TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
Estúdio Câmara | Musculação faz Bem para o cérebro? Neurologista explica benefícios
Em destaque · HD Vídeo · ESTÚDIO CÂMARA

Estúdio Câmara | Musculação faz Bem para o cérebro? Neurologista explica benefícios

68 views Publicado 25/11/2025 HD · 58:50

Descrição do vídeo

No Estúdio Câmara de hoje, exploramos um tema que está ganhando cada vez mais espaço na ciência e na rotina das pessoas: os efeitos da musculação sobre o cérebro. Muito além da estética, o treino de força está sendo reconhecido como uma das ferramentas mais acessíveis, eficazes e completas para melhorar a saúde cognitiva, o bem-estar emocional e até proteger o sistema nervoso contra doenças degenerativas. Em um mundo onde cresce o número de adultos estressados, com dificuldades de foco, ansiedade, cansaço mental e distúrbios do sono, entender como o corpo e o cérebro trabalham juntos é fundamental — e a musculação está no centro dessa discussão. 🧠 Por que musculação faz bem para o cérebro? Diversos estudos mostram que o treino de força: • Melhora a memória e a concentração • Estimula a neurogênese – criação de novos neurônios • Reduz o estresse e a ansiedade • Protege o cérebro contra o declínio cognitivo • Reduz o risco de demência, incluindo Alzheimer • Melhora a qualidade do sono • Aumenta a energia, a motivação e a produtividade Esses benefícios são percebidos tanto por adultos jovens quanto por pessoas de meia idade e idosos, que apresentam ganhos ainda mais expressivos em saúde cognitiva, equilíbrio emocional e autonomia. 🎙️ CONVIDADAS ANA CLÁUDIA DELFINO — Assessora Nutricional e Esportiva Educadora Física, PhD em Emagrecimento, nutricionista e atleta renomada de fisiculturismo. Com uma abordagem completa e integrada, Ana explica como o treino estruturado e a nutrição adequada influenciam diretamente a saúde mental, aumentando foco, disciplina e bem-estar. Ela também aborda porque tantas pessoas começam a academia em janeiro e desistem poucas semanas depois — e como tornar o exercício um hábito duradouro. Dra. LAURA MORIYAMA — Médica Neurologista Especialista em Doença de Parkinson e saúde cerebral, a Dra. Laura analisa os impactos da musculação no sistema nervoso. Ela explica, de forma clara e acessível, como o treino de força protege o cérebro, reduz inflamações, melhora a conexão entre neurônios e previne doenças neurodegenerativas. A entrevista detalha ainda os benefícios específicos para idosos e para pessoas com histórico familiar de demência. 📌 O que você vai aprender neste programa • Como o treino de força influencia o funcionamento do cérebro • Quais áreas cerebrais mais se beneficiam da musculação • Impactos diretos na memória, aprendizado e concentração • Por que a musculação reduz ansiedade e melhora o humor • A relação entre treino de força e sono reparador • Qual é a frequência mínima para ter efeitos cognitivos • Diferenças de benefícios para adultos, pessoas de meia idade e idosos • Como começar — e como não desistir no meio do caminho Também discutimos um ponto essencial: se sabemos que exercício faz tão bem, por que desanimamos? Trouxemos estratégias práticas para manter uma rotina consistente, ultrapassar o desânimo inicial e transformar atividade física em estilo de vida. 🚀 O início do ano e a motivação que vai embora Janeiro chega cheio de promessas: entrar na academia, praticar exercícios, emagrecer, ganhar massa. Mas, para muitos, a motivação dura pouco. Neste programa, você vai aprender: • como criar metas realistas • como fortalecer a disciplina • como o cérebro cria (e perde) hábitos • como manter o treino mesmo nos dias difíceis Essa conversa é essencial para quem deseja começar, recomeçar ou melhorar sua relação com atividade física. Assista ao programa completo, deixe seu like, compartilhe e comente: 👉 Sua cabeça já mudou depois de começar a treinar? Vamos conversar nos comentários! Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

Transcrição completa do vídeo

55 mil caracteres · transcrição automática

Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.

[música] Muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Vamos simbora, né? Hoje é terça-feira. dia 25 de novembro e como você sabe aqui no estúdio Câmara a gente fala sobre comportamento, bem-estar e qualidade de vida. Para hoje a gente preparou uma conversa bem interessante [música] sobre os benefícios da musculação, né, paraa nossa mente. Cada vez mais pesquisas mostram que a musculação não só transforma o físico, ela também melhora a memória, foco, humor, ajuda no combate à ansiedade e até tem um impacto, gente, na prevenção de doenças neurodegenerativas. a gente vai entender como é que o treino de força virou um aliado poderoso, né, pro nosso cérebro [música] e o que a ciência já comprovou sobre isso. E você, quando que você começou a perceber que a musculação não mudava só o seu corpo, mas também [música] a sua mente? Conta pra gente, o WhatsApp está aberto para você. Vamos lá, participa conosco. Conta aí qual foi o maior benefício emocional que o treino trouxe para você. que participe. Nossas convidadas já estão conosco. Daqui a pouquinho vamos apresentá-las porque agora vamos com informação. Vamos lá. A Comissão Especial de Estudos sobre a reforma tributária da Câmara de Campinas realiza hoje às 10 [música] da manhã a sétima reunião do colegiado no plenário José Maria Matozinho. O encontro vai discutir a simplificação tributária e os caminhos para desburocratização no processo de implementação da reforma do Brasil. especialistas da especialistas das áreas tributárias, contábil, fiscal e jurídica, participam do debate trazendo visões práticas dos setores público e privado. A comissão é presida pelo vereador Luiz Yabico e conta com a participação dos vereadores Carlinhos Camelô, Nick Schneider, Wagner Romão e Eduardo Magoga. A reunião também [música] tem o apoio de entidades fiscais e será transmitida ao vivo pela TV Câmara Campinas e pelo canal oficial da TV Câmara no YouTube. Mais informação chegando porque a Comissão da Mulher da Câmara de Campinas realiza hoje às 7 da noite a reunião ordinária de número né, do colegiado. Na pauta a análise do parecer ao projeto de lei complementar 59 de 2023 que cria o programa de paradas de ônibus seguro em Campinas. Seu parecer favorável foi apresentado pela vereadora Mariana Conte para o projeto de autoria do vereador Igor Diego. A proposta prevê a instalação de [música] tótens interativos em pontos de ônibus localizados em áreas mais vulneráveis, oferecendo recursos tecnológicos para ampliar a segurança de mulheres desacompanhadas durante o período noturno. Durante a reunião, a comissão também promove um debate sobre violência doméstica e familiar. O encontro é aberto ao público e acontece no plenário da Câmara com a entrada pela Avenida Engenheiro Roberto Mande, número 66, [música] no bairro Ponte Preta. Você está convidadíssimo a participar, combinado? Previsão do tempo chegando. Antes da gente seguir aí com a nossa conversa, vamos conferir como fica o tempo aqui em Campinas e toda a região para essa terça-feira. Sol com algumas nuvens, mínima de 16, máxima de 25º. Essa é a previsão do tempo para hoje aqui na cidade de Campinas. Vamos lá então falar sobre a o nosso tema de hoje. A gente vai contextualizar o nosso bate-papo porque a gente precisa eh entender que temos dados robustos aí. Uma pesquisa recente publicada pela Universidade de São Paulo, por exemplo, apontou que pessoas que treinam força de forma regular apresentam menos sintomas da de ansiedade e tem melhor desempenho de memória. Outro estudo agora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul mostrou que a prática regular da musculação está associada ao aumento nos níveis de BDNF, o fator neurotrófico derivado do cérebro. Olha isso. E uma é uma proteína crucial para crescimento e sobrevivência dos neurônios. Por que isso acontece? Como o músculo conversa com o cérebro e como o treino impacta a nossa rotina, né, de estresse e no foco. Bom, vamos dar as boas-vindas, então, às nossas entrevistadas. Seja muito bem-vinda. Obrigada pela participação. Bom dia. Bom dia. Meu nome é Ana Cláudia, sou nutricionista e educadora física e é um prazer estar participando do programa hoje com vocês. Rúbia maravilhosa. Ana Cláudia, seja muito bem-vinda. E também damos as boas-vindas a mais uma entrevistada conosco. Bom dia. Obrigada pela presença, participação. Bom dia, Rúbia. Eu sou a Laura Silveira Muriama. Eu sou neurologista, né? Sou formada na USP, com residência na USP. E depois disso eu fiquei 10 anos em Londres, num centro de neurologia que é muito grande, fazendo uma especialização em distúrbios do movimento. Fiz um PhD e depois continuei trabalhando por lá antes de voltar paraa Unicamp, onde eu sou livre docente, atuo na neurologia e na área de distúrbios do movimento. Prazer tá aqui com vocês. Prazer é todo nosso. A gente tem muito para falar hoje. Obrigada pela presença de vocês. E a gente precisa começar então entendendo o cérebro, né? eh nos últimos anos o conceito de conexão mente e músculo ganhou bastante atenção, especialmente no treino de força e por fazer assim boas razões, né? Mais do que apenas um esforço físico, tem uma poderosa energia entre mente e corpo. Essa conversa entre cérebro e músculo que antes era ignorada, né? Hoje é um foco central de muitas pesquisas. Então, começando por você, por que que a musculação causa efeitos tão positivos no humor e na saúde mental? O que que acontece com o nosso cérebro durante um treino de musculação, de força mesmo, tem uma resposta diferente de uma simples atividade física? Muito legal. Obrigada, Rúbia. Essa pergunta é muito importante e antes de responder qualquer coisa sobre musculação e pesquisa, eu que sou pesquisadora, eu preciso fazer um um aviso, vamos dizer assim, né? Não é porque a gente identificou uma coisa positiva com uma um tipo de intervenção, seja ela um remédio, um exercício, uma dieta. que as outras coisas não funcionam, né? E existem motivos específicos de por que tem esse boom de estudos na musculação. É porque a musculação é um exercício padronizado e repetitivo. E para fazer medidas científicas, nós precisamos de coisas repetitivas e padronizadas. Então, ela se tornou um modelo ideal para estudar exercício físico. Isso não quer dizer que outros tipos de exercício físico não funcionem. Então, a gente tem algumas áreas que são pesquisadas eh o efeito, né, da musculação. A gente tem também efeitos, por exemplo, com dança, com tango ou com taixi, né, que são eh pode ser semelhantes, às vezes até melhor, dependendo da condição, mas a musculação, ela é ideal e permitiu que a gente trouxesse o exercício físico pro laboratório. E isso foi muito interessante. O que que a gente vê no laboratório? Então, a gente vê várias coisas. Primeiro, o exercício físico ali, no caso, a musculação que a gente tá fazendo, ele gera alterações cerebrais em termos de neurotransmissores que estão sendo produzidos no cérebro, como que o cérebro entende o seu corpo e consegue usar o seu corpo de uma maneira diferente. Então você se apodera do seu corpo e na musculação, pedacinho por pedacinho. Você vai precisar depois fazer outros exercícios para integrar esse corpo que você tá coordenando numa atividade prática. Mas às vezes as pessoas, Rúbia, e acho que a Ana pode falar pra gente disso, as pessoas esquecem o músculo, né? Tem a síndrome do músculo esquecido. Quem esqueceu o seu músculo? O seu cérebro. Ele tentou contrair, tentou, não contraiu, ele vai esquecendo, ele para de usar. E você tem uma atrofia do músculo por desuso, porque o cérebro esqueceu. Quando você faz a musculação, você começa a lembrar o seu cérebro que aquele músculo existe e aí ele começa, é um ciclo, eh, ao contrário do cul do ciclo vicioso, que é o ciclo virtuoso da musculação, que vai ajudar você a estar em comando do seu corpo de novo, né? Uma das coisas que são importantes. Que maravilha. Olha só, gente, que bom, né? Logo de manhã recebendo esse tipo de informação, né? Ana, vamos lá. Na prática, eh eh quem começa a treinar hoje, por exemplo, já sente benefícios cognitivos, tipo, em quanto tempo? Como é que é a musculação, esse treino de força, ele impacta o bem-estar mental da gente? Que o pessoal tá lá em casa fala assim: "Opa, pera aí, tô ouvindo e tô vendo elas falarem sobre a musculação, então acho que eu vou decidir e vou treinar hoje." Primeiro treino, a gente já sente uma diferença, a gente já sente uma sensação de bem-estar? Sim, porque acho que a doutora pode falar sobre isso. A musculação, a atividade física libera um monte de hormônio de do bem-estar, né? E é imediato. Você começou a cuidar do seu corpo, você começou a prática da atividade física, você já vai começar a se sentir bem, você já vai ter a sensação de bem-estar. Por mais que exista a dor muscular, essa sensação ela é imediata, né? liberaron endorfina, isso tudo é um benefício cognitivo que é eh ele vem do cérebro, correto, doutora? Então eu acho assim que hoje pode-se sim praticar diferentes atividades físicas, porém a único esporte que vai salvar sua vida além eh desses estímulos neurais, a musculação, ela que vai te trazer a mobilidade, vai te trazer eh a questão eh da mobilidade na velice. Por quê? Porque você trabalha com sobrecarga, né? Os outros esportes são super bem-vindos, porém a musculação, ele é o único esporte que vai te trazer a questão da mobilidade e a questão do fortalecimento muscular para que você tenha longevidade, né? E a questão neural, ela é imediata, ao meu ver, como educadora física, pela questão do bem-estar, de liberar endorfina, serotonina, correto? Então, é é importante assim, tem gente que faz o exercício e logo na primeiro dia fala: "Meu Deus, eu amei, eu quero fazer isso de novo, eu tô amando". Uma coisa que a gente observa muito nos idosos, por exemplo, e hoje em dia idoso é todos nós, né? Porque a gente vive numa sociedade de idosos, inclusive eu tenho algumas amigas que fizeram mais de 60, não cheguei lá ainda, mas tô quase, né? Tô indo ao caminho. E aí assim que elas fizeram 60 anos, elas tinham vaga de idoso e elas podiam pagar meia entrada. Então a gente vai na balada ali num show, [risadas] por exemplo, assim, pera aí, vocês param pertinho, eu tenho que parar lá no flelinha e vir até aqui, né? Eu falei: "Puxa, a gente tá redefinindo o que quer dizer idoso, mas eu vou usar a definição ainda matemática, que é dos 60 anos. Sim, quando a gente tem um idoso que tá sedentário e aí é diferente de uma pessoa que já fazia uma outra coisa, uma dança, uma corrida e foi fazer a musculação, né? Verdade. Eh, você tem muita dor, isso é uma coisa que a gente vê muito. Então, faz a primeira sessão de musculação e dói. Dói só o músculo, não. Dói um monte de outras coisas. Então, uma coisa é tem que ter um preparador mesmo. Sempre falando: "Não vai sozinho na academia e faz sozinho, porque sobrecarrega e aí acaba tendo dor das articulações, os tendões. Isso não é legal. Isso aí o isso um um profissional vai fazer toda a diferença aqui. Isso. Mas uma outra coisa também, às vezes mesmo com um profissional bom, a pessoa pode ter dores que a gente chama de miofaciais. Sim. Né? Então aquela dor que você fica com dor, fal, mas doutora, dou o corpo inteiro. Quer dizer, eu fiz exercício no braço, mas tá doendo meu quadril, meu pé. Então o que que eu falo? Não desista. Quem sentiu o benefício logo na hora, ótimo. É, é o melhor dos mundos, né? fala: "Puxa, eu adoro". Isso acaba acontecendo e com todo mundo. Com todo mundo. Mas sim, mas quando se trata de um sedentário é um pouco diferente, é um pouco diferente. É uma experiência diferente. Aqui um fisioterapeuta ajuda muito isso, né? Até mesmo na questão de soltar, liberação, liberação, fazer liberação, fazer massagem. Eu falo assim, às vezes tem, por exemplo, pacientes que que que que eu tô conversando e e fala assim: "Doutora, mas eu não tenho como pagar agora tudo isso, né? Tem que escolher. Fala, o ideal é pagar tudo, né? Então o médico, o físico, nutricionista, fala assim, ó: "Se não sobrou nada, o dinheiro tá muito curto, paga o preparador físico para você não desistir do exercício, fala com o preparador para ir fazendo aos pouquinhos. E quando você tá com dor, aí você vai no físico fazer uma sessão para melhorar a dor, volta pro preparador, porque realmente o custo é muito alto para fazer tudo, né? E sendo realista, às vezes a pessoa tem que escolher. Eu tenho até paciência que vão assim falar: "Eu vou na massagem do salão de beleza. Falou: "Não, se ficar bom, se ficar bom e você conseguir e fazer a musculação tá funcionando, né? É um pouco isso, assim, tá funcionando, tá bom, né?" Exato. Eh, tem até alguns vídeos na internet, né, doutora e e Ana, eh, que mostra as pessoas já, né, 70 mais fazendo exercício de força, né, musculação. E aí, ã, tem lá o comparativo, né, de repente tá puxando aqui, né, para poder carregar uma sacola do supermercado, né, de repente tá fazendo um agachamento para poder sentar e levantar do sofá e de uma cama, né? Então isso a é a importância do do exercício físico. Muita gente ainda acha que a musculação é só estética, né? Ou é ficar forte, mas a ciência vem mostrando que é muito mais do que isso, gente. Isso é é melhoria de qualidade de vida. Eh, você está presente no aqui e no agora. E é importante a gente lembrar, né, Ana, que ela, o bem-estar e essa essa dopamina, essa endorfina, ela também vicia, né? E isso vai trazer, esse vício é um vício benéfico pra gente, não é? Exatamente. A gente tá falando aqui dos idosos, mas vamos colocar num cenário dos jovens agora, né? Hoje os jovens estão enfrentando dentro do mercado de trabalho uma pressão muito grande, né? Uma pressão cognitiva muito grande. Sim. uma pressão de trabalho muito grande e é aonde a gente orienta, a maioria dos meus pacientes, por exemplo, que estão na obesidade, estão sendo orientados a quê? A entrar na atividade física, na musculação, né? Por quê? Porque esse é o benefício. A musculação, quando ela se encontra dentro de uma rotina, um hábito, ela é isso, ela libera constantemente, né, o o a parte neural, a questão do bem-estar. E quando você consegue colocar a musculação dentro da sua rotina, obviamente que você terá um desenvolvimento melhor no seu trabalho, né? Você vai conseguir equilibrar esse cortisol que você adquire diariamente dentro do escritório, não é? Então, a musculação, ela sai um pouco do limite da sala de musculação. Ela é muito mais do que a sala, né? Ela é um hábito saudável que vai te beneficiar no seu estilo de vida. Uau, que maravilhoso. Então, a gente precisa prestar atenção que, por exemplo, hoje eu tenho um centro de treinamento que eu tô trazendo a musculação a partir dos 6 anos. É algo que não existe aqui, por exemplo, em Campinas. Por quê? Porque a gente acredita que esse estímulo na infância vai privilegiar essa criança. Uhum. Hum. Quando ela tiver a nossa idade, por exemplo, ela entender que a musculação ela pode trazer a além desses estímulos neurais uma qualidade de vida melhor. É importante isso. É muito é interessante porque assim eh quando a gente fala musculação, do ponto de vista eh prático do dia a dia, a gente inclui na musculação várias coisas que não são só o exercício de treinamento contra resistência, que é o que tecnicamente é a musculação. Então, a gente inclui muitas outras coisas, por exemplo, o exercício aeróbico, né? Tá correndo numa esteira, tá subindo ali na máquina de escada, tá fazendo um elíptico. Esses exercícios todos eles são super adequados para você fazer regulação, por exemplo, desse sistema simpático, parassimpático do corpo humano e também para perder peso, né? que só a o exercício contra resistência você não perde peso, por exemplo. E a mesma coisa na criança, por exemplo, esses exercícios com eh contrarres resistência em criança são bem controversos, né, na literatura, porque eles podem levar a vários problemas, por exemplo, né, claro, exemplo das ginástas é um exemplo extremo, né, mas pode afetar negativamente o crescimento, tal. Então, tem que ter ser feito um cuidado muito grande, não é pras crianças todas irem paraas máquinas de musculação, né? Aqui a gente tá falando de uma outra coisa, um programa que não é da do treinamento de resistência, por exemplo, mas você faz uso da academia vez até de uma maneira lúdica, estímulo motor. Exatamente. O pessoal fala, né, fala assim: "Ah, mas eu vou na academia e aquilo é só musculação". Eu falo: "Calma, você faz muitas coisas na academia". academia tem até aula de zumba no meio. Porque na verdade, doutora, quando a gente coloca a musculação em questão, a gente tá falando de movimentos de exercício que tenham sobrecarga. Essa ela pode ser uma calistenia, como ela pode ser um exercício proposto dentro com uma sobrecarga de peso externo, entendeu? Então, quando eu trago a visão da musculação, eu trago ela com esse âmbito geral, tanto com a calestenia como um sobrecarga de peso extra, entendeu? Só que tem que ficar muito claro que a musculação ela é algo que causa sobrecarga. Uhum. Entendeu? Ela é específico. Você trabalha com a sobrecarga do seu corpo. Ela não pode ser comparada com uma zumba como com algo nesse sentido. A musculação ela ela é nesse âmbito que eu tô tentando explicar. Quando eu trago a visão infantil na infância, eu posso trabalhar a musculação como numa numa educação na infância trazendo a calistemia. trazendo o equilíbrio, trazendo o lúdico, trazendo o cognitivo em circuito, onde eu faço com que o meu, a minha criança, ela trabalhe com o peso do corpo dela. Aquela ação repetidamente vai trazer o quê? A sobrecarga no corpo dela. Uau! Olha isso, gente, que maravilhoso. Que gostoso falar porque já dá vontade de sair malhando, né? Agora vamos falar de algo bem interessante, porque assim, eh, o TP, me acompanha porque o meu tablet, ó, não tá funcionando e eu preciso do TP para me ajudar aí. Mas eu quero eh destacar com vocês o seguinte, a ccopenia, porque quando a gente fala de exercício físico, né, é uma coisa, musculação é outra. Então, a gente vai fazer musculação, vamos lá ativar os músculos, mas ah com tantas e eh produtos para emagrecer e tem muita gente emagrecendo muito rápido e aí isso causa perda de massa magra. Não entendo muito do assunto, mas isso me me chamou atenção agora e eu gostaria da explicação de vocês. Causa perda de massa magra e a gente tá falando aqui da musculação. Então qual que qual a importância desse momento que a gente tá vivendo da atualidade aqui de muita gente perdendo peso, principalmente agora se aproximando, né? Já vem aí as férias, né? E tudo. E a galera diz assim, ó, eu vi uns memes dizendo assim: "Dessa vez eu não vou ser o leitão da [risadas] da ceia". Essa vez eu não vou ser o leitão da ceia, né? Então bora lá. Só que a galera tá perdendo peso demais e muito rápido, gente. Então nós temos aqui a doutora, nós temos aqui, né, a a nossa preparadora, educadora física, então a gente precisa dessa orientação e daqui a pouquinho a gente já segue aí no nosso no nosso tema central que é a musculação. Mas a musculação tem a ver também sarcopenia, é perda de de músculo, né? E aí como é que você vai fazer a musculação se você tá no processo da sarcopenia? Doutora, socorro. Como é que a gente faz para poder alinhar isso e não perder essa massa magra? Porque a massa magra ela ela estrutura o nosso corpo. É isso? Como é que é? Olha, super interessante. Eu vou responder a sua pergunta como paciente [risadas] de médica, porque eu também eu passei por um processo um pouco de sarcopenia mesmo. Fiquei sedentário alguns anos por conta de trabalho, né? Foi tá super sobrecarregada com obrigações até familiares, outras coisas. E faz alguns anos, eu comecei a musculação e aí quando eu comecei com preparador físico excelente, né, educador físico mesmo com tudo. Primeiro eu comecei com a fisioterapia depois da fís preparador. Minha fís falou: "Pronto, você pode ir no preparador, você tá de alta porque tive que tratar tendinite, várias coisas que estavam acontecendo." Olha isso. E aí eu fui fazer a musculação toda animada, né? Falei: "Oba, que bom, Guilherme, então agora vamos acabar com essa barriga, né?" Ele: "Opa, como assim?" Falei: "Não, é assim, ó". Eu tô fazendo a musculação, eu entendi que eu preciso, né, que eu sou médica, eu sei tal da sarcopenia, mas eu queria muito acabar com essa barriga. Ele falou: "Laura, você nem pensa em perder peso." Olha isso. Porque a prioridade aqui é ganhar a massa muscular. E toda vez que você perde peso, você não vai, não é seletivo, né? O seu corpo não tem um comando lá que ele fala: "Tá botãozinho, agora só a gordura que eu vou perder". Sim. você acaba perdendo o músculo junto e você tá tentando ganhar músculo. Então vamos ser realista. Ele falou assim: "Olha, não, a a prioridade aqui é você ficar bem". E eu fico super feliz que ele me falou isso, sabe? Acho que a Iana é muito importante a gente ter mesmo um preparador que a gente confia, que vai levar a gente numa trajetória, porque eh eu me sinto super bem hoje em dia fazendo o exercício, tando participando ali mais de atividades até lúdicas. por exemplo, agora eu consigo dançar melhor, fazer uma trilha melhor, porque eu fiz a musculação. Então, foi muito importante. E essa ideia de você conseguir perder o peso com a musculação, eu acho que você tá entrando meio no pensamento errado, né? Por que que a gente tá tão obsecado de perder peso? Por que que a gente tá tão obsecado de ter até, vamos dizer assim, a musculação também pode envzar por esse lado que também para algumas pessoas às vezes não é legal, né? Hum. Tem os profissionais que trabalham com o corpo, aí é uma outra história. Mas pro ser humano normal, não precisa ter todos os músculos definidos, não precisa calma, você pode simplesmente estar saudável, que é o grande objetivo da maioria das pessoas que não fazem isso profissionalmente com o corpo. Exatamente. Vai pra academia, faz o exercício de musculação, puxa o ferro lá assim, mas tipo, ah, vamos lá, eu faço, levanto 5 kg de cada lado, meu, você já tá mexendo. Eu acho que é mais ou menos isso, não é, Ana? Porque a importância é você fazer o seu músculo trabalhar. Se você não trabalha com o corpo, assim como a Ana, né? Tem o corpo super definido e tal, toda linda, mas o importante é você ir e fazer o exercício. Lembra daquele vídeo da internet lá que o senhorzinho, ó, fazendo exercício aqui para [risadas] quê? Para poder segurar a sacolinha de compras. Agora, doutora, aproveitando que eu acho que é importante o nosso telespectador essa pergunta que eu vou fazer, preciso da sua ajuda. Vamos lá, porque eu tô o Vamos levar essa conversa pro extremo, tá? Vamos levar essa conversa para essas pessoas que estão fazendo tratamentos muitas vezes sem orientação médica, de eh uso de medicamentos para emagrecer pro final do ano, pro ano novo. E essa pessoa está perdendo agressivamente o peso em questões de semanas. Sim, preocupante. Eh, eu queria levar essa conversa para você nessa parte neural, porque o que acontece comigo? Eu trato dessas pessoas também e essas pessoas não aguentam dentro de uma sala de musculação treinar comigo em meia hora. Por quê? Então, interessante. Boa. Olha só, muito bom. Na parte nutricional, percebo eu que essa pessoa não consegue comer. Uhum. Porque existe uma ação, né, neuro neurociência aí, né, que a gente tá falando que tá impedindo ela de comer. É como se eu tivesse desligado uma chave na minha cabeça e eu não e ela não consegue comer porque ela tá fazendo uso de algum tipo de medicamento para emagrecer.Um, Uhum. Uhum. Só que ela não consegue entender que o fato dela não comer, dela não usar um pré-treino, né, com uma alimentação, um alimento que um carboidrato de absorção rápida, que faça com que ela tenha um desempenho rápido, né, um desempenho melhor, que ela aguente o nível de treinamento que eu estou passando, certo? Então ela não aguenta. O que que acontece? Isso a longo prazo ou nessas pessoas que estão perdendo o peso rápido, que que tá acontecendo? Elas estão perdendo o quê? Massa magra. Por quê? O carboidrato não tá entrando, certo? Essa pessoa está fazendo excesso de atividade física, que seja meia hora, 20 minutos. Que que tá acontecendo? Estamos queimando o quê? Massa magra. Poxa vida. E aí, como é que fica a situação dessa pessoa? Ela tá agindo corretamente? ao meu ver, eu acho que não, mas eu queria saber a sua opinião nesse caso específico desses dessa dessas pessoas que acham que estão fazendo o certo usando medicamentos mediatistas para um processo de emagrecimento. Ah, boa. É, então eu acho que o uso desses medicamentos sem prescrição médica é um perigo enorme, assim, uma coisa que a gente tem que ser realista, né? Claro. Eh, alguns colegas até acabam prescrevendo meio que contra vontade às vezes, porque quando o paciente traz muito essa necessidade, né, os endocrinologistas, não é a minha área, mas eles acabam assim trabalhando ali em parceria com o paciente, avisando dos riscos, tudo, inclusive esses, e o paciente acaba usando. E a gente vê que pro próprio médico a situação é desconfortável às vezes. Hum. Porque o ideal você quer ver o seu paciente bem. E a gente sabe que não existe uma maneira rápida de você emagrecer no momento, ao mesmo tempo melhorando a qualidade muscular. E como frequentemente acontece, geralmente a qualidade muscular piora durante esse processo. Então, eh, a longo prazo, tem que tomar o cuidado paraa pessoa não induzir uma sarcopenia. Porque o que que acontece com a sarcopenia? Sarco é de músculo, penia que tem pouco. É que nem a osteopenia, né? Quando a gente tem pouco músculo, fica mais difícil fazer exercício. É isso que a Ana tá falando. A pessoa tem uma fadiga. Isso. A fadiga é o meu cérebro manda informação pro meu músculo. Olha, faço o exercício, contraia, faça um movimento, o músculo tem menos. Então meu cérebro fica, não vai. Aquela força mental que você gasta para fazer o mesmo exercício, isso acaba te cansando mentalmente. Uhum. Muita gente sai da academia com o corpo cansado, né? Aí e fala: "Ai, relaxei". Né? Que é isso que a Ana tava falando. Fez um bem-estar na hora. Você fala: "Nossa, fui lá, pufa, soltei todo aquele meu estressório aqui nessa sessão. A sua mente tá bem?" Porque ela ela manda um comando e o músculo faz a força. Quando você não tem músculo, o seu cérebro fica mandando aquele comando e não tem gente para obedecer. Hum. Né? Imagina você eh tá organizando uma festa, você tá coordenando um trabalho, tá construindo uma casa e aí nenhum dos pedreiros tá trabalhando, só você. Você, gente, precisa levantar essa parede e eh ninguém levanta. Você tem que ir lá e você mesmo ficar tentando achar onde estão os pedreiros ou então você organiza uma festa, a cozinheira não tá lá, a copeira não tá lá, ninguém tá lá. Eh, é muito difícil isso. É assim que o neurônio vai se sentir. Puxa, eu tô tentando e não, o corpo não tá movendo. Então, dá uma fadiga mental que é muito difícil de superar e a pessoa acaba ficando cansada. Então, isso tem a ver com a fadiga do cérebro, não só do corpo. E é claro, existe a fadiga muscular. Se eu tenho menos fibras musculares, né, ou elas estão mais fracas, elas vão engajando ali no exercício e uma hora acaba, aí não consegue fazer. E tem a questão ainda dessa questão do alimento. Então a gente precisa ter um certo nível de glicose no sangue. Não tem que ser excessível, mas ele tem que ser fisiológico para poder nutrir o nosso músculo para ele trabalhar. Então se eu tô trabalhando nesse sistema de não dar o alimento pro pro meu sangue também não vai ter pro músculo fazer o exercício ali na hora. E muitos desses medicamentos, né, que as pessoas usam para emagrecer, tem alguns que não vou falar o nome, mas estão na moda agora, mas muitos deles são o que a gente chama de anorexígenos, né? Eles induzem uma espécie de desinteresse ali pela comida. E e o pior, tem gente que fica nessa anorexia e para de comer proteína, para de comer minerais, para de comer tudo. Então acaba desnutrindo, né? piora também, enquanto que quando você muda sua mentalidade, e aqui a gente entra numa área que esse programa sempre toca muito, que é comportamento, quando você muda o seu comportamento e você começa a ver você mesmo uma pessoa que merece ser feliz, que merece ter uma vida plena, você começa a colocar os bloquinhos que vão construir esse lar feliz para sua alma morar dentro, né? Porque seu corpo é isso. Ele é o lugar que você mora todo santo dia. Então você fala: "Eu preciso de um pouquinho de músculo, um pouquinho de osso, eu preciso de um pouquinho de gordura, eu preciso de tudo isso aqui. Muita água, é um equilíbrio. E a gente tá numa sociedade sarcopênica, falar assim: "Nossa, doutora, por que que todo mundo tem que fazer essa musculação?" Não, porque a gente não pesca, a gente não corre atrás de de pássaro no mato, então alguma coisa a gente vai ter que fazer. Hum. Exatamente. A gente não carpe, a gente não, né? Então, eh, a gente tá precisando disso nesse momento da história da humanidade. É verdade, né? Porque nós viramos uma um nações sedentárias, pessoas sedentárias e, portanto, pessoas sarcopênicas. Eu as que você já devem ter atendido, né? Gente que vem da roça, que eu pensava fala: "Doutora, eu sou da roça, pessoa tem 70 anos com aquela musculatura maravilhosa. Nunca entrou numa sala de musculação. É real. É, é real, é real, mas tem o corpo extremamente bem trabalhado. É verdade. E mas não é a realidade de de atual, atual, porque a gente vive e tá totalmente sociedade sedentária, né? Se a gente parar para analisar, o pessoal trabalha sentado, né? Fica frentes e e eh horas e horas na frente do computador, na frente da tela e aí não se alimenta direito. E aí utiliza alguns medicamentos para poder emagrecer, porque não se não se alimenta direito, vai ganhar peso, né? né? Daí vai pra academia e aí não continua malhando, mas mesmo assim não se alimenta direito e aí ganha mais peso ainda porque músculo pesa e aí já vem em contrapartida a alimentação, a eh o medicamento, gente, é uma é um turbilhão de situações, assim, vira uma bagunça que a gente precisa se alinhar. E hoje a gente tá falando aqui da musculação e e o bem-estar, o que a musculação traz, né? eh, de bom pro nosso cérebro e para o nosso corpo. E a gente precisa lembrar também, né, Ana, que a gente alimenta o corpo, mas a gente alimenta o cérebro também, né? Então, a gente precisa comer. A musculação, ela pode ser considerado aí um um tratamento complementar para uma terapia no caso de ansiedade, por exemplo? Como que a gente pode ver isso? Sim. Hoje eu vou dizer para vocês que 80% do meu público é ansioso. Olha, isso é o que eu mais trato dentro do consultório lá do da clínica, é a ansiedade. Então eu trabalho mais com fitoterápicos, né, porque é a linha que eu acredito, mas eh eu tô recebendo muita receita médica da indicação da musculação. Olha só, entendeu? Então, antigamente o o médico, clínico ou endócino, eles passavam alguma medicação, mas hoje pela questão social que está que está, né, a gente tá vivendo, vem muito o paciente que busca uma reeducação alimentar Simum junto com a prática de atividade física, que é o serviço que eu vendo lá na no meu centro de saúde. Então, eh, cada vez mais. Eu ontem, eh, eu tava até semana passada puxando o relatório, eu falei: "Pelo amor de Deus, eu indiquei, receitei mais de na semana inteira receitei médio, remédio para ansiedade." Nossa, gente, olha isso. E a pessoa ela começa. Hoje a gente também tem esse problema. Quem se cuida hoje, ao meu ver, do meu público, os 30 mais. Uhum. Os 30 a mais eles estão super ativos a se cuidar, a ir pra sala de musculação. Os idosos estão super ativos. Super verdade, os jovens eles querem, mas a balada ainda chama mais. Uhum. A o lazer ainda chama mais. Não que não tenha que fazer, não é sobre isso, né? Mas ainda não existe um equilíbrio entre a prática, né, da atividade física com a vida social. eles ainda não estão conseguindo fazer esse equilíbrio. E você, como você sabe, pesquisadora, né, doutora, você viu quanto que aumentou a obesidade infantil, né, nos últimos anos. Então, é algo que a gente vem também trabalhando para poder mudar esse cenário, ser aquela 1/3 daquela parcelinha da população da área da saúde que quer mudar esse cenário desde a infância, porque as crianças estão obesas. eh a educação dentro de casa, né, que a questão alimentar, a questão da atividade física, ela tá muito escassa. Hoje é celular, mal sabe, né, doutora, o quanto que esse celular tá trazendo. Ah, meu filho não consegue fazer uma prova na escola porque tem TDH, mas você já foi buscar o motivo que que desencadeou esse esses transtornos, né? Muitas vezes é o excesso de tela. Em vez de estar na tela, por que que não tá correndo no parque? jogando eh frescoball, eh brincando que nem a gente brincava na infância de beis, aquele taco de beisbol, né? Como é que chama aquele? Bet [risadas] eu brincava de bets, uma lata, um bolinha, um ped de madeira lá e corria. Verdade, verdade. Hoje não tem mais isso. E hoje se você, se a gente for analisar, a gente brincava de bets numa rua que não era nenhum condomínio. Exatamente. É. É verdade. Hoje as crianças moram em condomínios fechados, querendo ou não, a segurança é um pouco melhor, e não não praticam nem andar de bicicleta. É, né? Quase nem saem do quarto, se a gente for parar para analisar, não andam nem dentro de casa, né? Porque ficam ali, né? E tem tudo no quarto e tal. Então, a gente precisa cuidar dessa dessas nossas crianças e dessa nossa esse nosso modo de viver, né, doutora, que acredito eu, eh vai nos complicar num curto espaço de tempo, se a gente não parar para analisar com muita seriedade. Tudo isso que a gente tá falando aqui, a gente precisa mudar o nosso o nosso jeito, né, de viver e de olhar pro exercício físico, né? Porque eu pergunto pra doutora agora, esses hormônios que são liberados, né, pelo músculo, quando a gente faz a musculação aí, qual que é a, como é que eles se conversam com o nosso cérebro, qual que é a reação química que a gente tem? Porque quando a gente faz exercício, a gente libera hormônios, né? Eh, eh, então tem uma reação química aí no nosso cérebro, isso vai trazer qual benefício pra gente? E a importância também na questão das eh da das doenças que a gente vê aí que acometem, né, pessoas 70, 80 mais, que é o Alzheimer, Parkinson, a musculação, ela tem é uma grande aliada para essa esse tipo de de situação, né, que a gente pode colocar aí os 70, 80 mais. Então, é é uma pergunta muito boa essa questão, né? Os hormônios eles são produzidos não necessariamente pelo músculo, né? Eles são produzidosmum pelos neurônios, muitas vezes do cérebro mesmo, quando a gente tá fazendo atividade física. E eles não são exclusivos da musculação, eles são basicamente para qualquer atividade física. Uma coisa que é um um sei lá, um clichê assim, né, médico, é assim, o melhor exercício, qual é? É o que foi feito, né? Uhum. É independente [risadas] de qual seja, né? É, é o melhor que vai ser esse. E a gente tem dados de fato para exercícios aeróbicos, exercícios multimodais e várias coisas. Então, a liberação de endorfina, ela é relacionada ao exercício físicade física. Claro, a musculação, é o que eu falei, ela é padronizada e ela trabalha com esse aumento progressivo de carga que leva você para novo patamar. Isso ela tem colaborações interessantes. Então essa pergunta, né, como é que como é que essas coisas interagem entre si? Eu vou falar um pouquinho das endorfinas porque eu acho muito interessante falar sobre isso. A endorfina é uma das principais substâncias conhecidas, lembrando que a gente é cientista, a gente sabe que a gente não sabe. É isso que define o cientista, saber [risadas] que você não sabe nada. Você sabe muito quando você tá na escola, sabe mais que seus pais. Aí depois você começa a saber cada vez menos, né? Então assim, o que que a gente conhece melhor é endorfina. Por que que a gente conhece tão bem as endorfinas? Vocês já ouviram falar de morfina, né? É, morfina. Aham. Eh, a morfina, que é uma substância parecida com a heroína, que é uma droga de abuso, é, elas são substâncias que dão uma sensação maravilhosa de bem-estar, maravilhosas, chegam assim a a a se equiparar a um orgasmo, né? É, é o que a gente libera, na verdade, quando faz o orgasmo. O orgasmo tem várias outras substâncias, mas é uma substância extremamente prazerosa. Essas são substâncias artificiais. O que que elas são? Elas são substâncias potentes que atuam no mesmo local que as endorfinas. Endo que vem de dentro, orfina. Então, é a morfina que vem de dentro de mim. Uau! Eu tenho uma capacidade de produzir morfina eu mesmo. E aí, como é que eu libero essa morfina? Essa endorfina, né, que é a minha morfina de dentro. Sim. Uma das principais coisas é fazendo atividade física. Olha que bacana. Então, o paciente que tá ali tomando todo dia, ah, eu quero tomar codeína, quero tomar tramal de tanta dor que eu tenho. Se ele fizer exercício físico, ele mesmo vai liberar, né? E diferente dessas substâncias artificiais, elas são substâncias naturais que têm muito mais funções no nosso corpo. Uhum. E elas geram esse vício bom. Porque o problema do vício numa droga é que eu penso na droga. Então assim, nossa, cadê, cadê a minha droga, né? Aí você pode assim ter comportamentos inadequados, que é um característico de vício, é o a substância química sequestra o seu cérebro e você começa a atuar em pró daquela substância. Então, para conseguir a heroína, cocaína ou qualquer outra droga de abuso até o álcool, a pessoa começa a ter comportamentos que a gente chama de antissociais. Eu grito com as pessoas, eu agrido as pessoas, eu cometo atos antissociais, até eu posso roubar. E isso a gente vê em pessoas que até antes não tinham esses comportamentos, né? Porque a droga induz o comportamento antissocial, porque ela é uma droga, você tem que ir lá pegar ela. Qual que é a diferença para você ter o vício no exercício físico induzido pela endorfina? Eu sei que o caminho para ter endorfina é eu fazer alguma coisa eu mesmo. Então eu vou fazer o quê? A musculação, vou fazer a minha corrida, vou fazer ali a minha. Então você começa a sentir falta daquilo e ter o prazer quando você faz. Uau! Olha isso. Funciona. É, a gente fala vício, mas funciona como hábito, né? Essas circuitarias neuronais que pedem uma coisa, a coisa acontece, você fica feliz, a gente chama circuito dopaminérgico da recompensa. É uma outro neurotransmissor que a gente também libera quando a gente faz exercício, que é a dopamina. Isso, que inclusive é o neurotransmissor que falta em Parkinson e tem inúmeros exercícios eh estudos de exercício físico em Parkinson, porque você libera dopamina a hora que você faz exercício físico. É que nem tomar um remédio para Parkinson, que é levodopo, né? Eh, eu atuo na Associação Campinas Parkinson como voluntário. Eu sou livre docente na Unicamp, tem o consultório, mas lá a gente tem uma comunidade de portadores, de Parkinson, de cuidadores, de pessoas com parques e a gente tem reuniões periódicas lá, são super interessantes. E tem parquins lá que tem parkão faz décadas e fazem um monte de exercício físico, mas me deix me deixa na vergonha assim, sabe? [risadas] Nossa, você faz tudo isso porque vai viciando naquilo e estão super bem, né? Olha que bacana. Isso realmente diminui essa evolução. Você até tocou no assunto, mas e a relação de exercício físico com eh com os quadros demenciais, neurodegenerativos? A gente sabe hoje em dia que você praticar regularmente exercício físico diminui a chance de ter Alzheimer, por exemplo. Uau! É, então eu acho que assim, não é só musculação, são exercícios físicos em geral, prática de liberação de endorfina, de endorfina. Agora, o que que eu vejo na prática clínica? Muitas vezes a pessoa para chegar no exercício que ela quer, ela precisa passar pela musculação para dar uma melhorada na sarcopenia. Ah, é. E e a questão da sarcopenia é muito legal, mas também a questão da mobilidade, de questão de postural, né? Questão de se conhecer, né? Acho que ajuda também, né, doutor? Ajuda muito. Eu vou voltar no meu caso paciente um aqui, [risadas] que acho que a Ana já viu vários como o que que acontece, né? Eh, você tem aquele monte de tendinite, você às vezes não consegue fazer musculação, vai no piso e tratou a tendine. Aí você quer fazer os exercícios, né, e legais assim, não, eu quero fazer trilha, não quero ficar aqui puxando o ferro, mas você vai pra trilha, você volta com tendinite, você volta com o joelho doendo. Aí depois que você faz a musculação e você tá num estado melhor, até nutricional, né? É verdade, é verdade, né? Você começa, você entende o seu corpo. O corpo é uma ferramenta maravilhosa para viver bem, né? É a maneira como a gente, a todo mundo não quer ter um carro bom. O carro bom não te leva para lugares. O teu corpo te leva para lugares muito melhores. Tenta subir uma trilha de carro, você não vai subir. Tenta dançar um samba de carro, você não vai dançar. Tenta pegar o seu neto no colo com o carro, né? Então assim, não vou nem falar das coisas que os jovens estão fazendo aí pra balada de carro, tipo, não, você precisa do seu corpo. Exato. Até mesmo para aguentar a balada. Para aguentar a balada. Eu acho que é verdade. Os jovens estão um pouco negligenciados, né? Elão, eles estão tentando se colocar num mercado que tá super agressivo. Você falou da competitividade, a pressão, cada vez mais eles entram em desespero, tem muita ansiedade entre jovens. Hoje em dia, eh, a a balada às vezes até serve como um escape ali um pouquinho paraa ansiedade e não tá se cuidando às vezes até porque também não tem dinheiro, porque a terceira idade se aposentou com aposentadorias melhores aí que estão ficando cada vez mais complicadas. jovem naquele, né, insegurança. Vamos começar do básico, tijolinho da sua casa, cuida do seu corpo para você conseguir, estando melhor, você eh realmente ter a capacidade de se colocar no mercado de trabalho, enfrentar bem uma entrevista, né, e até ter uma aparência às vezes mais confiante. Infelizmente isso faz diferença você chegar com uma postura, né, eh melhor, você chegar mais confiante. Achei legal o que você falou, Ana, dessa questão do exercício e da ansiedade, né? É, sim. Exercício melhora muito ansiedade, cientificamente acho que não tem nenhuma dúvida disso. E aí, justamente nesse mercado ansiogênico, você tem que estar fazendo coisas para combater essa ansiedade. Perfeito. É verdade. Verdade. Nossa, gente, que bate-papo interessante, que conteúdo maravilhoso, né, nesse fim de ano aí pra gente, ó. Hoje é dia 25, então, né? Estamos aí um mês pro Natal e e a gente eh tendo essa troca, né, com essas profissionais que nos orientam. Então que você tire, pegue para você aquilo que você tava precisando e ó, bora, força, vamos lá, vamos movimentar esse corpinho aí porque a gente precisa, né, lá na frente aí num futuro não tão distante, né, sentar, levantar, né, caminhar e ter aí os nossos músculos em ordem para que a gente possa ter também saúde mental. Bom, agora a produção tá falando que nós temos algumas perguntas, a gente responde, então. Então, vamos lá. 8:53. Pode colocar na tela pra gente, por favor? Produção, ã, Mariana Torres do Taquaral, percebo que quando estou muito ansiosa, treinar me deixa mais concentrada. Isso realmente tem relação com o cérebro ou é só uma sensação momentânea minha? Vamos lá, então. Você pode responder. Você tá tá acostumada com o pessoal? Isso. Então, vamos lá. As duas podem ir. Vai lá. Eh, eu atendo alguns pacientes e alguns clientes eh da alunos da sala de musculação que são que estão prestes a prestar concurso. Uhum. Né? E eles relatam exatamente isso, que quando eles vão treinar pela manhã e eles terminam o exercício físico, a concentração para o estudo referente a esse concurso é melhor. Uau! Então, eu acredito que deve ser liberado. Você me ajuda, doutora? alguma substância neural que faça com que ele esteja mais focado. Não sei dizer, mas isso é uma é um é o que ela diz, é recorrente, é recorrente, é algo que acontece. Sim. É isso. É interessante. Existem vários motivos pro exercício físico melhorar a concentração, mas são inúmeros mesmo. Tem esse efeito logo depois da sessão. E lembrando que circuitaria neuronal você constrói ao longo da vida. a gente nasce com os nossos neurônios e os neurônios eles não se multiplicam depois de uma certa idade, né? Eles estão ali formados no feto. Depois o que você vai fazendo é conectar diferentes neurônios de uma maneira diferente para você criar novos pensamentos, novos comportamentos. Então, quando você cria essa rede neural do exercício, eu faço exercício, eu libero endorfina, serotonina, você libera adrenalina também. Isso. Tipo, eu falo que o exercício ele é um coquetel de todos os remédios. Ele mistura morfina com prosac e outros do mesmo [risadas] libera porque a serotonina, né, é ridores seletivos aí de recaptação, que é o Pros. Todos esses outros, essa linha Prosak é o que ganhou o nome assim, né? Mas ele também eh libera ao mesmo tempo uma ritalina. Olha isso, né? Tanto que na hora que a gente tá fazendo exercício, a gente fica com hiperfoco. Sim, é verdade. Então, você tá fazendo exercício, você tá num exercício muito intenso, às vezes a pessoa até, sei lá, numa, vamos dizer, num extremo. Uhum. Você tá com muita adrenalina numa guerra, numa batalha. A pessoa não sente que foi ferido. É verdade. Cortou a perna, o braço. Foco tá ali no exercício, na corrida, na luta. Isso se reproduz numa escala menor também quando a gente tá fazendo exercício no dia a dia. Então essa substância, ou seja, acontecem coisas interessantíssimas no seu cérebro a hora que você tá fazendo exercício, né? Tem gente que prefere fazer exercício logo antes de de trabalhar, estudar. Sim, mas de fato é bem conhecido o efeito que o exercício tem na ansiedade, que aliás é uma das coisas que mais destrói foco. É isso que eu ia falar. Eu acredito que a liberação da endorfina da serotonina deve deixar a pessoa mais tranquila, sem ansiedade, que traz é uma sequência de coisas, né? Interessante demais. Mas acredito que seja ligada nesse estímulo que você tá explicando mesmo. Ansiedade, ela é uma um uma um padrão de ativação neuronal que tem múltiplos componentes, né? A gente divide geralmente em quatro componentes. Ela tem um componente que é cognitivo de pensamento. Eu penso coisas ansiosas. Eu eu sempre acho que a chance de uma coisa ruim acontecer é maior do que ela é na verdade, né? Eh, tipo assim, a mãe que o filho não chegou em casa, meu Deus, foi assaltado. Não, calma. É uma em cada, muitas mil vezes foi assaltado, mas geralmente ele não chegou em casa porque ele encontrou um amigo e começou a conversar na rua. Então a gente pensa que aquela coisa negativa tem uma chance maior de 30%, 40% quando era 001%. Esse tipo de pensamento eh e o pensamento também, eu consigo prevenir coisas ruins, né? E eu tenho que prevenir coisas ruins. E às vezes não é prevenível, né? Mas eh são pensamentos ansiosos, por exemplo. Então tem o cognitivo, pensamento, tem o o sentimento mesmo, né? Então a emoção do medo, da apreensão, da angústia são são eh sentimentos associados muito à ansiedade. A gente tem as sensações físicas associadas à ansiedade também, que são, por exemplo, o coração batendo rápido, respiração travada aqui em cima, né? Eu não, eu, eu parece que eu prendi a respiração e o ar não entra nem sai aqui, bolo na garganta. E a gente tem também o componente comportamental. Então são quatro componentes que você vai atuar neles de maneiras diferentes. Então o comportamental é o quê? Aí eu fiquei, eu fiquei ansiosa porque eu saí na rua, então eu não vou sair na rua, né? Eu fiquei ansiosa porque eu entrei no elevador e passei mal, não entro mais em elevador e geram ciclos de evitação. Eu começo a evitar tudo que dá ansiedade e a minha vida vai se limitando e eu começo a ficar cada vez mais ansioso. Então a gente precisa combater esses quatro essas quatro coisas. E o exercício físico meio que combate quase tudo porque ele muda comportamento. Uhum. Então você começa a fazer enfrentamento melhor. Ele muda o jeito que você pensa também das coisas, que você para de se sentir passivo, vítima e você começa a se sentir como um atuador da realidade na prática mesmo, né? Não, não prevenindo na mente, fazendo no corpo. Ele traz você pro corpo, ele aterra, né? que o pessoal mais dessas coisas mais holísticas fala, você se aterra com o exercício físico e ele também vai mudar muito o sentimento porque vai liberar esse monte de neurotransmissores que são de sentimentos bons. Ele vai mudar a sensação física, que é o que a Ana tava falando. Você modula aí a respiração. Respiração é uma coisa muito interessante, né? Legal. Achei legal você citar isso, porque quando você faz exercício, dá para fazer respirando de qualquer jeito, mas quando você tá puxando ferro mesmo, se você não respirar [risadas] certo, não vai. Aprende a respirar. E respirar corretamente é uma das coisas que mais melhora ansiedade. Então já tá embutido ali, né? Olha só. Sim. A questão da consciência corporal, né? Que a gente fala que a musculação traz. Mas eu, como eu te disse, a musculação ela como todo, desde a parte do alongamento, desde a parte que você aprende a respirar, desde a parte que você carrega um peso, é uma sequência de atividades que você faz que você acaba se conhecendo melhor. Uhum. E eu vejo também que a musculação, vamos levar ela para essa galera mais jovem, principalmente a musculação para aquela pessoa que é tímida, para aquela pessoa que tem dificuldade de falar. A musculação traz algo diferente, que é a questão da estética mudar. Ela consegue se impor mais, ela consegue se olhar diferente, ela se enxerga com mais imponência, né? Ana, você falou uma grande verdade. Tem uma coisa que chama fobia social, né? Então eu tenho medo de situações sociais e isso vira um chama fobia porque é um tipo de ansiedade específico que só acontece para aquilo. Pro resto até que a pessoa às vezes não tem, não pode ter. Mas é impressionante o efeito que musculação tem em fobia. É uma coisa impressionante assim, fora o dado científico, na prática clínica você vê é transformador mesmo. Você vê isso. E eu digo porque eu eu recebi muitos alunos, principalmente adolescentes, que eu trabalho, com essa visão dos pais. Meu filho é muito intrínseco. Ele não se impõe. A minha filha, ela não se acha bonita, mas ela é linda, mas ela não se acha bonita. Hoje, se você vê como é que estão esses adolescentes, hoje eles se sentem empoderados. Emponderados. Por quê? Porque eu treino. Olha, porque eu faço dieta, olha o corpo que eu construí. Então, a musculação é isso que você falou, fobia social é algo que eu não tinha eh pensado dessa forma. É uma fobia social. Essa adolescência tem muito isso. Tem. E a musculação traz todos esses benefídes como vira um canal. Eh, eu vi vários casos que ajuda muito mesmo. Que coisa maravilhosa, né? Muito bom. E assim também evita, né? às vezes precisa medicar com medicamento, claro, mas uma coisa é às vezes evita de você prescrever e se você prescreve trabalha em sinergia. Então é uma coisa impressionante mesmo. Uau, quanto ensinamento, né, gente? Que maravilha. 9:2. Dá tempo para mais uma, produção? Se der, vamos colocar na tela, senão a gente já vai, já vai. Precisamos finalizar, então tá bom. A gente precisa finalizar. Então, a gente finaliza. Mas aqui o bate-papo tá gostoso, tá demais. A gente tá aprendendo tanto, né? Isso é saudável, gente. Isso é saúde, é comportamento e vai virando gatilhos, né? Doutora vai falando, a Ana vai falando, eu vou aqui. Nossa, é verdade. Nossa, preciso. Ah, é isso mesmo. Ah, então assim, vamos lá. Tomara que, ó, vira um gatilho seu aí também e você comece, porque nunca é tarde para começar. Ah, não, não tem mais idade. Quem foi que disse, né? Você pode, se você quiser, você pode. E que bom que a gente tem profissionais para nos ensinar, né? um caminho legal aí pra gente seguir com mais saúde física e saúde mental também. A gente precisa encerrar então, doutora, como eu queria falar mais, mas precisamos entregar. Obrigada pela sua participação, pelos seus ensinamentos, pela sua troca e que legal a gente saber que tá aqui, né, nas nossas mãos. É só a gente ir seguir o exercício físico, a musculação aliado ao nosso cérebro. Muito obrigada. Muito obrigada, obrigada. Foi maravilhoso estar aqui com vocês. Eu espero que esse pessoal se anime, viu? Eu me animei, foi ótimo. [risadas] Recomendo a Ana, acho que tá todo mundo animado, né? Então, gratidão, viu, doutora Ana, obrigada, né? Você exemplo, é, é, eh, treinando e, e levando essa essa modalidade de vida e de saúde para as pessoas. Continue. Gratidão, né, pelas suas explicações, pela sua contribuição aqui com a gente. Muito obrigada. Eu que agradeço, Rúbia. Obrigada, doutora, pela experiência também de estar com você. Nossa, que troca linda, gente. Valeu. A gente agradece você aí de casa, [música] a participação também, né? Não conseguimos atender todo mundo, mas super valeu. Espero que você repasse esse programa, já tá disponível no YouTube, então compartilhe, leve pra frente. Informação boa é informação compartilhada e é isso que a gente faz aqui. E a gente viu, musculação vai muito além da estética. é uma ferramenta poderosa de saúde pública, gente. Melhora humor, foco, memória, reduz stress, ajuda o cérebro a envelhecer [música] melhor e é o nosso corpo produzindo o seu próprio remédio, assim como diz a doutora, né? E a Ana, gente, que maravilha. A gente pode produzir o nosso próprio remédio. Vamos pensar com mais ã analisar com mais assim clareza e mais consciência sobre isso, tá bom? Amanhã no estúdio Câmara a gente continua falando dessa relação poderosa entre mente e corpo. Amanhã a gente fala de bruxmo, né? E aí você vai descobrir [música] que o bruxismo ele vai além de um simples ranger de dentes. Durante muito tempo você acreditou que o bruxismo era só um problema dentário, mas hoje a neurociência a gente comprova que ele nasce no sistema nervoso central em um cérebro sobrecarregado por estress, [música] ansiedade, noite sem descanso real. Se você acorda com dor aqui, ó, na mandíbula, dor de cabeça ou percebe que aperta os dentes ao longo do dia, esse programa de amanhã é para você. Isso pode a ter eh conexão com a sua saúde mental. Então, amanhã a gente vai falar sobre a ligação entre bruxismo e saúde mental. Não perca a partir das 8 da manhã ao vivo, estúdio Câmara. E agora você fica eh com a IR, a nossa jornalista de inteligência artificial, que atualiza tudo para você, direto da Central IAD de informações aqui da TV Câmara Campinas. Ao meio-dia temos Câmara Notícia com informações do legislativo e também da nossa metrópole. Programação da TV Câmara Campinas especialmente para você, produzida com muita responsabilidade, com muito carinho de toda a nossa equipe. Mais uma vez obrigado às nossas convidadas, a você de casa, a nossa produção e amanhã a gente volta com mais um estúdio Câmara a partir das 8 da manhã. Beijo grande. Bora malhar musculação, hein, galera. Tchau, tchau. Deixa virar o gatilho. O meu já virou. Vamos ver, né? Leitão [risadas] de seria. Eu não quero ser não. Valeu, gente. Tchau. [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música]
A seguir

Continue assistindo

Próximas horas na grade ao vivo
Programação completa →
Ao vivo
Plenário · 13h

Câmara Notícia — Edição da Tarde

13:00 - 14:00 · Ao vivo
28:32
Matérias · 14h

Matérias — Especial da Semana

14:00 - 14:30
58:12
Perfil · 15h

Perfil — Entrevista da semana

15:00 - 16:00 · T03:E18
45:08
Bairros · 17h

Meu Bairro na TV — Vila Padre Manoel

17:00 - 18:00 · T05:E12
Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
Ao vivo
Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

20:30 - 23:00 · Ao vivo
Mesmo programa

Mais do ESTÚDIO CÂMARA

Edições anteriores do programa
Todas as edições →
1:03:23

Estúdio Câmara

1:06:59

Estúdio Câmara

1:07:37

Estúdio Câmara

56:39

Estúdio Câmara

1:04:35

Estúdio Câmara

1:08:02

Estúdio Câmara

1:04:24

Estúdio Câmara

1:04:33

Estúdio Câmara

55:29

Estúdio Câmara | Por que precisamos beber para socializar?

54:46

Estúdio Câmara | O medo do erro e a relação com fracassos e frustrações

54:23

Estúdio Câmara | Food noise: o ruído alimentar que invade a mente

1:03:46

Estúdio Câmara | A Geração Z e as dificuldades emocionais do mundo acelerado

59:55

Estúdio Câmara | Autoanulação: quando agradar os outros vira esgotamento emocional

1:01:04

Estúdio Câmara | Por que gritamos com quem amamos?

1:01:16

Estúdio Câmara | Whey e creatina para crianças: até onde vai a busca por performance?

56:39

Estúdio Câmara | Convivência com animais transforma a vida na terceira idade

1:02:39

Estúdio Câmara | Fadiga da decisão: o cansaço de escolher o tempo todo

1:00:26

Estúdio Câmara | Psicologia da ambição: quando o desejo vira prisão emocional

1:03:52

Estúdio Câmara | Veganismo antissocial? Verdade ou mito?

1:01:12

Estúdio Câmara | Dormindo com desconhecido: casais sem conexão emocional

Recomendados

Você pode gostar

Outros vídeos selecionados a partir do conteúdo que você acabou de ver
Mais recomendações →
16:38

Câmara Na Copa | Copa do Mundo FIFA 2026: Tudo Sobre a Maior Edição da História

4:22

Câmara Notícia | Parlamento Jovem 2026

8:59

Notícias da Metrópole

16:39

Notícias do Legislativo

2:43

Agora é Lei | Semana da Força Expedicionária

10:27

Agenda Cultural Campinas: Shows, Teatro, Cinema e Exposições para o Fim de Semana!

56:15

Câmara Notícia

9:55

Central I.A | Notícias de Campinas, Brasil e Mundo