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Olá, muito bom dia para você que tá aí ligadinho na programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando com o Estúdio Câmara amanhã de sexta-feira. Estamos, né? 6 de março. Vamos conversar. Olha, ser adulto, humum. Desafiador, né? Nunca foi simples, mas o tipo de esforço mudou um pouquinho. Vamos pensar nas décadas de 70, 80, 90. O desafio de ser adulto era físico, logístico, sobrevivência. E hoje o desafio de ser adulto é mais emocional, mental, de informação. Antes o peso estava nas mãos. Lembra a história dos nossos avós, dos nossos bisavós, até das nossas mães e pais? Hoje o desafio está onde? Na nossa cabeça. Desafio mental. País antigos enfrentavam inflação alta, transporte precário, acesso limitado à informação e quando tinham ainda famílias maiores e criavam mesmo assim. Tanto é que os nossos pais estão aí, nós estamos aqui hoje. Milênios e Geração Z lidam com o excesso de informação, com hiperconectividade, com comparação constante, filhos hiperativos por telas, mães trabalhando fora e pressão para não repetir os traumas. Pois é, é sobre isso que nós vamos falar hoje, né? como que está a criação dos nossos filhos nos dias de hoje? E você aí de casa, participe conosco. Vamos lá, WhatsApp na tela, manda sua mensagem e conta pra gente qual padrão da sua família você decidiu quebrar e como que você avalia a criação dos nossos filhos. H, hoje tecnologia, correria, muita informação. Como é que você avalia? Tá difícil, tá desafiador? Manda sua mensagem pra gente. O WhatsApp tá aqui, ó, na tela. 199729377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações. E olha só, a Secretaria de Saúde de Campinas divulgou ontem o 10º alerta Arboviroes de 2026, apontando que 30 bairros da cidade apresentam um alto risco de transmissão de dengue. Com isso, as ações de controle do mosquito egipte, também transmissor da Zica e Chicungunha, serão intensificadas nas regiões. O alerta tem como objetivo reforçar a orientação para que moradores eliminem possíveis criadouros do mosquito dentro de casa e também recebam os agentes de saúde durante as visitas. Segundo a secretaria, cerca de 80% dos focos do mosquito estão em residências. Entre as ações realizadas este ano, eh, estão mais de 237.000 visitas a imóveis para controle de criadouros, nebulização em mais de 14.000 locais, três multilões de limpeza e a retirada de mais de 10.000 toneladas de descartos irregulares na cidade. Mas todas essas ações são programadas e a população também pode ajudar fazendo a limpeza do local onde você vive, né? E para tirar dúvidas sobre a identificação de agentes, eh, você pode ligar um 56, já que os agentes estarão aí visitando a sua casa. Chegou lá, você acha, fala: "Opa, mas pera aí, né? Não sei se é ou não é. Pode ligar, tá tudo bem. É natural a gente sentir dúvidas e checar a informação. Então você pode ligar para 156. Mas o mais importante, gente, é cuidar do local onde você vive, tá? A gente sabe quanto tempo faz que nós falamos de dengue. Água parada não combina com saúde. Mais informação chegando. Agora vamos atualizar informações do legislativo de Campinas. A Comissão de Constituição e Legalidade da Câmara de Campinas realiza segunda-feira duas audiências públicas para discutir projetos de lei complementar que tratam do plano de carreira do Instituto de Previdência Social do Município de Campinas de Campreve e também da recomposição de vias e espaços públicos danificados por obras. A primeira audiência começa às 10 da manhã e o debate é o projeto de lei complementar 1 de 2026 de autoria do prefeito que institui o plano de cargo, carreiras e vencimentos do Camppre. Na sequência, às 11 da manhã, será discutido o substitutivo total ao projeto de lei complementar 52 de20, também de autoria do prefeito, que estabelece a obrigatoriedade de recomposição de vias, calçadas e outros espaços públicos danificados por obras realizadas por concessionárias, empresas públicas ou privadas. Audiência, eh, as audiências, perdão, serão realizadas no plenário da Câmara, com entrada pela Avenida Engenheiro Roberto Mange, número 66, no bairro Ponte Preta. Você pode acompanhar presencialmente ou também aqui pela TV Câmara Campinas e pela transmissão ao vivo pelo canal do YouTube da TV Câmara Campinas. Pronto, informações. OK. Vamos à previsão do tempo para este final de semana. Não sei se você viu, mas estamos aí prestes a entrar em uma frente fria. E como é que fica o final de semana pra gente? Vamos lá. Campinas. Hoje sol com muitas nuvens, pancadas de chuva à tarde e à noite tem muitas nuvens, mas não tem chuva, tá? Mínima para hoje, vamos lá, 20, máxima 26º, né? Para amanhã, sábado, gente, sol com muitas nuvens, nublado de manhã, possibilidade de tarde com chuva e temporal, hein? E à noite tem chuva também. Então, mínima para sábado 19, máxima 29º e para domingo com mínima de 16 e máxima de 28, nós teremos sol com algumas nuvens e uma chuva rápida durante o dia e a noite. E essa então é a entrada aí da Frente Fria que os meteorologistas vêm alertando. Possivelmente então na próxima semana teremos aí um tempo com uma cara de inverno, né? Vamos lá então, gente, falar do nosso tema central do programa, o esforço invisível, né? Ele continua sim, mas mudou de natureza, né? Pais de 70, 80 e 90 criavam na escassez crises econômicas, lembra? Ditadura militar, saúde precária, mas conseguiam prover, sobreviver, construir e tudo com uma disciplina rígida, né? Crianças vistas, mas não ouvidas. Hoje não basta ter sustento. É preciso garantir saúde emocional, quebrar padrões, educar sem violência, sair do automático, mães na dupla jornada, filhos hiperativos, tecnologia que facilita e complica. Ufa, é desafiador, gente. Percebe? Vamos tentar falar sobre isso, tentar entender, saber o que que tá acontecendo e como é que a gente faz para melhorar. Para isso, a gente convida duas pessoas especialista em saúde mental. Recebemos aí o psicoterapeuta e especialista em saúde emocional, reprogramação mental. Olha só que show. Hipnoterapia também, né? Thiago Macedo, bom dia, seja bem-vindo. Bom dia, Rúbia. Agradeço o convite, espero contribuir com a pauta de hoje. Bom dia, Denis. Maravilha. A gente já estende então as boas-vindas, né, ao Denis Severo, psicanalista, especialista em comportamento humano, professor, palestrante. Já viu que o negócio aqui hoje vai ser aquela aula que a gente adora. Bom dia, seja bem-vindo. Bom dia, Rúvia. H, um tema muito importante, né, atual para hoje, para para nossa geração hoje, para esses tempos de hoje. E eu espero poder contribuir, se nós conseguirmos trazer um pouco de luz que seja para essa geração agora, pra sociedade, estaremos satisfeitos. Vamosora então. Participe conosco. Venha com a gente para esse momento enriquecedor de conhecimento. Gente, nossos pais estavam fisicamente exaustos, mas as novas gerações parecem mentalmente sobrecarregadas. Vamos lá, Thago, na sua avaliação, por a mente das novas gerações parece mais exausta, mesmo com tecnologia e 100 facilidades que os nossos pais, né, os pais da nossa geração e os eh nossos avós, eles não tinham essas tecnologias e nem essas facilidades. Por que essa geração parece mais exausta? Muito bem, muito bem, Rubert. Eu gosto de observar sempre a questão compreendendo o ambiente, porque o ambiente ele é muito responsável sobre os padrões de pensamentos, comportamentos. E quando nós paramos para observar as gerações dos nossos avós, por exemplo, o pessoal, os baby boomers, nascidos até na década de 64, era uma estrutura na qual era sobrevivência. pós-guerra era muita importância a questão de recursos, administração familiar, o respeito. Então, não havia espaço para diálogo, desenvolvimento. as classes sociais para aquela época, por exemplo, era na qual você tinha limites. Dificilmente conseguia-se eh se desenvolver, mudar de classe, as oportunidades eram muito restritas e os baby boomers, eles acabaram formando o pessoal da geração X, né? os nascidos ali, mais ou menos na época de 1965 até 1980, a geração X, pessoal na os 50 mais ali em diante. Então eles são filhos dessa geração que tiveram na infância uma infância bem contida, sem espaço para fala, obedece, fica quieto. Então, as coisas tinham muito o seu local, a sua ordem, a forma de funcionar e isso fazia com que aquela geração tivesse meio que uma casca mais grossa sobre a percepção do ambiente no qual existia. Então essa diferença entre gerações é o que faz eh cada geração, não é que exista uma geração melhor, mas cada geração é uma adaptação a um ambiente novo que é inserido por múltiplas questões e a gente vai falar sobre isso aqui. Isso. Excelente. Muito bem. Agora, Denis, você concorda, então, que o esforço invisível ele mudou de natureza, ele saiu do corpo, né, e foi paraa psiquê. Concordo. Sim. Eu eu posso pensar que eh esse esforço sempre esteve tanto físico quanto na psiquê, né? o que nós temos hoje é um conhecimento um tanto quanto maior. Ah, na década passada, né, nas gerações passadas, os pais não tinham tanto conhecimento, tanto o saber didático como como nós temos hoje. Hoje o saber vem na vem na palma da mão, né? Todo em todos os lugares tem internet, tem informação, tem tudo isso, né? Mas esse saber é um saber que vem pronto, né? ele já vem feito, já está ali pronto. E nas décadas passadas, ah, o saber era muito mais moral, era passado de forma mais moralista pelos seus pais, pelo pelo meio, né? Então, a cultura também ela ela tinha muita falta. E hoje talvez o que agrave, né, traga esse agravamento do do da psiquê do sujeito seja justamente a falta de falta. Nós temos tudo. A geração hoje tem praticamente tudo, todas as informações, tudo que necessita. Então, não consegue ter tédio, não consegue lidar com a frustração que as gerações passadas tinham falta de informação, tinha que buscar informação na biblioteca, tinha que buscar outra outros meios, né, para conseguir suprir essa falta. E isso fazia com que tivesse o que chamamos de jogo de cintura um pouco mais desenvolvido. Excelente. Agora, eh, vamos lá. Eh, a baby boomers criaram a geração X. É isso. A geração X criando os milênos. Os milênios. Os milênios criando Z. É isso, gente, que coisa. Agora vamos lá. Nessas criações, existe uma sobrecarga emocional ligada à tentativa de não repetir os traumas, Thaago. Exatamente. O que acontece quando eu observo essa estrutura, eu per identifico uma necessidade natural que é de pertencimento. Uhum. O pertencimento, ele existiu para uma função específica, você estar dentro de um grupo e com isso você ser mais forte. você não precisar tomar decisões sozinho, você não ter um gasto energético sobre se preocupar com a sobrevivência. Enquanto você pertence a um grupo, isso se torna coletivo e esse coletivo gera uma diretriz, um padrão, uma forma de pensar. Então, em cada geração existiu uma forma correta onde a maioria iria validar a sua ação ou iria rejeitar ou dizer que não estava adequado. Então, cada geração buscou se adaptar dentro dessas diretrizes, dessas regras inconscientes. É o que o Carl Jung diz sobre o inconsciente coletivo. Então, é aquela história que nós concordamos de forma geral, a maioria tende a a concordar pelo mesmo ponto. qual é a cor da paz? A maioria vai dizer que é o branco. Qual é o rei da floresta? A maioria vai dizer que é o leão. Então não é só aí que se limita isso. Isso vai também sobre o comportamento. Então quando nós olhamos as gerações passadas, cada um tinha uma regra, uma estrutura. Então na geração baby boomer, eh, era muito comum que o pai fosse o provedor, a mãe cuidar da casa administradora, cuidar dos filhos. Esse era o papel e estava tudo bem. Então, não havia um peso, uma culpa, quando o pai não estava presente na criação, no cuidado do filho, porque o papel dele responsabilidade era trazer o recurso, assim como a mãe cuidar da criança. Inclusive naquela época não tinha espaço para essa criança. A geração X, por exemplo, na infância, que é o pessoal do 50 mais, não havia espaço para eles sonharem tanto assim, muito menos as anteriores. Se ele chegasse pro pai, pai, eu sonho em ser um astronauta. o pai ia chamar, vem cá, menino. Daria um cascudo nele e falar, vai plantar batata. Não existia essa possibilidade porque era o padrão da época. Então aqui não existia um peso, não existia um esforço mental. Agora quando vamos avançando entre as gerações, nós vamos percebendo que o peso vai se atualizando, porque quanto mais informação você tem, mais você busca se atualizar, se adaptar. E aqui vem a questão sobre o peso emocional. Quando observamos a geração milênio, que tem muita memória afetiva sobre a presença, a presença do da mãe, de um cuidador, a questão analógica, tudo isso está na memória, está no corpo, no sentir da geração milênium. E aí quando ele vai passar isso pro filho, que está em um outro momento individual, eh, digital, então isso traz um peso, porque eu gostaria que ele tivesse uma presença como eu tive quando eu tinha acesso a mais irmãos, primos, brincadeiras, meu filho não tem, hoje eu preciso trabalhar e aí é disputado a tela. Então, então fica um esforço, não só pela conquista, pelas limitações e assim segue. Então, a questão do esforço mental está sobre esse ponto de você buscar se adaptar na geração no qual estamos inseridos. Uau! Quer completar, professor? Ótimo. Eu eu penso penso parecido também. Eu comungo desse pensamento, né? E eu posso até citar aqui, Melanie Klein vai dizer o seguinte, né? Ah, todo aquele que come do fruto do conhecimento sempre é expulso de algum paraíso, né? O que que nós queremos dizer com isso? Que enquanto não se tinha tanto conhecimento, tava bom do jeito que tava. As coisas estavam caminhavam, ah, as gerações passadas alcançaram o que tinham que alcançar dentro do seu do seu planejamento, dentro da sua cultura. É lógico que nós vamos falar aí de esferas diferentes, né, de de financeiras, de patamares financeiros, cada um com suas próprias dificuldades, se suas próprias demandas, né? H, mas com o conhecimento hoje, com a atualização da internet, das informações, né, perdeu-se esse paraíso. E esse paraíso da falta de você ter tempo, de conseguir ah estar com a família em uma mesa de jantar, por exemplo, né? Hoje os pais, a maioria dos pais são ausentes, de certa forma falando, porque tanto o pai quanto a mãe precisam estar trabalhando. Uhum. E talvez isso nós conseguimos ligar isso com a pergunta que você fez, Rúbia, de será que estamos tentando não repetir os traumas? Só que percebe que ao tentar não repetir o trauma, por exemplo, essa geração vai dizer o seguinte: "Eu não posso repetir o trauma que eu tive com meus pais porque nós vivemos uma escassez, então era muito difícil, meu pai tinha que trabalhar, sustentar a família inteira. Ah, então com essa geração eles dizem: "Não, vamos repetir isso". E aí os dois saem de casa para trabalhar e eles acabam criando uma ausência dentro do lar, né? Então, talvez seja tudo aquilo. Quanto mais eu fujo de um destino, parece que mais ele se aproxima, né? Estamos correndo de um trauma, mas parece que repetimos inconscientemente alguma coisa. Então, né? Olha só, correndo de um trauma, mas de repente desenvolvendo outro trauma na próxima geração, que vai tentar não deixar ah que os filhos, né, ou os eh os as pessoas que eles cuidam eh fiquem sozinhos. Eh, não deixar que sintam a ausência, porque acredito que nessa geração a ausência está muito presente nas famílias, né? E você aí de casa, você sente esse peso mental criando seus filhos? Manda sua mensagem, conversa com a gente. Daqui a pouquinho os nossos professores aqui vão responder você, tá bom? Gerações passadas enfrentavam desafios externos, as atuais enfrentam desafios internos, né, gente? Isso é bem delicado quando a gente fala de desafio interno, externo. Eh, Denis, quebrar esses padrões familiares, ã, exige que o que da nossa estrutura psíquica, né? Por que que dói tanto a gente fazer diferente do que a gente aprendeu? Porque se você parar para analisar, quando a gente vai conversar com a avó e com o vô, pra gente poder eh eh colocar aqui um cenário pra gente entender, a avó e o vô eh na época, eu me lembro que o vô só olhava, a gente já sabia o que a gente tinha que fazer, gente. É impressionante isso. E a gente trouxe essa cultura com a gente, mas hoje a gente não pode, a gente precisa conversar com a criança, a gente precisa explicar, porque a já, olha, eu acho que a criança de hoje, ela não vai entender só um olhar de canto, né? E aí a gente tá quebrando o padrão e a gente tá fazendo o quê? diferente do que a gente aprendeu. E nessa nessa ação, a gente sente aí um uma dorzinha, algo assim interno por estar de repente se desconectando da cultura, se desconectando com o aprendizado que tivemos. Bem, bem feita a pergunta, Rúbia. Podemos dizer que temos um pouco de inveja dessa dessa nova geração num modo mais simplificado de falar, né? Por quê? Porque não tínhamos tanta liberdade. Essa é a verdade, né? O fato de o avô, o pai ou a mãe só olhar e o a criança já saber o que vai fazer. Isso era uma forma de castração, de segurança, né? Rigidez. E hoje nós viemos com essas marcas, mas não queremos passar essas marcas. Então nós liberamos mais, deixamos mais livres, né? conversamos muito mais, educamos muito mais dessa forma, só que nós não aceitamos muito bem essa liberdade, então ficamos com essa essa dor. Puxa, na minha época eu obedecia muito mais, na minha época eu respeitava muito mais. E talvez aquilo que nós olhamos como falta de respeito para nós seja um grito de liberdade para eles. Uau! Vamos lá. E aí a gente vem com a ideia de validar sentimento, né? E aí eu passo a pergunta pro Thago. Essa validação de sentimento que antes não se tinha muito, né? Eh, eu me lembro muito de de a as famílias, né? Engole o choro e tal, essas coisas assim que que que aconteceram, mas no momento que tudo bem acontecer assim, né? Mas agora já não é mais. Então, validar o sentimento de uma criança em vez de silenciá-la, como a nossa geração foi silenciada. Eu digo a nossa geração, mas a geração dos meus pais, a geração dos meus avós, então nem se fala do silêncio, né? Então, a gente eh validar o sentimento da criança pode ser considerado um exercício intenso aí paraa nossa paraa neuroplasticidade emocional. a gente tá criando eh novos seres, a gente tá criando uma nova geração e a gente precisa aprender a validar o sentimento. Qual que a importância dessa validação de sentimentos que não tivemos nem nós e nem as outras gerações? Exatamente. A questão, Rubé, é a seguinte. Nós estamos nos adaptando a cada geração que avançamos. Isso na geração passada, por exemplo, dos meus pais, eles pouparam com que eu não sofresse o que eles sofreram. Uhum. Então ali já houve um espaço para que eu pudesse me desenvolver. Então as os milênios tiveram mais liberdade. Eles começaram a ter uma harmonia diferente no ar, onde havia espaço para a escuta. Ainda assim o olhar comunicava. Bastava apenas o olhar e isso ainda funcionava. Por os pais eles vão trazendo a origem como referência da criação e da formação dele e traz esse modelo adaptado à nova realidade. Então hoje os milênios buscam dar mais espaço porque existe mais consciência. Hoje entendemos o valor do desenvolvimento. Hoje nós entendemos a necessidade. Por quê? O coletivo hoje já diz que nós precisamos ter uma postura diferente. Se temos uma consciência mais avançada, com mais compreensão, precisamos ter comportamentos que condiz com isso. Por isso que hoje a validação, a escuta ativa são questões faladas, trazidas sempre à mesa da geração atual, dos milenios, criando seus filhos. Excelente. Eh, agora, Denis, eh, existe um um excesso de informação hoje, né, principalmente nas telas. E as nossas crianças, os nossos adolescentes, eles se compactuam desse excesso de informação. Eh, isso aumenta a sensação de inadequação parental. tá difícil por conta dessas atualizações, dessas informações, dessa conexão que as nossas crianças e adolescentes estão tendo e e desse excesso de informação que vem chegando nessa mente que tá apenas se formando, iniciando e e descobrindo o mundo, mas aí já vem com um boom de informação. Isso cria uma desconexão muito grande. Sim, ao mesmo tempo que cria novas conexões e entre si, né? Essa geração é muito conectada entre si, mas há uma desconexão familiar aí, né? Existe essa essa questão da desconexão familiar, onde é, como eu já disse, o saber vem pronto, né? E e isso vai trazer um peso psicológico muito grande. Por quê? Porque eh esse saber que vem pronto é como se fosse um uma construção em massa. Estamos construindo um monte de gente, um monte de pessoas para trabalharem, para fazer tais ofício, para conseguirem trabalhar com internet, com tudo isso. E falta a conexão moral familiar, né? Falta essa essa construção moral. e que nas gerações passadas isso era isso era passado de pai para filho, né? O costumamos dizer que o exemplo arrasta, né? E hoje quais os exemplos que temos, né? Quais são o formato de exemplo que temos? E quando falamos disso, é de questões moral mesmo. Nós vemos a uma explosão de de, por exemplo, de casos de feminicídios, né? De maltratos a animais. Não que antes não existisse isso, existia, mas com o conhecimento isso acabou se agravando. Vem, vem cada vez tendo mais espaço dentro da sociedade. E o que me parece é que uma parcela parece que quer normalizar isso, né? Acha que tá tudo bem, quando na verdade não está tudo bem. Isso é de fato um reflexo, um sintoma de uma sociedade hiperconectada e que de alguma forma vai tentar extravazar aquilo que nas gerações passadas era extravazado de outra forma. É. Então, e aí, será que a gente tá educando filhos ou tentando provar algo pro mundo digital? O que que estamos fazendo? Como é que a gente descobre isso? Qual que é sua avaliação, Thago? a gente eh com toda a tecnologia, com toda a correria, com com tudo assim na velocidade da luz hoje, a gente tá educando realmente os nossos filhos ou a gente tá tentando provar algo para esse mundo digital que a gente foi inserido nele e que não tem mais volta? Pois é, uma das questões que a gente pode observar para essa geração, para esse momento atual, é o foco no desenvolvimento individual. Uhum. Então, hoje nós temos a importância da carreira, hoje nós temos a importância da parte em que nós temos que ser onipresentes, oniscientes, onipotentes em diversas coisas. E aí com isso, nós chegamos ao ponto de buscar desenvolver o máximo ou melhor que podemos. Uhum. Porque mais uma vez estamos nos adaptando ainda muito certo que a próxima geração vai olhar e vai encontrar pontos críticos aqui nesse momento também assim quando nós observamos a geração passada. Mas o fato é que não existe a melhor geração. O ponto é que estamos nos adaptando e aprendendo. E conforme vamos avançando, nós temos o aprendizagem. nós vamos pondo em prática cada questão que acreditamos ser importante. E hoje a comunicação é muito veloz, a adaptação exigida precisa ser muito rápida, então muitas vezes não dá tempo de refletir, a gente apenas reage isso, porque o mundo está muito rápido e cada vez vai avançar mais, principalmente agora com inteligência artificial, nós vemos que, ah, eh, quero compor uma música. Antigamente você ia pegar o instrumento, você teria que fazer uma escola, você teria que passar anos construindo. Hoje você dá um prompete e pronto, você tá com uma música realizada. Então, imagina na próxima geração, que se não me engano é a é a beta já agora, que é essa quem nascidos desse ano é beta. Então, imagina eles, vai faltar essa habilidade para poder construir um novo momento mais humano, mais execução, vai ser algo muito mais digital do que a gente tá percebendo agora. Nossa, isso preocupa, tranquiliza, é algo de se dispensar, né? Porque como é que a gente constrói uma identidade nos dias de hoje, uma identidade parental, né, e um mundo que muda tão rápido. E aí depois nessa geração beta, as crianças que estão, os bebês que nasceram hoje, por exemplo, né, serão a geração beta. E aí, como é que vai fazer? Como é que a gente cria a identidade parental, professor? É importante a gente criar essa identidade dentro eh do do nosso ambiente familiar, não é? Sim. Eh, presença, né? Uhum. Os pais precisam aprender a estarem presentes, né? E estar presente não é só estar no ambiente. Ah, verdade. Estar presente é você ouvir de verdade a o que essa criança tá te trazendo, quais são as demandas dessa criança. Estar presente é você ouvir o que esse sujeito tem para te dar e validar tudo isso, né? Não é só às vezes a criança traz um uma questão, traz uma ideia, alguma coisa: "Ah, filho, tá bom". O sujeito vai fazer os seus afazeres, vai às vezes tá trabalhando ali em casa, não valida aquilo que essa criança traz. Isso vai desconectar, né? vai trazer essa essa esse corte, essa cisão dessa imagem do pai e da mãe, a qual ele ele tem isso num num patamar elevado, porque o pai e a mãe é o mais próximo, vamos dizer assim, que a criança tem daquele ser superior. Alguns podem chamar de Deus ou uma inteligência maior, mas o que representa isso para a criança é são seus pais, né? O pai e a mãe é aquele que tem todas as respostas, é aquele que sabe tudo, é aquele que tudo que diz está certo. E o momento em que ela busca essa resposta nos seus pais e não encontra, ah, essa imagem começa a se desfazer, né? E e isso vai desconectando essa identidade da criança, né? também abre a porta para que ela comece a se identificar com a cultura, com o outro, que não é não existe nenhum mal nisso também, tá? Então, como o Dr. Thiago disse aqui, nós estamos nos adaptando, adaptando ao nosso tempo, adaptando à nossa cultura. Eu gosto de trazer um termo que eu eu falo da seguinte forma, que nós, né, eu sou millennials, millennial e nós que nascemos nessa década passada somos estrangeiros. Por quê? Porque não tínhamos internet, não tínhamos conexão, sabíamos como era mandar uma carta e esperar alguns meses até ela ela retornar com a resposta. Hoje hoje a a geração que nasceu após, né, a geração Z. Sim. Ela já é residente, então não sabe o que é mandar uma carta, não sabe o que é ir em uma locadora, alugar um filme, ter que devolver a fita rebobinada novamente. Sim. Hoje você manda um WhatsApp e a pessoa responde praticamente no mesmo no mesmo instante. Se não responder, né, o sujeito já fica do outro lado. Puxa, mas por não respondeu? Então essa conectividade dessa geração é é maravilhosa, é muito boa, tá? Mas isso também vai distorcendo a imagem que eu tenho de mim mesmo. E aí, quem sou eu? Com quem eu pareço? Nossa, que forte, né? É verdade. Você de casa mandava cartas? Mandou cartas? Eu sou da época de mandar cartas, né? E aguardar a carta chegar. Nossa, que impressionante. Pensa, gente, para para analisar. como que ah as coisas vão evoluindo e que bom, né? Mas a gente precisa eh parar um pouquinho, olhar um pouquinho e pensar o que estamos fazendo, né? Como estamos criando os nossos filhos antigos criavam na raça, apesar das dificuldades. Aí hoje tecnologia, o trabalho feminino, que bom que as mulheres, né, estão mais, cada vez mais no mercado de trabalho, crianças agitadas, né? Isso vem como desafio, mas eu falo para você que dá para vencer, né? Dá para vencer. Eu acho que talvez o maior desafio de todos esses que nós estamos pontuando hoje seja realmente a presença. Sim. Seja realmente a presença, né? Com certeza. Com certeza. Estar presente tá sendo algo eh raro, porque ela hoje a nossa atenção é uma moeda de troca. Uhum. ela é muito lucrativa pra indústria e de forma geral. Então, existem plataformas, existem comunidades, isso compete com a nossa atenção. E aí nós precisamos dividir essa energia que temos, que é limitada pra gente poder sobreviver no dia a dia, poder trabalhar, poder se relacionar. Nós temos um uma quantidade de energia para consumir no dia e aí o filho precisa, mas nós temos toda essa divisão de energia indo para outros lados também. E aí vem o conflito, aí vem o desafio de se adaptar. Então, não é tão simples assim, mas é possível quando nos tornamos conscientes e aí passamos a praticar o que deve ser praticado. É isso. você sabe que eh com a fala de vocês, a gente consegue entender que desde a aos baby boomers, né, é uma são gerações que vão aprendendo, né, aprendendo a lidar com as situações do dia a dia, tentando fazer o máximo eh eh de acertos possíveis e a gente vai a gente segue, percebe que nós vamos seguindo, né? E hoje nós estamos aqui falando eh das gerações, da criação dos nossos filhos, né, com o Dr. Thago, professor Denis, nos ensinando e nos orientando de repente como a gente faz para poder viver de forma mais leve, para poder eh viver com mais presença, né, de repente com mais assertividade, porque a geração bet está nascendo e aí o que será que eles vão querer não levar da nossa geração de hoje, né? a gente precisa parar e analisar da mesma forma que estamos falando da geração lá do baby boomers, da avó, do vô, da mãe, a nossa. Logo em breve a geração Bet estará falando de nós aqui, né? Então o que a gente vai deixar de legado? Acho que é importante a gente parar e analisar. Agora 8:40, a produção tá avisando aqui, nós temos algumas perguntas, né? Então vamos lá saber quem é que tá com a gente aí do outro lado. Muito bom dia para você que tá ligadinho aqui na TV Câmara Campinas. Nós estamos ao vivo. Estúdio Câmara. Vamos lá. Daniela Costa do Jardim Miranda. Sinto que controlo tudo para dar segurança aos filhos, mas isso me deixa exausta. Como relaxar esse perfeccionismo sem comprometer a criação deles? Vamos lá, professor. Muito bem. É comum que nós buscamos o melhor que podemos aos nossos filhos. Mas assim como falamos hoje, o importante é que você faça o seguinte: esteja presente sempre que for possível. O seu filho, ele não precisa de tantas coisas quanto você possa até estar acreditando que precisa. A criança no desenvolvimento, ela precisa apenas do básico, a segurança, uma mãe, uma orientação, atenção, diálogo. Essas questões básicas são questões que são simples e acessíveis a todos nós, porém nos é vendido que é necessário mais, que é necessário trazer outras coisas para que a criança esteja protegida, esteja segura, alcance a felicidade. Mas essa não é a verdade absoluta. O grande ponto é que nós temos o que o nosso filho precisa para sobreviver. Então, relaxa, respira, acredite que você está fazendo o melhor e isso é o suficiente. Muito bem. 8:42, né? É verdade. A gente sempre vai oferecer o nosso melhor. A gente precisa também nos olhar com autocompaixão, né? E a gente vai aprender, sim. E eu tenho certeza que vai dar certo. Vamos lá. 8:42. Pode colocar mais uma na tela, por favor. A gente agora direciona para o Denis Juliano Torres do Jardim Boa Vista. Tento ser o pai presente que nunca tive. Olha aí, ó. Mas acabo sendo permissivo demais. Como encontrar o equilíbrio sem repetir erros do passado? É aquilo que a gente falava. Olha só. Sim. Muito bem. Um uma ótima pergunta, né? Quando o sujeito fala, né? a pessoa diz: "Eu tento ser o pai presente que eu nunca tive", né? Nós conseguimos identificar um comportamento de comparação, né? Então, eh, penso que é necessário que você entenda que você não vai ser como o seu pai, né? Não há essa necessidade de ser como seu pai. E isso também passa pelo controle, querendo controlar como vai ser a situação. E não há necessidade de controlar tudo, né? Entenda que você é um sujeito que vive em uma época diferente da do seu pai, com demandas diferentes da do seu pai e que vai oferecer aquilo que você tem de melhor para o seu filho. E é importante também entendermos que nunca vai ser suficiente, né? Nós entregamos aquilo que é o melhor, damos o nosso melhor, mas o nosso melhor talvez não seja o suficiente. E tá tudo bem, porque nós somos assim, somos seres faltantes, né? Nós nunca somos completos de verdade. E essa falta é o que nos carrega até hoje, de geração em geração. Estamos o tempo todo evoluindo, construindo e crescendo justamente por causa disso que nos falta. Justamente por causa dessa ideia de querer ter o controle e não ter. E entender que tá tudo bem, vai fazer com que esse trabalho fique mais leve. Você percebe que sempre tem uma falta de algo, sempre tem um vazio de algo, né, em mim, em você aí de casa. Você parar para analisar, a gente sempre tá buscando algo, a gente sempre tem a a sensação de que tá faltando alguma coisa, né? Então, a gente precisa dar uma equilibrada. Por que que a gente tem essa sensação, Denis? Por quê? Bom, muito bom. Isso é uma questão humana, né? O o ser humano desde sempre, desde quando ele ele se entende por gente, ele já percebe essa falta. O único momento da da vida, vamos dizer assim, do ser humano em que ele não encontra ou não se encontra nessa falta é dentro do útero da mãe. Ali é tudo perfeito. Não lhe falta nada, não, não há choro, não há dor, pelo menos deveria ser assim, né? H, é o, ali é o estado perfeito, mas a partir do nascimento há um corte, tanto físico quanto psíquico. O sujeito quando quando ele nasce o bebezinho, ele é onipotente, onisciente e onipresente, porque o seu universo é muito pequeno. Tudo que ele enxerga é uma extensão de si mesmo. Toda a sua visão de mundo é uma extensão de si mesmo. Então, o pai, a mãe, os irmãos, o ambiente é uma extensão do próprio sujeito. Ele cria, ele molda sua própria realidade. Com isso não há falta, porque tudo que eu quero, tudo que eu desejo está ali no momento. O bebê chora, a mãe vem e amamenta. Só que com o crescimento, né, a criança vai amadurecendo e vai crescendo, nós vamos começando a perceber que o outro não sou eu. Existe uma divisão entre eu e o outro. e dificilmente estou olhando para mim mesmo. Uhum. Então, por isso a pergunta, quando nós perguntamos, por exemplo, no set analítico, quem é você? Essa pergunta ressoa muito forte, porque nós dificilmente olhamos para nós mesmos, estamos muito acostumados a olhar pro outro e identificar no outro questões que são nossas, n? Então, a falta que nós temos, talvez, né, outros já passaram por esse caminho, já tentaram descobrir a falta que nós temos, eu poderia dizer que talvez seja de nós mesmos. Uau! Nossa, 8:46, gente, é sensacional. Quanto aprendizado. Eu sou, olha, eu fico feliz demais na presença de vocês, porque, eh, cada fala, cada frase, eu acho que é importante demais, é conhecimento, né? Aí, conhecimento que a gente leva pra vida, porque saúde mental é eh igual a saúde física, se você cuida do corpo, mas não cuida da mente ou vice-versa, você não funciona. E a gente precisa aprender a cuidar da nossa mente também com o mesmo carinho, da mesma forma que a gente cuida do nosso corpo. Vamos lá, mais uma pergunta pra gente. Agora a gente direciona pro Thago. A Mariana Silva do Jardim Chapadão. O esforço invisível de hoje parece mais mental que físico comparado a gerações passadas, né? Como isso afeta a nossa capacidade de recuperação diária? Pois é, né? O esforço físico, quando você cansa o corpo, eh, você descansa, dorme, acorda e beleza. Agora, quando a mente tá cansada, ah, você nem consegue dormir, o corpo não descansa. E aí, como é que faz para recuperação diária? Exatamente. Diariamente nós somos bombardeado com informações e estímulos. Uhum. Então, com isso, a nossa energia, mesmo que a gente não faça nada, ela já vai só pelo que está acontecendo internamente, dentro da nossa mente. Então, práticas que vai trazendo o observar interno como respiração, eh, processos no qual você vai de encontro a esse silêncio, esse interno, vai poder regenerar mais energia. Uhum. Uhum. A questão é que a gente vem eh sobrevivendo de uma forma que a nossa energia, o nosso interno, o nosso movimento sempre é para fora, muito para fora. O olhar sempre é para fora. Vem essa questão, como desde muito bem disse, sobre essa comparação, inclusive. Então, toda essa demanda faz com que a gente passe a buscar eh realizações que nem nossas são. E aí quando passamos ao olhar para nós, podemos compreender que temos a capacidade, a quantidade suficiente para sobreviver naquele dia quando apenas eh damos importância às demandas que de fato a nós compete e não outras que imaginamos que é necessária que a gente atue. A gente não precisa atuar o tempo inteiro. Não temos obrigações de fazer com que o outro se sinta bem o tempo inteiro. Então, precisamos respeitar os nossos limites também. Isso é muito importante. Muito bem. A última do programa de hoje. Vamos lá, então. A última pergunta, produção, pode colocar na tela, por favor. A gente já vai aí pras considerações finais depois dessa. O Carlos Eduardo Silva do Jardim Santa Genebra. Olha só, meu pai criou três filhos na raça, sem internet nem creche. Hoje, como um Ah, hoje como um filho já me sinto sobrecarregado. Qual a real disparidade nesse esforço invisível aí das gerações? É o que nós falamos durante o programa, viu, Carlos? Os pais criaram sim os filhos na raça, sem internet, sem é mesmo, né? Sem creche, gente, que coisa. Vamos lá, Denis. Isso e essa criação dos pais, né, sem internet, sem creche, trouxe uma responsabilidade muito grande para os filhos, né? Porque geralmente os pais saíam para trabalhar, ou o pai ou a mãe saía para trabalhar e o filho mais velho cuidava dos filhos mais novos, né? Isso também fez com que essas crianças amadurecessem mais rápido, né? Então, ah, não significa que essas crianças não vieram com traumas também, né? Somos uma geração traumatizada e principalmente pelos, vamos dar nome aos bois, né? Principalmente pelos pais, não por maldade, porque eu penso que nenhum pai ou mãe faz pensando no mal do seu filho, pelo menos deveria eh não deveria ser assim. Mas eh hoje nós temos a o o que cria essa disparidade é que hoje o sujeito quer estar presente a todo tempo. Ele então ele está sobrecarregado no serviço, está sobrecarregado em casa, está sobrecarregado com os filhos. Ah, mesmo que a criança vai pra creche, ele precisa estar presente na creche, precisa estar presente na escola, precisa estar presente em todos os momentos. E isso cria sim essa disparidade. Os pais eh mais antigos, eles criavam os filhos sem internet, sem creche, mas eles não estavam o tempo todo correndo atrás disso. As crianças eram mais soltas no sentido físico da coisa, né? Então nós tínhamos, por exemplo, crianças que brincavam na rua até mais tarde. Hoje as crianças não não podem ficar na rua, os pais não deixam. Só que, por outro lado, nós temos uma liberdade um pouco maior. As crianças hoje conversam até tarde da noite com seus amigos, que na época passada isso não era possível, né? Não era possível. Então há essa disparidade e há, mas há pontos que precisamos olhar com um pouco de carinho e entender o quanto nós melhoramos como sociedade. É verdade, né? Importante demais esse nosso bate-papo de hoje, né? Dr. Thiago, professor Denis, nos ensinando, nos orientando e também eh fazendo com que nós possamos olhar com mais carinho eh paraas gerações passadas. Às vezes a gente para e e analisa, fala: "Nossa, mas olha só, né, como que eu fui tratado" ou então, mas gente, era o melhor naquele momento que eles estavam fazendo pra gente, assim como hoje nós fazemos também o melhor no momento de hoje. E como a gente falou antes, a geração que tá nascendo hoje pode ser que ah não entenda o que estamos fazendo hoje e o que a gente acha que é o melhor agora, a geração que vem aí na frente pode achar que não é. Então, a gente precisa olhar com mais carinho, né, com mais cuidado, quando formos, de repente apontar algum erro da geração anterior. Acho que fica essa, eh, esse ponto pra gente analisar, dá uma olhadinha aí e ver como é que você avalia a sua criação, tá bom? 8:53, vamos para o nosso encerramento, as considerações finais. a gente fecha a semana com chave de ouro, com muito aprendizado, né, Dr. Thiago, muito obrigada pela sua participação, pela sua presença e pelos seus ensinamentos assim que são maravilhosos. Gratidão. Eu quem agradeço a oportunidade, agradeço a cada espectador por estar aqui assistindo, ouvindo, compartilhando essa troca aqui junto ao Denis. também fico disponível para outros momentos, também fico disponível para atendimentos caso seja necessário. E acredite em você, aceite que você está fazendo o melhor que você pode e esse já é um grande passo. Acredite que o que você faz já é o melhor que pode ser feito. Só isso já é o suficiente. É isso mesmo. Muito obrigada mais uma vez e tá convidado para outros programas aí para mais ensinamentos e troca com a gente, tá bom? A gente que agradece. Agradecemos também professor, né, professor Denis, com a gente mais uma vez, compartilhando dos seus conhecimentos, nos orientando sempre. Muito obrigada, gratidão, viu? Muito obrigado, Rúbia. Eu que agradeço estar aqui nesse nesse espaço, né, presente nesse espaço. Isso é de um valor inestimável, né, junto com o Dr. Thago, com você, com os nossos eh telespectadores que estão nos nos assistindo também. E essa troca é fundamental, né? Como disse no início, se conseguirmos trazer um pouco de luz que seja, já estamos satisfeitos justamente por causa disso, por olhar para a sociedade, olhar para o ser humano, olhar pro sujeito como um outro ser humano, né? Mudar essa percepção. Isso é, acho que é um, vamos dizer assim, um objetivo de vida, né? e olhar para para cada geração com o melhor que cada uma tem a oferecer. Excelente. Mais uma vez, professor, muito obrigada. E você aí de casa, a gente agradece, né, a sua audiência, a sua companhia e a gente deixa aquele recadinho de sempre. Se antes o esforço era levantar cedo e enfrentar o mundo, hoje o esforço pode ser enfrentar a si mesmo. Se antes o desafio era construir patrimônio, hoje o esforço pode ser construir saúde emocional. Mudou o tipo de batalha, mas ela continua intensa. Talvez os nossos pais tenham nos dado estrutura e talvez a nossa missão hoje seja dar consciência. A gente agradece mais uma vez você que tá aí do outro lado e queremos lembrar que segunda-feira a partir das 8 da manhã temos estúdio Câmara ao vivo e vamos falar dos rótulos femininos. Esses aí pesam como chumbo, né? Mãe perfeita, mãe não cansa, mulher forte, quem mulher que não pede ajuda? A esposa ideal. Ai ai ai. Olha, no dia da mulher que é comemorado, celebrado, né? Eh, agora eh domingo, essas etiquetas que apagam quem você é realmente? Eh, antes era dona de casa eterna, hoje é superheroína, solitária, míia e família cobrando tudo enquanto a real mulher faz malabarismo entre casa, filhos e ainda sorri. É isso. Como é que a mídia perpetua tudo isso? Que estudos mostram o impacto na saúde mental dessa mulher? A gente vai falar então eh na segunda-feira eh sobre tudo isso que nós conversamos agora, sobre como que a gente faz, né, para continuar seguindo apesar de todos esses rótulos, tá bom? E a gente agradece mais uma vez você. E para encerrar o programa de hoje, gente, eh eu quero deixar uma mensagem especial pro Dia Internacional da Mulher, né? Domingo, mais do que uma data de celebração, esse também é um momento de reflexão. O Brasil ainda enfrenta uma realidade dura, a epidemia de feminicídios e da violência contra a mulher. Todos os dias histórias são interrompidas por relacionamentos abusivos, pela intolerância e por uma cultura que por muito tempo naturalizou o controle e a desigualdade. Falar sobre isso também é falar sobre a necessidade de romper estruturas antigas, de questionar o patriarcado e construir relações baseadas no respeito, no diálogo e na igualdade, mas é também um convite ao cuidado consigo mesmo. Buscar apoio psicológico, fortalecer a autoestima, se preparar emocionalmente pra vida e para os relacionamentos é um passo importante para quebrar ciclos de violência e construir histórias mais saudáveis. Nenhuma mulher precisa enfrentar suas dores sozinha. Procurar ajuda é um gesto de coragem, de consciência e de amor próprio. Neste Dia da Mulher, a nossa homenagem vai para todas aquelas que lutam, que recomeçam, que cuidam, que transformam e que todos os dias seguem abrindo caminhos para uma sociedade mais justa. Que cada mulher reconheça sua força, seu valor e, acima de tudo, seu direito de viver com dignidade, respeito e liberdade. Dia da mulher, todos os dias, dia que a gente faz o melhor para nós e para todos que estão à nossa volta. Então, aproveite com consciência, cuide-se, um ótimo final de semana e até segunda-feira. เฮ