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Estúdio Câmara | Quando o amigo vira Família — limites, afeto e dependência emocional
Em destaque · HD Vídeo · ESTÚDIO CÂMARA

Estúdio Câmara | Quando o amigo vira Família — limites, afeto e dependência emocional

65 views Publicado 11/11/2025 HD · 1:00:57

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No Estúdio Câmara de hoje, o tema é sobre um dos vínculos mais poderosos e, ao mesmo tempo, mais complexos da vida: a amizade. 🤝✨ Na fase adulta, os amigos muitas vezes passam a ocupar o lugar que antes era da família. São eles que oferecem apoio emocional, escuta, companhia nos momentos difíceis e partilham o cotidiano. Mas até onde vai o limite entre amizade verdadeira, dependência emocional e invasão de espaço? O programa recebe os psicólogos Vanessa Rodrigues e Fernando Castro para discutir como equilibrar afeto, individualidade e responsabilidade emocional nas relações de amizade — especialmente quando os laços se tornam tão fortes a ponto de se confundirem com os familiares. 💬 Principais temas do programa: Quando o amigo vira família: até que ponto essa substituição é saudável? Emprestar dinheiro a amigos: gesto de generosidade ou armadilha emocional? Por que é tão difícil fazer e manter amigos depois dos 30 anos? O que muda nas amizades com o passar do tempo — e como manter vínculos verdadeiros? Como dizer “não” sem medo de perder o vínculo ou gerar ressentimentos? É saudável contar tudo ao amigo? Onde termina a confiança e começa a dependência? Como o ritmo de vida adulta, o trabalho e os relacionamentos afetam as amizades? 💭 Amizade na vida adulta: quando o afeto se mistura com a carência Com o passar dos anos, os círculos sociais tendem a encolher. O tempo livre fica menor, as prioridades mudam, e as amizades exigem mais esforço para se manterem vivas. O que antes era espontâneo, na escola ou na faculdade, passa a depender de agenda, empatia e reciprocidade. Nessa fase, é comum que os amigos assumam um papel de rede de apoio emocional, o que é positivo — até certo ponto. A psicóloga Vanessa Rodrigues explica que o risco está em transferir responsabilidades afetivas demais para o outro, confundindo amizade com obrigação. “A amizade precisa ser um espaço de troca e acolhimento, mas também de liberdade. Quando ela passa a ser o único pilar emocional de alguém, o vínculo perde o equilíbrio”, destaca Vanessa. 💡 Amizade, dinheiro e limites Outro dilema muito comum entre amigos adultos é o empréstimo de dinheiro. Um simples pedido “só por uns dias” pode colocar à prova anos de convivência. O psicólogo Fernando Castro aponta que o problema não está no ato de ajudar, mas na falta de clareza emocional e financeira que muitas vezes acompanha esse tipo de situação. “Quando o afeto fala mais alto que a razão, as pessoas acabam se sentindo culpadas por dizer não, e isso pode gerar culpa ou até o fim da amizade. É importante saber equilibrar empatia com limites saudáveis”, observa o especialista. 🧠 Por que é tão difícil fazer novos amigos depois dos 30? A vida adulta traz menos tempo e mais responsabilidades. O trabalho, os filhos e os relacionamentos amorosos deixam o tempo livre escasso, e a espontaneidade que facilita as amizades na juventude dá lugar à falta de tempo e energia emocional. Além disso, muitas pessoas enfrentam mudanças de rotina e cidade, o que dificulta a criação de vínculos duradouros. A boa notícia é que, segundo os especialistas, amizades adultas podem ser mais maduras e conscientes, desde que baseadas na honestidade emocional e no respeito aos limites individuais. 👥 Convidados do Estúdio Câmara: 🧩 Vanessa Rodrigues Psicoterapeuta, escritora e palestrante. Formada em Comunicação Social e Psicologia, tem ampla experiência em educação e comportamento humano. Lecionou a disciplina “Felicidade” nos cursos de Graduação e Pós-Graduação da Unicamp, com enorme repercussão e lista de espera recorde. É referência em temas como autoconhecimento, emoções e relações humanas. 💬 Fernando Castro Psicólogo clínico com experiência no tratamento de depressão, ansiedade, transtornos do pânico e dificuldades emocionais do cotidiano. Atuou por quatro anos no Instituto de Terapia e Estudo do Comportamento Humano (ITECH) e trabalha com foco no equilíbrio emocional e nas relações interpessoais. 💙 O Estúdio Câmara convida você a refletir sobre o valor das amizades verdadeiras e os limites necessários para mantê-las saudáveis. Nem sempre é fácil equilibrar carinho, autonomia e maturidade emocional, mas entender o papel de cada relação é essencial para viver vínculos mais leves, duradouros e sinceros. 📺 Assista, comente e compartilhe! Conte pra gente: você já viveu uma amizade que virou quase família? Até onde o amor e a amizade podem caminhar juntos sem perder o equilíbrio? Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, muito bom dia para você que está acompanhando a programação da TV Câmara Campinas. Seja muito bem-vindo. Estúdio Câmara no ar. Hoje, terça-feira, dia 11 de novembro. Gente, olha só, a nossa manhã de hoje destaca um tema que acompanha todas as fases da nossa vida, mas assume novos contornos na fase adulta, né? Nós vamos falar das amizades. Com a rotina acelerada, o trabalho, os filhos, as responsabilidades, criar e manter vínculos acaba virando um desafio real. Por isso que acontece eh aquela coisa dos amigos, né, que a gente às vezes acaba esquecendo, a gente não tem tempo de falar com eles por conta da correria do dia a dia, mas tem aqueles amigos que se transformam na nossa principal rede de apoio. Você conseguiu ter esses amigos? Você consegue manter essa galera perto de você? Então, mas até que ponto essa rede de apoio é saudável, né? Ã, você tem aquela amizade que ficou íntima. Eh, você recebe essa pessoa na sua casa sem pedir licença para entrar, aquela coisa gostosa. Mas quais os pontos eh contra e a favor dessa amizade tão íntima assim? Eh, você consegue mensurar a sua necessidade em ter um amigo íntimo? Bom, tudo isso muito mais no programa de hoje. Participe com a gente via WhatsApp, mande sua pergunta, a sua experiência ou até a sua dúvida, né? eh, que é muito importante porque você vai interagir daqui a pouquinho com os nossos convidados, já estão preses aqui no estúdio e o nosso WhatsApp está na sua tela, 1997829377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente vai atualizando algumas notas do legislativo, eh, da Prefeitura de Campinas. daqui a pouquinho a previsão do tempo e já já nós vamos apresentar os nossos convidados de hoje. Vamos lá. Então, a Prefeitura de Campinas, por meio da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social, realiza de hoje à quinta-feira uma busca ativa na região do Vila Nova para a atualização do Cadastro Único. A meta é alcançar 337 famílias em 3 dias, garantindo a continuidade de benefícios sociais. Equipes da prefeitura e da IMA farão visitas domiciliares identificadas com crachás e veículos oficiais, tá? Preste atenção, para atualizar informações sobre renda, endereço e composição familiar. Famílias não encontradas ou com documentação incompleta serão orientadas a procurar o Cras Adriana Soares na rua Odeste Terezinha Sant Otaviano no conjunto habitacional Vida Nova. O atendimento no Cras também pode ser agendado pelo WhatsApp, tá? eh o 19 21160156 na opção cadastramento único. Importante que você atualize as suas informações. Agora vamos falar de trânsito, porque a concessionária Rota das Bandeiras realiza até o fim deste mês serviços de conservação na rodovia Dom Pedro SP065 aqui em Campinas. As equipes trabalham nas pistas marginais, nos dois sentidos, entre os quilômetros 129 e 145. As atividades acontecem das 9 da manhã até às 4 da tarde, fora dos horários de pico, para reduzir aí impactos no trânsito. Mas durante o trabalho, eh, uma faixa de rolamento será interditada e isso pode ocorrer bloqueio também nas alças de entrada e saída entre as pistas expressas e marginal. Então, a manutenção ela está incluindo a limpeza, troca do sistema de drenagem, recuperação de barreiras de proteção, eh defesas metálicas e melhorias na sinalização. Então, é importante que você transita pela rota das bandeiras ali, eh, tenha muito cuidado, muita atenção no período das 9 da manhã até às 4 da tarde, porque serviços de manutenção estão sendo realizados. Agora, a previsão do tempo para você. Vamos ver como é que fica o tempo hoje aqui na cidade de Campinas. Sol com algumas nuvens ao longo do dia, noite de céu limpo, né? Não chove, mínima 14 e máxima 28. Tudo tranquilo. Então, uma ótima terça-feira para você. Vamos ao nosso tema central. Vamos falar de amizade, aquela amizade de longa data, aquela amizade que dura para sempre. Será que dura mesmo? Vamos dar as boas-vindas aos nossos convidados. Hoje conosco a psicóloga Vanessa Rodrigues. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua presença. Bom dia, Rúbia. Obrigada vocês por mais um convite de estar aqui. Maravilhosa. E com a gente também para completar o nosso time de hoje, o psicólogo Fernando Castro. Seja muito bem-vindo. Gratidão te receber, Fernando. Obrigado, R B. É um prazer estar aqui com vocês. Muito bem, gente. Vamos lá. Olha, estudos da psicologia social mostram que depois dos 30 anos, o número de amigos próximos costuma diminuir. Isso ocorre porque as prioridades mudam, né? O tempo livre se reduz, as exigências da vida adulta se intensificam, mas ao mesmo tempo os amigos acabam assumindo um papel essencial, tornam-se uma rede de apoio emocional, aquela família que a gente escolhe para ter, né? e que acaba aparecendo nos momentos de afeto e necessidade. Mas quando o amigo vira família, Vanessa, na vida adulta é comum que os amigos ocupem aí um espaço que antes era da nossa família, né? Por que que isso acontece e até que ponto isso é saudável? Tem um limite de espaço para esse amigo? Bom dia. Eh, é super saudável, né? Amigos são famílias do coração. O maior preditor de felicidade da existência humana são relações de confiança. Então, é protetivo, inclusive psicologicamente a gente ter uma rede de amigos boa, né? Eh, limites existem sempre, né? eh os limites eles vão dar contorno para para essa interação e inclusive eh pontuar ali o respeito múo, né, entre amigos. Eh, confidência são eh um assunto eh normal, corriqueiro. Aliás, a gente procura os amigos às vezes antes de procurar um psicólogo, né? É verdade. E normalmente o amigo às vezes fala assim: "Querido, e esse trabalho não é meu, procure um psicólogo". Isso é importante. É importante. E e é importante que exista essa intimidade para você. Quando a gente procura um amigo, a gente não está procurando, na verdade, conselhos. a gente quer eh ter uma escuta sem julgamento, com acolhimento, com a e sendo você sem estar num ambiente corporativo, sem estar eh com algum tipo de medo de dizer quem você é e aquilo que você tá sentindo. E nesse eh nesse quesito, os amigos são fundamentais para a nossa construção, né, de vida saudável. Excelente. Pode contar. Eu concordo com a Vanessa. Eu só tenho assim um receio quando o amigo não está preparado eh para ouvir o que a gente tem para falar, porque muitas vezes o amigo não tem aquele preparo emocional para absorver tudo que a gente vai falar e a gente pode sobrecarregar essa amizade, né, Vanessa? A amizade ela deixa de ser eh eh fluída quando a troca ela é dispare, né? E quando isso acontece, como quando uma das partes entende a amizade como o seu único e exclusivo ponto de apoio emocional, né? Isso não não pode acontecer. Então, os amigos, eh, eles recebem essa carga emocional nossa, mas ele não pode ser o único. Então, no que tange a amizade, eh, existe a confiança, mas existe um desenvolvimento individual de cada pessoa, né, para não sobrecarregar exatamente eh esse indivíduo. Perfeito. Perfeito. Daí a importância de a gente ter outros grupos de família, não de amigos, não depender única e exclusivamente de um amigo. Acho importante você ter vários grupos, frequentar vários grupos, ter vários grupos de amizade. Excelente, que a gente consegue distribuir, né? Agora, é interessante a gente notar que eh a chamada família afetiva, ela vai se formando justamente numa fase em que a vida exige tanto da gente, que é eh são as amizades depois dos 30 anos. Se a gente parar para analisar, eh tem gente que tem amigos eh desde a infância. Eu, por exemplo, tenho uma amiga desde os 8 anos de idade, então a gente tem uma amizade de 40 anos e ela é minha amigona e é maravilhoso. Agora, tem pessoas que não conseguem manter essa amizade de infância que a gente traz e a partir dos 30 anos, eh, tem aí uma nova rede de apoio, tem novos amigos, né? Por que que fazer e manter amigos depois dos 30, Fernando? Se torna um pouco difícil, não é? Como era quando a gente tinha aí a nossa adolescência ou depois lá os 23, 24, 25 anos, passou dos 30, eh, diminui um pouco essa essa coisa de de amizade. A gente fica mais seleto, o que que acontece? Sim, eu acho que a gente fica mais seleto, a gente fica mais restrito às nossas profissões, a gente focaliza mais nos grupos de interesse, né? Então acho que fica vai ficando um pouco mais restrito. E a rotina ela faz parte, né, desse momento? Sem dúvida. Sem dúvida. A rotina nos faz um pouco de escravos, né? Uhum. É, a rotina nos faz escravos. Muito interessante essa fala, porque às vezes a gente não tem tempo, né? né? E aí você fala: "Não tenho tempo para amigos". Agora tem aquela aquele ponto de de uma amizade que ela não precisa de muita manutenção. Eu gostaria da da sua visão psicológica, Fernando, sobre essa amizade. Ela realmente é uma amizade verdadeira? Essa amizade que ela não precisa de manutenção. Legal. Eu tenho um melhor amigo, mas eu não preciso estar eh cuidando dessa amizade o tempo todo, porque eu sei e ele sabe que somos amigos e a gente sabe que eh depois daí dos 30 nós temos aí essa vida corrida, frenética e a gente quase não tem tempo para cuidar da amizade. Mas essa amizade teve uma base sólida e isso se mantém pelo pelo longo da vida. Sim, na minha opinião, sim, essa é a verdadeira amizade. Quando você tem a sua individualidade e quando você precisa do amigo, você tem o ombro, você tem a escuta do amigo. Mas é muito importante você ter a sua individualidade também, cultivar a sua individualidade. Muito bem. Agora, Vanessa, eh carreira, né? eh, filhos, responsabilidade, mudanças de prioridade interfere na qualidade dos nossos vínculos. E aí a gente faz como para manter uma amizade? Hoje a gente tá falando dessa amizade que é uma amizade que virou família, mas essa amizade que virou família, ela tá eh eh junto com essa nossa correria do dia a dia. Como é que a gente faz para manter isso, para não quebrar esse vínculo? E qual a necessidade de se manter essa essa conexão? Amizade, acima de tudo, existe uma proximidade de valores, né? E se a gente tá falando de valores, valores eh são nossas bússolas ali. Então, dificilmente uma amizade ela vai se perpetuar. Se você vai paraa direita, eu vou paraa esquerda, né? E isso acontece mais na maturidade. Talvez seja esse um dos principais motivos que após os 30 a o o movimento de bando, né, da adolescência mngua, porque essa coisa de comportamento de grupo é uma coisa que vem da infância, passa pela adolescência. Na vida adulta isso vai se restringindo, né? Mas eh eu não concordo que a amizade não precisa de manutenção. A amizade precisa de manutenção. Você não precisa estar presente, né? Mas ser presente, eh, ela não exige a sua exclusividade e também não exige que você esteja presencialmente ali, mas, ah, uma ligação, o se importar com o que acontece com a sua vida, o o torcer por aquela pessoa, eh fazer isso, eh, de uma forma que ela saiba que você se importa, né, que você torce, que você conquistou junto com ela. o primeiro carro, o primeiro apartamento, eh passou no vestibular, a sua promoção, isso tudo faz parte eh de valores eh indissolúveis que conectam-nos aos nossos amigos. Excelente. Então, nós falamos um pouco aqui sobre a amizade, o que significa, né? Eh, eh, como que funciona aí esses vínculos, essas conexões afetivas. Agora a gente vai para o vínculo profundo, né, Fernando? Vamos lá. amizade substitui o papel da família, né? Agora, muitas vezes o amigo eh acolhe eh de forma que a família eh não consegue acolher e também não ofereceu esse acolhimento. E aí a gente acaba às vezes tendo uma dependência desse amigo, porque você recebeu dele tudo que você esperava receber da sua família, mas por um motivo ou outro você não teve. Quando a amizade vira dependência, tá? Eu acho que a amizade ela não substitui a família, ela não deve substituir a família. Eu acho que a amizade ela pode complementar a família, mas substituir é difícil. É lógico que a gente tem aquelas famílias disfuncionais onde você eh não tem carinho do seu pai, não tem carinho da sua mãe, então aí fica mais difícil, a gente fica mais propenso a atender as amizades, né? Porque daí vai preencher a carência que você tem com os amigos, né? Agora, quando isso vira uma dependência e quando essa dependência vira um peso para o outro lado, eu acho que a gente fica dependente do amigo quando a gente começa a a perder a nossa individualidade, a querer validar as coisas com o amigo. Tenho medo de perder o amigo. Ah, o meu amigo faz tempo que não me vê, ele não me telefona mais. Será que ele não gosta mais de mim? Uhum, exato. Eh, eu vou fazer tal coisa, vou perguntar pro meu amigo, será que eu devo fazer isso? Quer dizer, você perde o seu eu. Exatamente. E essa perda do eu, ela é bem importante a gente dar atenção para ela, porque a gente não pode eh ter uma dependência emocional, né, de um amigo. A gente precisa entender que somos pessoas diferentes. Ele tá aqui para para uma ajuda, um apoio, mas eu não posso me tornar dependente dele, correto? Nem dele, nem de ninguém. Nossa. né, pelo amor. E a eu acho que a gente falou isso no começo, né? Quando deixa de ser troca, é quando você eh faz esse você desloca, né, a sua falta para um objeto, né? Você tem um objeto ali que é o amigo, todos os seus vazios têm que ser preenchidos por aquela pessoa. Isso é um peso muito grande. Isso daí não pode ser nem pelo amigo, nem pelo cônjuge, nem por ninguém. Então assim, ninguém dá conta daquilo que te falta, né? Então, quando a gente fala sobre, eh, auto eh conhecimento, né, a gente tá falando sobre isso, você entender sobre suas sombras, suas vulnerabilidades e entender eh principalmente o seu momento de autorregulação, porque eh a o momento de amizade é, sem dúvida, um momento que a gente eh tira todas as nossas eh armaduras sociais, né, e podemos estar ali quem somos de verdade, sem ser julgados, mas isso não pode ser o motivo eh de suprir aquilo que te falta, uma carência, né? E e o seu amigo, ele não tá ali para te validar, porque o amigo realmente é aquele que põe limite mesmo, né? Querida, você tá chata, hein? Você tá não sei o quê, ó. Você tá excesso, ó. Você tá falando muito palavrão, ó. Isso aí não é legal não. Você você pisou na bola com seu filho, então esse é o amigo. Então eh eu acho que por isso, por essa honestidade é que a gente encontra esse lugar de afeto, sincero, né? Pero. Exato. Agora, quando a gente fala em honestidade, né, em relação à amizade, vamos lá, então, ao ponto X dessa questão da amizade eh íntima, né? Amizade que já faz parte da família. Bom, se você é meu amigo, você faz parte da família, a gente se acolhe, a gente se entende, a gente se compreende, me empresta, eu tô precisando de um dinheiro, então eh não vai receber o 13º agora, né? Eu tô precisando aí. O valor corresponde à metade do seu 13º, Fernando. E agora a chegou o momento da gente colocar em cheque a amizade. Então, se eu sou amigo íntimo, eu tô dentro da casa do meu amigo, ele tá na minha casa, posso pedir um dinheiro emprestado para ele. Agora, se o amigo falar não, como é o que que acontece? A gente pode perder uma amizade por esse fato de, ah, empresta aí para mim que eu tô precisando uma amizade verdadeira. Não. Uhum. Né? Eu acho que você tem todo o direito de falar não, né? Uma amizade, ela é baseada em respeito mútuo.É, então você tem o direito de falar não pro seu amigo. Acho que você tem que ser bem direto, explicar os motivos com calma, né? falar o não. E se o amigo não entender, então não é uma amizade de não existe uma troca respeituosa ali. Aí é uma conveniência do amigo. Ele ele é conveniente para, né? Sim. Então ele tá ali por conveniência. Então é muito importante você respeitar e falar: "Não, não, eu entendo, a gente tem que acolher sempre, né? Lógico que seu amigo tá pedindo alguma coisa que ele tá precisando. Exato. Ah, eu preciso. Olha, eu entendo que você precisa disso, mas infelizmente eu não vou poder e negar. É um direito que você que nós temos. A gente tem que nos respeitar. Inclusive, dizer não é o primeiro ato de amor próprio, né? A gente tem que aprender a dizer não paraas pessoas. É, isso é essencial. Então assim, a pessoa que não fala não, ela tem algum problema ainda. Aí aí tem que procurar a gente, né, Fernando? Então assim, é é isso que dá contorno pra nossa vida. Então dizer não é importante e também a gente não conta tudo, né? Tudo, tudo, tudo pro amigo. A gente conta eh até um limite, porque existe um privado ali, né? um privado que é seu, que é da sua intimidade. E e isso a gente vai entendendo com o tempo, mas dizer não pro amigo é saudável, gente. É interessante que a gente foi criado a agradar, né? A gente foi eh eh a gente precisa agradar. Nós eu pelo menos quando criança precisava agradar. Você percebe que ah, dá um abraço no tio ou ah, faz isso porque assim você é um bom menino é uma boa menina. Então a gente é criado com essa essa questão, esse intuito, essa cultura de agradada e a gente chega na fase adulto, a gente tem aí uma amizade muito legal, uma amizade aí que que entra na sua casa, abre a sua geladeira, dorme no seu sofá, eh eh vai no seu fogão, cozinha junto com você e é tudo muito bom. Aí chega um momento desses que a gente coloca aqui pra gente trabalhar essa essa amizade que é de pedir um dinheiro emprestado. Você pode colocar a sua amizade em cheque, você pode perder essa amizade. Por quê? Porque você vai falar não, como o Fernando muito bem trouxe, você tem o direito de falar não. Você precisa acolher, né, a necessidade do seu amigo e você tem o direito de dizer não. Agora, como esse amigo vai responder, pode desmontar toda essa esse esse círculo de amizade que você eh eh criou e de repente perdoou aí por 10, 12 anos e em um momento desse essa amizade acabar. Aí, como é que a gente pontua isso? Era realmente uma amizade? Era eh uma conveniência? Mas por que durou tanto tempo assim? Qual que é a avaliação que você faz, Vanessa? Olha, a gente tá vivendo um momento complicado, né? Hoje, se você prestar atenção, quase tudo ao nosso redor virou um produto, né? Então, a a muitas relações hoje são baseadas no utilitarismo, o quanto você me serve. Sim, isso é muito danoso, porque daí você tem um amigo por aquilo que ele lhe beneficia, né? Não por quem ele é de verdade. Então assim, o preço de perder algo que tem valor, né, que é uma amizade, é altíssimo, né? Você eh perder uma amizade sincera eh custa muito para nós como indivíduos. Isso às vezes isso não é restituído ao longo da vida. Então, o mais eh a gente tem que prestar atenção em qual lugar você está, porque para amigo a gente não empresta dinheiro, a gente dá dinheiro, né? Tô precisando de dinheiro, eu tenho, eu te dou, né? E e esquece, se ele puder me pagar, ótimo. Se ele não puder, eh, se ele tem um problema, ele traz, eu não puder resolver, eu quero ajudá-lo, né? Mas eh então existe ali alguns limites e uma sensibilidade dentro dessa relação que ela deve eh existir de ambas as partes, né? Agora, eh perder uma amizade eh significativa paraa vida, isso custa muito caro para nós, né? Eh, hoje a gente, eh, quando você perde um amigo por bobagem, a primeira coisa que você eh a característica que você absorbe é o egoísmo, né? Você usou aquela pessoa eh para alcançar algum meio, você fica egoísta. Depois você percebe que essa pessoa que usou você também é insensível, porque se não tem sensibilidade, qualquer coisa é descartável. Qualquer coisa é descartável. E daí você começa a adoecer, porque assim, se tudo é descartável, você vai se absorvendo só de um vazio, né? Se falta o essencial, né? Você eh não tem prazer de viver, né? O essencial são sempre pessoas, Rúbia, sempre são pessoas, não são eh coisas. As coisas a a as situações a gente contorna, as pessoas não. Então assim, preservar amizade é importante, né? se é importante para você, a gente preserva isso. Eh, e depois vem esse arrependimento, né? A pessoa fica magoada, toma outro rumo, você eh sente aquele buraco, aquela coisa que é te fazia tão bem. Então, isso é importante a gente entender em qual lugar você tá. Seu amigo é seu amigo ou você usa ele como meio de conseguir alguma coisa? Uau, muito bom, muito bom. Bom, vamos lá. Falamos da amizade agora em relação ao dinheiro e a gente tá falando hoje de amizade íntima. Então vamos lá, Fernando. Amizade íntima, existe amizade entre homem e mulher? Qual que é a concepção? O que que a psicologia traz referente a isso? Eu acho que existe sim e pode e deve existir amizade entre homem e mulheres. Antes de sermos homens ou mulheres, nós somos seres humanos. Uh, e o ser humano ele foi concebido para viver em sociedade. Então, eu acho que quanto mais amigos a gente tiver, independentemente for homem ou mulher, são muito importantes paraa nossa vida. E por que que hoje a sociedade ainda tem, né, esse esse tabu entre a amizade com homens e mulheres, né? né? Tem gente que fala assim: "Ah, você não pode ter amizade com o homem porque essa amizade não vai durar, não vai virar uma amizade colorida". Outros: "Ah, não, mas eu não não tenho amizade com mulher porque a minha eh esposa não permite que eu tenha amizade com mulheres." O que que acontece com nós, né, com nossa sociedade que ainda a gente tem uma barreira referente a essa questão de amizade entre homem e mulher? Por que que a gente eh luta muito com essa questão de gênero, Vanessa, olha, o Felka falou sobre a adultização, a gente tem que falar sobre a infantilização. Muito bom, muito bom, muito bom, porque uma coisa, uma coisa, outra coisa, outra coisa. Eh, a amizade, eh, ela é um vínculo de valores, né? E às vezes você vê, eh, pessoas muito mais velhas, né? e o um menino de 30, eh, o próprio Airton Sena tinha um, quando ele tava no auge da carreira, 30 anos, ele era amigo daquele Braga que tinha 50, 60, e era um mentor da vida dele, né? Eh, e isso acontece, não tem a ver com idade, com sexo, tem a ver com valores, com admiração, né? Eu mesmo tenho amigo eh de longa data. Meu primeiro emprego foi caixa de banco com 15 anos. Eu tenho esse amigo até hoje, tem 52, gente. Então assim, eh, sou casada, ele, né, vai no meu aniversário, frequenta minha casa. E isso não existe, né? O que o que eh tem que existir é essa similaridade de valores, né? Agora, eh, essa, essa infantilização, essa sexualização do corpo da mulher, achar que todo mundo vai se interessar, porque eh isso é um problema do indivíduo, né? Daí ele tá projetando ali, ele tá transbordando ali uma coisa que ele não dá conta, né? Que tá aqui nos pensamentos oníricos dele, né? No desejo que ele não consegue controlar. É, é individual. Muito bom. Agora vamos lá, mais uma dúvida que surge aqui sobre a amizade. Essa amizade íntima. Temos uma amizade íntima de longa data, né? Como eu disse antes, frequenta minha casa, você frequenta, eu frequento. A gente se dormimos, espalhamos o colchão e dormimos todos juntos, né, na sala para assistir um filme. Aí a amizade, vamos lá. É mais difícil comemorar a vitória de um amigo ou apoiar o nosso amigo em um momento de fundo de poço. Fernando, em relação à amizade, o que que você traz pra gente? Como que a gente pode colocar esse equilíbrio? Esse equilíbrio é, acho que o grande o grande segredo da amizade é realmente o equilíbrio, né? Eu acho que você tem que tanto festejar as vitórias dele, mas você tem que tá ali estruturado para ouvir eh o teu amigo dar o ombro nesses momentos difíceis. Isso é amizade. É não julgar. Boa. É acolher. Uhum. Amizade acolhimento. Eu acho que a gente sempre tem que acolher. Exatamente. Principalmente nos momentos difíceis. Eh, muitas vezes o teu amigo, ele quer só colocar para fora e muitas vezes a gente não tem a solução, né? Uhum. Tem. Ah, meu pai faleceu, você não vai trazer o pai dele de volta. Por mais que você fale, né? Então, você dá o ombro, você acolhe. Olha, tô aqui do teu lado. Quando a gente fala de acolhimento, Fernando, tem essa questão da escuta ativa, né? A gente sabe falar bastante, mas a gente às vezes não sabe ouvir. Qual que é a diferença de ouvir e escutar um amigo? Você pode explicar pra gente? É, eu acho que a gente tem que procurar sempre entender e se colocar no lugar do outro, né? Eu eu acho que a gente tem que ter uma escuta bem atenta ao que o outro tá falando. Sempre eu coloc tento me colocar no lugar do meu paciente para entender o que ele tá falando e acho que a amizade é igual, a gente tem que primeiro acolher, né? Então é importante a gente se saber essa diferença, né, de ouvir e escutar e também não julgar, né? que de repente a pessoa ela quer, como o Fernando pontuou, é um ponto de apoio, ela quer um acolhimento naquele momento. Ela não quer ouvir você falar, ó, por conta disso aconteceu isso e a solução é essa. Não, é simplesmente ela quer colocar para fora, né? Ela precisa falar e ser ouvida. Desculpa te interromper, Vanessa. Eh, o Freud falava da limpeza de chaminé, lembra? Conta pra gente da limpeza de chaminé. Então, Fernando, como é que é isso? Pode falar, não conheço. É quando o Freud começou lá com Charcô, né? Então ele tava começando e e não tinha uma sessão estruturada ainda, né? Ele tava começando ali, né? Então o paciente sentava lá, deitava lá no divan, falava, falava, falava e o Freud ouvindo aí terminava a sessão, o paciente levantava e falava: "Nossa, muito obrigado, você me ajudou muito". Aí o Freit falava assim: "Mas eu não falei nada". Uhum. "Eu só escutei". Exato. Aí ele falou assim: "Poxa vida, só o fato do paciente falar, colocar para foraum toda aquela dor, eu só escutei, eu só dei o colo, eu só ouvi." Aí ele chamou isso de limpeza de chaminé, que o paciente limpava o chaminé, né? Humum. Perfeito, excelente. E e é isso que a gente precisa aprender a fazer, não só nas amizades, mas no nosso dia a dia, no nosso cotidiano, eh em casa, entre família, a gente precisa aprender a ouvir, né? Rem Alves tem um um texto maravilhoso da escutatória, né? E o problema é esse, é encontrar alguém que queira te escutar, porque as pessoas querem falar, né? E querem falar o que ela acha. O que ela acha ela guarda pra mãe dela, pro amigo dela, né? E esse é o problema, é o dilema, né, de você encontrar alguém que realmente vai lhe ouvir, né? Eh, mas os amigos eles são generosos, né, de verdade. A gente é generoso. Quando você vê que seu amigo não tá bom, eh, a gente, eh, recebe ele de braços abertos, né? Essa é a nossa finalidade. E é gostoso acolher os amigos também, né? Porque é um colo que a gente se reconhece ali, né? um lugar absolutamente seguro e um lugar que a gente quer estar. Então é é prazeroso cuidar de amigos também. Ai, excelente, gente. Muito bom. E você aí de casa tem amigos assim íntimos, né, que fazem parte aí da sua vida, do seu cotidiano? Manda pra gente a sua mensagem, o seu depoimento ou então a sua dúvida. os nossos profissionais, psicólogos vão responder. Você aproveita esse momento de interatividade, né, de você aí de casa com os profissionais, os nossos entrevistados aqui do nosso estúdio Câmara desta terça-feira, onde a gente tá falando de amizade íntima. falamos aí eh de amizade entre homens e primeiro explicamos sobre a amizade, depois eh eh da amizade entre homens e mulheres. Falamos também da questão desse ponto limite, né, da gente aprender a dizer não para um amigo, né, de ouvir o amigo, de escutar o amigo com o coração mesmo de verdade. E aquela questão aí de emprestar dinheiro, acho que a Vanessa pontuou algo muito importante. Se você tem, se você é amigo de verdade e a pessoa tá precisando e ela, ela vai te pedir emprestado, óbvio, né? vai te pedir emprestado. Se você tem, vai lá e dá de uma vez, porque é teu amigo. Então, se é teu amigo, você não tem que emprestar, você vai dar. Se você pode, tá aqui, colega, pode levar, né? Não se preocupe. E essa pessoa é automático, né, Fernando? porque daí ela vai suprir a necessidade dela no momento e aí depois quando ela puder ela vai repor sem que eh isso seja tem aquele compromisso do empréstimo que isso não funciona nas amizades. Isso pode colocar em cheque sim a nossa amizade. Agora eu quero pontuar algo bem assim sensível que a gente fala de amizades e a gente tem relatos, né, de amizades de pessoas, de casais que acabam eh um entrando na vida do outro e aí essa amizade acaba de uma forma eh drástica, né, onde ocorrem aí traições, situações que que deixam marcas profundas, né, na vida das pessoas. Quais são os cuidados, Fernando, que a gente deve ter em relação a a essas amizades assim, eh, casal que que são amigos de longa data e que acabam se aproximando e tem aí uma relação íntima, viajam, passeiam eh passam dias um na casa do outro, churrasco, aquela amizade gostosa, aquela conexão gostosa mesmo, mas que a gente precisa estar atento. a gente tem que estar atento com essas amizades ou o que que acontece? A gente tem que tomar aquele cuidado, né? Tem gente que fala: "Ó, cuidado, hein? Cuidado, tá? Tá indo demais na sua casa, toma cuidado com isso." E aí, até que ponto? O que que a gente deve observar para ter certeza que realmente essas pessoas que estão conosco ao nosso lado são nossos amigos? Quando a gente fala de casal? Bom, eu acho que o casal eh, primeiramente ele tem que se respeitar. Se eles estão juntos, é porque eles se gostam. Mas independentemente disso, é muito importante que o casal tenha a sua individualidade também. É muito bom sair com amigos, mas é muito bom também sair você só e a sua companheira ou seu companheiro, né? A gente tem que cultivar a nossa individualidade e saber respeitar o outro também, né? Eu acho que a gente precisa tomar sim um certo cuidado, mantendo a nossa individualidade, mas é saudável a gente ter casais amigos, mas depender de um casal só, eu acho que sobrecarrega muito a a relação. Eu acho que a gente tem que ter casais, amigos. Um casal. Eu acho que uma coisa só, eu gosto de diversificar. Acho que a gente tem que ter vários amigos, não depender de um, porque sobrecarrega isso, isso, né? A amizade fica sobrecarregada. Uhum. E acho importante também dizer que a diferença entre o remédio e o veneno é a dose. Au, é verdade, né? É a dose. Então assim, gente, tudo que é demais cansa. É exaustivo ter uma pessoa na sua casa 24 horas por dia. Deus me livre e guarde. Então assim, é importante porque a gente precisa precisa desse respiro, desse momento, né? Então, é importante ter amigos queridos, mas é importante você ter a intimidade da sua casa. E se essa intimidade ela é ultrapassada por alguém que não sai da sua casa, o problema não é essa pessoa, o problema é você que não deu limite para isso, né? Então assim, você tá fugindo do quê, né? eh eh a sua vida tá tão insuportável que você precisa preencher ela a todo momento com interações externas e o seu momento eh a dois é dois, né? Ou até o seu momento sozinho também. Então, eh isso eh é é importante a gente considerar dentro das relações, porque eh tudo que é demais, gente, estraga, né? Então a dose ali saber dosar, esse final de semana foi incrível, mas eu não posso ter 52 final de semana incrível no ano, né? Eu quero minha casa sozinha, eu quero andar de chinelão, ficar à vontade, né? Enfim, é isso, gente. É o equilíbrio. Tudo na vida é o equilíbrio. É o segredo da vida é o equilíbrio. É o equilíbrio. Então, sem isso, não tem amizade que dura, né, gente? nem o superherói a fica cansativo. E nada é mais cansativo do que você ter uma pessoa disponível 24 horas para você, não é? A gente perde até o interesse genuíno naquilo, eh, se torna utilitário mesmo. Ah, ó, a qualquer momento eu tô achando que você tá ali para me servir, né? Não é assim, funciona. Excelente, né? A gente traz assim todos os programas a palavra equilíbrio cai. Não adianta, se você parar para analisar, todos os programas tem a palavra equilíbrio. E aí a gente fala de amizade, a gente tá dizendo aqui da amizade, aquela amizade mais assim, mais mais conecta, aquele negócio assim mais íntimo, né? Aí as às vezes as pessoas falam assim: "Ai, gente, mas amizade, né? trazer um tema amizade pro programa de comportamento. Cada um faz e vive a sua amizade da forma que bem entende. Fernando, essa esse tema, amizade, ele entra também no consultório para você? Como é que é? Tem discussão? Tem ali, eh, pessoas que que buscam a terapia por conta de amizades? Isso é importante? Sim, é importante porque às vezes a pessoa ela se torna dependente do amigo, ela precisa da validação do amigo para alguma coisa, como se aquele amigo fosse o guru da vida dele. Uau! Então, quando o amigo não valida, ele: "Nossa, mas será que eu tô certo?" Ou o que é pior, ele faz as, o amigo pede as coisas para ele, ele não quer fazer, mas ele faz para não perder o amigo. Uhum. Entendeu? Então, mais uma vez, o equilíbrio. Você tem que saber dosar as coisas. Você não pode se tornar dependente do seu amigo. É, eu pergunto questão de consultório. Por quê? Porque a gente vive aí na nossa realidade, vocês têm uma visão diferente da vida, né? Porque vocês estudaram para isso. E às vezes a gente pensa que amizade, poxa, a amizade vai me levar até uma terapia, até um consultório, né, com um psicólogo. Você, Vanessa, qual que é a sua avaliação e como é que é seu dia a dia? Tem ali questões de amizade que chegam até você sempre. Mas é importante dizer que a amizade é uma construção e uma construção longa, né? Então a gente não pode chamar todo mundo de amigo, né? Tem gente que fala que eu tenho 25.000 seguidores, eu não tenho 25.000 amigos, nem eu não conto na palma da mão. Então assim, amigos é o estreito da sua vida, é a intimidade da intimidade. Isso é para poucos e esse lugar não pode ser ocupado por muitos mesmo, né? Eh, são eh pessoas especiais. E eh engraçado que quando a gente é criança, você recebe os valores ali da sua família, né? Você falou: "Ah, família não ocupa o lugar da da do amigo". Então, a família passa os valores paraa criança. À medida que ela cresce, eh, a, essa é a agência primária, né? Família, espiritualidade e escola. Então são os primeiros valores que entram na pessoa a medida que ela vai chegando na adolescência, né, 10, 11 anos, porque a criança só aceita aquilo que é dito para ela, né? Uhum. Ela começa a conhecer outros valores que vem dos meios de comunicação, que hoje é o celular, né? Das celebridades que transmitem ali os pseudos valores, né? E amigos. Os amigos eles são uma referência de valores. Então ele vai comparar o que que tem que acontece na casa dele com o que acontece na casa do fulano. E daí ele fala para você assim: "Ah, mas a mãe do fulano, a mãe do fulano, a gente fala a mãe, ah, ah, mas todo mundo, você não é todo mundo, então as mães, mas então ele começa a comparar esses valores e daí ele mesmo cria os deles, entendeu? E esses valores que ele criou, que vem das agências primárias, secundárias, ele vai encontrar eh pertencimento com alguém, aderência com outras pessoas. E isso, gente, é é raro, né? É, amizade é uma coisa rara. Escolher uma pessoa que torce pelo seu sucesso, gente, isso é especial demais, né? Então assim, se você tá chorando, eu enxugo qualquer um enxuga suas. Você sai ali qualquer anônimo. Agora, torcer pelo seu sucesso, a pessoa que te quer bem mesmo, né? Então a gente não pode chamar eh vulgarmente todo mundo de amigo. Eu tenho conhecidos, né? Conhecidos também frequentam nossa casa e tem família que ela tá até abaixo da da escada de amigos, né? tem familiar invejoso, tem familiar que, né, depois encontra ali e e muitas vezes a a família ela é constituída não consanguiniamente, né, mas pelo laço de amor que nos une. E isso é especial. E eu acho que essa é é a função que os gregos chamam, né, de eh filia, né, que é aquele amor de amigo, né? É, é tão especial isso. Isso existe, né, há séculos e é objeto de pensamento e de estudo do comportamento humano, porque nos faz falta ter esse tipo de amor na nossa vida. Então, é um amor que a gente tem que construir eh dia a dia. Muito bem. Você já falou pro seu amigo eu te amo hoje? É, é. Ah, mas eu não falo eu te amo pro meu amigo. Se você não ama, de repente não é seu amigo, é seu colega, né? a gente precisa eh eh entender e e saber que os amigos eles se amam e e os amigos sim, a gente conta aí na palma da mão, né, nos dedos aqui. Cinco. É isso mesmo, mais ou menos. É, tá, tá bom. De amigo, né? Aí depois colega e tal, aí vai se embora. Agora, Fernando, amigo de trabalho, pode virar esse amigo que a gente tá falando aqui, como que a gente faz para poder equilibrar o estress do trabalho e a amizade gostosa que a gente tem fora do trabalho? Isso é possível equilibrar essa amizade realmente existe? Olha, ambiente de trabalho, eu prefiro que a pessoa trabalhe. Muito bom. Mas sim, pode acontecer sim por afinidades. É. às vezes os valores. Então assim, obviamente que pode, mas a gente não pode misturar, né? Ambiente de trabalho, o que tem que prevalecer é o profissionalismo. Você tem que ser profissional acima de tudo. Uhum. E quando você é amigo, você tem que saber mesmo o teu amigo dentro do local de trabalho. Se ele errar, você tem que falar: "Olha, você errou. Você tem que ser sincero, você tem que ser honesto." Uhum. Não precisa ter muito cuidado nessa relação. Eu eu eu penso um pouco diferente, porque eu construí grandes amizades por lugares onde eu passei e tenho um amigo de mais de 20 anos que eu conheci num ambiente de trabalho. A gente fica muito tempo ali, né? Muito tempo. Então, acaba existindo admiração. E também me casei com um homem que eu conheci no trabalho, né? E então, ah, eu acho que o ambiente onde a gente tá, eh, ele não é determinante. Você pode fazer amigo na igreja, você pode fazer amigo em qualquer lugar. Ã, o que vai eh, dar o tún, né, da veracidade disso é a lealdade, né? Eh, é a maneira como a pessoa se comporta diante de qualquer coisa que acontece na sua vida. Se você foi mandado embora por justa causa, né, e a empresa estava correta e e essa pessoa ainda assim lhe estendeu a mão, falou: "Ah, você errou, né? Bola paraa frente, né? Reconheça o seu erro." Então, essa pessoa tem um lugar na sua vida para ser amigo, não passou a mão na sua cabeça, não, né? É, é, é raro, raro, mas existe isso. É, a gente tem que cuidar, porque esse negócio de amigo aí, às vezes a gente acha assim, né, que é amigo, ah, aceita tudo e o amigo só vê o lado bom das coisas. Não, o amigo verdadeiro, ele vai apontar os seus defeitos e para ele tá tudo bem você ter defeitos, mas ele vai apontar para que você melhore e corrija. Mas se acaso você não melhorar ou não corrigir, ele continua sendo seu amigo. Então essa é a amizade verdadeira. Não espera que o amigo fica te bajulando, passando a mãozinha na sua cabeça, porque aí você tem que ficar com o pezinho atrás, né? Não, Fernando? Sim, é isso mesmo. Concordo com você. Muito bom. Agora 851. Produção tá falando que a gente tem algumas perguntas, então são duas para cada. É isso, temos quatro aí. Então, tá certo. Vamos lá, então, pessoal, interagindo com os nossos entrevistados. Vamos saber quem é que tá com a gente e o que vem lá do nosso telespectador. A Juliana Nogueira do Taquaral. Com o tempo percebo que amigos se afastam sem grandes motivos. É natural ou sinal de que não estamos cuidando bem das relações? Fernando, vamos responder a Juliana. Eu acho que é natural. Às vezes os nossos amigos, né, principalmente na juventude, eles casam para outras cidades, para outros estados, para outros países, né? Então é natural, embora eu concorde com a Vanessa que a gente tem que telefonar de vez em quando. Ô, tô tô vivo, como é que você tá? Tô bem. Mas obviamente é um afastamento pelo ritmo da vida, né? Momentos diferentes de vida, né? Então é natural sim. Muito bem. É, não que você não esteja cuidando bem, né, da relação, mas como pontuaram aí os nossos dois entrevistados, é natural, gente, essa rotina muito doida. Hoje você tá aqui, amanhã você tá lá e a vida segue, a vida segue seu ritmo. Os amigos às vezes vão ficando pelo caminho. Mas que legal hoje a gente poder nos conectar com os nossos amigos que estão pelo caminho e aí vem aquele cuidado, aquele carinho, aquela atenção que faz você manter essa amizade. 8:53 pode colocar na tela mais uma produção por gentileza. Vamos lá. A Daniela Costa do Nova Aparecida. Sinto que as redes sociais fazem parecer que todo mundo é amigo de todo mundo. Ah, e como, né? Isso enfraquece as relações reais. Daniela Costa, vamos lá, Vanessa. Essa rede social, ela enfraquece a a a amizade real ali, frente à frente, física. Ela pode trazer uma percepção errada do que é amizade, que eu acho que e esse é o lado ruim das redes sociais, né? Veja, eh, a minha experiência ela altera a percepção da realidade. Então, eh, se todo mundo nas redes sociais são amigos e a pessoa mostra ali um recorte da vida dela, né? Ela mostra o que ela quer. Então, eh, eu acabo olhando para aquela amizade, falo assim: "Nossa, o Fernando é meu amigo, mas ele tá com ela, ele tá com ele não me chamou, ele não sei o qu, ele não sei." Então, né? No outro dia ele tá num restaurante com outro grupo, contra o grupo. Então assim, não é assim, né gente? Ali você tá mostrando que você quer mostrar. Às vezes você foi nesse restaurante faz seis meses, tá mostando ali, né? Então sem dúvida assim, eh não nortei sua amizade pelas redes sociais. Esse é o o critério. Não nortei. O que você não deve fazer é isso, né? A amizade, amizade, redes sociais é uma vitrine, né? É uma vitrine ali de disposição que a gente posta que a gente quer. Exato. Isso mesmo. E a rede social ela deixa a gente bem confuso, né? Porque você tem 5.000 amigos lá em uma rede social. Nossa, tem gente que tem lá eh 32.000 amigos. Gente, mas quanto amigo vocês têm, né? Tem gente até que compra amigo, né, Fernando? É o interessante que colocam lá amigos, né? Quantos amigos você tem? Não tenho amigos ali. É, exatamente. A gente precisa cuidar com esse negócio de rede social, que isso faz aí uma inversão de valores, gente. Vamos lá. 855. Mais uma pergunta pra gente, produção, pode colocar na tela, por favor. Vamos lá. Estamos falando das amizades, né? Amizade íntima. até que pontos tem limite. E ó aí, ó, a gente descobriu que a gente pode falar não pro amigo, que a gente não precisa emprestar dinheiro pro amigo e que a gente vai dar o dinheiro pro amigo se ele estiver precisando. E aí depois, se ele é teu amigo, ele vai te devolver e tá tudo bem. Olha só que legal essa eh essa colocação que apareceu aqui no nosso programa pra gente poder agora, a partir de agora, né, fazer esse manejo pra gente sustentar as nossas relações. A o Lucas Menezes do Jardim Chapadão, quando o amigo aí, ó, pede ajuda financeira, fico dividido entre querer ajudar e não me envolver. Hum. Como dizer não sem parecer insensível? Bom, a gente já falou sobre isso, Lucas, mas o Fernando vai e eh falar novamente para você e te dar uma super dica. E eu falei agora também, mas o Fernando, nosso psicólogo, vai falar de uma forma psicológica, né, para você trabalhar aí essa questão de dizer não, sem parecer insensível, Fernando. Bom, Lucas, é super normal você sendo amigo, né, você se sensibilizar com a demanda do teu outro amigo, né? Então você tá sensibilizado, poxa, ele tá precisando de dinheiro, mas você tem todo o direito de falar: "Não, eh, agora como que eu não vou machucar o meu amigo?" Você tem que falar pro seu amigo primeiro entender, né, a a demanda dele, procurar acolher, mas fala: "Olha, infelizmente eu não vou poder te emprestar". E ser bem enfático, né? Lógico, falando num tom aceitável como colega, como amigo mesmo, mas falar num tom amigável, num tom carinhoso, mas num tomegociável, você tem que deixar bem claro para ele que não é não, porque senão o seu amigo vai achar que esse não pode ser um não negociável, daí ele vai ficar insistindo. Então você tem que ser bem enfático e explicar as razões do não. E o não, como a gente já falou aqui, é um direito não tenha medo. Fale não. Exatamente. Ou então vai e dado de uma vez, né, o dinheiro e aí se depois ele te devolver, tudo bem. E se ele não te devolver, tudo bem. Mas não dê achando que ele vai te devolver, porque se ele não te devolver, vai te frustrar. E aí vai colocar em cheque essa amizade também. Gente do céu, vamos trabalhar melhor a gente trabalhar, cada um ter dinheirinho, né? Né? Mas enfim, se acontecer, né? Eh, vamos ter empatia, porque já que é nosso amigo, a gente eh eh pode favorecer isso, esse favor aí eh eh oferecer esse valor pro amigo e aí deixa como está e mais para frente com certeza ele vai te devolver se ele for seu amigo, né? E se ele não for, aí quem sabe não tem essa essa questão. Ô gente, olha só, cena de uma coisa, é bem delicado eh eh essa fala, né, de amizade e e quando a gente coloca faz as pontuações aqui, parece ser fácil, né? Ah, faz isso, ah, faz aquilo. Mas olha, tem que ter aí uma maturidade, tem que ter o equilíbrio e tem que ter um autoconhecimento, né, para você usar as palavras certas e para você se colocar também no lugar do outro, se é que esse outro é o seu amigo e você não quer magoar. Então, a gente tem que ter aí um equilíbrio para lidar com a amizade também. 8:58, a última pergunta, por favor. A gente já vai paraas considerações finais. E nós estamos aqui com Fernando, com a Vanessa, estamos falando das amizades, né? Amizade da fase adulta, gente. Eh, eh, essa questão aí de afeto, de limite, né? E maturidade, afeto, limite e maturidade. A gente precisa ter o equilíbrio nesses três pontos. Tem mais, produção? Se tiver, pode colocar. Se não tiver, me avisa aqui que a gente já vai então pras considerações finais. Opa, tem mais uma. A Larissa Prado do Jardim Proença. Com a correria da vida adulta, parece que as amizades ficam em segundo plano. Como manter laços fortes mesmo com pouco tempo livre? A pergunta da Larissa Vanessa. A presença, né? A presença do coração. A gente não precisa ter exclusividade de amigos e nem eh ser presente fisicamente, mas você tem que cuidar como você cuida de uma planta. É muito importante sim a gente eh se importar com as pessoas. Essa é a palavra correta, né? Quando você se importa com alguém, você quer ter notícia dela. Se você não se importa, você tanto faz, né? Tanto faz. Aquela pessoa que eu ouvi há 20 anos, como agora, se você gosta de alguém, é difícil a gente ficar sem ter notícias. E isso é importante que ela saiba. Então, eh eh a sua ligação é importante, a sua mensagem é importante, eh aquele momentinho que você tem livre, ligar para essa pessoa e falar assim: "Tô com saudade das nossas conversas, né? Tá corrido, mas tô aqui. Te amo. Beijo. É isso. Ai, que lindo, gente. É assim. E com essa mensagem da Vanessa, a gente vai encerrando o nosso programa de hoje, né? É, e como eu falei, a amizade na fase adulta é um encontro, né, entre maturidade, afetos e limites. Então, quando esses três elementos se equilibram, né, surge aí o vínculo que sustenta as nossas amizades. Eu quero agradecer o Fernando, né, que que participou com a gente aqui, trouxe pontos bem interessantes pra gente rever no programa que vai ficar no YouTube, já está lá disponível. Você pode repassar esse programa pro seu amigo, falar assim: "Olha, amigão, olha só, tem dois psicólogos falando sobre a nossa amizade. Dá uma olhada aí, vê que que você acha." Tá bom, Fernando, muito obrigada pela sua presença. A gente sabe que é corrido e a gente tentou trazer o Fernando aqui em G, mas foi uma luta e a gente conseguiu. Então, gratidão, obrigada por ter vindo. Obada, eu que agradeço a presença. Maravilha. Vanessa, obrigada mais uma vez pela sua participação, pela sua presença, pela entrega de conteúdo maravilhosa. Muito obrigada. Obrigada a vocês pela oportunidade. Muito bom. E você de casa, né? Não perca. Daqui a pouquinho tem a Íria, a nossa jornalista de informação eh inteligência artificial. Ia falar informação artificial. Ela traz informação, inteligência artificial. Então ela atualiza tudo, tudo, tudo, tá? Notícias aqui de Campinas, eh, estado de São Paulo, Brasil, mundo, ela vem chegando daqui a pouquinho com notícias atualizadas para você. Ao meio-dia, nós temos Câmara Notícia com Gabriel Castro, trazendo informações do legislativo e de toda a nossa Campinas. A programação da TV Câmara Campinas está excelente, feita com muito carinho e muita ética de todos os nossos profissionais, especialmente para você. Lembrando que ontem nós tivemos reunião ordinária, então hoje no Câmara Notícia você confere tudo que aconteceu na reunião ordinária, os projetos que foram aprovados, que vão para pra segunda votação. Então não perca, fique ligadinho na TV Câmara Campinas. A gente agradece mais uma vez aos nossos entrevistados e a pergunta que não quer calar, pai de Gabriel Castro. A gente falou, vamos falar no final, né, gente? O nosso psicólogo é o Fernando, ele é pai do Gabriel. E Gabriel Castro foi um menino tranquilo, né? Como é que foi? Deu muito trabalho na infância. A, eu falei assim, vamos perguntar, hein, Gabriel? Quebramos o protocolo aqui, ó. Tirei um sorrisão dele agora. Não, o Gabriel é um filho ímpar, um filho sensacional, um excelente pai, um excelente eh marido, é um filho que me dá orgulho, assim como também minha filha, eh, não tem o que falar, uma pessoa sensacional. Olha aí, gente, que legal, né, Gabriel? Homenagem do seu paizão aí para você. Claro que a gente precisava quebrar esse protocolo e falar aqui, né? Porque foi tão difícil trazer o Fernando. E aí o Gabriel falou: "Olha, eu acho que vai dar certo e a gente fica muito feliz". Então, mais uma vez obrigada a vocês dois. Vanessa, gratidão. Fernando, muito obrigada. E é isso, gente. Beijo grande. Uma ótima terça-feira para você. Fique bem. Amanhã nós temos estúdio Câmara e vamos falar sobre um tema importantíssimo, sobre esperar o diagnóstico ou intervir precocemente. Quando o tempo é essencial no desenvolvimento infantil, né? Cada vez mais famílias enfrentam aí uma longa jornada em busca de um diagnóstico para os filhos que apresentam sinais no atraso do desenvolvimento, dificuldade de fala, comportamento ou aprendizado. Mas enquanto o nome do transtorno não vem, o tempo passa e isso pode ser decisivo para o futuro da criança. Então, quais sinais devem alertar os pais e educadores para buscar ajuda profissional? Tudo isso e muito mais amanhã no estúdio Câmara a partir das 8 da manhã. Agora sim, entregando e você continue com a programação da TV Câmara Campinas. Beijo grande, fique bem e até amanhã. Ciao
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