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Olá, muito bom dia para você que tá aí ligadinho na programação da TV Câmara Campinas. Nós estamos chegando com mais uma edição do nosso estúdio Câmara, o seu encontro matinal, pra gente falar de vida, de comportamento e de tudo aquilo que mexe com o nosso coração e com a nossa mente. Hoje o nosso protagonista é invisível, mas tem um peso gigantesco nas nossas relações e na nossa saúde mental. Hoje a gente fala do silêncio. Ele pode esconder verdades, ilusões, segredos, angústias, mas afinal nos silenciar faz bem ou faz mal? quando o silêncio é maturidade e quando ele bloqueia e aí acaba nos adoecendo. Fique com a gente porque hoje a gente vai mergulhar nas profundezas do que calamos e entender porque muitas vezes o silêncio fala muito mais alto do que qualquer palavra. Então participe com a gente, né? Eh, nosso canal de interação já tá na sua tela, nosso WhatsApp. Produção tá apostas aí para receber a sua mensagem. 19978293776. Conta pra gente, você já sentiu que você precisou se calar para conseguir caber na vida de alguém? Conta pra gente qual é a sua relação com o silêncio, porque os nossos convidados já estão aqui no estúdio. Daqui a pouquinho a gente apresenta eles para vocês e aí daqui a pouquinho também a gente responde as suas perguntas. Bom dia. Vai participando conosco. Estamos ao vivo estúdio Câmara aqui na TV Câmara Campinas. Agora vamos atualizar algumas informações do legislativo. A Câmara de Campinas realiza hoje, terça-feira, uma série de audiências públicas e reunião de comissão para discutir projetos do executivo e políticas voltadas à população neurodivergente. Agora pela manhã, a Comissão de Constituição e Legalidade promove duas audiências públicas no plenário. Às 10 horas será debatido o projeto de lei complementar eh 118 de 2025. Esse projeto é de autoria do prefeito, que altera a Lei Complementar 509 de 2024, responsável por regulamentar o comércio ambulante. A proposta proíbe a concessão de mais de um ponto comercial ao mesmo permissionário, estabelece carência mínima aí de 3 meses para a transferência da permissão e impede também por 2 anos que quem transferir solicite um novo ponto. Às 11 horas será discutido o projeto de lei complementar 122 de25, também de autoria do prefeito, que prorroga por mais 3 anos, a partir do dia 1eo de janeiro, é deste ano, né, o prazo para protocolar pedidos de reabilitação de edificações na área central, conforme previsto na Lei Complementar 395 de 2022. Essa lei trata de incentivos urbanísticos fiscais para a revitalização do centro de Campinas. Segundo a prefeitura, a prorrogação se justifica pelo aumento dos custos de materiais, restrições de crédito, estabilidade econômica e pela complexidade técnica dos processos de aprovação. À noite, às 7 da noite, a Comissão Especial de Estudos de Políticas Públicas para Pessoas com Neurodivergências vai realizar a quinta reunião ordinária deste ano com o tema da avaliação ao acesso diagnóstico políticas municipais e os desafios de atendimento. O encontro vai discutir as dificuldades de pessoas com teth e TOD, dislexia e outras neurodivergências no acesso à saúde pública. Então todas as atividades, gente, serão realizadas no plenário da Câmara. Você é convidado para participar. Entrada pela Avenida Engenheiro Roberto Man, número 66, lá no bairro Ponte Preta. também serão transmitidas aqui ao vivo pela TV Câmara Campinas e também pelo canal da TV Câmara Campinas no YouTube. Então, reforçando para você, participe presencialmente ou envie manifestações pelo portal da Câmara de Campinas. Agora sim, informação dada para você, previsão do tempo na tela. Vamos simbora. Previsão do tempo para hoje. Olha, clima típico de verão, né? Olha só, hoje nós temos aí um dia mais fresquinho, mínima 20, máxima 26. Sol, aumento de nuvens e pancadas de chuva no fim da manhã e à tarde, desculpa, gente. E a noite temporal na cidade de Campinas, pelo menos é o que indica o climatempo para a previsão do tempo no dia de hoje, terça-feira. Agora sim, vamos lá então tentar entender e desvendar os mistérios da mente e da comunicação, né? A gente fala sobre silêncio e para isso a gente recebe dois especialistas que dominam a arte de ouvir e interpretar o que não é dito. É gente, o silêncio, né? Do latim. Silêncio não é apenas o vazio da fala, mas um estado de sigilo e segredo. É o não dito que muitas vezes a nossa essência se esconde, né? Nesse não dito. A palavra é um gesto que rompe o silêncio primordial. E hoje a gente vai entender a reencontrar esse equilíbrio entre o silêncio, a fala e entender essa questão aí do silêncio que para muita gente ainda é uma incógnita. Então por isso a gente convida e convidou e recebe agora no estúdio Câmara ao vivo Marcelo Roberto de Brito, Nardose. Ele é psicólogo, mestre em psicologia pela PUC Campinas, especialista em terapia cognitivo comportamental. Muito bom dia, Marcelo. Obrigada pela sua participação, pela sua presença aqui no estúdio hoje. Bom dia, Rúbia. Bom dia, Francisco. É um prazer estar aqui hoje. Fico muito feliz com o convite. Agradeço bastante. E o silêncio é como que a gente pode falar sobre o silêncio? Já aí está uma contradição, né? Se a gente pensar no silêncio, ele acaba tendo tantas funções, papéis e significados que a gente pode encontrar uma grande variedade de eh eh soluções, né, de de interpretações para esse silêncio. E dessa forma podem ser tanto significados quanto a nossa criatividade permitir. Inclusive ele até tá associado com a criatividade. gostaria de falar um pouquinho disso hoje. Muito bem, obrigada, viu, pela sua participação e presença. Para completar a nossa dupla de hoje, a gente conta com a presença do Francisco Pena. O Francisco é psicanalista, é clínico e psicoeducador. Seja muito bem-vindo, Francisco. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Bom dia. Bom dia, Marcelo. Eh, silêncio é uma comunicação, né? Uau! Eh, e essa comunicação, ela tem vários significados. Então, às vezes por medo, às vezes por vergonha, às vezes por maturidade emocional mesmo de a hora de calar. Acho que mais importante é trazer a consciência no que o seu silêncio está querendo dizer, né? Porque a nossa mente, ela tem o poder tanto de organizar quanto desorganizar através dessas comunicações intrapessoais. Uau! Olha isso. Vamos falar sobre isso. Muito bem. E você de casa tá em silêncio, né? ouvindo aí os nossos especialistas, conversa com a gente também. Vamos lá, manda sua mensagem, fala pra gente o que o silêncio eh representa para você. A gente começa então eh falando com o Marcelo. O silêncio no dicionário define eh ausência de som, né? O silêncio é isso, ausência de som, né? Agora, na psicologia ele é muito mais que uma ausência de som e que um vazio, como você já trouxe, né? silêncio. A gente pode ter várias definições para ele. Então, gostaria que você falasse e aprofundasse um pouco mais nessa questão do silêncio que a gente traz desde quando a gente nasce, né? a gente eh tem essa questão do silêncio. Tem gente que usa o silêncio para se comunicar, tem gente que usa o silêncio para eh fazer uma autoanálise consigo mesmo. Então, traz mais um pouquinho pra gente sobre essa abordagem do silêncio, que é um território cheio de significados que muitas palavras às vezes não conseguem alcançar. Sim. O, como o Marcelo já começou e a gente trouxe essa introdução, silêncio, ã, pode ser um silêncio aprendido. Uhum. N, o que que é um silêncio aprendido? Tive pais críticos, tive situações em que quando eu me expus, estive vulnerável para falar sobre mim, sobre algo, fui calado, fui eh criticado e isso vai gerar um significado, que seria um trauma. Então, medo de se expor, medo de de passar vergonha. E esse medo, esse trauma lá da infância pode trazer um adulto que tem medo de se posicionar hoje, mais evitativo. Então ele pode trazer esse silêncio. O silêncio pode ser numa questão de maturidade, inteligência emocional. Prefiro me calar agora porque estou percebendo que estou não estou bem e aí eu seguro. Muito bem. Então o silêncio ele ele pode ser utilizado de várias maneiras. É a o mais importante trazer essa consciência de como eu estou utilizando o meu silêncio, o que o silêncio significa para mim. Silêncio machuca, não machuca, Marcelo. Silêncio machuca tanto quem pratica e quem sente o silêncio da outra pessoa. Pode machucar em alguns contextos, Rúbia. Uhum. Eh, como eu disse anteriormente, né, e o Francisco falou muito bem, a gente acaba tendo uma situação em que o silêncio tem muitas funções, muitos papéis. Uhum. E nesse sentido, o que acontece? vai variar o significado desse silêncio em função do contexto. Cada contexto vai ter uma um diferente significado. Eh, como Francisco disse, muitas vezes o contexto ele fornece um estímulo social que acaba exercendo controle sobre esse silêncio. Uhum. Então, eu recebo muitas vezes pais que buscam orientações de como lidar com filhos adolescentes que falam: "Meu filho parou de conversar comigo, meu filho não está mais dialogando, o que que tá acontecendo?" E daí a pergunta que eu faço para esses pais é a seguinte: por será que tá tão aversivo para esse filho falar? Porque a gente pode pensar, né? A psicologia comportamental traz essa contribuição que o comportamento de falar pode estar sendo punido socialmente, né? Então, nesse sentido, às vezes são ambientes, são contextos que exercem muita crítica, muito julgamento. Existe uma situação às vezes de cobrança em demasia que acaba dessa forma trazendo o que você disse, Rúbia, pode ser um contexto em que o o silêncio significa sofrimento, mas tem tantos outros contextos que o silêncio pode significar várias outras coisas. Sim. Muito bem. Olha só, tem um estudo da Queens University que diz que temos cerca de 7.000 pensamentos. Ô, gente, é 7.000 pensamentos por dia. Muito bem. Aqui a gente tá falando de silêncio. Como que a gente lida com esse ruído interno? Porque imagina, você parou para analisar esse estudo diz que a gente tem 7.000 1000 pensamentos por dia. Como é que a gente lida com isso quando o ambiente externo tá silencioso, mas por dentro eu tô eh eh um vulcão em erupção? Isso dá uma confusão, um desequilíbrio. Como é que a gente lida com os nossos pensamentos, né? E é um pouco se a gente parar para pensar desconexo, porque se a gente tem 7.000 pensamentos por dia e junto com o silêncio, como é que a gente faz para manter isso tudo em equilíbrio aqui na nossa cabecinha, Francisco? É, esse é o ponto mais importante, é a gente trazer essa consciência, porque muitas vezes esses 7000 pensamentos começa logo cedo do tipo, ah, começa, se eu for com essa roupa, o que que vão pensar? Humum. Eu chego no trabalho, a pessoa diz assim, a pessoa olha para você e você fala: "Por que que essa pessoa tá me olhando desse jeito?" Uhum. Por que que ela não me deu bom dia? E esse é um ponto. Muitas vezes nós fazemos a pergunta para nós mesmos quando a pergunta teria que ser para o outro. Esse silêncio, ah, a mente, né, ela ela tem esse poder, ela busca respostas. Quando ela não tem uma, ela cria uma. Por que que ele olhou desse jeito? Acho que o Marcelo, quem acha que o Marcelo tá pensando que é quem não sei quem é, né? E esses pensamentos vão gerando ruídos e muitas vezes nós criamos um problema onde não tem verdade através desses nossos pensamentos. Então por isso dessa importância de trazer a consciência o que que esse pensamento, 7.000 e o pensamento não não temos como trazer consciência em todos eles, porque isso nos gasta e demanda energia e nós precisamos muitas vezes fazer o que tem que ser feito, a gente entra na automática, etc. e trazer consciência num nessa nossa sociedade de tantos compromissos, tudo é é tempo, acaba trazendo uma demanda, um excesso muito grande para que e e e que nos pede tempo para se organizar. quando eu não me organizo, esses pensamentos podem estar gerando eh eh ele ele pode estar eh palavra que eu posso trazer aqui, ele pode estar nos controlando Uhum. No automático, porque a gente não traz essa consciência. Então, acho que o mais importante é é entender o que que eu tô sentindo, qual a intensidade disso e se isso de fato está coerente. Porque às vezes nós trazemos um pensamento que gera um sentimento e esse esse sentimento traz o outro pensamento e vai nos controlando nos nossos comportamentos aqui. Então tem muita gente do tipo, você não para para pensar não? pessoa disse, porque é muito impulsiva. Então, muitas vezes nós somos impulsivos e quando nós percebemos já fizemos, porque fomos controlados por esses pensamentos intrusivos. Nossa, gente do céu, olha só, é curioso pensar assim, ó, é o silêncio de fora, né, que nos obriga a encarar essa barulheira, esse vulcão em erupção que está dentro da nossa própria cabeça, né, Marcelo? Sim, a gente mencionou anteriormente o silêncio que é controlado pelos estímulos externos, pelo contexto, pelo ambiente. E temos também um silêncio que é resultado do hiperfoco para dentro dos próprios pensamentos, o hiperfoco para dentro da nossa memória, né? Então nós temos uma situação aí que o nosso estilo atencional, a forma como a gente direciona a atenção, está muito voltado para dentro. Uhum. E nesse sentido, voltar para dentro os pensamentos pode ser tanto produtivo quanto improdutivo. Às vezes o silêncio pode ser adivindo de processos cognitivos. Eu tô arquitetando uma frase ou então eu estou codificando uma memória na minha na no meu hipocampo, né? codificando uma memória, eh, tornando ela uma memória de curto prazo para uma memória de longo prazo. Isso é um processo cognitivo que pode implicar no silêncio. Ou às vezes eu estou com hiperfoco, por exemplo, em pensamentos de sofrimento, em ruminações mentais, aqueles pensamentos às vezes de cobrança e tudo mais, porém tem também um olhar para dentro que gera silêncio, que pode ser muito produtivo, que é aquele silêncio, Rúbia, que ele é fruto de processos criativos, né? Muitas vezes nós entramos em devaneios e pensamentos criativos e criação de pensamentos, um foco atencional num pensamento divergente. Eu falo bastante isso porque a minha dissertação de mestrado foi sobre criatividade. Eu adoro criatividade e às vezes a gente tá em silêncio porque a gente tá criando. Uhum. Uhum. É verdade. Às vezes a gente tá em silêncio porque a gente tá criando, a gente tá produzindo, né? Agora, eh, o Marcelo tocou num ponto que eu acho interessante a gente retomar, é a questão do silêncio aprendido. E eu acho que é bem importante porque nós temos famílias, né, que assistem o programa e a gente precisa falar dessa questão do silêncio aprendido. Por quê? Porque tudo vocês ensinam, né, e a gente aprende aqui todos os dias que tudo começa claro na infância. E essa questão do silêncio também, né, pode vir lá da infância. Então, o silêncio aprendido, eh, ele vai resultar em um adulto que, eh, de repente pode ser um adulto, eh, que é uma pessoa que não conversa muito, que fica no cantinho dela, sabe? Aquela pessoa mais introvertida, né? Agora, como que a gente quebra esse padrão do silêncio que foi aprendido? Eu fui uma criança que fui punida, fui ignorada, né? E isso vai refletir na dificuldade do adulto que sou hoje. Então, como é que eu faço para reposicionar isso e ahã quebrar esse padrão e virar a chave? O Marcelo falou, então a gente vai com o Francisco, depois o Marcelo pontua. Tá bom, Marcelo? Vamos lá. Legal, Rúbian. Eh, vai fazer um trabalho ali de psicoeducação mesmo. Uhum. Né? Então, por exemplo, quando eu estou diante de uma situação semelhante àquela do passado, que me trouxe esse aprendizado, isso Uhum. Eu preciso trazer consciência que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, porque senão esses pensamentos, essa memória confunde com a realidade agora. E aí eu tenho o mesmo comportamento, eu me silencio. Então esse é o trabalho que a gente faz, por exemplo, na no consultório. Sim. né? Qual é, qual foi a situação? O que você sentiu, o que você pensou, como você se comportou, porque muitas vezes a nossa mente tem esse essa preocupação de nos proteger. Como essa situação é semelhante que aconteceu no passado e lá você quando falou foi humilhado, foi envergonhado, foi criticado, se cale. Então, por isso do aprendizado, né? Então, a gente precisa trazer agora eh um um trabalho para desenvolver essa pessoa, porque hoje são situações diferentes, contexto diferente e que e que se exige um adulto que se posicione. Exatamente, né? O silêncio, que antes era uma estratégia, vamos colocar, de sobrevivência, porque se eu fosse falar alguma coisa, eu ia ser punida ou repreendida, então vou sobreviver como no silêncio. Aí na vida adulta, esse silêncio que foi aprendido, ele pode eh se tornar uma prisão emocional, porque eu vou precisar falar e não vou conseguir falar porque eu estou bloqueada. É isso, né, Marcelo? Uhum. Exato. A gente pode dividir, Rubê, essa situação de duas maneiras. Primeiramente, a gente pode pensar que existem pessoas que têm uma característica de personalidade, que realmente são mais introvertidas e isso não traz nenhum sofrimento ou prejuízo para essa pessoa. O silêncio, então não tem problema nenhum nisso, né? Agora, pelo que você apontou, eu tô entendendo que você tá me dizendo de um silêncio que surge como um padrão de comportamento, que é uma evitação de coisas difíceis, uma evitação de eventos eh desconfortáveis. E muitas vezes o que acontece é que esses eventos por às vezes são desconfortáveis, mas são valorosos pra pessoa e a pessoa evita, fica em silêncio e acaba assim gerando mais sofrimento. Para essas situações tem o trabalho de psicoeducação. E algo que é muito importante é que a gente possa trabalhar com a pessoa uma exposição gradual a esses estímulos aversivos. Então, aquela pessoa que tem uma dificuldade de eh falar, de poder comunicar com uma outra pessoa, poder se abrir, ela pode tentar pegar esse comportamento, que é um comportamento complexo, e dividir esse comportamento em pequenos tijolinhos de respostas, pequenos comportamentinhos. Hum. E daí ela vai emitindo essas respostas e conforme ela vai emitindo, ela vai dessensibilizando dessa dificuldade. Então eu poderia sugerir para uma pessoa, por exemplo, que tem essa dificuldade de se abrir, de se expor, que ela pudesse tentar começar indo na padaria e dando um bom dia para para alguém na padaria. Esse comportamento, essa exposição comportamental pode gerar uma abertura para uma dificuldade que é do silêncio quando é encarado como uma situação de uma um padrão de comportamento para evitar sofrimento. Excelente. Estamos aqui falando eh do silêncio, né? O silêncio que representa aí várias eh emoções de repente, né? é emoção. Se você aprendeu ficar em silêncio, se você foi obrigada a ficar em silêncio eh em um momento da sua vida. E a gente falou da infância, mas não só na infância, né? Nós temos fases aí da vida. Então, de repente em algum momento, você entendeu que ficar em silêncio fosse o melhor paraa sua sobrevivência, né? E aí você vai levar isso pra vida. Mas será até que ponto isso é importante? Até que ponto isso é bom? A gente fala que eh nós aprendemos, né? Eu digo, a gente fala, mas nós aprendemos com os psicólogos, psicanalistas que vêm ao programa, que a gente precisa saber ouvir e se comunicar, né? Falar, se expressar, traz cura. Então, e ficar em silêncio também traz cura. Então, a gente precisa saber equilibrar essas duas coisas. E tem uma questão da neurociência, Marcelo, que eu achei um ponto bem interessante, né? Eh, nos estudos ali pra gente poder trabalhar o programa de hoje, falou-se sobre sequestro da amídala. Você já ouviu falar sobre isso? Você sabe, você já sentiu? Então, olha só, vamos deixar mais coloquial o negócio. Sequestro da amídala. Amídala, você já sentiu aquele nó na garganta? Sabe assim, quando você tá em algum momento que não tá legal e você sente um nó na garganta e aí você não consegue falar, né, em uma discussão que é um silêncio que costuma ser que você costuma sentir coisa que dói mesmo, estímulos mais dolorosos, né, pro ser humano. Eu gostaria que vocês trouessem um pouquinho sobre esse nó na garganta que às vezes a gente sente, que acho que a ciência traz como sequestro da amídala. Eu achei bem interessante essa colocação. Vamos lá, Francisco. Legal. A Mídala, ela tem uma função, né, de captar informações, eh, pode ser perigoso, não, de de diversas funções. Uma função que ela tem é saber se esse estímulo, o que ela viu ou ouviu, essa informação, ela tem alguma ameaça. Uhum. E aí a partir dali ela vai ter uma reação, né? Então, por exemplo, se aquilo que eu vi ou eu ouvi traz alguma de certa forma alguma ameaça, porque eu já passei por algo semelhante, eu vou reagir. Aí eu venho pra sobrevivência, reação, estímulo resposta. Sim, né? Aí a TCC vai falar muito bem sobre isso. O Marcelo vai, tenho certeza, que vai trazer um complemento muito, muito importante. Muito bom. Então, a o que nós precisamos fazer é entrar nesse gap, nesse intervalo de do que eu, do estímulo e a resposta que eu vou ter. Eu entro aqui no meio e tenho essa inteligência emocional de esse estímulo, eu tô sentindo tal coisa, o que que eu vou fazer com isso? De vez bate, bateu, levou. Uhum. Né? Então, acredito que entra eh dentro desse tema que você tá trazendo trazer consciência, inteligência emocional. Uhum. entre o que eu tô sentindo, o que que eu vou fazer com isso. Exatamente. Você pode complementar, por favor, Marcelo? Claro. Bom, quando a gente fala da amídala, ela é uma estrutura cerebral que ela tá dentro do que é chamado de circuito das emoções, né? Então, as emoções quando elas são ativadas, eh, o nosso cérebro dispara uma série de metabólicos no nosso corpo e esses metabólicos produzem uma série de reações. Perfeito. Essas reações, Rúbia, elas podem ser reações fisiológicas. Então, quando a gente pensa numa emoção, por exemplo, como a ansiedade, ela produz reações fisiológicas, como nosso coração bate mais rápido, às vezes uma dor no peito, uma falta de ar, às vezes uma tremedeira, né? Suor excessivo, formigamento, ansiedade é uma emoção que produz muito desconforto. E ela tem também uma série de outras reações. Tem reações comportamentais, como, por exemplo, evitação, fuga, esquiva, né? E também tem respostas cognitivas, tem consequências cognitivas a ativação de uma emoção. A ansiedade em específico, ela pode dificultar o processamento de informações. Então, uma pessoa que se vê muito ansiosa, de repente ela entra em silêncio, porque o processamento cognitivo dessa pessoa, ele tá estagnado dado o tanto de ansiedade que ela tá sentindo. Então, nesse sentido do sequestro da mídala, pode representar uma situação em que uma ativação emocional provoca silêncio em decorrência de uma ruptura da capacidade da pessoa de processar informações. Nossa, gente, é fenomenal, né, a gente tentar entender um pouquinho de como a gente funciona. É maravilhoso. Vocês trazem isso numa didática bem interessante. Deus vão falando, vai passando um filme na nossa cabeça pra gente poder tentar eh conectar também e entender. Hoje a gente fala de silêncio, né? E silêncio é algo que eu tenho, você tem, todos nós, mas será que a gente aplica o silêncio de forma assertiva, né? Até que ponto esse silêncio que de repente você eh eh utiliza, né, em algum momento do seu dia a dia, ele está sendo benéfico para você? né? Eh, silêncio. Qual que é essa eh essa reação que o nosso corpo produz, né, em gerar o silêncio diante de algo que nos incomoda, né? Por que às vezes você tá diante de algo que te traz aversão, algo que você que tá te incomodando e você tem a reação de silenciar ao invés de ir pro embate e dizer: "Não, aqui não é assim, eu não concordo com isso". Aí você prefere silenciar. Por que que a gente desenvolve eh esse esse não sei se é costume, não sei como devo e eh eh falar, mas eu acho que você tá entendendo o que eu tô dizendo, né, Francisco? Por que que muitas vezes a gente se comporta dessa maneira? Como o silêncio é uma comunicação, às vezes é uma punição. Eu não concordo, então eu me calo porque eu tô estou te ignorando. Uau! Mas isso é consciente ou inconsciente? Pode ser os dois. Pode ser consciente, não tiver uma punição, pode ser inconsciente, sim, né? Pode ser que aí é uma questão minha em que tocou num assunto que não gosto e aí já é um padrão eh como Marcelo tá trazendo, né? Um é um padrão de sobrevivência. Então eu é um padrão evitativo, eu prefiro evitar, então eu me silencio ao contrário de até porque, por exemplo, se eu tô numa discussão, eu sei que o o padrão do outro é muito padrão de ataque. Uhum. Então ela já falou algo que me atacou. Eu vou silenciar porque se eu falar algo ela vai trazer mais coisas. E de repente se eu tô num contexto em que tem mais pessoas, eu tenho vergonha. A minha personalidade faz eu me segurar porque eu não gosto de ser exposto. O outro ele já tem essa facilidade de expor. Então então é algo já consciente. Eu não quero passar vergonha aqui. Pode ser até, por exemplo, um padrão adaptativo. Eu sou uma pessoa de muito ataque no sentido, se você me falar algo, eu vou e ataco, confronto. Só que com a maturidade ela me fez enxergar que várias vezes eu fui prejudicado por esse comportamento. Então, adapto uma evitação. Eu melhor eu ficar quieto pro pessoal falar lá. Uhum. Então, pode ser consciente quanto inconsciente. São estratégia que nós vamos utilizar dependendo do contexto, né? Bom, tá certo. Agora, Marcelo, é melhor eu ficar quieto porque senão, mas eu tô engolindo, né? Eu estou interiorizando algo que em algum momento ele vai transbordar. E aí, como é que fica? Então, eu gostei da da da fala do Francisco. Acho que tem a ver com a sua pergunta, no sentido de quando você diz, Rúbia, é melhor eu ficar quieto. Esse é melhor eu ficar quieto pode ser fruto, por exemplo, de um silêncio que é a pessoa está imaginando, está pensando que o comportamento de fala dela pode, de alguma forma ferir o tecido social, pode agredir alguma outra pessoa. E dessa forma, o melhor é eu ficar quieto pode refletir, pode significar um silêncio que mostra uma conduta ética. Sim. Eu não vou, eu vou ficando em silêncio porque nem tudo que eu falo me convém e eu posso agredir aquela pessoa. Uhum. Agora tem uma situação de eu é melhor eu ficar quieto e e a pessoa tá ficando ali enraivcida por isso. Eh, mas ela tá tendo uma conduta pensando nas consequências do comportamento e vai depender de que ela possa ter estratégias para que ela lide com essa raiva para que esse essa essa emoção ela não transborde em algum outro comportamento futuro que seja desvantajoso para a pessoa, né? Então, o silêncio, né, do é melhor eu ficar quieto? Esse silêncio voluntário pode ser fruto de uma conduta ética, pode ser fruto de a pessoa tá pensando nas consequências do comportamento de ela verbalizar aquilo, pode ser fruto de engolir a raiva e nesse último caso, é necessário que ela possa desenvolver essa regulação emocional, né, desse sentimento. Regulação emocional é a chave, né? Agora vamos lá trazer aí para dentro da sua casa, da minha casa, da nossa casa. Quem já não ouviu essa frase? Quem cala consente, né? Então você tá em silêncio, você tá calado diante de algo, você tá de acordo com aquilo. Vamos lá. Relacionamento, né? Quem já não ouviu dizer que eu falei, eu falei, eu tentei, eu tentei, mas agora não falo mais. Eu desisti. Esse tipo de silêncio, né? Eh, qual que é o impacto que esse silêncio eh de relacionamento que a gente traz aqui, eu acho que é muito presente nos relacionamentos e principalmente hoje, se a gente for parar para analisar, as pessoas não estão conversando mais não. A gente aqui tá conversando e é maravilhoso conversar. Agora as pessoas não se falam mais assim, né? É só aqui no celular. E quando estão uma de frente paraa outra, não sabem nem como começar a se comunicar, né? E aí a gente volta lá pro relacionamento, né? Eh, falei, falei, falei e agora desisti de falar. Então, significa um fim. Isso ainda acontece. Qual que é a avaliação psicológica eh sobre essa questão que acontece nos relacionamentos? É aquela famosa frase, né? Agradeço enquanto estou falando. Isso. Eu tinha esquecido como era, mas eu tentei ilustrar aqui. Agradeço enquanto estou falando. É isso mesmo. Então aí pode ser, a gente pode enxergar uma pessoa também que de fato tem um exagero na fala e o outro se esquiva. Uhum. Mas sim, tem a comunicação. É um significado de você já disse tudo, né? Desistiu, né? Acabou. Eu me silenciei, eu desisti. Tentei por por um caminho, tentei por outro, tentei ficar quieto, tentei falar muito, tentei falar menos, tentei falar mais amigável, mais agressivo. Sim, é isso, gente. A gente precisa e eh eu acho que cuidar um pouquinho com essa questão, né, para não ser esse silêncio agressivo. Você percebe como o silêncio também agride, né? né? O silêncio ele pode ser uma estratégia, o silêncio pode ser assertivo, mas o silêncio também pode ser agressivo. Daí entra aquela questão que o Marcelo trouxe, que a gente tem que ter o equilíbrio, né? Equilibrar as nossas emoções e uma e regular tudo isso pra gente poder tentar seguir a vida. Agora no ambiente corporativo, Marcelo, olha só, a gente falou da infância, aí nós trouxemos um pouquinho, conversamos um pouquinho sobre silêncio, né, e tal, aí trouxemos a questão do relacionamento. Agora a gente vai pro ambiente corporativo, porque depende do ambiente, todo mundo fala, fala, fala, fala, ninguém se entende. E aí também tem outros ambientes em que todo mundo fica em silêncio, né? como que a gente deve se comportar em um ambiente corporativo quando a gente fala sobre essa questão do silêncio na sua avaliação? Perfeito. Bom, eu imagino que, tal como eu dei o exemplo ali do do dos pais que às vezes encontram o silêncio do dos filhos e a gente precisa identificar qual que é a função desse silêncio, numa empresa vai ter uma mesma metodologia de trabalho. É identificar qual que é a função eh do silêncio, qual que é a função às vezes de relações mais frias. Por quê? Porque esse contexto, esse ambiente, ele pode estar reproduzindo algumas relações e algumas formas de tratamento que são difíceis para as pessoas ali, né? Então é muito comum encontrarmos no no atendimento psicológico de forma geral queixas associadas com o trabalho, né? Então, às vezes existem queixas com relação a uma insatisfação, que as relações são difíceis, que a cobrança é excessiva. Às vezes existem alguns casos de falas tóxicas, falas violentas por partes de gerentes, por partes de coordenadores, diretores. E muitas vezes esse tipo de estímulo aversivo no contexto corporativo acaba trazendo o silêncio como a consequência dessa forma de relação que está complicada. Então, o que eu penso do mundo corporativo é que as empresas possam ter uma visão de poder eh fazer, né, um diagnóstico do porque às vezes as relações estão frias, estão difíceis e esse diagnóstico tem que olhar atentamente para cada uma das relações lá dentro, quais são a os estímulos que estão acontecendo lá. Enfim, é perguntar, né, para essa empresa, por que que tá tão por que que é tão difícil para um colaborador, para um funcionário se expressar aí dentro? É muito importante. Pode completar, por gentileza, Francisco. Importante a gente falar sobre isso, né? É quando a gente vai, por exemplo, eu tenho alguns trabalhos que eu faço nas empresas com treinamentos de feedback. Uhum. E aí você pergunta, né, vocês fazem, vocês têm cultura de feedback aqui? Como que é a comunicação de vocês? temos como que é eles começam a trazer como é feito um passo a passo. Uhum. Eh, tem um lá que ouv, ah, eu faço um feedback sanduíche, faço um positivo, a crítica e o positivo de novo. Poxa, são técnicas assim. E a gente vai entendendo a de fato essa dificuldade da comunicação. E quando paramos para analisar com mais calma, você vê que na verdade a dificuldade começa na comunicação intrapessoal. Ah, Francisco, esse negócio não dá certo. Ah, porque o outro, então eu sou cheio de verdades, crenças internas, que traz um comportamento aqui que já dificulta a comunicação. Então, como eu já vou pra comunicação ali com o colaborador ou com o par ou com o gerente, com essa crença de que não vai dar certo, eu já chego com uma certa resistência, o outro já percebe a minha resistência e aí ele já começa também a, pô, se você tá na defensiva, ele já começa a se defender cheio de armadura. E aí esse que já vai na certeza que o outro vai estar na defensiva, ele fala: "Viu ó lá como que ele está, ele não quer me ouvir, mas você já chegou na defensiva, você já chegou pronto com as suas certezas que a comunicação ela não acontece." Humum, né? Então, quando a gente fala de um ambiente eh corporativo no mundo empresarial, eu tô aqui porque eu tenho que estar aqui. Muitas vezes é a questão porque é pelo financeiro, então me calo porque olha, se eu for falar o que eu quero falar, né? É, então traz, nós trazemos muitas vezes esses três para dentro e quando eu não me posiciono de forma correta, no tempo certo, no tom certo, na hora certa, eu posso me adoecer aonde acontece muitas queixas no mundo empresarial, porque a comunicação entre os sócios é ruim e aí desce pro gerente, pros colaboradores. Então você vê que se o ambiente ele está realmente é uma comunicação muito violenta, quando você vai perceber começa dos diretores e vem descendo em cascata, né? Então acho que falar sobre essa comunicação, o que o silêncio pode representar dentro de uma empresa, né? Esses dias eu tava no mercado, em um certo mercado, como cliente, tava passando a compra e eu vi as duas a a eh caixas se conversando, né? Sim. E essa aqui já estava com olho cheio de lágrima. E ela falou assim: "Não adianta falar, eles não me escutam". Uhum. Né? Ou aliás, não foi não, eles não me escutam, é a certeza que eles não vão me escutar. Uhum. Sim. Ela não tentou. Ela disse: "Certeza que não vão me escutar". Então eu me calo, me silencio. Uhum. Eu lembro que acho que pela pelo nosso trabalho e pela nossa função é algo meio automático. Então, terminei de embalar e eu falei assim: "Diga o que precisa ser dito, porque às vezes eh a resposta que você procura tá depois dessa conversa e que você está evitando com o seu silêncio. Então você vê que nós somos cheios de crenças por pelos traumas, pelos medos, mas o processo de desenvolvimento entra aí nesse ponto de todo relacionamento depende da comunicação. Se eu silencio, não acontece a comunicação. Uhum. Então é necessário me desenvolver para que eu tenha melhores relacionamentos. seja um relacionamento com com o seu parceiro, sua parceira, seja no trabalho, seja consigo mesmo. Muito bom. Olha só, hein? Quanto ensinamento pra gente hoje, né? Estamos aqui falando eh do silêncio. E você tá aí em silêncio só ouvindo, né? Só ouvindo e aprendendo o nosso estúdio Câmara no ar para você ao vivo. E eu sei que o pessoal tá participando conosco, a produção tá me avisando aqui, nós temos algumas perguntas, então vamos lá. Marcelo e Francisco responder aos nossos telespectadores agora. 8:46. Vamos ver, deixa eu ver quem tá conosco. A Mariana Lopes do Jardim do Trevo. Redes sociais e notificações o dia eh o dia todo deixam a mente acelerada. Como criar pequenos momentos de silêncio sem culpa ou ansiedade? Ô, Mariana, legal. É verdade. Essa mente acelerada, esse mundo frenético, como é que a gente fica em silêncio para poder fazer uma autorregulação, Marcelo? É, esse é talvez ali um grande mal do século XX, a gente pensar o tanto de tempo que a gente dedica para esses aparelhos, celulares e tudo mais. Ã, realmente é um desafio muito grande, né? A gente precisa pensar que as redes sociais, né, essas grandes empresas, as BigTechs, elas têm centros de pesquisa, isso já tá comprovado em vasta documentação, que tem o objetivo de fazer com que você se vicie naquilo. Exatamente, né? Então, o nosso comportamento de ficar preso nessas telinhas, ele é um comportamento muitas vezes compulsivo e que pode implicar num num vício tecnológico ali, né? Que já existem linhas de tratamento para isso, inclusive dentro da psicologia, né? Então isso atrapalha muito o nosso sono, isso traz uma série de situações em que a gente acaba deixando outras eh situações valorosas da vida para ficar ali. Uhum. Né? E quando a gente deixa de caminhar em sentido aos nossos valores, aquilo que realmente importa, isso traz sofrimento. Então, ã, a gente tem que pensar para lidar com isso, né? Ou seja, a pergunta da telespectadora é: como tentar lidar com esses aparelhos para ter mais momentos de silêncio ou, em outras palavras, talvez ter mais momentos valorosos pra pessoa, né? A gente tem que pensar tanto em controle desses estímulos ambientais, uma linha de trabalho, né? Tentar deixar o celular em outro cômodo para estudar. Eu para dormir, eu tenho o hábito, por exemplo, Rúbia, de eu não carrego meu celular no meu quarto, eu deixo ele carregando no outro cômodo e eu durmo sem a presença do meu celular, porque eu sei que o controle comportamental, controlar o impulso de pegar é muito difícil para mim. Nossa, verdade. Aham. Para mim também. Então, nesse sentido, esses controles ambientais de a gente deixar o celular longe, afastado, é a primeira coisa que a gente precisa fazer, limpar esses estímulos da nossa vida, né? tentar criar regras de horários específicos para uso é outra dica. E depois a gente tentar criar algumas formas de enfrentamento eh que servem pra gente olhar pros nossos pensamentos e como a gente pode tentar trazer uma atenção pro momento presente. Uhum. Trazer uma atenção pro momento presente e a gente tentar olhar paraa nossa vida e falar: "Pô, o que que eu tô fazendo no aqui agora? Eu tô aqui mexendo no celular, mas eu poderia estar fazendo algo que é valoroso para mim. Poderia est em silêncio, se o silêncio for valoroso, poderia estar conversando com alguém, poderia tá fazendo uma atividade física se for valoroso pra pessoa, né? Então, nesse sentido, e e convenhamos, a atividade física, ela é recomendada, né? Ela é um componente da saúde mental, né? Sim. Então, o que eu quero dizer é, tem uma linha de tratamento que é uma uma frente, né, de intervenção, na verdade, que é a gente poder controlar esses estímulos ambientais. E tem uma frente de intervenção que a gente pensar em a pessoa trazer a atenção pro aqui e agora, uma consciência maior pro aqui agora, para ela pensar se aquilo que ela tá fazendo é valoroso ou não para ela e ter mais atitudes, emitir mais comportamentos em direção àquilo que é valoroso. Muito bem, agora faltando 10 minutinhos para as 9 da manhã, mais uma pergunta na tela. Vamos lá então. Vamos ver quem é que tá conosco. João Víor Alves do Jedin Planalto. Depois de uma briga, por que a cabeça inventa mil motivos para o silêncio do outro e como parar de sofrer com suposições? Muito bem colocado, João. Francisco trouxe. Marcelo também. A gente reforça para você. É isso acontece, né? Comigo, com você, com com a gente. É uma coisa que às vezes é involuntário, né, Francisco? Muito bom, João. Eh, nós falamos sobre isso no comecinho ali do programa, que é o seguinte, o cuidado que nós temos que ter quando nós, olha lá, ó, a cabeça inventa 1000 motivos e agora já não é mais 7.000 pensar agora 8000. É 8000, mais 1000, né? Mas inventa mesmo, gente. Nossa, mente. Impressionante. Cuidado. Por isso dessa consciência, João, olha para dentro e fala: "É interessante isso. Lembra quando eu não tenho uma resposta, por que que o outro tá em silêncio? Eu começo a criar várias. Ah, é mesmo? Então, quantos problemas que nós eh criamos através dos nossos próprios pensamentos nesse silêncio, porque o maior barulho não é o externo, é esse que está dentro que nós não escutamos ou que nós potencializamos, que nós eh eh distorcemos. Uhum. Por conta de que nós não temos uma resposta. Então, eh, a melhor forma é no momento certo, na hora certa, você se comunique com essa pessoa, você diga o que é que você sente no silêncio dela, o que que ela quer dizer com o silêncio. E e um relacionamento exige paciência, exige essa troca e esse amadurecimento na comunicação. Então, às vezes o silêncio do outro é simplesmente ele, o outro está reorganizando tudo aquilo. Às vezes o silêncio do outro pode ser uma punição, sim, mas no momento certo você converse. Uhum. Você alinhe pela comunicação para que você não fique criando esse monte de sofrimento por esses 1000 pensamentos que você está construindo dentro da sua cabeça. Ah, eu vou falar um negócio para vocês. Eu sou dessas. Não fica quietinho perto de mim, não. Pode falar o que que tá acontecendo aí. Vamos conversar. V ir para fora. Conversa. Vou ouvir, né? Se eu chego no trabalho, tem alguém muito quieto, eu falo: "Ih, que que tá acontecendo", né? Tá quieto por quê? Eu fico meio atasanando o pessoal assim, mas eh eu acho que o silêncio, no meu caso, o silêncio me incomoda um pouco, porque quando eu vejo as pessoas em silêncio, eu já acho que tá acontecendo alguma coisa. É os meus pensamentos, né? Olha aí, tá vendo como que nós somos? É eu achando, né? Sou eu achando algo. Mas e aí? Que que eu faço? Eu vou lá e pergunto o que que tá acontecendo. Vou lá e falo: "Ó, né? Vamos lá, faço uma gracinha para dar uma risadinha, porque o silêncio me incomoda, né? E o silêncio acaba eh eh incomodando muita gente. E aí, às vezes, a gente precisa aprender a lidar com o nosso silêncio e com o silêncio do outro, né? Agora 8:53. Tem mais perguntas aí? Vamos lá, então. Ó o silêncio, produção, ó o silêncio. Fala comigo. Pode mandar mais pergunta aí, por favor. Ó o silêncio. Hugo Pereira do Parque Prado. Depois de um dia cheio, eu prefiro ficar quieto e não falar nada com ninguém. Quando isso é descanso e quando isso é alerta. Bom, é, isso é interessante porque depois de um dia de trabalho a gente acaba ficando meio exausto e tem muita gente que precisa aí de um tempinho de silêncio para se reorganizar, meu caso, né? Concordo com isso também. Agora, quando que a gente, isso é realmente uma reorganização, Marcelo, e quando isso é um alerta? Perfeito, Rúbia. Eu imagino que o que você falou está corretíssimo, Rubê, do ponto de vista eh neuropsicológico. A gente precisa de um tempo para conseguir que os nossos processos cognitivos eles eh um dia de de trabalho pode gerar uma série de sobrecarga cognitiva e a gente precisa de um tempo mesmo para descansar. Algumas pessoas mais, algumas pessoas menos. Um caso muito frequente, a gente eh comumente visto é que pessoas, por exemplo, que têm algum déficit de atenção precisem necessariamente de um tempo a mais para conseguir descansar, porque o processamento cognitivo acaba sendo mais difícil para essa pessoa. Então é necessário que tenha esse tempinho de descanso mesmo. Agora, uma dica de ouro, uma dica de ouro de como eh a gente pode eh identificar quando se preocupar, né, se esse descanso eh ele tá sendo problemático ou não. H eh descanso ou não, né? se esse silêncio, se esse silêncio está sendo problemático ou não, é a gente pensar se nós estamos associado a esse silêncio se nós estamos evitando algo que é valoroso, hum, evitando algo que é importante, evitando algo que nos traz realização, nos traz felicidade. Às vezes a gente evita algo porque é desconfortável, né? Porém, às vezes, esse negócio desconfortável que a gente tá evitando também tem potência para nos realizar. Então, é normal depois de um dia de trabalho a gente ter momentos de silêncio para se equilibrar. Agora, se esses momentos de silêncio são para tem apresentam uma função de evitar algo que é importante pra pessoa, talvez seja um sinal pra pessoa começar a refletir, começar a se perceber melhor. É. Entendi. É o silêncio com o isolamento social, né? Não quero falar com ninguém, tô cansado, não quero ver ninguém agora, isso vai perdurando. Então é um momento de eh buscar um apoio e uma ajuda. A gente precisa ter uma autoanálise também e e um autoconhecimento para ver até que ponto que o nosso silêncio tá sendo benéfico, tá sendo para descanso, né? ou se o nosso silêncio está nos maltratando. E a gente precisa entender sobre isso. Agora 8:57. Dá tempo para mais uma e a gente já vai paraas considerações finais, tá bom, produção? Vamos lá. Natália Campos do Cambuí. Quando a pessoa fala demais para não tocar no assunto difícil, hum, isso também é uma forma de silêncio. O que isso costuma esconder, Francisco? É interessante. Na clínica, por exemplo, tem gente que fala a sessão inteira e aí na hora de finalizar Uhum. Ela solta e vaza. Ah, olha só comportamento, né? você, eu preciso falar disso, mas eu não consigo. Então eu falo, falo, falo, falo, falo, falo, falo, falo, falo. Pronto, já falei. Mas é, eu, eu, eu digo assim que na comunicação, quando eu tô falando ali, quando eu tô desenvolvendo gestores para essa comunicação com colaborador, é às vezes o seu ah não tenho tempo, então, mas às vezes o seu colaborador, ele tem essa dificuldade de falar o que ele precisa falar. Então ele vai falar várias coisas antes e muitas vezes ele tá testando inclusive se ele pode confiar em você, falar algo que para ele é muito importante. Uhum. E dependendo de como você está nessa comunicação, se você está aberto, se você Uhum. tá pensando em outra coisa, ele não vai falar. Como no na clínica muitas vezes a pessoa, eu já ouvi, já já passei por situação de depois de um ano a pessoa dizer algo e eu perguntar. Isso tá acontecendo desde quando? E ela fala assim: "Na verdade, eu te procurei para falar sobre isso." Nossa. Mas ela precisou falar muita coisa para se sentir segura, para depois para para se sentir encorajada e dizer aquilo que ela precisava, que para ela é muito doloroso. Uhum. Mas ela evita, ela cria várias outras situações ou ela procrastina por medo de expor algo que a deixa muito vulnerável, né? Então, muitas vezes pode ser sim, nesse sentido. Muito bom. 8:59. Acho que tá OK, produção. A gente vai pros encerramentos aí, as considerações finais. É isso. Tá bom. Então, ó, produção tá falando comigo, viu? Não fique em silêncio. É isso aí. Oi, gente, hoje nós falamos sobre silêncio, né? É, é bem interessante falar isso, né? Falamos sobre silêncio. O silêncio faz parte, né, da O silêncio é um comportamento. O que que o silêncio é? É um comportamento é um sentimento? O que que é silêncio? Vamos lá. Tem, é um comportamento. É um comportamento, né? É um comportamento, mas que pode estar eh ter um significado que por por estar triste eu não falo. Uhum. Né? Eu não, eu não vou falar por n motivos, né? Muito bem. Um comportamento. Concorda? Sim. uma uma ausência de som que nas relações interpessoais pode ter inúmeros, quase infinitos significados e papéis, né? Uhum. É importante que a gente pense na função desse silêncio associado ao contexto. Que que tá acontecendo nesse contexto que tá levando esse silêncio? Muito bem. Eu perguntei porque eu queria ter certeza do que é um silêncio. Então nós eh recebemos informações, tivemos uma aula aqui sobre o silêncio, né? Eh como ele nos ajuda, como ele nos impacta, como ele também nos maltrata. a gente precisa de entender sobre autorregulação e entender o que o silêncio significa em determinada situação que a gente tá vivendo e que a gente possa viver bem com o nosso silêncio e também com o silêncio do outro, né? A gente vai para as considerações finais. Quero agradecer, Marcelo. Obrigada pela sua participação, pela sua presença. Acho que foi uma troca bem legal. Todo mundo aprendendo um pouquinho hoje sobre o silêncio. Gratidão. Muito obrigado. Agradeço o convite e fico à disposição para outros convites. Gostei bastante da experiência. Nós que gostamos aí da troca, né? e vocês dois. É uma dupla bem legal que eu acho que eh cada dia que passa a gente vai trazendo mais informação. Esse programa vai ficando robusto e a gente gosta disso. Você, Francisco, participando mais uma vez com a gente. Gratidão mais uma vez. Obrigada, viu, pela sua colaboração aí nessa psicoeducação que a gente faz todas as manhãs. Obrigado, Rúbia. Obrigado TV Câmera, Marcelo, né, por toda a contribuição. Eh, é muito importante esse espaço que vocês abrem. para levar esse tipo de de informação. A mesma mente que cria o caos é a mesma mente que cria a paz. Uhum. Esse silêncio externo, esse comportamento silenciado externamente, você precisa trazer consciência se de fato aqui dentro também tá em paz ou está num caos. Porque se, Francisco, essa mente do caos e essa mente que cria a paz se chocar até o final, quem vence essa disputa? A resposta é aquele que você alimenta. Então, traga consciência naquilo que você está silenciando. Se isso está silenciado, organizado, ou se esse silêncio tá revelando um caos interno aí dentro. Muito bem. E assim a gente encerra o nosso estúdio Câmara de hoje, agradecendo a sua audiência, a sua companhia. Olha, lembrando que o estúdio Câmara está disponível no YouTube, tá? Então você repassa aí para os seus colegas, né, a sua família para poder entender um pouquinho sobre como funciona a mente humana, né? A gente fica feliz demais em produzir esse mega conteúdo para você. Isso. Graças aos nossos convidados que aceitam os nossos convites, a nossa produção, a nossa equipe. Ninguém faz nada sozinho, não. Esse programa vai ao ar por conta de um empenho muito grande de uma equipe que está ali todos os dias, né? Eh, eh, sempre pronta para oferecer o melhor para você. Então, a gente agradece você por estar conosco e mais uma vez a todos os convidados que aceitam os convites para vir aqui trocar informações com a gente. Daqui a pouquinho a ÍRa tá chegando direto da nossa central de informação, atualizando as informações, né, aqui de Campinas também, estado de São Paulo, Brasil, mundo, eh, cotação do euro, dóa, e, eh, do euro, do dólar e muito mais. Ao meio-dia nós temos Câmara Notícia, lembrando que nós temos também reunião ordinária, reunião de comissão hoje na Câmara de Campinas, tudo transmitido aqui pela TV Câmara Campinas. E você, Clara, é nosso convidado especial para participar presencialmente no plenário ou aqui com a gente também sempre e ao vivo, tá bom? Amanhã a gente tem estúdio Câmara a partir das 8 da manhã e amanhã a gente muda um pouquinho a frequência, mas a gente vai continuar no campo das relações e escolhas. Gente, o programa de amanhã, olha, vou te falar, viu? A gente vai conversar sobre hipergamia e hipogamia. Você sabe o que significam esses termos? Bom, é a tendência de buscar parceiros de níveis socioeconômicos e educacionais diferentes do seu. Agora, quando a busca por status influencia o amor, relacionamentos baseados nessas escolhas trazem segurança ou criam desigualdade emocional, hipergamia ou e hipogamia. Bem complexo, né? Mas a gente vai entender juntos amanhã ao vivo a partir das 8 da manhã. aqui no estúdio Câmara e claro contamos com a sua audiência e a sua companhia. Beijo grande, fique bem, cuide do seu silêncio e até amanhã. Ciao