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[música] [música] Estamos chegando com mais uma edição do nosso estúdio Câmara ao vivo e sexamos, dia 28 de novembro, estamos aqui com você e vamos falar de comportamento, de bem-estar, de mente e qualidade de vida. Hoje nós vamos abordar um tema que toca muita gente. Talvez até você aí de [música] casa já tenha sentido isso e nem percebeu. A gente vai conversar sobre a síndrome do impostor, a sensação persistente de ser [música] uma fraude e que pode ser esmagadora, pode gerar ansiedade, estress, afetar a autoestima, o desempenho no trabalho ou na vida acadêmica, viu? Fica com a gente, participe conosco deste programa que vai falar da síndrome do impostor. Manda sua mensagem aí pro nosso WhatsApp [música] que já está aberto. Nossa produção está contigo. Vamos lá. 19978293776. [música] Você tem crises de merecimento? Meu Deus em quando tem, sabia? [música] Isso é pode ser natural, mas a gente tem que cuidar porque quando isso [música] é com frequência, precisamos de, de repente uma terapia para entender de onde vem. e eliminar essa sensação estranha de crise, de merecimentos, combinado? Então, manda a sua dúvida ou a sua experiência pra gente. Enquanto você manda [música] sua mensagem, a gente já atualiza algumas informações e daqui a pouquinho eu apresento a nossa entrevistada para você, que você vai poder conversar com ela e também eh solicitar de repente alguma informação sobre a síndrome síndrome do impostor. Combinado? Vamos lá, então. A Câmara de Campinas aprovou a criação da Frente Parlamentar por Melhorias e eficiência dos hospitais e das UPAs da Rede Mario Gate. A iniciativa é do vereador Dr. Ianco e tem como foco acompanhar, fiscalizar e propor soluções para os desafios [música] enfrentados pelos serviços de urgência e emergência do município. frente atuará diretamente nos três hospitais da rede, hospital Mário Gate, Hospital Ouro Verde e unidade [música] pediátrica Mário Gatinho. E nas quatro UPAs: Anchieta, Metropolitana, Carlos Lourenço, Campo Grande e São José. A Frente Parlamentar vai realizar audiências públicas, visitas técnicas, estudos e debates, acompanhando metas e indicadores da Rede Mario Gate. Também poderá sugerir recomendações administrativas [música] e projetos de lei voltados à redução de filas, qualificação dos servidores e planejamento a curto, médio e longo prazo. As reuniões serão bimestrais com participação aberta a outros vereadores interessados, mediante solicitação ao coordenador da frente, vereador Dr. Ianco. Mais informações chegando para você final de semana, né? E olha só, a Indec realizou ontem a a primeira ação piloto da operação pela vida com blitz de bafômetro na rodovia penteado, próximo ao Parque Ecológico. Ao todo, gente, 276 condutores foram abordados. Dois motoristas se recusaram a fazer o teste e foram autuados com infração gravíssima e multa de 2.93470 e suspensão da CNH por 1 ano. A operação realizada em parceria com a Guarda Municipal tem como objetivo combater a combinação álcool e direção, principal fator de mortes no trânsito em 2024. Os locais das blitzes eh são definidos a partir dos dados de acidentalidade, tá? Priorizando pontos com maior números de sinistros. Além das autoações por recusa ao bafômetro, outras 22 infrações foram registradas, incluindo licenciamento vencido e mauestado de conservação dos veículos. Oito automóveis e motos foram eh removidos ao pátio municipal. E essa ação integra aí a campanha beber e dirigir pode custar caro, que reforça os riscos do álcool no volante e amplia a conscientização [música] dos motoristas em Campinas, né? Eu fico pensando que a gente tem que ter [música] campanha, tem que ter blitz para fazer algumas pessoas entenderem que álcool e direção não combina, mas se [música] é assim que tem que ser que seja. Então, preste muita atenção aí você no trânsito, tá? E tem blitz por toda a cidade, tá certo? Vamos lá. Previsão do tempo chegando para este final de semana. Como é que vai ser o nosso final de semana? Uhu! Dessa vez a gente tem um final de semana ensolarado, né? Com temperaturas aí subindo. Vamos lá. Hoje, sexta-feira, dia de sol com algumas nuvens. Mínima 16, máxima 29. Sábado, previsão do tempo é de dia de sol. As nuvens aumentam no decorrer da tarde, mas nada, nada de chuva. Mínima 15, máxima 32º. de domingo. Prepare-se a previsão para domingo, gente. É um dia ensolarado, céu azul de brigadeiro, o solzão lindo lá em cima e a temperatura aumentando. Mínima de 17, máxima de 34º. Excelente final de semana para você. E agora vamos lá, né, voltar para o nosso aqui, o nosso agora, o nosso estúdio Câmara ao vivo para [música] você falando daquele sentimento que todo mundo é competente, menos eu. Hum. aquela sensação de que o sucesso foi sorte, coincidência ou ajuda de alguém, ou até o medo constante de que a qualquer momento alguém vai descobrir que você não é tão bom quanto pensam. Um levantamento da Fundação Getúlio Vargas apontou que esse fenômeno acontece com mais força entre profissionais altamente qualificados, especialmente nós mulheres. 62% dizem sentir isso com frequência. Além disso, eh, pesquisas da USP mostram que o sentimento de, eh, esse sentimento, aliás, se intensifica em ambiente de alta cobrança, pressão por performance, sobrecarga e medo do erro. Por isso, no programa de hoje, a gente vai entender porque a síndrome do impostor atinge tanta gente, porque ela cresce mesmo quando a nossa carreira está bem, e qual o impacto emocional desse padrão e o mais importante, como lidar com isso na prática. Então, para essa conversa, eu recebo aqui no estúdio a psicóloga Mariana Alves, que vai nos ajudar a entender a raiz desse fenômeno, porque ela é especialista nesse quesito síndrome do impostor. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Bom dia. Obrigada, Rúbia. Que prazer estar aqui com vocês. Prazer é todo nosso receber você. E a Mari, gente, a Mariana, ela é neta do Ruben Alves, né, gente? Olha que satisfação. Conta pra gente um pouquinho aí desse desse voo tão maravilhoso, né, que você teve. Maravilhoso. Ele influenciou muito, inclusive na minha escolha pela psicologia. meu avô sempre, né? Ele começou como um acadêmico, um educador e depois com o nascimento da da última filha Raquel, ele acabou transformando um pouco da escrita literária numa escrita mais amorosa de que que gera essa identificação que todo mundo fala: "Nossa, parece que ele tá escrevendo para mim com tanta humanidade, crônicas do dia a dia". E meu avô foi psicanalista também, então eu cresci vendo ele atender, conversar com as pessoas. Ele tinha aquela simplicidade de falar que são pessoas como nós, então isso acalma o coração. Ele também falava muito sobre o poder da escutatória. Nós temos dois ouvidos, uma boca, sempre ouvir mais do que falar. Isso é uma característica fundamental para um psicólogo, né? Então ele que me inspirou muito. Mas também, curiosamente minha síndrome do impostor também envolveu Ruben Alves. Por quê? Uhum. Quando a gente tem uma pessoa muito famosa, importante, relevante na nossa família, automaticamente isso pode gerar uma comparação, uma pressão, essa sensação de mas quem é Maria Alves perto de Ruben Alves? Será que as pessoas estão pensando: "Nossa, essa menina não é nada perto do avô dela, que relevância ela tem, né?" Então, já é um primeiro sintoma da síndrome do impostor. Quando nós temos pessoas muito bem-sucedidas na nossa família, pode causar essa sensação de humna mesmo, uma cobrança de eu preciso ser tão boa, tão influente como meu avô no caso. Então, por muito tempo, eu fiquei muito loufar. Eu escondia um pouco de falar que eu era neta dele e aí depois, aos poucos, amadurecendo, superando a síndrome do impostor, eu me permiti, então, falar dele. E hoje, inclusive, eu uso ele muito porque tem uma crônica, conhece a crônica pipoca? Ah, sim, famosa. Exatamente. Muito famosa. Eu uso essa crônica como a principal transformação da mentoria superando a síndrome do impostor. Uhum. onde ele fala na crônica que o milho é um alimento sagrado, mas que se a gente for pensar no grão de milho, o grãozinho duro ali, que que a gente faz com aquele grão você vai morder, vai quebrar seu dente e para ele se transformar na pipoca, que é um alimento que é difícil quem não goste de pipoca, que que tem que acontecer? É o processo, né? O fogo da vida. E o fogo pode ser algo que vem natural da vida, acontecimentos difíceis, alguma coisa assim. ou você pode se colocar no fogo, se colocar num desafio para se desenvolver, seja qual for o caso, vai queimar, vai doer, mas o desenvolvimento só vem disso. Então eu falo que os meus mentorados eles são pipocas estourando porque se permitiram enfrentar os medos, as inseguranças, as vozes das limitações que vem da síndrome do impostor. Nossa, que maravilhosa, hein, gente? Olha, Ruben Alves dizia que a insatisfação é parte do ser humano, porque nós somos feitos de desejos, de ausências, de sonhos não concluídos. Para ele, ninguém nasce pronto, né? A insatisfação aparece quando a gente tenta ser aquilo que a gente imagina e não aquilo que realmente a gente é. E é nesse conflito entre o ideal e o real que mora grande parte desse sofrimento, né? O termo síndrome do impostor, ele surgiu nos anos 70, mas hoje ele está muito mais presente. Então, eh eh Mariana, você deu uma explicação bem legal, mas assim eh o como o que se caracteriza mesmo essa síndrome do impostor quando essa autocrítica normal que a gente tem, né, ele ela vira um problema psicológico real e e e que a gente precisa é uma patologia que a gente precisa tratar, que é reconhecida mesmo como a síndrome do impostor. Sim, ela é uma síndrome. Uma síndrome já é um conjunto de sentimentos que atormenta o indivíduo, que traz prejuízos. E como você falou, Rúbia, um pouco de senso de autocrítica é importante, é um padrão de qualidade. Então eu trago muito exemplo de uma prova importante. Se você vai fazer uma prova importante e você não se sente minimamente ansioso, você não vai se preparar adequadamente para aquela prova. Da mesma maneira, se você não se questiona com uma certa frequência sobre a qualidade das suas entregas, dos papéis que você exerce, porque a síndrome do impostor pode ser para qualquer papel da vida. Se você não se questiona, você pode cair na qualidade, ficar ali na preso na zona de conforto. Só que a síndrome do impostor acontece quando há um excesso desse questionamento, desses medos e inseguranças, mesmo quando há evidências positivas da qualidade daquela entrega, do exercer daquele papel, que muito a gente fala na parte profissional, mas pode ser para uma você ser uma boa mãe, se questionar se você é uma boa mãe, uma boa esposa, um bom amigo, qualquer papel social a gente pode sofrer da síndrome do impostor, porque você pensa, será que eu tô entregando mesmo o que estão esperando de mim? Então, é um, é como se você tivesse uma dificuldade de olhar o seu contorno real. Quem está de fora vê a sua potência, a sua qualidade e você fica nesse questionamento, mas será mesmo que eu sou tão bom assim? Uhum. Então, é um viés cognitivo que tá alterado para baixo, pro negativo. Eh, geralmente acontece com conjunto de sintomas de você ver o copo meio vazio. Você sempre vai focar ali. Você deu uma fez uma apresentação, deu uma entrevista maravilhosa, mas você vai olhar num pequeno detalhe, numa pequena, sabe aquela coisinha, um vestido branco que você olha o pontinho que tá ali. Em vez de você ver o ponto, o todo inteiro que tá maravilhoso, a gente se apega muito nesses detalhes. pessoa que sofre da síndrome do impostor, por ela ser muito insegura, geralmente das suas entregas, ela vai ter uma tendência autocobrança excessiva, ao perfeccionismo, a centralizar as tarefas, porque se tá tudo sobre o meu controle, é um jeito de eu garantir que tudo saia perfeito e que ninguém descubra que eu sou a fraude que eu acho que eu sou. Não vou enganar ninguém se eu fizer tudo perfeito, mas pensa, fazer tudo perfeito tem um alto preço, porque qual é o custo de você tá sempre entregando tudo lá em cima? a exaustão, a sobrecarga, você se sente muito cansado. Ou mesmo uma outra coisa que acontece é a hora que a gente tá se preparando para fazer uma coisa que a gente sabe que vai dar esse trabalho todo, vem sabotagens, porque a gente fala, vai dar, é como se o nosso cérebro ficasse fazendo uma conta e falasse, vai dar muito trabalho, fica de boa, não vai lá, não, não se envolve nesse projeto novo, não. Olha a trabalheira que vai dar. Fica em casa. Você sabe que se você fizer, você vai ter uma exaustão. Se poupa. Só que nessa se você se poupar, porque vai que dá certo. Se der certo, então é o medo de dar certo também. Porque se der certo, você vai ter que romper mais camadas, você vai ter que aprender coisas novas, você vai ter que se colocar em testes, fazer coisas novas pela primeira vez. E aí, como é que você fica? inseguro e você tem que enfrentar de novo seus medos. Então esse ciclo ele se perpetua e a pessoa tem uma tendência a ficar paralisada, ficar encolhida, dura como grão de milho. Uau, né? Bora fazer o negócio funcionar, bora pro fogo, fazer esse milho virar pipoca. Olha, a USP publicou um estudo em 2023 mostrando que a síndrome do impostor está diretamente ligada, é o que a Mari trouxe pra gente, a comparação excessiva, perfeccionismo, especialmente entre jovens, profissionais e estudantes universitários. Ou seja, não é só insegurança, é um padrão mental que desgasta, que drena energia, que aumenta o risco da ansiedade. Agora, Mariana, por que que essa sensação aumenta justamente quando a pessoa começa a crescer profissionalmente? Vamos falar aqui do profissional, porque o sucesso, em vez de fortalecer a autoestima, às vezes ele piora esse medo de ser descoberto. É verdade que muita gente que é competente, ela duvida da da competência dela por conta dessa sí do impostor. E quando você está na melhor fase da sua vida, quando você está naquele naquela naquele up assim para poder voar mesmo, de repente vem e te breca, te para. É isso mesmo que acontece. Não tem, é, é isso mesmo que acontece. Existem principais gatilhos na vida que aumentam a chance. Então, se a gente for pensar ao longo da vida da pessoa, existem esses momentos mais específicos. E olha que coisa é chega a ser contraditório, Rúbia, porque no momento, por exemplo, de uma promoção, de uma finalização de um ciclo, onde vai começar uma fase nova, você sente a sensação da síndrome do impostor e os medos. E é um padrão de viés cognitivo. O seu pensamento ele tá com probleminha ali, vamos dizer assim. Por quê? Em vez de você interpretar de, por exemplo, pegando a promoção, eu fui promovida. Então, se eu fui promovida, a pessoa viu em mim um potencial e uma capacidade para estar nesse novo cargo. Em vez da gente pensar nisso, se agarrar nisso, comemorar isso, essa conquista, a gente fica preso no tá, meu Deus do céu, e agora? E agora? E agora? O que vão exigir de mim? Será que eu consigo? Será que eu dou conta? Então você fica mais preso nessa nova exigência do que entender que você já tem aquilo, porque ninguém ia jogar você aos leões e falar: "Vai". Não, a pessoa já viu que você tá preparada para aquele nível. Isso a gente pode pensar para qualquer situação. Exatamente. Não vão convidar uma pessoa para vir fazer uma entrevista se ela não for, não tiver o mínimo de oratória, de ser uma especialista e por aí vai. Então o ajuste ele tem que ser feito nesse lugar de se me colocaram aqui é porque eu já tenho essa capacidade e não da gente voltar lá no copo meio vazio e ficar olhando pro viés negativo da coisa. Mas é comum. E quanto mais a gente cresce na vida, se a gente não for trabalhando isso, ela vem. Eu falo que é tipo um diabinho, é a voz do diabinho que fica aqui. Mas será que você tem essa capacidade para fazer essa nova coisa? E até na sigla, no milho, eu criei um acrônimo. Cada letrinha do milho significa uma coisa. é o o m é o medo do fracasso, o medo de errar, o medo de julgamento. O i são as inseguranças de forma geral, o L são as limitações autoimpostas. É aquilo que a gente fica se questionando, será que eu sou capaz? Será que eu vou dar conta? O H é muito interessante ligado a isso, é a história de vida subestimada. Uhum. É você como se você cancelasse, desse um branco de tudo que você já viveu na vida até então que te capacitou para tá ali. E aí eu falo que é como se a gente a cada novo desafio sentisse que tem que reinventar a roda. É uma falha no seu autoconhecimento de você não ter esse autoconhecimento ativado para te dar essa força de eu já tenho essas ferramentas ou eu tenho ferramentas parecidas que eu vou adaptar. Uhum. E eu tenho essa capacidade, é o senso de eficácia. Eu tenho eficácia para estar ali, eu tenho competência para estar ali. E o do milho é a omissão de conquistas, que é o quê? Se você eh subestima suas conquistas, se você, eu brinco que é como se a pessoa achasse que uma conquista de verdade é estar na revista Forbes, sabe? Conquistar o Prêmio Nobel. E não, a gente faz conquistas no diárias. Verdade. Se você tem um, tá em um degrau e você sobe para um outro degrau, isso já é um pipocar, já é uma autoperação. E a gente tem dificuldade disso, de reconhecer conquistas. Muito da internet dificulta isso pra gente. É porque vem a comparação, né? Vem a comparação. Aí você fala assim: "Não, mas eu fiz um passinho aqui mais perto da pessoa que tá ali." Não sou ninguém. Eh, e a comparação também faz parte da síndrome do impostor, né, total, nema isso, demais. A gente se compara e com as redes sociais fica ainda mais cruel, porque eu falo que é você olha o palco do outro, o melhor momento do outro e compara com o seu bastidor, com a sua luta diária silenciosa que ninguém tá vendo. Isso é muito cruel, porque você tá vendo um recorte, né? Por exemplo, para eu tá aqui hoje, o quanto eu estudei sobre a síndrome do impostor para ser reconhecida como uma referência que quem tá vendo agora e não me conhece não sabe e fala: "Pô, olha lá a moça, mas gente, é ralação." Então, se você ficar apegado a essa superficialidade que a rede social traz, você tá ferrado, você tá muito mais propenso a desenvolver a síndrome do impostor e ficar nesse looping, ficar nessa sensação de abrir o celular e sair mais angustiado do que satisfeito. É uma coisa que pode pegar numa pegada até mais inconsciente. Você nem sabe, nem percebe, mas seu cérebro tá ali se comparando. É verdade, gente. Agora, quando você fala, né, sobre essa questão de superação do do medo e e e de enfrentar desse milho aí que precisa ir pro fogo para poder virar pipoca, me faz lembrar o seguinte, Mariana. Essa síndrome do impostor, ela ela ela atinge mais mulheres do que homens, porque quando a gente para para analisar, eh, tem algumas mulheres que ainda ficam um pouco meio retraídas, né, com essa questão de bora despontar, bate no peito e vem, eu sou capaz, eu consigo, eu posso. E o homem, eu acho que já pela natureza masculina, ele é já mais destemido. Tem a ver mesmo isso. mulher, ela ela ela tem maior tendência em desenvolver a síndrome do impostor. Sim, estatisticamente a gente não tem tantos apontamentos científicos, mas o que acontece é exatamente isso. a nossa o molde da nossa sociedade, como ela ainda é machista, a mulher ainda sente que ela tem que se provar muito e tem muito mais acúmulo de tarefas, porque, vamos dizer assim, o homem para ser um homem bem-sucedido, ele tem uma série ali de características praticar. A da mulher é muito maior, porque a gente tem que tá bonita, eu falo tem que tem que ser competente e não ter freo, né? Então a sociedade exige, a gente ainda, né? É, a gente tem que, gente, tem que tá magra, a gente tem que tá alinhada, a gente tem que ser competente, a gente tem que ser boa esposa, boa profissional, boa mãe para quem é mãe. É uma série de papéis infinitos que, pô, você vai cuidar de tudo, você não vai conseguir ter a perfeição em tudo. Então, automaticamente, a gente se frustra mais nesse sentido e sente mais forte essa cobrança. Mas não que os homens não sintam a síndrome do impostor, eles acabam falando menos disso. Então isso aparece menos. A mulher tem uma característica de se cuidar mais, de compartilhar mais. Mulher conversar mais com mulher, então fica mais claro isso. Mas o homem também pode sentir sim nesses ambientes de mais pressão, de competitividade, de alta performance. Com certeza. Olha aí, gente. E você aí de casa tem a síndrome do impostor? Se identificou na fala da Mariana? Manda mensagem pra gente. Vamos falar sobre isso. Tem uma dúvida? manda que daqui a pouquinho ela responde para você. Agora a gente fala de síndrome do impostor e aí a gente vai lá no no grupo, né, na organização. Ã, tem relação com burnout? Tem. por aquilo que eu falei inicialmente, se você deixa essa cobrança toda entrar e e eu falo que tem alta performance com L e a auto performance, quando você tá respeitando sua autoerformance, aquilo que você impõe como ritmo saudável para você, o risco é menor. Mas se você entra na vibe de alta performance, vamos lá, vamos entregar tudo e você fica mais susceptível às pressões e exigências do mundo, do externo, você fica muito mais sensível ao que o outro vai avaliar de você. você vai entrar nesses mecanismos que eu falei de pelo medo de ser julgado como uma fraude no trabalho, uma fraude intelectual, nos papéis, você se doa tanto, se dedica tanto, estuda tanto, nunca se sente preparado, nunca tem fim. Você sempre vai avaliar aqueles relatórios, aquelas entregas com tanta minúcia que você vai aumentando a chance de ter um burnout. você vai ter que trabalhar muito mais para entregar tudo aquilo do que uma pessoa que não tá se cobrando tanto, que não tá deixando esse excesso de regras entrarem. E aí é isso, você fica mais ansioso, você trabalha mais horas, muitas vezes você vai estar mais hiperestimulado porque você tá na frente do computador, de celular, de telas e aquela luz vem, aquele excesso de estímulo vem, aí a hora que você vai dormir, sua qualidade de sono já não é a mesma. Aí você precisa de mais café no dia seguinte, mais energético no dia seguinte. Aí você tem menos tempo para fazer um exercício físico, para comer bem, para ter lazer, para ter autocuidado. E tudo isso pode levar à ansiedade, a crise de ansiedade, a depressão, a burnout. É um tema seríssimo, seríssimo. Gente, você sabe que tem uma pesquisa da Universidade Mackenzie que mostrou que quanto maior a cobrança por produtividade, maior o risco de desenvolver a síndrome do impostor. 48% dos entrevistados dessa pesquisa da Maenzi relataram queda de desempenho por causa desse sofrimento. Aí quando a gente fala da questão organizacional, um líder, né, que não tem uma comunicação assertiva com os seus liderados, ele pode facilitar o desenvolvimento da síndrome do impostor em quem ele lidera? Pode primeiro que os cargos de liderança, quanto mais você vai subindo e e se sentindo que a régua da responsabilidade aumenta, maior a chance da pessoa líder ter, porque ela vai se sentir mais observada, mais cobrada e mais responsável pela performance que você tá chuveirando para outras pessoas. E se você não tiver uma comunicação clara, você não ajuda o outro a entender se a performance dele tá indo na direção desejada. Quem sofre de síndrome do impostor já tem uma dependência maior do feedback externo. E se daí o externo, as relações não forem fonte qualificada de devolutivas sobre você tá indo bem, olha aqui, olha isso, como é que você vai se sentir que você não tá performando bem? a gente mostrar essas evidências com clareza, a pessoa com certeza pode entrar nesse looping de não sentir que tá indo bem aí. E é contraditório por a pessoa que tá insegura, ela quer trabalhar mais para provar o valor dela. Só que não existe isso pro nosso cérebro. Tem um limite. Ah, se eu ficar trabalhando 12 horas, a qualidade vai ser inferior do que 15. Não, chega uma hora que a nossa concentração cai. Exato. Não é à toa que, por exemplo, nas faculdades, nas escolas, na própria sessão de terapia, tem um limite ali. É uma aula de 100 minutos, por exemplo, na faculdade. Porque nossa concentração, quando você tá muito concentrado, você tem um limite, depois você precisa levantar, dar um tempo. Então não adianta a gente achar que ficar ali muitas horas vai entregar uma coisa com mais qualidade, não vai? você começa a ficar tão cansado que você já nem consegue mais manter a qualidade de raciocínio. Então não adianta. E sobre estimular a competição também favorece a essa questão da síndrome do impostor. Com certeza. Ambiente existem pessoas mais propensas a sofrer síndrome do impostor. Então cargos de liderança, ambientes muito competitivos, ambientes acadêmicos, muito, porque é muita gente ali para performar. quem que vai fazer o melhor artigo, quem que vai ter a vaga de destaque eh, no CLT pode ter isso, dependendo da da cultura da empresa. E os autônomos, os profissionais autônomos também tendem a ter aí não necessariamente só pela competitividade de mercado, mas porque estão muito sozinhos. Você não tem uma borda para se situar, para te dar esse feedback. Você fica meio nadando num oceano desamparado, sozinho e e muitas vezes pensando que todo mundo é seu concorrente. Aí a síndrome vem, aí você se sente desamparado, abandonado, inferiorizado, invisível. Verdade. Olha só, né? Nós estamos aqui falando da síndrome do impostor e até agora nós abordamos o ser adulto, né? nós falamos de de eh faculdades, universidades, eh eh trabalho, né? Esse o o ambiente profissional. Agora, é interessante a gente falar sobre a síndrome do impostor lá na criança, porque tudo começa na infância. E aí a gente para e pensa, mas será que tem síndrome do impostor na infância, né? Será que uma criança vai se sentir assim? Acontece. A infância é o chão que a gente pisa na vida adulta. Então, tudo que a gente viveu na infância é a base pro que a gente vai construindo. E aí tem um conceito que é muito importante sobre as nossas crenças. Sim. ao longo da vida, a gente vai fazendo camadas do que que a gente vai acreditando com base nos acontecimentos, com base em tudo que a gente tá vivendo. Então, se você tem, por exemplo, um estilo de família que é muito, tem um amor muito condicional, eu só te dou atenção e te dou ali um reforço se você só tira notas boas, se você só é a menina de ouro, que não dá nenhum problema, que não dá nenhum. O que que isso vai gerando? vai gerando uma crença, você começa a acreditar que você precisa ser essa pessoa sempre em todos os lugares. Eu sou a pessoa que não dá problema nenhum, que só tira as melhores notas. Aí você cria essa crença. Eu só vou ser aceita, só vou ser gostada, amada, eh valorizada se eu não der trabalho, se eu for impecável, se eu tirar as melhores notas. Por exemplo, conversando com uma mulher um outro dia, ela me trouxe um exemplo que eu achei assim muito significativo de como na nossa educação, muitas vezes os nossos pais tentando acertar acabam implementando na gente algumas crenças. Eh, ela falou assim para mim, ela é produtora de conteúdo, então a gente tava conversando sobre a dificuldade, que é o desafio, que é você olhar numa câmera, você produzir um conteúdo, você eh superar esse medo de julgamento que é a internet, que tá todo mundo ali te olhando, você tá sujeito a uma, né, um rating, alguma coisa assim. E aí ela falou que a mãe dela disse para ela no passado, na infância, diversas vezes, que a sua vida não interessa a ninguém e a vida de ninguém interessa a você. Ela disse isso no sentido de provavelmente passar um valor de não seja fofoqueira, não cuide da vida do outro, mas olha como a sutileza vem para ela, para essa mulher, a crença que se instalou foi de que a minha vida não é interessante. Eu não sou interessante. Uhum. E aí, se eu não sou interessante, como é que eu compartilho a minha vida? Como é que eu viro um produtor de conteúdo e influencio pessoas se nem minha mãe acredita que eu sou interessante? Nem a pessoa que era para me amar mais acredita nisso. Percebe como as crenças vão sendo feitas de uma forma totalmente consciente, torta e Hum. você nem consegue fazer a ligação. Ela teve esse insight numa conversa comigo que tava ali puxando essa reflexão bem profunda. Mas se você só vai vivendo no piloto automático, você nem percebe porque você tá tendo essa crença que te limita. Por isso que é uma crença limitante. Tá limitando essa mulher de se sentir interessante, de produzir e de levar conteúdo que pode ajudar outras mulheres, por exemplo, outras pessoas. Excelente. E então, na infância, coisas que a gente vive tem todo o poder de influenciar a nossa sensação de autoestima, de se sentir amado, de se sentir confiante, interessante. É, gente, olha só, né? A o primeiro, nossos primeiros passos, né? A a gente vai eh moldar aí a nossa mente, né? Isso vai sim eh refletir no nosso ser adulto. Então, é importante a gente trazer essa essa questão da infância quando a gente fala da síndrome do impostor, né? Porque tem aquelas aquela questão assim, não, isso não é para você, né? Você não é todo mundo, não, você não vai conseguir, jamais faça isso, né? E a gente vai aprendendo, falar assim: "Ah, mas eu fiz, tá tudo bem, aconteceu". Mas o importante é você eh eh pegar essas informações, né, e captar elas para não que não repita esses padrões, porque é importante a gente quebrar esses padrões, porque a gente sabe de muitas questões que vem se repetindo no na criação, né, na formação das famílias. E não é culpa de ninguém. A gente só precisa aprender o momento para quebrar esses padrões. E a gente aprende isso com muita informação. Perfeito. Agora, o autoconhecimento, né? O autoconhecimento ele é dolorido, é algo que não tem fim, porque a gente tá em mudança constante, né? Eu já não sou mais a que eu era ontem, eu já mudei algumas coisas. Então eu tô, eu vou ter que renovar aí a a minha função de me autoconhecer, né? Então, o autoconhecimento, qual que é a importância dele na síndrome do impostor e quando que a gente precisa acender aí uma luzinha de alerta e entender que a gente realmente está precisando de ajuda nesse quesito? Uhum. O autoconhecimento, ele é fundamental, seja para combater a síndrome do impostor, seja pra gente se tornar o ser humano melhor, 1% ao dia que seja. Com certeza. Eh, o Cortela fala, né? Quem nasce pronto é bem de consumo. O ser humano [risadas] ele nasce totalmente dependente e ele vai se aprimorando a cada dia. A não ser que você tenha um problema muito grave é pra gente ter essa capacidade de amadurecer, aprender coisas novas o tempo todo. Então, só que a gente precisa est atento. Esse é um desafio gigante na sociedade contemporânea, essa sociedade que tão tudo tão líquido, tudo tão num passar de dedo ali, porque daí você se perde na A gente tá muito viciado em tela e para você ter autoconhecimento, uma coisa que é muito importante é que você precisa reservar um certo espaço para isso. Por isso que muitas vezes as pessoas têm eh ideias, têm epifanias tomando um banho, dirigindo. momento em que você tá fazendo uma atividade automática e de repente vem ali. Mas em tempos em que a gente tá sempre ouvindo música, ouvindo podcast, ouvindo notícias, ou consumindo um Instagram, um YouTube, um TikTok, quando é o momento que a gente vai ter esse silêncio para tomar decisões, para olhar pros nossos padrões comportamentais e perceber esses alertas que às vezes estão bem sutis ainda. Então, a primeira coisa que a gente pode exercitar sempre é ter uns momentinhos de silêncio. Uhum. Ter momentos com pessoas que gostam de conversar, de aprofundar, reservar tempo para isso, para fazer reflexões sobre como é que foi seu dia, como é que foi sua semana, como é que foi seu mês, seu trimestre, seu semestre. Muito bom. A gente tá no final do ano. Faz isso. Isso. Momento balanço. Aham. Porque daí você também consegue entender o quão equilibrado ou desequilibrada tá sua vida. Porque como a gente percebe que tem algum alarme, um sinal amarelo ou já vermelho, pensando na questão da síndrome do impostor, o cansaço extremo, olha, uma característica importante que pouca pessoa fala, eh, dificuldade de dizer não. Uau! Uhum. Por quê? Aí vai mais pra questão do impostor social. Existem alguns tipos de impostores, né? Existe o impostor intelectual, que é aquele que tem medo de ser julgado como burro, como uma fraude intelectual. Então ele vive estudando muito e ainda assim não se sente preparado. Existe o impostor solista que é o centralizador, existe o superhumano. Aí eu sempre tô falando com mulheres, então eu falo que a mulher maravilha, que é a mulher maravilha exausta, porque quer fazer tudo, cuidar de tudo, tem essa crença de que descansar não é produtivo, não, né? Eh, você vai ser julgada se você não tiver fazendo alguma coisa útil. Então, o tempo todo tá fazendo uma coisa útil. E tem um impostor social, que é esse que muitas vezes sente que para agradar e para ser aceito, ele precisa dizer sim para todos os convites. Então, final do ano também é uma ótima oportunidade de pensar sobre isso. Você tá falando sim para tudo e se sobrecarregando, você tá querendo ir em todos os lugares que você tá indo ou você tá cansado e mesmo assim o medo de desagradar te faz ir e te faz às vezes até eh deixar de lado alguma coisa. importante para você, um descanso, um lazer que você tinha se programado, né, estar com a sua família. é muita confraternização agora no final do ano. Então é interessante pensar nisso. Eh, os sinais, né, eu tava falando dos sinais, acabei indo para esse lado. Então, os sinais, cansaço extremo, eh, dificuldade de dizer não, procrastinação excessiva. Nós hoje, os adultos sofremos muito de uma procrastinação, não sei se você já ouviu falar, procrastinação produtiva, que é o quê? Nossa, procrastinação produtiva. Vai lá, explica, ensina que eu tô querendo saber disso. Produtiva. É assim, eh, é quando você faz coisas o dia inteiro, então você se sente produtivo, só que o que que você procrastina? A coisa que vai te exigir, esse rompimento, esse desafio, esse romper, sair da zona de conforto. Então, por exemplo, no ano passado eu criei a minha mentoria. Uhum. Uhum. Eu fiquei ve meses desenvolvendo a mentoria. Não é uma coisa simples, tem que estudar muito para você tá no lugar de eu sou especialista, eu sou mentora, eu vou ajudar você a superar síndrome do impostor. Para isso eu precisei abdicar de muita vida social, de escâito. Tem muitas pessoas que, por exemplo, sonham com esse lugar, mas não conseguem fazer o rompante, o sacrifício necessário para isso. Eu tive a minha motivação, inclusive contando um pouquinho do porquê do mundo inteiro da psicologia, Mariana escolheu ser mentora e superar a síndrome do impostor. Por quê? Porque na minha vida, o meu sonho sempre foi ter a minha clínica de psicologia. Só que quando eu me formei recém formado, como é que você vai ter uma clínica de psicologia? não vai, tem que começar devagarinho. E aí eu entrei num hospital, eu trabalhei por 8 anos num hospital como psicólogo hospitalar e conciliava com a clínica mais num ritmo ali meio período, mais tranquilo. E o medo de fazer esse rompimento do sair do hospital, que era um salário fixo para ir arriscar no empreendedorismo, me fazia estar muito na procrastinação produtiva. Eu tô funcional, eu tô trabalhando, eu tô entregando, eu tô servindo no hospital, eu tô atendendo na clínica. Mas não tinha aquele hoje é o dia que eu vou olhar pra minha carreira e vou enfrentar e vou achar essas estratégias de como é que eu faço para romper e virar a psicóloga clínica com a clínica que eu tanto sonhei. Uau! Sabe? E aí, às vezes, se você não faz esse movimento, ou você passa a vida inteira infeliz porque tá nesse lugar e foi se anestesiando, se distraindo, porque como é que era? Por exemplo, na minha cabeça, acho que as pessoas vão se identificar. Durante a semana eu trabalhava muito, então eu tava muito cansada para pensar num assunto que era difícil. E no final de semana a regra é clara, é, é descansar, é estar com a família, é lazer. E aí, ué, se na semana você tá trabalhando loucamente e não consegue pensar e no final de semana a regra é se divertir, se descansar, quando quando você vai olhar para isso? E aí se passaram 8 anos dessa minha sensação. Aí a vida põe o fogo, porque muitas vezes se você não se prontifica, a vida dá um jeito. Aí o que que aconteceu? 2020 chegou a pandemia, eu estava no hospital trabalhando e fui trabalhar na psicologia hospitalar da UTI COVID. E aí eu vivi um ano daquele medo dentro da UTI COVID, medo de morrer, medo de pegar, vendo gente morrendo o tempo todo. E o que eu já não queria estar lá, eu amava, mas o meu sonho era outro. Sim. Aí ela aí acentuou aí o fogo pegou [risadas] de um jeito que eu falei, gente, eu tô correndo risco de vida, né? Aí o movimento veio à força. A força. Uhum. Quando eu rompi e achando que de repente pudesse sentir saudades, mas eu fiquei tão feliz e focada, tão conectada com o meu propósito, que eu falei: "Eu preciso ajudar outras pessoas a também viver isso." Por isso que eu decidi me dedicar à mentoria da síndrome do impostor, que justamente serve para incentivar as pessoas ou a fazer uma transição de carreira ou fazer uma ascensão ou viver uma vida mais conectada com esse seu propósito, que às vezes você tem que se esforçar mais e romper mais barreiras. Foi dessa minha dor mesmo que eu tava milhando e consegui pipocar, consegui superar essas dificuldades que eu me inspirei para fazer a mentoria e ensinar outras pessoas essa metodologia que começa muito no autoconhecimento, mas também vai muito da gente se desafiar, sair da zona de conforto, não é? Exatamente, gente, que história maravilhosa, que gostoso esse programa. A gente tá fechando a semana com chave de ouro, gente. Olha aí. 8:49 já. O papo tá tão gostoso. Vamos lá. A produção tá falando que a gente tem algumas perguntas, então vamos, bora responder aí a galera que tá com a gente, tá participando conosco. Obrigada, viu, pela sua audiência, pela sua companhia. Estamos ao vivo aqui na TV Câmara Campinas, estúdio Câmara com a Mariana Alves falando sobre a síndrome do impostor. Algo que olha, a gente eh abre assim várias vertentes para tudo na nossa vida, né? Então é importante a gente eh eh ter essa informação e entender do que se trata. 850 pode colocar a produção, por favor, na tela pra gente? Aline Moreira do Jardim São Marcos. Vejo muita gente falando sobre autodesempenho e produtividade máxima. Esse discurso pode intensificar a sensação de insuficiência em quem já se sente inseguro. Mariana, sim, Aline. Foi o que eu falei anteriormente da gente ter essas duas palavrinhas. performance com L é você se comparar a pessoa que tá ali muitas vezes naquele estilo de vida de ah o milagre do amanhã da manhã acordar 5 da manhã e já 5 da manhã malhar e correr maratona e n e que tem até um professor universitário que fez um estudo uma vez, é muito bacana esse estudo, que ele fala assim, eh, que ele quantificou se a gente tivesse, se a gente pudesse fazer fazer tudo que é exigido nessa alta performance máxima. Ele quantificou tudo. Então, desde coisas básicas do dia, né? Se alimentar bem, escovar os dentes e passar fio dental depois das refeições, eh se exercitar e trabalhar, estudar, estar com família, cuidar da família, cuidar dos animais, cuidar do nosso relacionamento, cuidar dos relacionamentos sociais. Se a gente tiver que ele planilhou isso, sabe quantas horas chuta? Quantas horas no dia a gente teria que ter para dar conta de equilibrar tudo isso todos os dias? 48 horas. Olha aí, ó. Tá vendo? Eh, ou seja, ele provou que é humanamente impossível. A gente vai deixar os pratinhos caírem, a gente vai se frustrar. E aí é onde entra esse esse essa autoerformance com u de centrada. Por quê? Aí a gente entendeu os nossos limites, os nossos valores. A nossa autoestima ela é ferida toda vez que a gente quebra os nossos valores. Então, se é um valor para você, o descanso, estar com a sua família e você tá quebrando isso porque você tá eh sucumbindo a exigências de alta performance com L que não são suas, isso tá te ferindo. Internamente, mesmo que a gente não tenha essa consciência, internamente fica uma coisa incongruente do tipo, ué, a Mari não gosta de estar com a família, por que que ela só tá trabalhando? Aí você se gosta menos. Uhum. Quem se quem se admira é mais inseguro e assim o ciclo vai se alimentando numa espiral para baixo. Então com certeza a gente precisa, por isso que a gente precisa parar para olhar e não ter a nossa autenticidade esmagada pelas regras externas que muitas vezes não fazem sentido com os nossos valores. Buscar essa congruência é fundamental pra nossa saúde mental. Excelente. Quanto ensinamento nesta sexta-feira, gente. Como que a gente fecha a semana maravilhosamente bem instruídos, né, pra gente levar uma vida com mais leveza. 8:53. Pode colocar mais uma, produção. Bora que bora. Vamos lá. Daqui a pouquinho a ÍRA chega direto da central e a de informações, trazendo informação para você, tá? aqui de Campinas, Brasil, mundo, a nossa Íria, jornalista de inteligência artificial, daqui a pouquinho para você. Vamos lá. O Eduardo Salgado da Vila Teixeira. Com tantas pressões no ambiente de trabalho, como diferenciar quando a autocobrança é saudável e quando ela vira um inimigo silencioso do bem-estar emocional? Uhum. Eduarda, por isso que é importante a gente ter a nossa bússola interna que nos orienta, que são esses valores, esses objetivos. nossos paraa gente entender se tá fazendo sentido estar naquele lugar, estar se relacionando daquela forma. Quando eu trabalhava no hospital, eu comecei, por exemplo, a querer implementar alguns projetos de humanização lá, porque pensa, uma uti COVID, onde não podia ter visita, sendo que a UTI era de vidro, dava para ter visita, só que ia dar muito trabalho pra equipe e eu fui batendo, trazendo estudos do quanto era significativo isso. Consegui, mas as pessoas começaram a falar: "Nossa, a Mariana é meio rebelde". E eu falei: "Não me cabe aqui, eu não caio aqui". Eu sou, eu tenho espírito empreendedor e foi eu saí que minha eu realmente me senti no lugar que eu deveria estar. Então é importante a gente ter essa búsola do autoconhecimento que exige a gente estar numa terapia, numa mentoria, muitas vezes sentada em mesas qualificadas que fazem a gente pensar. Uma coisa muito importante da gente pensar é se você tá sentado numa mesa, isso é uma metáfora, tá? Mas se você tá sentada numa mesa, se você tá tendo conversas, relacionamentos, onde você sente que é a pessoa que sempre agrega mais, que ninguém te faz refletir, te traz questionamentos, é tudo muito superficial, talvez você esteja precisando mudar de mesa para você ter essa troca. Nós somos a média das pessoas com quem a gente convive mais. Então, se a gente tá convivendo com pessoas que não estão agregando reflexão pra gente, a gente precisa se questionar, porque daí a gente fica nesse piloto automático, a gente não questiona, a gente só vai comprando aquilo como verdade. A gente não fortalece a nossa búsola e aí é o efeito manada. Eh, o Zeca Pagodinho deixa a vida me levar, a vida leva eu. Eu tenho pavor dessa frase. Não, [risadas] você tem que ter a direção para onde você quer ir. Exatamente. Isso mesmo. Você tem que ser o seu piloto, né? Tem que ter o controle sobre a sua vida. É isso. 8:55. Dá tempo para mais uma. Então, tá bom. Bora que bora. Gisele Andrade Baron Geraldo, a dificuldade que algumas pessoas têm de aceitar elogios dentro do relacionamento pode atrapalhar na comunicação do casal. Isso tende a virar eh eh a impactar a confiança e o vínculo afetivo. Ah, um relacionamento super interessante, Gisele, ótimo. Ótimo. Meu avô, inclusive, Ruben Alves, tem um, ele fala muito sobre a o nosso casamento, a gente escolher a pessoa com quem a gente vive, é uma das decisões mais importantes da nossa vida. Hum. E lembra que eu acabei de falar, a gente é a média das pessoas que a gente vive. Então, se a gente escolhe parceiros que contribuem positivamente, que apoiam a gente da maneira que elas podem, pra gente aumentar esse nível de consciência sobre quem a gente é, isso vai agregar muito valor, né? A pessoa com que a gente divide nossos dias, dorme e acorda junto. Como assim? Então, a pessoa que sofre da síndrome do impostor, ela vai ter uma tendência natural. Eu falo que o elogio entra aqui e sai aqui. A pessoa tá tão autodepreciativa que, por exemplo, um elogio físico, você fala: "Nossa, Mari, gostei, você tá linda". Aí eu dou um jeito de dar um defeito naquilo. Imagina essa blusa, eu comprei numa liquidação. Essa roupa a sabe, a gente a gente faz isso. [risadas] É uma dica. A gente faz isso e faz no automático. Faz no automático. Se você faz isso, começa a treinar de quando a pessoa te elogiar, você dá um sorriso e fala: "Obrigada." [risadas] Só faz isso. Você pode elogiar de volta, claro, mas poxa, se você receba, se você rebate, é como se entrasse por um ouvido e saísse pelo outro, né? E o quanto é importante dentro dos nossos relacionamentos mais próximos a gente exercitar. A gente pode exercitar isso o tempo todo. Uma coisa que eu faço que é muito interessante, que todo mundo pode fazer até para evitar esse consumo de rede social desenfreado é um consumo mais lento. Então, uma amiga sua, por exemplo, uma amiga minha outro dia é pesquisadora, ela mostrou que ela lançou um livro com a equipe dela de pesquisa. Eu fui, eu curti a foto, eu comentei a foto, eu fui no WhatsApp, falei: "Amiga, eu quero seu livro", sabe? Aí em vez de você perder 10 segundos com aquilo, você retém, você constrói, você eh cria esse hábito de ser a pessoa que dá elogios, que contribui pro outro. E isso gera uma reciprocidade. Se eu nunca elogiar o meu marido, por que que ele vai me elogiar? Ele vai ficar inibido, vai começar a criar uma competição, né, de ninguém elogia ninguém. E ao contrário, a gente quer jogar o jogo da prosperidade. Meu avô tem essa crônica que chama frescoball, onde ele fala sobre a diferença de casais que jogam tênis, que o tênis frescoball é você tá vai, né? Você vai agressivo, você não quer elogiar, você não quer que a pessoa cresça geral e o fresco você não não vamos deixar a bola cair, né? Vamos lá, vamos equilibrar super 10. Então você você contribuir e não necessariamente que só elogiando, você pode dar feedbacks paraa pessoa da falar coisas construtivas, cuidando do jeito que você faz isso e um vai ajudando o outro a criar esse contorno de quem você é. Porque eu brinco que a tristeza de quem sofre a síndrome do impostor, além dela ficar no modo milho, eu uso uma metáfora de muitas vezes as pessoas de fora te vem como um dragão bonito que tá voando e você se vê como uma lagartixa pálida. Verdade. Ada na [risadas] parede. E quem melhor do que os nossos parceiros para contribuir? Sim, sim. É isso mesmo. Nossa, gente, olha aí quanto ensinamento, né? 8:59. Dá tempo paraa última? Será que dá? Bora. que bora que dá. Uhu! Vamos lá, Larissa Coutinho do Jardim Garcia. Sempre sinto que preciso justificar cada conquista como se tivesse que provar o tempo todo que mereço estar onde estou, porque essa cobrança aparece mesmo sem ninguém exigir. Uhum. A gente sente, Larissa, que a gente tá sempre devendo pro mundo. É essa coisa. Eu não posso aceitar um elogio, eu tenho que fingir normalidade ali, me colocar para baixo. Então, quando a gente tem essa dificuldade, justamente a gente tem que treinar, não justificar. É o ai, você quer ir para tu lugar? Não, obrigada. Sim, você não vai, você não precisa inventar ou falar uma história. Eu não vou por conta disso, disso, disso, disso, disso, né, cara? Não é não? A cultura brasileira ela estimula muito a justificativa. Nós somos muito polidos nesse sentido. Talvez até por uma questão da nossa história. Nós somos um povo que recentemente saiu da escravidão. Sim. É muita, né? É, é muita pressão, é muito domínio. Então a gente ainda sente que a gente não precisa dever, satisfação, explicação para todo mundo. E aqui o exercício é se você sente essa dificuldade, bom, primeiro para todos. Vocês podem me seguir porque no meu Instagram, na minha mentoria, eu vou ajudar vocês nisso. @soumarialves é o show de alma em inglês. S o Uves. E segundo Larissa, experimenta não justificar tanto para ver o que acontece. Porque quando você justifica, você vai manter esse padrão. Agora, se você não justificar, observe o que acontece. Observe se a pessoa vai continuar ali ou se ela vai virar o bico para você. E aí você você é ter coragem de passar o filtro e ver quem fica. Uhum. Quem ficar é porque é compreensivo. Entenda que o não existe. Às vezes você não pode, você não quer, você tá cansado. Então se você não for compreensivo, se aquela pessoa não for compreensiva para entender o seu não, sem você precisar da justificativa demais, você também tem que repensar se essa relação é boa para você. Uau! E assim a gente encerra o nosso estúdio câmara de hoje. Nossa, que vontade de continuar. [risadas] A gente fica conversando aqui até meio-dia, gente. Que delícia. Muito bom. Mariana, agradecer a sua disponibilidade, a sua fala, a sua contribuição eh com a gente e e ensinamento, né, referente a essa questão aí da síndrome do impostor, que é um desafio silencioso, mas tem solução, especialmente quando a gente fala sobre o assunto, a gente acaba entendendo as causas, a gente acaba entendendo que a gente precisa de repente de buscar apoio, né? Então, quero agradecer demais a sua participação e presença com a gente aqui hoje. Muito obrigada. É um grande prazer. E tem uma coisa que eu sempre gosto de falar, que é a gente tem sempre algo muito valioso para ensinar pro mundo. Só que se a gente tá bloqueado nas nossas inseguranças, isso é uma espécie de egoísmo. O mundo deixa de ganhar o que você tem de mais extraordinário. Então, se permita trabalhar isso e transborde para o mundo. O mundo vai amar receber o que você tem de melhor para oferecer. Ai, que delícia. A gente agradece pelo presente, viu? quanto ensinamento. A gente tá ganhando aqui muita informação valiosa e tão precisa pra gente de repente mudar um pouquinho e dar uma analisada. Esse é o momento propício. Estamos aí no final de ano, né? Então, quem sabe 2026 seja um pouco diferente para você nesse quesito aí de síndrome do impostor. Receba, aceite, né? Receba e vamos lá. Vamos bora pra vida, né? Bate no peito e vai. Bora, você consegue. Ô gente, seguinte, ó, a gente tá encerrando, então, Mário, mais uma vez muito obrigada e você aí de casa, obrigada pela participação, obrigada pela companhia. A semana toda foi maravilhosa, a gente agradece muito. E segunda-feira a gente vai falar de um tema que influencia todas as nossas escolhas, mesmo quando a gente não percebe, tá? Eh, a gente vai falar daquela emoção que a gente sente e no momento da tomada de decisões. Por que que a gente sente uma coisa e a gente faz outra? já percebeu isso? Quando você tá [música] ali, né, para tomar a decisão, aí você pensa uma coisa e você faz outra. Até que ponto a gente realmente eh eh é racional e como entender nossas emoções pode melhorar decisões, né, no trabalho, na família, na vida prática. Isso tem também a ver um pouquinho com a síndrome do impostor, né? Às vezes na hora da gente tomar uma decisão, a gente acaba sendo levado pela emoção. E aí, quem quem tem que falar mais alto, a razão ou a emoção na hora da decisão? Tudo isso e muito mais a gente confere ao vivo aqui no Estúdio Câmara. Na segunda-feira a partir das 8 da manhã, a gente conta com a sua participação, [música] com a sua audiência, com a sua companhia, com as suas perguntas através do nosso WhatsApp. Eu quero agradecer a toda a nossa equipe do grupo, mas ninguém faz nada sozinho, não. A gente tem uma equipe massa que trabalha, ó, legal para trazer [música] para vocês. Eh, entrevistados que que contribuem com as informações pra gente aqui, entregam um conteúdo mega rico. Você pode confirmar isso no YouTube, porque tá lá, né, todos os programas da TV Câmara Campinas, inclusive o nosso estúdio Câmara está disponível para você no canal do YouTube da TV Câmara Campinas. Você pode compartilhar com a pessoa que você ama essas informações tão precisas pra gente que a gente tem aqui [música] no nosso programa, tá bom? Beijo grande. Daqui a pouquinho a Iria tá chegando direto da Central Iá de Informações, trazendo informação aqui de Campinas, do Legislativo, Brasil e Mundo, todas atualizadas. Ao meio-dia, Câmara Notícia, Gabriel Castro trazendo informações do legislativo e também da nossa metrópole. Final de semana, estreias maravilhosas de programas e quadros produzidos pela nossa equipe, especialmente para você. E segunda-feira, mais estúdio Câmara a partir das 8 da manhã ao vivo. Valeu, beijo grande, fique bem, aproveite o final de semana que vai ser de sol maravilhoso e a gente se encontra na próxima semana, se Deus quiser. Valeu. Obrigado, Mari. Obrigada. Tchau. Tchau. Valeu, pessoal. [música] [música] [música] [música] เฮ [música] [música] [música] [música]