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Estúdio Câmara | Roblox, ECA Digital e o impacto dos jogos online em crianças
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Estúdio Câmara | Roblox, ECA Digital e o impacto dos jogos online em crianças

52 views Publicado 20/02/2026 HD · 1:02:43

Descrição do vídeo

No Estúdio Câmara de hoje, o tema é a revolução robloxiana e o impacto do mundo dos jogos online na mente de crianças e adolescentes. 👧🧒 Em uma conversa profunda e acessível, o programa aborda os protestos organizados por crianças dentro da plataforma Roblox após mudanças nas regras de chat, que restringiram interações entre faixas etárias diferentes e passaram a exigir verificação facial, medida ligada à proteção prevista no chamado “ECA Digital”. ​ A apresentadora recebe Ariel Alves, psicólogo e palestrante que atua com adolescentes e adultos, e Ariane Bizzarri, psicóloga e neuropsicóloga infantil, para explicar como esse universo digital interfere na construção de identidade, pertencimento, amizade e reconhecimento entre os mais jovens. Eles discutem como a restrição do chat foi sentida por muitas crianças como perda de voz e espaço de fala, gerando frustração, sensação de injustiça e uma grande mobilização coletiva dentro do jogo. ​ O programa também traz dados importantes sobre o uso de internet na infância, mostrando que muitas crianças começam a acessar a rede antes dos 6 anos e que milhões de brasileiros menores de 18 anos vivem intensamente o ambiente digital. A partir disso, os especialistas explicam como o cérebro em desenvolvimento lida com emoções, impulsividade, dopamina, recompensas rápidas e regras de convivência online, destacando riscos como dependência, dificuldades de atenção, irritabilidade, alterações de sono e até sintomas de ansiedade e depressão quando há uso excessivo de telas. ​ Ao longo da entrevista, Ariel e Ariane destacam o papel fundamental de pais, mães e cuidadores na mediação do mundo online, mostrando que não se trata de demonizar a tecnologia, mas de estabelecer limites saudáveis, aproximar-se dos interesses dos filhos, entender o que eles jogam, com quem se relacionam e qual conteúdo consomem. Eles reforçam a importância de ouvir, acolher, validar emoções e orientar, transformando episódios de revolta em oportunidades de ensinar empatia, pedido de desculpas, reparação de danos e habilidades de resolução de problemas. ​ O Estúdio Câmara também responde a perguntas do público sobre sinais de dependência emocional de ambientes virtuais, impacto dos jogos na memória, atenção e sono, influência dos algoritmos na busca constante por prazer e dopamina, vulnerabilidade ao vício em diferentes idades e como escolas e famílias podem atuar juntas para enfrentar casos de ódio, bullying e conflitos que começam no jogo e chegam à vida real. ​ Além disso, o programa provoca uma reflexão necessária: estamos ensinando nossas crianças a pensar sobre o ambiente digital ou apenas a reagir a ele? A chamada “revolução robloxiana” deixa de ser apenas um meme e passa a ser retrato de uma geração que já nasceu conectada, com direitos, mas também com vulnerabilidades ampliadas quando não há orientação, escuta e presença adulta. Proteção não é silenciamento, e liberdade não é abandono — essa é a mensagem central do debate. 💬 ​ Assista ao programa completo, compartilhe com outras famílias, educadores e responsáveis, deixe seu like, comente sua opinião e conte como você tem lidado com o uso de telas, jogos e redes sociais na rotina das crianças e adolescentes da sua casa e da sua comunidade. Sua participação ajuda a ampliar essa conversa tão urgente sobre infância digital, saúde mental e limites na era dos algoritmos. ​ Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

Transcrição completa do vídeo

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[música] Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Nós estamos chegando com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Cestamos semaninha curta, hein, dia 20 de fevereiro. Tudo bem por aí? Por aqui tudo ótimo. Hoje vamos conversar sobre uma manifestação que chamou a atenção do Brasil nas últimas semanas, mas essa manifestação não aconteceu nas ruas e sim dentro de um jogo online. Crianças organizaram protestos na plataforma Roblox. Após mudanças nas regras do chat, o movimento ficou conhecido como revolução robloxiana. [música] A empresa passou a exigir verificação facial de idade e restringiu conversas entre faixas etárias diferentes. Segundo a plataforma, a Medida busca impedir que menores de 16 anos [música] conversem com adultos, isso reduzindo, então os riscos como assédio e aliceamento. A decisão antecipa exigências da Lei 15.211 211 de 2025, conhecida como ECA Digital, que entra em vigor em março e impõe regras mais rígidas de proteção [música] no meio online, mas a reação veio rápido. Crianças ocuparam ambientes do jogo, dos jogos, né, como se fossem praças públicas. E é [música] sobre isso que a gente vai confessar hoje, essa esse protesto online. E sem falar do protesto, no Roblox, as crianças [música] também organizam shows, eventos. E como pode acontecer isso tudo [música] vindo de crianças que estão organizando algo dentro de um jogo? A gente precisa entender esse [música] mundo. Então, participe com a gente. Você tem a sua criança aí na sua casa, o seu jovem, seu adolescente, essa galerinha que tá no Roblox. Você conhece esse jogo? [música] Você já entrou para saber como funciona? Tem alguma dúvida? Mande o WhatsApp, tá na sua tela, 19979377. [música] Nós estamos aqui com convidados que já nós vamos apresentá-los e aí eles vão conversar com a gente e dar um norte, né, para nós adultos entendermos. [música] O que acontece, né, com as crianças que jogam o Roblox, acontece quando eu digo é a [música] questão da mente, né? O que passa na mente dessas crianças e essa capacidade de organização, [música] combinado? Agora vamos eh à informação, daqui a pouquinho a previsão do tempo e já já a gente apresenta [música] os nossos convidados para vocês. Vamos lá. A Secretaria Municipal de Trabalho e Renda, por meio do Centro Público de Apoio ao Trabalhador, realiza no dia 23, 24 e 25 de fevereiro, na próxima semana, a seleção de 200 candidatos para vagas de auxiliar de linha de produção em parceria com a Foxcom. O atendimento será das 9 da manhã às 3 da tarde na unidade da Avenida Campos Sales, 427, [música] no centro aqui de Campinas. É necessário ter ensino médio completo e não é exigida a experiência. [música] O salário é de R$ 2.66, com32 com benefícios. A carta de encaminhamento pode ser emitida previamente pelo portal Emprega Brasil, pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou Retirada no CEPAT. Então, se programe e boa sorte para você. E a Prefeitura de Campinas está convocando 58 candidatos aprovados em concursos públicos e processo seletivo para reunião de preenchimento de vagas no dia 6 de março, às 9:30 da manhã no salão vermelho. A lista dos convocados está disponível no Diário Oficial no site da prefeitura. Os convocados devem apresentar documento oficial com foto, física ou digital com QRcode. [música] Quem não puder comparecer poderá enviar procurador com procuração simples e documentos exigidos. Lembrando [música] que a reunião de preenchimento de vagas é uma etapa obrigatória dos concursos e processos seletivos [música] aqui da cidade de Campinas. Então pode acessar lá o Diário Oficial no site da prefeitura, no site da Câmara Municipal de [música] Campinas também está disponível. Veja lá se faz parte do concurso que você prestou e ó, bora que bora trabalhar e fazer um ano magnífico. [música] Agora a gente vai com a previsão do tempo para este final de semana. Todo mundo querendo saber como é que vai ficar o tempo, né? A gente tá no verão, então claro que nós temos aí chuvas isoladas a qualquer momento, mas de acordo com a previsão do tempo, hoje sexta-feira, mínima 18, máxima 32º, [música] né? Nuvensa, à noite também, mas não chove. Para amanhã, sábado, sol com algumas nuvens. À noite, o céu fica com muitas nuvens, também não chove. E a temperatura no sábado fica entre 20 e 30º. E agora no domingo, temperatura aí na casa dos 21 e 29º e temos pancadinhas de chuva à tarde [música] e à noite. OK? Recado dado para você. Agora a gente fala mais um pouquinho dessa questão [música] aí eh do Roblox e vamos apresentar os nossos convidados que vão ah nos orientar, né? Vamos falar pra gente como é que funciona tudo isso e a questão da saúde mental envolvida dentro do mundo online na vida das nossas crianças e jovens. Eh, parece distante da nossa rotina de adultos, né? Mas esse essa vida online, ela está completamente inserida no dia a dia dos nossos jovens e adultos. E nos últimos dias, esse movimento que eu falei no início do programa no Roblox chamou atenção. Eh, no protesto que foi postado eh eh no Roblox, né, houve críticas, houve ironias e também houve ataques direcionados ao influenciador Felka. Mas quando as crianças se organizam dentro de um ambiente virtual para protestar contra uma decisão de segurança, né, a discussão acaba deixando apenas de ser tecnológica, ela passa a ser emocional. O que está será por trás dessa mobilização? a gente tá diante de autonomia digital infantil ou de uma reação emocional coletiva do diante eh da frustração que a proibição causou. Até que ponto isso revela maturidade e em que momento expõe vulnerabilidade? Complexo, não é? Para entender esse fenômeno, então, sobre a ótica da psicologia e da neuropsicologia, nós recebemos aqui hoje dois especialistas, estão com a gente, vão conversar conosco. As boas-vindas e o bom dia para Ariel Alves, psicólogo e palestrante, atua com adolescentes e adultos e trabalha eh com abordagem fenomenológica existencial e psicodrama. bem-vindo. Bom dia. Bom dia. Muito obrigada pelo convite. Fico feliz da gente poder compartilhar, né, desse tema que é tão importante, né, tão tão atual, né, e que a gente precisa de fato entender para poder ajudar aí as nossas crianças a compreender melhor e lidar melhor com isso. Excelente. Com a gente também para completar a nossa dupla de hoje, Ariane Bizarre, ela é psicóloga, neuropsicóloga infantil. Muito obrigada pela sua participação e presença. Bom dia, seja bem-vinda. Bom dia. Bom dia a todos. Agradeço muito também, né, por estar aqui com vocês e com o pessoal de casa. Obrigada. Vamos lá, então, gente. Olha, dado importante. Segundo a pesquisa Tick Kids Online Brasil, Tick Kids Online Brasil 2023 diz assim, ó, 24% das crianças começaram a acessar a internet antes dos 6 anos. Em 2015, eram 11%. Hoje, cerca de 35 milhões de brasileiros menores de 18 anos frequentam o mundo digital. Para muitos adultos, jogo é brincadeira. Para as crianças, pode ser que seja pertencimento, amizade, identidade. E quando o chat foi restringido no Roblox, algumas crianças ou jovens sentiram que perderam a voz. A gente vai falar desse protesto dentro do jogo, mas antes de falar da manifestação, talvez eh a gente precisa entender algo considerado simples. Ariel, quando uma criança constrói amizades, reconhecimento, pertencimento em um ambiente digital e de repente essa criança sente que perdeu o espaço de fala, né? Eh, o que acontece emocionalmente? a gente tá falando apenas de frustração ou de uma ameaça ao senso de identidade, nesse caso da proibição do chat do Roblox. Uhum. Isso se mistura um pouquinho, né? Eh, a frustração é inevitável, né? Acho que desde a nossa infância, né? Nós que não tivemos, não crescemos nesse ambiente, né? Nós sempre estivemos num num lugar, né, de de pertencimento no mundo, vamos assim dizer, real, né, onde não envolvia uma eh uma construção, né, em um mundo aonde você pode ser outra coisa, né? Então tem esse essa nuance, né, onde entra a pessoa física que tá por detrás, né, daquele personagem, daquele avatar e quem se apresenta ali. Então ali você pode ter outro nome, você pode ter outra característica. né, você, né, aquilo te maqueia. Então, quando fala de construção de identidade em um ambiente, né, onde você pode ser outra coisa ou outra pessoa, né, se mistura um pouquinho quando você vai falar sobre a sua construção da identidade social nas relações pessoais, físicas, né, no presencial mesmo, né? Então isso se mistura um pouquinho, né? E a frustração ela vai ser inevitável desde o início, quando a gente olha muito para esse lugar, né, de do pertencimento, né, porque isso faz parte, né, humano, a coisa mais antiga. nós nos construímos, nos constituímos enquanto seres humanos a partir do social, né? E quando isso vai se configurar em um outro lugar, né? Onde eh há outras regras ou a gente tem às vezes uma certa impressão, né, de que não há regra, que aí o mundo digital pode tudo, né? Eh, existem outras nuances aí. Eh, a gente não pode esquecer que é apenas um reflexo da nossa sociedade, porém ali, né, com outros personagens, com outras pessoas que podem ou não ter uma boa intenção, né? Então, onde isso se mistura, né? Exato. Complexo, Ariane. Vamos lá, do ponto de vista do cérebro informação, né? Aquele córtex pré-frontal que vocês tanto abordam. Eu acho muito lindo essa abordagem, né? eh crianças e pré-adolescentes, elas conseguem avaliar consequências futuras eh dessa dualidade, né? Eh, hoje eu aqui agora, eu sou a criança, eu sou adolescente, eu vou paraa escola, eu faço parte da minha família, mas aí tem aquela emoção de eu ser um avatar, eu estar dentro de um jogo, como que a a criança, qual que é o pensamento, o que que acontece? Existe a possibilidade de um desequilíbrio, de uma falta de saber quem sou, de pertencimento, de identidade. Qual que é a avaliação que você faz sobre essa essa questão da dualidade mesmo? Ótimo. Excelente. De fato, estamos falando então de um cérebro que está em formação, né? E essa formação, ela vai finalizar mais ou menos lá com seus 25 anos de idade, quando a gente tem o fechamento de algumas estruturas, uma muito específica chamada funções executivas, né, que entrega a nós até mais regulação emocional, controle da impulsividade, maiores reflexões, né? Então ali uma criança de 6, 10 anos, ela não tem essa capacidade de refletir sobre o futuro, sobre as consequências, né, de uma forma ainda adequada e alinhada, né? Então a gente tá falando também aqui de um outro ponto muito importante, como o externo mediando esse cérebro ainda é essencial, né? Então a gente pode pensar o seguinte, né? Quando vamos a um parque de diversões, lá existem regras, leis, né? de altura, a alguns até de idade. Então, na internet funciona da mesma forma, é uma diversão, mas com leis que precisam ser cumpridas, né? E aí entra o papel dos pais, como é importante mediar esse cérebro que ainda precisa de ajustes, que ainda vai se desenvolver tanto, aprender tantas coisas. Eu acho que o mais importante de tudo isso é ajudar a criança e o adolescente a fazer a regulação das emoções, né? Isso é uma característica que é desenvolvida muito pelo externo. Eu preciso muito de parâmetros, eu preciso de pais também que passem para mim, né, o que é uma regulação emocional, como eu devo fazer, né? Então acho que esse é um assunto muito importante, a importância dos limites dos pais. Exatamente. Eh, é interessante a gente falar sobre essa conexão, né, eh dos pais, dos filhos e esse mundo online, porque às vezes os adultos, eh, nós adultos enxergamos como exagero, né, o que para o cérebro eh infantil de um jovem, de uma criança, pode ser uma experiência muito intensa, né? E quando às vezes a gente diz assim: "Ah, é só um jogo". a criança pode ouvir eh de outra forma, né? Então isso pode causar um conflito, pode aumentar a sensação de incompreensão. A gente precisa entender como funciona a a questão da mente das nossas crianças. E às vezes quando a gente fala do jogo, do eh eh Roblox, né, a gente acaba desqualificando o sentimento da da criança, do jovem, do adolescente que está dentro desse jogo, né? No caso que a gente tá falando aqui que o chat tá está proibido. Então aí a criança vem reclamar, vem falar, né? Vem trazer ali a questão. Daí você pode, mas é só um jogo. Você tá reclamando do quê? Isso pode ampliar essa revolta? Essa criança ou esse jovem pode interpretar como assim: "Ninguém tá me ouvindo, né? Eh, já tô sendo proibido aqui e agora vou externar isso para pra minha mãe, pro meu pai". E eles estão falando que não tem nada demais, que é só um jogo, porque aí se a gente para para analisar, a gente deixa de falar de tecnologia do jogo e a gente começa a falar do reconhecimento, né? Ah, Ariel, porque a criança ela vai externalizar o que ela está sentindo. E como a gente é adulto e não vê o que acontece dentro do jogo e também não sabe eh quais os sentimentos que afloram no momento desse jogo, aí a gente pode ah não dar tanta atenção à fala desse jovem e adolescente que vem externalizar o que está acontecendo dentro do mundo online. Seria mais ou menos isso? E qual que a importância, né, da gente ouvir e compreender e eu acho que acolher nesse momento é isso. Tô certa, porque assim, é algo bem diferente para mim. Eu não entendo nada de Roblox, gente. Vamos lá. [risadas] Eh, esse, quando a gente fala sobre esse acolhimento, né, é um universo à parte, né? Eh, me lembrou muito, assim, tem um filme que acho que exemplifica bastante isso, que é o jogador número um. Uhum. Ele é um filme assim que ele basicamente é no mundo utópico, né, onde o mundo real tá extremamente complicado. E aí tem um jogo mundial, né, que aí o dono desse jogo, né, o fundador desse jogo falece. Uhum. E aí, basicamente ele diz: "Quem ganhar esse jogo, tem alguns desafios, quem ganha o jogo vai se tornar o dono do jogo e obviamente o maior bilionário do mundo, a pessoa mais rica do mundo." E aí o filme se ele gira em torno disso, né? Mas tudo isso nesse mundo virtual. Então todas as pessoas, crianças, adultos, empresas, corporações, todos eles, né, para querer ganhar esse poder, essa relação, coloca, né, e o núcleo desse filme, né, tem algumas crianças e adolescentes que vão fazendo isso e vão se encontrando ali. Tem uma regra legal também que eles falam: "Não, você não pode falar o seu nome real no jogo, então você tem um outro nome para você poder preservar, né? Isso tem uma nuance ali em momento em que eles descobrem quem é um dos jogadores que tá ganhando e tal. Então é um filme que eu recomendo até pros pais, pras crianças. É um filme bem bacana que acho que ajuda a gente a poder refletir esse impacto, porque o jogo naquele momento impactava todas as relações econômicas, emocionais, das relações, né? Então, eh, essa relação, né, entre aquilo que é construído, né, aquilo que é real, aquilo que não é real, né, o jogo não é real, aquele universo não é real, é construído, mas tudo que vem daquilo, todas as expectativas, as frustrações, o pertencimento, tem um amigo que tá lá, né, e aí você se encontra com esse amigo lá. Às vezes você nem sabe quem é esse amigo, você não sabe onde ele mora, de onde ele vive, se é essa pessoa mesmo, se ela tá bem intencionada ou não, né? Então isso vai se misturando e aí é importante entender esse universo dessa criança, a importância que isso tem para ela. E aí quando a gente entende a importância que isso tem para ela, a gente consegue meio que equilibrar aqui no mundo real, porque essa criança vai sair do jogo em algum momento. E pode ser que nesse nesse ambiente online, Ariane, exista frustrações. Como foi a proibição do chat? Exato. E aprender a como lidar com as frustrações é uma grande habilidade da vida, né? Então acho que momento excelente para ensinarmos isso, né? Paraas nossas crianças, pros nossos adolescentes, né? E a gente pode pegar aqui um gancho também, como lidar com frustrações, né? Indo pro processo de resolução de problemas, né? Então é claro que a gente tem aí a liberdade de expressar e devemos dizer o que estamos sentindo, o que está acontecendo, né? Ah, mas a partir disso, quais são as soluções, né? Isso é muito saudável, né? Então, por exemplo, eu tenho pacientes que agora usam outra plataforma para se comunicarem, jogam, né, mas tem amigos bem próximos, ligam, fazem uma outra ligação e conversam por vós, né? Importante a gente dizer aqui que fecharam o chat, mas eles podem escrever ainda. Isso gerou uma confusão porque não querem escrever, tá? Mas eles podem ainda fazer uma comunicação ali. Então, quais são as outras formas de resolver esse problema? É só protestar, né? Eh, o que mais a gente pode encontrar aí no caminho para que a gente consiga ter uma resolução de problemas? Acho que esse é o ponto, porque isso vai trazer uma maturidade na ades excelente. A vida é assim, né? A gente tem vários probleminhas para serem resolvidos no dia a dia e eu não vou conseguir resolver brigando, gritando com os outros. Quais são as formas, né? Exatamente. Agora, o cérebro, né, infantil, ele consegue diferenciar claramente uma medida de proteção ou uma punição, né, ou tem uma tendência aí de interpretar essa restrição como algo pessoal. No caso dali que a gente tá reforço aqui, estamos falando da proibição do chat do Roblox que eh ocasionou aí essa essa revolução, né, nesse jogo online. Isso ainda há uma tendência maior para levar paraa punição, né, pro lado pessoal. Então, eh, é o momento também da gente colocar o olhar para o grupo, porque pode ser que muitas pessoas não foram ali prejudicadas, não tiveram nenhum tipo de envolvimento inadequado. A gente tem certeza que isso também aconteceu, mas e a outra parte desse grupo que infelizmente sofreu ali, né, contato com adultos, algumas entraram aí na parte de sexualização, inclusive de crianças muito pequenas, tá? E isso aí vai muito longe esse assunto. Então vamos tentar pensar, olhar para o grupo, né? E os meus colegas que sofreram prejuízos, talvez eles precisem realmente, né, dessa medida aí protetiva. Eu vou chamar até de protetiva e foi algo mundial, né? Não foi só algo aqui no Brasil. Então, olha a importância disso, né? Uhum. É verdade. Porque muita exposição e daí, na verdade, assim, eu disse, não entendo nada do jogo, não entendo porque não faz parte do meu mundo, né? Eu não tenho nem uma criança nem adolescente, mas comigo. A minha filha já é uma mulher, então e eu não não sei jogar nada, gente. Então assim, eu tive que estudar um pouquinho para poder conversar com vocês e entender essa questão, né? E pelo que eu percebi, é é muita muito jovem, muito adolescente que estão nesse ambiente online. Eles ah, eu vi que eles, eles se organizam, né? E como organizaram o protesto, eles organizam shows, eles organizam eventos assim que são impressionantes. Ontem uma colega de trabalho lá da redação me passou uns links, eu fui olhar, eu fiquei de boca aberta, eu falei: "Gente, como é que pode isso aqui?", né? E aí e eh esse esse espaço tem regras, né? E quando essas regras são impostas, Ariel, sem hã um diálogo, a criança ela pode sentir que o protesto, né, o o falar, o, eh, protestar mesmo seria a única forma de de tentar recuperar o que está se perdendo. Eh, eh, ela externaliza isso com mais força quando ela sente que está perdendo algo e que não foi ah dialogado sobre essa perda. né? Acho que a falta de diálogo nesse momento, ela vai influenciar essa criança a a buscar mesmo, né? Ela vai ela vai utilizar a linguagem que ela tem, né? E às vezes naquele momento é mais ou menos aquela coisa quando a criança não consegue tá lá aquele exemplo, né? Tá lá no mercado, criança quer uma coisa, aí você fala: "Não, não, não vou levar, né? Hoje não quero, tá caro, sei lá". E aí a criança dá aquele escândalo, né? No meio do, né? [risadas] Falar: "Nossa, que criança escandalosa". Mas que outra forma que essa criança às vezes vai ter de falar: "Eu quero isso, né? Eu tô frustrada, eu tô triste porque eu não tenho isso, né?" Então assim, esse desenvolvimento, essa linguagem que essa criança ainda não tem formada por completo, ela vai para esse extremo, né? Ela vai assim, essa raiva, essa frustração, esse lugar, ele ele vai levar essa criança às vezes a fazer isso, né? Pode ter crianças que às vezes não, mas a grande maioria vai desse lugar mais incentivo e conhecido, né? Enquanto recurso que essa criança tem. Então, buscar esse diálogo, entender esse processo, falar: "Olha, eu entendo que você tá sofrendo, entendo que não é legal, entendo que você gosta dessa maneira". Porém, né, existe um motivo pelo qual isso tá acontecendo. Você entende a, né, a a o perigo disso, você entende esse problema, porque às vezes a criança vai entender só desse lugar lúdico, né? ela não vai entender às vezes da legislação ou às vezes não aconteceu com essa criança um caso de, né, de um abuso, de uma sexualização, né, de algum tipo de outras questões que que eram mais importantes ali e que naquele momento a criança não compreendeu. Ela fala: "Poxa, eu conseguia mandar conversar e agora não consigo". "Tão tirando a minha voz, né?" E aí a questão assim da escrita, né? Como eu tava dizendo, às vezes a criança fala: "Ai, poxa, que chato, vou ter que escrever". Então, o se essa nova linguagem também para essa criança às vezes vai ser frustrante, ela não, não quero desse jeito. Eu quero do meu que é conhecido, que é confortável, que eu sei fazer, né? De repente, eu não sei se às vezes a criança não tem às vezes um grau de alfabetização suficiente para poder comunicar aquilo que ela precisa e às vezes ela fala: "Essa é a única maneira que eu tenho de falar", né? Então isso vai vai sim ficando muito, né? enraizado ali. Essa criança fala: "Não, se é se é um jeito que eu tenho de falar é gritar, eu vou gritar". E fizeram, fizeram até umas plaquinhas, né? Acho que da comunicação escrita, né? Saiu até alguns membros só escrevendo lá e fizeram plaquinhas as manifestações, né? No jogo. Então a criança ela vai utilizar dos recursos que ela tem ali disponível ali para ela. Nossa, e que utilização, diga-se de passagem, né? Porque realmente são muito organizados. Agora vamos lá, nessa fase de desenvolvimento, Ariane, eh essa mobilização coletiva, né, que aconteceu aí dentro do Roblox, indica autonomia ou é mais provável que seja uma reação impulsiva influenciada em grupo? Porque isso foi o grupo, né? Então assim, eh, quando a gente tá sozinho, às vezes a gente quer fazer algo, mas como estou sozinha, não tenho tanta força, então eu prefiro silenciar. Agora, quando eu estou em grupo, essa força vem como um vulcão em erupção. Na sua avaliação, isso foi uma reação impulsiva influenciada pelo grupo, certo? Olhando pelo viés da neuropsicologia, sim, né? Foi uma reação mais impulsiva. Tanto que a autonomia é algo que tá sendo buscado ainda por esse grupo, né? Não tem tanta idade para isso, né? uma certa dependência que é sim necessário. Então a gente vê manifestações aí muito impulsivas e eu acho que é muito importante a gente frisar o seguinte, né? O Roblox não é o vilão, né? O que preocupa é o seguinte, né? O uso que se faz, o que acontece ali dentro e o tempo que as pessoas ficam ali, né? Então a gente tem histórias de pessoas que nas férias ficam 10 horas o dia todo, vira a noite, aí vira assim um grande problema, né? E a gente também precisa frisar que, infelizmente, isso pode virar um vício, né? Isso pode virar um problema e pode trazer questões psiquiátricas, psicológicas, né? Na clínica chega então casos assim de ansiedade, de depressão, né? Por conta do excesso. Na verdade, essas pessoas fazem uma busca da dopamina, né? Muito desenfreada, do prazer, né? aqui não deu certo, mas eu vou aqui, eu vou conseguir, eu vou conseguir, eu vou conseguir. E o cérebro não consegue lidar com tanta dopamina que vai liberando, né? Então, quando há essa retirada, a gente vê a irritabilidade, a frustração, que foi mais ou menos o que aconteceu. Tiraram a nossa dopamina aqui, a irritação emergiu, agora a gente vai mostrar para todo mundo como que alguém fica irritado. E aí [risadas] realmente surge a impulsividade, né? Então eu acho que é um olhar ali para um ensinamento de regulação emocional. É verdade, gente. Agora essa questão dos algoritmos, Ariel, eh o cérebro da criança, ele também é é mesmo é parecido com eh o nosso quando a gente fala na questão da recompensa, né? Porque os algoritmos eles eh funcionam para que a gente sempre esteja vendo e consumindo aquilo que a gente quer, né? Porque eu cliquei uma vez lá em um vídeo de academia, vai vir academia, academia, academia, academia. Então, ao tempo todo eu tô consumindo água, eu sei que eu vou olhar ali, vai vir coisa que eu quero. Então, vem aquela dopamina, aquela recompensa, aquela coisa gostosa. A Ariane falou da questão da dopamina, né, pras crianças também, mas eh os algoritmos eles também atingem a as crianças da mesma forma que atinge os adultos? Eu acho que a estrutura, né, do algoritmo, ela é muito parecida. Uhum. né? Então, o cérebro infantil, né, saiu um estudo até recente, né, dizendo que a adolescência vai, né, entenderam que vai aproximadamente até os 32 anos enquanto essa formação cerebral. Então, demora um pouquinho mais daquilo que a gente imaginava que, né, essa transição da adolescência pra vida adulta acontece. Então imagina para nós que somos adultos, a gente já tem essa tendência, né, de ficar ali muito tempo. Imagina para uma criança que o cérebro tá em formação e emocionalmente ela não entende muito bem o que que é essa reação no corpo dela, né? Então são vários riscos que podem acontecer e que o algoritmo nos conhece muito bem. Eles fazem isso muito bem por conta, né, da do do próprio formato, né, porque é um serviço, né, a gente não paga muitas vezes alguma plataforma financeiramente, mas a gente paga com algo que é muito mais precioso, que é o tempo. Exato, né? Então é esse tempo, né, inclusive, né, que tá dizendo essas 10 horas, né, essa quantidade traz muitos riscos pra gente, né, psicológicos e também ergonômicos, né? tem estudos que, né, prejudica a cervical por ficar muito tempo com a cabeça baixa. Existem muitas outras questões que acarretam aí esse uso excessivo, né? Então, olhar, ter esse olhar, entender que precisamos, né, ter esse essa compreensão, né? Então a dopamina ela vai agir ali nessa criança de um modo da, né, enquanto estrutura da mesma maneira adulto, mas a reação na criança ela é diferente. Criança tem aquela aquela receptividade assim, esse essa impulsividade e o imediatismo muito mais que a gente, né? E uma capacidade de lidar com uma frustração muito menor. Muito bem. Agora, quando o Ariel fala de eh a baixa tolerância de lidar com a a frustração, ela pode ser intensificada, Ariane, eh em um ambiente que oferece recompensa imediata o tempo todo. Porque aí que que a gente vê aqui? Por que que eu tô te fazendo essa pergunta? A gente percebe que as crianças não têm mais paciência, não, gente, o que é isso? Fala assim: "Vou ali fazer um papazinho para você", né? Aí você chegou lá na cozinha, colocou a panela em cima do fogão, a criança grita lá: "Tá pronto, né? Aí, ó, a mamãe vai fazer tal coisa aqui, você aguarda um pouquinho, segundos, tá, né? Já terminou, tá demorando, a gente já chegou, o que tá acontecendo? Elas estão eh eh não tem mais paciência, não consegue mais esperar. Isso faz parte de todo esse ambiente que a gente tá falando, dessa essa eh falta de não sei, gente, de organização, de equilíbrio, de entender que as coisas têm um tempo para acontecer, porque no mundo online é tudo muito rápido e imediato, né? Sim, sim. Também vale lembrar que muitas almoçam, jantam com a tela ali do lado, né? quando a gente entra nesse campo ali da tela, como se eu não conseguisse mais desenvolver as minhas habilidades sociais. Isso é um grande problema, né? Que tem o tempo de espera, tem a questão de saber ouvir o outro, entender como é importante para mim também entender como o outro está, não só a minha colocação, que eu acho que esse é um grande ponto da geração atual, né? esse olhar externo. Eh, então assim, quando você faz essa pergunta do que tá acontecendo, as telas fazem parte também, né, dessa reação. A gente pode até voltar um pouquinho mais na linha do tempo, da história de vida aí de alguém. Tem pesquisa já mostrando que crianças que têm acesso a telas, né, ã, até os dois aninhos, elas perdem de ouvir cerca de 600.000 vocabulários, 600.000 1 palavras, porque aí o acesso é totalmente mais ah mais do visual, ver o que tá acontecendo no visual, né? E aí o que acontece, né? Muitas têm atraso de fala e às vezes acham que pode ser algum transtorno de linguagem, autismo, mas é a falta de interação social, né? A falta de estímulos. Então esse é um grande problema atual que vem gerando essas reações. Eu acho que a falta das relações sociais, né? trabalho disso desde o início vem gerando aí algumas irritabilidades, vistas observadas aí por pais, né, por todos nós. Exatamente. Agora, quando a gente fala eh dessa manifestação, né, Ariel, eh em que momento essa manifestação deixa de ser expressão legítima, algo online, né, como o que aconteceu e e passa a exigir uma atenção e uma intervenção de um adulto, né, trazendo pro aqui e pro agora. Mas as consequências na avaliação psicológica eh de jovens e adolescentes que de repente eh se ironizam, né, demais nessa nesse nessa manifestação online que aconteceu. E essa essa ira ela vem pro pro mundo real e precisa de uma intervenção adulta. Você acredita que isso pode acontecer? E se acontece, como é que a gente deve agir diante eh eh disso tudo? Eh, há uma essa reação imediata, né, de tudo que aconteceu, ela teve todas essas consequências, né? Isso reverbera no social, obviamente, né? Eu penso que às vezes a falta de compreensão do adulto, né, de entender, de, como a gente estava dizendo, de não dar essa devida importância, de achar, nossa, mas é só um jogo, né? É só um, é, é um entretenimento, que acho que a estrutura, a forma como nós fomos criados em jogo, né, eram, eram jogos que não tinham a interação. Uhum. né? Isso começou a aparecer, se eu não me engano, acho que depois do do PlayStation 3, 4, eu não não conheço muito bem, mas eu jogava atar e o bichinho come come. Então, Mario Bros, né? No Mario Bros era outro mundo, era uma outra coisa totalmente diferente. [risadas] Lá tinha game over também, cara. É, hoje as crianças não lidam mais com o game over, né? Uma coisa, não tem fim, né? Não tem fim. A gente encerra aqui, daqui a pouco a gente retoma, né? Então acho que entender esse processo, né, de aquilo não é real, né? Às vezes a gente vai, a gente as, né, as crianças, adolescentes, eles reagem aquilo numa perspectiva de realidade, porque isso faz parte do universo delas, mas entender que aquilo não é real, né? Aconteceu assim, se dá uma crise, uma energia, acabou, né? Acabou a internet, acabou a energia, né? Esse não tem esse recurso, né? Acontece o que a gente fala hoje da nomofobia, né? Que é esse essa angústia, né? Esse transtorno, né? que foi entendido a lá para 2007, 2008, entendido por essa, né, essa angústia gigantesca de você ficar longe do celular, você esqueceu o seu celular, foi em casa, saiu de casa, esqueceu o celular e aí, né, então gera todo aquele problema, gera toda uma angústia, porque você tá ou sem celular ou tem um lugar sem internet, né? Então não sei lidar também com a internet, não sei lidar com o tédio, né? E isso reverbera no mundo adulto, né? Hoje, né? Eu atendo pessoas que têm problemas crônicos com dependência tecnológica, né, que às vezes não sabem e que, né, acabam tendo esse problema de falta de concentração, traz prejuízos reais paraa vida pessoal, para trabalho, para relações interpessoais. Uhum. Então tudo isso, né, a importância de conseguir colocar isso nesse momento da infância, colocar esses limites, ter um diálogo ali suficiente para que essa criança compreenda de, olha, né, ali é bacana, interessante, mas aquilo não é tudo, aquilo não é o mundo real, né? Isso foi construído e se caiu energia, acabou alguma coisa ali, você vai ter que aprender a lidar com os outros universos, com os outros mundos que não solaram. Nossa, você falando assim, a gente acaba eh fazendo uma autoavaliação, né? Eu me olhando aqui rapidinho, nossa, sem internet, que desespero que dá. Como vive sem internet? Então, então acho que tá, nós estamos assim todos meio alienados, né? E aí a gente precisa aprender a lidar com isso paraa gente poder ter um pouquinho mais de sobriedade, um pouco mais de de leveza e e saber equilibrar, né? Porque quando a gente fala de jogos, de internet, de tecnologia, eh hoje você acha que sabe algo da tecnologia, sobre a tecnologia, amanhã você já não sabe mais. Depois de amanhã então nem se fala. Isso tá numa velocidade da luz e a gente precisa se atualizar, mas mesmo a gente tentando, a gente não tá conseguindo. Você percebe, né? E pelo menos um equilíbrio, acho que seria bom eh eh da nossa parte para que a gente possa também eh repassar esse ensinamento de equilíbrio aos nossos filhos, aos nossas crianças, jovens e adolescentes, porque isso me preocupa muito num futuro, não tão distante, né, Ariane? Sim. Qual que é a visão de futuro que a gente pode ter ah para essas essas esses eu acho estranho, gente, falar criança, né? Porque eh se você para para analisar criança que tá brincando de carrinho, de boneca, né, de casinha, mas não, hoje tá diferente. E eu não sei se vocês percebem, mas eu sinto assim uma dificuldade de eh colocar a conexão de um jogo online e a palavra criança. Mas é isso que tá acontecendo, né? É isso que tá acontecendo. Acho interessante fazer um outro gancho com algo que você disse também, né? A gente tá dizendo aqui o tanto que as crianças adolescentes passam em jogos, né? Mas eh são espelhos. Exato. Às vezes nós temos adultos que não dão a devida atenção, devido tempo, né? Já tive várias sessões que eu precisei ensinar pai e mãe a brincarem, né? Vamos brincar de quê? Quais são os jogos disponíveis, tá? E nós não temos estatísticas muito positivas no Brasil em relação ao uso de eletrônicos. Nós somos o segundo país do mundo que mais usa o celular, por exemplo. Nós ficamos em média 10 horas no celular. É muito tempo. 10 horas tempo. [risadas] Mais do que tempo de sono às vezes, né? Quantas horas, quantas horas por dia a gente dorme? Uma estatística extremamente preocupante o que vai acontecer com o cérebro humano, porque ele não foi preparado para isso, para lidar. E aí vão vir os sintomas psicológicos, a tua ansiedade, a tua depressão, a tua irritabilidade. O nosso cérebro não tá preparado para isso, né, gente? Preocupante, interessante. E que bom que nós temos eh direcionamentos, né? direcionamentos de vocês que vão nos ensinando, vão nos auxiliando e a gente vai aprendendo, a gente vai repassando. É o que a gente tá fazendo aqui, uma psicoeducação, levando para você uma informação, né, sobre a a atualidade, as coisas que estão acontecendo com a gente e que a gente não entrou numa escola para aprender lidar com tudo isso. Então, precisamos eh trocar informações e seguir adiante de uma maneira mais leve, se é que é possível, né? 8:43. A produção tá avisando, a gente tem algumas perguntas e a gente tá aqui com uma dupla literalmente, né, Ariel e Ariane, dois psicólogos, trazendo pra gente eh situações que acontecem mediante a nossa exposição ao mundo online. Hoje a gente fala das crianças, jovens, adolescentes nos jogos, né? Vamos lá, produção. Pode colocar na tela, por favor. Agora 8:44. A gente vai até às 9 da manhã ao vivo com o nosso estúdio Camarai. Obrigado a você que tá em casa participando conosco, tá? Eh, Daniela Ferraz da Vila Industrial. Se a criança passa o dia inteiro falando do jogo, dos protestos e dos influenciadores, isso pode ser um sinal de dependência emocional daquele ambiente virtual. Olha aí. Aí eu já vou colocar um pouquinho mais. Esse pimentinha aqui, eu já ouvi pais falarem assim: "Deixa ela, ela tá no mundo dela, esse é o mundinho que ela vive". E aí, Ariel? Dependência. Há uma dependência, porque quando a gente fala dessa dependência, a gente tá falando de relações. Uhum. Né? Então, se você tem uma relação afetiva, né? Mesmo que você não conheça a pessoa pessoalmente, né? As redes sociais elas fizeram isso, elas aproximaram as relações, né? Então você hoje consegue ficar perto do seu artista, você acompanha o dia a dia dele, né? você sabe, né, o que ele faz, né, quando, né, das das coisas ali que são mostradas, pelo menos, né? Então, essa aproximação gera sim uma dependência, porque é uma relação mais próxima, né? Então, como consequência disso, né, a o que vai trazer para, né, para essa, para essa criança é que esse mundo dela, né, essa relação que ela tem com esse influenciador, com essas pessoas, com esses jogos, com esses aplicativos, né, há de fato aí você percebe que é essa dependência ali emocional. às vezes num grau menor, às vezes num grau maior. Isso a gente vai conseguir mensurar de acordo com esse tempo que essa criança vai ficar lá, o tempo que ela vai utilizar, né, os repertórios que elas vão construindo a partir dessas influências, né, que essa é uma palavra, né, ela já tá ali muito bem posta, né, é o influenciador. Então, entender o que que esse influenciador tá falando, quais são os valores que ele passa, o que é importante, né, para ele, porque tudo isso vai fazer parte do mundo dessa pessoa, tá fazendo parte dessa construção, né, eh, educacional. moral dessa pessoa, né, dessa criança. É. E aí a indicação é, claro, buscar uma ajuda profissional, né, um apoio psicológico para que eh possa ser entendido toda toda essa dinâmica, não é? Sim. Poder mediar isso com essa criança, né? Entender esses limites de tempo de tela, né? Eu sei que às vezes na prática é muito difícil, mas acompanhar, né, o que essa criança tá assistindo, entender qu, né? Olha lá, você já já parou alguma vez, né? já olhou no celular, né, do seu filho, da sua filha, quem ele segue, quais são essas pessoas, né, que às vezes a gente pensa que é só um número, mas qualitativamente, né, quem são essas pessoas, o que elas falam, né? né? Às vezes fica lá uns uns minutinhos rolando, rola o feed dessa criança, vê o que aparece ali, o que que esse algoritmo tá entregando, né, para essa criança, né, não só enquanto influenciador, mas enquanto produto, né, porque é isso, a cada três, quatro, percebe, né, a cada três, quatro, né, postagens tem um anúncio de alguma coisa ali. Então, o que que tá sendo vendido para essa criança também? Perfeito, muito bom. 8:47 mais uma pra gente. Vai lá, pode colocar mais uma perguntinha na tela, por favor. Vamos lá. Juliana Prado, do Jardim Proça. Quando a criança demonstra dificuldade para desligar do jogo e continua revivendo as cenas na cabeça, isso pode afetar memória, atenção e sono, Ariane. Sim, inclusive esses são dos prejuízos de quem faz o excesso do uso de telas, né? Então também temos várias pesquisas mostrando o quanto a gente tem alteração da capacidade de sustentar a atenção. Então eu preciso de tudo muito mais rápido, tá? Dormir também, né? Já vi relatos de crianças que esperam os pais dormirem e fazem o acesso. Então de madrugada, daí pela manhã vai à escola, daí não tem um bom rendimento na escola, tá? Eh, mas os pais precisam muito fazer esse controle da quantidade de horas, né? A gente friso aqui novamente, né? Internet não é vilã. Não tem como excluir as nossas crianças desse mundo. Faz parte do mundo de todos nós, mas com limites, né, que não afetem o sono, a atenção, a a alimentação. Muitas nem se alimentam. Já tive casos dessa forma, de pessoas que não querem se alimentar e e aí o risco é muito alto de prejuízos futuros. Excelente, gente. Olha só, né? Eh, quanto ensinamento, a gente precisa saber o que que tá acontecendo no mundo online, né, dos nossos filhos, das nossas crianças, dos nossos jovens adolescentes. Às vezes, e os pais, né, ah, não tem tempo, é, a vida é muito corrida, né, a gente precisa dar conta de tudo, mas é importante você parar e rolar o feed, sim, porque se você rolar o feed entrega, né, por conta dos algoritmos e de repente, ah, vai entrar no Roblox, senta do lado, vai entrar em algum outro jogo, senta do lado, eu quero aprender a jogar, né? vai lá e eh se interesse, peça explicações, porque eu vou te falar, essas crianças sabem e muito. Peça explicações, né? E e aí você vai começar a entender um pouquinho como funciona. Eu acho que isso também eh é importante a gente entrar nesse mundo para poder dar a sustentação, a base para as nossas crianças não se perderem nesse mundo amplo aí que é a internet, mundo online e que claro não tem mais volta, a gente precisa se adaptar e aprender a lidar com tudo isso. 8:49, mais uma pergunta. Vamos lá, produção, por favor. Que que temos aqui? O Diogo Fernandes do Guanabara. Protestos em massa, em jogos, lembram movimentos sociais reais ou ainda são só brincadeira mesmo com discursos mais pesados? É, quando isso passa, né, eh, do online pro real. O Diego Fernandes, Ariel. Vamos lá, então, Diego. É o que a gente tava dizendo desse sentimento do pertencimento, né, o coletivo, né, as crianças elas entendem isso, né? Então, eh, obviamente que dentro, né, de uma outra nuança, às vezes com uma outro nível de compreensão daquilo que tá sendo debatido, né, mas sim, né, a gente pode compreender que há sim esse, né, e esse esse ajuntar dessas crianças para algo em comum, né? Então, esses protestos eles acabam se constituindo aí, né, enquanto, ó, temos uma coisa, estamos exigindo algo aqui, né? Então, ter essa eh esse olhar para essas crianças aí que elas sabem o que elas estão fazendo, né? Às vezes a gente eh embora fala: "Ah, criança, criança não entende", né? Talvez elas não entendam a complexidade, tudo ali, né? Mas elas sabem, né? dentro do universo, dentro da capacidade de cada uma, elas sabem o que tá acontecendo ali. Então é importante dar olhar para isso, né? Abrir para diálogo, né? Que eu acho que qualquer lugar, qualquer debate, né? Importante entender essas diferenças, entender o olhar da criança, não diminuir o que essa criança tá dizendo, né? Mas do lugar de compreender. E aí você traz, né? Qual que é o contraponto disso? Ah, tá. Então tô entendendo. Você tá me dizendo isso por causa é esse é esse o seu sentimento, acolher esse sentimento dessa criança, mas falar então, né, mas junto com o seu sentimento existem outras coisas que estão acontecendo aqui, né, para que esse protesto seja um protesto aí que leve essa criança para as vezes um grau até de reflexão, né? Falar: "Olha, mas você entende que você tá protestando por causa disso? Você entende que esse protesto acontecer, né, acontece e a razão do qual ela aconteceu foi isso? Uhum. né? Então é trazer para um diálogo de igual para igual, né? Não colocar assim: "Ah, eu sou o dono da verdade, você não sabe nada, você é criança, eu sou adulto". Não, né? Entender os motivos dessa criança, respeitar os motivos dela, porém com respeito, colocar esse contraponto, entender que falar: "Olha, você não percebe? Pode ser que você às vezes esteja equivocado no motivo do seu protesto, né? De repente você tem todo o direito de protestar, mas você tá protestando por algo que algumas pessoas foram prejudicadas, algumas crianças, né, foram abusadas, algumas crianças tiveram problemas aí graves por causa disso, né? Então, acho que é ter uma conversa honesta com a criança, né? E não diminuindo aquilo que ela sente. É isso mesmo, né? Você falando assim, a gente pode resumir, né? Ouvir, acolher, né? Validar e orientar. Acho que é eh essa é uma visão bem interessante e que faz parte dessa eh dessa orientação paraas nossas crianças, né, para nós pais. Eh, acho que é importante a gente ter essa noção, né, da escuta, do acolhimento, da validação, porque você, eh, quando você não valida o sentimento, mais frustração vem, né, validação e depois a orientação e o diálogo para que a gente possa tentar resolver essa questão. Vamos lá. 8:53, mais uma pergunta, bate-papo muito legal, muito interessante, muito importante pra gente para fechar com chave de ouro a nossa semana aqui no estúdio Câmara. Mateus Oliveira do Jardim Horizonte. Em que idade o cérebro infantil fica mais vulnerável a vícios por dinâmicas de grupo em jogos como o Roblox. Ai o cerebrinho infantil. Mateus Oliveira. Vamos lá. Quando isso me me incomoda. Criança, né? Criança e e algo tão assim grande que é esse mundo online e essas crianças envolvidas nisso tudo. Mas faz parte. a gente precisa aprender a lidar com isso. Uhum. Pela infância toda. É um período extremamente crítico de vulnerabilidade, né? Eh, em determinadas fases, a criança vai ter mais dificuldade de falar não. Então, os pequenininhos, 6, 7 anos ali vai ter uma dificuldade maior de falar não. Ah, mas dependendo do perfil psicológico de personalidade, um adolescente também pode ter essa dificuldade de se posicionar. Então, eu diria que é durante todo o ciclo, né? a infância, a adolescência também são períodos que precisam de supervisão. Eh, a conversa anterior também para mim foi muito importante porque os pais precisam se aproximar dos filhos e entender o que que eles estão fazendo, perguntar, mas sim aquela questão do autoritarismo, né? Quando eu atendo uma família nova em consultório, eu sempre pergunto aos pais: "O que o filho de você joga?" Infelizmente poucos sabem dizer, a gente precisa entender. E aí quando a criança chega ao consultório, ela adora contar sobre o jogo e a gente precisa entrar nesse mundo. É uma forma de comunicação. Muitas vezes a gente acessa uma pessoa pelo que ela gosta e pode ser pelo jogo. Você pode acessar muito seu filho pelo que ele está fazendo, né? Mas sem aquela questão de pressão, de retirar tudo, tá tudo errado o que você tá fazendo. Não é assim. A gente precisa entender por que ele tá gostando daquilo, o que que tem de legal no jogo também. Tá? Então essa aproximação é importante, mas a vulnerabilidade está presente na infância toda. É, né? E é importante a gente ressaltar mais uma vez isso que você trouxe é magnífico, né? Eh, eh, a gente conversa, falar a mesma língua da criança e em no momento de diálogo, né, entre pais e filhos, cuidadores, né, e e as suas crianças, porque a criança vai conversar com você sobre o quê? Não é? Se ela vive esse mundo online, se ela vive o jogo, se ela, enfim, você vai ter um diálogo com essa criança de que maneira? Se você não entende sobre isso, é igual eu, eu ia falar do Roblox aqui, eu falei: "Gente, mas eu vou falar o quê se eu não entendo?" E aí quando eu comecei a a aprofundar um pouquinho, eu comecei a entender o que acontece ali dentro. Isso que foi foram poucos momentos que eu consegui eh eh ver, né, toda essa dinâmica e eu fiquei impressionada com aquilo tudo. Então, você mãe, você pai, olha aí orientação dos nossos dois profissionais hoje, né? Entre um pouquinho no mundo da sua criança. Ah, Rub, é difícil ter uma vida corrida. Todos nós temos, né? Mas também temos responsabilidades com os nossos filhos. E de repente se entrar nesse mundo, você pode estar dando um start de resgatar, né? ah, o seu filho para o mundo real, já parou para pensar nisso, né? Então, pode ser que seja aí uma ótima oportunidade para esse final de semana. Dá uma olhadinha no feed, vai entrar no mundo online, vai entrar no jogo, vai conversar, vai se vai mostrar interesse sobre o mundo online que o seu filho, a sua criança vive. Vi 8:56, produção até 9. É isso. Dá tempo para mais uma pergunta ou duas? Hum, dá. Ah, que bom. Muito bem. Igor Almeida do Jardim Proça. Como os pais podem usar episódios de revolta em jogos para ensinar sobre empatia, pedir desculpas, reparar danos em vez de só proibir o uso da internet. Boa, Igor. Vamos lá, Ariel. Então, né, eu acho que os próprios recursos, né, os exemplos daquilo que é colocado nesses jogos, né, eh, como aquilo é construído coletivamente, né, nesse exemplo de tá ali com a criança, a criança entrou num certo conflito, aconteceu ali alguma coisa, né, esse diálogo com essa criança, tá aí? E você, o que que você, que que você vai fazer? Qual que é a sua reação diante disso, né? essa criança ficou frustrada ou, né, ou perdeu, ou teve alguma questão ali que ela se sentiu prejudicada, se sentiu ameaçada, né, que reflete as nossas relações naturais mesmo, né, uma discussão aconteceu, alguma criança falou alguma coisa que ela não gostou, outro jogador foi lá, sei lá, né, aconteceu algo ali, então dialogar com ela, falar, então, né, e o que que você quer, né, primeira reação que ali no jogo, né, essa coisa, ah, eu vou lá, vou brigar com o outro, vou roubar o dinheiro dele, vou, sei lá, vou matar ele, né, falar, tá? Tá, mas existem outras maneiras de resolver isso. Uhum. Né? Como é que você pode utilizar disso? Qual que que você tá sentindo? Ah, eu tô com raiva. Então você pode dizer para essa pessoa que você tá com raiva. Fala para ele que você tá com raiva com o que que ela fez, como isso deixou você, né? Que aí essa criança não vai conseguir, né? Lidar e ou se responsabilizar pela ação do outro, pois você consegue orientar e dizer para essa criança o que ela consegue fazer com as próprias reações, com as próprias emoções, né? Então, dizer aquilo que ela tá sentindo, falar: "Ó, não faça isso, eu não gostei." Não é legal, né? Dizer o óbvio às vezes, né? Porque o que é óbvio para nós pode não ser pro outro. Às vezes, pro outro foi só uma brincadeira, foi só uma ironia, foi só para diversão. Mas se a criança se ofendeu, fala pro outro que você se ofendeu, fala que você não gostou, né? Coloca para ele como que você gostaria que fosse, né? Ou se ela fez alguma coisa errada, então você acha que isso aqui foi legal que você fez, né? Então, trazer esse lugar para essa criança para ela poder conseguir fazer essas relações aí, manter aí um diálogo nessas relações sociais de uma maneira saudável, né? Porque a plataforma ela tá lá, né? O a grande questão é como nós utilizamos, né? Qual que vai ser o uso dessa ferramenta? Como que você vai agir ali? Você vai agir ali como um lugar sem lei, onde pode tudo, bang, né, como diz, ou você vai conseguir de repente tentar abrir um diálogo ali, porque as duas possibilidades estão ali, né? Basta poder orientar e direcionar essa criança a fazer isso. Excelente. A última pergunta agora vai pra Ariane. Então vamos lá. 8:59, por favor, produção, pode colocar na tela. A Mariana Lopes do Jardim do Trevo. Escolas devem debater casos de ódio em jogos nas salas de aula ou deixar para os pais tratarem em casa? Ótima pergunta, Mariana. O trabalho em parceria, né, de pais e escola e quando tem um profissional junto o psicólogo também é o tratamento ouro aí que uma criança pode receber, né? Então, o que que eu penso que quando o assunto está muito prevalente ali em determinada escola, a escola precisa refletir sobre isso e oferecer estratégia, sim de reflexão perante o grupo, né? É um trabalho dos dois lados. Então, a gente tem casos até de bullying por conta desse assunto que a gente também tá conversando. Então, eh, quando a escola percebe que existe um problema ali naquele grupo, ela precisa sim trabalhar, né, com aquela eh com aquela turma ou no contexto geral da escola, ajudando nessa educação também, né, psicoemocional aí da criança, que é tão importante. A gente tava conversando aqui sobre os pais falarem para as crianças o que elas estão sentindo e parece que é algo tão simples, mas não é. Porque a gente tá ampliando o vocabulário emocional dessa pessoa. E é muito comum na clínica, né, os psicólogos que trabalham na clínica como adulto, receberem adultos e perceberem que não se tem um vocabulário emocional, né? Eles dizem pra gente mais ou menos ali o básico do divertidamente. Ou eu tô feliz, ou eu tô com raiva, ou eu tô triste. Não, né? é um repertório enorme emocional. Então, é um momento específico, importantíssimo da vida, você dizer pro teu filho o que que tá gerando, por que ele tá se sentindo assim, qual é a emoção, contribuindo lá pra frente. A gente quando trabalha com crianças, a gente pensa muito no futuro também. O que que eu tô agora ensinando para que reverbere lá na frente? E esse vocabulário emocional, ele é essencial e é obrigação de todos nós, da escola, dos pais, de quem convive junto com a criança. Ah, vocês são maravilhosos. Muito bom, gente. Quanto ensinamento no programa de hoje. A gente fecha a semana com chave de ouro. E lembrando que a chamada revolução Robloxiana não é apenas meme, não. É um retrato de uma geração que já nasceu conectada, né, crianças. são sujeitos de direitos, mas a autonomia sem orientação pode virar sim vulnerabilidade. Proteção não é silenciamento e liberdade não é abandono. Que fique essa reflexão para você que tá acompanhando a gente eh no tema do programa de hoje. Eu quero agradecer assim imensamente a presença do Ariel. Muito obrigada pela troca, pelas informações, foi maravilhoso. Gratidão. Muito obrigada pelo convite e fico à disposição. Deixa uma mensagem aí pro pessoal que tá acompanhando a gente e que de repente final de semana vai entrar para jogar junto com o filho e entender esse mundo online. É uma boa, né? Um convite bom. De repente, se nunca fez, faça. Se já faz, faça de uma maneira consciente, de uma maneira leve, compreendendo essa criança, ouvindo o que ela tem para dizer, né? Não ouvir apenas para responder essa criança, mas ouvir, ouvir dos atentos, né? Ouça, tenta entender esse universo dessa criança aí para que com certeza tem uma relação ali mais saudável com ela, ter uma coisa, né, um espaço de diálogo para que ela não tenha medo de falar nada, né, até se ela ficar vulnerável no jogo, você ser essa rede de apoio dela. Maravilhoso. Obrigada mais uma vez. Gratidão, Mariel. Eu agradeço imensamente também a Ariane, né, que trouxe pra gente aqui uma uma dinâmica bem interessante sobre como nós devemos nos comportar diante do comportamento dos nossos pequenos, né, e também diante desse mundo online que hoje é real, faz parte e é é o nosso futuro, não tem para onde correr. Então, muito obrigada, gratidão pela sua participação e presença. Obrigada. Eu que agradeço pelo bate-papo, foi muito bom, né? E também reforço aqui, né, a importância de você, pai, mãe, se aproximar dos interesses do seu filho. Esse tipo de movimentação vai fazer com que vocês consigam abrirem portas para outros diálogos, né? Então se aproxime. Se é um jogo, pergunte, jogue com ele, tente entender. E eu tenho certeza que a comunicação de vocês vai melhorar bastante quando vocês se aproximarem por gostos e não por punições. Ai gente, que maravilha. É tão bom a gente poder entregar esse conteúdo de qualidade para você e saber que isso vai ser eh compartilhado, né, para várias famílias e faz parte da formação emocional das nossas crianças, né? E e a pergunta que fica é: estamos ensinando nossos filhos a pensar eh no ambiente digital ou apenas reagir, né, a ele? Então, olha, tem um ótimo final de semana ao lado da sua criança, tá bom, gente? E na segunda-feira, vamos lá, a gente volta com Estúdio Câmara ao vivo e a gente vai falar sobre um conflito silencioso que está crescendo aí dentro das casas, nas salas de aula e até mesmo nas relações de amizade. Olha só, do lado a geração Z, jovens que nasceram no início da internet rápida, que cresceram com redes sociais, mas ainda viveram uma infância com menos algoritmos e menos inteligência artificial. [música] Legal. E do outro, a geração alfa. Olha aí, crianças que já nasceram tocando telas, [música] conversando por áudio, aprendendo com vídeos curtos, imersas em jogos online, como [música] a gente falou aqui hoje. E aí, como é que vai fazer? Como é que a gente vai lidar com tudo isso? Especialistas vão nos ajudar a entender esse choque geracional [música] que não acontece só na tecnologia, gente, acontece dentro de casa quando os pais da geração Z tentam educar filhos da geração alfa. é evolução natural ou a gente tá acelerando demais o desenvolvimento que deveria ser gradual? É, faz parte da continuidade do programa de hoje, se a gente parar para analisar, né? Então, [música] na segunda-feira a gente te espera a partir das 8 da manhã ao vivo aqui na TV Câmara Campinas com mais uma edição do estúdio Câmara. Desejamos a você um excelente final de semana. Curta, aproveite, [música] compartilhe esse programa com mais pessoas para que esse entendimento possa chegar mais longe possível. Eh, daqui a pouquinho nós temos a Íria chegando direto da central de informação, trazendo atualização da cidade de Campinas, também estado [música] de São Paulo, Brasil e mundo. Depois, ao meio-dia, nós temos Câmara Notícia trazendo informação do legislativo para você. [música] Lembrando que final de semana a programação da TV Câmara Campinas está recheada de entretenimento, de programas bem legais. Eu tenho [música] certeza que você vai gostar. Então, continue com a gente ligadinhos, tá? Um excelente final de semana mais uma vez. Valeu produção. Valeu turma. Semana curta e a gente tá encerrando por aqui ela. E segunda-feira a gente volta, se Deus quiser, com mais uma edição do Estúdio [música] Câmara. Beijo grande aos nossos convidados mais uma vez. Muito obrigada e até segunda. Se cuide. Bom fim [música] de semana. [música] [música] [música] [música] [música]
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