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Olá, muito bom dia para você que nos acompanha aqui pela TV Câmara Campinas. Seja muito bem-vindo. Estamos chegando com a última edição da semana do nosso estúdio Câmara, porque hoje é sexta-feira, dia 23 de janeiro, e o nosso assunto hoje é um convite à coragem e ao autocuidado. A gente vai falar hoje sobre a saúde masculina sem tabus. É isso, porque infelizmente 47% dos homens brasileiros não t o costume de cuidar da própria saúde. Muitos ainda vem o cuidado com o corpo e com a mente como um sinal de fragilidade, mas a verdade é o oposto. Autocuidado é um ato de responsabilidade com você e com quem você ama. Então, a gente vai falar hoje sobre prevenção, exames de rotina, saúde mental e como quebrar os estigmas que encurtam vidas, principalmente de vocês homens. Então, participa com a gente, manda sua mensagem, manda sua dúvida, manda também a sua experiência, né? Você que é homem, faz quanto tempo que você não vai ao médico? Por que você não vai ao médico? E você que tem um homem na sua família que fica insistindo para ele ir ao médico e ele diz não, né? Conta pra gente aí a sua experiência. WhatsApp tá aberto. Daqui a pouquinho os nossos convidados que já estão aqui no estúdio, já já vou apresentá-los, eles vão responder aí as suas perguntas. Então vai mandando 199 97829377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações, a previsão do tempo e já já vamos entrar no nosso tema central de hoje, que é a saúde masculina sem tabu. Bom, atenção a você que quer sair do aluguel. Este ano de 2026, a Quab Campinas está com o edital de chamamento número 1 de 2026 aberto, com 27 apartamentos à venda em quatro empreendimentos em diferentes regiões da cidade. As inscrições vão até o dia 13 de fevereiro e os imóveis, os imóveis, aliás, podem ser financiados pela Caixa Dentro do Minha Casa Minha Vida, com condições como juros menores e prazo maior. E quem pode participar, bom, você precisa estar no cadastro de interessados em moradia, ter até 18 anos ou mais, morar ou trabalhar em Campinas com registro em carteira e não ter ou ter tido imóvel, nem ter sido contemplado antes do em algum programa habitacional, tá? O edital completo com endereços, metragens e valores está disponível no site da COAB Campinas na área imóveis à venda. Mais informação chegando para você. A Prefeitura de Campinas, através da Secretaria de Trabalho e Renda, vai realizar na terça-feira, dia 27, um encontro para apresentarem e alinhar o calendário 2026 de feirões de emprego e oportunidades. Bom, vai ser a partir das 9:30 no Salão Vermelho lá no Passo Municipal. A ideia é simples, gente, mostrar oficialmente a programação dos feirões do ano que vem e chamar aí, aliás, deste ano e chamar empresas, entidades e parceiros para entrarem nas próximas edições, tá? Eh, tem resultado para mostrar. Olha só, gente, em 2025 foram 27 feirões realizados e o índice de satisfação chegou a 75%, considerado um nível bem alto de experiência do público. No encontro, eh, também vai ser explicado como cadastrar a empresa e como funciona o direcionamento para participar ao longo deste ano de 2026. As empresas interessadas em participar da reunião devem realizar inscrição prévia por meio do formulário que está disponível no site da Prefeitura de Campinas. Então, atenção empresários, se você tem vagas de emprego, quer se candidatar aí, ó, para eh busca de pessoas que queiram trabalhar através dos feirões da Prefeitura de Campinas, esse é o momento. Acessa lá e faça a inscrição da sua empresa. Previsão do tempo para o final de semana. Quem tá esperando o final de semana de sol? Eu estou, mas eu não sei não, né? Pra gente que tá planejando aí o fim de semana aqui em Campinas, vamos lá. Hoje, sexta-feira, sol com algumas nuvens, temperatura mínima 20, máxima 32, então vai dar até um calorzinho hoje, né? Mas amanhã, sábado, mínima 18, máxima 28º, né? Ah, o tempo nublado agora domingo, mínima 28, máxima, opa, é máxima 28, mínima 19. E a previsão do tempo indica um tempo nublado de manhã, mais à tarde, com tempestades. Essa é a previsão do tempo, então, eh, para o nosso fim de semana aqui na Metrópole. Bom, agora sim vamos falar um pouquinho eh eh falar um pouquinho, não, falar bastante, né, sobre o nosso tema, eh apresentar os nossos convidados para vocês. E eu já começo com dados do IBGE, que mostram que as mulheres vivem em média quase 7 anos a mais que os homens no Brasil. Uhum. Elas chegam aos 79 anos, enquanto eles param nos 73. E um dos principais motivos é a resistência em buscar ajuda médica preventiva. O homem geralmente só procura o consultório quando a dor se torna insuportável. A gente precisa mudar essa cultura. Precisamos mostrar que prevenir é o melhor caminho. Então, para conversar sobre esse tema com a gente, nós vamos receber Dr. Lucas Miragon, urologista, docente de medicina, especialista em cirurgia robótica pela Unicamp. Seja muito bem-vindo, doutor. Bom dia. Bom dia. Obrigado pelo convite. É um prazer estar aqui com vocês falando de assunto tão importante paraa população, né, de forma geral, principalmente para os homens, como a Rú já puxou aí. É uma mudança grande aí de expectativa de vida e muito relacionado a esse autocuidado e a gente vai discutir um pouquinho sobre a importância disso aí. Vamos lá então, para completar a nossa dupla de hoje, recebemos o psicólogo clínico Naldo Bastos, especialista em neurociência e saúde mental masculina. Seja bem-vindo. Bom dia. Bom dia, Rúbia. Bom dia a todos os espectadores. Vai ser um prazer poder conversar com todos vocês que assistem pelo YouTube ou aqui diretamente ao vivo. Nós vamos quebrar alguns tabus aqui. Precisamos, né? né? Se a gente parar para analisar desde lá dos nossos antepassados, o homem não chora, o homem é forte, o homem é provedor, o homem não sente dor. É isso, gente. De acordo com o Inca, vamos lá, vamos direto ao ponto. O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens. O homem não sente dor, né? O homem não chora, o homem não reclama. No Brasil, um homem morre a cada 38 minutos devido a essa doença. Além disso, 60% dos pacientes chegam aos hospitais com quadros avançados. Diante desse cenário, claro, vamos começar aí com o Dr. Lucas. Por que ainda existe tanto preconceito quando a gente fala de teste preventivo do câncer de próstata? Por que que a gente começa falando do câncer de próstata? Porque quando a gente fala em saúde do homem, vem logo na cabeça câncer de próstata, como se esse fosse o único problema, né? Mas falando do câncer de próstata, o quanto o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura e evita cirurgias mais agressivas? Doutora, bom, ótima pergunta e um ótimo começo. Quando a gente fala do câncer de próstata, é interessante essa essa informação de ser o segundo, mas quando a gente olha a estatística de oncologia, em geral a gente retira ou não se fala ou não do câncer de pele não melanoma, que acaba sendo o tumor mais comum, mas é uma lesão altamente tratável que dificilmente eh leva óbito falando câncer de pele, não melanoma. Então, quando a gente fala de tumores sólidos, que daí a gente entra paraa estatística que é o que a gente mais comenta normalmente, só para não ter confusão. Então, nós temos o primeiro mais comum nos homens, o câncer de próstata, o primeiro mais comum nas mulheres, o câncer de mama. E é muito importante e interessante a gente saber que nós estamos falando de estatísticas muito semelhantes. Nas estatísticas mais recentes do Inca, nós estamos falando de mais de 70.000 casos por ano no Brasil. Au! E é muito parecido mama e próstata. É um tumor tão importante em frequência que ele é simplesmente três vezes mais comum que o segundo colocado. Então não é que a gente tá falando que é próstata e depois é colon, não é próstata e depois é colon. Nós estamos falando de uma distância muito longa. Então é um tumor muito comum, muito comum. Então, por isso ele precisa ter uma atenção, embora ele seja muito comum, ele é um tumor que ele ele demora para progredir de forma geral, demora para levar metástase, demora para levar a óbito. E por isso que ele, até estatísticas recentes, não era o primeiro em mortalidade. No entanto, a população está envelhecendo, nós temos a incidência aumentando de câncer de próstata e também a mortalidade aumentando. Então, as estatísticas mais recentes aí dos últimos 3 anos mostram que também a mortalidade do câncer de próstata no Brasil é a primeira. Então, próstata é o primeiro em mortalidade. São mais de 14.000 óbitos por câncer de próstata todos os anos. E aí a gente entra exatamente na pergunta da Rúbia com relação ao diagnóstico precoce e a prevenção. Porque o que acontece, sendo o tumor mais comum nos homens, é óbvio que a ciência já estudou isso muito a fundo, de formas de procurar prevenir o câncer, ou seja, já se tentou usar remédios, vitaminas e centenas, milhares de coisas, porque qualquer coisa que pudesse ser vendido para prevenir, todo mundo ia tomar ia ser maravilhoso. Seria ótimo se tivéssemos, mas no final das contas nós não temos nenhuma vacina, nenhum remédio que consiga prevenir o câncer. Também não tem nada formulado que você compra na farmácia que com isso não vou ter câncer, não tem, tá certo? Então isso é importante também porque eventualmente o pessoal por aí tá vendendo coisa sem ter realmente uma uma questão científica por trás. Então a gente não tem como prevenir o que que a gente pode fazer. A gente pode fazer um diagnóstico numa fase inicial. Isso é muito importante porque se a gente entende que eu tenho um tumor que demora para progredir, se eu diagnostico ele numa fase inicial e eu consigo fazer um tratamento numa fase inicial, aí essa progressão praticamente não acontece e a gente resolve esse problema da mortalidade. Ou seja, a gente consegue diminuir muito. É claro que diante de um câncer vai ter algum caso ou outro mais agressivo, que realmente a gente vai ter um pouco mais de dificuldade de tratar. Depois eu posso explicar que existem várias, vários tratamentos mais modernos que a gente conseguiu ganhar ainda muito mais sobrevida. Mas vamos ficar no foco do diagnóstico precoce. Fazendo diagnóstico nas fases iniciais, a gente controla a doença, a gente cura a doença numa taxa de em torno de 98%. Então veja, é uma doença altamente curável. Se eu encontro lá no começo, o problema é que no Brasil, assim como no mundo, em torno de 15% dos tumores a gente diagnostica ainda na fase localizada, mas já não dentro da próstata. Isso a gente chama de localmente avançado. E em torno de 5% já com metástase. Nessa fase a gente já não cura mais. A gente consegue atrasar, a gente consegue ter qualidade de vida. Muitas vezes a pessoa até vai morrer de outra causa, de uma causa natural, eh, ou de uma causa cardíaca. A gente consegue controlar. Mas vejam, a gente tá falando de 5%, que seria evitável. Se a gente fizer um exame de PSA, se a gente for neurologista, se a gente fizer um acompanhamento, a gente não consegue evitar o câncer. Eu consegui evitar o diagnóstico numa fase avançada. Ah, doutor, 5%. Sim, 5% de 70.000 todos os anos. É gente para caramba. Então, se a gente realmente tiver oportunidade de ver essas pessoas mais cedo, a gente consegue evitar essa grande população que é diagnosticada numa doença mais avançada. Excelente, doutor. Agora, por que que eu comecei a a nossa entrevista falando do câncer de próstata? O doutor pontuou muito bem que e a gente consegue evitar, né, eh, essa estatística, diminuir pelo menos essa estatística de morte, né, de homens. Aí vamos lá, vamos falar com o Naldo agora. Por que que a gente tem essa estatística? Por que que o homem ele deixa para procurar o médico quando ã ele realmente está extrapolado de de dor, de sintomas? Por que que o homem não procura o médico no primeiro sintoma mínimo? Ou então porque ele não faz um acompanhamento preventivo da sua saúde por inteiro, né? Não só câncer de próstata, não só problema de coração, não, por inteiro. Vamos lá, duas vezes ao ano vou ao médico, faço um checkup geral e, ó, tá tudo certo, Naldo, conta pra gente. Porque cultural, culturalmente o homem ele aprende que não pode demonstrar fraqueza, como se o silêncio emocional se transformasse em sintomas físicos ou em comportamentos de risco mais tarde. Por que que o homem entende que se ele ir ao médico, se ele ficar fazendo aí ah de repente exames e tal, isso é sinônimo de fraqueza? Isso vem de longa data, não é? Vem de longa data, Rúbia. E respondendo diretamente a sua pergunta, homem não fala. Essa é pura e simplesmente a verdade. Nós, como homens aqui, falando da minha turma, né? Eh, nós aprendemos culturalmente, como você disse ali, essa força, né, aquelas aqueles estigmas, como nós ouvimos, né, o homem não chora, isso ainda é realidade hoje, até entre adolescentes a gente ouve isso. Nós ouvimos que o homem ele precisa ser forte. Isso de alguma verdade, sim, nós temos essa essa compreensão. O homem produz testosterona, não é, Dr. Lucas? E essa esse tôus muscular do homem, essa vitalidade do homem, ela vai se distanciar, se destacar em relação à mulher. Mas isso não significa que essa força é um sinônimo de não falar, por exemplo, das minhas emoções ou não procurar saúde porque eu sou invencível, imbatível. Não, na verdade o homem ele se coloca como forte, mas todos nós precisamos cuidar da saúde. E aqui representando a saúde mental, nós buscamos tratamento de saúde mental através da fala. Uhum. de forma terapêutica, com um mentor, com uma figura de apoio. E culturalmente nós, eh, desde muito lá atrás, dos nossos antepassados, nós eh aprendemos como homens a suportar a dor e enfrentar calado. Pois é, né? suportar a dor e enfrentar calado. E aí quando a gente fala da questão da do cuidado com a saúde, é interessante que eh nós falamos aqui em outras oportunidades com outros profissionais de saúde mental e eles trouxeram pra gente uma fala bem interessante que assim a a quando nasce, né, na família o a o menino e a menina, a diferença, né, a menina eh como ela ela vai menstruar, então ela tem toda essa fase da puberdade e tal, é natural que a mãe se preocupe em levar essa menina para o médico, né, logo cedo e tem cólicas, tudo bem. Aí depois ela vai se preparar para ter filho. Então a mulher, né, ela precisa ter uma saúde boa para para poder engravidar. Agora o homem quando ele chega na fase da puberdade eh é diferente um pouco porque a fala principalmente dos pais é isso aí tá ficando machão, né? Vamos lá e tal. E aí não quase não, não, a gente não se ouve muito falar que o menino tem necessidade de ir ao médico nessa fase da puberdade, igual a menina tem essa necessidade e a mãe leva, né? Ô, doutor, qual que é a sua avaliação sobre essa essa diferenciação que se tem? Eu não sei se ainda é é algo verdadeiro, é algo que acontece, mas a psicologia trouxe isso pra gente. Eu achei isso muito importante da gente conversar sobre. Olha, Rú, essa é uma uma informação importante e e é de fato talvez o começo do de uma trajetória que o homem se afasta eh do médico, né? Então, muito provavelmente, enquanto criança, a mãe vai levar no pediatra, vai fazer o que a gente chama de poericultura, que é esse cuidado com a criança desde o primeiro ano de vida e um acompanhamento do crescimento. Chega um certo momento ali na adolescência que a coisa tá caminhando bem e como você comentou, começa, segue machão e tal e tá tudo bem. Humum. Né? Em algum momento vai às vezes começar a atividade sexual, em algum momento vai eventualmente ter algum problema na atividade sexual e e talvez hoje uma parcela da população já está procurando um pouco mais de atendimento. Então, falando enquanto urologista, a gente recebe uma boa parcela de pacientes nessa faixa etária de adulto jovem que venha eventualmente por alguma alteração no pênis ou tudo mais por relação com relação à atividade sexual. Então, essas pessoas já estão entendendo e já há uma procura maior. Então, talvez daqui mais 50 anos, né, ou daqui mais 30, quando as pessoas esverem chegando nessa faixa etária dos cuidados do câncer de próstata, a gente já vai estar levando a uma geração que já tem uma consciência um pouco maior. De fato, o que acontece pra grande maioria é que, de fato, as meninas tm a menstruação, tem várias alterações e vão acompanhar com o ginecologista e vão criar um hábito de fazer esse acompanhamento anual e esse hábito acaba se perdendo para os meninos. Depois a as meninas, as moças, depois tem filhos, elas vão levar os filhos no pediatra, porque na nossa sociedade ainda a maioria das vezes quem acaba levando o filho é a mãe. Então existe um hábito de de consultar o médico. Um certo momento ela vai consultar com o cardiologista e vai fazer um acompanhamento e o homem passa ali dos seus 10, 12, 15, às vezes até os 40, 50, sem nunca ir ao médico. E muitas vezes ele não tem nem uma noção ou uma clareza de qual médico procurar. Será que eu vou num clínico geral? Será que eu vou num cardiologista? Será que eu vou num urologista? Então, são todas opções, de fato. Não existe uma regra. As três opções que eu disse são viáveis, mas o urologista cada vez mais tem entendido esse papel, né, de referência na saúde masculina, assim como a mulher tem uma referência na saúde feminina, né? Então, não são todos urologistas que fazem isso, mas é uma uma crescente dentro da nossa área de que a gente tem essa possibilidade de fazer essa primeira abordagem ao homem. Porque isso acontece com muita frequência. Muitas vezes o homem tá lá, novembro azul, lembrou que puxa, tenho próstata, tal, já tenho meus 40, 45, vou no uro. Muitas vezes, nesse momento, nem é o câncer de próstata que a gente tá preocupado ainda com 40 anos de idade. Eh, vai depender, lógico, da história familiar, de alguns fatores de risco. A gente vai sempre individualizar para cada pessoa. Mas às vezes, nesse é um momento em que a gente pode avaliar uma pressão alta, um diabetes, um colesterol, eh orientar mudanças de vida. Então o urologista consegue ser esse maestro muitas vezes que vai acabar também conseguindo direcionar de acordo com as alterações que forem encontradas, direcionar uma necessidade de um endócrino, de um cardiologista, enfim, e a gente consegue aí eh ajudar a navegar, né, esse homem navegar na saúde. Então, acho que esse é um papel que tem sido crescente. Importante a sua fala, doutor, porque o senhor fala de direcionamento, né, para que o homem possa cuidar da saúde. O senhor direciona também para psicólogo. Qual que é a importância da psicologia? Porque o homem ele também tem aí uma uma um grande uma grande barreira quando a gente fala da saúde mental. muito bom ter me perguntado, porque eu queria ter ter a oportunidade de comentar sobre isso, porque quando você lá no início dizia que o homem ele tem que ser o provedor, ele tem que ser firme, ele tem que ser forte, de fato, talvez em algum momento, Naldo, depois comenta um pouco, algum colega, alguma discussão, eh, me ensinou ali alguma coisa que a que a psicologia, aí você me ajuda, mas assim, que o homem ele se sente bem, ele se sente realizado quando ele tá bem, a família tá bem, ele tá, ele não precisa estar conversando. Mas se ele tá bem, os filhos estão bem, tem comida na mesa, tá tudo certo, então é aquela questão do do provedor, é aquela questão que lá ancestral o Homem Sappens ou Nander tal, ele tinha que realmente conseguir prover e dar segurança pro pro pra caverna dele. Então a gente tem isso lá enraizado no nosso cérebro, na parte mais primitiva do nosso cérebro. Então muitas vezes isso tá subconsciente. Mas por que eu quero trazer isso? Porque eu não quero mudar isso, estar talvez no DNA do ser humano, mas o fato é, se você homem tá tão preocupado com a qualidade da sua família em prover, em trazer segurança, antes de tudo, você precisa ter saúde para isso. Porque se você fica doente, se você tem um problema, você tem um AVC, aí você não consegue mais trabalhar, você não consegue mais cuidar. Então, cuidar de si é cuidar do outro. Então, cuidar de si é cuidar da sua família. Então, essa é uma mensagem importante, né? A gente precisa cuidar da nossa saúde para poder cuidar bem dos nossos familiares, para poder estar em boas condições de saúde, para ver os nossos filhos crescerem, os nossos netos crescerem. Então, por isso é muito importante. Excelente. Aproveitando essa bola pingando aqui, Rúblia, do Dr. Lucas, eh, a palavra que nós precisamos entender é autocuidado. Sabe quando você pega aquele avião e o e o comissário de bordo, a aeromoça, ela fala que ao avião ser despressurizado, nós precisamos colocar a máscara. E ela fala algo muito importante para você que se lembra, que já passou por essa experiência. Primeiro eu coloco a máscara em mim para depois colocar no outro. Essa palavra autocuidado tem a ver com essa prática. O homem que não tem autocuidado, ele desenvolveu, como o doutor trouxe aqui, como a Rúbia também falou historicamente, culturalmente, esse ato de cuidar, de cuidar de todo mundo, mas não cuidar de si. E esse lugar de cuidado para o homem, eh, ele não é como o doutor trouxe aqui, somente no campo da saúde medicinal, da medicina, eh, tradicional, mas, principalmente, nós temos avançado muito no que diz respeito à saúde mental. Antes era um tabu gigantesco para um homem procurar terapia. Eh, por quê? Porque existia aqueles estigmas, ah, eu não tô ficando louco, não é? psicólogo é para quem tá maluco. E eu aceito até talvez com muita dificuldade tomar uma medicação, mas não conversar. Eu vou ter uma conversa com alguém que eh vai tratar somente na fala. E aí eu, uma estatística pessoal aqui, porque eu posso falar do consultório, eh, a cerca de 80 a 90% dos homens que fazem terapia comigo e olha aqui o consultório, eh, 90% hoje é de homens, ou seja, é uma grande maioria, especificamente eh isso não é comum, é muito mais comum a mulher procurar terapia, mas quando esse homem procura, ele procura conversar com um homem, ele tem dificuldade de falar com uma outra mulher, ainda que ela seja uma excelente profissional. E aí, desses homens que procuram, 80 90% são mulheres que encaminham esses homens paraa terapia. Olha só a dificuldade. É a filha, é principalmente a esposa ou talvez até a mãe que vai lá, marca consulta, tal. Agora você vai, só é o endereço tá aqui, já tá tudo certo, então você procura. Acho que da mesma forma quando muitas mulheres procuram saúde para os homens, não é, Dr. Lucas? Exatamente. Com certeza. A gente tem muito paciente que a a esposa marcou a consulta, a filha, a mãe, então e em geral mais a filha, a esposa. Muitas vezes é isso, não, não tem nada, tá tudo bem, minha esposa que marcou, eu vim só pra rotina. Mas uma coisa interessante é que eh na medicina ou na minha prática, muitas vezes o paciente ele vem num primeiro momento só pra rotina muito frequente, mas eu diria que na rotina talvez mais de metade dos pacientes no final da consulta já apresenta alguma queixa. Então ou a gente consegue extrair dali uma alteração urinária, que é um assunto importante que eu quero falar ainda, porque conforme a gente tem desenvolve uma certa idade, a próstata tende a crescer naturalmente, né? A frequência urinária tende a se alterar, a gente tende a piorar o jato urinário, acordar à noite, ter um monte de problema que muitas vezes a pessoa acha que isso é normal e a gente consegue na consulta filtrar aquilo acontecendo. A pessoa tá considerando normal, mas a gente filtra e consegue tratar aquilo. Isso é muito mais comum que o câncer e isso traz repercussões importantes como perda de função renal, infecções, vários problemas. Então, numa consulta a gente consegue extrair isso. Então, conseguimos extrair, ótimo. Mas tem muita gente que às vezes no final da consulta traz outra informação. Ah, função sexual não tá tão boa, a ele tá meio mais ou menos. Então, às vezes você consegue achar outras coisas que ele estaria com vergonha de falar e depois de uma consulta ele se sente à vontade para trazer informação. Às vezes não é na primeira consulta, às vezes é numa segunda, numa terceira, conforme a gente vai criando um ambiente seguro e confortável pra pessoa poder se expressar, né? Então isso é muito importante. A gente vê isso acontecendo com muita frequência e muitas pessoas, muitos homens que trazem essas queixas que eu acabei de trazer com distúrbios sexuais, sejam aí, né, uma ejaculação precoce, seja uma um distúrbio, uma dificuldade de ereção. E muitas vezes existe um componente psicológico. É lógico que do meu ponto de de trabalho, eu preciso excluir causas orgânicas. Então eu preciso avaliar a parte circulatória, eu preciso avaliar a parte cardiovascular. A gente sabe, vejam essa estatística é super interessante. Praticamente 1/3 dos homens que desenvolvem eh ali na sua faixa etária dos seus 50 anos mais ou menos, que são o alvo desse estudo que eu tô trazendo em particular, que desenvolve uma disfunção herétil, 1/3 deles desenvolveu algum problema cardíaco nos próximos 2, 3 anos. Então, eh, a disfunção herétil em alguns cenários, ela é um marcador de doença cardiovascular, porque do mesmo jeito que o colesterol e o diabetes estão afetando a circulação do pênis, tá afetando no cérebro, tá afetando no coração e essa pessoa pode fazer um AVC, pode ter um, né, um derrame, um infarto. Então, veja como é importante a gente fazer uma avaliação clínica aprofundada e tratar tudo, todas essas causas de base. É importante fazer uma parte hormonal, lógico, a testosterona está na moda e tem muita gente que vem agora no consultório querendo dosar testosterona. Cabe ao bom médico não só dar testosterona, a gente precisa avaliar, realmente precisa, realmente esse é o problema. E veja, eu costumo dizer que é um é um tripé. A gente tem a parte circulatória, temos a parte hormonal, temos a parte psicológica. Existe muitas vezes situações que a gente consegue claramente ver que existe um problema. Às vezes tá uma coisa enraizada lá no no subconsciente ou uma coisa que a gente não consegue ver num primeiro momento. E aí o especialista é a pessoa para isso. Eu encaminho sempre, mas eu tenho uma dificuldade que eles vão de fato. Vai lá. Dificuldade, né? Falando em saúde do homem, eu acho que é uma grande dificuldade, principalmente quando a gente fala: "Poxa vida, vai lá por si só, não vai". É a mulher que que que eh direciona, encaminha. Que bom que a mulher tem esse senso de cuidadora, né? E que bom que encaminha eh os homens, principalmente pra questão aí da psicologia, porque abrindo essa mente aí você consegue fluir, né? É importante, não é? Pegando esse gancho. Então você mulher que tá nos assistindo, que vai ficar gravado no YouTube da TV Câmera, o do estúdio Câmera, esse programa encaminha pro seu marido, pro seu pai, pro seu filho, né? Mas olhando, eh, olha a dificuldade, como é a cultura, não é? É muito comum, você consegue imaginar, caro espectador, a gente tem uma conversa entre mulheres de família, amigas, falando: "Nossa, que é normal eu me sentir um pouco indisposta sexualmente com vocês também é assim". Seria muito comum conversa dessa entre uma roda de mulheres. Agora, você consegue imaginar uma roda de homens tendo essa conversa? fala assim: "Nossa, eu tenho dificuldades de ereção, eh, não tenho conseguido, eh, ter ejaculação? Como que é para vocês? Não, essa conversa entre homens, mulheres, não existe." E aí você consegue perceber o tabu cultural, não é? A mulher, como a Rúbia trouxe lá atrás, ela tem um marco biológico de que ela procura a medicina especializada, um médico, por exemplo, eh, um ginecologista, eh, assim, quando ela começa uma vida sexual ou a primeira menstruação. E ela também tem um marco biológico lá na entrada da velícia ou talvez quando há uma disfunção hormonal e eh o corpo dela marca isso. Não há esses marcos biológicos no homem. E esse homem ele é sujeito à cultura e normalmente ele vai se inspirar em algumas referências. E se essas referências eh não sabem falar, aqui a gente tem uma palavra importante que se chama alexitmia. E que que é isso? É a dificuldade de dar nome às minhas dores. Ou seja, é não conseguir colocar as emoções em palavras. Você talvez já percebeu um homem que talvez ele vá num velório ou num momento importante, na formatura da filha, ele no momento de querer falar, elogiar, validar ou manifestar a tristeza dele, as lágrimas atropelam as palavras. Por quê? Porque o homem tem essa dificuldade, ele não tem um repertório emocional. Rub, é uma curiosidade. Uma vez atendi um músico e e ele um músico profissional e nesse momento, né, ele falando muito da capacidade eh da capacidade técnica dele, mas algum motivo levou até a terapia e esse motivo, obviamente eu não vou revelar aqui, mas naquele momento eh eu vou fazer uma devolutiva para ele e eu faço a seguinte reflexão. Falo assim: "Olha, você é um excelente músico, pelo que diz, não é? tem um repertório gigantesco musical, mas te falta repertório emocional. não conseguir entender o que que tá acontecendo, lidar com uma frustração e ter um acesso de raiva, um ataque de fúria, não conseguir talvez eh explicar as suas dores para quem tá sentindo, acumulando. E aqui a gente tem um uma diferença de gerações, por exemplo, o a geração dos nossos pais, e aqui eu tô falando como um jovem, né, de quase 40 anos, né, era uma forma manifestadamente pública de lidar com as emoções no boteco. E era muito cultural pro homem eh as válvulas de escape, as dependências químicas, os vícios, seja no álcool, outras drogas. Eh, e aí esse homem muitas vezes ele ao invés de chegar em casa e lidar com dificuldades, com realidades, com problemas, ele procurava uma fuga. E aqui eu tô chamando isso de válvulas de escape. É muito comum ainda isso acontecer para homens através da pornografia, através de jogos, através de eh de games, que não há um certa dosagem. Isso a gente falaria que não há um problema, né? Isso muitas vezes se torna um hobby muito saudável e necessário pro homem. Mas quando isso se torna um excesso, ele começa a criar uma disfunção na família, na função daquele pai, daquele esposo, daquele homem que quer sim se sentir, como o Dr. Lucas falou, um provedor, um protetor, não é? mas que ele não tem outro P que é o P da presença, porque ele sempre está ausente mesmo em corpo presente. Nossa, gente, tá vendo só como é importante a gente falar da saúde de vocês. Vocês são importantes pra gente, né? E e a mulher, na verdade, ela tem que entender que o homem ele traz, ele carrega esse estigma e a gente precisa eh tentar quebrar esse tabu, né? Mas é difícil porque o homem às vezes ele é muito persistente naquilo que ele que ele pensa, que ele tem em mente. Então tem que dar aquele conforto, tem que dar aquele conforto porque a gente precisa que vocês estejam bem para poder cuidar da gente. Ah, eu quero cuidar, eu sou provedor, tudo bem, mas se você não tiver bem, você não vai conseguir cuidar de quem você ama. Então, já foi falado aqui pelos nossos dois entrevistados. Então, você precisa estar bem para cuidar de quem você ama. E você estar bem é o quê? você fazer uma avaliação da sua saúde física e mental para você, ó, conseguir levantar de manhã, cuidar da sua família, trabalhar, prover, cuidar, confortar e é isso que importa. A gente precisa quebrar esse tabu que o homem tem que ser forte o tempo todo, gente, que que é isso? Olha só, eh, um dado bem interessante, doutor, que nós, eh, a nossa redação se debruçou em cima de estudos, todo mundo junto, porque é um tema que chama muita atenção. E aí nós, eh, encontramos um dado que assusta, que é o câncer de testículo, gente. É, é o câncer de testículo, é diferente do de próstata, boa. E aí afeta jovens entre 15 a 35 anos. E olha só, tem o autoexame, que é algo simples, mas ainda um pouco desconhecido pela maioria dos homens. E quando a gente levantou esse assunto na redação, o pessoal ficou falou: "Poxa vida, mas como assim? A mulher ela faz o autoexame, né, por conta do do câncer de mama. Então a gente eh eh tem aí essa preocupação. Agora, câncer de testículo, autoexame, isso explica pra gente, doutor, por favor. Olha, é ótimo a gente trazer essa informação do câncer de testículo, porque é um assunto que fica muito frequentemente esquecido. Quando você olha lá, a gente começou falando do câncer de próstata, que é o primeiro, o câncer de testícula, ele tá lá embaixo em frequência, então ele tem uma incidência baixa. No entanto, a gente vê câncer de forma geral em pessoas que têm seus 40, 50, 60. Já o câncer de testículo vai afetar homens na faixa etária dos 30, eventualmente dos 20. Então, nós estamos falando de um tumor muito precoce e que quando a gente olhar isso em impacto em anos perdidos, ele é enorme, ele vai ser o que mais tem impacto. Então ele é um tumor muito importante por esse ponto de vista. Depois as notícias não são só ruins, existem notícias boas porque o câncer de testículo, ele é um câncer que responde muito bem aos tratamentos. Então, lógico, se a gente acha ele enquanto ele tá restrito ao testículo, a gente cura praticamente 99% das pessoas. Mas o câncer de testículo, mesmo quando ele já tem metástase, mesmo quando ele já tem lá implantes pulmonares, ainda temos uma chance de cura bastante razoável, o que seria impossível para qualquer outro tumor. Então a gente tem realmente um tratamento muito eficaz pro câncer de testículo. E ainda assim, né, câncer, eu tô falando de uma forma geral, existem vários subtipos do câncer de testículo e aí também existem evoluções diferentes para cada subtipo, não é o nosso foco. Mas qual seria eh a mensagem? Qual, qual que, o que que é importante a gente saber do câncer de testículo? Existe a possibilidade de um autoexame, então, ah, preciso palpar todo dia, me preocupar com isso. Não, mas puxa vida, tomando banho, manipulando e tal, é importante perceber se há um aumento de volume, por exemplo, né? Então, o testículo aumentou um pouco de tamanho, é um sinal de que eu preciso procurar um atendimento. Se tá tendo algum tipo de dor, é importante procurar atendimento. Eu vou tranquilizá-los que nesse nesses dois cenários que eu acabei de comentar, o mais comum são doenças benignas. Ou é uma inflamação do testículo ou é um cisto de epidídmo. São doenças benignas. Então isso ainda é o mais comum. Mas é importante a gente fazer esse acompanhamento. É importante dizer também que para mulher existe o auto exame, mas existe uma recomendação de mamografia anual. Então é importante acompanhar com o ginecologista e fazer isso anualmente. Para o homem não existe é uma recomendação de ultrassom anual do testículo, porque tem uma uma diferença muito grande entre a frequência de tumor de mama e de testículo. Então caberia esse autoexame e a qualquer sinal de alteração procurar o urologista. O que que acontece na prática do dia a dia? A pessoa tá ali, sentiu incômodo, aumentou um pouquinho de tamanho, mas ela não se preocupa. O tumor de testículo, em geral não causa dor. Ele cresce, cresce, cresce. Da pouco o testículo tá duas vezes, três vezes do tamanho, começa a ficar um peso, começa a ficar um desconforto, aí ele acaba procurando, tá uma bolota lá, né? Então assim, isso realmente incomoda, mas a gente não deve esperar isso acontecer, porque quando isso acontece, quando já tá desse tamanho, grande parte das pessoas já tem doença também na barriga e no pulmão. E aí, lógico que diminui um pouco e a sobrevida de novo, né? Mesmo na doença avançada, ainda temos chances grandes de cura, mas se a gente conseguir diagnosticar numa fase inicial, a gente resolve o problema de uma forma eh muito satisfatória, a gente resolve totalmente. E para vocês entenderem, é uma cirurgia simples, uma cirurgia rápida, a cirurgia da retirada do tumor de testículo. Existe a possibilidade de colocar uma prótese, que é uma bolinha de silicone, que fica ali. A incisão, ela é feita na região da da da raiz da coxa, parecida com uma herneal. Então, no final das contas, a pessoa ali visualmente é como se não tivesse operado. É muito interessante. Mas é lógico que a nossa preocupação não é só estética, mas para vocês entenderem que esteticamente fica excelente e a nossa preocupação é realmente com saúde, com qualidade e aí no momento inicial a gente realmente consegue resolver muito bem essa esse problema. Excelente, né? A gente fala também de tabagismo, de obesidade, né? Das infecções sexualmente transmissíveis. É, é, são, é, é tão amplo, né? a gente precisaria aqui ficar meio-dia falando e ainda ser ia ser pouco tempo. Agora 8:39. Produção tá me avisando tem algumas perguntas, mas a gente segue por aqui, produção. Daí umas 8:45 a gente começa a responder as perguntas. Imagino que tenha bastante, mas a gente vai responder o que dá a tempo. Tá bom, gente? A gente agradece aí a sua audiência e a sua companhia. Agora, Analdo, eu quero trazer aqui uma situação. A produção trouxe dados sobre infidelidade, né, mostrando que o Brasil é o país mais infiel da América Latina e o machismo e a busca do poder influenciam nessa percepção de que o homem tem direito de trair. Onde isso entra? Na questão da saúde, né? Porque a gente sabe que eh essa questão ela influencia e muito na saúde quando a gente fala do casal em si. Ou então se a pessoa não é casada, mas tem aí o costume de ter vários parceiros também. É uma questão de saúde masculina. Sim, é uma questão de saúde masculina. a gente, por incrível que pareça, apesar de ocupar esse dado na América Latina, mas tem reduzido muito esse essa frequência, principalmente pelo caso da mulher ter se posicionado de uma forma eh eh culturalmente eh se posicionando. O não é não. Então, a gente sai de um lugar aonde eh acontecia uma violência masculina para um posicionamento feminino. E isso causa, de certa forma, um conflito. Nós estamos chegando perto do carnaval, né? E aí a gente substitui o ninguém é de ninguém para o não é não. não é essa esse posicionamento da mulher muitas vezes tem causado, acredite, Ruber, um conflito masculino, porque eh nós entendemos, não é, eh o lugar do papel do homem como essa figura de poder, essa figura de proteção, de segurança, como nós falamos, aquele homem, a alfa, o macho, não é? Mas eh esse homem que normalmente inclina esse lugar de uma autoridade, um lugar de um posicionamento como homem, como protetor e provedor, confundindo como um lugar de agressividade. E a força masculina não é para ser usada como agressividade, principalmente contra uma mulher. E esse papel do homem que ele é o o protetor e provedor, ele também é o procriador, não é? eh essa esse estigma do homem macho, do homem alfa, que é o homem que faz sexo com todas as mulheres, que é infiel, isso tem mudado, né? A gente fala de um choque de geração, sim, eh, mas a gente também tem mudado para um outro extremo. E esse outro extremo são homens que muitas vezes eh não eh são homens com essa falta de masculinidade, não é? que isso também não é saudável, né? Ninguém quer ter no relacionamento um homem masculado, um homem frágil, não é? Eh, o homem ele precisa ser homem antes de mais nada. E esse essa conversa, não é? Ela é tão importante que quando alguns homens começam a ter essa conversa, esse papo que nós temos tendo aqui, por exemplo, em alguns programas de masculinidade que eu desenvolvo para relacionamentos, inteligência emocional para homens, eh a gente começa a enxergar alguns tabus, por exemplo, ah, isso é terapia, Nalda, não, isso é uma conversa, se você preferir assim, não é? Bora tomar um café ali no consultório, não é? Eu brinco dessa forma. Por quê? Porque eh existe esse esse estigma, o homem que ele vai eh perder a virilidade, a masculinidade, por ele falar das emoções, como se ele eh fosse deixar de ser homem. Então, hoje nós estamos falando de construir um novo homem. Ou a psicologia discute o que é ser homem hoje em dia de tão eh confuso que talvez esteja nos extremos. a gente sai de um extremo que é o macho viril, eh, agressor, eh, mas a gente caminha numa ponte de um homem que ele pode ser chamado de emasculado, um homem que não consegue se posicionar como homem, uma mulher que precisa ser masculina, por assim dizer, porque esse homem não assume o papel ou uma função dentro do lar, dentro da família. Confuso. Nossa. Que coisa. Vai lá, doutor. Eu queria comentar é uma questão muito interessante, porque um pedaço do que o Naldo tava dizendo, e eu fui enxergando isso, está nos pacientes que chegam pra gente. Então, muitas vezes, esse homem que não consegue eh eh ter essa essa característica de homem, tem essa dificuldade de tá talvez num extremo ou no outro, em algum momento se manifesta um problema durante a atividade sexual, porque eventualmente ele é uma válvula de escape, em algum momento isso aparece. Então, às vezes pacientes que vêm com alguma dificuldade, seja uma ejaculação precoce, por exemplo, muitas das vezes, e eu tenho muitos pacientes, embora a maioria seja reticente em fazer a terapia, tenho muitos pacientes que tratando, né, fazendo terapia, fazendo acompanhamento psicológico, em alguns momentos também psiquiátrico, eh, conseguiram resolver esse problema. Eu tenho muito claro que o tratamento clínico medicamentoso, por exemplo, para ejaculação precoce, ele é uma muleta. ele vai ajudar muito o paciente naquele momento, mas o tratamento em si é realmente esse esse autoconhecimento, essa esse conhecimento de si, esse conhecimento de si diante da sociedade onde ele está. E isso acaba depois conseguindo se posicionar e acabando resolvendo muitas coisas, dentre elas a alteração ejaculatória. Esse é uma situação para alteração herética. Isso acontece com frequência também, mas lógico que existem outras situações, como eu já comentei, da testosterona. E aí, puxando ainda esse gancho da autoimagem e da virilidade, a gente tem visto cada vez mais no consultório os pacientes chegando, querendo dosar testosterona, querendo usar testosterona, como se aquilo fosse eh um elixir de de vantagem, de masculinidade, um botão de turbo do jogo do videogame para produzir mais, para prover mais, para ter resultados melhores. a gente precisa tomar um cuidado porque é um hormônio, é um remédio, então a gente precisa tomar cuidado. Existem suas indicações. Conselho Federal de Medicina já se posicionou várias vezes a esse respeito. No último ano, inclusive, emitiu nota técnica proibindo, entre aspas, testosterona, ou seja, ela deve ser usada para quem precisa e isso precisa ser bem avaliado. Então, é importante a gente tomar cuidado com prescrições, eh, ou com pessoas que tenham realmente capacidade para fazer essa prescrição, né, eh, com relação ao especialista e também com medicamentos fitoterápicos que são vendidos por aí afora, pra saúde da próstata, pra saúde masculina, que muitas vezes são vendidos como suplementos e e aí eles fogem da fiscalização de medicamento e e muitas vezes tem muita coisa ali dentro, inclusive estimulantes hormonais e de novo, a gente não vai tá tratando o problema, tratar a causa. É isso que o Naldo tava dizendo, a gente realmente entender da onde vem a situação. Então, por isso é muito importante a gente fazer essa avaliação médica, clínica e psicológica. Pegando esse gancho também, Dr. Lucas, eh, é importante, caro espectador, a gente entender o os riscos de uma saúde mental não tratada, como, por exemplo, não é, quando a gente vai diagnosticar ou quando a gente tá procurando eh junto de um médico psiquiatra eh classificar um diagnóstico de uma mulher ou de um homem dentro de um quadro, dentro de um transtorno de saúde mental, eh existe dados estatísticos de que hoje no Brasil 60% de mulheres, eh, ou seja, eh, em frente ao número de homens, é maior o número de mulheres diagnosticadas com algum quadro de saúde mental. Por exemplo, se a gente pegar dados do INSS, a gente vai enxergar que o principal, a principal causa de afastamento de mulheres no trabalho é ansiedade, depressão, as principais doenças, como um caso de burnout é um esgotamento físico e mental por conta do trabalho. E o que ocupa o topo desse ranking entre homens é doenças por afastamento de uma lesão, por exemplo, não é? Ou seja, eh, o homem ele muitas vezes resiste e ele vai, ele enfrenta uma depressão, calado, silencioso, uma ansiedade, eh, uma bipolaridade, só que tem um preço muito alto. E aí, espectador, você vai ter que ouvir uma outra estatística. Não significa que as mulheres estão mais adoecidas do que os homens. Porque quando a gente vai pro o resultado da saúde mental não tratada, que por exemplo são índices de suicídio, esse número ele é quatro vezes maior entre homens do que entre mulheres. É quase. Significa que se a gente tivesse falando de 10 pessoas que se suicidam no Brasil, é quase oito para dois, ou seja, é mais o número de homens é absurdamente maior do que o de mulheres. Por quê? Porque a mulher, ela procura ajuda, como nós falamos lá no começo, ela aprendeu a procurar ajuda médica. Ela ela aprendeu, ela não tem o tabu de falar sobre as dores, sobre as emoções dela. Ela aprendeu a fazer isso. Nós, como homens, precisamos quebrar esse tabu. Nós precisamos aprender a falar. Se eu não tenho com quem falar, eu preciso de um profissional, seja por uma porta de entrada médica, seja por uma porta de entrada da família, porque senão você, caro homem, você vai procurar saúde, não prevenindo, você vai ter que remediar. E remediar é quando a sua empresa faliu, é quando o seu casamento faliu, é quando você talvez está no fim e aí você querendo tirar angústia, querendo tirar essa dor, você decide talvez por tirar a própria vida. Não faça isso. Você pode pedir ajuda. E aqui no final eu quero falar com você quais os caminhos que você pode contar com ajuda, seja ela profissional ou do seu círculo de apoio, do seu círculo de amigos. Excelente. Agora, ah, faltando 11 minutinhos para as 9, que conversa necessária, importante demais. A gente tá com algumas perguntas e eu acho que a gente consegue responder ã duas perguntas só. A produção tá filtrando aí. Vamos lá então, produção. Pode colocar na tela por gentileza. Uma para cada um. Vamos lá. Rafael Gomes do Parque Prado. Como diferenciar um cansaço normal de rotina, de sinais de esgotamento emocional que precisam de atenção profissional. E agora vamos lá. Vai lá. Eh, doutor, falar. Eu diria que acho que a questão do esgotamento talvez seria interessante a gente ver a parte psicológica, mas o cansaço, o desânimo, ele pode ser uma uma alteração hormonal, né, desde um hipotiiroidismo, né, uma alteração de tireoide, como uma queda de testosterona. Então, e nesses dois cenários é muito fácil da gente fazer o diagnóstico com exames laboratoriais. Então, facilmente a gente solicita alguns exames e consegue fazer uma avaliação, né? a gente ainda pode encontrar outras questões, como anemia, por exemplo. Então, uma uma bateria de exames de sangue, a gente consegue resolver essa pergunta, né, do ponto de vista clínico e e depois é obviamente seria muito importante a gente fazer uma avaliação psicológica. Acho que o o Naldo comentou ali, né, que ele vai dizer um pouco do trabalho profissional do psicólogo, eh, do círculo, né? Mas assim, o médico em alguns momentos a gente consegue conversar algumas coisas e, e ter alguns insightes em alguns momentos, mas sem dúvida eh existe o papel do profissional para terapia. Eu gostaria que você comentasse. Claro que sim. Eh, quando a gente tá falando de um simples esgotamento eh emocional, a gente, eu vou dar nomes aqui para, por exemplo, o estresse, não é? O estresse é algo biológico, fisiológico. Nós temos eh nós nos estressamos. Olha só, não é? Eu, para chegar aqui, passei por algum estresse no trânsito, assim como você que passa por estress no trabalho. Mas quando a gente começa a entender, por exemplo, que a ansiedade, o cansaço, ele não é mais normal, não é aquela questão funcional do cansaço da semana, é a prevalência, é o excesso, porque o excesso de estress, por exemplo, no trabalho, é muito frequente. é prevalente, você vai ser conduzido involuntariamente para um burnout. Ou, por exemplo, um excesso de ansiedade para explicar de forma simples, didática, pode te levar para um quadro depressivo. E isso constantemente, não é, Analdo, hoje acordei um pouco deprimido, não é? Isso não é sobre ajuda profissional. Eh, mas isso persiste. Eu não consigo me sentir melhor. Eu descanso num final de semana e continuo com esse esgotamento emocional. Eu não consigo dentro das minhas válvulas de escape, não é dentro das minhas buscas por um pouco de descanso, eu acabo me estressando e ficando mais ansioso. É importante, eu não posso deixar de falar aqui para quem não assistiu o programa de ontem falando sobre tecnologia aqui, uso de telas, tem um bate-papo interessantíssimo, mas quero falar para que você que tá aqui hoje o uso de telas excessiva. Muitas pessoas estão procurando essa válvula de escape como uma forma de descanso e acabam ficando muito mais angustiadas com uma carga gigante dopaminégica que eh através das redes sociais, da tela do celular você recebe. Isso. Talvez aquele momento que antes no passado fosse um tempo de descanso, talvez ele tá sendo sequestrado durante o seu sono, durante o momento que você está na cama, quando você vai dormir com tela de celular, talvez quando você vai acordar. E a prevalência disso, desses hábitos, vai te levar a um quadro de saúde mental, que aí sim você precisa procurar um profissional. Muito bem. Dá tempo para mais uma, produção? Dá, né? Rapidinho. Então, vamos lá. 8:53. Mais uma pergunta pra gente. Vamos ver quem tá conosco. André Pires de Barão Geraldo. Uau! Uso de anabolizantes e eh busters de academia podem afetar testosterona e fertilidade. Isso tem volta? Doutor André, ótima pergunta. Nos dá oportunidade. Agora eu só tenho poucos minutos. a gente precisaria de uma hora para falar sobre isso, mas vejam, quando a gente usa a testosterona, assim como qualquer hormônio que a gente dá para o organismo, ah, o organismo tende a parar de produzir. Ele entende que já tem muito e que ele não precisa produzir. Então, veja, quando a gente para de estimular o testículo, ele para de produzir testosterona, mas ele para também de produzir espermatozoide. E aí um certo momento aquele homem num relacionamento fala que quer ter filho. O testículo dele tá parado, às vezes meses ou anos. Aí de repente ele para de tomar essa testosterona e agora fala: "Testículo, vamos lá, funciona, pega no tranco". E aí às vezes ele vai ter um período longo até que isso retorne. Que que as estatísticas mostram? Que mais da metade retorna necessitando tratamentos. Existem tratamentos por comprimido, existem tratamentos injetáveis pra gente fazer uma recrutação, né? recrutar novamente o funcionamento desse testículo. Mas existem homens que realmente vão diminuir a fertilidade de forma significativa e vão precisar sim fazer técnicas de fertilização assistida. Então esse é mais um cuidado, mais um motivo pra gente evitar o uso de testosterona. A gente não vai indicar na prática médica uso de testosterona para homens que não tenham ainda próle constituída. Então, aqueles casos que eu comentei mais cedo que a gente pode usar testosterona ou que tem um déficit de testosterona associado aí a um cansaço, a uma disfunção herétil, normalmente são homens um pouco mais velhos, que já não tem mais desejo de filhos e aí sim cabe o uso de testosterona. Homens mais jovens, mesmo que tenham diminuição de testosterona, o nosso caminho de tratamento ideal vai ser estimular a própria produção de testosterona, estimular o próprio testículo, porque se eu der testosterona, eu faço o efeito contrário. Excelente. Gente, como eu queria continuar esse programa, é, independente da hora, seguir, porque tem tanta coisa para ser dita aqui. A gente fala de prevenção, né, da saúde do homem, mas não é só próstata. O câncer de pele, né, como o doutor falou, mata mais homens que mulheres no Brasil. O câncer de fígado é um dos que mais vitimam o sexo masculino por conta do diagnóstico tardio. A importância de um cheap urológico, gente, é primordial. Tem muitos exames que o homem pode fazer acima dos 40, antes dos 40. Tem a questão da calvice também que precisa ser olhada com muita atenção, porque é vitamina que falta ali, é questão hormonal ou então, né, e é natural da eh ter a calvice, ser calvo, mas e na maioria das vezes é a falta do cuidado. Então a gente precisa falar sobre isso. A gente até, eu quero eh solicitar a produção de repente a continuação desse programa, né, em um futuro assim não tão distante pra gente trazer novamente os dois profissionais pra gente poder continuar falando, porque se a gente quer quebrar tabu, a gente precisa falar, a gente precisa mostrar, né? E é isso que a gente tá fazendo aqui no programa. 8:56, eu preciso encerrar. Então, vamos lá. Eh, a gente gostaria de agradecer demais a presença de vocês dois. Nossa, eu acho que é de grande valia você repassar esse programa paraa frente, porque são falas muito importantes que de repente vira a chave desse homem que tá em casa e que tá pensando: "Poxa, eu tenho que ser forte, eu tenho que aguentar". Não, quem disse que você precisa ser forte? Você precisa cuidar primeiro de você para depois cuidar da sua prolle, não é isso? Então, quero agradecer, doutor. Muito obrigado pela sua participação, considerações finais. Gratidão mesmo. Gostaria de agradecer muito o convite, parabenizar pela possibilidade de trazer essas informações pra população e de forma breve dizer que a medicina avançou muito nos últimos anos. Nós não tivemos oportunidade de falar muito sobre isso aqui, mas as pessoas ouvem falar das novidades, dos medicamentos, da cirurgia robótica, que é uma coisa que eu faço quase todo dia. Então assim, nós temos tratamentos muito melhores, muito mais eficazes, mas ao mesmo tempo eu vejo com os meus alunos na UNIFAG, com os meus alunos na Unicamp, né, com a população que a gente atende no SUS, nessas regiões, no consultório, a gente vê o quê que as as pessoas, no caso aqui os homens com muita frequência chegam muitas vezes com uma doença já um pouco mais avançada e a gente às vezes não tem a possibilidade de ofertar esses tratamentos bons e modernos porque passou essa oportunidade, né? Então, a grande mensagem é essa. Procure um médico, mantenha um acompanhamento e que seja uma vez por ano, que seja uma vez a cada dois anos numa fase mais nova, depois os seus 40, 45, pelo menos uma vez por ano. O urologista pode ser esse médico de referência, assim como pode ser um clínico ou um cardiologista, mas o importante é a gente fazer os exames e manter um acompanhamento regular para que a gente possa ter aí ótimos resultados. Muito obrigado pelo convite. Nós que agradecemos, doutornaldo. Gratidão também porque você é uma pessoa que o homem precisa conversar com o Naldo, né? Quebrar esse estigma. Vamos cuidar da saúde mental também. Precisa. Mas essa iniciativa sua, Rúbia, do programa de toda a equipe já é uma contribuição muito grande. Nós aqui estamos fazendo psicoeducação. Lá no consultório é psicoterapia. Sim. E aqui educar é a forma como nós quebramos os estigmas, os tabus, eh não difundindo informações eh rasas, superficiais, como muitas vezes acontecem nas redes sociais, não por especialistas e profissionais. Procure um especialista, procure eh se você hoje está nessa condição de pedir ajuda, eh procure talvez o 188, que é o CVC. Se você não tem condições financeiras, se você deseja e acha importante conversar com um profissional, procure centros universitários que dispõem de centros de psicologia aplicada. Faça terapia, fale com alguém. Se você está num quadro de ideiação suicida, se você tá com impulsos, ligue diretamente pro SAMU, peça socorro. Não é fraqueza. Isso é força. Se permita ser vulnerável. Essa é a palavra que eu quero deixar aqui pro final. Procure sim profissionais. Procure, faça sua, o seu exame regular, faça a terapia. Nós já superamos essa fase. Terapia não é só diagnóstico e tratamento, é autoconhecimento. E é uma das ferramentas mais eficazes de autoconhecimento. E eu sugiro que você comece esse processo. Excelente, né? Dr. Lucas Inaldo, gratidão pela participação de vocês. Você de casa, gratidão pela sua participação. E lembre-se, cuidar da saúde não te faz menos homem, te faz um homem mais forte, presente na vida de quem você ama. Não deixe para amanhã o checkup que pode garantir o seu futuro. Coragem é encarar a realidade e escolher viver com qualidade. Seja o protagonista da sua própria saúde. Vamos lá, força, você pode. E amanhã, gente, olha, amanhã não, amanhã é sábado. Uau! Ó, eu querendo seguir amanhã, né? Vamos lá. Eh, segunda-feira a gente vai debater sobre até onde vai a nossa capacidade de ajudar o outro. Parou para pensar? Quando alguém passa mal diante da gente, o que que nos paralisa? Medo, desespero ou a sensação de que alguém vai agir em nosso lugar? Se eu não fizer nada, alguém vem e faz. Segunda-feira, o estúdio Câmara propõe uma conversa necessária sobre empatia, responsabilidade e humanidade. Casos recentes que repercutiram nas redes reacenderam um debate bem urgente. Qual é o limite da ajuda ao outro? É, vamos conversar com especialistas da saúde mental e vamos entender o que acontece na mente humana diante do sofrimento aleheio e por mesmo sabendo que omissão de socorro é crime, porque ainda a gente falha como sociedade nesse quesito de ajudar o próximo. A gente confere isso e muito mais na segunda-feira ao vivo. A gente agradece a sua audiência, a sua companhia. ÍA tá chegando com informações direto da nossa central IA com atualização aí do Brasil, mundo, euro, cotação do dólar, previsão do tempo e muito mais meio-dia temos Câmara Notícia e a gente volta na segunda-feira a partir das 8 da manhã ao vivo com você com mais uma edição do Estúdio Câmara. Beijo grande, aproveite, cuide-se e bom fim de semana. Até segunda. Tchau tchau.