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Olá, muito bom dia para você que tá ligadinho na programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando com Estúdio Câmara nesta segunda-feira, primeiro dia útil do mês de março, hoje dia 2 e hoje também início de semana. Então a gente chega chegando e eu já começo te perguntando quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez, entendeu? Então a gente cresce, amadurece, cria rotinas, busca segurança, mas a gente também cria repetições, né? A gente entra no piloto automático e se tranca na zona de conforto. E toda vez que a vida nos empurra para algo novo, o que vem primeiro? Vamos lá. Medo, ansiedade, vergonha, e si. Hoje nós vamos entender, gente, porque o novo assusta tanto, mas também porque ele nos faz nos sentir tão vivos. A gente vai tentar descobrir porque recomeçar pode ser o maior ato de coragem da vida adulta. Você tem medo do novo? Quanto tempo faz que você não fez algo novo, né, na sua vida? Que que você fez ontem? Que que você tá fazendo hoje? É alguma coisa nova? Aproveita. A gente tá no início da semana, no iní no início do mês. Olha, é um bom momento para você de repente fazer algo novo, tá bom? Daqui a pouquinho a gente fala sobre isso. Manda sua mensagem pra gente. WhatsApp tá na tela. Já fez algo novo? Quanto, qual foi a última vez que você fez algo novo para você? 199897829377. 199729 377. Manda sua mensagem. Produção já tá apostos aguardando a sua participação. Conta pra gente como é que você reage diante de algo novo. Daqui a pouquinho nós vamos apresentar as nossas convidadas que já estão aqui conosco e a gente agora atualiza algumas informações do legislativo. Vamos embora. Olha só, a Câmara de Campinas vai realizar hoje, segunda-feira, às 2:15 da tarde, no plenário, a abertura dos trabalhos de 2026 da Comissão Especial de Estudos de Fomento ao Comércio Exterior, com painel sobre a governança corporativa. A reunião é aberta ao público e ocorre em parceria com a Câmara de Comércio Exterior de Campinas, região. O encontro será coordenado pelo IDG, Instituto de Desenvolvimento em Governança Corporativa, e contará com especialistas da área para debater boas práticas de gestão, liderança, transparência e mitigação de riscos no comércio exterior. Sob a presidência do vereador Dr. Anco. O tema da reunião reforce o compromisso com o desenvolvimento econômico e a aproximação entre o legislativo e o setor produtivo da região metropolitana de Campinas. Mais informação chegando porque hoje também tem reunião ordinária. É, a Câmara de Campinas vota em primeiro turno hoje a partir das 18 horas na oitava reunião ordinária, o projeto de lei 163 de 2024, de autoria da vereadora Débora Paler, que garante as parturientes o direito de acompanhamento por fisioterapeuta durante o trabalho de parto, eh, e também pós-parto imediato em hospitais públicos e privados. O texto prevê a contratação e essa contratação será de responsabilidade da gestante, tá? O texto também proíbe a cobrança extra pelos hospitais e não autoriza o profissional a realizar procedimentos médicos ou de enfermagem. A pauta inclui ainda outros cinco projetos e lembrando que a sessão ela começa às 6 da tarde, acontece no plenário da Câmara de Campinas, tem transmissão ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas, também pelo nosso canal TV Câmara Campinas no YouTube. Você tá convidado para participar presencialmente no plenário da Câmara de Campinas, tá? Então, a sua participação é muito importante. Lembrando que hoje às 6 da tarde, reunião ordinária no legislativo. Previsão do tempo chegando. Vamos lá. Como é que fica o tempo para hoje, segunda-feira, né? Tá meio friozinho, percebeu? Então, tem um inverno no nosso verão. É isso mesmo. Vamos conferir como é que fica o tempo aqui na cidade de Campinas. Mínima foi de 14, máxima de 27. de sol com algumas nuvens não chove. Mas olha a hora que eu cheguei aqui no estúdio. O meu eh eh trajeto para chegar aqui foi de uma contemplação maravilhosa. O céu estava azul de brigadeiro. Que nós tenhamos uma ótima e abençoada semana e um mês maravilhoso também. Bora começar a falar dessa coisa que a gente enfrenta, que é um desafio, né? Quando a gente enfrenta um desafio inédito, sabe, uma coisa nova, o nosso cérebro ele entra em estado de alerta. Ele sai do modo energia, né, economia de energia e ativa áreas responsáveis por decisões complexas, aprendizado, adaptação. Então, a gente precisa entender porque que a gente sente medo do novo e como é que a gente faz pra gente administrar esse medo, colocar ele no bolso, falar: "Medo vem comigo e vamos sembora". Então, a gente convidou duas pessoas, né, que são especialistas em comportamento e estão com a gente hoje, vão dividir conosco informações tão preciosas. Eu quero dar as boas-vindas e bom dia à psicóloga da Vieira. Seja muito bom dia, obrigada pela sua participação e presença. Bom dia. Bom dia a todos. Maravilha. Vamos conversar com a Dayana e também com a nossa psicóloga, a Natália Possobom. Ela está com a gente pelo Zoom. Ela é psicóloga clínica comportamental, especialista em terapias cognitivos, cognitivo comportamentais e também psicopatologia. É isso? Seja bem-vinda. Bom dia. Isso mesmo. Bom dia. Muito prazer estar aqui e falar com vocês. O assunto de hoje é muito interessante, muito importante. Então, espero que seja um papo muito gostoso. Então, vamos simbora. É um papo muito bom, porque a gente precisa reagir, a gente precisa aceitar o desafio do novo. O medo nos paralisa, isso a gente já sabe. Mas e aí? Estou com medo paralisada diante de algo novo. Que que acontece com a gente, né, ô Daiana? Porque emocionalmente a gente tem essa tendência de preferir, vamos colocar uma aspas aí, tá bom, gente? O ruim conhecido ao bom por conhecer. Eu prefiro ficar em algo que, né, já tô acostumado do que de repente aceitar o desafio de ir mais longe. O que que acontece com a gente? Bom, vamos lá, né, conversar um pouquinho sobre o que é esse medo, né? Quando você diz, Rúbia, né, o ruim, entre aspas, né, a gente precisa lembrar que a gente tá está na nossa zona de conforto, né, a gente começa dela e sair dela, né, vai gerar todo esse processo de medo, essa resistência, né, às vezes a gente vai passar pela ansiedade, pelo calafrio, pelo suor, por sintomas que são eh do nosso organismo, né, do nosso próprio corpo. E isso às vezes vai travar a gente, né, de dizer: "Opa, acho que eu não vou não, porque, né, eu tô aqui, tô bem, já conheço o que eu faço." Mas é muito importante a gente eh lembrar que isso traz movimento para nossa vida, né? Eh, acho que o movimento ele vai fazer com que a gente se movimente de fato, né? E a gente deve, sim, como você disse, né, pegar o medo e dizer: "Olha, preciso transformar ele em um pouquinho de coragem que seja para iniciar esse processo". Eh, acho que é muito importante a gente fazer esse movimento de ir em frente, né? Quando eu preciso enfrentar algo, eu preciso também ir em frente. Exatamente. Em frente e em frente, entendeu? Em frente, enfrentar, em frente seguir, né? Isso é maravilhoso, gente. E o medo é importante a gente falar que assim, o medo ele faz parte da nossa vida, faz parte, né, de nós como seres humanos e ele também nos protege, mas a gente precisa medir aí o medo para não deixar que ele nos paralise. Agora, Natália, eh, tem a mídala cerebral, né? Então, eh quando a gente diz que essa amídala cerebral, ela confunde o desconforto com perigo, né? Então, o que que isso significa na prática? Porque às vezes quando a gente vai enfrentar o novo, a gente sente o desconforto, né? A gente fica meio que desconfiado, será que vai dar? Será que não dá? Não quero sair daqui, que tá tudo certo. Agora, por que que a gente, de repente, a gente não consegue entender a diferença entre o desconforto e o perigo real? E a gente acaba se confundindo e não enfrenta o novo porque acha que o desconforto seja sinal de perigo. O cérebro gosta muito de tudo que é conhecido. Então, a gente ter controle sobre as coisas, sobre as situações, é como se trouxesse uma calma pro nosso cérebro. A amídala, como você disse, ela é responsável por detectar perigo. Então, o novo não necessariamente é um perigo pra gente, mas essa história vem lá dos nossos ancestrais. Uhum. Então, vamos pensar os homens das cavernas. A gente queria, né, conhecer tudo. Então, se eu tava lá num rio tomando água e de repente apareceu um leão. Isso é uma coisa nova. Então, o cérebro foi aprendendo a identificar coisas novas como possíveis perigos. Uhum. Mas hoje a gente não tem perigos que coloquem em risco a nossa sobrevivência como os nossos ancestrais, né? Então, acaba que tudo que é novo, tudo que a gente não conhece, tudo que é incerto, eu acho que essa é uma boa palavra, eh a incerteza, o medo de correr riscos, o ser humano gosta muito de ter 100% de certeza do que vai acontecer. Então o novo não tem como eu ter certeza, não tem eh sempre é sempre tem uma parcelinha ali de porcentagem de dúvida do que vai acontecer, se aquele cenário vai se praticar da forma que eu tô pensando. Então a gente não quer, a gente quer ficar no automático porque mesmo que nos cause sofrimento, o automático ainda assim é o conhecido. Excelente. É importante a gente salientar essa questão de que o nosso cérebro ele gosta de uma boa zona de conforto, né, Diana? Que impressionante. Agora esse frio na barriga antes da gente começar algo novo, né? Porque você faz tempo que você não sente frio na barriga. De repente assim, você recebe uma ligação, tem um desafio para você cumprir e aí você fala: "Poxa, mas será que eu vou? Será que eu não vou?" Esse frio, a gente sente mesmo um frio na barriga, uma coisa assim, isso é sempre negativo, pode ser um combustível, algo que eh te ativa um gatilho e fala: "Agora você vai". Como é que você avalia isso pra gente? Eu acho que a gente precisa pensar, né, que esse processo do novo, ele vai gerar em nós, né, por sermos pessoas, por sermos humanos, né? Eh, bem como a Natália falou dessa questão do instinto, né, daquilo de proteger-nos, eh, a gente precisa pensar de que isso vai trazer para nós a ansiedade, né? Quando pensar que é uma ansiedade que eu preciso cuidar, que ela tá além, né, passando ali do que seria natural para nós, mas é o processo de uma ansiedade que também gera aquilo que a gente pode dizer que é uma expectativa de lidar com o novo, né? Uhum. Eu acho que ela vai vir acompanhada de uma curiosidade de saber, né, o que será que esse emprego novo vai trazer para mim? O que será que essa prova, essa avaliação que eu vou fazer para um trabalho, para um projeto? Eu acho que essa ansiedade ela também vem acompanhada, né? Esse frio na barriga, como você disse, Rúbian, de uma questão que eh traz outros sentimentos e outras emoções, né? A curiosidade de saber o que é que vai acontecer, como vai acontecer, né? eh, de também fazer planos, né, diante disso. Ah, se eu se eu e se eu fizer isso, o que vai gerar determinada eh atitude que eu tenho, né? Lá no comecinho você disse e si. Uhum. Eu acho que o e si precisa ser sempre no sentido da curiosidade de trazer algo que nos movimenta pra frente, né? Porque se ele tá nos travando, aí a gente vai deixando com que o medo, né, com que esse frio na barriga que é natural de um processo novo, nos paralise a ponto da gente pensar, mas se eu fizer isso, vai ser ruim isso. Aí eu já vou pensando dessa forma mais negativa, né? Então, sempre pensar de que o IS ele vem acompanhar toda a curiosidade daquilo que dos planos que eu vou fazer pro futuro e não de um futuro distante, mas de acordo com a proposta que eu aceitei o e se ah, se eu fizer isso, também pensarei sobre isso, também terei isso. Eu acho que é importante lidar com isso também. Perfeito. A gente tem que aprender a regular a nossa ansiedade quando a gente se depara com o novo, né? porque senão a gente é tomado pela ansiedade. E a ansiedade todos nós temos uma, é, é uma questão do nosso organismo também, uma ansiedade normal, mas a gente precisa entender quando ela passa, né, do limite do normal. E aí, eh, quando você faz, aceita o desafio e vai para algo novo, o nosso cérebro, ele sente uma sente não, ele nos oferece, né, uma recompensa por sermos corajosos, porque dá uma sensação muito boa quando você é desafiado e você vai para esse desafio, se coloca o medinho no bolso, fala: "Vem comigo". #tamojunto e ó, bora, vamos lá. E é isso, gente. Nós precisamos aprender, claro, tudo com muito equilíbrio, né? Com muita sabedoria, mas a gente precisa sair da zona de conforto. Agora eu pergunto pra Natália, eh, a teoria da autoeficácia, né? Autoeficácia, como é que explica essa transformação interna que a gente sente após a gente vencer o desafio? Porque a vida é movimento, aí vem o novo, aí eu travo, eu paraliso, mas depois de muita autoanálise, eu consigo dar o primeiro passo e a gente para est se movimentando, se a gente der um passo, a gente já tá no movimento, né? Então como que a o nosso cérebro traz pra gente essa recompensa da gente vencer o desafio, nem que seja em pequenos passos, né? comemorando aí pequenas vitórias dia a dia. Natália, eh, a Daana tava falando um negócio muito legal sobre ansiedade e eu costumo sempre trazer pros meus pacientes que a ansiedade ela não é só ruim, ela é boa. Uhum. Uhum. Porque é graças a ela que a gente pode olhar pra situação e nos preparar. Então, é para isso que a ansiedade serve. Ela serve para eh que a gente olhe para aquilo e trace estratégias para como a gente vai lidar com aquela situação. Qual que é o grande problema? A ansiedade ela traz catastrofização junto. Então ela pensa sempre, né? Esse si que a Daane falou são sempre os piores cenários. é como se a gente não fosse conseguir lidar com o novo. E o que eu gosto de fazer sempre é pense nos piores cenários e traça estratégias caso esse cenário aconteça, porque isso também facilita para que a gente fique mais calmo do tipo, olha, sei lá, eu me expor e as pessoas julgarem e as pessoas não gostarem do que eu dizer, eu vou, sei lá, me sentir muito desconfortável. Tá bom, como é que eu vou lidar com isso? Então isso ajuda a gente a enfrentar melhor essa situação. E a autoeficácia ela vem da exposição. Então autoeficácia é quão eficaz eu me sinto para lidar com as situações da vida. E eu só consigo aumentar esse meu nível de autoeficácia que inclusive influencia na nossa autoestima, né? melhor a nossa autoestima me expondo. E aí é isso que você falou, é traçar aquela situação e fazer micropasso. Então, sei lá, preciso expor, então, eu vou treinar comunicação, eu vou, sei lá, gravar um vídeo, eu vou conversar com alguém, conversar com pessoas desconhecidas e eu vou aumentando esses passinhos até chegar naquele objetivo que eu quero, naquela coisa nova que eu gostaria de fazer. Então, planejar é a melhor forma da gente ir aliviando essa ansiedade, porque de passinho em passinho eu vou percebendo que, olha, eu consigo, eu sou capaz, eu eu me surpreendo comigo e aí vem essa sensação boa de é, talvez eu tava errado, talvez o novo não seja tão ruim quanto eu pensava. É verdade. E quanto mais você aceita o desafio do novo, mais coisas novas você quer. É algo assim bem interessante, né, Daana? Porque o nosso cérebro ele vai, ele se acostuma. Então hoje o que era novo, amanhã já é um considerado um desafio vencido. E aí você quer sentir essa sensação novamente, né? Agora, quando a gente fala em neuroplasticidade, neuroplasticidade e reserva cognitiva, aprender algo novo realmente protege o nosso cérebro, porque de acordo com informações, quando a gente aprende algo novo, a gente tá o quê? Ah, exercitando o nosso cérebro. E isso protege mesmo contra aquele envelhecimento, aquela coisa assim de que às vezes a gente chega numa idade, a gente quer parar tudo, não quer mais fazer nada. E se você tá nessa de desafio, de fazer algo novo, você vai eh melhorando a neuroplasticidade? É isso sim. Eu acho que só para fazer um complemento também ao que a Natália falou, né, que acho que tá ligado a isso que você tá colocando quando a gente pensa, né, no processo de ah, quais são as possibilidades de enfrentar esse novo que tá surgindo. E aí Natália trouxe uma informação bem legal quando ela diz da catastrofização, né? Eh, acho que é trazer também paraas pessoas que nos procuram, paraos nossos pacientes, eh, aquilo que você pensa que pode acontecer, de ruim que seja, né? Aquela catástrofe, ela é possível de fato de acontecer, né? É de tentar colocar ele para aquilo que é real, porque aquilo que eu idealizo é uma coisa, né? Aquilo que eu tô imaginando pode ser que chova canivete. Chover canivete é uma coisa que vai acontecer, né? usando uma expressão eh popular assim, né, pra gente entender o que é de fato possível diante daquela ansiedade, daquele medo. E só para complementar, né, e quando a gente pensa na neuroplasticidade, acho que aprender precisa ser um processo que acontece, né, da infância lá, do bebezinho, né, na infância, na primeira, na adolescência, no adulto, no jovem e no idoso, né? o quanto que a gente pensa no processo de envelhecimento, quando a gente olha pros nossos idosos hoje, né, e a gente entende que o processo de aprender sempre vai trazer, né, movimento pra nossa vida, né, como seres vivos, né, seres que estão inspirando vida, a gente precisa ter esse processo que é a aprendizagem, né, como algo sempre presente no nosso dia a dia, né, em todos os momentos, eh, para que a gente não se torne, digamos que rígido. cognitivamente, né, para que a gente vá se fechando, se fechando e a gente não consiga ampliar, expandir o nosso conhecimento, a nossa aprendizagem de fato, né? o quanto que isso, acho que a gente consegue muito visualizar isso quando a gente olha para um bebê lá de recém-nascido, dos três primeiros meses, né, para uma criança ali dos 2, 3 anos, o quanto que ela eh evolui, o quanto que ela aprende, né, a andar, a falar, eh o quanto que paraa criança ela também tá enfrentando processos novos, né, aquilo que para nós, eh, no lugar às vezes de pai, de cuidador, de responsável, do professor, enfim, Enfim, eh, é tranquilo porque a gente acompanha várias pessoas fazendo isso, mas no processo, por exemplo, na escola, o quanto para aquela criança o novo vai trazer os desafios também, né? Não pensando só nos adultos e nos idosos, mas no processo que é novo para todos nós que somos humanos, né? É verdade, né? Eh, a gente já nasce iniciando um novo processo, né? Então, nós temos processos aí de coisas novas. Se você for parar para analisar, quase todos os dias, principalmente as nossas crianças, os adolescentes que estão em desenvolvimento, né? Então é é muito importante a gente eh incentivar as pessoas para aceitar o desafio do novo e se a gente cair, tá tudo bem, a gente vai levantar e a gente vai continuar e pode ser que a gente caia de novo e tá tudo certo, porque a gente precisa seguir, né? É o movimento que vocês falaram, né? que que é da nossa vida, que a gente tá em movimento constante e a gente precisa também trabalhar com erro, como vocês duas muito bem pontuaram. Se você trabalha com erro, quando acontece algo eh durante o seu desafio, durante a sua jornada, você já tá preparado e equilibrado mentalmente para aquela situação catastrófica que aconteceu. Então você já consegue administrar aquilo ali. Então já se preparar para isso, porque às vezes a pessoa fala assim: "Ah, mas eu já vou sabendo que vai dar errado". Não, não é que vai dar errado, se prepara, porque se der errado, você já tem ali como você segurar a onda, né? Então é isso, a gente precisa sim aceitar o desafio, colocar o medo no bolso para seguir em frente, mas também trabalhar com erro, porque se ele vier, eh, ele não vem de forma inesperada, né? Ele não vai chegar e te pegar de surpresa, porque daí você já tá com equilíbrio necessário para poder conduzir essa situação. É mais ou menos isso, né, Dai? Eh, eu acho que você falando, né, Rub, a gente pensa no exemplo do aprender a andar de bicicleta, né? A gente poderia dizer que a vida é esse constante processo de aprender diversas coisas, coisas novas todo dia, né? Às vezes pequenas coisas que a gente faz no dia a dia que a gente fala, é uma coisa simples, né? Eu vou aprender, vou fazer um curso de um idioma novo. Ah, mas isso eu faço todo dia, não é isso, né? Quando eu falo desse aprender a andar de bicicleta, né, você tem o bebê que usa motoca, aí depois você tem a criança que usa aquela e bicicleta de equilíbrio, né, que ela vai se guiando, tal, depois você coloca ela na bicicleta de rodinha, aí você dá um tempo, você tira as rodinhas, aí você vai empurrando, né? Eh, eu passei recentemente por esse sucesso com a minha filha, né, do aprender a andar de bicicleta. E eu gosto muito desse processo para desse exemplo para quando a gente pensa em aprender algo novo. A gente vai precisar de um tempinho ali da rodinha, né, de alguém que fala: "Opa, não vai cair, calma, continua", né? Eh, e depois você vai tirando essa rodinha, esse apoio que você tava oferecendo e vai deixar a pessoa enfrentar o desafio também, né? quando ela já tá mais a ansiedade do do medo do novo já gerou mais uma curiosidade, uma expectativa, né? Eu consigo, eu dou conta de fazer. Se o cair, né, que no andar de bicicleta isso acontece, né, na vida isso também acontece. Eh, e a gente precisa entender que esse processo faz parte, né, que vão ter erros, que isso vai acontecer, que eu vou precisar replanejar a rota nesse novo que eu aceitei fazer. Mas acho que é muito importante que a gente sempre entenda que eh eu gosto muito de uma frase, né, que a gente diz que a gente não deve desistir, a gente deve descansar quando a gente tá cansado, tá com medo, tá muito assustado, talvez, mas a gente nunca deve desistir, né? A gente pensa lá no aparelho cardíaco, né, do hospital, que quando ele para de fazer barulho, a gente tem uma linha reta, né, porque acabou a vida, né? Então a vida sempre vai ser esse constante movimento. Vai precisar da rodinha, vai precisar de um empurrãozinho ali, de um apoio aqui, mas a gente precisa seguir em frente mesmo, né? Continuar. Isso. É cheia de altos e baixos. De repente uma montanha russa de velocidade máxima ou aquela mais tranquila, mas a gente está, percebe tudo que foi falado aqui, a gente está em constante movimento, né? Agora, se é tão saudável buscar o novo, por que que tanta gente trava, né? Ô, Natália, vamos lá. Comparação, Natália, comparação nas redes sociais é algo que a gente vê todos os dias. A gente não pode deixar de citar isso. Essa comparação, ela tá criando bloqueios emocionais, em, de repente alguém que quer tentar algo diferente. Qual que é a sua avaliação sobre isso? Porque por que que eu cito redes sociais no tema do programa de hoje? Porque é inevitável. tá todo mundo na rede social e essa comparação tem sido muito falada e às vezes você tem algo novo, um desafio aí na sua frente, né, para ser cumprido, mas a sua comparação com outra pessoa ou enfim com que seja na rede social, ela ela acaba bloqueando mesmo quem tenta buscar algo diferente. Qual que é a sua concepção sobre isso? Tem uma frase que diz assim que a comparação é o ladrão da felicidade. Olha aí. Porque eu acho que é isso, a gente se compara, o cérebro ele compara mesmo, porque ele gosta de ter referência para ele poder agir, para ele saber como se comportar. Só que as redes sociais trouxeram muito sofrimento nesse sentido, porque antes a gente não tinha tantas referências assim para poder se comparar, né? E hoje a gente entra lá e eu falo que a gente compara eh os nossos bastidores com o palco da outra pessoa, né? Então, a pessoa tá lá, ela já expôs onde ela chegou, mas às vezes ela não colocou o caminho que ela fez até ali, quanto que ela sofreu até ali. E a gente fica querendo e se cobrando dessa forma, né? Então, ah, eu quero agir como essa pessoa, falar como essa pessoa, mas sem entender que tudo isso tem um um processo. Uhum. E errar faz parte. Eu não sei aonde a gente aprendeu que errar é uma coisa ruim. Uhum. Por que necessariamente é ruim? Errar é uma coisa boa. Errar faz a gente recalcular a rota. Fala que quando a gente acerta, acho que é muito isso que a Daane também tava trazendo, quando a gente acerta, a gente faz tudo igual. Uhum. não muda, a gente segue o mesmo caminho, os mesmos comportamentos, mas errar nos dá a possibilidade de fazer alguma coisa diferente, de descobrir novas rotas, novos resultados, eh novas experiências. Então, errar é muito importante paraa nossa vida. Então, se a gente fica o tempo todo se comparando, se julgando, entendendo que eu vou fazer algo e eu não vou errar, isso é muito ruim, porque eu não vou conseguir me expor de fato. Uhum. E tem uma tem uma uma coisa que eu que eu gosto muito de pensar é que a gente precisa se permitir ser iniciante. Iniciante não faz as coisas perfeitas. Toda vez que a gente começa uma coisa nova, a gente vai ter a sensação de iniciante mesmo, de tá meio desbocado, de não saber o que fazer, às vezes não saber direito como se comportar. Mas isso vai levar a gente para aquele lugar que a gente gostaria de estar, né? E o ser humano tem muito medo do julgamento, a gente tem muito do ridículo e eu acho que as crianças são um bom exemplo disso, né? As crianças elas vão, elas brincam, elas pintam, elas se sujam, elas olham para as coisas novas com um olhar de curiosidade que talvez a gente, nós precisamos trazer um pouco mais paraa nossa vida e não ter medo mesmo de qual o problema de errar, de parecer ridículo, de se expor de fato, porque talvez enquanto uma pessoa vai mesmo, sei lá, te julgar, a outra pessoa vai te olhar para admiração e falar: "Meu Deus, a pessoa vanajosa queria ser igual ela, queria fazer isso". Então, que a gente se permita também eh ir para o que a vida está nos apresentando. Uhum. Né? medos e esses respeitos aos poucos no tempo de cada pessoa, mas se abrir para esse novo e pensar que que eu quero ser, que que é importante para mim, que que eu quero deixar pras, como que você quer ser lembrado pelas outras pessoas, né? Como que é uma vida que tem sentido para você? Então, acho que eh são perguntas que a gente pode se fazer para tirar a gente desse automático, dessa zona de porto e se abrir para vezes para algo que a gente tem muita vontade. Ai, que delícia, né? esse essas falas de vocês assim incentivam nesse início de mês, nesse início de semana, eh, sobre o erro, sobre o medo e sobre o desafio do novo. E depois a sensação que você tem quando você olha para trás e você fala assim: "Poxa vida, eu pensei que eu não ia conseguir e olha eu aqui, né? Isso é maravilhoso." Agora, essa questão, Diana, do erro, eh, faz parte da nossa vida. a gente tem que não normalizar, porque eu penso que a gente é permitido errar sim, só que tem situações e situações, né? Mas quando a gente tá falando aqui de desafios, do desafio de encarar o novo, o medo ele faz parte da vida e ele é muito importante. Assim como a Natália pontuou, tem gente que não permite que o outro erre ou não permite que ele próprio cometa algum erro, mas como é que a gente vai aprender se a gente não tem a oportunidade de errar? a gente precisa quebrar um pouquinho essa resistência do erro, você concorda pra gente poder aceitar o novo e de repente seguir em frente. Sim, eu acho que, né, o erro ele vai acontecer em todo o processo de aprendizagem, né, quando eu digo aprendizagem, não só relacionada a educação, mas a todo o processo do tema que a gente tá tratando hoje, né, do processo do que é novo, daquilo que é eh que vem em forma de novidade na nossa vida, né, no trabalho, na carreira, na vida pessoal. Eu acho que o erro ele vai acontecer, eh, e a gente precisa lidar com ele de uma forma a entender que ele faz parte do processo, né? Eu gostei muito da palavra que a Natália usou, né, do ser iniciante em algo, né? Eu tô começando algo, como que eu vou conseguir fazer com perfeição? Porque eu acho que muitas pessoas iniciam o processo do novo e já pensam: "Não, eu já tenho que fazer isso, tem que ficar perfeito, tem que ficar ótimo, tem que tá tudo OK. É impossível que isso aconteça, né? Aí eu tô exigindo, quando eu tô no lugar do novo, de mim mesma que eu faça algo de forma perfeita. Se nem quem tá anos fazendo aquilo consegue fazer isso da forma perfeita, né? Eh, pensar que o erro ele é parte do processo. No novo, no início de algo, ele vai acontecer com mais frequência porque você tá iniciando naquilo, né? seja na criança que aprende a andar de bicicleta, seja em você que tá iniciando carreira no no projeto que você escolheu, no trabalho, numa mudança de emprego, depois de anos fazendo uma coisa e mudando de área, eh no no idoso que tá, né, lidando com o processo às vezes de um processo de perda de alguém, né, porque o processo do luto, se a gente for pensar, também é um processo de lidar com algo que é novidade na vida de uma pessoa, né? Lógico que a gente vai ter outras delicadezas emocionais nesse sentido, mas tudo que é novo vai trazer pra gente eh possibilidades de que aquilo a gente vá fazer de uma forma errada, a gente vá cair, vai precisar levantar e retomando e seguindo, né? Mas do processo do quanto que isso é importante, o quanto que isso a gente volta lá na neuroplasticidade, né? o quanto que o erro também é uma possibilidade de aprendizado. A gente nunca deve esquecer disso. Acho que isso é muito importante. Muito bem. E quando a gente fala em novo, em mudança, acho que a maioria das pessoas pensam assim na na no mundo corporativo, né, que onde tem mudança significativa mesmo paraa vida. Olha só, nós temos dados aqui da CAT que indicam que mais de 40% dos brasileiros pretendem mudar de carreira esse ano. Um levantamento do LinkedIn apontou que 60% buscam novas oportunidades profissionais, né? Então assim, eh esse um desejo de reinvenção, um desejo de mudança que persiste nas pessoas. E isso é bom porque é sinal de que você tá em movimento, né? Agora a gente precisa eh avaliar esse desejo em massa, principalmente na questão ã da da do mundo corporativo, né? Você trocar de carreira, mudar de carreira, mudar de profissão. Eh, isso pode ser um sinal aí de coragem, de reinvenção ou na sua avaliação um sinal de esgotamento, hein? Quando a gente tá falar do mundo corporativo aqui, porque tem muita gente, né? pesquisas mostram aí que tem muita gente que tá pensando em mudar de carreira, né? E é importante a gente eh eh ir paraa mudança, ir pro desafio, mas a gente também precisa ver em qual momento da vida que nós estamos no aqui e no agora, e se de repente não é melhor a gente colocar o pé no freio, dar cuidar um pouquinho da nossa mente para poder seguir o novo. Quando eu falo do mundo corporativo, né, Daana? Eu acho que a gente tem eh as duas possibilidades, né? Tanto de um esgotamento, de que talvez a pessoa esteja de fato cansada e talvez de um esgotamento de fato de de saúde mental, a gente tá dizendo, né? De uma exaustão com o trabalho. Sim. Porque quando a gente fala da área corporativa, administrativa, né, das empresas em si, eh, a gente tende a entender que se a pessoa tá demonstrando essa coragem, essa vontade de mudança, talvez ela esteja buscando eh aquilo que eu acho que isso é muito importante eh de que isso acontece com todas as pessoas, essa busca pelo novo, né, pela mudança. Eh, muitas vezes quando a gente pensa numa transição de carreira de anos, uma pessoa que trabalha há 15, 20 anos em uma determinada área, que já tá talvez dentro de um cargo alto na empresa, nossa, mas fulano decidiu mudar de de de carreira, assim, mudou de área, né? Nossa, mas olha, ele ele é maluco, nossa, não deveria fazer isso, né? Já tem uma carreira estável, já tá tipo com a vida ganha no sentido assim, ele já tem estabilidade, né? Eu acho que a gente deve pensar nessa possibilidade, né? Qual é o nosso lugar quando às vezes a gente faz esse tipo de colocação também, né? No sentido de pensar que talvez a pessoa esteja numa exaustão, né? Uma exaustão com aquele emprego, naquela área, cansada mesmo. Então, acho que dá a importância de a gente ser o incentivo, né? Olha, se você entende que esse processo é importante para você, talvez seja interessante. E aí, se possível, acho que como você coloca, R, fazer isso de forma planejada, né? como que eu vou fazer essa transição de carreira no caso de um, né, de uma mudança, de uma mudança diária. Eh, então tentar fazer isso de forma planejada, porque isso não vai ser tão desestruturante, porque o processo de mudar de área vai trazer os processos que a gente tá falando do que é lidar com o novo. Então, se você tiver alguma estabilidade, eu não tô falando só da financeira, mas estabilidade emocional, né? prepara o terreno primeiro, planeja um pouquinho daqui, o que que você tem que fazer para se for uma questão financeira para fazer essa mudança, fazer os cursos, enfim, acho que de um processo de planejamento também, né? O novo, essa mudança, ela também necessita que a gente planeje, que a gente organize, porque depois vai desorganizar. Exatamente. Quando começar o processo novo. Muito bom, ô Natália. essa teoria da autodeterminação, né, eh, mostra autonomia, mostra competência, né, e é isso que motiva, que sustenta a nossa motivação. Agora, eh, diante disso que a gente colocou aqui, como saber se a gente quando muda, a gente tá mudando por uma escolha consciente ou apenas por fuga, que a gente sabe aquela questão, né? fuga e luta e de repente uma mudança, algo novo, pode ser um motivo de fuga, né? Então eu vou fugir porque eu tenho um baita de um problemão e eu vou para algo novo, mas esse problema ele pode seguir comigo para esse novo também. Então fala pra gente da escolha consciente aí pra gente entender se a gente tá consciente ou a gente tá naquele processo de luta e fuga. Exato. Acho que a Dayane trouxe muito bem eh sobre a gente pensar, planejar do por primeiro, por que eu vou fazer essa mudança. Eu acho que algo que falta muito nas pessoas é se fazer perguntas. Uhum. E principalmente entender o que ela está sentindo. Porque o ser humano gosta muito das emoções mais agradáveis. E as emoções desagradáveis, a gente quer fugir, a gente quer se esquivar. Então, eu tô ali no meu trabalho, não tá legal o que tá acontecendo, então quero sair daqui, vou mudar de carreira, porque essa, né, isso aqui já era. Mas às vezes, sem se perguntar o que de fato tá me incomodando, como eu me sinto aqui, por que que eu escolhi esse lugar, essa profissão, essa situação? O que que eu imagino, como eu imagino que vai ser esse lugar novo? expectativa eu tenho, né? Então, porque quando eu tô em modo de fuga, de luta, de fuga, eu crio uma expectativa alta de que aquele outro cenário vai tirar todo esse desconforto que eu tô sentindo. Uhum. e às vezes não. Então entender qual é a vida que é importante para mim, qual é a vida que tem sentido, que tem significado, que é boa para eu viver, porque às vezes eu também acabo só indo pela opinião das outras pessoas ou porque alguém disse que essa situação seria uma situação melhor para mim. Mas e você, o que que você acha se na se não tivesse esse desconforto, se não te se tivesse um cenário diferente, se não tivesse o julgamento das pessoas, como você agiria? Que você faria, né? Eu gosto muito de pensar por esse lado, porque também a gente traz mais clareza do que é importante pra gente. Uhum. E aí ajuda então ir pro novo nunca é fazer algo impensado, nunca é agir por impulso, não. Sempre a gente precisa analisar a situação, analisar os prós e os contras, pensar mais ou menos ali estratégias que eu vou lhe dar e ir se aquele pro caminho que você falou. Não, esse caminho aqui é o caminho que eu consigo lidar, é o caminho que eh vai ter essas prós e contras, mas para mim é possível lidar então com as coisas ruins que possam acontecer, porque tudo tem. Não tem o caminho que não vai ter nenhum desconforto. Esse não, esse caminho não existe. Se eu fico aonde eu estou, eu estou com o desconforto conhecido. Uhum. Se eu vou pro novo, eu tenho um novo desconforto, mas ainda assim em ambos eu sigo tendo desconforto, né? Então a vida ela é muito agrido doce, ela é ela pode ser amarga e doce ao mesmo tempo. E eu acho que se abrir pra vida é também trazer tudo que ela tudo que ela pode trazer pra gente, as sensações boas e as sensações desconfortáveis de fato. Mas será que não é isso que traz o tempero, né? Será que não é isso que traz essa vivacidade e essa esse frio na barriga que a gente falou, essa vontade de de das coisas acontecerem, né? Então essa autodeterminação, a gente tem que tá sempre guiado para aquilo que é importante para nós, pro movimento da vida, né? A vida é ação, a vida é movimento, mas sempre pensado e sempre para um lugar que tenha sentido para você e que não seja livre do desconforto, porque ele faz parte. Ah, isso mesmo, gente. A gente precisa encarar de frente, aprender todos os dias e bora que bora. Tem um mês inteirinho pela frente. Programa muito bom para poder te incentivar, para você partir pro novo, mas não pense que não haverá desconforto, né? É, ó, ciclo da vida. Sobe e desce, sobe, desce, sobe e desce. Combinado? Vamos lá. 8:49. Gente, a produção tá falando aqui que nós temos algumas perguntas, então vamos ver quem é que tá conosco e as nossas convidadas, né, especialistas em saúde mental, vão a responder as perguntas dos nossos telespectadores referente ao nosso tema do programa de hoje, o Desafio do Novo. A Mariana Lopes do Cambuí tá com a gente. Bom dia, Mário. Obrigada, viu, pela sua participação. Ela diz assim, ó: "Eu sempre fico paralisada antes de uma mudança, tipo mudar de emprego. Isso é o cérebro me protegendo ou só ansiedade me sabotando? Ô Mariana, vamos lá, Dayana. E aí? Ansiedade é judia mesmo, né? É a ansiedade, ela é aquele processo que a gente, né, já trouxe aqui, né? A ansiedade da expectativa pelo novo, né? Acho que toda situação nova vai paralisar a gente de alguma forma, no sentido de fazer a gente pensar, né? E se as coisas boas que vão acontecer se eu mudar? E se as coisas ruins que vão acontecer se eu mudar. E aí a gente vai lembrar aqui, né, assim como a Natália trouxe, em ambas as situações, o IC, se eu mudar, vão ter essas coisas boas, se eu não mudar vão ter estas coisas, o desconforto do que tem deixado ruim naquela situação, né? Então ela cita a mudança de emprego. Se eu ficar nesse emprego antigo, o que que eu tenho de bom? né? E o que eu tenho de bom? Tá sendo maior em quantidade? Tem me feito mais bem do que mal no sentido? Tá me deixando bem de saúde ou não, né? Me deixa exausta ou não. Tô cansada, eu tô precisando de descansar de fato, né? Esse processo da a ansiedade sabotando as eh sabotando a gente, né? Às vezes isso vai acontecer dela dizer, né? Mas aí eu acho que é de uma paralisação e de um medo maior que a gente eh tem que fazer o possível para que isso não aconteça, né? Então às vezes num processo de enfrentar o novo, uma mudança de carreira, um emprego, talvez você precise de um processo de psicoterapia para te ajudar a lidar com isso, né? Só o o nosso dizer no sentido, né? Olha, busque fazer isso, tente fazer dessa forma, né? Esse trabalho de psicoeducação que nós fazemos não vai ser suficiente, né? Uhum. da gente ter o cuidado de não dá para ser só um processo de autoajuda, né? De que talvez você precise de um cuidado de saúde mental, de um profissional que te acompanhe, que te traga um pouco mais de conforto, de pensar sobre isso, sobre aquilo. Acho que é legal a gente olhar para isso como um cuidado talvez de saúde mental, né? Se ela te deixa mais paralisada do que curiosa de saber como vai ser esse novo emprego. Acho que pode ser um limiar para você pensar. É isso mesmo. Esse trabalho que a gente faz aqui é uma psicoeducação, graças a vocês que aceitam o nosso convite, mas também é um processo de repente que de virada de chave para quem tá em casa, que não tem a oportunidade de conversar com o profissional da saúde mental e que nesse momento a pessoa olha, fala: "Poxa vida, mas é isso, né? Era isso que tava faltando e e vira a chave e vai pra terapia". Porque, gente, terapia é algo que te ensina a lidar com as situações, né? Então é um processo de aprendizagem, isso é maravilhoso, é bom demais. Agora 852, mais uma pergunta, produção. Agora a gente direciona pra Natália. Vamos ver quem é que tá com a gente. O Thiago Borges do Parque Prado. Autossabotagem aparece mais em pessoas perfeccionistas. Ah, como identificar antes de explodir tudo? Ô louco, Thago, bom dia. Vamos lá, Natália. Autossabotagem e procrastinação, né? Então, quem tem um perfil mais perfeccionista tende a deixar de fazer as coisas ou fazer pra última hora ali para não lidar com o desconforto do hum e se não tiver bom, e se não tiver tão perfeito, e se isso aqui não der certo, né? Então, geralmente são pessoas muito autocríticas. E eu tenho uma frase assim que eu gosto muito, que é a autocrítica ela é boa, tá? Eu não acho que ela seja ruim. Acho que nada é ruim de todo. Ela é importante porque de alguma forma a gente consegue melhorar e evoluir, mas ela em excesso tira a nossa humanidade, porque a autocuítica quer que a gente vá para um lugar de perfeição. E o ser humano não é perfeito. Acho que a imperfeição é que nos faz humanos. Então, acho que o que eu posso te dizer, eh, olhe com um pouco mais de autocompaixão para você. Então, né, autocompaixão, ao contrário do que as pessoas pensam, não é dó. eh bondade com a gente mesmo, eh amor com a gente mesmo, né? Às vezes um conselho que a gente daria para uma pessoa que a gente gosta muito, que a gente ama muito, é tentar nos dar esse mesmo conselho, né, de que eh o que eu faço com as com as habilidades que eu tenho hoje é sim o suficiente. E com o tempo eu vou aprimorando e eu vou evoluindo e eu vou crescendo, né? Aí quando eu deixo de fazer o medo do resultado, eu também me sinto mal no fim das contas, porque eu não cheguei a lugar nenhum. Eu não estou aonde eu gostaria de estar. Então, às vezes é melhor a gente aquela frase melhor feito do que perfeito, porque feito a gente vai lá e faz independente, né, de de qualquer coisa, da das habilidades. Eu fui lá e realizei e depois eu aprimoro, porque o perfeito eu não faço, o perfeito não chega, não existe, né? A a a Daana até falou num momento de que a gente tem essa expectativa de que a gente vai agir como aquela pessoa que já faz algo há muito tempo, como se essa pessoa fizesse aquilo perfeitamente e não faz, né? Então, esse lugar não existe. Então, que a gente possa ir aos pouquinhos se abrindo para esse desconforto de não tá tão bom quanto a minha mente diz que tem que estar, mas eu vou me expor porque isso é importante para mim, eu vou fazer porque isso é importante para mim. E como eu disse antes, lidar com o desconforto que vai ter um pouquinho, mas depois eu vou percebendo que olha só, não precisava ficar tão perfeito assim. Muito bom. Excelente. Que aula, hein, gente? Muito bom, maravilhoso mesmo. Tem mais uma pergunta e daí a gente já vai para as considerações finais. Pode ser, produção? Tá bom, então vamos bora. Deixa eu ver aqui quem tá com a gente. Fernanda Castro do Jardim Chapadão. Eh, vamos lá, Dayana. O medo de passar vergonha me impede de tentar hobbies novos. Como soltar essa pressão da opinião dos outros no dia a dia? É o tal de julgamento, né? O que que os outros vão dizer? a gente ainda se prende muito com isso e isso paralisa um pouquinho essa questão do enfrentar o desafio do novo, né? Sim. Acho que como pelo fato de sermos humanos, né, a gente sempre tá esperando a aprovação, né, do outro, seja de alguém próximo, da família, de um amigo ou das pessoas, né? A gente poderia pensar nessa pergunta dela quando a gente pensa no que você trouxe da comparação das redes sociais, né? Elas estão bem relacionadas, né? A expectativa que eu tenho, né, de fazer algo novo é uma. Eu o que que eu espero fazendo isso que é novo, né? Eh, mas não é, eu nunca lido só com o que eu espero. Eu às vezes dou mais valor e mais importância pro julgamento do outro, né? E que às vezes não é a crítica construtiva, né? Eh, é o julgamento de fato. Ah, mas você deveria fazer isso, você foi fazer isso e deu nisso. É do julgamento ruim mesmo, né, de desqualificar a tentativa de algo novo para uma pessoa, né? E a gente precisa pensar que esse processo de tentar algo novo, eh, ele é muito importante e o quanto ele é importante para nós, né? Natália colocou isso. Então, quando você tá diante de uma situação nova, eh, tente não pensar no que os outros vão pensar, né? Porque isso faz a gente paralisar às vezes o desejo de uma mudança de carreira, de realizar um sonho, de tentar fazer um curso, de tentar algo novo, né? Então, é importante que a gente eh coloque a opinião do outro, né, em um lugar aonde aquilo não tem um peso muito grande, porque senão isso se torna peso para nós, paraa nossa vida, né? o quanto que é importante a gente ter esse cuidado. Eh, encontrando dificuldade em fazer isso sozinho, aí a gente sinaliza, né? Talvez seja o limear, preciso da ajuda de um profissional para dar conta de fazer isso, porque vão ter fases que a gente vai conseguir fazer certas coisas muito bem, sem ajuda da psicoterapia. E tem fases que não, que a gente vai precisar desse eh suporte, desse apoio aí profissional mesmo, né? Excelente, gente. Agora 8:58. E você, vamos lá começar algo novo no início da semana, no início do mês. Eu quero eh agradecer a participação das nossas convidadas e quero que vocês, Natália e Dayana, deixe uma dica para quem tá em casa e que quer começar algo novo essa semana, esse mês. Vamos lá, Natália. Qual que é a dica que você deixa para quem está nos assistindo, né? Eh, de recomeço, né? alguém que tá ali falou assim: "Poxa, agora sim o o que eu precisava, o empurrão que eu precisava, porque agora eu vou começar. Deixa uma dica pra gente e a gente já vai para as considerações finais também. Já quero agradecer sua participação, Natália". Obrigada. Eu acho que é seja a protagonista da sua vida. Tudo que for por você sempre vale a pena. E os recomeços eles fazem com que a gente tenha acesso a uma vida que a gente não conhece e que não necessariamente é ruim. Então, eh, por que você quer ser lembrado? Qual que é a sua essência? Qual é a vida que realmente tem sentido para você viver? Então, pensa nessa vida e vai. Vai, né? O que a Dane falou, se você precisar de ajuda profissional, busque, porque a terapia tá aí para auxiliar nos seus objetivos, mas faça principalmente por você, porque a gente tá falando do julgamento dos outros. Quem são essas pessoas? Uhum. Às vezes são pessoas que a gente nem conhece. Então, quem são essas pessoas e por que elas estão sendo mais importantes do que você, do que o seu bem-estar? Então não se leve tão a sério, vá, tente o novo, se divirta e porque sempre vale a pena. Ai que delícia. Obrigada pela sua participação, viu? Gratidão mesma. Você é mesmo? Você fala de onde, Natália? Eu tô de Capivaria agora. Maravilhosa. Muito obrigada. Boa semana, tá? Obrigada por estar com a gente aqui no estúdio Câmara. Quero agradecer também a participação da Daiana e pedir para que você deixe uma dica, né? Eh, eh, para as pessoas que estão aí já se alimentando de tanta informação nesse início de semana e, opa, é o impulso que eu precisava, vou começar algo novo. Obrigada, ô Daiana, imagina, eu que agradeço. É, eu acho que, né, só complementando a a fala da Natália, né, e pensando e um exemplo que eu citei, né, a vida é aquele monitor cardíaco, né, quando ela parar de fazer os barulhinhos, de ter os altos e baixos, significa que não tem mais vida, né? Não tem mais vida pulsando dentro de nós, né? e o quanto que é importante que esses altos e baixos aconteçam, né, para que a gente continue vivos, né, eh, e pensar que esse processo do estar vivo, ele vai trazer o processo do novo, o processo depois de passar pelo processo do novo, né, de que, ah, eu fui lá, eu dei conta, eu consegui fazer, né, eh, acreditar que você é capaz, que você consegue, né, sempre fazer com que o que seja mais valoroso para você dê mais valor. ao que você é, ao que você construiu até agora, ao que você é como pessoa, como sujeito, né, como humano, porque é muito importante, né, em tempos de redes sociais, né, a comparação ela vai ela vai tá aí te rondando a todo tempo, né, se num processo de novo, eu deixaria como dica, né, evite a rede social no processo que você se você vai fazer uma entrevista de emprego, dê um tempo dela, dê uma desintoxicada da rede social, né, acho que isso vai ajudar no sentido de não te gerar ansiedade, cobrar. Estude, claro, planeje como vai ser, pense nos planos lá que vai te estruturar, mas esse processo do novo, ele vai desarrumar a casa, mas depois você vai organizando a casa novamente. Vai ser muito bom. Certeza. Muito bom. Obrigada pela sua participação, sua presença, a troca de vocês, meninas maravilhosas, maravilhosas. Gente, eu agradeço você que tá aí do outro lado também. Muito obrigada pela companhia. E é isso, recomeçar não é voltar a estaca zero, tá? Lembre-se disso. É retomar a sua jornada com mais bagagem. O novo provoca assim desequilíbrio, mas é esse pequeno caos que faz o cérebro crescer, que fortalece conexões neurais e que protege a nossa mente. O medo não é nosso inimigo, né? Ele é apenas um sinal de que a gente tá diante de uma expansão. Pega o medo, coloca no bolso e bora pro novo, bora viver. A gente agradece então mais uma vez as nossas convidadas, a Dayana e a Natália. E amanhã nós temos estúdio Câmara a partir das 8 da manhã ao vivo e a gente vai falar sobre algo que é bem importante a gente aprender e entender o que é. A gente vai falar sobre vitimização. Humum. O que significa, de onde vem, né, essa necessidade de se colocar como vítima e como isso se manifesta no trabalho, na família, nos relacionamentos. A gente vai tentar analisar amanhã o impacto emocional para quem vive esse ciclo e principalmente para quem está ao redor de quem se vitimiza. O desafio, como identificar as raízes dessa postura e a solução, né? Como estabelecer limites saudáveis sem carregar uma culpa que não é sua? E por que as pessoas se vitimizam? O que tem por trás desse comportamento? Amanhã, a partir das 8 da manhã ao vivo, a gente fala sobre vitimização aqui no estúdio Câmara. Lembrando que daqui a pouquinho você já sabe, a ÍRa tá chegando direto da Central Iá, trazendo atualizações, né, aqui e da cidade de Campinas, do Legislativo, Brasil e Mundo. E ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com informações do Legislativo. Às 6 da tarde, reunião ordinária e toda a movimentação do legislativo de Campinas você confere aqui na TV Câmara Campinas e amanhã a gente se encontra a partir das 8 da manhã com mais uma edição do Estúdio Câmara. Beijo grande, fique bem, um ótimo mês, uma semana linda para nós e até amanhã, se Deus quiser. Ciao