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Estúdio Câmara | Transtornos Alimentares: sinais, riscos e tratamento
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Estúdio Câmara | Transtornos Alimentares: sinais, riscos e tratamento

144 views Publicado 10/02/2026 HD · 1:04:01

Descrição do vídeo

Você sabe diferenciar anorexia, bulimia e compulsão alimentar? 🤔🍽️ No Estúdio Câmara de hoje, a gente abre um espaço essencial de psicoeducação 📚🧠 para falar sobre um tema urgente que afeta famílias 👨‍👩‍👧‍👦, escolas 🏫 e a saúde pública 🏥: os transtornos alimentares — condições sérias, muitas vezes silenciosas, que podem começar com uma dieta 🥗, uma “preocupação estética” 🪞 ou a pressão por um corpo perfeito 📲✨. ​ Nesta edição, conversamos sobre como identificar sinais de alerta 🚨, quando a alimentação deixa de ser nutrição 🥦🍛 e passa a virar sofrimento psíquico 💭😞, e por que adolescentes (especialmente meninas) 👧 estão tão vulneráveis aos gatilhos emocionais ❤️‍🩹 e sociais 👥 que envolvem autoimagem, comparação e validação. Também abordamos o impacto do tempo de tela ⏳📱 e do algoritmo das redes sociais 🔁, que pode reforçar padrões irreais e aumentar a obsessão com aparência e controle do corpo. ​ Você vai entender, de forma clara e direta ✅: Quais são as diferenças entre anorexia, bulimia e compulsão alimentar (e como esses quadros podem aparecer no dia a dia) 🧩. ​ Por que vergonha 😳, culpa 😔 e frustração 😣 dificultam a busca por ajuda — e como a rede de apoio 🤝 pode ser decisiva no acolhimento sem julgamentos 💛. ​ Como dietas restritivas 🚫🍞 podem aumentar ansiedade 😰 e levar a episódios de exagero 🍫🌙, especialmente à noite, quando o cansaço e o emocional pesam mais. ​ A importância do tratamento interdisciplinar 👩‍⚕️👨‍⚕️ (psicologia 🧠, psiquiatria 💊, nutrição 🥙 e acompanhamento médico 🩺) e por que o diagnóstico precoce ⏱️ melhora o prognóstico 🌱. ​ Falamos ainda sobre um assunto que tem gerado muita preocupação ⚠️: o uso indiscriminado das chamadas “canetas emagrecedoras” 💉 e como elas podem mascarar 🎭 ou agravar 📉 transtornos alimentares quando usadas sem acompanhamento adequado, além de reforçar padrões e comportamentos de risco. ​ Se você se identificou com algum sinal, ou percebeu mudanças em alguém próximo 👀💬 (medo intenso de engordar 😟, restrição alimentar 🚫🍽️, episódios de compulsão 🍕🍰, comportamentos compensatórios 🚿🤢, isolamento social 🧍‍♀️🧍‍♂️, culpa ao comer 😔), não adie ⛔. Informação salva vidas 🛟 — e pedir ajuda é um passo de coragem 💪💙. ​ Assista ao programa completo ▶️, deixe seu comentário com dúvidas e sugestões de tema 💬📝, e compartilhe este vídeo com quem precisa dessa conversa 🙌🔁. ​ Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, muito bom dia para você que está aí ligadinho na programação da TV Câmara Campinas. Nós estamos chegando ao nosso estúdio Câmara nesta manhã preguiçosa de terça-feira, dia 10 de fevereiro. Tenho certeza que você ficou mais 10 minutinhos na cama, né? Com essa chuvinha que tá aqui em Campinas. Tá bom demais. E bom demais pra gente aprender aqui no nosso estúdio Câmara falar sobre psicoeducação. Hoje nós vamos tratar de um assunto, gente, que exige atenção urgente de pais educadores e profissionais da saúde. Nosso tema de hoje são os transtornos alimentares. O que começa com uma dieta ou uma preocupação estética pode se transformar em uma doença psiquiátrica grave e muitas vezes silenciosa. No Brasil, estima-se que 15 milhões de pessoas sofram com algum distúrbio na alimentação. Hoje nós vamos entender a diferença entre anorexia, bulimia, compulsão alimentar e como as redes sociais e a pressão pelo corpo perfeito estão adoecendo os nossos jovens. Então participa com a gente. WhatsApp na tela para você. Produção apostos para atender você, né? é repassar a sua pergunta para as nossas convidadas que já estão no estúdio, já vamos apresentá-las. Telefone tá na tela. WhatsApp 1997829 377. Manda pra gente a sua mensagem. Tem alguma dúvida sobre os transtornos, os distúrbios alimentares? Você sabe a diferença de anorexia, de bulimia, né? E você tem ficado muito tempo sem comer, você sente repulsa eh de acordo com alguns alimentos aí que que tem, né, no seu dia a dia, você já não quer mais comer, você acha que não precisa comer, você se vê diferente no espelho. É, a gente precisa conversar sobre isso. WhatsApp na tela, manda sua mensagem, já a gente conecta você aí de casa com as nossas especialistas que daqui a pouquinho nós vamos apresentar a você. Agora informação, daqui a pouquinho previsão do tempo e já já de volta ao nosso tema central. Vamos lá. A Coordenadoria Departamental de Política Prevenção ao Uso de Drogas de Campinas, o Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas Comad, os Narcóticos Anônimos, Área Oeste e o Instituto Padre Aroldo e também a Indec realizam hoje uma roda de conversa sobre alcoolismo com alunos do ensino médio da Escola Estadual Professora Laís Bertone Pereira. na região do Ouro Verde. A ação marca a abertura das atividades do Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo celebrado no dia 18. Na quinta-feira, dia 12, haverá uma nova roda de conversa na Escola Estadual Carlos Gomes, no centro. No dia 13, estão previstas ações junto a blocos carnavalescos e grupos musicais. Já no dia 18 de fevereiro, às 18 horas, será transmitido um podcast com o tema Prevenção às drogas no Instituto Força Jovem. As iniciativas integram a campanha de prevenção ao uso de drogas e outra uso de álcool, perdão, e outras drogas, considerando o aumento do consumo durante o período de carnaval. Mais informação chegando para você. Olha só, diante da grande procura por ingressos para o primeiro conserto de 2026, a Orquestra Sinfônica de Campinas vai realizar um ensaio aberto ao público quinta-feira, tá? No dia 12. O teatro será aberto às 8 horas e o ensaio poderá ser acompanhado das 9 ao meio-dia. Os convites gratuitos para o conserto estão disponibilizados, tá? Eh, e já estão se esgotando, gente. São 5.000 acessos à plataforma, tá bom? A sala de espetáculos Luís Otávio Burner tem capacidade de 529 lugares, limite que deve ser respeitado por questões de segurança. A apresentação eh da noite às 20 horas será exclusiva para o público que eh retirar os ingressos pela internet. Mais informações, acesse lá o site da Prefeitura de Campinas, tem todos os dados para você ver como é que você faz para garantir o seu ingresso, tá bom? Corre lá. Vamos lá. Previsão do tempo para hoje. Não precisa falar muito. Tá chovendo. Pois é, gente, tá chovendo. Ó, para você que acompanha, né, a aqui o estúdio Câmara, dá uma olhadinha lá fora. Chuva, chuva, chuva, chuva. Então, a previsão diz que nós temos chuva de manhã, OK? Está acertando, né? à tarde diz que teremos temporal e a noite chuvosa. Então, né, muita atenção no trânsito, principalmente a tensão redobrada, a temperatura mínima 19, máxima 23º. Ô louco, hein? Que coisa. Nós estamos em pleno verão com clima de inverno. Vamos embora então. Cuidado aí no trânsito, tá? Preste atenção e vamos seguir. Um ótimo dia para você. Bora. 19:23, temperatura aqui na metrópole. Agora sim, gente, nós vamos ao nosso tema central. A gente fala de de algo que é muito sério. Vamos falar sobre os transtornos alimentares. Olha, em Campinas, entre 2023, 2025, as meninas de 10 a 19 anos concentraram a maioria dos atendimentos ambulatoriais por anorexia bulimia. Isso segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde. Ao todo, foram 89 consultas em 3 anos. O grupo representa 27,3% dos registros no período, seguido pelas mulheres de 30 a 39 anos. Especialistas associam esse alto índice à cultura da magreza e a influência tóxica das redes sociais. É uma condição que possui código de doença ou CID 10F50 e que apresenta uma das maiores taxas de mortalidade entre os transtornos mentais. Então, a gente precisa entender como que a gente vai identificar esses quadros. Então, é por isso que nós temos aqui duas especialistas. Hoje a gente tá recebendo aqui no estúdio a psicóloga clínica Antonela Bianco. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação e presença. Muito obrigada por me receber. Maravilha. E para completar a nossa dupla de hoje, nós vamos receber via Zoom a Jéssica de Araújo. Ela é médica psiquiatra com atuação em medicina integrativa e pós-graduada em endocrinologia. Doutora, seja muito bem-vinda. Jéssica. Obrigada pela sua participação e presença. Obrigada pelo convite. Muito bem. Então, a gente já começa falando que é comum as pessoas acharem que o transtorno alimentar é frescura ou então uma dieta que passou do ponto. Vamos lá, Antonela, na sua avaliação psicológica, qual que é o limite onde a alimentação acaba virando um transtorno, né? Como é que a gente consegue identificar quando nós estamos nos alimentando para nos nutrir ou que algo já está diferente e que estamos encaminhando para uma patologia? Acho que pra gente começar a falar sobre esse tema, é muito importante a gente classificar os três transtornos. Então, nós temos a anorexia, que ela acontece quando tem uma redução na ingesta alimentar, além, né, de uma simples dieta. Uhum. eh, junto com um medo intenso de engordar e uma alteração na percepção do corpo. Já na bulimia, nós temos episódios de compulsão alimentar, que são episódios em que a pessoa ingere uma quantidade maior de alimento do que outras pessoas fariam no mesmo contexto. Então, por exemplo, no Natal que a gente come um pouquinho a mais, isso não necessariamente é um episódio de compulsão alimentar, a não ser que a pessoa ela coma, mas do que outra pessoa comeria no mesmo contexto. E daí, além dos episódios de compulsão, nós também temos os episódios compensatórios ou as estratégias compensatórias, que são estratégias que a pessoa usa para tentar evitar engordar após um episódio de compulsão. E daí na compulsão alimentar nós temos, né, e os episódios compulsivos sem nenhuma estratégia compensatória. Então, pela minha fala, dá pra gente notar, né, que sempre a gente faz essa comparação com os pares na hora de fazer a avaliação para definir se aquilo está saindo do padrão de normalidade, né? Então, vai além de uma simples dieta que você pegou na revista, no jornal ou até mesmo que algum nutricionista prescreveu. Perfeito. Perfeito. A gente precisa entender que a gente tá falando de um sofrimento, né? É um sofrimento psíquico, profundo, que acaba usando a comida como válvula de escape, essa questão dos transtornos alimentares. Agora, Jéssica, eh, na prática clínica, como que vocês diferenciam essa anorexia da bulimia? já que muitas vezes os sintomas se confundem, né, no início. O que que a a psiquiatria traz pra gente, eh, a endocrinologia, aliás, traz pra gente sobre essa diferenciação, eh, das duas situações. Perfeita colocação. De fato, eu sou psiquiatra com a pós-graduação em doctrinologia e é o que a gente mais observa. Então a pessoa ela ela vem com a gente com a preocupação de Tamagra, com a preocupação com os padrões sociais, porque gente, a gente observa o quanto que isso tem ficado pesado com as redes sociais, com essa pressão. E e aí a gente vai observando mesmo, né? A anorexia de fato, ela é uma restrição persistente, né, na ingestão energética que vai levar ao baixo peso corporal. e com medo intenso de ganhar, né, o peso e a distorção da imagem. Já aburimia, a gente vai ter episódios recorrentes de compulsão alimentar que vai ser seguido compensatórios. Então, vou vomitar, usar laante, fazer um jejum eh muito muito intenso, o exercício físico também. Então aí a gente precisa analisar todos esses comportamentos dos pacientes. Excelente. A gente percebe que a percepção da imagem corporal e os métodos compensatórios, né, como vocês duas trouxeram pra gente, são as chaves pra gente poder eh eh iniciar uma percepção de que algo não está certo. Agora, Antonela, nós trouxemos dados aqui de Campinas, né, e nós trouxemos esses dados da secretaria, isso é de acordo com a secretaria e de saúde e mostram que as adolescentes são as maiores vítimas, né? Então, pra psicologia, por que que essa fase da vida ela é tão vulnerável aos transtornos alimentares? Na anorexia e na bulimia, nós temos uma prevalência maior em indivíduos na fase da adolescência ou início da fase adulta, né? Isso já é esperado e já está bem estabelecido. Entretanto, a gente pode pensar que alguns dos fatores que contribuem para isso é uma maior exposição dessas crianças e adolescentes a redes sociais, a padrões de belezas inalcançáveis. E além disso, né, atualmente a gente perdeu um fator protetor muito importante, que é a alimentação com os pais, alimentação em casa. Eh, a gente sabe que a alimentação junto com os familiares ajuda e contribui paraa proteção dos adolescentes e crianças de transtornos alimentares. E hoje em dia, com a vida mais corrida, eh, com as crianças almoçando na escola, isso também foi se perdendo. Então, eu colocaria que é uma um conjunto tanto da exposição a redes sociais, desde muitos jovens, a um padrão de beleza inalcançável, a perda desse fator protetivo. Então eu acredito que são vários fatores que contribuem para isso. Exatamente, Antonela toca em um ponto muito sensível, né, que é a questão da alimentação em casa. Quanto tempo faz que você aí que tá do outro lado não senta, né, com a sua família em uma mesa e faz uma alimentação com tranquilidade no aqui e no agora, fazendo uma nutrição. Tá todo mundo assim, ó. come correndo. Ou então um tá comendo no quarto, outro está comendo na sala, outros comem até no carro, né? Não dá nem tempo para nada. As crianças, ó, coloca uma bolachinha aí, corre pra escola. A gente precisa voltar um pouquinho, né? se concentrar, porque alimentação é uma forma de nutrição e a gente precisa nutrir o nosso corpo. E às vezes a gente, às vezes não, gente, vamos, vamos ser realista, na maioria das vezes a gente tá perdendo esse momento de nutrição e esse momento também de união com as pessoas que estão à nossa volta, né? Eh, eh, e tem essa questão da busca pela identidade que acaba se misturando com a pressão estética de um mundo que nunca tá satisfeito. A gente não tem mais paciência, a gente não tá mais satisfeito com nada. Você sabe que toda essa tecnologia, toda essa correria tá trazendo pra gente um um modo de vida um pouco diferente e nós precisamos nos atentar a isso. Agora, Dra. Jéssica, eh, tem um estudo da revista científica médica Jama Pediátrics, que fala que o tempo de tela, olha só, o tempo de tela aumenta o risco de desordens, né? E quando a gente fala de transtornos alimentares, eu pergunto pra doutora: Como o algoritmo das redes sociais pode ser um gatilho para esses transtornos alimentares, tanto a anorexia quanto a bulimia? Com certeza. Hoje a gente observa ainda mais de adolescentes que realmente a fase da formação da personalidade e e realmente as pessoas hoje com essa sociedade que a gente chama de sociedade líquida, na qual tudo vai mudando, é a sociedade do consumo. Hoje os jovens eles se pautam muito no que tá acontecendo na moda. Então, ah, e o corpo perfeito tá sendo esse, então vamos fazer esse agora. vai ser musculoso, vamos ser também, que também é um tipo de transtorno, né, que é aorexia. Então, as redes sociais elas acabam norteando isso. Então, nós somos aí eh os maiores consumidores de redes sociais, o terceiro maior do mundo que consome rede social. O tempo que a gente fica nas telas é em torno aí de 8 horas por dia. Então, acabou que as redes sociais elas estão criando jovens, elas estão criando a as novas eh identidades que que a pessoa quer ser. Então, é muito muito preocupante. E a gente sabe que algoritmo é assim, né? Quanto mais você vê uma coisa, mais você vai entrando naquele mundo e mais aquilo parece uma verdade absoluta. E observar o ponto que isso é deletério, principalmente pros jovens, pros adesivam formação de personalidade. Exato. Quando a gente fala em formação de personalidade, é muito importante a gente falar da comparação, né? a comparação constante com corpos editados que acaba criando aí uma realidade impossível de ser alcançada na vida real. A gente sabe que o que a gente vê nas redes sociais nem sempre é a realidade. E tá tão fácil editar tudo hoje. E os corpos, a maioria das vezes, são editados. Gente, ninguém é perfeito. Se a gente fosse perfeito, estávamos na glória. Falar isso, né? Então, a gente precisa se atentar com a comparação, principalmente eh na questão de jovens, né? Agora, Antonela, transtorno de compulsão alimentar vem junto com o sentimento de culpa, né? Culpa que é muito forte. E aí, ã, com esse sentimento de culpa, a pessoa ela acaba ficando um pouco antissocial e ela também tem uma grande dificuldade em buscar ajuda profissional. É culpa, é vergonha, é frustração. Como que vocês avaliam? vocês psicólogos, né, avaliam a essas pessoas que têm esse transtorno, mas que t dificuldade em buscar um apoio psicológico, né, um apoio clínico para que isso possa ser diagnosticado e tratado. Então, no protocolo de DBT para comer emocional, nós temos, né, uma um exemplo muito bom do que acontece com as pessoas no episódio de compulsão alimentar. Então, sempre tem algum gatilho, um fator desencade, que acaba gerando uma emoção intensa, que a pessoa tem uma dificuldade de tolerá-la e daí ela busca a alimentação como uma forma de evitar o desconforto causado por essa emoção inicial. E daí depois da alimentação, nós temos um alívio imediato daquela emoção inicial e logo em seguida algumas outras emoções como vergonha, culpa e até mesmo nojo, né? Eh, no caso do protocolo e do que a gente faz em terapia, é muito ajudar a pessoa a identificar que ela tem uma dificuldade de regular as emoções e que ela busca comida para isso e que enquanto ela não aprender a tolerar esse desconforto e a regular as próprias emoções, ela vai continuar, né, buscando a comida como uma forma de alívio imediato, mas que não funciona, né, a longo prazo porque gera outras emoções. Então, o nosso intuito é sempre trazer ela e psicoeducá-la para que essa estratégia que ela tá fazendo, infelizmente, não tá funcionando eh a longo prazo. Eh, e daí normalmente é a partir disso que a gente consegue trazer a pessoa pro tratamento. Importante a gente salientar, né, Antonela, que eh a família, a rede de apoio, ela pode ajudar e muito, né? Porque às vezes a pessoa ela tem esse transtorno, principalmente a questão da bulimia, né? E aí vergonha, mas a família tá lá em casa e de repente nota algo diferente e é importante e ajudar essa pessoa e tipo assim ir junto, né, num tratamento, porque a gente fala assim: "Ah, vai lá, procura um psicólogo, né? Vai lá, procura uma clínica para ver o que tá acontecendo com você". Mas a pessoa que passa por isso, ela sente vergonha, ela sente frustração, ela sente medo, ela sente eh eh ela não está bem com ela, então ela automaticamente ela não vai procurar. E a rede de apoio é muito importante nesse momento, né? Com certeza, né? É importante que outros profissionais da saúde também estejam qualificados para fazer essa avaliação, mas além disso, né, de que a família consiga abordar sobre esse tema sem julgamentos. Exato. Verdade. Sem julgamento, né? É a questão que a comida passa de ser uma nutrição e passa a ser uma tentativa de anestesiar. Mas anestesiar o quê? Dores emocionais, né? É assim, gente, que funciona. Doutora Jéssica, trem tem eh existem transtornos menos conhecidos que começam na infância, porque aqui a gente tá falando de anorexia, de bulimia, né? Mas é importante a gente trazer a alimentação das crianças também nesse momento, porque a gente precisa eh entender quais os sinais que os pais devem observar em crianças bem pequenas. Tem algum sinal lá da infância que que pode ser um gatilho para uma um possível transtorno alimentar? Doutora? Sim, na verdade, eh, os pais observem todas as eh os sinais da criança. Então, muitas vezes os transtornos alimentares eles não vêm sozinhos, então vem sim com ansiedade, com sinais de depressão. Então, aquela criança que já tem muita vergonha de tudo, aquela criança que já tem muita questão com restrição alimentar, eh tudo isso é importante já ir analisando e como vocês estavam falando, a ajuda do da família é extremamente importante para para um bom desfecho. Então, olha, você não tá legal, eu vou te levar no psicólogo, no psiquiatra, pra gente conseguir fazer essa essa análise. Então, muitas vezes, o transtorno alimentar ele vem aí seguido de transtorno de personalidade, eh, ansiedade, depressão, tudo isso é bom a gente já ir analisando. Então, eh, muita tristeza, muita vergonha, eh, tem dificuldade de convíverio com os colegas, fala muito sobre o assunto, são algum alguns sinais pra gente ir observando. E de fato aí a as redes sociais elas transformaram muito, eu no sentido de hoje eu observo que os jovens eles não sabem o que o que que é normal ou não. Então, às vezes eu recebo alguns pacientes, eles falam: "Nossa, doutora, mas eu tô hoje eu acordei triste, hoje eu não tô legal. É normal, é normal a gente tá triste, é normal os altos e baixos da vida." Então o os jovens eles ter dificuldade até de entender quais são os padrões normais, porque a rede social ela mostra algo tão só feliz, mostra padrões tão eh eh sem é difícil de atingir que os jovens eles estão perdidos. E aí que é a importância da família para tá aí orientando. Então doutora Jéssica, a doutora falou da questão dos jovens, né? porque eles estão meio meio perdidos mesmo, porque é muita informação, é rede social o tempo todo e a família precisa assim orientar, né, essa turminha. Agora, eh, nessa nesses dados aqui da Secretaria de Saúde da cidade de Campinas, nós observamos, né, a maior incidência de jovens que que são acometidos pela anorexia e bolimia e também de mulheres, né? Ah, o que que acontece? Por é é isso mesmo. As mulheres elas têm mais tendência a anorexia, bulimia, transtornos alimentares do que os homens. É assim mesmo que funciona. E por que disso? De fato, as mulheres são cobradas da questão estética, então acaba tendo sim uma prevalência e uma incidência maior no público feminino. Então, essa questão do dos corpos, a questão também de da da moda, das roupas, tudo isso acaba eh estando mais eh as mulheres são mais julgadas nessa questão corpórea do que os homens, mas temos também eh uma uma incidência aí no público masculino também. Então, eh, é mais nessa questão aí da cobrança, cobrança para os padrões, né? Quem impõe esses padrões? Por que que nós temos que seguir os padrões? É importante a gente fazer essa pergunta para nós mesmos, né? Todos os dias você se olha no espelho, você está se vendo realmente, né? Ou você está dentro do padrão que a sociedade impõe a você. Isso é muito forte. né? E é importante a gente ter o autoconhecimento e a gente se perceber como pessoa, né? Quem eu sou? Será que eu tô seguindo um padrão que é imposto por mim? E aí quando a gente fala de padrão, claro que a gente precisava tocar nesse assunto aqui no programa de hoje, é o uso indiscriminado das canetinhas emagrecedoras que virou febre. Aí virou febre primeiro nas redes sociais, agora onde você vai? tá todo mundo tomando caneta, eh, fazendo a aplicação. E aí, se você tá lá malhando e fazendo uma dieta e você perde uns dois três kg, a pessoa olha para você fala: "Ah, tá aplicando canetinha, né?" Então, esse uso indiscriminado das canetas emagrecedoras, vamos lá, Antonela. Isso pode agravar ou manter um transtorno alimentar ativo, porque a gente sabe que quem usa essa caneta emagrecedora sem acompanhamento médico tem a maior tendência em ficar sem se alimentar. Com certeza. Assim, a gente não pode falar que toda a restrição gera, né, um transtorno alimentar, mas a gente sabe muito bem que vários transtornos alimentares começaram com uma restrição, com uma dieta super restritiva. E no caso das canetinhas emagrecedoras, a gente tem uma restrição alimentar muito importante, porque elas vêm junto com a inibição do apetite, né? E fora que esses padrões eles acabam sendo muito reforçados socialmente e a gente funciona muito bem com elogios, né? Então, ã, quando alguém vai lá e elogia a gente por est emagrecendo, a gente tende a continuar naquele comportamento, mesmo que talvez não seja de uma forma tão saudável. Verdade. E aí a gente volta para o espelho, né? E eu pergunto pra nossa doutora essa questão. Eh, eh, a Antonela tocou num num ponto bem interessante que são os elogios, né? O nosso cérebro ele gosta de coisas fáceis, ele se acostuma muito fácil. E aí o elogio tá fazendo o uso da caneta. Aí eu recebo elogios, recebo elogios que tô emagrecendo, que tô legal, que tô bonita, que tá 10. E eu continuo fazendo uso, continuo fazendo uso. E aí, eh, sem perceber, até porque a caneta inibe a fome, né, o que dizem de acordo com informações de estudos, então, enfim, e sem perceber eu começo a parar de me nutrir. Então, eu gostaria que a doutora trouesse pra gente o que que a endocrinologia eh eh traz sobre isso, qual que é o ponto principal dessa questão do uso das canetas relacionado a a esses transtornos alimentares. E também, doutor, um ponto bem interessante que eu estava observando ontem, lendo, né, pra gente poder eh eh trazer essa eh eh esse bate-papo nosso aqui, a questão da pancreatite, que tem sido muito falada. Eu gostaria que a doutora eh conversasse com a gente sobre isso. Perfeito. O uso das canetas, uso das canetas, eles, o grande problema é que eles não tratam a causa. Então, o medicamento por si só, eles não corrigem a compulsão alimentar, os transtornos alimentares, os traumas, a ansiedade, essa essa relação disfuncional com o corpo. Então o uso dessas canetas pode inclusive mascarar aí os transtornos alimentares, então pode ter uma piora exponencial da bulimia, uma piora, né, da anorexia, do transtorno da compulção alimentar. Então, é muito importante a gente analisar isso. E o que você falou sobre ficar muito tempo eh sem comer, né? Antes na na psiquiatria a gente tava até preocupado, nossa, será que aumenta o índice de suicídio com as canetas? E hoje, né, a gente sabe que não fizeram eh grandes estudos que realmente eh retirou essa essa associação. Mas o que que acontece? Eu comecei a observar e alguns pacientes começaram a deprimir por justamente a pessoa ela não come, então ela começa a ficar mais fraca, ela começa a não ter vontade de fazer as coisas. E além disso, tem algumas pessoas que o centro da vida dela é comer. Então, ela vai se divertir, ela vai no restaurante, ela vai no cinema, ela quer aquela pipoca lá de manteiga. E que que a gente vai observando? ela vai perdendo esses centros de prazer dela. E aí que entra a necessidade da psicologia e da psiquiatria para entender qual é a relação dela com a comida, como é que ela se eh se relaciona em relação a felicidades, a ter outras felicidades também. Então, o uso da da caneta, claro, eh eu como psiquiatra e essa questão, né, do da endocrinologia, a gente observa que ela tem sim a sua a sua parte boa, claro, ela é uma medicação muito moderna e tudo mais, mas a gente tem que observar por trás disso, quais são as a nossa relação com a comida, qual é a personalidade da pessoa, porque senão ela pode mascarar E claro, o uso indevido traz aí diversas diversas questões aí importantes. Então, eh efeitos gastrointestinais importantes, efeitos aí eh eh na questão metabólica. Então, é muito importante o uso com uma uma um médico aí que entenda sobre o assunto. Muito importante sempre, né, doutora, qualquer medicamento sempre. acompanhado aí pelo seu médico, né? E quando a gente fala eh eh de medicamentos, eh é importante a gente salientar dos exames, porque anorexia, bulimia, né? Quando vai fazer a investigação desses transtornos, também é comum que o médico peça aí exames laboratoriais. E aí, eh, muito se fala que às vezes, né, no início, né, o mesmo em casos graves, os exames laboratoriais simples como de sangue e urina, eles acabam vindo normais nas fases iniciais. Então, como que a gente pode desconfiar se os exames não mostram, né, eh eh nenhuma alteração no nosso corpo? Por quê? E se isso realmente acontece, os exames nas fases iniciais desses transtornos e toda essa situação que a gente tá falando de de da do transtorno alimentar, eles vêm eh sem nenhuma alteração. Por que isso acontece? Sim, muitas vezes pode acontecer de não vir com nenhuma alteração, mas aí que é importante o acompanhamento médico para observar os sintomas que estão aparecendo. Então, a pessoa tá com alteração gastrointestinal, a pessoa tá com alteração aí da parte eh eh gástrica, dores. Então, tudo isso a gente vai observando, por isso que é importante o acompanhamento médico, no caso aí com o endocrinologista. Excelente. Agora, Antonela, vamos lá. O papel da baixo autoestima, né, e do perfeccionismo, especialmente em profissões que exigem uma imagem, né? A gente sabe que a gente, nós falamos aqui, estamos falando de de canetas emagrecedouras. O nosso tema hoje eh são os transtornos alimentares, as emoções. E aí nós falamos de jovens, adolescentes, da maior incidência em mulheres e agora tem, claro, né, perfil daquelas pessoas que trabalham com a imagem, que trabalham com uma cobrança, um desempenho e muitas vezes essa cobrança vem com uma cobrança num preço muito alto da nossa saúde mental. a gente sabe, né, que os o perfeccionismo ele está eh ele é um fator de personalidade e um padrão comportamental que tá atrelado a transtornos alimentares, né? Se a gente colocar o perfeccionismo junto com o autocontrole, né, a gente vai perceber que as pessoas elas prezam e reforçam de novo a questão, né, de como a sociedade acaba impactando eh nos transtornos alimentares. Então, se a gente falar de padrões eh mais eh relacionados a perfeccionismo, autocontrole e como a sociedade ela acaba reforçando isso e reforçando essa ideia de uma dieta bastante restrita, eh a gente vai ter sim jovens que vão eh ser influenciados por isso. Então eu acho que o perfeccionismo, a gente não tem como negar que acaba impactando de fato nos transtornos alimentares. transtornos alimentares, né? Eh, bulimia, anorexia. Eh, tem uma questão também, Dra. Jéssica, da seletividade alimentar em adultos, né? É quando o comer eh difícil vira transtorno alimentar restritivo ou evitativo. Gostaria que você falasse pra gente como é que funciona isso. É, é algo bem é diferente, a pessoa não come? E como que é esse essa questão, essa parte da evitação, ela tem muito a ver aí com alguns eh uma dificuldade muitas vezes às vezes com algumas texturas, dificuldade com alguns alguns alimentos específicos e aí tem muita dificuldade mesmo da de fazer a ingestão aí dessas de desses tipos de alimentos. Aí tem que analisar também o que que pode ser. muitas vezes pode estar correlacionada com outros tipos aí de transtornos. Então tem eh a nossa alimentação, ela diz muito aí sobre a gente. É, às vezes as pessoas falam assim: "Ah, é frescura, né? A pessoa não se identifica com algum tipo de alimento, é frescura, não. É uma aversão sensorial, né? e que exige aí um transtorno eh eh aliás, exige um atendimento especializado. Agora, eh sobre o tratamento interdisciplinar, né? Então nós falamos das patologias, nós falamos aí de toda essa questão do transtorno alimentar e aí a gente vai agora para o tratamento, porque Antonela, na sua avaliação, é fundamental ter aí um um tratamento interdisciplinar. Vamos lá. eh diagnóstico, né? Uma anorexia, uma blimia. Então, a gente precisa de um psicólogo, de um psiquiatra, de um endócrino, um nutricionista. Toda essa equipe trabalhando juntos, a gente pode ter com certeza um resultado muito positivo. Com certeza. Então, eu começaria falando pelo nutricionista, né, que não tá presente aqui com a gente hoje, mas que eh tem um papel fundamental no tratamento dos transtornos alimentares, porque ele vai ser responsável por prescrever uma dieta adequada para aquele paciente, sem uma restrição muito intensa, né? Eh, o psicólogo, ele acaba sendo um profissional que tem um contato mais frequente com o paciente e consegue fazer intervenções para aumentar o repertório comportamental daquela pessoa, para lidar de uma forma diferente com aquelas situações, diminuindo um pouquinho os sinais e sintomas, né, dessas doenças. E o psiquiatra é fundamental para fazer o diagnóstico, para medicar de uma forma adequada e para fazer um trabalho ali conjunto, né, com esses outros dois profissionais. Além disso, a gente pode pensar em outros profissionais que também tm um papel muito importante. Se a gente considerar na bulimia, os dentistas eles também vão ter um papel fundamental no tratamento, porque por conta, né, do suco gástrico que acaba voltando em alguns momentos, né, eh, vai ser importante para ver como que tá sendo, né, ã, o tratamento, se tá progredindo, porque os dentes deixam marcas, né? Olha isso. Interessante, né? Importante como a gente vai descobrindo coisas, né? A gente, eu digo nós que somos pessoas que não entendemos da forma que vocês entendem, né? E hoje vocês explicando aqui, é importante demais esse bate-papo, né? Não se cura a mente sem cuidar do corpo e não se recupera o corpo se o psique continuar doente. Então, dout. Jéssica, quais são as chances de remissão quando o diagnóstico ele é feito precocemente e ele tem todo esse acompanhamento que nós falamos aqui? Aí é maravilhoso, é melhor dos mundos quando a gente tem aí uma equipe que a gente tem essa comunicação, principalmente essa parte, né? É porque eu costumo dizer que aqui é o grande mestrão. Se o mestrão não tá bom, nada vai, nada funciona. Então essa essa eh associação de profissionais todos juntos, isso é muito importante, porque assim, tudo começa na nossa mente. Então entender o que que tem por trás, qual que é a personalidade dessa pessoa, quais são os hábitos dessa pessoa, quais são os pensamentos disfuncionais dessa pessoa. Então, eh, ajustando isso com a psicologia e também com a parte da psiquiatria, a parte da endócrino também entender se esse paciente precisa de algum suplemento, como é que tá a saúde orgânica, isso é tudo muito importante. E claro, a gente como psiquiatra é importante a gente entender quais são esses diagnósticos e medicar corretamente, que muitas vezes a pessoa ela tá passando um processo depressivo, um processo ansioso. E aí, gente, não é força do pensamento, é realmente um tratamento médico, um atendimento multidisciplinar que vai aí melhorar. Quanto mais precoce, mais sucesso, mais fácil aí das coisas seguirem para um para um bom caminho. Dout. Jéssica, e a questão do tratamento, né? Eh, por quanto tempo perdura esse tratamento com a inserção de medicamento, né, da terapia e todo o acompanhamento médico? paraa questão aí da anorexia e da abimia, varia muito, varia em relação a a intensidade do quadro, qual é a gravidade desse quadro, quando que começou. Então, muitas vezes a gente acaba pegando alguns pacientes muito graves que a gente precisa realmente mudar totalmente a a o jeito daquela pessoa pensar, precisa mudar totalmente os hábitos, então varia muito, tá? Quando a gente fala aí, porque a anorexia ela não vem sozinha, ela vem com outros transtornos também. Então, muitas vezes tem um transtorno de personalidade junto. Então, eh, é um tratamento que varia de pessoa para pessoa, não é um tratamento rápido. A, a psicóloga aí pode também corroborar comigo, porque é um é uma construção e às vezes a gente tem que fazer uma reconstrução de tudo que tá bagunçado, de tudo que tá machucado aí. Então, não é um tratamento eh curto e aí varia realmente de pessoa para pessoa, dependendo do do da gravidade do quadro, dependendo de quais são os transtornos aí que podem estar juntos. Excelente, né, Antonela? Vamos cuidar da mente para que o corpo possa ir respondendo aos poucos. É mais ou menos isso. Com certeza, né? E com relação ao tratamento é muito difícil mesmo a gente precisar o tempo que vai levar, mas a gente sabe que na anorexia, né, tem um melhor prognóstico quando é iniciado ainda na fase da adolescência e eh jovem adulta, néum? Então agora quando a gente fala da anorexia, eh se você puxar na internet, você vai ver casos de anorexia que a gente fica assim, como pode chegar a esse extremo, né? Mas isso sem julgamentos, eu digo como pode. Por quê? Porque a gente vê a pessoa eh em uma forma esquelética, né? É é impressionante. Só que nós vemos isso, mas a pessoa ela se olha no espelho e ela se vê totalmente diferente. Ela não vê o que nós vemos. Aí eu pergunto paraa nossa psiquiatra, o que que acontece no nosso cérebro, na nossa mente, nesse nessa nessa questão eh da imagem, por, né, que a pessoa ela ela não vê o que realmente ela é diante do espelho quando a gente fala dessa dessa situação da anorexia, doutora, são as distorsões da nossa imagem. De fato, a pessoa ela acaba não conseguindo ver aquela realidade. Então, ela acha que ela mesmo muito magra, que ainda não bou, que ainda não é suficiente. E aí a pessoa ela tem tanta eh esse costume tão grande de evitar alimentação que isso acaba sendo aí o estilo de vida dela. Então aí fica até a água que ela que ela toma vai lá, eh, se pesa novamente. Então, realmente o o nosso o cérebro ele tá totalmente alterado nessa questão do do da nossa autoimagem. Então, tem um pensamento muito rígido, muito obsessivo. Então, a mente ela funciona como tudo ou nada. É um medo intenso irracional de de engordar. Então, às vezes, os pensamentos são até a gente chama de pensamentos psicóticos, né, porque é totalmente fora da realidade. Eh, e temos também alterações do sistema de recompensa. Então, com o tempo, emagrecer e restringir esse peso acaba gerando uma recompensa, uma sensação de felicidade. Enquanto comer vai gerar uma culpa muito grande, uma angústia muito grande. Então o cérebro ele acaba aprendendo esse comportamento aí eh doento, vamos dizer assim. Então, e tem também a questão de uma identidade que ela começa a se fundir com o transtorno. Então, a anorexia ela deixa de ser um sintoma e ela passa a virar identidade. Como que ser magra é igual a ter valor, é igual a existir, é igual a se sentir seguro. Uau! Fortíssimo, né? E aí também acende o alerta da questão do isolamento, porque na maioria das vezes essa pessoa ela ela se ela tem essa recompensa igual a doutora trouxe, mas ela também acaba se isolando porque ela está fora eh eh do normal, tipo assim, ela não vai sair para ir num churrasco porque ela não vai comer, ela não vai se alimentar e de repente se ela se alimentar pode ser que ela não se sinta bem com isso e acaba trazendo essa questão do isolamento. Ela, com certeza. Eu sempre gosto de falar que a gente tem alguns tipos de fome, né? A gente tem a fome fisiológica e a fome psicológica que vem com a vontade do comer, a fome emocional e a fome social. Se a gente pensar que a gente come também como uma forma, né, de ter interações sociais e aquela pessoa ela tem um medo intenso de engordar um medo em relação a alguns alimentos, então qualquer saída não vai ser tão fácil e tão simples para ela, né? Então a gente pode pensar assim que essa pessoa ela acabaria se isolando um pouco mais. por evitar situações sociais em que tenham comida ou que comida, né, seja um centro ali da interação. Então, sair com os amigos, ir pro bar, ã, ir para um almoço ou jantar em família. Eh, gente, importante, né, o nosso tema de hoje, importante todo esse conhecimento que tá sendo repassado para mim, para você que tá aí do outro lado, porque a questão da nutrição é o que mantém o nosso corpo em pé, né? a gente precisa se nutrir, mas a gente também precisa eh organizar a nossa mente. A nossa saúde mental também nos mantém em pé. Então, é por isso que tem toda essa conexão e todo esse cuidado que as nossas profissionais estão trazendo pra gente hoje. Agora 8:45, a produção tá me avisando, nós temos algumas perguntas. Então vamos lá, vamos agradecendo você que tá aí ligadinho com a gente na TV Câmara Campinas. Hoje a gente tá falando dos transtornos alimentares, né? Estamos falando da anorexia, da bulimia e também estamos tocando no assunto aí das canetas emagrecedoras em uso indiscriminado, sem aquele cuidado especial, sem eh acompanhamento médico que tem se refletido de forma negativa e eh gerando uma preocupação muito grande com a saúde, tanto mental quanto a saúde do nosso corpo físico. Agora tem perguntas, produção, por favor. Vamos lá, então. Deixa eu ver quem tá com a gente. Rafael Costa da Vila União. Dietas restritivas podem aumentar a ansiedade e acabar provocando episódios de exagero depois. Vamos lá, doutora, por favor. Sim, com certeza. Aliás, é a principal aí de compulsão. Então, a pessoa ela não consegue ter esse equilíbrio, faz dietas extremamente restritivas. E aí, é claro, tudo aquilo que a gente tá restringindo demais, se não tem equilíbrio, depois vai ir para outro outro lado da da balança, né, na questão do Então, muita restrição eh vai ocasionar sim em compuls alimentares. Por isso que tá importante o acompanhamento nutricional com nutricionista. é muito importante porque ele vai regular a tua a tua alimentação de maneira que seja algo em equilíbrio e evite tanto as restrições quanto depois as compulsões alimentares. E eu acho importante a gente também falar sobre o comer noturno. A gente sabe muito bem que tem pessoas que restringem muito ao longo do dia e daí não conseguem manter aquela restrição e daí no período noturno acabam comendo uma quantidade em excesso, né, que também não se não se enquadraria necessariamente no transtorno de compulsão alimentar, mas que é algo a ser avaliado e que precisa ser observado com carinho, assim como a doutora falou. Sim, é verdade. Porque assim, né, a gente começa levando um chocolatinho, né, deixa na gaveta, hã, um amendoinzinho, vai comer à noite, né, eh, durante o dia faz uma dietinha lá legal, né, os legumes, o carboidrato, a proteína, enfim. Aí à noite chega em casa, tá de boa, né, pega o celular e vai comer rolando tela, gente. E isso merece uma atenção redobrada, né, doutora? E aí teve um dia super difícil, teve um dia pesado. E aí o que que é, qual é uma pessoa também que não se diverte, que não tem prazeres. E aí, qual que é o prazer mais fácil, rápido, não é proibida? A polícia não pega a gente, é o quê? É a comida. Comida, a bebida. E aí, por isso que eu falo, gente, é um tratamento, é um olhar tão além, é tão multidisciplinar pra gente entender qual é a origem, que é isso. A gente analisa hábitos de vida da pessoa, se a pessoa tá trabalhando demais, se a pessoa tem felicidade, como é que é a relação dessa pessoa com o corpo, com a autoimagem. Então, precisa ter esse olhar muito além. E foi muito importante isso o que o que a Antonela falou, porque de fato a maioria da das compulsões que a gente observa, claro, cada eh eh não é tão específico assim, mas assim, a grande maioria tem a ver sim com os períodos noturnos e às vezes não uma compulsão alimentar, mas um comportamento de comer demais. Então, ai um dia, ai que dia pesado, sofri muito hoje, muita coisa para fazer, vamos comer. Então, precisa analisar isso. É. mereço uma pizza. Ou então vamos assaltar a geladeira, né, à noite. E aí eu tenho uma dica, não deixa nada na geladeira. Eu de vez em quando levanto, dou uma olhadinha na geladeira, poxa vida, só tem água aqui, uma banana, né, uma frutinha. Tá bom? Então, vamos comer uma fruta. A gente também precisa eh de um olhar atento aí paraa nossa geladeira, porque é uma delícia ter a geladeira cheia de guloseas. Mas pra gente que trabalha aí durante todo o dia e à noite dá aquela descansada, de repente a gente pode eh descontar na comida alguma frustração do dia. E é preciso uma atenção plena sobre isso. Muito bom, muito boa a sua colocação, viu, Antonela? Vamos lá. 8:49. Pode colocar mais uma produção pra gente, por favor? Vamos ver quem é que tá conosco. A Daniela Alves do Jardim Nova Europa. Por que algumas pessoas descontam, olha aí, ó, emoções fortes na comida enquanto ah, legal. Enquanto outras perdem totalmente o apetite, vamos lá. Eh, a resposta das nossas duas profissionais na questão psicológica, Antonela, isso vai ter muito a ver com o histórico de aprendizagem daquela pessoa, do que ela viveu ao longo da vida dela e de como ela foi ensinada a lidar com as próprias emoções. A gente tem algumas emoções que vem com essa questão mais de inibição de apetite, mas que se a pessoa ela for ensinada a lidar com a emoção comendo, como muitas vezes acontece, come um docinho se você tá mal, come um um docinho se você tá triste, bebe uma água se tá ansiosa, bebe algum algum chazinho, né? Ã, isso vai impactar muito, né? Em como a pessoa ela processa e lida com as emoções dela. Muito bem. Agora a a fala da nossa psiquiatra endocrinologista sobre essa essa questão da gente descontar a emoção forte na comida e outras pessoas ficam nervoso, tá emocionado demais, não come nada. Verdade. Então a gente tem aí alguns sistemas de estresses diferente diante da dor emocional. O corpo ele pode seguir dois caminhos. Uma é a hiperativação, a busca do alívio imediato. Então é o comer, é o beliscar, é a convulsão. E tem um outro caminho que é inibição, que é o fechamento, que é a anestesia, é a perda de apetite, é a restrição. Então, ambos são respostas automáticas do sistema nervoso. E a gente tem também a questão da dopamina versus o cortisol. Então, algumas pessoas elas regulam emoção aumentando a dopamina. Então, a comida ela vai gerar conforto, ela vai gerar prazer, ela vai gerar distração e outras pessoas vão regular as emoções, diminuindo as sensações eh corporais. Então, a fome ela acaba virando um silêncio emocional. Então, o comer ele vai anestesiar, só que o não comer também é um tipo de anestesia. Então, e o cérebro ele vai aprender tudo isso mesmo. Então, ai, comer minha calma ou então o controle vai me proteger e isso vai se consolidando ao longo da da vida como um padrão aí automático. Eh, a gente precisa se atentar na questão do excesso, né? Tanto comer bastante ou não comer nada. Todo excesso esconde uma falta. Aí se a gente eh eh aprende a viver eh entendendo isso, a gente tenta de repente conseguir manter um equilíbrio, né, Antonela? Com certeza, né? É muito importante a pessoa ela aprender e identificar como que ela lida com as emoções, né, para que ela possa, ã, aprender outras formas, se for necessário, de lidar com elas, né? a gente sempre consegue aprender estratégias de regulação emocional, que é a forma como a gente tolera, processa, identifica as emoções. É isso que a gente tá aprendendo hoje aqui no Estúdio Câmara com essas duas profissionais maravilhosas. Ô produção, tem mais perguntas? Eu acho que mais duas aí a gente já vai pras considerações finais, tá bom? Vamos lá. Bruno Teixeira do centro. A infância e a forma de como aprendemos lidar com a comida em casa influenciam os transtores, a, perdão, gente, os transtornos alimentares na vida adulta. Dout. Jéssica, com certeza. Você é pequeno, acontece, você tá chorando, sua mãe vai lá e te dá um docinho, você tá passando alguma dificuldade, vai lá, ah, vamos comer então uma pizza. Isso vai ser um conforto emocional que a gente vai levar inconscientemente aí pra idade adulta também. Outra coisa, ai eh tô eh estamos felizes, vamos comemorar alguma coisa, tem que ser aquela quantidade absurda de comida. Ah, avó italiana, aquela macarronada que se você não come tudo isso vai sim eh perpetuar na na nossa como a gente lida com com a comida. Então, ah, eu tô triste, eu vou comer um docinho, porque isso me lembra inconscientemente aquele afago, aquele colo que eu recebia na infância. Ah, eu tô feliz. Nossa, então precisa ser quantidades astronômicas aí de comida, porque é é isso, é com isso que eu correlaciono a felicidade, aqueles grandes jantares, aquela macarronada. Então, tem sim muito a ver com o que a gente tem na infância. Nós somos todas as lembranças da nossa infância, conscientes ou inconscientes, elas continuam perpetuando aí na nossa vida adulta. Perfeito. E sem contar que a nossa cultura brasileira é maravilhosa, né? Tudo que a gente vai comemorar, a gente vai comemorar comendo, né? É, a gente é tudo, é tudo, gente. Vamos fazer uma festa, vamos comer, vamos fazer um churrasco, vamos jantar na casa da avó, né? Então a gente tem essa cultura, mas é importante a gente manter o equilíbrio, né? Sim, continuemos assim, né? Que bom, se a gente pode comemorar, mas é um pouquinho mais ponderado quando a gente fala da questão aí alimentar, né? Vamos lá. 8:55. Pode colocar mais uma então, produção, pra gente ir pras considerações finais, por favor. Muito obrigada, turma. Ah, Leandro Fogaça do Jardim do Trevo. Eh, em que momento a ajuda profissional se torna indispensável e não pode ser mais adiada? Vamos lá, Daniela. Quando tá trazendo prejuízos para você ou para quem está ao seu redor? Então assim, se você na hora que tá se alimentando sente um prejuízo, sente um medo de se alimentar ou começa a comer e não consegue mais se controlar e tem episódios de compulsão, eu diria que talvez esse seja o momento de buscar. sempre a gente vê pelo prejuízo, pelo sofrimento da pessoa, se aquela é a hora ou não dela buscar eh tratamento. E se você tá em dúvida, talvez vha a pena buscar para fazer uma avaliação inicial e ver se é necessário passar com algum profissional mais especializado nesse assunto. Muito bem. A gente precisa identificar, né, esse problema e nós precisamos identificar em nós mesmos que algo não está legal, porque é a maior arma que a gente tem para salvar vidas e garantir uma recuperação. É o quê? É a identificação, né, precoce. Que bom seria se todos pensassem assim e buscassem o apoio. A gente sabe que é um pouco delicado, é um pouco eh desafiador, principalmente o Sistema Único de Saúde, quando a gente fala dessa questão de transtornos alimentares, né, eh eh da anorexia, da bulimia. Só que a gente sabe também que isso eh infelizmente eh principalmente a anorexia, né? Tem casos aí de pessoas que acabaram perdendo a vida por conta da anorexia. Isso traz pra gente um alerta muito grande e a importância de buscar um profissional que possa fazer essa avaliação, né, doutora Jéssica? É muito importante, é importante que a gente observe que assim, eh, às vezes a gente observa que, ah, comer errado é muito mais fácil de identificar do que também nós temos os transtornos aí que as pessoas comem certo, né? Tem um tipo de transtorno que chama outorexia nervosa, ainda não é reconhecida. pelo código de de das doenças, mas é a preocupação patológica com alimentação saudável que leva a rigidez, sofrimento psíquico e prejuízo funcional. Por outro lado, a gente tem também a vigorexia, pessoas que ficam o tempo todo na academia. Hoje com a sociedade moderna, isso virou até sinal de status, de disciplina. Só que não, gente, tudo que é demais gera prejuízo. E às vezes as pessoas elas não percebem porque a sociedade ela acaba eh dizendo: "Não, isso aí é legal, isso é certo". Então, a gente precisa analisar muito como é que tá o nosso bem-estar. Então, você tá muito preocupado com a sua alimentação ou com a sua não alimentação. Isso virou a ser o centro da tua vida? Isso tá atrapalhando nos seus relacionamentos, tá? tá está atrapalhando na sua atividade ocupacional, isso virou realmente o o isso tá um desequilíbrio na tua vida, você só pensa nisso. Então, é isso que a gente precisa observar e buscar sim uma ajuda médica, psiquiátrica, uma ajuda psicoterápica, uma ajuda nutricional também. Excelente. Olha só, gente, quanto ensinamento, quanta troca hoje dessas profissionais maravilhosas. Nós conversamos aqui no nosso estúdio Câmara sobre a gravidade, dos transtornos alimentares e a importância, né, eh, do atendimento, eh, eh, da prevenção, né, de você descobrir precocemente e e ver os pontos que podem acender um alerta e a importância também da família, da rede de apoio para poder auxiliar essa pessoa na busca pelo tratamento. Quero agradecer vocês, então, eh por tanta troca, né, e e pelas informações, porque como é bom conversar com quem entende do assunto para que a gente possa de repente virar uma chavinha, falar: "Opa, pera aí, ela falou, doutora falou ah de algo que tá acontecendo comigo, então eu vou buscar uma ajuda, né?" A Antonela disse algo que eu tô parecendo com o que ela falou, vou buscar ajuda. Vocês são essenciais pra nossa psicoeducação. Então, quero agradecer muito, Antonela. Obrigada pela sua participação, pela sua presença e pela troca aí que vocês eh eh tiveram com a gente, que eu acho que foi de grande valia. Obrigada, muito obrigada por me receber. Foi um prazer estar aqui hoje. Maravilhosa. E com a gente também a médica psiquiatra, Dra. Jéssica, endocrinologista. Quanta informação, doutora. Muito obrigada por compartilhar, viu? A gente agradece demais. Eu que agradeço. Agradeço também o espaço por falar aí de algo tão importante, muitas vezes negligenciado. Obrigada e também parabenizo o programa pelo tema. Ah, maravilhosas vocês e completar o nosso estúdio Câmara de hoje. Então, você aí de casa se identificou com alguns desses sinais, né, que as nossas profissionais trouxeram no programa de hoje ou eh tem alguém que você ama, que vive com você, que de repente apresenta esses sinais? Então, não espere. O acolhimento é o primeiro passo para a recuperação, né? Busque ajuda, porque isso é sério demais. Transtornos alimentares. Esse foi o tema do programa de hoje. E amanhã, amanhã tem estúdio Câmara a partir das 8 da manhã e vamos falar sobre aquela vontade que muita gente sente de registrar e postar cada pequeno detalhe do dia a dia nas redes sociais. A gente vai tentar entender porque o nosso cérebro busca tanto essa aceitação, gente, que a gente vai ficar tentando eh eh compartilhar tudo nas redes sociais, né? É a tal da compulsão silenciosa. Será que é isso mesmo, né? Você vai postar um café da manhã, vai postar um passeio em família, aí tudo você vai postando, vai postando, vai postando, vai querendo aí a validação das outras pessoas. Será que isso existe? A gente vai tentar entender amanhã quais são os sinais que a rede social deixou de ser um lazer para virar uma ansiedade, um bate-papo bem importante, necessário, sobre como retomar o controle da nossa rotina, né? Tudo que você faz, você posta. Ô, gente, isso aí virou um negócio tão natural que a gente nem percebe o que a gente tá fazendo, mas amanhã a gente vai entender o por isso acontece, tá bom? Então a gente conta com a sua audiência, com a sua companhia, a partir das 8 da manhã ao vivo com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. E daqui a pouquinho a IRA tá chegando direto da central de informações, né, trazendo atualização aí eh aqui de Campinas, São Paulo, Brasil, mundo, cotação de dólar, euro e muito mais. Ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com informações do legislativo e tudo que acontece na Câmara de Campinas, você fica sabendo, aqui na TV Câmara Campinas, toda a nossa equipe apostos para levar para você informação de qualidade e com muita responsabilidade. Agora 92, a gente vai encerrando por aqui, agradecendo você, desejando um ótimo dia, se cuide, vai chover o dia todo, atenção redobrada no trânsito. Se puder, fique com a gente aqui na programação. Beijo grande, até amanhã. Tudo de bom. Tchau, tchau. E cuide-se. Sì.
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