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Olá, muito bom dia para você que tá aí ligadinho com a gente aqui na TV Câmara Campinas. Seja muito bem-vindo, seja muito bem-vinda. Está no ar mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Metade da semana já, né? Quarta-feira, dia 17 dezembro. E a nossa conversa hoje é essencial paraa saúde, mas essa conversa ainda enfrenta muito silêncio, muito tabu e muita desinformação. Hoje a gente fala sobre a saúde pélvica. Você que está em casa, já parou para pensar como essa região do corpo influencia o nosso bem-estar físico, emocional e a autoestima e até os nossos relacionamentos? Hoje nós vamos falar sobre informação, prevenção, tratamento e principalmente acolhimento. Então participe com a gente, mande sua dúvida, sua experiência sobre a saúde pélvica, né? Nosso WhatsApp tá na tela, 199729377. Nós gostaríamos de interagir com você. Então, interaja conosco. Enquanto isso, vamos atualizando algumas informações. Olha, a Câmara Municipal de Campinas voltou a se destacar nacionalmente, ao manter nível de transparência pública acima de 90%, garantindo o selo ouro da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil. No quarto ciclo do Programa Nacional de Transparência Pública, com 91,87% de Transparência, a Câmara superou a média nacional dos legislativos e também a média do estado de São Paulo, liderando o ranking entre as maiores cidades paulistas com mais de 500.000 1 habitantes. O resultado reforça o compromisso do legislativo de Campinas com a transparência, o acesso à informação e o controle público, fruto do trabalho integrado dos setores da casa e do fortalecimento dos mecanismos de controle interno. E o monitoramento do trânsito durante chuvas intensas em Campinas ganhou reforço tecnológico, viu? Avenida Dr. Heitor Penteado, no Taquaral, recebeu duas novas câmeras integradas ao Centro de Controle Operacional da INDEC, na região do antigo cartódromo. Os equipamentos permitem o acompanhamento em tempo real das condições eh várias e ajudam a definir de forma preventiva a interdição da pista. Em caso de risco de alaramento, as câmeras não serão usadas para fiscalização e fazem parte do plano de contingência da Defesa Civil. O sistema já opera também em outras vias estratégicas da cidade, como as avenidas Norte Sul, os Buma Anchieta, Princesa do Oeste, além de pontos do Curtume e do Distrito de Souzas. E olha, falando em monitoramento, né, referente às chuvas, vamos à previsão do tempo para hoje. Como é que fica o tempo? Choveu aí, amanheceu com frio, né? É, pois é, eu também amanheci com frio, não entendi nada. Quando fui lá fora, vi que tava chuviscando. Então, a previsão do tempo diz que hoje nós teremos um templo nublado com chuva agora de manhã, né? Isso já está se concretizando. E aí a previsão diz também que nós teremos sol e diminuição de nuvens à tarde, mas a temperatura, gente, não sobe muito não, viu? Mínima de 17, máxima de 22º. Essa é a temperatura para você aqui para a cidade de Campinas. E vamos simbora que estamos na metade da semana. Estúdio Câmara está ao vivo e a gente fala hoje sobre saúde pélvica. Talvez você nunca tenha falado sobre isso com ninguém, né? Ou talvez ache que certos desconfortos fazem parte da vida e tá tudo bem. Hoje, gente, a ideia é justamente abrir esse diálogo com responsabilidade, embasamento e informação de qualidade. Para nos ajudar a aprofundar esse tema com embasamento, com clareza, eu recebo agora duas profissionais que vão conversar com a gente sobre o assunto. A gente dá as boas-vindas à fisioterapeuta Renata Olá. Ela é especialista em saúde da mulher e fisioterapia pélvica. Seja bem-vinda. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Obrigada pelo convite. Maravilha. Olha só, tem muito papo hoje. E como a gente sabe que tudo influencia a nossa saúde mental, claro que nós trouxemos uma psicóloga para explicar pra gente como, qual que é a influência, né, da saúde pélvica na nossa saúde mental. Mar, Mariana Pinhatari, ela atua na autoestima, comportamento e saúde emocional feminina, lida com mulheres. Bom dia, seja bem-vinda, Mari. Bom dia, Rúbia. Bom dia a todos que estão em casa. Muito obrigada pelo convite. Tô muito feliz de estar aqui. Feliz estamos nós de poder falar desse assunto e ajudar a quebrar os tabus, né? Vamos lá, então. Olha só, eh, quando a gente fala em Kelv, muita gente não sabe exatamente o que que a gente tá falando, né? Então, Renata, eu gostaria que você explicasse para quem tá em casa, pra gente aqui do estúdio, pra nossa produção, para todo mundo o que que é a pelv e qual que é a função dessa região no nosso corpo. Nossa, é muito importante, Rúbia. A pelv é a nossa bacia, né? Essa parte aqui do tronco onde a gente coloca a mão na cintura. Então, ela é um arcabolso ósseo que segura todos os nossos órgãos pélvicos, útero, bexiga, eh, o finalzinho ali de intestino. Uhum. E ela faz uma transmissão de força do nosso tronco paraas pernas. Então essa força passa pela pelv, ela também que permite a passagem do bebê e ela tá responsável pela transmissão de forças durante a nossa caminhada. ela que organiza um pouquinho, né, pensando aí nos órgãos, na nossa eh, como eu posso explicar de uma forma mais facinho, nosso arcabço para para absorção de impacto, pensando no pélvico, que ohoho pélvico fecha essa pélvia, né, uma camada muscular bem grande que absorve todo o impacto do que a gente faz no nosso caminhar, na nossa tosse, nossos espirros. Então, uma área muito importante do corpo. Nossa, gente. Então, a gente tá falando de uma estrutura que sustenta órgãos importantes, né? Eh, controla funções básicas como urinar, evacuar e ainda influencia a nossa postura, a nossa respiração, tudo. A função sexual, gente, muitas pessoas só percebem a importância da pelv, né? Então agora vamos pra parte da psicologia perguntar pra Mariana por que questões ligadas à saúde íntima ainda geram tanta vergonha, principalmente em nós mulheres, né? A gente tá falando de pelv hoje e às vezes muitas mulheres em casa até levaram um susto, né? Porque aqui a gente tá falando de escape de urina, a gente tá falando de dor eh durante a relação sexual, a gente tá falando de bexiga caída, a gente vai falar de parto e isso acaba eh causando um tabu, uma certa vergonha, porque essa vergonha de onde vem? E e e qual que avaliação que você faz de gente trazer um assunto como esse, porque a gente precisa, será, naturalizar, falar sobre essas questões? Sim, precisamos. Uhum. Mas historicamente a mulher é ensinada a não olhar pro seu corpo. Nós fomos treinadas para olhar pro outro, para gerar, para cuidar, para dar atenção sempre às pessoas que estão à nossa volta e não a nós. E quando a gente fala de autoestima, né, a R tava falando sobre a importância da pelv, a autoestima é a nossa base emocional para tudo isso. Então é o como a mulher se conhece, o quanto ela entende quem ela é. os seus valores e o seu corpo. Existe um tabu muito grande da mulher conhecer o seu corpo. E aqui a gente fala de muitos aspectos, do próprio contato físico, de saber se tá tudo em ordem com a saúde, se está tudo bem, a ponto de não procurar somente quando, né, as coisas estão aí mais desafiadoras, mais intensas ou quando tem um sintoma. Então, a mulher, ela não é ensinada a se ver com mais cuidado e atenção. A atenção é sempre voltada pro outro. E aí, com toda a certeza, a gente só procura, né, de forma geral, os serviços quando estamos no limite, quando não tem mais alternativa. E aí tudo fica mais difícil e a rei deve encontrar isso também, né, no consultório. Sim. E quando a Mária fala assim de não se ver, é, não se vê mesmo, tá? Porque muitas mulheres nunca pegaram um espelhinho para entender o que que eu tenho aqui na minha vulva, onde que é meu clitores? Onde é minha uretra, vagina, anos, que cor que tem essa região do meu corpo, tem secreção, não tem secreção. E é uma coisa muito importante, porque se a gente não entende o que que é o nosso normal, como que a gente vai entender o que que não tá bem? Então, né, eu falo que começa sempre com uma educação, é, é educação sexual isso. Uhum. É educação física, né? Do mesmo jeito que a gente olha para nossas mãos, pro nosso rosto todo dia, sabe o que que tá bem, o que não tá, a gente deveria olhar lá para baixo. Exatamente. Como que tá aqui, que que tá normal, o que que não tá normal. Na verdade, a gente precisa se conhecer, né? Porque se conhecendo você pode eh entender quando algo está fora do natural, algo está fora do normal. E é um corpinho que a gente vai viver dentro dele para sempre. Exatamente. É verdade. Agora, eh, me chama atenção, você vê, da educação sexual, como isso faz a diferença na vida da gente. E a gente precisa entender mais sobre isso, realmente nos educar referente à questão sexual, né? Entender o nosso corpo, a saúde pélvica, você falou, né, que eh é a pel sustenta, né, sustenta toda a nossa região aqui da parte de baixo, né? Aí você pensa assim: "Ah, mas então a pelvia é só a mulher que tem, né?" Não é, né? Eu eu dei uma olhadinha em alguns estudos e me chamou até atenção. O homem também tem a questão da saúde pélvica, gente. A gente não tá falando só de mulher, não. Porque quando a gente fala de saúde pélvica, o pessoal pensa assim: "Ah, então até a questão do parto, né, e tal". Então, como a é diferente os órgãos, né, sexuais, então do homem é é mais é para fora e da mulher é para dentro. Então você fala saúde pélvica é só da mulher? Não explica pra gente esse negócio. O homem também tem os cuidados com a sal de péve. Sim. Então, todo mundo tem pve e assofalho pélvico. Olha aí, né? O homem vai ter um açoalho pélvico mais íntegro no sentido porque ele tem menos orifícios, né? Nós temos uretravaginianos e o homem vai ter uretreanos. tem uma musculatura mais fechadinha, mas não significa que ali não tenha também disfunções. Então pode ter dor também, pode ter tensão. Então muitas vezes a disfunção erétil, a ejaculação precoce vem de disfunções musculares, é, não só emocionais. E daí esse homem tem que olhar. Olha só, gente, é interessante a gente falar sobre isso, porque a gente tá falando eh de saúde e quando a gente fala de saúde não tem como falar de saúde mental, né? Porque todas essas situações que têm a ver com a falta, de repente, vamos lá, de cuidado, de saúde com a região pélvica, ela vai, ó, para cá, ela vai paraa nossa cabeça, ela vai para nosso sistema de saúde mental. Explica pra gente, por favor, nossa piscina, que que acontece na nossa mente? a gente acaba se recolhendo, se retraindo, se isolando, achando que temos culpa de algo, que de repente é porque nós nem prestamos atenção no nosso corpo. A gente não tá cuidando da nossa saúde física. Exatamente. Nós não aprendemos também ao longo da vida que mente e corpo caminham assim, ó, bem juntinhos. Perfeitinhos. Existe na psicologia fatores somáticos. Tudo que vem de ordem emocional pode refletir no corpo. Então, quem tá em casa pode contar aí pra gente também, né, no WhatsApp se já sentiu algo relacionado a isso, né, um fator emocional que gera um desconforto físico. E quando a gente fala dessa questão da saúde pélvica, que sim tem a questão, né, da musculatura, mas também tem os fatores emocionais, está muito associado a isso. Nossa saúde mental, ela dita muitas vezes ou quase sempre como o nosso corpo vai funcionar. Uhum. É um sistema integrado. Pensa que não dá para separar. O nosso corpo é o que vai acompanhar a gente até o fim, a nossa mente também. Então, pra gente tá alinhado, a gente tem que entender quem nós somos, o que nós gostamos, quais são os nossos objetivos de vida, como eu posso me cuidar, olhar, né? Eu brinco com as minhas pacientes que sim, a gente tem que ser um pouquinho egoísta e olhar pro nosso umbigo para que a gente também se proteja, se cuide. Sim. Entenda então o nosso corpo vai sim refletir a nossa mente. Se tá tudo funcionando bem, nosso corpo também vai tá legal. e vice-versa, se o corpo também não tá bem e a gente não cuida, vai ter um impacto direto na nossa saúde emocional e isso impacta tudo, os nossos relacionamentos, nossa produtividade, a nossa relação familiar, né, nosso ambiente. Excelente. É isso mesmo. Agora, Renata, eh, buscando informações pra gente tratar desse tema, eu vi que algumas situações eh referente à saúde pélvica exige uma cirurgia, cirurgias, né? Então, assim, são tratamentos que precisam ser cirúrgicos. Você é fisioterapeuta, você eh trabalha com a fisioterapia pélvica. Algumas cirurgias podem ser evitadas se tiver um tratamento correto ou até um, eu não sei se tem um diagnóstico precoce, né, dessa dessa dessa questão da saúde pélvica? Com certeza, Rúbia. Pensando, por exemplo, na incontinência urinária, que acho que é o problema que as pessoas mais conhecem, a fisioterapia pélvica é o tratamento assim padrão ouro para cuidado da incontinência. Uhum. Hum. Então, muitas vezes a cirurgia vai reposicionar, vai deixar essa bexiguinha no lugar, mas não vai trabalhar musculatura, função muscular, capacidade de segurar xixi, de segurar pum de uma forma adequada. Uhum. Então, a fíopélvica, sim, o foco da gente é olhar para essa musculatura do aóleo pélvico, entender como que ela está funcionando, eh, se existem outras partes do corpo que estão influenciando nela, por exemplo, como o abdômen. Então, às vezes, o asfallio pélvico, ele tá sendo uma vítima de uma sobrecarga que tá vindo de cima. Uau! E daí não adianta a gente só operar embaixo, porque às vezes seu abdômen que tá te sobrecarregando. Então a gente tem que muitas vezes reabilitar o abdômen para depois reabilitar embaixo e às vezes essa perda de urina cessar e nem precisar para ir paraa cirurgia. Sem contar os fatores emocionais também que vem muito associados a isso. E eu vejo resultados muito positivos em consultório quando a gente faz tratamento conjunto. Uhum. não é de trabalhar ali com a fisio, né, específica e fazer o acompanhamento emocional também. Os resultados se potencializam muito, né, e a qualidade de vida dessas pessoas também, dessas mulheres melhora assim, pensando assim na na bexiga, na incontinência, por exemplo, a bexiga a gente fala que é um órgão emocional, sério, né? Se a gente tá estressada com ansiedade, a gente não fica com mais vontade de fazer xixi, vai no banheiro mais vezes, às vezes tem mais umas diarré, o intestino funciona mais. Verdade. Então, às vezes também regulando essa parte emocional, a gente regula um pouco essa perda urinária e muitas vezes a gente faz uma terapia psicológica e uma terapia no na física que a gente chama de terapia comportamental. Então a gente vai passar um diário mixional para entender seu hábito urinário, entender de quantas vezes vai no banheiro e vê consigo segurar mais aqui? Tem algum hábito, algum um gatilho que piore essa minha perda urinária? Por exemplo, temos alimentos e bebidas irritantes de bexiga, excesso de café, refrigerante, chocolate, coisas ácidas. Então, a gente tem que olhar para essa mulher como um todo, todos os hábitos dela e também ver como que tá essa parte psicológica. Uau! Gente, olha só. Eh, tem dado aqui que de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, a Incontinência Urinária atinge 72% das mulheres no mundo. Cerca de 20% dos casos de incontinência são em mulheres adultas e em idosas pode chegar a 50%. Uma situação que pode levar ao isolamento, a diminuição da autoestima e até o afastamento das relações afetivas, né, e relações sociais. Eh, essa questão da incontinência urinária é interessante a gente falar, porque quantas vezes você já ouviu alguém aqui próximo de você ou aconteceu com você, né? Você engravidou e aí quando tá próximo, né, já de tá lá com 8 meses, 7 meses, você espirra e aí tem um escape de xixi. Uhum. E aí, só que depois você ganha nenê e depois que você esse bebê nasce, você continua com esse escape de xixi, né? E aí você fala: "Ah, mas eu acho que é porque a minha bexiga caiu". Eu já ouvi isso várias vezes e aí, ah, caiu, aconteceu por conta da da distensão, né, que que teve por conta do do da gravidez. E agora não tem o que fazer, gente. Pera aí. Eu estudei um pouquinho para conversar com elas e elas vão dizer pra gente: "Tenho que fazer sim". E esse escape eu quero saber se ele é natural quando a gente, né? eh eh tá tá gestante e depois da gestação, se ele continua, se tem um tratamento, se tem o que fazer, porque às vezes as mulheres acham que não tem o que ser feito, o que é normal, geralmente normaliza muito em continência. Normal é que é normal. Aham. Então nenhum escape é normal e nenhum momento da vida mesmo. Nem nem é porque eu tô gestante, tô mais pesada, deveria perder, mas ele é comum. Uhum. a gente tem alguns fatores de risco para desenvolvimento de disfunções perineis, né, pélvicas. Então, falo que a primeira, o primeiro fator de risco é ter uma vagina, que a musculatura tem um buraquinho a mais, né? Outra outro outro fator de risco, constipação intestinal. Nós mulheres não fomos ensinadas a ir em banheiro, em qualquer banheiro. Então muitas vezes estamos segurando aquela evacuação. Então a gente é acostumada a segurar muito e a fazer também muita força nesse assoalho. Sobrepeso, cirurgias. Então a gente tem um montão de fatores de risco que às vezes a mulher já tem lá a checklist marcadinho e daí ainda vem uma gravidez. Então a gravidez também é outra sobrecarga. Uhum. Então a gente vai aumentando os fatores de risco e às vezes vem o parto, o parto ajuda a desandar ainda mais. Sim. Então não é que a gestação e o parto que aconteceram isso, mas né que foram os gatilhos. Às vezes eles foram as gotinhas da água que tavam que tava precisando e sim temos tratamento. E o ideal, né, eu falo que a minha utopia assim de vida era a mulher antes de engravidar passar numa consulta de fisiopélvica para entender como que tá essa musculatura sem a sobrecarga do bebê. E depois a gente vai andando, porque realmente os estudos mostram que a a gestante que já está em continente, muito provavelmente ela tem mais chance de manter essa incontinência nos próximos 5 anos. Se nesses 5 anos ela não engravidar mais várias vezes, então isso daí vai se prolongando. Uhum. Então conseguir ver antes e o quanto antes melhor para já ir manejando essa musculatura, esse abdômen, para não deixar tanto essa sobrecarga sobrecarregar. É. e manejar também a questão aí da da da psicologia, porque isso afeta e muito a questão psicológica, né? E a gente tá falando aqui da incontinência urinária e vamos falar dos dois, né? Do homem e da mulher, mais a mulher um pouco mais por conta justamente da gravidez e dessa situação que você muito bem pontuou que a mulher ela não ela a gente tem uma restrição em utilizar um banheiro, né? Então a gente acaba segurando. Quantas vezes você aí no seu trabalho segurou xixi e aí quando você tá acab chegar explodindo, você fala: "Nossa, tô agora preciso ir. Gente do céu, isso não pode, né? Ah, eu também sei que não pode, eu também seguro. É, a gente faz, tá tudo certo, a gente faz, mas a gente precisa dar informação e cada vez mais e jogando na nossa mente. Não, não pode, não pode, não pode. Chega uma hora que você vai conseguir a atingir aí eh o tempo certo de ir ao banheiro, porque a gente acaba segurando mesmo. Mas vamos lá. Continência urinária e saúde mental. Vamos lá. Que delicado, né? Muito, muito. Porque a mulher ela já tem vergonha de muitas coisas. Uhum. De se expor, de falar sobre sua saúde física, emocional. Então, quando a gente entra nesse tema é mais delicado ainda. E um ponto importante que a trouxe pra conversa agora é exatamente esse cuidado prévio. Então, ela trouxe o exemplo da gestação. Se a mulher se prepara antes em todos os sentidos, né, de cuidar da sua mente, entender o seu corpo, entender o funcionamento que ela tem para poder tomar decisões na vida dela, tudo isso muda, porque aí fica mais fácil. Tudo que a gente conhece, a gente consegue ter recursos para lidar. Exato, né? Fica mais pontual e mais leve. A mulher, ela negligencia a sua saúde para não ter que falar sobre algumas coisas. Muitas mulheres têm vergonha de falar: "Nossa, não estou conseguindo segurar o xixi". Uhum. E não fala e vai seguindo até a hora que as coisas ficam ali insustentáveis. E ainda assim tem muitas mulheres que não procuram cuidado porque tem vergonha de falar, né? Já escutei em consultório de mulheres adultas que têm assim eh conhecimento sobre a vida, sobre, né, tudo que que a gente vive hoje na atualidade e ainda assim tem vergonha de expor o seu corpo, por exemplo, para um ginecologista. Uhum. Porque foi criada dessa forma, né, muito muito restrita. Então, quando a gente fala da saúde sexual, da educação sexual, desde sempre a gente tem que falar sobre o cuidado com o corpo, sobre conhecer o corpo. E a gente não tá aqui falando sobre ensinar sobre o sexo. É totalmente diferente, porque as pessoas têm esse medo. Exato. É exatamente que de associar a educação sexual com o ato sexual. Isso é completamente diferente. Falar sobre educação sexual é ensinar sobre o nosso corpo. Perfeito. O que eu gosto, como meu corpo funciona, que coisas eu tenho que tomar cuidado, o que eu tenho que preservar mais, o que eu tenho que falar mais, né? Então tudo isso influencia lá na vida adulta, quando a mulher tem que tomar essas decisões de autocuidado. Então vou procurar uma fío para me conhecer e para entender se eu vou conseguir ter uma gestação ainda mais saudável. Sim. por exemplo, vou procurar um espaço terapêutico para já cuidar da minha saúde mental, porque muitas mulheres se perdem delas quando elas estão gestantes e muito, muito depois, né, quando o bebê nasce, se doam totalmente pro filho, existe uma mulher além da mãe. Tudo isso é trabalhado dentro do processo de psicoterapia. Cada etapa é construída para que essa mulher se mantenha em foco também, porque não é errado. Excelente. Mária, falar um pouquinho porque às vezes essa essa coisa da saúde mental também é importante no sentido de impor limites para algumas coisas. Hum. Por exemplo, mulheres que trabalham numa pressão ali, né, muito muito intensa, às vezes elas vão negligenciando os sinais que o corpo dá, tipo, estou com vontade de fazer xixi, estou com vontade de fazer cocô, quero ir no banheiro, mas não posso sair daqui porque vai que meu chefe brigue, vai, tenho essa demanda de trabalho e você vai negligenciando o que é físico, o que é seu. E o que é natural, tá pedindo, né? e você vai suprimindo reações do seu corpo que às vezes lá na frente vão piorar uma disfunção. Então você tava falando, né, do segurar xixi. A gente tem uma média ideal de frequência urinária no dia, né, de seis a oito vezes. Então a gente às vezes vê a mulher que faz três, quatro xixi no dia. Sim, verdade. A bexiga, ela vai ter um limite anatômico de volume. Ela não vai conseguir também expandir. Às vezes você também começa a perder um xixi porque ela não dá conta, ela tá transbordando. Olha aí. Ou então uma mulher que, ah, eu só faço, né, só consigo e evacuar na minha casa e é uma pessoa que trabalha viajando, nunca tá em casa. Vou ficar segurando isso quanto tempo. Então, eh, acho que a saúde mental vem nisso também. Aprenda a pôr limites, tipo, sim, vou ao banheiro, sim, vou me respeitar, vou respeitar o que meu corpo tá pedindo, porque isso é autocuidado. É autocuidado. Excelente, né? Agora, eh, a questão da pelv, né? É, o cuidado com a saúde pélvica. A gente lembra que a saúde pélvica, vamos lá, eh, os sinais, os primeiros sinais de que a minha saúde pélvica não está tão bem quanto eu imagino. Seriam os escapes mesmo ou tem? Tem muitas coisas. Então, perde xixi, mesmo que gotinha, eh, ardência para fazer xixi, dificuldade para evacuar dor ou então perda de pum, de cocô, também não é normal. Dor na relação sexual não é normal. Ausência de orgasmo, de, né, diminuição da percepção de orgasmo, ã, ardências sem ter uma candidase, sem nada ali. Eh, deixa eu ver o que mais que mais comum no consultório. Eu acho que esses são sinais assim bem bem básicos. A gente pensa muito na perda do xixi, mas as dores, as dificuldades para as eliminações Aham. também não devem acontecer. Eu falo que a saúde pélvica tem que ser gostoso, ser fácil de fazer xixi, ser fácil de fazer cocô, ser fácil de ter relação sexual, tem que ser uma região de prazer de ser gostoso, sem dificuldade. Gente, interessante demais, né? É o nosso corpo, né? É o natural do nosso corpo. Tudo tem que fluir. Se tem alguma coisinha e uma intercorrência, porque não está certo. Agora, eh, falando da saúde pélvica de pessoas 60 a mais, né? os idosos, a gente vê eh que muitos idosos têm uma incontinência urinária e tem a necessidade de usar fralda geriátrica, né? Tem como prevenir isso para que não aconteça essa situação? ou é natural, com a idade, a gente vai perdendo toda essa essa proteção, essa musculatura, ela vai eh diminuindo e sim, com o passar dos anos a gente eh tem essa tendência mesmo. Olha, o que eu percebo é que muitas vezes as idosas com incontinência tinham incontinência desde lá atrás. Às vezes elas vão empurrando ali com a barriga, esse escape vai piorando de volume até chegar num momento de fralda, né? Mas sabemos que sim, menopausa é um momento que vai ter uma mudança hormonal no corpo. O asfallio pélvico, bexiga responde a isso. Então a gente vai perder músculo de tudo, inclusive lá embaixo. Sim, né? Então essa capacidade muscular vai diminuir, a a mucosa da vagina vai ficar mais atrofeada, vai ter redução de vagina, vai ter redução de lubrificação. Então tem alterações que vêm da idade. Uhum. Uhum. Mas também quanto antes a gente começar a cuidar do corpinho, mais interessante. Um movimento que eu vejo muito hoje é que as essa geração se instrumentaliza mais. Uhum. Verdade. Procura mais, pesquisa mais e é compreensível. Culturalmente a gente vem de gerações que não se comunicavam, não falavam, muita informação também, não, não tinha muita informação. E aí a gente entra num ponto que é, infelizmente a mulher naturalizou o sofrer. Uhum. A mulher normaliza sofrer, aguenta firme, aguenta firme forte, né? Forte. Pois é. E ser forte não é ser eh sustentar tudo. Uhum. A gente consegue ser forte para enfrentar um tanto de coisas, inclusive para assumir as nossas dificuldades e lidar com elas. Então o normalizar, sofrer, faz com que o processo do envelhecimento traga, né, algumas coisas mais peso. Exatamente. Algumas coisas. A conta chega porque eu não me permiti olhar lá atrás, então em algum momento isso vai chegar. Eh, hoje a gente pensa muito mais no processo do do envelhecer. Então, qual é a saúde que eu quero construir hoje? Uhum. Para lá na frente exato. Viver com mais qualidade também. Mas a gente também tem que considerar que a gente hoje ainda lida com pessoas que não se prepararam para isso, porque não se falava sobre. Só que agora a gente tá aqui exatamente para isso, né? A gente tem acesso à informação, tem redes sociais, as informações chegam assim. Então, a gente consegue construir eh um caminho mais leve, desde que as pessoas também se permitam falar sobre para isso. E acho que é uma coisa importante também você falar antes do profissional de saúde te perguntar, porque nem todo profissional de saúde vai perguntar. Verdade, né? Ele não tem bem interessante, não. Talvez não tenha interesse, não tenha experiência, mas chega lá, quero conversar com você sobre uma coisa que eu estou tendo aqui. Pois é. É também a segurança para abordar o tema, porque também não aprendeu. É mais um tabu aí, né? Um tabu de um dos dois lados. Dos dois lados, né? Mas daí se ninguém fala, o problema fica ali em suspensão, né? Pacto do silêncio. Então é mais fácil você falar e o profissional fala assim, ó: "Rúbia, não sei lidar com isso, eu vou te encaminhar para alguém". Sim, sim. Mas falem, falem. É interessante e eh esse ponto que vocês tocaram, porque às vezes quando você vai aí a um ginecologista ou a um urologista, você vai ao médico, né? Você chega achando que o médico sabe tudo e e sobre você, sobre a sua situação, porque tem lá um prontuário, enfim, né? Você fez uma anamnese e aí você acha que ele vai perguntar tudo que você tá sentindo, mas não, a gente também precisa falar, a gente tem que não pode ter vergonha, né? é do médico, porque é uma pessoa que tem toda a ciência para poder tratar sobre aquilo que você tá sentindo. Então, você precisa conversar e os médicos também, ã, precisam se abrir um pouco mais, né? Porque alguns são um pouco assim, eh, retraídos. Você vai no ginecologista, qual que é o natural do seu ginecologista? Vamos lá. Quando você de casa, vai no ginecologista, você faz o quê? Papa Nicolau, né? Candidase e só pílula. Pílula. Uau! Nossa, né? Pílula. Vamos pegar lá uma uma receitinha de pílula. É. E que mais? Uau. Uns exames. Uns examezinhos. Então, mas será que é isso mesmo? É assim que tem que ser? E por que que a gente eh se acostumou que uma consulta eh fosse assim, tão rapidinha, né? Tão rapidinha. E geralmente as pessoas chegam na saúde pelo médico, pela medicina, né? Aham. Então é um, eu falo assim, é uma pedem a oportunidade de começar a educação em saúde ali. Exatamente. Pergunta que as pacientes não vão chegar pra gente, vão chegar pro médico. Exatamente. Mas sabe que é algo que eu trabalho muito com as minhas pacientes eh em consultório, o preparar paraa consulta, porque muitas vezes elas chegam por outras queixas, por outras demandas no nosso consultório e existe a necessidade, lógico, dessa parceria com o médico. Sim. Então, a gente prepara antes. Boa. Como você vai para essa consulta? Que perguntas você pode fazer? Que dúvidas você tem? A gente pode treinar. Vamos treinar aqui nesse espaço que você se sente segura paraa hora que ela chegar ali na consulta desmistificar todas essas crenças de que o médico ou a médica não vai conseguir acolher essa dúvida. E muitas vezes vai. Se o paciente não abre, ele também não sabe como orientar. Exato. Exatamente. Perfeito. A gente precisa. Você vai no médico para quê? Quem é o seu médico, né? É, então é uma pessoa que vai me orientar referente à minha saúde. Se não tô bem, eu preciso do médico. Então você vai lá e se abre, joga, fala: "Ó, doutor, é assim, assim, assim. Eu quero saber o porquê disso, por daquilo". E aí você consegue ter um entendimento e o que é melhor, o médico também vai se sentir mais confortável, de repente para poder explanar toda a situação que está acontecendo. Então, acho que é mais um tabu que precisa ser quebrado, né? É, é algo que precisa ser olhado com muita atenção e você precisa aproveitar e ter um momento de qualidade com o seu médico também, né? Porque não é só lá, olha pro médico, o médico olha para você, faz a receita, depois sai do sai do do consultório e fala assim: "Nossa, mas eu queria ter perguntado aquilo pro médico, por que não perguntou, gente, né? Anota, fala, vamos conversar mais, vamos falar mais. A gente hoje tá falando aqui da saúde, né? Nós estamos falando da saúde pélvica. Estamos com a psicóloga. Mas que que tem a ver psicóloga com saúde pélvica, Rúbia? Tudo a ver. Estamos com uma fisioterapeuta pélvica e estamos com você que tá aí do outro lado mandando perguntas pra gente referente a esse assunto que às vezes você, quer dizer, às vezes não, quanto tempo faz que você não fala da sua saúde pélvica com alguém? Isso é bem pesado, não é? Porque se parar para analisar, eu, por exemplo, quanto tempo faz não fala da minha saúde pélvica? Ou aliás, alguém já falou com você da sua saúde? Alguém perguntou: "E aí, essa pelv tá boa?" Então, e aí, colega, sua pelv tá boa? É isso. E aí você fala: "Nossa, olha que que ela tá falando. Saúde, gente, saúde, saúde." E muitas mulheres nunca falaram sobre isso e nem sabem que elas têm o direito de falar sobre isso. Uhum. Então esse programa ele é maravilhoso porque tá quebrando com toda certeza muitos tabus e muitas crenças no público porque a mulher tem sim o direito de perguntar e de conhecer, de descobrir quem ela é e de viver melhor, né? Para de normalizar o sofrer, tudo que gera sofrimento, que gera desconforto, né? Como a pontuou, o não conseguir usar um banheiro fora de casa, né? O normalizar o escape, dentre tantas outras coisas que vem também de ordem emocional. Não é natural. Então, se tem sofrimento, tem que ter um olhar diferenciado e precisa ser cuidado. E o acompanhamento multidisciplinar, né? A Mária falou sobre se preparar pra consulta ginecologista. Uma coisa que a gente faz às vezes na fisiopélvica é preparar essa mulher pro Papa Nicolau e para pro ultrassom transvaginal. Aí gente, porque eu vou falar um negócio, é desconfortável, né? A gente precisa fazer. Então é desconfortável. Olha aí, você vê então ó, tabu aqui em mim. tabu, né? Eh, falta de repente uma educação sexual, eh, falta de um uma conversa com o ginecologista ou com a ginecologista ou com o médico. Eu vou falar, eu faço papa Nicolau todo ano e assim, às vezes, dependendo da da situação, é desconfortável, porque você chega lá, você já se sente um pouco assim estranho, né? É estranho, é invadido. Aí você deita naquela maca que é um negócio estranho, né? E aí você tipo não fala nada e fica e tipo, enfim, acabou. Você só quer que acabe logo. É. E daí? E e não tem gente eh coloca uma música, sabe? Conversa sobre o céu, a lua, as estrelas, o passarinho lá fora, sei lá, é preciso acho que humanizar um pouco mais. Eu não sei, me corrija se errado. Prente, mas pr as pacientes que às vezes tem queixa de dor, então tem um vaginismo, uma dor ali na relação sexual, elas têm uma musculatura mais tensa. Então, às vezes são exames que são realmente desconfortáveis. Então, na fisiopélvica, né, para essas pacientes, tem algum momento assim que a gente faz é uma vivência de espéculo. Aham. Vamos começar a introduzir esse espéculo para você entender como que é, porque tem paciente que nunca fez um exame de espéculo com Papa Nicolau na vida, porque não dá. Uhum. E eu vou introduzindo isso com ela direitinho e daí eu dou o espéculo para ela se colocar. E daí eu também sugiro, ó, na consulta pede pro médico para você colocar porque é seu corpo, né? Você tem seu limite. Mesma coisa pro ultrassom transvaginal. Às vezes a mulher vê o ultrassom, né? Aquele transutor enorme, fala: "Meu Deus!" pede pro médico, é o seu corpo, deixa eu colocar, depois o senhor faz aí o resto do exame. Então é limite, é saúde mental, é cuidar do corpo. E a gente vai tentando treinar isso na fisiopélvica pros exames serem mais tranquilos possíveis, porque não é para ter dor, não é para ser des gostoso nunca vai ser, mas não é para ser uma questão na nossa vida os exames ginecológicos. É, eu vejo muitas mulheres falando: "Nossa, tem que fazer meu Papa Nicolau". Af vou eu fazer o papa Nicolau de tão desconfortável que é desconfortável chegar, desconfortável ficar, desconfortável falar, descon desconfortável deitar naquela maca, né? E a gente precisa eh isso precisa ser normalizado. Cuidado tem que ser normalizado, humizar, né? E eu entendo que pro médico e pra médica que estão ali conduzindo é algo tão natural, é isso que muitas vezes falta esse cuidado e não porque é antiético, porque não são bons profissionais, nada disso, porque é natural de às vezes mostrar, olha, esse é o exame, né? Esse é o aparelho que vai coletar o exame. Aqui acontece isso, aqui acontece aquilo, porque aí a mulher relaxa, tudo que é fantasioso vai ser mais difícil. Então, como é o aparelho? Será que vai doer, né? Será que vai ser desconfortável? Quando a gente tem informação, fica mais fácil de deixar o processo mais leve. Talvez não vá ser a coisa mais prazerosa do mundo fazer o exame, mas não precisa ser tão sofrido. Não é para ser sofrido, né? Exato. Então, procurar também entender como funciona. Posso conhecer? Antes de fazer, me mostra como é o processo. As pessoas têm medo de falar com os médicos? Tem tem receio, receio é natural. Uhum. Com toda com toda a certeza nós já passamos por isso porque é cultural. Vem essa construção de que as primeiras formações, né, o médico era figura assim de referência, continua sendo, mas hoje a gente tem outras profissões que complementam. Então a gente ainda vem com essa visão do médico ser alguém inalcançável. E aí como que eu vou perguntar qual é esse aparelho? Vai doer, não vai doer? Perfeito. Quando a gente tem uma equipe multidisciplinar e que trabalha, né, todo mundo ali junto, cuidando da saúde do paciente, muitas vezes a mulher traz a queixa para outras pessoas da equipe e não pro médico, porque não se sentem confortáveis. Olha só. Então isso é muito importante até pra gente construir enquanto equipe um olhar mais acolhedor para as pacientes que chegam até lá e desmistificar. Tanto que hoje a gente vê uma geração nova e, né, de médicos chegando que já tem um olhar mais humanizado, né, mais delicado para cuidar exatamente do conforto das mulheres que chegam até o consultório. Que bom isso, né? E que interessante a gente tocar nesse assunto da questão eh eh do consultório médico, porque assim, as pessoas eh se você para para pensar, as pessoas têm assim um receio de se abrir, de conversar com o médico e justamente eu eu agora você falando, falou: "Mas por será que a gente tem isso, né?" Eu também acho que tenho. Dá uma olhada aí, faz um remember das consultas que você fez e como você se comportou diante do seu médico, tá? Abriu lá, chamou seu nominho, você foi lá, bom dia, doutor. Quietinho, né? Parece ter um receio de atrapalhar. É, não sei. É algo estranho, né? E sim. Ou muitas vezes a gente espera que o médico tenha bola de cristal, ele vai imaginar, ele sabe o que eu tô sentindo e não sabe. Se a gente não contar, ninguém nasce com a bola de cristal, nenhuma profissão ganha lá na formação. Se a gente não comunicar, o outro não vai saber. Eu falo assim, Mário, pensamento não faz barulho. Exatamente. Exatamente. Tem que falar comunicação, né, gente? Comunicação, conversar. Exato. Mas se a gente pensa nesse exemplo de consultório mesmo, eh, quantas vezes e nós vamos poder falar sobre isso também, porque com certeza já aconteceu com nós três. Aham. Você foi para uma consulta, o médico marcou 9 horas e te atendeu às 11. Sim. E você ficou brava e você falou na recepção, mas eu tô, eu tenho compromisso, eu tô atrasada. Ele tá muito atrasado. A hora que chega na consulta, oi, doutor, tudo bem? Verdade. Não é? E aí de novo, né? De novo? O que que acontece? Então a gente também está permitindo isso. Exato. É a falta de limite que a gente também permite que o outro tenha gente. Saúde mental. Saúde mental. Gente, que coisa. E nem isso a gente consegue falar: "Poxa, doutor, fiquei chateada porque você atrasou. Como que vai falar assim? Quero eu mesmo colocar o espéculo". Exato. Então é um passo muito muito além. Então é sobre limites, é sobre você se conhecer e saber que sim, algumas pontuações a gente precisa fazer para se proteger, né, e para ser coerente com quem nós somos. Nossa, gente, que delícia de informação, que programa gostoso. Olha, tô aprendendo muito aqui. Você de casa também, né? Essa do atraso foi fenomenal, né? Atraso. Você fica lá muito bravo, muito bravo. Espera 2, 3 horas, daí quando vai pro consultório, aquele receio do doutor, né? Doutor, tudo bem? Poxa vida, doutor. Olha, o senhor atrasou, acabou aí eh desmontando meu planejamento do dia, né? Tudo bem, o senhor tá me atendendo, mas da próxima vez tenta não atrasar, né? Será que a gente vai conseguir falar isso? Quando quando a gente precisa de treinamento, a gente precisa entender sobre os nossos limites, né? e também cuidar com a fala, com a comunicação, para que a gente também não perca a razão e a a comunicação não seja violenta, né? Porque a gente vê as pessoas às vezes reivindicando, mas reivindicando de uma forma que a a reivindicação vai gerar uma reação e aí vira uma confusão generalizada. A gente tem que parar e falar sobre isso também, porque temos que ter uma comunicação assertiva e não violenta, que a gente vai direto ao ponto. Um tapinha de luva de pelica. É normalizar, falar sobre sentimentos, não precisa ser agressivo, não precisa ser ofensivo, mas comunicar. Olha, realmente fiquei desconfortável, a gente tinha agendado tal horário, né? Isso impactou a minha agenda, mas estou aqui para isso, né? A minha consulta é para esse motivo e bora. e consegiu falar sobre seu desforo. Exato. Aproveita e pergunta tudo que você quiser. Fala: "Ah, senhora, atrasou?" Então agora vamos lá. Agora é minha minha lista. Exatamente. Minha lista. Vamos lá gente, 8:47 agora. Saúde pélvica. A sua tá em dia? Vamos lá, né? Então, como é que a gente vai saber se tá em dia ou não? Bora, bora descobrir. Vamos para um médico, vamos para uma fisioterapeuta da pélvica. Vamos conversar com a nossa psicóloga também. Vamos alinhar tudo isso. Uma equipe multidisciplinar e a gente precisa cuidar da nossa saúde, precisa normalizar em falar sobre isso, que é um mito, aliás, um tabu e que às vezes a gente não fala e lá na frente a gente vai sofrer a consequência dessa não comunicação. Agora 8:48, falando em comunicação, o pessoal tá comunicando com a gente. Vamos ver as perguntas dos nossos telespectadores. Vamos ver quem é que tá conosco. Vamos lá. Bora que bora. Bruna Martins do Bomfim. Existe uma idade certa para começar a cuidar da saúde pélvica ou o ideal é que esse cuidado faça parte da rotina desde jovem? E aí, nossa, seria lindo se a gente conseguisse cuidar dessa saúde desde jovem, né? Talvez pediatras já começando a conversar com esses pais. Verdade. A gente tem fisioterapia pélvica pediátrica. Uhum. Então, para aquelas crianças que fazem xixi na cama, que tem mais Opa. Olha que beleza. A gente tem tem essa área da fisiopélvica e muitas vezes as mulheres com problemas pélvicos, se a gente for fazero uma retrospectiva, a gente vai descobrir às vezes um desfraude meio mal feito, aquela aquele papo assim, fecha a perna, menina, não põe a mão, segura esse xixi, não senta nesse vaso sanitário que você não tá em casa. Tipo, às vezes vai vindo assim de comportamentos que depois impactam na parte funcional. Olha aí, gente, tão lindo. É, tem umas utopias, né, que a gente fica torcendo. Um dia a gente vai mudar isso. Mas acho que o quanto antes, então começar às vezes numa educação sexual em casa, vamos falar dessa parte do corpo, vamos nomear essa parte do corpo. É vulva, é vagina, é uretra. Assim como isso daqui é cotovelo, como isso daqui é nariz. Sim. É o nosso corpo, né? tem que saber e falar, perguntar pras meninas mesmo, então, como que tá sentindo, como tá desde pequenininha para que elas vão normalizando falar sobre elas, né? E eu já atendi, Rúbia, duas adolescentes. Uhum. Que elas vieram para saber sobre educação sexual, porque elas estavam começando a namorar, não tinham tido ainda a primeira relação. A orientação do gineco era usa pílula e camisinha. E é isso. Poxa. Uhum. Então, foram a as mães delas que me conheciam, falava: "Posso trazer minhas filhas aqui pra gente conversar?" Que eu também não me sinto muito à vontade para conversar. Então vocês vão conversando. Então acho que quanto antes a gente puder olhar para isso melhor. E o quanto antes puder avaliar essa pelva em termos de funcionalidade que a FIO faz, melhor também. Excelente. Muito bom. Agora faltando 10 para as 9. Mais uma pergunta pra gente, produção. Vamos lá. Quem é que tá conosco? Pode colocar na tela, por gentileza. Rita Gonçalves do Jardim Londres. A dificuldade em falar sobre o próprio corpo vem mais da criação, da cultura ou experiências negativas vivida ao longo da vida? Eita! E aí, nossa psicóloga? É tudo isso, né? É tudo isso. É verdade. É um combo. O ambiente onde nós somos inseridas vai moldar. Construção que nós fazemos. Eu gosto muito de chamar de autoestima biográfica. Uhum. É a construção que a gente faz de nós, né? A autoestima, as pessoas tendem a associar a imagem, a autoimagem é o que reflete no espelho, mas ela vai muito além. É tudo o que configura quem eu sou, qual o meu valor, meu merecimento, como eu me coloco no mundo. Então essa construção vem desde a nossa infância. Então sim, o nosso ambiente vai influenciar os fatores culturais também, porque se torna o momento de vida onde a gente está se constituindo. Então a criança ela é uma esponja, ela vai absorver tanto o que ela observa no ambiente conforme ela vai crescendo, no ambiente externo também, na cultura. Lógico que as experiências também vão impactar. Existem fatores traumáticos, existem experiências negativas que vão além do nosso ambiente primário, que é a nossa casa. Sim. Então assim, tudo isso vai moldar a forma como a mulher se vê e como ela se relaciona com o corpo. Por isso que fazer essa construção biográfica é tão importante. Eu trabalho com todas as minhas pacientes, fatos marcantes na construção, o que impacta na forma como ela se vê hoje, no quanto ela se permite o autocuidado, quais são os limites, o quanto ela se sente merecedora de viver coisas boas, porque muitas mulheres não procuram o o autocuidado porque não se sentem nem merecedoras de viver algo bom. Exato. Então é um combo, né? Não tem como determinar por um ou outro fator. Tudo vai influenciar de alguma forma, porque a gente também tem contato com outras pessoas e cada um tem a sua história e isso acaba tornando o ambiente aí eh favorável ou desfavorável pra forma como a gente vai se vendo. Excelente, né? duas grandes mulheres profissionais aqui ensinando um pouquinho pra gente e despertando de repente o seu sentido para que você se atente à sua saúde pélvica. Nesse estúdio Câmara de hoje, nós estamos ao vivo. A gente agradece você que tá aí do outro lado participando conosco, tá? Agora 8:53. Pode colocar mais uma, produção, dá tempo para mais uma para cada um? Tá bom, então vamos lá. A Carla Nogueira do Taquaral. Muitas mulheres só percebem a importância da pelv após um problema aparecer. Quais sinais silenciosos o corpo costuma dar antes disso? É, a gente já falou, mas a gente é legal eh eh responder essa pergunta da Carla, porque olha só o interesse, né, das pessoas que estão acompanhando a gente e quase não se fala muito sobre isso. Então vamos lá, vamos recapitular. Isso. Então, dificuldade para evacuar. Uhum. Seja assim mais para diarreia ou para constipação, os extremos nunca são normais. Eh, dor na relação, dificuldade de lubrificar adequadamente, eh, uma ardência, coceiras que não tão bem, né? Não, não cessam nunca, mesmo com uma higiene boa. Sim. Ã, essa perda de xixi, dificuldade de segurar gases. Uhum. Hã, cheiro às vezes uma dor lombar, viu? Que a gente não consegue lombar também. Olha isso, entender da onde que vem. Pode vir de uma disfunção de asfalho pélvico. Eh, eu acho que esses são sinais assim mais comuns, mais clássicos da gente ver. Exatamente. E assim, perda de xixi. Tem gente que fala: "Nossa, não tenho perda de xixi porque eu não uso fralda, não escorre pela pele". Mas aquela gotinha na calcinha sempre, né? Eu terminei de fazer xixi, vou levantar, tenho um meus gotejamentos pósmiccionais. Ou então vou sentar para fazer xixi, eu tenho que fazer uma forcinha para esse jato sair. E aquele aquela perda de xixi quando a gente se mata, dá risada, fala assim: "Nossa, dei risada, até fiz um xixizinho." Não, não, não. Uau. Tem, a gente tem que dar risada gostosa sempre de xixi. Olha aí, gente. E às vezes tu se espirrar com força também. também não. Olha aí, tá vendo só? São sinais, né? Sinais que você precisa buscar sim um um profissional da saúde pélvica, uma físio, né? Aí depois disso, vamos lá, multidisciplinar, vai ao ginecologista, vai ao seu médico de confiança, vai buscar um um acompanhamento paraa saúde mental como a psicólog, você citou, mas eu não falei. Sim. as quedas de bexiga, a gente chama de prolapso de órgão pélvico. Então você perceber peso vaginal, hora que se olha, percebe uma bola, uma sessão de bola na vagina também. Olha, ou tenho que fazer na hora que eu vou evacuar, eu tenho que uma necessidade às vezes de colocar o dedo no canal vaginal para ajudar esse cocô a sair. Então, às vezes as mulheres vão manejando e elas nem sabem o porquê. Uhum. Elas vão dando um jeito. Mas são coisas que não é para acontecer, não são para acontecer. Uau! E você falando isso, me lembra uma coisa assim, eh, xixi à noite, é natural a gente ir ao banheiro à noite quantas vezes? Tem gente que vai de nenhuma a uma. Uau, tem gente que vai à noite um monte de vezes no banheiro fazer xixi. Isso também é um sinal. É um sinal. Isso a gente chama de noctúria. A bexiga à noite tem que estar dormindo que nem a gente. Ela tem que estar descansando do trabalho que ela fez ao longo do dia. Então não é para ficar acordando. Olha, então muitas vezes pode ser um um problema mesmo ou às vezes de um mau hábito de comportamento. Então eu não bebo água o dia inteiro, eu vou beber água à noite. Uhum. Da bexiga tá lá sobrecarregada, ela tava lá querendo dormir de boa e você não deixa. Uhum. Então ela vai continuar filtrando e vai ficar te acordando. Isso vai impactar tanto na saúde pélvica, né, na no seu, quanto no seu sono, na sua energia pro dia seguinte, porque você não dormiu direito. Olha isso, né? Quanta informação, gente. Que maravilha. 8:56. Pode colocar mais uma pergunta pra gente, por favor, produção. É a última, né? Tá bom. Então, Helena Costa do centro, quando a dor obriga a diminuir o ritmo, hum, como evitar que isso vire sensação de culpa? e passarem chegar esse momento como cuidado. Ah, muito bem, Helena, porque tem pessoas, principalmente nós mulheres, né, que não nos permitimos sentir uma dor, né, e aí você vai maquiando essa dor porque você não quer perder o ritmo. E olha só, a Helena preocupada com essa questão, porque quando a dor obriga a diminuir o ritmo, daí já estamos com um problema bem sério, né? Sim. E nem sempre é confortável, porque aí não tem um preparo emocional para lidar com alguma questão que possa surgir ao longo da vida, porque vida é vida e coisas aparecem. Isso é um fato. Uhum. A questão é, a mulher vem dessa ideia de ser forte o tempo todo? Então eu tenho que dar conta, eu tenho que produzir, eu tenho que, eu tenho o quê, eu tenho quê. E aí quando existe algo em que faz ela parar e ter que se cuidar, se olhar, parece que é errado. Quando a gente normaliza o autocuidado, eu sempre falo que a gente tem que ter pequenas ações de autocuidado todos os dias. Sim. Então já fica uma dica, coloca no seu despertador e dica de ouro, porque essa aqui eu só passo pras minhas pacientes. Uau! Coloca no despertador. Primeiro coisa que você vai ler de manhã é: O que eu vou fazer por mim hoje? E pode ser tomar água no período adequado, tirar 5 minutinhos para eu respirar. Sim. E é isso. A gente vai estendendo para outras coisas da nossa vida, como procurar, né, ajuda quando as coisas estão mais difíceis. Hum. Porque quando a gente começa a normalizar, ter esse tempo de autocuidado, a culpa não vem lá na frente quando eu preciso parar para me cuidar também, seja por um fator de saúde ou por outra situação. Façam pequenas ações de autocuidado todos os dias. As mulheres tendem a esperar algo grandioso. Então vou tirar o dia e vou fazer o o dia do autocuidado. Daí que eu vou na manicure, no salão, na massagem ou no que for, no que fizer sentido. Uma vez no ano. É quando agora no final do ano e tá chegando, né? Tá chegando o dia do seu autocuidado, viu? Agora no final do ano, quando faz, né? Então o dia do a eu mereço é um dia no ano e não dá para ser. Então tem que ser as pequenas doses de merecimento todos os dias. E aí a gente não se sente culpada quando tem que parar para cuidar e para tratar. Excelente. E ao mesmo tempo eu fico pensando, né, na vida assim, se não é a vida falando assim, agora você vai parar porque tem que se cuidar. É, eu vou te barrar na marra, você vai ter que se olhar, vai pela dor. E ainda assim tem mulheres que não se permitem eh olhar de outra forma para essa situação, né? vai a vai arrastando o sofrimento, passa pela situação com muita angústia e ainda assim não se modifica lá na frente. Ai gente, nós temos a capacidade de construir coisas novas. Isso é maravilhoso. Isso é muito bom. Nós podemos modificar a forma como a gente se vê. Então isso é hábito. Quanto a gente vai construir ao longo do dia diz lá na frente como a gente vai eh se cuidar e e se olhar. Então é possível se ver de forma diferente. E às vezes se cuidado, sei lá, né, para uma dor, às vezes a pessoa fala: "Nossa, vou ter que parar uma hora do meu dia para cuidar da Não, mas é 5 minutos que você faz uma respiração, se movimenta um pouquinho todo dia". Eu falo que vão ser pitadinhas de movimento, de energia, que isso daí vai circulando e a coisa vai se organizando. Mas a gente tem que precisamos, né? Precisamos, a gente precisa se dar isso, né? Esse tempo. É verdade. Precisamos normalizar em falar do que a gente sente, né? e buscar as alternativas corretas, parar quando for necessário, respirar, se conhecer, se cuidar. Nossa, a gente é tanto que a gente tem que fazer pela gente ainda. E mas que bom que a gente tá aprendendo, né? né? Que bom que as coisas estão acontecendo, mesmo que a h a pequenos passos, mas a gente percebe que as coisas estão melhorando, mas a gente eh torce para que melhore e que você entenda e que você execute todo esse cuidado que foi dito hoje aqui no programa pelas nossas profissionais, que você tire para você, pega a visão, guarda, sabe? eh eh pega esse programa, além de guardar para você, você compartilha, né, com as mulheres da sua casa, da sua vida, ou compartilha com os homens também, porque é muito importante que os homens tenham essa informação para que eles possam ter o entendimento para cuidar da saúde deles, mas também para ter o entendimento que você precisa de um cuidado diferenciado, né? Então eu acho que essa é a dica de hoje. A gente tá chegando ao final do Estúdio Câmara. Eu queria eh agradecer demais a presença de vocês duas aqui. Que maravilha, né? Então, considerações finais e uma dica eh de vocês paraas nossas telespectadoras. Muitas dicas foram dadas aqui no programa, então uma fala final. Vamos lá. Nossa fisioterapeuta pélvica. Olha que beleza. Se olhem e não normalizem o que tá estranho. Uhum. Se tá estranho, vou perguntar, vou atrás, porque saúde em pélvica é saúde geral. Ah, Renata, obrigada pela sua participação, foi maravilhosa. Gratidão, viu? Muito bom. E agora uma fala da nossa psicóloga, né? A nossa psicóloga Mariana. Que bom, que bom a gente saber que a gente tem uma uma equipe multidisciplinar, né, que estão trabalhando para poder trazer mais conforto, mais qualidade de vida, eh, para nós mulheres, mas enfim, para todos, né? E a saúde mental ela faz parte. E hoje a gente tá conseguindo também quebrar esse tabu de saúde mental. Eu fico muito feliz em poder falar sobre saúde mental e um programa ao vivo assim, é maravilhoso. E gratidão pela sua participação, viu? Eu agradeço, agradeço por poder estar aqui, né, por dividir esse espaço com mulheres tão especiais como vocês. Agradeço por todos que estão assistindo também. E acho que um resumo que vem aqui, né, do nosso encontro de hoje é que as mulheres merecem viver melhor. Então, as mulheres merecem sim construir uma vida com mais qualidade. Só que esse merecimento ele é construído, são pequenas ações diárias. Então, o que eu posso fazer para que eu me torne a mulher que eu desejo ser? Então, o que você aí em casa está fazendo hoje para se tornar a mulher que você deseja ser? Acho que o programa de hoje traduz muito isso para mim. Maravilha, gente. Você de casa, muito obrigada pela sua audiência, pela sua companhia, pela sua participação. A gente fica muito feliz com o seu interesse, né, em saber um pouco mais sobre a sua saúde, a sua saúde pélvica, a sua saúde mental. Eu quero somente agradecer mesmo nossa equipe, você de casa, as nossas convidadas de hoje. E eu quero lembrar, né, que amanhã nós temos estúdio Câmara a partir das 8 da manhã. Amanhã já é quinta-feira. Nossa, amanhã a gente traz um novo tema que vai dialogar diretamente com a nossa vida, né, corrida, moderna. A gente vai falar sobre os chamados otimistas do tempo. Você se considera um otimista do tempo? Opa, ao lá. Sabe o que é isso? São pessoas que têm uma percepção distorcida do tempo. Eles sempre acreditam que vão ter tempo de sobra para tudo, né? o que acaba resultando em atrasos frequentes, não por irresponsabilidade, não, mas por um excesso na confiança, né, na própria capacidade de gerenciar esses atrasos. E e em que momento o simples hábito de atrasar pode transformar em uma percepção distorcida do tempo? Como é que a gente lida com esse comportamento tão comum nos dias de hoje? Vamos lá pro aqui e pro agora. Você vai sair de casa, você precisa entrar no seu trabalho 8 horas da manhã, daí você acorda 5:30 da manhã, daí 6 horas você tá lá atrasando com louvor, né? Tranquilo, fala: "Ah, vou tomar um café da manhã aqui porque vai dar tempo de eu chegar. Eu sempre chego, mas você não tá contando com o trânsito, você não tá contando com um erro lá na frente, você não calculou direito, porque você é otimista do tempo, você acredita que vai dar certo, chega lá, você sai atrasado, não consegue chegar, chega atrasado hoje, amanhã, depois. A gente precisa falar sobre isso, porque a gente se acostuma e a gente acredita tanto que a gente pode dar conta que depois a gente vai ter que pagar a conta. Então fique ligado amanhã a partir das 8 da manhã Estúdio Câmara a partir das 8 ao vivo para você. Daqui a pouquinho tá chegando a ÍRa direto da Central e ar de informações aqui da TV Câmara Campinas atualizando informações do legislativo, estado de São Paulo, Brasil, mundo, cotação do dólar, euro, enfim, ela atualiza tudo e traz isso para você. Ao meio-dia nós temos Câmara Notícia, informações do legislativo e de toda a nossa Campinas. E a programação da TV Câmara Campinas segue com quadros e programas muito interessantes, oferecendo informação de qualidade e muito comprometimento da nossa equipe aqui do grupo Mais especialmente para você que tá aí do outro lado, tá? Beijo grande, fique bem, cuide da sua saúde, pélvica e mental e amanhã a gente se encontra a partir das 8 da manhã aqui na TV Câmara Campinas com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Valeu, gente. Tchau, tchau. Até lá.