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Estúdio Câmara | Promessas: esperança ou fuga? Como o cérebro reage
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Estúdio Câmara | Promessas: esperança ou fuga? Como o cérebro reage

23 views Publicado 26/02/2026 HD · 58:40

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🧠✨ Quem nunca fez uma promessa no calor de um momento difícil, só para aliviar a tensão? Ou repetiu aquela lista de metas que volta todo ano e nunca sai do papel? No Estúdio Câmara desta quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026, o tema é direto e necessário: o peso das promessas. Afinal, promessa é esperança… ou apenas uma válvula de escape? 🤔📌 ​ Neste episódio, a gente conversa sobre como promessas e metas mexem com a nossa estrutura emocional — e por que, muitas vezes, o cérebro sente um “alívio imediato” só de dizer “a partir de hoje eu prometo…”, mesmo sem ter começado a agir. Esse alívio inicial pode ser perigoso quando vira ciclo: empolgação no começo, dificuldade no meio, frustração no fim — e a repetição de tudo de novo. 🔁🧠 ​ Para aprofundar esse tema com uma linguagem leve e prática, recebemos dois especialistas: 👤 Victor Ceridono Couto — Psicólogo Comportamental, trazendo a visão da análise do comportamento sobre motivação, ambiente, estratégias e progressos reais. ​👤 Adriana Ribeiro — Terapeuta Sistêmica e Especialista em Desenvolvimento Humano, explicando como família, cultura, pertencimento e padrões emocionais influenciam o modo como a gente promete, se cobra e se culpa. 🌱🧩 ​ 📌 O que você vai ver nesta conversa: 🤝 Promessa x compromisso: quando a promessa vira rigidez e culpa, e quando ela pode ser um passo saudável de mudança. ​ 🧠 O cérebro e o “alívio” da promessa: por que nos primeiros dias parece mais fácil — e por que o desafio aumenta com o tempo. ​ ⚠️ Culpa e ansiedade: como promessas quebradas podem gerar sofrimento e até um ciclo de ansiedade, frustração e autossabotagem. ​ 📱🍺 Promessas “radicais” (jejum de telas, álcool, açúcar): quando o corte brusco pode gerar compensação e piorar o comportamento depois. ​ 🎯 Ajuste de expectativa: a importância de metas progressivas, possíveis e compatíveis com a sua rotina real. ​ 🏆 Pequenas vitórias: como celebrar avanços diários e ter autocompaixão nos dias em que não deu certo, sem abandonar o caminho. ​ 💬 O episódio também responde perguntas do público sobre sinais de ansiedade, confiança em si mesmo depois de “falhar”, promessas de Ano Novo e como começar um processo real de autoconhecimento — que não tem fim, porque a vida muda e a gente muda junto. 🌊🧠 👇 Agora é com você: qual promessa você já fez para si mesmo e ainda não conseguiu cumprir? E qual pequena vitória você pode celebrar hoje? Comenta aqui! 💬✨ 👍 Curta, compartilhe e se inscreva no canal para acompanhar mais episódios do Estúdio Câmara! 🔔📺 Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, muito estamos chegando com o Estúdio Câmara hoje, quinta-feira, né, dia 26 de fevereiro já. E o nosso tema de hoje é algo que mexe com a nossa estrutura emocional e muitas vezes a gente nem percebe. Nós vamos falar, gente, do peso das promessas. Quem nunca fez uma promessa no calor de um momento difícil apenas para aliviar atenção ou aquela lista de metas, né, que se repete ano após ano e nunca saiu do papel. Afinal, promessa é esperança ou apenas uma válvula de escape? Esse é o nosso tema de hoje, promessas. Então, gostaria que você participasse com a gente nosso WhatsApp já na sua tela, nossa produção apostos para receber aí a sua pergunta, o seu comentário. Diz pra gente qual promessa você fez para si mesmo e ainda não conseguiu cumprir. Ou então, você já cumpriu alguma promessa ou você tem dúvidas sobre isso? Converse com a gente. Nossos convidados já estão conosco. Daqui a pouquinho vamos apresentá-los. Enquanto você vai mandando a sua mensagem, a gente vai atualizando algumas informações do legislativo e vamos então. A Câmara Municipal de Campinas tá promovendo um curso permanente de parentalidade responsável com o objetivo de estimular a participação ativa no desenvolvimento das crianças desde a gestação até a primeira infância. A iniciativa tem como base a Lei Complementar 314 de 2021, que regulamenta a ampliação da licença paternidade. O curso é gratuito e aberto para toda a população. Servidores públicos podem utilizar a formação para solicitar a extensão da licença paternidade e carga horária do curso eh de 20 horas, tá? e é ministrado por professores da Escola de Governo e desenvolvimento do servidor e também da Escola do Legislativo de Campinas, a Elecamp. O curso será na modalidade à distância, né, o EAD. O conteúdo é dividido em cinco módulos: introdução à parentalidade responsável, parentalidade afetiva e ativa e também compreendendo a saúde materna e o período gestacional, desenvolvimento infantil na primeira infância e entre pais e filhos, histórias que inspiram. As inscrições podem ser feitas a qualquer momento pelo site campinas.sp.leg.br/ br/institucional/elecamp/cursos palestras, curso gratuito para você aí, aproveite. E mais informação chegando para você do legislativo, porque hoje eh, às 19:30 e 7:30, a Câmara de Campinas vai sediar um evento sobre doenças raras. O objetivo é ampliar o debate, a conscientização e o apoio aos pacientes e familiares, reunindo especialistas, representantes de instituições e sociedade cívil. As doenças raras são condições crônicas, progressivas e degenerativas que afetam até 65 pessoas a cada 100.000 habitantes. Estima-se que existam entre 6 a 8.000 tipos de doenças raras, sendo 80% de origem genética. No Brasil, cerca de 3 milhões de pessoas convivem com essas condições, muitas vezes com o diagnóstico tardio. O evento é uma iniciativa do vereador Luiz Rossini, presidente da Câmara, e conta com o apoio do Correio Popular e também do Paica, o programa de atenção integral à criança e ao adolescente que atua na área do autismo. Você pode participar presencialmente lá no plenário da Câmara, tá bom? Participe. Previsão do tempo para hoje. Vamos lá, né? Nós temos aí uma previsão de temporal para hoje, gente, de acordo com o clima tempempo. Hoje nublado com chuva, agora de manhã, a tarde contemporal, tá? E à noite previsão é de muita chuva, mínima de 21, máxima de 27º aqui na metrópole. Muito bem, vamos então ao nosso tema central, apresentação dos nossos convidados. Hoje a gente fala sobre as promessas, até onde as promessas realmente moldam quem nós somos. Será que eh são apenas palavras ou compromissos? Pactos e declarações moldam e definem o nosso caráter? Será eh que uma promessa feita a si mesmo ou ao outro ou até naquele âmbito divino e espiritual faz a diferença? o quanto isso realmente direciona as nossas escolhas ou serve eh para acalmar a nossa consciência num momento de aperto e quando a promessa deixa de ser um degrau para o futuro e passa a ser uma âncora que nos aprisiona na culpa. É sobre essa linha tênue entre propósito real e ilusão emocional que vamos conversar agora. Então, para entender se a promessa é um remédio ou um veneno pra nossa mente, a gente convidou o psicólogo comportamental Víor Couto, vai conversar com a gente sobre promessa. Seja muito bem-vindo. Bom dia, Víor. Bom dia, Suzane. Bom dia a todos. Eh, primeiramente eu gostaria de agradecer a oportunidade de vir falar de um assunto tão presente na vida de muita gente, né? Exatamente. Eu acho que vai dar um um diálogo bem bacana. Exatamente. Muito presente, principalmente nós estamos aí nesse período de quaresma, né? Aí para, olha só, completar aí a nossa dupla de hoje, pelo Zoom, nós recebemos a psicóloga Adriana Ribeiro. Ela é terapeuta sistêmica e especialista em desenvolvimento humano. Adriana, seja bem-vinda. Bom dia. Bom dia. Bom dia. Agradeço o convite. É uma honra estar aqui. Honra é toda nossa de receber vocês especialistas, né, na saúde mental que vão nos direcionar, nos ensinar o que significa e como eh nós nos comportamos diante das promessas. Então, a gente já começa com você, Víor. A gente vai direto ao ponto. Por que que o nosso cérebro ele sente um alívio imediato quando a gente faz uma promessa, mesmo sem ter começado a executar a o fato prometido. É verdade que o cérebro se engana achando que o problema já foi resolvido, só porque a gente deu a nossa palavra a partir de hoje, eu prometo tal coisa. E a partir daquele momento que você falou, você já começa a sentir uma sensação de alívio, podemos dizer assim. Eu acredito que sim. Eh, normalmente a promessa é feita sobre algo que não agrada a pessoa, alguma dificuldade. E no momento que ela faz a promessa, ela acredita que essa dificuldade vai ser resolvida. Sim, né? Então, ela já começa a ter uma motivação para eh iniciar o processo da promessa. Muito bem. E o nosso cérebro, ele vai responder de uma forma positiva, nos trazendo uma sensação de conforto e alívio. Tipo assim, mesmo não conseguindo executar ainda, eu acredito que já consegui. É isso, né? Isso. Principalmente nos momentos iniciais, né? Hã, porque o comum é a promessa ficando mais difícil conforme o tempo vai passando. Exato. Então, desde o momento que eu fiz a promessa e nos primeiros dias ainda tá fácil, porque eu ainda não me deparei com as dificuldades eh de alguma privação ou de algum comportamento que eu tenha que fazer mais vezes. Excelente. Vamos lá, Adriana. Olha só, eh, muitas vezes a gente promete algo para alguém só para parar de sofrer uma pressão ou acabar com uma briga, uma situação que não é confortável. E aí isso também é uma forma de promessa, né? Ou então isso é uma defesa, uma mentira social, porque são vários tipos de promessa, né, Adriana? Sim. Eh, o problema da promessa é em que condições essa promessa ocorre. Uhum. Se ela vem com baseada em culpa ou é é uma questão de comprometimento, uma questão de reorganização de si. Se vem com culpa, ela vem com com peso. E às vezes esse peso eh não é só dela, do sistema familiar dela que foi aprendeu que é necessário sempre sofrimento, eh comprometimento no sentido de dever algo ao outro e aí eu entro num lugar que é muito pesado. Uhum. Exatamente. Agora a Adriana trouxe muito bem essa questão de comprometimento, né? Porque tem uma diferença entre prometer e comprometer. Aí o esforço diário de mudar de hábito, Vittor, exige muito mais do cérebro do que a empolgação inicial da promessa. Você trouxe isso pra gente, né? E com o passar dos dias, eh, a promessa que nasceu de uma motivação, de uma empolgação, acaba diminuindo essa empolgação, essa motivação, porque não houve aí um planejamento real para o esforço diário, né? Então, a importância da gente analisar eh como o nosso cérebro ele vai se desenvolvendo no decorrer dos dias, no passar do tempo dessa promessa. E aí vem as sensações diferentes, né, as emoções diferentes da empolgação dos primeiros dias. Explica pra gente isso. Eu eu acho que foi muito interessante que ela falou. Aham. Porque o contexto da de que é feita a promessa também muda. Uhum. Se a promessa é feita por uma pressão social da família ou da sociedade que não tem a ver com que o indivíduo acredita, que o que o indivíduo deseja, Uhum. é muito mais difícil, certo? E normalmente ela é feita de forma mais rígida. Uhum. Agora, quando o indivíduo se compromete a alguma coisa que ele realmente deseja, eh, pro desenvolvimento dele, a promessa tem que ser feita também com algumas estratégias. Ela não pode ser tão rígida. Uhum. Ela tem que ajudar ao indivíduo a se desenvolver, desenvolver a capacidade de se comprometer, de tomar decisões e de fortalecer o próprio self. Uhum. Eh, se é feito de maneira muito rígida, ele não vai conseguir. E aí tem um efeito oposto, sim, né? Ele fica se sentindo culpado e fica mais fragilizado ainda. O sofrimento aumenta ainda mais. Olha aí. Então, acho que eu acredito que o principal é ter certa estratégia e um autoconhecimento do que é possível ou não. Verdade. Exato. Porque não adianta você prometer algo que você sabe que de repente você não vai cumprir, né? Você tem que ter o autoconhecimento. Mas aí veio aquela questão, a promessa não é algo ah que eu preciso eh me desafiar. Ela precisa ser assim. E isso precisa ter um desafio, mas um desafio que eu consiga executar, né? O que acontece normalmente nas promessas, nas metas, é que o desafio é irreal, ele tá acima da capacidade do indivíduo de eh executarm e isso traz mais sofrimento ainda, né? Hum. E aí ele se frustra e não consegue. E muitas vezes quando ele fura a promessa, né, ele sente tão culpado que ele aumenta o comportamento que ele se propôs a diminuir. Poxa vida, né? Então aí eu não posso comer determinado alimento, vou ficar um tempo sem. O dia que eu como, eu me sinto tão culpado que eu falo: "Não, agora vou até me punir." Uhum. E comer mais do que seria o normal, né? Sim. Exatamente. E aí ele entra num ciclo vicioso. Olha isso, gente. Interessante demais a gente falar sobre isso, porque às vezes a gente fica nessa, né? Olha, eu vou prometo que não vou fazer tal coisa. Daí você consegue durante um período e aí depois que a sua promessa encerra, você vem e faz tudo de forma exacerbada, o que você eh se privou de fazer em determinado período, né? Então a gente precisa prestar atenção nisso. Agora, Adriana, você concorda, então, que quando a gente faz uma promessa para nós mesmos e aí a gente não cumpre, a gente tá se machucando, isso afeta o nosso amor próprio, a nossa segurança interna? O que que isso traz pro nosso dia a dia quando a gente tem a frustração de fazer aquela promessa e não cumprir a promessa? Eu adorei o que o Víor falou. verdade. Eh, depende de que forma eu gereia essa essa para que que acontece quando eu gero uma promessa, eu entro no cérebro e aciono eh a parte de autocontrole, de disciplina. Uhum. E isso tem muito a ver com questão de como você foi educado, com a forma da parte infantil, isso vai se desenvolvendo a tua parte adulta, né? E ao mesmo tempo eu entro naquela parte de gerar eh a dopamina, prazer, porque eu consegui, mas também o oposto. Eu posso, eu não cumpri, eu vou entrar numa questão de autocunição e aí, como ele falou mesmo, eu vou acabar comendo mais do que eu deveria. No caso de uma eh cortei o açúcar e eu vou verer aquilo descompensado porque entra como fosse uma punição. E aí eu começo a punir a mim mesmo e aí a eh entra no caso, começa a deixar de ser bom para ser ruim. O o equilíbrio e o autoconhecimento é que faz toda a diferença. Quando estou com consciência, eh, fica bem melhor. Exatamente, né? ter consciência sobre o que nós vamos fazer agora, quando a gente fala em ritos de passagem, como a gente tá na quaresma, né? Esse período é de 40 dias, ele funciona, Víor, como um gatilho psicológico de página em branco para algumas pessoas, né? O cérebro ele lida melhor com promessas que t um prazo determinado. No caso aqui o exemplo da quaresma, né? são 40 dias. Tem muita gente que a partir do período inicial da quaresma faz uma promessa e aí vai eh se comprometer durante 40 dias, né, a a se privar de algo e e quando tem um prazo determinado, eh, uma vez por ano eu faço a promessa de 40 dias não fazer tal coisa, o nosso cérebro ele ele lida melhor com com esse tipo de situação, de ação, já que tem um planejamento? Eu acho que sim. né? Eh, mas não é a regra, né? Uhum. Eu acredito que a quaresma, outras religiões também tíos de abstinência. Sim. Então, isso poderia ser visto até como uma certa sabedoria ancestral, né? Uau! Eh, que além da fé, tirando a fé, pode desenvolver no indivíduo a o comprometimento, a habilidade de lidar com situações eh de dificuldade, né? Uhum. Eh, porém isso também tem que ser calculado, porque se a promessa ela é muito restrita e eu não consigo cumprir, eu posso me sentir mais culpado e entrar naquele ciclo. Ciclo. Aham. Agora, vamos supor que é feito uma coisa que a pessoa realmente acredita que consegue, tá dentro da possibilidade dela e ela fura a promessa. O objetivo, o o mais correto seria, legal, eu furei, tá tudo certo. Vou tentar voltar e vou dar o melhor que eu consigo até o o prazo final e não abandonar. Uhum. Né? Porque aí a próxima vez que eu for fazer, eu vou tentar já me entender e fazer alguma coisa mais adequada com o que eu consigo. Excelente. Muito bom. Ô, Adriana, eh, nessa, nesse quesito de promessas com prazo determinado, né, que é o caso aqui que a gente pode falar que nós estamos na quaresma e aí é é um tempo em que muitas pessoas acabam fazendo, né, esse compromisso consigo mesmo que é a promessa. a gente funciona melhor nessas épocas de prazo determinado na sua avaliação ou então o que, né, esses esses eh momentos significam? Por que que muita gente se dispõe a fazer a promessa em determinados prazos que são estipulados? Já bem, eu gostei muito que ele disso, eu tô num ponto que eu eh eu comungulo igual porque eu sou consteladora também, né? sistêmica, eh, a gente tem uma lealdade muito forte ao nosso padrão familiar. Uhum. Então, se na minha família tem essa questão religiosa eh para eu me sentir pertencente e o pertencimento é algo muito forte no ser humano, eu vou, mesmo que eu não queira, eu entro nesse inconsciente coletivo da família. Então, é mais fácil em períodos eh como esse, né, como a quaresma, porque existe um histórico familiar, cultural, né, o coletivo sobrepõe individual de eu conseguir cumprir isso. Aí entra outra questão, se eu tenho esse comprometimento individual. E aí esses 40 dias, talvez eu não tenha essa facilidade, porque não é um compromisso realmente meu, é um compromisso mais numa uma questão da minha família, do meu sistema que tem esse esse culto, essa essa esse comportamento. Então, é muito é muito interessante que é necessário, ao meu ver, a gente ter realmente uns prazos definidos e como o Vitor falou que é perfeito, não conseguir um dia eu paro e depois volto. O problema é que às vezes a gente quer abandonar e é isso que vai vai saber como é que tá o nosso comportamento conosco mesmo, quanto a gente se compromete com a gente. Perfeito. Perfeito. Verdade. Agora, eh, é comum as pessoas repetirem as mesmas promessas, né, como vocês muito bem pontuar. De repente não consegui cumprir e vou lá e vou repetir. Só que isso vira um ciclo vicioso e a pessoa acaba nunca saindo do lugar. seria uma falta eh de vontade, falta de estratégia no comportamento. O que que por que às vezes a gente promete mundos e fundos, mas a gente não consegue eh se comprometer com uma pequena escolha da rotina? Percebe, Vittor? É comum isso porque daí eh se eu não conseguir cumprir a promessa, eu vou fazer de novo. Só que isso vira um ciclo vicioso. Quando é que a gente tem que se atentar que nós estão estamos vivendo a partir de promessas? Uhum. Eh, o maior problema é quando eu não consigo cumprir, certo? Que gera o maior sofrimento. Desde o momento que eu consegui cumprir uma promessa, mesmo que ela seja curta, eh, eu não posso repetir a mesma promessa. Aham. Eu tenho que tentar me desafiar mais, sim. Então, aumentar o prazo ou fazer mais coisas para eu ir criando essa resistência. Uhum. Então, eh, pessoas que vivem sempre de promessa e fazem sempre as mesmas promessas, mesmo que elas consigam cumprir num período curto, elas não vão ter tanta utilidade assim. Uhum. eh no desenvolvimento da capacidade dela de lidar com essa abstinência ou comprometimento mais a longo prazo de determinado comportamento que ela deseja eh adquirir. Uhum. Muito bem. Então a gente precisa eh trocar de promessas, né? Mais ou menos isso, porque senão se você fica fazendo a mesma promessa, as mesmas promessas, não consegue cumprir e faz de novo. Não, não, não cumpre. Tipo assim, o seu cérebro se acostuma com isso e acha que é tá tudo certo. E se você não conseguiu cumprir a promessa, então a próxima vez que você for fazer, é melhor fazer uma promessa mais ajustada à sua capacidade de comprimir ela. Então deixar ela um pouco mais fácil, porque depois que eu deixei ela mais fácil, aí eu vou conseguir cumprir. Eu sinto que eu tenho essa capacidade. próxima vez eu aumento um pouquinho a dificuldade e vou fazendo isso progressivamente e o nosso cérebro vai entendendo isso como recompensa e vai melhorando o nosso desempenho também. Isso, né? Porque isso seria muito parecido com qualquer atividade que a gente faz e nunca fez. Eu quero começar a correr, eu não vou conseguir correr de cara 42 km, né? Muito provavelmente eu vou correr 50 e 500 m. Nunca corri. Então você tem que ir desenvolvendo aos poucos. essa habilidade. Verdade. É isso, gente. Desenvolver aos poucos a habilidade. Agora a gente vai aprofundar um pouco mais eh, Adriana, essa essa questão eh de promessas sobre jejum, né? Jejum de telas, jejum de álcool, por exemplo, eh cumprir uma promessa de saúde, eh, fortalece a autoeficácia. a pessoa ela passa a acreditar mais na própria capacidade. E qual que é um ponto de alerta que a gente precisa se atentar nessas promessas um pouco mais desafiadouras, né, que é a questão aí eh eh que a pessoa vai eh se privar de algo que pode desenvolver nela abstinência, porque quando a gente falar de promessa, a gente vai de repente cortar. Então, tela, vou fazer uma promessa que eu não vou durante 40 dias não vou pegar no meu celular, por exemplo. É claro que é é um pouco difícil isso, mas eh esse corte brusco eh de algum tipo de promessa, ele pode acarretar em algum sofrimento? Eh, algo que chama atenção quando a gente diz eh respeito à saúde mental? Bem, eu acredito que sim, porque na verdade tudo que é brusco vai tentar depois voltar uma gerar uma compensação, né? A gente tenta depois buscar uma compensação. Então eu deixo de ver, por exemplo, o celular eu vou fugir para onde? Porque o cérebro funciona como gatilho. Se eu tô entrando na punição, né? Porque eu tô entrando num num vés muito rígido. E aí eu tô tentando negociar comigo, negociar com a vida. Eh, tudo que é muito exagerado vai gerar uma compensação externa, não tem como. E aí eu acho que aí é ruim no meu ponto de vista, porque eu vou acionar e inclusive na volta eu vou tentar compensar essa minha ausência, essa minha abstinência. Por isso que muitas vezes fazem dieta e aí eu faço dieta, tal, tal, acabou a dieta, eu compenso como mais o pai antes de comer. Então, na verdade, eu acho que é tudo com equilíbrio. A gente tá eh, a gente tem que procurar entrar no equilíbrio. Equilíbrio de que Vitor falou, eu não vou correr uma maratona. Eu não sei correr, vou que entre 500 m, então não vou fazer um jejum de dois dias. se eu nunca fiz um jejum, eu tenho que entender o meu corpo como funciona, tentar, e essa é auto percepção, como meu organismo eh percebe eh essa abstinência, porque se eu sentir muita desconforto, eu tô me punindo. Uhum. E por que que eu tô me punindo? E aí não é legal porque eu vou entrar com a conversação logo em seguida. Então não é bom nesse ponto de vista, porque eu vou gerar uma dívida comigo mesmo. Uhum. Perfeito. Exatamente. Uma eh pontuação bem interessante dessa questão, né, Víor, de dessa punição, porque quando a gente fala de algo assim mais delicado, no caso, falei das telas, agora eu gostaria de puxar pela situação, é, do álcool, né? A pessoa, a gente sabe, gente, que eh a pessoa que de repente faz uma promessa, ela tá acostumada com álcool e ela faz a promessa, ela vai cortar o álcool, mas por quanto tempo ela vai conseguir sem que isso gere, desencadeie um gatilho, né, que que dispare um gatilho, eh, de que ela de repente acabe com a promessa pela metade e volte a consumir álcool de forma exacerbada. Isso precisa ser olhado com muito cuidado, não é? Com certeza. Eh, exatamente. Esse é o um dos problemas dessas promessas rígidas, né? Uhum. Então, no caso do álcool, a pessoa se dispõe a ficar muito tempo e isso vai afetar outros fatores da vida dela, porque ela vai começar a descontar em outras coisas. Então, ela pode ter outras dificuldades em lidar com a família, lidar com os amigos. Então, eu acredito que a estratégia deve ser mais refinada. Eh, se eu não vou ficar em abstinência de álcool, eu posso me limitar a beber uma vez por semana, em determinado ambiente, certa quantidade. Eu não me privo totalmente, né? Então, acho que essas estratégias eh ajudam eh no comprometimento da promessa e no desenvolvimento da pessoa, né? Senão tem um efeito inverso. E aí ela extrapola e aí ela se sente culpada e aí ela sente que não consegue fazer nada e aí ela desiste dela mesma e acaba abusando cada vez mais do álcool. Exato. Pode ter o efeito inverso do desejado inicialmente. Muito bem. eh aquelas pessoas que se impõem de forma radical, né, e na primeira falha acaba desistindo, eh pode entrar também naquele ciclo repetitivo, né, eh, naquele ciclo de culpa, naquele ciclo de ansiedade. Você que faz análise de comportamento, Vittor, eh, dizem que promessas são apenas palavras que acalmam, né? O que realmente na sua avaliação faz alguém mudar? A palavra, né, ou a mudança do ambiente? Porque quando a gente tá falando de promessas aqui, tem desde a mais simples até as mais complexas, né? Eh, de repente tem pessoas aí que fazem promessas de algo que a gente não tem nem noção e é complexo demais. Agora, por quê? Porque a pessoa quer mudar, ela sente necessidade de mudar algo nela. Agora, será que é com ela mesmo? Quando que a gente deve perceber que algo, de repente a gente precisa mudar aí, que você quer mudar mediante uma promessa, isso faz parte de você ou do ambiente que você vive? Porque o ambiente também ele contribui para o nosso comportamento. Com certeza. o ambiente influencia muito o nosso comportamento. Eh, então eu acredito que tem que ter uma leitura do ambiente que eu convivo, né? Para criar essas estratégias. Se eu quero ficar sem beber um tempo, eu não vou frequentar o bar com os meus amigos todo dia. Exato. Então, não é só a promessa, é o comportamento também. É o comportamento, né? E conforme você vai adquirindo a capacidade de fazer, de cumprir as promessas e aumentando eh essa dificuldade de complexidade, você vai desenvolvendo esse repertório de compromisso com você mesmo, ao ponto de você não precisar mais fazer promessas. Você só se propõe, ah, pelo minha vida é assim, eu vou tentar ir para esse lado porque eu vou conseguir. Eu não vou precisar fazer uma promessa radical. eh, que vai gerar uma expectativa muito grande e possivelmente um sofrimento tão grande quanto Uhum. Porque não é só a pessoa que faz a promessa, que sofre, quem tá em volta dela também. Uhum. Se a pessoa tá em certa privação, ela começa a ficar mais irritada. Quem convive com ela no dia a dia vai sentir isso. Exato. O sofrimento vai pro pro entorno dela também, né? Hum. É verdade. É uma questão comportamental e social, se a gente for parar para pensar na complexidade da promessa, né, Adriana? Porque às vezes a gente pensa assim: "Ah, fazer uma promessa envolve só eu mesmo". Mas não. Se a gente para para analisar, você é social, então você convive com pessoas. Se você se priva de algo, o seu corpo vai reagir de alguma forma. E essa promessa ela se torna, ela se expande aí com o nosso social. nosso comportamento também. Concorda? Concordo. É, é o que tu falou. É verdade. Assim, o problema é assim, quando eu só consigo agir com promessa, isso reflete. Pode ser começar a observar que eu aprendi a me mover sempre sob pressão e não por consciência. Eu aprendi que eu preciso ter pressão para para fazer as coisas, né? eh, precisa ter uma regra rígida, eh, precisa sacrifício, então, e não por consciência. E aí isso talvez não funcione tão bem porque não está no meu self, né? Não é uma questão minha comigo mesmo. E é comportamental, sim. Imagina se eu tenho, eu tô numa eh somos seres interrelacionais. Se eu tô no trabalho e eu cheguei, tô uma abstinência, a o meu cérebro tá sem dopamina e aí eu vou surtar, eu vou ter vou procurar o quê? o cortisol vai aumentar, não tem como. Então, não só eu vou sofrer, como as pessoas todas é minha volta vão sofrir. E eu acho que a questão toda eh como ele falou, é é autoconhecimento no sentido tipo assim, eu preciso mudar isso, tá? Como eu consigo isso e por que que eu não consigo isso? O que que tá acontecendo para eu ter essa dificuldade? Porque sempre, todo, toda ação existe algo por detrás. Nada é eu por eu mesma, né? Como eu falei, o inconsciente do todo sobrepõe o meu eu. Agora, se eu não tenho a consciência do meu eu, imagina eu no todo, fico nessa loucura toda. Então, por exemplo, no caso de álcool, é uma questão de um vazio. Se eu tenho um vazio, vou muito pros vícios e aí eu não vou compensar, não vou conseguir fazer essa abstinência. Pelo contrário. Exato. Agora, eh, tudo que foi falado aqui, a gente pode afirmar, Víor, que essa questão de mania de promessa seria uma necessidade de autoafirmação. Eu digo, a mania, quem quem tem mania de fazer promessa? promessa umas quatro vezes ao mês, por exemplo. Uma necessidade de autoafirmação de que eu posso, eu consigo ou é um autodesafio que seria? Eu acredito até que é um inverso, porque quem precisa fazer promessas sempre não confia na própria decisão de se comprometer com algo além da promessa. Sim, né? Então, eh, ela tem que ser feita, os desafios têm que ser feitos de forma progressiva para que eu vá desenvolvendo ao longo do tempo. Uhum. Então, se eu quero chegar em determinado patamar, eu tenho que criar pequenos estágios até chegar nesse patamar e não fazer promessas repetitivas. Sim, as promessas repetitivas só indicam que eu não consigo cumpri-las. Muito bom, muito bom. É isso mesmo. E o nosso cérebro ele ele é um ele precisa de reforçadores, né? Ele precisa de de celebrar eh eh que nós estamos conseguindo reforçar isso. E de repente essa questão das promessas, ela faz parte de estar reforçando ali que você pode, que você é capaz. Agora, se essas promessas elas estão sendo hã muito repetidas, né? e eh você não consegue cumprir, aí você tenta de novo, não consegue cumprir, você acaba se frustrando. Adriana, qual que é a importância de repente da gente, ao invés da promessa, nós celebrarmos as pequenas conquistas diárias e começar a dar mais valor pelo que a gente consegue e não colocar eh o nosso eu para ser desafiado mediante a uma promessa que de repente a gente não venha a cumprir e a gente acaba na frustração. Nossa, você assim, eu acho que você falou perfeitamente o que eu acredito. E primeiro que eu acho que o cérebro funciona é muito interessante quando ele tem ritos de passagem, ritos de conquista, né? Porque a gente não, o cérebro não sabe o que que é passado, presente e futuro. Quando eu tenho uma celebração que eu consegui aquilo, eh, eu dou uma autofirmação para mim que eu consegui. Então, assim, inconscientemente, e a gente tem maioria dos nós trabalhamos com 95 do inconsciente, eu tô dando uma conquista e aí é como fosse descobrindo um degrau. E aí eu acho que é isso mesmo, essa coisa do que legal eu consegui um dia eu celebro esse um dia, porque aí eu não tô me punindo, eu tô me me dando um um incentivo Uhum. que eu tô conseguindo um dia, que legal. Eu sou segundo dia, legal e tá tudo bem. e não punição, porque a punição vai gerar essa esse desconforto aí. Vou gerar sempre essas ah, eu vou eu vou fazer amanhã eu começo de novo, amanhã a depois eu faço de novo a promessa, por quê? Eu tô na dor, eu tô no sofrimento e aí não é confortável. Eu vou estar sempre nesses ciclos de começo e não termino, porque é pesado e a gente não aguenta. A gente já tem uma vida muito complicada para estar colocando esse peso para uma promessa. Mais fácil ter um comprometimento comigo mesmo. Excelente. Muito bom. Pode completar, por favor, Vitor. Eu acho que esse comprometimento e entender que às vezes eu não vou conseguir fazer todo dia perfeito. Uhum. né? E tá tudo bem, tá tudo bem. Hoje eu consegui que legal. Amanhã eu consegui que legal. Poxa, antes do terceiro dia não consegui tanto, mas tá bom porque amanhã eu vou conseguir de novo. Se eu conseguir ontem e aí você vai progredindo, né? Dia a dia. Não é uma linha linear, né? tem oscilações e elas são comuns. Então eu acredito que se permitir também não ser sempre eh perfeito é muito importante. É verdade. E se a gente para para analisar, vivendo eh ou então fazendo dessa forma, a gente celebrando as pequenas vitórias do dia a dia, aceitando que hoje não conseguimos tá tudo bem, a gente começa a ter uma autocompaixão e isso também vai gerar uma sensação de bem-estar, de repente, ã, parecida com que a sensação de bem-estar quando você cumpre a sua promessa. Tô certo ou tô errado ou mais ou menos? Adriana, completa pra gente. É isso mesmo, porque se esse trabalho aí a gente vai entrar num outra questão da questão da autoestima, né? Uhum. Porque se eu tenho uma autoestima boa, eu vou conseguir trabalhar isso em mim assim: "Não, Adriana, tá tudo bem, você não conseguiu hoje, mas amanhã você consegue." Ou seja, eu tenho autoamor, eu tenho a empatia comigo mesmo, né? E tudo começa daqui pro outro, não existe nada é externo, tudo começa dentro. Então, eh, esse autoamor, essa compaixão por nós mesmos, pelos nossos atos, faz toda uma vida muito mais tranquila, menos cortisol no organismo, né? Eu acho que é por aí. Exatamente, né? A gente precisa tomar cuidado com essa eh autopunição, né? E avaliar eh qual a melhor forma eh da gente viver os nossos dias, com a autopunição ou com a autocompaixão, né? E tá tudo bem se não deu. E tá tudo bem também se você prefere fazer a sua promessa. E tá tudo bem se você se frustrar com a sua promessa. O importante é você fazer aquilo que esteja de acordo com o que você acha correto e que faz bem para você. Aqui nós estamos conversando hoje sobre as promessas, né? E a gente eh fala disso hoje por quê? Porque nós temos aí essa época em que muita gente faz promessa e que muita gente vai conseguir cumprir e, OK, vai conseguir celebrar a sua conquista, mas muita gente também não vai conseguir cumprir e vai vir a frustração e essa frustração pode desencadear uma ansiedade, uma depressão. Como é que a gente faz para tratar isso, Vittor? Pra gente não deixar se levar pela frustração da promessa não cumprida. Eu acredito que é alinhar as expectativas. Uhum. Então, se eu não conseguir, eu vou tentar fazer algo que eu consiga. Sim. Porque é importante eh, pro desenvolvimento dessa autoestima da confiança, eu consegui fazer o que eu me propus. Se eu não conseguir fazer, é porque eu devo ter eh eh eu devo ter querido fazer alguma coisa muito mais puxado do que eu consigo. Então é dar um passo atrás, ver as situações onde eu furei a promessa, eh ver que que eu posso fazer nessas situações, às vezes baixar um pouco o desafio para não ter essa frustração, néum? É. Então, eh, é uma questão de progressos. Progressos, gente, é isso. Progressos, né? Diários, todos os dias, conquistas diárias, celebração, eh, da sua conquista, mesmo que seja a mínima, a gente precisa aprender a nos de uma forma ah mais, como é que eu posso dizer, gente? hã, mais animadora, um negócio mais assim para cima, sabe? Às vezes a gente acha que a gente eh precisa executar determinada ação para sermos alguém, para sermos reconhecido. E não, não é assim. Às vezes a gente cuida muito com o que o outro vai pensar, né? Então a gente precisa de muita calma nesse momento. Agora 8:51, a produção tá me avisando aqui, nós temos algumas perguntas, né? Então vamos lá, produção. Pode colocar a primeira pergunta na tela, por favor? H quem é que tá conosco, o que que o pessoal tá querendo saber de promessa, né? A gente tá falando aqui das promessas da vida. Pedro Henrique do Jardim Guanabara. A culpa de promessas quebradas pode virar ansiedade crônica se não tratada? Quais sinais devemos observar no dia a dia? Então vamos para a a resposta pro nosso psicólogo. Então, né, Vítor? essa questão aí eh pode virar uma ansiedade crônica de muita culpa, muita culpa dessas. Isso. Eu acredito que se as se a promessa é quebrada e eu me sinto muito culpado, Uhum. eh gera um sofrimento. Sim. Esse sofrimento vai gerar a ansiedade de nossa, eu não consigo. E aí eu faço outra promessa já meio que desconfiando se eu vou conseguir ou não. Uhum. Eh, uma das formas de agir sobre essa ansiedade é exatamente dar um passo atrás e se propor me desafiar, mas eu vou conseguir. Uhum. Então, talvez, eh, ele tá colocando coisas acima da capacidade dele no momento. Ele vai conseguir, mas não agora. Tem alguns passos que é preciso ser tomados até ele chegar nesse objetivo, né? Então, e diminuir então a ansiedade sinais e os sinais que a gente precisa observar no dia a dia, quando você tá no ciclo da promessa, mas aquilo tá começando a te dar uma tensão, uma ansiedade, um negócio que pode vir a desencadear uma ansiedade crônica lá na frente. Eh, se eu tô num estado de prevação tão grande que eu tô com foco tão eh focado na promessa e eu consigo, não consigo interagir, eu não consigo trabalhar, isso. Então não tá certa essa promessa, ela tem que ser recalculada, né? Exatamente. Porque a ansiedade, a depressão são sofrimentos e a promessa, ela pode ser uma ferramenta para gerar o contrário se ela for devidamente ajustada. Uhum. Né? O que é muito comum são as promessas muito muito rígidas, né? Não, então eu vou conseguir lá. você vai, mas primeiro você tem que dar alguns passos antes, né? E e cada passo, pequeno passo que você consegue, você vai fortalecendo a sua autoestima, vai baixando a sua ansiedade, né? Então, eu acredito que esse seja o caminho. Perfeito. Muito bom. 8:53. Vamos lá com mais uma pergunta. A gente direciona agora pra Adriana. Olha só, Ana Clara de Barão Geraldo, quando quebramos promessas de saúde, como parar de fumar, isso afeta a nossa confiança em outras áreas da vida? Como recuperar a fé em si mesmo? Olha só, Adriana, a Ana Clara de Barão Geraldo fazendo essa pergunta aí. Vamos lá, vamos responder. Vamos lá. Na verdade, não é só ter para a promessa de saúde, né? E a gente fala de fumo, a gente vai pros vícios, né? Uhum. Na verdade, como ele falou assim, a auto a quando eu preciso de muita validação, eh, eu validação externa, isso reflete uma questão muito da minha da minha infância. quando eu preciso eh, por exemplo, quando eu fiz uma promessa e aí eu não consegui, mas eu consigo negociar isso comigo mesmo, isso amostra que eu tenho uma uma um comprometimento comigo, uma questão de de autoconhecimento, uma questão de autoestima comigo. Mas quando eu tenho essa dificuldade, eu preciso que todo mundo, ah, tá vendo? Ela, Adriana conseguiu, eu preciso da validação, aí sim isso vai afetar no outras partes da minha vida. Sim, porque eu preciso que as pessoas vejam o que eu consegui, eu preciso que as pessoas viram que eu que me eu comprometi com o que eu fiz. Eu começo a ficar angustiada de saber que ah, Adriana não conseguiu. Então, eu mostro que eu tô no na minha criança, tem um domínio sobre minha vida adulta. Eh, como recuperar a fé em si mesmo tendo essa essa não conseguir, tudo bem. Ah, consegui. Tudo bem. É eu comigo mesmo. Eu não preciso do do outro nessa questão do do que eu consegui ou do não que eu conseguir, porque é uma questão de adulta de tomar ré da minha vida. Uhum. Excelente. Muito bom. Tá certo. É isso aí. Vamos lá. Agora 8:55. Estamos aqui ao vivo, eh, conversando com o Víor e com a Adriana, falando sobre as promessas, né? As promessas que moldam. Mas será que as promessas nos moldam mesmo? Até que ponto, né? Tem pessoas que fazem promessas aí que olha, realmente transformam. Agora tem outras que não. E tá tudo bem. A gente só precisa aprender a começar a se comprometer. Vamos lá. Mais uma pergunta na tela pra gente, produção. Temos. Muito bem. Vamos lá. Deixa eu ler aqui. Eh, o Davi Nascimento do Jardim Santa Genebra. Celebrar vitórias pequenas nas promessas. ativa dopamina no cérebro e ajuda a continuar. É isso que nos mantém motivados a longo prazo. É, nós falamos, Davi, sobre isso. A gente pode eh eh falar para ele novamente, né, o Víor? Sim, com certeza. É muito importante comemorar essas primeiras essas conquistas diárias, né? Uhum. Eh, isso vai ativar a dopamina, a motivação em continuar, mas ao mesmo tempo ter compaixão do dia que eu não consegui. Uhum. Se eu não conseguir hoje, tudo bem, amanhã eu vou conseguir de novo, né? E e isso eh mantendo motivado. Exatamente. É isso, viu? Eh, pequenas vitórias. Você acordou hoje? Acordou, né? Já é uma vitória, né? Sabe as escolhas? A gente faz tantas escolhas. Mais de quantas mil escolhas a gente precisa fazer por dia. E as vitórias, quantas vitórias nós temos por dia? É só a gente parar para analisar. Você acordou, ok, você conseguiu tomar seu banho, tomar seu café, foi pro trabalho, enfrentou o trânsito, né? Levou o filho na escola, já tá trabalhando, já resolveu uma coisa aqui, outra questão ali. Gente, agora 8:57 da manhã, quantas pequenas vitórias você pode celebrar desde a hora que você acordou até agora? Para analisar como o nosso dia é cheio de pequenas conquistas. A gente vive tão no automático que às vezes a gente nem percebe como nós somos vitoriosos, né? É bem desse jeito. 857, mais uma pergunta na tela, por favor, produção. Bora que bora. Hoje é quinta-feira já, hein? Nós estamos ao vivo falando de promessas. Isabele Costa da Vila Nova. Por que tantas pessoas repetem promessas de ano novo? Todo ano sem mudar nada? É preguiça ou falta de autoconhecimento mesmo? Vamos lá, Adriana. Essas promessas de ano novo, olha, vou te contar, até fizemos um programa sobre elas. Vamos lá. Na verdade, existe tantos viés aqui para falar, né? Vou falar só poderia aqui abrir um leque, mas na verdade eu digo que é mais falta de autoconhecimento. Sim, o autoconhecimento é um divisor de águas na vida de todo mundo, né? Porque porque eu começo a entender como eu funciono, aonde é a minha dificuldade, porque eu tô procrastinando, porque eu tenho aquelas aquelas travas, porque todos nós temos algumas falhas, algumas travas. Então assim, é preguiça, não, não é preguiça, não. É questão de mesmo de autoconhecimento para saber entender por que eu estou funcionando naquela modalidade, com aquela dificuldade. E aí o autoconhecimento vai te fazer isso para sair desse lugar, porque em vez de eu me punir, eu vou procurar entender o que tá acontecendo por trás desse comportamento. Então não é preguiça não. Muito bem. E a gente falou muito aqui no programa de hoje sobre autoconhecimento, né? A importância do autoconhecimento pra gente ter aí o planejamento das nossas promessas, pra gente aceitar que a gente não conseguiu cumprir a promessa, pra gente comemorar que nós conseguimos ah sim cumprir a promessa, pra gente moldar o tipo de promessa que vamos fazer para que a gente seja capaz de executá-la. Agora é importante, Víor, a gente explicar também vocês, claro, né, que tem toda a a informação e a expertise sobre o autoconhecimento que a gente tanto falou hoje, esse autoconhecimento, como que a gente inicia esse processo? Ele ele é diário, ele tem começo, meio e fim. A gente fala muito de autoconhecimento. E como é que funciona? Dá uma resumida pra gente, por favor. Bom, o autoconhecimento, eu acredito que seja a vida toda, né? sempre estamos nos conhecendo frente às fases diversas da vida, né? Mas eh existem várias formas de você eh praticar esse autoconhecimento. A promessa pode ser uma delas, porque se eu me predispôs a ficar um tempo sem alguma coisa, eu vou ver o quanto isso impacta na minha vida. Eu consegui ou não consegui. Isso é autoconhecimento. Uhum. Né? Poxa, eu não consegui, então vou ficar menos tempo. Nossa, agora eu consegui. Então é um autoconhecimento. Eh, o autoconhecimento ele ajuda a criar as estratégias de comprometimento para atingir esses objetivos, né? E ele é diário. É a autoobservação, é a observação do ambiente, é as interações sociais, tudo eh enriquece o nosso autoconhecimento. Perfeito. Muito bem. É importante a gente salientar que nós estamos em eh mudança constante, né? Então, a vida é movimento e o autoconhecimento ele é diário, mas ele também é dolorido. Às vezes você vai ter uma visão de você que você nem imagina que as pessoas têm. E nesse momento é o momento que você tá assim aprofundando no autoconhecimento. E isso é muito importante, né, Adriana? Quando a gente fala, eh, a gente linca com a questão das promessas. Eu acho que você falou duas coisas muito importante. Primeiro, a gente tá muito robotizado, né? Então, quando a gente tem essa essa acordei, tô legal, eu começo a ter essa essa essa consciência do dia que tô respirando, que legal, tô respirando, né? Eu saí desse piloto, dessa coisa do automático já é uma grande coisa. outro conhecimento, eh, ele é, vamos dizer assim, é uma expansão de consciência. É como se o meu cérebro eu tirasse uma foto, essas sinapses neurais, elas criam mais, né? E o o cérebro é uma um órgão, ele precisa de de energia. Então, o que que ele tem? Uma resistência a coisas novas. é questão de organismo mesmo biológico. Quando eu faço essas novas sinapses, eu consigo ir, ele já começa a funcionar de forma diferente. Eu quero entender o mais por que que eu consegui chegar aqui. E aí ele começa a ir para esse outro. Por isso que isso é uma é um início sem fim, porque além disso, tô falando da parte, né, do cérebro, fora que a gente cria essa vontade de libertação do meu eu, porque eu começo a entender mais sobre mim mesma e aí eu não começo a colocar a vida no outro do culpar o mundo, culpar a vida, culpar, eu não começo a entender qual é o a minha responsabilidade naquilo. Então, o autoconhecimento para mim vem junto com essa autorresponsabilidade do meu eu naquela questão. Eu começo a sair desse lugar de vítima e entro no lugar de autora da minha vida e aí faz uma grande diferença. Excelente. Muito bom. Olha só, né, quantas falas importantes no programa de hoje. Acredito que eh nós conseguimos entregar aí um material riquíssimo. Então, eu só tenho agradecer mesmo a vocês, né, Vittor e Adriana, por eh disponibilizar o tempo. A gente sabe, né, 8 horas da manhã, a gente começou aqui, agora já 9:3. Olha só o tanto que a gente falou, interagimos com eh alguns telespectadores. A gente fica muito feliz com a sua audiência também, com a sua companhia. E a gente vai então para as considerações finais. Víora, eu queria agradecer a sua participação, a sua presença com a gente, a sua entrega, a sua orientação. Muito obrigada. Foi um prazer tá aqui, uma oportunidade de discutir com vocês. Maravilha. Deixa uma dica aí pro pessoal de casa que tá agora falando: "Nossa, eles falaram tanto de promessa e eu tô aqui, não consegui cumprir a minha." seja, tenha maior compaixão com você mesmo e entenda o que você consegue fazer e comemore essas pequenas vitórias. Acho que esse é o primeiro passo para prosseguir maravilha. É, junto às promessas. É isso, a gente precisa seguir, né, gente? A vida é movimento. Ô, Adriana, obrigada pela sua participação. Você tá falando de onde, Adriana? Obrigada para todos. do Rio de Janeiro, maravilhosa. Então tá certo. A gente agradece, viu, a disponibilização do seu tempo tão cedinho, mas assim, uma entrega bem legal. Acho que eh nós falamos aqui de uma forma bem coloquial, que as pessoas possam entender e sem julgamentos, né? Porque a vida é isso, cada um eh se comporta de acordo com aquilo que faz bem para si. E as promessas também, né? Se você acha viável e pertinente você fazer a sua promessa, beleza. Se você não conseguiu, beleza também. A gente precisa entender que a gente tem que continuar, mas precisamos nos olhar com compaixão, não é isso? Obrigada pela sua participação e deixa uma mensagem pro pessoal aí também. Eu acho que é como você falou, eu acho que é isso mesmo, assim, primeiro é entender porque que eu tô fazendo aquela promessa, né? Eh, porque tô na época da quaresma e existe um um isso é um comportamento da minha família, um comportamento da do da sociedade ou é que quero fazer isso mesmo? Uhum. Só eu saber isso, essa resposta vai fazer já uma grande diferença na tomada de decisão e comprometimento dessa promessa. Excelente, maravilhosa. Então, mais uma vez, muito obrigada, Adriana e Vítor, pela participação de vocês. A gente, eh, vai encaminhando para a entrega aqui do nosso estúdio Câmara. Daqui a pouquinho a ÍRA está chegando direto da Central Iá, trazendo atualizações aqui da nossa cidade de Campinas, estado de São Paulo, Brasil, mundo, cotação do euro, do dólar e muito mais para você. Ao meio-dia nós temos Câmara Notícia eh com informações do legislativo e da nossa metrópole. Lembrando que a programação da TV Câmara Campinas está impecável, especialmente feita para você com muita responsabilidade de toda a nossa equipe do grupo Mais. E eu quero lembrar você que amanhã nós temos Estúdio Câmara novamente e a gente conta com a sua participação e presença e a gente vai falar amanhã de algo bem interessante, mas ainda é um tabu, né, nas relações familiares. Tem filho favorito aí na sua casa? Ixe, mas isso dá um problema, hein? Então, você sabe que essa essa preferência, você acha que ela é real ou não? Será que a mãe e o pai t o filho favorito mesmo? E como é que ela pode surgir eh dentro de casa? a preferência por, né? Se é que tem o filho favorito, por que que tem? Principalmente a gente vai tentar entender, gente, como lidar com essa situação, né, de filho favorito, sem cometer injustiças ou deixar marcas nessa relação de irmãos, de pais e filhos. Vamos falar sobre os limites entre afinidade, convivência e equilíbrio nas relações familiares. É um tema delicado, sim, mas que faz parte da realidade de muitas famílias, né? A pressão de ser o filho preferido e a tristeza de saber que a mãe e o pai tem um filho preferido e você não é o filho favorito. Será? Será que isso existe mesmo? Então, amanhã temos encontro marcado a partir das 8 da manhã com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Beijo grande para você. Fique bem, se cuide e a gente se fala amanhã. Tchau tchau. Até lá. เฮ
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