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Olá, muito bom dia para você que tá ligadinho aqui na programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando com mais uma edição do nosso estúdio Câmara Sexamos. Primeira sexta-feira do ano, né, gente? Dia 9 de janeiro, nosso último programa da semana, né? Que bom. E janeiro é o mês do recomeço, é o mês das promessas, das listas mentais, da famosa frase: "Agora vai, vou emagrecer, vou ser mais saudável, vou cuidar de mim, vou parar de procrastinar". Mas a verdade é que amanhã é dia 10 de janeiro, eh, conhecido mundialmente como Quiders Day, é o dia da desistência. É a data, gente, em que a maioria das pessoas abandonam as metas do ano novo. E a nossa missão de hoje é entender por isso acontece e principalmente como fazer que a nossa promessa de 2026, ela realmente dê certo com estratégia, com ciência, com gentileza. E também eh, a gente tem que entender que a gente não tá falando de estética, a gente vai falar de saúde e de qualidade de vida e aquela energia que a gente precisa para viver. Então, conta pra gente, ó, hoje é dia 9, amanhã dia 10, né? Telefone na tela. Produção, vamos bora. que a nossa produção tá atenta para receber aí eh a sua troca, a sua experiência, a sua dúvida, de repente, porque nós estamos já com as nossas convidadas no estúdio. Eu quero saber de você, hoje é dia 9, amanhã dia 10. Então, 10 dias, vamos colocar assim, eh, que iniciou o ano, você já começou a cumprir algumas de suas metas ou você não conseguiu e já tá pensando assim: "Ah, 10 dias, se eu não conseguir, eu não vou conseguir mais. conta pra gente o que que tá acontecendo com você, tá bom? A gente quer te ouvir. 1997293776. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações. Tem a previsão do tempo pro final de semana e também, claro, a apresentação das nossas convidadas. Enquanto isso, você vai interagindo com a gente. Nossa produção tá te aguardando, combinado? Muito bem. Vamos com informação, então. Educação, inclusão e oportunidade. Você que está pensando em voltar a estudar, aprender uma nova profissão ou se recolocar no mercado de trabalho, fique atento. O CPOCAMPAMP tá oferecendo cursos gratuitos e conta com serviço de acessibilidade para garantir que as pessoas com deficiência acompanhem as aulas com apoio individualizado, tá? No dia 19 agora serão abertas inscrições para 20 cursos e o aluno ele pode se matricular em mais de um curso ao mesmo tempo, inclusive quem possui alguma deficiência. Em 2025, CPROCAMP ofereceu 43 cursos com formações técnicas em áreas como enfermagem, informática e meio ambiente, além de capacitações como manicure, mecânica e marketing digital. É uma super oportunidade, tá? A unidade central fica na Estação Cultura, no centro de Campinas. A instituição também conta com quatro unidades descentralizadas. Então, se você quer aprender, se se qualificar e ter aí novas oportunidades, essa pode ser a sua chance. Cursos no CP Procamp, combinado? Férias, crianças, educação e trânsito. É nas férias escolares, quando as crianças passam mais tempo em casa, uma dica, né, para os pais e cuidadores é unir diversão e aprendizado. Então, a INDEC mantém a minicidade, um espaço interativo que ensina de forma lúdica noções de mobilidade urbana segura para as crianças de 5 a 11 anos. A mini cidade funciona na sede da INDEC, na Vila Industrial e também na Praça da Concórdia, no Campo Grande, e tem acesso gratuito. As visitas precisam ser agendadas com 72 horas de antecedência pelo site ou aplicativo da INDEC e cada responsável pode levar até quatro crianças por vez. As atividades duram cerca de 30 minutos e acontecem às terças e quintas-feiras, tá? Em caso de chuva forte, o agendamento pode ser remarcado. Uma opção para aprender brincando e também reforçar desde cedo a importância de um trânsito mais seguro. Não esquece, não. Quer agendar? Acesse o site ou aplicativo da Endec, tá lá, visita educativa e leve seus pequenos para conhecer aí a minicidade da INDEC. Previsão do tempo chegando. Final de semana. Como é que fica a previsão do tempo aqui pra cidade de Campinas? Vamos lá. Hoje, sexta-feira, solas nuvens durante o dia, à noite e o céu fica também com muitas nuvens, não chove. Mínima 30, máxima 32, tá? A previsão do tempo para sábado, gente, é de sol com algumas nuvens também à tarde. À noite, o céu fica ainda com mais nebulosidade, mas também não chove. E olha só, previsão de temperatura 20:32 também para sábado. E domingo previsão parecida de sábado, né? tempo eh de sol e diminui as nuvens e a tarde ensolarada. Céu azul de brigadeiro no domingo. Mínima 20, máxima 32º. Bom, recado dado. Agora vamos ao nosso tema central. Bom, segundo pesquisas realizadas pela plataforma Estrava, uma grande parcela de pessoas que estabelecem metas do ano novo começam a desistir delas após cerca de duas semanas do início do ano, né? Esse fenômeno ocorre devido à combinação de expectativas irreais, falta de planejamento, né, emocional e físico também e de pequenas falhas. Hoje a gente vai falar aí de pequenas decisões, hábitos possíveis, estratégias sustentáveis, porque é isso que constrói resultados de verdade. Então, para essa conversa bem legal, nessa sexta-feira, a gente convidou a nutricionista comportamental, Fernanda Jáco, ela vai conversar com a gente. Olha, tire suas dúvidas porque ela tá presente no estúdio. Seja muito bem-vinda, Fernanda. Bom dia. Bom dia. Obrigada pelo convite. A gente que agradece. Temos muito para falar no programa de hoje para completar o nosso time. Nós temos aqui a Médica Clínica Geral com foco em qualidade de vida, Dra. Maura Felissa. Seja muito bem-vinda. Bom dia, doutora. Bom dia. Muito obrigada pelo convite. Feliz de estar aqui hoje com vocês, poder conversar sobre esse assunto tão importante. Ai, que legal. A gente que agradece. Então, já percebeu aqui que nós temos muito para entregar para você que tá aí do outro lado, vai interagindo com a gente. Eu já quero começar com a Dra. Maura. A gente vive uma epidemia de obesidade no Brasil com aumento de 72% das pessoas obesas em menos de 20 anos, né? Como médica clínica geral, como é que você enxerga esse dado alarmante e como que ele impacta nessa nossa busca coletiva por uma vida nova novo ano, doutora? Tá. É, esse tema é um tema bem relevante e muito importante pensando em longevidade, né? Então, eh, a gente vê que o modelo atual da sociedade tá levando a um coletivo doente. Então, a gente percebeu que o estress crônico, né, porque as coisas mudaram, as formas de trabalhar mudaram, a rotina mudou, a o acesso à alimentação mudou e hoje em dia a gente tá vendo que tem uma uma mudança em tudo nisso e os pacientes estão vindo a criar uma piora de composição corporal. Então, é observado que a sociedade tá ficando doente, não só pelo físico, mas também pelo mental. Então, acho que é um conjunto de coisas, né? Eh, e o 2026, eu acho que com o acesso à informação, essa esse novo boom, principalmente das medicações, antiobesidade que entraram no mercado, eh, favoreceu muito esse assunto e a busca das pessoas pelo emagrecimento, então, e qualidade de vida no geral, né? Então é um tema extremamente relevante, extremamente importante, pensando na saúde no geral, como bem falado que a nutricionista tá aqui com a gente, é um um conjunto de coisas, é um grupo de pessoas que precisa trabalhar para que você consiga atingir sua meta. Não é só o médico, não é só a pessoa, a gente precisa de nutricionista, a gente precisa de terapeuta, a gente precisa do do educador físico pra gente conseguir em conjunto atingir o nosso objetivo, que no final é a saúde, né, não só a estética. Então, exato. Eh, não sei se eu posso já abordar um pouquinho da questão do eh de falar sobre as metas, né, dos pacientes eh desistirem nos primeiros 10 dias, mas é muito comum eh a gente ter metas curtas, né, como uma prova no final do ano. Então, a gente estuda ali para aquela prova três, qu dias antes, uma conta para pagar, só pagar um dia antes. Tudo bem que financeiro é um pouquinho diferente, mas a gente sempre acaba postergando os nossos objetivos e deixando tudo para em cima da hora. E quando a gente fala sobre saúde é complicado, porque a gente não tem uma meta muito curta, né? a gente não tem um prazo curto, a gente tem uma meta aí de 60, 70, 80 anos de vida, se Deus quiser, e permitir até 100 anos, dependendo da nossa saúde. Então, eh, é algo que as pessoas têm essa mania, né, da gente sempre ir pro imediato. Eu quero ficar magra pro ano novo, eu quero ficar bem pro carnaval, eu quero ficar bem pro meu aniversário. E a gente esquece que as metas a longo prazo são muito mais importantes e impactam hoje lá daqui 30, 40 anos. Então acho que é isso que falta um pouquinho pra gente conseguir chegar lá, chegar no ponto da saúde, que é o principal, é um pouco mais de consciência, né, de que não é só de hoje para amanhã, né, isso vai perdurar por muitos por toda a nossa vida, né? E Fernanda, a sua área é nutrição comportamental. Bem interessante, né? é nutrição, comportamento. Então, na sua abordagem com os pacientes, a obesidade ela é tratada como um problema isolado ou como resultado aí eh de uma de uma teia, né, uma cadeia complexa de fatores que envolve emoção, cultura, condições socioeconômicas e até políticas públicas, né? Opa, com certeza. Com certeza. Então, assim, quando a gente vai tratar a a obesidade, não adianta, eu falo paraos meus clientes que o excesso de peso, ele é a pontinha do iceberg. Tem um monte de coisa por baixo, né? E pra gente conseguir tratar a obesidade, a gente tem que tratar essas coisinhas que estão embaixo, né? Como ele se relaciona com a comida, até questões de perfil de personalidade que interferem no peso, né? Existem funções emocionais do excesso de peso, isso interfere também no comportamento, como ele se relaciona com a comida, né? Tem as questões de dependência emocional. Então, se a gente que tem essa abordagem, né? Eu particularmente que tem um trabalho que é clínico, mas que também tem um vestapêutico também. Se a gente não olhar para isso, a gente vai fazer mais do mesmo, né? Que é aquela listinha tipo: "Ó, essa aqui você não come, esse aqui você pode, isso aqui é proibido, isso aqui é permitido, caloria, né? Focar só na caloria, focar só na medicação, que eu acho muito relevante, tá? Inclusive, eu tenho clientes que usam, mas se você não tratar a parte relacional, a o entendimento da pessoa, como ela reage ao ambiente, como isso interfere no corpo e no comportamento dela, a probabilidade dela voltar a ganhar peso ou até não conseguir perder durante o processo é muito grande. Então, tem que ter esse olhar, como a Maura disse, né? Eh, multidisciplinar e até holístico mesmo, né? Exato, né? Agora, a medicina, eh, Dra. Maura, eh, me corrija se eu estou errada. Às vezes, eh, eh, foca em tratamentos intensivos, né? Como que a, a sua especialidade vê esse conceito da UMS, a UMS, Organização Mundial da Saúde, diz que todo movimento conta, né? Isso é importante pro nosso dia a dia, todo movimento conta. Então, quer dizer, se eu fizer uma caminhada aí de 10 minutos aliado ao movimento eh eh da minha saúde relacionado a tudo, né? a caminhada, de repente há uma uma dieta eh com coisas que eu tenho em casa, né? Quando a gente fala da Organização Mundial da Saúde, ela fala para todas as pessoas, independente da camada social, né? Então, todo movimento conta, vamos lá, 10 minutos de caminhada já vai favorecer ou eu preciso de algo mais intenso. Tá? Eh, depende do cenário das pessoas, né? No geral, a maioria que tá sedentário, a gente falaria que o o levantar da cama, que tem gente tem essa dificuldade, né? Só o o estímulo de sair de casa, de andar um pouquinho na rua, ver a luz solar, fazer as atividades do dia, já é muito, é um esforço muito grande. Então, sair da inércia, isso a física explica, é muito difícil. Então, a gente ter o primeiro impulso é o que a gente precisa. Então, às vezes, levantar e começar com 10 minutos de caminhada, nas próximas semanas vai aumentar para 20, para 30, para 40, para 50 e assim vai indo. Da caminhada vai estimulando uma musculação, o corpo, a constância da atividade vai fazendo que o corpo crie uma resistência e não fique tão difícil aquela atividade do dia a dia. Então, eh, o principal é começar. E a gente para começar, a gente não tem que esperar chegar aquela data importante, a segunda-feira, eh, o primeiro dia do mês, para que você mude os hábitos de vida, porque isso é paraa vida, não é um, não é temporário. Então, a gente precisa que algo seja feito, que tenha uma constância, que isso também não adianta, não adianta nada o pessoal iniciar uma mudança de estilo de vida em janeiro e daqui 15, 30 dias desistir, porque a longo prazo isso não teve efeito nenhum. A gente acaba perdendo toda essa, todo esse esforço que a gente teve. Então, eh, colocar metas reais. Eu acho que o principal é esse ponto, não é começando correr uma maratona, até porque o paciente não vai conseguir, vai fadigar, pode até conseguir, mas aí ele tem essa questão, né? Ele vai acabar fadigando, vai ter a dificuldade de manter aquela rotina. Mesma coisa alimentação. Então, eh, hoje em dia é, não é barato, né, a gente se sustentar, a gente tem toda essa questão financeira. É difícil a gente, né, ter tempo de ficar indo numa num frut pegando coisas mais saudáveis, mais frescas, mais orgânicas. é mais caro. Isso é fato. Você comprar um pacote de arroz, um macarrão e tudo mais e deixar isso estocado em casa é uma facilidade, né? Não vou nem entrar muito nesse mérito. Acho que ela tem mais tem até mais eh poder para falar sobre isso, porque estuda bem essa área, mas isso é também é uma realidade. Então eu gosto de abordar isso com os meus pacientes para que a gente possa se colocar no lugar dele, porque se a gente fica só falando, falando, falando, colocando metas e obrigando o paciente chegar ali, isso desanima. É, a gente é ser humano, a gente sabe como é difícil conseguir sair do lugar. conseguir sair da inércia e começar alguma coisa. Então, a gente precisa colocar coisas realistas. O que você vai conseguir realizar, fazer com aquilo? Posso complementar um pouquinho do que você tá falando? Eh, como eu trabalho com grandes emagrecimentos, então essa questão do tempo é algo que é faz muita diferença. Então, eu atendo pessoas no consultório que precisam perder 20 kg, 30, 50 kg. E é um dos pontos que eu mais converso com eles pra gente fatiar essa essa meta para ficar mais fácil. Porque quando você pensa, preciso emagrecer 30 kg em quanto tempo, né? E aí você vê na balança lá que de uma semana para outra baixou 500. Você fala assim: "Meu Deus, 500 g". Você fala assim: "Meu Deus". Então assim, vamos fazer metas mais curtas. Vamos trabalhar os primeiros 5 kg. Esquece os 30, vamos começar com cinco. Que que a gente tem que fazer para perder os primeiros 5 kg? E a gente vai focar naquilo que a gente tem que fazer para perder os 5 kg. Então isso envolve não só o que que eu tenho que comer, eh, como que você deve se comportar, né? Que que habilidades você precisa desenvolver, avaliar o que que você tá disposto a abrir mão, porque isso é uma coisa que quase ninguém pensa, né? As pessoas pensam tipo: "Ah, eu quero emagrecer porque eu quero me sentir bonita, eu quero colocar uma langerry, eu quero eh escolher as minhas roupas, não colocar a roupa que me serve, eu quero ter mais mobilidade". Mas o que que você está disposto a abrir mão para chegar nisso? tá disposto a parar de maratonar Netflix todo dia a ficar 2 horas rodando no celular? Você tá disposto aí no Arte Fru umas duas vezes por semana para reabastecer a sua dispensa? Você tá disposto a planejar suas refeições, talvez no fim de semana, fazer ali algumas comidinhas para você deixar de reserva e ao invés de ficar, né, largada no sofá assistindo? Não estou dizendo que você não possa ficar largada no sofá, mas uma coisa, você fica largada no sofá, sei lá, uma hora ali vendo TV, não 3, 4 horas, porque tem gente que pega aí, né, série e fica 3, 4 horas, 5 horas no dia assistindo. Você pode assistir às vezes uma hora de série e usar as outras horas para você fazer suas coisas. Então, você tá disposto a abrir mão disso? Então essa fatiação do bife, do boi em bifes, né, e estabelecer o que que a pessoa deve fazer, está disposta a fazer e abrir mão para aquele trecho é uma coisa que faz muita diferença. Por quê? Como ela disse, pra pessoa, no caso de perda de peso, o que ela fez para perder peso é o que ela tem que continuar fazendo para manter o peso. E as pessoas às vezes não tm essa clareza. Ela acha que ela vai chegar no peso dela, ah, agora já cheguei, acabou. E aí eu vou fazer não, ela vai ter é tipo assim, ganhei o jogo e agora que que tem depois na expectativa para poder comer tudo de novo. Depois que que eu faço? Aí a pessoa fica tipo, não sei o que fazer, né? Não, são as mesmas coisas. Então eu converso muito com eles que tem que ser sustentável. Não adianta você pensar em algo que ah, eu tô acordando 4 horas da manhã para fazer exercício. Talvez no começo você tá empolgada você consegue fazer. Mas é o seu perfil acordar cedo. Eu não sou uma pessoa que faz exercício de manhã, eu gosto de fazer no fim do dia, né? É sustentável para mim fazer isso? Às vezes não é. Então esse planejamento ele tem que ser muito coerente e respeitar o seu jeito, né? Perfil, ciclo circadiano, círculo circadiano, não, né? o cronotipo de como você faz as atividades melhor no dia. Todas essas questões. É, podendo acrescentar um pouco também, é, a pessoa é literalmente não colocar aquela meta, vou chegar no peso e eu vou abandonar todos os meus hábitos. Então, mas a maioria das pessoas fazem isso, né? A gente faz isso, às vezes é sem perceber até, né? É algo que a gente precisa analisar. É, eu vou falar um negócio um pouquinho mais profundo que eu vejo muito com os meus clientes. Eu atendo muitas mulheres que já estão na tentativa de ganho de peso há muito tempo, inclusive já fizeram cirurgia bariátrica e voltaram a ganhar peso, né? E essa questão da preocupação com o peso e com o corpo acontece há tantos anos, às vezes desde a infância, adolescência, que a vida dela é meio regida por aquilo, que se ela não tiver mais isso para se preocupar, ela não sabe mais com o que se preocupar pra vida dela. Uau! É sempre preocupação com a comida, com o exercício, com o corpo, né? Que se ela emagrecer e perder peso e ficar, ela vai ter que se preocupar com outras coisas, talvez com as relações, com a carreira, o que que ela quer fazer com aquele corpo novo, com aquele peso novo, tipo, o que que eu vou viver agora que eu tô, né, com liberdade, que eu tô com habilidade, ela às vezes não sabe. Olha só, né? E às vezes o excesso de peso, ele é um ganho indireto dessa, né, de de se distrair com o que ela ganharia com um peso, um peso que ela gostaria de ter. Au. É, gente, é profundo. É profundo. Existem indiretos. o Ministério da Saúde, ele tem uma eh uma planilha lá que orienta, né, eh em relação à comida, né, como é que a gente eh pode se alimentar, os alimentos mais saudáveis e tal, só que não são todas as pessoas que têm acesso porque às vezes não tem essa informação. Mas eu gostaria de de falar com vocês a questão da alimentação. Por quê? Quando a gente fala em fazer dieta, né, o que seria fazer uma dieta? é comer algo que está eh ali eh acessível para mim ou eu tenho que ir ao supermercado fazer aquela compra diferenciada e e para poder me alimentar durante uma semana e aí depois eu consigo aí, vamos lá, uns 15 dias, acabou o dinheiro, eu volto a comer meu arroz, feijão, ovo, carninha, batata frita, enfim. Qual que é esse negócio da dieta, doutora? Como que que você avalia essa questão da dieta? a gente precisa comer eh realmente eh eh produtos diferenciados ou a gente consegue manter uma dieta adequada com o produto que a gente tem em casa? É uma questão mesmo de organização e de consciência seria? É, eu acho que são os dois, na verdade é muito, é muito difícil a gente separar essa questão da acessibilidade com a questão do que você tem, o que você precisa realmente comer, né? a gente precisa de fato de variedade de alimentos, eh, pra gente poder ter todos os nutrientes que são necessários pra gente poder viver e ter a homeostase natural do nosso corpo, do nosso organismo. E a gente sabe que essa questão é muito cara, é difícil a gente manter eh de forma tão acessível assim. Então, mas por exemplo, a gente consegue manter algumas variedades de fruta que não são tão caras como banana, maçã, é, que estão ali na, por exemplo, tem agora época de manga, então são alimentos que mais mais fáceis acessíveis. Eh, obviamente isso vai muito particularmente de cada paciente. Existem pacientes diabéticos que dependendo de fruta, de alimento, a gente precisa evitar. Pacientes hipertensos, pacientes com ácido úrico aumentado. Então, assim, eh, um paciente com deslipidemia, que é o excesso de colesterol. Então tudo isso tem que ser avaliado, eu acho que por profissional multiprofissional, tanto médico quanto a nutrição junto, pra gente ver o que que o paciente pode ou não pode comer, porque a a OMS, ela vai me mostrar um cardápio mais generalizado, individualizado, vai muito de cada paciente. Então isso a gente precisa olhar. No geral, a gente sabe que o paciente precisa de uma proteína no dia, especialmente nas nas principais refeições, como café da manhã, almoço e janta, uma quantidade de carboidrato mais reduzida e de preferência os carboidratos mais complexos para que a gente possa ter uma absorção mais devagar da glicose, que a gente tenha menor pico de glicose no organismo, que vai ajudar na homeostase também, na liberação de insulina, enfim, vários hormônios que regulam tudo isso daí. Eh, e a questão dos legumes pra gente ter um excesso para, aliás, desculpa, pra gente ter a variação de vitaminas, de eh antioxidantes, aminoácidos que a gente precisa ingerir no dia a dia. Então, assim, dá para manter? Dá, desde que seja mais individualizado e ver o que precisa. Existem alimentos que dá para estocar por meses, que tá incluso aí, por exemplo, o arroz, o feijão, são alimentos que não são perecíveis, que dá pra gente estocar por um tempo maior e mais acessíveis. alguns legumes que duram mais tempo, outros não. Então, por exemplo, uma batata doce dura mais tempo do que uma mandioquinha, uma batata branca, mas dependendo da quantidade, evitar trazer muito em conjunto com alimentos, muito carboidratos, enfim. Então, acho que tudo isso a gente precisa eh ver a individualidade, mas ao mesmo tempo dá pra gente trazer um globalzão. A fruta, a verdura, o legume é generalizado, todo mundo tem que eh ter acessibilidade e ingerir, assim como a proteína que tem ovo, tem frango, tem boi. Então tudo isso tem vários preços e várias formas de ingerir. Então vai, eu acho que quando você traz também, Ruba, só complementando que aa Maura falou e também o que respondendo o que você trouxe, quando você fala de alimentos diferenciados, acho que você também tá me trazendo assim alimentos eh enriquecidos com proteína, eh alimentos low carb, né, que eles são estruturados de uma forma para atender uma demanda de emagrecimento e realmente eles são mais caros. Então tem iogurte proteico que custa R$ 10, R$ 12, tem pães lowcarbes que custam R$ 30, né? é um pão de forma. Então eu vejo que esses alimentos eles realmente eles foram criados para atender uma tendência de mercado, mas a pessoa se ela não tem condições de partir para isso e ir para uma alimentação, que eu falo que é aquela alimentação que você não precisa de rótulo para identificar quais são os alimentos, é o alimento que você vai na feira e compra, né? Então carne, peixe, frango, ovo, né? os tubérculos, os vegetais, as frutas, gente, isso a gente consegue. Tem lugar que é mais caro, se você for pôr um orgânico é mais caro, mas você pode às vezes ir no SEASA, tem algumas por exemplo o CSA, que é de incentivo à agricultura, você consegue comprar elementos orgânicos direto do agricultor. Uhum. Né? Então você consegue ir lá, você paga uma assinatura de vegetais e frutas, orgânicos para você conseguir. Então assim, tem ações que se a gente quiser realmente afundo, a gente consegue trabalhar dessa forma. Então você não precisa às vezes ir pro iogurte proteico de R$ 12, mas você pode fazer um lanchinho, por exemplo, com uma pastinha de ovo, né? Um abacate, um atum, em vez de ser dois pães, uma fatia de pão ou meio pão, né? que é a questão do gerencial carboidrato, você não precisa cortar a lógica, a não ser que tenha alguma condição clínica que justifique, né, reduzir drasticamente esse carboidrato, mas se não tem, né, uma média de 30% do valor calórico vindo de carboidratos de boa qualidade e distribuído em todas as refeições, não fazer concentração numa refeição só junto com a proteína e com a gordura boa e com fibra, já ajuda assim, tipo, 70% do problema já consegue se resolver com essa questão, tá? É, é, é o que ela falou, né, da questão do do mercado voltar para esse tipo de público, né, que tem essa condição de comprar aquele alimento mais diferenciado, mas também a gente consegue atingir metas que aquele alimento, por exemplo, tem com outros. Então, ele não é essencial na alimentação, ele é um facilitador. Então, pacientes que tm mais condições, que, por exemplo, num café da manhã comeriam um pão puro com uma manteiga, consegui um iogurte proteico, é beleza. Aí é porque na rotina dele cabe isso, mas se não couber, você tem que avaliar também, né? Porque, por exemplo, ah, eu eu sou uma pessoa que consome o iogurte proteico vegano e ele é um pouco mais caro ainda. Eu falo assim: "Nossa, a gente se lanchinho da tarde meu, ele é". Mas quando eu olho pro restante da minha alimentação, eu dificilmente, como na no meu dia a dia, outros alimentos industrializados, eu sou uma pessoa que praticamente não toma remédio. Então eu falo assim, gente, no custo, né? Isso daqui de certa forma é OK para mim, porque eu tô tirando o custo de outras coisas, sou eu que faço a minha comida, né? Dificilmente assim, eu gosto de comer fora, mas eu não como no meu dia a dia. Então eu já consigo fazer esse balanço de custos, que eu sei que é uma coisa que faz com que a constância seja às vezes comprometida, né? A pessoa não conseguir bancar aquilo, mas não é para ser caro. O feedback que eu tenho dos meus clientes de forma geral é que quando eles conseguem se organizar a o custo com a alimentação até diminui. Olha aí que interessante, né? Porque perde menos, tem menos desperdício, ele já tem noção do quanto que ele vai comer. A família entra no esquema porque come é comida de verdade, então a família pode comer o que ele tá comendo. Sim. Uhum. Né? Então ela fala: "Fabe que a gente tá gastando até menos, né? Olha que beleza, né? Muito bom. Agora a a doutora trouxe um negócio interessante, falou de arroz feijão, né? Por que Fernanda, que as pessoas quando começa a fazer a dieta, a primeira coisa que corta é o arroz e feijão. Gente, nada a ver, nada a ver. Eu sou super pró arroz e feijão, gente. As pessoas ficam até felizes. Você vai passar arroz e feijão para mim? Falei, vou não precisa cortar isso. Não come arroz, feijão no almoço. Aí dá uma larica à tarde, se mata de comer pão de queijo, bolo que deixaram lá no escritório, bolacha crem crque. Falei qual que é a lógica disso? É aquele negócio sustentável sentido, né? Você tá o principal prato brasileiro que é o arroz feijão, você tirar não é sustentável e não é calórico do jeito que as pessoas pensam, gente. É, é. Ai não, à noite eu não como arrozijão como um lanche. Às vezes o lanche que a pessoa faz com pão e tudo mais é mais calórico, mais gorduroso do que sei lá começou arroz, feijão, bifinho e salada, legume. Você tá brincando, olha só. Aí vai dar proporção, né? Porque lógico, tem gente que às vezes faz aquele pratão de arroz, feijão, né? Então a gente vai ajustar as quantidades, ajustar proteínas. A pessoa que tava acostumada a comer muito arroz e feijão é tipo um tantinho assim de proteína. Então a gente aumenta a proteína, ajusta o arroz e feijão e fica feliz. Olha só, o arroz, feijão, um franguinho, uma salada e um legume, gente, é o nosso prato, né? E e é benéfico, tá? tudo que a gente precisa ali numa refeição e não é caro. Se a gente para para analisar, poxa vida, e é fácil sustentar a longo prazo. Quando você olha no final do seu ano, em 360 dias, você conseguiu manter isso, você consegue manter isso? Porque é fácil manter um arroz, feijão, um um peitinho de frango, né? Não é só pelo gosto, né? Se a gente tem família e vive com outras pessoas, aa mais eu atendo muitas mulheres, né? Então, geralmente elas que acabam coordenando as refeições. É muito difícil ela pensar em fazer uma comida para ela e uma comida pra família. E qual que é a tendência das mulheres? Elas acabarem deixando o que elas precisavam fazer para fazer pros outros. Uma coisa inclusive eu pego muito no pé delas. Eu falo: "Ó, ponha em primeiro lugar, hein? Pelo amor de Deus". Mas o que que acontece? Se ela, como ela não tá, às vezes tá trabalhando essas questões emocionais ainda de sustentar aquilo que é importante, se fica mais fácil para ela a comida dela e a comida da família, isso pra constância é muito melhor. Ela consegue viabilizar aquilo com mais tranquilidade, porque ela fala: "Ai, que alívio, né? Não preciso pensar numa coisa diferente". E tem mulheres que até tem crítica. Ah, porque você tá comendo diferente da gente? Mas a família tira sarro porque ela tá tentando se esforçar. e ela tem que lidar ainda com essas questões. Então assim, é uma questão a menos que ela tem que lidar se ela faz uma comida para todo mundo, sabe? É um ponto importante até você trazer essa questão de da pessoas tirarem sarro ou então criticar a alimentação diferenciada. É, e principalmente eu eu muitas queixas no meu consultório é a paciente quando tá conseguindo ter um hábito de vida melhor, um hábito de vida saudável que como consequência uma perda de peso e uma estética melhor, elas começam a receber do trabalho do colega, da família, nossa, mas você emagreceu? Nossa, mas você não sei o quê. E aí o que que eu falo para elas? falou, quando você estava, né, mal de saúde, quando você estava obesa, quando você estava, não tava fazendo nada, não conseguia sair de casa, alguém puxou a sua mão e te trouxe falando: "Vamos melhorar, vamos sair dessa, vamos eh melhorar sua alimentação, vamos emagrecer, vamos melhorar sua estética". Não, ninguém esteve lá com você. Então, agora que você tá emagrecendo, não deixe se influenciar pelas pessoas que estão tentando te trazer aquele aquela crítica, né? É aquele elogio com pedacinho de crítica. Quando a pessoa vem e fala assim, né? Tipo, nossa, Fernanda, o pessoal tá chegando no meu trabalho falando que eu emagreci. Ah, não, mas agora chega, senão você vai ficar com cara de doente, né? É verdade. Poxa, vi, mas que que que que que é isso, né? Se tá se tá gorda, né? Critica. Agora se tá emagrecendo, tá ruim. Fala, ó, esqueça. Você tem que trabalhar aquilo que é importante para você. Algumas pessoas têm mais dificuldade, facilidade e outras elas têm menos. Mas por isso que o apoio profissional, né, próximo, maravilhoso, necessário, é com afetividade, com empatia, com acolhimento, mas sem passar a mão na cabeça. Não pode misturar as coisas. Você pode acolher a pessoa, mas ser firme, né, naquilo que tá colocando, fazer um planejamento mais adequado junto com ela. Eu gosto de trabalhar junto com a minha cliente. Ó, vamos trabalhar aqui. Que que a gente vai fazer agora? Na verdade, vocês estão eh reeducando, né, a a pessoa, eh ensinando ela a como ela deve fazer daqui para frente. Então, é empatia, sim. É eh humanizado, acolhimento, sim. Mas precisa ter a disciplina, né? E sempre puxa, por que que você tá aqui? Foi o que eu brinco, ó. Eu não fui lá bater na sua porta e trazer você aqui no meu consultório, você veio até aqui. Então vamos lembrar, né? Vamos relembrar. Até porque ao longo do processo da pessoa, ainda mais processos longos, ela pode ir mudando um pouquinho os porquês dela. Uhum. Né? às vezes o que fazia sentido no começo, às vezes ela já mudou, ressignificou aquilo, às vezes já é um outro processo, né? Então eu tive cliente que começou comigo para tipo, Fernanda, eu tomo um remédio há 12 anos pro estômago, tô 30 kg acima do peso, não aguento mais. E um ano depois o objetivo dela agora é correr meia maratona. Au! Olha só, perdeu 30 kg. Agora não é mais o problema do estômago, não é mais servir nas roupas. Ela já tá, Fernanda, agora eu tô correndo, vierei atleta, então mudou a proposta dela. Sim, exato. Quando você fala em correr maratona, eh, me vem um dado aqui, o dado do IBGE, que aponta que 20,3% dos brasileiros dizem que não se exercitam por conta da idade ou problemas de saúde, né? A idade realmente impede uma vida ativa ou esse é o famoso estou muito velho para isso, eh, ah, não, para mim não dá. e tal. Eu gostaria que a Maura trouxesse pra gente essa questão eh da paralisação. Chega um momento da vida que a gente dá uma parada mesmo. As mulheres, principalmente na menopausa, gente, o que é isso? Você era ativa e fazia tudo e vai pra academia, sobe montanha e corre e sai nadando e faz bicicleta. A menopausa chega, você não faz mais nada, né? você você não tem ânimo nem para abrir os olhos, gente do céu. E aí a gente tem uma questão que a atividade física ela é recomendada por médicos para que a gente possa ter aí um envelhecimento saudável, uma qualidade de vida. E a gente chega no momento em que a gente trava, ah, tô velha para correr, tá? E aí o que acontece? É, eu acho que a idade não é o que impede, tá, para começar. A idade não é preditor de nada. Eu tenho uma paciente, por exemplo, que com ela veio com 92 anos e aí ela não, ela era totalmente sedentária, iniciou a musculação, ela vinha de andador com ajudante e tudo mais, para, ela era dependente 100% para levantar da cama, para ir no banheiro, para sentar na mesa para comer. 100% dependente. Depois de 3 anos de tratamento com eh alimentação, às vezes ajuste de medicamentoso e tudo mais. Eh, e principalmente a musculação, que foi o diferencial principal dessa paciente, eh, depois de 3 anos ela faz tudo sozinha, voltou a ter uma independência na velice, começou depois dos 90. Então, assim, eu acho que idade não é o que impede. O problema é que às vezes a cabeça não acompanha o corpo, a gente tem novas limitações. Então, quando você vai envelhecendo, às vezes a gente tem alguns desgastes óseos, desgaste articular, eh algumas dificuldades a mais que quando era mais jovem não teria. Então, a gente tem que adaptar a atividade e não deixar de fazer. Então, é aquela coisa, a cabeça entra numa depressão, digamos assim, eh, e que acaba desanimando. Ele já fiz tudo na vida mesmo, já criei meus filhos, já cresci, já tô independente financeiramente, tô aposentado, agora eu vou só descansar. Só que as pessoas esquecem que o descansar é cansar o corpo. Acompanhar meu esposo, né, numa atividade, sair, passear. Que adianta a gente envelhecer e ficar em casa sem com cheia de limitação? Então, a gente tá na melhor idade, que hoje a gente brinca, né? O aposentado, é a melhor idade, porque de fato você já conquistou tudo que você deveria na sua vida, tudo que você sonhou e aí você chega nessa idade e não tem condições de de curtir aquilo que você fez. Então isso tem muito a ver com os hábitos que você começou lá atrás, lá com 20, 30 anos, mas não é impossível. Se você nunca fez nem nada, tá lá com seus 70, 80, 90, exemplo dessa minha paciente. Ela mudou de vida com 90 anos de idade. Tá muito bem, obrigada. Óbvio, tem que ver as limitações, pacientes com alguns problemas. eh, cardíacos, eh, entre outras coisas, a gente precisa ver qual é a limitação dele real para dependendo da atividade, mas de resto nada impede. Pode viver, pode fazer natação, pode fazer musculação, pode fazer corrida. Tem idoso que começa a correr, fazer maratona, emagrece, enfim. Não, com certeza. Inclusive eu tenho casos assim no consultório, mas o que eu vejo trazendo o outro lado, principalmente falando do público feminino, isso pode acontecer com homens, mas eu vejo muito com com as mulheres. Quando elas chegam na casa dos 50, 60 anos, muitas a vida mudou demais, tiveram muitas mudanças na vida. Então, como você falou, os filhos já saíram de casa, às vezes ela separou, às vezes ela envia o vô. E o que eu vejo na nas minhas clientes, né, mesmo elas sendo, né, mulheres muito assim capacitadas, empreendedoras, tem muito ainda essa questão da mulher se virar pro outro de cuidado. Então, a função dela da vida é muito em função da família, do marido e filho, não sei que ela. E quando ela não tem mais isso porque às vezes a vida mudou, ela fala: "Gente, e agora? E agora?" Então, ao mesmo tempo que vem, tipo assim, ah, agora não tenho mais com quem cuidar, ela também não sabe com que ocupar a vida dela para as coisas para ela. Exato. Então, algumas ressignificam, né? Ah, não, agora eu vou curtir. Então, ela começa a fazer um monte de coisa que não fazia, muda de país, vai pro baile, vai fazer, vai começar a viajar com as amigas, né? Vai voltar a estudar, às vezes vai fazer uma transição de carreira, né? Mas eu vejo algumas muito perdidas, né? né? E a questão do excesso de peso acaba vindo aí também. Então acho que existe um fator hormonal, sim, como você falou, né? Tem uma questão hormonal importante que traz um pouco essa questão, né, de uma procrastinação, de um cansaço, né, do de uma fadiga, que também leva um pouquinho pra compulsão por alguns alimentos que se você comer demais te deixam mais para baixo ainda. Mas eu vejo um pouco uma questão aí, né, social, comportamental, né, dessa cultura. São duas coisas que se juntam, é acrescentando na mulher em especial, eh, que a gente tem a questão da menopausa, isso é hormonal, então é químico, né? A gente não tá falando só da questão psicológica, mas que envolve muito a questão psicológica, obviamente. Então, a partir do momento que a mulher tem a menopausa, ela tem uma explosão de sentimentos e de que são regados pelos hormônios, obviamente, e que muda a composição corporal. Então ele ele começa a ter mais acúmulo de gordura, menos musculatura, perda de massa eh de massa óssea. Tudo isso é acompanhado da menopausa. Não é só uma menopausa que a mulher fica sentindo calor, fica vermelha e estressada. Não é só isso. Muda tudo, inclusive a composição corporal. E é aí que a gente tem que entrar como profissional para incentivar a mulher e trazer esse conhecimento, porque eu acho que é falta também de conhecimento. Às vezes mesmo eu atendendo pacientes que são mais velhas, com faculdades muito bem esclarecidas do ponto de vista intelectual, quando a gente explica pra paciente qual é a realidade que ela tá passando, ela fala: "Putz, eu não sabia, eu não imaginava que era dessa forma". Olha, eu tenho 44 anos, né? E é muito recente se falar de peremenopausa. Não se falava disso, né? Então todo mundo fala: "Nossa, ah, eu tô achando que é estresse, cansaço". Tudo bem, mas não, gente, é uma questão hormonal importante, né? Sempre aconteceu, sempre aconteceu, mas não se falava sobre isso, que era um tabu, né? A mulher sempre tinha que ser a fortona, ficar lá e sustentar o lar, ser a base familiar, então acabava que não tinha muito essa informação, ninguém falava. Inclusive, eu vi eh um médico, sigo ele, e ele fala de pesquisas, né, sobre a perimenopausa, sobre a menopausa, sobre eh todo toda essa essa essa essa esse turbilhão de de emoções que acontecem, né, tanto no físico quanto mental da mulher, tem poucas pesquisas falando sobre isso. Então, assim, agora é o momento, né, de a gente falar. Então, é por isso que a gente precisa levar a informação, porque quando a gente fala da eh das metas pro ano novo, a gente eh eh tem a questão financeira, tem a questão do trabalho, de repente você tá mudando de carreira, legal, só que se você não tiver saúde, do que adianta as suas metas, né? E aí a saúde inclui o quê? Atividade física, gente, é o primeiro passo, né? Atividade física, alimentação ã saudável, né? O que é uma alimentação saudável? Tô feliz aqui porque acabei de descobrir que o arroz de feijão, gente, não precisa sair aí do nosso dia a dia, né? Eu, por exemplo, começo a fazer uma dietazinha, eu já tiro arroz, feijão. Vamos, olha aí, arroz feijão, seja bem-vindo ao meu prato. Que delícia, gente. Então é isso. E quando a gente fala das mulheres, a gente precisa ter um olhar mais agussado, porque a mulher, gente, ela tem a tal da menopausa que vai judiar dela. Nesse período, se você não tiver uma orientação de profissionais, uma de repente, ah, Rubê, mas eu não tenho acesso a tudo isso, tudo bem, mas a gente tem informação hoje, a informação salva, a gente. Então, busque informação, busque apoio, converse, assista o nosso programa que a gente tem aí eh o privilégio de ter profissionais especialistas que nos ajudam, né, a entender, porque a gente precisa de orientação, de informação pra gente poder seguir nessa questão aí eh do ano, né, porque 10 dias aí do ano novo, é, é muito fácil desistir nos 10 dias e não são os 10 dias que vão de repente fazer que você aquela virada de chave que você precisa. Tem gente que 10 dias, poxa vida, eu vou eu vou escrever meu ano novo por conta dos primeiros 10 dias. Não é assim não, né? E tem uma coisa em relação à parte alimentar que eu eu atendo muitos clientes, como eu disse, né, que já fizeram muitas dietas, já estão muitos anos fazendo dieta, então eles têm muito essa coisa do certo ou errado, né? comer certo e e ele tem a a referência dele do que é comer certo. Então, comer certo, por exemplo, não envolve comer pão, não envolve comer chocolate, tem que tirar o arroz e feijão. Então, na cabeça dele, né, o como é certo é o almoço, é salada e frango grado. É isso. Então, para ele é aquilo. Então, se ele come arroz e feijão, ele já fala: "Putz, eu errei, eu errei, saí da dieta". Né? Aí se ele depois sair, sair, chega uma hora que ele fala assim: "Ah, já que eu errei mesmo, então, né?" Ah, depois eu vou ter um almoço na casa da minha mãe semana que vem. Ah, então eu eu vou ficar já que, né? O que eu falo pros meus clientes, primeiro, desconstruir essa questão do que é o comer certo. Exato. Porque eu vejo que eles têm uma régua muito rígida em relação a isso, baseado em em dietas restritivas, na mentalidade de dieta restritiva, que por mais que a gente tenha muita informação hoje, ainda tem essa linha latente da restrição alimentar, tá? Então, primeiro a gente desconstrói isso, tá? e coloca lá os critérios. Se a pessoa gosta de doce, se a gente vê que dá para colocar, eu coloco lá um pouquinho depois do almoço, né? Ou às vezes, ó, não dá para colocar ainda porque tá com insulina alta, glicemia alta. Vamos mudar um pouquinho, aí a gente vai fazendo. Mas sempre assim, ó, vamos fazer para quatro semanas, a gente avalia como é que você fica, tá? E o que que eu converso com eles, Fernanda, nossa, teve um dia que, vamos supor, teve uma festa surpresa no meu trabalho, chegaram lá com bolo, coxinha, bolinha de queijo e eu acabei conseguindo. Falei: "O que que eu faço nesse dia?" Eu falo: "Primeiro você ver se você está com vontade de comer, porque nem sempre o fato de ter isso lá e você gostar, pode ser que naquele dia você não esteja com vontade." Aham. Então, faz essa leitura. Beleza, estou com vontade. Se você decidiu comer, aí, que que eu tenho que cortar? Que que eu tenho que fazer? nada. A próxima refeição você já volta pro seu plano. Aham. Então isso, esse contexto, ó, sair um pouquinho fora, volta pro plano, não é tipo, ah, deixo de jantar, corto uma refeição, porque daí isso vai virando um efeito dominó. Então, fez uma refeição que não tava planejada, volta pro plano na próxima. Então, esse é um ponto. Agora, se a pessoa tá saindo todo dia, três vezes por dia, a gente tem que avaliar, né? Mas de forma geral, eles sentem muito tranquilos. F é tão libertador isso porque é uma análise de não julgamento, tipo, ah, eu não devia ter comido aquele bolo, aí eu errei. Não, nossa, por que que eu comi esse bolo? Porque às vezes a pessoa não, né, ela come meio no impulso. Nossa, Fernanda, eu percebi que eu nem tava com tanta vontade, né? Eu percebi que aquele ou percebi que aquele pedacinho pequeninho já foi suficiente para mim, né? Então, é uma leitura mais de de acolhimento e de questionamento do que de julgamento, do ai errei, não devia, aí não tenho força de vontade, ah, eu não consigo fazer, porque daí vira, né, uma cadeia ruim, aí a chance dela, ah, já que eu comi o bolo à tarde, então vou passar no na na pizzaria e vou pedir a pizza, vou passar lá no drive da lanchonete, já saí mesmo. E tem aqueles amiguinhos também que quando você começa a fazer a dieta, eu não sei o que que é, parece que é uma puxa, né? É um íã. Você começa a fazer a dieta, vem alguém com bolo. Daí você começa a fazer a dieta, vem alguém com uma um pedaço de pizza. Poxa vida, né? Vai ter. É que às vezes você não prestava atenção nisso, porque você tava no meio também, você tava no rolê, né? Aí quando você começa, sai do rolê, você fica, nossa gente, tinha bolo todo dia desse jeito aqui assim. Aqui eu observo muito, eu deixo com meus pacientes, por exemplo, eles têm um como se fosse um diário semanal. Então ali eles vão colocar tudo que eles sentiram, quais foram os sintomas que eles passaram naquele dia, principalmente pacientes que estão em uso de medicação emagrecedoras. Eh, mas também os que são de acompanhamento clínico normal, todos eles levam esse acompanhamento semanal. E eu coloco, deixo o espaço livre para escrever. E uma coisa que eu reparei muito, que tem muito a ver com essa questão da desistência é que a gente tem alguns pilares na vida, né? Saúde, família, amor, trabalho e ou entre outros, né? Sim. E quando um deles desequilibra o paciente, o primeiro que ele que ele anula é a saúde. Exato. Foi muito observado isso na nas minhas consultas. Foi uma observação minha, né? E quando a gente vai conversar com o paciente, fala: "Mas por que que você trouxe isso?" Nó falou assim: "Ah, porque para mim a minha recompensa é a alimentação ali, um junk food, por exemplo." E aí quando você vai conversar com o paciente, você vai ver, vou dar um exemplo da minha família italiana. Um momento de celebração e de descontração é alimentação. É aquele aquela macarronada do domingo com frango assado, com a maionese, com tudo. Então assim, o conforto do paciente muitas vezes é sair um pouco da alimentação e mudar e não fazer academia, porque para eles a academia e alimentação é punição, não é crescimento, entendeu? Olha, então muitos observam eh como uma punição e não como um preparo pro futuro, como uma coisa boa. Então, a primeira coisa que eles vão anular é isso. Então, eu falo para eles sempre, se você pode anular qualquer coisa da sua vida, assim como essencial tomar água, é fazer atividade física e manter uma alimentação equilibrada. Não é um dia de festa, não é uma semana ruim que vai fazer você anular o resto do seu ano. Às vezes não é só um dia, uma alimentação, às vezes fica uma semana mesmo, uma semana de evento ou uma semana que eu fiquei meio cabis baixo e acabei me apegando mais na alimentação um pouco mais desequilibrada. Só que depois você tem que voltar se juntar os quadradinhos de novo e voltar pra alimentação saudável pensando lá na frente. É aquela coisa que eu falei da no início, né, das metas inalcançáveis. oente bota uma meta que no final ele vai ter um término, então ele fala: "Eu tenho tr meses para chegar ali no carnaval, vou fazer essa meta de três meses, depois dali eu vou voltar o que eu era antes." E não é isso que a gente precisa pensar, seência se educar novamente. Então é colocar que a gente precisa disso pra vida, não é para agora. E é aquela questão, não é uma coisa engessada, não é só isso, é 95% do seu da sua semana, do seu mês, assim, uma vez ou outra eu não vou deixar de ir num churrasco comer um pão de alho, que eu gosto, um pedacinho do pão de alho. Não é isso. é se educar de da maior parte do seu tempo, você estar pensando no seu corpo, em como você quer ser daqui 30 anos e depois quando você tiver esses eventos à parte, churrasquinho na na família ou então um bolinho no evento, é comer um pouquinho ali para você se satisfazer e perder aquela vontade e não para você se esbaldar, entendeu? Exato. Não é o bolo inteiro, é um pedacinho do bolo. Eu acho que é é colocar a mão na consciência mesmo e pensar como que eu quero ser daqui pra frente, qual é o tipo de vida que eu quero levar. Eh, o que eu converso muito com os meus clientes complementando que ela trouxe é o seguinte. Eh, eu falo, a vida não é uma linha reta. Uhum. Tem meses que é mais fácil, tem meses que é um pouquinho mais difícil, ainda mais pensando nas mulheres que tm essa ciclicidade do ciclo menstrual, eu também faço o acompanhamento semanal com eles online através de um checklist, né? Então é nítido ver, tipo, numa semana ela falou: "Nossa, Fer, tô seguindo 90% do plano e depois na outra fair", seguindo 30. Aí eu começo a perceber, eu falei você, qual a fase do ciclo que você tá? Eu sempre pergunto por quê? Se ela não tem consciência sobre isso, ela pode realmente se desmotivar. E eu acho que sim, tem alguns momentos que a gente precisa fazer alguns ajustes. Então, uma mulher, por exemplo, que tá no ciclo menstrual e ela fica muito debilitada, pode ser que ela não consiga fazer a musculação do jeito que ela faria. Mas daí que que eu falo para ela? Você tem algum fazer alguma outra atividade? Vai caminhar, vai caminhar com seu cachorro, vai no parque em vez de ir pra academia, vai dar uma, põe uma musiquinha, vai espairecer, não precisa pensar às vezes na performance, mas não deixa de fazer o exercício. Eu mesmo faço muito isso, né? Eu tenho fibromialgia, então às vezes tem dia, semana que ainda mais ciclo menstrual que eu tô mais borocochou, eu cato meu cachorro, em vez de pra academia, eu vou caminhar uma hora com ele, né? E aí eu tô caminhando na rua, eu vou num parque, então para mim aquilo também é um pouco mais leve. E em relação à alimentação, o que que eu falo para eles? Que pode ser realmente que tem semanas que são mais difíceis, né? E aí o que que eu falo? A a o que a forma como você vai comer nesse momento é até mais importante do que o que você vai comer. Então, pode ser que você precise sim de uma macarronada porque você tá triste, o emocional bateu e você vai na casa da sua mãe, ela faz aquela macarronada maravilhosa. Dependendo do perfil de personalidade, aquilo ali cura. Uhum. Só que daí eu falo assim, ó, você vai comer até você se sentir satisfeito. Vamos combinar isso, você exerce, tá? Você vai comer macarrão, mas você não vai comer três, quatro pratos, né? Até ficar desabotuar ali, tirar, colocar calça de elástico, né? Porque a calça de falei, não, vamos fazer esse exercício de mesmo sendo um prato afetivo, você comer com respeito ao seu corpo. Isso. Então isso é uma coisa que eu converso com eles para não ficar esse negócio também. Nossa, então tô tenho sempre que ficar vigilante. Pode existir uma vigilância diferente para esses momentos. Então isso dá uma alívio para eles e isso faz com que a constância ela se permaneça. Eles conseguem fazer e falar: "Não, isso aqui eu dou conta de fazer, isso aqui eu dou conta de trazer pra minha vida". É a consciência, né? Por exemplo, muito paciente que come em frente de televisão tem um aumento de peso muito maior do que aqueles que comem na mesa. Come sem perceber, sem perceber. É questão da concentração no que você tá fazendo para tudo. Até comendo você percebe quanto você mastigou, quanto você engoliu, quantas vezes você tá enfiando a colher, com que frequência, tá muito rápido, muito devagar. Tudo isso é consciência, é você parar, sentar e ver o como você tá fazendo. Por exemplo, macarrão que é um conforto, você vai comer aquele prato macarronado que vai te curar daquela questão emocional, vai. Mas olha como que você tá comendo. Você tá engolindo a comida ou você tá se alimentando. Tem gente que come já pensando no segundo prato. É para comer no segundo. Ela não para. Será que já já tá suficiente para mim esse prato? Sim. É. E o centro da saciedade demanda tempo, né? Isso é hormônio. Então a gente precisa pelo menos uma meia hora ali para que o corpo entenda que você comeu e para te mandar hormônio de saciedade. Agora você vai só jogando, jogando, jogando, jogando, jogando, vai explodir, né? Então é igual você falou da calçadinha. É, a gente tem que tomar muito cuidado. É a consciência, gente, é a consciência eh eh do que queremos, quem somos, para onde queremos ir, né? E lembrar que não são só os 10 primeiros dias, a gente precisa ter a constância e não só por um ano, tá? Não é só para 2026, não. Como as nossas duas convidadas muito bem pontuaram, isso é para toda a vida, né? Faz parte da nossa vida. Então a gente precisa ser ter uma reeducação. Isso é bem importante. Olha só, 8:55. Gente, nem percebemos, né? Passou voando. A produção tá avisando aqui, tem algumas perguntas. Então, tá bom. Vamos lá. Vamos com as perguntas dos telespectadores. Vamos ver o que que o pessoal tá eh falando com a gente. Pode colocar na tela, a produção, por gentileza. Renata Alves do Flamboian. Existe diferença entre cuidar da saúde por estética e cuidar por bem-estar? Isso influencia na chance de manter bons hábitos. Vamos lá, Mauro. Ah, sim. Muita tem uma diferença aí, né? Concordo. Eu acho que eh assim a questão da estética, obviamente você alcançou aquilo e aí nem sempre aquilo é saudável. Então tem essa questão também, a gente tá vendo muito isso na parte da musculação. Hoje o corpo musculoso com músculo muito bem definido é a moda, né? Então existem muitos pacientes que não vão chegar nesse corpo porque a genética não permite, porque a composição corporal não permite, mesmo estando com uma massa massa muscular adequada, uma massa alça adequada, massa de gordura adequada, mas o paciente quer atingir aquele corpo inatingível. E aí ele vai lançar a mão de hormônios, por exemplo, anabolizantes que não são saudáveis, que não vão te trazer um benefício pro corpo. Então assim, o a mudança paraa estética e a mudança por saudável bem-estar é completamente diferente. Você sendo saudável você pode atingir uma estética maravilhosa. Então as estética é consequência, né? Consequência do cuidado da saúde. É. Aí tem que tomar cuidado. Bem pontuado isso aqui, porque às vezes a gente vê as pessoas na academia e faz um tipo de exercício, fica lá todo musculoso. Ah, também quero. Tá, mas e se, né, para ele tudo bem e para mim não vai ser assim e não vai ser e tá tudo bem. E a gente precisa qual o custo que você tem que avaliar nem custo financeiro, mas o custo pra sua saúde de você fazer aquilo, né? Porque para esse corpo musculoso não é só o hormônio, vai ter toda uma alimentação que não necessariamente vai ser super saudável. Exato. Tive uma paciente inclusive, ah, desculpa, tive uma paciente que inclusive ela entrou numa anorexia medicamentosa associada emocional, porque ela, o corpo estético para ela era aquele corpo slim slim, magríssimo assim, magrira, uma perninha fininha, bracinho fininho, cinturinha minúscula, mas a composição corporal dela não era essa. Ela teve uma desproporção visual, ela se olhava e não se enxergava daquela forma. Então o estético para ela não foi saudável. Ela perdeu, ela ficou sarcopênica, que a gente fala que é quando não tem musculatura e ela não tinha energia para levantar da cama, por exemplo. Não conseguia porque ela não tinha mais musculatura. Para sentar num num vaso sanitário para fazer xixi para ela era uma dificuldade enorme porque ela perdeu totalmente a musculatura dela. Então tem que tomar muito cuidado essa questão da estética. E qual é a estética, entendeu? Tem tudo isso. E qual é a estética, né? O que que o seu corpo diz, né? O seu corpo vai aguentar até quando, né? Eu acho que a quando fala de estética entra muita a questão de padrão de beleza, né? Ele muda cada, sei lá, nem 10 anos, nem 10 anos mais eu acho que muda, tá? Menos, né? 5 anos muda. Então, se você for ficar tentando mudar o seu corpo, igual a gente muda de coleção de roupa, né? Ah, nova coleção de verão, novo corpo, não, não dá. Então, o que eu converso muito com as minhas clientes e eu tenho também isso para mim, né? como que é a minha estrutura física e como que é o melhor disso que eu posso fazer, respeitando o meu corpo, né? Sou uma mulher grande, né? Já tenho cabelo branco desde os 15 anos, né? Como que é minha pele? Como que meu corpo funciona? Então, dentro disso, qual que é a melhor estética para mim, né? E que faz sentido para mim, né? Então, eu gosto muito dessa dessa linha, dessa conversa. A gente tem que estar feliz com o que vê, mas ao mesmo tempo a gente tem que seguir o que é saudável. Nem sempre o que você quer ver, o que você olha no espelho e acha bonito, é aquilo que é saudável para você. Então a gente precisa alinhar expectativas, alinhar também, né? Exato. Alinhar essas essas questões. Que conversa boa, né? Vocês duas, olha que a gente se complementa. Adorei isso aqui, gente. Ó, podemos ficar conversando até meio dia, se quiser. Vamos lá. 8:59. Pode mandar aí mais uma pergunta pra gente, produção. Vamos ver quem é que tá conosco. A Luciana Pacheco do Jardim Londres. Quem já tentou várias dietas ou mudanças e não conseguiu, pode estar enfrentando algo além da falta de força de vontade? Vamos lá, Fernando. Sim. Eh, eu acho que tantas questões hormonais, como a gente conversou, se for a Luciana, né, mulher, dependendo da fase da vida que ela tá, as questões hormonais elas acabam sendo bem debilitantes mesmo, né? Porque é cansaço, é dificuldade em seguir a questão alimentar e até mesmo a parte hormonal dificulta o ritmo da perda de peso. Então, esse é um ponto. Tem que ver também o que que ela já tentou fazer. E aí eu expliquei das referências. tem referências de alimentação, de exercício que são inviáveis e insustentáveis pra gente. Então tem que rever essa questão. Às vezes não é só falta de força vontade, tá mirando em algo que não é sustentável, tipo tirar arroz feijão, tirar todo o carboidrato, muitas vezes não vai ser sustentável isso. Por isso que ela não consegue fazer, ela tá mirando na estratégia errada. E para acrescentar, eu acho que assim, a obesidade, a sobrepesa, enfim, isso não é força, não é falta de força e vontade no geral, é genética, é estress crônico, é a privação do sono, tem muita coisa que engloba a questão da da obesidade sobrepeso e os as questões não saudáveis, né? Até a parte, por exemplo, de doenças aterescleróticas, como eh um infarto, um AVC e tudo mais. Isso tem muito a ver também com a parte eh do cortisol, a parte emocional. Então tudo isso é importante a gente avaliar, né? Não é só a força de vontade. Então acho que é uma paciente é muito interessante passar por uma avaliação médica e nutricional para ver aonde que tá ali. Às vezes não é só um ajuste na dieta, às vezes é uma medicaçãozinha ali, uma uma hipovitaminose que tudo isso a gente consegue ir ajustando e aí a paciente vai deslanchando aos pouquinhos. Uau, gente. Bom, a gente precisa encerrar, mas antes de encerrar, claro que eu vou falar das canetas emagrecedoras, porque isso eh eh faz parte já, né? Só que a gente precisa eh falar rapidamente. Eu tenho que encerrar aqui. 95 96. Tá bom. Então, eh as canetas emagrecedoras inibem a fome. Legal. A gente precisa comer porque senão vai dar ruim. Então eu gostaria que vocês duas deixassem uma dica paraas pessoas que estão utilizando essas canetas com o acompanhamento médico. Sim, né? E que elas precisam se alimentar, gente, porque senão isso vai dar um ruim, mas um ruim mesmo, porque a gente precisa dos músculos, nem que seja só um pouquinho pra gente poder continuar a nossa vida, né, doutora, por favor. Eh, as canetas emagrecedoras, eu falo, foi a revolução da medicina em muita coisa, né? eh ajudou em muitas doenças, principalmente a longevidade. É isso que a gente é o que a gente procura fazer. Mas o problema é que as pessoas estão perdendo um pouco a mão nessa questão. Elas acham que ficar sem comer o jejum intermitente, sei lá de quantas horas que elas estão fazendo, vai trazer somente benefícios. Eles olham somente a balança, eles sobem ali, viu, perdi 1 kg. Beleza, é isso que eu quero. É, chega, é só olha o peso. Eles esquecem que tem todo toda a parte por trás. Perder peso é diferente de emagrecer. Exato. É isso que as pessoas, porque emagrecer é perder gordura, perder peso, pode ir qualquer coisa, principalmente músculo, né? Então eles precisam começar a diferenciar, perder peso de emagrecer. A pessoa ela pode emagrecer mesmo sem ter perdido tanto peso assim. Exato. A gente é é a mudança do metabolismo, é a mudança da composição corporal, que é o que importa. a gente quer a menor quantidade de gordura possível paraa maior quantidade de músculo possível, porque o músculo é uma é uma um órgão metabólico, ele é responsável por praticamente tudo. É ele que vai te tirar de uma UTI em caso de uma internação grave, de uma doença, é ele que vai te ajudar a se recuperar de uma forma mais fácil. Então você emagrecer por si só nem sempre é saudável. Então tem tudo essa questão e essas canetas vieram para isso, tirar o apetite, aquela compulsão. Eu gosto mais da medicação na questão da compulsão alimentar, daquela questão de comer porque eu quero e não porque eu preciso. Ela trouxe um pouco mais essa consciência de comer porque eu preciso comer, mas quando passa um pouquinho do ponto, aí vomita, passa mal. Hum. E não é isso que a gente quer, a gente quer que o paciente seja bem nutrido e não desnutrido e desidratado. O que tá muito acontecendo são as pessoas consumirem essas canetas eh de forma milagrosa ou sem acompanhamento médico em doses absurdas que o paciente fica literalmente desnutrido. Então é complicado, debilitado mesmo. É o que eu tenho conversado com os clientes que eu atendo, né? Eu eu vejo que alguns realmente o apetite é mais afetado, outros já um pouco menos. Eh, mas no começo realmente tem, nossa fia, se eu tomou lanche da tarde eu não consigo jantar, né? Então o que eu vou fazendo com eles é acompanhando a composição corporal. Então na minha consulta a gente faz sim o scanner de bimpedance e eu vou mostrando para eles alium como que tá sendo essa evolução da perda de peso, né? E eu foco realmente no emagrecimento, tá? E e aí eu vou juntando com ele as refeições. Então tem pessoa que às vezes eu prefiro, ó, vamos fazer o seguinte, vamos então tirar esse lanche da tarde, subir o jantar e ver como é que seu corpo reage. É sempre assim, ó. Vamos fazer isso. Ontem mesmo uma cliente fez, não tô conseguindo eh tomar o café da manhã. Eh, posso ir pro exercício sem tomar café da manhã? Falei assim: "Olha, eu não costumo recomendar. Vamos ver como é que seu corpo reage. Quero te ver na próxima semana pra gente avaliar, né? Ver como é que fica." Porque assim, tem algumas pessoas que, eu não sou uma pessoa fã de carteirinha de jejum, mas eu vejo que algumas pessoas se adaptam bem. Eu não sou aquela, ah, né, jejum para todo mundo, mas eu falo assim, olha, se seu corpo tá ganhando com isso, um jejum intermitente, tá indo bem, vamos tocar. Você se sente bem fazendo isso? Não tá tendo prejuízo de massa magra, tá tudo bonitinho, vamos que vamos, né? O problema é o desjejum, né? Essa questão, quando o que vai vir, qual é a nutrição que ele vai botar para dentro? al você conseguindo comer eh tudo isso, nem que você coma num prato de sobremesa, mas não tira nenhum grupo alimentar, diminui um pouquinho a quantidade e depois a gente vai ver porque o pessoal fica muito só ah, prioriza a proteína, prioriza proteína, tá? Mas e o resto não é só proteína, né? Então, dependendo do caso, ela não come vegetais direito, começa a atrapalhar toda a parte metabólica. Então, eu, lógico, é uma orientação muito individual, gente, isso que eu tô falando aqui é um geral, tá? Eu prefiro às vezes que a pessoa ela coma um pouquinho menos, mas coma todos os grupos alimentares do que às vezes só como um bife. Perfeito. Muito bom. Ai, vamos lá então. Vamos encerrar nosso programa de hoje, né? Quanto, quanta troca, quanta conversa vocês duas. Que dupla, viu? Que dupla. Parabéns. Chama a gente mais vez, né? Com certeza, produção, anota aí que dupla maravilhosa. E a gente falou muito hoje sobre saúde, sobre início, sobre recomeço e sobre desistência, né? Não desiste não. Você percebeu que é por toda a vida, então por que que você vai desistir? E outra, não se frustra, não deu certo nesses 10 primeiros dias, vamos lá, vamos continuar, a gente consegue, volta. Isso recalcula a rota, como diz o GPS, né? O GPS nunca diz para você desiste, acabou, fim, se desligate. É recalculando a rota e assim a gente precisa seguir recalculando a nossa rota. Bom, considerações finais, Fernanda, mais uma vez muito obrigado pela sua participação, pela sua entrega maravilhosa como sempre. Gratidão, viu? Obrigada. Maravilha. Doutora Maura, convidada para mais vezes. Obrigada. Muito obrigada pela sua entrega, pela sua fala. Ela acredita assim que esse programa tem que ser compartilhado por muitas e muitas pessoas, porque vocês entregaram algo aqui que vai fazer parte do nosso dia a dia nesse ano. Eu tenho certeza. Gratidão. Sim. É, esse assunto para mim, se deixar eu falo por vários dias, porque é um assunto muito amplo e e tá muito em alta, né? Principalmente por conta das canetas emagrecedoras. Então assim, eu acho que é uma conversa que a gente tem que estender mesmo. Eu falei bem pouco do que eu gostaria, porque eu acho que tem muisas pra gente acrescentar na vida das pessoas e espero que a gente tenha oportunidade de fazer isso. Mas também estou aberta para quem precisar e quiser me procurar também pra gente poder conversar. E eu o o objetivo maior é vida, né? É isso. Vamos viver, vamos crescer e vamos viver com saúde. É isso que maravilhosas. Olha, marcar outro programa com essas duas aqui, porque essa dupla também deu um show eh eh de informação pra gente. E com certeza, gente, olha, eh importante que a gente tenha consciência, né? Que conversa necessária. A grande mensagem eh de hoje é clara. Mudar não é sobre radicalismo, é sobre estratégia, constância, consciência, gentileza com o nosso corpo. Não é sobre perfeição, é sobre continuidade. Comer comida de verdade, arroz, feijão, que beleza. Beber água, caminhar, dormir bem. Esses são os verdadeiros alicerces aí para você ter um ano com muita saúde, com muito sucesso e claro, né, se você puder, estiver aí ao seu alcance, ter um acompanhamento de profissionais para te dar aí aquele apoio e aquele incentivo que você merece, precisa, combinado? Então, agradecemos a sua audiência, a sua companhia. Hoje é sexta-feira, acabou a semana, então segunda-feira a gente volta e vamos falar de um tema que começa a pesar também no início do ano. Hoje a gente falou da desistência aí, né, das metas. Como é que tá o dinheirinho? Hum. Como organizar as finanças depois das férias? Nas férias a gente sai correndo, né? Ah, gasta tudo. E aí depois a gente tem que voltar e começar e recalcular a rota. O que fazer com o que sobrou no 13º e como lidar quando não sobrou nada, mas as contas já estão batendo na sua porta. A gente vai falar sobre planejamento financeiro, quitação de dívidas, organização de orçamento e também sobre algo que muita gente sente, mas pouca gente fala como a falta de dinheiro afeta a autoestima e a saúde mental. A mente e o bolso precisam caminhar juntos. É sobre esse equilíbrio entre organização financeira e bem-estar emocional que a gente vai conversar na segunda-feira. Então não perca às 8 da manhã ao vivo, mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Um ótimo final de semana para você e que 2026 seja o ano em que as promessas saiam do papel e entrem na vida real, né? Vamos lá, bora que a gente consegue. Meio-dia, Câmara Notícia e claro, final de semana, programação recheada de muito entretenimento para você aqui na nossa TV Câmara Campinas. Beijo. Valeu. Bom fim de semana. Se cuida. É segunda. Tchau.