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Estúdio Câmara | Incidentes domésticos podem causar traumas?
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Estúdio Câmara | Incidentes domésticos podem causar traumas?

14 views Publicado 23/10/2025 HD · 1:02:31

Descrição do vídeo

Mesmo dentro de casa — o lugar que deveria representar conforto e segurança — muitas pessoas, principalmente crianças, vivenciam situações que podem deixar marcas emocionais profundas. 🏠💭 O programa Estúdio Câmara desta edição discute um tema sensível e muitas vezes invisível: os traumas causados por incidentes domésticos. Pequenos acontecimentos como ficar preso em um cômodo, sofrer uma queda, levar um susto com fogo, ver um acidente, ou até presenciar brigas familiares podem gerar medo, ansiedade e fobias que se manifestam ao longo da vida. Embora possam parecer situações simples, o cérebro — especialmente o de uma criança — interpreta o perigo de forma intensa, criando associações que ficam registradas na memória emocional. Para entender melhor como isso acontece e, principalmente, como identificar os sinais e ajudar na recuperação emocional, recebemos a psicóloga Isadora Talamoni, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Formada pela PUC-Campinas e pós-graduanda em Neuropsicologia e Reabilitação Cognitiva pela USP, Isadora atua no ambulatório de psiquiatria da Unicamp e oferece atendimentos clínicos a crianças, adolescentes e adultos. Durante o bate-papo, ela explica como traumas domésticos podem se manifestar em comportamentos como isolamento, medo de ficar sozinho, pesadelos, irritabilidade ou reações exageradas a barulhos e situações corriqueiras. A especialista também comenta a importância de validar as emoções da criança, oferecer segurança e, quando necessário, buscar acompanhamento psicológico para reestabelecer o bem-estar e prevenir transtornos futuros. 👉 Você sabia que, segundo estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 40% dos acidentes infantis acontecem dentro de casa? O ambiente doméstico é o local onde a criança mais passa tempo — e, justamente por isso, é ali que podem surgir tanto os medos quanto as memórias mais marcantes da infância. Neste episódio, você vai descobrir: 🔹 Como o cérebro reage ao medo e por que o trauma se instala; 🔹 Quais sinais indicam que a criança (ou o adulto) pode estar traumatizado; 🔹 Como ajudar a lidar com o medo e recuperar a sensação de segurança; 🔹 Quando procurar um psicólogo e quais abordagens terapêuticas são mais eficazes; 🔹 Como transformar o lar em um ambiente emocionalmente seguro. 💬 Assista até o final e reflita: o trauma não está apenas no que aconteceu, mas também em como a pessoa se sentiu quando aconteceu. A conversa é um convite para pais, responsáveis e educadores compreenderem a importância de oferecer apoio emocional e atenção aos sinais de medo, ansiedade e insegurança que podem surgir mesmo após pequenos incidentes. Se você gostou do tema, deixe seu comentário contando se já viveu alguma experiência parecida ou se conhece alguém que passou por isso. Curta o vídeo, compartilhe com quem precisa entender mais sobre saúde emocional e inscreva-se no canal para acompanhar os próximos episódios do Estúdio Câmara! 💙 Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, [música] muito bom dia para você. Seja bem-vindo, seja bem-vinda. Você que tá acompanhando a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando com mais uma edição do nosso estúdio Câmara, segunda-feira, dia 20 de outubro. Vamos lá pro tema de hoje que vai direto ao coração aí de muitas famílias. Situações simples do dia a dia, como uma queda, um susto, uma queimadura ou até ficar preso em um cômodo dentro de casa podem deixar marcas emocionais, principalmente em crianças. Será que pequenos incidentes domésticos podem gerar medo, ansiedade ou até fobias? É sobre isso que a gente conversa hoje no tema incidentes domésticos [música] podem causar traumas. A gente sabe realmente o que é um trauma? Tudo isso e muito mais daqui a pouquinho nós vamos conversar com a nossa entrevistada que já está com a gente aqui no estúdio e você pode mandar a sua mensagem, compartilhar com a gente a sua experiência. Já aconteceu alguma coisa aí na sua casa que deixou marcas, né, profundas na sua criança ou até mesmo em você mesmo? Você já ficou trancado no elevador e depois disso você nunca mais quis saber de elevador de repente, né? Porque faz parte, o elevador faz parte da sua casa. Se você mora num prédio, pode acontecer. E depois, como tratar isso? Vamos conversar com a nossa entrevistada sobre isso e com você também aí de casa. Manda pra gente a sua mensagem, compartilha a sua experiência. 19979377. Daqui a pouquinho a gente começa a interagir com você, porque agora precisamos atualizar algumas informações. Muito bem, vamos lá então. A Câmara de Campinas realizar hoje a reunião ordinária de número 64 com dois projetos de destaque na pauta. Em primeira discussão será votado o projeto de lei complementar 49/2025 de autoria do executivo, que trata da concessão do alvará de uso das edificações do certificado de licenciamento integrado pelo sistema Rede Sim da Via Rápida da empresa da JUCESP. A proposta atualiza a legislação municipal sobre licenciamento, integrando as exigências da vigilância sanitária, Corpo de Bombeiros, CETESB, Agricultura e Prefeitura e inclui o certificado de licença do Corpo de Bombeiros para edificações de baixo risco. O objetivo é simplificar processos, garantir segurança jurídica e alinhar Campinas às diretrizes de desburocratização e eficiência administrativa. [música] Também será votado em definitivo hoje o substitutivo total do projeto de lei 269 de 2021 de autoria dos vereadores Gustavo Peta, Luiz Rossini e [música] Arnaldo Salvete, que altera o estatuto de proteção, Defesa e Controle das Populações [música] de Animais domésticos. A proposta amplia a definição, os direitos dos animais comunitários, reconhecendo sua convivência em espaços públicos e privados. O texto assegura o direito de cuidado, alimentação e abrigo a esses animais desde que mantidas as condições de higiene, segurança e prevê o registro no sistema de cadastramento animal do município. Muito bem, mais uma informação chegando para você. No legislativo de Campinas, a Comissão Especial de Estudos sobre a gestão e gerenciamento de resíduos sólidos em Campinas realiza hoje, segunda-feira, às 10 da manhã, uma reunião pública com o tema diagnóstico da [música] situação atual e desafios da gestão integrada dos resíduos sólidos urbanos. O encontro acontece no plenário da Câmara e reúne especialistas, representantes [música] de órgãos públicos e cooperativas de catadores para apresentar um panorama sobre a gestão de resíduos no município e também debater soluções para um modelo mais eficiente e sustentável. O debate é aberto ao público, dispensa inscrição prévia e tem transmissão ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas e também pelo canal da emissora no YouTube. Lembrando que a reunião ordinária que acontece hoje às 6 da tarde também é transmitida pela TV Câmara Campinas, pelo nosso [música] canal eh no YouTube e também você pode participar presencialmente, [música] tá bom? Combinado assim? Muito bem, agora a previsão do tempo. Bom, gente, que vento é esse, né? Tá ventando demais aqui na cidade de Campinas. E olha, hoje a mínima foi de 12º. Tem gente [música] que tá de jaqueta, todo encapotado, de touca, né? E aí, como é que tá na sua casa? Tá ventando? Tá frio? Mas olha lá para cima. Que céu azul de brigadeiro é esse, hein? [música] Céu azul, sol hoje, mas a temperatura máxima não passa dos 22º. Uma boa pedida é começar esta semana com levezza e, claro, com atenção redobrada para segurança aí na sua casa, viu? Hoje nós vamos falar então sobre os incidentes domésticos, essas situações do cotidiano que podem se transformar em traumas. Será que é isso mesmo? Para entender este assunto, vamos conversar então com a nossa psicóloga. Ela é abordagem na terapia cognitivo comportamental. Vamos dar as boas-vindas. e o nosso bom dia, a Isadora Talamoni. Seja muito bem-vinda. Obrigada. Bom dia para você. Bom dia, Rúbia. Bom dia, telespectadores. Muito obrigada pelo convite. Vamos conversar, então. Vamos lá. Bom, gente, primeiro, quando a gente fala de [música] incidentes domésticos, isso pode acontecer comigo, com você, com todos nós, né? Porque é algo que não está presente aí no nosso dia a dia. Você não tá prevendo que vai acontecer um acidente. Mas a primeira infância geralmente ela é marcada por o intenso desenvolvimento infantil com aperfei aperfeiçoamento das habilidades motoras, cognitivas e também sensoriais. Em vista disso, as crianças elas são expostas a [música] riscos e, portanto, devem ser redobrados os cuidados, né, paraa gente prevenir esses incidentes ou acidentes, em especial dentro de casa. De acordo com a Associação Brasileira de Conscientização para Perigos da Eletricidade, 84% dos acidentes elétricos domésticos de 2024, infelizmente, resultaram em morte. o que caracteriza um trauma emocional, uma situação aparente, simples, como cair, se queimar ou levar um susto. Isso pode eh deixar marcas profundas, né, nas crianças, nos pais, nos idosos. Então agora a gente pergunta para a nossa entrevistada qual que é a diferença eh de um trauma para uma situação de um acidente ou incidente doméstico. A gente fala trauma porque é o nosso é é a nossa linguagem coloquial, né? De repente você fica preso no elevador, por exemplo, aqui e aí você ficou com muito medo, você se sentiu mal, sentiu uma ansiedade. Aí depois disso a gente fala: "Gerou um trauma e eu não quero mais andar de elevador." Como é que a gente entende o que é realmente um trauma? Certo? Essa é uma pergunta muito importante, né? [música] Porque a palavra trauma, como você mesmo disse, Rúbia, ela é muito usada eh para se referir a situações do dia a dia que causam algum tipo de sofrimento, algum tipo de dor, né, e deixam alguma marca. Mas eh na psicologia e na psiquiatria, [música] tecnicamente, então eh a palavra trauma, ela se refere a situações [música] mais graves. Então, eh existem algumas situações que podem ser consideradas traumáticas, [música] né? Eh, e quem diz isso são os os nossos guias ali, os nossos manuais [música] que orientam a gente no nos diagnósticos e tratamentos. Então, eh, [música] que tipo de situação é essa, né? situações de ameaça de morte ou de uma situação concreta em que a vida foi colocada em [música] risco, eh tipos de violência, então violência sexual, eh guerras, perseguições, né? Eh, esses são eventos considerados traumáticos [música] e aí eles podem acontecer tanto com o próprio indivíduo, então a pessoa passou por uma situação dessa, [música] né, e ficou traumatizada. Eh, pode ser que a pessoa tenha presenciado outros passando por isso. Então, você vê um crime, você vê uma violência sendo cometida, também pode ser traumático eh você ficar sabendo de uma pessoa próxima. Então, ah, eu soube que algo desse tipo aconteceu com a minha mãe, com o meu pai, isso também [música] pode ser traumático. E para profissionais que trabalham em situações de risco, né, eh, eles estão constantemente expostos, [música] né, a esse tipo de situação nos seus pacientes. Então, isso também pode ser traumático. Então, [música] esse é o delineamento, né? Esse tipo de situação é o que a gente tecnicamente pode chamar de trauma. Excelente. As outras situações elas trazem sofrimento, elas podem deixar marcas e e aí elas podem e devem ser tratadas, mas a gente não vai chamar de trauma. Perfeito. A gente vai fazer esse recorte mesmo. Olha aí, muito bom, muito interessante, porque a Isadora nos esclarece algo e nos ensina, [música] né, que o trauma que a gente fala, ah, teve um trauma, estou com um trauma, tem o trauma eh de uma escada rolante, tem o trauma, então a gente precisa entender a diferença das situações pra gente poder identificá-las. Agora, esses incidentes que acontecem que geram um sofrimento e esse sofrimento fica perdurando por um bom tempo, como que a gente eh o que que é o que seria isso? Como que a gente dá nome para essa situação? Uhum. Eh, essas situações [música] eh do dia a dia, a gente pode chamar elas, chamá-las de estressores, de eventos aversivos, né? Eh, elas [música] podem sim deixar marcas. Então, o exemplo que você deu do elevador, por exemplo, né? Uma criança [música] que fica presa no elevador, então ela experimenta ali uma situação de muito medo, de muita ansiedade e aí depois disso ela não quer mais andar de elevador porque ela tem medo de que isso vá acontecer de novo com ela, né? Essa é uma reação até esperada diante, né, dependendo da idade da criança. E o que vai diferenciar, [música] se a gente eh vai chamar isso simplesmente de um de um evento que trouxe um sofrimento, mas que passou [música] de algo de algum transtorno, é a gravidade, o tempo que isso perdura e o impacto que isso tem na vida da criança. Então, se [música] de repente isso aconteceu e aí na em algumas vezes seguintes ela não quis entrar no elevador, mas depois passou, a gente chama isso de uma situação ali, teve um problema, teve um sofrimento e passou, né? Agora, se isso vira algo recorrente [música] e ela não consegue mais e ela a hora que vai entrar no elevador para, chora, trava e aí começa a criar meios alternativos, então ela só sobe de escada, mas aí é muito muito alto e tem outros problemas. Aí a gente já pode pensar eh numa avaliação clínica para ver se tem um transtorno de ansiedade, algo nesse sentido. Excelente. Excelente. [música] Muitas vezes nessa situação que a gente colocou como cenário aqui, né, [música] de um elevador, a criança ficar trancada no elevador ou até dentro de casa, né, tem situações aí de um colega de trabalho que a criança eh eh não sei se foi parente, né, ficou trancada dentro do banheiro, entendeu? Então aí é é uma situação que eh vai gerar uma uma um stress, [música] né? E aí o adulto ele tenta minimizar o ocorrido, né, falando: "Não, tá tudo bem, né? Mas pra criança aquilo pode parecer algo muito maior e assustador. Como que o cérebro e o corpo eles reagem a esses momentos assim, né, e que ficam às vezes gravados na memória dessa criança por muito tempo? Qual que é? Deve dar uma explosão, algo assim, porque hoje em dia a gente tem as crianças com celular. Então, vamos lá. Eh, a criança ficou trancada no banheiro, mas ela tá com o celular e sabe que a família tá lá tentando abrir a porta, né? Mas e quando a criança ela ficou trancada em um espaço e não tem nada para ela se enterter, né? Vamos dizer assim, o que que causa na cabecinha? Tem algum alguma situação assim que dá tipo um choque de realidade? O que que acontece? É, então assim, se a criança ficou presa dentro do banheiro, tava mexendo no celular e sabia que o adulto ia vir, o adulto abriu a porta e a criança tá bem, [música] aquilo ali foi mais uma ocorrência cotidiana típica que não gerou impacto nenhum. Às vezes o adulto fica muito preocupado, mas se a criança não tá dando sinais ali de uma de que aquilo, [música] né, causou um sofrimento, tá tudo bem. Hum. Mas vamos imaginar então que ela ficou presa dentro desse cômodo e ela ficou muito nervosa. Então ela ficou ali, [música] começou a ficar ansiosa, com medo, respiração ofegante. Eh, o que que tá acontecendo no cérebro dessa criança naquele momento, né? Então, diante de uma situação de estress, [música] né, o cérebro ele reage entrando num modo de sobrevivência. Hum. Então ele acha que ele tá em perigo, que ele tá sendo ameaçado, que ele precisa se defender. Então, eh, ele vai sofrer uma enxurrada de cortisol, [música] que é o hormônio do stress, né? E outros hormônios e neurotransmissores [música] que vão deixar o corpo em alerta, porque quando a gente tá em perigo, o corpo tá em alerta, o cérebro [música] tá em alerta. [roncando] E aí, eh, existem três rotas possíveis, né, diante de [música] um strress que deixa o cérebro nesse, nesse modo de sobrevivência e alerta, que é luta, fuga ou paralisia. Então, naquele momento, [música] eh, a o cérebro pode escolher lutar. Então, é quando a gente reage e fica desesperado e, e, e, e quer arrumar [música] uma solução e fica ali muito alterado. Ele pode achar que fugir é uma boa alternativa, ou seja, sair correndo, o que nesse caso [música] não é possível, ou ele pode paralisar, né? Então, esse mecanismo de funcionamento do cérebro é muito primitivo, [música] né? desde que a gente era homem das cavernas, eh, é assim que o nosso cérebro reage. Só que naquela época [música] existiam muitos perigos reais a vida. Então, tinha um animal que podia comer, matar o homem, tinha o frio, a [música] fome, né? Eh, e ali fazia sentido, eu vou lutar com esse animal, eu vou fugir dele ou eu vou me fingir de morto para ele ir embora, né? Hoje em dia os cenários eles são diferentes, mas a reação é a mesma, porque esse cérebro ele é muito primitivo e por isso que isso é muito forte. [música] Imagina que a gente tem milhões aí de anos para aperfeiçoar esse [música] esse sistema de de resposta, né? Interessante, né? Eh, o o corpo, né? O cérebro, o corpo em si grava emoções, mesmo que a mente ela tente esquecer, né? tem algumas situações de infância que podem acompanhar a pessoa até a vida adulta, né? Então, o que que acontece quando esse esse medo ou esse estress que aconteceu, [música] ele não é tratado logo de início? Como que a gente identifica, né, que esse essa situação de ficar trancado no elevador, de ficar trancado incômodo dentro de casa, de de algum estress, né? H, ela vai perdurar por um longo tempo e que vai precisar aí de uma atenção especial. Como é que a gente percebe isso? É, eh, a nossa, nós somos formados pelas nossas memórias. [música] Então, é aquilo que acontece com a gente, aquilo que a gente vive, né, ao longo do tempo, essas memórias elas vão se juntando e vão formando a narrativa de quem a gente é. Então, e aquilo que a gente esquece [música] também, porque o cérebro ele esquece muita coisa, não seria viável, não caberia na nossa cabeça a gente se lembrar de tudo que acontece com a gente. [música] Porém, eh, situações que são e que tem uma emoção muito intensa, o cérebro entende que são mais importantes. Então, ele lembra por mais tempo e de uma maneira mais forte, né? Então tudo que tem uma emoção, [música] seja positiva, seja negativa, marca e a gente eh leva isso, essa memória mais forte ao longo da vida. Mas isso não quer dizer que a gente vai sofrer da mesma forma pela vida inteira. Então assim, eh a criança ela dá sinais quando algo eh não tá bem dentro dela, né? E esses [música] sinais podem variar, depende muito de criança para criança. Então o que que é importante observar, [música] né? Eh, depois desse evento, né, que causou ali uma disrupção na vida dessa criança, eh o comportamento dela mudou, então ela era de um jeito e agora ela está de [música] outro, então ela está mais medrosa, ela está mais irritada, ela está mais retraída, né? Houve uma mudança nesse comportamento. Esse é um indicativo muito forte de que talvez alguma coisa ali não esteja eh muito bem, né? [música] com o sentimento que aquela experiência gerou, né? Eh, e como que a gente observa essa mudança? Pelos comportamentos, né? Então, às [música] vezes tá mais agressiva, tá mais retraída, tá querendo, não quer mais entrar no elevador, não quer mais interagir com as pessoas, enfim, [música] são diversos sinais, mas o mais importante é essa mudança de comportamento, né? E quando a gente não trata, né, quando a gente não dá [música] espaço paraa criança elaborar aquilo, ela vai fazer do jeito que ela consegue, né? [música] Eh, e muitas vezes ela desenvolve padrões ali de comportamento, de pensamento, [música] que naquele momento são adaptativos, porque ela precisa lidar com aquele sofrimento e aquilo é a única forma que ela sabe [música] fazer isso, mas ao longo do tempo pode trazer sofrimento, né? eh até que isso seja tratado e abordado. Nossa, bem interessante, porque eh o tema de hoje é algo que acontece dentro da nossa casa, acontece com, né, vamos falar, todas as famílias, gente, quem nunca, né, ficou trancado dentro de um cômodo em casa? E quando a gente fala de criança, isso é mais suscetível. Por quê? que a criança ela é curiosa, ela tá descobrindo o mundo e de repente entrou ali e ficou trancado. Pronto, como reagir? A gente tá falando aqui da reação da criança, do indivíduo que passa por esse estress. Agora a gente olha para o outro lado, eh, e traz para o lado da mãe, do pai ou do cuidador que está tentando minimizar o estress desse desse indivíduo que tá lá, por exemplo, trancado em incômodo dentro de casa. Uhum. A nossa reação é o desespero. O a maneira com que nós reagimos interfere também no nas emoções do indivíduo que está na situação lá, que tá preso dentro do cômodo. Com certeza interfere bastante. Como é que a gente faz para ficar tranquilo numa situação dessa, Isa? É, é, é difícil mesmo, né? Eh, mas a gente tem que pensar que assim, se a criança tá [música] nervosa, tá desregulada, tá aflita, né? Eh, se o adulto também entra nesse padrão [música] de resposta, a situação vai escalando. Então, é como se o cérebro do da criança que tá sofrendo a situação, tá nesse modo de sobrevivência e o do adulto também. Que conflito. [música] Um botão de pânico com botão de pânico. Eu gosto de usar essa analogia, né? tá todo mundo [música] desesperado. Então assim, o ideal é que o adulto consiga manter a calma para ajudar a criança tirá-la dessa situação, [música] né, para depois acolher e aí acalmá-la. Então assim, esse seria o ideal, né? Eu sei que é difícil, ainda mais quando se trata ali, né, das crianças, dos nossos filhos, é o nosso bem mais precioso. Então eu entendo que isso é muito difícil, mas também é eh um exercício de autoconhecimento. Eu acho que [música] é muito importante. A gente fala muito de como ajudar a criança a se regular, como ajudar a criança a se acalmar. Hum. Porém, e o adulto também precisa saber fazer isso por ele e pela criança, porque ele não vai conseguir ensinar e ajudar uma criança a se acalmar e a se regular [música] se primeiro ele não sabe fazer isso com ele mesmo, tanto em situações com a criança quanto em situações do dia a dia. Então, no consultório isso aparece muito assim, né? crianças, por exemplo, que t questões [música] ali com a raiva, que ficam muito nervosas e quando você entende o contexto, você vê que o pai ou a mãe também tem esse tipo de reação. Então, como é que ele vai ensinar a criança a reagir de uma forma diferente se ele também não consegue? Então, eu acho que eh fica essa reflexão pros adultos pensarem, não só no momento ali em que a situação tá acontecendo, [música] mas no dia a dia, né? eh, descobrir mecanismos que ele mesmo consiga acionar para se acalmar e ser esse porto seguro paraa criança. Olha só que interessante, você falando aqui, veio eh um filme na minha mente, né? Vamos lá. uma criança trancada dentro do de um banheiro que fica aí um longo tempo, a família tentando abrir essa porta, mas não consegue e a criança começa a entrar em desespero e do outro lado da porta tá lá a família, os cuidadores, o pai e a mãe, calma, já vamos tirar você daí. E aí a pessoa tá gritando, ela está nervosa e estressada. Aquela criança que tá no banheiro, ela já tá com o estress dela a nível hard. E olha só o conflito, né, e a falta de regulação que vai causar aí uma explosão que a gente não tem nem noção do do da dimensão disso. Agora, eh, na sua visão psicológica, olha só que interessante a situação do banheiro ali. Vamos ou um cômodo da casa, enfim. Não tô colocando banheiro porque é mais prático e o banheiro é um cômodo que pequeno e que pode causar aquela questão da callaofobia, né? Porque a a janela é pequenininha, se a criança é é baixinha, pequenininha, também não vai conseguir abrir a janela. você, se a janela tiver fechada, pode causar essa essa situação de claustrofobia, de se sentir sem ar até dentro desse banheiro. E aí a atitude do cuidador, eu digo cuidador porque a gente tem aí famílias, né, e de de todas as situações. Então, a ação do cuidador, esperar um chaveiro para poder abrir esse banheiro ou tentar arrombar essa porta. Essas duas ações, ela podem elas podem causar reações diferentes nessa criança, esse indivíduo que está ali, se ele ficar por mais tempo, [música] mas esperar o chaveiro que vem, abre a porta e a criança sai, é uma reação. E se ele ver essa porta sendo arrombada, é outra reação. Você [música] consegue trazer pra gente a dimensão dessas duas ações? Uhum. É, eu acho que eh tudo depende do contexto. [música] Então, se a gente tá falando de uma criança muito pequena, enfim, eh, e que pode ficar em maior risco se ela ficar presa lá dentro, talvez vale a pena arrombar a porta, mas eu não sei, é possível arrombar essa porta, às vezes não é. É, então a gente tem que esperar [música] pelo chaveiro. Eu acho que eh mais do que a forma como isso acontece, né, assim, arrombar ou esperar [música] o chaveiro é o depois, né, é o cuidado que vem eh depois de acolher essa criança, conversar com ela, eh deixar ela pôr esse sentimento para fora, eh, sem julgamento, né? Acho que isso é mais importante do que a forma como isso isso vai acontecer. A forma você o pó e aí o pós, né? Ah, tudo bem, já passou. Isso é certo ou a gente tem que deixar acontecer? a gente minimiza e tenta colocar esse esse essa situação de estress em uma caixinha ou a gente precisa deixar a criança eh trazer, né, eh transbordar tudo que ela viveu ali dentro daquela situação. É, [música] com certeza ela precisa transbordar o que ela vivem. o problema de minimizar, eh, e a gente, eu vejo muito isso, né, que faz sentido para algumas pessoas, não, eu não vou aumentar uma situação que não é tão grave assim, eu vou tentar trazer ali, né, para ela entender a a dimensão daquilo. E essa é uma etapa importante, né? Inclusive na terapia muitas vezes é quando a criança tá muito ansiosa e tem muito medo, isso esse medo tá exagerado, [música] ele tá além do que, né, seria o saudável, né? O perigo não é tão grande assim. [música] O problema de você fazer isso eh ali naquele momento é que você acaba invalidando o que a criança tá sentindo. Então, eh, todas as emoções são bem-vindas, independentemente ali de intensidade, de de [música] razão, né? Eh, o que a criança tá sentindo é válido e ela para poder entender que aquela situação não é tão perigosa quanto [música] ela acha, primeiro ela precisa pôr para fora. Primeiro ela precisa que o adulto reconheça o que ela sente e do tipo, ó, é, então [música] assim, por mais que pro adulto aquilo seja muito e não faça sentido, para aquela criança faz, para aquela cabecinha [música] faz. Então, ela precisa pôr para fora, ela precisa chorar, ela precisa falar sobre aquilo, né? Ela precisa que o adulto diga para ela: "Eu tô vendo que você tá com medo. Eu tô aqui, põe para fora." Depois a gente vai trabalhar essa percepção, porque a percepção do perigo que gera o medo, que gera ansiedade, a gente tá falando de algo cognitivo, né? Assim, o que eu penso sobre aquilo, que aquilo ali vai acabar comigo, vai me matar. E a emoção é diferente. Então, a emoção é sempre válida. Então, primeiro a gente valida essa emoção para depois a gente acessar e trabalhar essa percepção cognitiva. Olha aí quanto ensinamento, gente. Tá vendo só? Então, valida a emoção, né? Deixa extravazar, deixa eh eh colocar para fora, chorar, falar, né? né? E e aí depois vamos trabalhar para ver se aquela situação vai perdurar por um tempo determinado ou um longo tempo ou se amanhã tá tudo bem, né? A gente fica precisa ficar atento aos sinais que esse indivíduo que passou por esse estress emitir aí ao no decorrer dos dias. É muito bom. Agora 8:34 a gente tem um ensinamento aqui, é uma psicoeducação que a gente faz todos os dias e a gente traz situações que que acontecem no nosso cotidiano, né? Ã, TP, puxa para mim, por gentileza, que a gente tá falando de de criança. Eu quero que você puxa para mim lá sobre os idosos, porque também tem aquela situação que ocorre, né, na nas nossas casas, no ambiente doméstico também com idosos. A gente fala de criança porque é o que vem na nossa cabeça, no nosso cotidiano. A criança ela tá em desenvolvimento, ela tá curiosa, né? e e quer buscar, quer mexer aqui, quer mexer ali. E às vezes acontece um incidente e aí a gente já entendeu a diferença desse incidente que causou um estress para o trauma e já entendeu também como devemos agir e depois no pós, né, como é que a gente deve ter o olhar direcionado para essa criança para de repente buscar uma ajuda psicológica. Agora, a gente também tem que lembrar sobre os idosos, né, para falar sobre eh a essa geração que tem assim já um uma dificuldade de locomoção dentro de casa. Nós temos aqui uma um dado que fala que o número de acidentes, tá, acidentes domésticos aqui na região de Campinas cresceu 47,5% nos primeiros 5 meses deste ano. Olha só, foram registrados 3.192 atendimentos ambulatoriais eh contra 2163 no mesmo período de 2024. Então, o aumento eh da região ultrapassa o crescimento registrado em todo o estado de 39,3%. Esses dados são da Secretaria Estadual de Saúde que incluem, olha só, quedas, queimaduras, afogamentos, intoxicações acidentais. Também, segundo o Corpo de Bombeiros, a queda da própria altura é a principal causa de acidentes domésticos, especialmente em idosos. Bom, por que que eu trouxe esse dado? Porque nós falamos de incidentes. O que acontece? Fechei a porta, fiquei trancado, um incidente. Acidente, aconteceu alguma coisa e aí você caiu. É um acidente, tá? Idos também tem essa questão do estress e do como lidar depois, porque um idoso que passa por um incidente ou um acidente doméstico também vai ter um estress e esse estress uma uma consequência na saúde mental. Eu gostaria que você falasse sobre isso pra gente também. Sim, com certeza. [música] Eh, eu acho que é importante a gente voltar um pouquinho e falar o seguinte, eh, o medo ele é uma emoção básica, [música] humana, né? Todo mundo sente medo e ele tem uma função, né? Todas as emoções têm uma função. Elas existem por um motivo. O medo ele é protetivo. Então o medo é o que faz com que a gente eh tome precauções para não se machucar. Tanto fisicamente, quanto socialmente, quanto emocionalmente, né? a gente se protege porque a gente tem medo de coisas que podem causar dano para nós e isso é eh todo mundo, seja criança, adulto ou idoso. Então, quando alguém vive uma situação, por exemplo, um idoso que cai, né, cai, se machuca, sente dor, ele entende que aquilo é um risco para pra vida dele, né? Eh, pode acontecer de depois ele ter medo de, por exemplo, ah, vamos supor um idoso [música] que ia no jardim, cuidar das plantas e aí caiu. Agora ele está com medo de ir lá porque ele teve uma experiência que de fato eh foi um risco a vida, a saúde dele. Então, ele quer se proteger daquela situação e quer evitar, né? Então, ah, não vou mais sair [música] porque estou com medo. Mas a gente tem que tomar cuidado eh justamente para que o medo não impeça a gente, então, desde o idoso até a criança, de viver e de fazer as coisas que que a gente gosta e que a gente precisa. Então, às vezes andar de elevador às vezes é necessário, a gente, né, eh, na nossa casa tem elevador, a gente precisa andar de elevador ou ir a cuidar das plantas. A gente sabe que o idoso que faz atividades, [limpando a garganta] mexe no jardim, tem mais saúde. Então, e o medo ele existe para proteger e ele é importante. [música] Mas então ao invés de deixar de sair, por exemplo, eu posso tomar alguma outra precaução, eu posso levar uma bengala, levar um apoio. Então, o medo traz essa reflexão de como a gente pode se proteger. Eh, e um outro ponto importante que eu gostaria de destacar é que [música] assim, eh, nem todo mundo que vai passar por uma situação difícil, né, vai necessariamente desenvolver um transtorno ou vai ter um sofrimento aumentado, né? Muitas vezes a pessoa tem essa situação, ela sofre, ela tem uma reação normal ali de se adaptar de novo e volta pro funcionamento típico. Algumas pessoas vão ter um sofrimento maior e ou e chegar a ter um transtorno, [música] né? Então isso não vai acontecer com todo mundo. A gente tem que ficar eh de olho nos sinais nas crianças, nos adultos e nos idosos também. Muito bom. Olha só que interessante, né? O pessoal tá eh me falando aqui. Nós temos algumas perguntas agora, 8:39. Nós estamos conversando com a psicóloga Isadora. Ela está nos explicando, né, gente, sobre essa questão aí que acontece no dia a dia, né, na nossa casa, os acidentes ou incidentes domésticos. E a gente fala das crianças, fala dos jovens, dos adultos, dos idosos, porque isso pode acontecer comigo, pode acontecer com você. E é importante a gente saber nos orientar e nos regular diante de uma situação de estress, né? E a gente eh quer saber aí de você aí de casa como que funciona na sua casa, né? Já aconteceu alguma situação de estress? Você já teve que acalmar uma criança que estava presa no banheiro e aí você não conseguiu nem se acalmar? Que quanto mais acalmar a criança, né? Então, a gente precisa da autorregulação. É para isso que a gente tem aqui a nossa entrevistada, psicóloga Isadora, está nos explicando e nos ensinando como a gente deve agir diante dessas situações cotidianas. Produção, tem perguntas pra gente? Se tiver, pode colocar, tá bom? Enquanto isso, nós vamos falando que é importante você acolher a pessoa que passa por essa situação, né? Eh, quando a gente falou da criança, a gente tem que deixar a criança extravazar assim, [música] chorar assim. Aí depois a gente vai ver se isso vai perdurar e se caso sim, a gente procura um tratamento, né, referente à saúde mental, um psicólogo, enfim. Agora, e a o idoso, que o idoso ele geralmente costuma não falar. Uhum. Como que a gente vai entender que isso de repente causou um estresse maior? e que realmente a saúde mental desse idoso foi comprometida e precisa de um tratamento. Uhum. É, é interessante. Eh, a gente acha que a criança sempre eh fala e põe para fora, né? Mas na prática clínica a gente vê que não, que tem muita criança que também não fala, né? Olha isso. O silêncio é complicado, é mais difícil pra gente, né? Com certeza. Mas e eu acho que de novo a gente tem que estar atento aos sinais, né? Então, o medo e a ansiedade eles muitas vezes aparecem na forma de evitar situações [música] eh de risco. Então, eh então o idoso que não quer mais [limpando a garganta] sair de casa, que não quer mais fazer as atividades que fazia, né? Tá evitando, tá tá se esquivando, que a gente fala, né? Eh, e tá mais quieto, né? Tá, talvez com um semblante um pouquinho mais triste. A gente vai buscando por sinais. eh, não verbais que a gente fala, né? Ou seja, [música] sinais no corpo, no rosto ou sinais na fala mais indiretos, né? Então, às vezes a pessoa tem dificuldade de falar especificamente [música] sobre o que aconteceu, mas ela traz outras falas que mostram que ela tá com medo, que ela tá [música] assustada, né? é que ela tá sem esperança. Então, são esses os sinais que a gente vai buscando [música] eh pr pr identificar que há um problema ali a ser tratado quando a pessoa não consegue [música] pôr isso para fora. Excelente. Vamos lá. 8:43. Pode colocar pra gente as perguntas, então, produção, por favor, pessoal que tá participando conosco. Vamos lá, então. O que nós temos aqui? A Larissa Moura do Taquaral. Porque é tão comum a gente [música] sentir culpa depois de um acidente doméstico, mesmo quando não teve como evitar o que aconteceu. Olha que interessante. Sim, sim. É muito comum mesmo. Eh, a culpa ela vem da nossa percepção, da nossa interpretação de que aquilo que aconteceu de alguma forma é a nossa responsabilidade, né? Eh, e muitas vezes a gente, né, sabe, ah, foi um acidente, eh, não teria como evitar, mas a gente no fundo acha que alguma coisa diferente a gente deveria ter feito, né? Então, desde ah, eu deveria ter arrumado aquela coisa que ficou ali no caminho e si. Exatamente. O o nosso a nossa cabeça, ela é muito poderosa em criar muitos cenários, né? se eu tivesse falado isso, se eu tivesse feito [música] diferente, né? E nesses cenários, quando a gente entra nessa nessa comparação, [música] a gente sempre sai perdendo, a gente o cenário que a gente imagina é sempre melhor do que o que a gente vive. Então, se eu tivesse eh feito aquilo diferente, o resultado seria melhor. [música] Será? A gente não tem como saber, né? Eh, poderia ser melhor, poderia, mas poderia ser pior, poderia ser diferente, né? Então, a culpa vem dessa responsabilização e da gente ficar remoendo isso, né? Eh, ruminando o que a gente fala, pensando e quanto mais a gente pensa se eu tivesse feito diferente e se mais culpa a gente sente, né? Então, na TCC, na terapia cognitiva comportamental, a gente entende como funciona o nosso cérebro. a gente tem pensamentos e esses pensamentos geram muitas emoções na gente. Então, o fato de eu pensar que eu poderia ter feito algo diferente faz com que eu sinta a culpa, né? E eu gosto muito de trocar essa palavra culpa por responsabilidade, no sentido de eh analisar a situação, tem algo que eu poderia ter feito diferente? Às vezes sim, né? Eh, então tá bom. Então, como que eu vou daqui para frente fazer diferente, né? eh, e entender que a gente não consegue mudar o passado, mas a gente consegue refletir sobre ele e de repente mudar o presente para ter um resultado diferente no futuro. Acho que é Uau! Muito bom. E esse negócio da culpa, eh, se a gente parar para analisar e quando acontece um incidente ou um acidente doméstico, você vai parar para olhar a a situação em si, é, vai, a culpa vai vir, né? fala assim: "Ah, poxa, não deveria, não deveria ter deixado essa chave aqui, por exemplo, ou então deveria ter deixado, não deveria ter deixado esse copo ou tá tudo bem, vai fazer o quê, né? Já aconteceu. Agora o negócio é se autorregular para poder fazer tudo isso que a Isad [risadas] a Isadora falou. Aí a gente precisa do tal do autoconhecimento que a gente fala aqui todos os dias e que é algo bem delicado e bem complicado, mas que a gente vai aprendendo a a se autoconhecer, né? E a partir do autoconhecimento tem a autorregulação. É desafiador, mas a gente consegue. Vamos lá. 8:46. Mais uma pergunta pra gente. A Letícia Pires da Vila Brandina. Existe alguma idade em que as crianças ficam mais vulneráveis a traumas emocionais causados por situações de medo dentro de casa? Eh, eu acho que quanto mais nova a criança, mais vulnerável ela está. Mas tudo depende, né? Sim. Eh, tem situações que uma criança mais nova nem entende que tá acontecendo, então também aquilo ali não causa uma um impacto tão grande, enquanto que uma criança mais velha, que tem mais entendimento, poderia eh sofrer mais, mas eu diria que a primeira infância até os 10 anos eh as crianças estão vulneráveis, mas lembrando que eh trauma, né, é uma situação muito mais grave. Sabe, eu acho que o que a Letícia quis dizer são marcas mesmo, né? Marcas emocionais, eh, que podem perdurar aí ao longo da vida. E a infância, de fato, ela é um um é o terreno aí sobre o qual a gente anda a vida inteira. Então, é um momento bastante crítico, né? Mas lembrando que os traumas são essas situações mais graves e as marcas emocionais e elas dependem muito, né, assim, de quem é a criança, do contexto que ela vive, do que vai ser feito com isso depois. Então, não necessariamente uma criança que passou por um um sofrimento dentro de casa, passou por uma situação de medo, isso não é garantia de que ela vai levar isso, que isso vai ter um impacto profundo na vida dela até ela crescer, né? Eh, tudo depende de como é lidado, depende das características de personalidade da criança, do apoio que ela tem, né? Eh, mas eu diria que ali a primeira infância até os 10 anos é é uma fase que ela tá mais vulnerável, mesmo pela falta de recursos, né, eh, cognitivos e emocionais para lidar com as situações. Excelente, né? É isso mesmo. E as crianças são curiosas, né? a gente, e na verdade assim, quando a [limpando a garganta] gente fala de crianças e incidentes eh domésticos, eh a criança ela ela precisa passar por certos tipos de situações, porque para você caminhar, para você andar, você precisa primeiro aprender a cair, não é? Então você cai para poder aprender a andar. Então assim, faz parte da vida. E o que a gente traz aqui é como a gente vai lidar com essa situação, né? e depois eh a atenção referente aos sinais que esse indivíduo vai dar no decorrer aí dos dias, né? E e então a gente precisa ficar atento a isso, mas pode ser que aconteça uma coisa aqui que amanhã tá tudo bem e que segue a vida e lá na frente vai lembrar sim, mas vai falar: "Olha, lembra aquele dia fiquei preso no banheiro, nossa, fiquei com medo, mas ainda bem que deu certo, né? E tá tudo bem, não é? Vamos lá então. 8:49 mais pra gente. Vamos lá. Vamos ver quem tá conosco. Por favor, produção, tem mais alguma pergunta aí? Se tiver pode mandar. Ademir Oliveira da Vila Industrial falando de idosos. Olha só, porque muitos idosos escondem sustos ou quedas que sofrem? É vergonha, medo de preocupar a família ou negação do próprio envelhecimento? Interessante também, não é verdade? Sim. Eh, pode ser tudo isso, né? né? Acho que eh depende muito da pessoa, mas a gente sabe de alguns fatores ali que atuam mais fortemente no idoso. Então, eh a perda da autonomia, né, e a percepção de que está envelhecendo, de que precisa de cuidados, de que não dá conta mais das mesmas coisas que dava antes. Tudo isso, eh, pode causar sofrimento, né? Eh, pode causar vergonha, né, como como você falou. Eh, pode gerar uma culpa por preocupar os filhos e as outras pessoas. Então, o idoso se sente um fardo, se sentir um peso, né? Eh, pode ser uma forma também eh de negação no sentido de que eu não aceito que isso, esse movimento tá acontecendo comigo e que hoje eu preciso tomar cuidados que antes eu não precisava, né? Eh, então acho que pode ser todas essas três coisas que que você comentou. A gente tem que eh conversar com a pessoa e entender, né, o que é que tá se passando na cabecinha dela, né, eh, para poder oferecer a ajuda mais assertiva. Às vezes a gente acha, né, que tá envergonhado, mas na verdade é uma tristeza, uma decepção com o próprio envelhecimento ou ah, eu não quero dar trabalho, eu sempre fui muito ativa. A gente vê muito isso, né? pessoas muito ativas, que eram autônomas, independentes, se sentem muito mal de ter que depender dos outros e pedir ajuda. Então, eh, a gente sabe que eh a gente fala: "Ah, o idoso ele ele volta a ser criança". Na verdade, não é bem assim, né? Na verdade, é uma pessoa que passou ali por uma vida inteira, conquistou um monte de coisa, era autônomo e agora se vê numa posição mais vulnerável e numa posição de mais dependência. Então, é difícil, né? a gente também tem que eh olhar com acolhimento, mas não é difícil para todos, né? A psicologia nada é é é é 100%. Então tem uns que lidam melhor e tem outros que t mais dificuldade. Muito bem, né? E você aí de casa, como está? Já aconteceu alguma coisa contigo que acabou marcando a sua vida? E essa marca te causou um trauma ou um strress ou uma lembrança não tão boa assim, mas que hoje não influencia, né, na sua qualidade aí de na sua saúde mental. Manda pra gente, manda sua mensagem para nós, porque nós estamos aqui com a nossa psicóloga. Hoje nós estamos falando sobre os incidentes domésticos, né, essa questão das fobias, né, de de ficar, a gente tava falando de de ficar trancado em um em um cômodo. Eh, como que a gente identifica essa fobia e o que que é o que que causa na gente? Por que essa fobia, esse medo de ficar trancado em um lugar, o que que acontece? É, fobia é um termo técnico também que significa medo exagerado, né? Então, medo é muito grande, exagerado mesmo, é a melhor palavra, né? Eh, a gente tem alguns transtornos de fobia, então fobia social, que é o medo muito intenso de interagir com outras pessoas, de conversar. A gente tem fobias específicas, que é eh fobia de um objeto, de uma situação específica. Então, por exemplo, essa do elevador, eh, se o medo da criança é só de entrar no elevador, a gente pode estar diante de uma fobia específica, medo de entrar no elevador. Eh, a partir do momento em que esse medo exagerado ele é mais generalizado, ele é mais difuso, eu posso estar diante de duas fobias específicas ou eu posso ter um transtorno de ansiedade generalizada, depende, uma ansiedade social, né? Mas a fobia é um medo específico, né? E e ela é identificada geralmente por quê? diante desse eh desencade, né, então dessa situação que é a causa da fobia, a pessoa entra num estado, como eu comentei no começo, de estress, de medo, de pânico, de sobrevivência e aí ela evita, então ela não quer entrar em contato. Então na infância o que que é muito comum? Fobia de agulha, de tirar sangue, eh de alguns animais, né? Eh, então a criança quando ela se vê perto daquilo, ela entra. Às vezes só de saber que ela vai ter que tirar sangue, a a o pensamento daquele objeto já deixa a pessoa com muito medo, né? E a gente identifica dessa forma, fica muito difícil de entrar em contato eh com aquele objeto que que causa a fobia. Exatamente. Esse negócio de fobia, de agulha aí, de tira sangue, é algo que a gente vê, né, direto. E aí, às vezes, a reação do pai ou da mãe ou do cuidador que está junto com essa criança nesse momento também é algo que surpreende, né? Eu já vi alguns vídeos de o o pai, no caso do vídeo que que eu eu pude ver na internet, o pai também chorando junto com a criança e tremendo, tentando segurar aquela criança. Então assim, eh isso pode mais paraa frente causar, vamos colocar uma aspas aí, um trauma de repente, porque tem adultos que desmaiam quando vão fazer tomar uma gestão, tirar um sangue. Aí isso já é algo um pouco mais além do que um um leve medo. Sim, sim. Aí no Maia, a gente pode pra gente tratar eh ansiedade e medo, necessariamente a gente vai ter que vai ter uma etapa de exposição aquele objeto que causa o medo. Então eu eu não consigo superar o meu medo de agulha se eu não me expor e não pegar numa agulha e não, né? O que a gente faz é uma escadinha, né? Então a gente não começa assim, vou dar um exemplo, ah, eu tenho medo de falar em público, então para eu superar meu medo, eu vou lá e vou fazer uma palestra para 5000 pessoas. provavelmente vai isso vai tá além das capacidades daquela pessoa, ela não vai conseguir, vai ser muito sofrimento. Então a gente faz uma escadinha. Então a gente começa, né, com uma foto da agulha, a gente começa falando da agulha, uma foto da agulha, uma agulha de brinquedo, ir no lugar onde vai tirar sangue, eh ver a pessoa tirando o sangue de uma de um conhecido até chegar em você mesmo, tirar o seu sangue. Porque isso a gente chama de dessensibilização. Então tudo que a gente tem medo e a gente evita, aquilo cresce, aquilo toma uma proporção maior. Para superar o medo, a gente tem que fazer enfrentamentos graduais, desde de algo que é que causa menos medo até algo que causa até chegar no objeto principal. Então, conforme você vai se eh entrando em contato, se dessensibilizando ao mesmo tempo em que você aprende a se regular, então diante desses objetos aversivos, você vai, por exemplo, você tá ali com a agulha, você vai começar a sentir ansiedade. Aí você vai colocar em prática as estratégias de relaxamento que você aprendeu lá na terapia. Aí você vai diminuindo seu nível de ansiedade. Aí você faz isso com a agulha, sei lá, quando você tá no eh laboratório. E aí você vai diminuindo, isso vai te dessensibilizando para que você consiga tirar sangue sem desmaiar. Significa que você não vai sentir medo? Não, pode ser que você ainda sinta um pouco de medo, mas um nível mais manejável, né? Que não te atrapalhe tanto. Nossa, que coisa, hein? Olha só que explicação maravilhosa. Mas não adianta, né? Você tem que entrar em contato com aquilo que te causa essa fobia ou esse medo. Muito bom. Agora 8:58. Tem mais uma uma pergunta, produção, se tiver, por gentileza, aí a gente já manda e já vai para as considerações finais. A Carla Souza do Jardim Chapadão. Vamos ver o que que a Carla diz. Quando eu era criança, fiquei presa em um quarto por alguns minutos e até hoje me sinto mal em lugares fechados. É possível carregar esse medo por anos? Olha aí, Carla. Sim, é possível. Eh, se esse medo não é algo eh incapacitante, né? Então assim, ah, eu me sinto mal, desconfortável, mas eu consigo lidar. eh, não tenho nada na minha vida que precise, que eu fique em espaços muito fechados. Você vai carregando esse medo, eh, e ele vai ficando com você. Eh, agora, se é um medo mais incapacitante, isso talvez vai trazer consequências mais graves que vão te motivar a buscar ajuda mais rapidamente. Agora, mesmo esse seu medo, né, esse desconforto, ele é possível de ser tratado na terapia, né? A gente precisaria entender quando você tá dentro desse lugar, você tem medo do quê? O que que pode acontecer? A gente desafia esses pensamentos, a gente elabora técnicas para você se acalmar, né? E com o treino é possível diminuir esse desconforto, né? Talvez ele não vá desaparecer completamente, mas é possível melhorar. Mas sim, quando a gente não trata e não cuida, é possível que ele acompanhe. Agora, o quanto ele te atrapalha. Uhum. variar aí, né, eh, da intensidade desse medo e e do seu contexto. Excelente, né? incidentes domésticos e a gente entendendo aí a diferença do trauma, a diferença de um estress maior, né, que pode causar várias situações, né, ansiedade, essa fobia, mas que tudo tem um caminho, né, para ser tratado. E aí a gente traz a importância que a gente sempre fala aqui todos os dias, né, de segunda a sexta no estúdio Câmara sobre a saúde mental, né? A gente precisa sim estar eh com a nossa saúde na com a nossa saúde mental em dia. Muito bom. Ô produção, tá tudo certo? Então vamos encerrar ou a gente tem mais alguma pergunta? Pode mandar pra gente se tiver, por favor. Vamos lá. Você aí de casa que tá participando, tá certo? Rodrigo Silva do Jardim Aurélia. Depois que a minha mãe se machucou, comecei a sentir culpa por não estar por perto. Mesmo ela já estando bem, esse sentimento não passa. Olha aí a culpa que a gente falou, né? Aí o Rodrigo pergunta se isso é comum. Sim, é comum. Eh, e aí também pode ser tratado, né? Eh, é muito importante identificar, né? eh aquilo que é da criança e aquilo que é do adulto, né? Então, eh o a criança tá bem, ela já eh eh superou a situação, aquilo não gerou um medo nela, mas isso pode deixar uma marca no adulto também, né? Principalmente por ele ser responsável por aquela criança. Então isso pode acontecer, né? E é também importante entender, você sente culpa por quê, né? assim, e eh o que que é que te preocupa que vai acontecer de novo ou que ela eh fique eh mal, que isso traga alguma consequência? É importante entender a raiz, né, dessa culpa para você poder para poder refletir sobre ela, né, eh, e não deixar que ela domine tome conta, mas isso é comum, sim, pode acontecer. É claro, né? a gente fica, a gente nunca quer que nada aconteça, mas quando acontece a gente tem aí essa e eh é natural, né, a gente se culpar. Agora, a gente precisa ficar atento com essa culpa para não deixar que ela interfira nas nossas emoções e no nosso dia a dia mediante a situação com a nossa criança, no caso aqui da nossa telespectadora, né, com a filha. Você já pensou tudo que acontecer você se culpar? Aí fica bem desafiador. Mas o bom disso tudo é que a gente tem tratamento. Saúde mental hoje já tá eh eh os tabus estão sendo quebrados. A gente, é importante a gente falar do trabalho com a prevenção, né, da saúde mental, porque assim, eu digo sempre para todos que bom se a gente, todo mundo pudesse fazer terapia, independente de ter algum trauma ou não, porque eu vejo que a saúde mental e os psicólogos, enfim, psicanalistas, vocês vocês têm um olhar diferenciado que nos ensinam a lidar com as situações do nosso dia a dia. Isso é muito importante, não só quando a situação, o estress aconteça aconteça, porque se eu já tô preparada, eu sei como lidar, não é? Sim, exatamente. Acho que eh o autoconhecimento, né? Você se conhecer, entender, né, os seus sentimentos, o se como que você funciona, como que você costuma reagir em situações e desenvolver ali habilidades para lidar com o stress, com a preocupação do dia a dia. É importante, né? É o estar preparado. É isso, é você ter recursos para lidar quando as situações acontecem. E quando eh você não tem, né, não hesite em procurar ajuda, né? Nem todo mundo que faz terapia ou que busca ajuda tem transtorno, né? Eh, a gente trabalha com pessoas e pessoas têm sofrimento, tem questões, eh querem se conhecer melhor. Então, acho que todo mundo se beneficia desse, desse processo, né? Bom, nós falamos hoje então sobre incidentes domésticos, conversamos com você aí de casa e conversamos também com a nossa psicóloga, né, a Isa, que nos orientou como a gente deve agir mediante as situações do dia a dia que acontecem desde um simples, entre aspas, né, ficar trancado dentro aí do banheiro, por exemplo, ou até ficar trancado em um elevador e aí prestar atenção nos sinais se for preciso buscar ajuda. Importante demais. Gostaria de agradecer a sua participação com a gente. Acho que foi bem esclarecedor nessa segunda-feira a gente trazendo um assunto assim, acho que é é bem legal pra gente iniciar a semana com bons ensinamentos. Obrigada pela sua presença. Eu que agradeço pelo convite. Obrigada para todo mundo que tá assistindo. Eh, fico muito [música] feliz de poder contribuir um pouquinho para esse tema. É isso, gente. Transformar o mesmo o medo em aprendizado, né? Aí lembrar que é um espaço de acolhimento, a gente precisa oferecer o acolhimento para essa pessoa que passa por essa situação de estress, tá? E lembrando que amanhã nós temos mais uma edição do nosso estúdio Câmara a partir das 8 da manhã e a gente traz um tema que também afeta, né, a nossa saúde mental. Esse afeta sim bastante. A gente vai falar da desintoxicação digital. É algo que a gente já comentou aqui no programa, mas você sabe que a gente precisa falar disso porque assim, o uso das telas tem passado do limite. Daí quando eu falo tela, eu tô falando de celular, de computador, de redes sociais, de streaming, né? Porque às vezes a gente fica até na televisão, você pega o celular, deixa de lado, mas aí você fica na TV, né, assistindo lá, é 2 horas da manhã, você tá lá assistindo um filme e esse filme ele tá e impactando você. tá te emocionando e aí você perde o sono, você perde o foco, você perde a produtividade no outro dia, né? Você acorda, mas você acorda [música] cansado porque você não descansou a sua mente, né? Então a gente vai entender o que que é um uso saudável e quando há sinais de dependência tecnológica, né? Então a gente vai precisar fazer aí uma limpeza digital, mas essa limpeza digital precisa ser equilibrada. E é sobre isso que a gente fala amanhã aqui no estúdio Câmara a partir das 8 da manhã. Contamos com a sua participação, com a sua presença. Nós agradecemos a sua audiência e a sua companhia. Lembrando que nós temos a Íria daqui a pouquinho direto da Central IAD informações aqui da TV Câmara Campinas. Aí, para quem não sabe, [música] é nossa jornalista de inteligência artificial e ela atualiza informações aqui de Campinas, informações do estado, Brasil e mundo, inclusive cotação do euro, do euro e do dólar para você. Então, imperdível. E ao meio-dia nós temos Câmara Notícia também com informações aqui de Campinas, informações do legislativo. Lembrando que às 6 da tarde você é convidado especial para participar eh da reunião ordinária, tá bom? Você pode participar ao vivo lá no plenário, pode participar [música] também pelo YouTube, pode escrever inclusive que o pessoal comentári pessoal responde para você. E aqui na TV Câmara Campinas também uma semana linda para você. Se cuide, aprenda a reconhecer [música] os sinais, tá? Muito cuidado aí e nada de culpa. a gente consegue equilibrar tudo isso. É só você assistir [música] o nosso estúdio Câmara para aprender como a gente deve levar aí a nossa vida com mais leveza, combinado assim? Beijo grande para você. Valeu, produção. Valeu, time. E a nossa semana só tá começando, tem muito mais. Continue ligadinho aqui na programação da TV Câmara Campinas. Até amanhã. [música] [música] [música] [música] [música] [música]
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