É importante porque como eh você trouxe e a gente vive isso no dia a dia, essa coisa do celular é muito automático, né? Já faz parte da gente e por ser automático, a gente acaba achando que é tudo muito natural, né? Aí você conversando com outras pessoas, você começa a falar: "Poxa vida, mas olha, eu faço isso também, não, mas aqui tá errado." É igual nós estamos conversando aqui com você que tá em casa agora, né? Isso acontece comigo, acontece com a Júlia, acontece com todo mundo. Por quê? Porque nós estamos vivendo isso. E nós somos inseridos nesse mundo da tecnologia sem nenhum ensinamento, porque as coisas foram acontecendo. E quando a gente começa a aprender algo, vem algo novo. Aí você começa a aprender algo, vem algo novo. Então, a gente precisa se superar. E tem coisas que acabam ficando, que é a questão aí dessas postagens, das redes sociais. É legal, é gostoso baterapo, ter rede social, né? Você posta lá sua foto e tal, só que a gente precisa ter um equilíbrio porque isso, ã, muito exacerbado, vai acabar, né, mexendo com a nossa saúde mental. Então, é por isso que a gente precisa de ter esse equilíbrio e é por isso que a gente traz esse tema de hoje. É algo tão natural que às vezes você tá em casa fala assim: "Nossa, mas vocês estão falando de postagem em rede social?" Sim, porque tem estudos já que comprovam, né, que isso eh eh pode sim gerar um vício e que vai trazer uma consequência pra nossa saúde mental. E que bom que a gente pode falar disso, né? Que bom que a gente tem a informação e que a gente pode repassar para você essa informação. Agora 8:49. Produção tá me avisando aqui que nós temos algumas perguntas, então já vamos atender os nossos telespectadores. Pessoal que mandou pergunta aí e você que tava com a gente caiu, né, por conta da energia e já tá conosco de novo. Muito obrigada, tá? Seja bem-vindo. Estúdio Câmara ao vivo. Aqui pela TV Câmara Campinas estamos falando do vício das postagens nos stories. E o story eu acho que é mais viciante do que o feed, né? Porque a Por que será que a gente no feed a gente segura a onda, mas no story ah, tô aqui puff, postei, né? É, é um pouco mais, tem uma diferença, não é? Uhum. Uhum. Sim. E os stories são muito rápidos, né? Eles entram justamente na lógica da rede social, né? Do videozinho curto, do daquele tempo. Ele ele vai passando, né? Ele tem um tempo de existência ali. Ele ele não passa de 24 horas, por exemplo, né? Se você quiser ler o que tá escrito, uma coisa um pouco maior, ou você ou você vê detalhes daquilo, você precisa segurar. É, né? E você e às vezes você só vai passando mesmo e você vai vendo, né? Um um um o monte de uma vez e você realmente nem presta atenção no nem lembra, né? Quando você chega na no último, você nem lembra o que que você viu lá no início, né? Hein? É um negócio meio estranho, gente. É estranho o negócio. Precisa ter um equilíbrio, sim, porque isso mexe com a nossa cabeça, pode ter certeza. Vamos lá. 8:51. Pode colocar na tela, produção. Bora que bora. Quarta-feira chuvosa, né? Aqui na metrópole a gente com estúdio Câmara. Ah, conversando com você que tá aí do outro lado, a Fernanda Lima Nova Campinas. Como ensinar adolescentes a usar redes sociais sem cair nessa busca constante por aprovação? Julian, eu acho que o o primeiro assim é monitoramento, né? A gente fala muito de ai a gente precisa preservar a a privacidade do adolescente, gente. A gente precisa monitorar o que que ele tá vendo. Exatamente, né? Eu acho que esse é o primeiro ponto, né? Eh, como ensinar é você ver, você se interessar o que que ele tá vendo, né? Por que que que ele tá vendo, o que que ele tá postando, né? como que ele tem interagido com as pessoas, com os colegas, né, com com os amigos através das redes sociais. Eu acho que essa é uma questão interessante, é você realmente participar, né? Você ensina no momento que você participa. E tem um outro ponto interessante, como é que os pais estão se relacionando com as próprias redes sociais, né, com os celulares, porque a gente a gente ensina também através de exemplo, né? Somos espelho, né? É verdade. Aí não adianta você cobrar, mas daí em contrapartida você está fazendo igual ou um pouquinho mais, né? Então precisa cuidar. E tem essa questão também de a questão de adolescente ter conta em rede social já é algo que, né, está sendo aí eh discutido, né, mas tem a a questão de eu já vi situações de o adolescente ele bloquear a mãe e o pai, porque, tipo assim, a mãe fica me stalqueando, gente, o que é isso? Nós vamos stalquear vocês, né? Porque a gente precisa participar da vida dos nossos jovens e adolescentes, né? E é natural que você tenha lá a sua família na sua rede social e que a mãe quando posta vai olhar o que que o filho tá postando, né? Sim. Exatamente. Até é pra gente não correr o risco de, por exemplo, pessoas que são oportunistas, aproveitadoras, né? Que vem que que que se trata de um adolescente, de uma criança. Gente, esse negó esse negócio tá muito perigoso, muito perigoso, né? Então precisa mesmo, né? e abrir esse diálogo, né? Porque muitas vezes o o filho, a filha e o adolescente não quer que os pais vejam, que a família veja, porque sabe que vai ser reprovado naquilo, né? Então, e às vezes realmente vai e vai por uma questão de diferença de valores. E eu acho que isso é até certo ponto muito saudável. A gente precisa se diferenciar dos nossos pais, a gente precisa eh construir a nossa própria identidade, sabe? A gente vai discordar, né? E adolescentes fazem isso. Isso super super. Eh, como Mas e mas às vezes é realmente uma coisa muito séria. Ele não quer mostrar porque ele sabe que ele tá fazendo algo que pode ser perigoso, ele sabe que que pode ser que que que ele vai ser reprovado por uma questão de às vezes de segurança mesmo, né? Exatamente. Eh, conversa, né, gente? Diálogo, família, conversa e acolhimento, né? é julgamento, não acolhimento. A gente precisa mudar um pouco essa visão, né, que às vezes a gente julga demais, né? A gente tem um pré conceito das coisas, né? Nós julgamos e a gente precisa eh de repente acolhimento e escuta, mas uma escutativa, sabe? Quando você escuta e não julga e aí você começa a entender a situação, busca um apoio psicológico, né? uma psicoterapeuta, um psicólogo, para que possa eh ajudar você a desenvolver melhor a sua a sua escuta ativa. Isso é importante quando a gente fala dos nossos jovens e adolescentes. 8:54, mais uma pergunta pra gente, produção, pode colocar, por favor. Vamos lá. Priscila Andrade do Jardim Itatia. Começamos o dia já abrindo as redes sociais. Começar o dia já abrindo as redes sociais. pode prejudicar a saúde mental e o bem-estar ao longo do dia. Isso pode afetar humor e produtividade. Ô, Priscila, olha, muito oportuna a sua pergunta, porque às vezes, né, eu já fiz isso, tá, gente? É porque eu sou igual a vocês. Nós somos todos assim, né? A gente tem, infelizmente, não adianta ser hipócrita aqui e falar que nem um dia eu acordei, peguei o celular, abri o olho, fui olhar, né? Isso acontece, isso acontece e isso é um sinal, né? Isso pode prejudicar a nossa saúde mental ao longo do dia? Sim, eu também. Eu não vou botar a mão no fogo não, porque eu, né, tô aqui falando do tema, já fiz isso também, né? Eh, e sim, pode prejudicar, porque a gente não sabe o que que a gente vai fazer no dia, né? Assim, por exemplo, eh, a primeira coisa que você faz é já é já é já abrir o celular, né? Você esquece o, por exemplo, se você sonhou alguma coisa, se você se lembra do que você sonhou, como você passou à noite, o que que você quer fazer durante o seu dia, né? Isso pode e você já vai se anestesiando logo no início, né? Você mal começou o dia, nos primeiros minutos, você já vai lá e você já você já já se entorpece, vamos dizer assim, né? Exato. Então, se puder evitar, é, é melhor, né? É melhor. E tanto na hora de acordar quanto na hora de de dormir. Eu acho que na hora de dormir é ainda mais importante. Uhum. É verdade. É verdade. A gente precisa, né? Eh, quando se a gente para para analisar a questão de acordar e pegar o celular já, ã, nós dormimos, passamos por o ciclo do sono, né? E aí quando a gente acorda, a gente tá mais calmo, mais tranquilo. Aí você pega o celular, pá, dopamina, pá, vai, vai, vai, vai, vai, vai. Você, você já levanta, coloca os pés no chão, você levanta da cama com adrenalina, dopamina lá em cima, né? Então, você não teve o seu tempo no aqui, no agora. Você não teve o seu tempo para tomar o seu café da manhã, para respirar, para fazer a sua higiene é da manhã, para poder pensar no que você vai fazer, para você poder ver a sua agenda, né, pensar, organizar o seu dia. Você já acorda já no 220 e isso acaba gerando, eu acredito, ansiedade antes mesmo de você colocar o pé, os pés no chão para levantar da cama. É mais ou menos isso, né? É, sim. você já começa a hiperestimulando o seu cérebro, né, que tá ali em repouso, né, que tá acordando. Sim, sim. Olha só que momento gostoso, né, de acordar tranquilo, com calma, já que nós temos um dia tão frenético, tão corrido e aí a gente não se dá eh eh o o o vamos colocar um luxo aqui de ficar nessa tranquilidade quando a gente acorda. Então bem pensado, bem pontuado e a gente precisa aprender a de repente nos permitir mais acordar com calma, né? né? E e porque o celular é bom, mas ele acaba disparando aí vários gatilhos e emoções exacerbadas e também, né, a dopamina que vai a 1000. Vamos lá. 8:58. Mais uma pra gente encerrar, então, por favor. Dá tempo ou a gente já encerra? Me conta. Vamos lá. Carolina Mendes do Jardim Auréliia. Por que sentimos necessidade de compartilhar conquistas imediatamente ou mesmo ano antes de processar a emoção, né? Eh, chegou. Eu ganhei alguma coisa. Uhu! Opa, pera aí, vou postar aí. Depois eu vou lembrar que eu ganhei alguma coisa, né? É, é uma, é, é meio que inverso, né? O que que acontece? Por que que a gente sente essa necessidade? Sim, a gente é interessante, né? Porque se compartilha muito da própria vida, mas se compartilha muito pouco da própria vida, né? Porque assim, por exemplo, a gente vai postando um monte de stories, posta a conquista, né? Mas a gente tá realmente falando do da gente, a gente tá realmente compartilhando, a gente tá compartilhando os os nossos processos de verdade. A gente, por exemplo, você compra um carro, né? A pessoa que vai ver o carro que você comprou, essa conquista, por exemplo, ela vai ver o carro ali pronto. Ela não viu o processo, quanto que você trabalhou para você conquistar aquele carro, quantas vezes de crença que você teve que que que que trabalhar internamente para você sentir que você merecia usar o seu dinheiro com uma coisa eh com com uma coisa que você que você queria usar, né? Porque às vezes a gente tem isso, né? o negócio de de reter dinheiro, de não pode, não pode, não pode fazer, não pode gastar, não pode isso, não pode aquilo. Para que que você vai fazer? Você quer aparecer? Enfim, né? Eh, então a pessoa vê pronto lá e fala: "Uau, olha só, tá comprando um carro, né?" Mas não viu os perrengu que você passou e que você vai passar ainda, porque de repente você não comprou o carro à vista, você vai ter que trabalhar muito para pagar esse carro e aí você desperta no outro também um outro tipo de sentimento, né? É, é, é bem, olha gente, é bem estranho essa questão, mas a gente precisa falar sobre isso. E sempre ficam interrogações, né, Júlia? Sempre ficam interrogações porque a vida é movimento. Nós estamos aprendendo o dia a dia a lidar com essa questão da rede social, mas é importante que a gente fale e que a gente vá melhorando e aprendendo a lidar com isso, um pouquinho que seja por dia. E é o que a gente tá fazendo aqui, né? a gente tá tentando repassar para vocês. E não pense que a gente também não tá pegando pra gente, porque a conversa, tá vendo só como conversar, como falar, a gente vai desenvolvendo habilidades para lidar, né, com toda essa questão que é benéfica, é legal, mas que se a gente não tiver um equilíbrio, a gente pode sofrer consequências, principalmente na saúde mental, né? Uhum. Sim. Eu quero agradecer a sua participação, a sua presença com a gente aqui. Tivemos a intercorrência aí da queda de luz, mas a gente segue por aqui. Que bom que a gente conseguiu voltar e terminar esse nosso bate-papo. Obrigada pela sua participação, pela sua troca e eh por compartilhar informações e e trazer pra gente que sim, a gente pode melhorar, a gente pode mudar e que a gente pode usar toda essa questão da tecnologia e da rede social a nosso favor, né? e não deixar que essa tecnologia nos use a favor dela. Sim, sim. Nos domine, né? Muito obrigada. Muito obrigada pelo bate-papo. Muito obrigada por para vocês, né, que estão em casa aí assistindo, nos assistindo. Gostei muito de de ter vindo aqui no programa. Ah, que legal. a gente que agradece a sua participação, a sua presença, a sua entrega e a gente agradece você que tá aí do outro lado. Se você eh reconheceu, se reconheceu ou então reconheceu alguns sinais eh que a gente falou aqui em alguém próximo, é importante quando tem essa essa questão aí da da postagem exacerbada, né? Procure conversar com algum profissional de saúde mental. A gente, é importante a gente falar que é normal tudo isso, mas a conscientização é o primeiro passo e a gente precisa eh eh ter o controle da nossa vida digital, tá bom? Então, eh a gente agradece você que tá aí do outro lado. Lembrando que amanhã nós temos outro estúdio Câmara ao vivo a partir das 8 da manhã e amanhã o carnaval tá chegando, né? A gente vai falar sobre carnaval. Eh, vamos tentar entender como é que o carnaval pode funcionar como um respiro necessário das nossas tensões aí cotidianas, né? Porque são alguns dias que vão permitir aí a expressão livre das emoções e a suspensão temporária de normas sociais. E aí, será que é isso mesmo? A gente vai discutir porque aparentemente os foliões de hoje curtem de forma mais exacerbada em comparação com décadas anteriores. O que mudou nos bailes, nos blocos, nas músicas. Ontem eu tava ontem eu estava conversando com uma pessoa sobre as músicas, né, as marchinhas de carnaval, eh, na década de 70, 80. Você sabia que tem algumas que tocavam naquela época que hoje já não podem ser mais tocadas nos bailes, né, nessas celebrações atuais? Então a gente vai trazer um papo sobre cultura, emoção, geração e identidade. Amanhã a gente fala sobre carnaval aqui no estúdio Câmara ao vivo. Entregando 9:3. Bora que bora. ÍA tá chegando com informações direto do da central de informações, atualizando aí eh tudo que acontece aqui em Campinas, Brasil, mundo, cotação de dólar, euro e muito mais. Ao meio-dia temos Câmara Notícia com informações também o nosso jornal do meio-dia. E lembrando que às 18 horas nós temos a nossa reunião ordinária, né, que acontece lá no plenário da Câmara. Você pode participar presencialmente também acompanhar no YouTube e aqui na TV Câmara Campinas. Gente, beijo grande para vocês. Uma ótima quarta-feira e amanhã a gente se vê, se Deus quiser. Até lá. Ciao
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