Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
Olá, muito bom dia para você que tá ligadinho com a gente aqui na programação da TV Câmara. para Campinas. Estamos chegando ao vivo com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Hoje, dia 17 de março, terça-feira, hoje a gente toca em um assunto muito delicado, mas preciso. O tema de hoje é: Meu pai não é meu herói. Para muitas pessoas, essa constatação não é apenas uma reflexão, mas uma dor real marcada por ausência, expectativas frustradas e relações que nunca aconteceram. No Brasil, o abandono paterno é uma realidade que atinge milhares de famílias. Mas o que isso significa na vida real das pessoas? Quais são as marcas psicológicas de crescer sem a presença paterna? E mais do que isso, é possível curar essa ferida? Perdoar é necessário? Ou seguir em frente sem essa reconciliação também pode ser um caminho? Nosso tema de hoje é esse. Meu pai não é meu herói. Nossos convidados já estão no estúdio, então participe conosco. Nosso WhatsApp na tela para você. Nossa produção já apóstos. Pode mandar mensagem. Você tem uma experiência? O seu pai é seu herói? Não é seu herói. Como é que você convive com isso? Isso ainda te dói? Te machuca? O que você, qual a sua avaliação sobre perdão, né? Então fala com a gente, conversa conosco. Daqui a pouquinho a gente interage com você. Já vai mandando mensagem. 199729377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações do legislativo. Daqui a pouquinho a previsão do tempo e já já a apresentação então dos nossos convidados. Vamos lá. Os vereadores de Campinas aprovaram durante a 12ª reunião ordinária que foi realizada ontem importantes projetos para o município. Entre os destaques está a proposta do vereador Guilherme Teixeira, que cria um sistema de notificações para avisar a população com antecedência sobre a coleta seletiva e o serviço de catatreco, facilitando a organização dos moradores e contribuindo para o meio ambiente e a prevenção de alaramentos. Outro outro ponto aprovado foi a inclusão do concurso comida de boteco no calendário oficial da cidade, fortalecendo o setor gastronômico, o turismo e a economia local. Ao todo, foram 13 projetos aprovados e nenhum projeto reprovado na sessão. Todos os detalhes da reunião ordinária que aconteceu ontem no plenário da Câmara você confere no Câmara Notícia com Gabriel Castro ao meio-dia. E a Comissão Permanente de Política Social e Saúde da Câmara de Campinas. realiza hoje às 3 da tarde a segunda reunião do ano sob a presidência do vereador Paulo Hadad. O encontro destaca o mês de março como mês de saúde bucal e contará com a participação da cirurgiã dentista e professora Fabiana Pastana da PUC Campinas, que irá abordar a relação entre a saúde bucal e a saúde sistêmica, além de apresentar ações solidárias desenvolvidas pela instituição. Durante a reunião, será reforçada a importância dos cuidados com a higiene oral na prevenção de diversas doenças, inclusive cardíacas. Também será destacada a relevância de iniciativas sociais que ampliam o acesso da população à saúde bucal sem custos ao poder público. A reunião é aberta ao público e você também pode participar é no plenário da Câmara com transmissão ao vivo pelo YouTube e aqui pela TV Câmara Campinas. Vamos embora ao vivo com você. Estúdio Câmara agora 8:2 previsão do tempo chegando. Dia lindo, né? Céu azul de brigadeiro. É desse jeito que eu gosto. Dia de sol com nuvens à tarde, à noite a nebulosidade diminui. A gente tá aí na última semana do verão, né? Mínima 18, máxima 31º. Essa é a previsão do tempo, de acordo com o climatempo aqui para a nossa metrópole. Muito bem. Bom, informações. OK. A gente segue então para o nosso tema central do estúdio Câmara. Meu pai não é meu herói. Dados da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais mostram que apenas em 2024 mais de 91, gente, 91.000 crianças foram registradas sem o nome do pai na certidão do nascimento. Se ampliarmos o olhar, desde 2016, mais de 1.200.000 crianças no país foram registradas apenas com o nome da mãe. Outro dado revelador vem da Fundação Getúlio Vargas. Entre 2012 e 2022, o Brasil ganhou 1.700.000 novos lares chefeados por mãe solo. Na psicanálise, a a figura paterna tem um papel importante na formação emocional da criança, né? Segundo Freud, é entre os 3 e 5 anos durante o chamado complexo Édipo, que a presença do pai passa a ter um papel fundamental na construção da moralidade dos limites. Outros autores como Donald Winicot destacam que a função do pai também está ligada ao processo de separação entre mãe e filho, ajudando a criança a desenvolver autonomia e individualidade. Mas o que acontece quando essa figura ela não está presente ou quando a presença existe mais o vínculo emocional? Não. E aí para discutir esse tema delicado, profundo, a gente recebe hoje dois especialistas, né, na área da psicanálise, da psicologia. A gente conversa com o psicólogo Edilson Garnieri Júnior. Ele tem mais de 13 anos de experiência com atendimento clínico e o principal foco dele eh são as questões da masculinidade e o universo emocional dos homens. Bem interessante, né? Seja bem-vindo. Muito bom dia. Obrigada pela sua participação e presença. Bom dia. Muito obrigado. Agradeço muito pelo convite, né? Um prazer estar aqui e falar sobre esse tema que é tão importante e que afeta de fato tantas pessoas. Ah, no Brasil, no mundo todo, né? É verdade. Brasil e aa, né? Com a gente também para completar a nossa dupla de peso aqui do estúdio Câmara para falar de esse tema tão impactante. A gente recebe a psicanalista Felipe eh Beer. Seja muito bem-vindo, Felipe. Obrigada pela sua participação, pela sua presença aqui no estúdio Câmara. Bom dia. Eu que agradeço. Bom dia. E é um tema que faz parte tanto do consultório de nós dois, imagino, né? quanto da vida de todo mundo, né? É verdade. A vida de todo mundo, porque todo mundo tem um pai, né? Mas nem sempre esse pai está presente. Nem sempre esse pai realmente é um pai herói, né? Antes de falar do abandono, talvez seja importante entender primeiro eh qual é a figura, né, do pai, qual que é o papel da figura paterna do no desenvolvimento do ser humano. Muitas vezes, quando se discute a ausência do pai se fala muito da falta, né? Mas pouco sabe sobre essa, o que que essa presença ela realmente representa na formação emocional do indivíduo. Então, começo com você, Dilson. na psicologia, qual que é a função emocional do pai na vida de uma criança? O que significa ter um pai? Uhum. Vamos lá, né? Eh, todos somos formados por um pai ou uma mãe, né? Nesse sentido, eh, o pai tem aí 50% da de tudo que acontece com aquela criança, né? Inicialmente, a função do pai, o Belorte pra mãe, porque a mãe ela tem aquele aquele estado de plenitude com aquele bebê, né? Então, quando o bebê nasce, a mãe de fato precisa estar envolvida ali de um jeito que ela se entrega, né? Todo o psiquismo dela de fato vira o psiquismo daquele bebê. E a função inicial do pai é de dar o suporte, exatamente, de conseguir prover as condições necessárias para que nada interfira nessa relação, né? É, para que de fato a mãe consiga fazer ali o papel do jeito melhor que ela possa, né? E o pai consiga est ali dando esse suporte. Então, de fato, para que não tenha tantas interferências, para que o ambiente esteja bem cuidado, para que ela possa desenvolver eh esse papel que é tão importante, né? Eh, esse é um primeiro ponto, né? Um segundo ponto é o pai de fato ir substituindo a mãe quando ela não tá, né? É isso. A mãe precisa dormir, precisa comer, precisa tomar banho, precisa fazer várias coisas ali. E daí ela precisa se ausentar por alguns momentos e o pai entra nessa nessa nesse momento, né? Pra criança, ela não entende que é um outro, né? Pra criança ela entende que tudo é ela, né? Então, pro bebê, o mundo é ele, né? Então, inicialmente é a mãe, depois o pai entra fazendo essas funções também, mas pro bebê não é mãe ou pai, é o ambiente que tá ali dando esse suporte para que ele possa se desenvolver. Perfeito. Então, esses são os primeiros momentos do que do quanto é importante essa função paterna. Depois daí, de fato, a mulher ela vai voltando eh depois de uns meses, de um tempo, ela vai voltando então para pra vida dela num sentido mais amplo, né? E aí cabe ao pai de fato fazer esses esses limites, né? Então, o pai entra como sendo alguém que vai apresentar o mundo para esse bebê, eh, para mostrar que o mundo é para além da família, né? O pai faz essa mediação entre a família e a sociedade. Então, basicamente, ele tem essa função de colocar esse limite ali, de falar: "Ó, pera aí, tá tudo muito bom aqui entre vocês dois, mas de fato o mundo é mais amplo que isso. A gente precisa explorar esse mundo." Então o pai entra para fazer esse limite, esse corte nessa relação também, mas de uma maneira saudável, positiva. Exatamente. Para conseguir com que esse bebê entenda que a sociedade eh que o mundo vale a pena ser vivido. Muito bem. Olha só, gente, que explicação básica necessária pra gente começar a entender a figura paterna, né? Agora, Felipe, a psicanálise ela costuma diferenciar o pai biológico da figura paterna. Então, explica pra gente o que significa essa distinção. Pai biológico, OK? Figura paterna. Então, acho que é um ponto bastante importante esse, né, dessa diferença que na psicanálise lacaniana, por exemplo, é bastante marcada assim, né, entre eh o que Lacan chama do da função paterna, né, que não depende, digamos, de uma de uma pessoa física, né, eh, que seja o o que tenha nenhum traço, o traço biológico nesse sentido não importa muito. muito, né? Eh, então essa função ela pode ser exercida por qualquer eh pessoa que, como o Edilson, Edilson disse, eh, faz essa mediação ou faz essa essa intervenção, digamos, na relação entre a criança e a mãe, né? Eh, mas o o os dados que você traz, por exemplo, de de desses registros, né, com apenas com o nome da mãe, tem uma relevância no sentido de eh de dizer que a questão biológica ela não é sem relevância, né? Ela tem uma relevância que diz algo sobre a nossa nosso momento do contemporâneo, por exemplo, né? em que essa questão do eh da gestação e da gravidez biológica, ela carrega, digamos, o último eh elemento que resta da estrutura familiar, né? Então, eh o pai ele perdeu muito dessa função histórica que que ele tinha na família mais tradicional, né? Isso tem tem eh consequências boas e outras talvez que a gente possa discutir, né? Eh, mas ele perde essa esse lugar e essa e esse lugar pode ser pode ser feito por qualquer pessoa. Exato. Entendi. Ah, verdade, né? Pai biológico e a figura, né? Paterna. Então, já diz ali a figura, né? Então pode ser a figura, alguém que possa exercer a função paterna, né? Agora, Edilson, vamos lá. Quando essa presença paterna não existe, né, ou é algo assim muito frágil, quais são os primeiros eh impactos no desenvolvimento de uma criança? Vamos lá, vamos começar pela questão do abandono, né? Quando a questão do registro no Nascimento já indica isso, né? Mas para além do registro, muitas outras pessoas de fato registram o filho, mas acabam não assumindo de fato aquela função, né? Então os números são muito maiores do que esses descritos esses dados, né? R. E e aí o que acontece então quando tem o abandono? Eh, essa criança muitas vezes perde esse referencial, não é assim? Porque a mãe muitas vezes quando está solo, ela acaba desenvolvendo uma proteção maior daquele bebê, porque ela fica completamente sobrecarregada, né? já tem uma sobrecarga relacionada à maternidade como um todo. E quando não tem o pai ali, a sobrecarga fica ainda maior, né? Então, de fato, ex muitas vezes existe a questão da super proteção, né? Então, vira uma criança super protegida que a mãe tá fazendo o máximo que ela consegue dentro daquela situação, óbvio, né? Eh, e aí o que acontece então a ao ao ter o abandono paterno, né, essa criança fica sem esse sem esse referencial, sem esse limite, né? E além do que o pai ele é apresentado pro filho pela mãe, a mãe que fala sobre o pai. Quando o pai não existe, como que essa mãe vai apresentar esse pai para essa criança, né? O que sumiu, o que não te quis, o que abandonou. Eh, e a criança ela não entende muito bem isso, né? Ela ela acha que a culpa é dela, de fato. Eh, o que acontece? As figuras paternas e maternas são fundantes daquela pessoa. Ela entende que ela é viva, que ela existe por conta dessas figuras. Então ela não consegue, teoricamente, ela não entende que o pai é mau, que ele fez alguma coisa errado, que ele não assumiu. Eh, ela entende que ela é ruim, que ela fez alguma coisa de errado, que a pessoa abandonou porque ela não merece aquele amor. Então isso gera muita culpa, pode gerar muita insegurança com a vida, né? Então, é uma coisa muito ampla mesmo, de fato, muito complexa, que atinge a pessoa ao longo da vida se ela não conseguir trabalhar isso. Porque pensa, eh, vamos supor, tem a questão do abandono, tem a questão às vezes de um pai que é violento, que é agressivo, que maltrata aquela criança, né? Então também a criança entende que o amor é aquilo, né? Então, entende que você a pessoa que te maltrata, que te violenta, que te agride, eh, aquilo é o referencial que aquela pessoa tem quanto um modelo. Então, no futuro, ela acaba buscando isso, não de forma consciente, não é porque ela quer, mas porque aquilo é familiar para ela, porque ela viveu aquilo ao longo da vida, né? Então, a pessoa muitas vezes busca o que é familiar e busca muitas vezes numa figura de uma outra pessoa tentar eh elaborar aquilo que ficou no passado. Então, muitas vezes busca alguém que cumpre aquela figura, daquela função paterna, né? Então, aquela coisa que muitas vezes procura alguém que seja cuidador, que seja protetor, algo que ela não teve, ela vai procurar eh na vida adulta. Olha só. Então, são impactos enormes mesmo. É interessante a gente falar sobre isso, né? Eh, eh, Felipe, eh, tudo acontece na infância, né, e a gente traz pra nossa vida essa questão do abandono da figura paterna, né? Eh, esse abandono paterno não é uma situação isolada, faz parte da realidade eh eh social que afeta milhares de famílias, né? Mas eh mais do que a ausência física, eh especialistas falam em abandono afetivo, é quando o pai tá presente, mas emocionalmente distante. E aí tudo isso impacta lá, né, na vida adulta dessa pessoa. Gostaria que você falasse um pouquinho sobre eh completasse a fala, né, eh do do Edilson. Do Edilson, Edilson e Felipe, do Edilson. eh, nessa questão de levar pra vida adulta, porque a gente tá permeando aqui na figura paterna quando criança, mas eu quero trazer a questão da vida adulta, porque quando a gente é criança a gente não entende muito como Edilson muito bem pontuou, mas quando a gente é adulto a gente começa a ter noção das coisas quando a gente tá lá na na eh na transição, né, jovem para adulto. E aí você começa a a entender, a conhecer e aí você percebe que de repente você foi abandonado pelo seu pai. Ou então você percebe que você tem um pai, mas ele convive com você no mesmo espaço, mas ele te abandonou. Ele tem a presença ali, às vezes não significa nada, né? Porque não é isso que realmente a criança ou o jovem ele quer a presença, a figura. Pô, por exemplo, bota um boneco ali na tua frente, tá bom, né? Pode chamar de pai, já que se se a presença importa, mas não é isso. Então, acho que tem um ponto na sua fala que é muito importante. O que que faz a presença? Uhum. Né? A gente pode postular talvez que a presença é uma presença do desejo do pai, né? Porque ele pode estar ali enquanto, né, corpo, mas a o desejo dele tá ausente. Exato. Tá em outras coisas, tá? Enfim. Mas eu acho que eu eu queria complementar uma fala do Edilson que é que é acho que é importante, né? Sim. que é a ideia de que, por mais que o pai faça todas essas coisas que que ele disse, né, de acompanhar a mãe, de ajudar e de tá presente, isso no fundo não garante muito, né? Porque tudo depende de como a criança vai interpretar também isso, né? E uma coisa que o Freud eh tem um momento da na teoria do Freud quando ele tava construindo ainda a psicanálise, que é muito interessante, que é ele vai ouvindo os pacientes e vai escutando algumas coisas que pareciam um pouco estranhas, né, no sentido de, pô, todo toda pessoa passa por uma questão com a mãe, pelo desejo pela mãe, por exemplo, com uma rivalidade com o pai. Uhum. Hum. Então ele ele ele começa a desconfiar dessas histórias de que eh isso realmente aconteceu. Por exemplo, uma cena eh de sedução ou uma cena de abuso, né? E vai entender que aquilo faz parte da fantasia do sujeito, né? Então tem uma diferença entre aquilo que realmente ocorre no concreto e aquilo que o sujeito constrói como uma fantasia, né? Por exemplo, tem uma questão que acho que tá na clínica de de todos nós, né, psicanalistas, psicólogos, que é a questão da culpa com relação ao pai, por exemplo, né? Você não ser bom o suficiente, você não ser eh não tá à altura desse desse pai, daquilo que ele desejava de você ou da mãe, né? Mas já que estão falando do pai aqui, eh por que que isso acontece, né? Muitas vezes, eh, a culpa ela entra nesse lugar que é do movimento que a criança tem que fazer para se deslocar desse pai, para sair desse pai e abandoná-lo de certa forma, né? Por exemplo, o Freud fala de matar o pai, né? Nesse sentido, a criança precisa matar o pai para torná-lo herói. A gente pode falar um pouco mais dessa dessa coisa que é um pouco complexa, né? Mas esse o ser herói do pai, ele não é a algo que é dado. Ele é uma construção que a que a criança vai fazer após um movimento de matar o pai. Vou vou deixar assim como uma certa provocação, né? Então, então essa questão de romper a ideia do pai Herói pode eh ser um passo importante para uma independência emocional, porque você rompe o pai herói, você fica um pouco mais forte sabendo que, bom, o herói, meu herói vai me salvar de tudo, não é? Agora, quando estou rompendo ou entre aspas matando o pai herói, eu fico responsável pela minha própria vida e a minha salvação. Podemos entender assim, da mesma forma, uma uma ponto importante de uma análise, por exemplo, é uma queixa de abandono paterno. O analista tem que ouvir isso, claro, mas ele tem que ouvir de uma certa forma, que é será que esse essa pessoa está se alienando nessa queixa? Uhum. Né? Porque é uma queixa também que te protege daquilo que você deseja ou do seu próprio inconsciente, né? No sentido de por que que você eh por que você matou esse pai, por exemplo. Exato. Exato. Agora, simbolicamente. Claro. Exatamente. É simbolicamente, gente, por favor. Aí tem alguns, tem alguns que matam no na realidade, né? É simbolicamente. A gente tá falando aqui de pai herói. A gente sabe que herói não existe, né? Mas eu gostaria que o Edilson eh eh completasse pra gente essa questão, porque nós nós fomos permeamos lá no início, né, para falar da função do que é ser um pai, né, e essa função que o Edils trouxe pra gente é algo que era para ser o natural, mas que já não é assim mais. Enfim, pai, figura paterna, né, pai biológico, o que que isso representa pra gente? A gente vai levar tudo isso pra vida. Aí a gente chega numa fase em que a gente entende que de repente o nosso pai não é nosso herói, mas quem diz que ele precisa ser um herói. E o que é ser um pai herói? Da onde vem essa admiração, essa essa essa coisa assim de ter um pai que ele é o herói, ele precisa ser o herói, né? Da onde vem isso? Por que que a gente fala, né? Meu pai é meu herói? Por quê? Qual o que que a psicologia explica pra gente disso? Vamos lá. Essa questão do herói, né? tem essa questão de ter super poderes de tal para proteger o outro principalmente, né? Então tem essa questão de proteção. Uhum. Né? Então entender que o pai é o herói é entender que tem alguém que protege desal protegendo, né? Tanto a família como um todo, quanto aquela criança, né? Quanto aquele sujeito para que ele possa, quando alguém cuida dele, ele pode no futuro também cuidar. Então nessa questão de de conseguir receber o amor, o cuidado, a proteção para que no futuro ele consiga fazer isso. Caso ele não tenha, ele precisa fazer por si próprio. Ex. Então aí é o grande ponto, né, de conseguir eh a própria pessoa daí fazer essas funções que muitas vezes ficaram falhas ali na infância e sempre vai ter falha, né, Rub? Somos humanos, né, pai, mãe, sempre vai haver falhas, nunca vai ter a uma situação perfeita, isso não existe, né? Tanto que o Nicod, que é um psicanalista inglês, fala sobre o suficientemente bom, que não é o perfeito, não é a mãe perfeita, não é o pai perfeito, a perfeição, ela não existe, né? Exatamente. Eh, conseguir dar conta das questões, entender qual é a necessidade daquele bebê e daquela criança e dando conta disso. Mas não é perfeito, porque somos humanos, vamos falhar. E quando entra a falha também é importante, exatamente porque na falha a pessoa tem a possibilidade de uma potencial ação. Uhum. A criatividade nasce ali porque existe a falta. Então, estimula exatamente essa essa criatividade quando tem a falta, né? Então, muito bem. 8:22. Vamos lá. Então, a gente foi permeando, a gente sabe a figura, a figura paterna, o bebê, daí vem uma criança, aí vem um jovem, vem um adolescente e aí na fase da adolescência vem, né, eh eh as frustrações com a família e tal, que é uma fase bem delicada, a adolescência e de repente a gente se depara com uma desconexão com o pai, né, seja que tenha sido um pai herói ou não, enfim, aquela desconexão com o pai. E aí a falta, literalmente a falta do pai, de repente uma discussão e uma separação brusca. O que vem depois? Vamos lá. A culpa, né? A ausência, a culpa, a frustração, eh a decepção. Eu gostaria que vocês trouxessem pra gente essa questão de que, eh, muitas pessoas falam sobre culpar, né? e culpar e perdoar na questão eh do pai. Como que funciona isso para psicanálise? Uhum. O filho, ele tem realmente que buscar o pai e pedir o perdão ou o que que se faz? Muito, quando a gente foi falar dessa pauta, muito se questionou sobre isso, né? Eu tenho ruptura com o meu pai, mas e como eu faço agora? Ele não vem atrás de mim, mas eu também não vou atrás dele porque é meu pai, então ele tem que vir me buscar ou não. Eu sou filho, então por conta da hierarquia, eu sigo até meu pai e tento a reconexão. É muito confuso e é existe muita dúvida sobre essa questão. Vocês pode explicar pra gente o que que a psicanálise traz pra gente sobre essa questão do perdão? Então acho que um ponto principal é que não tem uma não tem uma regra, né? essa questão da da hierarquia, por exemplo, não entra num no contexto da psicanálise, né? Ela ela ela é irrelevante nesse sentido, né? Eh, um psicanalista nunca vai dizer: "Olha, vai pedir perdão pro seu pai porque ele é seu pai". Isso é um discurso no fundo da moral, né? Um discurso das normas sociais, enfim, né? Eh, eu acho que cada caso é um caso, né? Existem diversas formas de de um pai, por exemplo, abusar de uma relação com o filho, né? Seja uma coisa muito eh assim mais leve e que mas por algum motivo tem um efeito sobre aquele sujeito, seja casos gravíssimos assim de violência, etc. Então, eh, tem que ter muito cuidado com isso. Não existe uma uma forma única de lidar com isso, né? Sim. questão é é imposto pela sociedade. A sociedade nos impõe isso, né? Essa questão da hierarquia de você eh eh chegar a ponto de eh colocar suas emoções embaixo do tapete e se render a algo que de repente não tá te fazendo bem, mas é só por conta do que a sociedade impõe. Edilson, traz pra gente a a visão da psicologia e qual que é a avaliação que você faz sobre esse cenário que eu montei agora aqui. Uhum. Eh, a questão do perdão é isso, não existe uma regra, né? Mas muitas vezes ajuda muito a pessoa a elaborar aquela situação, porque muitas vezes ela não tá exatamente perdoando o outro, ela tá perdoando a si própria, tá perdoando a si próprio por tudo que ela pensou e viveu dentro dessa situação, né? Então, quando ela quando ela consegue entender que aquele pai abandonou, por exemplo, por uma questão dele e não dela, que a culpa não é dela, né? Muitas vezes ela consegue perdoar toda essa situação, entende? is consuer naele momentas vezes o homem realmente não tem capacidade de consir com com o que é ser pai, se tornar um pai e as mulheres também às vezes. Tem que tomar cuidado com esse com essa ideia de que a mãe também ela não é um um ser assim e angelical, né? Ah, sim, claro. Exatamente. Isso não tem nem que se dizer. Como disse o Edilson, somos humanos, né? Estamos suficientemente boa também. Exato. Estamos passíveis de erro e existem mães e mães, né? Mas hoje a gente fala da questão da figura paterna, tema do programa Meu Pai não é o meu herói. Porque nós eh decidimos e esse tema por quê? Por conta de histórias que ouvimos, né? Por conta de situações que que que foram repassadas pra gente. E aí vamos estudar esse caso, né? Vamos buscar trazer pra nossa realidade essa questão do pai. E geralmente a criança ela vai sofrer com a ausência do pai, mas isso vai ser disparado lá, né, quando já tá jovem, quando já tá adulto. E aí fica um pouco mais difícil de entender, porque eu já tenho minha opinião formada sobre aquele assunto. E aí, como reverter essa situação? É necessário reverter essa situação? O Edilson traz um ponto muito importante que sobre a questão do perdão e no fundo não passa de um certo consentimento, não sei se você vai concordar comigo, consentimento com a própria solidão desse sujeito de que ele realmente tem não tem o pai, esse pai herói não existe, né? Então ele tem que abrir mão desse pai herói para talvez aceitar o pai real que ele tem, né? e parar de jogar sobre essa figura um tanto de expectativas, né? Então, no fim das contas, é um certo consentimento com a própria solidão desse sujeito. Você tá sozinho no mundo. Isso é uma coisa difícil de de entrar na cabeça, né? É verdade, né? Tipo assim, eh eh minha concepção precisa de um pai e de uma mãe e de repente eu me deparo com uma solidão, tipo assim, né? estou sozinho. E é difícil realmente de entrar na nossa cabeça. Agora, quando o filho busca o perdão do pai, mas o pai não perdoa, né? Aí aquela ruptura, ela vai se estender por um prazo indeterminado. Tá tudo bem? O filho e o pai eles precisam ter uma convivência ou quando essa convivência não é conveniente para nenhum nenhuma das partes, tá tudo bem eh ter essa separação, viver dessa forma? Uhum. Então, eh, muitas vezes isso de fato acontece, né? E muitas vezes a pessoa, né, aquela criança, aquele adulto, teve uma fig alguém que fez a função paterna, então para ela, às vezes isso acabou acontecendo. Uhum. Então, por que que ela vai de fato buscar esse pai biológico, por exemplo, quando ela teve alguém que cumpriu essa função, às vezes realmente não não faz muito sentido dentro daquela situação, entende? Então, a pessoa entender que ele a pessoa escolheu não estar naquela relação, por exemplo, né? São questões ali de um adulto, não é a criança que tem culpa daquilo, né? Então tudo isso é importante para que ela possa seguir em frente, né? Exatamente. Muitas vezes esse essa reconciliação, essa ah vamos fazer essa família perfeita, isso não existe mesmo, né? Não tenho por buscar exatamente isso, apesar de que isso fica no imaginário de todo mundo, né? Essa família perfeita, aquela coisa, né, de aquela coisa bem de filme, bem bem de comercial, né? propaganda. Mas pode falar o nome daqueles e vamos lá. Até que ponto para você, eh, Felipe, honrar pai e mãe pode prejudicar a nossa saúde mental? Até que ponto isso? Porque isso se é é cultural, né? É cultural. Então, honrar pai e mãe, isso é bíblico, né? Mas até que ponto vai essa honra? É uma questão complexa, né? Porque honrar, a minha opinião, é sempre honrar um pai morto, né? Uhum. Você, a único, a forma de você adquirir, você dar respeito a um pai é você elevá-lo a essa posição de de símbolo, dessa posição de idealizada de um herói. Uhum. Né? Então, eh, muitas vezes essa, esse isso também é um peso pro sujeito, né, naquilo que naquilo que pode amarrar a pessoa, né, ficar pensando que eh tudo que ele faz tá sendo observado, sendo julgado, né? Então, em certa medida, eh, o processo de uma psicanálise, por exemplo, é também um processo de, eh, questionar esse esse essa idealização, né? E por que não eh levar o sujeito a questionar essa essa honra, essa coisa assim que te impede, por exemplo, de amar essa pessoa real que é o seu genitor. Uhum. Né? eh ou então de fazer uma interpretação sobre o o desejo de um de um sujeito que não quis estar numa família, por exemplo, né? Então, eh são verdades muito mais difíceis de engolir do que uma suposta honra ao pai, entende? Então, muitas vezes a questão da honra, ela esconde algo muito mais profundo e difícil, né? que é a ideia de que por trás desse dessa figura idealizada, por exemplo, existe uma pessoa real cheia de falhas e cheia de desejos, cheia de limitações, né, que às vezes não vai estar à altura dessa função, entende? Muito bem. Eh, e assim, fazer um filho é fácil, né? E depois você é outra coisa totalmente diferente você eh estar numa família e cuidar de uma criança, etc., né? Então, é preciso uma um cuidado com isso numa análise para que eh primeiro não seja uma análise moralista, como a gente já falou, né? Ah, você tem que honrar o pai, né? Eh, e segundo que seja uma análise que leve o sujeito a se a ver com seu próprio desejo e não se esconda por trás dessa idealização, né? Olha, gente, é um tema bem complexo, né? A gente tá com tempo um pouquinho mais curto hoje porque tem evento lá na Câmara, né? A partir das 10 paraas 9. A gente vai entregar o programa daqui a pouquinho, mas é algo que assim eh são pílulas que a gente vai jogando aqui pra gente poder tentar ã entender um pouquinho sobre essa questão, né? Pendura a capa do seu pai lá e ele não é seu herói não, porque ele é um ser humano, né? com acertos, com erros, assim como eu, assim como sua mãe, assim como todos nós, né? E de repente, eh, não é tão necessário assim você estar buscando sempre, hã, eh, eh, o perdão ou então levar o perdão para essa pessoa que de repente decidiu sair da sua vida, porque isso pode nos travar, a gente pode de repente assim, você não consegue evoluir por conta de que você tá parado em um momento da sua vida e que você não vai conseguir dar sequência nisso. A gente precisa ter esse olhar também, não precisa, Edilson. E muitas vezes a terapia ajuda muito a pessoa a conseguir chegar nesse ponto, porque da terapia a gente vai refazer o passado, não. O que passou passou, né? Então, de fato, o que aconteceu, a gente não vai voltar e não vai refazer esse passado. Eh, não vai criar um novo pai para você, isso não vai acontecer. Então, você conseguir se reconciliar com esse passado, entende? E não também ficar culpando os pais, porque muitas vezes entra nesse ponto, né, de que a culpa é dele, a culpa é dela, né? Então isso não ajuda muito, né? conseguir entender que todo mundo é corresponsável ali pela situação, né? Você já é um adulto, então você consegue ter a possibilidade de refazer coisas dentro da sua vida, de ressignificar coisas que não ficaram tão legais assim. Então, a terapia muitas vezes ajuda a pessoa a chegar nesse ponto, né, de fazer as pazes com esse passado, de se reconciliar com essa história dela. O passado não vai mudar, ele vai continuar sendo o que foi, né? Mas ela pode enxergar aquele passado, ter um olhar diferente e aquilo se ressignifica dentro dela e de fato ela consegue se destravar. liberar e seguir a vida de um jeito mais leve, mais tranquilo, mais feliz de fato e que consiga ela mesma entender que ela consegue fazer coisas por ela. É exatamente, né? Meu pai não é meu herói e tá tudo bem. Agora 8:34. Produção tá avisando, a gente tem perguntas. Vamos já responder os nossos telespectadores. Claro que eu queria aprofundar que a gente tem um roteiro aqui com perguntas assim que vai desde a barriga da mamãe até, né, quando a gente virar avô, vamos colocar assim. Mas a gente não consegue entregar em pouco tempo. E eu queria muito conversar com vocês sobre isso, mas a gente vai entregando assim eh eh alguns pontos básicos pra gente poder entender essa relação aí entre pais e filhos, que é uma das relações mais profundas, né, da experiência humana, mas nem sempre é uma história marcada por carinho, por afeto. E a gente precisa entender, gente, que tá tudo bem. A gente precisa, ã, buscar mecanismos para que a gente possa ter esse entendimento e que a gente possa se liberar, se libertar e viver com mais tranquilidade, com mais leveza e com clareza das coisas. O Lucas Andrade do Centro, ele diz assim, ó: "Existe uma tendência inconsciente de buscarem parceiros características que tentem compensar a ausência ou falha da relação com o pai". Você tinha trazido isso, né? Uhum. Pois é. Vamos, vamos repetir aqui pro Lucas. E e qual que é essa tendência, né? Por quê? Porque a gente busca, a gente traz sempre da infância, não é? Sim, porque a infância é o nosso primeiro grande modelo ali, né? Então, de fato, a gente acaba buscando relações que t a ver com essa com esse formato que a gente aprendeu e que é familiar, né? Então, realmente, muitas vezes acontece isso. A pessoa busca em outras figuras, não de uma maneira sexualizada ou erótica, mas de uma maneira simbólica mesmo afetiva, busca muitas vezes aquela ferida que ficou para ela, daquela pessoa ausente, tudo mais, ela acaba buscando nessa relação futura, né? Então isso pode acontecer e acontece muitas vezes mesmo. Muito bem. Agora vou pedir pro Felipe completar pra gente, Felipe, eh, e essa busca, quando que a gente dá um fim nela? Quando que a gente para de olhar pro parceiro? buscando um uma figura paterna. Como é que faz? Isso é uma questão difícil, né? Não sei se a gente para algum dia, né? A gente fica girando em torno desse ponto até a morte, né? O que eu posso dizer que eu acho que uma uma aposta, por exemplo, numa análise é de que a o sujeito consiga, por exemplo, construir um amor mais digno. Hum. Né? Hum. Ao invés de ficar apenas repetindo em torno desse ponto, eh, de uma forma muito imaginária, assim, né, de buscar parceiros que fazem isso ou aquilo que, e ele nem sabe que inconscientemente aquilo tem a ver com a história edipiana dele, né? Eh, no momento em que uma análise acessa a isso, talvez algo se disfaça e permita que ele continue buscando algo no outro, porque isso nunca vai cessar, né? você sempre vai estar se dirigindo aos outros, né, para amar. Eh, mas isso se dá de uma forma que não é desastrosa, que não é apenas sofrimento, né? Porque muitas vezes a gente também encarna um pouco esse lugar da repetição de uma cena de de uma tragédia, né, que sempre se repete, sempre acaba eh como um como um destino trágico, né, na vida do sujeito. Então, ah, eu tenho dedo podre, eu sempre escolho pessoas que me tratam mal, né? Então, uma questão é por que que você tá fazendo isso, né? O que que tem na sua história que pode indicar eh o motivo dessa repetição, né? Eu acho que cessar, eu não sei se isso cessa, mas algo dessa repetição pode cair, né? Muito bom, gente. Posso complementar essa questão? Me me fez lembrar de um filme que é um filme As Vantagens de Ser invisível. Nesse filme traz uma frase que é icônica assim, né, que a pessoa aceita o amor que ela acha que ela merece. Isso é muito profundo, né? Porque se você de fato entende que você merece pouco, porque você teve pouco, talvez na infância, isso fica ao longo da vida. Uhum. Né? Então, como faz para mudar isso? Sim. É você conseguir eh entender e elaborar o seu autoconhecimento, a sua autocrítica, a sua autoimagem, sua autoestima, né? Então, quando você trabalha sua autoestima, você não aceita mais migalhas, por exemplo, né? Você consegue elaborar por esse ponto, né? Então você entende: "Não, não aceito isso, eu quero mais, eu mereço mais". Então você busca relações diferentes nesse sentido. Ai que bom, né? Que bom que a gente saiba que a gente pode conseguir isso. É só a gente buscar, né? Eh eh eh mecanismos, caminhos para dar uma melhoradinha na nossa qualidade da saúde mental. Agora 8:39. A última pergunta a gente responde no estalo. Preciso entregar 8:45. Vamos lá. Vamos bora. Mais uma, só mais uminha. Vamos lá. Renata Costa do Jardim Chapadão. Até que ponto insistir em uma relação difícil com o pai pode ser mais prejudicial do que optar pelo distanciamento? Uau! Vamos lá. Vamos lá. É, é um ponto muito delicado. Exatamente. A pessoa, isso é muito pessoal, é individual mesmo. A pessoa que vai conseguir entender ali até que ponto o que tá sendo mais prejudicial para ela e o que de fato ela consegue elaborar ali, né? que ela tá em condições naquele momento de fazer para conseguir passar por esse ponto. Ah, e isso realmente é muito pessoal. Então, tem pessoas que vão decidir não tentar elaborar mais a situação porque já deu ou porque já não faz mais sentido ou porque conseguiu elaborar de outros caminhos. E tem pessoas que precisam de fato conseguir fazer aquela coisa real e concreta do encontro, do perdão e tudo mais. Então, é entender a a individualidade de cada um de fato, o que aquela pessoa precisa. Exato. Quer completar, por favor, Felipe? Sim. Eu acho que uma questão que eu faria pra Renata é seria o porqu da da insistência, né? O que que tem por trás dessa insistência? Se ela cons se ela consegue responder essa questão da insistência, talvez essa a questão se resolva para ela, né? Sem precisar necessariamente ir atrás dessa dessa figura pessoa física do genitor, né? Interessantíssimo, né? O porquê da insistência, da necessidade, né? tem por trás de tudo isso. Ah, gente, o autoconhecimento é magnífico. Eu quero agradecer vocês. Desculpa pelo corrido, porque a gente precisa entregar mesmo. Queria muito ficar falando, mas não tem como. Então, muito obrigada, Edilson, pela sua participação, pela sua presença, pela sua entrega, né? Eu acho que é sempre importante a gente eh eh ter vocês aqui. Essa troca sempre é magnífica. Obrigadão. Eu que agradeço. É um tema que realmente faz muito sentido para muitas pessoas, né? independente de como for, essa relação sempre vai existir internamente, né, simbolicamente. Então, de fato, é um assunto muito importante que eh falar sobre isso muitas vezes acaba com que a gente consiga destravar coisas que estão ali, né? Sim, é verdade. Obrigada mesmo, viu, Felipe? Obrigada por você ter vindo, obrigada por conversar conosco, por nos ensinar, por trocar, compartilhar. É um tema bem complexo, um tema abrangente que se a gente for ficar falando aqui, a gente vai ficar falando tempão, né? Mas eu acredito que alguns pontos aqui a gente conseguiu eh colocar e é bem interessante e vira a chave quando a gente para para analisar a fala de vocês. Muito obrigada pela entrega e pela presença. Agradeço. Agradeço Edilson. Agradeço você. As perguntas muito boas, por sinal. Eh, eu acho que é um tema que não nos abandona. Sim, é verdade. É um tema que não nos abandona. Ô gente, olha, obrigada a você que tá aí em casa, né? Acho que um tema bem interessante. Vale aí um segundo programa pra gente poder falar sobre essa questão. E a gente muito bem pontuou aqui a questão do meu pai. É, não é um herói, tá tudo bem, ele não se o seu herói, né? você precisa romper aí essa essa questão de visão de pai herói para que você também seja responsável, né, pela sua vida. Nesse momento nós falamos dos pais, mas pode ter certeza que já a produção já tá programando alguma coisa aí pra gente falar das mães que também não são perfeitas, tem mãe que abandona e que, infelizmente, isso ainda acontece. Eh no contexto geral, nós somos pessoas passíveis, né, de falhas e de erros, mas o bom é que a gente pode ter o autoconhecimento e pode melhorar tudo isso. E que bom que a gente se permite a ter a informação com a gente, né? E a gente faz isso aqui eh eh com muito carinho e graças aos nossos entrevistados que se dispõem a estarem conosco. Eu quero agradecer a sua audiência, a sua companhia, mais uma vez os nossos entrevistados. Vou entregando agora para o plenário. Tem evento lá no plenário ao vivo e amanhã a gente volta a partir das 8 da manhã ao vivo com você. Amanhã a gente vai discutir um comportamento da geração Z, tá? E os impactos dessa revolução cultural. A gente vem falando das gerações já há um tempo, mas a geração Z nasceu conectado, cresceu nas redes e agora tá mudando as regras do jogo. A geração Z, gente, está transformando a forma de consumir, de se divertir e até de se relacionar. Percebeu? É menos álcool, menos balada. madrugada dentro, nem pensar e mais saúde, experiências, conexões que façam sentido. Mas o que será que tá por trás dessa mudança, hein? É consciência, pressão das redes sociais ou um novo jeito de se viver que a geração Z está colocando para nós? Eh, e o que essas escolhas dizem sobre o futuro do consumo, das relações e até a forma, né, da sociedade se organizar aí pros próximos anos. Então, amanhã a gente fala do comportamento da geração Z, que não tem mais balada de madrugada. A galera tá se encontrando para fazer balada à tarde dentro de um café e tomando café e batendo papo. Essa é a geração Z. A gente fala sobre isso amanhã a partir das 8 da manhã. Muito bem. 844 entregando. Valeu, gente. Beijo grande. Fique bem, se cuide e até amanhã, se Deus quiser. จ