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[música] Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da [música] TV Câmara Campinas. Estamos chegando. Estúdio Câmara está no ar nesta [música] sexta-feira. Hoje é o último dia, né, do mês de outubro. E o nosso [música] programa é um convite à reflexão sobre envelhecer com saúde, autonomia e qualidade de vida. Com o aumento da expectativa de vida, o Brasil já tem [música] hoje mais de 30 milhões de pessoas com 60 anos ou mais e esse número só cresce. Esses são dados do IBGE. Mas como está a saúde dos nossos idosos, né? Eles estão fazendo os exames preventivos, cuidando da mente, do corpo, mantendo a vida ativa? Hoje o estúdio Câmara entra no Labirinto da Saúde do Idoso. E para entender eh a prevenção, o diagnóstico precoce e os bons hábitos, a gente vai conversar aqui [música] com profissionais especialistas, né, e vão falar sobre como a gente pode garantir uma maturidade mais leve e independente. E você aí de casa, como você está? Tem uma pessoa idosa na sua casa? Você senta mais? como é que [música] mantém aí essa qualidade de vida, né? Vai ao médico aí, eh procura algo para se divertir e aí depois também tem a questão familiar também, a harmonia e tem aquela outra questão que a maioria das pessoas idosas estão ficando sozinhas [música] em casa, né? a, o ninho vazio, a o filho cresce e [música] aí cada um segue o seu caminho. Então, hoje a gente vai falar do desse labirinto [música] da vida do idoso, não só na saúde física, mas também na saúde mental. Manda pra gente a sua mensagem, nós estamos aguardando a sua participação. [música] Pode participar aí, 1997829377. Enquanto você manda sua mensagem, nós vamos atualizando algumas informações. Vamos lá. Olha só, gente, o Parlamento da Região Metropolitana de Campinas realiza hoje na Câmara de Engenheiro Coelho a sétima reunião ordinária deste ano. Presidido pelo vereador Luiz Rossini, o encontro vai discutir o atual estágio do processo de concessão do aeroporto internacional de Viracopos e os impactos econômicos para a região. O CEO da Aeroportos Brasil Viracopos vai participar da reunião [música] para detalhar o andamento das negociações com a Agência Nacional de Aviação Civil, a ANAC, que busca uma solução consensual para o contrato de concessão. [música] Além do tema principal, os vereadores que integram o parlamento da RMC, região [música] metropolitana de Campinas, também vão apresentar moções e ofícios sobre saúde, educação e desenvolvimento econômico. Mais informação chegando para você. Agora vamos falar aqui do nosso legislativo de Campinas, que realiza hoje às 10 da manhã a entrega do diploma Reginaldo Mendes, uma homenagem concedida pela primeira vez a profissionais e entidades do ramo de segurança privada e patrimonial que se destacaram na cidade em defesa da categoria. A solenidade acontece no plenário José Maria Matozinho, entrada pela Avenida Engenheiro Roberto Manirro Ponte Preta. transmissão ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas, também pelas redes sociais da TV Câmara Campinas, inclusive no YouTube você pode conferir, tá? A iniciativa é dos vereadores Eduardo Magoga, Gustavo Peta, Marroncunha, Oto Alejandro e Roberto Alves. Bom, agora vamos conferir como fica a previsão do tempo [música] para esta sexta-feira, sábado e domingo. Como é que vai ser o nosso fim de semana, né? Vamos lá. Olha só, hoje sexta-feira, solvens, chuva, né, durante todo o período. Mas sabe aquela chuva assim, é um pouquinho de chuva, um pouquinho de sol, um pouquinho de chuva, um pouquinho de sol? Hoje vai ser esse dia, tá? Mínima de 16, máxima de 23º. Para sábado também um dia parecido como hoje, sol com algumas nuvens e chuva passageira. E a noite de sábado, tempo firme, tá? Mínima 17, máxima 29º. Agora para domingo, a previsão é de tempo nublado, com possibilidade de garoa durante a manhã e à tarde. E à noite. O tempo fecha de verdade no domingo e eh 94% de probabilidade de chuva domingo à noite, tá? [música] A mínima de 19, máxima de 25º. Essa foi para você a previsão do tempo para este final de semana aqui na nossa metrópole. E agora sim, gente, vamos falar de envelhecimento, porque falar de envelhecimento é falar de sabedoria, de experiência, mas também é reconhecer que essa fase traz desafios tanto para o corpo quanto para a mente. E a gente sabe que a prevenção é o melhor caminho, né? Então, para ajudar a gente a entender a saúde física, emocional na maturidade, nós temos aqui no estúdio o psicólogo André Roberto Ribeiro Torres. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação, André. Bom dia, muito obrigado. É um prazer, uma honra poder estar aqui ajudando a pensar sobre esse tema tão importante para todos nós, né? Excelente, gente. Olha, eh, a saúde do idoso, ela é frequentemente comparada a um labirinto, né? Devido à sua complexidade multifacetada. gente, são inúmeras variáveis que acabam se entrelaçando aí, tornando o caminho para o bem-estar um pouco difícil de se entender e seguir. As causas dessa complexidade vão desde biologia do envelhecimento até desafios sociais e psicológicos também. Agora, André, eh fala pra gente, esse envelhecimento, a gente sabe que é um processo natural, mas é cheio de particularidades, né? Então, como é que você avalia na psicologia eh aquela pessoa 60 mais que ela está entrando em uma fase em que ela se vê um pouco confusa, né? Porque a gente precisa, além de cuidar da saúde física, cuidar da saúde mental para manter uma boa qualidade de vida? Exatamente, Rúbia. Eu acho que a gente tem uma referência muito importante da nossa cultura, da nossa sociedade, que eh nós temos uma ênfase muito grande na produção, na produtividade. Então o que que acontece, né? A gente acaba, eh, relativizando algumas fases da vida como uma passagem. Então, eu também leciono e eu falo sobre a psicologia da criança, então vou dar criança ao idoso, né? Então, a gente tem muito essa ideia na psicologia infantil do adolescente de que a criança é alguém que vai virar adulto. O adolescente é uma passagem entre a infância e a idade adulta, né? O o jovem é um quase adulto, né? Mas a gente tem a nossa ênfase na idade adulta sempre. Então ele acaba sendo a referência para tudo, né? Eh, e quando a gente tem uma referência, um modelo de saúde, uma certa eh um auge da vida, o que que a gente entende quando passa isso? A gente entende que a velice, né, quando a pessoa está eh no final da sua idade adulta, a gente entende como uma perda, como um luto, como uma espécie de decadência. Então, se a gente ficar usando a idade adulta como referência para tudo, a gente se esquece dessas particularidades que você tá dizendo. Então, você começou falando sobre sabedoria, sobre experiência e muitas vezes isso não é devidamente valorizado. Isso é valorizado quando nós temos um produtivismo, um utilitarismo daquele saber, né? Então, a gente, em vez de aprender com as as novas fases, as novas experiências, a gente acaba sempre se comparando e a nossa memória sempre vai lembrar das coisas boas, né? Então, a gente pensa na infância, só lembra de coisa boa, na adolescência de coisa boa e não lembra que também tinha sofrimentos, também tinha dificuldades. Então, o idoso, né, a pessoa idosa quando chega, como você disse, 60 mais, 70 mais e cada vez mais estamos ampliando a idade, né? eh a gente acaba, eh, não se olhando, não se atualizando, não aprendendo. Quando a criança tá em crescimento, em desenvolvimento, nós temos muitas vezes adultos em volta dela, né? Pais, mães, professores, eh, colegas, porque estão preparando para esse crescimento. Agora, o idoso, ele não tem alguém ajudando ele a se preparar, a envelhecer. Uau, verdade. Então, eh, ele acaba ficando sozinho, perdido. Essa sensação de solidão que você mencionou é uma das um dos relatos mais frequentes que a gente encontra entre idosos, por nós não temos a o grupo, né, de participação. Geralmente essa pessoa construiu no decorrer da vida eh pequenos grupos que é comum a gente faz eh as crianças fazem amigos na escola, o adulto no trabalho, né? E a gente vai mantendo no decorrer da vida, mas dificilmente você tem uma atualização, uma renovação dessas relações, né, no futuro. Então, eu, eu estudo no meu doutorado o pertencimento, né? Eh, uma das coisas que eu venho observando com relação ao idoso é exatamente que eh o pertencimento do idoso fica esvaziado, né? nós temos uma sensação de pertencimento eh muito forte, né, na infância e adolescência, o adulto, então, né, da a empresa em que ele trabalha, o clube que ele faz parte, os hobbies, né, e o idoso muitas vezes ele acaba sendo colocado de fora, ele acaba sendo excluído. que nós temos que enfrentar enquanto sociedade, eh, a necessidade de promover esses espaços, né, de conseguir criar contextos em que os idosos consigam se sentir parte, né, consigam eh se sentir importantes, se sentir eh vistos pela sociedade, né? Então, quanto mais a gente conseguir proporcionar esses espaços, esses lugares, né, de de atividades, eh, aí sim a gente consegue que eh a gente aprenda a envelhecer, né, que a gente vai ter que aprender, eh, com algum auxílio, né, como você mencionou, acho que profissionais da saúde, profissionais da área social, né, que conseguem promover atividades de integração, atividades de de lazer, atividades eh que podem trazer essa sensação, eh, para as pessoas idosas. Nossa, você falou tudo, né? Eh, a sensação de pertencimento, a solidão e aí o cuidado com a saúde. Poxa vida, uma pessoa 60 mais eh cuidou de toda a família, né? é independente se é homem, se é mulher, enfim, cada um tem a sua responsabilidade. E aí chega o momento que ela precisa de orientação para ter o cuidado com si mesmo, né, para poder seguir uma vida com qualidade. E a gente sabe que a prevenção é a base do envelhecimento saudável, né? Quanto antes o acompanhamento médico começar, mais chances, né, dessa pessoa idosa, eh, de manter a autonomia, a qualidade de vida, né, e, e além dos desafios físicos, esse labirinto ele se estende ao bem-estar emocional e social, como muito bem pontuou aqui o André, né? E a psicologia tem um papel essencial nessa fase, né? Como é que a psicologia aborda esse processo de envelhecimento? Eh, quando o ido, ele acaba ficando sozinho, né? Porque se a gente for parar para analisar, ele vai ficar sozinho, ele vai ter que correr atrás das coisas para ele poder ter uma qualidade de vida. Então, ele vai buscar um médico, ele vai buscar um profissional da saúde mental. E mas às vezes esse idoso ele não tem força de vontade, não tem, não sei se é esse o a palavra que eu uso, mas nem para sair de casa, tipo assim, ficou sozinho ali e não tem ânimo, né? E como é que vai buscar um um profissional? Como é que e como é que a gente faz? Qual que é a visão da psicologia, eh, da importância da rede de apoio, né, de de buscar e tentar estar junto nesse momento? Exatamente. Acho que esse você abordou um ponto muito importante no sentido de que assim como a gente olha eh pessoas eh que demandam qualquer tipo de necessidade, qualquer tipo de cuidado, como pessoas com deficiência, eh em geral, o idoso ele também precisa de um nível de suporte. O idoso precisa que tenha alguém olhando para essas necessidades para conseguir auxiliá-lo, né? Eh, a sociedade vai mudando, a sociedade vai se transformando. Então, nós temos a mudança da tecnologia. Eh, muitos idosos têm dificuldade de acessar, nós temos portais para agendar uma consulta, para tirar um documento e cada vez mais ele vai tendo essa dificuldade de se interar, né? Então, à medida em que a sociedade vai mudando, o idoso vai ter uma dificuldade de se atualizar nesse sentido. E quando ele olha para esse mundo, esse mundo é outro, né? Então, eh, para que haja essa essa integração, essa reintegração, na verdade, né? Eh, ele precisa desse apoio, desse suporte e precisa que a gente desenvolva políticas públicas, né? Que eh nós estamos com a população envelhecendo e não temos muitos recursos, muitas ideias, muitos projetos para lidar com isso, né? Então, isso cada dia vai ser mais difícil. Então, é importante que nós estamos falando aqui com a Câmara, estamos falando eh com com os parlamentares em geral do país todo, a importância de se pensar nessa população e garantir esses direitos. É, uma melhor qualidade de vida, né, e valorizar a experiência, eh, valorizar tudo que eh essa pessoa idosa passou e tudo que ela deixou eh pra gente, né? E a gente precisa olhar com mais carinho. Sim. Agora a produção tá me avisando aqui que a nossa convidada que vem pelo Zoom acaba de chegar conosco. Eu quero dar as boas-vindas a Susete Marques Pereira, ela é geriatra. Oi, Susete, muito bom dia para você. Obrigada pela sua participação. Seja bem-vinda ao estúdio Câmara. Bom dia. Bom dia. Bom dia a todos. Eu que agradeço aí a oportunidade de tá conversando sobre uma eh uma um assunto tão importante que é o idoso de BBC. Excelente. Nós estamos aqui com o André, ele é psicólogo e agora vocês interagem aqui os dois, né, completando o nosso time pra gente falar sobre o labirinto da vida da pessoa idosa, quando a gente se refere à saúde física, à saúde mental. Então, eu gostaria que você explicasse pra gente, Susete, qual que é a importância da geriatria nesse momento. Eh, o que é um médico geriatra, o que que ele faz. E e qual que é a importância da consulta, da visita frequente ao geriatra a partir de um momento da vida em que a gente precisa, né, de buscar mais qualidade de vida para que a gente possa eh completar aí o nosso ciclo com mais paz, tranquilidade e e mais tranquilo mesmo, na verdade, né? que a pessoa quando ela tá idosa, ela quer sossego, ela quer paz, só que a gente precisa cuidar da saúde. Então, qual que a importância da geriatria nesse momento da vida? Eh, a geriatria é uma uma especialidade, apesar da ação dela, uma nova inclusive que a pediatria, ela é mais antiga que a geriatria. Porque a situação de do envelhecimento, né, o envelhecimento ele é um envelhecimento global. Então, o Brasil envelhecendo, o mundo está envelhecendo por conta de todas as possibilidades que foram eh também tecnológicas, medicamentosas e de estudo sobre as os pontos mais importantes aí da eh para envelhecer, envelhecer bem. Então, eh, começou uma um mantra que era acrescentar a vida aos anos, né? Eh, anos à vida, depois vida aos anos. E agora o que a gente sempre busca e o geriatra e quem lida como idososo, né? Us as outras especialidades médicas, não médicas. Eu fico muito contente ali de ter um psicólogo aqui me eh eh dividindo esse esse quadro porque eh principalmente nós vamos falar também da saúde mental, que é uma situação muito complicada para todas as idades. O geriatra ele eh cuida do envelhecimento em si e isso pode ser assim, fala assim: "Ah, mas quando eu vou pro geriatra?" envelhecer com as perdas naturais de elasticidade, de músculos, começa a partir aí dos 30, 40 anos. Então, hã, mais do que você chegar feriada depois do CC, você pode vir um pouco antes também para nós fazermos uma um acompanhamento do mais ou menos, ele vai ser um gerenciador, né, um gerente da da saúde do indivíduo e ele pode trabalhar com outras especialidades, com o cardiologista, com o neuro, deve fazer isso, né? que o geriatra ele vai a, como disse, administrar a saúde do do do outro do envelhecer, mas ele não vai fazer ideia, né? E não vai fazer. Sempre trabalhamos em conjunto com as especialidades médicas e não médicos, que é o mais importante. Trabalhar em equipe para cuidar do idoso. É o ideal. Excelente, Susete. É o trabalho em equipe, né? você vê, tem que ser eh um multidisciplinar, né? A importância dessa conexão eh eh das profissões ali, um um médico geriatra, um psicólogo, um nutricionista, a importância disso pra gente ter aí uma melhor qualidade de vida. Eh, é, é sempre importante, mas assim, quando a gente tá falando eh da pessoa idosa e o o tema do programa hoje é o labirinto, né, da vida, eh, da pessoa idosa, porque chega nessa fase, você começa a a buscar opções para ter uma melhor qualidade de vida. E a Suusete trouxe um ponto aqui bem interessante, que é a o atendimento, o tratamento multidisciplinar, né, André? Exatamente. Acho que a gente tem uma referência de saúde eh da ONU, inclusive, de que o ser humano é biopsicosoespiritual. Então, não adianta a gente olhar só de um lado, só numa perspectiva. A gente precisa ter a possibilidade de todos os ângulos sobre essa pessoa, né? E é claro que ninguém, nenhuma pessoa sozinha é capaz de olhar por todos os ângulos. Então essa esse diálogo entre profissionais, essa colaboração mútua é fundamental, né? O principal, acho que um aspecto, você tá falando da qualidade de vida, né, Rúbia? Eh, tem um aspecto dessa qualidade de vida que é fundamental para que todos os profissionais tenham em mente, seja do ponto de vista médico, social, familiar, que é a dignidade, né? Acho que a dignidade é uma preocupação, né, de de preservar naquela pessoa que tá envelhecendo, né, essas mudanças que o corpo vai trazendo, que eh as funções cognitivas vão eh sofrendo, eh elas trazem uma sensação de perda, de tristeza muito grande, né? Como eu falei, quando a gente se compara quando tinha 20 anos, né, a gente percebe que nós já estamos bem diferentes. Então, uma pessoa que vai envelhecendo, ela vai se comparando com as fases em que ela mais teve destaque social, em que ela tinha uma importância, eh, uma contribuição visível, né, pra família, pra sociedade, e agora as pessoas não enxergam mais ela assim. Então é muito difícil que eh eh ir perdendo essa imagem de si mesmo, né? Quem sou eu agora, né? Que estou envelhecendo. Então é fundamental que a gente consiga eh resgatar essas memórias, sabe? Eh homenagear essa pessoa, né, para si mesma, né? que ela se orgulhe do seu história, do seu passado, perceba as contribuições que ela fez, ajude as próximas gerações e se enxergue nesse fluxo da vida, né? Eu tô aqui, mas eu tenho que passar pros próximos, né? E quero contribuir com a minha experiência, com a minha sabedoria, com aquilo que eu puder para que a humanidade continue se convivendo, né? Pois é, o processo de envelhecimento é bem bem delicado, né? Porque se for, você precisa estar com a saúde mental em dia e ter aí o autoconhecimento para saber quem você é, quem você foi e qual o seu legado, né, que você deixa. Mas a gente precisa também de uma rede de apoio que esteja ali presente, como o André muito bem pontuou, ah, ao envelhecer, a gente às vezes vai perdendo um pouquinho, né, aquela coisa de que o que eu fiz, o que eu deixei, o que eu fui, porque agora se você se olha no espelho, você tá bem diferente. Isso vai acontecendo com todos nós, mas a gente só percebe a partir de quanto tempo? A partir do quê? Dos 40 anos, dos 45 anos que a gente está num processo de envelhecimento. E aí entra a questão da geriatria, né? Eu quero perguntar pra Dra. Eh, Susete, quais são os principais exames preventivos que homens e mulheres eh acima dos 50 anos devem manter em dia e que com frequência a gente eh precisa passar pelo geriatra? Eh, isso assim sempre é muito individual também, a frequência, né, das consultas e, como eu disse, muitas vezes está associando também a outros eh eh a visita a outros, mas basicamente após os 50 anos existem exames que a gente chama de exames de rastreamento, né? Eh, pode começar até vir antes disso. E isso é importante porque o cuidado com a saúde não pode esperar começar após os 50 anos. É isso que a gente tem visto cada vez mais essa esse cuidado com a saúde, ele ser eh constante, ele ser eh contínuo desde sempre. Então, eh, tem um um vácuo aí depois da da dopo do pára, então fica às vezes meio perdido o o o indivíduo para se cuidar. acaba, a mulher acaba tendo ginecologia, tem feito um papel bastante importante nisso, mas o geriatra ele entraria, pode entrar a partir dos 30, 40 anos, porque os processos eh da de péular, fazer algumas outras coisas, por exemplo, se acorda na parede de 5 anos e fala: "Nossa, não tô enxergando mais nada". é o natural da presbiomia que acontece com alteração, né, da da capacidade visual fica naquele que ele ele coloca o óculo lá para para enxergar. Então ele pode tá atuando a partir dessa idade também. E os exames eh individualizando, eles têm uma finalidade de detectar e controlar, fazer o tratamento para que possa ser ten esse envelhecimento saudável. Então, por exemplo, os exames de laboratório de rotina que são necessários para fazer para poder você fazer diagnósticos, eh, exame clínico, né, fazer saber o dia a dia desse indivíduo, eh, para detectar a hiperção arterial, a cuidado com a obesidade, cuidado com diabetes, com o hipotiroidismo, fazer uma detecção precoce de vários tipos de que são mais comuns no por exemplo, o câncer de próstata é o mais prevalente no no homem, né, após os 50 anos na mulher do câncer de mama. E são exames assim, eh, simples que exige a visita ao método da solicitação, por exemplo, o câncer de mama, uma mamografia que ele possa estar fazendo e pode ter uma detecção precoce de animal que evoluiu muito o tratamento são eh preveníveis e são tratadas para não chegar em situações mais eh complexas. E no homem também o câncer de o tratamento, a a o diagnóstico também foi muito eh já avançado. O câncer do do colo, né? Eh, esse câncer do do intestígio também é princípio de ser muito frequente também ficar muito frequente na terceira o câncer de pulmão. Eh, esses chama de câncer de pele que são não melhorum, que são alguns tipos de que falam assim: "Ah, ferromia". Mas isso precisa se detectar para que ele não se transforme num câncer de pele ou se faz celular também eh é eh tratado. Então, ah, é individualizado o tratamento, a solicitação deantes, mas tem alguns como esses c que eles podem ser eh eles devem ser obrigatoriamente a gente chama de rastreamento, né? não esquecer pode começar muito antes, por exemplo, a mulher eh, para ter de colo de Excelente, Susete. Excelente, porque a prevenção é tudo, né? Então, a gente sabe que a gente vai envelhecer, né? Então, a gente, que tal? Mas essa não é às vezes a realidade, né, de todo mundo. E mas a gente precisa ter em mente que precisamos passar pelo médico, principalmente o médico geriatra, quando a gente fala da pessoa idosa, né, André? Exatamente. Eh, uma coisa que eu tava pensando aqui enquanto a doutora falava é o quanto o nosso envelhecer ele acaba sendo eh do mesmo estilo, né, do mesmo jeito que a gente vive a vida toda, né? Então nós eh muitas vezes não não temos o hábito, né, e deveríamos criar esse hábito de fazer os exames corretamente, né, de ter um acompanhamento constante médico, psicológico, porque à medida em que nós vamos eh fazendo exames, nós temos também exames psicológicos, né, para entender eh como como tá o funcionamento da memória, da atenção, né, como tá o discurso da pessoa, eh e eh conhecer os seus próprios sentimentos em cada momento da vida, né? Então a gente ao criar hábitos, nós podemos criar esses hábitos saudáveis, né? investir agora para que quando eu chegue numa idade mais avançada, o meu corpo, eh, o meu, meu, eh, aparelho psíquico tenha um funcionamento já mais eh adequado, né, para as novas fases dentro dos limites de cada pessoa. Mas uma coisa que eu acho muito importante e acho que pr pra gente pensar já, né, é assim, a gente cria os hábitos, isso é importante, mas se a gente só fica no hábito, a gente acaba perdendo, sabe aquela sensação de estar presente, aquele momento? Olha, eu estou aqui conversando com a Rúbia, né? Deixa eu pensar o que que eu vou falar. Tô tô falando sobre o idoso, deixa eu me aproximar desse tema. Exercitar, sabe? ter desafios, buscar estudar mais, conhecer coisas novas, se desafiar, né? Então essa sensação do estar presente, ela é uma certa quebra com o automatismo que a gente vive no dia a dia. A gente acorda, vai fazendo as coisas, vai andando, quando vê já passou metade do dia. Nossa, eu nem lembro o que eu fiz, né? Como a gente brinca, nem lembro o que eu comi hoje, né? Então a gente precisa, de certa forma eh sim criar hábitos, né? Mas cuidar da saúde, cuidar de si mesmo estando presente, estando atento a esse momento presente. Perfeito. Muito bom. Preconceito, desinformação e etarismo. Susete, na sua avaliação, né? Eh, o preconceito desinformação e etarismo, eles criam barreiras paraa pessoa idosa? A Susete tá com a gente, produção? É, eu acho que ela não está nos ouvindo, mas então tá. Vamos com o André aqui. Produção, tenta. Opa, tá ouvindo a gente? Tá, então vamos lá. É, eu acho que vamos aqui, André, [risadas] produção, tenta contato com ela de novo, porque é o seguinte, gente, quando a internet não funciona, ela não funciona. E a gente tá tentando aqui com a Susete, muito importante a presença dela aqui, mas já contribuiu bastante com as informações que ela repassou. A produção vai tentar novamente contato com ela. Se a gente conseguir, espero que a gente consiga, a gente traz a Susete novamente. Mas então a gente continua por aqui, André. eh desinformação, né, etarismo e preconceito. São as três palavrinhas que eu separei para você fazer uma abordagem psicológica pra gente. Eh, quando a gente tá relacionando aí eh essas três palavras: desinformação, etarismo e preconceito com a saúde, né? E o labirinto dessa vida da pessoa idosa que é um labirinto. Por que um labirinto? Porque você vai por aqui, você vai por ali, você tenta aqui, não é esse não é, não é a saída, você tenta ali, não é a saída. Então você acaba se perdendo um pouco e o etarismo mexe muito com a questão psicológica. Bastante. Eh, o etarismo, eh, eu acho que tá muito dentro daquilo que eu tava falando no começo sobre a gente ter só a vida adulta como a idade eh ideal, né? Então, tudo que é diferente disso é estranho, é patológico, né? Então, eh, a gente tem muitas, eh, insinuações etaristas, muita, muitas expressões no dia a dia que colocam a a velice como algo pejorativo, como algo ruim. E isso vai cada vez mais contribuindo para que a pessoa não se aceite, não aceite a sua condição, as mudanças que estão acontecendo no seu corpo e ela, ao se dedica, não entende, não se cuida, né? E isso torna cada vez mais difícil eh promover essa saúde, tanto física quanto mental, né? Acho que a desinformação contribui muito com isso, né? Eh, muitos mitos que no dia a dia as pessoas eh vão vão encontrando por aí, por ditados populares, pela internet, etc. e acabam não procurando profissionais que de fato poderiam orientar nesse sentido. E sobre o preconceito, eu vejo que assim a gente tem extremos, né, eh, desde dessa ideia do do idoso que não serve para nada, que eh ele só se irrita, né? Não, não. Ninguém tem um olhar compassivo para ele, compreensivo para essa pessoa que está apresentando dificuldades já consigo mesma e na socialização. Até a ideia daquele idoso fofinho, bonzinho, romantizado, né? A senhorinha, o senhorzinho, que também são uma espécie de apagamento da humanidade, né? Porque a gente acaba não olhando a pessoa em si, mas olhando este rótulo que é colocado para ela geralmente. Poxa vida, né? Um rótulo, né? Até que ponto isso é benéfico ou não? Produção tá avisando aqui que parece que a Susete voltou. Você tá com a gente, Susete? Vamos lá. Me ouve agora? Eu tô, eu tô, tô aqui. Ai, que beleza. Vamos lá. Então, eu coloquei os três a as três palavras aqui pra gente eh entender. O o André trouxe a visão da psicologia referente a essas três palavrinhas aqui: preconceito, desinformação e etarismo. Qual que é a sua avaliação aí sobre essas três palavras e como essas três palavras e ações impactam na vida da pessoa idosa? Eh, basicamente é esse o nosso grande desafio, né? Tudo bem? Tão me ouvindo? Sim, tô te ouvindo. Eh, então tá bom. A, essa situação foi doceu, a situação do etarismo, que é a discussão de que se tem pela falta de informação. O indivíduo ele envelheceu, mas ele ele é o ele mudou, mas ele está aí ainda. Então, eh, você não pode tá considerando e aí cada vez mais nós temos aí o 60 mais de volta ao mercado de trabalho. Eh, nas academias nós temos aí a economia prateada, né, que é onde que temos o fazer o quis fazer. Então é uma situação de ter informação realmente da nível de prática pública, né, política pública mesmo e da comunidade que tá todo mundo fazendo todo mundo muito correndo, André, então as pessoas falam: "Ah, eu esqueci". Ah, mas é que não prestou atenção, não se concentrou naquilo que estava fazendo. Então, a uma situação que a gente pede sempre, olha o que você e se sinta pertencendo a algo, se sinta na muitas vezes é difícil também pro idoso, por alguns problemas naturais de envelhecimento, a perda da audição, perda daão, da visão. Muit das vezes ele sente vergonha até por conta da saúde bucal, porque ah tem um dentinho só, tem dois, então não quer tá indo junto com as pessoas nas festas, se isola porque não escuta direito, pergunta outra vez. de locomoção, que atrapalhar o ritmo, né, das atividades da família da Então vamos aproveitar para cuidado com a essa parte da saúdeal, vai no outro, eh, vai no oftalmologista, academia, deixar essas pernas fortes para poder se manter a com independência e com autonomia. Então eu consigo dar as coisas na administração de humor e cuidar de independência. Então eu consigo caminhar, eu consigo fazer as atividades básicas de diária sem a necessidade. Então também parte doentoso essa a situação da necessidade desse pernascimento. Excelente. Você viu como é um labirinto mesmo, né? Eh, às vezes pode acontecer que perde a audição, né? A visão dá uma baixa também, é uma dor aqui, é outra dor ali, a saúde mental, então acaba se desenhando algo que você procura uma saída e às vezes você não encontra, né? E isso me chama atenção por conta de que a gente precisa prevenir, né? Mas como que o idoso ele vai prevenir isso se ele se dedicou à vida eh e toda a de repente uma família, né? E aí quando ele chega no momento eh de do autocuidado, ele encontra esse labirinto pela frente, né? Que é bem desafiador, né, André? Exatamente. Acho que ela tocou em alguns pontos, né, Dra. Susete, sobre a questão da perda auditiva, às vezes da perda visual também, né? Isso vai gerando aquilo que eu tava dizendo, um certo afastamento, né, de percepção. E às vezes ele não consegue estar ali no diálogo, no mesmo ritmo que as pessoas. Pergunta de novo, aí você tem também a memória, né? Às vezes não, não é que não se lembra, mas não tava atento ao que tava acontecendo no momento presente, né? Então a gente precisa ter esse apoio, né? Eh, o que eu tava dizendo de um suporte, é, alguém precisa estar atento às novas necessidades dessa pessoa que estão mudando a cada dia, né? Então, assim, na na psicoterapia, eu acho que a gente consegue eh lidar com esse processo, tanto das mudanças como das perdas. Por exemplo, em algum momento esse idoso vai parar de dirigir, né? Vai ter mais, vai precisar de alguém para sair de casa, né? Então, como é que cada um vai lidar com isso? Por isso, eles estão muito mais propensos à depressão e a ansiedade, que são coisas comuns da nossa sociedade, infelizmente, né, mas que eh são mais características desse período da vida. Por isso a importância de alguém estar atento ao ao estado emocional da pessoa idosa, as necessidades de socialização, de diálogo num ritmo que ele consiga acompanhar. Nossa, é verdade, né? Às vezes eh você deixa, né, a pessoa idosa tá lá em casa, daí ela não quer muita conversa e as pessoas, ah, não, mas deixa, ela não quer, ela quer ficar quietinha no cantinho dela. Gente, às vezes não é isso, né? às vezes tá se retraindo por conta de de todas essas situações que nós pontuamos aqui no programa. Então, importante estar aí com olhar atento, né, à pessoa idosa que faz parte aí da sua família, tá bom? Agora 8:44, a Susete ainda está com a gente, então a gente vai com as perguntas. Produção, pode mandar, por favor. A internet, gente, tá cortando um pouquinho, mas é assim, aí o tempo vira, a internet fica ainda mais ruim, mas a gente é isso, né? É tecnologia. Tem hora que ajuda, tem hora que não, mas importante que a Susete tá com a gente e a produção já vai colocar algumas perguntas pra gente na tela e a gente começa a responder você, nosso telespectador. Obrigada, tá, pela sua audiência, pela sua companhia, eh, por você estar interagindo com a gente. Olha só, Antônio Furlando Jardim Auréliia, ele diz: "Muitos idosos sentem vergonha de pedir ajuda, mesmo precisando. Como trabalhar esse orgulho e aceitar com cuidado, eh, aceitar o cuidado com leveza. Ah, eu não sei se é orgulho, mas de repente pode ser uma vergonha, mas a gente pode eh eh tentar entender com o nosso professor aqui de psicologia, né, que vai ensinar pra gente o que que acontece, né? Eles têm mesmo vergonha de pedir, né, ajuda e não não é um orgulho ou é é essa é um uma forma de entender a partir do senso comum, né? Uma palavra que a gente usa para entender o quê? A evitação de precisar de alguém, né? Porque esse é um dos indicadores, né? E acho que isso é uma coisa bastante cultural, inclusive até muitas vezes bastante machista da nossa sociedade, né? De que eu não devo aceitar ajuda, de que eu não devo eh eu devo me bastar, eu preciso dar conta de mim mesmo e não não quero que ninguém cuide de mim. Então, acho que nesse sentido ele fala em orgulho. Mas eh eu convido então todo mundo, né, a se repensar nesse sentido. O quanto para viver em sociedade é inevitável que a gente precise uns dos outros, né? Ninguém faz nada sozinho. Nós estamos aqui no estúdio conversando, mas tem um monte de gente trabalhando. Um monte de gente trabalhou antes, vai trabalhar depois, né? Então, ninguém vive isolado. Então, a gente precisa eh entender também como eh chegar a essa pessoa de uma forma que ela não se sinta eh objetificada assim, né? Que ela não seja tratada como agora você vai precisar de ajuda. Eh, e destitui essa pessoa do do autocuidado do poder que ela sempre teve. A gente precisa ter esse manejo difícil, né, para convencer a pessoa que ela precisa de cuidados. Vamos chamar de cuidado que eu acho que fica melhor, né? Alguém que cuide dessa pessoa, né? Muito bem. Mas lembrando que a pessoa ela precisa se permitir a ser cuidada também. E esse é mais um desafio, né, da vida da pessoa idosa. Mas a gente tem que aos poucos, né, ir trabalhando uma comunicação eh não violenta, uma comunicação mais assertiva paraa gente poder ir seguindo por esse labirinto aí que é a saúde da pessoa idosa. Mais uma pergunta, produção, pode colocar pra gente, por favor? João Batista do Nova Europa. Homens ainda têm resistência em cuidar da saúde? Boa. Quais exames são essenciais? após o 50 e porque eles não podem ser adiados. Essa vai para você, José. Eh, bem, obrigado pela pela pergunta. Eh, primeira coisa, assim, né, são alguns ins precisa do eh gerais. Então, eh, procura o geriatra, procura o climico, procura o cardiologista, urologista, principalmente do que pode ser é uma é um tabu, né, homem procurar realmente eh cuidado com a saúde porque não tá acostumado dizer. A mulher, sim, ela tem a a parte de menstruação, começa de os filhos, a família, ela tá acostumada ir ao médico. Então, quando sua eh eh quando sua companheira falar, vamos método, vou marcar para você precisa fazer daí. Tem alguns alguns esposos aqui, alguns companheiros que chegam meioica chega meio arassado pro consultório, mas depois daí eu entendo a a importância disso. Por que fazer esses exames? Porque você pode prevenir problemas. Você pode prevenir um câncer de prosa, prevenir o quê? de púrporas podem promar eh diabetes mais graves. Se tiver diabetes, tudo bem, vamos cuidar dele. Mas você pode que tenha eh problemas vasculares, problemas, problemas eh o importante disso eh fala que eu quero eu sou eu comigo mesmo, né? da famosa frase não é todo mundo e você precisa ser entender que você é único para você mesmo e você precisa se então isso a a importância vem disso daí como eu falei são exames a parte dos um dos exames essenciais é para você fazer avaliação vai o PSA e vai fazer pedir para alguém pedir o PS para ver como é que tá não é o suficiente porque muitas das vezes se pode ter um resultado falsiv negativo não eh congeneras expectativas que não nossa a nossa internet, né? Ah, tá judiando a gente. Mas deu para entender o que que a Susete disse ali, né, André? eh, precisa fazer todos os exames. Por quê, gente? Porque assim, eh, hoje você tá de uma forma, amanhã tá de outra, né? Então, a importância de fazer os exames preventivos. E aí ela trouxe um ponto bem interessante também que eu achei, que é o homem ele não costuma ir ao médico, né? A mulher ela tem mais frequência no médico. Por quê? A mulher ela já ela já eh vem de uma cultura da mulher de cuidar. Então, ela a mãe vai levar os filhos ao médico, né? Só que a mulher, gente, tem um grande detalhe, a menina, né, quando ela fica mocinha, quando eh ela ela já vai pro médico, ela vai para um ginecologista, a mãe já leva e tal, o homem não, entendeu? O homem não vai. Então, o homem ele tem uma dificuldade muito grande e tem um preconceito muito grande também quando a gente fala de urologista, né, de câncer de próstata, a gente precisa cuidar, precisa cuidar para você poder envelhecer com com mais saúde, né? E a gente tem essa barreira aí entre o homem e a a saúde, porque os homens não vão ao médico, né, André? Na psicologia também é assim. Na psicologia também é assim. A gente majoritariamente as pessoas que procuram por atendimento são mulheres. Os homens quando procuram muitas vezes é porque as mulheres mandaram eles para lá ou os médicos encaminharam, né? Então, eh, como eu tava dizendo antes, né, a gente ainda tem uma cultura bastante machista, muito difícil, dessa ideia de que qualquer, eh, dificuldade que eu tenha da saúde, qualquer problema de saúde, é uma fraqueza, né? Então, eu preciso me bastar, né? Então é muito comum a gente ouvir essa frase: "Ah, eu nem vou no médico porque senão eu vou ficar sabendo de coisa que eu não quero". É como se então aquilo não existisse, aquilo continua existindo. E aí que muitas vezes quando os homens chegam até os exames já tá muito avançada algumas doenças, como câncer de próstata, por exemplo, né? Já fica mais difícil o tratamento, etc. Então a gente assim, pensar eh a idade avançada também é pensar essa igualdade de gênero que a gente precisa em todos os âmbitos da sociedade pensar. Porque assim, a gente até olha esse cuidado da mulher consigo mesma, até com seus companheiros, mas isso gera também os a sobrecarga da mulher, né, que ela acaba tendo que cuidar de si mesma, dos outros, dos filhos, tudo acaba ficando na mão da mulher e aí com ela idade mais avançada ela vai estar mais cansada, mais, né, eh, sobrecarregada também. É outro detalhe, né? Vamos dividir as funções aí. 8:53. Tem mais uma pergunta, produção, pra gente. Eh, a Susete tá conosco ainda? Manda aí, produção, a outra pergunta. E se a Susete tiver com a gente, pode colocar a tela três aí que a gente tenta falar com ela de novo, tá? José Arnaldo do Jardim São Gabriel. Cuidar de um idoso exige paciência e empatia. Como os familiares podem evitar o esgotamento emocional nesse processo? É, vamos lá, André, você. Vamos lá. Obrigado pela pergunta, José. Eh, eu acho que esse é um ponto fundamental, né, para paraa gente conseguir fazer esse cuidado com todo o respeito, toda dignidade e até com mais eficácia, né, para realmente conseguir fazer esse cuidar de uma forma digna, humanizada, né, sem atropelar as a a adesão à vontade do próprio idoso, né? Então, na pergunta ele fala do esgotamento emocional. Por quê? Porque quem cuida, né, eh, e quem cuida de idoso tem de fato um esgotamento, uma sobrecarga, uma dificuldade de se transpor do outro tempo todo, né, de ter que repetir várias vezes, ter que entender, eh, tentar decifrar o que ele tá precisando, o que ele tá querendo, né? Então, isso exige, a gente desgasta, não parece, mas cansa, né? como um atendimento psicológico, parece que a gente só conversa, mas você sai cansado dali, né? Então, é importante que a pessoa que esteja cuidando de uma pessoa idosa, assim como qualquer outro cuidado, tenha também o seu autocuidado, tenha também eh os seus momentos, que possa também dividir essa tarefa com alguém, com algum cuidador, com alguma instituição. Por isso pensar nos momentos de socialização, né, em que eh possa levar para outras atividades, dividir com outras pessoas e não se deixar de lado. Porque quando a gente se deixa de lado, a gente também tá prejudicando a relação com o outro e não tá conseguindo cuidar da forma mais eficaz como precisaria. Excelente. Agora 8:55 a última pergunta. Então vamos lá. Pode mandar pra gente, por favor. A gente agradece você que tá aí do outro lado conosco. Eh, deixa eu ver aqui. Márcia Lopes do Cambuí. As lembranças da juventude trazem alegria, mas às vezes também tristeza. Relembrar o passado pode ser um gatilho emocional. No caso a gente tá falando aqui de idoso. Então, vamos lá. And. Exatamente. Essa é uma, esse é um tema importante porque eh acho que aí é a importância de profissionais da psicologia de fato habilitados lidando com o idoso, porque você ao dar o espaço, né, ao resgatar uma memória, a gente não sabe quais os sentimentos, quais as lembranças que vão surgir dali. Então, em qualquer situação terapêutica, isso tá propenso a acontecer. Podem vir alegrias, pode vir lembranças bonitas, mas ao mesmo tempo, mesmo que sejam boas lembranças, ao mesmo tempo vem, puxa aí eu não vivo mais isso, né? Vem a constatação de uma tristeza ou como vem lembranças também de um passado difícil, de um passado ruim, né? Então nós precisamos aprender a lidar com essas emoções, com esses sentimentos, a elaborar e a transformar. Esse é o papel da psicologia em qualquer idade, né? Mas na idade eh mais avançada, com as pessoas idosas, isso parece ter uma carga eh pesada, né? Porque as pessoas acabam tendo pouca perspectiva de futuro, o que não é uma coisa tão eh eh que a gente deva colocar como óbvia, tá? Porque há um futuro, né? Sempre há um futuro. Enquanto a gente tá vivo, tem um futuro. O que é que eu vou fazer daqui 15 minutos, da amanhã, a semana que vem? Então, o futuro é o que nos levanta. Então, o passado é muito legal de lembrar, mas essa pessoa ainda está vivendo. Nós precisamos eh continuar estimulando esse querer viver também das pessoas idosas para o futuro. Excelente. Muito bom. A gente agora 8:57, vamos às considerações finais. Eu vou ver se a gente consegue o contato com a Susete. Susete, você tá aí? Doutora Susete? Tá com a gente. Eu acho que ela nos ouve, né, produção? Por favor. Opa, ótimo. Susete, por gentileza, vamos ver se a gente consegue as considerações finais com você. Eu já quero agradecer a sua participação. Obrigada, viu? E a gente conseguiu entender o que você falou, mas que pena que a gente não consegue dar sequência, né? Mas a gente já tá encerrando o programa também. Então, gratidão aí pela sua contribuição eh nesse bate-papo bem gostoso de hoje, que foi aí o Labirinto da Saúde da Pessoa idosa. Obrigada, viu? É, produção, acho que a Susete caiu de novo, [risadas] mas tá bom, Susete. Gratidão, querida Dra. Susete Marques Pereira, ela que é e ela trabalha, né, com a a pessoa idosa, ela é geriatra, então esteve com a gente aqui. um pouquinho delicada a situação aí da internet, mas a gente conseguiu pegar algumas informações e com certeza se a gente usar pro nosso dia a dia a gente vai melhorar e muito quando a gente fala em relação aí [música] à pessoa idosa, né? A gente precisa ter mais empatia e se colocar no lugar porque nós vamos chegar, né? A gente tá aí caminhando e quando menos você espera, [música] você se olha no espelho e você fala: "Envelheci". E agora? Então, André, quero agradecer a sua presença, sua participação. Obrigada. E deixa aí uma dica final para as pessoas que estão em casa assistindo a gente referente ao nosso tema de hoje. Obrigada. Eu quero agradecer também o convite de poder participar. Acho que esse programa tem um papel muito importante para as pessoas, pro nosso dia a dia. E eu quero dizer o seguinte, eh, tanto paraa pessoa idosa como para qualquer idade, a gente precisa ter a percepção de que o que nós temos é o agora, o que nós temos é o momento presente. [música] Então, aquela ideia de viver o dia é o que nós podemos fazer. Eu não sei como eu tô amanhã. a gente costuma aproximar a velice da morte, mas na verdade em qualquer idade isso pode acontecer, né? Então o que nós temos, o presente é o presente. [música] Então vamos viver com qualidade, vamos viver com dignidade, vamos fazer boas escolhas na vida agora, porque aí quando chegar o amanhã, nós vamos estar mais bem preparados e mais realizados para ele. Excelente, André. Muito obrigada pela sua participação mais uma vez. você aí de casa [música] que esteve conosco, muito obrigada. Olha, finalzão de semana, tá aí, então, desejo final de semana lindo e maravilhoso para você, tá? E que essa reflexão, que essa reflexão ela seja constante, então, em todas as fases da nossa vida. Tudo isso que o André colocou pra gente aqui, que a gente possa olhar com mais carinho para nós, né, para nós e também para a a pessoa idosa que está ao nosso lado. Agora, pontualmente, 9 horas, a gente vai encerrando por aqui, agradecendo [música] então você. Lembrando que daqui a pouquinho nós temos a Íria, a nossa central, eh, a nossa inteligência artificial que vem da central de informações, trazendo atualizações para você aqui de Campinas, né, do nosso estado, Brasil e Mundo. E ao meio-dia temos Câmara Notícia e a gente [música] lembra que o final de semana na TV Câmara Campinas tem estreias de quadros e programas maravilhosos, feito com muito carinho da nossa equipe para você aí de casa. Então fique ligado, continue com a gente e o estúdio Câmara da segunda-feira vai trazer para você um detalhe bem especial. Nós vamos falar sobre o que realmente significa ter equilíbrio emocional. Será que se a gente manter a calma o tempo todo é um sinal de maturidade ou é um jeito de esconder o que a gente sente? É, vamos falar sobre o falso equilíbrio quando a serenidade vira a máscara e a gente vai tentar entender como que a gente pode expressar as nossas emoções de forma saudável, sem explodir, tá bom? E também [música] quando a gente pode e deve silenciar e quando esse silêncio ele agride a outra pessoa, a gente vai tentar entender, tá? Eh, nunca perder a calma não [música] é sinônimo de equilíbrio emocional. Você perde a calma, você não perde a calma. A gente vai tentar te entender e te explicar essa questão aí do equilíbrio emocional referente à calma na segunda-feira a partir das 8 da manhã com mais uma edição do nosso estúdio Câmara ao vivo. Beijo grande para você. Fica com Deus. Bom final de semana e até segundo. [música] [música] [música] [música] [música] [música]