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Estúdio Câmara | Solidão moderna: por que estamos tão sozinhos mesmo conectados?
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Estúdio Câmara | Solidão moderna: por que estamos tão sozinhos mesmo conectados?

66 views Publicado 17/11/2025 HD · 1:03:36

Descrição do vídeo

A solidão moderna se tornou uma das maiores questões emocionais do século 21 — um paradoxo em plena era da hiperconexão. Mesmo com redes sociais, mensagens instantâneas e múltiplas possibilidades de interação online, cada vez mais pessoas relatam sentir-se isoladas, desconectadas e emocionalmente sozinhas. No Estúdio Câmara de hoje, mergulhamos fundo nesse fenômeno que atinge todas as faixas etárias, especialmente jovens e adultos, e que preocupa especialistas em saúde mental em todo o mundo. Neste episódio, conversamos com duas convidadas que trazem uma análise profunda sobre o contexto atual: Amarílis Oliveira, psicóloga especializada em neuropsicologia, autoconhecimento e inteligência emocional; e Daniela Suniga, profissional da área de desenvolvimento humano e comunicação, com atuação voltada para vínculos, relações e comportamento. A solidão contemporânea não é apenas estar fisicamente sozinho — ela está muito mais ligada ao sentimento de desconexão emocional, à falta de pertencimento e ao enfraquecimento das relações significativas. Redes sociais aceleraram a maneira como nos comunicamos, mas também criaram padrões de comparação, superficialidade e relações frágeis que muitas vezes não sustentam nossas necessidades emocionais mais profundas. Durante a conversa, exploramos questões como: O que caracteriza a solidão moderna e por que ela cresce mesmo com tanta tecnologia? Por que jovens, que teoricamente deveriam se sentir mais integrados, estão entre os grupos mais afetados? Quais são os sinais de alerta de que o isolamento emocional está afetando a saúde mental? Qual a diferença entre estar sozinho e sentir-se só — dois conceitos muito confundidos? Como a pandemia intensificou sentimentos de desconexão, medo e retração social? E, acima de tudo: o que podemos fazer para resgatar conexões reais no nosso dia a dia? Segundo pesquisas recentes, cerca de 40% dos adultos brasileiros relatam sentir solidão frequente, segundo dados da Fiocruz, e o Brasil aparece entre os dez países com maior sensação de isolamento emocional. Esses números mostram que o problema é real, crescente e merece atenção urgente — não apenas dos profissionais, mas de toda a sociedade. Nossas convidadas trazem orientações práticas sobre como fortalecer vínculos, cultivar relações mais profundas, criar ambientes afetivos e saudáveis e reconhecer quando é hora de buscar ajuda profissional. Também discutimos como hábitos cotidianos, como estabelecer limites, reduzir comparações digitais e se permitir momentos de vulnerabilidade, podem transformar a maneira como nos conectamos com o outro e conosco mesmos. Este episódio é um convite para refletir sobre nossas relações, nossos sentimentos e os novos desafios das conexões humanas. Se você já se sentiu sozinho mesmo cercado de pessoas, ou percebe que vive em modo automático e desconectado dos seus vínculos, este programa vai ajudar você a entender, acolher e transformar essa experiência. Assista até o final, participe nos comentários e compartilhe com alguém que possa se beneficiar dessa conversa. Seu engajamento ajuda a fortalecer um ambiente de diálogo e acolhimento na nossa comunidade. — Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, [música] [música] muito bom dia para você que está aí conectado, ligadinho com a gente na TV Câmara Campinas. Estamos chegando com o nosso estúdio [música] Câmara neste início de semana, semana curta, mas nós estamos aqui segunda-feira, dia 17 de novembro. Hoje a gente aborda um tema que tem crescido silenciosamente. Vamos falar da solidão moderna mesmo em um mundo hiperconectado, né? Olha só, cerca de um em cada uma em cada seis pessoas no mundo, aproximadamente 16% da população acabam relatando se sentirse sozinhas. Entre os adultos que dizem se sentir solitários, 81% também [música] relatam sofrer com ansiedade ou depressão. Essa realidade, gente, atravessa gerações, interfere profundamente na forma como a gente pensa, [música] como a gente reage, como a gente constrói as nossas relações e como a gente sente o mundo ao nosso redor. Então, a gente quer interagir com você. As nossas entrevistadas já estão aqui no estúdio, então eu gostaria que você mandasse a sua mensagem e fala pra gente como eh você se sente conectado por fora, mas sozinho por dentro ou então tá tudo bem, você não sente solidão, [música] ou você tem aí uma sensação de solitude? Explica pra gente, você consegue entender realmente o [música] que significa a solidão em um mundo ã super conectado? Ou seja, o tema do nosso programa, a solidão moderna. O WhatsApp tá na tela. A nossa produção está te esperando. 199729377. [música] Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações do legislativo e daqui a pouquinho a gente já começa então com a apresentação das nossas convidadas. Vamos lá, então. Olha só, notícias do legislativo para você. Por iniciativa do vereador Marcelo Silva, a primeira parte da reunião ordinária de número [música] 71, que acontece hoje, eh, será dedicada ao debate sobre a semana mundial de prematuridade, campanha que reforça a importância da prevenção dos cuidados materno maternos, perdão, [música] e do atendimento especializado aos bebês prematuros. Participam desse encontro a jornalista e apresentadora Naddia Rad e o ex-prefeito [música] de Cajamar, Danilo Roan. O mês, né, novembro, é marcado pelo novembro Roosto, período em que ações de mobilização ganham destaque em todo o país, com iluminação de prédios públicos, palestras e atividades educativas. A prematuridade ainda é considerada a principal causa de mortalidade infantil até os 5 [música] anos. O que reforça o alerta para acompanhamento, né, adequado durante a gestação é o pré-natal, né, gente? Além disso, a assistência neonatal e o apoio das famílias. Essa é a primeira parte da reunião ordinária que acontece às 5 da tarde. Logo na sequência, às 6 da tarde, tem isso, então, [música] a reunião ordinária de número 71, com destaque para análise de dois projetos de lei complementar enviados pelo executivo. O PLC 104 de 2025, que mantém a planta genérica de valores aprovada em 2017, sem impacto de aumento tributário, permitindo apenas atualizações decorrentes [música] de decisões judiciais. e o projeto de lei complementar 105 de 2025 que ajusta [música] dispositivos da legislação do ISSQN, atualizando regras de cálculo, multas, responsabilidade e [música] harmonização com normas federais e decisão e decisão dos tribunais superiores, além de aprimorar mecanismos de fiscalização e reduzir distorções. A sessão será transmitida ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas. Você participa também pelo YouTube da TV Câmara Campinas. acessa lá ou então até presencialmente no plenário José Maria Matozinho. A sua presença é muito importante. Atualização agora de tempo. Como é que será que fica o tempo? Parece que vai chover hoje, né? É. Vamos lá, então. Segundamos com um tempinho fresquinho, bem gostoso. A mínima hoje foi de 20º, a máxima pode chegar aos 28. Possibilidade de pancadas rápidas de chuva no fim da tarde, tá? Então carregue aí o seu guarda-chuva. Você sabe que um bom campineiro carrega um guarda-chuva na mochila e no carro, né? Eu não sou campineira, mas aprendi isso e estou fazendo com louvor. Vamos embora. Uma ótima segunda-feira para você. E agora a gente inicia, né? Vamos ao nosso tema central do nosso estúdio Câmara, apresentação das nossas convidadas. Antes quero falar para você que este é um tema que toca e muitas vezes fere em silêncio um grande número de brasileiros. Tem pesquisas da Fio Cruz, gente, que revelam que cerca de 40% dos adultos no país sentem solidão com frequência, mesmo convivendo, trabalhando, interagindo e se comunicando diariamente. Em um levantamento internacional de 2023, o Brasil apareceu entre os 10 países com maior sensação de isolamento emocional, mostrando que esse não é um incômodo passageiro, mas um sinal de um alerta coletivo, né? Por trás desses números existem vidas reais, histórias interrompidas, vínculos fragilizados e um pedido silencioso por uma conexão humana, acolhimento, escuta. E é nesse contexto urgente, atual e profundamente humano que a nossa conversa começa. Para nos ajudar a compreender e ressignificar esse fenômeno, entender o que é solidão, solidão moderno e solitude, a gente recebe a psicóloga a Mariles Oliveira. Seja muito bem-vinda. Obrigada pela sua presença mais uma vez. Gratidão receber você com a gente, Mar. Muito obrigada, Núvia, e programa pelo convite. Vai ser muito bom a troca aqui com vocês. Maravilhosa. Para completar o nosso time de hoje, nós temos a Daniela Suniga. Ela é consultora em desenvolvimento humano, comunicação, inteligência emocional e espiritual. Daniela, seja muito bem-vinda. Prazer receber você aqui no Estúdio Câmara. Muito obrigada, Rúbia. Será um prazer estar com a Marides aqui também para falar de um assunto tão caro para mim. Maravilha. Vamos simbora. Vamos começar. Já falamos então de solidão moderna. Hum. Então, Amariles, eh, para psicologia, quando a gente fala de solidão moderna, a gente fala do quê? Exatamente, porque solidão não é solitude e solidão também não é a solidão moderna. Você explica pra gente o que que a psicologia traz nesse contexto de solidão. Então, vamos lá. Eh, quando a gente fala da da solidão, né, principalmente nesses tempos modernos, a gente fala que a gente vive hiperconectado, né? Então, a gente tem uma sensação de que a gente tem um número muito grande de pessoas eh ao nosso redor, principalmente quando a gente fala das redes, né? Então, a gente tá dentro da vida de muitas pessoas ao mesmo tempo. Então, tem um ponto que a gente tem uma falsa sensação de que a gente tem algum tipo de vínculo, porque hoje você tem muito mais informação da rotina e da vida daquelas pessoas. né? Então, antes você não tinha como saber o que que a pessoa comia, o que que a pessoa fazia aos finais de semana, como que era a vida dela, né? Hoje, com esse excesso de posts, de informação do que o outro faz, você tem uma sensação de que você tá dentro da vida do outro, né? Só que você não está, na verdade, né? Então, antes você pegava e para você saber o que a pessoa tinha feito naquele mês, naquela semana, você tinha que eh fazer um contato telefônico, você tinha uma informação muito reduzida, né? Hoje não, hoje você tem um excesso de informação, mas a falta do vínculo, né? Então a gente fala que são vínculos esvaziados. Então a gente sai de uma solidão, e a gente atualiza essa solidão, né, para essa solidão mais moderna, que é esse espaço onde eu estou conectado com várias pessoas. Então no trabalho, por exemplo, a questão do home office, eu tenho um time, eu tenho uma equipe, mas no fim do dia eu tô trabalhando aqui sozinha de casa, né? Eu não faço conexão, eu não tenho cafezinho, eu não tenho aqueles espaços de contato que faz com que a gente consiga fortalecer os vínculos, porque pra gente de fato ter o vínculo, vínculo ser construído, primeiro que ele leva tempo, né? não é rápido. Eh, também precisa que a gente se coloque numa posição de vulnerabilidade, que é uma coisa que não acontece nas redes sociais, porque nas redes a gente coloca só aquela foto, aquele momento congelado do que a gente acha que o outro quer ver sobre nós, né? Então, muito esperando como que vem essa recompensa, esse elogio, esse reforço. Então, isso faz com que a gente não se vincule. Então, eh, é uma, é um tipo de solidão que gera mais sofrimento do que a solidão que a gente tinha antes, porque muitas pessoas ali, muitas pessoas vendo o que eu tô fazendo, uma falsa sensação de conexão, mas não há o vínculo, não é? Nossa, gente, que coisa delicada isso. Pra gente entender, a gente tem que ter um um senso, né? E vocês ampliam a nossa visão. Vou puxar pra Daniela agora, porque hoje a gente confunde solidão com solitude. E aí, como é que a gente explica? É, de forma simples, a diferença entre estar sozinho por sofrimento, estar sozinho por escolha e essa solitude que a gente vê muito nas redes sociais, né? Tem gente que romantiza a solitude, mas é tudo isso mesmo. A gente consegue, o que que é preciso, né? Se é que existe a solitude, o que que é preciso pra gente se encontrar nessa solitude pra gente não sofrer? É, você sabe que eu eu estava ouvindo aqui a Mariles falar e e é interessante porque o que ela colocou é exatamente isso. A gente, por fim, as redes sociais nos aproximam de pessoas que estão longe da gente, né? E as pessoas que estão perto de nós, a gente se distancia. Por outro lado, eh, eu entendo que eh parecemos que estamos todos juntos, mas nós não estamos. Então, a solitude para mim é algo que quando eu estou comigo e não, eu não tenho a necessidade de estar compartilhando nada com ninguém, é minha paz interior. Uhum. Não é? Então, eu estou bem, eu estou feliz comigo, não é? Independente do outro. Sim. Só que hoje, por essa descoonecção, que é o que a gente até tava falando um pouquinho antes fora do ar, essa descoonecção de mim, comigo mesmo, não é? Faz com que eu amorteça os meus sentimentos ou o meu sofrimento através de rede social, através eh de remédios, por exemplo, eh, ou enfim, a qualquer coisa que possa amortecer a minha dor, né? Então eu fico ali me comparando, me comparando com os outros, porque a rede social ela é muito bacana quando traz conteúdos que vão nos eh trazer eh estados, né, diferentes emocionais. Mas por outro lado, a gente precisa tomar cuidado, que é o que a Marines falou, é uma falsa impressão de que tá tudo bem e não tá tudo bem. E aí eu me comparo, mas como é que essa pessoa pode estar feliz? Eu estou aqui desse jeito. Então, eh eh cria-se uma comparação perversa. Hum. Perversa. Então, para mim, a diferença de solitude é eu estar só, mas bem comigo mesmo. A solidão não. A solidão eu me sinto só, eu me sinto vazio e nada o que eu faça preenche esse vazio, né? Uhum. Então isso eu hoje eu vejo que nós estamos sozinhos, a grande maioria, né, no nosso estado de sofrimento, não querendo enxergar que a gente estava falando, né, Mariles, até eh, de forma inconsciente. Eu fico ali naquele alimentando aquele sofrimento e não quero enxergar. Por quê? O enxergar que a gente falava exige comprometimento, exige disciplina, exige parar de proclastilar, vai doer. Então a gente vai criando essas essas tecnologias que nós temos hoje para amortecer. Essa a minha visão hoje, Rúbia, complementando, né, essa questão da solitude, eh porque paraa solitude funcionar, porque tem um ponto aqui, como a gente faz para que a solitude funcione? Para que ela funcione, a gente tem que se reconhecer naquilo que a gente tá fazendo só. Então, por exemplo, ah, eu gosto de viajar sozinha, né? E eu viajo sozinha e me reconheço naquela Mariles que viaja sozinha. E isso me traz uma sensação de bem-estar. Então, eu gosto de assistir tal filme que tá no cinema, eu vou no cinema sozinha e me reconheço naquela Mariles que vai ao cinema sozinha e que se identifica com aquele tema, com aquele filme. Eh, então eu saio do cinema me sentindo bem, porque o que também pode acontecer, que é um pouco sensível nessa questão da solitude, é a pessoa fazer porque outro está dizendo. Então, ela vai no cinema sozinha, só que ela não se sente bem. Então essa solitude acaba sendo um lugar eh de sofrimento, não é um lugar onde ela de fato se reconhece, se valida, se identifica. Então, para que haja essa paz, esse conforto interno, eh, de viver e ter momentos meus comigo, eu preciso me reconhecer naquilo que eu estou fazendo, porque senão ela não funciona. Na verdade, ela gera mais sofrimento ainda. Excelente. Agora, essa questão da solidão, vocês acham que a pandemia ela acentuou esse esse sentimento tanto da solidão quanto da solitude, Daniela? Acho, acho porque a pandemia ela veio, eh, primeiramente foi assim um estado eh de desespero para todo mundo, né? Ninguém sabia exatamente o que que aquilo estava acontecendo. E por outro lado, eu consegui ficar atrás de uma tela, não é, observando os outros, mas escondê-lo de mim, não é? E é engraçado que h eu vi um estudo recentemente falando sobre a volta ao trabalho presencial, que é o que a Mar falava no início aqui da nossa conversa, né, do cafezinho, enfim, dessa desse relacionamento humano presencial. Eh, as pessoas não querem mais voltar pro presencial, elas querem continuar essa distância, não é? E eh a na minha visão, eu acredito de que esse contato humano físico, né, vamos chamar, é que nos traz, nos faz realmente ser diferentes dos animais, né, dessa, dessa relação humana. Então, eh, a pandemia trouxe algo logicamente positivo em termos de tecnologia, que a gente consegue fazer pontes com pessoas que estão mais longe de nós, mas por outro lado eu me escondi mesmo. Só fazê-lo a parte que o que a Marise falou que eu achei interessante quando ela fala sobre a solitude, sentir bem e comigo mesma, né, e algumas situações, enfim, aquilo que eu que eu entendo que é prazeroso para mim. Uma das práticas para você entender a solitude é a meditação. Uau! Não é? Então, eu tenho uma prática de meditar todos os dias. Aprendi isso há mais de 10 anos. Humum. Eh, ensino hoje a aos meus clientes, aos meus mentorados e a meditação ela nos traz por estado de presença, aonde você fica bem com você mesmo, entende o que é que eu tô sentindo agora. Eu tô triste, eu tô confortável, eu tô desconfortável. Então, eu acredito que eh precisamos nos desvincular. A pandemia já passou, né, Marid? Eu acho que já foi eh eh parece tanto tempo e a gente ainda está nessa nessa mesma vibração. Exato, né? Então vamos voltar a não a que nós éramos, porque isso é impossível, né? Mas assim, vamos ver o que que nós temos para hoje. Vamos retomar relacionamentos, vamos retomar o contato humano que é tão caro. Eu vejo o seguinte, eh, e até a Marines pode colocar a visão dela, eh, claro que muita coisa hoje online, conversas onlines, elas são extremamente produtivas. Uhum. Mas muitas vezes o olho no olho nos traz realmente o que aquela pessoa tá sentindo, não é? Eh, tem um ponto importante aqui desse retorno da pandemia, né? Porque nós ficamos um tempo nesse processo e o que que acontece, né? Quando eu tô sozinho comigo nessa dinâmica, eh, onde eu não posso fazer o contato, onde existe um grande medo nesse retorno, nesse contato de me adoecer, de transmitir, enfim, eu vou aprendendo a funcionar sozinho. Então, eu começo a fazer as coisas, então começo a comer só aquilo que eu gosto. Eu começo, eu acordo a hora que eu tenho vontade, né? Porque eu tenho mais tempo, eu não preciso fazer o deslocamento pro trabalho, por exemplo, né? Eu só passo a assistir as séries, os filmes que eu gosto. Eu passo a ver as músicas. Então eu começo a fazer coisas das quais eu me identifico, eu gosto e são e são excessivamente ou extremamente reforçadoras para mim, né? E eu me adapto porque o ser humano ele tem uma adaptabilidade muito grande diante das situações. Então eu me adapto, crio uma rotina com base no que eu gosto de fazer, no que eu gosto de comer, no que eu gosto de ler, né? Quando a gente vai pro mundo e a gente vai paraas relações, a gente precisa estar em negociação o tempo todo. É, né? Então, negociar implica eu não escutar só a música que eu gosto de ouvir, né? Eu não comer só aquilo que eu gosto de comer, né? Eu não fazer só aquilo que eu gosto de fazer. Então, tem um lugar aqui onde a gente se habituou a funcionar eh em uma dinâmica que é muito reforçadora, né? Eh, e ter que voltar também implica muitas vezes nesse lugar de ter que negociar com o outro, né? Então, a gente escuta muitas pessoas eh pós pandemia eh dizerem assim: "Ah, eu tenho preguiça de me relacionar, né? Ai, não tenho vontade porque eu vou ten que escutar aquilo que eu não quero ouvir, aquelas conversas não fazem sentido para mim, né?" Eh, então isso restringe, né? E a gente tem que ter cuidado nesse lugar, porque senão, de fato, a gente não cria nem espaços para eh a construção de vínculos. Mas às vezes eu fico me perguntando se é preguiça ou se é medo, porque eh quando a gente vai pro social também, quando a gente não faz só aquilo que a gente gosta de fazer, eh a gente corre o risco da gente ser rejeitado, da gente ser abandonado no sentido de eu ter que performar para aquele outro para eu me sentir amado, porque ali eu corro o risco de falar alguma coisa no olho, no olho, né, na relação e o outro me desaprovar e o outro não querer um segundo encontro e o outro não quer querer eh uma continuidade nesse vínculo e não aqui só o vínculo afetivo, né? A gente tá falando de todos os tipos de vínculo. Eh, isso é muito importante, mas eu corro o risco eh do outro não gostar, não validar e aí eu tenho que lidar com essa rejeição. Uhum. Então aqui também tem um ponto muito sensível que eu acho que é muito também desse funcionamento da solidão. Então eu me restringo quanto que às vezes eu me restringjo pelo medo daquilo que daquela performance que eu preciso ter socialmente pro outro me amar. Perfeito. Muito bom. Isso isso traz a falta de empatia e a falta de tolerância, né? Tolerância. Então, porque eh a questão de se relacionar, qualquer relacionamento que nós estamos falando aqui implica aí empatia e tolerância de ambas as partes, não é? Isso. E é bem interessante que você tá colocando porque quando não há empatia, não há a tolerância, há a rejeição. Hum. Né? E e aí eu fico com esse estado de alerta de que o que eu posso falar, eu tenho que ser perfeito, porque se eu não falar, o outro pode eh me rejeitar e e enfim, né? você cria monstros na sua na sua cabeça e por outro lado favorece que você tá falando também a Marides a polarização, porque eu vou só com aquelas pessoas que falam ou que fazem aquilo que eu quero. E eu deixo de de de de me desenvolver humanamente falando, né? Porque, poxa vida, desde que o mundo é mundo, nós eh precisamos nos desenvolver, saber quais são nossos pontos fortes, nossos pontos fracos, nossas luzes, nossas sombras e saber nos relacionar com elas. E aí quando isso se perde, eu entendo que você se descolecta de você e você não sabe mais quem você é. Então você eh eh fica um um factoide querendo ou melhor fazendo as coisas, buscando só a aprovação do outro e você se isola e aí vem a solidão, não é? Muito bem. E tem um ponto importante aqui que pra neurociência, pro vínculo de fato acontecer, quando a gente fala de cérebro, a gente precisa do olho no olho, a gente precisa do corpo. Não tem como a gente fazer vínculo, construir vínculo sem que exista corpo. A gente fala: "Mas como assim? Eu tô aqui atrás da televisão, tô aqui atrás, né, do celular?" Mas não, porque tem duas coisas ali, né? Duas questões químicas que a gente fala, eh, do dos opioides e da citocina, que só são liberados. Isso. Eh, quando a gente tá no olho no olho, né? Eh, a questão do contato físico, do abraço, do oi, do tchau, dessa troca, né? Então, o vínculo para o cérebro não tem como acontecer, eh, porque essas substâncias elas não aparecem, né? Elas não têm como ser, elas não são liberadas. Eh, outras substâncias são liberadas, né, ali quando você tá no celular, né, a questão da dopamina. Mas quando a gente fala dos opioides e da ocitocina, que a gente chama de hormônio do amor, eles o cérebro não libera nesse vínculo eh pelas redes, né? Então esse ponto também é muito importante. Exato. Muito bom. Olha só, a USP tem estudos que mostram, né, que o excesso de interação superficial pode reduzir a profundidade dos laços. É isso que a Mariles acabou de pontuar. Agora, essa solidão moderna, ela pode ser influenciada pela cultura da pressa, tem a ver, né, essa sensação de que tudo precisa ser para ontem, acaba contribuindo com esse tipo de distanciamento e essa desconexão que a gente está presenciando nos nossos dias. Daniel, acho, acho, por exemplo, que se tudo é para ontem, você não tá no presente. Uau! você tá você tá lá no futuro. Então, hoje nós estamos assim, eu vejo a as pessoas eh da seguinte forma, ou elas estão no passado ou elas estão no futuro. Elas não estão no presente, né? Então, e o estado de presença é que vai nos trazer para essa conexão, né? Se a gente não tiver nesse estado de presença, acabou. E veja, tudo se é para ontem, eu não estou conectada. Então, que que que eu proclastilei? o que que eu não fiz, não é? Eh, o o que que eu aonde eu me perdi? Eu acho que é muito isso. E veja, eu eu sou uma pessoa de muita relação humana, né? Eh, eu gosto de gente, vamos colocar assim. E e pode ver quantas vezes você quer marcar o encontro com um amigo Uhum. E você não consegue, porque as pessoas nunca podem, né? E aí eu eu digo, qual que é o seu objetivo mesmo? Qual que é a sua prioridade? Porque quando a gente quer fazer alguma coisa, a gente encontra tempo, né? Nem que seja ex 10, 15 minutos, mas de um de uma conversa interessante. Então eu acho que essa coisa da pressa, ai porque eu não posso? Ai porque me parece que normalizou, não tenho tempo para nada, tá todo mundo correndo. É, não tem tempo. Isso é normal. Não é normal, gente. Você precisa ter o tempo para você, para o seu trabalho, para a sua família, não é? Mas você precisa eh eh fazer uma gestão de tempo, então se é o caso, não é? Eh, mas não não viva só no futuro, nem no passado, é o presente, é o agora, é onde tudo acontece. É, e tem e pelo jeito nós estamos deixando de viver o agora, porque a gente tá na agenda, no planejamento. Claro, é imprescindível para se viver. Tudo bem. Só que a nossa entrega diante da agenda do planejamento, ela está 100% e a gente tá totalmente fora do aqui, do agora. E isso traz um prejuízo paraa nossa saúde mental, ansiedade, aquela coisa, é, todo mundo é falando de depressão, é uma situação que a gente precisa parar e analisar o que estamos fazendo com nós, né, Mar? É, e porque normalizou, né? Antes você falava: "Eu tinha depressão, eu tenho depressão, eu tenho ansiedade, eu tenho tag". Isso era, nossa, você faz um tratamento para depressão, para ansiedade. Agora, quando você fala que você tem um diagnóstico, né, seja bem-vindo ao time. É isso, [risadas] né? Então, a gente normalizou o a a doença, vamos dizer, né? Então, a gente vive realmente numa dinâmica com muita demanda, muita agenda. É sempre muito no, eu tenho que ir, eu tenho que fazer isso, eu tenho que resolver isso, uma agenda. É isso. A gente tem algumas facilidades hoje de fazer compra por aplicativo muitas vezes, mas ainda assim a gente tem uma demanda que é muito superior ao que a gente tinha antes, né? E uma demanda muito social também, né? Inclusive das das das próprias eh do que a própria rede impõe a nós, que a gente se sente, né? olha, tem essa cobrança para eu performar, eu fazer isso, fazer aquilo. Então, eh, acho que o próprio funcionamento das redes sociais também, eh, favorece eh, esse excesso de de coisas que a gente precisa fazer. Essa dessa colecção me traz uma uma memória aqui agora. O seguinte, eh, hoje também se normalizou, é o seguinte, você ter eh bolsinhas com remédios, verdade? Remédio para A, para B, para C, para D, para E. E é remédio para dormir, remédio para acordar e remédio. Não estou criticando os remédios, por favor. Não é isso. Mas normalizou-se o que você falou. Normalizou. Eh, não, gente. Então, claro que se há eh né, algum tipo de desconforto, doença, é preciso ser tratado. Sim. Mas qual é a causa? Qual é a causa dessa doença? Da onde ela veio? Não é? Então, a gente precisa parar de se amortecer, é o que a gente falou no início, se amortecer de remédios, de redes sociais, de tecnologias e assim por diante. E veja, eu adoro assistir séries também, não é? Mas eu não vou passar o final de semana inteiro, 10 horas seguidas, assistindo uma série. Por que que eu tô fazendo isso? Não é? Então, essas perguntas eh você tem que fazer para você. Por que que eu tô sentada ou, né, na minha sala aqui há 10 horas assistindo? O que que eu tô deixando de fazer? Uhum. Né? Eh, será que eu não poderia tá lendo? Será que eu poderia não tá eh conversando com meu filho? Se eu tiver filhos, né? Será que eu não podia caminhar meia hora? Então é sobre isso, a gente resgatar essa tríade que é que eu tava falando com a fora do ar, que eu entendo que nós somos corpo, mente, alma, precisamos estar em equilíbrio com isso, senão realmente tudo vai se esmaecer. Mas como as redes também, nessa dinâmica da das próprias séries, né, como tudo isso é muito reforçador pro cérebro, é difícil a gente fazer essa desconexão, né, zona de conforto que nós né, isso, né? Então, por exemplo, ah, o TikTok é um aplicativo que ele tem muito estímulo, muito estímulo, né? A pessoa não consegue quase que sair dali, né? Então, é luz, é som, eh, são coisas muito dopaminérgicas, né? Então, a pessoa vai, aí você fala para uma criança, né? Uma criança ou um pré-adolescente, um adolescente que tá ali no TikTok, você vai falar: "Vai ler um livro que não é reforçador, você não tem aquela quantidade de estímulo, né?" Exato. É verdade. Então, assim, a pessoa vai olhar, ler um livro, né? para nós, né, que já fomos estimulados talvez um pouco mais nessa dinâmica de ler, né, mas você fala pra nova geração, eles falam: "Não, não vou sair daqui para ler um livro inteediante, para ficar sentado no sofá". Exato. Lendo um livro, né? Desculpa. Então, é uma coisa que a gente tem que construir também com essas crianças e com esses adolescentes, porque para eles ainda é mais perigoso do que é para nós, porque como o cérebro ainda não tá pronto, eles ficam muito mais vulneráveis a esse tipo de estímulo, né? Então, o cérebro, hoje as pesquisas mais atuais dizem que o córtex pré-frontal, né, que essa parte frontal frontal do cérebro, ela fica pronta ali entre, 24, 25 anos, né? Então assim, eles não têm esse controle de impulsividade que a gente tem, a capacidade às vezes de fazer esse raciocínio, né? Nossa, tô aqui há uma, duas, 3 horas. Eh, e eles são também muito mais vulneráveis, uma população muito mais vulnerável, a questão das críticas, né? Porque tem uma busca eh de identidade ali ainda quando a gente fala da adolescência. Então, se para nós que somos adultos é desafiador, como que fica pras pras nossas crianças, pros nossos pré-adolescentes, que hoje é o público mais afetado com isso, né? com essa questão da da ansiedade, da depressão. Eh, e quando a gente fala do Brasil, os números eles são muito alarmantes. O Brasil é o país mais ansioso do mundo, né? Eh, o último estudo aí da da Organização Mundial da Saúde, eh, o Brasil tinha mais ou menos da ali da população 9, 9.3% da população, eh, são pessoas que têm ansiedade, né, com com diagnosticada. e o país que tá no número, a gente tá em quinta posição de número de depressão no mundo. Então assim, é um número muito alarmante, né, quando a gente fala paraa nossa cultura, pra nossa sociedade. Eh, e a gente precisa olhar para isso realmente com muita seriedade. Exatamente, né? Você veja, nós falamos aqui eh dessa dessa solitude, falamos da solidão moderna, nós estamos falando dessa vida corrida, que também eh eh final o ponto final ali é a solidão, né? Porque a gente quer entregar, entregar. Então, como a Daniela trouxe, a gente só está no no amanhã, no amanhã ou ou tudo para tipo ontem, né? Então, nós não estamos vivendo hoje. A Maries trouxe a questão da conexão, né? né? E principalmente dos nossos jovens e adolescentes que tem uma maior dificuldade de de ir pra rua, de olho no olho, de conversa. Em um outro programa nós tivemos a oportunidade de falar sobre desconexão e achei interessante que a nossa convidada trouxe o seguinte, que os adolescentes, os jovens e adolescentes, eles estão preferindo se conectar, né, claro, eh através das das redes, dos dos aplicativos de conversa e eles não conseguem mais o olho no olho. Tanto é que ela trouxe uma experiência de consultório pra gente que a o adolescente e ele foi eh foi dito para ele, né, experimenta sair, conversar com os amigos dele, não, eu não consigo. Mas por que o que que você não consegue? Eu não sei o que dizer. Então isso também é um sinal de solidão, porque veja bem, ele consegue conversar pelas redes, né, pelos aplicativos de conversa, mas pessoalmente, olho no olho, ele não sabe o que dizer, ele sente vergonha. Isso traz um transtorno muito grande para essa geração que tá chegando aí, não é, Daniela? Acho você tá falando, eu tô aqui pensando uma outra coisa. Eh, se esse adolescente tá assim, ele tem essa dificuldade, como é que é a rotina da casa dele? Possivelmente não há diálogo. Exatamente. Tá todo mundo conectado. Tá todo mundo. Exatamente. Então, é a a você vai vendo que adultos desconectados Uhum. geram filhos desconectados. Perfeito. Então, a questão é, claro, a gente não vai responsabilizar todo mundo aqui, mas eh precisamos eh eh nos responsabilizar ou autorresponsabilizar sobre o que a gente tá colocando. Foi até interessante porque a gente tava falando sobre eh um outro assunto na TV Câmara também, quando eu dei uma outra entrevista sobre volta às aulas, mas é sobre justamente isso. A família, os pais, os responsáveis precisam estar atentos também, porque se eles estão desconectados, gerarão adolescentes desconectados. Possivelmente esse exemplo que você tá dando, a família dele não havia diálogo. Se bobear diálogos até em rede social. Exato. Verdade. Né? Ou seja, porque se ele tem uma dificuldade de olhar no olho, possivelmente não há um diálogo na casa dele, olho no olho, porque se há, fica mais fácil você levar isso para fora. Então, eh, precisamos realmente fazer uma análise interna, mas aí há um problema. Como fazer isso se estamos todos desconectados? Uau! Ai, a Maril, socorro pic. [risadas] Quando nós falamos ali das crianças e às vezes até dos pré-adolescentes, eu acho que um manejo interessante eh dessa dinâmica é a gente é educar os pais, educar os professores, né? Então a criança não, primeiro que ela não tem condição, né, de entender que ela tá indo além do que ela precisa ir, né, até porque é muito reforçador. Eh, então acho que o manejo tem que começar realmente dos adultos, né? Então, uma educação dos adultos, dos professores, dos cuidadores, dos responsáveis, para que eles tenham mais condições de limitar os acessos, né, de repensar esse lugar, de sentar na mesa, todo mundo com celular para almoçar, para jantar. Então, quais são os ajustes que a gente precisa fazer, né? Porque eles por si só não vão fazer isso, né? Os adolescentes e as crianças. Então eles têm uma dependência de que a gente promova, de que a gente faça esses ajustes de rota para que eles possam reproduzir esse aprendizado, né? Porque senão é muito difícil acontecer, a gente não consegue colocar isso na mão deles, né? Então eu acho que tem realmente aí a responsabilidade dos adultos no manejo dessas situações, porque esse exemplo que você trouxe, né, que essa outra terapeuta eh mencionou na entrevista, é uma falta de repertório, né? Então, como eu não tenho repertório, é muito ameaçador eu me colocar naquela posição, porque no fim do dia eu vou sentir medo. Exato. Então, eu vou ficar ali numa situação que eu que eu fico com medo, com uma ansiedade muito alta, porque eu não sei o que dizer, como me importar, o que falar. Eh, então eu não me lanço, então eu prefiro, eh, é isso, ficar dentro do meu mundo, que acaba sendo um lugar um pouco mais seguro, não é ameaçador, né? E que aí a gente não promove esses avanços que a gente precisa promover. Quando nós estávamos discutindo em reunião de pauta esse tema, até nós conversamos lá com toda a nossa equipe que a gente discute, né, a gente faz a reunião e aí discutimos os temas do programa. Tem situações em que as pessoas hoje elas não não gostam mais de receber pessoas em suas casas. Isso eu acho que cresceu muito, né? Porque antes, eu não sei e eh tudo muda, é claro, é óbvio, mas eh para você ir na casa de uma pessoa hoje, um amigo, você tem que fazer um ritual, né? Antes não, ó, tô passando em frente à sua casa, você tá em casa, tô ah, vou descer tomar uma água, né? E era super normal. Hoje não. Hoje às vezes a gente até vê coisas na internet que a pessoa acaba se escondendo, toca uma campainha, bate no portão, ela fecha a cortina, fica quietinha, tipo assim: "Não, não, não, não, não vai embora". E aí a pessoa manda: "Ah, você tá em casa?" Não, não estou. O que que é isso? Isso é isso é solidão? Isso é chega já a acender um alerta pra gente buscar um um tratamento. Claro que a gente não precisa buscar o tratamento quando acende o alerta, mas a gente precisa entender o que que está acontecendo. Na mesma situação, os relacionamentos, né? Eh, estou com alguém num final de semana, OK, legal, só que passou ali sábado e domingo, eu já me incomodo com a presença e e já prefiro ficar sozinha, né? E no trabalho você tá movimentando seu dia, está trabalhando, que maravilha, mas daí chega em casa, se você não tiver no celular, você sente uma solidão. Você consegue entender esses três exemplos como é preocupante e às vezes a gente tá vivendo isso no nosso dia a dia e a gente nem se dá conta. Vamos lá. A opinião das duas profissionais, gente. Isso é coisa que você aí de casa vive, que eu também vivo, que pessoas comuns como eu, como você vivemos e a gente acha que tá tudo certo, que tá tudo bem, mas agora a gente vai descobrir se isso é normal mesmo. Vamos lá, Dani. Eu acho acho acredit, vou vou vou falar sobre os três exemplos. O primeiro meu trabalho. Geralmente eu tô num trabalho que eu não gosto, eu não tô feliz no meu trabalho. Então eu chego em casa, a primeira coisa é olhar o celular para eu me amortecer e ver coisas que me tirem daquela daquela situação, né? Eh, porque o que eu tô fazendo ela gosta. A grande maioria das pessoas estão infelizes lá no seu trabalho, né? Ou porque querem fazer alguma outra coisa e aí elas vão se eh eh ficando nesse porque eu tenho conta para pagar. Isso é legítimo, obviamente, né? Mas, ou seja, não tô feliz, a hora que eu chego em casa, eu vou me amortecer. Amortecer. Boa palavra. E relação ao relacionamento, eh, você, para você se relacionar, dá trabalho, [risadas] né? Dá trabalho você se relacionar. É uma é uma via de mão dupla. Então, você dá e você recebe, não é? E se isso não acontece, está em desequilíbrio, né? E então eu não quero, eu não quero me relacionar porque dá trabalho, eu vou ter que me ai me colocar de novo. Eu não quero que o outro saiba de repente das minhas sombras. Então ai não, deixa para lá. E a questão que você falou da dos encontros em casa é que hoje todos os encontros em casas, ao meu ver, estão estagramável, né? Então você precisa fazer performar uma eh fazer uma super recepção, tirar foto e postar que você tá recebendo. Não dá para receber de pijama, amiga. Não. [risadas] E e não dá mais para você, por exemplo, colocar um bolo, um café ou um suco, né? E vamos conversar, né? E vamos conversar. Isso é que que vale, né? Não. Então, quer dizer, a essência Uhum. da da verdadeira das relações está se perdendo porque eu preciso mostrar pro outro, porque eu preciso me amortecer, porque eu preciso me doar, então eu não quero ter esse trabalho. Triste, né, Marines? É, tem muito, acho que realmente disso, né, que a Dani traz, eh, com relação à questão aí, eh, de receber pessoas em casa, mas acho que também tem e eh um pouco do que eu falei antes, eh, um pouco de esse lugar onde você tem que às vezes negociar no sentido de que eh tem aquela pessoa chegando na sua casa, você sai um pouco da sua rotina, as pessoas têm hoje um pouco de ai vou sair da minha rotina, vou ter que organizar aqui, vou ter que mudar minha agenda para receber o outro. Então, acho que a gente vai colocando muitas limitações também, né? Eh, porque é mais fácil você tá ali com a sua casa organizada, arrumada, eh, do que vem a visita, você tem que reorganizar, organizar sua rotina, organizar a dinâmica com os filhos. Eh, e muito essa questão, como a Dani disse, da ter que performar, né? Então, não é só um café com pão e manteiga, tem que [risadas] ter toda uma mesa, tem que ter toda uma organização muito maior para que eu receba, né? Eh, quando a gente fala da questão do trabalho, eh, é um desafio essa questão dos vínculos hoje com o home office, eh, com esse lugar de que antes as pessoas trabalhavam, a maior parte das pessoas trabalhavam com aquilo que não gostavam, né? trabalhavam porque precisam do dinheiro, eh, porque tem uma uma demanda eh de trabalho. Hoje eu acho que a própria questão das redes também, dessa, dessa questão social de que, ah, eu tenho que ter um trabalho, eu tenho que amar, o meu trabalho tem que ter propósito, uma cobrança excessiva também para uma coisa que você não consegue se ajustar, né? Às vezes o seu propósito não vai ser trabalhar com aquilo que você ama. Às vezes o seu trabal o seu propósito pode ser cuidar de um filho muito bem, né? O propósito ele pode estar deslocado para outras áreas. Mas sem querer a gente coloca também muita a questão do propósito eh no campo profissional. A gente não consegue às vezes também fazer esses vínculos pela questão do home office ou muito pela questão do medo, porque o vínculo passou a ser realmente uma coisa muito ameaçadora, principalmente por conta dessa necessidade de eu sentir que eu tenho que me performar. Então não é muito mais o que eu sou, né? desconecto da minha identidade, aquilo que que eu acho que o outro quer que eu seja para eu ser amado. Então, existe um um medo aqui nesse campo de vínculo, né, que que cabe também nessa questão de receber pessoas em casa, como eu acho que o outro quer que eu receba e não como eu quero recebê-lo. Então, a gente começa a colocar muitas restrições eh nas nossas dinâmicas eh porque no fim do dia, qual é a necessidade aqui, né, quando a gente fala das nossas necessidades afetivas, eh o vínculo garante a nossa sobrevivência enquanto espécie, né? Eh, então a gente precisa do vínculo. Eh, só que o vínculo demanda tempo, né? Ele demanda uma construção, ele não acontece em uma semana, não acontece em um mês. Então ele demanda essa construção. Eh, mas a necessidade de vínculo vem de uma outra necessidade, que é a nossa necessidade de ser amado. Então, o tempo todo o que tá em pauta é isso, né? O que eu não quero perder ou o meu grande medo é de fazer esses movimentos, fazer esses avanços e não ser amado. Nossa, gente, que coisa. E olha só o tema de hoje, né? Solidão moderna. Tá vendo como é amplo, né? Como tem tantas coisas pra gente entender, conhecer, ressignificar, ajustar para poder tentar sair dessa solidão moderna que ao meu ver não é nada boa, né? Você vai acaba cada vez mais se afastando e nada melhor que uma ositocina, um olho no olho, né? A gente quando fala em ositocina todo mundo se arremete a cachorro, né? [risadas] Porque é verdade. Cachorro ositocina. Por quê? que você toca, porque você olha no olho, porque você brinca, você sente alegria em estar. Poxa, a vida, que tal voltar isso para nós, né, humanos? É nosso. Então, acho muito importante a gente parar, analisar o programa de hoje, a fala das nossas convidadas, né, as falas das duas. Eu acho que eh fica pra semana aí pra gente ouvir e se entender o que disseram e tentar, ó, seguir um caminho aí pra gente poder dar uma ã desconectada e cuidar com essa solidão moderna. Principalmente agora que a gente tá se aproximando das festas de fim de ano. Você vai lá na ceia de Natal, vai ficar com o celular dando ho feliz Natal para quem tá longe e quem tá ali, né, a na sua frente sentado com você, você, ah, feliz Natal, amigo. Poxa vida, eu já vi isso acontecer. Eu acho que você também já viu. Isso é triste demais. Vamos fazer diferente, né? Vamos parar, vamos analisar e vamos eh desconectar e estar mais presente fisicamente. 8:48. Produção avisando, nós temos algumas perguntas, então vamos direcionar para vocês, tá bom? Pode colocar pra gente, produção, por gentileza, as perguntas do programa de hoje. Você que tá aí do outro lado, muito obrigada aí pela sua audiência, pela sua companhia. Vamos lá. Diego Lacerda do Nova Campinas, com o tempo todo no celular, acho que minhas conversas presenciais ficam curtas e automáticas. Esse hábito pode estar deixando meus vínculos frágeis sem perceber. Vamos lá, Mariles. É. É, Diego, muito tempo no celular, às vezes trabalha, né, e tal, e, ó, só sim, não, OK, tal. Aham. Pode. E se você já tem essa percepção, né, que é um grande avanço, né, porque acho que o o maior ponto é a gente perceber onde a gente tá e a gente aceitar que talvez a gente precise de um ajuste de rota, é como eu posso talvez investir um pouco mais de energia e tempo eh nessas conexões, né? né? Então, se você sente que tá muito raso, que tá muito superficial, porque realmente às vezes a gente prioriza a tela porque é mais reforçadora, é mais recompensador, você tem a recompensa na hora, o reforço na hora, às vezes a mensagem que você vai mandar, a pessoa pode ser que ela responda da dois dias, né? Então você não tem a troca ali tão rápida como você tem nas redes, né? Então se atente a isso, porque realmente às vezes o tempo de resposta do outro não vai ser tão rápido quanto você espera, porque às vezes você fica tão na frustração, eh, mandei a mensagem, mas o outro não respondeu, então manda de novo, liga, né? Quais outras formas você tem também para se conectar, não só ficar esperando aquele retorno na mensagem naquela hora, eh, porque às vezes não vai vir rápido, né? Humum. Sem contar que gera uma ansiedade, né? Dependendo do assunto. Então, meu Deus do céu. É, a gente tem que tomar cuidado com esses aplicativos de mensagens aí. Eu já consegui, falo aqui, reforço, continuo, estou sem eh eh barulhinho, sabe? Não, não deixa barulhinho não. E aquele barulhinho me dá uma, ó, coraçãozinho, tuc tuc tuc tuc. Por quê? Porque gera ansiedade. Então, silenciado. OK. E aí a gente vai tentando, né? Ajustes pra gente viver nesse mundo aí que a gente precisa estar conectado, mas não 100%, né, gente? Faltando 10 minutinhos para as 9 da manhã. Mais perguntas. Agora a gente direciona pra Daniela. Marcos Silveira do Jardim Guanabara. Depois da pandemia, eu sinto que reaproximar com as pessoas ficou mais difícil. Por que tantos de nós ainda carregam essa sensação de afastamento? Mesmo com a rotina normalizada. Olha só, casou com o que nós falamos, né? Exatamente. É o que a gente estava falando aqui. Eh, e é, eu, eu acredito que é isso, né? Eh, você ainda manter esse afastamento, é porque eh é cômodo para nós, como a gente estava falando aqui, de você eh não ter que gerenciar a emoção do outro também quando você diz alguma coisa. é você não ter a empatia, a tolerância, né, e ter que lidar com aquilo internamente também. Muitas vezes o que o outro pode falar eh e em relações pessoais ou profissionais pode disparar gatilhos em você, não é? E aí aquilo te dá um nossa, então eu não quero me relacionar, eu quero mais distância, porque assim, eu tenho que lidar comigo mesmo. Eu acho que essa é a questão, né? a gente com esse distanciamento que a gente tá falando aqui, eh, a gente vai se fragmentando, né? E aí paraa gente juntar, se juntar novamente da gente mesmo, né? Isso demora, demanda energia. Então, é mais fácil eu ficar distante, eu não me relacionar, ficar no meu no meu quadrado, vamos chamar assim, na minha solidão, né? Porque eu não tenho que lidar com o outro, não tenho que lidar comigo, né? é mais fácil. E em tese parece mais tranquilo. Uhum. Mas eu vou ter que lidar com as consequências disso, não é? Eh, para mim e qual é a minha responsabilidade nessa, nesse distanciamento, nessa fragmentação? Eu acho que é isso que a gente tem que pensar. Ah, nós só precisamos ser responsáveis pelas nossas ações, nossas atitudes e encarar isso é difícil. É, lógico que é, mas é esse o nosso papel. Acho que nós estamos aqui nesse planeta para esse despertar, nos tornar melhores do que nós chegamos, pelo menos, né? Uau, né? Bom, tomara que a gente consiga isso. Eu fiquei pensando, fiz uma viagem agora aqui no pensamento, é se tornar melhores do que a gente chegamos, sério, que nós chegamos, né? Importante, como é que você vai deixar esse planeta, né? E aí, quem que você, quem você é? Já descobriu isso? É importante a gente parar, analisar e vamos lá, vamos nos conectar fisicamente, né, de uma forma diferente. Aproveita, afinal de ano tá chegando, então para ver se você consegue fazer essa desconexão tecnológica e se conectar fisicamente aí com as pessoas que você ama. 8:53. Vamos lá, mais uma pergunta. Vai paraa Mariles agora. Vamos ver quem tá com a gente. Carolina Penteado de São Bernardo. Eu percebo que quando estou mais ansiosa me isolo sem perceber. Hum. Essa ligação entre ansiedade e afastamento é comum nos quadros de solidão emocional. A Marines é isso pode de fato acontecer, né? Porque às vezes eu tô ansioso, a ansiedade muitas vezes eh eh a gente tem um outro tipo de ansiedade hoje com essa questão das redes, né? Eh, mas o ansioso é um grande fazedor de pensamentos negativos projetados no futuro. Então, às vezes eu entro realmente ali num num modo de defesa e de ameaça maior, né? Porque o cérebro faz esse movimento. Então, eu saio de uma de uma zona que a gente chama de equilíbrio homeostático, faço uma elevação de tensão e vem essa ameaça, né? Nessa ameaça eu me sinto ansioso. Eh, então pode ser que a sua válvula de escape nesse sentido de um lugar mais protegido, mais seguro, seja eu ficar um pouco mais no meu mundo, né? Porque eu tenho acabo tendo um pouco mais de controle, né? Eh, então tem pessoas que nesse nesse lugar de ansiedade elas vão buscar o acolhimento, que é a necessidade do vínculo, né? Então, buscar alguém que responda uma mensagem rápido, que vai te escutar, uma ligação que você vai fazer e a pessoa vai te acolher, vai te ouvir aí você fala, né, me pacifico, me tranquilizo. Mas como a Dani disse na resposta anterior, né, eh também tem esse lugar do quando eu vou pro mundo, quando eu vou pros vínculos, quando eu vou para fora, eu não tenho controle, né? Quando eu me fecho no meu mundo, eu tenho um pouco mais de controle, por mais desconfortável que seja essa zona de conforto, vamos pensar, mas é um ambiente mais controlado, mais conhecido, eu não corro tanto risco, apesar de ter várias consequências embutidas nisso, né, como a gente vê esse grande sofrimento social. Eh, mas é um funcionamento que ele pode acontecer, mas talvez muito uma busca de uma proteção. Então, vou ficar aqui no meu mundinho e tentar resolver isso sozinha, mas no fim do dia às vezes a gente não consegue resolver, né? Porque tem uma demanda ali grande acontecendo que muitas vezes também vem por essa questão do vínculo, da falta do vínculo, da falta do acolhimento. Bom, muito bom. E agora como é que a gente faz isso, né? A gente fica na zona de conforto, Dani, ou então a gente quebra essa barreira e vai pro fight mesmo? Pode vir, sim, assume seus erros, né? eh eh tenta melhorar, esteja junto no coletivo ou então fica quietinho lá com você mesmo no seu cantinho, o que que a gente faz. Isso é importante porque a gente tá aí chegando num balanço de fim de ano e daí vem a Simone e fala: "Então é Natal e o que você fez, né?" E a nós até fizemos um programa com esse tema, porque isso também tem muito julgamento e a gente precisa falar e dar uma pincelada na questão do julgamento, porque muita gente se isola também por conta de julgamento, né? Então, e daí? Eu fico na minha zona de conforto, quebra a barreira e vou pro fight. Fazemos o que agora no final de ano? Olha, eu vou dividir em partes. Vamos lá. Eh, o quando a gente eh julga muito né, a as pessoas, nós somos os nossos próprios julgadores, né? Então assim, a gente quem julga muito é o seu próprio algós. Isso é para mim é certo. Depois, em relação à zona de conforto, nada acontece lá. Eu né? Na minha visão, nada acontece lá. A gente acha que é um lugar seguro, mas é um lugar de ilércia. E para mim, eh, o que falta realmente é a audácia de ser feliz, que que é o tema do meu livro, mas colocando aqui, a gente precisa ter coragem de abandonar o que não nos serve mais. Eu acho que eh precisamos ser audaciosos, corajosos. A a Maris até disse bem no começo aqui da nossa conversa, precisamos eh eh nos dizer que somos vulneráveis, porque através da vulnerabilidade é que eu vou ter a coragem de de agir, né, de fazer. E a vida ela é muito curta para você passar inteira num estado de sofrimento. Uhum. E e é me permita, Rúbia. Uhum. Às vezes eu chego para para alguns clientes e falo assim, viu? Porque a pessoa fala: "Olha, eu não tô feliz, eu não preciso". Mas, né? Tá, mas eu tenho medos. OK. E se chegasse o gelo e falasse assim: "Olha, você tem três meses de vida". A pessoa vai, ela fala que ela vai fazer tudo que ela queria fazer, porque ela tem três meses de vida. Será que não podemos transportar essa coragem? Uhum. Para agora? Então, por que que você precisa ter só três meses para você agir? Aja agora, faça agora e veja. Eu não tô dizendo que é fácil, eu não tô dizendo que nossa, então vamos não, mas se fortaleça. Eh, a gente falava antes fora do ar e a Marí, vá buscar a terapia, vá buscar ferramentas para isso, não é? Eh, saia um pouco dessa zona de conforto que nada acontece. Vá buscar aquilo que faz o seu coração vibrar. E e quando isso acontece, se as pessoas soubessem o alívio que isso dá, é um alívio isso. Então, eh, se eu puder deixar uma mensagem aqui que nós estamos chegando, né, no final do programa, no final do ano, no Natal, sabe? Pensa, faz uma mudança, seja audacioso, seja corajoso, vá viver a sua vida da forma que você acha que ela merece ser vivida. Uau! Por favor, Maria. a mudança também, eh, porque às vezes a pessoa acha que ela tem que mudar assim de uma forma muito drástica e muitas vezes essas mudanças drásticas elas não são sustentáveis. Então, façem doses homeopáticas, sabe? Assim, se você tá no step um, vai pro dois, você não vai conseguir chegar no 10, inclusive se você não passar no dois, né? Então, vá aos poucos, mas vá fazendo esses ajustes de rota, eh, porque senão a coisa realmente ela vai acontecendo, você vai se sentindo mais solitário, mais ansioso, mais triste, mais deprimido, né? E só vai aumentando. Então, eh, eu acho que é um passo e eu já não estou mais no mesmo lugar, né? Então, vá caminhando. Então, ah, o vínculo é ameaçador. Eu tenho medo. Eu tenho medo da desaprovação, da desvalidação, da rejeição, do desamparo, de não ser amado. No fim do dia é um medo de não ser amado, de não ser acolhido, né? Eh, vai tentando, porque a gente tenta e a gente falha e a gente tenta melhor, a gente tenta de novo. São tentativas, mas também não se frustre se não acontecer na primeira, na segunda, na terceira. a gente tem que ir tentando e fazendo, porque a gente também vai ganhando repertório, a gente vai se sentindo mais seguro à medida que a gente, igual aprender a dirigir um carro, né? Você falha, você erra, o carro morre, né? Eh, mas você tenta de novo e você tá lá, de repente vira um comportamento mais automatizado que você nem pensa para fazer. Uhum. Então, da mesma forma, é esse lugar da gente se lançar nesses campos de comunicação, de diálogo, eh de tentar se vincular de formas diferentes que não pelas redes. Então, é, é, acho que o o recado aqui é tenta, né? Vai tentando em doses homeopáticas no seu ritmo, mas vai tentando, né? e paralisado, a gente acaba não chegando eh em lugar nenhum e a nossa angústia ela só aumenta. Excelente. Que entrega, que programa gostoso para uma segunda-feira. A semana tá começando, né? E e quanta coisa boa a gente ouviu aqui e e como que a gente pode despertar eh paraa nossa semana diante das falas destas profissionais maravilhosas. a Dani me disse do livro dela, eu gostaria que você eh eh falasse um pouquinho do seu livro, né, e onde que a gente encontra ele e qual que é a importância desse livro pra gente poder eh eh pegar e ler, né? Que gostoso, ler um livro, né? Saia da da internet, vai ler um livro, né, Dani? É, eu, bom, a leitura é algo que me fascila. Eh, esse livro foi lançado agora em agosto deste ano, eh, foi o mais vendido na livraria da vila aqui em Campilas. lá se esgotou fisicamente. Então, para quem de repente quiser o livro, eh, ele está na loja online, posso colocar meu Instagram é @dani. Lá você tem o link para comprar o livro online. Eh, depois fizemos em São Paulo, tá na livraria Martins Fontes, mas é em São Paulo, capital, e agora ele foi para Portugal. Ele está em Portugal e o ano que vem vou fazer o lançamento lá em Portugal. Mas ele fala sobre isso, né? sobre essa essa ele conta a minha história eh de desafios. Nasci com uma má formação e o que que isso me acarretou ao longo da vida e a essa mudança que eu fiz, né, para para deixar de de acreditar nas histórias que me contaram sobre mim, não é? Que lindo. Então, é o que a Marid falou, esse essa necessidade de aprovação, de amor a todo momento, isso eu me desvincilei. Uhum. Eh, não foi fácil, mas é conto sobre essa jornada. Então, eu coloco realmente que nós precisamos ter a audácia, que é audácia para minha coragem, de ser feliz. Muito bom. Audácia de ser feliz. E aí, é audacioso, né? Até que ponto vai a sua ousadia, né? a sua audácia. É, a gente precisa ser ousado um pouquinho mais. Ah, mas não ousadia é ousadia de ir enfrentar, quebrar barreiras e seguir em frente. Nosso programa tá chegando ao fim. Eu quero agradecer demais a presença sua, né? Você que tá aí do outro lado conversando com a gente, interagindo conosco, captando as informações. Maravilha, quanta entrega. agradecendo vocês, né, as duas que se eh dispuseram tão cedo na segunda-feira para vir conversar com a gente e entregar esse conteúdo tão rico, tão maravilhoso. Muito obrigada, Dani. Uma ótima semana para você. A Mariles também considerações finais das duas. Pode começar por você, Amariles. E a gente só agradece mesmo. Acho que é importante a gente pensar com carinho nessa questão do vínculo, quanto ela é importante para que a gente faça vínculo. A gente precisa estar em corpo, né? a gente precisa estar olho no olho. Então, eh, o meu convite é para que vocês pensem a respeito disso, o quanto é importante às vezes a gente se lançar, eh, por [música] mais que às vezes a gente não vai ter aquilo que a gente espera na hora que a gente espera, mas é um caminho de construção, um caminho muito rico e é aquilo que a gente precisa e deseja e almeja enquanto seres humanos, né, que é o vínculo, a necessidade nossa de ser amado, de ser acolhido. E desejo um ótimo fim de ano para todo [música] mundo, uma ótima semana e muito obrigada por estarem aqui com a gente hoje. Maravilhosa. Um passo que você já saiu do lugar. A Mariles disse: "Eu vou levar pra vida isso também, tá? Anota aí, coloca na geladeira. Toda vez que você for abrir a geladeira falar: "Opa, um passo eu já saio do lugar. Vou dar mais um passo hoje." Gratidão, tá? Muito obrigada você também em considerações [música] finais. Obrigada pela sua presença. Eu que agradeço, Rupe. Agradeço a a Mariles comigo aqui também. foi muito prazeroso, gentil. Eh, quero só deixar uma reflexão. A gente acha que a mente é que comanda a vida da gente, não é? É o coração. Na hora que você tiver numa dúvida para tomar decisão, não [música] é mente escutar o coração. Ele sabe de tudo. Maravilha, gente. Que delícia, né? Muito bem. A gente agradece então as nossas convidadas, a você de casa e a gente reforça que se a solidão tem feito parte da sua rotina, procure apoio, converse com alguém de confiança, busque um profissional, não hesite em buscar atendimento, né? Cuidar dos vínculos é cuidar da saúde emocional. [música] às vezes é eh a solitude ela é boa até um certo ponto. A gente precisa de olho no olho, né, de contato físico. Somos humanos e é isso. [música] Amanhã nós, olha só, amanhã a gente traz um tema bem gostoso que interessa a muitas famílias e a gente vai falar de meditação, a gente vai falar do poder de desacelerar, gente. Nossa, tá todo mundo correndo, né? Você já parou para desacelerar? Você percebe que você respira, não, né? Não percebe. Se isso nem respiras, fica não. Respira, respira. Então, o poder de desacelerar corpo [música] e mente. Quais os tipos de meditação, como começar, né? E por essa prática pode transformar a nossa vida e a nossa rotina. [música] Então, amanhã um programa bem legal também falando sobre meditação. A gente precisa aprender a respirar e desacelerar, combinado? Beijo grande para você. Obrigado à nossa equipe. Uma semana linda para nós. Daqui a pouquinho, direto da Central IA de Informações, tem a Íria, a nossa jornalista artificial, trazendo informações aqui de Campinas, do Legislativo, Brasil, Mundo, cotação do dólar e muito mais. Ela atualiza todas as informações e [música] traz para você. Ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com informações do legislativo e também da cidade de Campinas. Às 18 horas nós temos reunião ordinária. Você é convidado a participar presencialmente lá no plenário, também pelo YouTube, canal da TV Câmara Campinas e aqui na TV Câmara Campinas. A nossa programação sempre feita com muito carinho de toda a nossa equipe e muita responsabilidade, né? Especialmente para você aí que tá em casa. Uma semana linda para nós. Beijo grande. Primeiro passo, você já [música] sai do lugar. Tenha ousadia, né, para seguir em frente. Pense nisso e uma ótima semana. Ciao [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música]
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