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Olá, muito bom dia para você que tá ligadinho com a gente aqui na TV Câmara Campinas. Segunda-feira, estamos chegando com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Hoje dia 9 de março, e a gente segue no mês da mulher e hoje a gente fala sobre algo que marca a nossa trajetória, os rótulos, né, que tentam nos encaixotar. Intensa demais, fria de menos, dramática, mandona, possessiva. Mas ser mulher é se posicionar no mundo com liberdade, com autonomia e com a coragem de ser quem se é, sem pedir essença para existir. Romper essas amarras impostas pela sociedade é essencial. E a grande questão que fica é: a nossa liberdade ainda incomoda tanto? Hoje a gente vai falar sobre os rótulos femininos. Você aí de casa já se deparou com algum rótulo que colocaram em você? Conta pra gente, participa conosco. O que que você acha desses rótulos femininos? Mas o que são rótulos? É o que a pessoa acha que você é e se sente no direito de dizer e de colocar esse rótulo em você e de tanta pessoa falar, falar, falar. Se você não tiver aí um equilíbrio, né, você acaba se deixando rotular, né, mandona. brava, chata, sabe essas coisas assim? E tem, isso é o básico que eu tô falando, tem rótulos bem piores e tem rótulos que acabam eh mexendo muito com a nossa saúde mental. Então é disso que a gente fala hoje. Nós queremos ouvir você que tá aí do outro lado, ó, tá aqui, ó, 1997829377, tá? Qcode também tá na tela. Fala com a gente. Nossa produção já tá apostos, nossa direção também. Vamos conversar porque nós estamos aqui cercado de psicólogos, psicanalistas, eh profissionais da saúde mental que vão nos orientar sobre o tema de hoje, que são os rótulos femininos. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações do legislativo e já já a gente apresenta os nossos convidados do programa de hoje, combinado? Então vamos lá, gente. Olha, a Câmara de Campinas realiza hoje, segunda-feira, uma série de reuniões e votações de projetos, tá? Às 2 da tarde, a Comissão de Finanças e Orçamento analisa o parecer favorável do vereador Nick Schneider ao projeto do vereador Alto Alejandro, que prevê atendimento prioritário a pacientes em tratamento de câncer em estabelecimentos do município. E esse projeto ele altera a lei 14.789 de 2014. Também será analisado o parecer favorável ao projeto do vereador Marcelo Silva, que cria a campanha Brincando Mais Campinas, voltada à conscientização sobre a preservação de praças, quadras e outros espaços públicos. A reunião será presidida pelo vereador Carlinhos Camelô, está aberta ao público e é no plenário da Câmara e você está convidado para participar. Tem transmissão pelo YouTube e aqui na TV Câmara Campinas. Às 3:30, a Comissão de Mobilidade Urbana e Planejamento Viário vai analisar o parecer favorável do vereador Oto Alejandro ao projeto do vereador Rubens Gás, que prevê gratuidade no transporte coletivo municipal para candidatos inscritos no Exame nacional do ensino médio, ou seja, o Enem nos dias de prova. Para ter direito ao benefício, o estudante deverá apresentar ao motorista comprovante de inscrição impresso ou digital com nome, data, local e horário de prova, além do documento com foto. E aí depois, às 6 da tarde, a 10ª reunião ordinária ocorre no plenário e os vereadores votam vários projetos, entre eles, em primeira discussão, o projeto de lei complementar 123 de25 de autoria do executivo, que atualiza a metragem e a descrição de uma área pública doada à entidade de Casa dos Espíritos, que é responsável pelo departamento Recanto Vovô Antônio, é o Lar de Idosos, que fica no Jardim Santa Genebra. A alteração permite adequar a lei aos dados técnicos e viabilizar a formalização da escritura para doação, né? E então essa sessão, a reunião ordinária, acontece no plenário da Câmara. Você é convidado para participar, tem transmissão pela TV Câmara e também pelo YouTube da TV Câmara Campinas. Olha aí que agenda, né? E tem muito mais. Você confere com a gente sempre aqui e no YouTube também. Agora vamos pra previsão do tempo para esta, quer dizer, paraa segunda-feira, né, para hoje. Mas esta semana, de acordo com a previsão do tempo, nós teremos aí eh dias com bastante chuva, eh tempo nublado. Só parece que não vai aparecer muito não, tá? Hoje mínima de 21, máxima de 28. A gente já começou o dia com alguma garoa, né? Uma garoazinha fina, evoluindo para uma chuva e assim vai permear durante todo o dia e a noite de hoje também, tá bom? Então se cuide. Atenção redobrada, redobrada no trânsito e vamos bora. Segunda-feira, olha, o dia tem a cor que você pinta, né? Então a gente prefere, o dia tá cinza lá fora, mas vamos dar uma corzinha nele. Vamos simbora e a gente fala do nosso tema de hoje, né? o empoderamento feminino e o rompimento de rótulos que limitam a nossa liberdade. A gente vai entender como esses estereótipos, né, eles afetam autoestima, carreiras, as relações e como que a gente faz para se libertar deles. Tem gente que coloca o rótulo assim na testa da mulher e acha que ela deve conviver com isso, né? Então, a gente precisa de direcionamento. E para nos guiar nessa conversa sobre rótulos femininos, a gente recebe aqui no estúdio a psicóloga Adele Feltrim, especialista em saúde da mulher, e vai falar com a gente sobre isso. Muito bom dia, seja bem-vinda, Adele. Muito bom dia, Rúbia. Bom dia, pessoal. Queria aproveitar e desejar, né, um feliz dia da mulher. foi ontem, né? Mas como a gente diz, eh, todos os dias, né, a gente precisa tá retomando esses temas que são tão importantes, né, para paraa nossa sociedade melhorar como um todo. Eh, então, muito prazer, eu sou a Delli, psicóloga, especialista em saúde da mulher e vamos aí falar sobre esse tema tão importante hoje. Maravilhosa. E olha só, outra mulher profissional maravilhosa que tá com a gente aqui, a Débora Leite, especialista no universo feminino. Bom dia, obrigada pela sua presença. Bom dia, Rúbia. Bom dia, colegas. Bom dia pro pessoal que tá em casa. Baita tema para conversar hoje, né, vindo do dia das mulheres e vamos falar sobre isso, sobre esses rótulos que tanto nos aprisionam. É verdade, né? E como aprisiona? Olha só, pelo Zoom, direto de Curitiba, né, capital do estado do Paraná, a gente vai falar com o psicólogo músico, ele também é ator e eh ele fala com a gente sobre esses rótulos femininos também. Vai completar o nosso time, o Lute e Cristóforo. Seja muito bem-vindo. Bom dia. Bom dia, Rel. Obrigado. E assim como a Dell falou, quero desejar um feliz dia da mulher para todas, né? Eh, ontem de uma forma simbólica, pelo dia se comemora, mas como a falou, todo dia a gente tem que constar é o dia da mulher, tem que trazer isso sempre à tona. Maravilha. Já viu que vai render e muito esse bate-papo de hoje. A gente quer você também junto conosco. Bom, vamos lá. Neste mês da mulher, os números ainda dão um choque de realidade. É, foram 1568 mulheres assassinadas, um aumento de 4,7% em relação a 2024. Isso segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública que foi atualizado aí essas informações e a gente falou do ano de 2025 aqui, tá bom, gente? E ontem nós celebramos o Dia Internacional das Mulheres, uma data de luta pelo direito à vida e também à proteção, mas a desigualdade também está no bolso. No Brasil, as mulheres recebem em média 21% menos que os homens em cargos iguais. E quando a gente olha para as mulheres negras, essa disparidade salarial chega a números assustadores. São 53%. E agora é hora de questionar, né? Porque os rótulos comum agressiva para quem negocia ou instável para quem lidera ainda nos prende? Você que nos assiste já sentiu isso no seu trabalho, na sua família? Então a gente precisa de orientação. Vamos lá, Adi, como psicóloga, qual que é o impacto desses rótulos de polaridade, né? Ou 8 ou 80? Não tem meio termo não. Ou você é agressiva ou você é passiva. Não tem. Como que isso? H, atinge a autoestima das mulheres, né? Como reconstruir a confiança após anos, ouvindo esses julgamentos e esses rótulos impostos sem pedir licença pra gente. Pois bem, Rúbia, como você falou na introdução, esses rótulos colocam a gente, colocam as mulheres em caixinhas. Uhum. Né? E é como se fosse um sistema de controle mesmo, né? para controlar o comportamento feminino, né? Então, eh, com o tempo, né, o o os maiores impactos das mulheres, elas ficam eh cada vez mais ã pensando muito antes de falar alguma coisa, antes de se posicionar, ficam eh remoendo, né, assim, quando em algum momento que ela precisa se posicionar de forma mais forte, será que eu exagerei? Será que eu tô sendo difícil demais? Uhum. Eh, e aí com o tempo, com certeza, vai abalando a autoestima, né? Eh, e eu costumo falar, né, que nós mulheres nós, eh, eh, com o tempo todas nós aprendemos a desenvolver uma habilidade que é o disfarce. Hum. Né? Então, a gente fala que a todo momento a gente tá performando alguma coisa, né? Para com medo dessas críticas, com medo dessa polaridade, né? de ser mal interpretada. Então, por mais que que a gente a todo momento esteja nesse conflito interno, né, do eh pensando demais para falar, pensando demais para se posicionar, a gente não aparenta isso, né? Porque a gente desenvolveu com o tempo essa habilidade da performance, né, do disfarce. E qual que é o maior impacto disso? É a gente tá perdendo a nossa espontaneidade, a nossa naturalidade, a nossa autenticidade, né? Então, eh, como recuperar isso? É a gente, eh, se autorizar Uhum. a ser quem a gente é, né? H, acho que que é sobre isso, assim, eh, a gente precisa sair desse automático, né, dessa performance e e reencontrar esse caminho aí de da naturalidade, da espontaneidade, né, da liberdade. Excelente. Belas palavras, viu, Adéli? Agora isso vai de encontro com o que a Débora trouxe pra gente no início, né, na consideração inicial. Débora, por que que esses estereótipos criam uma prisão interna, né? Eh, eh, você trouxe essa questão de aprisionamento, né? O que que acontece? Como que o inconsciente coletivo perpetua essa ideia de que a mulher deve ser passiva em casa, contida, no trabalho? E a gente vai se aprisionando e a gente vai aprendendo a performar e então a gente coloca aí uma máscara porque a gente tem que agradar todo mundo e dar parabéns aos rótulos que nos são inseridos, né? Que aprisionamento é esse? É, né, Rúbia? A gente já são rótulos que são passados de geração para geração, né? Então nós desde muito novas nós vamos introjetando, a gente vai se identificando, né, com o que os outros ali, a nossa família eh vai passando pra gente e mesmo mais do que, né, a sociedade, né? Então, quando a gente fala de meninas, né, quantas vezes a gente não ouve, fecha a perna, menina, menina não faz isso, menina não joga bola, menina. Então a gente vai crescendo, né, e e se aprisionando do que os outros esperam que essa mulher seja. E isso aprisiona, né? Eh, chega um momento que você já não sabe. Realmente, eu tenho, né, assim como a D, eh, eu preciso caber nessa caixinha, né? Mas o que que de fato eu quero? O que que de fato eu desejo? O que que eu quero pra minha vida, né? E o quanto a gente, né, é rotulada como mãe, como esposa, como mulher, né? Se a mulher na adolescência, né, meninas, eh, nessa questão de de se envolver nos relacionamentos, meninas têm que ser mais comportadas, meninos não, os meninos podem tudo. Então, o quanto isso acaba sendo sufocante pra gente, né? E que bom que a gente tem esse espaço para falar sobre isso, né? pra gente repensar eh se a gente precisa mesmo caber nessas caixinhas. É, e que bom que vocês aceitam o nosso convite para nos orientar, né, para nos direcionar. Ô, Lute, olha só a fala das meninas aqui, né, e a gente eh pontua algo estrutural, algo cultural, familiar. E a gente vem pro mercado de trabalho. Mercado de trabalho, gente, olha, a mulher que tem liderança, eu vou te contar, o rótulo de mandona é é público e notório. Isso não tem nem que ver. Ela tem que conviver com isso, né? E quando ela é assertiva ainda, meu Deus do céu. Então, mandona. Não, ela não é líder. Ela mandona se acha, né? Tá achando que tem poder, que é, ainda mais quando a mulher lidera homens. gente, eh eh é estranho isso, mas por quê? Mesmo eh se esse comportamento da mulher, ela no cargo de liderança, né, ela tem aí uma igualdade com o homem, mas por que que ela é vista de forma tão diferente eh nessa questão de liderar, né? A mulher que lidera é mandona, o homem que lidera é assertivo? Explica pra gente, Lute, por favor. Então, o grande problema é são eh os homens que são liderados e que não aceitam eh essa hierarquia, né, essa posição da mulher e que acabam eh colocando na mulher esses rótulos, né, como vocês estavam falando, né, como da mandona, por exemplo. E a mulher enfrenta isso não apenas no mercado de trabalho, né, mas mesmo à vezes nas famílias também. Uhum. Eu tá, eu atendo muitos pacientes, por exemplo, que os casamentos eh terminaram, tal, e muitas vezes filhos, homens, adolescentes acabam não aceitando a autoridade da mãe, porque acham que quem deveria exercer esse papel teria que ser um homem, teria que ser o pai. E aqui a gente tem que falar muito da questão do respeito, né, do respeito à hierarquia, do respeito à autoridade, eh, da pessoa se impor de uma forma equilibrada, não tentando forçar a autoridade, mas mostrando que ela tá ali para exercer esse papel, sim, na ausência de um homem, de um pai ou de um marido e que os filhos têm que respeitar. E a mesma coisa funciona nas empresas, né? É muito importante aqui a gente falar um pouco também da da questão da persona, né? Na psicologia analítica, a gente eh a gente identifica que cada pessoa não é uma só, né? Nós somos várias pessoas. Então, por exemplo, eu sou um lut psicólogo, mas eu sou outro lut eh cantor, eu sou outro lut ator, eu sou outro lut pai do Gabriel, eh sou outro lut filho e assim são as personas que a gente vai construindo de nós mesmos, né? Então, a gente eh se veste de maneiras diferentes, eh tem assuntos diferentes em cada posição dessas, a gente eh consegue eh se relacionar de formas diferentes com as pessoas diferentes, mas isso é uma construção pessoal, não algo que pode, que deve ser ou que possa ser imposto de uma forma externa, que daí viram rótulos e que a pessoa geralmente não é daquele jeito, como você estava falando da da do rótulo da mulher mandona só porque ela exerce um cargo de lider liderança não é uma dona, ela tá ali tentando eh exercer o papel dela da melhor forma possível para que as pessoas consigam executar eh as suas funções da melhor forma possível, né? Então, a gente tem que diferenciar o rótulo que as pessoas impõem e do de uma forma externa e a questão da persona, que é o que cada pessoa vai construindo das suas identidades, né? Nós somos várias pessoas, como eu disse. Interessante, né? Nessa linha de raciocínio, vocês gostariam de comentar, por favor? Vai lá, Dele. Sim. Eh, o que o Lute falou, né, no começo da fala dele sobre os homens não aceitarem, né, as mulheres nessa posição feminina de liderança. E aí, muitas vezes, para elas serem ouvidas, elas precisam ser mais firmes. Uhum. E aí começa uma deslegitimação no sentido de, mas calma, né? Por que que você tá nervosa? Por que que você eh tá tão emotiva, né? Porque nessa tentativa de ser ouvida, ela acaba precisando às vezes ser mais firme e aí já vem essa deslegimação, né? Nossa, mas você precisa se acalmar, né? Como se eh ela ela estivesse sendo agressiva, né? Mas a gente precisa saber diferenciar assertividade de agressividade, né? Porque a assertividade ela é uma habilidade de comunicação, né? Não é um problema eh na personalidade. Então, eh paraas para as mulheres se fazerem ser ouvidas, ela acaba sendo rotulada. Exatamente. Eh, como emotiva demais, como ã agressiva, enfim. E às vezes a mulher para se encaixar nesse meio, ela acaba perdendo a sua essência, porque ela precisa se comportar de uma forma diferente, ou para ser aceita ou para ser respeitada, devemos exatamente para ser respeitada. É, né? E como o Lute disse, né, as personas, né, eh, como a gente tenta ser quem não é. E é muito difícil levar uma vida, passar uma vida inteira tentando ser quem não se é, né? Como como é difícil, como é sofrido. E isso gera um sofrimento, né? Isso gera e afeta a saúde mental, né, das mulheres. Então eu acho que é muito importante isso que o Lut trouxe no início sobre os homens, né? E eh eh importante a gente tá falando sobre isso, né? Pensando como isso chega pros homens. Eh, como ele disse, os homens que estão sendo liderados, que não sabem lidar. E o exemplo que ele deu, né, do filho. Então, como é importante a gente olhar para isso, conversar sobre isso e e poder, né, pensar em novos caminhos, porque saúde mental, né, eh eh isso afeta a saúde mental das mulheres. Exatamente, né? É forte a gente pensar que esses rótulos eles não são apenas apelidos, né, ou ofensas gratuitas que você fala ali e amanhã passou. Não. Eh, eh, a gente pode analisar isso como ferramenta de controle, né? Quando a gente rotula uma mulher trans, por exemplo, como a impostora, né? Tá querendo ser o quê? Ou uma mulher asseexual como ah, ela tem algum problema, né? O objetivo final é um só. Quando a gente rotula é um silenciamento, né? é uma tentativa de punir quem decide ser autêntica e não depende da validação e do modelo tradicional que as pessoas querem que seja, que assim seja, né? Então eu quero trazer também paraa nossa para nosso nosso debate aqui eh a identidade LGBT, né? Qia mais muitas vezes a sociedade tenta colocar a mulher em caixas, né? ou ela é rotulada como masculinizada, né, ou então ela é tratada eh a orientação dela é tratado como uma confusão passageira, né, como essa necessidade de rotular o mundo. Eh, o afeto, ele interfere na saúde mental dessas mulheres? Porque se a gente para para analisar rótulos, é importante a gente salientar é a liberdade, né, de todos e todas. E eh esse público eh sofre muito com essa questão do rótulo, né, Débora? Sofre, né, Rúbia? Assim como, né, são muitas camadas, né? São muitas camadas porque eh eh existe o o rótulo e muitas vezes ele vem em forma de preconceito, né? Então, eh, cabe, né, para todas as mulheres, né, eh isso vem em forma de preconceito. E mais uma vez eu volto, né, ao tema como isso gera sofrimento, né, como afeta a saúde mental como um todo. Essa necessidade de caber, isso aprisiona, isso isso gera gera preconceito. É, exatamente. E a gente puxa mais ainda para tem situações que o preconceito e essa questão do rótulo é algo assim inexplicável, né? E e as mulheres pretas, por exemplo, eh é uma violência simbólica que vem bem lá de trás, né, do período escravagista. E o racismo estrutural insiste em manter vivo ainda até hoje. Então, desconstruir, aliás, esses rótulos é antes de tudo, um exercício de humanização e reparação histórica, né? Então, aqui a gente fala eh de várias camadas que que são rotuladas. Ô lut, como é que a gente pode romper com esses estereótipos, né, de servidão, hipersexualização para uma sociedade, para que a sociedade ela enxergue a complexibilidade de tudo isso que a gente tá falando, né? mulheres negras, mulheres trans, a comunidade LGBT que a mais, né, as mulheres que lideram, as mulheres que estão à frente da família, todos todas elas rotuladas e de repente tentando se encaixar em o que a sociedade impõe. Como é que a gente faz para poder lidar com isso e para que esses rótulos acabam tipo caindo por terra? Será que tem como? Hein? E o que que é preciso pra gente romper esses esses estigmas? Tem tem como sim. Eh, é muito importante a gente começar inclusive por por isso que a Débora falou, né, sobre a questão do preconceito, né, e da dessas imposições, né? Eh, o que a gente precisa sempre é mostrar dentro de casa, nas famílias paraas crianças, desde as idades mais iniciais, assim, que o que mantém eh não só as famílias, mas as sociedades de uma forma saudável, é uma coisa tão simples chamada respeito, né? Se as pessoas aprenderem a respeitar as outras, aprenderem a respeitar os posicionamentos, as ideias, as vontades, eh qualquer situação que seja diferente da sua, você não precisa eh ser igual à outra pessoa. Você só precisa respeitar, né, cada um a sua escolha, cada um sua, a sua posição, né? Então, quando a gente ensina isso desde quando as crianças são pequenas, por exemplo, eh, um pai ou uma mãe ensinar que a maneira como, eh, esse filho, por exemplo, trata a mãe ou uma irmã eventualmente e tal, vai ser a maneira que ele vai tratar as mulheres externamente também, né? É engraçado, a minha mãe falava uma frase que era muito importante, assim, que eu acho que foi o que eh foi o que tava regendo assim a a nossa família, né, que meu a minha mãe sempre dizia: "Bom filho, bom marido, bom pai". E é assim que funciona a vida, né? Quando a gente eh respeita a posição de cada uma, respeita eh as ideias, os pensamentos, a gente consegue conviver com situações diferentes sem que aquilo seja eh algo problemático, que seja um conflito. Então, a base para tudo chama respeito. Excelente. Muito bom. Agora, quando a gente fala de respeito, é importante a gente salientar que é assim, a gente tem tanto para falar sobre isso, mas a gente vai permeando por alguns caminhos, né? E e um ponto que eu quero chegar aqui é a questão de mulher e mulher, né? Por que que uma mulher autônoma, uma mulher que decide ficar solteira, focar na carreira, né? Seguir a sua vida da forma que ela acha que é OK, tá tudo certo? Ela acaba incomodando, né? Ela incomoda homens, mas gente, ela também incomoda outras mulheres, né? Aí tem esse choque aí entre as mulheres. E eu vou perguntar para Adé, depois eu passo para você, Débora, que eu gostaria que vocês falassem sobre isso. A gente precisa se autorregular. A mulher que incomoda outra mulher, mas como assim? A gente tá falando da liberdade da mulher, aí a gente olha pra gente mesmo e fala: "Poxa vida, mas nós estamos em conflito com nós mesmas?" E aí, como é que fica, é verdade, Rúbia? Pior que a mulher que ela decide seguir um script eh diferente do que a sociedade impõe, no começo ela mesma eh sente muita inadequação, né? É um processo difícil para ela mesma eh decidir e bancar que ela vai seguir um script diferente. Aí então ela já eh luta, né, com esse sentimento de inadequação e aí vem outra mulher se incomodar com aquilo, né? Então é complicado, mas eh na verdade essa outra mulher que se incomoda com a com a mulher que tá buscando eh essa liberdade é um a gente fala de projeção, né, Débora? Acho que a Débora até pode falar um pouquinho mais sobre isso, mas é porque ela tá presa em uma caixa e tá vendo a outra mulher indo atrás do que ela deseja, né? E aí é um processo dela mesma, né? que ela precisa perceber porque que eu tô me incomodando de ver outra mulher eh feliz, né, bem bem resolvida, né? E aí entra também uma questão de sororidade, né, de empatia. Exato. Por favor, Débora. E é importante essa pergunta que você trouxe, né, Rúbia, porque a gente fala desse julgamento, desses rótulos e muitas vezes esses rótulos são impostos por outras mulheres, né? Então, eh, claro, a gente tem todo um patriarcado, né, que que isso vem de geração em geração, que ensinou pra gente rivalizar com outras mulheres, mas eh nós quanto mulheres, nós precisamos quebrar isso para não seguir rotulando e julgando outras mulheres, né? E quando uma mulher ela rompe esse padrão, quando ela decide eh seguir um outro caminho, ela é julgada pela sociedade, né? E e exatamente isso, assim, por outras mulheres, né? Eh, como a a Deli falou, é essa questão da da projeção, né? Então, muitas vezes eu quero esse lugar, eu não tenho coragem, então eu fico na minha posição e julgo a outra que tá buscando aquilo, né? Mas não, né? Vamos, vamos buscar o que é importante pra gente, né? O nosso o nosso desejo e vamos romper, né, com esses julgamentos externos, né? Porque isso sempre nos acompanha. Eu sempre ouço muito, né, no consultório, ah, eu não quero ter filhos, mas a cobrança externa é que eu tenha filhos, né, eh, no casamento ou aquelas perguntas que vêm, né, nos almoços da família. Aí quando você vai casar, né? Quando você vai ter filho, quando vem o primeiro, quando vem o segundo. Então é essa cobrança que vem, né, de de de outras próprias mulheres. Uhum. É isso mesmo, né? Aí eu passo pro Lut para falar com a gente sobre essa questão das mulheres, esse julgamento ou esse rótulo, essa esse questionamento de mulher, eh, olhando outra mulher de uma forma assim, tipo, nossa, olha ela, né? E e no momento em que a gente fala muito de sororidade, que a gente fala muito de respeito, que a gente fala muito em romper barreiras e também nessa questão em que a mulher ela se dedica quase o dobro do tempo, né, aos afazeres domésticos. quem trabalha fora, trabalha fora, trabalha em casa, cuida do filho e e assim por diante. E aí a gente acaba tendo aquele rótulo de cuidadora e tal, esse esse esse rótulo que foi imposto, né, por pelos nossos eh eh por outras gerações e que a gente traz com conosco até hoje, acaba eh trazendo algo assim que nos impede de seguir à frente, que de repente nos impede de quebrar barreiras e de seguir da forma que a gente acha que é correto, mas por conta do rótulo, né, da mulher que que reproduz, da mulher que cuida, da mulher que faz família, da mulher que perpetua e vai, a gente acaba sempre do mesmo jeito ou você avalia que isso já está tendo uma mudança significativa? Não, acaba tendo uma mudança eh significativa hoje em dia porque as pessoas estão entendendo que elas não precisam e não devem seguir em posições externas do que cada um deve ser ou ou como cada um deve viver, né? Então, se uma mulher decide que ela não quer ter filhos, que ela não quer ter um casamento, que ela quer focar muito mais eh no lado profissional e tal, é direito dela e é escolha dela e todo mundo tem que aceitar e respeitar isso da forma mais saudável possível. Eh, então aqui a primeira a gente volta a falar na questão respeito, né? Eh, aceitar as escolhas das outras pessoas e saber conviver com aquilo, né? Eh, outra coisa que tanto a Dél quanto a Débora falaram que é muito importante é a questão da projeção, né? Então, às vezes, o que uma mulher eh não vive lá no fundo, ela não entende, não aceita aquilo nela mesmo. Então, ela acaba projetando em outra mulher e acaba gerando essa competição, esse julgamento, né, que muitas vezes é eh é vem da própria mulher que tá agindo dessa forma, mas muitas vezes é imposto por alguns homens, porque tem a gente fala muito sobre eh é muito fácil você controlar pessoas quando você as divide, né? Então, quando você divide as mulheres entre ou profissionais ou pessoas mais de família, donas de casa ou mães e tal, você consegue controlar grupos diferentes. Então é muito importante que a gente não aceite essas divisões, que saber que todo mundo eh nós somos uma coisa só com eh com uma com formas diferentes de enxergar o mundo, com formas diferentes de escolher as próprias coisas da sua vida e tal, mas não titar que no nos dividam, né, para que tente nos controlar. Isso funciona aqui na questão das mulheres, mas funciona para todas as outras coisas da vida, né? A gente tem que parar com essa divisão entre eh raças, entre classes sociais, entre gêneros. Poxa, somos todos humanos e todos merecemos viver da forma mais digna e respeitosa possível. Excelente. Muito bom, né? Agora, eh, Débora, para quem cresceu ouvindo, né? Mulher casada é mulher realizada, sabe? Essas coisas, essas frases de efeito, né? Como é que faz? Hã, eu quero ser o que eu quiser. Aí eu preciso resgatar aí o meu autoconhecimento, preciso priorizar, né, o que eu quero para minha vida. Mas ao meu redor nós temos esse peso, né, do rótulo de de julgamentos. Então, qual que é o primeiro passo que de repente a mulher tá, não só a mulher, mas a o ser humano que está nos ouvindo hoje e fala: "Não, mas espera lá, eu não estou vivendo da forma que eu entendo que seja a melhor forma de se viver. Na minha concepção, do meu jeito, eu estou vivendo para o outro". E quando a gente tá falando aqui de rótulos, então qual que é a melhor forma e o primeiro passo, né, para que a gente possa começar a se libertar desses rótulos que são nos impostos? É, eu acho que a sua pergunta já trouxe algo muito essencial, que é primeiro a mulher, né, o ser humano, como você disse, ter consciência disso. Primeiro, né, eu assumir para mim mesma que é isso, porque muitas vezes, né, nisso de viver a vida eh e eh querendo mostrar ou querendo ser quem não se é, isso gera um sofrimento. Então, o primeiro passo é trazer isso paraa consciência, falar: "Opa, pera aí, tem algo errado, eu tô seguindo esse padrão, eu tô seguindo esse rótulo, mas eu não tô tem algo aqui faltando, eu não tô não tô bem, não tem algo." Então, vou definir, vou entender o que eu quero para mim, né? Eu quero viver essa vida, quero ser autônoma, quero ter autonomia. E autonomia não é fazer tudo sozinha, né? Autonomia é fazer o que eu desejo, né, com a forma respeitosa e sabendo se posicionar. Então, o primeiro passo, Rubi, ao meu ver, é isso, é ter essa consciência disso. Depois disso, claro, não é uma empreitada fácil, né? você vai enfrentar eh começa ali na na sua família, começa eh nos lugares que você frequenta, no seu trabalho, mas conforme você vai se posicionando, você vai se empoderando para conseguir realmente chegar no seu objetivo e claro, né, procurar uma ajuda, né, psicólogos, psicanalistas que te ajudam nesse caminho de autoconhecimento. Muito bem. E aí a gente segue nesse caminho de autoconhecimento, de virar a chave, que a gente também pode falar da importância da soridade, né, Adele, por gentileza. É, eh, eu queria complementar um pouquinho, né, a Débora, nesse sentido que você falou, né, essa crença, né, mulher casada, mulher realizada. Se a mulher ela entra num casamento com essa crença, primeiro que ela vai se autoabandonar, né? ela ela vai deixar as necessidades dela de lado e aí vai vir a frustração, porque ninguém se realiza se não tiver olhando para dentro. Uhum. Né? E nesse sentido, ã, da soridade, eh, a, a sororidade feminina, né? A, essa palavra da sororidade veio, né? Eh, no sentido feminino. Uhum. né, eh, da união das mulheres, né, das mulheres se uniremo e e e se ajudarem, né? Então eu acredito muito que a gente que que entre nós mulheres existe um tipo de um acordo invisível, né, de de sempre assim, existe a questão da rivalidade feminina, mas também existe muito amor entre as mulheres, né, assim, de esse acordo invisível de sempre tá tentando apoiar uma a outra, de assim, nossa, eu v chorando, eu vou oferecer um um lencinho para ela, né, e e um olhar, né, um um uma presença, né, né? Então, eu acho que é muito importante a gente eh se unir para conseguir quebrar esses rótulos, essas crenças, né, de de papéis que a gente precisa que a gente precisa seguir, né? Então, ã, ser isso ou aquilo, ser casada, ser ã boa, né? Ser ser ser boa em tudo, enfim, esses esses ros que existem. Então, se existe essa soridade feminina, eh, tudo se torna mais leve. Exatamente, né? Já é um passo pra gente demonstrar pro mundo como devem ser as coisas, né? E e a gente pode começar entre nós, né? A gente precisa começar entre nós, que sejamos exemplo, né? Para que a gente tenha aí eh eh um caminhar mais leve, como disse a Adélia. Agora, Lute, eh por gentileza, qual que é o papel do homem, né, no enfrentamento da violência de gênero que a gente tá falando aqui hoje? E de que forma é possível quebrar aí esses esses paradigmas criados, né, eh, por rótulos sociais, por favor. É, o homem tem um papel fundamental, né, nessa questão eh da evitação, né, dessas violências, principalmente contra as mulheres, né? O primeiro passo é a questão da proteção. O homem tem que ser protetor da mulher, nunca é uma pessoa que desrespeita uma mulher e tudo mais. E isso os homens, além de proteger as mulheres, eh, seja uma uma mulher que seja família, se uma mulher que esteja na rua e que um homem perceba que essa mulher tá sendo desrespeitada de alguma forma, tá sendo agredida, independente, seja verbalmente ou fisicamente, eh, ou até de uma forma velada, o homem tem essa, eh, essa obrigação até de proteger e também o homem tem e o dever de ensinar também aos seus filhos, principalmente os seus filhos homens, Eh, qual é a postura de um homem na sociedade, né? Qual é a postura de um homem frente a uma mulher? Então, homens fortes são aqueles que respeitam e protegem as mulheres. Os homens fracos, né, que a gente diz até que não são homens de verdade, são aqueles que tentam diminuir uma mulher para se impor. Isso é um absurdo, né? Então, é muito importante que os homens ensinem paraos seus filhos, homens, eh, a questão do cavalheirismo, a questão do eh da educação, né, do respeito frente às outras mulheres e que ensine as suas filhas, mulheres aí, eh, que não devam aceitar e certo tipo de tratamento vindo de outros homens, seja de um colega de escola, seja de um namorado, seja de um colega de trabalho ou de um chefe, né? Então, a gente vê muitos casos de desrespeito eh não eh no no mundo corporativo, por exemplo, mas que começa em casa, né? quando um irmão não respeita a irmã, quando o pai não respeita a esposa ou eh ou tenta diminuir, né, pela imposição da questão da diferença de gênero e tal, isso é um absurdo. Então, é fundamental que os próprios homens, eh, como eu disse, protejam e ensinem os outros homens a como tratar uma mulher e, principalmente, as mulheres daquilo que devem aceitar ou não de um homem, né? Elas, eh, devam se impor frente aos homens. Ó, pera aí, eu não tô sendo tratada de uma forma que eu mereço e que eu necessito e que eu eh exijo até, né? Então, eh essa é uma das funções principais do homem nessaão. Excelente. Ontem eu li uma frase, Rúbia, que até complementando que o Lut traz, que metade da população são mulheres, a outra metade são os filhos delas, não é? Então que mais homens, né, Lute, ouçam esse esse recado, né? Muito bom. Excelente. Olha aí, ó. 8:48. Não falei para vocês que não dava tempo para nada, gente, que conversa boa, né? Quanto é é enriquecedor a gente ouvir tudo isso e que a gente possa levar isso pra vida, levar pros nossos filhos, pros nossos amigos, pros nossos colegas, sabe? eh conhecimento, informação, a gente precisa repassar à frente, né? E agora 8:48, o pessoal tá participando, a produção tá avisando que tem perguntas e a gente tem que entregar as nove. Então faz o seguinte, uma pergunta para cada um e a gente vai para as considerações finais, tá bom? Direção? Pode ser assim? Então, beleza. A gente mandou um abraço para você que tá em casa, você que tá acompanhando a gente também nos consultórios. Tô sabendo aí que tem muita gente que passa por aqui e aí deixa, né, convidados e aí acabam eh ligando a TV Câmara Campinas no consultório porque acompanham o nosso estúdio Câmara. A gente fica feliz demais. Muito obrigada, viu, pessoal? E o pessoal de casa também, grande abraço para vocês. Quem tá participando agora com a gente é a Tânia Moreira do Taquaral. Vamos ver. Ela diz assim: "Como a falta de autoestima pode fazer uma mulher aceitar críticas e julgamentos injustos sem reagir?" Adele, vamos lá. É, a a falta de autoestima afeta a mulher eh por inteira, né? Então é um processo eh esses rótulos sendo impostos, né? Desde quando ela é criança, né? vai eh afetando essa autoestima. No fato que eu falei lá no começo, no começo, né, da do nosso programa de hoje, de que ela a todo momento ela fica se policiando, né, no que que ela vai falar, em como na postura dela, em como que ela vai agir, né? E aí quando vem uma uma crítica, né, um julgamento muito pesado, ela paralisa. Uhum. Né? Ela paralisa. Então, eh, o que eu, né, o que eu acho que a gente precisa sempre tá trabalhando, como resgatar essa autoestima, né? Resgatar essa autoestima é você revisitar esses rótulos que você foi enquadrada em toda a sua vida, né? E e pensar o que que o que que foi eh é uma expectativa da sociedade, né? O que que o que que realmente me pertence, né? quem que eu sou. Sim. E aí quando essa mulher recupera essa autoestima e tem mais consciência sobre a identidade dela, sobre quem ela é, aí sim ela tem força de reagir e de não aceitar esse rótulo. Não, eu não, eu não, eu não me permito ter esse rótulo. Uhum. Exatamente, né? A questão de de rotular é a questão, a mulher acaba perdendo mesmo a identidade e ela se perde, ela se perde, ela não sabe quem é. Então a gente precisa sim nos reencontrar, romper esse rótulo e seguir a vida. Vamos lá. 851. Pode colocar mais uma pergunta. Vamos ver para quem a gente direciona agora. Aí Luía Figueiredo do Cambuí. Por que as mulheres ainda sentem medo de se posicionar em família ou trabalho, mesmo com tantos avanços? É, Eloía, é verdade, né, Débora? É boa pergunta, Eloía, porque eu eu acredito que é o que conversamos, né, agora ao longo dessa conversa, porque a mulher e até na da pergunta anterior, né, como reagir a isso, né? Muitas vezes nós nos calamos por medo, por, né, ambas as perguntas trouxeram essa questão do medo, né, mesmo com tantos avanços. e vamos seguir avançando, vamos seguir conversando sobre, né? Vamos continuar espalhando isso, criando bons homens, né, pra sociedade para respeitar as mulheres, porque o medo ele vem, né? Mas quando uma mulher se posiciona, ela acaba ajudando todas as outras mulheres. Então vamos, vamos com o nosso jeitinho, né? Com o nosso jeitinho feminino, nos posicionando. Não é aceitar tudo, né? Não é também ir para uma postura agressiva, né? Não é isso. Mas vamos conversando sobre, vamos espalhando, né, essa consciência e que nós faremos grandes avanços. Tenho esperança. É verdade. É verdade. Quando a mulher se levanta, ela levanta outras mulheres. Quando ela se posiciona, ela posiciona também, né, outras mulheres. E assim a gente deve seguir. E o medo, penso eu, que é algo que vem e e vem muito forte. né, por conta do patriarcado, por conta eh da das gerações e que a mulher sempre foi colocada de uma forma esdrúxula, vou dizer eu, aqui, isso é coisa minha, mas é algo absurdo se a gente para para pensar, mas tudo bem, aconteceu, tá tudo certo, a gente precisa é mudar o que aconteceu, ficar reclamando muito do que passou, ã, não vai resolver, mas olhar para aquilo e ressignificar e tentar mudar para nós nós que estamos aqui e para as gerações que vem lá na frente, eu acho que faz toda a diferença, né? E aí a gente precisa eh fazer uma análise sobre isso e tirar as coisas que a gente pode mudar e seguir em frente. Agora 8:53, mais uma pergunta. A gente vai direcionar pro Lute agora. Vamos ver o que que vem. Vamos ver quem tá com a gente. Vamos lá. O Eduardo Lima, olha aí. E Eduardo Lima do Barão Geraldo. Olha aí, Lut, como os homens podem ajudar na mudança desses rótulos que limitam tanto as mulheres na sociedade? É, o Lute já deu uma aula aqui, mas vai repetir porque vale a pena a gente reforçar. Vai lá, Lute. É com você. É, eu acho que são três pilares fundamentais, né? Como que eu falei antes, primeiro deles é o respeito. Você nunca eh tratar uma mulher em sua mente, seja na sua família, seja no na sua rede de amizades, ou seja, principalmente também na na área profissional, nunca tratar essa mulher com desrespeito, não querer querer diminuir uma mulher ou nunca querer eh rejeitar, né, a posição dela, seja qual for, né? Então, o respeito é a base de tudo. A segundo pilar das três é a questão do da proteção, né? O homem tem a obrigação, eu digo sempre isso, a obrigação proteger as mulheres, né? A gente tem sempre tem que proteger aquela pessoa que tá sofrendo algum tipo de tratamento desrespeitoso, de tratamento desigual e tudo mais. Então, um homem de verdade sempre vai proteger a posição da mulher, seja como mãe, seja como irmã, seja como esposa, seja como profissional, seja ela chefe ou não, né, de uma empresa, de de um grupo. Então, eh, o homem tem essa obrigação. E a terceira é a consciência, né, e ensinar eh aos outros homens, sejam filhos, sejam irmãos, sejam amigos, a forma correta de se tratar uma mulher para que a gente construa uma sociedade mais saudável. Quando eh essa forma de tratamento é comum para todos, todos acostumam a se tratar dessa forma respeitosa, a sociedade fica melhor, a sociedade fica mais justa e fica mais saudável. Muito bem, vale a pena reforçar tudo isso que o Lut trouxe pra gente. E você que nos assiste tá aí pensando, nem eu, né, começo a romper os meus rótulos quando, né, muitas de nós crescemos ouvindo o que a gente deveria ser. Mas e se a pergunta certa for, vamos mudar a pergunta, né? O que você deve ser, não, o que você quer ser, né? De repente aí você já começa a virar a chave para poder mudar essa questão aí de rótulos. A gente vai encerrando o programa. Eu quero agradecer, né, as meninas, desejar sim um feliz mês das mulheres. É desafiador, sim, ser mulher nesse mundo, né, eh, ainda onde o machismo perpetua, mas é aquela questão que a Débora trouxe, né? Eh, a gente vai com o nosso jeitinho feminino, ajustando e melhorando as coisas e a gente não pode perder as esperanças. Débora, obrigada pela sua participação e pela sua presença mais uma vez. Foi magnífico. Ah, eu que agradeço, Rúbia. Obrigada. Obrigada, colegas. Obrigada pela oportunidade de estar aqui falando e falando sempre temas, né, que são muito pertinentes pra gente como mulher, né? Eh, quando eu recebi o convite, é um tema que mexe bastante, principalmente, né, acho que comigo, assim, com as mulheres, acho que a gente poderia ficar horas aqui conversando, mas a gente precisa encerrar. Foi um prazer e um feliz dia, né, mulheres? feliz todo dia, dia das mulheres. Isso, isso aí. A gente agradece muito você e você também, Adele, mais uma vez com a gente aqui. Satisfação te receber. Obrigada pela participação, pela entrega, pela sua presença. Muito obrigada, Rúbia. Obrigada, TV Câmara. E eu queria deixar uma mensagem final, né? Vamos resgatar a nossa essência, né? Porque não tem nada mais bonito do que uma mulher eh livre, né? eh, na sua forma mais espontânea de ser. É isso mesmo, né? Resgatando a essência. Quantas palavras lindas pra gente começar a semana, ô Lute, quero te agradecer por essa fala magnífica que você trouxe pra gente, né, como homem, mostrando realmente como tem que ser e lembrando que nós somos espelhos pra criação dos nossos filhos. Muito obrigada pela sua participação, pela sua presença. Um abração para todo mundo aí do Paraná, viu, Luti? Eu que agradeço o convite, Rúbia, eh, e agradeço, eh, a sua condução aqui da entrevista, eh, o posicionamento também da Débora, da Ded e agradecer aos telespectadores também de terem mandado as perguntas e terem prestado atenção. E é muito importante que a gente eh fale para as pessoas que é sempre importante procurar ajuda, né? E procurar ajuda é sinal de força e não de fraqueza. Eh, às vezes nós precisamos de ajuda para saber como lidar com as coisas que nos seram, as nossas e às vezes procurar ajuda para saber de como nós devemos eh nos posicionar nas nas situações da vida, né? E isso traz a busca da consciência que a Débora tava falando antes, né? Porque o próprio Jung falava, né? Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta. Então, quando a gente olha para dentro, nós descobrimos quem nós somos, o que nós queremos e assim que a gente constrói uma vida mais saudável. Uau, que programa de segunda-feira. Adorei, gente. A gente tá chegando ao fim aqui do nosso encontro, né? Mas a gente agradece você pela audiência, pela companhia. A gente aprendeu hoje que empoderamento é romper rótulos, é abraçar nossa complexidade e viver com liberdade, é ter coragem para ser autêntica em um mundo que ainda resiste, né, nessa questão do patriarcado. A gente precisa rever tudo isso. Olha, muito obrigada pela sua audiência, pela sua companhia. Amanhã tem estúdio Câmara a partir das 8 da manhã ao vivo novamente. A gente vai entrar em um tema urgente, silencioso. A gente vai falar, olha só, sobre o burnout digital infantil. Não é apenas cansaço, gente. É esgotamento de uma geração que não consegue se desconectar. Como que o excesso de telas e a pressão por estímulos constantes estão adoecendo as nossas crianças? Nós vamos entender os sinais de alerta desde a irritabilidade até o isolamento e descobrir como resgatar o tempo de brincar, né, e o tempo do descanso real. A gente trouxe essa pauta para amanhã por conta que nós observamos alguns vídeos de crianças assim muito irritadas e o pessoal falando: "É birra". Não, gente, não é birra. Isso precisa ser falado com especialistas da saúde mental, né? Nossas crianças estão sofrendo e a gente vai falar sobre esse burnout digital infantil amanhã a partir das 8 da manhã ao vivo aqui no estúdio Câmara. A gente conta com a sua audiência e com a sua companhia, tá bom? Aí tá chegando aí direto da central Iá, trazendo informações atualizadas, né? Brasil, Campinas, Mundo, enfim, tudo para você atualizadíssimo. E nós temos Câmara Notícia ao meio-dia com informações aqui do legislativo também. você acompanha aí durante todo o dia tudo que acontece no legislativo e às 6 da tarde nós temos reunião ordinária. Você também está convidado a participar, combinado? Um beijo grande para você, fique bem e até amanhã. Ciao Você tá nos ouvindo? Tô travada. Oi,