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Estúdio Câmara | Síndrome de Down, inclusão, trabalho e quebra de estigmas
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Estúdio Câmara | Síndrome de Down, inclusão, trabalho e quebra de estigmas

168 views Publicado 15/12/2025 HD · 58:49

Descrição do vídeo

O Estúdio Câmara traz um programa especial e necessário sobre Síndrome de Down, inclusão, diversidade humana e quebra de estigmas. Nesta edição, o foco é dar visibilidade às pessoas com síndrome de Down, desconstruir preconceitos históricos e mostrar que, independentemente da condição genética causada pela presença de um cromossomo 21 extra, essas pessoas podem viver plenamente, com autonomia, trabalho, relações sociais, sonhos e projetos de vida. Durante muito tempo, a síndrome de Down foi cercada por tabus, infantilização e capacitismo, que ainda impactam a forma como a sociedade enxerga essas pessoas. O programa propõe uma reflexão profunda: o problema não está na condição genética, mas nas barreiras sociais, culturais e atitudinais que limitam oportunidades. Inclusão não é favor — é direito. Para ampliar esse debate, o Estúdio Câmara recebe Paula Cardoso, psicóloga da Fundação Síndrome de Down, que atua diretamente na inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho e no acompanhamento psicológico de adultos e adolescentes. Com experiência no terceiro setor, na clínica e em projetos sociais voltados a famílias em situação de vulnerabilidade, Paula contribui com um olhar técnico e humano sobre educação, conscientização, acolhimento familiar e construção de uma sociedade verdadeiramente inclusiva. O programa também conta com a participação de Bianca Faria, que participa como persona. Bianca é uma mulher com síndrome de Down, tem 38 anos, trabalha como auxiliar operacional na RD (Raia Drogasil), na unidade da Droga Raia de Barão Geraldo, e vive uma rotina comum a milhões de brasileiros. Suas atividades incluem organização de produtos, reposição de estoque e atendimento ao cliente, sempre com autonomia e responsabilidade. Bianca também possui experiências profissionais anteriores, reforçando sua capacidade de adaptação e desenvolvimento. Além da vida profissional, Bianca é extremamente independente em sua rotina pessoal, administra horários, realiza compras sozinha e construiu uma trajetória rica em experiências. Por nove anos, praticou capoeira e dança do ventre, concluiu um curso completo de confeitaria e atualmente integra o time Ponte Preta S21 Futsal Down. Ela também participa do Projeto “Por Aí”, voltado à inclusão social, ao desenvolvimento de competências relacionais e à conscientização da sociedade sobre as potencialidades de jovens com deficiência, ampliando a presença dessas pessoas em todos os espaços sociais. Ao longo do programa, o debate avança para questões essenciais que vão muito além do diagnóstico, como: – Como os pais podem lidar com a notícia da síndrome ainda na gestação? – O que dizer quando amigos e familiares tratam a criança como “anjinho” ou “frágil”? – Por que é tão importante normalizar a diversidade humana? – Como mostrar que a vida das pessoas com síndrome de Down é construída a partir de habilidades, dificuldades, desejos e características únicas, como a de qualquer outro indivíduo? – É possível — e necessário — olhar para as potencialidades, e não apenas para as limitações? O Estúdio Câmara reafirma que educação, informação e convivência são os caminhos mais eficazes para combater o preconceito. Uma sociedade inclusiva se constrói quando enxergamos pessoas com síndrome de Down como elas são: pessoas completas, com identidade, voz, autonomia e direito de ocupar todos os espaços. ▶️ Assista ao programa completo, reflita, compartilhe e participe do debate. Seu engajamento ajuda a ampliar vozes, quebrar estigmas e transformar realidades. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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B [música] Olá, muito bom dia para você que tá ligadinho aqui na programação da TV Câmara Campinas. Segundamos, é dia 15 de dezembro, estamos chegando com mais uma edição do nosso estúdio Câmara para você. E hoje o programa abre espaço para um tema que precisa ser visto, ouvido, compreendido e responsável. A vida real das pessoas com síndrome de Down. A síndrome de Down, gente, não é uma doença, viu? Uma condição genética. Segundo dados do IBGE e de entidades especializadas, cerca de 300.000 pessoas vivem com síndrome de D no Brasil. Pessoas que estudam, trabalham, constróem vínculos afetivos, desenvolve talentos e ocupam espaços cada vez mais diversos na sociedade. O que realmente limita não é o cromossoma a mais, mas a falta de informação, de oportunidades e de inclusão. Quando o acesso à educação, à saúde, ao trabalho, é a convivência e a convivência social é garantido, o desenvolvimento acontece, a autonomia cresce e a dignidade é preservada. Então esse é o nosso assunto de hoje. Participe conosco. Nosso WhatsApp está aberto para você. Você já enfrentou um preconceito aí por conta da síndrome de Down ou você é uma pessoa que está vivendo plenamente, está trabalhando, tem o seu convívio social, você tem alguma pessoa que tem a síndrome de Down na sua família? Como é que vocês encaram isso? Tem um acompanhamento psicológico? Conta pra gente, porque hoje nós temos duas pessoas especiais. Daqui a pouquinho a gente vai contar para você. Tem uma psicóloga e também tem uma pessoa que eu vou te contar aqui. Ela é jogadora. Aham. jogadora, atendente de farmácia, vive uma vida plena e vai conversar com a gente já já, tá bom? Então, mande pra gente aí. O WhatsApp tá na tela, 19979377. Enquanto você manda sua mensagem, vamos atualizar algumas informações. Hoje acontece a reunião ordinária de número 78 na Câmara de Campinas. A primeira parte, por iniciativa da vereadora Fernanda Solto, será realizada às 5 da tarde e será dedicada ao debate sobre a autarquização da saúde da Unicamp. A proposta do governo do estado de São Paulo prevê retirar da universidade a gestão de unidades como o hospital de clínicas, o CAISM e o gastrocentro e também o Emocentro, transferindo-as para a Secretaria de Saúde do Estado. [música] Participam do debate eh Malena Rojas da União Estadual dos Estudantes e do DCE da Unicamp e Antônio Alves do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp. E logo após a primeira parte da reunião ordinária, acontece então a última reunião ordinária do ano. Na pauta está a votação do projeto de lei 156 de 2025, conhecido como lei Manuela, de autoria da vereadora Débora Palermo, que proíbe o funcionamento de motores de sucção em piscinas de uso coletivo, enquanto estiverem abertas aos usuários e torna obrigatória a instalação de dispositivos de segurança. [música] Outros projetos também serão apreciados pelos vereadores durante a sessão. A reunião será realizada no plenário com transmissão ao vivo pela TV Câmara Campinas e também pelo canal da emissora no YouTube. Vamos com a previsão do tempo, né? Nossa, quanta chuva. E agora para essa semana como fica? Bom, para hoje nós temos aí períodos de céu nublado, aberturas de sol e chuvinha rápida durante a tarde e a noite. Tá bom, gente? mínima 20, a máxima de 28º. E agora sim, vamos ao nosso tema central do programa de hoje. Síndrome de D, uma vida plena. Pessoas com síndrome de D, assim como qualquer indivíduo, tem o direito de viver plenamente, realizar tarefas do dia a dia, criar rotinas, estabelecer objetivos e exercer a autonomia. Ao contrário do que muitos ainda acreditam, a síndromeidal não determina incapacidade. O fator decisivo para o desenvolvimento está diretamente ligado ao ambiente em que a pessoa cresce, aos estímulos recebidos e às oportunidades oferecidas desde a infância. A convivência familiar, o incentivo ao aprendizado, ao trabalho, ao convívio social e a participação em diferentes atividades fazem toda a diferença no desenvolvimento de habilidades, na autoestima e na criação da independência. Quando tratadas com respeito e incentivo, pessoas com down revelam capacidades, talentos e potencial ao longo da vida. Então, pra nossa conversa de hoje, vamos dar as boas-vindas à psicóloga. Ela é a Paula Cardoso. Ela é psicóloga da Fundação Síndrome de Down e ela atua diretamente com inclusão e desenvolvimento. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua presença. Bom dia. Bom dia. Muito obrigada pelo convite. Maravilha. Vamos conversar sobre esse assunto também com a Bianca Faria. A Bianca, ela é auxiliar operacional em uma rede de farmácias, trabalha em Barão Geraldo, ela tem 3 38 anos, vive no dia a dia aí com autonomia, trabalho, responsabilidade, pratica esporte e tem uma vida adulta ativa. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Bom dia. Oi, gente. Maravilha. Vamos lá. Olha só, a gente precisa reforçar sempre, gente, que a síndrome de D não é doença e que quando essa informação chega de forma leve e clara, o preconceito perde a força, porque o preconceito nasce na falta de conhecimento. Então, Paula, eh, explica pra gente, quando a notícia chega ainda na gestação, é muito comum os pais enfrentarem medo do desconhecido e a informação ela acaba acolhendo, né? E o acolhimento transforma essa fase. Eh, como a gente orienta os pais desde a a gestação para que esse início seja um pouco mais leve e mais seguro. Uhum. Eh, é muito importante, né? Essa isso começa no no modo como essa notícia é dada. Uhum. Eh, então, a gente precisa de profissionais de saúde qualificados que possam dar essa notícia paraas suas famílias. Eh, e infelizmente hoje as notícias já começam com, olha, infelizmente o teu filho tem síndrome de Dal. Então, a notícia já começa de um modo que impacta os pais e o modo como essa notícia é dada, principalmente por aquele profissional de saúde que estar ali à frente, né, que está acompanhando os pais no dia a dia, vai dizer também de que acompanhamentos essa pessoa vai precisar fazer, né? Então ela vai precisar ter uma equipe multiprofissional que a acompanhe, que acompanhe essa mulher, que acompanhe esse pai, que acompanhe essa família para que eles possam oferecer todo o suporte, todo o apoio e todo o cuidado. A psicologia tem um papel fundamental nisso, né? Então ela entra ali nesse momento de acolhimento, nesse momento de suporte emocional para que as famílias consigam lidar com essa notícia. Excelente, né? E e com a gente aqui, a Bianca, a Bianca, a gente quer conhecer você. Então, a gente eh eh gostaria que você lembrasse um pouco como é que foi a sua infância, que que você gostava de fazer, como que que foi para você assim eh eh o início, né, da sua vida, eh, tempo de escola. O que que você conta pra gente? Eu estudava muitos anos na DID, que eu era estudante. Uhum. Eu fazia vários tipos de estudo que eu aprendi. Uhum. E um fiz amizades novas lá São Paulo, que eu morava lá. Ah, você morava em São Paulo. Muito bem. E a minha mãe é campineira. Uhum. Que a gente mudou de São Paulo. Aham. Para Campinas. Sim. E eu fiquei muitos anos de São Paulo e eu morava lá, mas eu sou grata ter a único São Paulo que eu morava lá. Muito bem. E aqui em Campinas, né, depois que você mudou para cá, como que foi para você? Que que você vê assim? Você vê diferença de São Paulo, de Campinas. Aqui em Campinas é mais tranquilo, lá em São Paulo é mais correria, né? E como que é para você assim aqui em Campinas? em relação a amizades, a pessoas que você conhece. Daqui a pouquinho a gente vai falar da questão da galera lá do time, que eu sei que você tá num timaço aí e que faz uma representação feminina da hora, né? Mas como que você vê a questão de Campinas e São Paulo? Assim, São Paulo é mais agitado, você gosta mais de lá, gosta mais daqui? Como é que é para você? Para mim é mais importante que na minha vida é São Paulo, que eu morava lá São Paulo, teve milhares de pessoas. Uhum. E lá que não tem e a Campinas tem é mais pessoas para conhecer. Ah, entendi. Você fez mais amigos aqui em Campinas, então não é isso. Bastante. É que legal. Muito bom. Tá vendo só, gente? Que que interessante depoimento, né, da Bianca trazendo pra gente que São Paulo é uma cidade grande, né? É, é uma cidade maravilhosa, mas Campinas é aconchegante, né? Campinas aconchegu vindo para cá. Sim. Maravilha. Olha só. Tá vendo? E é importante a gente falar de desenvolvimento também. Isso o que a Bianca trouxe pra gente eh eh nos traz, nos arremete ao desenvolvimento, né? Porque é legal você viver em uma cidade eh eh frenética como São Paulo, mas a gente precisa também eh ver aí a a situação de como essa pessoa ela vai ter o seu desenvolvimento, né? E de repente um uma cidade mais calma, um pouquinho mais tranquila, também faz um todo sentido eh eh na vida da pessoa que busca eh desenvolvimento, como a gente tá se referindo hoje à questão da pessoa que tem a síndrome de D. Agora falando sobre desenvolvimento motor mesmo da criança ali, né? Eh, Paula, eh, muita gente ainda acha que a criança com síndrome de Down ela não anda, porque ela vai demorar a andar ou que ela não vai andar. A verdade é que existe a eh hipotonia, né? Mas tem estimulação, tem desenvolvimento e a gente sabe que as coisas acontecem, a gente precisa de um trabalho multidisciplinar, né? Mas tem algumas dúvidas de pais, de famílias que de repente não têm todo esse apoio e querem entender porque que as crianças com DAL elas demoram um pouco mais para andar. E como é que a família pode ajudar nesse processo, qual a importância da família aliada à equipe multidisciplinar para ajudar nesse processo de desenvolvimento dessa criança? E a gente também coloca o que a Bianca trouxe para nós, né, que é sair de uma cidade grande, frenética, como São Paulo para vir para Campinas. E ela mesmo pontuou que aqui ela teve um pouco mais de acolhimento na questão social. Então gostaria que você trouxesse pra gente a importância nesse processo de desenvolvimento tanto físico quanto desenvolvimento social. Eh, a gente sabe que a condição da síndrome de D, né? então por ser uma alteração eh cromossômica, então a gente vai se deparar com algumas questões, né, ao longo do desenvolvimento da pessoa. Eh, bom, fora da minha área de formação, né, então a gente tem a fisioterapia, que é um uma importante, uma ciência muito importante aliada, né, a esse desenvolvimento para cuidar dessa questão do desenvolvimento físico, né? Então, para para que a criança receba todos os estímulos necessários para que ela comece a andar, para que ela sinta segurança no levantar, no engatinhar, desde o início ali a se virar, né? Então, a criança vai se virar, ela vai rolar, ela vai sentar, ela vai engatinhar, então ela vai ficar em pé. Então, a fisioterapia é uma ciência muito importante aliada a esse desenvolvimento, né? para que ela ganhe essa força necessária, essa força muscular para que ela consiga andar, né? E é claro, ela vai andar, né? Então, se ela recebe, e por isso é muito importante também o acompanhamento muito precoce para que ela tenha todas as possibilidades e todo todo um cenário que possa dar conta desse desenvolvimento dela, porque quanto mais precocemente ela receber esses estímulos, eh, mais ela vai andar dentro de um tempo esperado, né? Então, isso é muito importante e quem cuida disso é a família, né? Então, a família precisa de todo um suporte, de todo um cuidado para que ela tenha condição, para que ela inclusive acredite na potência dessa criança, né? Porque isso, é uma criança com síndrome de Dal, mas ela tem muita potência. Então, precisa se olhar para isso, precisa que a família esteja acolhida e amparada e cuidada, né, para que ela consiga acompanhar a criança, consiga levar nos atendimentos, consiga fazer todos os acompanhamentos. Então, isso é muito importante, né? Muito bem. E quando a gente fala em família, Bianca, como é que é para você lá com a sua família? O que que você mais gosta de fazer com eles? Eh, quem faz parte da sua família? Enquanto vocês são lá em casa? Como é que é? Lá em casa eu tenho minha mãe que é a única que eu amo, que sabe fazer uma comida bem gostosa. Ai, que delícia. [risadas] E eu sou grata a ter mamãe como ela. Uhum. Uhum. Tem o meu pai que é o cadeirante. Uhum. Que ele é diabético, tem feliciência de cadeirante. Uhum. E várias pessoas, gente, não respeita várias vagas de cadeirantes. É verdade. É verdade. A gente tem que ter consciência, né? Porque é muito importante essas vagas. E às vezes as pessoas elas acham assim: "Ah, vou parar aqui só um pouquinho, né?" Mas faz toda a diferença para uma pessoa que a vaga é destinada para o cadeirante. E aqui tá a Bianca fazendo um apelo, né? Para que as pessoas respeitem um pouco mais, né, Bianca? Sim. Agora, como que é? É, é você, sua mãe e seu pai só? É eu, minha mãe, meu pai e mais duas cachorras. Ah, que delícia. Qual o nome das cachorras? Minha betiletas que eu amo. Como é o nome delas? Tem a Nina. Aham. Que é minha filhota mais linda. Sim. E a preta? A Nina e a preta. Que legal. Muito bom. Você tem irmã também ou não? Irmã Tenho uma sobrinha. Ah, você tem uma sobrinha que é Aurora. Aham. Não pode falar, [risadas] mas tá bom. Então, tá. Agora, eh, conta para mim. A gente estava falando com a PSI aqui, psicóloga, né? Você tem uma convivência bem legal com ela, né? E e como que é para você? Você faz acompanhamento psicológico, continua fazendo fisioterapia? Você me falou fora do ar que você cuida muito da sua saúde, né? Daqui a pouquinho a gente vai falar onde você trabalha. Não conta ainda, tá? [risadas] Só só conta para mim se você eh como que você você faz acompanhamento ainda, você cuida muito da sua saúde, o que que você faz? Eu cuido muito bem a minha saúde, que várias pessoas que têm uma ovo de tal não é doença. Uhum. Mas o mais importante pra gente ter o respeito mais próximo perto de vocês, não terem amigos mais perto de vocês e mais importante. A saúde em primeiro lugar é precisa ter saúde. Sem saúde a gente não consegue fazer nada, não é? E você fez fisioterapia? Você faz fisioterapia ou já não faz mais? Eu fazia ia nos anos. Uhum. Uhum. E foi importante para você? Sim. Legal. E e a terapia você faz direto? Você continua na terapia? Faz direto. É muito bom. O que que você sente na terapia? Assim, o que que o que que é importante para você? Qual que é a diferença de você fazer a terapia e não fazer a terapia? Tipo assim, você sente saudade de de ir pra terapia? Eu tava morrendo saudade de fazer. Sério? Antes eu conhecesse a Paula Goso. Uhum. Eu vi um caz na fundação. Sim. E eu bei para com a minha mãe. Uhum. Conhecer mais perto a fundação. Aham. A fundação multidão. Sim. E eu conheci a Paula Gardoso. Uhum. Que era é responsável. Por isso ela trabalha sobre isso. Uhum. E eu sou amiga, companheira muito na Paula Goso. Muito bem. Olha só a importância, né, gente? A importância de de do acompanhamento mesmo, né? Eh, Paula, tem uma questão bem interessante que eu acho bom a gente frisar, que tem um hábito muito comum e também prejudicial, que é a infantilização, né? as pessoas têm o costume de infantilizar eh quem tem a síndrome de Down. Então isso acaba bloqueando autonomia, bloqueando amadurecimento, a potência da pessoa, como é que a gente orienta as famílias, os amigos, a sociedade para evitar essa infantilização e incentivar a autonomia que a gente tá vendo aqui que Rabianca tem muito, né? Sim. Sim. Eh, acho que a informação é um caminho, né? Eh, muito importante, né? para pra gente acompanhar a pessoa no seu desenvolvimento, né? Então, a criança, tratar a criança como uma criança, o adolescente como adolescente, um adulto como adulto. Então, a gente faz isso com uma pessoa típica, né, que é uma pessoa que não tem uma síndrome de DA, por exemplo. Eh, com a pessoa com síndrome de D, a gente pode seguir esse mesmo parâmetro, né? Então, quando ela é criança, a gente trata como criança, quando ela é adolescente, como adolescente. Quando ela é adulta, como adulta. Então, no caso da Bianca, né? Então, a gente eh acompanha na inclusão no mercado de trabalho, porque ela é uma mulher adulta e as pessoas adultas têm direito ao trabalho, né? Então a gente pensa de que ela não é uma criança, né? Ela não é uma menininha, ela é uma mulher e uma mulher que pode trabalhar e que pode ter acesso a todos os direitos que qualquer outra mulher tem, né? Então a gente pensa que a infantilização ela ocorre porque a gente também vive numa sociedade cheia de barreiras, né? Então, a gente tem muitas barreiras na sociedade e uma delas é essa que trata a pessoa com síndrome de D como criança, porque é aquela pessoa que precisa de um cuidado, precisa, né, daquele daquele trato diferente que geralmente ocorre, né? Eh, mas a gente pode romper barreiras como essa, né? E tratar as pessoas adultas como adultas, adolescentes como adolescentes e crianças como crianças. é importante porque incentiva a autonomia, incentiva a responsabilidade, incentiva eh eh ver a vida com um olhar de adulto. E a vida não é o morango, não. Tem dia que tá legal, tem dia que não tá. E a pessoa ela precisa saber que ela é adulta, né? E ela vai lidar com a a as intercorrências que a vida nos oferece e está tudo bem. Agora, se você infantiliza, essa pessoa, ela acaba não tendo a a fortaleza, não tendo aquela força para poder lidar com as interperses da vida, né? Então, é por isso importante a gente eh aprender que a infantilização ela não é tão benéfica quanto parece, né? Não, ela não é e principalmente se eh quando a criança ela vai crescendo, ela vai ganhando responsabilidades, né? Então ela vai assumindo coisas ali de acordo com a sua fase de desenvolvimento. E pra pessoa com síndrome de D também, se a gente tem essa postura, né, de que ela pode ir assumindo coisas de acordo com o desenvolvimento dela, então isso é favorece, né, o desenvolvimento da pessoa, favorece que ela não seja tão infantilizada, que ela tenha responsabilidades, que ela se torne uma um adolescente, uma adulta, tenha autonomia, independência, desenvolva suas potências, né, e assim maravilhoso, né, isso é maravilhoso a gente ter autonomia, independência e e faz parte da nossa vida adulta. Agora daqui a pouquinho a gente vai chegar na vida adulta da Bianca porque ela tá trabalhando e a gente vai contar onde. Mas antes eu quero saber como é que foi a escola, né? Como que foi a a época de escola, como que foi você estudar, ã, o que que você gostava na escola, tinha uma matéria preferida? Você estudou onde? Conta pra gente como é que foi a a sua a sua vida escolar. Eu estudava muitos anos na DID. Uhum. Que tem uma pessoa que me ajudava. Sim, que era a única que me ajudava. Uhum. Me colheu sem não uma próxima amiga próximo de mim. Sim. Que é a Alda lá na Did. Uhum. Que é Alda. Você tá vendo hoje que eu tava junto com vocês na Did? Sou grata. E eu conheci vários meus amigos na rede. Uhum. E um deles que eu conheci que é meu ex. Uhum. Que é o Caio. O Caio Caio Sanini. Sim. Que ele é meu amigo muitos anos de São Paulo. Sou grata ser amiga e próxima dele, que o Caio é mais importante na minha vida. Sim. E na época de escola, assim, você lembra de de matéria? Faz quanto tempo que você parou de estudar ou você continua fazendo curso? Alguma coisa assim? Eu parei estudar, agora comecei a fazer os cursos. Muito bom. Que cursos você está fazendo? Que eu tô aprendendo. Uhum. Eu não consigo ler e escrever. Sim. Mas eu tô aprendendo ver os valores. Uhum. E a data nos vários tipos de remédios. Sim. De química. Uhum. E um deles é mais que eu aprendi mais que é a vitaminas. Olha aí, né? Então, a gente tá falando aqui com com a Bianca, a questão da escola e e ela tá explicando pra gente que ela tá vendo, aprendendo ver datas em remédios. Daí você que tá em casa fala assim: "Mas por que que ela tá aprendendo ver datas em remédios?", né? Ela já deu um spoiler aqui. Ela já deu um spoiler pra gente. Porque o seguinte, antes de trazer a questão aí das datas em remédios, você vai saber por já eu vou perguntar pr pra Paula a questão da inclusão escolar, né? né, que eu falei com a Bianca da escola, ela falou que estudou e agora ela parou de estudar, mas agora ela está fazendo cursos. Eu gostaria que você explicasse pra gente, Paula, a importância da inclusão escolar. Muita gente acha que existe uma idade especial, né, uma idade assim, aquela idade determinada para colocar uma criança com down na escola. Ã, quando uma criança deve começar a vida escolar, né, e o que uma escola precisa para ela ser realmente inclusiva para criança com down. Eh, a idade que a criança vai paraa escola é a idade que uma outra criança pode ir pra escola. A pessoa com síndrome de Dal, ela só não vai pra escola numa data, numa idade esperada, quando ela tem alguma condição muito específica, que aí é para além da síndrome de D, que a impeça de ir pra escola, né? Mas ela pode frequentar a creche, assim como as outras crianças, ela pode frequentar o primário, então ela pode frequentar todas as séries ali da escola. Eh, hoje em dia a gente tem, né, os atendimentos educacionais inclusivos ou os atendimentos educacionais especializados que podem que podem acompanhar essa criança na escola, né, com intuito de romper barreiras mesmo, né, de romper as barreiras que estão ali presentes, que possam impedir a pessoa de socializar, de aprender, né, de se desenvolver nessa área acadêmica como outra pessoa. Então, a gente tem esses atendimentos que acompanham a criança para pensar na eliminação dessas barreiras para que ela tenha todas as condições e tem um ambiente favorável, né, para que ela possa se desenvolver. E na na sua opinião como psicóloga, né, qual a avaliação que você faz da questão da da inclusão hoje? Você acha que melhorou? Eh, o que que a gente tem que melhorar? Como nós podemos fazer, né? políticas públicas, o que que precisa avançar pra gente poder garantir realmente a inclusão de fatou? Eh, nós temos avanços muito importantes, né? Então, se a gente considerar que lá no século V a pessoa com deficiência era vista de uma maneira e a gente foi trilhando um caminho, né, de que a pessoa era filha do pecado, de que a pessoa era doente, de que a pessoa precisava de tratamento, institucionalização. Então, se a gente pensar nesse nessa trilha que a gente foi percorrendo, nós temos avanços muito importantes hoje, né? Então, nós temos várias legislações que garantem o direito à educação, o direito ao trabalho, o direito à moradia. Então, nós temos vários eh várias aparatos legais que garantem esses direitos, né? Então, nós avançamos muito, né? Nós temos a Lei Brasileira de Inclusão, que possibilitou a entrada da pessoa no mercado de trabalho. Nós temos uma lei de cotas que faz com que empresas com mais de 100 funcionários contratem as pessoas. Então, nós temos um ambiente hoje muito mais favorável paraa inclusão do que a gente tinha há um tempo atrás. E claro, a gente tem dificuldades, a gente lida com situações dificultosas, a gente lida com questões que impedem uma inclusão de fato, né? Mas o nosso trabalho é justamente pensar na eliminação dessas dessas barreiras para que a gente possa eh avançar ainda mais, porque acho que a gente tem muito potencial para isso. E temos e que bom que as coisas estão avançando, né? E eu acredito que a informação eh é algo que é primordial, porque a gente precisa levar a informação adiante. Agora voltamos com a Bianca porque ela já deu, já que ela deu o spoiler, né, Bianca? Vamos lá, então. Por que que você está aprendendo ver datas, né, eh, em caixas de remédio? Gente, a Bianca, ela tá trabalhando já tem um tempo, né, eh, em uma rede de farmácias. E eu gostaria que você falasse, mas antes dela trabalhar na rede de farmácias, ela trabalhou em outro lugar. Então, como é que foi a sua vida profissional? Fala, conta pra gente, faz aí uma linha do tempo da sua vida profissional no mercado de trabalho. Bianca, eu trabalhei muitos anos, que é uma tataria Suíça, que eu fazia separação de pratos. Isso num restaurante? num restaurante. Uhum. Aí eu voltei pro outro curso, pro outro restaurante também que eu fiz. Sim. Fez cursos, fazia cursos e ia trabalhando. Fazia cursos e ia trabalhando. Que legal. Olha aí. Muito bom. Isso. É uma téricas que eu tenho. Uhum. Tenho a responsável, minha motora. Sim. E mais importante, eu comecei trabalhar por causa do meu meu caráter. Uhum. E ter meu atutisma e meu meu talento de arrumação, estoques. E tem que ter talento para fazer arrumação em estoques, hein? Porque não é fácil, não é fácil. A gente tem que organizar. Você tem você e eh o que que você vê em você, você tem assim aquele talento de organização, você gosta das coisas tudo arrumadinho assim? Esse eu tenho muito. E um delas que eu antes comecei começar foi o o RH. Uhum. que eu arrumei muitos anos que eu comecei na ogragensa que eu estudava. Sim, estudava não, Tabarava. Computadores, CV, gravação. Tem uma máquina própria para o CD. Sim. Uhum. Para gravar mesmo. Uau, muito bom. E eu arrumava vários computadores. Uhum. Que eu trabalhei dessa dessa hora. Ótimo. E aí depois a Bianca foi trabalhar em uma rede de farmácias muito grande aqui em Campinas, né? E como que é para você, como é que você ingressou lá na rede de farmácia? O que que aconteceu? Você falou assim, ó, vou sair desse ramo aqui do restaurante do computador e vou trabalhar na farmácia. E você já tá um tempo, né, nessa rede de farmácia. Conta pra gente como que é trabalhar nessa rede de farmácias, o que que você faz lá. Eu trabalho na Gragarraia Tibarão Geraldo, que é perto no restaurante duas. Uhum. Do lado. Sim. Tem um Tub King. Aham. Também. Sim. Na farmácia que é o Tabaro, um deles eu dei os pobres. Essa vez, mas eu pegava o valores e a data no remédios que tem vencer ou não, não é vencer e não pode ter a a data, logo logo o remédio vai vencer. Sim. Você faz o monitoramento das medicações, eh, indicando para os fornecedores se o remédio está já próximo do prazo de vencimento. É isso, né? Aham. Muito bem. Olha só a responsabilidade. Você sabe dessa responsabilidade que a gente não pode vender remédio vencido. Então, para isso, você tá lá fazendo esse monitoramento. Faz quanto tempo que você trabalha na farmácia? 9 anos. Uau! 9 anos. Na mesma farmácia. Mesma farmácia. Então você conhece a farmácia de Ponta a Ponta? A Ponta Ponta. Todos os remédios, tudo que tem lá. Todos remédios, fitaminas. Uhum. E um deles, a mais especial que eu guardei muitos anos, que eu tenho na memória, hã, que é a vitaminas de remédios para os diabéticos, é mais importante desse ponto. Muito bem. Interessante, né? A responsabilidade, autonomia e é uma responsabilidade muito grande que a Bianca tem sobre ela, não é? ela tem uma função, né, na farmácia. Então, se ela trabalha, ela tem como nós temos os nossos trabalhos, né? Então, ela tem uma função, ela tem responsabilidade, eh ela tem atividades para desenvolver, então ela atende ao cliente, então ela conduz o cliente à aquele produto que ele precisa comprar, então ela leva orientações, ela pensa na organização das coisas da farmácia, então de colocar as coisas nos seus devidos lugares. Então ela tem autonomia, ela tem responsabilidade, né? Então a Bianca tem um traquejo muito importante no atendimento ao cliente, né? Então isso é algo muito positivo e que facilita bastante a inclusão dela aí no trabalho. Muito bom. É um grande exemplo, né, de inclusão, de autonomia, de responsabilidade e de viver uma vida plena com síndrome de Down. É algo que a gente precisa mostrar que que é importante a informação, a equipe multidisciplinar, né, para o desenvolvimento dessa criança. E aí a gente tem aqui uma pessoa super desenvolvida com 38, 38 anos. Tenho 38 anos. 38 anos. Agora, desses 38 anos, 9 anos foram praticando capoeira, dança do ventre, tem curso de confeitaria completo. Desse ponto você tem a razão. Aham. Porque eu fazia muitos anos na dança de corporal. Uhum. E eu fazia aura de dança, dança no ventre que eu fazia naqueleira. Sim, para mexer o corpo. Exatamente. O movimento. E um deles é o mais especial que eu guardei a minha. Você sabe que eu sou uma caixinha de surpresas. Nossa, [risadas] Bianca é uma caixinha de surpresas, hein? Qual que você guardou, Bianca? Vamos lá, estamos ao vivo, hein? Eu [risadas] fazia as aulas de Não fazia aula de canto, mas tenho técnicas de motora de canto. Uau, sério, que maravilhosa. Muito bom. E eu acho muito interessante quando você fala dos movimentos, né? A gente, a vida da gente é movimento, né, Bianca? A gente precisa se movimentar. E tem gente que às vezes tem preguiça, fala assim: "Ah, não, hoje não". Mas gente, movimento é vida, né? A gente precisa movimentar. E falando em movimento, a Bianca além de dança do ventre, capoeira também, né? Fazia capoeira muitos anos e eu parei também. Aham. Mas mas a Bianca, ela é jogadora de futebol. Agora, adivinha a posição que a Bianca ocupa? Diga aí. Essa é o peixe, né, gente? Qual time? Qual time? Primeira quanto primeiro conta o time pra gente. Qual time que você joga e quanto tempo faz? Eu jogo muitos anos. Sim. A minha meia meu o time meu time e mais especial qual é que é meu treinador na Ponte Preta. Você Pera lá então vamos lá. Você joga no time da Ponte Preta, que é o Ponte Preta S21 Futsal Down. É isso. É, gente, olha só que maravilha. E e o que que você qual qual que é a sua posição nesse time que eu tô sabendo que é uma surpresa também? Que que você faz no time? Onde você joga? Várias pessoas que tem aidade de motora também. Tem meus amigos também que ficam no campo no meio para jogar bolas. Sim. Uhum. E um que eu guardei e eu dei spes tá dando espal. [risadas] Você tá muito espolheta. Tá, tá muito, tá muito espolheta. Qual vai conta o spoiler aí? Vai lá. Vouzão. Vai lá. Posial. Qual que é a sua posição no time? Sou goleira. Olha isso, gente. Goleira. Agora me fala uma coisa, você tem que ter muita coragem para ficar no gol, né? Porque quando vem o negócio vem mesmo, a bola vem que vem e aí você eh cata todas as bolas ou deixa uma outra escapar? Umas bolas eu pego uma bola furada. [risadas] Ai e conta pra gente, é quanto tempo faz que você treina e como é que é o treino. Você treina quantas vezes por semana? Como é que é lá no futsal? Futsal 21. Uhum. Lá na ponte. Gente, alguém quiser que tenha para jogar no jogo, só vou colocar no recode, na ponte. Uhum. Tem carisma. Sim. para jogar várias pessoas que têm talento de futebol ou não. E um deles é desse ponto que eu sendo a única goleira na no time e um deles que me matou que nunca nunca farei. Muito bom, hein? Goleira no time. Quantas vezes por semana você treina? Mais ou menos 40. Uau! Hã? 40 minutos. Um dia. Um dia. Um dia. Que dia que você vai? Que dia que você vai? Lá na Ponte Preta. Eu vou na terça. Uhum. Ou na quarta. Muito bem. Não é no sábado. E no sábado tenho pegar o ritmo. Uau! No sábado é mais puxado. Mais puxado. Aham. Muito bom. Olha só. Interessante, né, gente? Eh, o benefício do esporte. O esporte muda tudo. Coordenação, respiração, autonomia, socialização e também quebra preconceitos. Paula, agora a psicologia trazendo pra gente a importância do esporte. Eu acho que para todos nós, né? Porque hoje eh você precisa se movimentar, esporte movimento, né? E no caso da Bianca, no caso das pessoas com down e a Ponte Preta traz aí esse esse esse time, né? O futsal é é down. Acho que é é uma oportunidade maravilhosa de socialização, né, de autonomia e mostra também a importância do esporte para todos nós. Então, gostaria que você eh trouxesse para nós a questão da psicologia, a pessoa com D aliada ao esporte. Uhum. Eh, o esporte ele é um um lugar, né, de socialização. Então, é um espaço em que a pessoa com síndrome de D tem para socializar, para fazer pessoa, fazer amigos, conhecer pessoas, né, Bianca? Eh, e isso traz um engajamento muito importante, né, porque também ressalta a capacidade da pessoa, né, de ter os seus espaços, de praticar uma atividade física, eh, de colher também os benefícios de uma atividade física pro corpo, né, pra mente. Então, pra saúde mental, o esporte é muito importante, né, por conta da produção de hormônios que ele libera, por conta eh dos laços que a pessoa constrói ali naquele espaço de prática de esporte. Então, é um aliado muito importante no cuidado da saúde da pessoa com síndrome de DAL. E a pessoa com síndrome de DAL, ela ela está apta a praticar eh os tipos de esporte, porque a gente fala da fisioterapia, vamos lá, né? Ela vai ter o desenvolvimento, ela vai ter aquele acompanhamento multidisciplinar e aí consequentemente ela está apta para praticar o esporte, não é? É, cada caso é um caso, né? Então a gente precisa muito olhar pra singularidade da pessoa, assim como a gente olha para outras pessoas. Então tem pessoas que alguma congênita, tem alguma comorbidade que pode impedir de praticar determinado esporte ou não, mas certamente tem um esporte que a pessoa com síndrome de Dal pode praticar, né? Então tem um movimento, né? Então ela pode passar para uma avaliação, ela pode pensar naquele esporte que ela gosta. Então isso é muito possível, né? Dificilmente a gente vê uma pessoa com síndrome de Dal sendo impedida de jogar futsal como a Bianca ou de jogar vôlei ou de fazer uma aula de dança, capoeira. Então, dificilmente a gente vê esses impedimentos, né? Então, é o importante é esse olhar pra singularidade da pessoa, que isso esteja também atrelado ao seu desejo, aquilo que ele gosta, aquilo que aquela pessoa gosta, né? Então isso é importante. Importante. Bom, olha só, nós falamos eh sobre a infância, falamos sobre a a inclusão, né, na escola, falamos sobre trabalho, falamos sobre esporte e agora a gente vai falar de relacionamentos. Bianca, conta pra gente sobre relacionamentos, né? Você é romântica, você tem 38 anos, você diz que eh teve um namorado. Eh, você é romântica? Eu sou sou romântica. Uhum. Sou fiel. Uau! Muito bom. Alguém eu namorei muito tempo Aham. É o atu. Sim. Para mim ele não é homem. de verdade, bom respeito. Uhum. Tá assistindo. Mas ele foi seu namorado por muito tempo, né? Isso. Então, agora a questão dessa e eh do relacionamento, né? Eh, Paula, a importância eh das pessoas com Down se relacionarem, porque a gente vê pessoas com síndrome de Down que tem famílias, né, que cuidam, que tem filhos. Então, assim, a gente precisa eh entender que sim, né, essas pessoas elas podem viver uma vida plena. Quando eu digo vida plena, é direito, né, de viver com eh inclusão, com acesso à escola, com acesso à informação, né, eh com acesso ao esporte, com acesso à a à a área profissional, né, uma formação, uma profissionalização e também uma vida com relacionamento, um casamento, ter filhos. Sim. Eh, é o direito à vida plena, como você falou, né, Rúbia? Eh, a pessoa ela tem todo e qualquer direito de se relacionar afetivamente, né? Terus relacionamentos românticos, né, Bianca? Então, de ter se relacionar com alguém que goste, eh, de pensar na possibilidade de ter uma família, né, de se casar se quiser, de morar junto, se quiser, de morar de modo independente se quiser, né? Então, de ter direito a todo esse tudo isso que nós enquanto pessoas vivendo na sociedade temos, né? Então, o direito à educação, ao esporte, ao lazer, a moradia independente, ao trabalho, né? Então, tem todos os direitos como qualquer outra pessoa. Excelente, né? Muito bom. Eh, a gente tá falando hoje sobre síndrome de Down, né? E, e como viver uma vida plena com a síndrome de D. E gente, a gente precisa eh parar com esse preconceito, né? Ainda somos muito preconceituosos. O que é um preconceito? É um préonceito de algo que você não conhece. é um préonceito de algo que você não tem informação. E é por isso que nós precisamos falar mais, nós precisamos informar mais para que a gente esteja ciente de que sim, é possível viver uma vida plena, né, de acordo com a a forma de de viver daquela pessoa. A pessoa tem sido medidão, ela vai ser eh vai ter alguma coisa que ela não vai conseguir fazer? Pode ser que sim, mas tem outras que ela vai se destacar e tá tudo bem. Então o que que nós precisamos? aquele, vamos minimizar, né? Vamos baixar esse negócio do preconceito, vamos colocar a inclusão e o respeito ao próximo e vamos contemplar as coisas boas, né? Vamos comemorar as coisas boas que a gente consegue ver com essa história de vida que a Bianca trouxe pra gente aqui hoje, né? E que bom se todas as pessoas com síndrome de Down tivessem as oportunidades que a Bianca teve, não é, Paulo? é muito importante, né? E por trás disso tem também, geralmente tem instituições muito sérias, né? Muito comprometidas, né, com a inclusão da pessoa com deficiência. Então nós temos hoje, a Bianca teve essas oportunidades de ser acompanhada, né? Então nós temos lá na fundação desde o início, né? Então a mulher que chega gestante para receber ali o acompanhamento da psicologia, então a criança com toda a equipe multi, a fisioterapia, fonou, terapia ocupacional, a psicopedagogia, pedagogia para para que ela tenha todos os cuidados necessários para que ela se desenvolva, né? Então a gente vai fazendo esse acompanhamento desde muito cedo, né? Então na adolescência, então ela vai passar por essa equipe multiprofissional na vida adulta, né? Então, a gente vai pensar no trabalho, a gente vai pensar eh nos programas de moradia independente, então a gente faz todo um acompanhamento a essa pessoa. Então, a gente faz eh esse acompanhamento, a pessoa geralmente vai até o centro de saúde, mais próximo ali da sua região, e ela é encaminhada para uma avaliação na fundação. E a gente pensa ali com a equipe multi, eh, que cuidado essa pessoa precisa para que ela tenha mais autonomia, para que ela seja uma pessoa independente dentro de toda a sua potência. Então, ou ela vai fazer uns grupos de vida prática para lidar com as questões da vida diária, ou ela vai fazer eh grupos de socialização, ou ela vai para o atelier de artes, ela vai pros programas de lazer, ela vai pro programa da vida adulta, né, em que ela vai ter acesso ao trabalho, vai ter acesso à formação também para que a gente possa fazer uma inclusão no mercado de trabalho e assim por diante, né? Muito bom, gente. Excelente, né? importante essas instituições, né, que dão aí todo esse amparo, esse apoio e esse acompanhamento, né, não só para a pessoa que tem a síndrome de DAL, mas para a família, porque a família precisa estar estruturada. Uma família estando bem estruturada, eu tenho certeza que a a e é mais ã fácil passar por situações que uma família sem estrutura passaria, né? Então eu acho que é é é por aí que a gente vai, né? por aí. Sim. E a família é um importante aliado nesse processo de desenvolvimento de autonomia e independência da pessoa, né? Então, a família acompanha, a família tá presente, então a família é quem faz todo esse movimento, né? Toda essa articulação de buscar, de levar, eh, de pensar em construir com ela um modo de locomoção autônomo, que ela possa pegar um transporte público, se ela quiser, ou um outro tipo de transporte e assim por diante. Então, a família também é muito cuidada, né? eh, enquanto instituição, na fundação, a gente também tem todo esse cuidado com a família. Então, da família está presente nos atendimentos de famílias eh terem os espaços para que elas também possam, né, lidar com todas as questões que vêm do acompanhamento com a pessoa com síndrome de D. Eh, a gente tem a participação muito próxima da família quando a gente pensa na inclusão no mercado de trabalho, né, que é a área que eu estou eh atuando lá na fundação e que eu tenho acompanhado a Bianca. Então, a família tem uma presença muito forte, então é muito próxima e isso é muito importante, né? É um aliado muito importante no desenvolvimento da pessoa. E você falou algo que me chamou atenção, você disse, você acompanha a Bianca, né, nessa questão da inclusão, encaminhamento para o mercado de trabalho, como que tem sido eh a abertura, né, eh do mercado de trabalho para essas pessoas? A gente tem enfrentado alguns desafios, né? Eh, mas a gente tem uma base legal muito importante, né, que a gente tem aí a lei de cotas que favorece a inclusão da pessoa. Então, ela diz que se a empresa tem 100 funcionários ou mais, ela tem que contratar até 5%, né, do seu quadro de pessoal, de pessoas com deficiência. Então, a gente atua dentro disso, mas a gente tem lidado com desafios e algumas conquistas também, né, relacionado a isso, porque a gente tenta fazer essa inclusão de um modo a superar a lei de cotas, né? Porque a lei de cotas, ela diz que a empresa é obrigada a contratar. Então, a empresa contrata. Mas a gente quer que a empresa não só contrate, a gente quer que a empresa contrate, que essa pessoa tenha uma função, tenha atividades, tenha desenvolvimento, tenha, possa estar em quadros competitivos, né, possa estar ocupando, eh, cargos decisivos na empresa, possa ter um plano de carreira, possa ter uma ascensão profissional. Então, a gente tá, a gente lida com esses desafios e a gente tem buscado muito isso, né? pensar nisso com as empresas, pensar numa sensibilização com as empresas para que a gente consiga, né, que a pessoa com síndrome de D tenha o seu desenvolvimento pleno, profissionalmente falando, é, na verdade, eh, não seria uma contratação porque está previsto, né? É uma contratação porque a empresa tem o senso da humanização, né? né? E eu acho que seria muito importante e que bom saber que as empresas, né, estão contratando e e que interessante seria que essa contratação seria mesmo e fosse mesmo por questão da humanização, não porque está escrito no papel que você precisa contratar. Então, mais um ponto que é bem interessante a gente parar para analisar. Vamos lá, agora 9:08. A produção tá me falando que nós temos algumas perguntas, então vamos ver quem é que tá conosco. Vamos lá. Estúdio Câmara para você ao vivo aqui na TV Câmara Campinas. Nós estamos falando sobre síndrome de Dal, como ter uma vida plena. E é possível sim, estamos aqui com a Bianca, que é uma prova de que sim, pode se ter uma vida plena, mesmo eh eh tendo aí a síndrome de Down, né, e com a psicóloga que faz todo o acompanhamento, com a Bianca, esse acompanhamento e para inclusão no mercado de trabalho, gente. Vamos lá. A Márcia Helena Silva do Cambuí. Paula, existe um limite entre apoiar e controlar? Como os pais podem perceber que estão ajudando no desenvolvimento ou sem querer impedindo a autonomia? Acho que existe, né, o limite entre essas duas questões, né? Apoiar é quando a gente pensa na pessoa e pensa na necessidade que a pessoa tem e a gente tenta favorecer, a gente tenta criar espaços, criar aberturas para que ela possa se desenvolver dentro daquilo que ela almeja. O controlar é diferente, né? Então o controlar parece que tem muito mais esse lugar da super proteção, né? De proteger das questões que possam estar presente, de proteger de poder andar de ônibus, de ir sozinha pro trabalho, de ir para um rap hour com os colegas. Então, a gente tem algumas questões em volta desse dessa super proteção, o que pode, a gente pode se entender como uma espécie de controle, né? E acho que o espaço, né? E e pros pais, pras famílias conhecerem, né? Nossa, até onde eu vou, até onde eu não vou e agora eu tô fazendo isso aqui, eu tô fazendo com as melhores intenções, né? Mas às vezes, eh, vai extrapolar um ponto. Então, para isso, a gente precisa escutar, né? Então, a gente pode escutar a pessoa, a gente pode buscar orientação para que a gente possa entender, né, até onde ele pode ir, até onde ele não vai. E uma outra questão e que a gente sempre fala, né, com as empresas é também essa questão de que eh às vezes a gente fica confuso, indeciso, como que eu trato a pessoa com síndrome de D, como o que que eu falo, eu falo, eu não falo. E assim, se a gente tem outros funcionários lá que lidam com as mesmas questões, como que a gente fala, né? O que a gente faz? Então essa é uma pergunta que a gente que pode nortear o nosso fazer e talvez isso sirva também para as famílias, né? Então, eh, como que eu faço? como que eu faço com o meu outro filho? Como que eu posso fazer ou falar dessa coisa aqui com com o meu filho que tem síndrome de Dal para que possa ficar claro e para que a gente tenha uma comunicação clara e para que a gente apoie ele nas suas decisões nos seus desejos, né? Então a gente pode usar algumas perguntas para nortear, né? Esse saber. Excelente. Quanto informação no programa de hoje, né, gente? Informação transforma. Lembrando que o programa de hoje já está é na nossa plataforma lá no YouTube, tá bom? Você pode compartilhar aí com as pessoas que você gosta e que você compartilhe informação, porque informação boa é informação compartilhada. Agora 911, pode colocar mais produção, por gentileza. Temos mais perguntas, por favor. Vamos lá. Estamos ao vivo. Estúdio Câmara para você hoje falando síndrome de Down, vida plena. Sim, é possível. Vamos lá. Olha, tem uma uma pergunta pra Bianca. Fernanda Lopes do Jardim Nova Europa. Bianca, o que você mais gosta do seu trabalho e o que você ainda quer aprender lá? Gente, essa pergunta é ótima, que mais importante eu ter mais trabalho e tem o meu ritmo de trabalho. Uhum. E o que que você ainda quer aprender lá assim? Você, bom, você tá 9 anos na farmácia, você conhece a farmácia de ponta a ponta, que que você ainda quer aprender ou já aprendeu tudo que tinha para aprender lá? Ainda não, mas eu quero aprender mais o quê? É ter o meu trabalho, mais trabalho e meu futuro ter meu próprio emprego. Muito bem. Sua própria empresa? Isso, né? sua própria empresa. Rau, tá vendo só? Que maravilha. Pois é, gente, olha só, a gente terminando o programa de hoje, né? A gente aprendeu que informação transforma, que acolhimento fortalece e que a autonomia floresce quando a sociedade abre portas, né? Então, Paulá, obrigada pela sua participação, [música] gratidão por esse momento, por essas informações e por compartilhar com a gente tanta coisa boa. Obrigada, viu? A gente que agradeço. Muito obrigada. Maravilhosa. E a gente se despede também. Bianca, obrigada pela sua participação. Bom trabalho para você. Continua aprendendo, continua buscando e bora viver, né? Obrigada. Maravilha. É isso, pessoal. Agradecendo sua audiência, a sua companhia. A gente tá encerrando o nosso estúdio Câmara de hoje. E falar sobre síndrome de Down é falar sobre direitos, respeito e humanidade. É lembrar que a inclusão não é favor, não, viu? É, é dever. Isso mesmo, e entender que cada pessoa tem seu tempo, seu jeito e seu potencial. E que uma sociedade só evolui de verdade quando aprende a acolher todas as diferenças. Que este programa termine com uma reflexão simples, mas necessária. Pessoas com síndrome de D não precisam se adaptar ao mundo sozinhas. [música] É o mundo que precisa estar preparado para caminhar junto com elas, [música] tá bom? Um abraço grande para você. Daqui a pouquinho nós temos a Íria trazendo informações para você atualizadas direto da central e ar de informações aqui da nossa TV Câmara Campinas. Ao meio-dia temos eh jornal eh Câmara Notícia e à noite às 18 horas nós temos reunião ordinária a última do ano. Continueem ligadinhos aqui na TV Câmara Campinas e amanhã ao vivo estúdio Câmara abre espaço para um tema que mexe com todo mundo. Vamos falar de relacionamentos saudáveis. Hum. O que realmente define um relacionamento saudável? Existe um relacionamento perfeito e porque o cuidado emocional é tão importante num tempo de tanta pressa [música] e tanto desgaste? Não perca, é amanhã a partir das 8 da manhã. Esperamos por você ao vivo aqui na TV Câmara Campinas com mais [música] um estúdio Câmara. Valeu, boa segunda, excelente semana e até amanhã. [música] [música] [música] [música] [música] [música]
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