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Estúdio Câmara | O poder da música — como o som transforma emoções, foco e energia
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Estúdio Câmara | O poder da música — como o som transforma emoções, foco e energia

57 views Publicado 13/11/2025 HD · 59:45

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No Estúdio Câmara de hoje, o som é o protagonista. 🎧✨ O programa mergulha no universo da música e das emoções humanas, explorando como ritmos, melodias e batidas influenciam diretamente nosso corpo, mente e comportamento. O tema — “O efeito da música nas nossas emoções: Ritmo que Motiva” — mostra o poder que a música tem de transformar o humor, aumentar o foco, melhorar o desempenho físico e até ajudar na recuperação emocional. 🎶 Por que a música tem tanto poder sobre nós? Você já reparou como uma boa música pode mudar completamente o seu dia? Do treino na academia à concentração no trabalho, a música atua como um estímulo neurológico capaz de liberar dopamina, o hormônio do prazer, e sincronizar os batimentos cardíacos e respiratórios ao ritmo da canção. Pesquisas mostram que o cérebro humano reage à música como se estivesse recebendo uma recompensa emocional, ativando áreas ligadas à motivação, à memória e ao bem-estar. O resultado? Mais disposição, foco e energia — ou, quando necessário, relaxamento e tranquilidade. 💬 Convidadas do programa: 🎵 Priscila Duarte — Musicoterapeuta e psicóloga Psicóloga clínica desde 2017, arteterapeuta e musicoterapeuta, Priscila tem ampla experiência em atendimentos voltados à saúde mental, autismo e neurodesenvolvimento. Sua abordagem une ciência e sensibilidade, utilizando música, arte e contos simbólicos para promover autoconhecimento, equilíbrio emocional e bem-estar. Com formação complementar em Neuropsicologia, TCC e Psicologia Junguiana, Priscila acredita que a música é uma das formas mais acessíveis e poderosas de conexão humana. 💻 Flávia Anjos — Psicanalista (participação via Zoom) Especialista em comportamento e psicanálise contemporânea, Flávia analisa como a música atua como canal de expressão emocional e ferramenta de cura simbólica. Ela explica como certas melodias despertam memórias afetivas profundas e auxiliam em processos de autocontrole, foco e superação. 🧠 O que a ciência já sabe sobre música e emoções Estudos em neurociência revelam que, ao ouvir uma música de que gostamos, o cérebro libera dopamina e endorfina, neurotransmissores associados ao prazer e à motivação. O ritmo da música também influencia nossos movimentos — sincronizando passos, respiração e até batimentos cardíacos — o que explica por que músicas animadas aumentam a performance física durante atividades como corrida, dança ou musculação. Por outro lado, músicas calmas e melódicas reduzem os níveis de cortisol (hormônio do estresse) e estimulam o relaxamento, ajudando no controle da ansiedade e na melhora do sono. 🎧 “A música é uma forma universal de comunicação emocional. Ela fala direto ao inconsciente e pode tanto nos ativar quanto nos acalmar”, explica Priscila Duarte. 🏃‍♀️ Música como aliada do desempenho físico No esporte e nos treinos, a música tem papel essencial. Ela estimula a liberação de adrenalina, ajuda a manter o ritmo dos movimentos e cria uma sensação de fluidez e resistência maior. Atletas e profissionais de educação física utilizam playlists personalizadas para estimular a concentração, aumentar a motivação e reduzir o cansaço mental. “Quando ouvimos uma música com ritmo que combina com nosso corpo, há uma sincronização natural. O movimento flui com mais leveza e prazer”, observa Flávia Anjos. 💡 Música e comportamento: quando o som cura A musicoterapia é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma forma de intervenção terapêutica eficaz, especialmente em casos de: Ansiedade e depressão Transtornos do espectro autista (TEA) Doenças neurodegenerativas Transtornos de atenção e hiperatividade (TDAH) Reabilitação física e emocional Através da escuta ativa, canto, improvisação e expressão corporal, o indivíduo aprende a reconhecer emoções, liberar tensões e reorganizar seus sentimentos. “A música traduz o que, às vezes, as palavras não conseguem dizer. Ela ajuda a curar de dentro pra fora”, destaca Priscila. 💬 Reflexão final A música não é apenas trilha sonora da vida — ela modula nossas emoções, comportamentos e energia. Saber usá-la de forma consciente pode fazer diferença na produtividade, na saúde mental e no bem-estar diário. Seja para energizar o corpo, acalmar a mente ou conectar-se com o que há de mais humano, a música é uma aliada poderosa — e gratuita — no caminho do equilíbrio emocional. 📺 Assista, comente e compartilhe! Conte pra gente: qual música muda o seu humor instantaneamente? Você usa trilhas sonoras para motivar ou relaxar? Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, muito bom dia para você que está acompanhando a programação da TV Câmara Campinas. Seja muito bem-vindo. Estamos chegando estúdio Câmara no ar nesta quinta-feira, dia 13. E hoje nós temos um tema bem legal. A gente vai falar sobre música e motivação. É um assunto que faz parte da rotina de muita gente, né? aí que ajuda a gente a explicar comportamentos, decisões, emoções. Hoje a gente descobre como o ritmo pode ser o combustível que faltava para você fazer aquele exercício ou para você dar aquele up no seu dia ou encontrar aí o equilíbrio para sua rotina. Participe com a gente. Nosso WhatsApp, desculpe, já está na tela. Olha aí, 1997829377. É o seguinte, manda pra gente se você tem uma playlist que anima o seu dia, se o seu despertador eh te desperta com uma música que você gosta para para poder te dar aquela energia que você precisa, ou se você não gosta de música e o que que a música tem a ver aí com a sua rotina, manda pra gente, compartilha a sua experiência, de repente até a sua dúvida, porque nós temos aqui no estúdio especialistas que vão conversar com a gente sobre essa questão aí. eh, de como a música faz parte do nosso dia a dia, combinado? Nós esperamos a sua participação. A nossa produção já está ali com WhatsApp aberto. Apostos para te receber. Muito bem, então vamos embora. O nosso estúdio Câmara só está começando. E olha, a gente começa com duas informações. A Câmara Municipal de Campinas aprovou em definitivo o projeto de lei complementar 49 de 2025, que moderniza as regras de licenciamento de edificações e funcionamento de empresas. A proposta enviada pelo prefeito Dario Saad integra em um único sistema as exigências de órgãos como vigilância sanitária, corpo de bombeiros, Catbe e Prefeitura por meio da rede SIM agilizando emissão de Alvaras. O texto também cria o certificado de licença do Corpo de Bombeiros e substitui normas anteriores com foco em desburocratização, segurança jurídica e estímulo ao empreendedorismo. Segundo o líder de governo, vereador Paulo Hadad, a mudança atualiza a legislação e facilita a vida do empreendedor. E lembrando que ontem nós tivemos reunião ordinária na Câmara de Campinas e todas as informações você confere no Câmara Notícia. na TV Câmara Campinas. E olha só, gente, nós motoristas precisamos estar eh bem atentos, né? Câmeras com inteligência artificial instaladas na rodovia SP340, a Campinas Mogi registraram, pasmem e os senhores, mais de 18.000 infrações em um ano. Segundo a renovias, o sistema identificou 18.727 727 irregularidades entre outubro de 2024 e setembro deste ano. A maior parte foi por falta do cinto de segurança, somando aí 14.265 registros, seguida pelo uso de celular ao volante 4462 flagras, né? As imagens, gente, auxiliam a Polícia Militar Rodoviária na fiscalização e no monitoramento do trânsito. Então, é o seguinte, a gente tá falando da tecnologia, né, que tá sempre aí atualizando, é tudo muito bom e agora ela veio para o trânsito também. E a gente alerta o motorista que circula não só por Campinas, mas por todo esse nosso Brasilzão aí. Respeitar as normas de trânsito é fundamental, é nosso dever. a gente evita a multa e, principalmente, a gente garante aí a segurança de todos, não só nas rodovias, mas também nas nossas vias urbanas, combinado? E atenção, hein? Ó, a Iá tá indo lá no seu retrovisor vendo se você tá mexendo com o celular. Já sabe que não pode, guarda o celular e vamos para um trânsito mais tranquilo e seguro, tá bom? Previsão do tempo para hoje. Como é que fica o tempo? Vamos lá, então. Olha só, hoje a gente espera um dia de sol com muitas nuvens, períodos de céu nublado, porém com baixa chance de chuva, tá? Tá vindo aí uma frente fria de novo, eh, previsão de chuva, mas mais pro final de semana. Hoje, quinta-feira, fica meio dubladinho, mas não vai chover não. A temperatura mínima é em torno dos 20º, né? E a máxima pode chegar aos 32º. Valeu. Vamos nos hidratar e vamos seguir esse dia. Que ele seja lindo, maravilhoso para todos nós. E vamos falar da nossa música, né? Ah, eu adoro música. Eu acordo com despertador já lá nas alturas me incentivando para sair da cama, né? Venho trabalhar ouvindo uma música que me anima também, porque acredito que isso tem tudo a ver com o nosso dia a dia. Mas eu sou o leiga no assunto. Então, para nos ajudar a entender esse tema de hoje, recebo aqui no estúdio dos profissionais que conectam mente, corpo e som. A gente dá as boas-vindas à músicoterapeuta. Olha só, musicoterapeuta, a música incluída na terapia. A Priscila Duarte, seja muito bem-vinda. Bom dia para você, Priscila. Bom dia. Muito obrigada. Maravilha. Vamos conversar sobre músicoterapia para completar esse nosso time de hoje. Comigo no estúdio pelo Zoom, a psicanalista Flávia Anjos. Flávia, bom dia, seja bem-vinda. Bom dia. Agradeço o convite. Gostaria de cumprimentar a Priscila e todos os ouvintes. Muito bem, que legal. Esse é um tema, gente, que toca muita gente, né? Tem pesquisas brasileiras que mostram que 90% 97% dos praticantes de exercício ouvem música durante o treino. Bom, nem preciso de pesquisa, todo mundo fica de foninho na academia, né? De acordo com o estudo publicado eh na revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, a música tem um papel direto na motivação e no desempenho físico. E é nesse cenário científico e ao mesmo tempo tão cotidiano que a nossa conversa começa. E aí, já ligou o radinho hoje? Entra no carro, Puff. Vamos ligar o rádio. Tem uma música. Você sabe que aquelas pessoas que dirigem cantando muito alto, o carro é um estúdio, né? É, ou então é é um palco para você, você canta e quando você canta os males espanta. Priscila, vamos lá. Como é que é a música atua no nosso cérebro? Por que ela tá tão ligada ao nosso bem-estar e motivação? Esse papel da dopamina quando a gente ouve uma canção ou quando a gente canta embaixo do chuveiro, né? Conta pra gente e que a músicoterapia traz para nós e como a música é importante na nossa vida. Ah, a música ela é é o para mim é fundamental. É como se a vida precisa ter uma trilha sonora. Uhum. E nós, não sei se vocês sabem, é, mas a gente é, nós somos instrumentos musicais. Uau, não sabia. Me conta mais. Nós somos instrumento de sopro, né, pela respiração. Tá falando, tá respirando. Exatamente. Então a gente consegue mesmo criar nossas próprias músicas, nossos próprios sons de autorregulação, tudo. E a a dopamina ela vem trazendo a sensação de prazer, de recompensa, ainda mais quando chega naquele clímax da música, aquele refrão que você vai e solta a franga mesmo. E também tem a questão da endorfina, que também é muito usada para alívio de dores, tanto que é muito recomendado em hospital até para pacientes com eh que tiveram AVC. Eh, também ajuda muito na em questão assim do da memória, né? Porque ela, a música quando ela eh entra em ação, ela entra em ação nos dois hemisférios. Então, a gente ouve ela com o corpo todo, não só com os ouvidos. E e é incrível porque ela associa diretamente com o sistema límbico, que é onde a gente processa as nossas emoções. Por isso, até na questão do Alzheimer, você consegue conectar essas memórias através da música. Quando você falou, eu me lembrei que eu vi um vídeo, gente, eu lembrei que vi um vídeo de uma senhorinha que ela eh eh foi acometida pelo Alzheimer. Ela não lembrava eh eh de quem quem são as pessoas da família, mas quando o Neto vinha e cantava com ela uma música, ela lembrava da música. Isso é coisa linda de se ver, né? Então assim, eu acho que realmente eh eh se a gente parar para analisar a música, ela tem um papel fundamental na nossa vida. Ô, Flávia, a música ela aumenta a nossa motivação, não só durante o exercício físico, né? E prova maior de que a música faz a gente se movimentar é que se você for ver as academias, ou então nem precisa academia, você vai na rua, a galera tá fazendo exercício, pessoal tá com um foninho de ouvido e a música tá lá arrebentando, né? E o pessoal super animado. Qual que a importância eh dessa desse entendimento e e da gente trazer a música para nossa vida? A muda, a música mexe com a emoção, ela mexe com sentimentos, com memórias, com lembranças. E ela pode ser usada para nos motivar, para nos acalmar. Então, ela tem uma importância que é vital na vida. Para fazer um exercício, eu me ligo com a finalidade que aquele exercício vai propor. Por exemplo, fazer uma aula aeróbica, cujo o principal a principal questão que está ali em voga é o o batimento cardíaco, é queimar a gordura. Então, quer dizer, vai ter uma música que vai me conectar para que eu possa realizar aquele exercício na forma como ele precisa ser realizado. Uhum. Então, a música, ela tem esse poder intenso, grandioso, de nos conectar com com coisas que a gente vai exercer. pro exercício, a música tem o poder de eh evitar a sensação de cansaço e na academia, aquela música alta que motiva, faz com que eu consiga fazer mais repetições, por exemplo. Uau, né? Que maravilha. E você sabe que você fal, a gente falando de academia aqui, é, eu acho que é o exemplo mais simples, né? e e do cotidiano de todos nós, é o exercício físico com a música. Mas tem outras situações que a gente vai abordar. Eh, me lembro daquela aula de spinning, né? O que seria de uma aula de spinning, que é aquela e bicicleta que a galera a galera pedala e aí vai fazendo um uns movimentos muito interessantes. Eu nunca fiz aquela aula, tenho vontade, fico olhando, falo, gente, mas isso aqui é uma loucura. O que seria daquela aula, né, Priscila? Sem a música. Nossa, ia ser uma coisa bem sem graça ali, né? Ainda mais porque é uma coisa coletiva. Então a música até tem esse fator de unir as pessoas, né, de agregando e você entrando no ritmo junto com o outro, né? Então tem um papel de uma sincronicidade. Uhum. Tanto que a música serve tanto para eh ajudar também nos batimentos cardíacos, seja para aumentar, para diminuir. Então, por isso que a gente tem que tomar cuidado, porque a música não não nem sempre é positiva. Exatamente. Muito importante você falar disso, porque assim, eh, vamos lá, o lado positivo da música. Ah, tô desanimada, mas eu preciso fazer uma faxina. Eu, Rúbia, por exemplo, não sei se você de casa é assim, eu imagino que seja, né? Tem que fazer uma faxina. Não tô muito animada. Vai lá, coloca uma música e de repente começa. Pega aqui, vai ali. Quando você vê, você limpou o que você precisava, o que você não precisava, virou a casa de ponta cabeça e nem percebeu que o tempo passou. Então, olha só que mágica, né? Mas não, não é uma mágica, são os estímulos que a gente recebe, é a forma como o nosso cérebro, como o nosso cérebro se conecta com a música, né? e que favorece a gente. Mas a música também pode trazer aí um um estado de tristeza muito grande. Imagina você com uma situação, por exemplo, vamos colocar uma situação aqui extrema de luto, né? Uma situação de luto e aí você ã começa a ouvir uma música que vai te deixar mais triste. Vamos lá. Essa tristeza pode se acentuar então, Priscila. Com certeza. Eh, eu até eu vou colocar um exemplo meu assim, quando eu tava triste, eu ouvi Evanescência, então eu ia lá no fundo do poço assim, mas a naquele momento ele pode ser positivo, tá? Mas não pode continuar isso. Porque o positivo por quê? É como se você que se conectasse com a música e ela falasse o que você não tá conseguindo expressar em palavras. Perfeito. E aí, por um tempo tudo bem, mas às vezes tem esse uso prolongado, então nada em excesso, nada em falta. É. positivo, né? Excelente. Excelente. Ô, Flávia, e aquelas músicas que fazem, a gente tá falando de música que faz a gente se movimentar e tal, né? Mas e e sentir alegria e aquelas músicas que que faz a gente chorar, hein? Como é que a gente lida com isso? A gente não ouve mais? A gente se permite em algum momento? Isso é bom para um determinado momento da vida? Como é que é? A música ela vai muito além da melodia. a gente precisa considerar o que tá sendo dito ali. E elas têm mensagens maravilhosas. Faz parte da gente se conectar com músicas que trazem questões para pensar, músicas que às vezes são mais tristes, tudo vai de encontro ao momento com com qual a gente passa. Agora, numa situação, como foi colocada, uma situação de luto, uma situação de tristeza, prolongar a escuta dessa música pode te trazer mais tristeza ainda. Então, é preciso que o autoconhecimento aja, que a gente possa se conhecer e possa perceber os momentos com os quais a gente passa, lida e se ligar a músicas que trazem positividade, que trazem uma letra bonita, onde você possa se conectar com coisas que te tragam evolução, transformação. A música é essa potência. E existem letras lindíssimas e que trazem, né, transformação, que trazem um olhar diferente pra vida. Excelente. Ô, Flávio, agora como é que você explica pra gente essas pessoas, eu digo essas pessoas que eu não me encaixo nesse padrão, eu não consigo, né, que estudam ouvindo música. Como é que o cérebro consegue? O que que acontece com vocês, hein? Depois você vai falar. Então, a Princida já levantou a mãozinha aqui. O que que acontece, Flávia? Como que consegue eh eh discernir o que você tá eh estudando? Então, você precisa absorver o conteúdo e a música? Gente, do céu, não faz uma confusão? Não, porque para mim faz. Por que que uns conseguem, outros não? Rúbel, o cérebro ele tem um poder que é impressionante. Vamos pensar uma coisa. Nós estamos lá numa balada. Uhum. Música alta. som alto, você consegue conversar com uma outra pessoa, entendendo ali o que tá sendo dito, colocando para trás aquele som, o cérebro tem esse poder de se focar. Não são, evidentemente, todas as pessoas que conseguem fazer isso. Tem pessoas que vão precisar de silêncio para para ter um foco. E tá tudo bem, né? Isso é de cada indivíduo. Porém, o cérebro consegue focar, selecionar e ele consegue se ligar eh no que que vai ser fundamental para ele. Por exemplo, tem pessoas que estudam com música instrumental, com música clássica e conseguem ter um foco maior. Então, já é comprovado pela neurociência o poder de algumas músicas no foco. Gente, que beleza. Agora nós temos aqui um exemplo ao vivo de uma pessoa que estuda ouvindo música. Como é que você consegue? Ai, nossa, para mim é essencial. Olha que legal. É como se até minha mente se desligasse do mundo externo. Uhum. E aí eu focasse no que eu tô fazendo. Mas como é que você foca no que você faz ouvindo uma música? É uma coisa maravilhoso. Ah, eu adoro. E realmente tem até aquela questão de, eu, por exemplo, eu uso música instrumental, que nem a Flávia falou, e músicas assim estilo lowfy. Hum. O que seria isso? É como se fosse com frequências, vibrações assim, sabe? Ah, sim, sim. E aí eu consigo realmente focar muito melhor, sem sem me distrair com os barulhos externos, barulho da rua, a gente conversando. É, faz todo sentido. Então consigo focar bem mais assim. Verdade. Verdade. Porque você tá focada em um barulho apenas, que é a música. Claro que tem, né, os sons lá e tal, melodia, mas você tá focada ali. Interessante. Gostei disso. Acho que eu vou treinar um pouco mais porque quem sabe eu consiga fazer essas duas coisas aí, né? Estudar ou escrever ouvindo eh eh uma música. Agora, quando a gente fala de música, a gente viaja no tempo, né? Porque música também traz lembranças. E como que a música fica? Sabe aquela música chiclete? Hum. que fica grudadinha, que você não esquece nunca, né? Tipo assim, você ouve a música, você é e é tem ali um gatilho bom de uma lembrança da avó, uma lembrança do vô. Como é que isso eh eh trabalha a nossa mente, Flávia? Qual que é a importância desses gatilhos positivos que a música traz eh pra gente quando a gente fala eh de lembranças, né, de coisas boas que nós vivemos, vai nos ligar com aquela sensação prazerosa que a gente viveu. Eh, a memória e a lembrança vão para esse lugar. Vamos pensar numa coisa. Quando a gente escuta, você tá num determinado lugar e escuta aquela música que você gosta, automaticamente o teu dia muda. Verdade. Nós estamos aqui falando de música. Nós estamos num papo tão gostoso, tá trazendo a alegria, tá mexendo com lembranças, que é essa potência que a música traz. Então é, essa lembrança positiva é automaticamente ativada ao som de algo bom, interessante, que guardou uma memória tão positiva e agradável. Excelente. A música é um, tipo assim, um gatilho positivo, né? Algo muito bom que a gente precisa eh trazer paraa nossa vida. Agora, só de a gente pensar na nossa música favorita, o cérebro ele já libera a tal da da endorfina, aquela coisa assim, da dopamina. Eh, também é o citocina, que é o conhecido hormônio do amor. Ah, é o citocina também. Ah, também tem a ver com os afetos também, né? E junto a serotonina, que é do bem-estar, elevar o seu humor, né? Então, para quem tá com mau humor aí, bota uma música e vamos que vamos. Olha aí, que legal, né? Agora, ô Flávia, o que que acontece com o nosso corpo quando a gente ouve uma música e começa a se balançar assim querer? Você já percebeu às vezes em algum lugar você tá ali, aí você ouve uma música e de repente você começa, né? Daí você fala: "Opa, pera aí, que que tá acontecendo?" Qual que é a reação? Porque a gente tá falando aqui de cérebro, né? De mente e tal e e a reação no nosso cérebro. Agora o nosso corpo, o que que acontece? Por que que a gente se mexe, a gente vai no ritmo? Eh, qual que é essa essa conexão aí que nós temos às vezes em voluntária? A música ela mexe com várias árebras, com várias com várias áreas, melhor dizendo, do cérebro e mexe também com o movimento. Uhum. Então, é essa essa coisa quase que automática de ouvir uma música e começar a dançar, começar às vezes a tocar ali com os dedos, imaginando um piano, imaginando algum outro instrumento. Então, é fantástica as áreas que a música ativa. E quando vocês estavam falando até da demência, das questões ligadas ao Alzheimer, por exemplo, a memória musical é a última memória a ser perdida. Uau! Olha que fantástico. Então, o poder de movimento, de emoção, o poder que a música transmite é grandioso. Poderíamos ficar falando por horas e horas. Nossa, que maravilha, né? É, é tão bom a gente saber que nós temos algo que está ao nosso alcance e que a gente pode trazer para beneficiar o nosso dia a dia, a nossa mente e o nosso corpo também. Agora, Priscila, como que você trabalha eh eh com músicoterapia? Como que é esse esse tipo de trabalho? Que benefício traz, né? Como é que é o seu dia a dia? Porque me me despertou um interesse, tipo assim, eu vou lá fazer uma terapia, mas é uma musicoterapia. Como é que é isso? Primeiramente a gente tem que fazer a coleta de dados, né, a famosa anamnese, né, porque aí eu preciso saber como que é o seu perfil musical. Ah, eh, para justamente evitar o efeito negativo da música, que a gente chama de iatrogenia, porque pode gerar conflitos, gatilhos que às vezes você não está muito preparada para lidar naquele momento também, né? Então eu vou fazer o perfil, se ouve música, se tem contato na família, se toca algum instrumento, porque até o aprender a tocar instrumento, ter uma atividade que envolva a música, já já tá mudando o funcionamento do seu cérebro. Olha aí ali, né? Porque ele atinge também questões cognitivas, o foco, até como a Flávia falou, ele atinge também o córtex eh motor, né? Tanto que ele também é usado para tratamento do Parkinson, para ajudar na questão da marcha, porque eles não é só o tremor, eles enrijecem tudo e aí passam a andar com muita dificuldade, arrastados e até tendendo a cair pro lado, cair pra frente e é como se colocasse um marca-passo na pessoa. Então, a partir disso, eu vou traçando o seu perfil musical, as suas dificuldades, que ultimamente tem sido muito a questão do do foco, né? Uhum. Sim. a mesmo o foco. E a música ajuda, né, nesse eh voltar ao foco ideal? ajuda bastante, ainda mais eh que eu trabalho bastante também com crianças, né, especialmente crianças do que tem transtorno do neurodesenvolvimento, no caso mais a o que tem tea, né, eh, transtorno espectro autista e também tem muita dificuldade com olho no olho, então isso também estimula esse contato olho no olho, eh, a questão do do ritmo ajuda na questão da troca de turno. É minha vez, depois é a sua vez. Porque a música ela não é só som, ela é silêncio também. Então ela é feita de pausas. Porque se fosse o som contínuo, nossa, a gente ia ficar, ah, meu Deus, socorro, né? Então esse silêncio também a partir da estrutura da música é muito importante para ter esse descanso assim na hora, né? Então até a questão do ritmo, pá, pá pá, vai chegando a criança já quer p tocando tambor que nem nossa, não sei qu. Então isso ajuda a treinar também o controle inibitório. Nossa, gente, que delícia, que que bate-papo gostoso, né? Eh, e a música na nossa vida, no nosso dia a dia, vou levar pra Flávia agora. Flávia, se você quiser eh complementar a fala da Priscila, fique à vontade, por favor, porque eu acho que a gente precisa entender um pouco mais sobre eh a importância da música nas nossas vidas. Me fez, a fala da Priscila me fez pensar que Platão dizia algo assim: "O som é vibração. Tomar cuidado com o que se escuta, essa vibração, esse poder que a música tem, vibra de acordo com a nossa essência, vibra de acordo com que nós somos." Uhum. Então, quando eu escuto músicas que elevam, que têm questões positivas, isso de alguma forma diz algo sobre mim. Da mesma forma que músicas de conteúdo de baixo calão, músicas que expõe muito, músicas que levam a lugares que não são tão confortáveis, que depreciam a mulher, por exemplo, também. trazem o seu impacto. Uhum. Então, é importante a gente perceber o que que a gente tem escutado, com que canções a gente tem se familiarizado. Afinal, a a escuta, né? Escutar, né? Olha o poder que isso faz na mente, no cérebro. Então é muito importante se atentar para essas questões, ainda mais porque a música ela ajuda, contribui a moldar a personalidade das pessoas, né? Então pode ser usado também com uma arma de manipulação, tudo. Tanto que tem músicas que são muito utilizadas para comprar na impulsividade aquele ritmo que atinge mais as áreas mais baixas e que nem a Flávia falou, tudo é vibração. E eu adoro eh colocar a metáfora que nós somos melancias emocionadas, né? Porque nós somos feitos de de água na sua maioria, né? E e água vibra, né? Então, dependendo do que você vai colocar, você vai vibrar igual aquela frequência. Então, a gente tem que realmente tomar cuidado com isso. Tanto que hoje em dia as pessoas, que nem a Flávia falou da escuta, né? Uhum. Cadê a escuta de fato ativa? Hoje em dia a gente vai tá no WhatsApp, coloca 1.5 2 2.0 e aí você fica assim: "Uau, acostuma tanto esse adiantar, esse famoso skipum que na hora que a gente vai assistir uma série, vai ou até ouvir uma música um pouco mais longa, a gente não consegue." É verdade, porque o cérebro se moldou as coisas mais rápidas, aquele o famoso scrolling, né, do Instagram. Só deixa, só deixa passar o TikTok. até o movimento da mão da gente, né, é esse, né? Só vai, né? Só vai, só vai. Exatamente. E isso também contribui para diminuir a nossa tolerância eh na concentração, no nosso foco. Aumenta também a questão de irritabilidade. Até se alguém falar com você um pouco mais devagar, você fica, vai logo, vai logo, fala logo. Verdade, verdade. Olha só como a gente pode usar a música ao nosso favor. Quando você fala de eh a música e de estímulos, né, para para pensar em você de casa, você vai ao supermercado, nossa, tem supermercado assim que eu vou ou lojas, enfim, que tem musiquinhas tão gostosas que você só vai pegando, só vai comprando, só vai enchendo carrinho como se não houvesse amanhã. E a música vai te levando. Você não não pensa no tempo, você não pensa na hora, você não pensa no na conta que vai ficar lá no caixa, você só vai curtindo. Isso é uma estratégia magnífica de marketing. Por quê? Você imagina num supermercado, a gente já vai na correria, se você vai com fome, então pior ainda. Aí você imagina um supermercado que tem lá uma música assim, pá, pá, você vai querer sair correndo daquele lugar. E não, a estratégia de marketing é algo magnífico, porque eles usam músicas que vão nos deixar num ambiente gostoso e você esquece. Quantas vezes você já se pegou eh no supermercado cantando a música que tá tocando ou você não ouve a música que tem no supermercado, né, ou em alguma loja que você vai e você esquece da hora lá naquele local. É uma estratégia muito interessante, né, Flávia? muito interessantíssima. E os estudiosos normalmente eles eles fazem isso com intencionalidade, justamente pelo poder que essa ação tem. Você vai ficar ali comprando. É para isso mesmo. A música, ela tem intencionalidade, ela é matemática. Se a gente for pensar também, né? Então, algo criado para justamente trazer uma intenção, provocar algo. Uhum. Nossa, gente, isso é bom demais. Agora, a gente falando de coisa boa, né, a gente precisa também eh nós falamos que a música também pode elevar uma tristeza. E aí isso me fez pensar, a gente conversando aqui, eu vou desenhando, né, os cenários que a gente vê música, nossa, em quase todos. né? Quase todos os cenários. E aí, ã, vamos falar da música que estimula todas e aí estimula para algo bom e para algo não bom. E quando a gente fala disso, a gente fala eh eh de bebida, de bares. Legal estar no barzinho com amigos e batendo um papo. E quando tem uma musiquinha, eh, esse bem-estar ele se eleva, né? E dependendo da música, você é estimulado a beber e beber e beber. A música estimula também a essa essa essa situação. Uhum. Ah, com certeza. Ainda mais porque os sons graves que tem geralmente nos bares, eles estimulam as nossas áreas mais primitivas. Então tem a ver com a sobrevivência. Então eu preciso comer, preciso beber para me sentir seguro. Você vai dizer isso? Sério mesmo? Mas olha que agora a gente tá descobrindo o segredo da música que tem aí no barzinho. Então, som grave estimula o nosso sexo primitivo. Aí você quer comer, comer, comer. Menina, olha só quanta coisa a gente tá desvendando. Continua que tô gostando desse assunto. Vai. E aí? E isso realmente é uma coisa que é super usada para que nem você falou no supermercado também, né? tem essa coisa do ambiente gostoso ali, sem pressa. E também o supermercado ele é feito para ficar fechado. Você não tem noção da onde você tá direito, por exemplo, é dia, é noite, não sei, não. É um ambiente atemporal. E aí a música ele preenche você de um jeito que você fica realmente super conectado naquele momento. Muito bom, gente. Que coisa, hein? Ô, Flávia, você olha isso. Você viu que a música, né, nos bares aí elas elevam o nosso senso primitivo. Que que você tem a dizer sobre isso? Olha que interessante. Tô aprendendo demais hoje. A Priscila trazendo essa informação interessantíssima. E é, se você pensar, isso me fez pensar num samba, por exemplo. Sim. Não é? estar ali num bar ao ritmo de um samba, o quanto vai promover essa alegria? As pessoas vão provavelmente beber mais. Obviamente que tem outros componentes que a gente precisa considerar no caso da bebida. Uhum. Mas o quanto esse estímulo vai promover essa condição de mais alegria, de mais socialização entre as pessoas. Então são são coisas assim muito interessantes pra gente pensar. É verdade, a gente tá aprendendo muito sobre música hoje. Agora, eh, eu gostaria que você explicasse pra gente, Priscila, já que você é músicoterapeuta, a Priscila é que mais entende de música aqui, então a gente vai aproveitar essa questão da dos herzs. Hum, né? Isso funciona mesmo? Isso tem a ver, porque a gente vê muito na internet, né? Tem e eu não entendo, gente, mas é uns herz que você ouve lá, 8.3, tr pão. Isso eleva eh a faz você dormir, isso faz você se motivar. Claro, música, mas o que que tem a ver o Herts com música? Só o som, né? Aquele tum. O que que é isso? Ó, eu é, gente, quero aprender. A gente tá aprendendo junto. Vamos embora aproveitar que nós temos aí uma músicoterapeuta aqui. Vai, conta pra gente. Ah, tá certo. Eh, a gente vai pelo princípio que nós somos frequência. Ah, boa, né? Então, através disso, essas outras frequências que, por exemplo, 528, 434, 444 são realmente para ajudar a elevar essa vibração, esse campo magnético, né? Porque nós, o cérebro ele funciona em ondas eletromagnéticas e aí através dessas frequências a gente vai sintonizando e sincronizando e aí a gente consegue fazer essa união, esse pareamento, né? Mas também tem que ver. E é interessante você falar sobre isso porque me leva a questão, não sei se vocês já ouviram falar do efeito Mozard. Não, eu não não ouvi não. O que que é isso? Conta pra gente. Vamos lá, Flávia. Vamos aprender o efeito Mozert. Vai lá. que eles falavam muito antigamente que tinha que colocar música clássica quando as grávidas estavam, né, gestando para estimular essa coisa da da linguagem de as habilidades cognitivas do bebê, que funcionaria isso aí. O Mozard, uma música específico, já elevaria esse grau da intelectualidade e funciona? Funciona e não, porque não seria o efeito Mozard, na verdade é o efeito música. Boa. Aham. Porque tem pessoas que pra música clássica, dependendo do tom, dependendo de como elas estão, elas não estão alinhadas com aquela frequência. Uhum. Então, até em pessoas em crise, a gente tem que achar o caos para depois trazer a ordem, porque a gente, se tiver um caos e uma ordem, vai bater, vai, vai, vai ter um conflito ali. Então, você não vai conseguir atingir aquela música calma. Quando a pessoa está num estado emocional caótico, ela vai ficar mais irritada, vai ficar ainda mais brava. Isso que a gente também chama a iatrogenia, né? Então a gente tem que achar a frequência daquela pessoa e trazer para amenizar isso, trazer para abaixar os batimentos cardíacos, para trazer ela no estado de paz. E essas frequências ajudam bastante nisso também e a se concentrar. Tanto que para crianças tem o chamado ruído branco, tem o ruído marrom, tem vários ruídos de várias cores e isso ajuda a preencher o cérebro de uma maneira que você consegue acalmar, colocar os batimentos a 60 bpms, assim que é o mais tranquilo. E também músicas nessas frequências que você comentou ajudam a estimular as ondas alfa, que é as ondas do relaxamento, que é que aparecem nas meditações também. Nossa, gente, impressionante o poder da música na nossa vida. E é tão cotidiano que a gente nem se dá conta de de tudo que a gente tá falando aqui. Olha só como é amplo, né? Uma música pode transformar vidas. Isso é muito importante. Agora a gente precisa se atentar também à questão da nossa audição, porque ultimamente a gente vê pessoas com fone. OK, legal, mas qual é o volume que está no seu fone? E isso também é preocupante, não é, Flávia? A gente precisa cuidar disso. Ah, sim. É muito importante cuidar disso. Eh, música no fone muito alta, tem o seu prejuízo, tem o seu impacto paraa saúde. Então, é importante eh dosar tudo dosado, né? nem tanto ao extremo, nem tanto a falta, mas ao equilíbrio. Então, a gente precisa sempre ter essa linha tênue de olhar pro equilíbrio para ajustar as coisas. Excelente. Excelente. Quanto a a a altura, né, do som, principalmente quando a gente fala de fone, de ouvido, Priscila, eh isso tem o lado negativo mesmo. É, muita gente fala, né, prejudica a nossa audição, mas o nosso cérebro também não é bom, não, né? Ah, não. Que nem até a Flávia comentou, em excesso, em falta nada é bom. E também estimula aquela a poluição sonora, né? E isso influencia totalmente no humor e aquela coisa da que falta muito a questão da empatia. Uhum. Nessa questão do som, né? Ainda mais, por exemplo, você vai viajar de ônibus. Nossa, é difícil porque cada um tem um gosto diferente. Aí você vai ouvir nos outros. Eu não consigo viajar de ônibus sem fone. Uhum. Porque e e é engraçado, né? Eh, eu, por exemplo, particularmente o meu gosto, eu não gosto muito de sertanejo universitário e parece que é uma coisa que tá em todo lugar, você atrai, né? Parece que eu atraio. E e isso eu percebo quão nítido isso me irrita. E aí eu fico com realmente muito meia flor da pele assim. Olha só. E é a música, né? É o som que que não te não que que te irrita, que te incomoda e e tá tudo bem. E é isso mesmo. Então, a gente precisa nos eh nos autorregular e tentar seguir aí o que nos faz bem. E aí faz como bota um foninho ali, mas, ó, num nível aí, não que não seja um nível hard, porque senão também a gente precisa nos atentar à nossa audição. Mas música é tudo de bom. Agora 8:44, a produção tá me avisando que nós temos algumas perguntas. Que que será que o pessoal de casa tá falando sobre esse programa de hoje, né? Quais são as dúvidas? O que que o pessoal pensa? Eh, realmente a turma se conecta através da música? Produção, eh, se tiver perguntas pode colocar na tela pra gente, por gentileza. Vamos lá, então, meninas, vamos responder os nossos telespectadores. Bom dia para você que tá com a gente. Muito obrigado pela sua audiência e pela sua companhia. A gente tá falando do poder da música na nossa vida hoje, tá? A Fernandinha, a Fernanda, Fernanda Sales da Vila Costa Silva. Tenho usado música para aliviar o estress do dia, principalmente quando chego do trabalho. É possível usar isso como uma prática diária de autocuidado? Vamos lá então, Flávia, responder a Fernanda. Olha que legal. Fernanda, é possível sim. É aquele momento que você tira para você para escutar as músicas que são importantes para você de acordo com o teu gosto musical. Além disso, a música pode reduzir o stress e o cortisol. Então, olha a importância, né, de tirar esse momento para você, de acordo com sons que te interessam e te fazem bem. Que legal, hein? Ó a música reduzindo cortisol aí. Isso é bom demais, gente. 8:45 tá chegando mais perguntas. Você pode participar com a gente, viu? Nós estamos aqui falando de música. Eh, 199793776. Aproveita, a gente tem uma eh psicóloga, nós temos eh uma uma musicoterapeuta aqui, entendeu? Então você aproveita aí para falar ou então para eh eh para perguntar ou então para deixar pra gente aí eh a sua experiência com a música, tá? A Cecília Prado do Guanabara, no trabalho coloco música instrumental para me conectar. Existe uma razão para as músicas sem letra ajudarem mais no foco? Vamos lá, Priscila. Com certeza, porque aí não tá estimulando o córtex eh responsável pela linguagem. Ah, então tá ajudando mais na questão do foco, porque se você estimular outras áreas a partir de músicas com letra, então você tá estimulando mais áreas ainda, então mais estímulos ainda para você se concentrar ali. Então, a instrumental sem letra, outras assim, ajuda você realmente a ter um direcionamento, a focar, porque não tá pegando outras áreas do cérebro, competindo entre si ali para você executar essa ação. Excelente. Vamos lá. Pode colocar mais música pra gente aí. Tá vendo, ó? Mais música não, né? Ai, ai, ai. Tá vendo como a música é boa? Pode colocar mais perguntas pra gente, por favor? Ao vivo é assim mesmo, gente. Vamos lá. O João Pedro Cunha do Parque São Quirino. Percebo que quando estou triste acabo escolhendo músicas tristes também. Hum. Isso ajuda a elaborar o sentimento ou só prolonga o estado emocional? Ô, Flávia, a questão da escolha, né? O o João tá dizendo aqui, ele tá triste, ele acaba acaba escolhendo música triste. E aí, uma coisa importante da gente pensar é o seguinte, a música vai agir na emoção. Se eu já estou triste e vou buscar uma música mais triste ainda, a tendência é que essa tristeza possa se prolongar. Aí entra o autoconhecimento, a gente procurar mudar, virar um pouquinho essa chave, me ligar com músicas que vão me trazer mais positividade e que vão me fazer sair desse estado. Obviamente que tristeza é uma emoção importante. É preciso que a gente se conecte e que sinta. Afinal, a vida não é composta apenas de alegria, mas procurar pensar que momento é esse que você está, que tristeza é essa e aí poder tentar mudar um pouquinho essa chave para ajudar nesse processo. É muito bem, por favor, Priscila. E até lembrando o filme Divertidamente, né, a tristeza também é importante de ser vivida, de ser sentida. Então, tudo com que nem a Flávia falou, com autoconhecimento para você ir até o seu limite. Ah, tô me identificando com uma música triste, tá? Então vai lá, sente isso, porque o que resiste persiste. Não dá pra gente fugir também dos nossos sentimentos, porque e a gente não tem um tapete para guardar e mesmo se você colocar no tapete, tem aquele montinho ali que vai aparecer e você vai tropeçar, né? Então você se conecta, você pode se conectar com essa música, elaborar, porque ela vai conectar num nível realmente que transcende, né? É como se ela falasse o que você não tá conseguindo elaborar em palavras, verbalizar certinho, mas eh vê o limite. Ah, tá. A partir daqui, legal, mas a partir de um outro estado, que nem a Flávia falou, vai poder intensificar e prolongar esse sofrimento. Interessante demais, né? A gente precisa se atentar às nossas escolhas e sentir, né? Opa, pera aí, já deu, já transpordei, agora vamos voltar pro aqui e pro agora e vamos botar uma música animada aí para poder elevar essa energia, porque a gente precisa viver, né? Então a gente tem que que se atentar a isso. Tudo tem, né? O lado bom e o lado ruim. Então, a gente eh precisa equilibrar as emoções e as situações e também as nossas escolhas de música. E música é tudo de bom, gente. Adoro. Vamos lá. Faltando 10 minutinhos para as 9 da manhã. Produção tá me avisando que temos mais algumas perguntas e a gente responde, depois a gente vai para pro encerramento. Mas a gente quer saber mais de música, então se prepara aí do outro lado. Se quiser mandar mais perguntas, pode mandar também, tá bom? Fica à vontade. Pode colocar mais perguntas pra gente, produção, por favor. A Patrícia Almeida no Jardim do Trevo. Algumas músicas me dão arrepio imediato. Verdade, Pat. Bem lembrado. Esse arrepio tem relação com a memória, emoção ou é uma resposta fisiológica natural do cérebro? Bom, agora as duas vão responder pra gente. Ô, Flávia, vamos lá. A sua avaliação desse arrepio que a música dá de vez em quando na gente. E é verdade, a Patrícia se atentou a esse detalhe que eu não tinha parado para pensar também. importante. Realmente tem algumas músicas que dão arrepio mesmo. Algumas pessoas vão ligar a sensibilidade, vão ligar a voz, né, o timbre vocal, a melodia da canção. A a Priscila talvez possa responder até melhor que eu, mas eu já ouvi algo dizendo que a música também pode conectar na área cerebral que atinge o medo. Uhum. Ctex, córtex pré-frontal, alguma coisa nesse sentido. E aí o arrepio pode ser uma resposta fisiológica que vem deste lugar. Uhum. Excelente. Compr. Então, caminho é mais ou menos por aí. Sim, sim, sim. Quando você falou do medo, sabe o que que eu lembrei? Eu lembrei, sabe assim, esses essas casas de de terror que a gente entra nos parques de diversões, tem aquela música e a gente fica com medo, né? Tá escuro, tem os bichão lá e a música. Agora vamos pensar diferente. Se você entra naquele mesmo ambiente, mas com uma música para cima, tá? Será que vai despertar o medo na gente? Olha só que interessante esse negócio do medo. Boa, Priscila. Vem traz informação pra gente. Vai lá. É, nesses casos a a música ela atinge o tálamo que ele cuida dos cinco sentidos, né? Então isso já faz você ter uma percepção diferente sobre aquela música. E que nem você falou: "Nossa, se tá aquela coisa, tã tã tã tã". Eu sou super assustada e tanto que o pessoal adora me assustar. Eh, não precisa de muito não. Então ele tem total essa comunicação com o corpo fisiológico que nem o do da questão da motricidade, né, do movimento. Então ele se conecta com nossas reações fisiológicas e atinge a é a memória emocional, né? Memória musical. Uhum. No caso que se atinge alguma coisa que você sofreu, algum trauma, ele se liga e traz às vezes até a percepção de do cheiro, do gosto que você tava tendo, porque ele tem essa conexão transcendental, realmente. Então, a música não é só ao som, ela é tudo menina. E esse negócio do arrepio, por que que a gente ouve música aqui que de repente dá aquele arrepio assim que a nossa telespectadora trouxe ali pra gente, que eu acho que apontou muito bem. Eu tinha não tinha me lembrado dessa situação aí, mas acontece acontece justamente por conta do tálamo, né, que cuida do dos cinco sentidos, né, tato, paladar e aí tem essa conexão também com o emocional que quando abaixa também o cortisol, a gente permite dar aquela relaxada. O arrepio pode ser uma uma reação que é de um relaxamento ou uma coisa que te tocou na alma profundamente, né? causou um estado de identificação com aquela frequência num nível fisiológico mesmo, né, que que nem aquela coisa, transborda do cérebro pro corpo, né, e eles estão totalmente conectados. Então essa reação fisiológica é super capaz. Até tem eh gente que usa música para atingir estados orgásmicos de tanto que ela consegue estimular o sistema límbico, que é o das emoções. Nossa, gente, que excelente, né? Quanta informação gostosa a gente recebendo é nessa manhã de quinta-feira. Duvido que você não vai ligar um som aí daqui a pouco, né? Eu tenho certeza que vai. Vamos animar esse dia. Vamos simbora. A última pergunta e a gente vai pras considerações finais. Falei que passava rapidinho, tá vendo só? Que delícia e que bate-papo gostoso. A Larissa Camargo do Jardim São Bento. Algumas trilhas com sons de natureza. Ai, só de falar já tô, ó. Já tá vindo aqui no cérebro. me acalmam, acalmam mais do que música tradicional. O cérebro diferencia som musical de som ambiental, Priscila, vai lá. Ah, tem essas conexões muito particulares também, né? Depende das experiências que a pessoa tem com aquela com aquela música em particular. Tá, mas os sons da natureza eles são realmente bem curativos, porque nós somos parte da natureza e e a gente tá vivendo uma selva de pedra ultimamente. Então essas músicas ajudam a gente se conectar com a nossa essência verdadeira, assim do de fazer parte, de sentir pertencente a esse mundo, de sentir que o mundo está em harmonia junto comigo, né? Então ela ajuda a trazer esse enrazamento, esse aterramento também. Então, e vai muito da sua experiência com a música. Às vezes você teve até umas experiências meio negativas com música tradicional ou mesmo as de ambiente. Você teve muitas memórias felizes, ai na natureza eu brincava, eu subi a árvore, então já tem um outro tipo de conexão. Por isso que para você tem essa diferença de acordo com o que você foi criando de estímulo, criando de experiência e criando de memória ao longo da sua vida para você ter essa conexão com esse esse tipo de de música. Excelente, gente. Quanto conteúdo gostoso, né? Quanto é eh quanta informação que a gente trouxe hoje com essas nossas duas eh convidadas referente à música, né? A música que faz parte do nosso dia a dia, a música que tá aí comigo, contigo e hoje com eh eh mais facilidade ainda, né? E aproveite, aproveite seu dia, coloca uma música, bota uma música no trânsito. Ah, eu não gosto de música. Tenta, tenta, mas assim, eh, faz o que você quiser, coloca a música que te ofereça aí uma um conforto, né? Só que também toma cuidado com as letras, que as letras da música também influenciam, né, o nosso cérebro. Não é preciso? Totalmente. Ainda mais porque a palavra tem poder. Aí, ó, tá vendo? E ainda mais essas músicas que a gente é da O cultura do tantã. E aí tem a as versões mais simples, repetições de palavra, que aí liga até com o que você falou no começo, chiclete, as músicas chicletes, que tem o estímulo dos ear warms, que é aquela coisa realmente como se fosse uma minhoquinha ali, tá ficando cutucando você e elas são ali propositais, viu? Então elas são propositais para justamente ficar na sua mente e você ficar remoendo aquilo. E o que a gente mais vê é uma simplificação das letras, uma simplificação da das músicas, ah, músicas com duas notas só e rápidas, né, por conta até dessa intolerância a à concentração, ao tempo ali. Então, nós temos que tomar muito cuidado com o que a gente tá ouvindo, com que as nossas crianças estão ouvindo, ainda mais nos desenhos que aquela música agitada, super estimulada e aí junta com a questão da tela, então a falta de estímulo ou aquela coisa do estímulo em excesso que não faz nada bem e até aquela coisa, ah, mas tô ouvindo inglês, não tô entendendo, mas o cérebro se conecta de alguma forma com aquela intenção da música, né? Uhum. Então, ah, é tranquilo. Aí você vai ver a letra tá falando de morte, de tragédia, de não sei o que. E isso influencia a gente do mesmo jeito. Opa. Então, ó, bota lá no Google Tradutor se você não sabe o que que você tá ouvindo, porque você viu que a Priscila falou que influencia, tá? Não, não sei o que que significa, mas tem lá o som que vai fazer a conexão com você e aí pode dar ruim, né? Então, preste muita atenção aí, gente, que gostoso. A gente vai encerrando o programa de hoje, agradecendo as nossas profissionais, né, nossas convidadas maravilhosas. Quanta entrega gostosa. Ô, Flávia, quero agradecer sua participação, a disponibilização do seu tempo. Obrigada por estar conosco hoje. E quanto aprendizado nós tivemos aqui, viu? Maravilhosa. Gratidão. Muito obrigada. Um ótimo dia. Adorei participar. Maravilha. Obrigada a você. tudo de bom. E você, Priscila, deixa aí um eh eh uma dica, né, de música aí para os nossos convidados. Agradeço a sua participação. Eu sei que eh isso pra gente é algo que o conteúdo que nós entregamos aqui é algo que faz a diferença nas nossas vidas, porque você viu música, mas você viu quanta coisa nós falamos sobre a música. Então, acho que a gente precisa entender e ter o discernimento do que a música significa nas nossas vidas. Então, mais uma vez, gratidão pela sua participação. Ah, eu quero agradecer o convite maravilhoso, essa oportunidade de poder trazer o que a música é de fato, lógico, em pouco tempo, que nem a Flávia falou, se pudesse a gente falaria o dia inteiro, semana inteira, mês inteiro sobre isso, porque é um assunto que é inesgotável, né? Então, agradeço muito a todos vocês também que estão assistindo, a Flávia por muito prazer também te conhecer e eh só gratidão. Ai, que legal. E se você deixa e eh uma dica de música pra gente aí, então, pra gente levar esse restinho de semana e pra gente chegar final de semana assim com a energia lá em cima. Nossa, é é difícil essa essa sugestão porque cada um gosta de uma coisa. Então, se eu falar algo, outra pessoa vai falar: "Ah, não, que chato". Mas uma na hora que você falou já veio uma da Cindy Lauper. Girls Just Wanna Have fun. Ah, muito bem, boa. Eu vou ouvir ela daqui a pouquinho, então, para poder dar uma mais uma animada, viu? Então, valeu, meninas. Obrigada mesmo. Obrigada, Flávia e obrigada a Priscila. E você de casa muito obrigada pela sua audiência, pela sua companhia. Bota uma música agradável, vamos né? E é isso, gente. Eh, tome muito cuidado com o fone, né? O fone de ouvido, mas permita-se, permita que o som mova a sua vida, tá certo? E é o seguinte, amanhã já é sexta-feira. Ô louco, hein? Que que é isso? Passou rapidinho a semana e amanhã a gente traz um tema que interessa a muitas famílias e profissionais, né? A gente vai falar sobre o desafio de aprender na fase adulta. Você passou do 50 e 50 a mais e agora que você já fez tudo que tinha que fazer, já criou filho, né? Já deu conta de casa, agora você tá mais tranquila, aí você volta à escola. Isso mesmo, volta à escola porque cada vez mais adultos têm buscado atividades, né? Então, aquelas atividades fora da rotina. E aí você pensa, mas será que eu sei fazer um quadro? Será que eu, né, consigo eh eh um artesanato? Será que isso é para mim? E aí você vai para uma aula e você descobre um novo eu? Você pensa que legal? Então, amanhã a gente vai falar sobre isso, né? Eh, atividades fora da rotina para ajudar estimular o cérebro e reduzir o estress. Então, a gente espera você amanhã a partir das 8 da manhã ao vivo com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Quero lembrar que daqui a pouquinho a Íria, a nossa jornalista de inteligência artificial, chega direto da Central IA de informações, atualizando você com informações do legislativo, informação aqui da cidade de Campinas, do estado de São Paulo, Brasil e mundo, inclusive cotação de euro e dólar, fique ligadinho. E ao meio-dia nós temos Câmara Notícia trazendo tudo que aconteceu ontem na reunião ordinária. Se você perdeu, então aproveite, fique muito bem informado. Câmara Notícia para você, o nosso jornal do meio-dia. E a programação da TV Câmara Campinas está feita com muito carinho, é todo especial para você que tá aí do outro lado acompanhando a gente, tá? Beijo grande. Fique bem, coloque uma música, aproveite seu dia e até amanhã, se Deus quiser. Ciao
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