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Olá, muito bom dia para você que tá aí ligadinho na programação da TV Câmara Campinas. Nós estamos chegando com o Estúdio Câmara desta terça-feira, dia 3 de março. Sabe aquele dia em que você só quer rever a mesma série pela décima vez? Ouvir então aquela playlist que você já conhece de cor? É, muita gente acha que isso é preguiça, mas a ciência diz que o nosso cérebro busca um abraço no que é familiar. Hoje nós vamos entender o conforto da repetição. Por que será que a gente faz isso? Aqueles ciclos, né, repetitivos? Então, quando esse hábito nos acolhe, quando ele vira uma prisão, você já se pegou assim repetindo algo, pensando em um final diferente, né? Fique com a gente para essa conversa leve e transformadora. a gente vai aprender, de repente ã como tirar algo legal, né? E não desejar um final feliz, mas ter sim e experiências com esse ciclo ou de repente a gente não participar desse ciclo de repetição. Será que tem como? Manda sua mensagem pra gente. Vamos lá, vamos conversar através do nosso WhatsApp que está já à disposição para você. Nossa produção tá contigo. WhatsApp na tela. 19978293776. Você pode mandar a sua pergunta, o seu depoimento. As nossas entrevistadas já estão com a gente aqui no estúdio. Daqui a pouquinho vamos apresentá-las. Enquanto isso, você vai mandando a sua mensagem e eu vou atualizando algumas informações para você. Vamos lá. O departamento de vigilância em saúde de Campinas, gente, emitiu alerta aos profissionais de saúde sobre os riscos de casos importados de sarampo no município e reforçou a importância eh da suspeita precoce e notificação imediata. Atualmente não há registros recentes da doença na cidade. O último caso foi em 2019, mas o alerta considera o cenário internacional com surtos em países como Estados Unidos, Canadá, México, além do comunicado da Organização Pan-Americana de Saúde sobre o risco de disseminação nas Américas. Alta circulação de viajantes na cidade por conta do aeroporto internacional de Viracopos e da malha rodoviária também é um fator de atenção. Então o devizo orienta reforço na identificação de casos suspeitos, isolamento imediato, investigação epidemiológica, coleta de amostras e vacinação de contatos e profissionais de saúde, né? Por ser altamente contagioso, o sarampo exige resposta rápida para evitar surtos e reintrodução do vírus. Então, a principal forma de prevenção é a vacina tríplice viral. O ano passado, Campinas atingiu uma cobertura de 98,91% na primeira dose e 92,16% na segunda dose. Então, quero lembrar vocês que as vacinas estão disponíveis durante todo o ano nos 69 centros de saúde aqui da cidade, sem necessidade de agendamento e também necessidade de apresentar a carteirinha de vacinação. De repente você não tem a carteira de vacinação e você lembra: "Poxa, eu não me vacinei, né?" "Ou então eu preciso aplicar a segunda dose". vai até o centro de saúde mais próximo da sua casa, converse com o pessoal e faça a sua imunização, tá bom? Mais informação chegando para você. Os vereadores de Campinas aprovaram em primeiro turno, ontem na oitava reunião ordinária, o projeto de lei 163 de 2024, de autoria da vereadora Débora Palermo, que garante as parturientes o direito ao acompanhamento por fisioterapeuta durante o trabalho de parto, né? o parto e também o pós-parto imediato em estabelecimentos públicos e privados do município. A proposta estabelece que a presença do profissional ocorrerá conforme o desejo da gestante e deixa claro que a atuação se limita às às atribuições, perdão, de fisioterapia, sem autorização para a realização de procedimentos médicos, clínicos ou de enfermagem. A contratação e remuneração do fisioterapeuta serão de responsabilidade da parturiente, sendo proibida qualquer cobrança adicional por parte dos hospitais, tá? A proposta também determina que os estabelecimentos garantam condições adequadas de trabalho a esse profissional. Todos os detalhes do que aconteceu na reunião ordinária de ontem você confere hoje no Câmara Notícia ao meio-dia com Gabriel Castro. Agora sim, previsão do tempo para hoje. Você viu que tá um céu azul de brigadeiro? Adoro. Lindo demais, né? Vamos contemplar, né? Um céu azul, mínima 15, máxima 29. A gente tem aí céu azul durante todo o dia, mas à tarde tem algumas nuvens que tendem a aparecer, porém sem chuva, né? Então dia lindo para mim, para você e abençoado. Mínima 15, máxima 29º. Vamosa, né? ao vivo com você aqui na TV Câmara Campinas, o nosso estúdio Câmara. Ontem a gente falou de desafio do novo. Hoje vamos conversar sobre o conforto da repetição. Você já sentiu que está vivendo a mesma história e só mudando de personagem? Pois é, às vezes acontece, né? Seja no trabalho, nos relacionamentos. Freud chamava isso de compulsão à repetição. É como reviver uma dor antiga, sabe? para tentar finalmente um final diferente. E a gente precisa entender porque que a gente faz isso às vezes eh inconscientemente. Então, para guiar essa jornada de hoje, a gente recebe a psicóloga clínica e especialista em padrões repetitivos, a Saira Nogueira. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Bom dia. Muito bom estar aqui novamente. Eu estou muito feliz de falarmos desse assunto tão importante que eu gosto muito de poder explicar e também nos reconhecer dentro desses padrões repetitivos. Maravilhosa. Gente que agradece a sua participação e com a gente com um olhar sensível para o nosso cotidiano, a psicóloga Roberta Torres. Roberta, bom dia, seja bem-vinda. Bom dia, muito obrigada. Também para mim está sendo um prazer estar aqui com vocês para tratar de um tema corriqueiro, mas muito importante. Maravilhosas. Olha só que dupla, gente. E você aí de casa também com a gente, manda sua mensagem através do nosso WhatsApp, o seu depoimento, de repente a sua dúvida, né, sobre esses padrões repetitivos. Vamos lá, Somaira. Começo com você perguntando por que que o nosso cérebro ele é tão apaixonado pelo que a gente já conhece, né? O que que acontece com a nossa ansiedade quando a gente dá o play em algo previsível, que a gente tem controle, que a gente já sabe, né, e que a gente realmente for parar para analisar, está repetindo. Uhum. Uhum. Eh, o nosso cérebro, ele prefere a previsibilidade. Uhum. o familiar, o conhecido, independente se aquilo vai ser muito melhor, se aquele hábito vai ser muito bom para minha vida, se aquela mudança vai me gerar algo que eu sempre estava procurando ou algo que eu preciso. O cérebro, ele vai fazer aquele caminho que para ele já é conhecido. Então, a memória em si, ela vai sendo reforçada naquilo que a gente vai conhecendo e ela vai indo para aquele longo prazo. Então, é muito mais fácil o acesso. Quando nós vamos, por exemplo, para um caminho conhecido, nós até tiramos um pouco nosso alerta, porque a gente já sabe como que é, a gente já reconhece os estímulos, a gente já reconhece como vai ser até o fim daquilo, porque já passamos por isso. Então, para o nosso cérebro, ele vai gastar menos energia em poder estar alerta ou nos alertar de algo ou a gente sobreviver aquele lugar. Então, é mais ou menos como isso. A gente pode repetir aquele caminho conhecido que gera essa sensação de conforto, diminui a nossa incerteza e nos dá mais previsibilidade que aquilo que o nosso cérebro procura constantemente para também gastar menos energia. Então, né, você falando assim, eu fico imaginando o nosso cérebro, ele é meio preguiçoso, gente. É, e é fascinante a gente e eh entender como repetir vira um remédio rápido pro nosso bem-estar, pro nosso humor, pra nossa sensação de conforto, né? Todo mundo, eu acho que já sentiu isso na prática. Agora, Roberto, essa cultura do conforto, ela fica só nas séries que a gente repete, nos caminhos que a gente repete, ou ela invade as nossas relações, né? Eh, e o jeito em que a gente leva a vida? Essa, ã, tendência de repetição, ela altera a nossa forma de levar o dia a dia? Sim. Eh, a repetição ela nos impacta fortemente nos outros âmbitos, né? Não somente sobre essa tranquilidade de se escolher algo que já conhecemos, porque ela fica fixada a padrões de pensamento, de esquemas cognitivos que desencadeiam algumas questões que são positiv são reforços negativos. Uhum. Esses reforços negativos, eles estão muito vinculados à nossa evitação de algo que possa nos mudar de rumo. Então, portanto, assim, se ter uma uma conversa difícil com alguém, ter conversas difíceis, difíceis com alguém, eu a evito, isso fica sendo reforçado, fica sendo ali para mim um reforço negativo de que essa é a forma que eu devo agir. Uhum. Então, imagina que quando eu estou dentro desse esquema, o quão é doloroso, o quão dificultoso isso se torna para mim, porque ele aciona um sistema de crenças minhas e essas crenças elas vão ficando alinhadas, elas vão ficando fixas, me fazendo não aceitar novos caminhos, não conseguir observar que existe uma nova solução, que eu posso buscar uma outra coisa. Muito bem. Às vezes a gente entra no automático, né? E aí nesse automático a gente não consegue se questionar se aquela rotina faz sentido pra gente no aqui e no agora, ou se ela virou apenas um refúgio, né? Algo que nos dá aquele conforto que a gente imagina que seja algo bom. Agora, Somaira, na terapia dos esquemas, né, de esquemas, por que que é tão comum a gente voltar para principalmente relacionamentos ou situações que já deram errado antes? Isso é inconsciente, como é, por que tantas pessoas acabam voltando? Vamos falar aqui de relacionamento que eu acho que é um exemplo que a pessoa de casa, né, o pessoal que tá em casa assistindo, a gente vai conseguir identificar ou conhece alguém, né, para poder ter essa essa noção do que nós estamos falando aqui. Relacionamento. Às vezes a pessoa tem um relacionamento e aí ela encerra esse relacionamento, mas aí no novo relacionamento parece que a pessoa nova que ela tá se relacionando, ela tem ah as mesmas atitudes do ex ou da ex, né? O que que acontece? Por que que isso é inconsciente? Por que que acontece isso com a gente? Hum. Hoje as pessoas até chamam, né, aquela frase e tem o dedo podre, né? A gente já ouviu em algum lugar alguém falando: "Nossa, tenho dedo pode, porque parece que em toda a relação, vou colocar até o exemplo da R, eh vamos repetindo e repetindo, só que eu tô tentando fazer diferente ou desta vez eu acho que vai ser diferente. Sim. Mas quando eu estou num padrão de sofrimento, e eu acho que ali é muito mais não sobre a pessoa que eu tô que está na minha frente, mas é muito mais sobre mim, é muito mais sobre revisitar a minha história, revisitar como foram as minhas relações. E a terapia de esquemas, ela é muito focada nas nossas necessidades emocionais. Então, como seres humanos, no geral, nós vamos precisar de segurança numa relação de consistência para podermos nos desenvolver no outras áreas da nossa vida também. Uhum. Só que quando na nossa história essas necessidades não foram atendidas e isso acontece no nosso desenvolvimento, desde o momento que a gente nasce e as nossas primeiras experiências, é como se fosse que eu tenho um pote, que tem um um copo e ele está bem com pouquinha água que eu me acostumei que aquilo é para mim. Eu me acostumei que quando eu tô com sede, eu só posso ter isso. Só que eu eh isso foi tanto meu padrão que quando eu vou para uma relação, eu acho é isso que eu preciso, é isso que eu mereço, é isso mesmo que uma relação. E é muito fácil para as pessoas de fora enxergar e dizer: "Não, é só sair daquela relação, é só mudar, é só escolher outra pessoa certa". Mas na realidade a gente tá falando de um padrão de sofrimento e de um padrão relacional que primeiro a pessoa precisa se dar conta e experienciar o novo, que é isso que vai fazer um novo roteiro. se ela não experimenta, se ela só ouve, se ela só acha que precisa mudar, mas se ela não experimenta essa sensação de segurança, de consistência, que muitas vezes vai acontecer dentro de uma relação terapêutica primeiro, porque é uma relação, então dificilmente ela vai poder multiplicar isso para outros lugares. Excelente, né? Eh, o conhecido dói menos que o novo, né? E a gente acaba escolhendo o que de repente a gente pode controlar, mesmo que eh esse o que a gente pode controlar não seja tão saudável. É mais ou menos isso, Roberta? Sim. Eh, eu não eu não sei se seria uma questão de controle. A questão realmente são essas experimentações que nós temos desde a nossa mais terra infância. E essas experimentações elas vão buscando pressupostos para nos fortalecer na crença de que é isso que nós precisamos, que a nossa vida ela é ela só é aquilo e que não existe mais amplificações. Então eu fico com um pensamento distorcido de quem eu sou, de quem é o outro e de quem é o mundo. Então, a possibilidade de eu manter esses sancionamentos, manter essa prática de atitudes e de pressupostos, por pressupostos, gostaria de explicar, se eu puder, é tudo aquilo que reforça essa crença central minha. Então, tudo aquilo que eu já vivenciei, eu experimentei, e eu firmemente acredito, eu sempre busco pressupostos, eu busco ações que acontecem para confirmar que aquilo é o correto. Uhum. Então, eu vou utilizar o exemplo, o exemplo da minha da minha colega, né? Eh, se eu bebo um pouquinho de água, né, e aquele pouquinho de água ele mata a minha sede, então eu tenho o pressuposto de que aquilo é o necessário para mim. Então, toda vez eu vou buscar somente esse padrão. Se enchem o copo e de repente eu engasgar na primeira bebida, na primeira golada, eu vou voltar pro pressuposto de que o o ideal para mim é aquele tanto. Então, é um processo doloroso, mas extremamente necessário você poder entender eh que existe uma amplitude de visão, que temos que mudar a lente dos nossos óculos. para enxergar novos padrões, enxergar os nossos padrões e enxergar que eu posso viver de outra maneira, flexibilizando esse pensamento que eu tenho tão enraizado e até também, né, colocando até esse exemplo, quer saber fique muito mais claro para as pessoas que nos estão assistindo. Hum, a mudança de um padrão, ela vai por níveis, né? Uhum. Então, eu tenho o conhecimento dos meus padrões, eu conheço o que que me faltou, o que que aconteceu na minha história para eu me fazer responsável hoje de eu poder suprir isso antes de esperar só, né, de escolhas certas ou erradas, mas eu comigo, como que eu me trato, como que eu me cuido, eh, de uma forma mais profunda. Quando eu conheço os meus padrões a partir da minha história e minha história também está envolvida a minha personalidade, então há crianças mais sensíveis que elas vão precisar de muito mais eh consistência, muito mais segurança, muito mais amparo que quem sabe outras crianças com outras características da personalidade delas. Então, eu me conheço profundamente e eu começo a ser aquilo que me faltou comigo, né? Que acho que a terapia de esquemas trabalha muito bonito, assim, dessa forma reparadora com a nossa própria história. Quando eu conheço, eu posso experienciar como que é beber um copo cheio de água. Uau! Muito bom. Só que eu vou me sentir desconfortável. Uhum. Porque se for muito falar, eu vou me afogar aqui. É demais. Sim. Por mais que seja bom, é melhor um copo cheio que um copinho menorzinho. Então, no processo de psicoterapia, a gente vai gradativamente tracendo desconforto dentro da nossa zona, querendo ou não que a gente conhece, mas aumentando até que eu consiga chegar a um copo com mais água e eu olhar e dizer: "É isso que eu precisava agora, né? Agora eu estou fazendo um novo repertório. Eu conheço, eu começo a ter comportamentos alinhados com essa necessidade. Só que muitas vezes eu vou esbarrar de novo, enfim, aí eu vou de novo pro copinho menor, aí a gente volta, porque o nosso repertório antigo ele durou muito mais tempo, né? O novo está sendo construído agora. Por isso que um processo de psicoterapia, ele vai também nesse, vamos colocar um treinamento daquilo que a gente precisava e que é novo e que é natural a gente voltar pro antigo e voltar pro novo, que faz parte dos novos caminhos. Que processo maravilhoso, né? Se a gente para para analisar, é, é a linha da vida, né? Sobe, desce, um dia tá legal, outro dia não, então volta, tal. Mas você está em movimento, né? você está trabalhando, você está eh eh caminhando para que você possa eh sentir que você Sim, você merece tudo de bom, que o copo pequenininho, né, aquele pouquinho de água ali já não é mais suficiente. Você precisa aprender a sentir o que é bom, né, e acostumar com coisas boas. É isso, Freud, Roberta falou disso há décadas, né? Eh, e como que essa repetição ela aparece muito no consultório pleno 2026. E a gente falando aqui de coisas que se a gente para para analisar, a gente fala assim: "Nossa, mas será que isso existe ainda, né? Vocês estão falando do negócio, mas será que as pessoas vão em busca eh eh de repente de quebrar esse padrão, esse ciclo de repetição? Ainda acontece? é algo natural que pode acontecer na nossa vida e a gente tem como fazer essa verada de chave, não é? Eh, o processo terapêutico, ele te a a terapia cognitiva comportamental, a terapia do esquema também entra da, né, nasce da terapia cognitiva, ela faz esse, ela se lança neste lugar aonde eu tenho consciência do que eu faço, aonde eu sei o por que eu estou fazendo e eu trago para mim novas probabilidades. Então eu preciso trazer novas probabilidades para que esses erros cognitivos, vamos colocar como erros, disfunções cognitivas, elas vão diminuindo mais. Então, todas as vezes que eu amplio a probabilidade, ela não precisa ser, na verdade, um contraponto completo daquilo que vai me que me trouxe paraa terapia ou que me trouxe para uma área de sofrimento. Pode ser verdade aquela probabilidade primeira, mas eu preciso flexibilizar colocando novas probabilidades. preciso acreditar que existem novas probabilidades, chegar à conclusão disso para que eu não seja apego naquilo que já é um pressuposto para mim, que é algo muito enraizado, que é um padrão de comportamento. Então, sim, eu vou ter, eu posso até ter quedas, voltar a praticar, mas uma vez que eu passei a conhecer, isso fica mais rápido, mais fácil, vem à luz do meu conhecimento. Olha, já fiz isso antes e não foi legal. Então, deixe-me novamente pensar em outras probabilidades. Deixe-me novamente fazer o percurso de pensar sobre o assunto e escolher uma saída melhor. Exatamente. O que eu vejo, por exemplo, no consultório complementando com a Rô e que a maioria nos vai procurar porque o sofrimento dessa repetição Aham. trouxe o não atendimento das necessidades daquela história. Então, por mais que seja um caminho conhecido, eh, como a gente colocou desde o início, um sono, uma sona familiar, ela não vai me suprir naquilo que eu preciso na minha vida. Hum. Então, quem chega no consultório, ele chega muitas vezes por um sofrimento ali que ele mesmo tentando fazer do jeito que ele conhece, ele se percebe nesse ciclo repetitivo ou de relacionamentos onde a mesma o mesmo sofrimento é repetido, ou na parte profissional ou em algumas outras áreas da vida dele. Então, no consultório, quase sempre vai chegar a partir eh dessas demandas e a gente vai explorando junto com eles o que que aconteceu naquela história paraa gente poder experienciar, ajudar na questão das instruções cognitivas e aquele sujeito poder ampliar um pouco mais a sua vida. Ai, que legal, né, a gente poder ampliar a visão, né? Às vezes a gente tem a visão micro, uma visão tão pequenininha que de repente a gente começa a conversar com profissionais da saúde mental, a gente começa a ampliar a nossa visão, a nossa, o nosso senso, sabe? É, é maravilhoso. Agora, quando a gente fala em, eh, repetição, ã, a gente pode de repente falar, pessoal de casa se identifica muito com relacionamento, né, que isso é algo que acontece com frequência, mas tem algumas situações da nossa vida no dia a dia simples e que a gente repete e às vezes a gente não percebe que tá repetindo, mas que faz parte desse ciclo de repetição. Por exemplo, ver a mesma série, né? Tipo assim, a olha 10 vezes que eu assisto a mesma série, eu sei como começa, eu sei, eu já decorei as falas, eu sei como termina e eu não fico esperando ali um uma não fico na expectativa, né, do final, porque eu já sei como é. Então, onde eh o conforto vira a fuga, né? Porque por que que a gente repete de repente a a novela, pô, tem lá, vale a pena ver de novo, vale a pena ver de novo, então você tá vendo novamente? Por que que vale a pena ver de novo, né? Filmes, você já assistiu Titanic quantas vezes na sua vida? Tem gente que não gosta, mas tem gente que já assistiu 10 vezes e sabe decado até as falas dos personagens. Por que que a gente faz isso? Uhum. Por exemplo, num dia que eu até sexta-feira, né, sair do consultório, o que eu quero assistir é minha série, conforto. Aham. Eu não quero estar conhecendo algo novo, novos personagens, outro drama, outra trama, porque eu estou num momento em que a, vou colocar assim, a minha energia já foi durante o dia e agora eu tô precisando uma zona de conforto, mas que me traz essa familiaridade daquela música que eu já ouvi, sei lá, na adolescência, aquela playlist que fez parte da minha vida e me trouxe emoções, eh, que me levam para um lugar muito confortável, me lev levam para um lugar que não sabe de lar que eu gostava situações. Então, toda vez que ativa essa memória, é como se eu sentisse novamente esse conforto, né? e ou aquela série favorita que todos temos ou um filme favorito que todos temos, ele vai nos trazer também uma sensação de conforto, uma parte familiar que não está necessariamente certo, não é nem certo nem errado, mas é uma forma também que o nosso cérebro dá uma descansadinha, né, durante o dia de tivemos tantas outras demandas, tantos outros desafios. Então, nem sempre o conhecido vai ser um padrão negativo. Eh, pode ser até uma forma de segurança, de tranquilidade, de conforto, de acolhimento, porque em alguns momentos nós precisamos também disso. Nem sempre vamos precisar o tempo inteiro de novidade, porque aquilo demanda isso do nosso cérebro e da nossa adaptação ao novo. Uhum. Perfeito. Por favor, pode completar. E fiquei pensando assim na questão da do que aquilo do que é repetição e que nós podemos a pensar que possa ser um adoecimento. Tudo precisa ser feito com uma análise muito detalhada sobre a constância e frequência e o tanto de sofrimento que aquilo causa. Então a gente parte de um lugar de que assistir uma mesma série, ouvir uma mesma música, ela entra nesse lugar de conforto, né? E então não tem assim uma reverberação muito significativa, não ser mesmo só ter o conforto. E para dentro da clínica é possível nós averiguarmos, né, mediante aquilo que o paciente confessa, aquilo que ele fala, aquilo que ele traz, se esses hábitos eles são danosos ou não, se eles entraram num lugar de adoecimento, pelo tanto que prejudica a pessoa. Uhum. É verdade. Se a gente para para analisar também, tem a questão da playlist, né? Vamos lá. Você tem um amor não correspondido e aí tem uma música que marcou a sua vida nesse momento desse amor não correspondido. Agora você cresceu, você é um adulto e de repente um dia que você não tá muito legal, você pega, puf, coloca aquela música, vê a dor no coração, aquela tristeza, aquela coisa e transborda, né? Algo que você achou que estava guardadinho lá dentro, mas com um simples play em uma música, aquilo transborda. A gente precisa tomar cuidado também com essas situações, né? Porque é um padrão repetitivo, mas que vai te trazer uma sensação não muito boa e que pode eh desencadear aí ser um gatilho para outras sensações e emoções. Somora ou podemos nos fazer algumas perguntas que eu acho que o comportamento ele pode ter muitas funções, né? Então, eu gosto muito de não gosto muito dessa questão de comportamentos bons, comportamentos ruins, porque às vezes nos coloca num lugar em que é todo muito, muito mais rígido. Uhum. Eh, gosto de colocar, se eu tô ouvindo essa música, o que que eu tô sentindo? O que que isso me traz? Para onde que isso me leva? O que que eu lembro? Será que é alguma situação que eu ainda tô precisando? Quem sabe olhar dentro de mim? Será que aquilo fechou? Ou às vezes eu só quero cantar e lembrar daquele momento da minha vida porque estou num lugar de comemoração ou porque eu estou ali, sei lá, limpando minha casa. Então, a questão é muito nos perguntar e entender qual é a função disto que eu tô realizando, porque nem sempre pode ser algo negativo, positivo, pode ser parte da experiência humanas também a gente puder ouvir. Ou como a Rô colocou, pode ser até uma evitação de algo que não resolvi ainda e que eu vou para aquele estímulo constantemente, né? E aquilo já me atrapalha, me tira do meu trabalho, me tira de outras atividades, porque isso está me dando também um sinal que é uma feridinha minha, é uma ferida emocional que eu ainda não trabalhei. Então, acho que a gente pode estar atento qual é a função desse comportamento também. É verdade, né? Porque eh estar atento ao nosso comportamento é algo que exige aí um autoconhecimento, né? Então, a gente precisa, acho que nós somos eh os principais eh eh a o principal ponto onde a gente pode saber assim, ã, acho que a partir daqui eu preciso buscar uma ajuda, né? Porque você tá sentindo, o sentimento é seu, se vai doer, se vai trazer felicidade, ã, se vai te trazer um ponto de interrogação, é você que vai dar o ponto de partida, né? eh eh nessa questão desse comportamento de repetição, seja com música, seja com filme, seja com caminhos, não é, Roberto? Porque às vezes a gente repete caminhos também, né? Eh, caminhos você até uma viagem, uma simples viagem que não tem assim, às vezes fala assim, não tem nada a ver com o ciclo de repetição, mas, por exemplo, toda toda as férias você vai para o mesmo lugar, mesmo lugar sempre. Aí vem uma galera fala assim: "Poxa, mas vamos para outro lugar, não é aqui que eu vou? você vai pro mesmo lugar, você fica na mesma casa, você faz as mesmas coisas, né? Tem problema nisso? Não tem necessariamente problema, mas assim, a nós partimos eh aquilo que eu trabalho dentro de clínica, a gente parte da inflexibilidade. E a inflexibilidade ela me tira oportunidades. Au, é isso. Uhum. Então, quando eu flexibilizo algo, eu posso até não gostar, sim. Mas quando eu me exponho a isso, um padrão é modificado. E um padrão modificado me ajuda ampliar vários outros. Então, mas eu fiquei pensando enquanto você estava falando, né? Eu tenho um costume de quando viajo comer as coisas que eu estou acostumada. Olha, e eu também. Então, mesmo que eu vá para um país estrangeiro assim muito, eu acabo indo pra massa, por exemplo, que é o meu lugar de segurança, porque eu fico pensando assim: "Se eu passar mal? E se eu passar mal, né? Então eu faço isso e sabendo desse padrão e mexendo, né, trabalhando hoje com a mente, trabalhando com pessoas, eu passei a flexibilizar para mim mesmo. Então, assim como a sua falou, muito bem colocado, pequenos passos, você não precisa exagerar. Sim. Então, vou para um vou para uma viagem e eu sou acostumada a ficar num eu nunca eu não gosto de pousada, eu sempre fico em hotel e agora eu vou ficar na numa pousada eh até bem mais bem mais rústica do que aquilo que eu tava acostumado. Então, talvez você não precise começar assim, mas você vai começando a dessensibilizar com pequenas coisas e ampliar o lugar da flexibilidade é o melhor lugar do mundo para se estar. É verdade, né? E aí vem algo que que também quem sabe complementando a abertura pra vida que nos traz diferentes experiências, visões, sabores. Às vezes não vai ser um sabor agradável, mas quando eu experimento, eu posso escolher. Uhum. Eu gostei. Uhum. Eu não gostei. Eu posso voltar a experimentar. o que vai me dando uma amplitude de repertório. Isso. Então, poderos abrir-nos paraa vida é um caminho de trabalhar com aquilo que muitas vezes já temos colocado na nossa vida, né, como padrão. Vai ser assim, mas ser pouco a pouco. E tem algumas pessoas, por exemplo, eu sou bem contrária a R, é eu se vou viajar, eu quero experimentar aquilo que é bem diferente e ver se eu gostei e e né, mas por exemplo a pessoa com quem eu estou, ele não, ele vai pra zona de conforto. Então também ali tem um fator dentro da nossa personalidade que é a abertura. Uhum. Tem algumas pessoas que vão ter um pouco mais de abertura na personalidade, então elas podem ter mais facilidade, vamos dizer, enquanto para outras vai ser um pouco mais desafiador. Então, cada processo é único e nos conhecer nos ajuda até respeitar esse nosso processo. Ai, gente, que delícia. E você de casa, né? Você viaja sempre para o mesmo lugar? Você fica sempre no mesmo lugar? Você come sempre a mesma comida? você tem esse essa questão de ouvir sempre a mesma playlist, né? Você tem aí seu ritual de sempre fazer a mesma coisa e sem perceber, tá? Isso aí é algo assim que a gente faz às vezes que você nem percebe, só depois você fala assim: "Ué, mas eu tô fazendo de novo isso, né? Eu vou falar: "Eu gosto de viajar, mas eu gosto de viajar sempre para lugares diferentes." Daí eu penso assim, mas por que que eu vou ali se eu já fui, eu já conheci? Não, eu quero conhecer outra coisa. tem esse espírito meio que de aventureira assim, né? Mas a comida eu já seguro a onda, eu quero meu arroz feijão, porque é aquela sensação que a gente tem do conforto, né? Você vê como que é é legal a gente de repente manter o equilíbrio e a gente precisa de ter uma consciência sobre isso e também ter o a sensação de de pertencimento. Você tem que aquilo pertence a você mesmo, né? É bom quando isso soa e é natural, né? Se você tiver que forçar também, se você diz como é, se você diz sim para o outro e esse sim pro outro é um não para você, a gente também tem que fazer uma autoanálise sobre isso. Eh, eu tenho um ponto aqui no nosso roteiro que é a pandemia. Eu vou perguntar pra Roberta essa questão da pandemia, porque a gente precisa lembrar que a pandemia nos fez repetir comportamentos, né? Porque imagina quanto tempo nós ficamos reclusos. E aí, eh, na sua avaliação psicológica, esse, esse comportamento da repetição, ele piorou na pandemia, né? Porque tem dados que mostram que o nosso tempo de tela, né, quase dobrou na época da pandemia na busca por algo previsível. E a gente não tinha muito previsibilidade nessa época. E o que nós tínhamos era aí um ciclo de repetição. Imagina você ficar lá, quanto tempo nós ficamos em casa, né? Então, tendo que repetir, repetir, repetir. Isso impacta na vida que a gente tem hoje? Eu percebo que o maior impacto foi realmente para os adolescentes, muito mais do que para nós adultos, né? Teve impacto no geral, todo mundo foi impactado de verdade, como você bem colocou, eh as tecnologias elas fizeram muito parte dessa dessa fase da nossa vida e foi uma grande fase, não foi um pequeno tempo, foi um longo tempo. Uhum. anos, né, longo tempo. Mas para adolescência eu sinto, eu percebo, né, por questões clínicas mesmo e até por questões educacionais, porque eu também sempre fui muito envolvida com a educação, que mudou um padrão de pensamento e de comportamento. Uhum. E mudou mesmo, mudou como se fosse uma gênese. E hoje tem mais, nós temos mais dificuldade de tirar esses adolescentes deste mundo tecnológico, aonde a dopamina ela é ela é a principal vilã, né? vamos colocar assim, não necessariamente por prazer, mas por estabelecer aquele lugar como um lugar confiável, aquele lugar de segurança. A dopamina também, né, doutora? Ela escolhe um lugar de confiança, não só de prazer. Então, sim, impactou, mas eu percebo que impactou muito mais essa faixa etária. Exato, né? Porque na época da pandemia, muita repetição, maratonar filmes, repetir coisas, não tinha muito o que fazer. a escola virou online. E muitos deles foram, vamos colocar assim, pela pandemia, é uma situação de um contexto, a gente não tem controle, a gente teve que se adaptar a essa nova realidade. Então, a gente criou já repertórios para essa nova realidade, quem se acostumou a trabalhar em casa, quem teve que se adaptar ali no meio de tantas funções. E agora que eu vejo é como se eh a gente estava tão sim, e que trouxe mais taxas também das pessoas não terem essas interações com as pessoas da mesma faixa etária, poderem sair para lugares onde poderiam estar eh olho no olho, né, no toque, na conversa e que agora eu vejo uma onda, né, não sei se vocês percebem, vejo uma onda daquela necessidade de ser muito maior agora. Hora, eu vejo uma onda das pessoas agora procurarem mais essas atividades. Então, vi uma onda de pessoas na corrida, né? Estive tão lado aqui, agora virou uma onda de voltar a pertencer a um grupo mais real no online. Percebo que veio uma parte de saturação também. Então, o excesso de repetição também às vezes vai saturar. Sim. E a pessoa vai procurar essa necessa, né, que eu vejo agora também uma nova onda de querer valorizar mais as conexões reais, o voltar pro trabalho híbrido, então voltando para pertencer a esse grupo e ver como que era tomar um cafezinho, conversar com o outro, né? Então são duas realidades e a gente foi se adaptando também a essas duas com as ferramentas que nós tínhamos. Interessante a sua colocação. Fez é dá pra gente entender certinho, né? E é importante a gente salientar, né, Roberta, que a gente se acostuma, né, o o nosso cérebro, nós nos acostumamos. Então essa questão da pandemia que nós trouxemos aqui, eu acho interessante para ilustrar a questão da repetição. E a Somaia muito bem pontuou aqui, Soma muito bem pontuou o quê? Que nós eh nos acostumamos com essa repetição eh desse confinamento que nós vivemos e isso ainda tem um impacto nos dias de hoje, mas que isso já saturou e a gente tá buscando coisas novas, né? Então, olha só como que é meio eh inconsciente. A gente vai buscando, a gente vai buscando coisas novas e a gente vai tentando nos adaptar a todo momento, não é? Uhum. Mas sobrevivência, acho que todos nós aqui de alguma forma estamos procurando ter uma melhor qualidade de vida. Perfeito, né? Cada um do seu jeito, às vezes repetindo os mesmos padrões, porque ainda às vezes não temos o conhecimento. Sim. ainda não conhecemos com a melhor das vontades, tentamos mudar do nosso jeito. Ali que vem a importância às vezes de procurar um suporte, seja uma leitura, seja nem sempre é só tudo na psicoterapia, né? Para podermos conhecer melhor e assim poder rever, será que esse do meu jeito está me ajudando na minha vida, está me ajudando na minha autoestima? está me ajudando a ter mais vida na minha vida ou está sendo uma vida curta para mim? Era isso que eu procurava. Perfeito, hein? Que show essas duas mulheres aqui, nossas profissionais da saúde mental, trazendo informações pra gente sobre esse ciclo de repetições que às vezes a gente vive e nem percebe, né? Agora 8:47 temos perguntas. Então vamos lá, produção, vamos ver quem é que tá conosco. Vamos com a primeira pergunta de hoje. Giovana Reis do Jardim Guanabara. Como romper padrões de compras impulsivas repetidas que dão prazer imediato, mas geram arrependimento depois? Uau, Giovana, olha aí, Roberta. Padrão de compras impulsivas repetidas. É, a gente sempre o quando como quando estamos presos na impulsividade, muitas vezes isso significa que nós estamos buscando uma recompensa. Então é um sistema de recompensa. E por que que tá sendo recompensado? Fica um pouco muito, fica um pouco aberto dar uma resposta tão específica, né? Gostaria muito de poder dar essa resposta tão específica para você, mas e precisamos entender o compensando o quê? O que que está me faltando? O que que está me fazendo ir a ir às compras e não ter medida? Por que que eu não estou conseguindo raciocinar sobre? E sim, esse padrão de arrependimento, ele vem porque ele, como tá suprindo algo que está faltando e eu não sei o que é, e a impulsividade ela vem para satisfazer, porque nós estamos falando sobre padrões de repetição que trazem conforto. Então, a impulsividade muitas vezes traz conforto. Ela é um padrão que necessita ser evitado, né? seria melhor ser evitado. Mas esse arrependimento vem porque eu não resolvi o problema. Eu só eh transmutei ele para outra ação. Uau, muito bem explicado, né? É verdade. Impulsividade às vezes pra gente poder sentir um conforto, mas daí depois não, não é isso que eu queria, né? Mas eu já fiz no impulso e aí depois vem de novo aquele sofrimento. Muito bom. Eh, faltando 10 paraas 9, mais uma pergunta pra gente, por favor, produção. Vamos lá ver quem é que tá conosco. Renato Almeida do Taquaral. Quando estou cansado, prefiro repetir o que já conheço. Isso é só autocuidado ou pode estar virando um jeito de evitar mudanças, Saira? Olha que interessante, né? Ele já começa quando eu estou cansado. Sim. Então, quando eu tô cansado, quero descansar. Quero descansar a minha mente, o meu corpo ou a carga emocional que eu tô vivendo. Então eu vou procurar o quê? A minha zona de conforto, de tranquilidade, daquilo que eu conheço. Ali isso não está me gerando um prejuízo na minha vida. Quando eu tô cansada, a gente vai procurar descanso. E isso também é cuidar da nossa saúde mental. Isso também é cuidar das nossas necessidades, é conectar com o meu corpo, é saber o que que eu preciso, que tipo até de descanso eu preciso, porque nem sempre a tela Uhum. é um descanso. Às vezes também é uma forma de perpetuar esse estado alerta que eu estou e de tanto que eu assisti, então agora eu vou dormir com a tela ligada, né? Então, eh, é muito importante a gente olhar agora, eu prefiro aquilo que eu já conheço para me cuidar, porque eu tô cansado ou é que eu prefiro aquilo que eu já conheço só para continuar eh cansado, mesmo eu tendo eu precisando de outro estímulo, precisando de um espaço, ou eu precisando de falar das minhas emoções. Então, acho que ali é muito importante ver que que seria esse cansaço e dependendo disso pode ser uma zona de conforto, como eu coloquei, assistir um filme que eu já conheço, tá tudo bem. Se a função disso for eh, me acalmar, me tranquilizar e poder passar meu dia, porque a gente também precisa de estímulos conhecidos. Os rituais são importantes na nossa vida também. É verdade. Excelente, né? Os rituais, você acordou de manhã, colocou o pezinho no chão, daí foi, tomou um banho, fez o seu café, tomou seu café, daí fez tudo que tinha de fazer, mas todo dia você faz a mesma coisa. Esses rituais são importantes, né? Ajuda o cérebro já se habitua, né? Exatamente. Muito bom. 8:52, mais uma pergunta pra gente, por favor. A gente vai até 9:5, tá? Ótimo, produção. Vamos lá. Camila Rocha do Jardim Proça. Para quem vive no piloto automático, qual o primeiro passo prático para começar a mudança e abraçar novidades? É, esse piloto automático aí ele pega muita gente, né? E a gente nem percebe, né, Roberta? Porque a correria do dia a dia faz a gente, a gente acaba assim vivendo no piloto automático, mas de repente a gente perde as novidades. É a questão aí da Camila que tá falando pra gente. Bem, viver no piloto automático não é o melhor lugar para se estar, porque não faz não me faz reflexionar sobre as atitudes que eu estou tendo durante todo o meu dia. Então, se eu posso lhe dar um conselho agora, uma vez que você já sabe que está no piloto automático, passar a a ter sentido. As coisas para nós, elas precisam ter um sentido. E esse sentido, ele está muito vinculado com os valores que nós temos para dentro. Se eu só estou vivendo a vida sem propósito e sem exercitar o meu valor, eu fico com esse sentimento vazio de que eu estou no piloto automático, somente caminhando. Então, é necessário parar, é necessário olhar para dentro, olhar para si e reflexionar porque eu estou fazendo isso, se tem, se eu estou cumprindo um propósito, porque propósito e valor, ele traz um pertencimento que tão quentinho na alma, ele aquece, ele faz com que eu queira de novo, que eu queira fazer mais, que eu queira ir além. E o piloto automático, ele só me fazia. Isso é como se eu estivesse eh embriagado, mesmo indo só fazendo aquilo que eu deveria fazer. Excelente, né? É, é importante a gente pegar essa sua fala, trazer pro aqui, pro agora, paraa vida, né? Porque a gente vive na correria e às vezes, sim, a gente vai no piloto automático sem perceber e aí a gente precisa dar uma parada, opa, né? Vamos lá, vamos vir para aqui pro agora. Aí piloto automático, a gente vai repetindo, só repetindo eh o padrão do dia a dia. Mas e aí, será que isso é certo? Até que ponto, né, está te fazendo bem ou está te travando também de conhecer algo novo, de eh tomar consciência daquilo que está sendo feito, né? Um dia me perguntaram assim na terapia: "Você sabe eh quantas lombadas tem da sua casa até o seu local de trabalho? Você já parou para analisar as placas eh de trânsito? Você já parou para analisar quantos eh sinais, né, semáforos tem, quantas paradas você faz?" Eu falei: "Não, então isso me chama atenção. Por quê? Porque é algo que precisa da minha atenção, que é leis de trânsito, OK? É a minha segurança, mas eu só vou." A partir daquele dia, eu comecei a analisar, falei: "Opa, pera aí, meu piloto tava mega master automático porque eu não tava prestando atenção." Não, não é que eu não estava prestando atenção, eu estava indo no automático. Então, para mim e o carro ia sozinho. Então, assim, a gente precisa parar para analisar quando esse piloto automático ele está nos prejudicando. É isso, né? Até porque muitas vezes também nos mostra uma desconexão. Exato. Eu eu vejo assim que a gente está num momento de muita desconexão. A gente está muito voltado para fora. Uhum. Porque temos uma quantidade de estímulos Uhum. Em todos os lugares. Sim. Verdade. Eh, que nos dá essa sensação até de dopamina também, né? a velocidade em que as coisas estão, que muitas vezes reforça esse lado desconectado por fora, mas que poucos nos perguntamos sobre nós mesmos, né? Então, às vezes a gente nem sabe o que a gente gosta, como a gente quer viver, que relacionamento eu quero e que é possível eu poder construir aquilo, né? Construir essa vida. Só que estamos tão voltados, indo onde todos vão. Uhum. Todo mundo fala que essa é tendência. Eu nem me pergunto se é para mim se eu gosto. Eu já tô indo, né? Há uma parte ali social muito forte que a gente só tá indo, nem sabemos o motivo, nem nos questionamos, nem nos perguntamos. Então o piloto automático é muito bom. Sim, para as grandes empresas, porque vai ter muito público que vai só pelo efeito, manada, porque existe uma desconexão da nossa história, de quem somos e de como estamos vivendo também. Uau! Olha isso, hein? Produção 8:57, a gente já vai encerrando ou dá tempo para mais uma? Será? Me direciona aí, por gentileza. É, então tá bom. Então, a gente já vai paraas considerações finais. Eu quero agradecer você de casa por participar conosco. Você viu só que troca gostosa, né? Entre as nossas profissionais com a gente, com você aí de casa. Acho que sabedoria, né, gente? informação é o que a gente traz aqui e que você consiga captar eh o que foi dito e que você leve paraa sua vida. Quero agradecer demais a presença de vocês, nossas convidadas. Somai, mais uma vez muito obrigada pela sua participação. Gratidão mesmo pela sua presença e pela troca, né? Quanta coisa compartilhada. Obrigada. Muito obrigada pelo espaço. Adorei estar com a Roberta também. Espero que a gente também continue mais vezes juntos. Foi muito bom. compartilhar com ela. E para você que está em casa, todos nós temos padrões. Todos nós temos necessidades da nossa vida não atendidas. Ninguém tá resolvido 100%. A vida é um processo, um processo contínuo de nos conhecer, de nos cuidar, de perceber a vida que a gente está levando. Então, se por ali, em algum momento da tua vida, no deserto da vida, você recebeu, né, um copo de refrigerante e você achou que isso iria matar tua sede. Você viveu assim por muito tempo, já esperando aquilo. E por ali alguém te dá um pouquinho de um pouco, um pouquinho de um copo com água que te dá vitalidade, que te hidrata, que às vezes é aquilo que você mais precisa. Uhum. É natural que a gente sinta o desconforto daquilo que não é familiar e não é conhecido. Por isso, um processo de psicoterapia não é só flores, é um lugar do desconforto. A vida é um lugar de desconforto. A terapia não é um lugar de evitação do sofrimento, é um lugar do cuidado desse sofrimento. Então que a gente possa aprender novas formas de nos cuidar, de nos reparar, de ampliar o nosso repertório. Quem sabe ali aprender a beber um copo com água, que é o que nos faz bem, e pouco a pouco nos acostumemos também com esse novo percurso. Maravilhosa como sempre, só Maia, muito obrigada. E a gente agradece também a participação da Roberta. Roberta, obrigada por eh humanizar um tema que todo mundo vive, né, e trazer informações importantes. Essa troca sua com a Samara foi sensacional. Bom, então, obrigada mais uma vez pela sua participação, presença e compartilhamento de informações com a gente. Eu que agradeço. Para mim foi um privilégio mesmo estar aqui. Foi um tempo muito produtivo e se eu puder também deixar alguma alguma última fala, né, para para você que tá nos escutando, realmente os padrões eles são, nós vivemos, nós somos seres que precisam inclusive de uma certa estabilidade. Se nós não temos uma certa estabilidade, nós somos muito perdidos. Mas eu queria terminar lhe dizendo que hoje se você fizer aí uma análise e perceber que os seus padrões eles deram certos até um ponto e que hoje parece que eles não funcionam mais, isso significa que você está saturado. Isso significa que esses padrões eles estão desadaptados e eles funcionam por um tempo porque foi a forma como você viveu para evitar a situação e agora chegou a vez de não evitar mais. Então, busque ajuda, busque se reconectar com você mesmo, busque ajuda como for necessário, se relacione com pessoas, aprenda com pessoas. Pessoas afiam o nosso machado, pessoas nos mostram outras formas de lidar com situações. É muito importante isso. Nós temos temperamentos diversos, temos personalidades diversas e na diversificação nós também conseguimos modificar padrões. Deixa essa dica para vocês. Que delícia de programa, gente. Muito bom. É isso. A repetição é uma tentativa de cura que falha, mas a consciência permite transformar esse ciclo em aprendizado. Repetir acolhe, mas quando começa a aprender a gente para de crescer. Então pergunte para você mesmo aí seu replay descansa ou esconde algo? É, dá pra gente parar e analisar. Mais uma vez agradecendo as nossas convidadas, agradecendo você aí de casa. Lembrando que nós temos eh Câmara Notícia ao meio-dia com Gabriel Castro e tudo que aconteceu na reunião ordinária de ontem você confere no nosso jornal do meio-dia e a programação da TV Câmara Campinas recheada, né, sempre com muita informação, entretenimento e tudo de bom para você. E amanhã, gente, a partir das 8 da manhã, nós temos Estúdio Câmara. Vamos mexer em um tema delicado, mais necessário. Amanhã a gente vai falar de vitimização. Você conhece alguém que nunca assume a responsabilidade? Aquela pessoa que sempre acha que o mundo está contra ela e que a culpa é sempre do chefe, do parceiro ou do destino? Amanhã a gente tenta entender o que acontece no cérebro de quem adota o papel de vítima. Será que isso mesmo, isso seria um mecanismo de defesa que nasceu lá na infância? E o que é mais importante, como quem vive ao lado de alguém assim pode proteger sem perder a empatia, né? A gente vai falar de ciência, histórias reais e caminhos práticos para romper esse ciclo e fortalecer as as relações. Vitimização, gente, é nosso tema de amanhã do estúdio Câmara, a partir das 8 da manhã ao vivo. A gente conta com a sua participação, com a sua presença. Eu quero desejar você um ótimo dia. Fique ligadinho com a gente aqui na TV Câmara Campinas e até amanhã. Valeu. Tchau. Tchau.