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Olá, [música] muito bom dia para você que está acompanhando a programação da TV Câmara [música] Campinas. Seja muito bem-vindo. Estamos chegando com o nosso estúdio Câmara. [música] Hoje, quarta-feira, dia 19 de novembro, metade da semana. Bom, [música] o assunto do nosso programa de hoje é daqueles que atravessam a vida de muita gente, um tema delicado, mas de extrema libertação. Vamos falar sobre a separação tóxica e a transformação que surge depois dessa separação. Você já reparou nisso? mulheres que depois de um fim, né, de um relacionamento desgastantes, acabam eh eh florescendo. [música] São mudanças no cabelo, a retomada do autocuidado, roupas novas, maquiagem, volta paraa academia. Mas por trás desse movimento tem algo bem maior que a estética. [música] tem história, tem o registro, né, e o resgate da própria identidade, [música] tem saúde emocional e tem, acima de tudo, uma libertação. Hoje a gente vai tentar entender esse processo com muito respeito, [música] claro, e com muita profundidade e com ciência, né? Porque tem escolhas, tem vivência, tem ciência, tem comportamento e tem estúdio câmara para trazer para você essas informações. Nós hoje estamos aqui com as nossas convidadas, daqui a pouquinho elas vão falando com a gente, vão conversar, vão interagir com você e você já pode mandar a sua mensagem através do nosso WhatsApp. Você passou por uma situação dessa, é bem delicado falar sobre isso, eu sei, mas é [música] importante falar, né? A gente não deve se calar. E aí, se você passou por uma situação dessa, se você conseguiu ressurgir como uma fênix, conta pra gente, né, a sua experiência. Ou então, se você tem dúvidas, pode mandar sua mensagem. O nosso WhatsApp está aberto para te receber. 19979377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente vai atualizando algumas informações. Daqui a pouquinho a gente já apresenta as nossas convidadas e já já [música] a gente fala sobre separação tóxica, relacionamento tóxico, tem tudo a ver e a gente vai aprofundar mais nesse assunto. Vamos lá. Olha, a Comissão Permanente de Relações Internacionais da Câmara de Campinas realiza hoje às 10 da manhã a nona reunião ordinária do ano. No plenário José Maria Matozinho, você está convidado para participar. A presidente do colegiado, a vereadora Paula Miguel, pautou como tema central e dessa reunião Bigtex, o lado obscuro da inteligência artificial e as implicações para o Brasil. Participam do debate Jonas Rafael dos Santos, doutora em história pela UNESP, e Sandra Ávila, D. em Ciência da Computação pela Unicamp, que vão analisar riscos, avanços e desafios eh envolvendo a inteligência artificial. [música] Essa comissão é composta também pelos vereadores Vine Oliveira, Luiz Abico, Gustavo Peta e Paulo Hadad. E você está convidado para conferir então esta reunião que acontece hoje às 10 da manhã. Nós vamos transmitir aqui pela TV Câmara Campinas [música] também no YouTube da TV Câmara Campinas. você fique por dentro de tudo que acontece no legislativo. Hoje véspera de feriado, amanhã, dia 20 de novembro, Campinas recebe a 25ª edição da marcha Zumbi dos Palmares, que celebra o Dia Nacional da Consciência Negra, organizado pelo [música] Movimento Negro antiracista da cidade. O ato tem concentração às 9 da manhã na Estação Cultura. Este ano, a marcha homenageia a segunda marcha nacional de mulheres negras com o tema por reparação e pelo bem viver. O cortejo seguirá por ruas centrais aqui de Campinas, [música] como a 13 de maio, a, eh, Barão de Jaguara, General Osório, eh, [música] Francisco Glicério, entre outras. O encerramento está previsto para 1 da tarde com ato público no Largo do Rosário. O evento é símbolo das lutas, conquistas e também da valorização da cultura afrobrasileira. [música] Previsão do tempo para hoje. Como é que será que fica o tempo hoje, hein? Sol, né? Sol com algumas nuvens à tarde, não chove, tá? Mas tem muita nebulosidade. Mínima foi de 21º, [música] a máxima 25º. Vamos embora então para a nossa quarta-feira. a véspera de feriado. E agora o nosso tema central. Vamos falar sobre separação tóxica. E para essa conversa tão importante que vai nos ajudar a entender o que acontece com o corpo, com a mente, com as emoções. Depois de uma separação que machuca, eu recebo aqui duas convidadas especiais. Comigo no estúdio, a Nara Ramos. Seja muito bem-vinda. Obrigada pela sua participação e presença. Bom dia. Obrigada. Bom dia. Agora com a gente também pelo Zoom. Olha só, nós vamos receber a Vanessa Penioni. É isso mesmo, Vanessa. Bom dia. Obrigada pela sua participação, pela sua presença. Seja bem-vinda. Bom dia. Muito obrigada. Muito bem. Então, hoje essas duas psicólogas vão nos ajudar, tá, a entender sobre uma relação que acaba, especialmente quando ela foi tóxica. Aí tem um período de silêncio, um período de dor, mas também uma reorganização interna de reencontro consigo mesma. E aí começam as mudanças visuais, né? O qu, a roupa que valoriza o corpo. E o que que representa esse ritual? Na verdade é uma vaidade, é uma libertação, é uma cura. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística, EBGE, o número de divórcios no país tem aumentado e é fundamental a gente olhar para essa eh qualidade desse fim, né, e também paraa saúde mental de quem passa por essa situação. Vamos lá, Nara. Por que que a gente eh entende que a partir de uma separação tóxica, a gente vai ter um momento de luto? Mas a gente também vai ter um momento de renascimento. O que que acontece com essa situação? É, a gente costuma pensar que as separações tóxicas são as separações que a gente que trabalha com família, com casal, em consultório, a gente chama de divórcios ou separações complexas ou difíceis. Hum. São divórcios ou separações, no geral altamente litigiosos, que vão pro tribunal, que que envolvem guarda filhos, disputas, eh em que existe muita manipulação, existe violência às vezes física, psicológica, patrimonial, eh envolve eh gatilhos, né, que retomam a feridas muito profundas do relacionamento. Então, ao invés ao invés de naquele momento ser o término eh de um período de sofrimento, é a propagação de um sofrimento. Então, existem divórcios extremamente complexos e demorados, né? Então, é como se o casamento e o sofrimento fosse se perpetuando naquele naquele movimento. E aí existe uma série, né, de uma propaganda difamatória a respeito daquela mulher ou daquele companheiro, eh, frente aos amigos, frente à família, aos conhecidos. Então, é um processo, a gente costuma dizer que o divórcio ele é um dos grandes lutos da vida. Ainda mesmo quando o casamento tá difícil, mesmo quando se deseja separar, não deixa de ser uma perda. É uma perda necessária, mas é uma perda. É, isso gera um grande sofrimento, né? E e é importante porque a gente como mulher muitas vezes a gente vai normalizando pequenas violências emocionais durante anos e aí só o fim acaba revelando a profundidade do estrago, né? E a explicação que a Nara trouxe eh eh impacto emocional é muito clara. Essa reação muitas vezes não é só mental e é física também. Agora, Vanessa, eh, muitas mulheres relatam que só conseguem voltar a respirar. Olha que profundo isso, voltar a respirar quando a relação acaba, mesmo tendo um grande estrago e um grande sofrimento. Como que a psicologia explica isso? Qual que é a sua avaliação sobre esse voltar a respirar, mesmo tendo um grande desgaste e sofrimento? Como é que a gente consegue entender isso? Eh, o que eu vejo quando, né, relações aosivos, quando a mulher temaração relaumático, isso que a gente diz a ela volta a retirar porque tava sendo compartilado de uma série de de comportamento também de uma de abusos de que de ela foi um tipo de de nível muito e ela sai desse relacionamento ao mesmo tempo que é um sofrimento, porque a mulher eh geralmente relacionamento abusivo, eh, a gente compara a nível de a gente usar uma substância química, então a mulher ela fica viciada também nesse relacionamento. Então, é algo que é importante a gente também dizer, talvez seja de um outro segmento, mas, né, eh, é um sofrimento por causa dessa dessa constituição, mas é um respiro, né? A mulher ela volta a respirar porque ela, nesse tipo de relacionamento, quando ela é bombardeada por esse tipo de abuso, ela fica constantemente eh em alerta, né? Ela fica sobre estress, ela não consegue relaxar, né? Ela fica o tempo todo, né, preparada para o pior, pior. Então, quando ela sai do relacionamento, ela consegue respirar, ela consegue olhar paraa vida, ela consegue se olhar mesmo que através do sofrimento, mesmo que através de um luto, né? Então, eh, se reconstituir, né, nessa nova fase é muito importante. Eu sempre trabalho aquies, eh, um trabalho de estabilização, né? Porque a gente vê que o abuso muitas vezes as mulheres passam por tantos abusos, né, que mexe com a química, né, do corpo, libera muito cortisol, né, eh, no corpo da mulher, mexe com a parte hormonal e estabilizar, né, essa mulher para ela, para ela voltar, né, voltar, eh, literalmente a a se reconhecer, a buscar uma identidade ade a se ver novamente, né? Porque ela se perdeu totalmente. Ela mergulhou em um relacionamento, ela mergulha, né, na vida do outro, ela mergulha numa relação onde, né, muitas vezes ela vive sozinha e ela se perde, né? Então quando ela sai dessa relação, né, ela volta, né, é esse respiro, né, o respiro da vida. Nossa, bem interessante. E a a Vanessa falando, eu fui imaginando, né, tem um vídeo, acho que todo mundo eh viu esse vídeo, né, eh de mulheres que passaram pelo divórcio, né, pela separação. E aí, e elas vão e no em frente ao frente ao juiz e aos ex-maridos ali e completamente diferentes e até os ex-maridos assustam, né, com a o empoderamento, a força e e o visual daquelas mulheres. Então, isso isso chama muita atenção, porque a gente que às vezes não tem o conhecimento da psicologia, eh, e a gente fala assim, mas como assim, né? de uma hora para outra. A mulher tava de um jeito, agora tá de outro. E para nós mulheres é um pouco mais eh fácil entender, mas para os homens às vezes não. E eles podem ter um julgamento ah não assertivo com essa mudança. É que é como se a autonomia voltasse a ser palpável, né? eh essa busca eh eh pelo pelo novo, pelo quarto de cabelo, aquele batom diferente, traz eh de volta a mulher pro aqui e pro agora, né? Então, a gente fala dessa mudança visual imediata e quando o relacionamento termina, muitas mulheres buscam um corte de cabelo ou quase imediatamente para parece que se desvincilhar daquela mulher que ela foi ontem. É mais ou menos isso que acontece no nosso psicológico quando a mulher eh nós passamos por esse tipo de relação, né? A gente entende que o corpo é o primeiro território possível de ser mudado, né, frente a um a uma mudança de vida tão grande. Então é como se a mulher dissesse ali, é um ritual, né? É simbólico, é interno. Eh, é claro que essas mudanças visuais elas nos dão notícia de mudanças muito profundas que estão acontecendo, simbólicas, psíquicas. é é um é um retorno à autonomia, né? Uma reconstituição egóica, é uma, eh, é o retorno à autenticidade, porque durante o casamento, né, os casamentos que que vão acontecendo por muitos anos pela inércia, né, eles vão seguindo, as mulheres vão se esquecendo um pouco de si, vão tentando caber num modelo, né, que elas entendem e que a sociedade nos coloca que é o esperado para as mulheres, né? Então, a mulher, ela é responsável por manter a família funcional e saudável. A mulher é responsável por tantas outras, né, eh, por tantas outras demandas. E ali é aquele primeiro momento em que ela consegue olhar para si. Eh, é quase como um ritual. E os rituais eles são muito importantes pro nosso psiquismo. Precisa findar, né? É como se dali paraa frente eu eu viro uma página, eu começo uma outra história. Eu me lembro de mim. mesmo com dor, mesmo sofrendo, com coração dilacerado, né? É como se o corpo dissesse assim: "Eu voltei, eu existo e agora eu me pertenço". Agora, eh, ah, Vanessa, essa busca pelo visual nos leva a a pensar na na diferença entre a vaidade e o movimento de uma cura, né? Que a e que a Nara trouxe pra gente. Agora, a gente precisa entender e separar. Por quê? Porque assim, eh, aconteceu uma separação tóxica, a mulher conseguiu, né, a libertação. No primeiro momento, ela vai, ela faz aquela mudança extraordinária, mas ela precisa, além da mudança física, ela fazer uma mudança aí da saúde mental, uma mudança de de pensamento, uma mudança de visão, né, do que ela é, o que ela quer, para onde ela vai, porque é importante essa mudança visual, mas eu acho que se não tiver uma virada de chave ali, ela pode, ã, cair na armadilha de voltar aquele lugar que ela foi ferida. Você concorda, Vanessa? Com certeza. mesmo para eu trabalho muito aqui, né, no consultório pra gente quando a gente busca essa mudança, principalmente de aparência, né, a gente precisa sustentar isso. E a gente só consegue, né, sustentar a nossa nossa beleza, a nossa vaidade quando existe a mudança da da mentalidade, a mudança do nosso interno, né, eh do nosso psíquico. E é quando a gente trabalha as nossas feridas, né? Porque os relacionamentos abusivos eles acontecem porque nós temos feridas emocionais e a gente se relaciona com outras pessoas feridas, né? Então, na quando a gente buscar ajuda, a gente está num relacionamento abusivo e muitas pessoas conseguem sair dessas aquelas porque elas buscam ajuda, né? Eh, a maioria, né? As pessoas elas saem dos relacionamentos abusivos porque elas buscam ajuda. É muito difícil você sair de um relacionamento abusivo se você não tem uma rede de apoio. É praticamente impossível. Então, e pós relacionamento, você também vai precisar de ajuda para você poder sustentar isso, não voltar para esse relacionamento e não se enfiar relacionamento abusivo, porque nós atraímos quem nós somos. Então, se continuarmos com as feridas, né, que nos faz atrair pessoas também feridas e pessoas abusivas, vai dar na mesma, né? nós, é um ciclo que a gente vai continuar perpetuando. Então isso precisa, essas feridas precisam ser trabalhadas para nós sermos mulheres mais saudáveis, mulheres que se relacionam eh com quem a gente é verdadeiramente, eh não através das nossas carenças e das nossas feridas emocionais. É um trabalho muito profundo, né? Porque a gente, nós buscamos nas relações e transferimos nas feridas da infância, né? Então, quando temos eh ausência de pai, de mãe, né? Ou muitas vezes passamos abusos, né, na infância, nós transferimos isso para os relacionamentos e normalizamos alguns abusos. Então são são raízes, são questões muito profundas que precisam ser trabalhadas, precisam ser estancadas para não serem perpetuadas. Eh, então né, assim, aparência é é o que está dito, né, é aparência. Então, você precisa, né, sustentar. para sustentar essa aparência é algo mais profundo. O que que é uma vaidade saudável, né, de um gesto profundo de reconstrução emocional e também uma reconstrução de identidade, né? Eh, tem uma linha tênue ou tudo isso parte do mesmo processo de cura após esse, não sei se eu posso chamar trauma, né? Eh, eh, eh, mais ou menos acontece a mesma e eh é o mesmo processo aí. Como é que a gente faz para entender eh e separar essa questão da cura interna e dessa nova apresentação dessa nova mulher que vem surgindo através do novo visual, né? Eh, é um trabalho mais profundo, né? ele precisa ser sustentado. A gente entende que nesse momento é é claro que eh faz bem pro autoconceito. A gente precisa gostar do que a gente vê no espelho, né? Então é importante, não é uma questão meramente de vaidade, não teria nenhum problema se fosse, mas neste caso em específico, a gente entende que é uma questão de identidade, né? Uma busca de identidade, é uma busca por um eu perdido lá atrás, né? ainda quando os casamentos não são tão tóxicos e tão ruins, porque a gente, né, existem separações que são um tanto quanto mais tranquilas. É, mas a gente vê às vezes algumas mulheres que fazem festa de divórcio. Pois é, já vi também, né? Isso tem acontecido. Então, a gente entende que esse primeiro momento mais eufórico, mais é para dar conta realmente de terminar, de colocar um fim, de enxergar ali um ritual, um término, um pacto, uma virada de página, mas isso precisa ser sustentado a longo prazo. E eu acho que isso pode acontecer por meio de vários trabalhos, né? Mas o autoconhecimento é fundamental. Então, buscar psicoterapia, eh buscar algum programa de autoconhecimento, a gente, claro, psicólogo sempre vai encaminhar para psicoterapia, até porque a gente vê situações muito patológicas, né? A gente vê na a psicanálise nos ela usa um termo que se chama compulsão à repetição. Então isso precisa estar muito bem estabilizado, isso precisa estar pacificado para que não se repita num próximo relacionamento, como a Vanessa bem falou. Então, é interessante, eh, tem algumas situações de mulheres que que relatam mesmo, né? Ela, eh, teve uma separação, conseguiu uma libertação de um relacionamento abusivo, de um relacionamento tóxico, passou por essa mudança, né? e eh ressurgiu como uma fênix e aí depois de um tempo, voltou a um relacionamento e, infelizmente um relacionamento novamente abusivo, tóxico. E aí muitas mulheres se perguntam: "Mas será que isso é é um karma, né? Eu tô repetindo, sempre repetindo. Eu não consigo me libertar disso. Na verdade, isso é é parte de nós mesmos, dentro da gente. A gente precisa de uma cura profunda. Realmente é é preciso se aver com todas essas questões. É preciso entender porque lá atrás essa escolha foi feita. A escolha às vezes para um companheiro violento, para um companheiro que eh que manipula, que agride, que ofende, que difama. É preciso entender um casamento é uma dança dois, né? Então a gente precisa olhar para isso com muita profundidade. E se for meramente uma mudança visual, a tendência que isso aconteça num próximo relacionamento, ou ainda pior, que volte a acontecer no mesmo relacionamento, que tem uma recaída, uma retomada, eh, é muito grande, né? Então, por uma questão de preservação, [limpando a garganta] de autocuidado, que é tão importante que se que realmente haja um mergulho interno, né? Um mergulho dentro de si para que possa olhar para isso, para que se possa curar essas feridas e para que possa se buscar relacionamentos saudáveis, né? Uhum. Perfeito. Porque assim, se a gente fala dos impactos emocionais, é para pra gente ter uma noção aqui, nós estamos falando de de mulheres que se reconstróem depois de uma separação, de um relacionamento tóxico, né? É tudo muito legal, é tudo muito bonito de se ver a mulher se reconstruindo, né? Mas a gente precisa ver os impactos emocionais que que que estão permeando dentro desse ser, né? dentro aqui desse coração, os impactos eh eh que batem forte mesmo depois de uma separação eh tóxica. Eh, medo, ansiedade, né? Será dúvida, né? Será que eu fiz a coisa certa mesmo? De repente você olha de fora, fala: "Poxa vida, será que a errada sou eu?" Então, aquela dúvida, né? E e de repente a a aquela coisa assim de poxa, eu não consegui, né? Eu não consegui manter aquilo, então a culpa é minha. Como que a gente vai trabalhar isso? Percebe? Porque assim, externamente, poxa vida, ela trocou o cabelo, colocou um batom, tá linda, maravilhosa, mas por dentro, gente, o negócio é pesado, né, Vanessa? Não éor, é como [risadas] a Nara falou, eu trabalho dentro da abordagem humanista, mas tem algumas questões da psicanálise que a gente traz muito, né, como, né, algumas conculões de repetição. Eh, por quê? Porque quando a gente vai eh estabilizar a mulher, a gente trata, algumas situações são tão graves, a gente trata como compulsão eh de usuário de de droga mesmo, [limpando a garganta] né? Então a gente fala: "Olha, você eh está doente". Então vamos colocar isso como sintoma, essa repetição, né? Eh de muitas vezes não, né? Voltar pro relacionamento, porque às vezes a pessoa, né, ela está totalmente, ela já trocou visual, já se repaginou, né? Mas por dentro, né, ela não consegue ressignificar, né? é a grande questão. Por isso que a gente precisa, quando a gente sai de um relacionamento abusivo, a gente precisa de uma rede de apoio. Nós, né, precisamos ressignificar eh dentro da gente. Nós precisamos de ajuda, nós precisamos de autoconhecimento, eh psicoterapia, eh precisamos descobrir quem somos, né? Eh, geralmente, eh, eu entendo, né, muitas mulheres como codependentes e o codependente, a maior dificuldade dele é viver, né, eh, viver sozinha, né, muit muitas mulheres não não se vê sem a outra pessoa, como se não não consegue se entender com um um ser humano, né? Então, por isso que eh eh antes, né, antes acompanhado do que só. Então, eh, é muito complexo esse, eh, esse universo. Então, a gente precisa entender questões, a mulher muitas vezes precisa entender questões muito profundas, então precisa, né, de de ajuda, precisa de autoconhecimento para você sustentar mudanças eh comportamentais, porque mudanças comportamentais eh são mudanças, né, fora que eh, né, pros pros outros estão vendo que você, né, tá OK, você tá se comportando de uma maneira diferente, mas e aí o que que você tá sentindo? Você vai conseguir sustentar isso por quanto tempo, né? Porque precisa ter significado a mudança, senão a gente não consegue eh sustentá-la, né? Isso a gente faz através da busca da identidade, né? Eh, de quem nós somos, né? Eh, né? De quem nós somos, de amor, de auto perdão, de gostar de si mesmo, né? Eu acho que é a grande questão é essa, de se amar em primeiro lugar. Excelente. Excelente. Quando a Vanessa traz a questão da codependência, né? Ah, isso acontece no relacionamento. Nós até trouxemos um programa falando sobre a codependência, sobre relacionamentos e não só no relacionamento amoroso, né? É família também. E essa questão da codependência pega muito porque a gente acaba perdendo a nossa identidade. Então, você vive todo dia em função do outro. E quando a gente fala de relacionamento, quando o relacionamento acaba e de forma, né, abusiva, de forma tóxica, você se perde totalmente, porque e agora? Amanhã eu levanto, eu vou fazer o quê? Para quem? Onde está a razão da minha vida? Não é mais ou menos assim, Nara? E e is essa questão da codependência, ela está ligada mesmo a esse relacionamento tóxico e a separação tóxica também. é um encontro com um desconhecido, né? É um ter é um ter que se reolhar, que se reencontrar, que se descobrir, que se reconhecer, se a ver com suas questões. A gente, o ser humano é altamente adaptável até mesmo a situações muito ruins. Então, quando não é incomum separem, né, que passem por divórcios complexos, elas falam: "Mas como eu não conhecia essa pessoa com quem eu fui casada por tantos anos, né?" É porque quando ela consegue se distanciar um pouco e observar a situação um pouco de fora, ela olha o quão tóxico era aquilo, o quão doentil era aquela relação, né? O quanto as relações de codependência elas vão se retroalimentando eh e passando por situações inimagináveis, né? Então, eh, é um trabalho realmente muito profundo, interessante e importante toda essa nossa conversa, mas assim, nós estamos falando do término, percebeu, né? Estamos falando do de o fim de um relacionamento, né, tóxico, uma separação tóxica e a mulher que se liberta como uma fênix, né, que ressurge e vai pra vida. Agora, a gente precisa entender também como isso começa, né? Porque o relacionamento, se ele terminou, ele começou. E se ele terminou dessa forma, ele também pode não ter começado de uma forma assertiva. Então eu peço para as nossas psicólogas nos ensinarem, né, nos orientarem, eh, qual o olhar que nós devemos ter eh, referente a uma um relacionamento que está se encaminhando para um relacionamento tóxico e abusivo. Vamos lá, então, Vanessa, por gentileza, traz pra gente eh um pouco desse olhar que devemos ter eh mediante a esse relacionamento que está iniciando e que pode sim vir a ser aí um relacionamento tóxico e terminar dessa forma que a gente tá colocando aqui hoje no programa. Vou dar algumas dicas, mas vou pedir ajuda da Nara também, né? porque eu posso esquecer de alguma de alguma coisa, mas eu acho que assim eh eh esteja muito atenta aos sinais, né? Eh porque os sinais aparecem, né, nas primeiras nas primeiras horas quando a gente tá está conhecendo, né, a pessoa, né, eh, como a pessoa se comporta quando ela recebe não, principalmente, né, quando ela é contrariada. Eu acho que eh essa questão, né, de quando a pessoa é contrariada, de quando ela, né, recebe ou não, é a principal, né, porque eh quando o ser humano não consegue lidar com algum tipo de de frustração, eh é que mor perigo. Então, eh essa é uma dica assim, eu acho que eh primordial. Mas fique atenta aos sinais, né? Sempre quando você quando sempre quando a gente sente um desconforto interno, isso quer dizer alguma coisa. E às vezes quando a gente tem esse desconforto interno, a gente negligencia, fala: "Ah, ai não, eu acho que é é loucura da minha cabeça." Não, não é loucura, né, da nossa cabeça, porque vai dar ruim, né? é a nossa intuição, é o nosso, é o nosso, a nossa identidade, o nosso ser falando que nós não estamos se sentindo confortável dentro daquela situação. Então, é um sinal de alerta, é um sinal vermelho. Se eu não estou me sentindo bem dentro daquela situação, se tem alguma, se tem alguma coisa dentro daquela situação que tá me deixando ansiosa, angustiada, não é para mim estar naquela situação. Então, não negligencia os seus sinais, os seus sinais internos. completar pra gente, por favor. Eh, eu costumo dizer os meus pacientes que os sinais pulam na nossa frente e a gente pede licença para passar, né? Então, eh, a gente aí a gente vai para um outro caminho e dizer assim, né? As relações que nascem de grandes paixões, elas são relações que no geral envolvem muita idealização. A gente se apaixona por quem a gente quer e não por quem de fato está ali, né? a gente idealiza no outro, a gente encontra no outro o que a gente quer. Então eu penso que um processo, né, sempre um processo de autoconhecimento, eh um processo de psicoterapia garante que você consiga olhar para isso de uma maneira mais real, menos idealizada, menos no mundo da das ideias, você consiga olhar pros dados concretos, né? você consegue entender quem é aquele ser humano que está na sua frente, entendendo todas as incongruências dele e as suas também, né? Porque as pessoas têm as suas idiossincrasias próprias, todos temos as nossas, mas você precisa entender até que ponto a a incongruência do outro baixe com a sua, né? Eh, a gente não pode se se anular num relacionamento. Então, relacionamentos que começam eh com outro pedindo para você mudar o seu cabelo, a maneira de você falar, a maneira de de você sentar, não se comporte daquela maneira, não gostaria que você conversasse com aquela pessoa, acho que aquele trabalho talvez não seja tão bom para você, não é um relacionamento ideal, né? a gente precisa estar num relacionamento por inteiro. Então, eh, acho que esses sinais eles vão, eh, dificilmente alguém começa lá, eh, no final do relacionamento se apresenta uma pessoa completamente diferente do que era, né? É claro que durante o jogo de sedução, durante o início, há todo um cuidado, há todo um um encantamento necessário pro relacionamento seguir, mas esses sinais, como a Vanessa bem disse, eles aparecem no começo. Uhum. Eles estão ali, uma amiga observa, não fala, a família falou: "Achei isso estranho". Naquela, naquela mesa de jantar, ele falou uma coisa que não caiu bem. Então, eh, os sinais eles se colocam, né? A realidade sempre se impõe. A gente precisa estar atento a ela e não ignorar. É, exatamente. Principalmente no início do relacionamento, que tudo é muito lindo, né? Como eh a Nada apontou pra gente aqui, eh, a gente desenha, né? Tipo assim, eu quero que seja assim. E aí você imagina isso e aquela paixão, aquela coisa dos do início acaba eh não deixando que você veja coisas que as pessoas que estão em volta podem analisar de uma forma diferente. Isso também pode causar até uma situação constrangedora na na própria família, né? E a gente vê isso acontecer e não é não é assim algo que eh eh passa despercebido, né? famílias falam e às vezes a gente precisa prestar atenção e dar ouvido. Às vezes assim, ah, mas será? Eu vou olhar com mais atenção para essa situação que foi passada para mim, porque eu não vi, mas não vi por quê? Porque eu tô apaixonada, não vi por quê? Porque idealizei que tudo tá lindo, né? No início tudo são flores, mas no decorrer do tempo as coisas vão aparecendo, vão acontecendo, a paixão acaba, a gente vai viver por quê? Porque ama. E amor é algo que a gente precisa entender que é aceitar, né? Aceitar os defeitos do outro. Assim como eu também tenho defeitos, ele também tem. E vice-versa. E a gente precisa aceitar para conviver, né? A paixão não. A paixão é tudo muito lindo, não é, Vanessa? Sim, com certeza. É, com certeza, né? E a paixão, eh, né? É algo que a gente tem que eh ficar muito atento, né? Porque a paixão ela ela desencadeia eh na verdade muitos impulsos. Então os impulsos vão fazer com que a gente eh negligencie alguns sinais, né? E amor é diferente de paixão. O amor ele é sustentável. A paixão não. Por isso que a paixão ela é algo passageiro. Eh, sempre quando a gente fala de relacionamento, a gente fala de estrutura amorosa, né? A gente não fala de estrutura de paixão, né? Porque o que estrutura relacionamento é amor, é cumlicidade, né? Eh, são outros tipos de estrutura que não existe na paixão, né? Eh, é lógico que em algum momento a gente precisa da energia da da paixão para dar um movimento, né, no relacionamento, mas eh ninguém se ninguém não se vibe, né, de de paixão. E quando eh a gente idealiza, né, quando essa essa paixão ela é vivida de maneira muito idealizada, eh muito desproporcional à realidade, eh isso significa que eh tá totalmente fora, né? Não não tem como dar certo, né? Porque eh tá totalmente fora da realidade. Então não tem eh não tem como ser sustentado, né? não tem como ter com uma continuidade algo que não é funcional, né? Então a gente tem que estar muito atento a isso, né? O que que é, ah, é legal, né? Muito bom, né? Gera, né? Eh, gera muitas muitas sensações, né? A paixão, mas isso é sustentável, isso é saudável, né? Então, a gente tem que ser coerente, a gente tem que eh ser maduro em muitos momentos, né? para para eh avaliar o que é saudável, o que é bom, né? Tomar decisões assertivas, né? Para a gente eh principalmente as mulheres paraa sexta fênix, né? Que que é a fênix, né? Ela para ela se eh se reconstituir, né? Ela teve que eh decidir, né? Decidir morrer para renascer, né? Então, muitas vezes a gente não quer tomar decisões, né? Eh, a gente quer eh viver ilusões. Então, se a gente não decide, né, algumas situações, o que que é saudável, o que que é palpável, a gente não vai ter uma uma transição, a gente não vai ter, né, essa maturidade para saber distinguir o que que é uma coisa, o que que é outra. é um exercício de autoconhecimento profundo, né, nessa situação. E que legal que a gente consegue abordar aí desde o início até o fim desse relacionamento que nós estamos colocando no programa hoje, que é eh uma separação tóxica, né? Se a separação foi tóxica, é porque o relacionamento também ele em algum momento do caminho se perdeu e acabou sendo tóxico também. Então, por isso que a gente fala, traz aí a questão da paixão, do amor, do início, né, da visão mais assertiva das pessoas que estão por fora dessa relação, as pontuações que são são feitas eh durante esse esse relacionamento e que às vezes a gente não está atenta. Então, é importante a gente pegar toda todo esse caminho para entender o renascimento dessa mulher que de repente não teve essa visão, né, e mas teve a atitude de sair desse relacionamento e agora vai ter que lutar e lidar com as suas angústias, com as suas dores, com o seu luto e com o seu renascimento, porque ela foi desconstruída e aí ela vai ter que se reconstruir novamente, tanto eh interno quanto externamente para poder continuar vivendo. Você tá vendo como que é pesado o negócio, né? É desafiador. É por isso que a gente precisa eh eh contar com uma rede de apoio, assim como bem pontuou a Vanessa e a Nara. E a psicologia, a terapia, gente, é algo que traz pra gente assim o autoconhecimento que a gente tanto precisa para poder viver com mais levezas, né? Seja em relacionamento, fora do relacionamento, profissionalmente, enfim. A gente precisa do autoconhecimento pra gente poder entender quem somos, para onde vamos, o que queremos, né, o que estamos fazendo e e como que a gente vai lidar com a nossa vida. Muito bom nosso bate-papo de hoje, agora 8:45, nós temos algumas perguntas, então vamos lá, produção. Produção tá avisando, o pessoal tá participando com a gente. Vamos ver o que que o pessoal traz de casa pra gente aqui no programa de hoje. A Elisa Ramos do Jardim Garcia. A mudança no visual logo após o término pode ajudar emocionalmente ou é só uma tentativa de fugir da dor? Elisa, bom dia. Vamos lá, Nara. Ela pode assumir as duas posições, né? Então, num primeiro momento, a gente entende que é uma retomada, né? É um, é, é entrar em contato consigo, é aumentar o autoconceito, é uma maneira de voltar a sentir prazer, é uma maneira de se conhecer, de olhar para si. Mas pode se de uma maneira prolongada eh se algo superficial para fugir daquele momento, né? Então é é por isso que a gente disse, ela precisa vir acompanhada de uma e ela nos dá notícia de uma mudança interna importante, né? A gente entende aquilo. O corpo precisa, é o primeiro, é o primeiro ambiente que a pessoa consegue mudar. Isso aqui é meu, isso aqui eu faço e ninguém eh vai vai opinar nisso aqui. Mas é uma coisa que precisa ser sustentada a longo prazo. É uma afirmação de identidade, né? Estou aqui, estou viva, estou voltando, existo, né? Só que isso por fora. Então a gente precisa dessa força por dentro também, né? Vamos lá. 8:47. Pode colocar mais uma produção, por gentileza. Vamos ver quem é que tá com a gente aqui. A Bruna Faria do São Bernardo. [limpando a garganta] Quando eh o término é traumático, é esperado que a pessoa tenha dificuldade de reconhecer quem ela era antes da relação? Hum. Vamos lá, Vanessa, por favor, responder a Bruna. Sim. Eh, com certeza, né? Isso acontece, né? ela vai ter dificuldade mesmo, porque eh quando a gente tem um término, né, traumático, né, o trauma em si, ele vai mexer com memória, com lembranças, né, eh vai ter dissociação cognitiva. Então, por isso que é preciso, né, eh, uma rede de apoio ajuda psicológica, né, pra gente buscar eh recuperação da nossa identidade, de quem a gente era no começo, né, e por principalmente por que eu cheguei nesse ponto, por que eu me permiti chegar esse ponto, né? Porque o eh muitas vezes o abuso eh ele ninguém o abusador ele não chega, né, já abusando, né? É, é, a gente fala que é o love bomb, né? A pessoa chega bombardeando, né? De amor, de amor, de cortejo, né? E isso daí vai sendo tirado aos poucos, né? A pessoa vai sendo envolvida. Então, quando a gente vê, a gente já tá numa situação muito delicada. Então, eh, é preciso fazer, né, um rastreamento paraa gente saber onde a gente se perdeu, né, e quem a gente era antes, né? Então, muito bem. Nossa, gente, é algo assim que eh a gente se a gente para para analisar é tão profundo, não é? Porque você vai sendo bombardeado disso, daquilo, e você vai se perdendo. Você é uma pessoa no início do relacionamento e aí na metade desse relacionamento, onde você percebe que você vê que tem alguma coisa errada, você já não consegue mais saber quem você é. E aí você segue sendo aquela aquele fantoche, aquela pessoa que só vai vivendo pelo outro, para o outro e você esquece de você. e até eh chegar o momento do start. E se chegar esse momento do start, vai um longo tempo aí de muito sofrimento, né? É impressionante como que acontece essas coisas e que a gente deixa acontecer. E a informação é algo que é importantíssima, porque a informação transforma, a informação salva. Então, quero lembrar você que esse programa tá no YouTube, ele vai ficar no YouTube. Então, eh, compartilha com a sua colega, compartilha com a sua amiga. Não que ela esteja vivendo um relacionamento tóxico ou então ou que ela esteja passando por essa situação, mas eh são pontos que as nossas psicólogas trazem pra gente, que é importante a gente parar, olhar e de repente analisar, sai um pouquinho de fora de cena e dá uma olhadinha no seu relacionamento. De repente tem como você voltar atrás, né? eh e fazer aí com que não tenha esse fim que a gente tá colocando no programa de hoje, tá bom? De repente, quem sabe você consegue virar essa chave aí hã em no meio do relacionamento e não deixa acabar. Isso também eh é possível, né, a partir do autoconhecimento. Vamos lá, faltando 10 minutinhos para as 9, mais uma perguntinha pra gente, produção, se tiver pode mandar, por favor. Vamos lá. Quem é que tá com a gente? O nosso WhatsApp está aberto para você, para conversar com as nossas psicólogas hoje aqui no estúdio Câmara. Estamos falando aí eh de separação, né? Separação tóxica, um relacionamento aí que não deu certo e que você acabou sofrendo e tendo que voltar, né? Voltar para esse mundão. Vamos lá. Fernanda Dias, Jardim Chapadão. Depois de um término tóxico, é comum a pessoa sentir culpa por buscar uma vida mais bonita e leve? Como lidar com essa sensação de que não podia ou não era permitido antes? Isso [música] é horrível, né, Nara? Como não podia, né? Quem diz que não pode? Claro, respeito de ambas as partes, mas podar aí não, né? É. A separação é um momento de muita ambivalência. é um querer e um não querer. É um querer se livrar de uma situação que está machucando, que é danosa, mas ao mesmo tempo pensar no passado, né? Eh, agarrar um plano, um um plano de vida, um ideal, um sonho. Então, terminar isso é muito difícil, né? Então, o eh e aí eu acho que o sentimento, o sentimento que mais aparece, né, dos mais relatados é de fato a culpa. como é que eu me sinto feliz por estar vivenciando isso que era um plano, que era o meu ideal de vida, que eu vivi para isso, né? Então, eh, a gente precisa o a separação é se despedir de alguém em vida, né? É um luto, é ter que matar alguém que tá vivo dentro de você. É das coisas mais fortes que existe. Eu acho que é de fato dos grandes lutos da vida. Então, eh, suscita muitas emoções, né? E se a gente for pensar especificamente na mulher, na nossa sociedade machista, patriarcal, a mulher ela é ensinada a manter o relacionamento, ela é ensinada a resistir, não a se preservar, né? Então, eh, quando a mulher aprende a se preservar, aprende que ela não precisa sofrer, que ela pode sair de situações, eh, que não são agradáveis a ela, que, né, são eh danosas, eh inicialmente gera um sentimento de culpa mesmo, né? Como é que eu tô me livrando disso? Misturado com leveza, né? E aí quando ela consegue sustentar isso a médio longo prazo, ela vai conseguir viver com muito mais plenitude. Eh, são muitas interrogações, né? Por que que me permiti viver assim? Mas será que a culpa não é minha? E agora o que que eu faço? Nossa, gente, são muitas interrogações, mas que eu vou falar um negócio para vocês. Eh, a gente consegue, sim, a gente consegue autoconhecimento, né? Visão ampliada, não visão micro, visão macro. Olha assim com com amplitude, né? E observe os sinais, os detalhes, não se culpe e vamos embora viver a vida. Aí, lembrando que, né, antes que os meninos fiquem bravos comigo, tem também ao contrário. A gente tá falando aqui de, é, porque a maioria, né, relacionamento e tóxico, a maioria eh quem é a vítima é a mulher, mas também tem mulheres que vitimizam os seus companheiros. Isso a gente precisa eh eh não podemos ser hipócritas, né, de dizer que não, que é só o homem, não é relacionamento, gente. Somos seres humanos e isso acontece dos dois lados. E a libertação também acontece dos dois lados, né? O homem ele também melhora, o homem também vai voar, né? Eh, quando ele se liberta de um relacionamento tóxico também. Então isso vale para os dois, só para deixar bem claro aqui, porque senão o pessoal vai falar assim: "Ah, você tá falando de menina, né? E a gente não, gente, é é são pros dois, não tem como, né, Nara? Uhum. Tá certo, gente. 8:54 a gente vai encerrando, produção. É isso. Então, tá bom. Agradecendo as nossas psicólogas e essas falas, né, tão importantes para nossa vida. É forte, sim, é pesado, é sim, mas a gente precisa falar, né? Porque é falando que a gente vai trazendo a libertação. Vanessa, obrigada pela sua participação, querida. Um ótimo dia para você e que bom ter você conosco, viu? Obrigada. Obrigada. Tchau. Obrigada. Tchau. Valeu. Obrigada, Nara. Obrigada pela sua participação. Gratidão. Obada. Eu que agradeço. Até logo. Maravilha. Eí, você de casa, muito obrigada por estar conosco, né? Que bate-papo importante [música] de hoje. Então, para todas as mulheres que estão no processo de se reencontrar, meu abraço, minha torcida e a certeza de que vocês vão voltarão sim a se pertencer, combinado, gente? Amanhã não perde não. Amanhã nós continuamos com temas que fazem parte eh da vida real, né? Da nossa vida real. E em pleno mês de novembro a gente vai falar sobre a consciência negra. Vamos discutir os direitos, as políticas públicas, a cultura e o que ainda falta a avançar, né, no nosso país em termos de igualdade racial. Então, não perca amanhã Estúdio Câmara, a partir das 8 da manhã, a gente conta com a sua audiência e com a sua companhia. Eh, nós temos a ÍA que tá chegando aí trazendo informações de Campinas, Brasil e Mundo. Meio-dia tem o Câmara Notícia com informações do legislativo e também da nossa metrópole. E você fique muito bem acompanhado com a programação da TV Câmara Campinas. Beijo grande, fique com Deus e até amanhã. Ciao ciao [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música]