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Estúdio Câmara | Saúde emocional de quem cuida: quando o amor vira exaustão
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Estúdio Câmara | Saúde emocional de quem cuida: quando o amor vira exaustão

17 views Publicado 04/11/2025 HD · 1:03:18

Descrição do vídeo

Cuidar de quem amamos é um dos gestos mais nobres e humanos — mas o que acontece quando o cuidado se transforma em sobrecarga? 😔 No Estúdio Câmara Campinas, o tema em debate é “Saúde Emocional de Quem Cuida: famílias de pessoas com dependência ou excesso de funções”, um assunto urgente e sensível que afeta milhares de brasileiros, principalmente mulheres que assumem papéis de cuidadoras dentro de casa. O programa traz uma reflexão profunda sobre o impacto emocional e psicológico de quem cuida de todos, mas esquece de si. São mães, esposas, filhas e irmãs que, por amor, obrigação ou falta de opção, vivem o desafio diário de manter o equilíbrio entre cuidar e sobreviver. Muitas vezes, enfrentam jornadas duplas ou triplas, doenças crônicas e ainda assim continuam sendo o pilar da família. 💪 👉 Quando o amor se torna exaustão emocional? 👉 Como apoiar sem se perder? 👉 Onde buscar redes de suporte e quando é hora de buscar ajuda profissional? Essas são algumas das perguntas que guiam a conversa com duas convidadas que dedicam suas vidas a acolher e orientar quem está nessa jornada: 🧠 Fabiana Di Angelis — Educadora parental e terapeuta emocional, com formação em Educação Consciente, Apego Seguro, Terapia do Sono Infantil, Neurociências aplicadas à Educação Parental, Mindfulness e Regulação Emocional. Fabiana ajuda pais e mães a desenvolverem relações mais saudáveis e empáticas com seus filhos, transformando desafios em oportunidades de aprendizado e conexão familiar. 💬 Marisa Córdoba Amarantes — Psicóloga, especialista no atendimento de grupos de mães e familiares de crianças e adolescentes com autismo, criadora do programa “Cuidando de Quem Cuida”. Marisa traz um olhar sensível sobre a rotina de mulheres que enfrentam a exaustão emocional ao cuidar de filhos com deficiência, mostrando a importância de espaços de escuta, acolhimento e autocuidado. Durante o programa, abordamos histórias reais e situações que refletem o cotidiano de muitas famílias: Mães que adoecem enquanto cuidam. Cônjuges que vivem ao lado de dependentes químicos e tentam controlar os hábitos do parceiro. Mulheres que, por amor, acabam esquecendo de si e enfrentam ansiedade, depressão e culpa. Com uma conversa empática e informativa, o Estúdio Câmara propõe repensar o papel do cuidador na sociedade. É hora de falar sobre saúde emocional, autocuidado e a necessidade de dividir o fardo — porque quem cuida também precisa ser cuidado. 🌿 Assista ao programa completo e reflita: o que acontece com quem cuida de todos, mas esquece de si? Com histórias, análises e dicas práticas, nossas convidadas mostram caminhos possíveis para recuperar o equilíbrio, fortalecer os vínculos familiares e reconstruir o amor de forma saudável — sem que ele vire exaustão. 💞 📺 Assista, comente e compartilhe — sua experiência pode ajudar outras pessoas que vivem o mesmo desafio. Deixe seu comentário contando como você tem cuidado de si enquanto cuida dos outros. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, [música] muito bom dia para você, que está aí acompanhando a programação da TV Câmara Campinas. Nós estamos começando mais um estúdio Câmara nesta terça-feira, dia 4 de novembro. Seja muito bem-vindo. No programa de hoje, nós vamos debater a saúde emocional de quem cuida. São aquelas pessoas multitarefas que se desdobram para cuidar dos filhos, dos pais, do parceiro e que na sobrecarga acabam se esquecendo de si mesmas. A gente fala de amor, de devoção, mas a gente fala também de sobrecarga e de exaustão, porque o ato de cuidar pode ser lindo, mas quando desequilibrado também pode adoecer. Então participe conosco, mande a sua mensagem, o seu depoimento, fala pra gente como é que é na sua casa, né? Você cuida de alguém [música] e como que você administra esse cuidado com a pessoa que você cuida e com você? Você tem administrado isso? Você tem apoio? você tem uma rede de apoio para que esse cuidado seja um cuidado eh com ambas as partes, né? [música] Então, mande pra gente aí o seu depoimento ou então até a sua dúvida, porque nós estamos com especialistas que vão conversar com a gente sobre o tema de hoje e daqui a pouquinho a gente interage com você. Então, manda lá 1997829377. Telefone tá na tela. Fique à vontade, nossa produção já está com WhatsApp aberto para receber a sua mensagem, seu depoimento ou a sua dúvida. Agora vamos com informações para você. O prefeito Dário Saad sancionou a lei 16.814 de 2025. Essa lei é de autoria do vereador e presidente da Câmara, Luiz Rossini, e é uma lei que reduz o prazo para a notificação de casos de intoxicação por metanol aqui em Campinas. Com a nova legislação, os serviços de saúde públicos e particulares passam a ter 24 horas e não mais 7 dias para comunicar à Secretaria Municipal de Saúde sobre ocorrências de intoxicação contadas a partir do atendimento ao paciente. A medida publicado no Diário Oficial de ontem, eh [música] o texto determina que ao confirmar a intoxicação, as unidades de atendimento acionam os órgãos de segurança pública para investigação criminal. [música] Então essa nova lei foi publicada ontem no Diário Oficial, você pode conferir lá no site da prefeitura, tá? Vamos lá, então, mais informações chegando para vocês. Estão abertas as inscrições para o processo eleitoral do Conselho Municipal da Juventude aqui de Campinas. Essas eleições vão escolher aí os representantes da sociedade civil para o biênio 2026/2027. Esse edital foi publicado ontem também no Diário Oficial aqui da cidade. As inscrições podem ser feitas até 17 de novembro. exclusivamente pela internet. O link você encontra disponível no site da prefeitura. Podem participar movimentos sociais, entidades e organizações sem fins econômicos, com atuação comprovada na defesa dos direitos da juventude em Campinas há pelo menos um ano, né? Então, precisa comprovar aí eh que vocês estão trabalhando no direito da juventude pelo menos há um ano aqui na cidade. Serão eleitos 24 representantes da sociedade civil, sendo 12 titulares, 12 suplentes. Essa votação será online e secreta entre os dias 24 de novembro a 1eo de dezembro por formulário eletrônico. Lembrando que qualquer morador de Campinas, com 15 anos ou mais poderá votar desde que faça o credenciamento no mesmo período, tá? O resultado final será divulgado no dia 10 de dezembro e os eleitos tomarão posse em janeiro de 2026. Muito bem, previsão do tempo para você agora. Vamos saber como é que fica o tempo aqui na cidade de Campinas. Olha só, terça-feira segue com céu parcialmente nublado, com chances de chuva rápida. As temperaturas variam entre 18 e 28º. Muito bom. Vamos lá então, gente. O nosso tema central e a apresentação aí dos nossos convidados. A gente dá as boas-vindas à nossa psicóloga Marisa Córdoba Amarantes. Ela está presente com a gente aqui [música] no estúdio. Seja muito bem-vinda. Obrigada pela sua presença. Um prazer enorme te receber, viu, Marisa? Bom dia, muito obrigada. Um prazer imenso estar aqui, receber seu convite e poder falar um pouco desse tema de tamanha urgência e importância, né? Excelente. Para completar o nosso time de hoje, a gente dá as boas-vindas e o bom dia ela que fala com a gente pelo Zoom. Ela é educadora parental e terapeuta emocional. Fabiana de Ângeles, seja muito bem-vinda, Fabiana. Bom dia. Obrigada pela sua presença. Bom dia, Rúbia. Obrigada pela oportunidade de falar aqui com vocês. Maravilha. Gente, vamos começar então a falar sobre o tema do programa de hoje. Pesquisas da PUC mostram que cuidar de pessoas com transtorno do neurodesenvolvimento impacta profundamente a dinâmica familiar. Mudanças na rotina, na vida social e até nas finanças são comuns nesses lares. [música] O responsável pelo cuidado dispende tempo e energia, deixando o autocuidado em segundo plano. Um dos maiores desafios é a sobrecarga física e psicológica. Relatos de pais com filhos neurodivergentes descrevem uma verdadeira montanha russa de emoções, desafios e, claro, de alegrias. Eles relatam desde a exaustão de lidar com comportamentos desafiadores até o orgulho e a alegria em cada conquista, como o desenvolvimento da fala ou a superação de dificuldades sociais. Realmente é uma montanha russa e hoje a gente fala de pessoas que cuidam de pessoas, né, Marisa? Na prática, a urgência é dar suporte quando a gente fala de famílias eh com crianças, né, pessoas neurodivergentes. Então, a urgência é dar suporte à criança ou adolescente e a conta ela nem sempre fecha e o autocuidado daquela pessoa que cuida fica em segundo plano. Então eu te pergunto, você que é especialista, né, nesse assunto, como que a gente consegue equilibrar essa situação? Como que o cuidador pode cuidar do outro, se dedicar ao outro sem esquecer de si mesmo? É uma pergunta bastante difícil de encontrar uma resposta ou uma solução. Perfeito. Porque o cuidador ele praticamente eh ele ele entra numa fusão, né, com esse com o filho, principalmente em se tratando de da criança com autismo. Uhum. E ele esbarra não só nessa questão emocional do cuidado com essa sobrecarga de papéis, né? Porque ele não passa a atuar apenas como pai ou mãe, né? Aliás, a grande maioria são famílias mononucleares, né? São mães. Uhum. Eh, mas ele também esbarra inúmeras outras barreiras, fronteiras, né? como você bem disse no início, financeiras, barreiras, preconceitos. Uhum. Né? E ele tem que lidar com as inúmeras questões eh em que ele então ele ele se torna multipapéis. Ele é o terapeuta, ele é o professor, ele é o protetor, ele tem que vestir aquela capinha de eh Mulher Maravilha, né, super mãe, para dar conta de tudo isso. E é aí que começa o processo do adoecimento, porque ele se autoanula, né? E o que ele precisa, né? O que a gente conta, o o as duas formas de encontrar um uma um uma busca de um equilíbrio mínimo que seja, é que ele tenha encontre, né? De que forma? uma rede de apoio. E uma rede de apoio não precisa ser necessariamente eh algo tão estruturado. Se ele tiver um espaço onde ele possa falar, onde ele possa ser escutado, onde ele possa eh falar das suas angústias, onde ele possa contar dos suas dificuldades, onde ele possa ser compreendido sem ser julgado, né? onde ele possa encontrar os seus iguais, né? Isso já é de grande ajuda, mesmo fora de um espaço terapêutico. Exente. Então isso é de grande ajuda. É o que a gente propõe lá no Paica, né? No grupo da das mulheres, no grupo de famílias. É o que nós fazemos lá com com as mães, né? Uhum. Nós também temos eh pais e avós que participam, porque é um grupo aberto para os familiares, mas a predominância ainda é são as mães, são as mulheres, são as mães, né? Então, muitas dessas mulheres, Fabiana, falando com você agora também, eh, essas mulheres, elas não foram preparadas para viver uma uma maternidade atípica. São dias agitados, são noites em alerta, né? na rua, a pressão e o preconceito da sociedade. Em casa, autocobrança. O sentimento de culpa, né, é muito comum entre os cuidadores. Então, por que é tão difícil, eh, Fabiana, essas pessoas elas, eh, chegarem ao ponto de entender que elas precisam de ajuda, principalmente essas mulheres que a gente tá falando de famílias aqui, mas como muito bem colocou a Marisa, a maioria dessas eh eh famílias que t eh pessoas ou crianças ou adolescentes neurodivergentes, quem cuida são as mulheres, né? Então, por que essas mulheres elas encontram uma barreira para pedir ajuda? Qual é a sua avaliação sobre isso? Então, acho que aí começa um pouco antes, vamos assim, elas tem quando sabem da notícia dessa criança neurodivergente, quando essa criança nasce uma mãe tá preparada para ser ser mãe. Então, a gente vai sendo mãe no decorrer do que vai [risadas] acontecendo, os fatos. E muitas vezes a gente cria uma criança na nossa cabeça, na nossa imaginação. E essas mães fazem, principalmente no começo, né, por aquela criança, eh, que ela imaginou, que ela ao meu rei. E não tem, ela tem uma outra criança diferente que também é o filho dela, ela vai amar muito, só que ela precisa passar por esse período de luz que é muito difícil. Muitas vezes ela se cobra por, né? Por que meu filho nasceu assim? Será que eu fiz alguma coisa de errada na gravidez? E não é uma coisa natural da vida criança vai se desenvolver também no ritmo dela e poder lá na frente ter os frutos, né? Então, muitas mães elas ficam nessa culpa de que tem que fazer tudo, resolver tudo, muitas vezes não querem pedir ajuda a ninguém por por isso, porque elas acham que é delas, o filho é delas. Então elas têm que absorver toda essa carga emocional, toda essa carga de trabalho e principalmente isso, porque às vezes não tiveram o tempo de passar por esse luto, ser acolhida por alguém, falar: "Não, agora vamos pensar, o seu filho nasceu com essa neurodivergência, o que a gente pode fazer para ajudar ele a partir daí ter um desenvolvimento melhor, eh, mais, mais adequado para ele?" Excelente. Existe uma cobrança interna, né, Marisa, como se pedir ajuda fosse um fracasso, quando na verdade é um ato de muita coragem. Cuidar de quem cuida é fundamental, porque ninguém consegue oferecer o que não tem, né? Então, quando a gente fala de famílias eh neurodivergentes, a gente precisa estar muito atento quando a gente é faz parte da rede de apoio, né? que de repente essa mulher ou então o cuidador ou a cuidadora, aliás, quem cuida, né, eh eh de uma família neurodivergente, às vezes ela pode emitir algum sinal e a gente tem que ficar atento porque esse sinal mínimo pode ser um pedido de socorro, né, Marisa? Sim, esse sinal mínimo é um pedido de socorro e a mãe se vê mesmo nesse luto, né, por esse filho idealizado. E essa primeira fase do luto que é eh um primeiro é achar um culpado, né? Veio de mim, veio do marido, né? vai buscar um culpado e depois eh eh pode permanecer mais com ela mesmo. E esse luto, né, no meu ponto de vista, na experiência do que eu vejo com as mães, ele o luto em geral, né, ele você se acostuma com a ausência, mas ele retorna, né, ele não ele não cessa 100%. você vai aceitando, mas ele tem os seus o seu a sua volta, tem momentos de maior vulnerabilidade em que ele volta e essa mãe vive numa ambivalência, né? Eh, ela tem o a empatia, o excesso de compaixão e mas ela então ela tem momentos que ela quer cuidar em excesso, proteger, ela fusiciona com essa criança, né? Mas ela tem momentos que ela também quer aproximar, mas quer distância. Isso é humano, né? E essa movimento de culpa, ele também vai e volta. E isso só intensifica esse sentimento, né? Olha só que interessante. Isso adoece. Exatamente. E adoece mesmo. A gente, eu eu tive dando uma olhada nas redes sociais, eu encontrei algumas páginas, né, Instagram, enfim, de mães que cuidam, né, de crianças. neurodivergentes. E gente, é assim, eh, as mães, eh, mostrando como é o dia a dia, né, de uma cuidadora. Eu vou falar um negócio para vocês, precisa ter um psicológico muito bem equilibrado. E aí eu pergunto, Fabiana, para você, eh, a questão dessas mães, eh, o apoio psicológico para essas mulheres, como que é a realidade hoje, né? o sistema de saúde oferece algum apoio psicológico? Essas mulheres elas eh encontram um apoio psicológico de que forma, né? Qual que é a sua avaliação desse atendimento e se realmente tem esse atendimento para essas mulheres que hoje são responsáveis aí por cuidar, né, de seus filhos e geralmente elas são sozinhas, né? pelo que eu pude pesquisar eh eh na internet que a gente tem ali nas redes sociais, eu eh realmente fiquei assim em choque com tudo que eu vi e na força que essas mulheres aparentam ter. Mas quando as crianças elas, o jovem, enfim, a pessoa que está sendo cuidada, ela tem um um momento de tranquilidade ou que ela está dormindo, essa pessoa que está cuidando, ela não consegue parar, a cabeça dela não para porque ela tá numa situação de estafa muito grande. Então, o acompanhamento psicológico, a importância disso e como que isso funciona na prática, no dia a dia de quem vive essa realidade? Então esse acompanhamento psicológico é muito importante, só que a maioria das famílias não tem para as mães, elas buscam as terapias dos filhos. Muitas vezes, nem vocês falaram tem dificuldades financeiras porque são muitas terapias que precisam ser feitas. Então elas priorizam o seu filho ou a pessoa que ela tá cuidando e para ela ela esquece. elas eh buscar mesmo grupos de apoio, né, com outras mães, eh grupos no Facebook para elas conversarem, elas precisam às vezes é só pôr para fora que elas estão sentindo, só alguém para escutar. Eh, no de saúde, elas podem procurar às vezes um capitalem muito desgastadas, né, onde vai achar ali eles vão encaminhar para psicólogos, mas ou até mesmo o telefone 188, que é um acolhimento. Você pode ali rigar e falar com pessoas que vão te escutar com acolhimento, porque elas precisam desse desabafo. Tá, como você falou, as os filhos dormem, uma pessoa que tá dormindo já tá dormindo, elas não param, porque tem os outros afazeres também da casa, da vida dela. Muitas trabalham, continuam trabalhando ou trabalham somente em casa, mas precisa manter uma casa organizada, uma casa limpa. Vocês falaram de rede de apoio. Muitas vezes as mulheres t as red não tem rede de apoio familiar eh de pessoas, talvez pensar numa rede de apoio com eletrodomésticos, uma máquina de lavar bolsa, uma máquina de lavar roupa, pensar em algumas coisas fora da nossa caixinha para facilitar a vida desse cuidador também, para otimizar o o tempo dele e nunca esquecer desse autocuidado, né? O que ele gosta de fazer? Pode ser tomar um banho mais relaxante. Nesse momento que a pessoa dorme mais tranquila, ela vai lá e tá um banho relaxante para ela mesma. Faz uma meditação, uma leitura de um livro, pensar assim: "O que me faz bem? Nem que seja 10 minutos por dia, o que que eu vou fazer que me faz bem?" Excelente. Esse é um exemplo de um autocuidado e que pouco tempo, 10 minutos por dia, pensa, mas isso pode fazer sim a diferença, né? Pode baixar um pouquinho o estress, dar uma acalmada para você dar uma relaxada. Isso faz parte, precisa estar inserido no dia a dia, né, Marisa? É fundamental. Agora, eh, quando nós falamos do cuidador, né, nós temos que pensar também que esses esse familiar que é cuidado, ele vai, esse estado, né, eh, de hipervigilância, que é o que esse que é o que a mãe ou familiar passa nos cuidados com o outro, com a criança neurodivergente ou com com qualquer outra eh deficiência e necessidade, eh, afeta toda a família total, né? Porque eles vivem num estado de alerta. A qualquer momento pode acontecer qualquer coisa. E isso também priva do convívio social, priva das relações, né? A relação conjugal. Então tudo fica para um segundo plano. Até mesmo de um banho, né? Tem relato de mãe que fala nem mesmo um banho, porque tem que ser com a porta aberta, com o filho chamando. Tem famílias que não tem só uma criança com autismo. Então, às vezes, né, eu já escutei relato de de mães que falam: "Ah, eu vou em grupos de apoio e eles falam: "Você precisa achar um criar uma rede de apoio, mas eu não conto nem com a minha família, que minha família não entende o que é o autismo." Então, passa por isso também, né? por cada vez mais trazer a consciência, né, informar a população, o público do que é o autismo, porque a o há famílias que recusam em festas de criança na da escola e em praças públicas, porque vai passar por essa exclusão. Ou mesmo nas escolas onde se vê falar tanto em inclusão, o que é essa inclusão? Será que de fato ela tá acontecendo ou eu só coloco a criança dentro da sala de aula e ela continua apenas sendo mais um, né? Então são muitos os problemas e essa mãe então ela veste mesmo, ela eu tenho que super proteger a minha próle, o meu filho, né? E essa insegurança permanente faz com que ela se aprisione cada vez mais dentro de casa e às vezes até se recusa a levar à escola enquanto ela não vê nenhuma garantia de segurança para esse filho no ambiente escolar, inclusive, né? Por isso que é importante a gente trazer esse debate, trazer essa conversa com essas duas profissionais, trazer informação para você que tá aí do outro lado. Nós estamos falando eh quem cuida de quem cuida, mas de um de uma forma bem assim eh eh mostrando a realidade, sabe? Como realmente acontece, porque às vezes a gente ouve falar, mas a gente não vive esse dia a dia e a gente às vezes não tem nem noção do que acontece. Como a Marisa muito bem trouxe, a a quem cuida fica hipervigilante, às vezes não consegue nem tomar um banho. E a gente tá falando aqui, a Fabiana trouxe, poxa vida, um autocuidado seria tomar um banho de 10 minutos que seja. Mas aí a Marisa apontou, é, mas esse banho de repente pode ser que tenha que que que acontecer com a porta aberta, porque a qualquer momento pode acontecer alguma coisa. Então você entende a necessidade eh de uma rede de apoio, de de busca de ajuda. Fabiana pontuou CVV, né, 188. Muito bom. Precisa ligar, precisa falar com alguém, precisa conversar. A gente precisa buscar uma rede de apoio, nem que seja para falar eh no telefone, né? 188. É muito importante. Anota aí se você precisa. Agora nós falamos aqui das famílias neurodivergentes. Ah, vamos passar para uma outra situação agora que também eh deixa a família em hipervigilância e até codependente, né? A gente continua na nossa conversa de quem cuida, de quem cuida. abordando a dinâmica das famílias eh dependentes ou codependentes. Marisa, como é que a gente pode eh identificar os sinais específicos da codependência em uma dinâmica familiar? A quando a gente fala de codependência, eu gostaria que você explicasse pra gente e falasse pra gente, é só eh eh realmente a codependência ela eh só é mesmo quando tem alguém da família que é dependente químico ou a codependência. Também a gente pode colocar nessa questão que nós falamos agora, que nós abordamos agora, que são as famílias neurodivergentes também em qualquer situação em que haja alguém que exige uma necessidade, né, maior, né, que não tem uma autonomia, que precisa de um cuidado ou eh eh pode haver sim um vínculo de codependência, né, porque esse cuidador ele ele tem um excesso de cuidado, um excesso de compaixão a ponto de perder sua própria identidade, né? Ele se anula, né? E ele então ele pede o selfie, ele não consegue separar quem é ele de quem é o outro, tanto em termos de emoção quanto de comportamentos. Então ele se perde si mesmo, fica só eh em função do outro, em função do outro, né? Então fica dependente, codependente na verdade, né? Agora, Fabiana, eh em famílias com dependência química, é comum, né, quem cuida, tentar controlar o outro. Então, o que essa dinâmica revela emocionalmente? Qual é a sua análise sobre a codependência? E como a Marisa pontuou, a gente pode colocar a codependência também em relação às famílias neurodivergentes, porque a pessoa fica dependente da reação do outro também, não é? É, então quando tem as pessoas com dependência clínica, aí a o outro pessoal quer controlar eh para tentar mudar ele, tá afetando a família, o relacionamento familiar, a dinâmica familiar e pode estar afetando muito além disso, né, já parte de financeira, de trabalho, então afeta a família como um todo, a codependência química. Então, esse parceiro que cuida do outro, ele está ali cuidando não mais como já um relacionamento de amoroso, já saiu de um relacionamento amoroso, é afetivo, né, de marido, mulher, por exemplo, se for o caso, para já uma um controle mesmo de você não vai fazer isso, você tal horário, você vai chegar a tal horário, tal um controle que talvez passe a querer mudar o outro. Só que a gente sabe que a mudança não parte você quer conseguir mudar o outro, a mudança vem de dentro. Então, o mais correto seria mostrar para essa pessoa, para ela buscar ajuda, ajuda com o psicólogo, com psiquiatra, porque às vezes precisa de medicamentos, né, para ajudar nessa dependência. E para ele enxergar que ali ele precisa de uma mudança que vem dele e que essa pessoa que tá ali cuidando, ela não vai conseguir mudar o outro. Então ela também tem que quebrar isso, se ela consegue controlar, que ela consegue mudar outro. Ninguém consegue mudar outro, principalmente adultos. A gente não consegue mudar adultos, tem que vir de dentro para fora essa mudança. Então, talvez ela começar a trabalhar com ela mesma, o que eu posso fazer para ajudar esse dependente e não o que eu posso fazer para que ele pare a dependência. Excelente, né? Parece e amor, né? Mas é um amor que eh acho que eu posso dizer um amor que controle, né? É que adoece, né? Uma tentativa de salvar o outro, mas acaba se perdendo no processo. E aí como que a gente diferencia o amor e a compaixão, né? E a dependência afetiva, Marisa, nas relações. Como que a gente consegue entender isso? o que que a psicologia traz pra gente referente a a diferenciar, né, isso aí e como que a gente faz, porque chega uma hora que você vai precisar ser cuidado, porque isso vai adoecer. Como diferenciar o amor, a compaixão? Exatamente. E a dependência. E a dependência. É, é, é. Aí, eh, tem a ver tanto com a história de cada um, né? Uhum. né, com os emaranhados que vão tramando, né, com a trama da história de cada um, né, com esse vínculo, como é que se deu esse vínculo, porque a codependência, né, tem o o o dependente, ele precisa do do outro, né? O codependente ele quer se sentir suficiente, né? Então, se ele não tem esse e ele não se cuida, ele vai se vincular a um outro que vai exigir a mesma a mesma vinculação, né? Por isso que ele precisa de tratamento também, que ele vai sempre tá fusicionando com uma outra pessoa que vai ter essa mesma necessidade. Então ele precisa diferenciar, se diferenciar, perceber, saber o limite, né, para poder ter esse discernimento, saber porque que ele tem que tá tanto a serviço, né, reconhecer, eh, se autoconhecer, né, é um trabalho mesmo de de de terapia para se autoconhecer qual é a necessidade, por que eu preciso me colocar tanto a serviço, a ponto de me diluir, a ponto de não reconhecer a minha minha própria, a minha própria individualidade, né, a ponto de ter que me colocar no lugar de Salvador, né, que o que que acontece dentro de mim, né, que eu tenho que estar fora cuidando do outro. Excelente. Pode falar, pode falar. Às vezes a dependência também é afetiva, diferenciado o amor, a dependência afetiva, você depende a sua felicidade do outro. Uhum. Então, responsabilidade você joga a responsabilidade no outro e a o amor não. O amor é responsabilidade daidade sua mesma e o amor traz coisas positivas. Então você aceita o outro da maneira que você não tem essa mudança para dependência afetiva. Você precisa do outro, mas você também quer essa mudança, quer que seja do seu jeito. Muitas pessoas, às vezes, a gente pensa em relacionamentos amorosos, ah, eu vou mudar ele, vai deixar ele do do jeito perfeito para mim. você não consegue, então você começa a ter uma dependência ali de dessa busca, pode ser muitas vezes. Ou você só consegue ser feliz quando o outro está junto, quando o outro faz alguma coisa pro outro, você depende muito dessa outra pessoa. Excelente. Por que que a gente traz codependência junto eh eh nessa nesse tema que a gente tá abordando hoje, que é quem cuida de quem cuida, porque quem é codependente precisa de cuidado. E aí, como que esse codependente vai conseguir buscar um cuidado se ele está totalmente dependente de quem ele cuida? E aí, Marisa, o que que a gente faz nesse caso? Eu acho que é como a Fabiana trouxe, né? Também ele precisa de um de uma terapia, né? de um processo terapêutico para poder sair desse lugar de cuidador, para poder olhar para si mesmo, tirar o foco do outro e olhar para si mesmo, entender qual é o limite, né? Entender que não cabe a ele modificar o outro e que tem um limite, que ele pode encaminhar, que ele não muda o outro, entender a história dele, né? Isso é por meio de terapia, né? Eh, quando a gente ama eh o amor maduro, eh você tem o outro não para complementar ou para não para suprir as suas necessidades, as suas demandas internas, mas você tem para ser o seu parceiro, para te amar tal como você é. Uhum. Agora, quando o outro vem para suprir as suas demandas, aí tem as suas questões internas aí com as suas figuras parentais. provavelmente, né? Então, é eh é encorajar para ir buscar mesmo uma terapia para se autoconhecer e poder sair desse lugar. Nas falas de vocês, né, quando a gente arremete para o nosso tema, que é quem cuida, né, de quem cuida, a gente percebe que quem cuida precisa sair do casulo, né? Não, não vai ter jeito. Ninguém vai chegar em quem cuida e falar: "Olha, você tem que se cuidar, né? Pega e vai fazer alguma coisa". Isso tem que ser uma autão. Você precisa entender que você precisa de cuidados também. E aí esse autocuidado, ele pode ser visto muitas vezes como egoísmo, né? Como é que a gente faz para mudar essa visão? Eh, o que que tem que ser despertado nessa pessoa? Por que, Fabiana, que esse autocuidado de quem cuida, ele é visto na maioria das vezes por essa figura que cuida como egoísmo. O que acontece? É, então a gente tem que ajudar essas pessoas, esses curadores a enxergarem que se ele não se cuidar, ele vai adoecer, ele vai ter problemas às vezes de estress, problemas crônicos de sono. Então isso lá na frente, como que ele vai cuidar dessa pessoa? se ele vai estar doente, ele vai estar também precisando de cuidado. Então a gente tem que mostrar para eles que não é um egoísmo, é a sobrevivência mesmo. Ali você cuidar, você precisa estar bem para cuidar dessa pessoa. Então não é um egoísmo, é só mesmo o natural que se acontecer e o esperado. Quando a gente tá num avião, eles só falam ali queinam a gente, você precisa colocar a primeira máscara em você para depois ajudar o outro, porque se você não tiver ali bem acordado, você não vai conseguir ajudar outro lado. Então você tem que primeiro pensar ali que é o básico para mim, para mim estar bem, para ajudar o próximo, para ajudar que o meu filho, meu marido, para quem para ajudar a minha família, se eu não tiver bem ou as outras pessoas ao vai aparecer ali para ajudar, porque quando a gente fica doente sempre tem alguém para ajudar. Então, por que não pensar antes de você ficar doente em quem também pode se ajudar? Como eu falei, não ser uma rede de coisas familiares. A gente pode ir num grupo, grupo de pessoas que são passando pela mesma coisa e ali fazer amizades um apoiar o outro, sabe? Eh, não precisa pensar só numa rede de apoio entre familiares, pode pensar entre amigos, entre colegas. É interessante quando você pontua isso, Fabiana, porque como a Marisa trouxe pra gente aqui, de repente a rede de apoio da família, ela se desfaz porque a família não vive aquilo que você vive, né? Seja com o cuidado de pessoas neurodivergentes, seja com a questão da codependência, seja ela por qual motivo for, né? Eh, a família ela não tá vivendo isso no dia a dia. E quando você tem uma rede de apoio de pessoas que vivem a situação parecida com a que você vive, a interpretação e a forma de apoiar é outra, não é, Marisa? Eu gostaria que você explicasse pra gente como acontece lá com vocês e essa rede de apoio, a importância disso no fortalecimento daquelas pessoas que têm essa esse exercício de cuidar. Sim, é fundamental. Nós temos várias experiências, né? Quando nós fazemos as avaliações da nesses grupos, dos grupos de mães, o que a gente mais ouve como ganho é que justamente o que o que elas vêm como ponto alto dos encontros é esse compartilhamento entre elas. Uhum. Né? Nós tivemos eh um evento que a gente chama evento de território, que nós levamos as mães para para um café da tarde. Sim. E a pergunta era eh, qual foi a última vez que você assentou com uma amiga para tomar um suco que seja? Elas não sabiam nem dizer quando foi. Poxa vida. Então, foi tão gratificante. Até hoje elas falam sobre esse evento de poder ter esse espaço, de poder falar de outra coisa que não fosse sobre o filho. Uhum. E também nós tivemos há pouco tempo a festa das crianças e o relato delas foi assim: "Gente, eu nunca estive no lugar de falar aqui é o meu ambiente". Porque todas nós tínhamos a mesma situação. Todas éramos falá, a gente conversava uma com a outra, mas de olho na criança que tava no brinquedão, mas todas estávamos no mesmo ambiente, podíamos ser aceitas da maneira como éramos e os nossos filhos também. Então, eh eh esse essa identificação, poder compartilhar, poder estar no lugar de ser aceita e de ser ouvida, sem julgamento, de ser acolhida, de ter essa continência é um grande diferencial. Então essa rede realmente ela não se restringe nem deve se se limitar à família, porque normalmente, infelizmente, né, dentro da família é difícil encontrar esse mesmo suporte, até porque a família também às vezes entra em negação, né? Imagina, olha aí, né? A gente vê tantos filmes, né, que a família eh tem dificuldade, isso é um retrato da da vida, né? Tá? Eh, então tem tem a comunidade, tem o vizinho, tem a outras famílias eh com crianças neurodivergentes na própria escola. E a gente observa lá nas mães que elas também fazem grupos entre elas e combinam passeios e combinam piqueniques. Então, é fundamental que essa rede se amplie para além, né, do da família. interessante. É fundamental que a mulher a ou a pessoa que cuida, ela entenda, né, que e que tem essa rede e se apoie, né, encontre apoio e também em contrapartida, ela vai poder apoiar alguém e e são pessoas que compartilham da mesma situação. Isso fica um pouco mais fácil porque, infelizmente, nós temos o tal do julgamento, né? É isso, né, Fabiana? Sim. E nos grupos e as mães nesses encontros elas falam: "Ol, a maternidade não é só minha. Uhum. Tem outras que estão passando pela mesma coisa, não acontece só aqui em casa. Isso. Porque mesmo uma maternidade normal que não tem nenhuma criança neurodivergente, às vezes se essa família não tem outras, essa mulher, essa mãe não tem outras amigas que são mães, ela fica ali muito sozinha. Uma matinidade muito solitária. Ela fala: "Nossa, só eu tenho esse problema. ninguém, porque a gente, o que a gente vê nas redes sociais é sempre um lado bom, o lado bonito, tá tudo perfeito. Então ela fala: "Nossa, será que tá acontece comigo isso?" Não. Quando ela encontra outras mães que passam pelas mesmas dificuldades, pelos mesmos desafios, ela relaxa, ela fala: "Nossa, não é só isso, aqui elas também passam por isso. Olha aqui, elas me entendem, me compreendem. Isso é muito, muito bom, muito válido. É isso que elas, às vezes elas só precisam disso mesmo, de alguém para conversar. para escutá-las, né? Isso já é um grande avanço para elas. Excelente. Pode pontuar, Marisa, por favor. Ah, elas também, eh, eu acho que eu, eu, eu acabei, acabou assumindo. Elas, eh, nesse, esses grupos são abertos, então o tempo todo tem mães novas, famílias novas ingressando e e é e então elas tenham também eh estágios diferentes, né, de de de de luto. Eh, uma acabou de descobrir de ter o diagnóstico, a outra, então essa troca, né, entre elas é fundamental. olha, eu já passei por isso, eu fiz assim e tal e tem um acolhimento e tem essa mobilização justamente para despertar, para, olha, eu realmente preciso eh ter esse tempo para me cuidar, como a Fabiana vinha dizendo, né, para eu poder ter essa sustentação, né, essa sustentabilidade, esse cuidado sustentável, né, para para dar conta de tudo mais que que eu tenho que enfrentar no dia a dia. Então esse grupo também traz essa mobilização, essa consciência de que precisa desse autocuidado, né? Excelente. Então nesses grupos a gente também trabalha com a psicoeducação, também tem os momentos terapêuticos, né? Também a gente oferece eh a terapia individual nos casos eh são poucos os horários, né? Mas a gente também oferece para acolher essas mães que estão num estado mais crítico e e é fundamental. Eh, eu acho que é um trabalho que precisa ser ampliado na rede pública, né? Porque a gente trabalha com com famílias carentes que vivem praticamente do BPC, né, do LOAS, que não tem como trabalhar, né? Não tem como que uma mãe vai deixar os cuidados de quem? O filho, né? Então, ela realmente, principalmente as mães que são eh as famílias mononucleares, as mães solo, né? Então, eh a gente voltou a falar, né? a urgência do tema, né? Exatamente. Eh, então é a situação é bem complicada. Agora, do ponto de vista, né, alegre, são mães que celebram, né, o pequeno progresso da criança. É uma alegria. Então eu falo assim que as mães, eh, elas aprendem a olhar pro filho, elas têm essa oportunidade de quem é, né, esse meu filho que tá na minha frente. Eu falo: "Olha o diagnóstico, tá tudo bem, é isso, mas não se prenda a isso. olha pro teu filho e vê o que que ele necessita e aí você vai conseguir se comunicar com ele e aí elas elas fazem isso e elas celebram cada progresso porque tem muito amor ali. Muito bem. A gente fala hoje no programa quem cuida de quem cuida, né? Estamos abordando aqui as famílias neurodivergentes, já abordamos a questão da rede de apoio, também abordamos a questão da codependência, né? E agora pra gente já encaminhando pro final, a gente já quer, eu acho que eu gostaria, importante a gente falar sobre as mulheres que cuidam de tudo, de tudo dentro de casa. A mulher que administra a casa, a mulher que cuida do marido, a mulher que cuida do filho, a mulher que cuida ã da de tudo que acontece dentro de uma casa. Gente, o que acontece com essa mulher, né? Quando ela vai parar para olhar para si. Que que você traz pra gente, Fabiana, sobre essa função de ser mulher que ainda existe, né, e que ainda acho que está presente em muitos lares aí, que tem mulheres que só oferecem o cuidado e não são cuidadas, elas também adoecem. Adoecem. E muitas vezes, falou, quando elas vão parar, às vezes elas só param quando realmente o corpo esgota. E falar agora nunca mais que você vai parar. por uma doença, por uma estafa, por tá totalmente o corpo debilitado. Então começa assim a vir problemas de saúde realmente. Então ela às vezes ela não consegue também, ela tem que buscar nela por que ela quer esse controle todo, porque ela tem essa necessidade de controle às vezes. Então pensa, da onde tá vindo essa minha necessidade de eu conseguir delegar? Será que é porque eu quero tudo do meu jeito? Eu não aceito o jeito que as outras pessoas fazem com a tarefa. Então elas têm que começar a se perceber se esse esse fazer tudo é porque os outros não fazem ou é porque ela não permite que os outros fazem façam da maneira deles? Ela só aceita, ela é muito perfeitamente, ela só gosta das coisas do jeito que ela faz. quando só faz a lá ferrado e e acaba tendo mesmo esotamento físico e mental. Então o corpo chega uma hora que ele fala, não é o que a gente fala do burnout, ele para, ele vai se levar para um hospital porque ele vai parar todos funções dele, não vai conseguir mais fazer nada. Então vai ser um esgotamento realmente total do seu corpo. A importância, né, da gente olhar para nós, né, eh, Marisa, com carinho, com eh com paixão, porque a família precisa de cuidados, mas quem cuida também precisa de cuidados. E a gente fala que, olha, você vê agora 8:48 nós começamos o programa e a gente falou, né? Eh, passamos aí por várias situações de cuidado e nós falamos que mulheres cuidam. O que que acontece? Será que a gente traz isso da nossa é é cultura? É da alma? É da mulher? O que que acontece? Qual que é a avaliação que você faz como psicóloga, Marisa? Por que que esse cuidar, seja da família neurodivergente, seja da questão da codependência, seja da casa, porque esse cuidado cai quase 100% sobre a mulher, é a mulher que cuida. O que que acontece? Acho que tem um pouco de tudo, né? Tem da alma, tem cultura, né? Da alma. A mulher traz a nutrição, né? Então é ela que nutre, é ela que tem esse cuidado, ela, né? Protege a prole, né? Mas também traz da cultura. Uhum. Porque nós fomos educados, isso vem mudando, mas ainda é passo pequeno, ainda é muito pouco, né? Já mudou muito, mas ainda é muito pouco. Então, eh, e esse cuidado de e eh a claro que soma aí o que a Fabiana trouxe, né, na questão da do perfeccionismo, de não querer entregar, delegar, eu faço, eu sei, né? tem muita eh eu atendo mães no consultório, mulheres, né, que eh ah, ele faz, mas se fizer do meu jeito, não acabou, não terminou, não limpou como eu gosto, né? Então, são questões que também aparecem, mas eh tem muito isso também de eu não trabalho, então cabe a mim, então não valida o próprio a própria função, né, o próprio trabalho, porque estar em casa é um trabalho insano, inclusive, né, porque não tem remuneração e não tem validação, né? Ah, então acho que é um pouco de tudo. Eh, o, eu acho que a cabe a própria mulher, né, reconhecer e validar o seu trabalho e e e incluir, porque não tem mais isso do homem chega, vai fazer o seu descanso e a mulher não tem relógio para bater ponto, né? Eu falo muito isso. O homem terminou, ai coitado, ele trabalhou o dia inteiro, né? Agora ele merece ver o jogo, ver o e a mulher continua, né? jantar, a louça ou não sei o quê e não tem o tempo dela e aí vai sair para passear. É, mas você demora para se arrumar, é porque ela arruma todo mundo, a mala do filho e daí, né? Então, qual é o lugar que ela tá se dando, né? Então ela precisa se validar e começar a se impor, né, claro, de uma maneira eh amorosa, né, e mudando, né, mudando esse lugar que ela ocupa diante do homem para reeducá-lo, né, dividindo esse esse espaço de cuidado da casa, de cuidado das tarefas num tratamento mais mais eh mais mais de igual, né? Exatamente. Sim, Fabiana, pode falar, por favor. Eu acho que também assim, a gente tem que mostrar essas mulheres a gente tem que trabalhar com as expectativas, porque a frustração vem de expectativas irreais, não tá ali trabalhando com a realidade do momento da família. Uhum. Então, a gente também tem que trabalhar essas expectativas. As mulheres, elas querem se mostrar às vezes por culturalmente mesmo, por uma educação que tiveram na infância, que elas são perfeitas, que elas conseguem fazer tudo sozinhas, elas não precisam de ajuda. Uhum. Eh, a gente veio de um, é culturalmente que as mulheres que cuidam mais, mas também veio essa cultura de que as mulheres também têm que ter o seu posto de trabalho, só que elas não perderam o trabalho delas em casa, de cuidar da família, de cuidar da casa. Então, só só entrou mais um uma coisa para elas fazerem. Então, essa expectativa acho que tem que ser adequada em relação a cada família. Conversar com o marido, conversar com os filhos. Olha as expectativas aqui. O que que é de cada um, obrigação de cada um fazer dentro dessa casa? Põe um papel entre todos, né? Quando tem uma uma pessoa que precisa ser cuidada com alguma doença, alguma deficiência, a gente precisa também dividir isso. Olha, eu vou cuidar dele fisicamente, só que você vai cuidar dele na parte financeira, vai ser sua responsabilidade. Essas famílias que são eh mãe solo, né, elas têm uma maior dificuldade ainda. Por por quê? Porque elas não conseguem trabalhar pela questão que precisam estar ali com os filhos. Então elas precisam de esse essa parte financeira fica mais afetada ainda. Então elas precisam procurar outras outras pessoas para dividir esse cargo com elas, esse peso, porque realmente é um peso, fica só em uma pessoa, é muito pesado. E ela também tem que olhar para si, olha, eu não vou dar conta de tudo. Quais são as minhas expectativas em relação a mim mesma? Como você falou, Rúbias, olhar com carinho, com compaixão e falar: "Olha, você não precisa dar conta de tudo e tá tudo bem". Tá tudo bem, todo mundo vai sobreviver, eh, todo mundo vai chegar no fim do dia, porque muitas famílias só querem chegar ao fim do dia. Então, às vezes, se você não conseguir fazer uma coisa que você se dispôs a fazer, tá tudo bem. Só olhar para você, falou assim, tá tudo bem, amanhã a gente faz. E aí eu acho que é isso, a gente também tem que trabalhar com as expectativas dessas mães, desses cuidadores. Excelente. Muito bom. Agora 8:54. Olha só como passou rápido, né? a hora a gente aqui conversando com vocês duas profissionais maravilhosas, né, nos ensinando, nos passando algumas orientações e a importância, né, da gente se olhar com carinho, de a gente aceitar que de repente a gente não vai dar conta de tudo e tá tudo bem. E que bom saber que nós temos rede de apoio, temos grupos e a gente precisa sair do casulo. Às vezes você tá lá quietinha no seu casulo, aguentando tudo sozinha e não, você precisa de um cuidado. E às vezes um cuidado é só uma conversa, né? É só um abraço, é só eh uma identificação com a outra pessoa que vive a mesma história que você, né? Então, a gente precisa aprender a nos eh olhar com mais amor, com mais carinho e lembrar que não somos aí mulheres maravilhas, né? Superheroínas, não. Mulheres humanas acertamos, erramos e precisamos de cuidado também. Produção, tá me avisando, tem algumas perguntas. Então, como a gente tá já extrapolando quase o tempo, nem vi a hora passar, gente, você viu [risadas] agora 8:55. Vamos com duas perguntas, então, uma para cada uma e depois a gente vai pras considerações finais. Pode ser, produção, por gentileza. Então, eh, pode colocar na tela pra gente a Patrícia Nogueira do Jardim Proensa. Por que tantas pessoas que cuidam de familiares acabam se sentindo sozinhas, mesmo cercadas de gente o tempo todo? Vamos lá, então, Fabiana, vamos responder a Patrícia aí, por gentileza. Ela tá acompanhando a gente, tem essa dúvida. Porque ela se sente sozinha às vezes mesmo estando rodeada, porque muitas vezes só ela tá ali passando pelo problema, só ela tá cuidando dessa pessoa. Os outros estão ali em volta, mas ninguém tá realmente fazendo o que ela faz. Então, dá esse sentimento de solidão, porque um porque só ela tá passando ali na pele dela o que tá acontecendo. E dois às vezes essas pessoas estão cercadas e gente não apoiam ela ou não dão uma ajuda real, eh, sabe, de dividir, falar, olha, o que você tá precisando, chegou para essa percepão? Você táando? Às vezes ela, muitas vezes a gente acha que a gente tá ajudando, mas a gente não pergunta e o outro não pede ajuda. Então perguntar, você tá precisando de alguma coisa, o que eu posso fazer por você? É uma boa, uma boa familiar, não sozinho, achando que ele tem que dar conta de tudo. Excelente, né? Oferecer ajuda. Se de repente você vê que você percebe que a pessoa ela tá esgotada, mas ela não vai te pedir ajuda, ofereça ajuda, né? Ah, não aceitou hoje, oferece amanhã. Não aceitou, oferece uma hora. Ela vai entender que realmente ela precisa de ajuda. Então, a gente também precisa se abrir para oferecer ajuda. Agora 8:56, pode colocar mais uma pergunta, produção, por favor. Vamos lá para ver quem é que tá conosco. O Eduardo Lima, do Nova Europa. O que mais impacta a saúde emocional dos pais e de crianças autistas? O cansaço físico ou a pressão social e a emoção diária? Vamos lá, Marisa, é com você. Essa, olha as três coisas juntas, viu? O cansaço físico. Acho que até um certo ponto os pais conseguem suportar. Agora, a o emocional, o emocional é o que mais vai pesar na balança, né? A pressão social e o físico vão colaborar para essa pressão emocional eh romper. é a panela de pressão, é o que faz explodir. Eu eu penso assim que o emocional é a consequência do físico e da pressão social. é o que leva ao esgotamento, é o que é o que leva ao adoecimento. E você sabe que às vezes eh, no nosso dia a dia a gente não para para pensar, né, nas inúmeras famílias que vivem eh nessa nessa situação. E é importante a gente ter mais informação, a gente buscar entender o que acontece e como que a gente pode ajudar se de repente a gente se deparar com alguém vivendo, né, com com uma criança, adolescente ou uma pessoa neurodivergente em casa e que a gente possa fazer alguma coisa para ajudar ou oferecer ajuda. Porque olha, gente, eu dei uma olhada, como eu falei no início do programa, e eu realmente eh entendi que são pessoas que são literalmente especiais, tem um algo nelas assim que eu não sei se é em todas as pessoas que a gente encontra, né? Acho que são escolhidas. Eu não sei se estou falando errado, mas eh literalmente algo assim que sai um pouco fora porque essa pessoa ela fica em hipervigilância o tempo todo, ela tá cuidando o tempo todo, a pessoa ela não consegue às vezes ir ao banheiro, né, eh, com tranquilidade. Então, como que fica o psicológico dessa pessoa, né? Então assim, é algo que a gente precisa entender, estudar, aprender, para que de repente a gente possa servir também, né? Servir como rede de apoio, de repente servir como um ombro, um abraço, alguma coisa que seja, pra gente poder oferecer para quem cuida. Vamos lá. 8:59. Dá tempo para mais uma, produção? Será que dá? Se der, pode colocar na tela. Muito bom. Fernanda Souza do Jardim Eina. Quando tento descansar, me sinto culpada como se tivesse abandonando quem depende de mim. Como quebrar esse ciclo de culpa aí? Não tô falando. Olha só, Fabiana, por favor, agora eu quero a fala das duas, né? Então, a Fabiana fala um pouquinho e aí a Marisa fala um pouquinho, a gente encerra, porque é o que eu acabei de falar, eh, as pessoas elas não param, elas não conseguem, elas acham que estão abandonando. É o caso da Fernanda Souza. Fabiana, por favor, é com você. É, então, como eu já disse, a gente tem olhar pra gente com mais carinho, não é? O culpa eu não tô abandonando ali, só vou descansar, só vou cuidar um pouquinho de mim, porque se eu não tiver bem, como eu vou cuidar dessa pessoa? Eu vou ter uma, vou est mais irritada, mais cansada, frustrada, então esse cuidado não vai ser o meu melhor que posso dar. Então não olha nesse sentido de culpa ai eu tô abandonando não. Você tá se cuidando para ter essa bateria tá mais carregada para você dar o seu melhor ali na hora que você tiver com outro. Exato. Olhat. Isso mesmo. Agora a sua colocação, por favor. É isso remete até a pergunta anterior, né? Eh, o estado emocional, né? O ser humano é um ser integral, né? Uhum. Então, por exemplo, se eu não durmo bem, o meu sistema nervoso já vai tá afetado. Exato. Então, já vai gerar eh todo um eu vou me desregular, né? E a e a mãe desregulada, o que que vai levar? Vai vai levar o adoecimento, né? E então, eh, é eh é essa consciência mesmo, como a Fabiana bem disse, de que se eu eh não descanso, eu não vou ter condição física, emocional para dar o cuidado devido, né, para quando ele me me requer, quando ele me solicita no na vida diária, eu tá inteira para fazer aquilo dentro do que me cabe, né, sem me anular, né, para eu poder est pronta. para atendê-lo. Então, é tomar essa consciência e eu cuidando de mim para poder cuidar de você, né? Um exercício de autocompaixão, de olhar para mim como humana, como uma pessoa humana, que também tem as minhas limitações até que eu posso. Agora eu não posso, marido, tia, irmã, dá conta um pouquinho porque agora eu preciso, né? Agora e a gente até fala muito de de tela e tudo mais. Às vezes, olha, eu não quero dar um desenho, mas nesse momento é como aquela propaganda, né, de refrigerante. Vou falar marca que a criança tá chorando, não sei o quê, ela abre um refrigerante e deita no sofá, aquele momento é dela, ela precisa daquilo. Então é mais ou menos isso. Tem horas que você vai ter que fazer isso porque é pra sua autopreservação, porque só assim você vai conseguir realmente dar conta, tá inteira, tá com saúde para poder cuidar o outro. Então, sem culpa. Você é humana, você precisa se cuidar, se amar em primeiro lugar. Excelente. É uma realidade, né, que a gente precisa falar e a gente tem que às vezes quebrar protocolo, sim, né? Vai fazer o quê? E e é importante a gente lembrar que a gente precisa sair do casulo. É como se fosse um reencontro com a própria história, né? você lembrar do que você gosta, do que você sonha, do que faz você sorrir. Pequenas pausas fazem toda a diferença e você precisa cuidar de você para que você possa transbordar o cuidado, né? Então, a gente transborda do que a gente tem, o que a gente tá cheio. Então, se você tem o cuidado contigo, você consegue cuidar com mais excelência, né? a gente precisa lembrar assim de cuidar de quem cuida. E assim a gente encerra o nosso programa de hoje. Uma fala assim muito necessária, um tema muito importante. A gente passou aqui por diversas situações, né? [música] E a gente caiu na mulher, na mulher, mulher, sempre mulher cuidando e ela precisa de todo cuidado também. Então, agradecemos a sua audiência, a sua companhia, encerrando, então, agradecendo a sua presença, a sua participação, Marisa, muito bom. Obrigada pelas falas. você viu? Parabéns. Muito obrigada. Muito obrigada. Foi uma honra estar aqui com você, com vocês todos. Muito obrigada. Um prazer conhecer você também. [música] Um abraço a todos vocês aí que nos ouviram. Muito obrigada. Maravilha. Muito bem. Fabiana, quero agradecer a sua participação, eh, as suas colocações, suas pontuações de de insuma importância. vocês entregaram um conteúdo muito bom, magnífico, que de repente vai virar a chave de alguém que tá lá em casa, que é cuidador e fala assim: "Poxa vida, mas é mesmo, né? Eu tenho como dividir as minhas tarefas e eu preciso cuidar de mim. E se a gente conseguir fazer isso com uma pessoa que seja, já super valeu a pena. Muito obrigada, Fabiana. Obrigada [música] pelo convite e obrigada aqui por poder compartilhar um pouquinho. Valeu. É isso, gente. Então, [música] não esqueça, né? Você precisa de cuidado também, né? Eh, cuidar é um ato de amor, mas amor também é saber dizer: "Agora é a minha vez", né? Porque quem cuida de si cuida melhor do outro, tá bom? E amanhã nós temos mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Amanhã a gente traz um tema delicado, mais importante. Olha só que interessante. A gente vai falar do silêncio no casamento. Hum. Quem é que nunca passou por isso? Conversas adormecidas. Sabe aquele casal que evita falar sobre dinheiro, rotina, desejo, só para não brigar? a gente vai entender como o silêncio pode minar a relação aos poucos e o que significa, na verdade, a intimidade emocional dentro de um casamento ou até também aquele casamento que já está se desfazendo pela falta de comunicação, né? [música] Quando eram namorados, conversavam, se ligavam, mandavam mensagens e agora que vivem juntos. Não tem mais assunto, [música] não tem mais conversa. Vamos conversar sobre isso amanhã a partir das 8 da manhã aqui no nosso estúdio Câmara é ao vivo e nós esperamos por você. Agora quero lembrar que daqui a pouquinho instantes a Íria chega, né, da nossa central de informações, da nossa central Iá, a Íria, para quem não conhece, é a nossa jornalista de inteligência artificial. E aí ela atualiza para você todas as informações de Campinas, Brasil e também informações do legislativo. Ao meio-dia nós temos Câmara Notícia trazendo informações também do legislativo e de toda a nossa metrópole. Hoje é terça-feira, ontem teve eh reunião ordinária, inclusive hoje então no Câmara Notícia tudo que aconteceu na reunião ordinária. Você fica sabendo hoje ao meio-dia, se você não acompanhou ontem. E a nossa programação da TV Câmara Campinas, sempre feita com muito carinho, especialmente da nossa equipe para você aí de casa. Agradecemos a sua audiência, a sua companhia, lhe desejamos uma ótima terça-feira e amanhã temos encontro marcado e vamos falar do silêncio no casamento aqui no estúdio Câmara. Valeu, beijo grande. Fique bem à nossas convidadas. Mais uma vez, nosso muito obrigada, um excelente dia para nós. Até amanhã. Ciao ciao [música] [música] [música] [música] [música] [música]
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