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Olá, muito bom dia para você que está aí ligadinho na TV Câmara Campinas. Estamos chegando com o nosso [música] estúdio Câmara e hoje o programa vai falar de um silêncio, né? Aquele silêncio que diz muita coisa, aquele silêncio que mora dentro dos relacionamentos, casais que não falam mais sobre o que incomoda, que evitam discutir sobre dinheiro, rotina ou falta de desejo e acabam mantendo uma harmonia aparente, mas por dentro estão cada vez mais distantes. Hoje a gente vai entender o que é intimidade de verdade e como a falta de diálogo pode minar uma relação aos poucos. [música] Então, nós gostaríamos que você que tá aí do outro lado, você que tá em casa, mande sua mensagem pra gente. Você já passou por isso? Já passou por esse silêncio que acaba judiando o nosso coração? Já se entendeu, conversou com o seu parceiro e conseguiram retomar o diálogo novamente? Então, manda pra gente a sua mensagem. O WhatsApp está na tela. [música] 199729377. Nós já estamos aqui com a nossa convidada. O programa de hoje está sensacional [música] e nós gostaríamos que você participasse com a gente, tá certo? Silêncio no casamento. Esse é o nosso tema. Daqui a pouquinho a gente começa a falar sobre isso. Apresento também a nossa convidada para você. Mas agora vamos com algumas informações do legislativo. A Comissão Permanente para Assuntos da Região Metropolitana de Campinas realiza hoje às 4 da tarde a nona reunião ordinária do ano com o tema metanol. Discussão sobre os riscos da adulteração de bebidas e seus impactos na região metropolitana de Campinas. O encontro foi convocado pelo presidente do colegiado, vereador Vínio Oliveira, que convidou representantes das câmaras municipais da região para apresentar relatos de casos suspeitos em seus municípios. Segundo o parlamentar, o tema é de extrema relevância para saúde pública, segurança e desenvolvimento regional. A discussão ocorre no momento em que foi publicado no Diário Oficial aqui de Campinas a lei 16.814 de 2025 de autoria do vereador Luiz Fossini, que reduz de 7 dias para 24 horas o prazo para que os serviços de saúde notifiquem casos de intoxicação por metanol à Secretaria da Saúde, né, contados a partir do atendimento do paciente. Muito bem, mais informações chegando. Em novembro é o mês da consciência negra no legislativo de Campinas. instituído pela resolução 997 de 2022. Então, durante todo este mês, a Câmara de Campinas [música] e a TV Câmara Campinas promovem uma série de atividades que reforçam o combate ao racismo, a valorização da igualdade racial e ao reconhecimento da contribuição dos afrodescendentes e afro-brasileiros [música] em diferentes setores da sociedade. O ponto alto da programação deste mês na Câmara de Campinas será a entrega do Diploma Zumbi dos Palmares no dia 20 de novembro em homenagem a pessoas e entidades que se destacam na defesa dos direitos da comunidade negra e [música] na difusão da cultura afro-brasileira. No dia 19, a Comissão Permanente de Relações Institucionais realiza um debate sobre migração negra e outros [música] parlamentares também programaram aí ações voltadas ao tema. Além disso, o Departamento de Comunicação Institucional da Câmara fará publicações nas redes sociais, eh, destacando o mês da consciência negra. E aqui na TV Câmara Campinas, você vai conferir uma programação toda e especial que nós preparamos [música] especialmente para você. Combinado? Muito bem, vamos com a previsão do tempo para hoje, meio da semana, quarta-feira. Hoje temos sol com algumas nuvens agora de manhã, passando anublado na parte da tarde, tá? e possibilidade de garoa à noite, mas a temperatura fica lá em cima, mínima 20, máxima 30º para esta quarta-feira. [música] Muito bem, agora vamos ao nosso tema principal do nosso programa de hoje, apresentar a nossa convidada, porque vamos lá, embalados pelo eu te amo, muita gente se lança de olhos fechados na vida dois. No começo tudo parece perfeito. O casamento é visto como um lugar seguro, de trocas, de clicidades e de muito crescimento. Mas com o tempo a rotina e as diferenças começam a aparecer. E o que era um sonho, né, de parceria, pode se transformar aí em um campo de desencontros e frustrações. Quando o amor não é mais suficiente para sustentar a convivência, surgem as dúvidas, o silêncio e até aquele distanciamento emocional. E é sobre isso que a gente fala eh hoje no estúdio Câmara e a nossa convidada está presente conosco aqui. Já vou apresentar, dar aquele bom dia muito especial para ela, Bianca Taralo, né, nossa psicóloga clínica, especialista nesse tema, vai explicar pra gente o que que acontece, por que que nós temos o tal do silêncio no casamento. Antes todo mundo conversava, depois casou, passou um tempo, já não tem mais assunto. Seria isso? Muito bom dia, Bianca. Obrigada pela sua participação e presença. Seja bem-vinda. Muito obrigada pelo convite. É um prazer estar aqui. Fico muito feliz porque é um tema muito significativo e muito importante, né? Porque as pessoas precisam aprender a se comunicar. Falar de qualquer jeito não é a forma exata. E o silêncio muitas vezes ele vem porque as pessoas não sabem a comunicação assertiva. Uau! Então, se eu não aprendi a falar, eu também não aprendi a escutar. E aí quando se comunica, muitas vezes um dos côes estão cansados de uma comunicação violenta, então se fecha. E tem muitas consequências por trás disso, enormes consequências. A conexão desaparece porque ninguém mais se fala, ninguém mais tem interesse um pelo outro, um pela vida do outro. as pessoas não tá tanto faz, porque é aquilo, né, que nós tínhamos começado a falar. Sim. Muitas vezes a gente tem uma esperança que o nosso casamento vai ser uma extensão do nosso namoro. Isso. E não é, não é por aquela paixão que dura de 12 a 48 meses, muitas vezes a gente vai para um casamento, ela já tá ali numa fase de diminuir e muitas vezes ela já tá no amor. Mas o que que acontece? As pessoas têm uma dificuldade de gostar do amor, de se entregar pro amor e quer viver aquela paixão o tempo todo, aquela paixão que dá borboleta na barriga, que a gente quer ficar o tempo todo junto e depois quando passa, porque vai passar, as pessoas não dão conta do que que é o amor. É a segurança, é a complicidade, é o companheirismo, é a parceria. E é isso que é o gostoso, porque a paixão é impulsiva, o amor é segurança. E muitas vezes as pessoas eh ficam eh tão assim eh incomodadas que não tem mais aquela aquela intensidade e acha que acabou tudo e aí se afasta, ninguém mais se conversa, perde a conexão. Quanto mais afastado eu fico, menos conversas eu tenho, menos diálogo, menos comunicação, mais afastados, tanto emocionalmente quanto fisicamente, eu fico do meu marido, eu fico da minha esposa. E aí isso se perde. Olha, interessante que você pontua paraa gente nesta manhã aqui no Estúdio Câmara, porque eh tem muitos casamentos que com o passar do tempo parece que acaba o assunto, né? A correria do dia a dia, a gente eh eh levanta de manhã, toma um café correndo, vai trabalhar, às vezes não consegue nem almoçar em casa, daí à noite tá cansado e aquela rotina, aquele ciclo vicioso e aí você não tem muito o que conversar. né? E isso eh pode parecer normal no início, mas a gente acaba se acostumando, porque a gente se acostuma. E aí é interessante a gente falar que o casamento ele pode sim acabar com o silêncio, né? Às vezes a gente pensa: "Ah, é a briga e tal". Então, mas nem sempre é a briga. O acúmulo de conversas que não acontecem, a ausência disfarçada de rotina, aquele toque automático, né? E a resposta monossilábica. Uhum. Sim. Não. Ah, tá. Aqui essa resposta monossilábica, gente, é horrível, né? Por que que o o silêncio, a falta de diálogo, que muitas vezes parecem inotensivos, eh eles acabam se tornando tão destrutivos dentro de uma relação. Porque que tanto os casais escolhem de repente o silêncio como forma de manter a paz dentro do relacionamento, né? Porque tipo, eu não tô conversando, então não tô brigando, mas esse silêncio ele acaba sendo uma forma de briga velada consigo mesma. até explica pra gente, por favor. Esse silêncio, ele forma um muro entre o casal. Então, eu tem tem diversas explicações que falam, né? Então, por que que muitas às vezes não é nem os dois, né? Às vezes um do um dos cônjuges se acostumou com o silêncio do outro. Sim. E tá cansado de falar. fica cansado de falar, de tentar, de muitos casais falam assim para mim: "Ah, eu tô cansado de tensar sozinha, Bianca, eu não aguento mais. Eh, parece que só eu luto por esse casamento. Eh, para ele parece que tanto faz, mas tem muita coisa por trás desse silêncio. Tem uma mágoa que ficou aí, que se estendeu, que eu não falo. Os homens eles têm eh vamos pensar assim, não vamos, mas a maioria dos homens eles foram criados culturalmente Aham. eh, para não falar sobre sentimento, não falar sobre emoção, não dar nome ao sentimento. Então, muitas vezes eles foram criados e isso tem muito a ver, em ambientes aonde homem não chora, homem não fala de sentimento, você é homem, não faz isso, não é assim que que que o homem se comporta. ou em ambientes também muito conflituosos, onde se tinha muito conflito e a forma que ele tem hoje de trabalhar, ele evita conflito. Então, muitos homens falam assim para mim no processo da terapia Bianca, mas tudo que eu falo vira briga, tudo que eu falo não tá bom, porque ela me cobra, porque nada que eu faço é bom. Aí a esposa fala assim: "Não, mas se eu não falo, você também não faz". E aí a melhor forma talvez de manter esse casamento, ou por aparência ou por também tem um ganho por trás disso, né? Tem o ônus e o bônus muitas vezes que um casamento se estende, porque tem o amor fraterno. Existe o amor fraterno e o amor erótico. O amor fraterno é a parceria e a cumplicidade, companheirimo. Ser por ele, ser por ela está ali. Uhum. O amor é o o amor erótico é a intimidade, o toque físico, a o sexo em si. E muitas vezes os casais se prendem tanto nesse silêncio, se acostumou tanto com esse amor erótico inverso, achando que tá tudo bem, já não se tocam mais, já não se falam mais e vão vão sendo o quê? Eh, colegas de quarto, pagador de boleto, criadores de filhos, poxa vida. E não são mais um casal. Uhum. Entram numa zona de conforto que tá tudo bem ser assim, tá tudo bem, é a gente vai levando. É uma fase que eu mais osso, é uma fase, vai passar. Não é uma fase. É um sinal realmente que o seu casamento está na UTI. Não é uma fase. Você não pode deixar isso. Você precisa pensar. Os dois precisam falar um de nós nos nos perdemos como casal. Porque como você disse, a o dia a dia, o dia a dia, a correria, a maternidade, o trabalho, a paternidade, ela toma o nosso tempo. Se a gente não souber equilibrar entre se dividir os papéis, porque os papéis precisam ser divididos. Eu tenho meu papel de esposa, tenho meu papel de marido, eu tenho meu papel de pai, de mãe, de de profissional, de filho, de irmã, mas eu preciso ter o meu papel de marido e mulher ali, dessa conexão gostosa que nos leva a continuar, porque assim, casar e e voltar para casa e não ter vontade de voltar para casa. Muitos casais falam para mim: "Eu não tenho vontade de voltar para casa". Olha, quando namorava, não via a hora de dormir junto. Exato. De morar junto. Quando vai morar, o tempo passa, não quer mais dormir junto, dorme no sofá. Quantos casais que um deles dorme no sofá? Muitos. Infelizmente isso é muito normal. Não poderia ser, mas é. Ou se dorme, cada um vira pro lado, não se conversa. Porque na cama é o lugar da intimidade, de se falar, de se conectar. Vocês têm que chegar e perguntar como foi o dia do outro, como tá se sentindo. Ninguém mais percebe a necessidade emocional um do outro. Nossa, excelente. Excelente. Muito bom, gente. Que aula nós estamos tendo aqui sobre casamento, né? É curioso quando a Bianca fala, né? Parece que quanto mais eh se evita o conflito, mais o casal acaba se afastando. É como se o silêncio fosse uma parede invisível, pelo que a Bianca colocou pra gente. Então, gente, olha, pequenos gestos de descuido, a falta de atenção, de presença, de afeto, podem realmente corroer, né, o vínculo entre as duas pessoas. E esse esse esse silêncio, gente, revela o quê? revela que o nosso casamento pode estar em uma ut, assim como muito bem pontuou a nossa psicóloga. Agora, às vezes o silêncio não é calmaria, não, né? A gente pensa assim: "Ah, eh, não vamos falar muita coisa, porque a gente vai acabar discutindo, como você bem pontuou pra gente, né, coisas que acontecem eh eh entre os casais". Então, eh, não vamos falar, mas aí a gente acostuma com silêncio e vai chegar uma hora que isso vai perder, eh, o sentido, né? E isso é muito triste quando vem de quem a gente mais ama. Então, em que momento o não falar, Bianca, ele começa a prejudicar a relação de forma real, né? Tem gente que só percebe quando já não sente mais vontade de tentar conversar e quando o silêncio vira uma rotina. Mas como que a gente eh eh aprende a identificar que nós estamos chegando nesse início do que pode ser um final, né? Tipo assim, que nós estamos já sem conexão e que não existe mais comunicação e que o silêncio tomou conta. Um ponto importante é é exatamente quando cada um ali é o tanto faz. Ai, tanto faz, tanto faz se você vai para lá ou se você vai para cá, que horas que você chega, o que que você sente, o que que o que que acontece com você, com a sua vida? Não me interessa. Tanto faz. Então, tanto faz. Esse tanto faz o o marido, o esposo, o marido chega, já tem uma rotina ali, porque quando se tem um silêncio, já tem uma rotina. Então essa rotina ela vai aumentando aí se se a esposa trabalha fora, ela tem os deveres dela, o esposo tem os deveres dele. Aí eles chegam, cada um tem mais ou menos o que vai se fazer ali. Malemar ali, vamos pensar assim, é um beijo de selinho. Muitas vezes, se tiver selinho, no rosto mesmo, se não tem, fala: "Oi, é só um oi e tchau, né?" Bom, ou às vezes não tem nem esse oi, né? E e aí eu falo assim, ó, não tem mais língua depois que casa. Você sabia disso? Olha só, não tem língua porque ninguém mais beija. Quando se encontra no namoro, meu Deus do céu, né? É uma loucura a borboleta na barriga, mas quando casa aí esse silêncio vai ficando cada dia maior. Esse distanciamento tanto faz, né? E aqui ela a gente consegue perceber quando eu não tenho mais vontade de voltar para casa. Poxa, quando eu não tenho mais planos, quando eu não tenho vontade de fazer planos, quando eu programo uma viagem e e eu meio que vou empurrada ou muitas vezes eu vou por conta das crianças, é é por causa da família, porque tem que manter ali. Muitos casais mantém aparência. [limpando a garganta] O que mais eu tenho ali no consultório é casais que mantém aparência por negócios. Exato. Maioria das vezes. Maioria das vezes. E outra coisa muito importante, eu sei que não tá num tema, mas eu acho muito importante trazer, eh, muitas mulheres se tornam dependentes financeira e emocional deste a gente precisa se atentar a isso, né? Quando a gente se torna dependente emocional, primeiro quando a gente se torna dependente financeiro. Uhum. E aí eu vou, esse marido ele é passa a ser tudo para mim, porque eu fico ali dependente e eu começo aceitar tudo, o pouco, o mínimo. Eu falo, eu vivo das migalhas do que ele me traz e isso me dói, me machuca. Mas muitas mulheres não sabem, não conseguem sair disso. E o não sair disso também prejudica, porque a gente vai aceitando, vai aceitando, vem o silêncio, vai aceitando. Só que esse silêncio também, além de distanciar, ele causa uma, o, eu vou falar, ele cria monstros na nossa cabeça. Nossa, mas eh ela tá diferente, não conversa mais comigo. Nossa, ele tá diferente. Só fica no celular, só fica na TV. Tem alguma coisa diferente com os Isso. Com os colegas lá no trabalho, ele é diferente. Com as amigas, ela é diferente. Aqui em casa ela não conversa comigo, ela sorri fora. Aqui parece que nós dois estamos vivendo num velório. Uhum. E tem uma coisa que acontece que eu acho muito importante, que eu sempre trago nas sessões, é o que que nós fazemos. E a gente faz isso muitas vezes. Quem a gente ama fica com o nosso pior. Uau! Fica. A gente deixa o nosso pior na nossa casa. Porque a gente precisa ter uma energia tão grande para deixar o nosso melhor pros nossos amigos, pro nosso trabalho. A gente não pode deixar o pior pro nosso chefe, pro nosso trabalho, pros nossos clientes, paraas pessoas de fora. E que que a gente faz? A gente desconta e deixa o pior para quem a gente ama. Porque a gente se acostumou com aquela pessoa que a gente ama, tá acostumado já e já sabe como eu sou e eu dou patada, eu entro com uma comunicação violenta, então a pessoa já sabe como eu sou. E isso desgasta muito o casamento, o relacionamento como um todo. Tem um desgaste muito grande e às vezes esse casal, um dos dois estão cansados. Uma tá cansada de lutar sozinho, o outro tá cansado de lutar sozinho. Então deixa, deixa, eu vou deixar, eu vou levando, que é o que eles falam, até aonde vai dar e eu vou só vivendo. Outra coisa muito importante que se cria vidas paralelas, que por que que eu crio vidas paralelas? Porque eu preciso achar uma maneira de sobreviver nesse casamento. Uhum. Então, a vidas paralelas é tem muitos casais que fazem assim, ó. Eu vou treinar de segunda e quarta para ficar, eu fico com as e você fica com as crianças. Você vai de terça e quinta e você f, né? E eu fico com as crianças. Enfim, de sexta-feira é, os dois estão cansados, né? Então, a semana foi cansada, tão cansados ou tem algum evento que precisam ir participar e ali não tem o dia do casal mais. Então, já ficou ali na rotina, eh, nas vidas paralelas. Aí um no sábado muitas vezes tem muitas demandas porque na semana não deu tempo de fazer e tem evento de escola, tem evento de família e vai se perdendo. Na outra semana é a mesma coisa. Esse casal não tem mais momentos a dois. O perigo nasce aí. E se tem, sabe o que que acontece? Eles vão, eles não têm assunto. Não tem assunto. Você já reparou? Você já foi em algum lugar? Já percebeu em alguns restaurantes já? [risadas] Cada um no seu celular? Já, gente, eu olho aquilo, eu tô com o meu marido, eu olho aquilo, me dá até um, eu fico vontade de ir lá, de ir lá e falar para todo mundo larga esse celular, vamos conversar, não tem assunto. se tem é pagou a conta tal, criança tal, educação de filho, eles não têm mais conexão, nem amenidades não falam mais, não brincam, não riem mais, não fazem uma viagem juntos, não tem mais importância esse relacionamento. E muitas vezes não é falta de amor, não. Uhum. É porque se acostumou com isso. O amor muitas vezes tem, só que tá adormecido e machucado, ferido. Menina, que gente, que que leitura, né? Que manhã gostosa, que aprendizado bom para mim, para você, para todos nós que estamos acompanhando, né, essa aula da Bianca aqui com a gente, a gente tá falando do silêncio no casamento, né? E o relacionamento é algo que a gente precisa dar muita atenção, né? E e é interessante quando a gente para para analisar ah a as fases do relacionamento, porque como a Bianca trouxe, a gente se conhece e aí começa a namorada e vê aquela paixão, você não vê defeito, tudo é lindo, né? Até um defeitinho aqui. Você a pessoa fala assim: "Nossa, mas você não tá vendo?" Ah, não. É o jeito dele. E aí vem aquele sorriso, aquela coisinha gostosa, né? Só que daí depois, vamos lá. Eu namoro 1 ano, 2 anos, 3 anos. Vamos casar. Então, quer dizer, eh, pelo que você explicou pra gente, namoramos aí três, 4 anos, a paixão já virou amor. Então, aquele, aquela coisa, aquele aquele turbilhão, aquele olhar assim que não vê defeitos, ficou no namoro. Bora casar. Então, vem aquela coisa gostosa do casamento, né? Aquele desenho todo que a gente faz. É vestido de noiva, é festa, é família. É isso, vamos arrumar a nossa casa. Então, toda aquela empolgação, de repente toma conta do momento e você pode ser que esteja vivendo um momento parecido com aquele do início do namoro, né? Aquela coisa toda toda legal, toda fervorosa, porque você tá na nos preparativos aí, beleza, vamos lá. Casou, agora vamos pra realidade, né? Casa, trabalho, boletos e convivência dois. O que temos na convivência dois? Defeitos. somos cheios e aí aquele que você não viu lá no no quando você namorava vai começar a aparecer dentro de casa, ok? Aí vamos convivendo, vamos convivendo. E de repente acontece o silêncio porque eu não quero magoar, o silêncio porque eu não quero brigar, o silêncio porque eu não quero discutir. Começa então uma separação, né, por conta da falta de diálogo. A pessoa começa a a ser melhor lá fora e em casa a gente entra num casulo e fica quietinho. Vamos lá. Depois desse silêncio, de repente pode acontecer uma um afastamento quando a gente fala de intimidade, porque não tem o que conversar, também não tem intimidade, porque a intimidade começa na comunicação, não é? me corrija se eu estiver errado. Eu até tô falando um pouquinho mais para dar tempo de você respirar, que você tá falando muito bem, tá falando bastante, então dá tempo de você respirar, tomar uma água, mas a gente quer saber de você a questão da intimidade, né? Eh, a necessidade da intimidade eh de um casal e o que esse silêncio e essa falta de comunicação, ela traz de impacto na intimidade? Como que você vai ter intimidade, ter um relacionamento com uma pessoa que você se quer dar um bom dia direito? E aí, como é que faz? Eu sempre falo assim, a intimidade ela começa eh não é a intimidade ela começa não é no toque físico, não é essa coisa de beijo, de tá ali. A intimidade ela começa [limpando a garganta] bem antes. A intimidade ela vem com eu percebo o que o outro tá sentindo. Eu consigo olhar pro meu marido e perceber. Eu tenho essa intimidade com ele. Eu sei que ele não tá bem, eu não sei o que que aconteceu, mas eu conheço o rostinho dele, o olho, a fisionomia, até a forma como ele anda. Eu sou tão íntimo, eu presto tanta atenção que eu sei. E quando esse casal e tem esse costume de acolher essa necessidade emocional do outro, não tem como isso não dar certo. Porque muitas vezes a gente não quer intimidade em si, o toque físico, o o o sexo. A gente só quer um abraço. Exatamente. Muitas vezes a gente vem com problema do trabalho, com problema uma dos nossos familiares e a gente tá tão carente e a gente só quer uma, a gente não quer nem um conselho. Eu falo assim pros meus pros meus casais, às vezes ele ou ela não quer nem que você resolva um problema. Elas falam assim para mim: "É isso, Bianca, ele não entendeu. [risadas] É isso. Eu só quero um abraço. Eu não quero um conselho. Eu quero ven aqui. Eu tô aqui. Eu tô aqui. Nem nem precisa falar. Vai ficar tudo bem. Eu tô aqui se você precisar. E o marido também tem a necessidade dele. Por mais que o homem tenha uma uma dificuldade de demonstrar. Por quê? Porque o ônibus nasceu para ser o provedor. Uhum. ou ele veio dessa desse da família mais eh patriarcal, desse sistema mais patriarcal, ele ele nasceu para ser o provedor. Então, homem nasceu para cuidar e o homem também tá cansado só de cuidar porque ele também necessita de cuidado. E aí é onde mora esse silêncio entre os dois. O homem não fala sobre o que ele sente, não fala alguma coisa que aconteceu, que ele também não gostou, que ele se sentiu magoado e ferido. Ele se cala. Muitas vezes a esposa continua tendo os mesmos comportamentos e repetindo aonde eles caem, sabe aonde? No ciclo do desamor. O que que é o ciclo do desamor, Bian? Desamor. Ela não se sente amada. Olha, é um ciclo. Ela não devolve amor. Ele não se sente amado, ele não devolve esse amor para ela. Nossa. E o que que acontece? Um exemplo, eles brigaram. Uhum. brigaram um dia antes. Só que todos os dias de manhã ele levanta mais cedo que ela e ele prepara o café. Porque é rotina, é um combinado. Nesse dia ele tá com raiva, ele fala: "É, eu não vou fazer o café dela." Ela levanta, ela olha, ela já fica emburrada porque o café não tá pronto. Aí ela fala assim: "Aquele aniversário daquela prima dele que eu não gosto, que é semana que vem, eu não vou porque eu vou dar o trô." Aí ela empurra e não vai. E aí esse ciclo ele aumenta, aumenta, menina, vira um furacão. Vira um furacão. É uma competição e um estado de vingança. Nossa, eu preciso me vingar. Por quê? Porque eu não sei falar. Aí eu vou ensinar aqui, olha, tome isso como nota paraa vida de vocês. A comunicação assertiva é a fala assertiva, mas muito mais que a fala, é escuta. Você já viu algum algum lugar, alguém ensinando a se escutar? A gente só vê curso de oratória, como falar? Eu nunca vi ninguém ensinando a escutar. A escuta, ela é a sabedoria de tudo. Então, como que se fala nesse momento? Vamos voltar lá. Ele não fez o café dela, eles brigaram. Eles primeiro, eles foram dormir. Vamos voltar um pouquinho que eu gosto de dar os detalhes. Desculpa, mas eu gosto fica à vontade, por favor. Eles num casal não são nem sempre são os dois que que gosta de resolver o problema na hora. Um precisa digerir. E eu ensino assim os meus casais, sai de cena. Hum. Sai de cena porque começa a ficar muito quente a discussão e vai para uma comunicação violenta, as pessoas falam o que não devem. Então, mas você para você sair de cena, você precisa sinalizar. Eu falo para eles o que que é sinalizar. Você fala assim: "Olha, eu acho melhor a gente não conversar agora porque vai piorar. Eu não tô legal. Vamos conversar amanhã, vamos esperar esfriar, vamos dar um tempo, porque eu não não vai dar certo isso, porque se eu ficar ali no silêncio, que é a punição do silêncio, nossa, que eles fazem, a mulher faz, o homem faz, punição do silêncio. E aquilo vai gerando uma ansiedade, porque muitas vezes o mais ansioso quer resolver na hora. Isso. E não consegue dormir se não resolver. E aquele não consegue resolver na hora. Tudo é equilíbrio, precisa se conversar. Eu sempre falo assim, se é algo urgente, que às vezes é algo urgente que precisa se resolver na hora, dá para esperar, então alguém vai ter que ceder. Se é algo que dá para esperar, o ansioso cede um pouco. Só que não é no outro dia e tamponar, colocar debaixo do tapete e esse conflito não resolver, porque depois daqui um tempo, vem o casal coveiro. Que que é o casal coveiro? Eu desenterro coisas lá do passado e trago no meio da discussão. Lembra lá aquele dia que você falou isso para mim no no na manhã do café? Você não fez o meu café? Joga na cara. Então vamos falar que eles estão terapeutizados. Vamos dizer que vocês aprenderam aqui hoje. Aprendemos. Claro. Aprenderam aqui hoje. Então eu sei que o meu esposo ou a minha esposa, ela tem que ter um tempo, ela não consegue resolver na hora. Eu vou entendo. Tudo bem, dormimos no outro dia. Eu não vou dar, eu não vou entrar no ciclo do desamor. Eu fazia o café, eu vou fazer o café, é o combinado. Eu vou fazer o café. Aí ela levanta, olha esse café feito, diminui, diminui esse estado de nervosismo, quebra, né? É, mas tá ali ainda. Tá ali ainda. Ela ou ele, quem se sentir mais confortável. precisa falar. A forma da comunicação assertiva é, tome nota aí, gente, é, eu não falo o que o outro fez para mim. Eu falo como eu me senti com a atitude do outro. Olha, meu amor, meu bem, né? Olha, ela pode falar. Ontem, naquela discussão, eu me senti magoada, eu me senti ferida, eu me senti invalidada quando eu senti dois cinto. Quando eu senti que você não me deu atenção, que você não validou meus sentimentos, que você não me olhou do jeito que eu precisava, não me acolheu. O que que eu faço? Eu falo, eu não falo pro outro que ele fez, eu falo que eu senti que foi isso. Uau. Isso soa para quem está recebendo muito melhor do que você faz isso, você faz aquilo, porque eu aponto o dedo e falo o que ele faz. Então eu jogo o defeito no outro. O homem ele tem muito esse instinto, sabe o que é? de que eu sempre faço tudo errado. Eu eu sou [roncando] eu e e nesse nessa situação, muitas mulheres tiram a masculinidade do homem, porque lá na infância esse homem pode ter vivido assim: você não faz nada, você não vai ser ninguém, você é um banana, você não serve para nada, não presta para nada, nem para arrumar uma bicicleta, nem não aprende nem andar de bicicleta. Então o homem ele se sente mais na obrigação de saber tudo, tudo que é um papel de homem que foi colocado a ele. E quando a mulher joga que ele não faz nada, que tudo ela faz e esse homem se sente menos homem, mais criticado e ele tende a silenciar mais. Porque lembra? Ele não sabe falar sobre sentimentos. Porque se ele for falar o que ele sente, ele vai ferir. Porque ele não sabe falar, ele vai ferir. Muitas vezes ou ele se cala para evitar conflitos, porque isso também é uma forma de amor. Eu calo porque eu não sei falar e eu quero, não quero problemas no nosso relacionamento. Não quero brigar e eu me calo. Para ela esse silêncio é punição e ela não se sente amada. E aí vai todo esse ciclo do desamor, menina, que que que escola, gente? Você tomou nota aí, você entendeu? A comunicação, a forma que a gente fala, eu senti, né? Não, você fez. Eu senti, eu me senti assim no momento em que, gente, isso é maravilhoso. Tome nota, repasse esse programa para quem você gosta, repasse esse programa pro seu marido, paraa sua esposa, pro seu companheiro, tá? Eh, tá no YouTube, você pode acessar lá. A gente tá ao vivo no YouTube também e aqui, né, no 11.3, é quatro da Claro e nove da Vivofibra. Nós estamos com Estúdio Câmara aqui com a nossa psicóloga Bianca. Gente, essa mulher tá dando uma aula pra gente de relacionamento, né? A gente tá falando de casamento, quando o silêncio ele toma conta do casamento. E a Bianca simplesmente abriu os horizontes aí para quem tá nessa fase de silêncio no casamento. Gente, a gente precisa comunicar, a gente precisa prestar atenção, né, nos detalhes e de repente dá o braço a torcer, de repente dá o primeiro passo, de repente é isso que tá faltando, né? levantar a mão assim, a bandeirinha branca. Opa. Ah, mas a gente não tá brigando, a gente só não tá conversando. Gente, que isso? A gente precisa de comunicar. É comunicação, é troca, né? Pra gente poder tentar eh levar, se é isso que você tem de propósito pra vida, levar esse casamento de uma forma saudável, não é, Bianca? Porque essa questão de silenciar, ela eh tem todas essas situações da convivência, mas ela impacta e muito na saúde mental do casal. Sim, muito na saúde mental, muito. Eh, chega a ser assim perigoso, porque se um dos dois tem essa dificuldade de externar, de não conseguir se abrir, de não procurar uma terapia individual, que esse processo é muito importante para falar os seus sintomas, ele vai, ele e ela vai guardando, guardando, guardando. E aí e essas dores e elas se transformam em fuga, onde eu começo a dar intensidade para outras coisas para fugir daquilo que me dói. Uhum. Então eu dou muita intensidade pro trabalho, eu dou muita intensidade eh e e aí vira às vezes até compulsões. Eu eu fujo na academia, eu fujo na corrida, eu fujo na comida, olha isso, eu fujo em tantas outras coisas, né? que é na bebida, tem muitas outras coisas que a gente foge e principalmente o feminino. O feminino ele ele funciona diferente do masculino. Nós mulheres, nós somos mais sentimentais. A gente precisa desse acolhimento, desse elogio. Muitas mulheres não se sentem vistas, elogiadas. E o que que elas criam na cabeça? Criam muitas coisas, né? Então, olha só que perigo. Aí você vai lá, que muitas mulheres têm, fica olhando o celular do marido, as redes sociais, vai lá e viu que ele curtiu uma foto de uma mulher, uma mulher de biquíni. Pronto, ela já se sentiu eh inferiorizada, desprezada. Esse homem já não a procura paraa intimidade. Essa mulher já, Quantas mulheres chegam assim e fala: "Eu tenho algum problema? É impossível". Sabe? e e mulheres empoderadas, mulheres mulheres lindas, mulheres cada um com a sua beleza, eh mulheres que t a sua força e esse homem já não a procura mais. Mas esse homem também, ele também tá ali digerindo algo que ele não consegue. Muitas vezes essa mulher é controladora, mandona e tudo que ele faz não tá bom. A gente precisa tomar muito cuidado porque o o a probabilidade das mulheres serem controladoras são grandes. Eu falo por mim, sou controladora. Meu marido às vezes fala que eu sou a chefinha de casa. Eu trabalho isso na minha terapia também, porque eu vim de uma família matriarcal, de muitas mulheres fortes e empoderadas, onde tomam as decisões. E o que que eu precisei trabalhar e trabalho na minha terapia? Eu volto para meu feminino e deixo com que o meu marido faça as coisas do do do masculino mesmo, do papel dele, né? Eu eu pego assim, ó, eu sei abrir um vinho, eu sei levar meu pneu para calibrar, eu sei de repente furar uma parede com a com a furadeira, mas eu posso falar pro meu marido, porque ele também vai se sentir importante. Olha, abre para mim. Eu também sei ir lá e tirar as compras do mercado do carro, mas tão pesadas, eu não preciso. Amor, você me ajuda lá? Ou ela fica esperando e o homem também tem que ter a noção de que ele precisa também de olhar e colocar e se colocar nesse papel e ter atitude também, né? asules ficam indignadas não tem atitude. Então eu vou lá e tomo essa força. Eu tomo a frente, Bianca, porque se eu não faço, ele não vai fazer. Então é é o trabalho dos dois. Uhum. Cada um precisaria buscar essa ajuda da onde venís porque tá quem nós somos hoje como adulto, a terapia dos de esquema nos ensina, né, eh, que essa criança vulnerável que a gente tem lá, que a gente sentiu, que a gente viveu, os nossos esquemas, que são as nossas crenças, ele vem hoje corar com o adulto que nós somos. Perfeito. Então, como que eu era? o que que eu recebi, o que eu entendi que era amor, o que eu entendia que era relacionamento, porque a primeira eh a a o primeiro exemplo que a gente tem de relacionamento são os nossos pais. Uhum. Por isso que a gente precisa tomar muito cuidado como a gente mostra o nosso relacionamento, o nosso casamento para os nossos filhos. Tem um uma atividade que eu faço na terapia de casal que é modelo positivo e modelo negativo da relação dos meus pais. Você não tem noção o que sai. Uau! Ali a gente já vê tudo, entende? Então, ou eu hipercompenso na vida adulta, se eu tive esse conflito, o meu pai e minha mãe brigavam, eu tento hipercpensar e eu vou ser amorosa, eu vou tentar fazer diferente. Só que de repente o meu marido não consegue fazer essa diferença. Ele também muitas vezes veio de um lar assim e ele faz o quê? Ele repete, é um comportamento vicariante. Eu repito o comportamento dos meus pais ou do meu pai. O meu pai era agressivo, traí a minha mãe. Eu vivi nisso. Então eu vou achando que isso é meio que normal, porque eu aprendi. Eu eu nunca vi meu pai tratando bem minha mãe, então eu não trato bem minha esposa. Meu pai tinha dava punição do silêncio. Eu acho que é normal, eu vou fazer. A minha mãe brigava com meu pai, xingava meu pai. Eu também acho que é normal. Vou fazer isso com meu marido. Uhum. E essa criança vulnerável tá ali e quando não é tratada não deixa esse adulto saudável vir paraa relação. E adulto faz o que tem que ser feito, não faz só o que gosta. Uau, gente, o que é isso, mulher? Que coisa. A gente tem muito que aprender nessa vida, né? Você percebe? E que bom que a gente tem a oportunidade aqui no estúdio Câmara com os nossos convidados que sempre, né, entregam conteúdo magnífico, riquíssimo e que nos ajudam muito. Nossa, gratidão. Super. Como eu queria, gente, agora, olha só, 8:45, você tem ideia? 8:45 e a Bianca falando aqui, ensinando a gente, pessoal de casa mandando perguntas. A gente dá uma pausinha agora para atender o pessoal que tá em casa, Bianca, que daqui a pouco você volta, continua no seu raciocínio, porque a gente fica hoje aqui até meio-dia falando sobre isso, gente. Que impressionante, né? Como temos que aprender nessa vida e que legal que a gente aprende todo dia. Produção, nós temos perguntas. Se tiver pode mandar pra gente, por favor. Quero saber quem é que tá conosco aí e o [limpando a garganta] que vem, né? Vamos lá. Rafael Mourão do Jardim Flamboiã. Eh, tem como o casal voltar a conversar e se amar de forma leve e divertida depois de anos em silêncio e acúmulo de mágoas ou isso se perde para sempre? Não tem. Tem sim, tem muito. Existe manejos, existe técnicas. Primeiro existe o eu quero, eu quero muito fazer isso dar certo. Eu quero muito transformar esse e porque a gente não volta a ser, porque o que ficou no passado ficou, a gente transforma esse relacionamento um relacionamento novo, porque é onde a gente, nós estamos mais maduros e a gente quer muito fazer isso dar certo. Então, sempre alguém vai ter que ceder, sempre, porque se eu fico esperando o movimento do outro, eu não consigo. Quando eu faço um atendimento individual, eu falo assim pro meu paciente: "Que tá fazia aqui? Você ou ele?" "Sou eu, Bianca?" Falei: "Então, quem tem a obrigação de o que você eh ouve aqui, o que eu psico educo você a colocar em prática?" Eu eu falei: "É, é você. O seu movimento de mudança vai impactar o movimento do outro de mudança." Nesse caso, como é que pode ser feito? essa pessoa entra em consciência e fala assim: "Eu não quero mais viver esse silêncio. Eu quero voltar a ter um casamento saudável. Eu quero viver porque eu não me casei para me separar. Então o que que eu faço? Eu procuro maneiras de tentar quebrar esse silêncio. O que que eu proponho? Eu proponho, se eu não chegava, não falava, eh, não dava bom dia, não preparava um café, não perguntava do do dia da pessoa, eu vou fazendo contrário desse movimento que eu fazia. Eu vou devagarzinho quebrando esse gelo, porque ficou um distanciamento. O muro tá aqui, então eu vou chegando pertinho do muro. E às vezes eu vou dar uns três passos para trás porque essa pessoa vai me dar vai me chutar, porque ela não tá. Opa! Essa pessoa não não é assim, que que eu faço? Tem alguma coisa de errado e eu vou eu vou eu vou até eu conseguir. Porque eu mudando essa esse muro, ele vai baixando, porque essa pessoa também vai sentindo. Ela quer isso, mas ela também tá cansada. E ela cansou de tentar sozinha ou ela ela se entrou numa amargura própria? Então, vamos ter técnicas. Então, eu vou falando um bom dia hoje, eu vou conversando mais, eu vou fazer um café da manhã, eu vou propor algo pra gente fazer que a gente nunca mais fazia, vou andar num parque, gente. Andar num parque, fazer um piquenique. O que que gasta isso? Fazer um passeio de bicicleta, caminhar, correr juntos ou fazer uma academia juntos. Sabe bater, eu falo momentos a dois. Momentos a dois, o que que é? Ah, então essa pessoa, o filho, né, a maternidade, muitas vezes, quem tem a rede de apoio, que também ajuda muito no casamento, prepara isso, deixa os filhos com a rede de apoio, prepara lá alguma coisa para vocês comerem, fica, assistem uma série, fica juntinho, vai chegando, porque eles sentam assim, ó, separado. Vai chegando cada dia mais perto ali do sofá, vai puxando o assunto, vai se interessando pela vida do outro. Ela se interessa pela sua vida, você se interessa pela vida dela, mas alguém tem que propor isso e tem jeito. Já tirei muitos casamentos da UTI, muitos de traição, de tudo quanto você imagina que a pessoa chega, fala: "Bianca, acho que não tem solução". A gente eu falo: "Tem, tem, porque eu não faço milagre sozinho. Eu preciso que vocês estejam ali conectados." Mas dá sim, são técnicas. Vai chegando, vai, vai quebrando o gelo, vai quebrando o gelo que vai dar muito certo isso. Maravilhosa, gente, que legal. Agora, faltando 10 minutinhos para as 9 da manhã. Vamos com mais uma, então, produção. Vamos lá. Vamos lá. A Bianca tá aqui. Aproveita, hein? Aproveita que ela vai orientando a gente. A Luciana Teles do Jardim Garcia. Quando um dos dois é muito racional e o outro mais emocional, como criar um meio termo para não cair nesse silêncio que esfria a relação? Um é racional e o outro é emocional? É, é, tende a ser as mulheres trazem que o homem é mais emocional e a mulher é emocional. É, e a gente mais emocional, né? Mas existe um modo para esse homem ter se tornado racional, porque você pode ter aquele aquele seu jeitinho, jeitinho feminino de mostrar um caminho diferente daquele. Você com a sua doçura, com com o seu jeito, com com o seu feminino, pode mostrar outra forma também, porque não precisa ser 8 ou 80, né? Uma distorção cognitiva que é a dicotomia. ou é 8, não, a gente pode trabalhar no meio termo. Então, se eu acho que o meu marido é muito racional, o que que eu posso fazer para ele? Porque ele não vai entrar no seu emocional, não adianta, porque ele não vai ser você masculino. Uhum. Não vai ser, porque muitas vezes a gente procura a gente no outro e a gente não vai achar. Então eu tenho que entender que ele funciona dessa forma. Com o funcionamento dele, a gente pode ir mudando. A gente não muda personalidade, mas a gente é obrigado a mudar comportamento. Obrigado a mudar comportamento. Então ela precisa primeiro é Luciana, né? Coloca pra gente de novo, produção. Mas é a Luciana? Sim. Acho que é Luciana. É Luciana Tes. Ó lá, ó. Um mais racional, outro emocional. Aham. É, Luciana, a melhor forma é você com um jeitinho falar para ele como você se sente, quando você sente que ele toma atitudes mais racionais, quando você sente que aquela doçura, aquele romantismo, aquela aquilo que te acolhe, que te traz conforto, tá sumindo e você não consegue chegar. Quando você vai chegar, parece que ele se afasta. Então você precisa falar a forma como você se sente perando perante isso. É aquilo que eu ensinei. Fala sobre o seu sentimento. Eh, e e e chega sem arma, sem armadura. E não fique pensando que a é toda vez, porque elas falam muito isso, toda vez eu, toda vez eu, mas você tem um funcionamento diferente. Então, se você tem mais essa facilidade, quebra você esse gelo, arruma você uma forma de se conectar e mostrar para ele que essa racionalidade extrema afasta vocês e que isso te magoa. Vamos entrar no meio termo. Eu te entendo, você me entende? Uau! Olha isso, né? Queda de braço, gente, né? queda de braço, fica naquela queda de braço. Então, você não fez, eu não vou fazer. E isso só vai aumentando, vai aumentando, o silêncio vai aumentando também, o distanciamento também aumenta. Quando você vê, o casamento está no fim, né? Está na UTI. Aí você precisa da Bianca para poder, ó, sacudir e falar: "Opa, vem aqui." Se vocês realmente querem, porque a gente precisa querer também, né? Se vocês realmente querem, se os dois se amam, tem jeito. A gente precisa encontrar uma forma. E é isso, né? A acho que a fala da Bianca no programa de hoje mostrou pra gente que nós precisamos sim ceder e nós precisamos sim nos comunicar e identificar quando eh esse casamento ele está eh no início aí de um silêncio que vai ocasionar um afastamento com toda a certeza. Porque a comunicação, gente, quem é que fica sem se comunicar? Quem é que fica sem falar? Eu vou falar um negócio para vocês. Eu já vivi isso. Viver dentro de uma casa em silêncio, sendo que tem as pessoas ali, gente, isso é horrível. Isso acaba com o emocional de qualquer um. E a gente precisa aprender e entender. E nunca é tarde para entender e aprender. Se você quiser, você pode sim salvar esse casamento aí que de repente tá nesse silêncio que vai corroendo a gente por dentro. Isso é ruim demais. 8:54. A última pergunta pra gente ir para as considerações finais. Programa de hoje, hein? Nossa, bom demais. Vou mandar para um monte de gente que eu conheço, porque isso aqui tá uma aula, né? Uma [limpando a garganta] aula de de eh educação, de relacionamento. Olha isso. Vamos lá. A Carolina Reis do Jardim Chapadão. Como perceber se o silêncio dentro de casa é uma pausa saudável, boa? Ou já virou aí esse muro que impede o casal de se conectar? É porque de repente você tá cansado, então você não tá a fim de falar hoje, né? Porque a gente também, vamos falar, somos seres humanos, somos pessoas diferentes, de repente tá estressado e tal, é aquele silêncio para não magoar, porque pode ser que o parceiro não tem nada a ver com o problema que você trouxe lá do serviço e você falar, você vai estourar, né? Então, olha, amor, hoje eu quero ficar quietinho porque não tô legal e mas não é com você. Sim, é esse o passo. Muito bem, é esse o passo, porque se esse marido, se esse companheiro, ele não tem essa esse costume, né? Se esse costume ele não faz isso, então se ele tá ali no momento dele do silêncio, porque tem muitas pessoas que precisam chegar à vezes do trabalho de algum lugar, precisa desses 5 minutos, 10 minutos de silêncio e e não tem nada a ver com o outro, porque a gente tem a tendência de achar que tudo tem a ver com a gente. Tudo tem a ver. Eu tenho um paciente que ele fala assim, é Caroline, né? É Caroline. Aham. Ele fala, ele falava assim pra esposa: "Eh, tá tudo bem com a gente? Tá tudo bem com a gente"? Ela ficava no silêncio dela e e e assim, não é não é sobre ele, é sobre ela. Muitas vezes essa pessoa tá precisando desse tempo, mas você pode chegar, mas a melhor forma de você chegar é falar assim: "Eh, tem algo que eu possa fazer por você? Eu tô sentindo que você tá meio tristinho, amoadinho. Eu tô aqui, se você quiser conversar novamente expondo o seu sentimento, né? Eu não pressiono o outro a falar porque a gente quer muito que o outro fale. E se for a gente, que você tem, que que eu fiz para você, né? Não é sobre você, é sobre o outro. a gente tem a nossa indidualidade, a [limpando a garganta] gente precisa não individualismo, mas a nossa individualidade. Então a melhor forma é falar. E se você percebe que isso vai se prolongando, vai se prolongando, aí acende um tem algo aí e aí ia chamar para conversar e toda aquela forma de falar do eu me sinto quando eu sinto. E aí é para chamar para uma comunicação assertiva. Mas se é algo pontual, é essa forma e a melhor estratégia. Maravilhosa. 8:57. Eh, tem mais produção, a gente já vai encerrando. Nossa, gente, agradecendo aí a audiência, a companhia, né? Você que tá aí de eh do outro lado, tá aí em casa assistindo esse programa. A gente tá falando aqui sobre relacionamento, né, falando de casamento e falando do silêncio, que muitas vezes ele toma conta do casamento. E a gente precisa ficar atento, né, sobre a terapia de casal. Bianca, gostaria que você explicasse pra gente qual que é a importância disso e qual que é o momento que a gente deve fazer buscar uma terapia de casal quando já eh acende um alerta ou quando eh decidimos hum melhorar a nossa qualidade de vida? Olha que ponto importante, belíssima pergunta. Eh, quando a gente percebe que a gente precisa melhorar, porque quando você vai paraa terapia de casal e esse casamento já tá liberando, na que eu sempre falo, não tem machucado, ferido, eh, a probabilidade de dessa reconexão, eh, ela ficam, não que ela, ela não acontece, tá? Mas tem uma, vai demorar um pouco mais. Então, se já se percebeu que eu não tô feliz, olha, eu tô percebendo que a gente não tá se comunicando como antes, eu tô percebendo que eu tô meio triste, magoada, eu não me sinto mais amada, eu não me sinto mais amado, a gente não tem mais intimidade, a gente já não fala, a coisa não se estendeu tanto, mas já está ali, sinal amarelo na atenção. E se eu não tomar cuidado, eu vou passar no vermelho. Esse é o melhor momento. o melhor momento, porque tem muitos casais que vão para terapia e sabe o que que eles eles acham que a terapia de casal é lavação de roupa suja. É verdade. Ia te perguntar isso depois da sua fala, porque assim, eu imagino assim, os dois, um na frente do outro, eh, você ali no meio, ah, não, porque você fez isso? Ah, porque você fez isso? Então acaba, né, a a ideia que se tem é isso. Então a gente precisa quebrar esse tabu comigo dentro do das técnicas que eu uso, com a especialidade que eu fiz, la terapia de casal não é lavação de roupa suja, é resolução de conflitos. Assim, né? Eu aprendi no meu curso, aprendi com a minha mentora que é a Cris Schuman e e ela sempre passou isso pra gente. E aí a forma da gente quebrar isso, porque as pessoas têm uma ideia que é assim, eu eu tô ali na poltrona, eles estão no sofá e eles ficam se brigando aqui, né? Não é totalmente diferente. A primeira, sabe qual que é a primeira frase que eu falo para esse casal quando eles chegam? A primeira coisa, né? me apresente. Depois eu falo assim: "Olha, eu já vou ensinar agora como é que é aqui que funciona a comunicação? Aham. Quando um fala, o outro não interrome. Uau! [risadas] É isso. Então vocês já aprendem a falar e o outro não interrompe. Se eu quero muito falar, eu falo: "Segura aí, segura aí". Ou é muito importante o outro, "Ah, pode falar e levanta a mão e fala". Não tem briga. Sabe por que muitas vezes a pessoa acha que vai ter briga porque não se conversa em casa? Levra pra terapia porque não falou em casa, joga tudo na terapia. Joga tudo na terapia. Então aos ao eu vou ensinando, psicoeducando para eles aprenderem a falar, porque a comigo como é que funciona a primeira sessão? Eles vêm como casal. Uhum. E aí eu acolho, já ensino essa forma de comunicar. Eles saem meio que mexidos ali e eu falo assim: "Olha, se vocês não estão preparados para falar sobre o que aconteceu aqui, não falem, porque vocês não estão maduros suficiente para isso. Na segunda e na terceira sessão eu faço individualmente, porque eu preciso colher como cada um se sente nesse relacionamento. Eu preciso muito conhecer a história de vida deles, porque isso faz muita gente temade, né? verdade. A quarta sessão eu volto e ali eu já aplico uma ferramenta valiosíssima para mostrar para eles, olha como tá a sua comunicação. Olha a comunicação de vocês. E tem um ponto muito importante para fechar. Quando a gente está ao final do processo da primeira sessão que eles chegaram, eu falo uma frase assim: "Uma coisa eu tenho que falar para vocês, eu não sou amiga de vocês. Eu não vou passar a mão na cabeça de vocês. Eu não vou endossar o que vocês vieram buscar. Aqui não tem. Eu fiz assim porque fulano fez. Aqui não tem mais, não tem vírgula. Se cada um aqui não assumir 50% da responsabilidade que esse casamento chegou, não tem terapia de casal. Uau, menina, que maravilha. A gente, eles precisam levar a sério, tem que aprender, na verdade, porque eu não posso perder meu tempo. O meu nome é extremamente importante. Eles não podem perder o dinheiro deles e o tempo deles. E a gente tem que fazer isso dar certo. São terapia de casal salva relacionamentos, salva. Salvam todos? Não. Médico salva vidas, mas não salvam todas. Exato. Então ali a gente tá 100%. Se o casal não estiver 100%, milagre eu gostaria, mas eu não estou fazendo. Nenhum psicólogo consegue fazer milagre. Maravilhosa, Bianca. Nossa, gente, que maravilha. A gente tá chegando ao fim do programa, mas eu acredito que esse programa super vale, assim como todos os outros, né? Você repassar aí pra sua família, pros seus amigos, pra sua esposa, pro seu esposo, pro seu companheiro, pra sua companheira, enfim, né? E porque isso aqui é uma psicoeducação que a gente faz todos os dias. E hoje o tema foi o silêncio no casamento. O silêncio ele pode ser confortável por um tempo, mas nenhum relacionamento sobrevive sem palavras, sem olho nos olhos, sem verdade. Falar é um ato de amor [música] e escutar também. Então eu quero agradecer a sua participação, a sua fala, o seu ensinamento, a sua troca. Super adorei e aprendi muito com você, Bianca. Muito obrigada. Muito obrigada. [música] Muito obrigada pela oportunidade de estar aqui. Espero que eu que eu conseguir aí levar um pouquinho aí um pouquinho que seja do meu conhecimento, dividir aí um pouquinho do meu saber. E eu sempre falo, sabe que se a gente consegue virar a chave de pelo menos uma pessoa que tá assistindo a gente, super valeu a pena. Muito super valeu a pena. Olha, [risadas] é assim que eu vou fazer agora. É isso. Muito obrigada mais uma vez. Gratidão. Tá bom. A gente vai encerrando o programa de hoje, agradecendo a você pela audiência, pela companhia. Quero lembrar que daqui a pouquinho a Íria tá chegando, a nossa jornalista de inteligência artificial, tá viu? Só, tá vendo? Só somos chiques, né? Ela chega trazendo informação para você aqui de Campinas, também do estado, Brasil e Mundo. E ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com Gabriel Castro. Ele que traz informações do legislativo e também de toda a nossa metrópole. E lembrando que a programação da TV Câmara Campinas é preparada com muito carinho de toda a nossa equipe, especialmente para você que tá aí do outro lado. E amanhã, a partir das 8 da manhã ao vivo, [música] nós temos mais uma edição do nosso estúdio Câmara. E amanhã a gente vai trazer ã um assunto que [música] vai tocar fundo aí na nossa memória, né? Você já se perguntou aí que histórias você gostaria que nunca fossem esquecidas? [música] A gente vai falar sobre memória, tecnologia e inovação social. E vamos refletir sobre como a lembrança [música] é um ato de resistência. O que perdemos quando a gente esquece as nossas histórias pessoais, [música] culturais ou até locais? e como a tecnologia pode ajudar a preservar a nossa identidade [música] coletiva. Amanhã nós faremos um programa para pensar no que queremos deixar como registro da nossa passagem por esse mundo. A gente vai se emocionar, tenho certeza disso. Então não perca amanhã a partir das 8 da manhã mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Beijo grande para você. Cuide-se, comunique-se, fale, né? Explique e não complique, combinado? Mais uma vez, gratidão para você, Bianca, você de casa. Mu super beijo e até amanhã, se Deus quiser, com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Valeu, tchau. Tchau. [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música]