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Olá, muito bom dia para você que está acompanhando a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando com o Estúdio Câmara e você tá bem por aí? Por aqui tudo ótimo. Quinta-feira, 19 de março. Vamos falar sobre pausas hoje. Até que ponto elas são necessárias pro nosso rendimento? Você já se pegou olhando pra tela, tentando se concentrar, mas sem conseguir avançar, ou então esqueceu algo simples, mesmo depois de horas trabalhando? Isso pode não ser falta de atenção, mas um sinal claro de cansaço do nosso cérebro. Estudos mostram que não conseguimos manter o foco total por longos períodos. E mais do que isso, trabalhar sem pausas pode aumentar o estress, reduzir a produtividade e até comprometer a nossa saúde mental. E olha, você que tá em casa, pode participar conosco. Vamos falar sobre as pausas que são necessárias. É só você mandar pra gente a sua mensagem através do nosso WhatsApp, tá bom? Nossa produção já tá apostos para receber você. O WhatsApp tá aqui na tela, 19979377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações. Daqui a pouquinho também a previsão do tempo e a apresentação das nossas convidadas que vão nos ensinar hoje o porquê as pausas na nossa vida, na nossa vida, elas são necessárias, tá bom? Então vamos lá com informação. Na Câmara Municipal de Campinas foi realizada ontem a 13ª reunião ordinária do ano. Os vereadores aprovaram 11 projetos com destaque para duas propostas do executivo. A Escola de Justiça de Campinas EJ Campinas é voltada à capacitação jurídica de servidores e à disseminação do conhecimento para a população, sem aumento de gastos públicos. E também outra proposta foi o Plano Municipal de Desudicialização de Cobranças, o PMDC Concilia Campinas, que busca reduzir ações judiciais e aumentar a arrecadação por meio de acordos extrajudiciais. Também foram aprovadas propostas sobre gratificações a servidores, doação diária para a escola estadual, homenagens e denominação de vias públicas. Todos os detalhes da reunião ordinária de ontem você confere ao meio-dia no Câmara Notícia com Gabriel Castro. E mais informação chegando para você, a Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara de Campinas realiza hoje às 10 da manhã audiência pública para discutir o projeto de lei complementar 38 de 2023 de autoria do vereador Luiz Cossini. O projeto amplia a lista de itens proibidos no comércio de sucatas e desmanches, incluindo cabos de cobre, peças de equipamentos públicos, itens de cemitério, como adornos de bronze e acessórios de mangueiras de incêndio. Audiência será presidida pelo vereador Carlinhos Camelô, vai acontecer no plenário da Câmara de Campinas. Participação aberta ao público e transmissão ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas e também pelo canal da emissora no YouTube. Previsão do tempo para hoje. Vamos lá então, né? Começou amanhã com uma chuva, choveu à noite também. A previsão diz que nós teremos hoje sol com algumas nuvens e chuva, né? Rápida aí durante o dia e a noite. Mínima de 21, máxima de 27º. Lembrando que a gente tá já no finalzinho do verão, o outono está dando as suas caras e na próxima semana a gente já entra então em mais uma estação, né? Agora a gente fala do nosso tema central, vamos falar das pausas necessárias, apresentar as nossas convidadas para você que tá em casa. E mais uma vez te lembro, nós estamos ao vivo aqui na TV Câmara Campinas, nosso estúdio Câmara agora 8:31 e uma rotina cada vez mais acelerada. Muita gente acredita, gente, que produzir mais é trabalhar sem parar, mas a ciência já mostra ao contrário. Durante as pausas, o cérebro continua ativo, organizando informações, consolidando memórias e recuperando a capacidade de foco. Ou seja, parar também faz parte do processo para que você produza melhor. E para falar sobre esse assunto, a gente recebe aqui no estúdio a psicóloga com especialização em neuropsicologia, Larissa Morimoto Menegali. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação e presença, Larissa. Bom dia, Rúbia. É um prazer imenso estar aqui. Agradeço. Bom dia a você que está nos ouvindo nessa manhã. Sou Larissa, como a Rúbi apresentou, psicóloga clínica com especialização em neuropsicologia. E hoje o nosso tema de extrema relevância. Nós vamos falar um pouquinho sobre um erro muito comum, que muita gente costuma pensar que trabalhar sem parar aumenta a nossa produtividade, mas a gente vai conversar que é justamente o contrário disso. Então, as pausas são a estratégia pra gente poder render mais. maravilhosa. Vamos aprender juntos, né? E para completar a nossa dupla de hoje, a gente recebe pelo Zoom a neurocientista, escritora, especialista em desenvolvimento humano, Carol Garrafa. Seja muito bem-vinda. Bom dia, Carol. Bom dia, Rúbia. Bom dia, Larissa. É um prazer táar aqui. Bom dia a todos os ouvintes. Realmente fazer essa pausa, essa pausa necessária para que a gente introduza esse tema e se aprofunde para que as pessoas saiam um pouco dessa sociedade do cansaço e entre na sociedade de uma alta performance sustentada, que é disso que a gente vai falar hoje. Muito obrigada. Tô muito feliz de estar aqui. Maravilha. Olha só, gente, duas pessoas que estudaram e que entendem sobre saúde mental vão nos orientar no programa de hoje referente a um erro que a gente comete, né? Eh, sempre performar, produzir, produzir, entregar, entregar. Você já parou para analisar que às vezes você não tem tempo, ou, aliás, você tem tempo, você não para nem para ir ao banheiro. É isso mesmo, isso está errado. Vamos lá. Larissa, quando surgem sinais como falta de foco, lapso de memória ou dificuldade de concentração, como que a neuropsicologia interpreta esses alertas no nosso dia a dia? Eu estou, eu sei o que eu estou fazendo, eu estou trabalhando, estou performando, mas em algum momento acontece algo que foge do meu entendimento e eu fico sem foco, não consigo me concentrar e aí é o meu cérebro pedindo socorro. É isso aí, Rúbia. Então, primeira coisa que a gente precisa entender é como é que a nossa mente funciona. Às vezes a gente costuma pensar que trabalhar sem parar, como a gente comentou agora no início, o nosso cérebro ele não foi projetado para manter a tensão contínua de por longos períodos. Ele precisa de pausas, precisa de descanso. E alguns autores, como Steven Pinker, por exemplo, e outros estudiosos aí nos explicam que os nossos recursos mentais, como a tensão, a memória, controle emocional, eles se fadigam, eles cansam. Então, por longos períodos, eles começam a entrar em colapso se não fizermos essas pausas. E aí começa começam a acontecer eh essas esses sintomas que a Rúbia comentou. a gente começa a perceber dificuldade de concentração porque a tensão cai, mais erros sendo cometidos, lapsos de memória, controle emocional, a gente observa uma maior irritabilidade. Então a gente precisa nos lembrar que produzir sem pausas faz a gente decair no nosso rendimento. Então a gente precisa parar para que a gente consiga recuperar os recursos necessários. Então, na psicologia cognitiva, as pausas elas funcionam como uma estratégia de autorregulação, tanto cognitiva pra gente quanto emocional. cognitiva pra gente recuperar os recursos mentais necessários pra gente continuar rendendo, produzindo, mantendo a atenção, o foco, desempenho, concentração e emocionais, porque tem a ver com as nossas emoções, diminuir nível de estresse em relação ah também melhores decisões a serem tomadas. Então a gente precisa desses momentos que aquela hora que a gente percebe, né, os sinais, hora de parar, hora de pisar no freio, pra gente poder tipo recuperar. Muito bem. Agora a gente fala com a Carol do ponto de vista da neurociência. O que acontece, Carol, no cérebro quando a gente entra em pausa? Existe uma mudança de atividade? Existe uma mudança de atividade. Pensa que sem pausa. É como se a gente pegasse um carro, tentasse acelerar sem colocar combustível. Quando você coloca o combustível, ou seja, você faz a pausa, é como se você tivesse uma integração da sua memória, de você conseguir perceber tudo que você tava trabalhando e dar realmente uma redução de cortisol, que é o nosso hormônio do stress, e você consegue regular o seu metabolismo. Aonde que acontece isso? A gente tem no cérebro uma parte racional que a a Larissa falou da parte cognitiva que chama pré-frontal, que éonde a gente tem as nossas tomadas de decisões, o nosso foco, eh aonde a gente faz planejamento. É ali que quando a gente não faz pausa começa a sobrecarregar. A gente precisa recarregar literalmente a bateria. E isso vai se traduzir numa regulação emocional. Porque quando a gente fala de falta de foco, a gente falta de irritabilidade, é porque quando eu não faço a pausa e não recarrego, eu sobrecarrego cognitivamente. Então é a ali que eu preciso realmente fazer pausas. Mas aqui eu falo já algo muito importante. Tome cuidado com o que a gente tá chamando de pausa. Tem muitas pessoas que falam: "Então eu vou pausar algo que eu tô fazendo no trabalho e vou escrollar a rede social. Isso não é pausa. Eu preciso mudar a minha atenção. Eu preciso realmente mudar eh o nível de atenção que o que o meu cérebro tava. E quanto maior a minha atividade a minha atividade cognitiva, mais tempo de pausa eu preciso. Então é tudo relativo, né? E é tudo cognitivo. Excelente. Essa eh questão de me da pausa, mas eh aquele constante rolário de telas. Era a nossa próxima pergunta para você. Eu gostaria que você explicasse pra gente o que muda nesse processamento, né? Porque assim, eh, o estímulo constante, como mexer no celular, mas em momento de pausa, eu estou na pausa, eu vou relaxar, né? Vou fazer uma autorregulação, de repente eu pego o celular e começo a rolar o celular. Qual é essa? Eu, o nosso cérebro, ele entra num numa confusão porque, poxa, ela quer pausar, quer descansar, mas aí de repente me dá uma super estimulação. O que que acontece daí, Carol? É exatamente isso. É muito bom, Rúbia. A gente é como se a gente tivesse um outro grau de estímulo. Então, a gente não tá relaxando, a gente não tá pausando, a gente só continua em uma outra tarefa. E aí é muito interessante porque muitas pessoas falam da multitarefa. Na neurociência já tá provado que não existe a gente fazer duas coisas ao mesmo tempo. Toda vez que você acha que tá fazendo duas coisas, é porque o seu nível de atenção tá mudando de uma tarefa para outra. Na pausa, quando a gente começa a scrolar, quando a gente começa a ver a rede social, é a mesma coisa. Você só sai de uma tarefa e entra na outra. Você perde até 25% da sua produtividade. E até para você retornar pra sua tarefa é efeito rebote. Que que isso significa? Em vez de você relaxar para voltar mais produtivo, você volta paraa sua tarefa primária mais fadigado e aí é um efeito encadeia. Por isso que a gente realmente tá num strress elevado. E aqui já mais uma outra dica. O problema não tá sendo o strress somente, é realmente a falta de descanso intencional. Uau! Olha só. É porque tá meio na moda, né? super produzir. Eu trabalho 24 horas sem parar. Eu sou mega master. Eu estou performando, estou produzindo. Agora vamos lá, Larissa. Quais os sinais que mostram que o nosso corpo e a nossa mente já estão pedindo uma pausa mais evidente? E como que é na clínica para você receber as pessoas, né, os os clientes, eh, ou os pacientes, eh, quais os sinais que eles relatam e realmente quem busca eh uma terapia para pausar consegue nos primeiros dias fazer o que realmente vocês eh eh solicitam para que faça, porque esse negócio da gente performar, entregar e não parar, acaba sendo meio que viciante porque a gente não percebe o nosso cérebro, ele acho que recebe uma recompensa, uma dopamina, um negócio assim de você tá entregando, fazendo, fazendo, fazendo. A gente se acostuma. Sim. E existem alguns mitos aí, né, Rúbia, a gente pensar que pausa é perder tempo, que é uma interrupção. E pelo contrário, né, na verdade trabalhar continuamente por longos períodos, exaustivamente, o rendimento começa a cair. Se a gente pensar na analogia do celular, quando a gente tem múltiplas abas abertas ou eh a gente vê que a bateria começa a a diminuir, o celular entra num modo de economia de energia e até mesmo o computador, muitas quando ele sobrecarregado, o que que acontece? Ele muitas vezes trava. Então, o nosso o nosso cérebro ele é um sistema complexo, maravilhoso, extraordinário e ele trabalha com múltiplos sistemas. Então, quando uma um dos nossos sistemas se sobrecarregam, por exemplo, no caso atenção, se é um trabalho que demanda muita atenção sustentada, concentrada, por exemplo, quando acontece uma sobrecarga num sistema, outros sistemas se sobrecarregam e sentem nisso ao mesmo tempo. Ocorre o quê? Um impacto de uma maneira global. Então, como é que a gente vê isso na prática? Quando a gente começa a perceber que eu preciso reler mais de uma vez um texto, refazer trabalho, quando trabalhos, quando a gente começa a perceber muitos erros sendo cometidos, eh, dificuldade de concentração, de manter o foco, então esses são sinais de que tá precisando pausar. Então, a gente não precisa pausar na hora que a gente tá cansado, né? a gente precisa fazer essas pausas antes, porque na verdade elas são eh uma estratégia, ela não é uma interrupção, ela nossa talvez uma grande aliada de estratégia pra gente manter um melhor rendimento e uma produtividade. Na verdade, ela faz parte do nosso processo de produtividade. A gente precisa pensar dessa forma. Uhum. irritabilidade. Quando a gente fala de de emoções, se a gente começa a perceber também que as nossas emoções, eh, porque a gente tá tendo explosões ou tendo decisões mais impulsivas, pessoas que trabalham com processos decisórios e as decisões estão sendo mais rápidas, imediatas, sem aquela análise profunda, isso também diz que o nosso cérebro que a gente tá precisando pausar, né? Então, esses são alguns sinais. Por isso que muitas vezes quando a gente pausa ou tipo no outro dia quando vai reler um trabalho, por exemplo, a gente encontra que a gente não percebeu no dia anterior, por exemplo. Verdade. Porque estava trabalhando sob cansaço, né? Uhum. E quando eh um paciente ou cliente, não sei como você chama, né? vai em busca eh de um atendimento eh da Larissa para eh autorregular, para ter eh aprender a pausar. Tem dificuldade já nos primeiros dias para realmente fazer a pausa necessária? Tem dificuldade porque o que que a gente costuma ouvir, a mente não desliga. A gente eles chegam normalmente com dificuldade de sono. Uhum. na hora de dormir, a mente, né, com múltiplos pensamentos e dificuldade de pegar no sono, manter o sono, com queixas de desmotivação no trabalho e muito que que a gente ouve dentro da prática clínica. Acho que eu tô com um problema de memória. Muitos chegam para verificar isso. E na verdade o que a gente vê muitas vezes não é a memória, né? É atenção. Muitas vezes a tensão tá em sobrecarga ali. E o que que acontece? Quando a tensão não tá legal, não tá funcionando bem, a gente não memoriza, né? Atenção é a porta da memória, a porta de de muitos outros processos cognitivos nossos, né? Então, a gente precisa cuidar do nosso dos nossos recursos mentais, precisa, a gente precisa dar uma atenção maior, porque assim como tudo, né, que a gente observa na vida, a gente precisa de manutenção, né, o nosso maior principal recurso de trabalho, nossa mente, as nossas emoções, elas também adoecem, elas também se cansam. Então a gente também precisa reservar um tempo intencional, como a Carol disse, a gente precisa de um viver muito intencional na nossa rotina pra gente poder fazer a manutenção e as pausas. E ela até tinha comentado que às vezes a gente fica ali, né, na internet ou em redes sociais, então a gente precisa se atentar nisso, porque quem trabalha muito com home office, por exemplo, o pessoal da de TI que usa muito ah essa parte da tecnologia das telas. Então, se nesse período de pausa a gente vai eh e continua com aqueles com aqueles estímulos sensoriais, por exemplo, ah, muitas vezes a pausa não é restaurativa, então, então não é só parar, então a gente precisa ser intencional no tipo de pausa que vai ser feita, porque senão a pausa acaba cansando mais do que o próprio trabalho que tava sendo feito, né? Excelente. Muito bom. E olha só, Carol, eh, o cérebro, né, um cérebro sobrecarregado, um cérebro sem pausas, ele cansa o nosso corpo? Porque tem gente que fala assim: "Nossa, hoje eu só trabalhei e e não não trabalho com o físico, trabalho com a mente, mas parece que passou um caminhão em cima de mim. Eu estou literalmente quebrado, arrebentado. O cérebro sem pausa, ele reflete no nosso físico. Costumo usar três palavrinhas, três frases, que é: "Não existe coincidência, nada é por acaso e tudo faz sentido". Sim. corpo e mente, sistema interligado. Então eles estão trabalhando juntos. É como se fosse um trabalho de equipe. Se você sobrecarrega mente, aonde a gente tá gastando mais a maior parte da nossa energia do corpo, eu costumo falar muito que tem muita gente que chega, eu sou muito ligada à liderança de empresa, fala: "Carol, eu tô sem tempo, gestão de tempo, eu não tenho mais tempo para nada". E na verdade a gente tem que criar e tirar o mito de gestão do tempo, é gestão de energia. Então você começar a sentir uma fadiga corporal significa que sua mente tá pedindo socorro, falando para, por favor. E o corpo ele sempre quer voltar pra homeostase. O que que é homeostase? É o equilíbrio. Então quando eu sobrecarrego em cima, ele precisa compensar embaixo. Então ele começa a dar sinais de fica mais parado, a gente precisa se recuperar. E aí você começa a sentir que é uma fadiga mental que vai para uma fadiga física. O contrário também é verdade. Por isso que pausas verdadeiras entre você levantar, se movimentar, você começar a olhar pro infinito ou até mesmo para cima, é uma estratégia bem bacana você descansar os seus olhos, né? Eh, só um pouquinho olhando para cima você começa a sentir que o seu corpo já começa a revigorar. Isso não é mágica, isso é biologia. Isso a gente tá ligado a mitocôndrias até que é onde a gente produz o ATP, que é a energia necessária celular para que a gente continue produzindo. Só pensar em esporte. A alta performance de um atleta tá associada a um treino muito puxado, mas há momentos de pausas intencionais. Primeiro para formação de músculo, mas segundo para recuperação e para voltar com tudo. E e aí para continuar com essa performance, isso para corpo, paraa mente e para espírito. Excelente. Agora mesmo com pausas curtas, né, Carol, o que que a ciência mostra sobre eh os efeitos das pequenas pausas eh no funcionamento do nosso cérebro? Porque quando a gente fala de pausa, a pessoa pode falar assim: "Nossa, mas eu não tenho aí eh 40 minutos, 1 hora para ficar, né, eh na pausa me autorregulando, mas você pode tirar, vamos lá, 5, 10 minutos. O que que a ciência traz pra gente eh referente ao funcionamento da do nosso cérebro nessas pausas pequenas que sejam? Maravilhosa a sua pergunta. O cérebro funciona com ciclos ultraos. Que que isso quer dizer? A cada 60, 90 minutos eu sobrecarrego. É super bacana a gente entender esse movimento. A cada 60, 90 minutos de atividade cognitiva, eu deveria fazer uma pausa. De quanto tempo? Obviamente depende da atividade que você tá fazendo. Maior cognitivo, maior a pausa. Mas foi rodado um estudo dentro do mercado financeiro, aonde eles não podiam ter pausa. Eles precisavam ficar olhando para uma tela e eles falaram assim: "Tá bom, depois de 90 minutos, pausa cinco". E eles falaram: "A gente não consegue pausar cinco, pausa dois. A gente não consegue pausar 2 minutos. Então pausa 30 segundos. Depois de 30 segundos a cada 90 minutos trabalhados, 2 meses se passaram, foi visto cientificamente comprovado um aumento de produtividade, um aumento de satisfação e de bem-estar e com isso uma recarga na saúde mental e até senso de pertencimento de um mercado muito competitivo, que é o mercado do financeiro. Então, quando a gente fala de pausas pequenas, a gente precisa pensar que elas sustentam a nossa performance diária. De quanto tempo? 5, 10, 30 minutos. Pensa só em separar pausas de descanso que precisam ser intencionais. Você precisa colocar na sua rotina. Não é assim, agora eu vou parar. Eh, não no seu planejamento, faça blocos, coloque pausas e se você precisar de tomada de decisão e criatividade, aquelas pausas que agora estão sendo muito faladas e estudadas de meia hora, elas fazem um assim efeito muito positivo na sustentação de tomada de decisão. Então aí só não é mais descanso, é criatividade e tomada de decisão também. E só queria complementar que a gente tá falando de pausas curtas, que é durante o dia. Isso ela sustenta a performance diária. Aí a gente falou agora um pouco e a Dra. Larissa trouxe sono é uma pausa mediana necessária para sustent para sustentar toda a parte da memória de regulação pro dia seguinte. Porque se eu não faço essa pausa de 7, 8 horas de sono, eu também tô atrasando o meu outro dia e eu já acordo com uma recarga ou com uma carga de energia mais baixa do que eu deveria. E aí tem a pausa maior ainda, que são as férias para sustentar o próximo ciclo. Então, a vida são ciclos. Uau! E feita de pausas também, né? a gente precisa pausar, a gente precisa dar um tempo, a gente precisa respirar autorregular, ou seja, não é só parar, tem uma forma mais eficiente pra gente fazer essa pausa. E isso pode mudar totalmente a forma com que a gente produz ao longo desse dia, né, Larissa? Esse ritmo constante de cobrança, de estímulos, vai trazer um impacto na nossa saúde mental ao longo do tempo. Às vezes a gente acha que agora não, mas eh se a gente vive dessa forma, performando o tempo todo, o tempo todo, vai chegar um momento em que a gente vai entrar numa estafa. Uhum. Num esgotamento, né, Rúbia? E é importante a gente pensar que dependendo do tipo de atividade que faz, ser intencional nessa questão. É muito personalizado no sentido de da gente testar o que que funciona pra gente, mas a gente vê que tem alguns estudos, né, de estudiosos no assunto que o ideal seria o quê? A gente descansar aquela habilidade que é mais requerida. Então, tanto essa questão das pausas curtas durante o dia, como a Carol já comentou, principalmente para quem tem um trabalho mais operacional, mais repetitivo, então, e se faz mais necessário essas paus pausas mais curtas e mais frequentes durante o dia. Então, por exemplo, um quem trabalha muito no atendimento ao público, por exemplo, a gente sabe que precisa a pausa, precisa envolver a descompressão emocional, porque envolve muito assim paciência, muito sorriso, né? Então, muita assim eh gentileza. A pausa precisa o quê? Envolver o quê? Silêncio, né? momento de mais tranquilidade, sair do ambiente de trabalho, como a Carol também comentou, no caso de quem trabalha com atendimento sair do balcão, se levantar da mesa. Então, a gente precisa muito olhar pro tipo de atividade. Quem tem uma atividade mais cognitiva, a gente recomenda muito que não recorra ao celular, que, por exemplo, se levante ou eh tem um olhar mais distante, de repente na natureza ou aquele simples fechar dos olhos por uns 30 segundos pra gente se desconectar daquela tarefa. Então, a gente precisa sempre pensar dessa forma, descansar a habilidade que é mais requerida. se é muito físico, então eu preciso sentar um pouquinho, descansar, se é cognitivo, então movimento, movimentar um pouquinho. Muito bom. Olha só, a gente aprendendo hoje sobre a importância das pausas durante o dia e também a importância do sono. Agora vamos lá, Dra. Carol, olha só, eu não pausei a semana toda, o dia todo. Eu tô ali entregando, entregando e aí eu também já não consigo dormir porque o cérebro ele não para, né? E muita, como a Larissa pontuou, muita gente chega na clínica conversando com ela e fala: "Eu tô tentando descansar, mas o meu cérebro ele fica eh eh trabalhando". O que que acontece? O porquê que mesmo às vezes a gente tentando, né, se dedicar a essa pausa, nem que seja no momento para dormir, para você descansar, o cérebro ele continua ativo. Cultural, olha, a gente tá falando de de ciência, agora a gente vai entrar em cultura. O ambiente ele é mais determinístico, ele modela mais o nosso comportamento do que a genética. A gente tá numa sociedade de alta performance e você mesmo pontuou muito bem, Rúbia. Falou assim: "Tem horas que a gente quer parar, mas a gente não consegue". É como se fosse um vício da dopamina. Uhum. Não é como se fosse, é um vício da dopamina, porque eu trabalhando eu acho que eu tô sendo produtivo e se eu parar eu acho que eu tô perdendo tempo. Então isso é uma crença, mas é uma crença que ela é limitante. Então a gente precisa entender que é um processo de desintoxicação e que se eu passei uma semana inteira que eu não consegui dar pausa e isso afetou meu sono, porque na hora que você dorme, que que dorme? dorme a sua parte cognitiva, dorme o seu racional, o seu inconsciente ele continua lá, o cérebro ele não para mesmo. Mas quando eu levo problema pra cama ou como ou quando eu não faço pausa, é como se eu não desligasse bem, é como se fosse aquele modo de standby e não de apertar o off. E aí eu fico ligado e com isso eu me cobro, porque eu trabalhar mais e não parar não significa que eu vou ter mais eficiência. Ao contrário, eu trabalhei mais horas e eu rendi menos, então tem uma autocobrança que não pareing. E isso aí é um efeito em cadeia, que aí eu eu tô sempre me cobrando. Que que a gente precisa fazer? Quebrar este ciclo, entendendo que não é de um dia para o outro. Então eu vou começar a colocar pausas intencionais, vou fazer isso de forma constante e eu vou respeitar. E aí, quando a gente fala de pausas intencionais, eu gostaria de botar aqui um segundo item, que é o autocuidado. Além da pausa, você vai tirar 20 minutos por dia para fazer algo para você. Só com isso seu cérebro já vai entender falando: "Opa, ela também é importante, ele também precisa deste momento. E aí um momento durante a semana, que aí a terapia ajuda demais, que é fazer esse check, que é falar que que eu tô me sobrecarregando tanto? O que que eu tá dando certo e o que que eu preciso ajustar? Se a gente não faz a autoanálise, que aí sim a gente tá indo de novo para um cognitivo, mas agora um cognitivo estratégico, parar para pensar e não só se cobrar e ficar nesse looping, eu consigo regular e ter estratégias de um passo a passo para que eu vá fazendo step by step. Não é algo que vai acontecer amanhã, mas eu vou me respeitar mais. E aí é uma quebra de crença. Em vez de eu trabalhar, trabalhar, trabalhar, eu vou trabalhar, pausar, trabalhar, pausar e depois eu vou medir. É muito importante, né, Carol? Ela é neurocientista, mas a minha formação primária é engenharia. Então tudo para mim é é medido, é indicadores. Então a gente precisa medir porque quem não mede não controla e quem não controla não melhora. Uau! Gente, quanto conteúdo maravilhoso, quanto ensinamento. Aqui eu falo um negócio para vocês. Eu tenho um costume de pausar no meu horário do almoço. Claro, vou almoçar mais 15 minutos meus, onde eu paro, saio do ambiente de trabalho, respiro, fecho os olhos, fico um pouquinho. Ou então quando é perto do meu local de trabalho tem uma e IPs e quando está na florada de IPs eu costumo ir lá sentar e ficar olhando 15 minutos para mim porque quando eu volto acontece isso que você disse: "A gente escreve muito e aí às vezes eu escrevo e vou pro almoço, pra pausa do almoço. Quando eu volto eu vou ler novamente o texto que eu escrevi antes da minha pausa. Eu encontro detalhes, erros, palavras e eu falo: "Mas por que que eu escrevi isso aqui? E aí eu fiz a minha autorregulação e vou lá e conserto e consigo ah continuar o meu trabalho, acho que com dedicação eh eh maior depois da pausa pro almoço. Eu acho interessante e é legal colocar isso para vocês, porque eu acho que você também aí de casa funciona assim, é só você querer, é só você fazer a pausa intencional. Qual que a importância da gente, de repente no horário de almoço, o pessoal que tá trabalhando, né, sempre às vezes no horário de almoço, continua ali no ambiente de trabalho ou então vai conversar com um, conversar com o outro. Claro, cada um tem a pausa da forma que acha que é importante para ele, mas qual que é a importância de repente da gente realmente sair do ambiente, se desligar um pouquinho pra gente voltar eh acho que com mais presença pro trabalhou? Porque essa desconexão da tarefa, Rúbia, ela é restaurativa. É sempre isso, a gente se lembrar que a tensão cansa a memória, o nosso as nossas emoções. E a gente precisa nesses momentos de de break, a gente precisa restaurar para que a gente possa voltar e recuperar, recuperar a qualidade do do nosso desempenho, da performance para poder continuar rendo, porque senão acontece isso, né? Sim. os erros, né? Releitura, retrabalho. Exato. É, então, eh, a gente precisa lembrar aqui que a falta de pausa afeta eh processos de memória como atenção, né, que você falou, tomada de decisão, né, e a concentração também. E isso faz uma diferença muito grande quando a gente fala do mundo corporativo, não é, Larissa? Uhum. Principalmente porque a gente fica mais suscetível a erros. Uhum. quando a dificuldade de concentração começa a acontecer e a gente precisa avaliar e como a Carol disse também, a gente olhar pra gente como um todo, né? Né, Rúbia? Porque às vezes não são só somente as pausas intencionais, nós somos seres integrais, então a gente precisa olhar pros processos básicos que mantém a gente funcionando bem. Então a gente precisa olhar pro sono, se tá adequado, se eu estou dormindo, tendo um sono de qualidade, a quantidade necessária, preciso olhar para questão da nossa alimentação, porque a gente sabe, as nutricionistas vão explicar isso, né, muito muito bem nessa questão, né, eh, se a gente está com as vitaminas, porque às vezes é falta B12, né, ácido fólico, ferro, enfim, a gente sabe que também afeta o nosso funcionamento cognitivo. Então, sono, alimentação, atividade física e apoio social são fatores que também impactam no nosso desempenho, na nossa produtividade, na nossa motivação, na nossa relação com o trabalho. Então, a gente precisa também incluir as pausas intencionais no nosso dia a dia, mas também não esquecer e cuidar do nosso ser, de tudo que envolve o corpo humano de uma maneira integral. Porque daí se a gente não apara todas as arestas que estão ali em falta, a gente olhar para isso, o que que tá em excesso, o que que tá me drenando mais no dia a dia, na minha rotina. E a deixa eu ver o que que eu preciso olhar com mais cuidado, com mais atenção. Eh, e o que que me traz vida, porque o que me traz vida, o que me, eh, me reconecta, o que me restaura, o que me faz sentir, né, animado, motivado, né, muitas vezes é aquela pausa na hora do almoço que eu tenho, aquela troca com os colegas, aquela parte da sociabilidade que a gente desliga, se desconecta. Então, o que que me torna potente? O que que me devolve essa capacidade? Então eu preciso olhar para isso e ter ações intencionais na direção disso que tá me drenando mais. Então tem é um alerta que eu preciso cuidar mais e o que me traz vida eu preciso me conectar mais. Eu não posso deixar isso de lado, senão a gente só fica produzindo, produzindo, produzindo e a gente percebe o que entrada intensa de cortisol, cortisol, cortisol inflama o corpo. As nossas funções mentais começam a funcionar de uma maneira muito aquilo que a gente tem condições. Por isso que a gente vê depois nessa questão, a tensão não tá funcionando como deveria. Olha, antes quando eu era mais novo, né, parece que eu era mais, né, atento, minha memória, ela então não são só fatores como idade, né, cansaço, mas muito da nossa rotina. Então é a nossa relação com, que eu percebo muito, viu Rúbia, a nossa relação com o trabalho, nossa relação de modo geral com o a os meus relacionamentos, com as pessoas, com os meus vizinhos, com os os o meu animal de estimação, por exemplo. Então, na verdade, ah, a cura, né, uma vida saudável, equilibrada, tá onde? Na forma como a gente se relaciona com, né? Então, a gente precisa olhar, estabelecer relações saudáveis e buscar essa essa vida mais leve, a rotina mais leve possível, considerando esse contexto que a gente tá inserido numa sociedade cansada, estressada, deprimida. Então, a gente tá também fazendo parte de um contexto, de um sistema maior que que nos atravessam. Aí, qual é a nossa parte? a palavra intencionalidade que a gente falou muito aqui. Então, como é que eu vou ser intencional em organizar, em deixar a minha rotina o mais a mais equilibrada possível para que eu possa alcançar esse bem-estar em todos os aspectos que envolvem a minha vida social, físico, emocional e espiritual, que foi entrou agora, né, na nos estudos aí com da pela OMS, né? Muito bom. Nossa gente, que conversa maravilhosa, né? Doutora Larissa, Dra. Carol, trazendo pra gente a importância da pausa. E aí a gente pausa um pouquinho agora para conversar com você que tá em casa, os nossos telespectadores que estão aí, pessoal querendo saber esse negócio de pausa. Então, vamos lá. A produção tá avisando que nós temos algumas perguntas. Vamos ver o que que o pessoal tá pensando, qual que é a dúvida e quem é que tá com a gente? O Paulo Henrique da Vila Industrial. Crianças e adolescentes também. precisam dessas pausas mentais no estudo ou isso é mais importante só na vida adulta? Doutora Carol, vamos lá. Bem interessante aí a pergunta do Paulo Henrique. Eu vou passar essa primeiro paraa Larissa por falar sobre eh crianças e e adolescentes e aí depois eu complemento. Então tá, vai lá com você, Larissa. Sim, todos precisamos de pausas pensando que nossos recursos eh cognitivos, mentais, psicológicos se esgotam. Então, crianças e adolescentes, a demanda principal eh é o estudo. Então, eles precisam de estudo estruturado. Então, cada pai, né, cada mãe, cada família conhece bem qual é que é o tempo de amplitude atencional que o filho dá conta de estudar. Então, tem crianças e adolescentes que conseguem manter um ritmo de estudo ali, eh, por 50 minutos, por exemplo, com eh concentrado em atividade eh mental, né, que a gente fala. Mas tem alguns, né, outras outras crianças adolescentes que não, que conseguem manter o foco da tensão sustentada por 20 minutos, consegue render dentro da Então é muito individual. Então, a gente precisa, eh, dica prática, ter um local eh específico, separado para para estudo, que a gente precisa bloquear os datores, né, um ambiente de silêncio, eh, e o tempo estabelecido. No caso, se for pausas, hã, se manter um estudo de 25 minutos, eh, 5 minutos de pausa de repente ou 50, se consegue 50 minutos, 10 minutos, enfim, para cada eh faixa etária a gente precisa avaliar o quanto que aquela criança ou aquele adolescente consegue manter o foco atencional, mas sim, eh, respondendo a pergunta também precisa, porque também câncer e também a gente sabe que o desafio da nossa geração hoje, não só das crianças, adolescentes, mas os adultos também, né, R? Nossa, também é o que a gente colocar os limites em relação às telas, o celular, tablets, enfim, videogame. Então, a gente precisa disso, todos nós, dependendo da faixa etária. Muito bem, Dra. Carol, pode completar. Eh, queria complementar porque obviamente que sim, e aí eu queria primeiro ouvir a psicóloga, a gente falar que o cérebro ele tá em formação, então não é assim, será que precisa? É essencial. E as nossas crianças estão cada vez mais ansiosas, estão cada vez eh mais aceleradas porque o estímulo de tela tá cada vez maior e porque elas não têm mais óssecio, não tem mais um período de brincadeiras na rua, não tem mais um período cotidiano, tem assim: "Ah, o final de semana a gente vai pro hotel fazenda, é muito pouco. A gente precisa diário criar esta rotina da pausa." E aí aqui é a minha dica, tá? Para pra gente fechar, porque acho que a Dra. A Larissa, ela já falou a grande parte do embasamento. Quanto mais cedo você começar e a criança entender essa rotina, mais fácil ela se regular para ser um adulto melhor. Como tudo na vida, o cérebro tá em formação. Não é que você mudou de cérebro, você tá amadurecendo e tá na formação tanto da sua parte racional quanto emocional. Regulação emocional tem a ver com pausa. Regulação cognitiva tem a ver com as pausas, mas as pausas certas. Muito bem. Pode completar. Por favor, só complementando, Paulo Henrique, a sua pergunta. As pausas são muito importantes, principalmente no processo de aprendizado, porque elas eh são elas que possibilitam o quê? a consolidação da memória do aprendizado. Então, quando a gente faz eh a gente tá estudando a eh e entrando em contato com um conteúdo novo, tendo um aprendizado, as pausas, não só paraa gente recuperar, enfim, o rendimento e manter a performance, produtividade, enfim, elas são essenciais no processo de aprendizagem. Por quê? quando a gente descansa ou eh a gente vai para uma noite de sono ou a gente faz essas pausas prolongadas, enfim, tem esse distanciamento daquilo que eu acabei de estudar, que eu acabei de ler, por exemplo, é esse momento que o cérebro faz associações de ideias, integração de informações e a consolidação da memória do aprendizado. Por isso que a gente indica muito que não se estude, por exemplo, em véspera de prova, já comece alguns dias antes. Por quê? Porque daí o cérebro vai processando as informações, vai integrando, a gente vai memorizando, vai consolidando. Então elas são essenciais até mesmo para esse processo de fincar o conhecimento que eu tô e também para eu poder eh integrar e fazer tipo novas associações, enfim. Então fundamental pr de aprendizagem também fazendo um gancho com o trabalho, né? A gente também precisa desses desses momentos para eu poder ter criatividade ou novas soluções e ver de outra outra perspectiva, né? me afastar um pouquinho do trabalho. Por isso que a gente sai pro almoço, a gente tava falando, aí eu volto, nossa, com a ideia. ou muito. Ah, eu dormi, eu acordei com com a solução, com a resposta. eu não estava vendo sobre essa perspectiva. Então, como esse espaço, quanto maior esse espaço, maior vai ser a minha maturidade na hora de processo decisório. Quanto menor o espaço, maior o risco de decisões equivocadas, maior o risco de eu ter explosões, eu ser mais grosseiro, mais rípido. Então, quanto maior esse espaço que eu dou pro cérebro poder organizar e se reorganizar, eh, maior é acho que é o espaço que a gente pode chamar de maturidade, mais maduro, mais clareza eu vou ter de atitude, de comportamento, de ação, de processo decisório, enfim, e de autorregulação, que a gente falou bastante hoje. Super, super importante demais. Eu vim me autorregulando hoje, peguei um trânsito e e olha só como é importante, né, todo esse conteúdo que a gente entrega todos os dias aqui. Eu no trânsito lá e tal, eu falei assim: "Nossa, e agora?" Daí eu lembrei, "Rúbia, autorregula, autorregula, respira, não tem o que você fazer, autorregula". E é isso. Eu dei uma pausa e consegui chegar e tá tudo bem. 9:1, gente. Vamos lá, mais uma pergunta pra gente. Produção, nós temos. Vamos lá então. Deixa eu ver. Felipe Souza do Nova Europa. Tirar um cochilo de 20 minutos. Eh, tirar um cochilo de 20 minutos pós trabalho ou durante o almoço. Pode ser considerado uma pausa restauradora ou posso acabar ficando mais cansado ainda? Olha que pergunta interessante, porque eu sou a rainha do cochilo. Adoro um cochilinho. Ou então só fechar os olhos, dar uma respirada assim. Eu volto melhor. Agora vamos aí perguntar pra nossa doutora Carol. Super interessante essa pergunta, porque é interessante a Rúbia ter falado, eu volto melhor, existe os powers naps que que é o power na? é esse cochilo que é restaurador. Então, sim, ele é considerado como pausa, até porque, de novo, seu cérebro ele muda de estado de atenção, ele tava acelerado e o sono ele faz você ficar num estado eh relaxado. Então, ele sim, ele pode ser considerado. O que acontece com algumas pessoas, o estado relaxado, se você tá muito sobrecarregado, os 20, o sério fala: "Pelo amor de Deus, eu precisava de mais duas horas". é tudo um sistema inteligente. E aí ele manda uma informação de fique mais tempo porque você não está fazendo isso regular. Então sim, respondendo pragmaticamente, é uma estratégia de pausa potente. Só não use só ela assim, ah, eu trabalho, trabalho, trabalho, trabalho. Você, Rúbia, deu um exemplo, às vezes o caminhar eh por 15, mas também durante o trânsito você lembrar de se autorregular. Então você tá fazendo isso de uma forma consciente. Então aqui eu vou botar uma outra palavrinha. Para ser intencional você precisa trazer paraa consciência. muito do que a gente age é no automático de um inconsciente que a gente vai atropelando. Quando eu trago isso paraa consciência, que foi o que aconteceu no seu trânsito hoje, quando eu durmo conscientemente e acordo falando são 20 minutos e eu vou descansar para depois eu produzir, é como se eu tivesse fazendo um acordo comigo mesmo. E aí é maravilhoso porque sim, a gente tá num cérebro e numa sociedade que é social, a gente precisa de interação social e o cérebro ele precisa do outro, mas a gente precisa de uma relação com a gente também. Então é sempre esses acordos do que que funciona para você, por funciona e por não funciona e aí traçar as estratégias certas. Excelente. Excelente. A explicação da doutora, eh, me faz lembrar um momento em que de repente a pessoa fala assim: "Ah, eh, no intervalo, né, vou dar uma descansadinha". Aí volta mais cansado. Mas é por quê? Porque você tá sobrecarregado, né? É isso. Então, ah, não, eh, descansar 15 minutos para mim não resolve. Mas por que não resolve? Deu uma olhada para você, né? Será que não resolve porque não resolve mesmo? Porque você, o seu corpo está gritando, a sua mente não aguenta mais, você tá numa estafa profunda e que você precisa se olhar com mais cuidado, com mais carinho, não é isso, Larissa? Para olhar para outros fatores, né? Porque se essa pausa, após o almoço, uns 20 minutinhos, não tá sendo restaurador, então pode ser que o corpo esteja realmente dizendo: "Olha, preciso olhar para outras áreas, outros pontos que você não tá dando atenção. Onde que tá o excesso? Onde que tá a falta?" Porque falta eh é desequilíbrio, né? E saúde é o equilíbrio. Então a gente precisa equilibrar todas as áreas da nossa vida. Ai vocês são maravilhosas. Vocês nos ensinam, nos dão uma aula. Eu adoro isso aqui, gente. Quanto conteúdo. Dá tempo para mais uma, produção, ou a gente precisa encerrar? Me avisa aí, por favor. Se der tempo, coloca mais uma na tela pra gente, porque tá muito boa essa conversa aqui, uma troca de experiências entre as nossas convidadas e um ensinamento pra gente. Fernanda Lopes do Jardim Proça. Atualmente percebo que fico mais irritada e dispersa ao longo do dia, mesmo sem muito esforço físico. Isso já pode ser um sinal de sobrecarga mental acumulada. E agora vamos lá, Dra. Carol. E aí depois a Larissa ou vice-versa. Vocês que comandam aqui, vocês duas. Pode ser, doutora? Pode ser. Claro. Tá bom. Isso sim pode ser um sinal. E aí, de novo, a gente precisa pegar no contexto de Fernanda, por que que você tá mais irritada? Por que que eh as atividades que você eh faz tão te deixando cada vez com esse? Isso é uma tensão. O cérebro ele muda, ele ele manda vários sinais antes dele colapsar propriamente dito. Então aqui eu vou usar um termo chamado burn. Tem muita gente falando sobre burnout, mas burnout é o fim da linha ali, a hora que você precisa parar e que você precisa se afastar e que você já não tem mais força para continuar. Uhum. Mas o burn é quando você já está neste processo, quando o cérebro já dá sinais de uma irritabilidade, de um cansaço ou mesmo de atividades que antes você tinha prazer e que você não tem mais. Quando você tá no final de semana, que era onde você falava assim: "Nossa, eu trabalho segunda a sexta exaustivamente para no sábado dar uma relaxada e você percebe que no sábado não para, que domingo não para, que o sono já tá sendo atrapalhado, tudo é sinal". E aí, como a Dra. Larissa falou e ela pode complementar agora, precisa olhar um pouco holisticamente, ou seja, de uma forma completa, de entender quais são os gatilhos que estão por trás dessa irritabilidade para ver se é algo específico ou se é alguma coisa que já está desregulada no seu sistema, que já afetou um pouco a sua produtividade, porque você negligenciou e agora é hora um pouco de parar, pensar. E uma estratégia, escrever. Às vezes, quando a gente coloca no papel um pouco do que que tá no nosso cérebro, é como se a gente tivesse aquela névoa mental e aí muitos pensamentos e a gente começa a dar uma forma a escrita, principalmente. Eu tô fazendo assim, ó, eh, que é com a mão aqui, porque typing é diferente. Eu te claro, é diferente de eu escrever a coordenação e as áreas associadas ao cérebro. A escrita ela te dá uma regulação. Então o que eu falo para Fernanda, mais do que falar assim, é porque é meio óbvio que seja, é já dar uma solução de neurociência aplicada. Escreve para tentar organizar os seus pensamentos e ter um diagnóstico melhor. Olha só que maravilha, né, Larissa? Pode te completar, complementar, fica à vontade. Sim. É um irritabilidade. É claro que a gente tem esses momentos de instabilidade emocional. Sim, né? O que a gente precisa se atentar é o quê, Fernanda? Se isso é um padrão, e você tá vendo isso se repetindo, a gente precisa olhar com mais cuidado mesmo, olhar de uma forma integral, não só o que que tá me preocupando, o que que tem tomado bastante a minha energia e se a gente incluindo todas as dicas que a gente conversou aqui sobre as pausas, alteração na rotina e ainda assim existe a fonte estressora permanece, então a gente precisa aí recorrer à ajuda. no caso, se necessário, ajuda profissional, de repente para poder avaliar juntamente com você eh o que que tá mantendo isso, né? Então olhar se é um padrão que tá se repetindo ou se é só um momento, né, uma fase de ajuste, que às vezes o ajuste é somente de rotina, ajuste na estrutura ambiental, mas se isso persiste, a gente precisa cuidar, ver se não é uma questão mais profunda que precisa ser cuidada. Muito bem. Nossa, nem queria encerrar o programa hoje, queria continuar falando de pausa, né? Vamos lá, gente. Estamos encerrando o nosso estúdio Câmara de hoje. Quero agradecer imensamente você que participou conosco e as nossas convidadas, né, Larissa? Doutora Larissa, muito obrigada pela sua presença. Quanto ensinamento, quanta troca, quanto conhecimento. É fantástico. Muito obrigada. Prazer foi meu. Quero agradecer a participação. Que honra, Carol, ter dividido aqui esse esse momento, né, com vocês e com o pessoal que está nos assistindo. Então, saúde mental é muito importante. A gente precisa se cuidar, a gente precisa se olhar, porque a a gente tá debaixo de uma de um sistema que não para, que pede muita produtividade, muita performance, muito. E uma coisa que a gente precisa se atentar é que o nosso cérebro ele não evoluiu para esse mundo moderno. A natureza do nosso funcionamento não vai nessa velocidade e a gente precisa respeitar esses limites. Por isso que a gente tem uma sociedade muito adoecida, muito doente, procurando muita ajuda. Muito se a gente tava conversando um pouquinho antes, eh, hoje muito se fala em saúde mental, né, Rúbia? Então, a gente tá ocupando o segundo lugar no ranking de burnout, nas pesquisas aí, o o quarto ou quinto no ranking de ansiedade, né, e de estress. Uhum. Então, a gente vê que também a gente faz parte de um contexto adoecido, né? E a gente precisa considerar isso e a gente precisa também ampliar as discussões sobre isso em práticas de saúde mental. H, de uma maneira global ainda mais maravilhosa. Muito obrigada, viu? Muito obrigada mesmo. Eu agradeço a nossa doutora Carol Garrafa. Muito obrigada pela sua participação, pela sua entrega, pelas suas dicas, né, e por todo esse cuidado que você tem eh eh que demonstra pra gente e nos ensina que nós precisamos também cuidar além do nosso corpo físico, da nossa saúde mental, né? Estamos eh alinhados juntos, né? Então é aquele negócio, é mente sã corpo s e a gente consegue seguir a vida. Muito obrigada, Carol. Eu que agradeço esse complemento entre Rúbia e a Dra. da Larissa com aprendizados maravilhosos, essa troca com as perguntas tão pertinentes dos ouvintes e falar que lembrar da intencionalidade que a gente falou tanto, autorresponsabilidade é algo que você precisa se colocar como responsável, mas colocando sentido. A gente faltou a pontinha de acha o propósito. Propósito não é uma palavra que é ela. A gente a gente distorceu muito falando ai, o dia que eu descobri o meu propósito, propósito é o por você faz o que você faz. A hora que você acha o sentido e o significado, as coisas elas fluem muito melhor. Mas para isso, a gente tem que lembrar que autoconhecimento vem antes de autodesenvolvimento. A gente tá tentando performar, a gente tá tentando entregar sem antes entender o porquê e quem somos nós. Então, voltar a algumas casinhas e entrar em contato com a essência e saber, como a Dra. Larissa falou muito bem, estamos num mism. o que a o cérebro foi programado não é o que a gente tá entregando a ele. Então, estamos sobrecarregados. Lembrando, a sobrecarregada, a a sobrecarga não é necessariamente o estress que a gente precisa dele para levantar, para fazer atividade física, para continuar produzindo, é a falta de pausa e a falta de equilíbrio. Portanto, estamos desequilibrados numa sociedade, como diria o filósofo sul-coreano, uma sociedade do cansaço. Então, para cansar, a gente precisa descansar. pausa. Quando a gente tiver estressado, a gente precisa mudar. Para isso, a gente precisa se entender e se analisar. Muito obrigado. Um prazer tá aqui. Prazer é todo nosso. E é isso, gente. Informação transforma, informação salva, né? E é isso que a gente tá fazendo aqui, levando informação eh de uma é uma psicoeducação, né, para você que tá em casa. E hoje a gente viu que em um mundo acelerado, parar pode parecer perda de tempo, mas na prática é justamente ao contrário. As pausas são parte essencial de uma rotina mais saudável, mais produtiva e mais equilibrada. Você, eu, nós merecemos pausa e a gente precisa se olhar eh eh com uma autocompaixão, com mais carinho e sim nos permitir a pausa. Tá bom, gente? agradecendo você que tá aí do outro lado. Muito obrigada pela sua audiência e pela sua companhia. Aí tá chegando aí, é, com informações atualizadas. Gabriel Castro ao meio-dia também no Câmara Notícia ao vivo. A nossa equipe produzindo material sempre muito bom, de ótima qualidade, informativo para você eh acompanhar aqui na programação da TV Câmara Campinas. E amanhã, a partir das 8 da manhã, nós temos Estúdio Câmara ao vivo e vamos falar sobre um tema que também tem chamado atenção, a tirania da pele perfeita, né? É pele perfeita. Até que ponto a busca por padrões estéticos está afetando a saúde real? Amanhã a gente vai discutir o chamado skin burnout. Olha só, o burnout tá até no skin, né? nos cuidados com a pele, os riscos do excesso de produtos, o impacto dos filtros nas redes sociais e a relação disso com a saúde mental. E mais, até onde o cuidado eh com a pele é saudável e quando ele começa a se tornar um excesso. Amanhã a gente também fala sobre as novas abordagens da ciência, como os peptídios, né, que estão super em alta, que prometem regeneração da pele sem agressões. Mas será que menos pode ser mais quando o assunto é cuidado? É um debate necessário sobre autocuidado, limites, bem-estar e saúde mental. E amanhã te esperamos a partir das 8 da manhã aqui no estúdio Câmara ao vivo. Um beijo grande, fique bem, se cuide. Autorregulação, pausa e até amanhã.