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Olá, muito bom dia para você que está acompanhando a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Hoje, quarta-feira, já na metade da semana, dia 7 de janeiro de 2026. Vamos lá. O tema do programa de hoje toca diretamente a vida afetiva, emocional e social de milhões de pessoas. Amar, se relacionar, escolher ficar junto ou escolher ficar só. Nas redes sociais, uma expressão tem ganhado muita força, né? Vidas solteiras importam. Mas o que essa frase revela sobre o nosso tempo? Nós estamos desacreditando do amor duradouro ou estamos apenas redefinindo o que significa se relacionar? É sobre isso que a gente vai conversar hoje, sobre relacionamentos longos, medo de compromisso, solteirice e os impactos emocionais dessas escolhas. Então participe com a gente. Você que tá aí do outro lado já ligadinho, conectado conosco, mande sua dúvida, sua experiência. Os nossos convidados já estão apostos. Daqui a pouquinho vamos apresentá-los. Enquanto isso, você vai mandando a sua pergunta ou a sua experiência referente ao tema de hoje, relacionamentos duradouros. ainda existem. Você conhece alguém que tá completando aí, comemorando bodas de ouro? Quanto tempo você já não ouvia falar, né, de bodas de ouro? Que que tá acontecendo? Vamos descobrir hoje. Telefone tá na tela 19978293776. Nossa produção apostos para receber a sua participação. E agora vamos a duas informações, a previsão do tempo. Daqui a pouquinho a gente apresenta os nossos convidados do programa de hoje. Atenção você que é mulher empreendedora e quer começar a vender ou melhorar seus resultados no Instagram. Fica a dica, hein? A Secretaria de Política As Mulheres aqui de Campinas promove no dia 19 a partir das 6:30, das 6:30 da tarde ou da noite, né? O curso gratuito Feirando Instagram na Prática. Esse curso vai acontecer no Salão Vermelho da Prefeitura. O treinamento é 100% prático, viu? Dura 2 horas, oferece certificado e vai ensinar de forma simples como organizar o perfil, definir o que postar e usar o Instagram como ferramenta de vendas. Olha que maravilha. O curso será ministrado pela mentora Ana Flávia Avelino e tem 100 vagas. Então pode se inscrever. As inscrições seguem abertas até o dia 18 e o o curso é no dia 19. Então você vai conseguir fazer a sua inscrição no site da prefeitura. Acessa lá, se inscreve e boa sorte, bom bom curso para você. É sempre bom a gente aprender alguma coisa nova. Agora vamos falar de saúde. Olha, a Secretaria de Saúde de Campinas confirmou mais seis casos de síndrome respiratória aguda grave causada pelo vírus da gripe registradas no último ano. O último óbito foi em 11 de novembro do ano passado e até agora não há registros de internações, né, neste ano de 2026. Em 2025, Campinas teve 512 casos e 63 mortes e a maioria das vítimas não havia se vacinado. Por isso, a orientação é clara. Se você ainda não tomou a vacina contra a gripe, procure uma unidade de saúde mais próxima da sua casa. A vacina é gratuita, está disponível para todas as pessoas a partir de 6 meses de idade, não precisa de agendamento e ajuda a evitar formas graves da doença. Os imunizantes estão disponíveis nos 69 centros de saúde aqui da cidade. Basta levar um documento com foto e se tiver, a carteirinha de vacinação. Se não tiver, não tem problema. Você consegue fazer a imunização apenas com o documento com foto, combinado? Procure o centro de saúde aí próximo da sua casa e faça a imunização contra a gripe. Previsão do tempo chegando para você. Quarta-feira parece que tá vindo aí chuva, né, para a nossa região, pra nossa metrópole. De acordo com a previsão do tempo, hoje nós temos sol com muitas nuvens agora de manhã, mas à tarde pancadas de chuva se estendendo também para a noite mínima de 19, máxima de 27º. Muito bem, agora vamos ao nosso tema central. Hoje a gente vai conversar sobre relacionamentos longos. Os dados do IBGE falam por si só. O Instituto Brasileiro de Geografia Estatística mostra que o Brasil registrou um aumento de 4,9% no número de divórcios o ano passado. Segundo as estatísticas do Registro Civil, hoje, hum, um casamento dura em média 13 anos e meio, um período menor do que há pouco mais de uma década. Essa mudança, gente, também aparece no fato de que enquanto os divórcios aumentam, o número de registros de casamento também diminui. A pesquisa nacional, por amostra de domicílios eh contínua, também do EBGE, aponta que o número de pessoas que vivem sozinhas cresce de forma expressiva no país. Isso reflete mais dependência, principalmente entre as mulheres, mas também uma nova lente sobre o compromisso, o vínculo e o jeito de se relacionar. Então, para nos ajudar a refletir sobre esse cenário, hoje nós recebemos aqui dois especialistas pelo Zoom. Nós damos as boas-vindas para Patrícia Camargo. Ela é coach, afetiva, psicanalista clínica, referência em análise junguiana, terapia individual e também terapia de casal. Bom dia, Patrícia, seja bem-vinda. Obrigada pelo convite. É um prazer estar aqui. Muito bem, com a gente aqui no estúdio, nós vamos falar com o médico sexólogo, psicoterapeuta de casais de família. Ele já participou com a gente o ano passado e hoje está aqui presente para nos explicar sobre essa questão de relacionamento, né? Relacionamento duradouro. Existe ou não existe? O que que tá acontecendo? Dr. Márcio, seja bem-vindo. Bom dia. Bom dia, Núber. Obrigado pelo convite mais uma vez aqui pra gente discutir comportamento humano que é complexo, né? Que é complexo, né? Principalmente quando a gente fala de relação duradora, que a primeira coisa que a gente pensa assim, o que é uma relação duradora, né? Tá relacionada ao tempo. Muitas vezes, eh, a gente pensa que o tempo é um determinante, mas tem características antes, né, que faz demorar, né, essa relação, que é a capacidade de você resolver conflitos. Uhum. Quando você consegue resolver conflitos e lidar com a frustração, né, de que o outro não vai te dar tudo aquilo que você espera, aí você vai ter um tempo junto para compartilhar e aí isso pode durar, né? Então tá mais relacionado à qualidade para que essa duração da relação exista, né? Conflitos, né? Ai ai ai. Os relacionamentos longos, gente, não costumam acabar de um dia pro outro, não, né? Muitas vezes eles vão se esvaziando aos poucos em silêncio, até que o vínculo que um dia foi forte já não sustenta mais a relação. Esse processo, eh, muitos chamam de extinção de relacionamentos longos, eh, envolve muitas mudanças emocionais e a gente precisa lidar com os conflitos. E os conflitos são diários, né? São desde o pequeno conflito até o conflito extremo e a gente precisa aprender a lidar com isso. Então, vamos lá. Aí, vou perguntar primeiramente pra Patrícia sobre a avaliação psicológica, né, dela. Eh, Patrícia, o que que mudou emocionalmente nas pessoas, na sua avaliação, para que os relacionamentos longos passassem a ser vistos quase como um risco ou como uma perda de identidade e autonomia? Seria medo ou um cansaço emocional no seu ponto de vista psicológico, Patrícia, por favor. Olha, Rúbia, são vários os fatores, sabe? Se a gente considerar que a mulher hoje tem mais independência financeira, tá buscando sua carreira e um uma boa localização profissional, a gente começa a ver que a tolerância é uma relação ruim, desgastada e conflitada, ela diminui bastante. Eh, é comum a gente ouvir, né, minha avó, minha bisavó, enfim, né, os casais mais antigos, eh, aguentavam a relação e é esse problema que a gente diz que mesmo aguentavam. muita dependência financeira, né? Então hoje a gente começa a ver as mulheres tomando mais a iniciativa das relações, tanto para início quanto para término. E a gente também deu uma baixa tolerância frustração no outro extremo, né, que também as pessoas parece que desistem de insistir naquela relação. Eu costumo dizer que o casamento é um local que as relações, né, não só o casamento, mas uma relação, é um local naturalmente de conflito, porque você vai ter duas pessoas diferentes com as suas diferenças, partilhando uma vida, partilhando, planejando sonhos. Então, naturalmente, como ninguém é igual a ninguém, você vai ter um conflito ali e aí cabe ter uma maturidade emocional para lidar com essas. Uau! maturidade emocional e tudo que a Patrícia falou vem de encontro com o que estávamos conversando, né, antes do início do programa, eu e Dr. Márcio, e com que ele acabou de falar pra gente também eh sobre eh lidar com conflitos, né, Dr. Márcio, essa ideia eh de risco, né, risco se conecta muito com a sensação da renúncia, né? Existe uma crença de que um relacionamento duradouro ele impõe perdas como abrir mão da nossa liberdade, dos nossos planos individuais, dos nossos desejos, né? Sobre a ótica da psicoterapia de casal. Eh, relacionamentos longos, realmente eles significam essa restrição, esse sacrifício ou a gente tá lidando com uma visão distorcida do que é um compromisso confundido, confundindo aí com uma parceria ou com uma posse? Qual que é a sua avaliação desse relacionamento quando a gente fala um relacionamento estendido, um relacionamento duradouro, né? E como é que a gente faz para equilibrar tudo isso? qual que é a a avaliação e como o que que o senhor recebe eh no seu consultório, já que o senhor é terapeuta de casal. Eu acho que são várias histórias, né, que precisa de um alguém intermediando para poder ensinar ou a caminhar ou então a terminar por aqui. Eu gosto muito do conceito lacaniano que diz assim: "Amar é dar aquilo que você não tem. Que significa isso? é você fazer pelo outro, né, aquilo que às vezes não é legal para você, que talvez não seja a sua vontade, mas é a vontade do outro. E isso é difícil e isso é faz parte da renúncia. E não pode ser um sacrifício porque isso é recíproco. Então, a reciprocidade faz o casamento funcionar. Outro conceito que é o conceito freediano que assim amar é você lidar com a incompletude. O outro não vai te completar, né? não é um aquilo que tá faltando em você e aquela pessoa tá a serviço do teu desejo para realizar. Então, no consultório chega muito isso, que é essa frustração que a Patrícia falou, né, que o outro não é do jeito que eu gostaria. Eu faço uma assim, essa é uma teoria aleatória com essa porcentagem assim, 10% nosso é insuportável, né, pro outro e vice-versa. Mas tem 90% que é legal, né? Tanto é que a gente escolheu casar com aquela pessoa, porque a gente se identifica. Porque 90%, mas os 10% que a gente tem de insuportável e o outro também é onde existe essa capacidade de ver que o outro não é que vai satisfazer você 100%, né? Gente, uma coisa eu digo, relacionamento é algo muito delicado e a gente precisa de muito autoconhecimento para lidar com tudo isso, porque nós estamos em mudança constante, o outro também está em mudança constante. Nós desenhamos aquilo que a gente quer pra gente. Então, eu vou entrar num relacionamento hoje. Eu vou desenhar, eu vou vou criar uma pessoa da maneira que eu acho que deve que deve ser a pessoa ideal para mim. Só que a realidade ela não é essa. Todos temos defeito, né? Todos temos aí o nosso lado bom e o outro nosso lado oculto. E a convivência vai mostrar quem somos. E aí a gente precisa administrar. E aí nessa administração vem aquela questão, né? a responsabilidade afetiva, o medo de se casar, o medo de assumir o compromisso, o medo de perder a identidade e quem já está nesse compromisso, como eh manter e deixar que esse compromisso ele continue fluindo, né, com leveza? Ô, Patrícia, eh, qual que é a a sua avaliação? O que que você diz pra gente referente a relacionamentos duradouros? né, nos dias de hoje, porque como você pontuou lá no início, essa cultura de que eh precisávamos manter o relacionamento, porque principalmente as mulheres, né, eram dependentes eh eh dos homens, os homens provedores, as mulheres cuidavam de casa e hoje as coisas não são mais assim. E os relacionamentos estão terminando. Hoje a gente analisa e pode ver que não são muitas pessoas que conseguem completar aí 20 25 anos de casamento, né, de relacionamento. Maioria das pessoas ficam aí 2, 3 anos e já estão se separando. Então, qual que é a avaliação que você faz dessa, desse relacionamento duradouro que a gente tá falando com os dias de hoje? Rúbia, aí eu vou me apoiar no Balman, porque ele traz o conceito da modernidade líquida e eu acho que cabe bastante aquilo que a gente tá falando, que ele fala de uma sociedade de consumo, uma sociedade individualista, um e ele traz o conceito do amor líquido, né? Aquele amor que escorre ao contrário das relações que se davam de forma sólida e não líquida. Então o sólido, como a gente sabe, ele é duradouro, ele é duro, ele é coeso. Então ali você tem compromisso, ali você tem um comprometimento para dar certo, ali você tem tolerância. E quando a gente fala da modernidade líquida, a gente tá falando de uma coisa muito rápida. Então as relações são rápidas, são estáveis, as pessoas estão sempre mudando. Não só no relacionamento, a gente pode ver muito a carreira profissional. Antigamente a gente via pessoa trabalhou 30 anos na mesma empresa. Hoje é uma raridade isso aconteceu. Uhum. Tem uma uma tirinha muito bonitinha que eu vi um dia que era a a neta conversando com a vovó e ela falando: "Vó, esse celular quebrou, não serve mais, vou comprar outro". Uhum. E a vovó responde, falei: "Minha filha, na minha época a gente não fora, a gente consertava". Então também ter é este compromisso de consertar, este compromisso de fazer da série. E o Balma quando traz a modernidade líquida, mostra isso pra gente, né? As redes sociais, consumismo, individualismo, fazem com que as relações não sejam mais o foco principal da atenção das pessoas. Poxa vida. E agora, Dr. Márcio, qual que é a sua visão de futuro quando a gente fala em relacionamento, né, o senhor que que lida com casais, eh é estudioso nesse eh eh nesse tema, é sexólogo, eh entende como funcionam os relacionamentos, né, assim como a nossa convidada Patrícia também. Qual que é a sua visão de futuro? Qual que é a sua avaliação? Porque hoje vivemos relacionamentos líquidos. Às vezes nem sempre o que a gente imagina que seja um relacionamento duradouro é saudável. Infelizmente a gente tem hoje a maior incidência de, não sei se a maior incidência ou se foi o conhecimento que deixou isso mais latente, a questão da violência, né? Violência física, violência psicológica. Então, as mulheres, a gente percebe que as mulheres elas estão se afastando um pouco mais, só que daí nós, em contrapartida, nós temos também a independência financeira da mulher, né? E aí esses relacionamentos líquidos, esse tempo frenético, qual é a sua visão de relacionamento futuro? Como o senhor vê a união das pessoas num futuro não tão distante assim? É difícil prever o futuro, né? Mas a gente tem uma ideia que hoje é uma queixa muito generalizada da solidão, né? Porque ao mesmo tempo que as pessoas não conseguem se relacionar, elas também se queixam que estão sozinhas. As as redes sociais, os aplicativos faz parecia que fazia as pessoas ficarem mais próximas, né? Mas não ficam porque é um contato virtual e é muito superficial isso daí. Então causa, né, um incômodo de solidão. O interessante é assim, quando você assume um compromisso, né, para falar compromisso, o compromisso tem risco de sofrimento, como qualquer compromisso, né? Quando você trabalha aqui cedo, você tem um risco de sofrer, de acordar cedo, de não sair à noite. Então, todo compromisso tem esse risco. E as pessoas hoje não querem sofrer porque o mundo tá fácil. Eu tava pensando aqui, hoje em dia você não faz força nem para abrir o vidro do carro, né? É verdade, né? O mundo ficou muito mais fácil. Então, qualquer dificuldade que a relação eh apresenta, a pessoa já quer sair dela, né? E ao mesmo tempo eh tem essa política da autonomia, que todo mundo tem que ser autônomo, né? E isso é meio incompatível com as relações, porque o compromisso também tem uma ameaça dessa liberdade restrita que você tem, né? Você não tem uma uma liberdade restrita. Então isso faz a pessoa ficar mais sozinha e difícil de lidar com sofrimento. Aí parece hoje que as pessoas quando procuram ajuda é assim, não pode ter tristeza, não pode ter raiva, não pode ter frustração, né, cara? Mas isso faz parte da vida, né? Existe, ao mesmo tempo que existe o outro lado, existe esse do sofrimento, né? É óbvio que é ruim sofrer, mas também é possível se relacionar, né? Poxa vida, é complexo demais. Ô Patrícia, socorre, socorro, né? Eh, tem gente que que fala da solteirice, né, que é sinônimo de liberdade, eh, de autonomia. E aí, Dr. Mar trouxe essa questão eh da gente querer ficar sozinho, né, solidão. E aí a gente confunde solidão com solitude. Como que a gente faz para poder ah analisar se realmente um relacionamento sólido e se ou então se a gente prefere estar sozinho. Estar sozinho significa solidão, solitude. Tem como desmistificar tudo isso? Porque são muitas interrogações quando a gente para para analisar hoje em dia sobre relacionamento, sobre solidão, sobre solitude, sobre aguentar, sobre suportar e sobre querer estar. Tem como você nos orientar referente a tudo isso que eu te falei? É, é sempre uma incógnita, sempre tem uma interrogação. Às vezes você quer um relacionamento, mas você não quer passar pelo stress bom ou o stress ruim que esse relacionamento vai te proporcionar. E aí, como a gente faz? Ô, Rúbia, adorei você trazer a solidão e solitude, então, vale a pena a gente reforçar o que a cada um, né? Uhum. Eu diria que assim, a solidão é aquele lugar que você se encontra, que você não quer estar ali. As pessoas se vem sozinhas, mas não queriam estar sozinhos. E a solitude é: eu estou sozinha por opção. Uhum. Ou porque eu quero um momento para mim, ou porque eu quero mais tranquilidade, seja um momento ou uma forma de vida, enfim. Eh, então assim, quando o Dr. Márcio fala da escuridão, é isso mesmo, os relacionamentos se desgastam tanto que as pessoas preferem ficar sozinhas. E eu já recebi casais que dizem: "Eu vivo uma solidão no meu casamento." Sim. Então, mesmo estando juntas, elas se sentem sozinhas, elas não se sentem mais amparadas, elas não sentem mais que tem uma companhia, um parceiro ou uma parceira de Então eu diria assim, quem está junto, quem tem uma relação deve cultivar seus momentos de solitude. Eles são importantes até pra gente autocentrar, pra gente desenvolver essa maturidade emocional, a responsabilidade emocional que a gente tem no casamento. E se você tá se vendo numa relação em solidão, eu acho que uma conversa é muito importante. Infelizmente, nesse mundo rápido, nesse mundo ansioso, as pessoas esquecem de conversar ou perdem a habilidade de conversar. E uma conversa branca, uma conversa desarmada, eu diria que é um bom caminho para que o casal volte seu excelente, Patrícia. A comunicação, né? a gente precisa conversar, mas a gente também precisa eh ser ouvinte, porque às vezes a pessoa vai conversar, mas o outro não tá ouvindo, então essa conversa acaba não adiantando. Então a gente precisa ter o tal do autoconhecimento. E é para isso que nós temos aí psicoterapeutas eh eh psicólogos, né, e profissionais da saúde mental que que eles nos ensinam a tentar levar a vida, acho que com mais leveza, a gente precisa disso. E aí quando a Patrícia fala sobre ah estar se relacionando, mas estar só vivendo uma solidão, isso é algo que acontece em em várias famílias, né? Porque a internet, o dia corrido, enfim, são várias vertentes que acabam deixando a pessoa que se relaciona sozinho. Você tá em uma casa grande, mas cada um tá no seu canto, cada um tá no seu quarto, você está numa relação sozinha ou sozinho. E aí você decide por terminar essa relação. E eu vou para o Dr. Márcio que vai explicar pra gente o que que acontece quando a relação termina. uma relação que você ah desenhou, que você projetou, que fosse para toda a vida, ela acaba terminando. Aí o estima do o estigma do fracasso chega, ele pesa emocionalmente, não só em você, mas também na sociedade, porque infelizmente a gente ainda vive pensando o que o outro vai pensar nas nossas atitudes, né? Eh, o que que acontece com esse esse esse fracasso? O por que que a gente sente, a gente tem essa sensação de que a gente não conseguiu e tem uma forma de terminar uma relação, como você havia me dito antes, Dr. Márcio, indo para terapia de casal. Olha só que interessante que a gente pensa que terapia de casal é só para alinhar, né, o relacionamento. Mas não, Dr. Márcio me disse aqui antes do programa iniciar em off, que eu fiquei de boca aberta que terapia de casal também serve para alinhar o término. É isso, né, doutor? Sim, sem dúvida. Eh, é uma questão difícil paraa gente identificar quando é que o cas e chegar a esse ponto assim, o casamento, a relação acabou, né? É difícil você chegar a essa conclusão, mas tem alguns sinais e a possibilidade também que o amor também termina, né? É eterno enquanto dure, né? Então, eh, eu acho que uma das primeiras coisas que começa a aparecer, né, é a falta admiração pelo outro, né? Você perde admiração, o convívio fica difícil, aquilo fica insuportável, né? essas diferenças que você antes suportava porque você amava o outro, eh, ela começa a ficar mais difícil. Então, a terapia de casal é óbvio que tem vários objetivos dentro dentre deles, eu acho que o mais importante é você exercitar o diálogo, né, essa comunicação assertiva de você também aprender a ouvir, de falar pro outro aquilo que é difícil, né, sem ser julgado, tá? Ter essa disponibilidade para fazer isso, é o exercício da comunicação. Acho que é a primeira coisa. Então, resolução de conflitos, né? Eh, melhorar o vínculo, mas quando isso não consegue, e aí a pessoa chega à conclusão, né, que, ó, talvez esse seja o fim dessa relação, a terapia de casal ajuda para que essa separação seja civilizada, menos sofrida, porque toda todo fim de casamento, todo fim de relação é sofrido. Por pior que a relação seja, é o fim da idealização daquilo que você esperava que não aconteceu, né? Então a relação, a terapia de casal vai ajudar justamente nisso, nessa separação mais civilizada, menos sofrida, poupando os filhos, caso tenham filhos, né? O filho não fazer parte desse sofrimento, desse conflito. Então assim, proteger para você sofrer menos, porque assim, não sofrer é impossível, né? Sofrer menos para que essa esse convívio seja saudável. É um convívio saudável, né? Que muitos falam aí de término consciente, né? Eh, eh, o casal termina, mantém amizade, mantém respeito. Isso seria uma maturidade emocional ou uma uma forma de evitar aí um luto mais doloroso da separação? E realmente isso existe, né? A, o casal ele consegue, eh, quando separa, ele consegue, eh, levar uma vida com amizade e com respeito. Qual que é a sua avaliação, Patrícia, eh, referente a esse término consciente que o Dr. Márcio muito bem pontuou pra gente aqui? Olha, Rúbia, depende do motivo da separação. Uhum. Quando a gente vê uma separação por traição, a amizade é muito difícil que ela se mantenha, porque um foi enganado, o outro traiu, os filhos estão no meio da relação, podem tomar partido de um de outro, o que é temerário, né, que nunca deve envolver os filhos nisso. Então, eu acho que uma traição e não é só traição eh sexual que eu tô falando, tá? Eu eu conheço casais que se separaram por traição financeira. Uau! de da mulher gastar e não fala onde, não sei onde foi e e era um cartão de crédito infinito e o marido não aguentou, falou: "Ela, ela gasta não sei aonde, não sei quando". Então acontece, sabe? Também já vi casos em que o nesse, nesse exemplo um marido tinha uma poupança ou tinha um investimento, enfim, que a mulher não tava par. Então, de verdade existem vários tipos de traição. E neste caso, eu acho que manter uma amizade é complicado. Uhum. Agora, quando você tem esta maturidade emocional para buscar a terapia, para ter uma separação amigável, eu acho que o ganho de todos, porque a aquele seu companheiro ou seu companheira conviveu com você, te conhece, é uma pessoa que pode te ajudar nos seus momentos difíceis. Quando os filhos estão presentes, é um ganho para eles verem que os pais têm amizade, que os pais mantém o respeito, mesmo após a separação. E de fato o casamento não é porque foi mantido a qualquer custo, né? Às vezes as crianças estão vendo os pais brigando e se respeitando num ambiente de conflito instável, faz muito mal para as crianças. É muito melhor elas verem os pais separados, equilibrados e num convívio amigável. do que naquele ambiente de conflito e de turbulência. Então, de verdade, o mais importante é a maturidade emocional, é saber quando insistir e quando desistir. Exatamente. O programa de hoje a gente tá falando de relacionamentos duradouros, né? Bodas de ouro. Doutor mais conhece alguém aí que tá comemorando bodas de ouro ou e e como que é, né? O pessoal fala assim: "Nossa, mas bodas de ouro eu não consigo completar dois anos de relacionamento? Tem gente completando aí bodas de ouro. essas pessoas que que estão há muito tempo, né, juntas, eh, o que que elas passaram, o que que elas viveram, né, os o respeito, a, a doação, acho que teve é é tudo uma questão assim de, vamos, deixa eu achar a palavra certa, eh, de se doar também para o outro para poder conseguir conviver por tanto tempo assim, coisa que a gente não vê acontecendo mais hoje em dia. Eh, geralmente as pessoas se separam e depois elas vão entrar em um outro relacionamento, Dr. Márcio, e esse relacionamento ele tende a não ser tão duradouro quanto a pessoa imagina que seja. Eu separei, então agora vou dar um tempo, vou entrar em outro relacionamento e vai ser o relacionamento da minha vida e às vezes esse relacionamento da minha vida não vai acontecer. É verdade. Muito se fala que antes de você entrar em um relacionamento, você precisa se curar do relacionamento que você terminou. Isso faz sentido? Você falou bastante coisa. Eh, quando você fala assim, bodas de prata, bodas de ouro, bodas de ouro são 50 anos de casado, né? Bodas de prata 25. Me vem na minha cabeça assim os meus tios, os amigos da minha mãe mais antigos. Eu não consigo ver atualmente que eu não fui nenuma comemoração de bodas de ouro, de bodas de prata. Mas eu acho que tem dois pontos históricos. Eh, antigamente existia muito mais submissão, né, da mulher que não trabalhava, que tinha não tinha tanta autonomia. E isso era um dos um dos fatores que poderia permanecer no casamento. Mas também não é, existem as exceções, né? Existem casamentos que duravam porque as pessoas tinham mais resiliência, né? Mais capacidade de suportar, né? Tinha mais eh insistia naquilo, naquela relação, né? não tinha tanta frustração como tem hoje. Então eu acho que isso colaborava para as pessoas completarem bodas de ouro, bodas de prata, né? Sim. Eh, a pergunta que você fez em relação à decepção, é, eu perguntei para você, as pessoas hoje elas se relacionam e aí terminam o casamento? OK, eu eu casei e o casamento vai ser pro resto da minha vida. Não deu certo. Beleza, me separei. Eu preciso me curar para poder entrar em um outro relacionamento. Muito se fala sobre isso, né? Hã, não entre em um relacionamento se você não não estiver curado, porque você pode se frustrar novamente e esse próximo relacionamento que você imagina que seja sim esse o relacionamento paraa vida toda, pode vir como uma frustração e você ã vai acabar sozinho novamente. Eh, a gente pensar em cura, né, em termos de comportamento, é difícil, porque às vezes a terapia ela não vai buscar uma cura, mas talvez a consciência que te faz repetir esse sintoma que a relação se tornou disfuncional. Então, você ter consciência, eh, o que te faz escolher uma relação que te faz sofrer Uhum. Esse é o caminho para você não repetir, né, essa escolha. Se isso é uma cura, eu não sei se é cura, né? Porque inclusive a pessoa pode escolher permanecer nela, né? Porque tem pessoas que escolhem permanecer sofrer. E a gente tem que entender isso dessa repetição, né? Então é interessante. Eu acho que a terapia é o lugar onde te oferece essa reflexão de consciência para você se perceber e entender as tuas escolhas. Uhum. Se vão ser repetidas ou não, né? Exatamente, né, Patrícia? Eh, a gente ouve muito falar dessa repetição, principalmente você vai buscar na internet lá, você coloca sobre relacionamentos duradouros, sobre relacionamento hoje, né, nos tempos de de correria, de internet, de mundo frenético, a gente percebe que as pessoas têm se frustrado e tem buscado sim uma cura de um relacionamento anterior. Eh, essa cura na avaliação psicológica, Patrícia, ela precisa acontecer, ela acontece de que forma? E isso é real. Se você não estiver curado, você não vai conseguir eh se relacionar de daquela maneira que você deseja no próximo relacionamento? Tem que ver. Saiu, voltou. Saiu. Isso. Beleza. É assim mesmo. Internet ao vivo. Vamos embora. Pode falar, Patrícia. O que que você já ouviu? Eu começo de novo? Pode começar de novo, por favor. Tá bom. O Dr. Márcio traz a a questão que a cura, não sei se ela vai existir e é verdade. Uhum. Eh, mas a gente pode pensar sim em melhorar o nosso autoconhecimento. Sim. Eh, eu escuto de mulheres falando: "Ah, eu tenho dedo podre para homem". Não existe ter dedo podre para homem. Existe assim, que padrão que você tá buscando, eh, que exemplos você teve na sua casa, quais os relacionamentos que você vivenciou como criança ou como modelo que você inconscientemente vai buscar na vida adulta? E aí, se você teve evidências, né, ou ou experiências de presenciar relacionamentos ruins, é muito comum que na vida adulta você busque relacionamentos ruins inconscientemente. Ninguém conscientemente vai falar que era um relacionamento ruim. Uhum. Mas é possível que a pessoa busque até como um uma compensação do que ela viveu ou do que ela presenciou na vida mais jovem. Então, eh, esse dedo podre não existe. O autoconhecimento é super importante. E de fato, se a pessoa vai trocando uma relação com outra, sai dessa, tá boa, vou paraa outra, aí dura pouquinho, vou para outra. Que que ela refletiu? O que que ela de fato trabalhou nela? Porque o relacionamento, claro que o o por ser uma troca, tem a parte dos dois, né? Uhum. Tem tem um que pode não tá aberto para conversa, que pode ser mais agressivo, que pode ter menos paciência. E tem outro que de alguma forma pode estar aceitando, pode não estar colocando seu limite, pode não estar se posicionando. Então eu diria que o autoconhecimento é o melhor caminho para você ter relacionamentos duradouros, ou pelo menos para que você não repita nos próximos o que você já sentiu nos relacionamentos fracassados anteriores. Exatamente, né? Repetir padrões, né? Isso. A gente precisa de muito autoconhecimento para chegar nesse nível que a Patrícia muito bem pontuou pra gente. Agora, Dr. Márcio, o peso do outro eu não permito que seja meu, mas eu quero me relacionar. E agora a gente para ter um relacionamento duradouro, o outro vai vir com uma bagagem, né? Eu também tenho a minha bagagem. O que que a gente faz com essa bagagem? Isso é interessante. Ontem eu tava ouvindo justamente sobre isso, é você separar o que é seu, o que é do outro, né? Então, vou dar um exemplo. Muitas vezes, eh, a mãe se preocupa muito com a relação que o pai tem com os filhos. Uhum. Porque ela quer proteger os filhos, que essa relação seja saudável, que esse esse papel paterno seja construído de uma forma legal, mas é o papel é dele. Isso não é seu. Como o papel materno também, né? Então assim, é você separar o que que é do outro que interfere em você ou não, porque aquilo tem algo que é conjugal e tem algo que é individual, né? Então esse peso que o outro traz é dele, eu não vou carregar junto. E tem peso que a gente carrega junto porque faz parte do casamento, a cumlicidade, né? Então entender essa separação é super importante para você não tá carregando o peso do outro. Exatamente. E a partir do momento que você decide carregar o peso do outro, Patrícia, vai chegar uma hora que esse peso ele vai ficar meio que insuportável para você carregar, porque o peso não é seu. Então, a gente precisa ter aí um discernimento quando a gente decide unir as escovas de dente, não é mesmo? É isso mesmo, viu? saber colocar limites, saber dizer não, fazer uma avaliação. Eu eu tenho um hábito de todo dia de manhã revisar o meu dia anterior. E eu penso, né, quando foi que eu disse sim que eu poderia ter dito não? Quando foi que eu disse não e que eu poderia ter dito sim. Eh, uma coisa, uma ferramenta muito boa que eu tenho usado é a comunicação não violenta. Uhum. Hum. que é você saber se posicionar, saber se colocar, colocar o seu limite, mas sem violência. E a e a violência acontece à vezes a gente nem percebe. A premissa da comunicação não violenta é que por trás de um comportamento existe um pedido. Então, se você entendeu o pedido do outro, a necessidade do outro tiver aberto paraa escuta, eu acho que aí um bom lugar para que as coisas sejam ajustadas e que ninguém carrega a bagagem. Exatamente. Muito boa colocação, né? por trás de um posicionamento, de um comportamento, existe aí um pedido, né? De repente um pedido de afeto, de carinho, um pedido de apoio, até um pedido de socorro, quem sabe a gente precisa aprender a ler, interpretar o outro, mas isso é um pouco difícil. Como é que a gente consegue, eh, eh, Dr. Márcio, ah, entender o que o outro quer nos falar? A gente precisa realmente da comunicação, né? a gente tem que ser bem assertivo na comunicação dentro do relacionamento, porque às vezes eh as pessoas tendem a eh se comunicar pelas entrelinhas e isso não faz bem, não? Eh, é interessante quando se fala em comunicação, porque tem um valor naquilo que o outro fala. Primeiro, toda reclamação é um pedido, né? Uhum. e você valorizar o que o outro tá dizendo sem ouvir aquilo como julgamento. Porque quando você julga, se for em forma de julgamento, a consequentemente o outro vai se defender. Então, um exemplo, se você fala para mim, Rúbia, Márcio, você foi mal educado comigo, cara, eu mesmo eu não achando que tenha sido, eu tenho que pensar o que é que eu fiz para você pensar sobre isso. Exato. Se eu me defendo, eu não consigo entender o que é que eu fiz para você pensar isso. Boa. Excelente, né? Então assim, vamos discutir sobre isso. Não foi a minha intenção, mas como é que você percebeu isso, né? E é automático a gente responder. Não foi a minha intenção, né? É, mas às vezes o outro percebeu. Sim, claro. E se percebeu, cara, você tem que valorizar a percepção do outro. Uhum. Né? Então eu acho que essa forma de comunicação, quando as pessoas falam assim, ah, você tem que ser empático, empático é uma coisa muito difícil, porque assim, ah, você tem que se colocar no lugar do outro, a gente não consegue se colocar no lugar do outro. O lugar do outro é do outro. O que a gente consegue e se esforça é compreender esse lugar do outro. Uhum. Quando você chega assim, ó, eu tive um diagnóstico de uma doença grave, cara, é sofrido, eu não consigo me colocar porque eu não tive esse diagnóstico na vida. Perfeito. Mas eu consigo compreender que é difícil, né? Então esse movimento de você entender o que o outro tá falando ajuda na relação para você tentar entender o que é que o outro tá pensando, né? Porque se tentar se entender já é difícil você com você mesmo, imagina entender o outro, mas aí você entende a comunicação e o que é que o outro precisa ou não, né? Poxa vida. Resumindo, gente, é, olha, desafiador. Ah, o relacionamento é desafiador. E ainda mais nesses tempos de hoje, né, onde estamos vivendo relacionamentos líquidos, rápidos, passageiros e não se ouve mais falar em relacionamentos duradouros, né? Será que as pessoas querem mesmo relacionamento duradouro ou será que elas estão eh querendo viver a sua solitude? Bom, isso vai de pessoa para pessoa, vai de autoconhecimento. E a gente tá aqui para conversar com você que tá aí do outro lado, para querer saber de você, como é que tá a sua vida aí? Você tá vivendo um relacionamento duradouro? Você tá vivendo um relacionamento líquido, né? Você tem alguma dúvida? Manda pra gente. WhatsApp tá na tela aí, coloca na tela produção. E já vai colocando também as perguntas dos nossos telespectadores. Ó, 1997829377. Falar de relacionamento, gente, é sempre muito eh delicado, né? E e são várias vertentes. Nós somos pessoas únicas, diferentes, e relacionamento é uma pessoa diferente com eh vivendo com outra que também tem a sua particularidade. Então, é preciso abrir mão de uma coisa, abrir mão de outra para poder o negócio engrenar e dar certo. Vamos lá, Fernanda Lopes do Cambuí. Olha só, temos perguntas, os nossos telespectadores participando conosco. A Fernanda diz assim: "Bom dia, Fernanda". Hoje muita gente prefere desistir da relação do que tentar resolver os conflitos. Isso é falta de maturidade emocional ou o jeito de amar mudou mesmo? Hum. Vamos lá, Patrícia, respondendo nossa telespectadora, por favor. Eu acho que os dois, porque quando ela fala, "A pessoa prefere desistir da relação do que tentar resolver os conflitos". Nós estamos falando de uma imaturidade aqui. Uhum. ela já desistiu e e não quer resolver. O que que vai acontecer com essa pessoa numa próxima relação? Ela vai tender a repetir esse comportamento. Não quero resolver conflito, não quero resolver conflito, não quero conversar. Então a priori ela já desistiu, percebe que ela já não tá aberta para resolver o problema. Por outro lado, o jeito de amar mudou mesmo. Uhum. E se eu não me engano no teu programa de ontem, Rúbias, você trouxe as tecnologias e celular. Isso. E eu vejo hoje em dia o celular com veneno nas relações. Uhum. As pessoas chegam, imagina lá, os dois chegaram do trabalho, vai cada um pro seu celular, não tem uma troca, não tem uma conversa, não tem um jantar olho no olho, às vezes as crianças estão querendo atenção e ninguém dá atenção. Então, olha como mudou, como a gente deixou o celular tomar um protagonismo em vez do da de viver aquele momento presente ali com sua mulher, seu marido, filhos. Eh, a gente diz, né, que as redes sociais aproximam os distantes e afastam os próximos. Então, é isso mesmo, o a forma de amar mudou e a gente tem que ter essa consciência justamente para não deixar que isso tome uma proporção maior do que tem, porque claro que o celular é importante, você paga uma conta, você resolve. Tudo bem? Voltou? Sim, sim, voltou. Pode falar. É, então não é para jogar o celular fora, não é isso, mas assim, é não deixar que aquilo tome uma proporção tão grande que daqui a pouco você tá próximo do dos seus amigos que moram fora do Brasil e você não conversa com o seu vizinho, não conversa com sua familiar de casa. Exatamente. A gente precisa estar atentos, né, a principalmente essa questão aí do celular. que ontem nós falamos sobre essa dependência que nós temos aí do do aparelho e que acaba nos desconectando de tudo que está perto da gente e nos levando para algo que a gente acha que tá aqui nas nossas mãos, mas que está bem longe. Então, a gente precisa, principalmente na relação, tomar aí um pouquinho de cuidado e deixar o celular de lado às vezes, né? É importante. Vamos lá. 8:51. Pode colocar mais uma pergunta na tela, por favor. A gente direciona agora pro Dr. Márcio essa pergunta. Vamos ver quem é o Paulo Sérgio do Taquaral. Bom dia, Paulo. Obrigada, viu, pela sua participação. Olha aí, doutor, ó. O medo de repetir erros família pode travar novos relacionamentos. Como é que a gente quebra esse padrão emocional que a gente carrega da vida, né? Ixe, olha só, repetir novamente os erros. Tem uma coisa de família que se a gente chama de transgeracionalidade. É aquele modelo onde você conheceu o funcionamento da sua família. Uhum. Que você traz com você. Quando você se casa, né, você vai formar um novo modelo. Quando você cria essa capacidade de olhar pra tua família de origem, né? E aí tem coisas da família de origem que são boas de todo mundo, né? Os valores, algumas formas de funcionamento, alguns costumes são boas, mas tem coisas da nossa família de origem que não é legal dentro do nosso modelo. Uhum. E aí você casa com uma nova pessoa, você vai fazer a sua família atual e aí você vai construir esse novo modelo. Então, a crítica de você olhar para trás e ver isso aqui é bom, é funcional, eu vou permanecer e isso aqui eu vou jogar fora, né? Então é muito interessante quando você faz essa avaliação. A questão do conflito é quando você acha essa verdade imutável que o modelo da sua família de origem é o melhor do que o que da família da outra pessoa, né? Porque a primeira crise familiar que existe no casamento é quando a pessoa se casa, né? E foi isso que pode você fazer. São duas pessoas que têm costumes diferentes, educação diferentes, valores diferentes, morando na mesma casa, dividindo a vida. Nossa. Então essa é a primeira crise familiar, né? Verdade. E aí é essa oportunidade onde você vai ter para construir o seu modelo atual de de relacionamento de família, né? Uhum. Exatamente, né? A gente para para analisar. É realmente isso. Você tem, né, a a sua cultura, o outro tem a cultura dele. Aí vocês vão se juntar, vai acontecer o quê? Toda essa cultura que cada um tem, vamos, né, colocar ela, deixar ela quietinha no cantinho dela e vamos construir a nossa, né? Que bom se os dois pudessem pensar assim e pudessem construir aí uma nova cultura, uma nova forma de família. Isso é interessante, é importante a gente parar para analisar. 8:53, pode colocar mais pergunta na tela pra gente, por favor? Renan Oliveira do Swift, bom dia, Renan. Obrigada pela sua participação. Ele diz assim, ó: "Depois de términos difíceis, muitas pessoas evitam vínculos profundos. Isso é um tempo saudável de proteção? Hum. Ou é um bloqueio emocional prolongado, Patrícia. Então, né, o o bloqueio emocional prolongado é patológico. Você ficou tãoatizado, né, com os outros términos, com as outras relações, que aí você pode tá evitando novos vínculos e aí de fato tem uma patologia. Agora você tem esse tempo, né, para amadurecer, para pensar como foi aquela relação que ela representou para você, se dar esse espaço, aquilo que a gente falou da solitude, você curtir a sua própria companhia, você definir novas prioridades, novas bases nas relações. Eu acho isso muito saudável. O problema é que se prolongar muito e se tem um trauma instalado ali, aí é uma patologia que tem que ser tratada. Exatamente. Precisa sim de uma orientação, né, de um tratamento psicológico aí, porque não é natural você levar aí pro parao longo da sua vida eh algo que você viveu em um relacionamento e aí você não consegue se relacionar com outro que vai vir. Então, a gente precisa sim de um tratamento, de um ajuste, eh de um aconselhamento dessas pessoas que estão aqui dispostas, né, a nos orientar, né, Dr. Márcio? Às vezes eu faço uma analogia que é assim, você vai cozinhar, aí você se queima no fogão, aí você vai cozinhar de novo, aí você se queima no fogão. Daqui a pouco você, eu não quero mais cozinhar porque isso me causa uma dor e eu tô me queimando. Mas não significa que exista outras formas de você cozinhar sem se queimar, né? Porque o nosso mecanismo de defesa é a gente evitar dor, só que isso não pode se prolongar. Então assim, você enxergar novas possibilidades que você pode cozinhar e não se queimar e comer bem, né, é muito semelhante a relação, a dor de do de uma relação quando não termina, né? Exatamente. Faz todo sentido. Agora 8:55. Produção, dá tempo para mais uma? Se der, pode colocar na tela pra gente, por favor. Vamos lá. Quem é que tá conosco? pessoal participando, relacionamento, gente, é algo assim que a gente fica falando, ó, o dia inteiro se deixar, né? Todo mundo tem dúvidas. Vamos lá. Dévora Cunha do Jardim eh Londres. Quais sinais mostram que uma relação já está sendo deixada de lado emocionalmente, mesmo antes de acontecer um término oficial? É, vai se desgastando, né, Dr. Márcio? Como é que a gente percebe isso? Tem sinais, né? Eu acho assim, quando hoje se sabe cientificamente que quando um casamento se acaba, ele não acabou naquele dia, né? Você acha que há dois, pelo menos no mínimo, há dois anos atrás, ele vem se acabando, né? E aí tem os sinais que você começa a perceber. Eu acho que um dos principais sinais é assim, o outro não é tão mais importante quanto era antes. Você começa a sentir essa diminuição da importância, né? O outro não tá sendo incluído, né? você tem um sentimento de exclusão da relação. E aí o outro, os outros sinais são mais difíceis de perceber, mas que às vezes é muito interno de quem tá sentindo, eh, que é admiração, né? São as formas expressivas de afeto, isso vai diminuindo. Uhum. Não significa que não pode ter um resgate. Pode até ter um resgate desde que os dois estejam disponíveis para isso, né? Mas esse assim alguns sinais e é e é interessante você perceber e questionar o que é que tá acontecendo, né? Mas aí tem pessoas que às vezes esperam chegar ao fim mesmo, né? Exatamente. Agora, Patrícia, eh, nessa linha de raciocínio do do Dr. Márcio, referente à pergunta do nosso telespectador, e quando acontece o seguinte, para uma pessoa, eh, o relacionamento ele já está chegando ao fim, mas para outra tá tudo bem, o relacionamento tá maravilhoso. Como é que a gente faz aí para poder equilibrar, para se entender? Porque também acontece essa situação, não é? acontece e aí a gente vê a parte que tá contente, que tá tudo bem, a gente vê uma acomodação enorme ali. Uau. Para para aquela parte que não tá incomodada, ela está acomodada porque tá funcionando bem daquele jeito. Uhum. E de repente a outra parte não tá sendo olhada, não tá sendo escutada, não tem atenção, não tem a companhia. Gostei quando o Dr. Márcio fala da admiração, porque eu acho tão importante num casal, sabe? Eh, um admirar o outro. Eu acho que é um adubo, sabe? É um gostinho, um tempero na relação. Então, eh, voltamos para conversa, né? Voltamos para colocar limites, voltamos. Eu costumo dizer que enquanto o casal tá brigando, é um paradoxo isso. Uhum. Mas eles ainda se importam quando eles não brigam mais. Não tô falando, né, numa violência, uma coisa agressiva, mas no sentido de conflitar mesmo, de colocar sua satisfação. Quando isso não existe mais, aí chegou na indiferença, sabe? Aí chegou naquilo que você quase que desistiu da relação, você não tá mais brigando por ela. Exatamente. Nossa, gente, nosso bate-papo aqui tá tão bom, vocês ensinam tanto a gente, é tão gostoso conversar eh com os nossos convidados, os nossos profissionais, porque assim, a gente traz temas naturais que acontecem na nossa casa, no dia a dia, né? Temas de pessoas reais. E aí nós temos profissionais que têm toda a expertise e o estudo para nos ensinar a detectar sinais, a a viver uma forma de uma forma mais leve ou até virar uma chave da nossa vidinha pra gente buscar de repente uma terapia para ter o autoconhecimento. Lembrando que o autoconhecimento é uma coisa constante, tá? Não pensa que você vai ir na terapia, você vai ter o autoconhecimento, você fala: "Opa, já sei quem sou". Ã, a gente muda todos os dias, né, Dr. Márcio? E o autoconhecimento ele é constante. Então, a gente vai precisar encerrar o programa. Mas antes de encerrar, claro, eu quero pedir aí uma orientação prática de cada um de vocês, né? Então, a gente começa pela Patrícia. Patrícia, para quem nos assiste, deseja construir aí vínculos mais saudáveis, seja em relacionamentos longos ou não, né? Seja qualquer tipo de relacionamento, qual que é o primeiro passo prático pra gente melhorar? a qualidade das nossas relações, Patrícia. Eh, a gente pede essa dica para você e a gente já vai então para as considerações finais. Olha, eu vou dizer menos Cinderela e mais shureque. Uau! Porque a Cinderela você casa com o príncipe encantado, idealizado, termina o desenho lá, foram felizes para sempre. E eu sempre falo: "E agora? Mostra aí o que é ser feliz para sempre". E o Xire é um um um ogro, ele é gordo, ele é feio, ele é mais próximo da nossa vida real. Então eu acho que ali sim você vê uma relação conflituosa que eles estão fazendo dar certo. Excelente. Ô Patrícia, quero agradecer sua participação, viu? A sua entrega maravilhosa. Muito obrigada, viu? Obrigada pela sua presença com a gente aqui no nosso estúdio Câmara de hoje, viu? Eu que agradeço, viu? Obrigada pelo convite. Obrigada aí por esse papo tão gostoso. Dr. Márcio também com trazendo as suas visões tão importantes. Obrigada mesmo. Espero que tenha ajudado aí o nosso teles maravilhosa. E o Dr. Márcio, né? Eh, traz pra gente um conselho prático para quem se identificou com o programa de hoje, para quem tem medo do compromisso, tem medo da eh exaustão emocional, quando é que é hora de buscar uma terapia de casal ou até uma terapia individual pra gente ter o autoconhecimento para depois a gente entrar em um relacionamento para que isso seja saudável? Doutor, tem uma pergunta que eu acho interessante que ajuda a pessoa a refletir. É assim: Se a tua forma de se relacionar tá te fazendo sofrer, ela tem que ser revista? Uhum. Muito bom. Então, pensar nessa forma que se relaciona, se tem algum tipo de sofrimento, tem que rever. Você com você mesmo, você com o outro. Eu acho que esse é o primeiro passo para você começar a enxergar essa relação. Maravilhoso. Dr. Márcio, muito obrigada pela sua participação, pelo compartilhamento de tantas informações precisas. É tão bom conversar com vocês, porque vocês nos abrem assim a mente para que a gente pare e pense, analise e fala: "Opa, não é por aqui, é por ali, vou tentar aqui e tal, opa, vou fazer uma terapia de casal, vou fazer uma terapia individual". Então, gratidão pela sua presença aqui. Acho que começo de ano é um bom momento pra gente poder reavaliar, analisar e e de repente buscar melhores caminhos. Obrigada, viu? Eu que agradeço mais uma vez, né? A segunda vez que eu tô aqui e quando você fala assim, começo do ano, o começo do ano faz parte das promessas de melhora, né? As pessoas vão mais na academia, vão mais na terapia, né? Eu acho que é o começo do ano que é uma referência de tempo que às vezes ajuda a pessoa a pensar, né? Exatamente. E de repente pode ser esse momento aí que vai virar a chave da sua vida para você ter de repente o relacionamento duradouro ou então encarar a sua solitude, viver da forma eh que faça melhor, mais sentido para você. Obrigada, doutor, mais uma vez, tá? E é isso, gente. Relacionamentos não são contratos de felicidade eterna, né? São espaços de crescimento, de aprendizado, de frustração, cuidado e escolha diária. Talvez o desafio do nosso tempo não seja amar menos, mas aprender a amar melhor. Então, você que tá aí ligadinho no programa, pega, tá lá no YouTube já, você faz o seguinte, eh, compartilha, né, com a pessoa que você ama, de repente tem uma fala aqui que vai fazer sentido para você, tá bom? A gente agradece mais uma vez a presença da Patrícia, a presença do Dr. Márcio, muito obrigada pela troca, pela reflexão e pela escuta, né, e é qualificada de vocês aqui, porque foi muito importante o programa de hoje, acho que para mim e para você aí de casa também. E obrigada a você pela sua participação, tá? Lembrando, gente, que hoje nós temos Câmara Notícia ao meio-dia, tá bom? tem informações eh do legislativo, informações da nossa metrópole, programação da TV Câmara Campinas feita com muito carinho, especialmente para você. E amanhã nós temos Estúdio Câmara novamente a partir das 8 da manhã. E adivinha, amanhã nós vamos falar sobre férias escolares. É, ainda estamos em férias escolares. As crianças estão em casa, a rotina tá bagunçada, os pais ficando exaustos, sobrecarga emocional. E aí, como é que a gente atravessa esse período com mais leveza? Organização e saúde emocional. Amanhã teremos especialistas que vão nos orientar, tá? Tanto e orientações para como a gente vai fazer para lidar com os pequenos quanto para quem cuida dos nossos pequenos. Então, a gente se encontra amanhã no próximo estúdio Câmara a partir das 8 da manhã ao vivo e a gente vai falar de férias escolares. Como é que tem sido a galerinha aí na sua casa? Temos encontro marcado a partir das 8 da manhã. A gente te espera uma ótima quarta-feira. Se cuide e até lá. Cor