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Estúdio Câmara | Síndrome de Fortunata: amor proibido e Cura
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Estúdio Câmara | Síndrome de Fortunata: amor proibido e Cura

144 views Publicado 13/03/2026 HD · 1:02:50
Resumo editorial

O Estúdio Câmara desta sexta-feira, 13 de março de 2026, debate a Síndrome de Fortunata, padrão de comportamento em que a pessoa se apaixona obsessivamente por alguém casado ou comprometido, vive um amor proibido escondido, aceita migalhas afetivas e acredita ser a verdadeira escolhida em uma narrativa que o tempo provará verdadeira. Não se trata de doença psiquiátrica mas de uma dinâmica relacional que aprisiona quem a vive em um ciclo de idealização, espera, sofrimento, culpa e baixa autoestima persistente. A apresentadora abre o programa com perguntas provocadoras sobre por que alguém se apaixona justamente por quem não está disponível, o que essa história diz sobre a vivência familiar de origem, a autoimagem construída na infância e a forma como aprendemos a amar nas primeiras relações de cuidado. As especialistas convidadas, psicólogas e psicanalistas que atendem em Campinas, oferecem acolhimento e ferramentas terapêuticas para reconhecer o padrão, romper o ciclo de dor e construir relações afetivas mais saudáveis e equilibradas. O programa atende campineiros que vivem situações afetivas semelhantes ou conhecem alguém próximo nessa condição, oferecendo informação clínica responsável sem julgamento moral.

Descrição do vídeo

No Estúdio Câmara desta sexta-feira, 13 de março de 2026 📅, o programa debate a Síndrome de Fortunata – padrão em que alguém se apaixona obsessivamente por parceiro casado/comprometido ❤️‍🔥, aceitando segredos, sofrimento e migalhas na ilusão de ser "a verdadeira escolhida". Psicólogos Patrick Santana e Alexandrina Alda 🧠 explicam causas, ciclos viciosos e caminhos para romper! ​ O que é a Síndrome de Fortunata? 🤔 Inspirada no romance espanhol Fortunata e Jacinta, descreve quem vive amor proibido, com baixa autoestima, dependência emocional e repetição de padrões tóxicos. "Não é doença, mas comportamento ligado a abandono infantil e negligência", diz Patrick. Alexandrina reforça: "Acredita-se que amor exige luta e sofrimento". ​ Por que Acontece? Raízes Profundas 🌱 História familiar: Falta de cuidado, aprovação condicional na infância 👨‍👩‍👧 Fome emocional: Busca dopamina/adrenalina em idas/vindas (como vício em droga) ⚡ Autoimagem: "Eu sou solução para o problema dele" – falsa sensação de poder/control. ​ Ciclo Vicioso: Prazer x Dor 🔄 Explosão de prazer no encontro secreto (dopamina), seguida de culpa, vergonha e vazio. "Cérebro viciado: quando some, busca; volta, euforia", explica Alexandrina. Parceiro comprometido sente "poder" (narcisismo?), mas ambos perdem: famílias destruídas, autoestima no chão 😩. ​ Falsa Ilusão de Controle 🎭 Amante acha "ditá ritmo", mas é presa de promessas vazias. "Não quer compromisso real – destrói prazer da fantasia", alerta Patrick. Casado abandona valores, vira vulnerável. Resultado? Montanha-russa emocional, ansiedade, depressão e somatizações. ​ Caminho da Cura: Terapia Transforma 💪 Autoconhecimento: Aceite dor/trauma (Gabor Maté: "Por que dói?") – ressignifique padrões 🙏 Profissional: Psicoterapia para elevar autoestima, quebrar repetição (não pare no meio!) 🛋️ Rede de apoio: Família/amigos sinalizam; equipe multiprofissional acelera mudança. "Todo mundo tem jeito!", motivam experts. ​ Reflexão Final: Amor Saudável Existe ❤️ "Você merece ser escolhido no claro, sem esconder", convida o programa. Rompa o ciclo – priorize você! Sem julgamento, com acolhimento. Assista completo ▶️, compartilhe se ajudou 👥, comente sua reflexão 💬, curta 👍 e marque quem precisa! Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando com Estúdio Câmara nesta manhã de sexta-feira, dia 13 de março. E a nossa conversa é sobre um tipo de amor que costuma acontecer escondido, cheio de dor, culpa e esperança. A chamada síndrome de fortunata, isso não é uma doença, viu, gente? mas um padrão de comportamento em que a pessoa se apaixona de forma obsessiva por alguém casado ou comprometido, vive um amor proibido, se coloca em segundo plano, acredita ser a verdadeira escolhida ou escolhido e fica preso num ciclo de idealização, sofrimento, baixa autoestima. A pergunta é: por que alguém se apaixona justamente por quem não está disponível? O que essa história diz sobre a história familiar, a autoimagem e a forma como a gente aprende a amar. É isso que a gente vai tentar explicar e destrinchar aqui no programa de hoje. E se você ou alguém próximo vive uma relação secreta, cheia de promessas, espera e sofrimento, fica com a gente, porque essa conversa é para acolher, tirar o peso da culpa e apontar possibilidades de mudança. Os nossos entrevistados já estão aqui no estúdio. Vou passar para você a previsão do tempo para hoje e para o final de semana. E daqui a pouquinho a gente volta ao nosso tema central, combinado? Então vamos lá. Previsão do tempo, gente, nublado, tá? Hoje, sexta-feira, tempo nublado, chove rápido durante o dia e a noite também, mínima de 25. A, eh, a máxima, aliás, de 25, a mínima foi de 19º para sábado. O que nós temos aqui? 1926, né? nuvens e chuva rápido também durante o dia e a noite. Agora domingo a previsão do tempo diz que não chove. Temos algumas nuvens, abertura de sol e mínima de 18, a máxima de 28º. Essa é a previsão do tempo, de acordo aí com os meteorologistas para hoje, sexta-feira e para o nosso final de semana. Agora sim, vamos ao nosso tema central. É preciso falar um pouco mais para que você se eh você entenda o que nós estamos falando. Eh, síndrome de fortunata, o que é isso, né? Você sabe que vem de um romance clássico espanhol, Fortunata e Jacinta, em que Fortunata, viviamos apaixonada por um homem casado, sustentando aí a fantasia de que um dia ela será escolhida, mesmo depois de se casar com outro homem e ter filhos. Na psicologia, o termo acabou sendo usado para descrever pessoas que desenvolvem laços de dependência emocional com parceiros comprometidos, se envolvem repetidamente nesse tipo de relação e tem dificuldade de se vincular a pessoas disponíveis. Então, para ajudar a gente a entender a síndrome de Fortunata, o caminho que a gente deve seguir para poder fazer um ajuste nessa questão aí, eu recebo hoje o psicólogo clínico Patrick Santana. Seja muito bem-vindo. Bom dia. Obrigada pela sua participação e presença, Patrick. Muito prazer estar aqui. Bom dia a todos que estão assistindo e vamos falar desse assunto tão importante aí, necessário para todos nós. Excelente. Para completar a nossa dupla de hoje, a gente recebe a psicóloga clínica e também neuropsicóloga Alexandrina Alda. Seja bem-vinda. Bom dia. Eu que agradeço o convite, né? Vamos caminhando junto, como Patrick falou, né? para que possamos compreender e trabalhar juntos para que isso eh se encerre de uma melhor de uma maneira melhor. Exatamente. Um autoconhecimento, né? A gente precisa entender tudo isso. Então, Patrick, para quem nunca ouviu falar eh da síndrome de Fortunata, como que você explicaria esse padrão em que a pessoa se apaixona por alguém casado ou comprometido e ficar preso nesse amor invisível, né? né? É um padrão de comportamento. Sim. Eh, é, ele é muito marcado por um abandono emocional, né? Quando a gente vai olhar pra história de vida dessa pessoa, né? Que na maioria das vezes são mulheres, mas também homens acabam também passando por experiências como essas e elas ficam presas dentro dessa relação justamente por não saberem que isso tá ligado à história de vida delas, né? Que é uma história de ausência ali, de cuidado, é um abandono emocional. Então são algumas negligências que faltaram, né? A gente pode até dizer de uma família, como as pessoas costumam eh utilizar muito, né? Uma família disfuncional. Então, essa pessoa ela de forma inconsciente acaba tendo esses comportamentos, mas a partir do momento que ela entende isso, ela já começa a ter ali uma clareza. Mas tá muito ligado à história de vida da própria pessoa, né? Exatamente. Você sabe que a gente trazendo esse tema para o programa, eh, Alexandrina, a gente acaba, eh, ensinando que, mais uma vez o julgamento e o preconceito ele precisa cair por terra, né? Porque muitas vezes a gente olha paraa pessoa que tem esse tipo de comportamento e a gente julga sim, né? Mas a gente precisa olhar com o olhar eh mais amplo da história. Claro que a gente não está romantizando esse tipo de ação, mas sim precisamos olhar com um olhar de mais cuidado, de mais atenção, de mais carinho. Agora, o dia a dia no consultório, eh, o que que você traz pra gente? Os traços mais comuns dessas pessoas, né? aquele amor muito intenso pelo parceiro comprometido, dificuldade de se interessar por outras pessoas. Eh, como que isso aparece, né? Quais os traços? Patrick trouxe, que é algo que a gente de repente traz e lá da infância, da criação, né? Exatamente. O Patrick está correto, né? Geralmente eh são pessoas que vêm de uma de uma infância muito eh com falta de muitas coisas, né? aquela questão do do cuidado, né? Então assim, ela aprende de uma forma, entendeu? Então na vida adulta ela vai seguir com o mesmo padrão. Então essas pessoas acreditam que faz parte do amor, o sofrimento, aquela questão que você tem que lutar, né? Você tem que fazer valer a pena para você poder ter um aquele amor, né? E daí ela vai seguindo nessa trajetória, sempre, sempre, sempre acreditando que vai dar certo. Exato. E daí um esforço muito enorme, a pessoa fica, ela, ela, na verdade, ela se anula pra vida, né? Ela vive em função de tudo isso, sabe? É muito triste. É muito triste. Por isso que eu sempre penso que não devemos julgar assim antes saber da onde é a fonte. Não estou aqui falando, ah, né? Porque ela é amante. Você tá falando porque você nunca, seu marido nunca te traiu. Não é isso, pessoal. A verdade é que tem um sofrimento por detrás disso, entende? Ela queria ter uma pessoa só para ela, né? E ela acredita, mas só que ela acredita que ela precisa se esforçar para ter, então que é um esforço maior, né? Do que ter que lutar por aquilo que não é seu. Exatamente. Exatamente, né? Muitas vezes e quem vive esse tipo de relação se vê disposto a fazer qualquer coisa. Exatamente. Por aquele amor, aceita se esconder, aceita migalhas de atenção, mas sente que a vida não tem sentido sem essa pessoa. E aí, mesmo sabendo que a pessoa é comprometida. Então, Patrick, diante de tudo isso, o que que eh essa essa situação revela sobre a autoimagem e a dependência emocional? Porque se a gente para para analisar uma pessoa que vive em prol da outra, aceitando qualquer tipo de situação, ela está dependente, não está? Sim. E é justamente essa repetição que faz a pessoa que alimenta essa esperança, né? Uhum. Então, o fato de a pessoa e eh ela tem muitos momentos que ela está em silêncio, sozinha, eh na solidão, mas sempre com aquela esperança, inclusive de de ter a pessoa, né, como a Alexandrina comentou, de ter a pessoa só para ela, porque ela acredita. E claro, todos nós, seres humanos queremos ter alguém só para nós. E então esse comportamento ele é muito marcado por esse padrão de repetição. Então a pessoa ela na maioria das vezes ela tem essa experiência eh com um parceiro. Aí quando aquela experiência ela se frustra, ela essa esperança ela não morre. Então, ela passa com o tempo ter ali uma experiência com uma outra pessoa. E essa repetição é que alimenta essa ideia de que em algum momento, em algum dia, ela vai ter aquela pessoa só para ela. Então, eh eh esse encontro, né, na verdade, esses encontros com aquele parceiro, ele é marcado com muita intensidade, né? Então assim, e essa pessoa ela acaba, né, a pessoa que sofre com essa síndrome, com esse conjunto aí de sintomas e e de sinais de comportamento, ela ela tem essa essa esperança porque ela acredita lá no fundo que ela é a solução para o problema daquele homem, digamos assim, que sofre numa relação aonde tem uma pessoa que o faz sofrer. Uhum. Né? Então ela entra também como uma protagonista, digamos assim, que vai resolver um grande problema. Então ela vai resolver o problema dela e ela vai resolver o problema daquela pessoa que está ali também, que é o o objeto de paixão, de amor dela. Ô Patrick, e tem também que o Patrick falou uma coisa bem interessante, né, que ela acredita que ela é a solução que quando ele volta, né, daquela, né, então isso vicia isso. Eu ia te perguntar isso, o nosso cérebro, porque é uma descarga de dopamina, adrenalina, porque quando ele quando ele vai aí cai, né? Uhum. Ele foi, ele sumiu, ele já não faz muito contato. Quando ele volta, a dopamina, sobe, isso vicia, vai e vem. Então quando ele sai, ela fica em busca daquela dopamina, ela precisa daquilo. Então assim, quando ele aparece é a pura felicidade, entende? É igualzinho, gente, muito semelhante com a droga. Nossa, é muito triste. É muito triste. É uma prisão. Nossa, gente, que coisa. Enquanto vocês falam, muita gente em casa pode estar se reconhecendo, né? Eh, lembrando de alguém próximo que sempre se envolve eh, com uma pessoa que já está dentro de um relacionamento. E é importante aqui a gente falar sobre essa questão eh da nossa saúde mental e dessa descarga que traz no nosso cérebro, gente, eh comparado com uma questão de vício, né, de vício de algo ilícito. E aí eu pergunto para você, Patrick, essa ideia, né, eh, da pessoa se sentir desejada a qualquer custo, né? Como é que isso eh traz a a autossabotagem? Porque tem a descarga de adrenalina, a dopamina, aquela coisa toda, né? Mas aí e você falou também da questão da repetição, mas tem a questão da autossabotagem também, né? algum momento eh a pessoa que tem esse esse essa síndrome de de Fortunata, ela pensa eh em desistir dessa desse tipo de de atitude, mas ela acaba se autossabotando e ela volta. Explica pra gente essa questão de autossabotagem, de controle emocional, de equilíbrio. Vamos lá. Eh, como a Alexandrina comentou comentou aqui muito bem, eh, trata-se de uma substância. Então, aquela pessoa que é o objeto daquela paixão, né, daquela obsessão, ela é como uma substância, é como uma droga. E como toda droga que quando ela é consumida, após essa experiência de consumo, a pessoa ela passa por aquela experiência de vergonha, de culpa, né, de de baixa autoestima. Então os sintomas eles são muito semelhantes também para quem sofre da síndrome de Fortunato. Uhum. Por quê? Porque a pessoa ela tem uma baixa autoestima muito grande e essa baixa autoestima é o que justamente sabota ela, porque ela acredita que ela vai resolver aquele problema conquistando, sendo a solução na vida da outra pessoa, conquistando aquela pessoa para que ela tenha aquela ideia, aquele pensamento de eh eh de eu tenho o poder, digamos assim, né? Então eu sou, eu consigo, eu sou capaz, eu vou provar para todo mundo que eu sou capaz, porque até então essa relação ela é uma relação muito escondida, muito secreta. Então é é é por isso que ela é comparada a uma substância, ao uso, né, de droga, porque ela não pode assumir publicamente, ela não pode ir a um restaurante, ela não pode ir ao cinema. Por quê? Porque se encontrar um amigo, alguém lá, pronto, todo ess toda essa fantasia geradora de prazer, ela ela é desconstruída, né? E quando ela é desconstruída, então essa pessoa ela eh ela fica sem a droga dela, digamos assim. Então essa autossabotagem ela vem de a pessoa acreditar que a solução do problema dela de baixa autoestima, porque é falta é muito para essa pessoa, justamente por ela não ter recebido amor, carinho, né? Então ela tem uma uma carência de amor, né? Então, por não ter esse amor próprio, essa autoestima numa medida, digamos, eh, satisfatória para que ela siga a vida dela e não entre em relações como essa, então ela acredita que a solução está em eh eh enquando, enquanto ela tem esse parceiro, então essa autoestima ela é: "Opa, ó, tá vendo? Nós estamos bem, nós estamos bem". Só que quando ela muda isso, né? que acho nós vamos entrar ainda nessa parte. Então, a autossabotagem ela tá nisso, em ela acreditar que o outro, além de ser dela em algum momento, eh, esse outro também, eh, traz a resposta do tipo, eu sou uma pessoa suficiente, eu não tenho baixa autoestima e eu vou provar para todo mundo que eu não tenho, nossa, né, que eu sou bem resolvida. Mas quando no fundo essa pessoa ela tá tentando resolver esse problema que é autossabotagem de uma maneira totalmente errada e contrária, né? Fantasiosa, né? Visão magnífica de vocês. Quer completar, pontuar? Alexandrina, fica à vontade. Sim. Eh, eh, essa autossabotagem também ocorre muito quando a pessoa começa a tentar sair do relacionamento. Uhum. Mas como nós falamos aqui, eu e o Patrick, é de que isso acaba se tornando um vício, então aí entra firmemente a autossabotagem. Uhum. Ela começa a buscar desculpas, né, para poder não sair do relacionamento, entendeu? E daí também entra a questão da sabotagem. Olha só, ela mesma faz isso. É impressionante como ela encontra motivos para não sair do relacionamento, mesmo tendo a oportunidade, né, acaba ficando, né? E essa ilusão de controle, né, em que o amante acredita que tá no comando, que dita ritmo, é é algo assim que ele tenta lutar, esconder Uhum. e acaba sofrendo eh essa falsa sensação de controle. O que que isso traz eh paraa pessoa que está diante dessa situação e que acha que tá no controle, né? Porque é uma falsa sensação de controle, né? Uhum. Poxa vida, você que convive, tem um relacionamento com alguém comprometido, eh, quando você se encontra, imagino que deva ser uma questão de, tipo assim, tá tudo sob o meu controle, tá tudo sobre o meu comando. E isso também deve dar uma sensação de bem-estar. E o nosso cérebro deve ficar muito feliz com essa falsa sensação de controle, não é? Exato. Porque daí quando ele quando ele vem, né, quando o parceiro vem, gente, tô falando pode ser homem também. Aham. Quando o parceiro vem eh de volta, então assim, ela acredita, tá vendo? Eu consigo, né? Ele veio para mim. Uhum. Mas também a gente tem que olhar pro pro lado, né, que essa pessoa de uma certa forma, né, eh, ele controla o outro, né, ele controla a vítima, controla, né, ele controla e a vítima, né, como o Patrick colocou, que é uma questão que vem lá de trás, para ela, esse controle é uma forma de cuidado, entende? Olha, isso, é uma forma de cuidado, porque ele tá cuidando de mim. Então assim, são muitas coisas que acabam sendo confundida por conta daquilo que ela aprendeu lá no passado. Interessante. E e é interessante que tem um especialista, né, escritor, médico, que trabalha muito nessas questões sobre vícios, né, que é o G Bormaté. Ele traz a questão o seguinte, que quando a pessoa ela está na experiência do vício, ela vai experimentar uma explosão de dopamina, porque ela tá tendo aquela experiência do encontro, né, com com a pessoa, do encontro com a substância. A gente pode aplicar isso para qualquer contexto que que faz com que haja essa produção de dopamina e depois a gente vai querer aquilo de novo. Uhum. Então, e aí vem a dor também. Então, além do prazer, após o prazer vai vir a experiência de dor. Por quê? Porque eh o prazer ele passou, ele foi embora, né? Então aquela fantasia ela meio que se desconstrói por um momento e aí fica a dor, fica o vazio, fica a solidão, né? Fica a esperança que nunca é atendida. E aí então com essa experiência da dor, o Gabor Maté, ele pede para que a gente faça a seguinte pergunta. Ao invés de a gente colocar de perguntar eh eh por que do víço? Por que que eu tenho esse vício, esse problema? É a gente poder perguntar o porquê da dor, né? Eh, eh, é tipo assim, o que que eu, qual que é a dor, né? Que dor é essa que eu estou sentindo? Então, quando a pessoa ela entra em contato com essa, ela começa a fazer essa pergunta, ela começa quebrar um pouco essa fantasia, ela começa um pouco a entrar na questão de eh de olhar mais para ela, né? Então, mas é uma uma condição que que como a Alexandrina disse no início, que gera muito sofrimento, muito sofrimento mesmo. Poxa vida. É, é forte a gente perceber que muitas vezes quem vive essa síndrome de fortunata não está atrás desse homem ou dessa mulher específicos, né? Mas acaba repetindo, sem perceber, um roteiro antigo de tentar conquistar um amor que lá atrás parecia inacessível. No fundo a gente pergunta, a pergunta é é menos assim, ó, por que eu gosto de pessoas comprometidas? E é mais porque eu acredito que eu só mereço amor quando eu preciso lutar, me esconder ou sofrer, né? Aí eu pergunto pro Patrick, um ponto delicado que vocês colocaram aqui é a questão da vítima. A pessoa que se vê como vítima na situação, né? Eh, também tem essas descargas de adrenalina, de dopamina, de sensação de poder, um ganho oculto de repente. Mas o que faz com que ela se mantenha presa a esse vínculo? Eu gostaria da fala dos dois, porque a gente tá falando aqui da síndrome de fortunata e da pessoa que eh ela se apaixona e só se interessa por pessoas comprometidas. Mas e aquela pessoa comprometida que a gente vamos vamos colocar uma aspas que foi vítima da síndrome de Fortunata, ela também tem a sensação de poder, porque ela compactua com isso? Qual que é a sua avaliação, Alexandrina? Você diz, no caso, eh, por exemplo, a esposa você fala, não, não. Eu digo o, eh, eh, vamos colocar aqui um casal. A mulher se apaixona por um homem casado, OK? Mas eh o homem ele ele só vai continuar esse relacionamento com essa pessoa que tá fora do relacionamento se ele quiser e na maior maioria das vezes ele continua. Então qual é o poder a ou então a sensação falsa de poder que a pessoa que tem a síndrome de fortunata, ela implica na vítima, no homem casado, vamos colocar aqui, ou a mulher casada, então vice-versa, né? Mas a gente tá falando do ah do parceiro comprometido, assim, melhor do parceiro comprometido. Uhum. Né? Você quer saber qual que é como a sensação do parceiro comprometido, se ele ele é ele ele é atingido pela síndrome do Fortunata. E por que que ele continua mesmo sabendo que isso eh não é o natural de relacionamento? Tá bom. Eh, eh, isso aí é muito assim subjetivo, né? Sim, cada um é cada um. Ah, mas qual sensação será que ele tem para continuar com isso? Uhum. Olha, eu vou falar o que eu já vi. Sim, por favor. Claro. Eu já vi na clínica casos de tipo de um casamento de longos anos e e o homem, esse homem casado, ele acabou se envolvendo, né, com uma pessoa. Uhum. E segundo ele Uhum. e ele permaneceu com nesse relacionamento durante do anos. E segundo ele era porque a esposa não era carinhosa, porque ia ser uma série de de culpa da esposa, né? Mas a gente vê muito assim uma sensação de poder. É, né? Uhum. Eu posso, né? Eu posso, olha só, eu posso estar lá e eu posso estar aqui e e o estar aqui, né? A fortunata, ela faz realmente, né, de um tudo para que essa pessoa fique com ela. Uhum. E daí, eh, isso aí acaba reforçando do outro lado também. Isso, tá? Mas também nós temos um grupo, né? Mas eu vou falar bem breve porque senão vai se estender para outro lugar. Uhum. Eh, que tem alguns alguns casos de de narcisista, né? Hum. Eh, eles também buscam muito essa questão de de outras parceiras e eles amam essa questão do controle, entendeu? De promessas que nunca nunca vão chegar. Uhum. Entende? E é por é por isso um dos fatores, né, que acaba colaborando para que que ele continue nesse relacionamento. É uma teia, né? Um negócio assim complexo demais. Explica, explica aí, Patrick, o que que acontece. Eh, quando uma pessoa ela está dentro de uma relação, de um casamento, ela precisa cumprir a parte dela. Então, dentro de uma relação, ela eh existe 50% para cada um. Sim. Então, eh, é muito comum a quando a pessoa ela entra nessa, ela se torna refém desse tipo de comportamento de uma pessoa que, que vem para ela com toda a força, com todo o efeito, né, de um encanto, digamos assim, porque a pessoa que sofre da síndrome de fortunata, ela não economiza para poder conquistar o parceiro ou a parceira. Hum. Então ela vai usar todos os os, digamos, sei lá, fetiches, talvez possíveis para atrair. E o que que torna essa pessoa que está dentro de uma relação vulnerável para isso? é quando ela abandona os valores que ela precisa manter dentro da relação. Então, por exemplo, as pessoas que buscam esse tipo de relação eh eh que são intensas, né, que que é aí pela síndrome de fortunata que a gente tá discutindo, elas normalmente elas estão fugindo da reciprocidade, né, do cotidiano, da troca afetiva, do compromisso com a família. Então, quando esses valores eles são eles não são levados a sério, eles não são eh eh valorizados como precisa, então essa pessoa ela se torna mais vulnerável ainda para ser uma presa de quem tem a síndrome ou sofre também da síndrome de fortunata. Então, eh, o abandono desses valores, né, desse cultivo, né, você parar de regar o seu jardim vai fazer com que você se encante pelo outro. jardim ou pelo outro lado. Então, eh eh essa a pessoa ela fica muito vulnerável. E quem sofre da síndrome de fortunata, eh, normalmente, de forma inconsciente, ela também não quer compromisso no fundo. No fundo, ela também não quer. Ela é é porque esse compromisso é uma coisa assim que estraga o prazer, o encanto que vem dessa fantasia, né, da paixão e tudo mais. Então, o que que é gostoso para quem sofre desse problema, né, dessa dessa síndrome? É, é aquela explosão de dopamina do encontro. A gente não tá aqui agora, mas então assim, mas há há há uma questão aí de se a pessoa que está no numa relação, ela não cuida Uhum. daquilo que é dela, ela ela corre um grande risco. Por quê? Porque ela pode ter uma outra pessoa que ela tá achando que ela tem, que é a sensação do falso poder. Sim. Ela pode, ela corre um risco muito grande que é perder, porque quem tem a sofre da dessa síndrome de fortunata, eh, é uma coisa assim muito raro a pessoa poder ter o outro para ela, ela conquistar de uma maneira efetiva, conquistei, né? Então, na maioria das vezes, há um sofrimento e nunca se conclui. Então, isso faz com que essa pessoa que está numa relação segura, ela perde a relação com quem ela já tinha ali, que era a esposa ou marido. E a chance dela perder a quem sofre da síndrome também é grande, porque ela tem já um sofrimento que ela tá tentando resolver de um jeito que ela vai poder se utilizar de abandonar esse que ela conquistou, gente. E a e então assim vira uma, é um problema muito sério, né? É uma, é uma ilusão que e eu costumo dizer assim, eh, será que vale a pena a gente correr esse risco? Nossa, mas isso é sério demais, né? essa explicação que vocês estão dando pra gente aqui, eh, faz todo sentido da gente olhar uma linha do tempo e ver, né, história de de casamentos que acabaram se desfazendo, eh, por conta de situações parecidas com essa que a gente tá colocando aqui para vocês. E outra, o que me chama atenção é que a pessoa que tem a síndrome de Fortunata, vocês disseram pra gente, ela não vai querer um relacionamento sério com a presa dela, vamos colocar assim. E se ela tiver oportunidade, o que ela vai acontecer? Que que vai acontecer? Ela vai deixar esse relacionamento e vai buscar outro ou então vai viver esse relacionamento já pensando em outro outro tipo de relacionamento. Isso é uma é um ciclo vicioso, né? Que que não para, que se repete mesmo. Agora, eh, a psicologia também fala da estação do proibido, né? que o fato de eh ser um amor secreto, escondido, competitivo, aumenta essa adrenalina, essa idealização, eh como se o outro se tornasse aí mais desejável, justamente por não estar disponível. Agora, Alexandrina, como que trabalha esse fascínio pelo proibido em terapia? Isso é é possível? vocês conseguem eh trazer, né, algo assim, um diagnóstico, uma melhora eh eh desse fascínio pelo proibido, dessa questão da síndrome de fortunata. A pessoa precisa se disponibilizar e querer ajuda para que esse tratamento aconteça, né? Exatamente, né? Acho que um do um dos primeiros passos é que ajuda a pessoa a chegar neste caminho é esse, né, que a TV tá dando neste momento, que é o conhecimento da síndrome, porque tem algumas pessoas que não sabem, né, não tem nem ideia. De repente, talvez neste momento ela esteja nos assistindo e começa a compreender que isso está se passando na vida dela, entendeu? E aí ela vai pro próximo passo, que é procurar ajuda, mas é como você falou, a pessoa precisa estar realmente, né, disponível para isso. Então, dos trabalhos que a gente se inicia na psicoterapia, é trabalhar autoestima ou autoconhecimento, né? E assim, é lógico, né, Patrick, não é de um dia para o outro. a pessoa precisa, né, é realmente se eh de um processo e ela realmente precisa se comprometer, né, com a terapia, com o processo. Exato. Mas é o autoconhecimento é é tudo, né? a gente precisa ter o autoconhecimento. Agora nessa questão da síndrome de Fortunata, Patrick, me explica, o autoconhecimento aí ele vai funcionar porque a pessoa ela vai para ela chegar a ponto de ir eh buscar um atendimento, né, uma terapia, eh ela vai precisar até a a fazer o movimento, o primeiro movimento vai ter que ser dela. E geralmente a terapia ela é importante, mas a rede de apoio para pessoas é bom. Por quê? Porque as pessoas podem sinalizar em você algo e aí você, a partir dessa sinalização, você busca a terapia. Mas e na síndrome de Fortunata, se o negócio é tudo escondido, se ninguém vê, se ninguém sabe, se é assim que vive a pessoa que tem síndrome de fortunata, como que alguém vai sinalizar para ela que tem algo que precisa eh eh ser eh estudado, ser aprendido aí numa terapia? Como é que funciona a questão da busca da terapia? Como é que a pessoa que sofre dessa síndrome vai saber que ela precisa buscar uma terapia? Sim, vamos lá. Eh, justamente o fato de a pessoa eh estar em sofrimento. Uhum. A síndrome de Fortunata, ela tem uma um prognóstico, né, que é uma que é no futuro, se essa pessoa não muda esse esse comportamento, ela pode sofrer de transtornos de ansiedade, de depressão, ela pode sofrer de de crises emocionais intensas. Então, eh, quem vai ajudar essa pessoa a pedir ajuda é justamente a dor que ela experimenta, o sofrimento que ela experimenta. Então, ele vai direcionar essa pessoa para fazer algum movimento. E esse movimento é um movimento de pedir ajuda. Eu sozinha, sozinho não consigo, então eu preciso de ajuda. Então, é onde ela vai eh buscar para poder amenizar essa dor. E é muito comum, pelo menos na minha experiência clínica, eh as pessoas que buscam esse tipo de ajuda, que vem aí de sofrimentos intensos dentro de a partir de relações desse tipo, eh quando elas estão estão bem, elas elas normalmente param terapêutico, né? Eh, pelo menos na minha experiência de alguns colegas também, acredito que talvez a Alexandrina tenha já tido experiências assim. Então, e essas pessoas normalmente elas se autossabotam, tipo assim, pô, eu tô bem agora, tá tudo certo. Só que muitas não entendem que é um processo, como Alexandrina bem colocou, que você precisa ter um começo, um meio e fim para você entender. E quando é que eu entendo que eu não que eu estou bem em relação à aquilo de verdade? É quando eu entendo que agora eu tenho outros recursos para que eu possa olhar e falar: "Eu tenho valor, eu sou importante, eu não preciso entrar nesse nesse ciclo de comportamentos, nesse padrão para eu me sentir importante." Então esse autoconhecimento aprofundado, ele vai levar a pessoa a entender que ela é importante, que ela tem valor, que ela pode recorrer a a recursos muito saudáveis para que ela consiga, né, eh não parar no meio do caminho do processo terapêutico, mas ir até o fim para que ela realmente não precise ficar voltando, porque se ela para no meio do caminho, daqui a pouco, normalmente, pelo menos a minha experiência já aconteceu muito, a pessoa volta, às vezes volta com outro parceiro, né? Agora é uma outra pessoa, agora é um outro, né? E normalmente ela traz aquilo como uma assim, se você não tem um olhar clínico para isso, você fala: "Nossa, essa pessoa tá apaixonada, que bonito, que lindo". Aham. Só que é uma pessoa comprometida. Isso vai gerar sofrimento, isso vai gerar dor. Então, é ajudar essa pessoa a entender que o quanto que aquilo vale a pena, o quanto que é bom esse investimento que você faz. Eh, eh, porque olha, faz quanto tempo que você está assim? Olha, faz, sei lá, desde os meus, né, tem aí 15 anos que eu já vivo nessa situação. E e e como é que é? Vale a pena? Você acha que, né, porque, né, você já parou para pensar que você que tem outras formas de você suprir essa necessidade, né? Então, esse é um caminho que vai clarear pra pessoa, né? O autoconhecimento é clarear quem é ela e quais são os recursos que estão diante dela para que ela realmente se sinta valorizada, né, sem precisar se machucar, sem precisar se ferir, né? Então, poxa vida, hein, gente, que complexo, complexo demais. Agora, Alexandrina, a gente trouxe aqui um esgotamento emocional e um turbilhão de emoções, né, pra pessoa que sofre dessa síndrome de fortunata. H, só que daí essa pessoa ela vive, né, ela trabalha, tem outras áreas da vida. E aí, como é que vive em uma montanha russa emocional desse jeito? Essa pessoa, ela é prejudicada por todo em todas as áreas, se a gente for parar para analisar, quando ela chega em um momento em que ela de repente percebe que não tá fazendo mais sentido. É muito triste. É muito triste viver nessa montanha russa. Hora lá em cima, hora lá embaixo, né? E e as outras áreas e muit das vezes acabam sendo afetadas porque a vida dela acaba girando em torno disso. Uhum. Entendeu? E aí, eh, há uma sensação de muit das vezes até mesmo de fracasso. Então, é aonde, né, mesmo que às vezes pode acontecer quando a pessoa entra num relacionamento desse, né, que estamos falando da da síndrome defortunata, às vezes ela não tá com a autoestima tão lá embaixo, mas aí dentro desse processo essa autoestima pode despencar, né? Uhum. despencar. Então assim, é como o Patrick falou, como se a vida da pessoa meio que ficasse parada, sabe? Ela caminha, mas a e a passos lentos, né? Então assim, muitas pessoas acabam desenvolvendo algumas doenças, né? Doenças psicossomáticas, né? Mexe muito com com a saúde da pessoa porque fica naquela busca incessante, né? mesmo, porque como nós falamos aqui, eu e o Patrick, que tem essa questão que realmente parece uma parece não é uma dependência, né? Então quando você fala lá em cima, lá embaixo, é isso mesmo, quando volta a dopamina, quando vai, né, ela desce. Então, eh, é um processo muito difícil e, né, e precisa, a pessoa precisa realmente ter coragem para poder seguir com com a terapia, como o Patrick falou. E é verdade, muitas das pessoas acham que estão melhorando e elas abandonam a terapia, depois de um tempo, elas retornam e muuit das vezes pode acontecer até mesmo com parceiro pior do que o anterior. Poxa vida. E a questão da culpa, Patrick, essa pessoa que tem a síndrome de fortunata, ela não tem sentimento de culpa? Não tem esse sentimento ou o sentimento desse desse poder falso, né? Esse sentimento de falso poder, de falso domínio, ele alimenta tanto que a culpa fica esquecida? Não, ela realmente experimenta muita culpa, é porque é aquela coisa do da sensação de fracasso, né? Hum. Então, por exemplo, quando ela, normalmente, quando a gente vai olhar pra história de vida, a infância dessa pessoa marcada por uma história de abandono, de negligência e aquele desejo de agradar para receber amor, né? Então, a criança ela faz de tudo para poder, então na vida adulta isso se repete. Só que a culpa ela vem justamente do tipo, o que que eu tô fazendo de errado? Então, a culpa ela ela não é de algo que eu fiz no sentido tipo, porque tudo que ela faz é bom para ter o outro parceiro, né, ou a parceira. Eh, a culpa normalmente ela vem da ideia do tipo, eh, eh, o que que eu posso ter feito, né? Tipo, a então assim, é um é um sofrimento que a pessoa tem. E como a Alexandrina colocou, eh, e eu quero aqui frisar, assim como é intenso a satisfação, a descarga, a explosão de dopamina quando tem um encontro, quando ela tá naquele período de baixa, Sim. Ela também tem uma uma experiência muito intensa de emoção, só que no contrário, no sentido negativo. Uhum. Então, nesse momento que vem também a a o sentimento de culpa é de justamente de culpa talvez porque eu existo, né? É, a culpa é eh é ela é uma questão muito subjetiva, claro, né, que todas as pessoas experimentam isso, mas o fracasso de não ter a outra pessoa, de não ter conquistado, faz com que elas sintam uma culpa de existir e não ser capaz de de conquistar o amor. Au! né? Então é um sofrimento muito grande que pode sim levar essa pessoa a a ter um quadro psiquiátrico que é onde ela vai precisar de uma intervenção medicamentosa para justamente ter essa intensidade diminuída, né? Então essa intensidade diminui e aí é onde muitas pessoas ficam só na medicação. Por quê? Porque diminuiu. Tipo, eu tô bem, né? Então, é é uma mistura de culpa com vergonha, com sofrimento. E aí daqui a pouco eh eh a pessoa ela vai buscar alguma ajuda, alguém que ela ela eh porque essa pessoa que sofre da síndrome, normalmente ela ela não é só uma boa pessoa e ela não só encanta quem ela quer no sentido do parceiro que está comprometido com outra pessoa, mas ela é uma pessoa normalmente maravilhosa para as pessoas nas relações. é uma pessoa que normalmente ajuda os outros, tá sempre fazendo grandes favores, é uma pessoa que ela carrega um peso muito grande, né? Mas esse peso ele só vai ser resolvido quando ela for capaz de olhar paraa dor dela. Por isso que o Gaborman até coloca na sua, no seu livro eh eh eh a pergunta no que é o livro o o moo normal, se eu não me engano, eh que é qual, né? Qual é a porquê da dor? Uhum. Né? Então, o porquê da dor, então, é olhar para essa dor. Por que que eu sinto essa dor? Por que que no meio de eu experimento isso? Então, é olhar para essa dor que vai ajudar a expandir, clarear, né? e essa pessoa começar a entender que, ah, então é por causa disso, então eu posso resolver de outro jeito. Eu não preciso resolver nesse sentido, sofrendo, tentando, né, conquistar a outra pessoa ou querer provar que eu tenho valor. Então, mas é algo assim muito complexo que sozinha, sozinha ou sozinho é muito difícil. Eu não recomendo. E eu penso assim que todo ser humano merece ter alguém do seu lado para ajudar, para apoiar, para conseguir sair daquele sofrimento, né? Exatamente, né? E eu acredito, gente, que isso é importante a gente falar. Quem tá em casa assistindo fala: "Nossa, mas o que que vocês estão falando?" Eu aqui tô de boca aberta. Eu nunca tinha ouvido eh eh esse termo, né? Síndrome de Fortunata. Aí fui buscar clara informação para conversar aqui com os nossos convidados que têm essa informação e essa orientação, né, para de repente você que conhece, você que sofre com isso, buscar ajuda, buscar apoio, sair dessa condição, porque é algo, como relatado aqui pelos nossos convidados, é algo muito triste e é algo que acaba eh acho que tirando o prazer da vida, porque é tão bom você ser livre, né? Você ter liberdade, porque fazer tudo escondido, né? E e essa esse o encontro no secreto é muito parecido com a questão do vício em e eh em drogas, né? Porque é tudo tudo no secreto e isso traz sim uma preocupação muito grande. Agora, caminho terapêutico. Vamos lá. Caminho terapêutico para quem quer romper esse ciclo, né? buscar ajuda, a gente vai fazer o quê? A gente vai ressignificar, mas a gente precisa fortalecer essa questão da autoestima, né, e e entender o porque que a gente tá passando por isso. Então, a gente tem que ter uma autoaceitação também, não é? Exatamente. Explica pra gente, Alexandrina, porque às vezes quando a gente vai aceitar um determinado comportamento que a gente tem e quando a gente tem uma uma visão sobre esse comportamento, a gente até assusta, porque a gente não aceita esse comportamento que nós temos do outro, mas nós estamos tendo esse comportamento. E quando a gente tem o autoconhecimento e a gente vê esse comportamento que a gente não aceita do outro sendo nosso, Uhum. vem um bac muito grande. Com certeza. Com certeza. Bom, é como nós falamos aqui, né? É a questão da aceitação, é uma busca, né? Por que que eu eu aceito isso, né? Por que que eu aceito isso? Então, eh, e o início é por aí. É lógico que no caso da síndrome de Fortunato acaba sendo um pouco mais delicado, porque essa pessoa ela não vai ter uma rede de apoio, então, entende? Uhum. E elas ela vai ter realmente só o profissional, que esse profissional, o que ela falar, ele vai ficar ali. Uhum. né? Por isso a importância de continuar, porque se de repente ela pode até eh olhar assim: "Ah, tá bom até aqui, mas aí depois ela acreditar que não, tudo bem, daqui eu sigo, eu tô bem". Uhum. Entendeu? Então assim, precisa perseverança. A gente fala sempre do autoconhecimento, porque através dele que a gente vai começar a pontuar pra pessoa, olha, você tá vendo isso aqui, então isso aqui para você faz sentido? Uhum. Então ela começa a compreender que ela tá somente reproduzindo tudo aquilo que ela aprendeu. Poxa vida. Sabe, esse despertar é dolorido demais. Se a gente para para analisar você falando aqui, imaginei espelho, né? O que que essa criança viu, o que que essa criança viveu para estar reproduzindo na vida adulta e chegar a ponto de estar sofrendo da síndrome de fortunata, né? Exatamente. Um dia eu perguntei para um para uma paciente, para uma cliente e eu falei para ela assim: "Tem dois terreno se um terreno você cresceu num terreno que é minado, cheio de bombas e seus pais falaram assim: "Olha, filha, não pisa aqui que ali tem uma bomba, não pisa aqui, aqui não tem uma bomba, que não pisa aqui que aqui tem uma bomba." Você cresceu, então você sabe aonde você vai pisar. E se do outro lado tivesse um terreno limpo, mas você não conhece esse terreno, mas ali não tem bomba, aonde você ia brincar? Uhum. Ela respondeu: "No terreno minado, porque pelo não sei onde pisar e vai saber que que tem lá no outro terreno". Entendeu? Então nós acabamos meio que reproduzindo aquilo que nós aprendemos. Infelizmente eh dentro do processo terapêutico, é muito importante que a pessoa ela entenda uma premissa muito clara que inclusive é pontuada pelo pelo escritor já falecido, né, que é o Carl Rogers. Uhum. No livro Tornar-se Pessoa, ele diz assim que quando eu aceito quem eu sou e o que sou, eu mudo. Ou seja, enquanto eu não aceito quem eu sou e o que sou, com as minhas fraquezas, com os meus vícios, com as minhas, com os meus defeitos, com as minhas falhas de caráter, de comportamento, quanto mais eu nego isso, quanto mais eu eu tenho um comportamento nas relações de como quem não tem nenhum problema, quanto mais eu nego isso, menos eu resolvo esse problema e mais eu fico inserido nele, né? Ou seja, quando eu assumo que bem colocou, quando eu aceito que eu tenho esse problema, que eu preciso resolver esse problema, então eu tenho uma abre-se para mim um portal de possibilidades que vai facilitar essa mudança, né? Então a pessoa que está ali em sofrimento, ela vai precisar entender quais são os gatilhos que a levam ter aquele comportamento, eh o que que acontece, né? né, quais são o o os padrões, né, de crenças que ela tem dentro dela, né, que foi construído ao longo desse tempo de vida na história. Então, entender esses esses padrões de crenças, entender os gatilhos, entender um pouco de de como isso surgiu. E muitas pessoas podem dizer assim: "Mas eh por que que eu vou buscar terapia se eu não lembro de quase nada da minha infância justamente por ter sofrido tanto?" ela acaba não lembrando, porque o cérebro ele vai proteger da dor. Então, normalmente quando a pessoa ela ela não tem um uma memória daquilo que ela viveu, né, para poder explicar pro profissional, eh um profissional ele vai olhar não paraa história naquele momento, mas ele vai olhar pro sintoma, ele vai olhar pra dor daquela pessoa e ele vai partir da dor para que essa dor seja amenizada, uma vez que a dor é amenizada. E a dor, ela também é uma informação muito grande para nós, né? Eu costumo dizer que toda doença e toda dor, até um tropeço, um copo que cai da sua mão, é uma informação importante, né? Então, se a gente para para pensar, por exemplo, pô, por que que esse copo caiu da minha mão? Quebrou, eu cortei o dedo aqui por quê? Eu estava aqui, né? Me machuquei porque talvez eu não estava presente, talvez eu não estava ali naquela experiência. Então, eh, ou seja, eh, de ver de que tipo de trauma essa pessoa ela, ela tem sido refém. Uhum. Né? O Gabor Matel, inclusive, diz o seguinte, que enquanto a pessoa não trata o trauma dela, ela fica mais refém do trauma do que de uma vida integrada e genuína, de como ela deveria ser. Ou seja, o trauma ele encobre quem nós deveríamos ser de verdade, né? Então, se você trata o trauma, tirou o trauma, você encontra a pessoa que você deveria ter sido desde pequena. Desde pequeno. Ah, mas agora eu já cresci. Sim, você já cresceu, mas se você trata o trauma, na maior parte da das vezes você vai ter uma chance muito grande de entrar em contato com aquela pessoa genuína, pura, verdadeira que você deveria ter sido. E isso vai te trazer leveza, vai te trazer amor próprio, vai te trazer muita coisa boa que todo ser humano merece. Uau! A vida, né? Muito bem, muito bem explicado. Quer completar? É só um pouquinho, porque o Patrick, o Patrick falou muito bem, explicou muito bem, né? Mas quando fala nessa questão do trauma, é isso, né? Quando ele fala assim, tirar o trauma, aí vai ser a pessoa que você é sem o trauma. Uhum. E isso é muito gostoso, gente. É maravilhoso. E é possível. Eu vou dar uma breve aqui o que aconteceu comigo, né? Mas é só para só para poder reforçar o que o Patrick falou com relação ao trauma. Eh, a minha caligrafia não é uma caligrafia linda, tá gente? Mas assim, meu pai, eh, um dia eu escrevi na parede, meu pai falou que a minha caligrafia estava horrível e meu pai tinha uma caligrafia perfeita, linda, parecia desenhada. A partir daquele momento, eu deveria ter uns 7 anos, por exemplo, eu fingi tudo, caderno de caligrafia, tudo, não tinha jeito. Minha letra cada dia horrível. E aí depois eh, eu fiz terapia, né, com essa questão de traumas por conta de ter alguns. E daí eu fui reprocessar uma memória e a gente caiu, acabou caindo em outra que foi nessa da escrita. Uhum. Que me trazia uma certa insegurança, né? E aí um dia eu tava escrevendo, eu olhei paraa minha letra, eu falei assim: "Nossa, ela não é tão feia assim". Gente, eu tinha vergonha da minha letra de verdade. Eu lembro quando a fazendo estágio, eu entrava na sala para poder a gente eh atender um paciente. Eu falava assim pra minha amiga: "Vou se anota". Então, hoje eu sou essa pessoa que o Patrick falou, eu sou uma pessoa sem trauma com a minha escrita. Isso é maravilhoso porque eu amo escrever. Então assim, é uma sensação muito boa. Olha só. É. Hoje, inclusive, já assim existem a as abordagens da psicologia, ela cada um, cada uma tem um caminho, né? Sim, mas eh existem abordagens mais específicas para traumas, outras que não focam diretamente, mas tem o mesmo objetivo, que é tratar, né? Então, mas hoje a gente sabe que é possível, né? Qualquer trauma que uma pessoa tenha, ele é possível de ser tratado. Então, cada trauma que uma pessoa fala: "Ah, nossa, eu tenho vários traumas". Eu costumo dizer, né? nascer já é um trauma na maioria das vezes. Então, eh, eu tenho vários traumas, né? Então assim, cada trauma que você trata, você entra em contato com uma parte que deveria aparecer, que deveria se desenvolver, mas que por ter sido eh eh oprimida, por ter sido por não ter tido o espaço para ser quem a pessoa deveria ser, então essa pessoa ela teve que criar uma outra, né, uma outra versão dela. Uhum. inventar, fazer malabarismo, né, como a busca pela perfeição para atender aquele padrão, no exemplo que a Alexandrina bem colocou aqui do da escrita. Então, eh, ou seja, mas mas é possível, é possível. Só que o primeiro passo é esse, eu preciso de ajuda. Uhum. e buscar essa ajuda sem desistir, enquanto a pessoa não, né, eh, eh, encontrar, falar: "Pera aí, aqui tá resolvendo o meu problema, então é aqui que eu vou, né? Parou de funcionar, opa, eu preciso melhorar, então eu vou buscar. Ou seja, é por mim, não é porque, ah, eu não vou mais no médico, não vou no psicólogo, não vou na advogada, é não, mas é por mim, o problema é meu, então eu vou resolver. Não é porque aqui não funcionou que o outro não vai funcionar. Isso, né? Então, é tirar aquela ideia de generalizar as coisas e pera aí, existe alguém que vai poder me ajudar. Então, né, aí a pessoa vai eh buscar, né, se esforçar para isso e ela vai encontrar. Se ela não desistir, ela vai, a chance é muito grande, é absurda de ela poder ter a resolver os problemas dela, né? Ai, gente, vocês são maravilhosos, né? Eu fico aqui olhando assim, de boca aberta, olhando. É sério mesmo que é bom a gente saber que existe caminho paraa cura, para ressignificação, para viver um pouco melhor. E quando Patrick trouxe essa questão da dor, né? Porque ou você vai por amor a você ou você vai pela dor. O amor é a dor é assim, né? E na questão da terapia, eh, você vai e fala assim: "Poxa, mas eu não lembro, né, os meus traumas ou o que me bloqueou naquele momento, eu não sei o que é." Patrick disse, a gente trata então a dor que você tá sentindo no aqui, no agora. E aí o que que veio à minha mente? se eu consigo minimizar a minha dor no aqui e no agora, de repente eu consiga, né, aprofundar e buscar conseguir chegar lá onde está a raiz do problema, que pode ser na infância, no desenvolvimento do da criança, do jovem, né? E então é importante a gente ter esse entendimento, porque se eu não lembro, tudo bem, vamos tratar essa dor que você tá sentindo aí. A partir do momento que essa dor de hoje minimiza, você pode ser que consiga voltar lá onde foi ocasionado esse problema. É mais ou menos assim, né? Sim, exatamente. Inclusive, eh, a gente precisa pensar numa coisa, né? A gente vai buscar um profissional, então, vamos supor, vou passar com esse psicólogo, com aquela psicóloga. Eh, a minha área, por exemplo, eu gosto muito de eu eu tenho estudado bastante sobre relacionamentos e traumas. Então, uma coisa que eu sempre digo é assim, olha, a gente vai avançando e quando você perceber que saiu da sua janela de tolerância, que é tipo, opa, tá incomodando, então você me dá um sinal, mas de vez em quando eu vou te perguntar, sempre que a gente for dar um passo pra frente, eu vou perguntar, a gente pode avançar um pouco mais? Porque é aquela coisa, né, Alexandrina, a gente tem um respeito muito grande pela dor do outro. Então, assim como eu quero ser tratada, eu quero também tratar as pessoas que passam comigo. E sempre eu vou perguntar, falar assim, ó, tudo bem a gente continuar esse assunto, né? E eu sempre digo: "Olha, a gente não vai falar daquilo que você não quer." Uhum. Uhum. Né? Mas se a gente entender algo que que é importante mexer, eu vou trazer para você e aí você vai me dizer se a gente pode entrar nisso e tal. Então, a gente vai com todo o carinho, com todo o cuidado, com todo o respeito, com toda a ética, com toda a técnica profissional para ajudar aquela pessoa a dar o passo que ela pode dar. Então, se tem um ponto que ela não quer entrar, ok, nós não vamos entrar nisso agora. Vamos ficar aqui, vamos recursar, vamos te fortalecer pra gente poder entrar lá. Isso, né? Então, eh eh mas a pessoa ela precisa, eh, entender que a dor dela é uma dor que que dói, né? Porque muit das vezes as pessoas não buscam ajuda, porque elas falam assim: "Pá, minha dor não é se eu for buscar ajuda, mas por causa disso". Sim, por causa disso, porque dói, porque te impede de ser você 100%, porque impede você de viver a vida que você quer viver. Então, não ignora a sua dor, não ignora seu sofrimento, né? Mas valide ele e e busque ajuda, né? Excelente, gente, que aula, quanto conhecimento, quanto informação. Só tenho mesmo é agradecer aos profissionais que estiveram com a gente aqui hoje. A gente fecha a semana com chave de ouro. Nós falamos da síndrome da fortunata. Síndrome de fortunata. É importante a gente saber disso, porque quando a gente se depara com essa situação, né, de traição, de relacionamento com pessoas casadas e tal, a gente tende a julgar, mas é importante a gente ter a informação, porque nós temos esse préonceito. Então, se você passa por isso, né, eh, busque ajuda, busque ajuda para você viu que tem condições de melhorar a sua qualidade de vida, a sua autoestima, encontrar quem você realmente é. E sem contar que aqui nós não falamos do sof não não falamos perdão, do sofrimento que é causado dentro das famílias também, da perda que se tem dentro das famílias também, porque hoje nós focamos aqui eh na questão da síndrome da fortunata, tá bom, gente? Então, quero agradecer a vocês dois. Nossa, quanto ensinamento, gente, que delícia. Muito obrigada, Alexandrina. Obrigada mesmo pela sua participação. Deixa uma mensagem final aí pros nossos telespectadores. Foi, olha, sensacional. Tá, eu que agradeço, né? Muito bom estar com o pessoal aí do outro lado, né? E gente, escute o que nós falamos aqui. Cuidem-se, se amem, entendeu? Olhem paraa sua dor. É isso mesmo. E você, Patrick, muito obrigada pela troca, pela presença, pela contribuição e pelos ensinamentos de hoje. Gratidão. Eu também agradeço a oportunidade de estar aqui com vocês, né? E eu gosto sempre de dizer assim que você não é um caso perdido. Você tem jeito, sim. Todo ser humano tem jeito, né? A gente só precisa ter paciência, perseverar, olhar paraas nossas dores como uma ferida real que dói, né? mas que merece ser cuidada. Então você tem jeito, sim. Todo mundo tem jeito. É isso, gente. Hoje nós vimos que a chamada síndrome da fortunata não é um caso perdido, como o Patrick acabou de dizer, nem sinônimo de falta de caráter, mas um padrão relacional cheio de raízes emocionais que pode ser compreendido e transformado. Se você se reconheceu em alguma parte desse nosso programa, dessa nossa conversa, talvez seja o momento de você olhar para você com carinho, de você olhar a sua história com carinho, buscar ajuda profissional e começar a construir um caminho em que você não precise mais aceitar o lugar de segredo para se sentir amado. Amor saudável não é montanha russa infinita. É um espaço onde você pode existir inteiro, ser visto, ser respeitado, ser escolhido no claro e não no escondido, tá bom? Cuide-se com carinho. E na segunda-feira a gente volta a partir das 8 da manhã com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. E aí a gente fala sobre apego ansioso. Gente, outro tema importantíssimo pra gente conversar. Você sabe aquela necessidade constante de proximidade ou medo paralisante da rejeição? A gente vai entender porque muitas pessoas sentem que precisam trabalhar o tempo todo para garantir o afeto do outro, do comportamento, do protesto, a exaustão emocional. A gente vai entender como as marcas da infância refletem na nossa vida adulta mais uma vez, né? E quais as consequências desse ciclo para nossa saúde mental? Sabe quando você fica ansioso, você não se entrega em algo, porque você já, antes de começar, você já imagina você finalizando aquilo, de repente, ah, eu vou para um emprego novo. Ah, não, mas como é que vai ser se eu sair do emprego ou se eu for demitido? Você não inicia o novo porque você tem medo do fim sem antes de começar. Essa ansiedade que te domina. A gente vai falar sobre isso na segunda-feira a partir das 8 da manhã e a gente conta com a sua participação e com a sua presença. E encerramos o estúdio Câmara com chave de ouro. Lembrando que daqui a pouquinho temos a Íria trazendo informações da central IA com atualização eh de informações aqui de Campinas, do estado de São Paulo, também Brasil, Mundo, cotação de dólar, euro e muito mais. Ao meio-dia Câmara Notícia trazendo informações do legislativo. Final de semana, estreias de programas maravilhosos, entretenimento, informação com qualidade e muito profissionalismo de toda a nossa equipe do grupo Mais Comunicação, tá bom? Então, tudo de bom para você, se cuide. Excelente final de semana e até segunda-feira, se Deus quiser. Ciao M.
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