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Estúdio Câmara | FOMO: o medo de ficar de fora está adoecendo você? Psicólogos explicam!
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Estúdio Câmara | FOMO: o medo de ficar de fora está adoecendo você? Psicólogos explicam!

16 views Publicado 25/11/2025 HD · 56:22

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No Estúdio Câmara de hoje, mergulhamos em um dos fenômenos psicológicos mais comentados da era digital: o FOMO — Fear of Missing Out, conhecido como medo de ficar de fora. Um termo que ganhou força com o avanço das redes sociais e que descreve a ansiedade de perder experiências, eventos ou informações que parecem importantes ou emocionantes na vida de outras pessoas. Com a exposição constante a conteúdos curados, comparações sociais intensas e a sensação de que “todo mundo está vivendo mais”, o FOMO tem se tornado um dos principais gatilhos de ansiedade, baixa autoestima e exaustão emocional, afetando, especialmente, jovens e adultos conectados o tempo todo. Para entender esse fenômeno com profundidade e trazer orientações práticas ao público, recebemos duas psicólogas que atuam com diferentes abordagens e amplia experiência clínica, oferecendo visões complementares sobre o tema. 🧠 O que você vai ver neste programa Ao longo da conversa, abordamos questões como: • O que é FOMO e por que ele cresceu tanto com as redes sociais? • Como o excesso de estímulos digitais cria um ciclo de comparação e insegurança. • Impactos emocionais e sociais de viver com medo constante de estar perdendo algo. • A relação entre FOMO, ansiedade, sensação de inadequação e baixa autoestima. • A diferença entre desejo de pertencimento e comportamento ansioso. • Como o FOMO afeta relacionamentos, produtividade e até escolhas profissionais. • Dicas práticas e estratégias terapêuticas para lidar com o FOMO no dia a dia. O programa traz reflexões importantes sobre saúde mental, hábitos digitais e autoconsciência — temas cada vez mais urgentes na vida moderna. 👩‍⚕️ ENTREVISTADAS Sabrina Amaral — Psicóloga (Terapia Cognitivo-Comportamental – TCC) Especialista em comportamento e emoções, Sabrina traz a visão da TCC para entender como pensamentos automáticos e padrões de comparação influenciam o FOMO. No programa, ela explica por que nosso cérebro reage tão rápido aos estímulos das redes e como é possível criar novas respostas internas para diminuir a ansiedade e recuperar o equilíbrio emocional. Beatriz Rocha — Psicóloga (Abordagem Humanista – ACP) Formada em Psicologia pelo Centro Universitário de Jaguariúna, Beatriz atua com Psicoterapia na Abordagem Centrada na Pessoa. Já trabalhou com avaliação psicológica e Recursos Humanos no Hospital Maternidade de Campinas. Hoje divide sua atuação entre consultoria de Recrutamento e Seleção e atendimento clínico. No programa, ela analisa o FOMO sob o ponto de vista da autenticidade, da autocompaixão e do fortalecimento do vínculo consigo mesmo. 🌐 Por que este tema importa? Pesquisas mostram que o FOMO está diretamente ligado ao aumento de: • ansiedade generalizada • estresse social • sensação de inadequação • necessidade de validação constante • sobrecarga digital • comparação tóxica Vivemos em um mundo hiperconectado, onde tudo parece urgente e onde “não perder nada” tornou-se uma pressão invisível que adoece. Entender esse fenômeno é essencial para manter relações mais saudáveis — com as pessoas e com nós mesmos. Assista ao programa completo e compartilhe suas experiências nos comentários. Você já sentiu FOMO? Como isso afeta o seu dia a dia? Vamos conversar! Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, muito bom dia para você que está aí acompanhando a programação da TV Câmara Campinas. Seja muito bem-vindo. Estamos chegando com o Estúdio Câmara, segunda-feira, dia 24 de novembro. E vamos para o nosso assunto de hoje, que olha, esse assunto está cada vez mais presente na nossa vida moderna. A gente vai falar de fomo. Isso mesmo, fomo significa medo de ficar de fora com tantas redes sociais, notificações, comparações e vidas perfeitas expostas na tela do celular. Muita gente tem vivido uma ansiedade constante de estar perdendo algo muito importante, divertido ou relevante. E esse medo que parece inofensivo, eh, já afeta o bem-estar emocional e a autoestima e até o nosso comportamento social. Hoje nós vamos entender melhor esse fenômeno e principalmente como lidar com ele no dia a dia. Aí você de casa, manda sua mensagem pra gente, participe. Nosso WhatsApp já está aberto, nossa produção já está aguardando a sua participação. Conta pra gente, você sente esse medo de ficar de fora das atualizações diárias do mundo? É, você procura notícias e aí você quer continuar vendo e vendo e vendo e se você não está conectado, você sente uma coisa estranha, uma ansiedade, uma uma fobia, uma vontade imensa de olhar. Então manda sua mensagem pra gente com a sua dúvida. Nós já estamos com as nossas convidadas aqui. Daqui a pouquinho nós vamos apresentá-las e a gente vai conversar sobre a FOMO. Eh, 97829377. Esse é o nosso WhatsApp. vai mandando a sua mensagem, vamos atualizando algumas informações e já já vamos ao nosso tema central e a apresentação então das nossas convidadas. Olha só, a Câmara de Campinas vota em primeira discussão hoje, segunda-feira, o projeto de lei 380 de 2025, que define o orçamento do município para o ano de 2026. A proposta enviada pelo executivo prevê um total de 11,7 bilhões, somando a administração direta e indireta. Essa votação acontece hoje às 6 da tarde na reunião ordinária de número 73, que acontece, claro, no plenário da Câmara. Transmissão ao vivo pela TV Câmara Campinas, pelo canal oficial da TV Câmara Campinas no YouTube. Você é nosso convidado todo especial para participar também presencialmente no plenário da Câmara Municipal. E a Comissão de Proteção e Defesa dos Direitos dos Animais, também do Legislativo, vai realizar hoje às 4:30 da tarde a nona reunião ordinária do colegiado, com foco no andamento da implantação do Hospital Veterinário Municipal. Conduzida pelo presidente da comissão, vereador Permío Monteiro, a reunião contará com a participação do secretário municipal do clima, meio ambiente e sustentabilidade, BR dos Santos Adegas Júnior. O Hospital Veterinário, gente, integra aí o convênio firmado entre a Prefeitura de Campinas e a PUC Campinas. E a reunião deve atualizar informações sobre o estágio das obras, prazos previstos, desafios enfrentados e ações adotadas para garantir a implantação do equipamento público. O encontro também será aberto à população, você pode participar e acontece no plenarinho da Câmara, tá bom? A Câmara de Campinas você já conhece, fica lá na Ponte Preta. Você é muito bem-vindo. Previsão do tempo para hoje. Choveu na sua casa essa noite? Na minha choveu e a previsão do tempo para hoje é mais ou menos essa, tá? O dia começou nublado e temperaturas por volta aí dos 19º. Eh, ao longo da manhã o clima permanece encoberto, tempo nublado, tá? Leve aumento de temperatura eh 22 já no início da tarde. Atenção à previsão de chuvas fortes e até tempestades, podendo ocorrer rajadas intensas ou granizo. Atenção especial aí aos alertas da Defesa Civil para a nossa região. A máxima não deve ultrapassar aos 23º hoje, tá? E à noite o tempo continua fechado com possibilidade de chuva também. Muito bem, vamos lá então ao nosso tema central, né? Segundamos e hoje vamos falar de FOMO. A FOMO foi um termo criado em 2000 pelo estrategista de marketing norte-americano, Dan Herman. A sigla é uma abreviação do termo inglês fear of missing out, que em português significa medo de ficar de fora. Os pesquisadores de Harvard e Oxford, Patrick e Andrew definiram a FOMO como um desejo de estar permanentemente conectado com o que os outros estão fazendo. E para conversar com essa conexão estranha aí, essa fome, o medo de ficar de fora, comportamento digital, né? Eu recebo aqui no estúdio então a Sabrina Amaral, psicóloga eh terapia cognitivo comportamental e especialista em neurociência do comportamento humano. Seja muito bem-vinda, Sabrina. Bom dia para você. Bom dia, É uma alegria estar aqui com vocês. Agradeço o convite e vamos surfar um pouquinho nessa onda do fomo, entender os impactos pra saúde mental e como é que a gente se cuida melhor nesses momentos. Muito bem. E para completar o nosso time, Beatriz Rocha também, né? eh, psicóloga e vai surfar nessa onda da fama com a gente, vai explicar, né, o que que acontece no nosso cérebro, por que a gente tem essa vontade de ficar conectado. Muito bom dia, seja bem-vinda. Bom dia, muito obrigada, obrigada pelo convite. Vamos juntas aí vendo como que a gente vai falar, explorando o tema, que eu acho que é uma novidade aí, muita gente ainda não conhece mesmo sobre tem muito para discutir, né? Exatamente. Uma novidade mesmo, né? Porque eu nunca tinha ouvido falar nesse nesse termo, né? E aí a gente foi pesquisar, fomos buscar. Então a gente pode dizer que a FOMO também já é um dos sinais de um possível excesso no uso das redes sociais e dos smartphones. É isso mesmo, Sabrina. Vamos lá pra gente começar. Qual que é a avaliação eh psicológica, né, sobre esse fenômeno e por esse termo fomo ganhou tanta força nos últimos anos? Xna, a fomo, ela é mais do que um sintoma. Ela é um um fenômeno emocional que o as pessoas têm quando estão desconectadas e tem uma sensação de estar perdendo alguma coisa, né? O mundo moderno, a gente tá o tempo todo conectado. Então, eu terminei de escovar o dentes, estou de pijama, já sei eh quem tá viajando, quem é que tá eh feito um café da manhã que é digno de um editorial da VG, eh quem foi promovido no trabalho e tudo isso assim no prazo de alguns segundos. E aí vem aquela sensação de eu tá de fora, de eu tá atrasado, de eu tá perdendo alguma coisa. E isso vai trazendo na gente fenômenos de ansiedade, né? Uhum. E por que o termo ganhou tanta visibilidade? Justamente por essa multiconexão o tempo todo que acaba trazendo impactos significativos para nossa saúde mental. Tem muitas pesquisas sobre o tema. Teve um estudo conduzido pela eh revista de educação médica em 2024 que revelou que o fumo ele tá relacionado não só a sentimentos de ansiedade, mas de solidão, de baixa autoestima. Então, traz sim impactos importantes paraa saúde mental brasileira e pro mundo de um modo geral. Excelente, né? Estudos, muitos estudos recentes falando do FOMO e o FOMO cresce conforme aumentam das redes sociais e a comparação social, especialmente entre jovens e adultos jovens, né, Beatriz? Esse medo de ficar de fora, ele sempre existiu, mas as redes sociais intensificaram esse sentimento, né? Qual que é a sua avaliação sobre esse medo que nós, entre aspas, sempre tivemos, de repente guardadinho lá e nem sabíamos que isso era um medo? E agora com as redes sociais, com essa internet, essa eh ampliação de visão aí, essa visão macro do mundo, né? Aí a gente eh conseguiu entender esse medo e a o fomo trouxe uma novidade pra gente que precisamos eh estudar sobre para de repente autorregular essa sensação tão estranha que gera ansiedade. É o o fomo, ele traz muito essa questão do pertencimento a um grupo. Então a gente precisa e tá tudo bem. Eh, a natureza do ser humano ali é, nós somos seres sociais, então faz parte a gente querer esse pertencimento, a gente querer estar dentro de algum grupo, mas as redes sociais ampliaram muito a questão da comparação. Então, antigamente, sem a as redes sociais, a gente se comparava com pessoas próximas que a gente conhecia, eh, e tinha uma visão muito maior da vida daquela pessoa, tanto na parte boa quanto na ruim ali também, das coisas que aconteciam e tudo mais. Hoje em dia, com as redes, a gente se compara com milhões de pessoas o tempo inteiro e com recortes ali muito específicos da vida dela. Então, é sempre a parte boa, ela é bem-sucedida, ela é feliz, a viagem é tudo coisas positivas, a gente não vê a parte ruim, cria na gente uma falsa ali sensação, uma ilusão de que a vida daquela pessoa é sempre melhor do que a nossa, né? Exatamente. A tal exposição da vida perfeita, né, dos outros, que cria uma sensação de urgência constante, como se todo mundo estivesse vivendo mais e melhor, né, e tem mais, Ana, o feed ele acaba virando uma régua de medida do meu valor pessoal. Uau. Uhum. E isso é terrível, porque as pessoas que têm uma questão, por exemplo, de baixa autoestima, elas vão ter muita necessidade de aprovação do meio externo. E para eu conseguir ter essa aprovação do meio externo, qual que é a minha régua? O que todo mundo tá fazendo. Então, eu paro de perguntar o que é importante para mim e começo a me perguntar o que que tá todo mundo fazendo para eu fazer igual. Uhum. E eu ter essa sensação de pertencimento que a Beatriz comentou, de autoestima. E essa régua de avaliação, ela vai eh trazendo pra gente sofrimento, porque a gente tá sempre devendo. Eu tô sempre me depreciando, me comparando para baixo. Parece que nunca tá bom. Por como a Beatriz disse, a gente pega um recorte da vida. A gente olha o palco de uma pessoa no feed e esquece que a vida é feita muito mais de bastidor do que de palco. Vamos combinar. Ah, é verdade, né? Bastidor ninguém quer mostrar não, né? É lindo che ninguém quer mostrar isso aí. É bem isso mesmo. Agora, eh, Beatriz, é quais são os impactos, né, no nosso bem-estar emocional de tudo isso que a gente tá falando? Porque às vezes a gente fala assim: "Ah, mas não tem impacto nenhum, eu vejo, não tem problema". Mas isso pode gerar uma ansiedade generalizada e a gente nem tá percebendo porque já virou um costume eh olhar, né, histories, feed e visualizar isso. Mas às vezes a gente não percebe que isso tá causando algo ruim dentro da gente. A gente só vai perceber com o acúmulo dessa sensação que uma hora vai eh eh né, eh, transbordar, né? Isso pode gerar aí uma uma questão de ansiedade generalizada em algum momento. Qual que é a sua avaliação desse absorver? Nossa, sem dúvidas. Assim, eh, a foma, ela afeta principalmente as pessoas ali entre os 16 até os 36 anos, que é a faixa etária que mais usa as redes sociais. E uma das uma causa assim que é muito grave é a perda do nosso da nossa identidade. Então eu deixo de saber aquilo que eu realmente gosto, que me faz feliz para buscar aquilo que eu vejo as pessoas fazendo, eu vejo que as pessoas gostam e todo mundo faz igual. eh, gera uma ansiedade na gente, tanto naquela corrida ali do eu preciso ter aquilo, quanto muitas vezes até de tô fazendo algo que eu não gosto pela pressão, pela eh obrigação ali de ter algo. Então, afeta muito nessa nesse sentido de poder dar uma ansiedade, sintomas depressivos, tudo, porque não é o que eu quero, não é o que eu sou, mas sim o que eu entendo que deveria acontecer, né? Nossa, Beatriza, a que ponto chegamos, né? Porque assim, se a gente parar para analisar, vocês tocam num um ponto bem interessante que eu não faço aquilo que eu quero, aquilo que eu desejo, aquilo que eu me sinto bem. Eu faço aquilo que eh de repente eu tenho um comando aí, sei lá, de quem para poder executar essa ação, porque isso vai performar. É assim, Sabrina. É isso. As pessoas elas querem performar a felicidade dentro de um modelo perfeito e de um modelo ideal. A fomo, ela é como um gatilho para uma ansiedade generalizada. Ela não causa ansiedade, mas ela acaba trazendo impactos significativos. E isso de um modo geral na vida funcional do ser humano. Então eu tenho dificuldade, eu começo a ter distúrbios de sono, dificuldade de dormir, eu tenho dificuldade de relaxar, eu tô sentado lá no sofá, literalmente no modo tartaruga, fazendo vários nadas e o meu cérebro tá no modo Fórmula 1 dizendo assim: "Nossa, mas eu devia estar fazendo alguma coisa, né? Eu tô aqui sábado à tarde sentado no sofá e eu começo a olhar o fed das pessoas. Putz, pessoa tá viajando, pessoa tá fazendo alguma coisa, eu deveria est fazendo algo mais útil. E ela fica com essa sensação. Então ela não consegue descansar, ela não consegue focar no momento presente. Ela começa a ter comportamentos impulsivos, inclusive assim de compra, de dizer assim para tudo porque tá todo mundo fazendo aquilo, eu quero fazer igual. Então ela vai se desconectando e é um ciclo vicioso porque quanto mais eu me desconecto, mais eu sinto fomo. Quanto mais eu sinto fomo, mais eu me desconecto e a pessoa não consegue colocar uma interrupção e o cérebro, coitado, fica no meio desse ciclo aqui, ó, sofrendo os males e os impactos. Nossa, é uma desconexão com aqui, com agora e com si mesmo, né? E a conexão com a o ambiente virtual. É, é, é um, é desconexo, na verdade, se a gente for parar para pensar, mas é algo que acontece de repente comigo, com você, em alguns momentos do nosso dia. A gente precisa estar atento a tudo isso, porque isso vai uma vez, não, tá tudo bem, agora repetindo, repetindo esse padrão, repetindo, repetindo, isso vai sim causar problemas pra gente, né? Tem pesquisas eh de Oxford que apontam altos índices de fomo eh associados à irritabilidade, preocupação excessiva, queda de autoestima, olha isso, e dificuldade de concentração, né? O lado emocional disso é bem presente e preocupante, porque isso deve afetar vida social, comportamento, relações de trabalho, né, Beatriz? a gente acaba eh mesmo tentando ter aí um autocontrole, isso acaba sendo maior do que esse controle que a gente imagina ter sobre nós. Sem dúvidas. até a fome ela é ela tá muito ligada à nossa perda ali na capacidade de lidar com a frustração. Então, eh quando eu entendo que eu não tô fazendo alguma coisa, eu não consigo ficar tranquila com aquilo de, ah, eu tô em casa, eu tô tranquila, eu vou só ficar aqui, não, eu preciso estar sempre fazendo e se eu não tô, isso é terrível para mim. Eu não consigo lidar com não estar naquele ambiente, com aquelas pessoas, naquela viagem fazendo alguma coisa. Eh, e tem muitos lugares também que falam que a fomo tá muito ligada com a questão da infelicidade. Então, quando eu não tô me sentindo realmente feliz, a fomo pega mais forte, porque aí eu começo a me comparar, eu sinto que o outro tá feliz e eu não e eu preciso daquilo. Então tem toda essa essa ligação aí entre essas questões da frustração, do estar feliz, de entender e descobrir realmente o que me faz feliz também para eu não buscar ali qualquer caminho que eu veja que outras pessoas também estão tendo, né? E acho que você falou até da questão de trabalho e tudo, mas afeta todos os aspectos assim, pode me dar uma ansiedade dentro do trabalho de nossa, mas o outro é mais bem-sucedido, o outro conseguiu o cargo eh eu preciso produzir mais e podendo levar muitas vezes até um burnout, porque eu preciso entregar aquilo, eu preciso fazer aquilo. A gente esquece quais são os nossos limites ali também dentro daquilo tudo, né, gente? Impressionante. E agora, Sabrina, como é que a psicologia tem que se preparado para lidar, né, com essa eh a é a fomo, não é o fomôo, né, o medo, né, o medo de de não estar tipo performando, de não e e como é que a psicologia tem se preparado para lidar com isso aí. Já tem bastante gente eh entendendo, né, que está eh eh na linha da dessa desse fomo aí, porque é interessante a gente entender, é tudo muito novo, né? novo eh eh o nome, a nomenclatura, mas a sensação já vem de longa data e a gente que não se atentou a isso. Então, quando a gente coloca em cheque o nome pra gente poder estudar, pra gente poder entender, eh, que bom que nós temos a psicologia para poder nos ajudar a sair desse modo fomo aí, porque isso não é bom para ninguém e a gente precisa se atentar, porque se você não se atenta, cada vez mais e mais e mais e uma hora vai estourar, uma hora estoura. a psicologia ela vai evoluindo com as doenças modernas que vão aparecendo. É muito interessante isso. Pós-pandemia trouxe um foco muito grande nessa questão digital. Você tem, por exemplo, a FOMO, que é o fear of missing out, você tem a tal da nomofobia, que do inglês é nomobiofóbia, é você ficar com fobia de estar longe do celular, longe da tela e e um acaba sendo parzinho do outro. Aqui no Brasil a gente tem, por exemplo, o professor Cristiano Nabuco, que ele é chefe do laboratório de dependência digital da USP e ele tem feito uma série de estudos muito importantes nesse sentido, preparando os psicólogos para lidar com essas novas demandas, né? Especialmente quando a gente pega aí eh adolescentes, jovens, adultos que estão com formação de de identidade. Como é que você vai trabalhando isso? Nós já temos inclusive hospitais para dependência digital. Começou com videogame. Começou com videogame. Agora isso se estendeu pras telas, né? E e os psicólogos eles se preparam em ferramentas, em técnicas, tem muitas pesquisas, estudos, é tudo muito recente, mas é importante que o profissional também esteja bem atualizado para poder prover um bom suporte e tornar a vida dos seus pacientes aí mais significativas e mais valorosas. Olha isso, né? É, é interessante a gente saber porque é algo muito sério. A gente fala aqui às vezes, ah, é, é natural, acontece com todo mundo, né? Mas é algo que sim, eh, precisa de de um tratamento, precisa de um profissional para poder alinhar isso, para poder direcionar você, né? E a forma mais tranquila de lidar com todo esse turbilhão de informações que virou o nosso dia. A gente já tá no automático, que é prejudicial demais. Aí você corre, corre, corre, né? Nada, nada e morre na praia. E aí tem o fomo, tem um monte de coisa e a gente sabe, poxa vida, mas que que é isso? Faz parte da vida moderna, gente. E e nós precisamos de entender para poder nos blindar referente a a tudo isso que tá vindo e que está sim afetando a nossa vida social, nosso comportamento, nossa relação no trabalho, a nossa vida familiar. É muito importante que a gente entenda e que de repente eh começamos a relatar as dificuldades da gente eh eh aproveitar o nosso presente, né? Porque é a gente devia pensar no presente, mas tem gente que tá sempre fazendo eh algo pensando no futuro, né? Ah, eu vou performar lá por conta disso e disso e disso. Então, ansiedade, baixa estima, né? e um um comportamento diferente que vem aparecendo mediante a essa questão de estar sempre ligado, sempre conectado e sempre vendo o que os outros estão performando. Quando a gente fala de identidade, principalmente dos jovens, né, eh, jovens e adolescentes, eh isso, essa essa questão da fomo, ela pode causar, eh, Beatriz, uma perda de identidade no início, né, sem um tratamento, né, sem um diagnóstico mesmo. A pessoa pode acabar se perdendo ali de quem eu sou, o que que eu quero, para onde eu vou. muito. É, principalmente quando a gente fala de adolescentes, jovens que estão ali ainda na construção daquela identidade, não tá tudo 100% formado ali, né? Então, desde o início ali dessa formação, a pessoa já busca muito mais eh onde que eu me encaixo, onde que faz sentido, onde que eu vou ter a aprovação das outras pessoas, eh, muito mais do que o que que eu gosto, o que que eu quero. E é importante que a gente tenha esse cuidado que evite ali de ter um acesso muito grande, de ficar muito tempo nas redes, principalmente os jovens, para que desde sempre a gente tenha na cabeça eh o que eu penso de mim é muito mais importante do que o outro pensa sobre mim. Difícil. É difícil. Eu imagino, gente, porque é algo que tá assim tão presente nas nossas vidas, né? E essa questão da FOMO também, ela define eh o nosso influencia, aliás, as decisões de consumo, Sabrina. Certamente, certamente influencia, né? De repente você gasta o que você não tem para mostrar para quem nem sabe que você existe aquilo que você não é. Exatamente. E e a Beatriz, ela comentava sobre os adolescentes nessa construção da da identidade. Quando você não tem um selfie bem delineado, eh seus valores bem estabelecidos, qualquer caixinha de influenciador vai virar aquilo que você deveria querer. Hum. E isso define nossos hábitos de consumo, os lugares que a gente frequenta, as músicas que a gente escuta, o tipo de vídeo que a gente assiste. Eh, e essa exposição digital, essa ansiedade digital, ela desconecta a gente do nosso valor, do nosso verdadeiro self, né? E e pro adolescente é muito difícil a essa régua social, ele tá num momento de construção em que ele vai se comparar. E gente, comparação é uma coisa que é inerente do ser humano. A gente se compara. Qual que é o problema? O problema é quando a gente começa uma comparação depreciativa e a gente começa a se calibrar para baixo. Então, mais do que você pensar no que as pessoas acham a meu respeito, é entender o valor que eu tenho enquanto pessoa. Os pais ajudam muito nessas horas, na orientação, na conversa, na modelagem, né? que o filho não faz aquilo que você fala para ele fazer, ele faz aquilo que ele vê você fazendo. Exatamente. É verdade. É bom a gente lembrar, né, que eles são o nosso nosso reflexo, né? A gente, quando a gente fala de criança e adolescente, eh, é importante eh a gente não fazer aquilo que a gente não quer que os nossos filhos façam, né? Porque eles vão nos olhar como exemplo e vão seguir o que nós estamos fazendo, né, Beatriz? Com certeza. É, a Sabrina até falou do é saudável, é natural realmente a nossa comparação. Eh, só tem que existir o cuidado pra gente não confundir o uma comparação saudável com o fomo. Então, eh, talvez tem três aspectos ali que a gente pode prestar até um pouco de atenção para entender se é algo que eu quero ou se é o fomo que tá ali. Eh, motivo, sensação e consequência principalmente. Então, eh, qual é o motivo de eu querer fazer aquilo? Eh, eu realmente me importo com a conexão com aquelas pessoas, aquilo vai me deixar feliz, estar naquele lugar, eh, a sensação que aquilo vai me dar, eu vou me sentir bem, eu vou me sentir eh pertencente, mas de um jeito saudável realmente, de sentir alegria por est fazendo determinada coisa. Eh, e a consequência depois é, vou pensar, nossa, foi legal, eh, eu não me arrependo, eu gostei de ter feito aquilo, eu acho que isso entra naquilo que é saudável, naquela, naquele pertencimento, naquela comparação boa. Agora, fomo, tenho sentimentos de eu vou por uma pressão, eu vou porque depois eu vou sentir culpa, vai ter julgamento, eh, depois que eu faço tenho, nossa, me arrependi de fazer aquilo, eu não queria ter feito. Exato. É, então, talvez pensar ali nesses aspectos ajudem a gente a entender o que eu quero, o que faz parte de mim e que faz sentido e o que é a fomo, né? Muito bem. Enquanto a gente tá aqui falando de fomo, né, de medo de eh não estar conectado, de não estar atualizado com as informações, com a performance do coleguinha, enfim, em contrapartida tem o Jomo. O Jomo, o Jomo. Olha aí, tá vendo que eu estudei, gente? Gente, viu? Tem o FOMO e o João. Então vamos explicar um pouquinho sobre isso, porque se a gente trabalhar o FOMO, a gente vai chegar no Jomo. É isso. Novamente as trends do inglês, né? Então, o tal do jomo, que é, cara, eu tô feliz de tá fora dessa história toda. Então, tem um movimento, uma contrapartida das pessoas desconectando. É hobbies, Bobby Goods, gente, adolescente adulto pintando Bobby Goods, é bordado, indo no parque, eh, enfim, colecionando figurinhas, fazendo várias coisas que estão resgatando, inclusive coisas mais antigas, né? E esse fenômeno traz pra gente aquela sensação de que bom que eu não fui no efeito nada para agradar todo mundo. Que bom que eu soube dizer um não, sustentar o meu não e fazer aquilo que eu queria fazer e não aquilo que me disseram que eu deveria querer fazer. Uhum. Esse esse jomo é um movimento de contrapartida importante de estar offline, estar feliz de estar offline. Uau, hein? Que legal, hein? Você vê, eh, a gente precisa entender, né? de repente passar pela situação eh do fomo para poder chegar no Jomo. É mais ou menos isso, né? Agora, é uma longa etapa, porque Beatriz, se estamos acostumados a performar, né? A E isso estamos acostumados sim, porque às vezes a gente faz e não percebe, né? Às vezes você tá num lugar, você vai e tira uma foto e posta, mas a percepção é de que ah, que legal, vou postar. Às vezes pode ser isso e a gente não percebe que a gente tá nessa nessa pegada de performar o tempo todo. Por que que é meio que a gente já tá agindo no inconsciente? Tipo, a gente não faz no aqui, no agora, tipo, tô lá, ah, vou postar, puf, postei. Aí depois fala, mas por que que eu postei isso? Bom, depois já era, né? Aí fica por que que a gente age assim? É, tem muita acho que tem os dois lados. Tem, às vezes a gente posta porque eu gosto, eu quero, eu é uma rede ali que eu quero salvar até para eu poder ver depois, mas também tenho, eu vou postar porque eu quero que os outros vejam o que eu estou fazendo. Então, eh, quantos quantas curtidas eu vou receber? Principalmente hoje em dia, eu acho que os números são muito visíveis, então todo mundo vê quantas curtidas a gente teve numa foto, quantos comentários. Eh, isso gera muito na gente aquela sensação de eu preciso, eu preciso ter curtidas, eu preciso ter comentários, então eu preciso est sendo vista, estar ali é muito importante, né? E e por favor, você sabe atriz que eu tô lembrando da da fala de um paciente que ele falou assim para mim: "Eu não tenho perfil no Instagram, é como se eu não existisse". É verdade. Já ouvi pessoas falarem assim. O senso de identidade tá muito naquilo que eu mostro no online. E aí eu perguntei para ele assim: "Mas você queria ter um perfil no Instagram?" Eu falou assim: "Não, mas é que todo mundo tem". Aí me perguntou: "Deixa eu te marcar, qual é o seu Insta?" Então parece que eu não existo. Isso é um senso de identidade. E traz muita validação, eu acho, né? As pessoas entendem: "Ah, eu sou boa, eu tenho isso, aquilo, só porque eu tenho as curtidas, porque eu existo ali na rede social, né? Não, o apego é muito forte, né? Nossa, gente, olha só, né? Onde estamos? Tem mais. Teve um outro caso de de uma paciente que falou assim para mim: "Eu tô tão ocupada no sábado vivendo o sábado das outras pessoas acompanhando na rede, que eu não vivo o meu sábado." Olha aí. Uhum. Excelente. E sempre acho que eu deveria estar fazendo alguma outra coisa do que eu estou fazendo agora. Então você vê esse sofrimento, ele é real nas pessoas, né? E e eu eu penso que assim podem ter impactos até muito maiores. A gente acha que tá só ligado à rede social, a coisas assim, mas na clínica mesmo eu vejo muitas pessoas questionando e reclamando até, por exemplo, de relacionamento. Então eu não tenho vontade de ter um namorado, de me relacionar e tudo mais, mas tem uma pressão tão forte, porque todo mundo tá dentro de relacionamento, relacionamentos bons. Ah, então eu vou entrar também. E isso acaba entrando em relacionamentos que não são saudáveis, que não vão me trazer coisas positivas, que podem ter danos muito maiores, né? Com certeza. Olha só, gente, que importante essa conversa, né? Eh, a gente precisa realmente estar bem atento a essa questão da da internet, porque tomo conta, né, da nossa vida, dos nossos momentos, do nosso trabalho, do nosso relacionamento, enfim, faz parte do nosso dia a dia, mas eh com todo esse benefício que ela nos apresenta, né, também tem os malefícios. E a gente precisa sim e prestar atenção, porque de repente quando você vai parar para analisar, você já está em um estágio que sim, você está numa situação mental aí que vai se depreciando a cada dia porque vem aquela sensação ruim, né? Eh, Sabrina, e tem e tem sinais. Uhum. Então vamos pensar a Sabrina, quanto que eu devo começar a me preocupar em relação a fomo. Primeiro, eu tenho um comportamento compulsivo de ficar checando toda hora rede social, celular para ver o que as pessoas estão fazendo. Quando eu faço isso, eu entro num lugar de comparação depreciativa. Isso me gera muito sofrimento. Uhum. Eu começo a sentir culpa porque eu tô descansando ou porque eu tô fazendo alguma coisa que não tá tão legal na trend ou tão útil quanto o que as outras pessoas estão fazendo. Eu tenho dificuldade de me conectar no aqui agora, então eu fico vivendo a vida das outras pessoas para não olhar paraa minha própria vida. Isso é um comportamento escapista, isso traz ansiedade, isso gera compras por impulso, eh dizer sim por impulsos. Então, todos esses são sinais que a gente precisa ficar atento e dizer assim: "Opa, tá na hora de pisar no freio, procurar ajuda." Exatamente. E essa questão da comparação é uma coisa automática, né? Eh, Beatriz, a gente vai se comparar e quando que a gente precisa se atentar que essa comparação ela já tá passando do natural, sem dúvidas quando aquilo gera um sofrimento, né, gente? Então, a comparação ela é natural, ela é saudável, desde que aquilo sirva como uma forma também de motivar, de inspirar a gente a fazer outras coisas. Agora, quando aquilo começa a me gerar um sofrimento de eu sentir culpa, eu entender que eu não tô onde eu tinha que tá, eu não tô igual tal pessoa, aí eu preciso ter um cuidado. Aí eu preciso entender que, opa, pera lá, não é assim que tem que ser, eu não posso estar ali, porque entra em tudo que a gente falou, de perda de identidade, de frustração, podendo gerar uma ansiedade, sintomas que não são legais ali de ter mesmo, né? Muito bem. Esse negócio de rede social, de internet, é tão interessante que assim, eh, eu utilizo as minhas redes, eu posto as coisas para guardar. Olha só que coisa. Eu não deveria guardar lá, entendeu? Mas eu, eu guardo. E aí, esses dias eu tava pensando, eu fui olhar o meu Facebook, eu tenho alguns eh álbuns de fotos, né, que estão lá fechados, é só para eu ver. E são fotos da família e tal, mas por que que eu guardo lá? Você vê, então eu não vejo. Por que que eu guardo lá? Eu fiquei pensando esses dias, por que que eu tenho que guardar isso aqui aqui? Sabe por que tô dizendo isso? Porque você já imaginou, olha só, tudo isso, né, acontecendo é fomo, é jomo, é vício na internet, é vo aí de repente se dá um bum e a internet desaparece. Como é que vocês vão trabalhar com a gente daí? No analógico? Não, não. Eu digo, como é que vocês vão trabalhar com a gente? Porque isso vai dar uma uma ansiedade, um um desespero, porque se a gente vive conectado, a gente tá se comparando, a gente tá performando, a gente tá postando, a gente tá e tal, de repente não tem mais isso do dia paraa noite. Você já parou para analisar a bagunça generalizada que isso vai causar na nossa saúde mental? Com certeza. E assim, a tecnologia e ela veio transformar não só as nossas relações, ela veio transformar a forma como a gente aprende, a forma como a gente faz as nossas escolhas, a forma como a gente se desenvolve. A tecnologia, ela atravessou a gente e é um fenômeno irreversível. Vamos falar da chegada da Iá, botar um temperinho nesse caldeirão. Vamos botar um temperinho nesse calderão. Vamos botar a pimentinha. A Iá, ela vem somar ainda mais e catalizar ainda mais esse fenômeno que já atravessou a gente e que durante a pandemia a gente ficou voltado para todo esse consumo tecnológico. Na minha visão é algo meio irreversível, a não ser que a gente tenha assim um bug, acabou a internet, acabou tudo, aí a gente vai ter que resgatar coisas que são do analógico. Mas do contrário, eu acho que é um fenômeno irreversível. Você tem duas opções. Ou você entra e surfa nessa onda, ou você vai tomar um caldo. Nossa, não tem outro caminho. É, e tem que surfar com responsabilidade, né? Examente. Eu acho que tá tendo até o movimento um pouco contrário, que é, por exemplo, o Jom. Então, as pessoas querendo, acho que existe uma exaustão muito grande das pessoas com tudo isso que tá acontecendo, mas realmente o sair completamente, o acabar, eu também penso que é algo muito irreversível. assim, já tomou um uma proporção muito grande, né? Quer ver como é que você se relaciona quando você tá solteiro? Você vai paraquerar? Os nossos avós iam na pracinha da volta. Ah, hoje não tem mais nada. Hoje é Tinder, é aplicativo. Se você não tá no aplicativo, você não se relaciona. É impressionante. A tecnologia, ela atravessou de um jeito e veio para ficar. Gente, que coisa. Você sabe, teve uma colega de vocês, psicóloga, né, que teve aqui, eh, e nós falamos dessa questão de relacionamento e principalmente, eh, jovens e adolescentes. Ela relatou, eu gosto sempre de falar isso porque eu achei um negócio tão pesado, sabe? Porque assim, jovens e adolescentes estão no quarto se relacionando eh eh verdade pela pelo pela Tá, tá um sentado em cada cama e teclando é pelo pelo WhatsApp, enfim. E aí quando os pais questionam e eles não saem mais de casa. Poxa vida, antes os pais brigavam pra gente entrar, agora os pais reclamam pros filhos saírem, né, de casa. E aí, ã, foi perguntado, ela perguntou pro pro paciente, né, mas por que que você não vai se encontrar com os amigos no shopping? Por que que você não vai se relacionar de repente com a menina que você tá conhecendo agora e tal? Vai levar ela passear na praça e tal, por que que vocês não conversam pessoalmente? E aí a resposta de um, dois, três e outros tantos de pacientes que ela tem de eh crianças e eh jovens jovens e adolescentes, desculpa, é que eu não sei o que eu vou falar quando eu tiver na frente do meu colega, que eu converso aqui pelo celular. Ô gente, isso me causou assim um impacto tão grande, porque a gente trabalha com comunicação, é tão gostoso a gente conversar, falar, aprender, olhar olho no olho. E aí os nossos adolescentes eles estão indo para um rumo que eles estão perdendo o vocabulário, eles estão perdendo essa questão do tato, do do olho no olho. E isso é uma consequência muito grande, né? Tem tem aí o impacto psicológico enorme, perde a habilidade social mesmo, né? De conseguir ali se relacionar. Agora imagina que esses adolescentes, eles foram crianças na pandemia. É, foram, eles ficaram dois anos no mundo online. Isso. Aham. E aí para você reverter, a perda é significativa. A necessidade que a gente tem de socializar, de desenvolver o que a gente chama na psicologia de habilidades sociais. Uhum. A pessoa vem no consultório e eu vou fazer com ela treino de habilidade social. Tem que treinar agora. Treino, tem técnica para isso. A DBT fala muito, é uma linha de terapia comportamental que a gente vai fazer treino de habilidade social, de tolerância a mal-estar, de você poder saber dizer não, de você poder socializar do que que é adequado, inadequado. E a gente faz treino. É treinar para ser natural. É, tanto é que hoje em dia a gente tem até também a questão da fobia social, né? A pandemia também intensificou muito isso, porque não tem mais o contato, o o estar realmente presente um do lado do outro, né? Uhum. E assim voltando um pouquinho ao tema da da fomo, quando a gente pega num numa perspectiva neurobiológica, o que acontece quando você tá parado fazendo vários nadas, pensando na vida, ativa uma área do teu cérebro chamada eh rede eh modal padrão. Essa rede ela ela é composta por algumas estruturas cerebrais que vão fazer o seu piloto automático, o pano de fundo da mente ficar trabalhando, né? Se você tá num estado de comparação e de ansiedade, esse modo padrão, ele vai ser um terreno muito fértil para você começar ter pensamentos do tipo, eh, nossa, autocrítica, de autojulgamento, de autodepreciação, que que eu não tô fazendo? Ai, a vida do fulano é melhor, a Beutrina é mais bonita, é isso, é aquilo. E você vai entrando nesse lugar de sofrimento muito grande, justamente porque você não sabe lidar com o tédio, com o estar presente, com o fazer os vários nadas. É muito importante que as pessoas elas resgatem isso de além do do celular, o que mais eu tenho pequeno pequenos hábitos que você pode começar a mudar a partir de hoje. Vai fazer a sua refeição, deixa o celular longe, arruma um despertador, pelo amor de Deus, e deixa o celular fora do quarto, porque senão você vai ficar rodando a tela. Isso vai influenciar o teu sono, né? Estabelecer conversas. A a não não tira o celular do seu filho, mas traga o seu filho para ficar com o celular próximo de você e converse com ele. Como é que foi? Você não perguntava para para ele antes do do digital como é que foi o seu dia na escola? Pergunta como é que foi o seu dia na internet hoje? Que que você conversou? Que que aconteceu? Vai trazendo isso. A gente tem que ir buscando e resgatando essas conexões emocionais. importante. Perfeito, perfeito. Você sabe que eh eu tô feliz comigo porque eu comprei um brinquedo, olha só, para desconectar, gente. É isso. E olha que interessante, ele é igual o celular, do tamanho de um celular, né? Sabe aquele que tem água e você fica apertando e tentando colocar as argolinhas assim no Então, e dois botões, né? Dois botões, gente, super baratinho, né? E o tamanho dele é o celular. Então você pega aqui, parece que você tá no celular e você fica. Ontem, nossa, eu fiquei acho que mais ou menos uns 40, 40, 50 minutos ali. Falei: "Uau, consegui". Né? Então a gente tem que ir tentando, porque acontece, não adianta a gente ser hipócrita e falar: "Ah, não, mas comigo não acontece porque eu tô autorregulada, tô nada". Entende? Acontece sim. Isso, isso faz parte do nosso dia a dia. Agora, já que aconteceu, vamos buscar caminhos pra gente poder reverter um pouquinho a situação, nem que seja mínimo, né? Cada dia um pouquinho por dia, comemorando as pequenas vitórias, que eu tô comemorando a minha, né? Tô super feliz que eu consegui e isso pode acontecer com você também. Então, vai fazer alguma coisa diferente, tenta desconectar um pouquinho. É, não é muito fácil, porque a gente tá aqui meio meio que viciado com esse negócio, não é? é conseguir atrás de uma dopamina de qualidade, né? Então, eh, o que que é a dopamina? A dopamina é aquele neurotransmissor do bem-estar que quando você tá na tela, você tem bastante daquilo, só que o cérebro vai ficando viciado em dopamina, então cada vez você tem que ter mais tempo de exposição na tela para ter aquela sensação de bem-estar. Aí a gente tem dopamina de qualidade quando a gente faz uma atividade física e fica cansado, quando a gente consegue jogar o ócul, yes, cheguei ali onde eu queria. Então, quando você faz coisas que são significativas, aí você tem um nível de dopamina de qualidade, que se você precisaria ficar horas e horas na tela para conseguir se aproximar daquilo. Uhum. É, gente, vale a pena tentar, viu? Vale a pena tentar que eu fiquei feliz com meu Aquamen ontem. Vamos lá. 8:49. A produção tá falando que a gente tem algumas perguntas, então vamos atender aí aos nossos telespectadores. Obrigada você que tá em casa nessa manhã de segunda-feira, depois desse feriadão, né? Estamos voltando, recomeçando aí e iniciando uma semana maravilhosa. A gente deseja para você tudo de bom e obrigada pela audiência e pela companhia e também pelas perguntas. Pode colocar, produção 8:49. Vamos lá então. Diego Amaral de São Bernardo. Quais pequenos hábitos podem ajudar no dia a dia para reduzir o fomo sem precisar abandonar completamente as redes sociais, né? Vamos lá, Beatriz. Eu acho que além até do dia a dia, o autoconhecimento é uma coisa que ajuda muito. Quanto mais eu me conheço, quanto mais eu sei o que eu gosto, que faz sentido para mim, eh menos eu vou querer est onde os outros estão, onde tá a rede, ali, tá todo mundo conectado e tá fazendo. Eh, eu faço por mim, eu faço porque eu gosto, porque faz sentido, porque eu me sinto bem. Então, o autoconhecimento ajuda muito nisso, eu entender o que me faz feliz, eh, o que faz eu me sentir realizada. Isso é muito importante. É, a gente precisa buscar esse autoconhecimento. Lembrando que a busca do autoconhecimento, Ton ela faz um tempão e e é assim, ó. É um caminho sem volta. Então é um caminho sem volta. Sabe por quê? Porque hoje você tá de um jeito, amanhã você tá de outro, depois tá de outro. Se a gente é movimento a vida, né? E aí a gente vai mudando, a gente precisa se conhecer. Amanhã é uma nova pessoa, então vamos conhecer essa nova pessoa, né? E assim a gente segue. Mas é importante, é interessante que a gente acaba entendendo quem somos, né? E eu tô nessa busca ainda e vou continuar, né? Vou continuar. Tem se entender. Eu costumo dizer que informação é poder e quem tem o poder tem o controle. Uau, muito bom. 8:51. Vamos lá, gente. Mais uma pergunta para nós aí, produção, por favor. Vamos ver quem é que tá conosco e o que que vem agora. O Thiago Cunha do Parque Prado. Meu filho adolescente fica angustiado quando não participa de tudo que os colegas fazem. O fomo é mais intenso nessa fase? Ah, ou afeta idades. Vamos lá, Sabrina. Ele afeta todas as idades, porque a gente também se compara os adultos, só que de forma mais silenciosa e mais corrosiva. Nos adolescentes, isso é um pouco mais evidente, é um pouco mais explícito. E é claro que por todos os motivos que a gente comentou aqui agora, paraa construção da identidade, ele vai querer se comparar aos grupos. Agora, o que que você, enquanto pai, precisa fazer? eh ensiná-lo a ter um filtro emocional em relação às redes. Fala assim: "Filho, isso aqui é um recorte de um pedaço da vida da pessoa. Todo mundo sente insegurança, todo mundo fica ansioso, todo mundo já chorou no banho alguma vez, ele não vai postar o dia da nota baixa." Então assim, isso aqui é um recorte e quando você conversa com as pessoas, não é bem assim que funciona. Faça com ele um diálogo, tipo uma descoberta autoguiada com perguntas: "O que que é importante para você? Do que que você gosta?" e você ensiná-lo a separar o valor que ele tem daquilo que ele executa, da performance. Então, não é o que eu faço, que define o meu valor, mas aquilo que eu sou, aquilo que eu sinto, aquilo que é importante para mim. A gente tem que aprender a elogiar os filhos não só pela nota boa, mas porque ele tem uma atitude valorosa, porque ele tem empatia, porque ele pensa nos amigos, porque ele é amoroso, carinhoso e e a gente vai fortalecendo. Pensa que quando você fortalece as raízes da criança, a o vento da comparação, ele balança, mas ele não tira a criança do lugar. Sim. Uau! Muito bom. Fortalecer raízes. Excelente. 8:52 e mais duas. Tá bom. Vamos lá então. Pode mandar pra gente aí porque é conhecimento nesse estúdio Câmara, hein? Que maravilha. Rafael Guimarães, Vila Marieta. Percebo que quanto mais cansado estou, ah, boa, mais fico preso rolando, Fed. Tem alguma reação entre esgotamento emocional e esse medo de perder algo? Quanto mais cansado, mais rola feed. É verdade mesmo, né? E o dedinho aqui, ó, não cansa, né? Não cansa. Só é que coisa, Beatriz. A gente acha muitas vezes que para descansar eu preciso estar ali. Eu tô descansando quando eu tô na internet, quando eu tô rolando feed, vendo alguma coisa, quando na verdade muitas vezes eu canso mais ainda, é muita informação, é muita coisa que eu vejo. Então é importante encontrar outras formas do descanso. Se eu tô me sentindo muito cansado, principalmente no mental, vamos achar alguma coisa que alivie isso. Vamos ler um livro, vamos que seja assistir uma série com outras pessoas em família, fazer eh atividades que vão desconectar realmente, não vão fazer com que eu tenha um acúmulo de informações novas, né? Ótimo. Causa esgotamento físico o cansaço no cérebro e rolar o fio e dá esse cansaço. A gente tem que saber qual é o meu cansaço. É um cansaço mental, é um cansaço emocional, é um cansaço físico. Porque para cada tipo de cansaço a gente vai ter um descanso diferente. Então rolar o feed ele sobrecarrega. Imagina que você passa duas horas segurando esse copo d'água. Uhum. Hum. Ele não é pesado, mas depois de duas horas o seu braço começa a ficar cansado. Pensa que você tá sempre usando as mesmas áreas do cérebro quando você tá na tela. Então, se você cansa o músculo do braço, você acha que o seu cérebro também não cansa? tem que desconectar, fazer pequenas pausas, encontrar atividades que sejam offline propositalmente. Fica difícil de se concentrar para ler um livro às vezes, porque a gente tá muito na tela, mas coisas que despertem o teu interesse. Eu citei aqui no no início da da paciente que pinta lá os bobuts, que vai no bordado, outro que troca as figurinhas, eh, gente que joga RPG, adulto jogando RPG, que é um brincade faz de conta. Então, sai desse mundo um pouquinho e pergunta o que que quando eu era criança, o que que eu gostava de fazer, do que que eu gostava de brincar, né? E resgatando isso aos pouquinhos. E acho que tentativa, né? A gente só sabe o que a gente gosta quando a gente experimenta. Então, deixa eu tentar, deixa eu buscar uma atividade nova e fazer uma vez que seja para ver se eu gosto, como que eu me sinto. Isso é importante também, né? Total. É, a gente tem que cuidar com esse rolar feed aí, porque o dedinho nem ó, só vai, né? Só vai. E cada vez mais os vídeos menores, né? é menores e e mais impactantes, mais viciantes, mais gostosos de olhar, de assistir, de ouvir e a gente nem percebe que a gente tá, ó, só indo, só indo. É bem isso. 8:55. Vamos lá, então, para mais uma, produção, por gentileza, acho que é a última, né? Tá bom. Então, Helena Duarte do Taquaral, quando fico muito tempo off line, sinto como se o mundo estivesse andando sem mim. Por que essa sensação de ficar para para trás é tão intensa hoje em dia? É o fomo, né? Vamos lá, Beatriz. É o fomo, com certeza que a gente falou, é comparação. A rede social traz muito isso. Eu tô o tempo inteiro vendo muita coisa. Todo mundo tá vivendo e tá postando. Então, como assim? Eu tô em casa, não tô postando, como eu não tô fazendo nada disso? E é o fomo, na real, eh, você deve estar bastante desconectada daquilo que é importante para você. Então, a sensação de que eu tô perdendo alguma coisa, começa a se perguntar: "Eu tô perdendo o que especificamente?" Se você parar para analisar, você vai ver que você não sabe muito bem o que que é que eu tô perdendo. Então, faz um caminho de trás para frente e pergunta: "O que que eu gostaria de ter e que é importante para mim?" Uhum. Isso vai ajudando você a construir relações e uma vida mais significativa do que simplesmente uma vida de resultados do que tá todo mundo fazendo. A gente fica com harmonização de personalidade. Já viu a harmonização facial? O povo ficar com a cara tudo igual. A harmonização de personalidade é você viver uma vida genérica seguindo cartilhas e protocolos e no fim do dia aquilo te preenche. Chega no fim do dia, você fala assim: "Tá faltando alguma coisa importante aqui que eu não sei o que que é". Então, eh, estar no momento presente, autoconhecimento, terapia, gente, terapia ajuda muito, sai aquele modo automático do cérebro e você começa a pegar o volante da sua vida para levar você na direção onde você quer estar, fazer escolhas que são congruentes com a vida que você quer criar para você. É realmente teu controle, né? Ter o controle da sua vida. Poxa, a vida percebeu que às vezes as coisas saem do controle. É importante a gente salientar aqui que eh todos os temas que a gente traz aqui no programa eh são coisas que acontecem no dia a dia da vida de todos nós, né? E aqui a gente fala e é sem julgamento isso aqui, gente, pode acontecer com você, pode acontecer comigo e não é para julgar. A gente, que bom que a gente conta com vocês, né, profissionais que nos ensinam, poxa vida, a gente pode virar a chave, a gente pode mudar e sem julgamento, porque isso pode estar muito propício a acontecer com cada um de nós, não é, meninas? É isso aí. Bom, 8:58. A gente vai então encerrando o nosso programa de hoje. A gente vai agradecendo a sua audiência, a sua companhia e lembrando que amanhã tem mais estúdio Câmara, né? Mas antes, então, a consideração final das nossas convidadas que nos ensinaram muito sobre foma, entregaram bastante pra gente e que bom que a gente pode entender, né, essa essa nova nomenclatura, sei lá, isso, essa essa coisa nova aí de fomo. E se a gente pudesse desconectar um pouquinho e que assim seja. Obrigada, viu, Beatriz? Obrigada pela sua participação, pela entrega. deixa uma uma mensagem final aí pros nossos telespectadores. Agradecer e eu acho que é não se culpem de sentir alguma coisa que seja indesejada, terem sentimentos indesejados. Eu acho que a melhor forma da gente conseguir lidar com esses sentimentos, mudar eles, é aceitando que eles existem, que eles estão ali com a gente. Então, poxa, isso tá acontecendo comigo, tá presente, eu tô me comparando sim, aceita que tá ali, vamos buscar uma ajuda, vamos ver o que que a gente pode fazer para para tirar aquilo da gente. É o o caminho ali que talvez vai trazer menos sofrimento para vocês, né? É verdade. Eh, a partir do momento que a gente aceita que isso está acontecendo com a gente, já é um passo paraa grande mudança que vem por aí. A gente quer agradecer a sua participação, Sabrina. Obrigada pela entrega, né, pela informação e por reforçar que a gente precisa sim estar eh na direção da nossa vida, né? Estar ali eh eu estou guiando a minha vida, eu sei quem sou, para onde vou e e o que quero para mim. É meio desafiador, mas a gente consegue. Imagina. Agradeço X o convite e deixa aqui uma mensagem para você que tá escutando. Você pode não controlar o que acontece lá fora. Uhum. Mas você pode controlar o que acontece aqui dentro quando você se conecta, quando você faz escolhas que são significativas para você, para aquilo que é importante. Então, se você se perdeu no meio do caminho, faz igual o GPS, calcula a rota e vai em frente. Uau! Muito bom. Quanta entrega, que programa gostoso pra gente iniciar essa nossa semana. É a última semana do mês de novembro. Vocês pararam para pensar? É, já estamos chegando aí no Natal. Aliás, hoje é dia 24, então falta um mês, um mês para o Natal. E é o momento de de repente você recalcular a sua rota, tomar a direção da sua vida, ó, e seguir aí para um novo caminho, tá bom? Pare, pense e faça. A gente consegue. Vamos lá. Pontualmente 9 horas. Vamos encerrando o nosso programa de hoje. Lembrando que hoje nós temos reunião ordinária, tá? Às 6 da tarde no plenário José Maria Matozinho. Você é convidado especial para participar. Pode participar presencialmente também. Você pode participar através eh do YouTube da TV Câmara Campinas dando lá a sua opinião, conversando, o pessoal vai estar respondendo você. E claro, aqui na TV Câmara Campinas, a gente vai estar retransmitindo então a reunião ordinária de hoje. Ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com informações do legislativo e também da nossa metrópole. Daqui a pouquinho a minha colega de inteligência artificial, a Íria, chega da central IA de informações, atualizando você com informações aqui de Campinas, do estado, Brasil e Mundo. E amanhã nós temos mais estúdio Câmara. Vamos ver. Amanhã a gente vai falar de musculação. É musculação e o nosso cérebro, o que é que tem a ver, né? E a ciência comprova o quê? Bom, cada vez mais pesquisas mostram que o treino de força não transforma só o corpo, mas também a nossa mente em um cenário de estress, dificuldade de foco, ansiedade e noites mal dormidas. A musculação aparece como uma aliada poderosa para saúde mental e cognitiva. No programa de amanhã, você vai entender como esse tipo de treino pode melhorar memória, concentração, humor e até prevenir doenças. É isso mesmo, ó. Bora botar o cérebro para malhar aí. Então, amanhã a partir das 8 da manhã ao vivo, te esperamos com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Beijo grande, uma linda segunda-feira, uma ótima semana para você e até amanhã, se Deus quiser. Ciao
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