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Estúdio Câmara | Filho favorito existe? Como isso afeta a autoestima e a Família
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Estúdio Câmara | Filho favorito existe? Como isso afeta a autoestima e a Família

23 views Publicado 27/02/2026 HD · 1:03:21

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🎬 Bom dia! Está no ar o Estúdio Câmara, da TV Câmara Campinas, com um tema que mexe com muita gente — e quase nunca é dito em voz alta: existe filho favorito dentro da família? 🏠🤔 ​ A frase “pai e mãe amam todos iguais” é muito comum, mas o dia a dia mostra que as relações dentro de casa podem ser mais complexas. Neste episódio, a conversa propõe uma reflexão direta: o favoritismo pode ser real ou percebido, pode ser consciente ou inconsciente, e ainda assim pode deixar marcas profundas na autoestima, nos vínculos e até nos relacionamentos na vida adulta. 💭💔 👩‍⚕️ Para entender esse assunto com responsabilidade, recebemos duas especialistas com olhares complementares: 🧠 Priscila Gonçalves, psicóloga clínica, neuropsicóloga e mestre pela Unicamp. 🌿 Daniela Santos, psicóloga com abordagem transpessoal e holística e atuação com Programação Neurolinguística (PNL). 🎯 O que você vai ver neste programa 👨‍👩‍👧‍👦 Por que “admitir” filho favorito ainda é tabu? A conversa aborda como as respostas socialmente esperadas influenciam esse tema e por que muitos pais evitam reconhecer diferenças de afinidade. 🧩 Afinidade x amor: qual é a diferença? Nem sempre ter mais facilidade com um filho significa “amar mais”, mas atitudes e escolhas do dia a dia podem ser interpretadas como preferência. 💡 ​ ⚠️ Efeitos emocionais em quem não se sente escolhido A percepção de rejeição pode impactar a autoconfiança, gerar necessidade constante de aprovação ou, no extremo oposto, levar ao sentimento de incapacidade. 🥀 🎭 O “filho exemplar” também sofre? O programa discute como o filho visto como “preferido” pode carregar expectativas, cobranças e responsabilidades que viram peso com o tempo — especialmente na fase adulta e na velhice dos pais. 🎒 📏 Regras claras para evitar privilégios Um ponto importante é como a negociação de regras dentro de casa pode abrir espaço para a sensação de injustiça entre irmãos, alimentando rivalidades e hierarquias familiares. ⚖️ 🐑 “Ovelha negra”: quem é, de verdade? O episódio também debate rótulos familiares e como, em alguns casos, quem “rompe o padrão” pode ser justamente quem está buscando mais saúde emocional. 🧠✨ 🧩 Famílias reconstruídas e neurodivergência Há reflexões sobre dinâmicas delicadas, como diferenças no tratamento entre filhos de casamentos anteriores e como oferecer atenção e cuidado sem tornar um filho “invisível” quando outro exige mais suporte. 👀💛 📌 Esse é um conteúdo de psicoeducação para ajudar você a compreender comportamentos, reconhecer padrões e refletir sobre relações familiares com mais consciência — sem julgamentos e com foco em saúde mental. 🌱 💬 Agora é com você: Você já viveu (ou percebeu) essa situação na sua família? Como isso te impactou? Deixe seu comentário. 👇 👍 Curta, compartilhe e se inscreva no canal para acompanhar novos temas no Estúdio Câmara. 🔔📺 Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, muito bom dia para você que tá aí ligadinho acompanhando a programação da TV Câmara Campinas. Estúdio, Câmara chegando. Estamos no ar hoje, sexta-feira, dia 27 de fevereiro. Olha, o tema do programa de hoje te convida a uma reflexão. Acontece na minha, na sua, na nossa casa. Não adianta falar que não, porque a gente sabe o que acontece. Já se pegou pensando aí se existe um filho favorito da sua família. Então, aquela frase clássica de que a mãe e o pai amam todos igual ganha contornos complexos quando olhamos paraa ciência e para o dia a dia dentro das nossas casas. Hoje a gente vai tentar entender por a afinidade acontece, como o tratamento diferenciado molda a personalidade dos filhos e também como equilibrar o coração sem deixar marcas na autoestima de quem se sente desprezado, rejeitado, né? Então, a partir de agora, nós vamos falar sobre filhos favoritos aqui no nosso estúdio Câmara. As nossas convidadas já estão no estúdio, daqui a pouquinho vamos apresentá-los. Antes nós vamos falar, trazer atualizações aí de algumas informações, a previsão do tempo para este final de semana e já já a gente volta ao nosso tema central. Mas vai pensando aí, tem filho favorito? Sim ou não? Você acha que isso é consciente ou inconsciente? A gente descobre juntas daqui a pouquinho aqui no nosso estúdio Câmara. Vamos com informação. Olha só que legal, a Prefeitura de Campinas lançou a programação do Show Encantado de Páscoa 2026. O evento será realizado entre eh 13 de março e 5 de abril, com 14 apresentações gratuitas distribuídas em diferentes regiões do município, né? Esta será a terceira edição da iniciativa que integra o calendário oficial da cidade. O projeto é promovido pela prefeitura por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação. E tem um investimento superior aí a R milhão deais. E você fique atento sobre eh esses eventos, né, desse show de Páscoa. Você pode acessar o site da prefeitura para conferir data, horário e bairro. onde eles vão acontecer. A Casa do Pavão realiza amanhã, sábado, mais uma edição do projeto Café com literatura. É, aqui em Campinas. O encontro será das 8:30 às 10:30 com participação gratuita e classificação livre. O tema desta edição será a dança como importante instrumento de linguagem na cultura afrobrasileira. O encontro vai contar com a participação das artistas de dança Renato Oliveira e também Flor de Alice, que irão conduzir a conversa e compartilhar experiência sobre a dança negra com expressão cultural, resistência e identidade. O público é convidado a levar ideias e um alimento para compartilhar. A Casa do Pavão está localizada na rua Ana Teles Moreira 192, no Jardim Samambaia, aqui na cidade de Campinas. Participe. Agora sim, a previsão do tempo para este final de semana. Como é que será que fica o tempo hoje, hein? Vamos lá. Hoje, sexta-feira, sol com algumas nuvens, chuva passageira. À noite nós temos aí muitas nuvens, mas o tempo fica firme. Mínima 20, máxima 26. Para sábado, a previsão do tempo é de sol com algumas nuvens durante o dia e a mínima fica em 18, máxima 28. E para domingo, gente, não esquenta muito não, viu? Previsão do tempo para domingo é um dia de somas nuvens e a mínima fica entre 16 e a máxima 28º. Essa é a previsão do tempo de acordo com o climatempo para o final de semana aqui na nossa metrópole. E agora sim a gente eh convida você para aprofundar um pouquinho mais ao nosso tema de hoje. Nós vamos apresentar as nossas convidadas, mas antes quero lembrar você, dentro de muitas casas existe uma pergunta que quase nunca é feita em voz alta, né? Será que existe um filho favorito? Você já perguntou isso pra sua mãe, pro seu pai? Eu acho que não. Mas será que essa percepção pode marcar a autoestima, os vínculos e até relacionamentos na vida adulta? Hoje a gente vai falar como favoritismo real ou percebido pode influenciar histórias familiares por toda a vida. Então, para conversar com a gente sobre esse tema tão sensível e necessário, a gente recebe duas especialistas com olhares complementares. A gente dá as boas-vindas à Priscila Gonçalves. Ela é psicóloga clínica, neuropsicóloga e mestre pela Unicamp, referência em atendimentos no interior paulista e também ela é palestrante. Gente, seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação e presença. Bom dia. É um prazer estar aqui. Agradeço o convite e a oportunidade da gente falar sobre um tema tão delicado e importante, muito importante. E é por isso que nós temos aqui um time, né, de profissionais que vão nos orientar hoje para completar o nosso time. A gente dá as boas-vindas à Daniela Santos. Ela é psicóloga em abordagem transpessoal e holística e também ela trabalha com a programação neurolinguística. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada. Muito obrigada pelo convite. É um prazer táar aqui. Você pontuou, já perguntou pro seus pais se tem um filho favorito. Eu tenho certeza que quem fez essa pergunta com certeza ouviu. Não e nunca hipótese nenhuma. Porque é aquele negócio, né? Assumir, ninguém assume mesmo. Mas é uma realidade, né? Tô, é muito comum as pessoas terem essa percepção que ah, é esse, aquele o filho favorito, né? Pois é. E a gente vai falar sobre isso porque de repente você tá aí em casa pensando, é, pois é, ela fala que não, mas as atitudes deles, né, direcionam e a atitude fala para mim que o filho favorito é tal. Eh, então a gente precisa entender. Vamos lá, Priscila. A ciência diz que cerca de 70% dos pais têm o filho favorito, mas na prática, por que que admitir isso ainda é um tabu da maternidade e da paternidade? Porque a maioria dos pais não admitem que tem um filho favorito? Qual que é a avaliação psicológica que você traz pra gente? Bem, em relação a isso, a gente tem que lembrar da do nosso social. Nós temos respostas socialmente aceitas. Por exemplo, se eu pergunto para você como vai, automaticamente você vai me responder: "Estou bem". Uhum. Gostaria de algo? Não, muito obrigada. São respostas socialmente esperadas. e socialmente esperados e avaliadas positivamente. Então, quando eu falo a pergunta, você tem um filho favorito? É a mesma coisa de eu perguntar se você ama mais um filho do que o outro e isso socialmente não é aceito. Eu tenho dois filhos, como eu posso amar um mais do que o outro, né? é ainda é aquele processo de validação social, mesmo sabendo que o amor existe de forma diferente. Então assim, socialmente o que é aceito? Nós amarmos nossos pais, nós cuidarmos dos nossos pais, nossos pais amar incondicionalmente e igualmente todos os filhos. Muito bem. Pois é, gente, é algo bem delicado de se trabalhar, principalmente nos dias de hoje, né, em que nós estamos lidando com tecnologia, nós estamos lidando aí com um distanciamento entre pais e filhos, né? Esse mito da perfeição, perfeição parental, muitas vezes impede que os pais busquem ajuda, né, antes que esse esse dano eh na relação aconteça, porque a gente pode falar sim que é algo que vai machucar muito, que vai eh mexer na questão emocional daquela pessoa que entende que os pais eh têm um filho favorito, né? Então, quais são os fatores eh que levam a a que influenciam, né, a escolha de um filho? E aí quando a gente percebe que tem um filho ali escolhido, favorito, eh, isso causa o quê na nossa saúde mental, Daniela? O que que o que que pode acontecer? Isso mexe muito. Olha, eh, o que que acontece? o que leva sempre são fatores mais inconscientes, sempre vai ter uma afinidade, né, de pensamentos mais parecidos. E o que que acontece? Eh, quanto mais consciente a pessoa é, mais equilibrada, mais saudável emocionalmente, ela até percebe e ela tenta disfarçar e ela tenta equilibrar, né? existe aquela questão de ah o filho que precisa de mais atenção, menos atenção, né? Então, só que o que que acontece? Muitas pessoas não vão ter essa até autoconhecimento de entender seus sentimentos. Então elas são arrastadas e às vezes fica num ponto cego mesmo. E olha, eu eu nunca recebi um uma queixa de um pai, ai nossa, eu tenho um uma uma um conflito, uma aflição, porque eu sei que eu gosto mais de um do que outro. Isso aí eu nunca ouvi. Eu sempre ouço os filhos que sofrem com essa percepção, né? E e é isso, né? às vezes um um um paciente que já é uma pessoa idosa, mas ela tem dores lá da infância, de coisas que, ah, é sempre a minha irmã, é sempre meu irmão que tá certo, nada do que eu falo tem valor. Então eu não vejo o sofrimento por parte dos pais, porque geralmente quando eles têm essa atitude é muito inconsciente ou são pessoas até eh que que que não são, vamos falar assim, tem gente até que é ruim, que é que gosta de tratar maior pessoa e às vezes escolhe, né, assim, e escolhe também de forma inconsciente, mas às vezes aquela até a p o filho que até teria seria mais eh mais bonito, mais bem-sucedido, é o alvo do da crítica, né? Então, não vejo sofrimento por parte do dos pais que têm esse comportamento, mas os filhos com certeza são impactados e são impactos que podem prejudicar a principalmente autoestima, segurança, isso vai influenciar a vida inteira da pessoa, né? É verdade. Se a gente para para analisar e quando, como você muito bem pontuou, é, são personalidades, né? Tem tem gente que eh tá tudo bem e não liga muito, enfim. Mas a questão é o impacto psicológico que isso causa nos filhos, não é? Porque se você para para pensar, poxa vida, somos filhos eh da mesma mãe, somos irmãos, por que que ela gosta mais de você do que de mim? E isso, mesmo que os pais eles não falem, né, uma atitude pode demonstrar isso e aí vai trazer um impacto emocional para essa pessoa. E esse impacto emocional ele vai eh gerar consequências, principalmente se essa visão de filho favorito acontecer lá na infância. Eu gostaria que você trouxesse isso pra gente, Priscila. Nós podemos identificar alguns fatores que a gente pode até falar que é mais demonstrado. Por exemplo, quando a pessoa é muito criticado, alguns tomam essa crítica para provar totalmente ao contrário. Então assim, eu sou um fracasso, vou te provar que eu não sou um fracasso. Você não consegue, eu vou provar que eu consigo. Então você pode ver que alguns têm um âmbito de autocrítica muito exacerbado, que é o processo em que eu preciso provar constantemente, ir em busca constantemente de uma aprovação que vem da aprovação dos pais, porque é o que nós buscamos, é uma das primeiras coisas que nós temos é a aprovação de quem o gerou. Uhum. Né? Então tem todo esse processo. Em compensação também nós temos o oposto. Quando você semeia a planta a sementinha do fracasso, a pessoa fica falando: "Eu não preciso provar nada porque eu já sou um fracasso frente a essa situação, né? Então assim, não, uma das duas com certeza vai acontecer. Normalmente nos primogênitos a gente pode perceber que tem mais essa coisa da responsabilidade, do exemplo de ser sucesso desse processo, né? Mas o que que acontece? Eh, os dois têm um processo de autoestima e de autocrítica distorcido, disfuncional. ou é uma autocrítica extremamente exagerada ou é uma autocrítica muito baixa já ou uma aut ou um processo de distorcido de quanto valorização. Então assim, eu não tenho valor nenhum, então eu não tenho valor na relação, eu não tenho relação, eu não tenho relações saudáveis, eu não tenho valor nos meus no meu parte profissional, na minha parte pessoal, na minha parte amorosa. Então assim, porque eu sempre tenho que tá me provando frente a isso e eu também não consigo nada, porque sempre eu não consigo alguma coisa, porque os meus pais já disseram que eu não era essa pessoa capaz. Que forte isso, hein? É forte demais. E é bom a gente parar para analisar essa situação, né? Agora, a Daniela trabalha e com essa visão da alma, da consciência, né? Programação neurolinguística é muito bom também pra gente poder ter um olhar atento para dentro de nós mesmos. Agora, Daniela, como é que a criança ela percebe que não é preferida? Porque quando a gente fala do adulto, a gente tem uma um tipo de percepção, né? Aí a gente também tem um um outro tipo de reação. Agora, quando é criança, eh, como que ela percebe que ela não é a preferida? E como que isso se manifesta no comportamento, né? Em alguns casos, o favorito, ele internaliza a identidade de filho exemplar e isso pode trazer consequências. Agora, aquele que não se sente o favorito, como que essa criança ela vai ã transbordar esse sentimento de tipo que minha mãe não gosta de mim, então como que ela vai se comportar? Qual que é a sua avaliação? É o que a Priscila falou na idade adulta, acho que a idade adulta, na verdade é um reflexo do que a gente processou como criança, né? Então realmente a gente vê esses esses dois caminhos. Eu acho que assim, o filho mau que que não recebe amor, que que recebe muita crítica, que recebe menos amor, o que ele quer ser aceito, quer ser aprovado, eh, acredita que tem alguma coisa que ele possa fazer algum dia que ele vai receber esse esse reconhecimento. Então, realmente ele, o comum é isso, né? No desequilíbrio que ele vive, ele vai reagir com desequilíbrio. Uhum. Então, ou vai ser aquela criança que vai ser o perfeito, que vai fazer tudo, que eu vou ainda recon ganhar esse amor desses pais, né? eles vão ver como eu sou importante para eles ou realmente a criança vai, ah, não, eu sou tudo de ruim mesmo. Então, eh, vai ter mau comportamento, hum, dificuldades na escola, né, dificuldades de aprendizado. E e é isso, né? Eh, ele recebe o desequilíbrio, ele vai pro desequilíbrio. E é isso, né? E e a gente vê muito no no clínica isso, né? As pessoas adultas que vêm, nossa, mas e eu faço tudo pela minha mãe e só o o irmão que reconhece. E aí até na clínica é importante a gente pontuar e trazer pra pessoa essa consciência que não é uma falha sua, é uma falha da do genitor, da genitora ali, né? Então, eh, e às vezes, por mais que você faça, às vezes não, né? Quando a gente tem essa dinâmica, é isso mesmo. Não tem o que você faça que vai agradar esse esse pai e essa mãe. Uhum. E e ajudar a pessoa a ludar eh eh lidar com esse luto dessa crença que um dia a pessoa vai ser aceita, um dia a pessoa vai ser reconhecida, né? Porque é isso, né? Às vezes a pessoa tá lá adulto, tá achando não, quando a pessoa for velhinha depender de mim, eh, eu vou fazer de tudo, ela vai me reconhecer. Não vai, não vai. Nossa, gente, que forte isso, né? Você vê, a gente veio, nós trouxemos essa, essa questão do filho favorito e aí nós chegamos a esse ponto que você muito bem ponto colocou aqui pra gente. Eh, eu já ouvi, já vi isso, né? Eh, eh, e, e é interessante a gente pensar que isso começou lá na infância com a questão do ser aceito ou não ou ser o favorito ou não pelos pais. Olha só, se quando ele eh eh ficar mais velho, ele vai precisar de mim e eu vou est aqui para ajudar. Então, isso é um reflexo, de repente dessa ação que pode ser consciente ou não do favoritismo dos filhos. Isso é interessante demais essa sua colocação. Agora, o filho que não é o favorito, ele vai crescer achando que ele tem que ser aceito. Então, ele vai ter que fazer de tudo para ser aceito. Então, vai ser de repente aquela pessoa que faz tudo para todo mundo, que é uma pessoa super agradável. Por quê? Porque ela precisa fazer algo para se sentir aprovado, para se sentir aceito. Beleza? Agora, e aquele filho que é o favorito? Ele tem uma identidade do filho favorito. Ele é o filho exemplar, mas ele vai em contrapartida, ele vai ter que crescer sendo sempre o filho exemplar para ser o favorito ou não, Priscila? Não. O que acontece muitas das vezes você distorce o processo de consequência. Uau! Porque o que que acontece? Eh, o processo de consequência, ele é ligado diretamente às suas ações. Uhum. Então, você faz uma ação, eu derrubo um copo, como consequência, o copo caiu e quebrou, tá? Você pode chamar a minha atenção por isso. Uhum. Você pode me acolher em relação a isso e pontuar para que eu tome mais cuidado da próxima vez ou você pode ignorar este fato. Já então no processo, quando a gente altera esse processo de distorção, quando eu ignoro o fato ou eu passo a mão, não, não se preocupa, não. É só um copinho. Aham. Então o que que acontece? Nós temos que ver que você vai reduzindo a consequência do processo. Então o que que acontece? Tudo o que eu faço, independente do que eu faço, ele é visto positivamente. Minha mãe me ressalva: "Ah, eu tirei nota ruim, foi seu professor que não explicou a matéria direito. Ah, mas foi seu irmão que não te ajudou". Ah, mas fui. Eh, então assim, você vai passando a mão na cabeça e vai ressaltando esse processo de consequência e tirando a culpa. Tem uma camiseta que eu gosto muito. Eu vi isso uma vez no shopping, nunca mais esqueci. A culpa é minha, eu ponho em quem eu quiser. Uau! Hum. Então o que que acontece? Eu tiro a culpa do indivíduo e transfiro para terceiros. Então essa pessoa normalmente vai ter as culpas, as consequências, como também a responsabilidade disso ser feito. Então o que que acontece? Ah, tem com tem a louça para lavar. Seu irmão não lavou a louça. Ah, você fez o exercício, não deu certo. Seu irmão não te ajudou? Ah, você caiu. Seu irmão não te amparou, derrubou, você não tava de olho. Tem todo esse processo de terceirizar essa responsabilidade que cabe a você, né? Então assim, a gente tem que tomar muito cuidado com isso, porque o que que acontece? Às vezes nós tiramos a o processo muito bom, que é ensinar as pessoas a se frustrarem. Dentro da psicologia nós temos um processo chamado a baixa tolerância frustração, que faz com que as pessoas tenham baixa tolerância. Ah, eu recebi mensagem, eu tenho pacientes que me mandam mensagem. Eu falo para eles: "A mensagem é instantânea, a resposta não." Por quê? Você vai me mandar mensagem, principalmente no WhatsApp, mas eu tô atendendo alguém, eu vou te responder? Não, porque quando eu tô com você, eu não respondo os outros. Isso já gera frustração. Eu recebi paciente de 15 anos falando: "Eu vou me matar, não tem nada nesse mundo que me valha, ninguém me responde." Eu falei, "Ninguém te responde em quanto tempo?" É, hum, sem tolerância nenhuma, né? Sem tolerância nenhuma. Então, quando a gente a gente tira esse processo de consequência, responsabilidade e de frustração. Ol, excelente, muito bem explicado e mais sério do que a gente imagina, né? Tem um estudo da Universidade da Califórnia que mostrou que, ao contrário do que pensamos, o primogênito costuma ser favorito pelo peso da primeira experiência, né? Eh, qual que é a sua avaliação sobre isso, eh, Daniela? E como a quebra, como que a gente vai lidar com essa quebra de expectativa do caçulo ser o, o caçula, né? Ser o queridinho. Todo mundo fala: "É, caçula é o queridinho da mamãe." É, eu, eu não sei se é o queridinho. A minha percepção é que assim, é realmente o primeiro é aquele que é de cristal. Ah, eu fiz. Aí vem o segundo. Ah, tá. O terceiro coitado, né? É. Assim, eu acho que o terceiro, o terceiro ou o caçula é mais livre, né? Porque ah, né? Deixa, ele sobrevive. Acho que tem menos expectativa, inclusive, né? em cima do primogênito tem mais tem mais expectativa, mais cobrança. Sim, eu acho que eh tem tem essa essa questão de às vezes, né, quando é é um um uma criança muito eh muito mais nova do que as outras, até tem, né, vira o bibelo da família. Sim, mas acho que só por ser a história na série, o último, acho que acaba tendo mais liberdade, mesmo, menos cobrança. Fora que a criação ela é dividida com o filho mais velho. Então, o filho mais velho tem a responsabilidade de ajudar na educação, no cuidado com os filhos mais novos. Você pode perceber isso antigamente, que o pessoal tinha 10 filhos. Como 10 filhos sobreviviam, é porque os primeiro cuidava dos sete menores, você entendeu? Não é porque a mãe dava conta que é humanamente impossível. Verdade. Mas aí os mais velhos é cuidando do mais novo, do mais novo e assim vai passando. Mas normalmente o mais velho assume a responsabilidade perante todos os outros filhos. Sim. Olha só, interessante a gente notar que essa memória afetiva, né, da primeira vez eh eh que foi pai ou mãe, ele cria um laço difícil de ser replicado, igual você trouxe agora, né? Tipo assim, o primeiro é sempre o primeiro, depois o segundo, depois o terceiro, os próximos filhos, né? Então, o favoritismo ele ele pode ser subjetivo. Então, às vezes os pais tentam ser justos, mas o filho eh se sente eh excluído de repente. Como é que a gente tira essa percepção? como que vocês trabalham para poder eh melhorar isso, para poder de repente virar a chave, para poder eh explicar que não, que que não é assim, que as coisas eh de repente pode ser só uma percepção, né? Porque isso vai refletir na vida adulta. E aí, se a gente para para analisar essa vida adulta, ela pode eh ter algumas situações aí em que a pessoa possa perder uma oportunidade muito grande por conta dessa situação que ela foi criada lá quando criança. Por favor, Priscila. Eu sempre falo que nós somos resultados de tudo que vivemos até hoje, de bom ou de ruim. Uhum. Então, tudo foi útil para nós, para fazer nós o que somos hoje, mas também nós somos responsável por tudo aquilo que nos afeta. Dentro da TCC, que é a minha área terapia cognitiva comportamental, vai muito do processo de interpretação de situações que ela vem vinculada ao seu processo de experiência, suas crenças, seus princípios e seus valores, né? Então, o que que acontece? Uma coisa que eu quando eu faço orientação de paz, que eu fiz orientação e faço até hoje orientação de paz, eu falo regra é regra, não existe exceção. Uhum. Porque a partir do momento que você abriu exceção, você privilegiou alguém. Isso. Então assim, a regra tá clara. Não bata em ninguém. Eu fui lá e bati em alguém. Eu fui lá e bati no meu irmão porque ele tava porque ele tava me cutucando. Eu vou repreender porque estava cutucando e vou repreender porque bateu. Nós temos maneiras mais adequadas de posicionar sobre isso. Por exemplo, nós ensinamos criança, quando alguém te bater, você fala pra tia ou você chama o adulto. Uhum. Aí você chama o adulto que não repreende quem fez de errado. Sim. Então ela entende que aquilo não é tão errado assim. Uhum. Né? Então a gente pode perceber que algumas coisas a nós temos que tomar muito cuidado nesse processo. Então o que eu sempre falo pros pais, o favoritismo ele vai existir. Ele existe em qualquer tipo de relação. Não é só pai e mãe. Ele existe em qualquer tipo de relação que você viva. Uhum. Você vai ter o favoritismo, o favorita, a favorita que você tem mais afinidade de personalidade, de pensamentos. Bateu o santo, traduzindo no português cultural. O santo bateu, deu certo também. O santo não bateu também não deu certo. Aham. E nós temos a ideia de que o amor é incondicional, o amor é igual e não é. Então, por isso a gente tem regras, porque as regras elas não são negociáveis. Uhum. Elas se tornam diferente com o passar dos anos, mas elas não são negociáveis. Quando a gente negocia a regra, a gente privilegia alguém. Muito bem. Aí a gente coloca essa pessoa acima daquela regra e o outro vai perceber. Se eu recebi a punição pela mesma coisa e o outro não. Então sempre falo pros pais, a gente tenta o máximo possível não negociar regras. Uhum. Porque se a gente negocia, a gente abre espaço pro privilégio. Perfeito. Olha aí. Se você negocia regras, você abre espaço para o privilégio. Muito bom. E agora como é que a gente distingue? E vocês falaram algo que me chamou atenção, o amor da afinidade, né? Porque tem diferença, amor e afinidade. Você pode trazer pra gente, Dani, porque assim, eh eu tenho afinidade por ele, mas isso significa que eu amo mais ele ou não? Nossa, essa pergunta é é porque assim, né, não são coisas, o amor não é uma coisa tão quantificável quanto a a afinidade. A afinidade eu acho que é uma coisa até mais clara, mais que que dá para ver no comportamento, no discurso e o amor é uma questão de sentimento mesmo. Então, eh eh claro que assim, acho que o clássico é aquilo, ah, eu amo todos os filhos iguais, mas tem aqueles filhos que precisam mais de mim, então eu vou lá e invisto mais, dou mais orientação, às vezes dou até mais dinheiro, mais cuidados, né? E e os outros percebem que isso é amor, mas não é amor. Isso daí é uma quantificação que que pode ser interpretada ou não, né? Mas é claro que é mais fácil a gente demonstrar amor com quem é mais receptivo, amoroso, né? Eu tenho dois filhos, um é sobre super carinhoso, o outro já é mais rebelde, mas claro que as demonstrações de afeto vão ser mais fáceis e capaz que aconteçam mais para para aquela criança que que recebe melhor o amor, que demanda mais o amor. Eh, você tinha e pontuado, perguntado também sobre, ah, mas quando os pais realmente se esforçam ali para demonstrar e para dar o mesmo mesmo amor, o mesmo cuidado, mas tem algum filho que se percebe menos. Sim, porque às vezes na personalidade tem pessoas que já são mais carentes, que são mais sensíveis. Então, às vezes não tem essa essa essa injustiça, esse desequilíbrio que a criança eh percebe, porque às vezes é uma criança que demanda mais mesmo, né? E e como pais a gente tem que ter a maturidade, ter o autoconhecimento, ter a percepção, ter a justiça de tentar equilibrar, porque realmente é muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. E e às vezes é difícil você ser justa, porque as o comportamento do dos filhos nem sempre eh dá para ser não dá não dá pra gente tratar igual, diferente às vezes, né? E como não cair na injustiça com isso, né? Mas é claro que vai ter o filho que, né, quando é adulto vai ser o que você sabe que pode contar mais, é o aquele que você pode falar dos seus irmãos, é aquele isso como qualquer relação humana, né? Mas eu acho que pais minimamente saudáveis vão amar todos os filhos e desejar o melhor para eles, por mais difíceis que eles sejam ou não, né? É essa questão. Por favor, desculpa. E completando a fala, a gente tem que lembrar que o amor é algo construído. Uau! Honest, não é algo que de imediato acontece. Uhum. É algo que você constrói no dia a dia, mas que você também quebra no dia a dia. Por exemplo, ela falou do filho rebelde. Aham. Quando você tem alguém que você tem uma dificuldade de contato, é mais complicado o processo. Uhum. Né? Então, a gente tem que tomar todo esse cuidado. É mais fácil amar realmente quem é mais gentil do que quem é mais turbulado, né? Então, a gente lembra que o amor é algo construído diariamente, constantemente. Excelente. Muito bom. Agora, quando a gente fala de afinidade, é interessante a gente eh pensar assim, ó. Ô, ó, primeiro eu quero abrir uma coisa para vocês que foi difícil para eu entender essa essa questão aí para trazer pro programa, porque em casa também temos irmãos, entendeu? E é assim, gente. Aí eu fui buscar entender, ó, afinidade, né? Não pode virar privilégio e nem hierarquia dentro de casa. A gente tem que cuidar muito com isso, porque quando vira hierarquia, né? Quando que vira privilégio a afinidade? E aí a afinidade é amor ou não? tá vendo quantas perguntas pra gente tentar achar respostas, né, nessa questão de filho eh preferido. E a hierarquia dentro de casa é algo bem delicado que tem que ser pontuado e avaliado também pelas nossas eh eh psicólogas, porque esse negócio de hierarquia do filho preferido é ruim, hein? Vamos falar a verdade, né? Sempre, ó, tá lá em cima, né? Esse é o cara. Outro é ovelha negra da família. Outra frase, gente, ovelha negra da família. Mas primeiro vamos falar de hierarquia desse filho ã preferido, privilegiado, não sei como é que a gente pode chamar, que hierarquicamente não tem nenhum problema. Olha aí, ó, gente, que confuso. É confuso, mas é interessante a gente falar porque isso mexe com muitas famílias e é algo que não se conversa dentro de casa, porque senão vai virar uma confusão, né? Na verdade, aí vem uma coisa que a Daniela tem pontuado, eh, o quão saudável eu estou para lidar com a situações. Sim. Perfeito. Porque o que que acontece quando a gente tem pais saudáveis emocionalmente, maduros emocionalmente, eles são capazes de identificar esse processo. Uhum. E eles são capazes de fundamentar ferramentas dentro da família para que isso se organize. Então, o que que acontece? Eu vou ter, por exemplo, um filho conversa com o pai, mas não conversa com a mãe. Um filho conversa com a mãe, mas não conversa com o pai. Um filho conversa com a irmã mais velha, mas não conversa com o pai nem com a mãe. Ah, mas eu converso com a minha tia, mas não converso com o meu pai, nem com a minha mãe. Sim. E assim a gente foi fazendo todo esse processo. Por quê? Não é só o processo de afinidade, é o que você constrói nesse relacionamento de abertura. Se eu vou todas as vezes de hierarquia, o que um fala é bem aceito, mas se eu falo a mesma ideia e ela não é aceita, então hierarquicamente eu estou abaixo daquele. Uhum. Se aquele fala vira regra em casa e o que eu falo não é adotado, também hierarquicamente ele está melhor do que eu. Uhum. E assim nós vamos criando. Mas eh aí nós temos que ter a ideia de que, por exemplo, eh nas orientações de pais eu falo que a gente tem algumas tentativas de organização de de coisas, né? Eh uma delas é que uma vez eu falei pro eram três filhos e eles tinham dificuldade de organização. Na hora que a gente propôs o processo de organização, renda, mesada e privilégio. Privilégio assim, você vai escolher onde vai almoçar no domingo até tanto. Aham. Né? Vamos deixar claro, até tanto regados, né? Aí eu tive o do meio que adotou muito bem isso. Uhum. Ele se disciplinou maravilhosamente bem, só que ele ama McDonald's e os pais odeiam. Uau! Ou seja, todo final de semana estávamos na onde? No McDonald's. No McDonald's. Aí o pai virou para mim e falou: "Ai, mas o que que acontece?" Eu falei: "Você tem que começar a ganhar dele, ele é seu filho. Como ele consegue pôr a toalha no lugar e você não?" Uau! Então, hierarquicamente, quem ganhou o privilégio? O filho do meio, filho do meio, porque ele adotou o mais rápido e ele viu uma oportunidade de Olha isso, gente. Ela jogou com as regras, né? Jogou com as regras que tinha. Uau, esperto, menino. Espertíssimo. Ele era até ele era um amor assim, porque ele era rápido em entender o ambiente. Sim. E virar pro lado dele. Isso é uma característica de personalidade. E vai variar de pessoas para pessoas. Muito bem. E a ovelha negra da família, hein, Daniel? O que que você diz sobre isso? Porque toda família tem uma ovelha negra. E o que é ser ovelha negra? Por que, né, as pessoas falam dessa forma? A ovelha negra é aquela que não segue os o, né, o que é esperado, o que passa, né, os não segue os lemas da família. que é proposto. E aí, eh, depende, né, porque existem famílias que são saudáveis e eu tenho uma ovelha negra realmente que é uma pessoa que, né, que a acaba até vivendo marginalizado de forma social, com um comportamento muito complicado, né? E existe aquela família que que às vezes parece saudável, mas não é uma família toda complicada ali. Ou às vezes parece mesmo eh eh disfuncional. E a ovelha negra é aquela que sai daquele sistema que já tá adoecido, né? Então nem sempre quando apontam, ah, a ovelha negra realmente é uma pessoa, às vezes é, pode ser a pessoa mais eh saudável do sistema. né? Mas ela não obedece aquele aquele aquele sistema ali que autoritário, violento muitas vezes, né? Então, nem sempre esse rótulo de ovelha negra é uma coisa negativa quando a gente vai ver de um ponto de vista da saúde mental daquele indivíduo. Então, na verdade, às vezes romper é você vencer e conseguir construir uma uma identidade com mais autenticidade, com mais saúde mental. Excelente. Pode pontuar, por favor, Prcila. Não, o que eu tô concordando com ela é que as termologias técitos já formados. Sim. Exatamente. Total. Então, quando a gente fala assim, a ovelha negra da família, você já pensa na pessoa que é drogada, vive marginalizada, não tem responsabilidade nenhuma. Isso é a pior das faces e nem sempre é essa. Talvez foi aquela saudável que conseguiu fazer algo que a gente tenta trabalhar em consultório, que é romper o vínculo com que não é saudável. E às vezes romper o vínculo com que não é o saudável é romper o vínculo com a família. Exatamente. Porque é disfuncional e é um dos piores vínculos que existe, porque é da onde nós viemos, é a nossa identidade. E você se reconstruir fora daquilo sendo a ovelha negra. Exato. É uma carga que você carrega bem grande. Muito bem. Bem interessante toda todas essas colocações aqui que nós estamos falando de favoritismo, de filho preferido, né? Agora, eh, o seguinte, gente, o filho favorito, o filho preferido, né, ele sofre aquela expectativa de ser perfeito e ter que cuidar dos pais no futuro, porque o filho que não se sente favorito, ele vai pensar assim, nós falamos no início aqui, você vai ver, eu vou fazer, você aceita, eu vou aprender e se ele não consegue, ele passa a vida toda nessa tent tentativa e não é aceito, ele vai pensar assim: "Ah, mas quando precisar do cuidado, eu vou vou cuidar e aí sim eu vou ser aceito." OK? Falamos sobre isso. Agora, aquele filho que é o favorito, será que os pais têm a expectativa de serem cuidados por esse filho favorito no futuro? E ele vai ter que carregar eh isso com ele por toda a vida? Vamos lá, Dani. Ah, sim, sim. É um discurso que que sentimos, né? Porque na verdade é uma delícia seu filho favorito. Ah, você é filha favorita? Eu acho que não. Mas não e mas eu conversei exatamente sobre esse ponto até com uma amiga, né? Olha que legal. Que que é que o que acontece? Chega no momento que vira peso, né? É, é muito legal. Ah, ela é a que faz, ela é a companheira, ela que ah, eu só posso lidar com ela. Suas irmãs se atrasam. Ah, ah, né? É muito, é maravilhoso. Ah, eu sei que, que, que eu sou especial, tem aquele sentimento, mesmo que não seja falado, mas chega uma hora que vai pesando, né? Ah, mas só é ela para marcar médico, só ela para ser responsável por isso. E às vezes foi uma coisa que a pessoa mesmo foi puxando para ela e reforçando, né? Porque o negócio reforça o outro, né? um eu sou favorito, eu quero sempre ser favorito, né? Vai chegar uma hora que eu vou precisar fazer alguma coisa para ser favorito, porque aquilo já não vai me satisfazer, satisfazer o meu ego. Quero ser mais favorito. Mais ou menos isso, né? Sim, sim. E uma hora muitas vezes, principalmente na velice dos pais, vira um fardo. Mas é uma coisa que foi alimentada durante uma vida, né? Né? Aí, aí saí então e aí sair desse lugar de bonzinho, de salvador, de o preferido, de o queridinho. É doloroso também, né? E é doloroso e frustrantes. Frustrante, eu acho que tanto para os pais quanto para o filho, não é, Priscila? Sim. O que a gente vê também na velice, eh, que eu atendi o pessoal um pouco mais idoso, um período, é que eu vejo que a expectativa de ser cuidado. Exatamente. Aham. né? Você já tem aquele filho que você espera que vai cuidar de você, mas também você espera que o cuidado seja de desta maneira. Uau! Não é só cuidar, é cuidar da maneira que você tem expectativas. Nossa, gente. Porque o que que acontece? Toda vez que a gente faz alguma coisa, eu falo que é muito difícil você fazer sem interesse. Uhum. Acho que é impossível você fazer sem interesse, mesmo não sendo consciente, né? Não, 90% você é consciente, porque eu te dou um presente. Que que eu espero? Ah, muito obrigada. Ou que no meu aniversário você que você é e que eu retribua. Você me retribua. Tudo que a gente faz, a gente espera de uma certa maneira uma retribuição. Ou por elogio, ou físico, ou por reconhecimento. Sempre tem. A gente trabalha esperando reconhecimento, a gente se relaciona esperando reconhecimento, a gente vai atrás de qualquer coisa em qualquer tipo de formato. Então assim, mas quando eu faço isso, eu crio uma expectativa daquela forma que eu quero que seja feita. Perfeito. Então assim, os pais ficaram idosos. Eu quero que você cuide de mim. Mas de que maneira? De maneira A, B, C. Se você fizer X, Y, eu tô cuidando de você, mas não do jeito que você espera. E aí eu falho como cuidador e eu vou ser cobrado por não estar fazendo isso. Ah, mas não sei quem. O filho liga toda semana. Eu ligo uma vez por semana, já não é o suficiente. Ah, não sei quem. O filho abriu mão de tudo para cuidar de do da mãe que tá necessitando disso. Mas assim, qual que é o custo de tudo isso? E o pessoal esquece também que você só é capaz de dar aquilo que você tem. Exato. E isso não significa que eu te ame menos. Só te ama a minha maneira. Uau! É impactante, forte demais. Mas é necessário a gente falar sobre isso, né? Filhos favoritos, você que tá aí eh iniciando essa sua caminhada, né, de pai, de de mãe, enfim, de cuidadores, né, precisa tomar um pouco de cuidado com essa situação aí de favoritismo, né? E ou de repente, não sei, gente, eu só sei que família é algo assim que é é família, tem coisas que a gente não discute, né? Eu não sei se família a gente discute, porque olha só, somos pessoas totalmente diferentes. Somos somos pessoas em mudança constante, né? Quando a a Priscila trouxe a questão do eh lá quando precisar de cuidado, eu quero ser cuidado da forma que eu preconizei. OK. OK. Mas como se nós estamos em constante movimento de mudança, né? você ontem era uma coisa, hoje você já pensa um pouquinho diferente, amanhã daqui 5, 6 anos você tem todo o direito e é natural que você seja uma pessoa diferente. Então a gente precisa tomar cuidado com essa questão aí dos nossos filhos. E a gente também tem que analisar e avaliar que a gente cria filhos, mas é pro mundo. A gente não pode eh criar o filho esperando que ele volte para que cuide da gente como forma de recompensa pelo cuidado que você teve com ele. É bem delicado, é uma linha bem tendo e quando a gente fala de cuidados. Agora, eh, vamos para um churrasco de domingo lá em casa e aí tá lá todo mundo reunido e a mãe chama você e fala assim: "Olha, porque o seu irmão? Eu não aguento mais, porque isso, porque aquilo, porque aquilo outro". Beleza. Falou: "Olha só o que que o favorito tá fazendo a minha mãe e meu pai passarem. Eu vou conversar com ele, porque se ela me chamou e contou tudo isso, eu vou resolver esse problema. Irmão, vem aqui. Você tá falando isso por favoritos, tá? Você tá rindo aí do outro lado, é porque já aconteceu isso com você, irmão. Vem aqui. Olha, porque você está fazendo isso, isso, isso, isso pra nossa mãe. Você está errado, tá? O irmão baixa a bola, vai pro cantinho dele. Dois dias depois você liga pra sua mãe. Mãe, tudo bem? Tudo bem. Ué, que será que aconteceu com a mamãe? Que ela está diferente comigo. Entendeu o cenário? Agora vamos à nossa nossas psicólogas. A mãe, ela quis falar do favorito para você, pro outro filho, por ela teve necessidade de se expressar ou ela queria mesmo que você intervisse e falasse pro favorito que ele está causando algo que não é tão bom assim ou desconfortável para aquela mãe, para aquele pai. Vamos lá. Vai, vai você, Dani. Olha que cenário que eu montei aqui agora e e te garanto que você tem um desse na sua casa também. Vamos lá. É, é claro, né? Pode estar acontecendo várias coisas, né? São hipóteses aqui que a gente vai levantar, mas é aquela coisa, né? A, a mãe também criou aquela fantasia daquele perfeito e só que a gente precisa fingir demência para para sustentar aquela fantasia. Não somos perfeitos, né? aqua ilusão e e às vezes ah a gente não consegue falar na cara, mas fala nas costas. Então, às vezes, nessa nessa dinâmica é isso, né? A própria mãe não sustenta confrontar o perfeito porque ele é perfeito, mas aquela situação ali tem um incômodo, então ela precisa desabafar. Então ela vai desabafar com saco de pancada ali que ela pode falar qualquer coisa, pode fazer qualquer coisa. Exatamente. E aí, na verdade foi só um desabafo, né? Só um desabafo. Só um desabafo. Não quer mudança. É, não quer mudança, quer reclamar, né? E às vezes também quer mudança, mas não tem coragem de fazer o necessário. Então assim, ah, eu preciso de alguém que tome a atitude que eu não tomei, que foi corrigir, mas eu também não quero que corrija, porque não vai magoar quem está sendo corrigido. É que nem aquele, a gente tem uns jargões que eu falo que tem de família, o de fora não pode falar mal, só o daqui de dentro. Ah, é, exatamente. Fica quase esse ciclo, né? É, eh, e também tem aquele processo 90% é só desabafo. É só desabafo, né? É. E a gente pode pode falar, Dani, por favor. Eh, a gente tá nessa nesse nessa discussão que que acho que é super pertinente, mas eu queria trazer um ponto que é muito que acho na clínica a gente vê demais, que na verdade eu acho que um um tirando assim desses pais meio narcisistas que escolhem, né, o predileto, eh, mas é uma coisa que que nem na clínica a gente vê demais que a diferença da forma que os filhos de casamentos diferentes são tratados e como isso é destruidor pros filhos, né, dos dos casamentos anteriores, que aí não tem nada a ver com afinidade, com nada, porque tem gente que parece que desliga a chave do amor quando entra num relacionamento novo, né? Olha, é bom vocês tocarem nesse assunto. Tem tem filhos até que percebem que os enteados do dos pais são melhor tratados do que eles próprios. E isso, né, a gente acabou de falando, né, mais de de dinâmicas pessoais ali, mas existe essa dinâmica social que a gente vê muito destruidora, né, pras bastante pras pessoas, né, principalmente quando você entra num relacionamento, alguém já atende um casamento anterior e os dois resolvem ter um filho. Uhum. Sim. Esse realmente já entra pra hierarquia privilegiada, já entra pro favoritismo. Por quê? Eh, o outro não vai amar socialmente que a gente ouve o que não é meu filho. Então, o que que acontece? Não é meu filho. Não é meu filho de verdade. Uhum. Sim. Sim. Já começa assim que vai ter isso. Ai, não é meu filho de verdade. Ah, é meu enado. É filho do outro casamento. Em compensação, a gente vê pessoas também que passam a amar sem nenhuma diferença, né? Isso é muito legal de ser visto. Raro, mas é muito legal de ser visto. O que a gente vê na maioria é: "Não é meu filho, não preciso me preocupar, é adotar". E a própria família fala: "Ah, isso aí é do outro casamento". Nossa, gente, é pesado, né? Éim, é pesado isso, muito pesado e precisa ser avaliado com mais atenção. Agora, já que a Dani trouxe essa questão, né, de filhos eh eh que de famílias reconstruídas, essa é a palavra correta, eh tem também aquela questão eh de filhos eh que são neurodivergentes, que também precisam de repente de um pouco mais de cuidado, vamos dizer assim. Não é que é um pouco mais de amor, eu acredito que é um pouco mais de cuidado. Agora, como explicar isso, Dani? eh para outros irmãos, sem gerar eh aquele ciúme ou a sensação de abandono quando é uma família que tem eh filhos neurodivergentes. Nossa, e isso é dificílimo, né? Porque geralmente eh os pais não tem como não estarem realmente super atentos, super preocupados com aquela criança que vai ter mais necessidades. Então, eh, com eu acho que assim, com que orientação poder trazer para os pais nessa situação? Porque assim, eh, é naturalmente é muito difícil não deixar o outro abandonado, não deixar o outro se virar sozinho, porque, né, você tá lá administrando aquela aquele incêndio como eh não, né, não ser injusto assim. Sim. lembrar que você tem um filho que, por mais forte que ele pareça, ele precisa de olhado, precisa de tempo. Então assim, precisa arrumar um tempinho para dar uma atenção exclusiva para aquela criança, para, né, para aquele outro filho, trazer ele para os cuidados sem sobrecarregar, né? Porque também tem muito disso. Ah, não, você tem que cuidar do seu irmão, que também não é não é justo, né? Se é pesado para um adulto, imagina para uma criança ou um jovem, né? Então, trazer mas de uma forma amorosa que e não deixar de olhar para essas necessidades dessa outra ser humano também que tem necessidades, mas realmente é é é logisticamente, é humanamente difícil de de não cair nisso. E é uma queixa comum, né, desse irmão que que coitado, né, ele tá lá sobrevivendo, né? Tem um documentário da BBC, ele é da década da década, deixa eu me corrigir, ele é de 2012, 2013. No documentário, os pessoal pergunta: "Como é ter um filho neurodivergente? O que tem uma demanda diferenciada?" E aí tem uma família, tem a criança na frente neurodivergente e o irmãozinho atrás. O irmãozinho já ficou lá atrás. Trás. Aham. Aí tá os pais sentados, a criança em pé atrás e o neurodivergente na frente. Na frente. Não que ele vai falar não. Foi um privilégio. Ele mudou minha vida, ele me fez separ. O de trás ele vai fazendo assim, ele vai murchando, você vai vendo que os olhos dele vai enchendo de água. Mas ele firme. Então foi a melhor coisa que aconteceu para nós. Nós somos escolhidos por Deus e assim e ele lá atrás. E ele lá atrás no final é um documentário que dura uma hora e pouco, vai fazendo várias perguntas a vários casais. Sim. Essa criança já não tá lá. Nossa, gente, aquilo deve ter demorado umas 3 horas, 3 horas e pouco. Sim. Mas ela não está lá no final do documentário. O quanto pesa ser invisível também. Exato. Então eu sempre que eu tive a oportunidade de orientar pais com neurodivergente, a gente sempre fala: "Reserva um momento de qualidade". Não é quantidade, é qualidade. Uma coisa só nossa, ah, eh, contar história, fazer unha, sair para jogar bola. Cortar cabelo. Eu preciso levar essa criança para cortar cabelo. Uhum. Você é homem todos os meses, é menina de três em três meses. Se tiver franja é todo, é todo mês. Faça daquele um momento único, mas que você esteja presente naquele momento. Não que você saia e falar: "Ah, a gente precisa voltar que seu irmão não pode ficar sozinha. Ai, seu irmão tá seu irmão tá não meia hora. Eu sou sua mãe integral. Eu sou seu pai integral. Uhum. Mas aquele documentário de 2012, eu não lembro o nome, mas até hoje eu lembro que o menino desapareceu. Até hoje eu tô me perguntando onde ele tava. Para onde está? Aham. É. Porque ele não fazia mais parte daquela família. Olha só. é pesado, importante de ser debatido, de conversar, de falar, porque são sentimentos, né? E a gente precisa explicar o que sentimos pra gente poder alinhar, eh, para que esses sentimentos eles, eh, nos conduzam aí para uma vida mais tranquila, porque se o sentimento tá pesado, a vida também não é boa. E isso eh eh aconteceu nesse documentário, né? O sentimento foi pesando, ele foi pesando, ele foi pesando, ele foi pesando, o menino foi diminuindo até que ele sumiu e ninguém sabe onde tá até agora, né? Então assim, no documentário, então para você analisar como de repente essa questão do favoritismo, essa questão do filho preferido pode ferir o sentimento dos outros filhos. Então a gente precisa ser assertivo. Ah, Rúbia, não sou perfeito. Não, não somos. Se fôssemos perfeitos, não estaríamos mais aqui, estaríamos na glória. Eu costumo falar isso, né? Mas a gente pode aprender e a gente aprende todos os dias. A gente tá em mudança todos os dias. E aqui é uma forma de aprendizado com as nossas entrevistadas que se dispõem a vir, né? elas largam o consultório. Você sabe que olha, conseguir esse pessoal é bem delicado. A nossa produção olha, corre e muito porque os consultórios estão cheios e a gente eh entende que é importante a terapia, né? E a terapia ela precisa vir eh num momento em que você de repente despertou a ideia para ter um conhecimento, não quando a bomba explode, porque aí vai ser mais difícil. Se você vem percorrendo um caminho com entendimento, buscando a terapia, buscando entender as coisas, essa bomba nem vai explodir. Você vai conseguir contornar e e levar essa situação aí com com mais leveza e mais tranquilidade e ajustar tudo. Então, eh, esse é um dos motivos que a gente tem o estúdio Câmara aqui, que a gente faz uma psicoeducação e que a gente conta com a participação dos nossos convidados que são tão importantes e tão difíceis de conseguir, mas a gente sempre consegue. Então, parabéns aí a nossa produção. Eu quero agradecer, a gente tá finalizando já, quero agradecer sua participação mais uma vez, Dani, com a gente aqui. Obrigada, já é de casa, né? E participando e trazendo informações pra gente e contribuindo com a nossa psicoeducação. Muito obrigada, viu? Muito obrigada, Rúbia. É sempre um prazer estar aqui. Podem me chamar que adoro vir aqui. Maravilhosa. Prazer é todo nosso. E você, primeira vez com a gente aqui no estúdio Câmara. Então, seja muito bem-vinda. Eh, sinta-se muito acolhida, abraçada. Obrigada por eh compartilhar conosco, né, essas informações tão preciosas pra gente melhorar a nossa qualidade de vida, melhorar a nossa saúde mental. E sinta-se convidada para mais vezes, viu? Muito obrigada. será uma honra participar mais vezes e a gente conversar. Eh, esse processo do psicoeducação, ele é muito importante, principalmente para adesão ao tratamento. Uhum. Então, assim, e através de dele que também muita gente tr eh percebe que precisa de auxílio também. É muito importante esse trabalho que vocês fazem. Ah, maravilhosa. A gente agradece, a gente aprende muito com vocês. É o que eu digo sempre a um momento assim que de repente você vira a chave, né? Vira a chave para melhorar a sua qualidade de vida, sua saúde mental. E a gente fica muito feliz com isso e com essa oportunidade que temos aqui. Bom, a gente vai encerrando o programa de hoje, encerrando a semana, né? Vamos agradecendo você pela audiência e pela companhia, por estar conosco, por fazer parte de tudo isso aqui. Agradecendo a nossa produção, a nossa equipe, desejando um ótimo final de semana para você. Lembrando que a programação de final de semana aqui da TV Câmara Campinas está espetacular, feita com muito carinho, com muita dedicação e responsabilidade por toda a nossa equipe do grupo Mais, tá? Então aproveite, programação tem entretenimento, tem informação, fique ligadinho com a gente também no final de semana. E lembrando que segunda-feira nós temos estúdio Câmara e segunda-feira, gente, a gente vai falar sobre o desafio do novo. Vamos lá. Fez algo, faz quanto tempo que você não faz algo novo na sua vida? Mudar de emprego, começar um relacionamento, sair da zona de conforto, assusta, né? Sim, claro que assusta o medo da mudança natural. O nosso cérebro, gente, foi programado para buscar segurança. Mas até que ponto essa resistência nos protege ou nos paralisa? Por que que a gente sente ansiedade diante das mudanças e quando a resistência pode virar uma autossabotagem? A gente vai falar sobre o novo, né? o medo do novo e quando você insiste e persiste em ir para o novo, o que acontece, né, com você? Então, a gente vai conversar sobre isso, sobre o medo de algo novo no estúdio Câmara da segunda-feira, a partir das 8 da manhã, é ao vivo, não pede não, fica com a gente. Obrigada pela sua audiência, pela sua companhia. Um excelente final de semana. Se cuide e até lá. Ciao. Ciao.
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