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Olá, muito bom dia para você que tá ligadinho aqui na programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Hoje, dia 12 de janeiro, segunda-feira, começando o ano, né? E aí todo mundo sabe que, bom, dia 12 ainda, então estamos no início. E aí esse tempo começa a ser de recomeços, de muitos planos, de muitas expectativas, mas olha, gente, para muitos brasileiros [música] também é tempo do quê? Ah, já chegou e PVA para você, é boletos. [música] Isso. Boletos, dívidas e preocupação com dinheiro. Quem conseguiu guardar um pouco do 13º ou das férias, fica na dúvida. E agora eu guardo, né? Eu vou poupar ou eu vou pagar minhas contas? E quem gastou todo o 13º? [música] Por onde que vai começar? Sem entrar em desespero. É porque às vezes a gente vive como se não houvesse amanhã. Uhum. Hoje o Estúdio Câmara vai falar sobre a organização financeira no início do ano e também sobre algo que muita gente sente, mas nem sempre percebe [música] como os problemas financeiros eles afetam a nossa saúde mental e a nossa autoestima. [música] Exatamente. Nossos convidados já com a gente aqui. Daqui a pouquinho vamos apresentá-los, mas antes eu quero falar com você que tá em casa. Participe com a gente, mande sua mensagem. [música] Nosso WhatsApp tá aberto, nossa produção tá te aguardando, você guardou um pouquinho aí do 13º, você gastou tudo e agora bateu o arrependimento, vem [música] IPVA, IPTU, Escola das Crianças. Olha, dá uma canceira até de falar, não é? Então, como [música] é que tá as coisas por aí? Manda pra gente. Tem alguma dúvida sobre organização financeira ou então como que o financeiro tá mexendo com o seu psicológico? [música] Manda pra gente daqui a pouquinho você tem a resposta. 199729377. Enquanto você manda sua mensagem, [música] a gente atualiza algumas informações, a previsão do tempo, vamos apresentar também os nossos convidados. Vamos [música] lá. Olha, a escola, a Escola Nacional de Administração Pública disponibilizou um curso online gratuito sobre reforma tributária com acesso pelo hotsite da Prefeitura de Campinas [música] dedicado ao tema ou então pelo site da própria instituição, tá? A capacitação tem [música] apoio da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos. O curso é voltado a agentes públicos das áreas tributárias e financeiras, mas também está aberto a cidadão e interessado em entender os impactos da reforma na economia brasileira. Dividido em seis módulos, o conteúdo [música] apresenta de forma didática e prática os principais pontos da reforma, como os novos impostos, mudanças na competência tributária e os reflexos para as empresas e consumidores. [música] A carga horária é de 20 horas com o certificado para quem concluir os módulos, tá? O aluno tem 30 dias para finalizar o curso a partir do início. [música] Então, mais informações você acessa lá o site da Prefeitura de Campinas e também na plataforma eh [música] da Escola Virtual do Governo. Muito bem, vamos lá, então, seguindo com mais informações. E você que tem veículo registrado aqui em São Paulo, atenção, a Secretaria da Fazenda e Planejamento divulgou eh o calendário do IPVA 2026. de pagamento começa hoje para veículos com final de placa um. E vale ficar atento às opções, tá? Dá para pagar o imposto à vista com 3% de [música] desconto ou então você pode parcelar em até cinco vezes, sempre de acordo com o final [música] ah da placa e também o valor do IPVA. O desconto vale para carros, motos, caminhonetes, ônibus, caminhões e veículos similares. Agora, se você deixar para pagar a partir de fevereiro, atenção, pede o desconto de 3%. e também não poderá parcelar, sendo necessário quitar o valor em parcela [música] única. Então fica a dica, né? Confira aí a o final da placa do seu veículo, avalie a melhor opção para o seu bolso e não deixe para pagar na última [música] hora, tá bom? Eh, agora vamos com a previsão do tempo aqui pra cidade de Campinas. Hoje, segunda-feira, começando a semana. Olha, não sei não, hein? Diz que teremos uma semana chuvosa, mas vamos focar no aqui no agora. Vamos focar no hoje. Previsão para hoje, mínima 21, máxima 33. Não sei você, mas eu passei um calor terrível essa noite. Tá muito quente. O ar condicionado aqui no estúdio está aí 19º, mas a gente tá tendo uma sensação de muito calor lá fora, então nem se fala. Ó, para hoje diz que nós temos eh sol com algumas nuvens, pancadas de chuva [música] à tarde e à noite. Quando a previsão fala que a máxima é de 33, a gente pode esperar aí uns 40, 42, 43 de sensação térmica. [música] Então, a dica, né, roupa leve e muita hidratação, [música] tá bom? Se cuide e vamos que a semana só tá começando e vamos falar claro dessa realidade, né, que a gente tá vivendo. Esse começo de ano aí pra maioria dos brasileiros vem acompanhada de um peso, né, acompanhado, aliás, de um peso. Segundo a pesquisa de endividamento e inadimplência do consumidor, no final de 2025, cerca de 78% das famílias brasileiras estavam endividadas, sendo que o cartão de crédito é o principal vilão presente em mais de 85% das dívidas. janeiro, né? Com a chegada dos impostos IPVA, IPTU e as despesas com material escolar se torna no mês do estresse financeiro máximo, gente. Mas o problema vai muito além do bolso. A relação entre dinheiro e bem-estar é direta e uma pesquisa do SPC Brasil mostra que 90% dos inadimplentes relatam que a dívida impacta negativamente a qualidade de vida. Esse desequilíbrio provoca sintomas sérios como ansiedade, insônia, depressão, perda de autoestima. Por isso, organizar as finanças não é apenas uma questão de planilha, é um ato fundamental de cuidado com a saúde e a gente precisa de ajuda para isso. Exatamente. Então, para nos ajudar a entender melhor essa dinâmica de traçar aí um caminho para sair do sufoco, a gente recebe aqui no estúdio o Alex Oliveira. Ele é consultor financeiro. Olha, há mais de 5 anos ajuda pessoas e famílias a se organizarem, né, na vida financeira. Seja muito bem-vindo. Bom dia. Obrigada pela sua presença, Alex. Obrigado, Rúbia, doutora também. Eh, obrigada a você que tá nos assistindo. Eh, anteriores também já estão acumuladas, então é uma situação muito complicada, né? Mas vamos lá, vamos lá, porque a gente tem muito que aprender hoje com vocês. Olha, e como a gente sabe que a vida financeira impacta a nossa saúde mental, claro que a gente ia convidar uma psicóloga, ela é psicóloga clínica, gente, economista e planejadora financeira eh eh pessoal, né? A Maria Manso, ela é especialista na relação entre dinheiro, comportamento e emoções. Que coisa maravilhosa. Seja muito bem-vinda. Bom dia para você. Maria, você tá me ouvindo? Eu acho que seu microfone deve estar mutado. A gente não conseguiu te ouvir, tá? Enquanto você vai ajustando aí, por gentileza, eu já pergunto pro Alex, porque a gente trouxe no início do programa que dados mostram que 78% das famílias brasileiras estão endividadas. Então, quando chega janeiro, o negócio, o bicho pega e a gente não tem para onde correr. A gente precisa pagar, a gente precisa resolver. Então, impostos, material escolar, conta acumulada, por onde que a gente deve começar, Alexis? É melhor renegociar, é, aliás, negociar a dívida mais cara, né, e organizar o orçamento. Esse negócio de renegociação de dívida realmente funciona ou a gente se endivida mais porque daí dá uma uma aliviada e você acha que tá tudo bem e você começa a a se endividar sem perceber, como a gente faz para começar esse ano e para dar uma equilibrada na vida financeira, não é bom, Rú? É o seguinte, eh, tudo começa através do da organização, né? Eu sempre costumo dizer que o 13º e as dívidas, aliás, na verdade, os impostos, né, a ser pagos, vem num período bem complicado, né, que já entra junto com o fim do ano, que é uma época de festa, Natal, ano novo, e, e aí, como se planejar, então vem tudo através da organização. Mas o que que acontece? Eh, as dívidas elas estão ali, elas vêm, não tem como, né? A ideia é você remanejar. Realmente, em vez de você pagar as dívidas mais caras, é mais interessante você pegar as dívidas mais essenciais, né? Porque hoje nós temos coisas que não tem como nós abrirmos mão, né? Água, telefone, luz. Então, assim, são muitas coisas assim mais importantes para você colocar, não necessariamente os mais caros. Eh, cartão de crédito, né? A gente vai falar um pouco depois sobre o cartão de crédito, né? se ele realmente é o maior vilão ou vilão, na verdade é uma outra situação ali. Mas o cartão de crédito é uma coisa assim que precisa ser paga, né? As pessoas têm costume de pagar sempre o mínimo do cartão de crédito e é aonde que eh os juros são altíssimos e é onde você acaba se endividando mais ainda, acaba virando uma bola de neve. Então, é mais interessante você remanejar os os gastos essenciais, eh, aqueles gastos que tem, aquelas dívidas que já tem pode acumular mais juros, né? E algumas coisas como o banco, outras coisas que você possa renegociar talvez seja interessante também, tá? Então, por exemplo, pros bancos mesmo, né? Eles preferem, claro, receber ali o mínimo do que não receber nada. Exato. Então, seria interessante você entrar em contato com o seu gerente, olha, tem uma dívida assim, tem uma dívida de outra forma. Então, como que eu posso ali eh reorganizar essa dívida e passar mais para frente para pra gente poder se organizar? Então, talvez isso também, essa conversa e bate-papo com o seu gerente também seja interessante. Muito bem. Vamos ver se a Maria conseguiu eh a ajustar o microfone pra gente poder conversar com ela. Seria muito interessante, né? Porque a gente tá falando aqui de de planejamento financeiro e isso impacta na nossa saúde mental. Maria, você tá me ouvindo? Vamos ver se eu te ouço agora. Vamos lá. Bom dia. Ai, não consigo te ouvir. A gente não consegue ouvir você. O teu microfone tá OK? Tá tudo certo aí? Tá OK, né? A gente não consegue te ouvir. A produção vai falando com você para ver se de repente você eh desconecta e conecta de novo, tá? A gente que vive no ao vivo e com internet. né? É, é interessante que às vezes dá certo, às vezes não dá certo, mas a gente vai tentar porque seria muito bom a presença e a participação eh da Maria que é psicóloga, gente, e e o a visão, né, eh da psicóloga é maravilhosa quando a gente fala da questão financeira. Foi, Henrique, deu certo. Vamos ver, Maria, vamos tentar de novo. Ah, uhu, agora sim. Ao vivo é assim mesmo, gente. Tá tudo certo. Tecnologia. É isso, ajuda, às vezes não ajuda tanto, né? E mas o importante é que você tá com a gente. Vamos lá. E se não der certo, a gente vai tentando, tá? E fica tranquila. Eu quero dar o bom dia mais uma vez para você. Importante demais sua presença com a gente aqui. Gostaria que você falasse um pouquinho sobre essa questão, né, a da organização financeira, do endividamento e de um impacto eh no nosso psicológico. Isso realmente afeta levando pessoas até uma depressão profunda, não é? Sim. é uma relação da saúde financeira. Bom dia. Primeiro, né, vocês não me ouviram. Bom dia. Obrigada pelo convite. Bom dia. Mas essa relação da saúde mental e a saúde financeira é uma relação que uma impacta a outra, né? Tanto a saúde mental, ela pode impactar a nossa saúde financeira, porque a pessoa ansiosa ela vai tomar decisões menos assertivas. a depressão vai paralisar a pessoa a a buscar ajuda, como a saúde financeira diretamente, né, que você já falou, trazendo aí uma ansiedade, depressão, burnout. Então assim, é uma relação muito forte nessas, né, nessas duas áreas que a gente tá falando. E como você falou aí nesse início de ano, falando aqui da parte psicológica, o que a gente precisa talvez uma sugestão é a pessoa não tomar decisões muito ligadas à emoções, porque quando começa ter problema de endividamento que as contas começam não a fechar, vem vergonha, vem medo, vem vem a vem uma fuga, né, da realidade. nem olhar pro boleto, não quer abrir uma fatura de cartão de crédito. E aí é um momento onde as pessoas começam a tomar piores decisões, né? Então vem uma culpa e ela não quer dividir isso por familiares e buscar uma solução mais rápida, é onde pega empréstimos mais alto e começa uma bola de neve que pode ficar muito difícil de sair. Então, é entender que é o momento de estar mais racional, de buscar ajuda, de, né, de buscar. E porque assim, o que a gente vê que acontece muito é buscar um empréstimo para pagar outro, é buscar um empréstimo para pagar uma fatura de cartão de crédito e muitas vezes empréstimos juros altos, porque a pessoa se sente culpada, não, né? até para falar com o gerente de banco, entra no aplicativo, o primeiro empréstimo que vê ali eh faz com o jogo sem sem avaliar a capacidade de pagar aquele aquela dívida e aí só vai complicando a situação, né? Exatamente, né? Você sabe, 90% das pessoas endividadas relatam impacto negativo na qualidade de vida, né? eh é a nossa mente respondendo quando o dinheiro vira um problema constante. E esse estress financeiro, ele pode se manifestar fisicamente, né? E a gente precisa estar atento eh quanto a isso. Agora, Alex, eh pessoal tá pensando em casa, 13º, chega o momento do arrependimento, né? Agora você vai olhar para trás e fala: "Caramba, não sobrou nada. Quem gastou tudo no fim do ano tem saída ainda? fazer como, né? Porque já começa o ano meio perdido. Se o 13º ele vem em, como você disse, em um momento em que a gente precisa ter aí muita, muita orientação e muito discernimento. E isso vai lá paraa saúde mental, porque veja bem, você trabalhou o ano inteiro, aí ã final do ano você vai automaticamente pegar férias, né? Acho que 90% das pessoas pegam férias no férias no final do ano e aí você pensa: "Ah, vou trabalhei o ano inteiro, poxa vida, eu mereço um presente, né? E eu vou tirar férias, então vou pra praia, vou gastar um pouquinho, já vi o 13º mesmo e tá tudo certo." Mas aí quando chega janeiro, a gente vai e olha para trás, fala: "Poxa, eu gastei tudo 13º e agora vou ter que começar do zero". O 13º ele vem para ajudar ou ele acaba, tipo, entre aspas assim, atrapalhando, porque nos dá uma sensação de que a gente tá podendo e essa não é a realidade do brasileiro. É, na verdade tudo é formatado, né, para para você consumir, para você gastar, né? Porque veja bem, o 13º ele vem, como eu já disse, na num período meio complicado. Ele vem antes das festas de fim de ano. Ele vem como suporte, se você parar para analisar. Exatamente. E aí você tá com aquele dinheiro ali e você se você não tem uma orientação, se você não tem uma mentalidade ali de, pô, pera aí, isso daqui é para mim poder pagar as minhas contas, né? Porque vai vir em janeiro, vai vir PTU, vai vir todos os tipos de contas aí no início do ano. Uhum. E aí eu preciso ter aquela mentalidade. Esse dinheiro não é para isso. Mas com a cultura hoje, eu acredito muito nisso, com a cultura que nós temos hoje no Brasil, né? Eh, é um pouco complicada. Por quê? Porque a gente não tem essa mentalidade de falar. A gente não teve essa mentalidade de falar. sobre finanças na escola, pelo menos eu não tive, né? Eh, hoje em dia tá diferente, né? As pessoas agora acho que se eu não me engano, tá tendo educação financeira nas escolas, mas nunca teve. E o tabu também da gente falar sobre isso em casa, né? A gente vai falar sobre dinheiro, não, não, não é legal, pô. Tenho dinheiro, não tenho dinheiro. E aí, pai, filho não conversam sobre isso, né? Simplesmente o filho pede dinheiro, o pai fala: "Não, não tenho, mas por que que eu não tenho?" Ou por que eu não quero te dar o dinheiro, né? Então existe toda essa questão, então precisa dessa organização. E aí chegou janeiro, gastei todo o meu 13º. O que que eu faço? Como eu disse, vamos remanejando as dívidas essenciais e vamos tentando renegociar as dívidas que a gente consiga renegociar, né? Como a doutora falou, eh as pessoas utilizam muito de empréstimos para poder quitar o cartão de crédito ou até mesmo aí a o outro empréstimo, né? a gente faz um empréstimo para quitar um outro empréstimo e aquilo vai virando uma bola de neve, porque os juros é muito alto, são juros altíssimos, então não é interessante. Então, a primeira coisa, né, chegou, gastei todo o 13º, não tem mais jeito, as dívidas estão batendo na porta. Primeira coisa, não fazer novas dívidas, não pegar empréstimo para quitar, renegociar as dívidas que você pode renegociar e automaticamente aí eh quitar as dívidas com o pouco de dinheiro que sobrou, porque precisa, né? Senão você vai ficar sem luz, você vai ficar sem água, você vai ficar sem telefone. Então, infelizmente é dessa forma. Organização, acho que é a palavra. Então, né, hoje nós trouxemos aqui a informação do IPVA, que já tá disponível, né, aqui pro estado de São Paulo para você fazer o pagamento. Então, agora pagando agora, você viu que tem um desconto, né, eh um desconto se você paga a vista agora ou então você pode parcelar e se você deixar para pagar em fevereiro, você não tem mais esse desconto. Qual que é a a sua dica aí quando a gente eh eh vê esse desconto do IPVA ou o parcelamento do IPVA? Qual que é o mais assertivo? Depende da sua situação, né? Se você tem ali o dinheiro para pagar a vista, seria talvez interessante você pagar a vista até mesmo pela questão do desconto, né? Eh, se você não tem o dinheiro, talvez o parcelamento seja interessante, desde que você se reorganize, né, paraa quitação daquilo. Como eu volto a dizer de novo normalmente, tudo a questão da organização ali. Você precisa ter essa mentalidade que existem dívidas, existe as contas. Então, você não pode mais fazer dívidas para poder quitar as contas que você já tem. Uhum. Então essa é a dica. Agora eu tenho dinheiro para pagar o EPVA, OK? Mas eu tô pensando lá na frente, poxa vida, eu vou guardar o dinheirinho aí, não sei como é que vai ficar os os próximos meses eu eh eh seria mais assertivo parcelar ou mesmo ou eu vou lá e pago tudo à vista quando eu tenho ali a reserva, só que eu não sei o que vai ser lá na frente, entendeu? Então, aí eu preciso de ter um manejo assertivo. Eu acredito que a quitação das dívidas é o mais essencial, mas eu acredito também que se pagar primeiro também é interessante. Por mais que você guarde eh o mínimo ali que você consiga R$ 10, R 20, R$ 30, fala: "Pô, mas Alex, é R$ 10, R 20, R$ 30 vai resolver minha vida?" para quem eh está endividado, para quem está com problema financeiro, ajuda e muito, porque você vai ver lá na frente o seu problema, mas vamos pensar no hoje, tá? Então, a gente não pode deixar também as dívidas de hoje eh aflorar. Por quê? Porque pode virar uma bola de neve. Então, é interessante sim você guardar um pouco para você, mas o foco agora seria as dívidas, tá? O foco agora seria quitar as dívidas, quitar o IPVA, fazer tudo certinho ali. Se você tiver dinheiro, é interessante você pagar também ali com para para evitar os juros, né, da da das parcelas. Mas se não tiver jeito mesmo, não tem problema parcelar, tá? Não tem problema parcelar. A parcela ela vem para ajudar desde que você tenha uma mentalidade que aquilo existe. Exato. Né? Então, parcela, ela não é um um vilão assim, né? Eh, os juros da parcela, dependendo da situação, estamos falando aí da questão do IPTU, IPVA, essas coisas, tem um juros baixos, então sem problemas nenhum. O complicado é o cartão de crédito, que o cartão de crédito, se você pagar o mínimo, você vira numa bola de neve complicada, porque o juros é altíssimo. Neste caso, aí eu já não aconselho você fazer. É, são juros altíssimos e tiram o nosso sono. Maria, nossa relação, vamos lá, a nossa relação com dinheiro, ela eh precisa ser ensinada, né? a nossa educação financeira precisa vir desde a infância, mas como eh temos gerações que não tiveram a oportunidade, né, de ter essa educação financeira, eh é possível a gente romper esse ciclo de hábitos ruins e e reescrever uma nova história financeira, mesmo que a gente venha de frustrações com as nossas finanças? Sim. É, é possível, não é um, não, não é mágico, né? Não é fácil. Quando a gente fala da educação financeira, quando a gente fala de educação, a gente fala mais de informação, de como lidar. Eu acho que o problema maior não é a questão da educação assim em si, porque muit todos nós, a maioria pelo menos sabe que a receita e a a solução é é gastar menos do que ganha, né? A maioria das pessoas têm noção de qual o investimento, como investir ali, que seja o básico, não precisa ser um experto em investimentos. Então, acho que o problema maior é a nossa forma de funcionar em relação ao dinheiro. E aí é que entra um trabalho de psicólogo, que eu acho que a gente precisa trazer mais psicólogos para trabalhar a questão do dinheiro na clínica. Uhum. Porque aí é que a gente vai entender porque que a pessoa comporta dessa forma em relação ao dinheiro. É por causa de um histórico de vida. Uma pessoa que viveu com muita escassez, quando começa a ganhar dinheiro, tem dificuldade de guardar dinheiro. Eu vejo muito na clínica pessoas que têm dificuldade em sustentar ter dinheiro. A pessoa ganha dinheiro, ela quer ficar livre do dinheiro muito rápido. Isso por quê? Porque tá envolvendo culpa, tá, tá tá envolvendo uma sensação de fracasso. Então, mais do que a educação, a gente precisa ter psicólogos, ter profissional da saúde mental para tá ajudando as pessoas a entender a forma que a gente relaciona com o dinheiro. a gente atende na clínica, não é só pessoas que têm renda baixa, que tem, não é pessoas que às vezes t renda altíssima, que poderia tá vivendo uma vida financeira muito tranquila e nunca consegue sair das dívidas. Então é muito mais essa questão da das emoções que envolvem desses gatilhos mentais, desses vieses cognitivos que nos atrapalham muito na hora de lidar com dinheiro. Excelente, Maria. Agora, quando a gente fala dessa dessas frustrações ao lidar com dinheiro, a questão do 13º que a gente tá falando hoje aqui, porque isso aconteceu há poucos dias, né, o ano passado aí em dezembro, todo mundo, né, eh, com 13º em conta, 13º em mãos e aí a com as férias, com o final de ano, família, Natal, aí gasta o 13º, chega na chega em janeiro, vem as contas e a gente sabe que janeiro é pesado e aí você gastou o seu 13º ou então gastou aquele recurso que você tinha lá nas férias e tal. E aí vem uma culpa muito grande, né? É, como é que essa culpa eh eh pode impactar esse início de ano e talvez até o ano todo a gente fala sobre saúde mental? Eh, eu acho que assim, o principal motivo que as pessoas às vezes gastam o 13º, né? O 13º é um exemplo que eu eu acho que envolve muito um gatilho mental que a gente trabalha, que é o gatilho que é um viés cognitivo, que é o viés da contabilidade mental. Uhum. A pessoa, se ela não tem uma clareza, se ela não consegue enxergar lá na frente, as finanças, ter, né? Não precisa ser sistemas muito robustos para fazer isso, um papel de pão, mas a pessoa precisa ter uma visão lá na frente, não só do que gastou, mas como que ela gostaria de usar o dinheiro. E aí quando chega a época do 13º, ela começa a comprometer aquele dinheiro para várias coisas. Uhum. Fica aquela contabilidade mental. 13º eu vou comprar presente, eu vou viajar, eu vou comprar material escolar, só que aí compromete o dinheiro para várias coisas e no final as contas não fecham. E aí respondendo a sua pergunta, é a hora que vem a culpa. E como que a maioria das pessoas lida com essa culpa? é não querer olhar paraa situação. Eu tenho, né, os clientes quando começam comigo, eles falam: "Eu só vou olhar para para minha fatura no dia da sessão porque eu não dou conta de olhar." Não traz muita ansiedade. E aí que começa a piorar o problema, né? Porque a pessoa evita, não vou abrir uma fatura, não vou olhar para isso, uma hora dá certo, aí vem um pensamento mágico, outro viés cognitivo, lá na frente dá certo e a pessoa vai empurrando a Então a gente sabe que lidar com dinheiro starta muitas emoções, né? raiva, vergonha, medo, ansiedade. Então, é a gente acolher essas emoções, saber que ao lidar com dinheiro essas emoções vão ser ativadas, mas não se paralisar por causa disso, porque fechar os olhos para problema é é piorar muito essa questão, esse problema e a conta chega, né? Ele não some por si só o problema. Exatamente. A conta chega. e principalmente a conta do cartão de crédito, né, que é uma coisa meio que ilusória assim, a gente olha lá aquele eh não é um dinheiro que tá na tua conta, é um crédito que você tem e aí você fala: "Poxa vida, né? Tá aqui, vou utilizar". E você sabe, o cartão de crédito, gente, ele aparece eh em 85% das dívidas. Ele pode ser um aliado, ele pode ser um vilão e a gente precisa aprender a usar. Aí eu pergunto para Alex, quais são as três regras de ouro, né, pro uso consente do cartão? Só, eu sei que tem muitas eh eh regrinhas que a gente pode usar, mas as três primeiras regras assim que você considera eh eh fundamentais pra gente usar com mais assertividade o cartão de crédito, que é algo que assim, você está com um crédito e você vai ter que pagar isso depois, né? E aí, às vezes depois eu quero falar com a nossa psicóloga sobre isso, porque a nossa mente ela dá uma reviravolta e quando você vê lá aquele zerinho, você fala: "Uau, né, tô rico". Mas aí depois a conta vem, não adianta. Então passa pra gente aí um eh regras de assertividade no uso do cartão de crédito, se é que tem. Vamos lá. Bom, primeira coisa, eh, eu não considero o cartão de crédito como um vilão. Uhum. Tá. Apesar dele ser, vou explicar porquê. O cartão de crédito, ele vem para auxiliar eh a organização financeira. Por quê? Eu mesmo, eu gasto tudo, cara, que eu vou comprar, as minhas meus meus gastos, eh, é tudo no cartão de crédito. Uhum. Por quê? Porque eu deixo o meu dinheiro guardado, né? e recebi meu salário, guardei meu dinheiro e vou gastando um cartão de crédito. E ali eu consigo ter o meu controle, né, de do que eu gastei, como a doutora mesmo falou, não precisa ser expert no no na área de finanças, um básico, um papelzinho de pão, mas anotar todos os os gastos que você teve. Ah, eu fui na padaria, anotei, ô, tomei um cafezinho, por mais barato que seja, vamos anotar, comprei uma bala, vamos anotar. Por quê? Porque você precisa ter esse controle para que dê certo esse auxílio do cartão de crédito para a ajuda na organização financeira. Uhum. Só que as pessoas hoje em dia, infelizmente, fazem totalmente ao contrário, né? Eles usam o cartão de crédito como um complemento e é aí que ele se torna o vilão. Humum. Entendeu? E como você disse, 80 85% das pessoas fazem isso. Então o que que acontece? Eles gastam, né? Recebeu o quinto dia útil, gasta todo o dinheirinho e aí chega lá mais ou menos pro meio do ano, perdão, no meio do mês, né? Acabou o dinheiro, que que eu vou fazer? Eu vou completar agora com o cartão de crédito e começa a gastar no cartão de crédito. E aí chega o próximo quinto dia útil, a fatura do cartão de crédito chegou. Sim. E aí é onde começa a desorganização começa a se perder. Então a ideia é utilizar o cartão de crédito é essencial? Depende da sua mentalidade. Se você tem a mentalidade de que o cartão realmente é crédito, como você mesmo disse, Uhum. Perfeito. Isso vai auxiliar muito na sua na suação. Por exemplo, como eu disse, eu use bastante porque eu abro toda toda hora o aplicativo para mim ver como que tá, para mim ver o que que eu gastei, o que que eu não gastei, né? Eu faço aquela conciliação, tá batendo realmente meu cartão com o meu papelzinho de pão ali, a minha planilha, enfim, da forma que você quiser utilizar. Maravilha. Dessa forma, legal. Outra dica, limite, gente, limite do cartão de crédito. Muitas pessoas a a hora que o banco entrega assim, nossa, ó, aumentou o limite do cartão de crédito, pô, né? Faz aquela comemoração. Tô com meu meu cartão de crédito tem 20.000 de limite, tá? E aí você consegue pagar 20.000? O dinheiro não é seu, não adianta nada. Então essa é mais uma dica, gente. Limite de cartão de crédito para você que não tem aquela organização, não tem aquela mental ou tá começando a querer trabalhar isso na sua na sua cabeça, gente, limite do cartão de crédito é o mínimo ali do do do valor que você recebe. Uhum. Tá realmente para você não ultrapassar isso, né? Então, seu limite tá ali e lado a lado com o que você ganha, com o que você recebe. Maravilha, perfeito. A hora que você for gastar, ele vai bloquear para onde acabou. Então isso é também uma dica de ouro, gente. Limite e a questão da mentalidade com o cartão de crédito, pensar que ele é para crédito e não complemento. Pagar o mínimo. Nunca, jamais, jamais, jamais. Nunca pague o mínimo do cartão de crédito. Os juros é absurdos, não é alto, são absurdos. Olha isso, gente. Esquece isso aí. Pagando o mínimo do cartão de crédito, vai virar uma bola de neve. E isso realmente é um problema muito sério que as pessoas fazem também, tá? Pagar o mínimo do cartão de crédito. Poxa, vida, tá aí, ó. três super dicas, né, que o Alex acabou de passar pra gente, pra gente utilizar o cartão de crédito quando a gente precisar, né, eh, com mais assertividade. Agora, vamos lá, consumismo, endividamento, né, muita muitas vezes aí ligados autoestima, a comparação. E essa comparação vem ah impulsionada pelas redes sociais que estão presentes cada dia mais na vida da gente. Então eu pergunto pra nossa psicóloga aí, né? Como é que a gente faz? Como é que a gente tem o autocontrole? O autocontrole para não gastar por impulso, tentando manter um padrão que não é nosso, Maria, porque a gente precisa eh de entender que a comparação, a rede social e tudo isso que nos cerca, às vezes nos incentiva a perder o controle, principalmente na hora de gastar. Bom, quando a gente fala dessa comparação, nós somos seres sociais, é normal a gente comparar com outro, né? Isso até certo ponto é saudável. Uhum. Mas a gente precisa é ter esse autoconhecimento. Aí é que entra essa questão de entender nesse autoconhecimento pra gente saber o que que é meu, o que que é valoroso para mim, o que que importa para mim, o que que é do outro. E quando a pessoa não se conhece, não entende, não entende, às vezes ela se, né, ela fica muito refém desse, dessa comparação com outro, dessa busca de status. Então isso seria uma questão. E quando você fala do autocontrole, eh, já tem estudos que mostram que a gente não consegue ficar no autocontrole por muito tempo. Uhum. Então, uma dica e uma, né, e uma proposta é a gente eh não nos colocar a prova o tempo todo. Por exemplo, tem um limite de cartão de crédito que a gente não consegue pagar, é colocar ali, é a gente ficar a prova desse autocontrole o tempo todo. Então, é o que o Alex falou aí, o limite do cartão, ele não tem que ser definido pelo campo, ele tem que ser definido pra gente. Gente, precisa entender até qual que é o limite que eu posso gastar no cartão para se organizar ali, porque senão vai depender desse autocontrole. Na hora ali de comprar, de estar numa loja, de fazer uma compra, se você tá mais triste, se você tá ali num dia mais, né, mais difícil, fica muito mais difícil esse autocontrole. Então é a gente que a gente fala da gente preparar o ambiente pra gente não precisar se colocar a prova o tempo todo, colocando esse limite de caixa de crédito, né, no limite que que dá para pagar. É uma forma de fazer isso, ter listas de compra, ter prioridades, esse autoconhecimento, né? Tudo são estratégias aí que a gente vai utilizando para facilitar o processo, né? Porque senão o racional, brigar com o emocional é uma é uma luta para ti. O nosso emocional tem até uma metáfora interessante que fala que é o elefante e o condutor. Então o condutor tá em cima do elefante e quer que ele vai para um determinado caminho. O condutor ele representa o nosso lado racional e o elefante representa o nosso lado emocional. esse condutor que querer levar o o elefante na marra ali na briga, ele perde porque o elefante é muito mais pesado que ele. Então a gente precisa ter estratégias para liberar o caminho pro elefante mais rápido. Então a gente precisa ter esse autoconhecimento, ter estratégias inteligentes aí pro elefante seguir onde a gente gostaria que ele fosse. E isso é uma metáfora para mostrar essa relação do nosso lado racional com emocional e que a gente sabe que falando de dinheiro, emocional é muito mais forte do que o racional. Uau, hein? E que elefante, né? [risadas] Vamos falar a verdade. Agora, eh, eu perguntei pra Maria essa questão da da das redes sociais, né? E eu gostaria de ver com você também, Alex, falar contigo sobre a rede social em si. Não, não só a rede social em si, mas o e-commerce, né? É essa, esse jeito que nós aprendemos de comprar no sofá de casa, né? Então, veja bem, olha só, não vou falar que é armadilha, mas é [risadas] assim, ó. Você tem o cartão de crédito, tá? Com um limite aí com vários zerinhos ali. Você fala: "Poxa vida, eu não tenho esse dinheiro, mas eu tenho no cartão de crédito aqui". Aí você abre um aplicativo que tem tudo que você quer comprar, que que você deseja, né? Que você olha assim, fala: "Nossa, eu quero isso". Aí do outro lado, você tem um cartão de crédito aqui. Você não precisa levantar do sofá, você só vai clicar, né? E a a compra tá feita. Daqui três dias chega na sua casa. Qual que é o impacto que essa facilidade de compras e o cartão de crédito? a gente faz tudo pelo celular. Qual que é o impacto disso na nossa vida financeira, né? Como que você avalia essa facilidade, né, que tem chego pra gente? Bom, a questão do e-commerce, né, do celular em si, né, eh, e é chega a ser uma armadilha. Então, por quê? Eh, tudo é formatado, né, pro nosso consumismo. E o seu celular, a gente, não sei se vocês já imaginaram, mas o seu celular ele te ouve, entendeu? Então, eu, não, sério, [risadas] perceba para você ver que mesmo ele desligado ele te ouve, porque às vezes você tá na sua casa e fala assim: "Nossa, eu preciso comprar uma geladeira nova". Daqui a pouco, daqui a pouco, a hora que você abre a sua, vem lá as lojas todas, um monte de promoção de geladeira e você vai passando e aquilo fal: "Nossa, porque que eu acabei de falar de geladeira, né?" Só que aquilo já estava formatado para você comprar ali, né? Então hoje assim é muito complicado. E hoje se a gente for parar para pensar neste mes exato momento, eh, 90% das pessoas estão num celular. Uhum. Estão na tela de um celular ou até mesmo de um computador, né? E aquilo vai passando todas as coisas. Às vezes você olha lá eh no e-commerce, até mesmo comida, né, no no no no nos aplicativos hoje de de de foods. E aí você começa passando e aí você vai vendo lá, pôs uma marmita, né, pô, acabei de sair do meu trabalho, né? E aí você passou ali o o Natal e o ano novo comendo bem, né? aquele momento [risadas] de comida boa, você não quer voltar de novo pr sua marmitinha. Aham. Entendeu? Então fal, ah não, eu vou vou aproveitar, vou pegar só hoje, né? Eu vou vou aproveitar aí, cara, e vou pedir aí segunda, isso na segunda, né? E na terça a mesma coisa. Na quarta aí a hora que chega quinta e sexta fala: "Pô, comi a semana inteira, né, pedindo comida pro delivery? Ah, agora no final de semana eu não vou deixar de pegar, né?" E aí já foi aí R$ 150, R$ 200, né? E isso vai pesando, né? E tudo isso, claro, no cartão de crédito, porque geralmente você ali tal, tá tranquilo, tá suave. E aí a questão, você tá anotando isso? Com certeza não, porque se você tivesse anotando, você ia falar: "Ô, pera aí, eu já gastei R$ 200 só nessa primeira semana com alimentação, né, com comida no delivery. Se eu tivesse feito a minha marmitinha ali e tal, pô, ficava um pouco mais barato." Então, é essa mentalidade que a gente precisa ter, né? Eh, a gente precisa ter essa felicidade de comer uma coisa diferente, tal, no final de semana. Maravilha. Você não precisa abrir mão também daquilo, mas você precisa ter limites, né? você precisa colocar limites ali e imaginar, pô, final de semana é final de semana, dia de semana é a hora da gente se organizar ali, até mesmo por questão de saúde, né? Não, não faz bem também você fazer isso. E da mesma forma acontece também aí com os aletas domésticos, eh, as outras coisas aí dentro do e-commerce. Muito bem. Agora 8:43, produção me avisando que nós temos algumas perguntas, então a gente já eh eh vamos responder então as perguntas dos nossos telespectadores. Eu quero saber o que que o pessoal de casa eh tá falando, né, sobre essa organização financeira de início de ano. É, eu acho que pega aí uma galera, né? Mais de 80% das pessoas aí acabam ah parando para analisar só agora, né? Porque começa a chegar boleto e chega boleto e tal e hoje é tudo mais automatizado, mas tá lá o celular. E aí foi o que a Maria disse pra gente, a nossa psicóloga, tem gente que até se nega, né, a abrir o aplicativo e a gente precisa olhar de frente, porque nós somos adultos, apesar da emoção do dinheiro ser uma emoção meio que de criança, né, porque você olha ali, você fala: "Uau, né, eu quero". E às vezes você não pensa na consequência da sua ação, mas a gente precisa bater de frente ali, encarar e vamos embora, a gente vai conseguir. A gente só não pode repetir, né, as mesmas ações que levaram a essa reação do endividamento. É bem delicado, sem julgamentos, mas a gente precisa só se atentar porque a gente consegue sair disso. É só a gente não repetir as mesmas ações, tá bom? 8:44. Vamos lá. Pode colocar na tela, produção. Temos perguntas para as os nossos convidados. A Paula Fernandes do Jardim Campos Elízios. Muitas pessoas escondem dificuldades financeiras até da família. O que leva alguém a guardar esse sofrimento sozinho? Vamos lá, nossa psicóloga responder, por gentileza, a Paula do Campus Elísios. Boa pergunta, viu, Paula? Vamos lá. Sim, isso é muito comum mesmo. Eh, e eu acho que é muito essa dificuldade de essa questão de esconder até de familiares, de conversar sobre dinheiro. Primeiro que a gente não tem muito esse hábito de falar com eh sobre dinheiro. Quando eles surgem nas famílias, muitas vezes surgem em forma de brigas. Então isso já justifica essa dificuldade porque sabe que vai ser julgado. Aí vem a vergonha, culpa, medo. Então a pessoa evita até o último minuto ali e enquanto isso o problema vai crescendo, né? Porque para não falar com a família, para não buscar ajuda mais próxima, ela vai para empréstimo, ela vai para soluções aí que podear muito problema. É a comunicação, né, gente? Precisamos falar. É que o Alex trouxe logo no início do programa que as famílias costumam não falar sobre eh o sistema financeiro da família, né? Ah, pai, eu tô precisando de um dinheiro. Não, não tenho. Mas esa aí, não tem porquê. Será que não tem? Será que eh ao invés de falar não tenho, não tenho, teria que ter uma resposta um pouco mais assertiva. Não sei, Alex, o que que a gente fala quando a criança vem e pede um dinheiro e você acha que esse dinheiro nesse momento não é é eh assertivo você oferecer pra criança. Ao invés de falar não tem, a gente fala o quê? Boa pergunta. [risadas] Eh, sempre foi um tabu, né? A doutora tava falando agora ali e eu lembrei de algumas coisas, né? E da minha infância, né? Em relação ao dinheiro. Sim. E e a gente sempre falava em casa de religião, de política, né, entre outros assuntos aí, outros temas, mas relacionado a dinheiro, a hora que falava em dinheiro, hum, pegava, né? Sempre teve tab e às vezes minha a minha avó sempre me falava assim: "Eh, sou sujo, mas não posso ser sou sujo, mas sou limpinho, não tenho dinheiro, sou pobre, mas sou limpinho, uma coisa assim". tinha esses bordões, coisas, né? Dinheiro é sujo, tal, mas uma coisa não tinha nada a ver com a outra, né? Então acho que o interessante é você sentar com com com a criança ou principalmente com o adolescente hoje em dia, né? Apesar, como eu disse no início também, eu acho que eu acredito que tá tá tendo agora educação financeira nas escolas. Eu acho isso importantíssimo. Eh, então, sentar e explicar o motivo. Nós não é porque não temos dinheiro, né? Porque não é o momento. Isso. Exato, né? Não é porque você tem o dinheiro ali que você precisa sair gastando, né? Eh, as pessoas hoje em dia, eh, não pode ver dinheiro na conta que já sai gastando, né? O dinheiro tá ali eh fácil, né? O cartão de crédito tá ali fácil, né? como você disse, vê os zerinhos ali, pô, vamos gastar, vamos, na verdade, não, entendeu? Por quê? Porque a vida não é o só o hoje. Exato. Tem o amanhã. Você precisa viver o hoje, entendeu? É interessante você viver o hoje, mas você tem que lembrar que tem o amanhã. É, não viver o hoje como se não houvesse amanhã, né? É o que quase acontece aí nas férias em relacionado com o 13º. A gente vive hoje como se não tivesse amanhã. E chega amanhã, pronto, tá ali, né? É dívidas. Eu vejo que eu faço, né? Tem que faço. É verdade. 8:48. Mais uma pergunta pra gente, produção, pode colocar, por favor, na tela. Carlos Henrique do Jardim Garcia. Qual erro financeiro parece pequeno no dia a dia, mas faz muita diferença no fim do mês? Vamos lá, Alex. Você já falou, eu acho que é essa pegadinha aí da da de comer, né? A questão da comida. Eu falo isso por mim também. Tá, eu tenho essa essa mania também, mas eu acredito que tem outras coisas também, como o cafezinho da manhã, eu vou trabalhar, vou tomar um cafezinho na padaria. Uhum. Né? E não anotar esse cafezinho dá um problema depois, no final do mês. Eh, chegou o final de semana, boa, vamos comer uma pizza. Maravilha, sem problemas nenhuns. Só que aí tem o sábado, tem a sexta, tem o domingo, né? E aí, vamos comer pizza todo final de semana? Vamos tomar uma cervejinha todo final de semana. É saudável? é saudável, mas a gente precisa ter limite. Tudo tem limite até mesmo no nos gastos, até mesmo na alimentação. Então a gente precisa dosar isso daí pra gente não ter problemas depois no final do mês. Exatamente. Se a gente parar para analisar eh eh a gente é vai sendo muito guiado pela emoção, né, do que a razão. E aí depois vamos arcar com as consequências. Mais uma pergunta, produção, pode colocar na tela pra gente? Por favor, estamos aqui no estúdio Câmara ao vivo falando sobre dinheiro, né, sobre a vida financeira que começa a apertar logo no início do ano. Deveria ser o contrário, né? Começar o ano tranquilo, paga as contas aqui, ó, vou de boa, o ano vai ser maravilhoso. Daí de repente você viveu dezembro como se não houvesse janeiro e chegou em janeiro, você não sabe o que fazer. Vamos lá, Renato Avelar, da Vila Industrial. A preocupação constante com contas pode fazer a mente entrar em um modo de alerta permanente? Como isso afeta o nosso corpo? Maria, alerta permanente, daí nem dorme mais, né? Sim, sim. Isso pode, como acontece muito, né? a pessoa começa aí começa os problemas e e afetar muito a saúde mental. E afetar a saúde mental é afetar o corpo, né? Porque a pessoa começa a ter insônia, começa a ter ansiedade constante, pode, né, começa a precisar trabalhar mais para resolver a situação e aí esse trabalhar mais pode levar um barnout. Então é um ciclo que vai retroalimentando ali, que é muito perigoso, né? A gente tem casos de doenças mentais graves aí que vem da questão financeira. Então, eh, é um, é um assunto que a gente tem que conversar muito mesmo e, e trazer paraas, né, pras famílias, pra roda de conversa, porque o dinheiro, querendo ou não, ele afeta a nossa vida como um todo, né? Isso sem falar no impacto das relações, né, que é um dos maiores motivos de divórcio, é um grande motivo de briga entre pais e filhos. Então dinheiro precisa ganhar esse lugar de na família de ser discutido de uma forma saudável, né? Porque se é só discutido como briga, as pessoas evitam, as pessoas não querem ser julgadas, as pessoas têm medo e o problema vai só aumentando aí. Exatamente, né? Precisamos falar mais sobre a vida financeira dentro de casa, né? Conversar com as pessoas que vivem com a gente sobre a saúde das nossas finanças. 8:52, última pergunta e a gente já segue para as considerações finais. Então, produção, vamos lá. Pode ser a Carlas, a Carla Mendes do Cambuí. Guardar dinheiro deve ser tratado como uma conta fixa do mês. Como aplicar isso na prática, Alex? Bom, guardar dinheiro eh é uma coisa muito difícil mesmo. Difícil, né? Demais. Mas precisa virar um hábito, gente. Eh, isso precisa virar uma conta fixa. Sim. se pagar primeiro. Eh, é é uma coisa muito importante, né? Porque coloca você também como um cenário importante, né? Você também é uma prioridade, precisa ser uma prioridade na sua vida, né? Como eu sempre disse, sempre tendo os limites também. Ah, eu tenho a prioridade, então eu sou a prioridade da minha vida, então eu mereço tá uma geladeira nova. Então, mas eu preciso daquela geladeira, então no momento. Uhum. Então tem isso também, mas sim, você precisa se pagar. Por quê? Eh, até mesmo para você montar uma reserva. A gente tava conversando hoje antes do programa, né? Você precisa montar essa reserva, gente. Por quê? Porque o cenário de amanhã é incerto. Uhum. A gente não sabe o que que vai vir amanhã. Então, precisamos pagar as dívidas, precisamos fazer tudo isso. Mas, primeiramente, guardar um pouco de dinheiro, sim, o mínimo que seja, mas você precisa fazer isso. Por que eu falo mínimo? Porque se você está começando a guardar dinheiro agora, eh, você precisa criar o hábito de fazer isso, né? E para você criar o hábito de fazer isso, né? Aquilo virar uma coisa na sua vida, eh, você precisa começar mesmo com um pouco, né? Eh, você começa com um pouquinho ali, depois você vai ajustando as dívidas aqui. A hora que você vê, você já está sem dívidas. A hora que você vê, você já está com uma reserva de emergência ali a postos, né? E como ela falou também, coisa fixa, como aplicar isso na prática, seria interessante você colocar isso num num CDB que tenha, isso é muito importante, tá? Colocar no CDB que tenha para você poder retirar diariamente, né? Você poder tirar no dia ali. Não pode ser uma conta, por exemplo, como Tesouro Direto também, que é uma coisa fácil de você investir. As pessoas investem muito estando endividadas. Uhum. Tá. Não é interessante fazer investimentos estando endividadas, tá? Mas a reserva de emergência não se torna um investimento em si, mas sim aquele momento que aquele dinheirinho que você precisa pro seu futuro. Então você precisa não ter ele retido. Então tem que ser uma coisa com a liquidação diária. Muito bem. Esse nome reserva de emergência, hein? Tá certo mesmo? Emergência é uma emergência. Reserva de emergência. Será que a gente não não absorve emergência? A gente ficar fazendo uma reserva de emergência. Não, não poderia ser só uma reserva. Você sabe o que me chama muita atenção? A Maria caiu, gente. A internet não aguentou. Ai que dó. Mas vamos ver se a gente consegue conectar com ela de novo, pelo menos pra gente se despedir. Eu ia perguntar para ela sobre esse esse nome emergência, né? Porque sa fazendo aí uma reserva de emergência. E daí o que você, o que é emergência para mim? De repente não é emergência para você. Como é que a gente vê o que é emergência, né? E aí você tem a reserva de emergência, fala assim: "Ah, essa aqui é emergência, eu vou lá, vou gastar". Qual que é emergência? Matar minha vontade de comer um açaí, por exemplo, entende? Então a gente tem que cuidar muito com esse negócio aí de reserva de emergência, tá? E a gente precisa entender um pouco mais, estudar mais, falar mais, conversar mais sobre a saúde das nossas finanças, né, na nossa casa, com o pessoal, com as crianças, com os adolescentes, explicar que tem, mas agora não é viável, que não é eh eh dá para esperar, né, aquela aquela aquele brinquedo ou de repente aquele objeto que que a pessoa quer, mas que não é o momento e que não há necessidade nenhuma para que ele seja comprado agora e que você pode guardar dinheiro. Ai, eu queria tanto que todos aprendessem. Eu vou falar um negócio para você. Sofri com essa coisa de de educação financeira não é fácil. Não é fácil. E aqui é sem julgamentos. A gente precisa só entender e tentar. Agora, se você não conseguiu, tenta de novo. Se você não conseguiu hoje, tenta de novo. Não conseguiu o ano passado, tenta de novo. Porque uma hora vai ter que dar certo. Tem que é se a gente só vai fazer virar um hábito se a gente continuar tentando, mesmo falhando, né? Por isso que eu digo sem julgamentos, porque não é fácil. Quanto tempo demorou para você conseguir entender o que realmente significa para na sua vida essa as finanças, o sistema financeiro e a saúde das finanças para você, para você poder viver numa vida em equilíbrio, mais ou menos. você que trabalha com isso e muito tempo, muito tempo. Eh, apesar eu sempre fui controlado, sim, né? Eh, mas assim, para entender mesmo como funciona, para virar hábito, aquilo demora muito tempo. Exato. Eh, como consideração final, tem uma coisa muito legal que eu lembrei agora, eh, que isso ajuda muito também. Vamos lá, você eh fazendo uma equação, tá? Simples, básica. Eu quero uma geladeira, né? Qual é o preço da geladeira? Ah, é R$ 3.000. Enfim, eu vou pegar quanto eu recebo, qual é o meu salário, né? E vou ver, fazer as divisões certinhas lá. Não vou falar agora aqui para não entrar em [risadas] contas, mas você faz as divisões certinhas lá para ver qual é o valor que você recebe por hora. Uhum. Entendeu? Do seu salário, né? E aí você vai ver quanto da minha hora, ou seja, quanto eu preciso, entendeu, trabalhar para poder comprar aquele objeto, entendeu? Aí você faz aquele peso e aí vale a pena? Nossa, vale a pena eu ficar quatro dias ali trabalhando para poder pagar aquilo ou até mesmo mais, né? Se você for olhar hoje, fazer essa equação, eu tenho certeza que você vai cair para trás, porque hoje em dia é bem complicado. Você tem aí, por exemplo, uma pizza hoje, sei lá, custa R$ 70, R$ 80, entendeu? Tem pessoas que ganham isso no dia. Ou seja, você precisa trabalhar o dia inteiro para comer uma pizza. Poxa vida. Então você fala: "Pô, mas e aí vale a pena?" "E uma geladeira? E um carro?" E isso aí você fala: "Pô, preciso daquilo, vale a pena." É isso. É, vai de cada um, né? Agora 8:59. A Maria voltou, então já vamos para as considerações finais. Ô Maria, obrigada, viu, pela sua participação, pelos seus ensinamentos, essa troca gostosa nessa manhã de segunda-feira, falando de um assunto que deveria ser muito mais falado, muito mais conversado, principalmente dentro de casa, que é a saúde das nossas finanças. Gratidão, viu? Obrigada pela sua participação. Obrigada também pelo convite. Foi um prazer estar aqui. E eu acho que como recomendação muito delicado, não é um problema individual, é um problema social essa questão financeira, né? E buscar esse autoconhecimento, buscar, né? Tentar fazer o mínimo aí. olhar para as finanças que isso só pode piolar o problema e se precisar buscar ajuda, porque tem acho que tem ajuda aí hoje em dia, essa parte do planejamento financeiro, da organização financeira, tá tá crescendo muito. Então eu acho que tem ajudas sociais aí, tem ajuda na sociedade, né? Se a pessoa não tá dando conta sozinha, eu acho que buscar ajuda é um pode ser um bom caminho. Excelente, Maria. Boa semana para você, tá? um ano maravilhoso. Mais uma vez obrigada pela sua participação, Alex. Vamos lá, então, né, encerrando com você agora, nosso eh eh consultor, ele ele ele entende de finanças, tentou aqui passar pra gente algumas dicas, né, para que a gente possa melhorar este ano. Claro, sem julgamentos, tá? Não deu certo, continua até virar hábito. Isso eu vou levar para mim também. Obrigada pela sua participação. Eu que agradeço. Obrigado pelo convite, eh, por estar aqui com vocês. Eh, doutora também, obrigado pela contribuição aí. E, gente, vamos para cima porque a ideia é essa, como ela falou, como a Rú falou, [música] eh, torna hábito, tá? Não conseguiu esse ano, vamos tentar o ano que vem, vamos tentar outro ano, vamos, vamos, vamos. Uma hora você vai conseguir, gente. Não pode desistir disso, tá? Eh, é devagar mesmo, não tem como ser rápido, tá? É devagar. A gente fala em dinheiro, é muito complicado, mas dá certo, tá? Isso eu garanto. O bom é que no final vai dar tudo certo. A gente espera, né? Então, olha só, agradecendo a Alex, agradecendo a Maria, né, por essa conversa tão necessária e profunda. Eu acredito que eh vai além de números, né? Eh, porque a mensagem que fica é a gente organizar, né? é sobre organizar os o dinheiro, não é sobre ter status, gente, não é sobre ostentar, a gente tem que ter organização, dormir e e consequentemente a gente vai dormir melhor, vai ter mais tranquilidade para fazer as escolhas, mais assertividade. E aí a gente precisa entender que dinheiro e a mente caminham juntos, né? E o desequilíbrio de um acaba desequilibrando o outro também. Então eu espero que você tenha absorvido um pouquinho do nosso conteúdo que a gente preparou com todo o carinho, [música] especialmente para você que tá aí do outro lado, tá bom? Bom, semana começando, amanhã Estúdio Câmara de volta, a gente vai mudar o foco. O tema de amanhã é a crise mundial da fertilidade. Parou para pensar? [música] Não, né? Então, amanhã a gente vai debater porque as taxas de natalidade estão caindo no mundo e como isso pode impactar o futuro. E o que a ciência diz sobre infertilidade conjugal, né? Não se trata de uma decisão geracional simples, não. Embora muitos ainda desejam ter filhos, esse desejo acaba esbarrando em barreiras cada vez mais complexas. Então, amanhã a gente vai falar de infertilidade conjugal aqui na TV Câmara Campinas a partir das 8 da manhã. ao vivo para você. Daqui a pouquinho, já sabe, né? Meio-dia temos Câmara [música] Notícia com informações do legislativo e também da nossa cidade. Programação da TV Câmara Campinas é feita com muito carinho pelos profissionais do grupo Mais especialmente para você que tá aí do outro lado. Então fique bem, um grande abraço, uma semana linda para todos nós e a gente se vê amanhã aqui na TV Câmara Campinas. Beijo. Valeu. [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música]