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Estúdio Câmara | otimistas do tempo: por que achamos que vai dar tempo… e não dá?
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Estúdio Câmara | otimistas do tempo: por que achamos que vai dar tempo… e não dá?

32 views Publicado 18/12/2025 HD · 56:35

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O Estúdio Câmara foi ao ar nesta quinta-feira, 18 de dezembro, para discutir um comportamento muito comum — e cada vez mais presente na rotina das pessoas: o hábito de estar sempre atrasado. Mas afinal, isso é apenas falta de organização ou existe algo mais profundo por trás da nossa relação com o tempo? ⏳🤔 Neste programa, falamos sobre os chamados “otimistas do tempo” — pessoas que acreditam que sempre dá para fazer mais uma coisa, que subestimam o tempo das tarefas e superestimam o tempo disponível. Aquela sensação clássica de “vai dar certo no final”, mas que quase nunca se confirma na prática. 🧠 Para entender melhor esse comportamento, suas causas e consequências, o Estúdio Câmara recebeu dois especialistas: 👨‍⚕️ Wendell Noronha, psicólogo clínico e neuropsicólogo 🧠 Francisco Pena, psicanalista e psicoeducador Durante o bate-papo, os convidados explicaram que o atraso nem sempre está ligado à falta de compromisso. Em muitos casos, envolve fatores emocionais, cognitivos e comportamentais, como ansiedade, procrastinação, dificuldade de planejamento, distorção da percepção do tempo e até questões relacionadas ao TDAH e à chamada “cegueira temporal”. 💭 O programa também abordou como a cultura brasileira normalizou o atraso, os impactos desse comportamento nos relacionamentos pessoais, no ambiente de trabalho e na credibilidade profissional, além do ciclo emocional de culpa, estresse e frustração que ele pode gerar. 📌 Entre os temas discutidos: ✔️ O que significa ser um “otimista do tempo” ✔️ Diferença entre atraso, procrastinação e ansiedade ✔️ Relação entre emoções e gestão do tempo ✔️ TDAH, cegueira temporal e funcionamento executivo ✔️ Como o atraso afeta vínculos pessoais e profissionais ✔️ Estratégias práticas para organizar a rotina sem mais estresse 📲 O público também participou ao vivo, enviando perguntas e relatos pelo WhatsApp, tornando o debate ainda mais próximo da realidade de quem vive constantemente “correndo contra o relógio”. 👉 Um programa necessário para quem quer entender melhor sua relação com o tempo, reduzir atrasos e viver com mais equilíbrio, consciência e qualidade de vida. 💬 Assista, reflita, compartilhe e conte: você também se considera um otimista do tempo? Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, [música] muito bom dia para você que tá ligadinho na programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando. Estúdio Câmara no ar ao vivo para você hoje, dia 18 de dezembro, quinta-feira. [música] E hoje nós vamos falar sobre um comportamento que faz parte da rotina de muitas [música] pessoas, aquele hábito de estar sempre atrasado. Mas será que isso é só falta de organização ou existe algo mais profundo por trás dessa relação com o tempo, hein? Vamos entender sobre este assunto [música] hoje. Aqui no estúdio já estão os nossos convidados. E você que tá aí do outro lado assistindo, se identifica com o nosso tema. Aquela sensação constante de estar correndo contra o relógio, mas sempre acreditando, ah, que vai [música] dar certo no final. Os otimistas do tempo, você é um deles. Então manda sua mensagem pra gente. WhatsApp tá na sua tela, 1997829377. [música] Será que nós somos otimistas do tempo? Você já saiu [música] de casa achando que estava, hum, tá tudo certo, né? Tô adiantado. Quando você percebeu, tava atrasado e aí bagunçou tudo. Você achou que ia dar tempo, mas não deu. Manda mensagem pra gente, conversa conosco. Enquanto você vai mandando a sua mensagem, vamos atualizando algumas informações. Daqui a pouquinho já apresento os nossos [música] convidados para você, combinado? Vamos lá. A Câmara Municipal de Campinas encerra 2025 com balanço marcado por alto volume de trabalho legislativo, fortalecimento da transparência e impacto direto em políticas públicas da cidade. [música] Até dezembro, foram analisados mais de 900 projetos entre leis, decretos e resoluções, [música] além de milhares de requerimentos, indicações e moções. Entre os destaques estão a aprovação do orçamento de 2026 [música] estimado em 11,7 bilhões do PPA 2026/2029, do Refiz 2025 [música] e de 912 emendas impositivas que somam 113,8 milhões. A atuação da casa também resultou na criação de 500 cargos de agente de educação infantil no avanço de políticas [música] sociais ambientais e também proteção animal, além da devolução de cerca de 13 milhões à prefeitura. [música] Em 2025, a Câmara manteve índices elevados de transparência, recebeu reconhecimentos institucionais, ampliou ações de educação cidadã e fortaleceu a comunicação com a população por meio aqui da TV Câmara Campinas e de programas como Parlamento Jovem e Câmara Educa. [música] Para mais informações sobre a Câmara de Campinas, acesse o site, né, da Câmara de Campinas. Você vai ficar por dentro de tudo que acontece no legislativo. [música] Mais informações chegando. Já está valendo aqui na cidade a lei que institui o alvará de execução autode declaratório para obras. O Construa já. [música] A partir de agora, proprietários e profissionais responsáveis podem obter o alvará de forma automática e 100% digital após o pagamento das taxas e a declaração de que o projeto atende às leis municipais de uso do solo, código de obras e normas ambientais. O principal benefício é a redução drástica do tempo de liberação. Obras de baixo impacto com até 2500 m quados, que antes levavam de 6 a 8 meses para licenciamento, podem ter o alvará emitido no mesmo dia. [música] O modelo não é obrigatório e quem preferir pode continuar utilizando o processo físico. A fiscalização das obras será feita posteriormente e em caso de irregularidades, poderão ser aplicadas penalidades. [música] Agora a previsão do tempo para você. Como é que fica o tempo hoje, hein? Tá meio emburrado lá fora. Ficou frio ontem à noite. Tá friozinho agora de manhã, né? Ó, daqui a pouquinho tá chegando o verão e a gente segue com esse tempinho meio emburradinho hoje, ó. Mínima de 15, máxima [música] de 26º. E agora de manhã, nubladinho, abertura de sol, mas à tarde, de acordo com a previsão do tempo, tá gente? Podemos ter pancadas de chuvas isoladas. E agora sim, vamos falar sobre o [música] nosso tema central, apresentar os nossos convidados. A gente fala de otimistas do tempo, aquelas pessoas que acreditam que sempre dá tempo, né? Que conseguem encaixar mais tarefas do que o relógio realmente permite. Ah, meu dia precisa de mais 24 horas. Essa percepção distorcida do tempo não está ligada apenas à organização da rotina. Ela também pode envolver fatores emocionais, cognitivos e comportamentais. Então, para entender melhor esse tema, eh, as causas, as consequências e principalmente os caminhos possíveis pra gente poder lidar com essa nossa relação com o tempo, a gente recebe aqui dois convidados, né? Então, eu quero mandar um abraço especial e dar aquela boa vinda, né, ao psicólogo clínico e neuropsicólogo, o Endonoron. Ele é especialista, né, gente? Tá com a gente aqui hoje mais uma vez. Muito obrigada pela sua presença. Bom dia. Obrigado, Rúber. Bom dia. Prazer estar aqui novamente, né, falar de um tema bem interessante, especialmente pro brasileiro, que é o clube dos atrasados. Nós vamos falar Brasil, às vezes a gente tá estudando alguma coisa lá fora, assim, poxa, mas as pessoas atrasam bastante no Brasil. Então, nós vamos falar um pouco sobre esse clube hoje. Au, o clube dos atrasados, você faz parte dele. Para completar o nosso time de hoje, para falar dessa galera, a gente recebe o psicanalista e psicoeducador, Francisco Pena. Ele tem ampla experiência clínica em desenvolvimento emocional, relacionamento, saúde mental no ambiente profissional e pessoal também. E quando a gente fala em ambiente profissional, o atraso, né? Olha, é o alvo. Vamos lá, Francisco, bom dia, seja bem-vindo. Bom dia. Bom dia aos telespectadores. Realmente é um é um tema muito interessante quando a gente fala sobre tempo, né? Ainda mais a gente que tá nessa correria vivendo eh essa dinâmica do dia a dia. E quando a gente fala sobre relacionamento pessoal, o tempo pode ser algo como descaso, desrespeito, um atraso, né? Hum. Pro trabalho, um desengajamento, um descompromisso. Então, de fato, é importantíssimo a gente falar desse tema. Maravilha. Vamos embora então. Você aí de casa tá atrasado, já achou que ia dar tempo e não deu. Otimista do tempo, né? Para começar, vamos lá, Wendel. O que exatamente significa ser um otimista do tempo? É apenas eh alguém que se atrasa ou a gente fala de uma forma específica que a gente percebe aí o tempo? Eh, não é só a relação com o atraso, porque esse esse conceito de otimista do tempo, ele tem a ver com a tradução de uma palavra que se chama tid. Tides que que tem a ver com tempo e optimis que tem a ver com otimista. Por isso que a gente coloca, né, que é uma pessoa otimista em relação ao tempo. Quando a gente fala nesse tipo de pessoa, é uma pessoa que ela ela subestima o tempo que ela leva para realizar uma determinada atividade e ela superestima o tempo que ela tem disponível para fazer a mesma atividade. Então, por exemplo, a pessoa vai sair de ela acorda 6 da manhã, ela tem que estar no trabalho às 8 horas da manhã, então ela acorda, ela tem que tomar café, fazer café primeiro, na verdade, levantar, tomar banho, escovar os dentes, fazer o café, tomar o café, né, a se arrumar, escolher a roupa. É, ela tem 2 horas, ela entra no trabalho às 8 horas, o que que vai acontecer? Ela vai deduzir, poxa, tomar banho, eu vou tomar um banho 5 minutos. Uhum. Ela subestima porque quando ela vai tomar banho, ela demora 10, 15 minutos, né? Ela subestima e ela superestima o tempo que ela tem disponível. Então, cada tarefa que ela vai fazendo dessa forma, vai prolongando um pouco o tempo e no final o que acontece? Ela está atrasada. Então, é uma pessoa que ela é otimista porque ela tá sempre pensando, dá tempo, eu consigo, né, rapidinho, vou fazer só mais isso, vou fazer só mais essa tarefa e aí no final ela atrasa. Então, não é só a questão do atraso, porque o atraso pode acontecer com pessoas que tem um outro conceito que a gente fala de miopiotemporal, que ela não consegue organizar processo adequadamente no cérebro dela a relação do tempo. Uhum. Porque o tempo ele não tem um órgão para isso. Nós não temos uma igual a visão, tem um órgão, etc. É, o tempo é trabalhado aqui na mente através de ideias, né? Então, não é só o atraso, é porque ela é otimista demais. ela acha que ela consegue fazer mais ali dentro do tempo que ela estabelece. Olha só, né? Então é, não é simplesmente a falta de compromisso, mas uma percepção distorcida que a gente tem do tempo, né? Como se fosse eh se o tempo fosse mais flexível do que realmente é. A gente acha que vai dar tempo, mas às vezes não, né? Não dá o tempo que a gente pensa que vai dar. Agora, Francisco, na prática clínica, né? Eh, esse comportamento aparece com frequência para você? qual que é a sua avaliação sobre essa essa percepção que a gente tem, né, distorcida aí do tempo? E isso costuma eh estar ligado a padrões emocionais também? Legal, totalmente. Eh, as emoções influenciam, né, na nossa cognição, ela influencia na nossa tomada de decisão. Então, por exemplo, quando a gente fala de tempo, a gente fala de passado, presente, futuro, né? Então, se eu estou muito preso no passado, vai influenciar no meu tempo presente, que já é curto. E tem a questão da dos otimistas, né, do tempo. Se eu estou muito ansioso, eu estou muito no além, né, no futuro, falta-me tempo presente. Se eu falo sobre uma carga emocional, como o Wendel bem falou, né? O tempo é é mental, é como a pessoa é é um viés cognitivo da pessoa, como que ela processa as coisas. Então, dependendo das emoções que eu estou naquele dia, pode simar na minha tomada de decisão e inclusive dentro da clínica, porque pode haver resistência, né? Então, a gente pode estar trabalhando uma situação com a pessoa e de repente é um sem querer querendo o atraso. Pode ser sim afetado pelas emoções. Olha só, super interessante, né? E você tocou num ponto interessante que eu achei aqui, o Endel e Francisco. Depende da de como estão as nossas emoções, eh, a gente pode ter essa distorção do tempo também. Que que acontece, Wendel? O otimista, eh, não é bem relação com o aspecto emocional, embora interfira. Sim. O otimista é que ele realmente ele tem essa percepção que eu dou conta de fazer mais coisas, conta, né? Ah, beleza. Então, olha, a própria palavra, ela tem um caráter mais lúdico, porque a pessoa é otimista demais, mas ela não tem umas consequências agradáveis assim. Sim. Perfeito. Então, ele sempre acha que dá tempo de fazer mais alguma coisa. Nossa, pera aí, já tá sair, ó. Falta 10 minutinhos. Não, mas dá tempo de eu mandar um e-mail aqui no trabalho. Ah, verdade. Dá tempo de eu mandar mais, fazer mais uma mensagenzinha. E então ele tá sempre otimizando. É como se ele achasse, eu dou conta de fazer, dá tempo de fazer mais uma coisinha aqui, porque a percepção dele, do tempo, é uma percepção imaginada na cabeça dele. Então, ele otimiza o o tempo dele, né? Ele coloca na mente essa otimização. Quando a gente fala emoção, por exemplo, a pessoa que é procrastinadora, Sim. Aí entra um aspecto emocional, porque determinadas tarefas, ela envolve uma questão, nossa, aquela tarefa é difícil, nossa, eu tenho que fazer aquele relatório, eu tenho que fazer alguma coisa do trabalho. Aí envolve uma questão emocional, aí a pessoa ela procrastina, certo? né? Até quando ela regula melhor, ela vai e faz a tarefa, a atividade, né? Então o componente emocional ele entra muito nesse aspecto. Agora, o componente da otimização, como a gente considera o otimista em relação ao tempo, é que ele ele faz esse processo de est sempre super estimando o tempo que ele tem disponível. Você tem uma hora, né? E e aqui é uma correria. Imagina você sai eh de casa 7 horas para estar no trabalho 8 horas da manhã. E nesse percurso você tem que fazer várias coisias, né? Em casa você tem que estimar, por exemplo, o tempo que vai levar para chegar no trabalho. Só que para chegar no trabalho você vai passar por vários semáforos. Uhum. Vai ter vários imprevistos. Então, o otimista do tempo, ele não tá muito ligado nos imprevistos. Ele vai dar na cabeça dele, vai dar tempo e acabou, né? vai dar tempo. Então ele que tá colocando uma uma tarefa mais, inclusive até pra gente quando a gente vai trabalhar para poder melhorar o funcionamento, tem que ver, olha, eu não vou colocar uma tarefa mais. Uhum. Sempre colocando, porque ele acha que é possível eh chegar. Por que é importante? Porque tem casos que a gente entra em uma patologia, tem casos que não entram em patologia. Então o otimista não necessariamente não tem a ver com patologias. Uhum. Hum. tem a ver exatamente com o modo de olhar, de viver o tempo na mente dele. Muito bem. Agora, Francisco, eh, na sua avaliação, nós estamos sendo otimistas do tempo, porque o falando, passou um filme na minha cabeça agora de todo mundo correndo, correndo, correndo, correndo. Final de ano. Nossa, eu tava olhando o jornal hoje de manhã, eu pessoal lá no Brás, gente, o que que é aquilo? Tá um formigueiro, tá todo mundo correndo e todo mundo, tipo assim, correndo contra o tempo, né? E aí, final de ano, gente, vai dar tempo de fazer tudo. Eu programei o meu ano inteirinho e alguns dias para finalizar 2025 eu vou conseguir, vai dar tempo, vai dar tempo. Então, a gente acaba sendo otimista do tempo. Mas isso também eh arremete a essa correria que a gente tá vivendo, essa automatização, essa questão da gente sempre achar que a gente consegue fazer mais, a gente coloca mais coisas na agenda e a gente tá sempre sobrecarregado e a gente sempre acha que o nosso dia está curto. Então, acho que essa essa essa otimização, essa essa esse termo otimista do tempo, ele encaixa perfeitamente no que a gente tá vivendo agora. Qual que é a sua avaliação sobre isso? É, a estamos numa geração em que dá para fazer, o celular tá na mão, eu consigo fazer uma reunião online, eu consigo atender a pessoas do mundo inteiro, né? Dependente doos horários, a gente dá um jeito, tem filho na escola, né? Tem casa, tem tem o estudo, tem o imprevisto que sempre vai ter o imprevisto, a gente se programa pro dia. ão os otimistas aí, né? Vai dar tudo certo, mas tem um imprevisto. Uhum. tem aquilo que nós não estávamos contando, contabilizando no nosso tempo. E aí eu não atualizo o meu tempo de que se aconteceu isso previsto logo não vai dar para fazer aquilo, isso ou aquilo. Como eu não contabilizo, eu não recalculo a rota no meu dia, eu vou colocando as coisas, vai dar tempo, vai dar tempo, vai dar tempo e aí vai sobrecarregando e vai faltando tempo, vai entrando atrasos, vai entrando não comprimento. É, eh, eu não consigo, eh, cumprir as minhas metas. Uhum. E aí, se é comigo, isso vai me gerar algo. Sim, claro, né? Parece que aquela sensação que eu tô devendo alguma coisa. Se é com o outro, entra essa questão do desleixo, do descaso. Não é? Então, essa sensação de que falta tempo, eu acho que vem muito dessa dinâmica que a nossa geração tá vivendo, né? Dá tempo, tem que fazer, tem que entregar, a gente precisa produzir. Uhum. Né? Então essa sensação ela é comum e entra também aqui uma uma coisa que o bem falou, brasileiro é cultural nessa questão de chegar em cima do tempo, na hora. Só que eu calculo para chegar na hora. [risadas] Não calculei, eu não calculei com aquele semáforo, com aquele caminhão que tava fazendo uma manobra e travou no trânsito do acidente, né? É. E aí vem essa questão, ah, é o trânsito, ah, não sei quê. Essa do trânsito é muito comum a gente ouvir, né? Verdade. Na clínica, por exemplo, é o que a gente escuta. Eu escuto muito. Ah, peguei um trânsito. Ah, peguei um trânsito. É porque na verdade, se a gente parar para analisar, eh, a gente tá, a gente vive e a gente precisa lidar com erro. Eu aprendi isso muito cedo na minha vida, que a gente precisa, eu tenho um planejamento, né? Então, eh, o planejamento do início é o fim e claro, é para dar certo, mas eu preciso lidar com erro, eu preciso trabalhar com erro, porque eu não quero que dê errado, mas se acaso o erro acontecer, eu já sei como que eu vou gerir a situação, né? Então, e nessa questão de otimistas do tempo, a gente precisava, eu acho que seria necessário a gente aprender a lidar com com um erro também, porque vai, eu saio atrás, já saio atrasado de casa, o carro quebra, fura um pneu, eu dá um acidente lá e aí tem um trânsito quilométrico. Poxa vida, não deu tempo. Mas esa aí, você não trabalhou com erro, né? Você tá no limite do limite, achando que vai dar tudo certo. É, aí a gente entra na questão de sermos otimistas, né? E olha só, eh, buscando essas informações de otimista do tempo, que é um termo novo, né? Eu não conhecia, comecei a estudar pra gente poder trabalhar o programa de hoje. Eu vi um termo cegueira temporal e aí aliado à questão do TDAH. Então, eu gostaria que o explicasse pra gente, tem aqui um dado, gostaria de ler pra gente poder eh contextualizar. Olha só, de acordo com a Associação Brasileira de Déficão, eh, o número de casos de TDH varia entre 5 a 8% em nível mundial. Estima-se que 70% das crianças, tá, com transtorno, apresentem outra comorbidade e pelo menos 10% apresentem três ou mais comorbidades. Aí, além do TDAH, tem experiências difíceis que as crianças passam na infância que podem influenciar essa tal dessa cegueira temporal nesse nesse estudo que eu fui buscar, porque é um artigo e aí fala muito da cegueira temporal e isso tem a ver eh lá na infância, começa lá na infância e justamente com essa essa essa alta, né, essa tendência de TDH que a gente tem. E aí a gente caminhando por essa esse TDAH, a cegueira eh temporal, a gente acaba chegando no otimista do tempo. Então eu gostaria que você explicasse um pouquinho sobre eh tudo essa toda essa questão aí que envolve uma neurodivergência também. Uhum. Isso é um ponto importante. Eu vou começar dando um exemplo de uma paciente minha de 16 anos. Uhum. Semana passada na nossa sessão, a às 15 horas da tarde, na quarta-feira ela atrasou. fulano, "Você tá chegando?" Mandei mensagem. Aí ela falou bem assim, depois de uns 20 minutos, ela mandou mensagem, um áudio: "Meu Deus, eu comi bola. Eu comi bola. [risadas] Eu tive que pesquisar o conceito. Comi bola, né? Me desculpa, eu comi bola, eu atrasei, etc. Agora a gente vai fazer uma correlação dela com a pessoa que é otimista do tempo. O otimista ele sempre acha que dá mais tempo. Ela não achava que dava mais tempo. Ela sabia que a sessão comigo era às 15 horas, mas ela se perdeu, ela se distraiu. Aí a gente vai entrar no conceito de cegueira. Porque a cegueira não tem a ver com quem é otimista, acha que dá para fazer uma tarefa mais sempre. Sim, não é uma pessoa que sabe às 15 horas eu tenho a sessão, mas ela vai se distrair com outras coisas na cabeça dela. Então ela vai ter uma, a gente chama de cegueira ou uma miopia temporal. Por que uma miotoral? Uma dificuldade no processamento da informação temporal. O que que significa? Como eu falei, quando a gente pensa, por exemplo, na visão, nós temos um órgão que é específico paraa visão. Sim. Quando a gente pensa no tato, no pato, nós temos eh sentidos específicos para isso. O tempo não. O tempo ele é trabalhado através de ideias. Eu preciso fazer isso agora, isso aqui depois, isso aqui depois. E tem uma habilidade que é um cargo chefe no no TDH, no transtorno do déficit de atenção hiperatividade, que é o funcionamento executivo. Ele está relacionado ao tempo. O que que é funcionamento executivo? A gente tem uma empresa, tem um diretor executivo, é ele que direciona. O maestro da orquestra, é ele que direciona. Ó, altei aí mais um pouquinho, né? Baixa aqui para. É ele que vai direcionando. Nós, seres humanos, nós temos essa capacidade também. Nós temos uma parte nossa que é executiva. Eu tenho que acordar, eu tenho que fazer isso, eu tenho que fazer essa próxima tarefa. No TDH vai ter uma dificuldade com isso. Então, ele não planeja adequadamente esse e esses passos. ele vai ter uma dificuldade de monitorar, certo? De conseguir monitorar as atividades, o tempo. E aí no final ele, nossa senhora, tá em cima da hora, sai correndo. Parece que deu um branco, digamos assim, na cabeça por um tempo, ele pensou em outras coisas, né? Essa paciente tava fazendo uma tarefa e foi muito interessante. Ela tava fazendo uma tarefa comigo no consultório, de repente o que acontece? Ela para no meio da tarefa. Ela para e fica assim, olha. Aí ela continuou, depois voltou e falou assim para mim quando terminou: "Nossa, me deu um branco, não sei o que que eu fui fazer". Uhum. Isso numa tarefa curta que eu estava realizando com ela. No dia a dia vai acontecer da mesma forma. Ela vai dar um certo, vai dar uma travada, um branco, ela vai se distrair. Então ela não está otimizando o tempo, achando que ela dá conta de fazer mais tarefas. Ela tá se perdendo no tempo, digamos assim. Excelente. Aí eu passo a pensar numa eh no aspecto de uma neurodivergência, que é o transtorno do déficit de atenção, hiperatividade. Perfeito, muito bem explicado. É importante a gente entender, né? Porque tem algo que eh precisa ser tratado, né? E tem essa questão que é cultural nossa, que somos otimistas do tempo. Agora, eh, eu pergunto para você, Francisco, essa essa naturalização, essa questão cultural que nós temos, brasileiro sempre tá atrasado, né? Brasileiro chega em cima da hora. Eh, na sua avaliação, essa normalização pode acaba dificultando a gente reconhecer que a gente precisa melhorar nessa questão de sermos otimistas do tempo? Sim, porque é um, a gente fala de um padrão, né? Uhum. Eh, então, como é cultural, vira um padrão. Então, tudo que é padrão, a gente tá falando de um padrão de comportamento, né? Então, eu vou repetir. Se eu não trouxer a consciência em cima daquilo, eu não consigo atualizar o meu padrão de funcionamento para ir sim fazer diferente, né? É aquilo que Einstein dizia, né? Nós não temos como eh não temos eh não podemos eh ter novos resultados fazendo as mesmas coisas. Uhum. Então, precisamos fazer algo diferente. Para fazer algo diferente, eu preciso primeiro eh analisar o meu tempo. Eu tô entregando as coisas, eu tô chegando atrasado, então tem que trazer essa consciência. Aí sim eu consigo alterar, atualizar esse padrão de comportamento, né? É porque se a gente para para analisar essa questão de sermos otimistas do tempo, na maioria das vezes a gente vai acabar chegando atrasado. E você chegar atrasado, gente, não é legal. E aí quando a gente fala de um clima organizacional, de uma organização, de uma empresa, isso vai acarretar problema a longo prazo. Hoje chegar atrasado, tudo bem. Ah, daqui uma semana chegar atrasado um dia, é mais ou menos. Mas aí todo dia você com esse otimismo de que vai dar certo e nunca dar certo. E aí quando a gente chega atrasado por conta que fomos otimistas do tempo e aí não deu certo esse nosso otimismo, a gente começa a a colocar, qual que é a palavra certa de de falar aqui? Eh, colocar, explicar demais, chega atrasada e começa a explicar demais. Ah, e tal, e aí hoje você explica demais, amanhã você explica demais, depois você explica demais. Em um sistema organizacional isso vai dar problema? Não vai? Vai. Esse é o otimista. Ele tá repetindo o comportamento. Porque a pessoa que ela percebe, ela fala: "Meu Deus, eu cometi um erro hoje, eu cheguei atrasado". Aí o que ela faz? Amanhã ela muda, se reorganiza de uma forma diferente e não se atrasa. O otimista, ele vai cometer um atraso de novo. Ele vai chegar no trabalho atrasado, ele vai pedir muitas desculpas. Se eu já tive em casa, se a pessoa pedir reunião com o chefe. Chegou atrasado, nossa, desculpa, o pneu do carro furou. Uhum. Mas essa desculpa não dá para ter todo dia. Às vezes na próxima semana a pessoa comete novo e qual vai ser a próxima desculpa? Então ele vai gerar um problema para ele. Isso. O grande problema não é nem na minha percepção, não é nem a questão do do tempo, é as consequências. É credibilidade, na verdade da pessoa que fica em cheque, não é? Ah, exato. No relacionamento vai gerar problemas porque tá sempre atrasando, tá sempre cometendo algum, né, algum comportamento lá que atrapalhe a pessoa. No trabalho. Tem essa questão. Eu tenho uma reunião, eu chego atrasado nessa reunião, eu crio uma desculpa, tudo bem, mas na próxima semana eu tô novamente cometendo o mesmo comportamento, né? E aí a pessoa vai entrando no ciclo que ela vai se culpar, né? Mas por que que eu sou assim, meu Deus? Só que quando é na semana seguinte parece que esqueceu um pouquinho na hora porque ela já tá de novo. Dá tempo de eu fazer tudinho, dá tempo de eu conseguir mandar mais esse e-mail aqui no trabalho. Aí vai gerando exatamente o ciclo. Ela erra, ela se sente culpada, na próxima semana ela erra de novo, gera os problemas. Então, Francisco, e como é que a gente sai dessa? É, é um ciclo vicioso, né? Como é que a gente faz para sair disso? Entra nessa questão da consciência. Eu preciso trazer essa consciência, entender que o outro, por exemplo, eh, com quem eu estou me relacionando ou a empresa, eu tenho um horário para chegar, eu tenho uma reunião, o outro pode ser um valor assim que é inegociável a questão de tempo. Uhum. Para algumas pessoas, 8 horas é 8 horas em ponto. Para algumas pessoas, 8 horas é 10 paraas 8. Conhece as pessoas? Sim. 10 paraas 8. Pessoa tá lá. essa pessoa tem um valor muito grande sobre o tempo. Como a gente fala que está faltando tempo, essa sensação que está faltando tempo, eu já tenho que me programar para encaixar as minhas atividades no meu dia para dar tempo de fazer tudo. Uhum. Aí, como nós somos pessoas que sempre estamos relacionando com outras pessoas, quando o outro não respeita o tempo, ele afeta em algo que é muito valoroso para mim. Exatamente. E aí entra essa esses conflitos. Então, quando eu trago essa consciência de que eh se eu não mudar esse padrão de comportamento, eu vou perder oportunidades, eu vou perder relacionamentos, eh isso vai gerar conflitos, porque o tempo é algo que é muito valoroso sempre foi, mas hoje como essa sensação de que tá faltando tempo, é cada vez maior esse valor. Então quando eu trago essa consciência, não pense em você, pense no outro. Exatamente. É que para você 15 minutos pode ser, não pode ser nada, mas pro outro 15 minutos pode ser uma coisa que é muito importante. Então trazer essa consciência pode ser que a partir dali eu consiga a começar a prestar mais atenção, eu consigo calcular melhor as rotas. Uma talvez uma uma dica é como o Wendel falou, eu calculo o banho, é 5 minutos. Começa então colocar um tempo a mais. Comece a colocar aí 50% a mais. Aí, se é 15 minutos, se é 5 minutos, pensa em 7, 8 minutos que você vai fazer isso. Começa aumentar um pouco esse tempo que talvez assim você vai conseguir chegar no tempo. Gente, que coisa de louco. Eu eu vou falar, eu acho que eu sou meio otimista do tempo, mas sabe o que que eu faço comigo? Assim, eu coloco meu relógio e meu celular, eles ele tem 5 minutos a mais, né? Então eu sempre tô [risadas] dentro do tempo porque para eu não me perder, entendeu? Então, 8 horas, é, 8 horas aqui para você, mas para mim é 8:05 e tá tudo certo. E foi uma maneira que eu encontrei para eu poder estar dentro, né, de tudo que é elaborado no meu dia dentro dos meus horários que eu preciso cumprir. Então, de repente pode ser uma dica aí, né? Antecipa seu horário. Só que quando alguém te perguntar a hora, você fala: "Não, mas tá errado". Fala: "Não, é que eu tenho 5 minutos adiantado aqui". Para eu ficar mais tranquilinha. Não sei se é correto, mas foi uma forma que eu encontrei de me autorregular nessa questão do tempo, porque eu também sou otimista do tempo. E olha, tem uma percepção cultural, como eles já trouxeram pra gente, que o brasileiro se atrasa mais. Atenção, olha só que interessante. A BBC inclusive aponta, gente, que coisa, né? Que o Brasil é um dos países mais atrasados do mundo. Isso é um traço cultural, né? Mas há quem diga que no Brasil o atraso virou quase um clima eh assim de algo bem naturalizado. Então essa normalização acaba dificultando que a gente reconheça esse problema, né, Wend? Porque se tá tudo certo, o Brasil já é cultural mesmo, chega atrasado, né? Tá tudo muito corrido, tem trânsito e tá tudo certo. E a gente eh normalizando, se tá tudo normal, por que que eu vou mudar? Cultura é difícil de mudar, né? Aí, ó, boa. É, a gente aprende que clima a gente muda, melhora o clima, mas a cultura é muito difícil. Por quê? Porque fica enraizado aquele padrão. Perfeito. Você tem uma reunião com amigos no fim de semana, aí a pessoa começa, ah, vou me arrumar, eh, vou passar maquiagem, vai demorar um pouquinho mais, vai indo. É uma reunião de amigos, tudo bem? Sim. Aí você, a reunião é 15 da tarde, ela chega 16:30. Ai, [risadas] poxa vida, né? E chega chegando, né? Chega, [risadas] cheguei. Cheguei, galera. Cheguei. Olha lá o povo. Olha lá. Aham. O povo já conhece, [risadas] o pessoal já sabe, né? Fulano sempre chega esse horário, né? Vamos, vamos marcar a reunião 14 que ela chega 15. Exatamente. E justamente tem gente que marca os eh eh principalmente casamento, né? Esses eventos marcam sempre um horário que não vai começar aquele horário, mas já marcam naquele horário determinado para que as pessoas que são otimistas do tempo chegue em cima da hora achando que ia começar, mas daí tem mais uma meia horinha aí de espaço, né? Então você vê como é natural, como é cultural para nós brasileiros isso. E daí tem um outro estudo, olha só que interessante, tem um outro estudo que mostra que pessoas otimistas vivem mais e melhor. Então esse estudo é do Reino Unido. Ele constatou que pessoas mais otimistas vivem entre 11% e 15% mais tempo do que as pessoas que não são otimistas, ou seja, que são pessimistas. Então aqui nós estamos falando de otimistas do tempo. Fica a pergunta aí para você de casa e claro que eu vou fazer pros nossos convidados, né? Se atrasar sem se estressar pode ser algo positivo. Se at esse estudo me [risadas] pegou paraend interessante. A pessoa que que não se estressa, ela vive mais, né? Então se nós somos ã otimistas e vamos se atrasar, a gente vai se atrasar sem se estressar. Uhum. E aí isso existe mesmo? Agora fez sentido, porque o estresse ele vai causando uma oxidação nos nossos na nossos neurônios. Sim, né? Que que quer dizer que as células elas vão perdendo a funcionalidade aos poucos por muito estresse, né? Então eu vou reduzir um pouco o nosso tempo ali disponível de vida. O otimista, se a gente considerar que ele não tá estressado, ele tá, na verdade, empolgado, falou conta, vou fazer uma coisa mais, realmente é menos estresse para ele. É, né? É verdade. Ele vai ter o estresse da consequência depois. Depois, mas no momento ele não vai tá estressando. Momento tá tudo fluindo a mil maravilha para ele. É rapidinho. É rapidinho. Dou conta. Tem gente que fala que vai acordar mais cedo para se atrasar com calma, né? Aí [risadas] é coisa de brasileiro, gente. E quando a gente fala aí dos das nossas emoções, a raiva, né, como o Enel bem colocou, e o estress liberam os hormônios como o cortisol, adrenalina, estão ligados aí a doenças cardiovasculares, né, AVC, diabetes. Então o otimista do tempo, ele vive em constante urgência, né? Porque ele acha sempre que vai dar tempo, mas daí no momento ele vê que não deu tempo, ele vai correr, não adianta. Então, eh, no ponto de vista emocional, se a gente consegue respeitar os nossos próprios limites, isso traz o quê pra gente? O que que acontece no nosso na nossa mente, no nosso cérebro? Quando que a gente consegue, Francisco, eh otimizar o nosso tempo, respeitar os nossos limites, tentar chegar atrasado e normalizar o que realmente deve ser normalizado, que é você chegar aí com antecedência, fazer tudo dentro do seu cronograma, dentro do tempo determinado para que a coisa aconteça, né? Então, se você vive com uma otimização de tempo, você é otimista do tempo, mas você consegue concluir isso. Isso traz uma leveza, uma tranquilidade. A gente quando a gente dá um check, consegui uau, não me atrasei, mas mesmo sendo otimista do tempo, isso traz uma sensação de bem-estar? Com certeza. Eu acho que nós estamos sendo coerentes, né, com as nossas responsabilidades. Eh, aquilo que eu me programo, aquilo que eu estou fazendo, aquilo que eu estou cumprindo. Acho que isso muda tudo. Ã, eu estou eh eu me sinto realizado. Uhum. Por cumprir as as minhas tarefas, porque se eu estou cumprindo as minhas tarefas, eu estou chegando nos meus objetivos, aonde eu quero chegar, onde eu quero estar, né? [roncando] Então, quando eu estou vivendo no momento presente, temos as nossos as nossas questões do passado, temos os nossos medos do futuro que nos traz ansiedade. Mas quando eu consigo equilibrar tudo isso, isso, né, e colocar em ação no momento presente, tá, é isso que eu tenho que fazer, então agora eu vou fazer isso, agora quanto tempo eu vou precisar para fazer isso? Eu calculo e agora eu vou fazer, né? Isso me traz essa realização, isso me traz essa sensação de que estou bem, estou vivendo bem. Então, com certeza isso muda tudo. E o que que a gente faz, Wendy, pra gente melhorar, pra gente ter essa sensação que o Francisco acabou de trazer para nós aqui agora, né? Como que a gente ajuda? A gente não, você, né? Porque eu preciso de ajuda também. [risadas] Como é que vocês ajudam a nós a lidarmos melhor com o nosso tempo, né? Quais são as dicas? Eu quero dos dois. Vamos lá. Wendel, dá ali aquela força pra galera que chega atrasado, né? Como é que a gente faz para ter um uma autorregulação, como vocês dizem, né? Eh, primeiro entendendo, o otimista é um erro de cálculo. Opa. Se é um erro de cálculo do tempo, a gente vai aprender a calcular esse tempo de uma forma diferente. Uhum. Né? Ou seja, ele tem que ele ele acorda seis, ele tem que estar no trabalho oito. Ele pensa: "Eu tenho que estar no trabalho 8 horas. A gente vai mudar esse cálculo. Vamos pensar agora que horas que eu tenho que sair e não a horas que eu tenho que chegar. Então eu começo a fazer uma mudança num padrão boa. Eu já não penso na hora de saída, eu penso na hora que eu tenho ou na hora de chegada, eu penso na hora que eu tenho que sair. Uhum. Porque se ele ele pensa nas 8 horas que ele tem que estar no trabalho, ele, nossa, se eu sair daqui 7:55 dá tempo. [risadas] Verdade. Dá tempo. Agora se ele pensar, poxa, vou mudar eu, é 7:30 o meu horário de saída. Então as coisas que eles ele tem que fazer antes, ele vai fazer pensando nesse 7:30. Ele não vai fazer pensando nas 8 horas que ele tem que estar lá no trabalho. Excelente. Uma outra forma é a gente colocar, separar tarefas, organizar a rotina em tarefas que elas assim elas têm um senso de um sentido que eu não posso deixar ela para trás e tarefas que elas não são urgente, elas não são essenciais. Então, por exemplo, eu acordo de pela manhã, é essencial a gente tomar um café da manhã. Uhum. Né? tomar um banho, café da manhã, vestir a roupa, são tarefas essenciais, fazer a maquiagem, mas não é essencial eu pegar o lixo e levar para fora. Não é essencial. Ou seja, ele vai colocar aquilo que é importante ali na rotina e vai deixar um um espacinho, ó, não essencial. Se tiver tempo, alguma coisa, sobrou bastante, ele pode fazer. Uhum. Mas ele tá priorizando algumas coisas. Por quê? porque ele vai ter que mudar o cálculo dele, mas ele sempre é um otimista. Sim. Então, se ele tem uma e eu preciso comer, tomar banho, a minha roupa, né, a minha maquiagem, ele priorizou, ele vai fazer só essas. Então, elas ela pode tomar um tempinho a mais, mas ele vai ter um tempo a mais disponível. Então, ele estrutura, ele organiza a rotina dele. É um primeiro passo, né? Então ele vai ele vai trabalhar com essa questão de superestimar de uma forma diferente, por mais que na cabeça dele tá aquele negocinho, nossa, dá tempo de eu pegar o saco de lixo e levar lá para fora. Mas a minha prioridade não é essa. Prioridades. Excelente. Muito bom. Nossa, me vi na sua fala, [risadas] né? Sempre dá tempo, né? Dá tempo para organizar um negócio aqui, dá tempo para fazer outro ali. Aí você olha fala: "Nossa, mas a partir das 6 da manhã o tempo voa, né? Que coisa! Não sei o que que acontece. Vamos lá, Francisco, suas dicas aí, a sua fala pra gente, né, que é otimista, né, otimista do tempo. Legal, muito, muito bom, né, o que o Wendel trouxe. Eu tenho que ser estratégico para para chegar no nos objetivos. E eu digo assim que ter um objetivo muito bem definido, isso é muito importante. Mas o por que eu tenho esse objetivo aqui entra um ponto para mudança de comportamento, trazer consciência na motivação, o motivo da ação. Por que eu vou chegar no horário? Uhum. Qual o ganho que eu tenho quando eu chego no horário? Perfeito. O que eu perco quando eu chego atrasado? Então, trazer essa consciência e depois atrelar o que o Wendel falou, ser estratégico no seu tempo, no seu cálculo. Se eu calculo que eu tenho que chegar às 8, cara, às 8 vai ter imprevisto, então vamos calcular 15 paraas 8. É uma outra opção, assim como ainda falou, calcula o tempo para sair. Uhum. Não para chegar, né? É. E aí, então vamos pensar assim, cálculo se eu tenho que chegar às 8, eu tenho que sair é 7:30 para chegar 10 pras 8 quando eu começo fazer esse cálculo, porque eu vou tranquilo, porque olha, olha, olha que interessante. Eu posso chegar às oito em ponto, ó, como eu sou otimista, cheguei oito em ponto, mas tive imprevisto, tive o trânsito, nossa, eu consegui passar naquele semáforo, consegui dar aquele gato no trânsito, cheguei 8 horas. Como que você chegou? Adrenalina lá em cima porque você, nossa, tenho que chegar, tenho que chegar. Não posso atrasar. Não posso atrasar. Hum. E aí você já gastou um monte de energia que você vai precisar para fazer uma tarefa às 8:05. Porque você gastou no trânsito, correndo, no estress. Então, qual é o sentido? Então, quando eu trago essa consciência antes de criar estratégia, aí eu fico mais estratégico ainda para conseguir chegar nos meus objetivos. Que aula, otimistas do tempo, que aula tivemos aqui, né? Que maravilha. Tá vendo só? Então, bora se atrasar com calma. [risadas] Muito boa essa. 8:49. Produção tá falando que nós temos aí algumas perguntas, né, dos nossos telespectadores para vocês. Então, vamos ver o que temos desses otimistas do tempo. Também me encaixo, tá? Não tô falando que você é otimista do tempo, não. Nós somos todos somos. Se a gente parar para analisar um pouquinho, né? Mas a gente, eh, aliás, o nosso Brasil tem essa cultura, mas é importante a gente pegar as dicas aqui que foram deixadas, lançadas aqui no programa de hoje, pra gente de repente melhorar um pouquinho, né? Um pouquinho hoje, um pouquinho amanhã, você começa a melhorar as coisas. De repente até a sua convivência com as pessoas, o seu ambiente de trabalho, né? eh o seu relacionamento. Acho que tudo tudo ganha quando você começa a a cuidar com atenção dessa questão aí do tempo, porque tempo hoje, gente, olha, é tudo na vida. A gente precisa de tempo e a gente precisa de um tempo pra gente também. Então, precisamos cuidar com muito carinho e com muita sabedoria do nosso tempo. Agora, 8:50 pode mandar, produção, que nós temos aqui? Vamos ver, vamos ver quem é que é otimista do tempo. Luciana Ferreira do Taquaral. Tenho ansiedade, mas curiosamente vivo atrasada. Não deveria ser ao contrário. Como essas duas coisas podem, não, como essas duas coisas podem coexistir ansiedade e atraso? Ixe, e agora, Wendel, né? Pode ser que ela seja um otimista do tempo e uma ansiosa. Nossa, mas é verdade. Se ela tem, quem tem ansiedade vive no futuro, né? A gente sempre tá lá na frente, né? E mas e aí? Ela tá no futuro, mas tá atrasada. É que a gente tem que ver se a ansiedade dela, né? Quando ela diz é patológica, porque a ansiedade é um fator normal no nosso funcionamento. Tem os dois tipos, né? quando ela é, vou considerar que seja patológica, que seja eh muito intensa para ela. Então, o ansioso, na verdade, é uma pessoa que na mente dele tem sempre um conteúdo de ruminação e preocupação. Uhum. A ruminação ela faz o quê? Ela faz com que eu ruminação v sabe a vaca mastigando no parte, fica mastigando o assunto. Então ela tá preocupado com algo, ela fica mastiga, mastiga, mastiga e não resolve. Esse mastiga, mastiga pode ser que esteja consumindo o tempo dela. Perfeito. Mas veja que é diferente do otimista, porque ele tá achando que dá para fazer mais tempo a mais coisas. O ansioso não. O ansioso ele está preocupado, ele está ruminando algumas coisas que são conteúdos da mente dele, preocupações do do dia, preocupações do trabalho. Ontem, por exemplo, um paciente falou assim: "Eu nunca te mando mensagem fora da sessão, mas hoje eu tive que mandar. fulano de tal, minha chefe, ela foi, ela recebeu uma promoção, ela vai para fora do país e outra pessoa vai assumir. Uhum. Ele entrou num estágio de ansiedade muito grande. Au! Muito grande, porque outra pessoa vai assumir, a mente dele tá tomada por isso. Então ele se desorganiza no gerenciamento das coisas, ele vai procrastinar um pouco mais. Aí vai entrar o quê? a questão das emoções, a regulação do funcionamento emocional aqui perfeitamente sobre as emoções, porque eu tenho que regular isso para que para que eu consiga funcionar ali um pouco melhor, reduzir a minha ansiedade. O otimista um pouco diferente, ele tá sempre achando que dá mais tempo. O ansioso tá preocupado, Tá distraído. Nossa, gente, o ser humano é uma maravilha. A nossa mente é impressionante, né? Cada dia que passo, eu fico mais apaixonada por esse nosso bate-papo, porque a gente vai aprendendo e tentando compreender tantas coisas que passam na nossa cabecinha assim, que é impressionante. Vocês abrem assim, vocês ampliam a nossa visão. Obrigada por isso, viu? Porque é maravilhoso falar sobre sobre nós, né? Sobre como como que a gente funciona. Agora 8:53. Vamos lá, mais uma. Vamos ver o que vem agora, quem é que tá com a gente? Agradecendo você que tá aí do outro lado, viu? Juliano Martins, Jardim Nova Europa. Vamos lá, Francisco, para você agora, ó. Eu sempre acredito que vou conseguir fazer tudo no último minuto, porque essa confiança quase nunca se confirma na prática. É o que a gente tá falando aqui no programa, viu, Juliano? E nunca vai se confirmar, né? Porque é bem difícil a gente achar que a achismo, né? A gente tá achando, né, Francisco? É, esse é o otimista do tempo. Eu sempre acredito que vai dar tempo, mas na prática não dá. Aí entra essas estratégi que a gente trouxe aqui, né, para mudar essa consciência em cima de como você está calculando. Não deixe para fazer no último minuto, porque o imprevisto acontece. Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje. Ah, tá vendo só? Lembrei. 8:54. [risadas] Mais uma. Vai, produção. Vamos lá. Vamos passar pro Francisco essa também. Vamos lá. Rodrigo Pires do Parque Prado. Quais pequenas mudanças no dia a dia ajudam quem é otimista eh com o tempo sem gerar mais pressão ou estresse? Vamos lá. Nós falamos aqui um pouquinho, né, dessas eh eh dessas pequenas mudanças, mas se você puder recapitular, por favor, Francisco, né, pro Rogério lá, o Rodrigo, aliás, que tá acompanhando a gente. Rodrigo. Legal, Rodrigo. Eh, mudanças no dia a dia. Acho que primeiro traga a consciência. Uhum. o por que você tem que mudar, qual o ganho e o que que você perde quando você não muda? E aí você entra com as estratégias, calcula melhor a rota, eh, não sendo tão otimista, [risadas][limpando a garganta] mas sendo mais realista com os imprevistos. E aí quando você começar a mudar esse comportamento e ver o resultado que isso vai te trazer, isso vai ser o auto feedback que vai trazer pra sua mente falar assim: "Deu certo, Rodrigo, continue com esse comportamento, porque esse é melhor do que o antigo." E essa é uma boa prática aí para você conseguir mudar. Uau. E esse programa tá caiu como uma luva para hoje, porque nós estamos no final do ano, então tá muita, tem muita gente aí se reorganizando pro recomeço, né? E é uma boa dica é você cuidar com essa sua questão com o tempo. Eu te garanto que vou cuidar da minha. Já tô cuidando diante o relógio, né? E aí vou pegar a dica aqui dos nossos profissionais para poder melhorar um pouquinho mais aí no ano de 2026. A gente sempre pode melhorar. Nós estamos em construção constante e todo o aprendizado, gente, pega ele, ó, aguarda com você, mas executa, tá bom? Não adianta a gente só saber o que a gente precisa fazer, mas a gente não executar, né? A gente tem que executar. Então, ó, pega a dica. 856, mais uma pra gente fechar. Então, produção, vamos lá. Que que temos aqui? Quem é que está conosco? Rafael Mendes da Vila Industrial. Percebo que me atraso mais quando não estou animado. É, eu também com o compromisso. Uhum. Isso pode ser um sinal de rejeição inconsciente. Wendel, vamos lá. rejeição inconsciente. Ela tá, ela tem consciência porque ela tá falando que se atrasa pelo compromisso, que não é tão legal. Agora ela, eu preciso entender é que o que aquele determinado compromisso tá gerando nela em termos de emoções. Uhum. Né? Não quero ver aquele grupo que eu tô, eu tenho vergonha relacionada a algo ali ou eu tenho eh, nossa, não dou bem com fulano, quero ver a cara daquela criatura na minha frente. E aí eu tenho que ir no negócio e eu vou me atrasar. coisas, eu não quero me socializar hoje, eu tenho que ir para reunião familiar. Esse final de ano acontece muito isso. Nossa, vamos, né? Eu tava até brincando ontem numa aula, tem eh a parte fala, tá todo mundo animado e tem aquela parte lá e vem a reunião da família. Aí essa pessoa, ela vai ficar mais sem vontade, mas vai reduzir a disposição dela pra socialização. Hum. Aí é uma questão emocional que a gente entra para trabalhar. Uau, muito bom. Quer completar, por favor? caso aí ou não estou animado, ele entra uma linguagem, né? É uma linguagem. Eu não, eu não quero, eu não tenho motivação para estar lá, mas eu preciso estar e aí eu vou me atrasar e a gente atrasa, né? É impressionante. A gente atrasa, a gente não encontra roupa, você vai fazer uma maquiagem, borra, fica com olho de panda, o cabelo não assenta. É uma questão emocional muito impressionante. E a gente precisa eh estar atento aos sinais que o nosso corpo emite, né, Francisco? E é todo tempo a gente faz isso, né? A gente emite sinais todo tempo, né? É, é muito interessante, gente. 8:58, a gente tá aqui falando de pessoas otimistas do tempo, né? atrasos, as emoções, os impactos disso tudo eh eh na nossa vida. E a gente vai fechar o programa eh feliz da vida, porque nós estamos aprendendo e a gente vai colocar em prática isso, né? Eu vou colocar em prática, te garanto. Espero que você também coloque em prática e não se julgue, né? Não se julgue e não se compare por e também não julgue o outro, porque isso é algo que acontece, é algo cultural, mas o que não é natural é a gente permanecer eh se atrasando, né? O atraso não é legal, não. É meio que antissocial, né? Dá um negócio ruim quando a gente atrasa, não é mesmo? Chega um momento que a própria pessoa, o otimista, ele vai ter essa sensação, é, né? Chega esse momento para ele também, então vai gerar um sentimento de culpa, um sentimento de vergonha. Nossa, eu tô sempre atrasando. Uhum. Sempre. Acompanhei uma uma paciente da Austrália que ela falava assim: "Eu pego carona para ir pro trabalho". Só que ela atrasava toda vez. Olha, eu pego carona e eu me atraso, eu não posso. Então, algum momento começou a gerar para ela esse sentimento de vergonha, de culpa, né? Por isso que é importante eh identificar. Se eu noto que, nossa, eu tô tão sempre me atrasando, tá sempre acontecendo alguma coisinha, eu tô sempre pensando, é rapidinho, dá tempo, é hora de parar. E aí é hora de eu organizar a minha rotina. Sim, a rotina é um ponto fundamental importante. Eu estruturo a minha rotina aquilo que é essencial. Mesmo que eu entenda que outras tarefas não são essenciais, eu começo a trabalhar em cima dessa rotina. Eu penso assim, né, quando eu entrei aqui, gente, imagina aqui, tem que ser muito estruturado, porque todo dia você tem que estar aqui tal hora, conversar, passar informações, se atualizar e as notícias elas ficam assim, né? Temos a que a gente chama de clickbait, tipo, as notícias ficam passando o tempo todo. É um gerenciamento de tempo enorme que existe aqui. Exatamente. E a gente vai e somos otimistas. [risadas] Somos otimistas, né? A gente tem que viver com menos estress. Então, fazer o quê? É isso, gente. Mas olha, é muito bom a gente aprender e é muito bom a gente saber que nós estamos entregando esse conteúdo para você, principalmente nesse momento, né, do nosso ano, que você pegue esse conteúdo, que você repasse pra sua família, pros seus amigos, vamos aprender juntos, né? Nós temos aqui profissionais qualificados que se dispõem todos os dias para estar junto com a gente, eh, compartilhando a informação. Às vezes você não tem acesso, né, a um consultório, a um psicólogo, um psiquiatra, enfim, um psicoterapeuta. E aqui a gente tem essa proposta muito legal. Então, eu só quero agradecer você de casa e vocês, né, os nossos convidados. Que maravilha. Hoje é o nosso penúltimo programa do ano, né? Eh, amanhã nosso último programa do ano. E eu quero já desde já agradecer todos que participaram, que se dispuseram. Eu sei que logo cedinho, né, a gente tem que ser otimista do tempo para tá aqui, né, 7:30, mas dá certo, a gente consegue e a gente consegue entregar. Então, obrigada, Francisco, pela sua participação, pela sua disponibilidade e pelo seu ensinamento, né, pra gente melhorar aí o nosso jeito de viver. Gratidão. Obrigado, Rú. [música] Obrigado pelo convite. É, é uma honra de verdade, né, poder contribuir com informações, como você disse, não é todos que tenham [música] acesso, infelizmente, né, a à psicoterapia, a ao profissional ali de [música] saúde, mas eh existe recursos e vocês estão abrindo um baito de um recurso aqui no programa. Então, parabéns aí e muito obrigado pelo convite. [música] Isso só é possível com vocês se disponibilizando chegar até aqui e otimizando aí o tempo, né? e a gente sempre tá conseguindo. Então eu fico muito feliz. Quero agradecer nosso professor. Muito obrigada, Wendel, eh, participando mais uma vez aqui do estúdio Câmara. Obrigada por tudo, pelos seus ensinamentos, pelas suas falas, eh, pela disponibilização do seu tempo para est aqui ensinando a gente. Quero contar com você pro ano que vem também. Então, gratidão mais uma vez aí pela sua presença. [música] Eu que agradeço, Roberto. É um prazer estar aqui novamente. Eh, fiquei muito contente com o convite, falar de um tema que é muito comum no dia a dia e as pessoas às vezes, como você falou, ela não tem acesso à informação, ela tá se atrasando e ela não entende o porquê, ela se culpa e não sabe o porquê. Então, levar essa informação é muito importante, né? [música] É um prazer poder estar aqui, compartilhar com vocês um pouco disso. Maravilha. A gente fica muito feliz. E feliz Natal e feliz ano novo para vocês, viu? E a gente se encontra o ano que vem, pode ter certeza disso. Muito obrigada mais uma vez. E você aí de casa, agradecendo a sua audiência, a sua companhia. Amanhã nós temos estúdio Câmara e amanhã a gente fala de verão. O verão começa 21, é isso mesmo, semana que vem. E as altas temperaturas pedem mais cuidado com a saúde, hidratação, alimentação adequada, exercícios no calor, né, e prevenção de problemas como a desidratação e insolação vão entrar em pauta amanhã. E mais, [música] autoestima, segurança com o próprio corpo e o impacto do verão no comportamento. Você percebeu que no verão as pessoas dão uma mudadinha no comportamento? O que será que tem por trás disso? Amanhã a gente fala então sobre o início do verão. Verão começa 21 e amanhã a gente fala sobre verão aqui no nosso estúdio Câmara. Agradecendo você mais uma vez, a sua audiência, a sua companhia. Daqui a pouquinho a Íria tá chegando. A ÍA vem direto da nossa central de inteligência artificial de informações, atualizando aí informação aqui de Campinas, de São Paulo, Brasil, mundo, cotação de dólar, euro e muito mais. Ao meio-dia nós temos Câmara Notícia. Lembrando que a programação da TV Câmara Campinas é feita com muito carinho de toda a nossa equipe, especialmente para você que tá aí do outro lado. Então, mais uma vez, muito obrigada pela sua companhia. Fique muito bem acompanhado com toda a nossa programação e a gente volta amanhã a partir das 8 da manhã ao vivo com mais uma edição do estúdio [música] Câmara. Beijo, até lá. ช [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música]
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