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Estúdio Câmara | Festas em Família: como evitar conflitos no fim de ano
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Estúdio Câmara | Festas em Família: como evitar conflitos no fim de ano

44 views Publicado 10/12/2025 HD · 1:01:54

Descrição do vídeo

As festas de fim de ano costumam ser lembradas como momentos de afeto, reencontros e celebrações que aquecem o coração. Mas, na prática, nem sempre é assim. Para muitas famílias, esse período também pode despertar tensões antigas, comparações, cobranças e situações desconfortáveis que reaparecem justamente quando todos esperam harmonia. No programa de hoje, vamos falar sobre “Festa em Família: alegria ou motivo de confusão?” e entender como lidar melhor com expectativas, limites e emoções nesta época do ano. Recebemos Letícia Sampaio, psicanalista formada pela Unesp e mestre pela USP, especialista em relacionamentos amorosos, autoconhecimento e saúde emocional na contemporaneidade; e Luiz Rocha, psicólogo com abordagem em Terapia Cognitivo-Comportamental, conhecido por seu trabalho acolhedor e direcionado, especialmente no cuidado de pessoas que enfrentam ansiedade, sobrecarga emocional e dificuldades nos relacionamentos. As festas de família podem ser acolhedoras, divertidas e cheias de boas memórias. No entanto, também podem reacender dinâmicas antigas que provocam incômodos. Isso acontece porque, no fim do ano, diversos fatores se misturam: expectativas, convivência intensa em um curto período e histórias familiares que seguem conosco, mesmo quando desejamos deixar para trás. Entre os pontos que discutiremos no programa estão: • Expectativas irreais A ideia de “festa perfeita” cria tensão emocional. Quando algo sai do planejado — um comentário atravessado, um atraso, uma discordância — a frustração pode vir com força. • Convivência intensa em pouco tempo Família nem sempre convive no dia a dia. No fim do ano, todos se reencontram rapidamente, nem sempre com os mesmos ritmos, valores ou formas de comunicação. • Padrões familiares antigos Os papéis que cada pessoa desempenhava no passado ressurgem automaticamente: o “responsável”, o “bagunceiro”, a “competitiva”, o “que sempre ajuda”, o “que nunca ajuda”. Esses rótulos mexem com a autoestima e afetam o clima do encontro. • Assuntos delicados acumulados Diferenças políticas, financeiras, afetivas e conflitos familiares que foram engavetados o ano todo podem reaparecer diante de uma simples discussão ou comentário inocente. Nossos especialistas abordam como cada pessoa pode se preparar emocionalmente para essas situações, fortalecendo limites e aumentando o respeito próprio. A ideia não é evitar a realidade, mas sim participar do que faz bem e se afastar daquilo que machuca — algo essencial para um fim de ano mais leve e saudável. Também falaremos sobre: • Como lidar com comparações desconfortáveis entre irmãos, primos ou filhos • Como agir diante de perguntas invasivas sobre carreira, namoro, casamento ou maternidade • O papel da ansiedade nas reuniões familiares • Estratégias práticas para não entrar em provocações ou discussões desgastantes • Como estabelecer limites sem romper laços • Maneiras respeitosas de sair de situações tóxicas • O impacto emocional de cobranças veladas e indiretas • A importância da autorresponsabilidade e do autocuidado durante as festas Sobre Letícia Sampaio Psicóloga (CRP 06/133196), formada pela Unesp, mestre em Psicologia pela USP e especialista em psicanálise. Sua atuação é focada em relações pessoais, autoestima, ansiedade, depressão, estresse e relacionamento amoroso na atualidade. Atende jovens e adultos em clínica desde 2016. Sobre Luiz Rocha Psicólogo com abordagem TCC, trabalha com homens e mulheres que enfrentam ansiedade, sobrecarga emocional, medo de falhar e dificuldades em relacionamentos. Oferece um espaço acolhedor, seguro e sem julgamentos para reorganizar hábitos, emoções e vínculos familiares. Sua prática inclui manejo de estresse, insônia, compulsões, vícios, problemas familiares, dificuldade em expressar sentimentos e sensação constante de cansaço. Este episódio é um convite para refletir sobre convivência, maturidade emocional e saúde mental durante as festas de final de ano. Se você já viveu momentos difíceis em reuniões familiares, ou deseja aprender a lidar melhor com relações que desafiam sua paz, este vídeo pode te ajudar a transformar sua experiência. Assista, deixe seu comentário sobre como sua família costuma lidar com essa época do ano e compartilhe o vídeo com quem precisa ouvir esse conteúdo. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, muito bom dia para você que tá ligadinho com a gente aqui na TV Câmara Campinas. Estamos chegando com mais um estúdio Câmara na metade da semana. Hoje é quarta-feira, dia 10 de dezembro e hoje nós vamos falar sobre um tema que mexe com a vida, com o coração de muita gente nessa época do ano, né? A gente fala hoje das festas de fim de ano. É o período de montar a árvore, decorar a casa, escolher presentes, organizar a ceia, planejar encontros e reencontros. Estudo muito simbólico e cheio de memória afetiva, mas também pode ser um período que traz comparações indesejadas, cobranças antigas, conversas atravessadas, expectativas irreais e aquele desconforto silencioso que muita gente sente e não comenta. E aí, na sua casa, como é que funciona o final de ano, hein? Como é que funciona aí as festas de fim de ano? Vamos fazer uma reflexão. Vem com a gente nessa viagem, porque antes de apresentar os nossos convidados, vamos a uma informação bem interessante para você que tá ligadinho aqui na TV Câmara Campinas. Olha só, a campanha estadual 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra mulheres e meninas foi lançada em Campinas, escolhida pelo segundo ano consecutivo para sediar a abertura do movimento. O evento aconteceu na Unicamp e reuniu representantes do poder público, especialistas e organizações da sociedade civil. O tema 2025 é a violência digital contra mulheres. Assunto que tem ganhado destaque diante do aumento de ataques virtuais, discursos discriminatórios e comportamentos machistas nas redes sociais. Em Campinas, a programação começou no dia 20 de novembro e segue até hoje, dia 10 de dezembro, sobre coordenação da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres. Criada em 2003, a e apoiada pela ONU Mulheres, a campanha reforça o enfrentamento à violência de gênero e a necessidade de políticas públicas permanentes. As atividades incluíram rodas de conversas, ações educativas, apresentação de serviços e iniciativas voltadas também à conscientização dos homens. no com no combate à violência contra mulheres e meninas, tá certo, gente? Então, dá tempo de você acompanhar o encerramento aí desta campanha que termina hoje. Previsão do tempo para esta quarta-feira. Vamos lá. De acordo com a previsão do tempo aí, climatempo, meteorologistas prevêm um dia de sol com muitas nuvens. Mínima foi de 18, máxima de 29º. Muito bem, um dia lindo para mim e para você. E agora vamos ao nosso tema central e a apresentação dos nossos convidados. Olha só, com a chegada do fim de ano crescem muito as buscas na internet por frases como: "C como lidar com conflitos familiares e como sobreviver ao Natal em família". Isso de acordo com o Google Trends. Essas pesquisas aumentam mais de 40% neste período eh no Brasil. Você sabia disso? E também tem um um estúdio estudo, perdão, da Fundação Getúlio Vargas, que mostra que 48% dos brasileiros sentem mais estresse durante as festas, especialmente por conflitos familiares e pressão emocional. Hoje a gente precisa e quer entender o que está por trás disso e principalmente como a gente deve se preparar emocionalmente pra gente viver esses encontros de forma mais leve, consciente e mais saudável. Então vamos lá paraa nossa conversa, né? mais profunda, humana e prática. A gente recebe aqui a psicanalista Letícia Sampaio. Seja muito bem-vinda. Obrigada pela sua participação e presença mais uma vez. Prazer te receber aqui, viu? Muito obrigada. Obrigada. Muito feliz de estar aqui novamente com vocês para discutir esse tema tão atual nessa época do ano, né? Vamos ver se a gente consegue ajudar a entender melhor essas questões. Então, é um prazer estar com vocês aqui de novo. Maravilhosa, Letícia. Obrigada. E para completar o nosso timaço de hoje, vamos dar as boas-vindas ao psicólogo. Ele que é especialista em terapia cognitivo comportamental, Luiz Rocha. Seja bem-vindo. Obrigado. Agradeço o convite. Primeira vez aqui, né? E vamos falar sobre esse tema que é extremamente complicado, né? complicadíssimo. E olha só, segundo dados do IBGE, a percepção de qualidade dos relacionamentos familiares diminui um pouco no fim do ano, porque a proximidade forçada e a quebra da rotina podem gerar atritos. E vale lembrar que essa ideia de família perfeita, de comercial de margarina, gente, é uma grande armadilha emocional, viu? Então, a gente começa com a Letícia e a gente começa aí pelo ponto central, né? Por que que as festas de família podem ser tão desafiadoras emocionalmente? O que que acontece dentro da gente que intensifica, né, essas emoções e também os conflitos, Letícia? Uhum. Eh, eh, eu acho que no geral, né, o final do ano já é uma época muito reflexiva para todo mundo, né? é aquela hora que a gente faz um balanço de tudo que aconteceu naquele ano, das nossas expectativas, das nossas cobranças também, né? Então já é uma época carregada de tem essa energia de renovação, que é muito legal, né? Mas é meio carregada também desses estresses, de ver tudo que passou, que que a gente fez, que que a gente não fez, enfim, aí cada um já tem essa carga, né? Cada um já carrega isso para aquela reunião, para aquela festa de família. E aí, além disso, né, as relações humanas já são muito complexas, né, mais as familiares, mais ainda, né? Então são aquelas relações que acompanham a gente desde que a gente nasceu. Então tem tem uma carga muito grande também às vezes de desafetos, às vezes de rancores, coisas antigas assim de décadas, de outras gerações às vezes, né? Então, já é um contexto muito carregado e aí a gente soma com tudo isso, com a carga de cada um e às vezes isso vira uma panela de pressão ali, né? Então, normalmente essa essa combinação, né, pode causar alguns atritos, mas não que não seja possível aproveitar, porque o ponto é justamente esse, né? É para ser esse momento de interação, esse momento de descanso que a gente tanto espera no final do ano e de passar com pessoas queridas, né? Então, existe esse caminho. Ai, que bom que existe esse caminho, né, Letícia? Agora, Luiz, muita gente diz que regressa emocionalmente, né, no Natal, como se voltasse ao papel de infância, sendo cobrado, infantilizada. A a Letícia trouxe um ponto sobre isso, né? Então isso é um fenômeno emocional comum ou a sua avaliação como psicólogo, né, e principalmente terapia cognitivo comportamental, e e essa volta, esse regresso é um sinal de alerta? Eh, muito bem pontuado pela Letícia, né? Porque assim, né, uma questão que é muito importante a gente entender quando a gente tá falando, né, da dessa desses encontros familiares é essa questão que a gente tem ah sobre que a gente pode chamar de papéis congelados, né, que que acontece, né? Ah, você muda, você muda, se eu te perguntar como se era daqui a seis meses atrás, você vai falar para mim se era totalmente diferente, né? Eh, então imagina que quando você encontra essa família, né, para eles muitas vezes você tá naquele papel congelado, né? Então eles ainda t uma versão antiga sua, né? E assim a e essa versão antiga dá uma certa liberdade para eles te cobrarem de coisas que não são tão legais assim, né? Então assim, ah, mas por outro lado, né? A gente também que tá indo com essa, com essa tensão, com esse medo, com essa expectativa, a gente acaba caindo nessa armadilha dos papéis congelados, né? Então a gente acha que muitas vezes a gente precisa ir e provar alguma coisa, né? A Letícia apontou algumas coisas, mas eu queria apontar só mais uma coisinha que é a questão da expectativa, né? Então a expectativa ela traz esse aspecto do tipo assim, né? Eu não quero ir porque eu vou ficar tenso tudo mais, etc. Mas de mas ao mesmo tempo, muitas vezes eu quero provar, né? Eu quero provar alguma coisa, né? Eu quero provar que eu tô bem, que minha vida tá engrenada, né? Se alguém pergunta, né? Como é que tá o namoro, né? Eu quero dizer: "Ó, eu não tô namorando, mas ó, eu tô fazendo, eu tô não tô trabalhando, mas ó, eu tô". Entendeu? Então assim, a gente acaba entrando nessa armadilha, né? Poxa, vida, é uma grande armadilha mesmo. E e você sabe que a gente fala de Natal, é curioso que eh cada gesto dessa época, né? Então vamos lá. Desde montar a árvore de Natal, embrulhar o presente, né? Pode despertar sim memórias muito profundas. Às vezes a gente acha que está só decorando a sala, mas a gente tá revisitando capítulos inteiros da nossa história afetiva. Então, Letícia, por que que algumas pessoas amam profundamente esse período? enquanto outras já sofrem por antecipação só de pensar em reencontros difíceis. Eu queria que você explicasse pra gente que a ansiedade pré-natal ela existe mesmo. Essa ansiedade ela toma conta da gente, como é que a gente deve fazer pra gente poder controlar? Porque antes do encontro da festa da família, como bem muito bem pontou o Luiz, eu já tô aqui ansioso porque e se e se acontecer? E se me perguntarem? E se viim lá a tia desavisada fala assim: "Nossa, mas você ainda não casou. Não acredito, menina. Mas você não tem filho ainda? Olha, o seu tempo tá passando, hein? Nossa, é complicado, né? E aí você já vai com a ansiedade. Essa ansiedade pré, ela pode acabar com toda a expectativa positiva desse momento, que seria o momento de confraternização entre famílias? Eh, sim. Eh, acho que muito dessa dessa expectativa também, como o Luiz falou, né, isso vem de vem da gente, Uhum. vem dos outros, a cobrança, a expectativa, né? Então eu acho que em um primeiro momento, né, às vezes pegar esse esse momento de antecipação, que pode ser uma antecipação de ansiedade, de ficar visualizando essas essas questões, essas perguntas assim meio polêmicas, né, e tentar eh se preparar para isso. Talvez isso possa ser um um momento um momento diferente, um momento de pensar e fazer o seu a sua análise. como é que foi o seu processo, quais eram as suas expectativas para aquele ano? Quais eram as suas cobranças? Então, tá um pouco em paz com isso, fazer o seu processo de uma maneira que quando chegarem essas demandas Uhum. aí seja possível, né? Eh, responder de uma outra maneira ou colocar limites também ou não responder, né? Não responder também pode ser um limite, né? responder de uma maneira eh mais gentil, mais assim assertiva, mas responder assim de uma forma, olha, eu acho que esse assunto não gostaria de falar, vamos mudar de assunto, né? Então, eu acho que seria isso, em um primeiro momento, eh, entender essa antecipação, essa ansiedade, como também uma forma de, eh, perceber porque que aquilo te incomoda tanto e fazer a sua a sua análise dali, né, de por que que esses pontos são sensíveis, né, que cobranças são essas que você pode estar se colocando, né, para atender a demandas que podem ser internas, externas, enfim, e, eh, eventualmente, né, entender quais vão ser esses limites, né, tanto seus quanto do outro também, né? Entender que o outro pode ter limites, não querer falar sobre um assunto e que isso pode acabar gerando conflito, né? Então eu diria que isso pode ser um um caminho também para lidar com essa ansiedade anterior a esses encontros. Exatamente, Luiz, porque olha só, a Letícia trouxe bem, a gente precisa eh eh saber o que nós somos, para onde vamos, o que queremos e tudo bem. o outro, né, ele vai achar que nós eh estamos ali devendo algo, mas se você tá bem resolvido com você mesmo, tá tudo certo. Agora tem aí um kit sobrevivência, né, para essa convivência um pouquinho complicada de final de ano. Como que a gente prepara o nosso emocional antes desse encontro assim de festas familiares, principalmente quando a gente não se vê há muito tempo, né, como você muito bem colocou. E aí a pessoa teve ali a nossa visão congelada, como você disse. Achei muito interessante isso, porque às vezes tem pessoas que não entendem a mutação do ser humano, né? A gente muda todos os dias. Então, como é que a gente prepara para enfrentar isso? Porque pode ser uma coisa natural, mas para muita gente isso é algo que incomoda. Uhum. Ah, a gente tem que pensar em dois cenários primeiro, né? Eh, vamos pensar, né, no cenário básico, tá? na nas questões que acontecem mesmo, as desavenças, né? O tio que bebe demais e fala muito, né? Assim, o que o que acontece, né? Mas também tem um caso que é um pouco mais complicado, que assim, ah, imagina, né, que a gente tem ali ah assuntos mal resolvidos, conversas que não foram ditas, eh, pesos que a gente carrega, né, conflitos assim muito fortes. E assim, o que que acontece? Ah, o Natal ele traz essa ideia de união e para muitas pessoas elas pensam que na expectativa do Natal, que é aquela data expectativa, né, o dia 24 pro dia 25, ele vai ser o suficiente para resolver um problema que você não resolveu durante o ano inteiro, né? Então assim, hum, e se tiver aquela conversa assim, ah, assim, se tiver, inevitável, né, mas ali não é um ambiente nem o lugar para você conseguir ter essa conversa, né? Essa é uma das primeiras coisas. E mas no geral quando a gente pensa, né, o que que a gente vai fazer e a gente vai pensando nesses kits, né, eu achei muito interessante essa questão que a Letícia trouxe, né, da questão do limite. Ah, porque assim, né, a gente trabalha na clínica, né, e o que que acontece? Às vezes as pessoas pensam assim: "Nossa, mas você eh qual são os problemas, né? Penso em várias e diversas demandas, né, assim, 80% é mais ou menos sobre isso, né? É sobre não conseguir colocar limite, sobre conseguir conversar, né? É, é o básico, né? E assim, como que a gente tem dificuldade de falar não, né? A a Letícia falou, né? responder também a uma saída, né? Uma coisa que eu gosto bastante, faço muito pr os pacientes é assim, eh, você já pensou em devolver com uma pergunta, né? É muito bom, né? Quando a pessoa fala para você assim: "Olha, eh, vamos usar esse caso, né? Nossa, você engordou demais, né?" Eu vou ver com uma pergunta. Por que que você acha interessante falar sobre o meu peso nesse momento? Uau! Aham. Aquilo, né? É, não é tipo assim, estou confrontando você, né? Mas assim, você dá, você dá o ainda, ainda se dá o direito da dúvida, né? Não tô vendo em você, né? Uhum. Mas assim, eh, você criar essas questões, mas assim, ah, tem que existir uma linha, tá? Uma linha tên assim entre eu me preparar Uhum. E eu ficar tão ansioso fazendo cenários, cenários e cenários que aí que que acontece? Eu chego, já tô totalmente tenso. Então, qualquer palavra que falar para mim, eu já vou entender que é desviada, eu já vou entender como um gatilho, entendeu? Porque eu não consegui simplesmente ah entender a dinâmica, né? Ah, então assim, parece que eu vou dar uma dica muito redundante, mas assim, ela é simples, mas extremamente complexa, né? Eh, aprenda a lidar com desconforto, né? Eh, você tem desconforto um trabalho, tem desconforto em todos os lugares, né? Ah, o Natal ele não é que é um 100% desconforto, mas se você tá olhando ansioso, esperando acontecer uma coisa muito grande, grande chance daquele desconforto ele aumentar 80, 100% a mais, né? Exatamente, né? Até porque nós temos essas conversas, né? pessoais, as nossas conversas imaginárias, a gente cria, né, situações no nosso cérebro. Nós, de repente, por conta da expectativa e por conta da ansiedade, a gente acaba criando ah um ambiente e situações que nem vão existir, né? E aí a gente sofre por antecipação. É a tal da ansiedade, né, Letícia? a gente, por que que a gente tem essa mania de criar coisas na nossa cabeça, né? Eh, eh, acontece muito, né? É uma forma de antecipação também, né? Até um certo ponto, né? De se preparar de alguma forma, né? Mas não é necessariamente uma preparação, né? Porque aí é isso, né? A gente pode acabar criando um cenário, né? E chegando lá a gente não vai ter controle do que vai acontecer, né? Então, é mais sobre isso, né? Sobre se sentir bem, sobre entender os seus recursos criar novos recursos, né? Tá em paz com É isso. Falando desse contexto, né? Eh, tá em paz com as suas conquistas, com as suas cobranças, com as suas expectativas, né? Isso faz um faz um bem muito maior do que tentar antecipar essas essas situações nesse sentido, né? É diferente do que o Luiz falou, né? quer tentar assim se preparar para responder algumas perguntas, né? Se preparar para para antecipar algumas cobranças, né? Até aí tudo bem, tem esse limite, né? Mas realmente passa às vezes, né? Então é mais sobre fazer esse movimento com você mesmo, né? E aí essas respostas virão, né? Essas respostas de como lidar com certas coisas, né? Como entender esses temas que são são sensíveis para você, né? E criar essas estratégias, né? diferente de antecipar e acabar ficando até nervoso com aquilo que a gente nem sabe se vai acontecer, né? Exato. Uma coisa que eu gosto de pontuar, bom Letícia ter falado isso, eh, dessa questão, né? Tipo assim, o quanto que eu fico muito mais tenso quando eu começo a criar esses cenários assim, né? Isso é uma coisa óbvio, né? Todo mundo sabe, né? Tipo assim, nossa, ok, eu entendo perfeitamente o que vocês estão falando, mas assim, mesmo assim eu fico extremamente tenso, né? Por quê? que o nosso cérebro ele te conta essa história para você de que assim, se você antecipar você tem um controle, né? E não é, né? Eu trouxe uma uma coisa para dar um exemplo para vocês. Ah, que legal que eu uso bastante, tá? Ó, não sei se vocês conhecem isso aqui. Isso aqui é uma, tá? É uma algema de dedo, que a gente chama. Aham. Tá? Que que acontece? Eu uso muito para explicar a questão ali de ansiedade, né? Principalmente para pacientes ansiosos, né? Porque quando eu falo para ele, vou explicando, ele fala assim: "Não, mas eu preciso fazer isso. Eu preciso fazer isso, né? eu preciso, eu preciso programar, eu preciso pensar, tudo mais, etc. O que que acontece quando você, quanto mais você puxa, quanto mais você estica, você vai ficando mais preso. E assim que funciona. A única maneira de você soltar é se você começa a relaxar, a olhar pro outro lado, entendeu? E aí você vai soltando, vai soltando, vai soltando, tá? Que que acontece? Se eu vou para uma festa de Natal e eu começo a pensar assim, eu preciso pensar o que que eu vou responder pro meu tio, eu preciso responder o que que eu vou responder para aquela minha tia. E se eles perguntarem do meu casamento? E se eles perguntarem o que que tá acontecendo, eu vou ficando tensa, ó. Quanto mais força eu faço, menos eu consigo. Agora você começa a olhar para uma outra perspectiva, pensar assim: "Olha, eu não tô aqui para eu achei interessante o que você falou no começo, né, ali quando você tava apresentando a uma das perguntas, né, como que eu sobrevivo pro Natal, né? Se a sua cabeça tá como, como eu sobrevivo? já tá tenso, né? Então assim, se a gente pensa assim, eh, olha, eu tenho respostas que eu consigo dar, mas assim, muita coisa não vai sair do meu controle, porque não é sobre mim, é sobre o outro, né? Eh, a muitas vezes, né, o outro ele projeta em mim as coisas que que estão incomodando nele, né? Se ele tá falando de peso, alguma coisa assim, talvez isso incomode ele de alguma maneira, né? Eh, o que que eu trago para mim de volta para casa, né? Entendeu? Então assim, quando eu entendo a maneira que eu lido com a ansiedade, isso muda muito a minha perspectiva de como vai ser o meu Natal, né? Porque se eu se eu se eu tô pesquisando isso, né? A gente tá agora 10 de dezembro, né? Eu tô pesquisando isso agora, né? Falta aí 15 dias, né? 14 dias, né? Eu já tô tenso. Imagina como que eu vou estar naquele momento quando eu chegar, né? E assim, funciona bem, viu? Uau! Olha só, super adorei essa essa dinâmica que ele trouxe aqui. Super importante, né? a gente parar para analisar dessa forma, né? Quanto mais você estica, mais apertado fica e mais tenso você vai ficar. É interessante a gente pensar, olha só, pensa comigo, a gente planeja roupa, comida, presentes, mas quase nunca a gente planeja o emocional. Talvez seja justamente isso que faz tanta diferença na hora da gente lidar com os imprevistos, né? E aí a a Letícia trouxe a questão dos limites. Então a gente precisa aprender a colocar limites de forma elegante, de forma assertiva, sem criar um clima ruim também, especialmente, gente, diante das perguntas invasivas, né? Porque vai, se você eh eh tá num ambiente familiar e você mais de 10, 15 pessoas pessoas juntar lá 30 pessoas da família, sempre tem um desavisado, né? Não adianta. É, gente, família é isso, né? Não é, nós não somos perfeitos, sempre vai ter um desavisado. E aí, se você tá preparado, se você está bem consigo mesmo, você consegue eh responder, né, dar uma resposta, mas de forma assertiva. A gente tem também que analisar essa questão da comunicação não violenta, né, porque isso também pode gerar um clima de tensão nesse momento, não é, Letícia? Sim, sim. Eh, é engraçado, né? Porque é isso, a essa expectativa que você falou, né, de uma perfeição, isso serve pros dois lados, né? Serve tanto paraa expectativa de que você mesmo vai conseguir lidar com tudo perfeitamente. O que quer que isso signifique, né? Porque não existe ser perfeito, ninguém é, mas serve pro outro lado também, né? Eh, esperar que o outro também lide perfeitamente de acordo com a nossa expectativa, né? E de novo, né? Quando a gente fala de relações familiares, essas expectativas elas vão remontando a a coisas muito anteriores, né? Muito anteriores a aquele momento que tá ali agora, né? Então, sim, às vezes essa comunicação pode vir atravessada também por conta disso, né? Às vezes eu não tô nem respondendo a que ela o que aquela pessoa tá falando comigo ali na hora. Eu tô respondendo por uma mágoa, por uma outra coisa que ficou de anos atrás, que é inconsciente, que eu não tenho nem Uhum. consciência daquilo, de onde vem aquilo, né? Então, acaba saindo atravessado, né? E aí, como que a gente lida com isso, né? É fazendo esse exercício mesmo, né? De entendendo aonde o outro me incomoda, aonde as coisas pegam, né? Que que bagagens são essas que a gente tá carregando, né? E claro que é um processo também, né? Mas se a gente não começa esse processo, as coisas vão ficando atravessadas, essa comunicação vai ficando cada vez mais difícil e esse afastamento vai se tornando um afastamento mesmo emocional, né? Diferente de se afastar, por exemplo, eh, ao não responder uma pergunta, a colocar um limite, né? Ao, eh, parar para respirar um pouco. Então, acho que essa é a diferença, né? entender quando essa comunicação pode ser um um pode estar sendo travada ali por uma outra coisa, saber quando tirar esse momento para você, né, para que não desgaste essa relação e aí vire um afastamento mesmo por conta de outras questões que podem estar ali se somando, né? Então tem essa complexidade, mas é isso, né? A gente tem que começar esse movimento de algum lugar para quebrar esse padrão também, né? Senão aí todo ano vai ser o mesmo estresse, né? um ano vai precisar começar a quebrar de alguma forma. É interessante isso que você falou, né, Letícia? Porque assim, a gente precisa entender o porquê do limite, né? O limite que eu tô fazendo é um respeito comigo mesmo, né? E aí que que acontece, né? Se eu tô procurando ali na internet, né, como lidar, tudo mais, etc., vai aparecer, né, ainda mais hoje, né, você vai ver um monte de resposta TikTok, Instagram, tipo assim, não, você tem que devolver o desconforto, você tem que fazer isso, você tem que fazer aquilo, assim, eh, será que isso funciona para todo mundo, né? Se eu sou uma pessoa mais introspectiva, né, eu ter que assumir uma posição na qual eu grito, que eu bato de frente, mas isso não sou eu, né? Então assim, quando eu saio de lá, eu saio mais mal ainda, porque assim, eu tô tentando ser uma pessoa que eu não sou, né? Eh, então assim, ah, e aí eu tô perdendo qual que é o o X da questão, né? Se o X da questão é um respeito ah com a minha intimidade, com quem eu sou, o limite ele serve para isso, né? Se eu vou para um outro caminho do tipo assim, não, mas me falaram que quando a pessoa fala, eu tenho que pegar, eu tenho que devolver, tudo mais, etc., né? Eh, e assim, né, quando você tá na clínica, né, o depois o paciente ele pergunta muito o qu, né? O que que eu faço? Assim, o que que eu faço, o que que eu faço? O que que eu falo, né? E assim, eh, por quê? Porque qual é muito mais fácil eu ter uma resposta pronta, né? Porque assim, se eu tenho uma resposta pronta, né, e alguém me disse para para fazer tal coisa, né, eh, de certa maneira não me responsabilizo também por aquilo, né? Uhum. É porque seu, né? Então, é exato, né? E assim, a ideia do limite é essa, né? Então assim, eu vou lá, não, mas esse Natal vai ser diferente porque todo Natal eu engoli seco, tudo mais, etc., mas agora eu vou devolver, né? Aí você vai lá e devolve e você fala: "Cara, mas esse não sou eu, né?" E aí você fica mais confuso ainda, mais mal. E assim, você acabou de ultrapassar um outro limite, né? Que é trair você mesmo, né? É um limite seu, né? E de eh de como você se porta, né? Do que você sente que é uma que é uma demanda sua, né? E acho que nesse sentido também, né? não tem uma não tem uma resposta certa, né? São os seus recursos, né? E também por isso, né? Também porque essas relações são são muito complexas, né? Então não vai ter uma resposta pronta, mas tem esses indícios, né? Tem essas dicas de como dá para eu gostei bastante do que ela falou, né? De você sair andando, né? Sair andando também é uma resposta, né? Exato, né? Porque as pessoas falam assim: "Não, mas tá fugindo". Não, entendeu? Não é apaziguando o conflito, né? É, por isso que eu gostei função é que na verdade cada um entende eh da mediante a forma que ele se apresenta no momento, né? Porque tem a ver com o outro. E se eu saio andando é comigo, eu não quero conversa, não quero discutir e vou andar. Mas aí o outro pode receber isso como uma afronta. Nossa, virou as costas para mim e foi embora. Aí leva isso para onde? Pra hora da ceia. Porque daí tá todo mundo junto, gente. Hora da ceia, né? É uma tensão para e pensa. Claro que eu tô trazendo causa aqui pra gente apimentar o programa, né? Mas a hora da ceia, né? Em em uma família grande que tem lá os conflitados, né? E aí vai todo mundo na mesa, sentar todo mundo na mesa. Atenção, né? Olhares, olhares, engolindo seco. E aí na hora da troca dos presentes também pode ser que você já imaginou, né? Eh, uma situação assim constrangedora. O que que a gente faz para alimentar, para não alimentar essas discussões que podem surgir desnecessárias, né? Aquela galera do deixa dis, qual que é a importância? Porque sempre tem assim, aquele que tá bravo, aquele que não quer conversa, aquele que é extrovertido, aquele que bebeu caiu ali, ficou ali mesmo, ninguém incomoda ele, ele também não incomoda ninguém. Mas aquela galera do Deixa disso, que quer apaziguar e trazer todo mundo para aquele clima eh de união, que na verdade não é tanta assim, né? Qual que a importância dessa galera do deixa disso na sua avaliação, Luiz? Olha, é sempre bom, né? Qualquer grupo ali você tem pessoas pacificadoras, né? Assim, o problema, né? É que a gente não pensa o quanto que é pesado pra pessoa que tá totalmente pacificando, né? Nossa, verdade. Você imagina que quando você fala, você falou desses papéis assim, se você for parar pensar, né, quem tá assistindo, você for pensar na sua família, né, a Rúber trouxe esses exemplos, né, das pessoas ali do do Natal, né, o o que cai, o o que sempre vai ter a que faz tudo sozinha, o que não ajuda em nada, o que que é tudo perfeito, né, o que atravessa e pega comida antes da hora, né, sempre vai ter, sempre vai ter. Então assim, se você parar para pensar nas pessoas que você conhece que são assim, você vai fazer uma análise, você vai ver que ano após anos elas elas continuam no mesmo papel. Então dificilmente elas não vão estar mudando de papel ali. A mesma coisa é a pessoa que é pacificadora. Imagina que pesado que é todo ano, ano após ano, você ser o pacificador, né? Eh, quando você tá pacificando, ah, para que as pessoas se relacionem bem e buscando esse esse essa harmonia, OK, tudo perfeito. O problema é quando você tá tentando controlar o incontrolável, né? Vou tentar deixar o ambiente perfeito, né? Eu preciso deixar tudo perfeito, tudo mais. E assim você imagina a ansiedade que é deixar tudo perfeito. Então, já não coloco a cadeira de pessoa X perto de pessoa Y, eu já olho para outro lado, a pessoa tá conversando, né? Imagina essa situação que a Letícia trouxe, né? Ah, a pessoa falou uma coisa para você, aí a outra sai andando, aí você já vai no meio assim: "Não, não, não, mas é que ele tá estressado, né? Imagina que que cansativo é você tá fazendo isso em toda a festa, né? Eh, é muito importante ter essas pessoas, mas assim, é mais importante você lembrar o quê? Eh, quando a gente tá pensando num cenário perfeito, né? Um cenário perfeito de Natal, né, que nem a gente vê nos filmes, né? Eh, a gente já começa a frustração por aí, né? E quando a gente tá olhando muito pro que é perfeito, a gente não aproveita o que é bom e o que que é ótimo, né? Ah, o caos, né? Vai, vai parecer contraditória, né? Mas assim, o caos muitas vezes, né, para algumas pessoas ali, ele vai ser necessário, né, para eh para essas pessoas ali, porque é a forma que elas lidam com o mundo, que elas enxergam o mundo. E quando a gente tá tentando apaziguar, de certa maneira, a gente tá tentando também apaziguar o comportamento do outro e a gente não consegue, né? Eh, tem quanta gente que faz terapia, que ela, você começa a conversar com ela, parece que ela tá fazendo terapia pelos outros, né, e não por ela, né? Então ela fal, ela não, porque isso não sei o que tá, mas deixa eu sobre você. Não, mas espera, não, mas agora deixa eu falar agora. Então, tem tal pessoa que que faz isso para mim que não sei o que, que não sei o quê, e eu tenho que mudar não sei o quê. Falar, olha, você só, a gente só consegue trabalhar você aqui, eu não consigo trabalhar outra pessoa, né? Então assim, o pacificador é extremamente importante, mas muito cuidado para o seu papel no Natal não ser só o pacificador, né? Poxa, que aí fica pesado. É verdade mesmo, né? Se você parar para analisar, você vai curtir a festa, vai curtir a família, não. Vai ficar só pacificando e aí no final ainda vai acabar por ruim, né? Todo mundo se abraça e tá a E você não curtiu a festa, não curtiu a família, ficou só pacificando e depois ó lá tá cansadão. Então a gente precisa mesmo eh analisar essa questão aí porque é legal pacificar. Mas gente, por favor, né? A festa não pode depender de uma pessoa que tem bom senso e sair lá pacificando todo mundo. Agora, tem uma questão eh de de repente eu não aceitar ir na confraternização da família porque eu não me sinto bem no espaço, que eu não estou com situações resolvidas com alguns eh eh entes queridos lá, enfim. E aí vamos se reunir numa cháara, tá? Mas eu não vou. E aí eu vou gerar uma frustração, é, vamos lá na avó, no vô, na mãe, no tio, nos primos. Como é que faz? E aí, como é que eu faço? Eu respeito o que eu estou sentindo e não vou na festa ou eu ultrapasso o meu limite para não ã frustrar a minha família nesse momento? Ah, é uma pergunta difícil, né? Porque claro, eh, cada caso é um caso, né? Eh, é importante da gente entender assim que que que te remonta essa essa relação familiar, a que te a que te remete a isso, né? Quais são os motivos também desse afastamento, né? Mas enfim, respondendo de uma maneira geral, né? Eu acho que dá para dá para pensar novamente nessa questão do limite, né? Nessa questão da da expectativa, né? Porque às vezes pode ser isso, né? na sua presença vai eh ela vai servir a você, ela vai servir uma expectativa dos outros, né? Eh, você vai tá ali presente por pelo valor daquela convivência ou vai ser um pouco por essa obrigação, né? E que obrigação é essa? Que expectativas, que cobranças são essas, né? Então, pensar um pouco nisso, eu acho que ajuda a entender, né? Como eh da onde vem esse desejo de ir ou de não ir, né? e o que que tá eh que que tá te pegando ali, né, para sentir que você tem que fazer essa decisão de tomar essa decisão de se afastar, né? Porque se afastar também é um limite. É o que a gente tava falando, né? E às vezes pode ser um limite necessário, né? Se se esgotam todas as possibilidades de um diálogo, por exemplo, né? E que claro, né? Às vezes aquele não vai ser o momento de ter esse diálogo momento de festa, de confraternização, né? Mas talvez isso mostre que tem outras coisas que estão te incomodando e que deveriam ser resolvidas ou com você mesmo ou com as pessoas ali envolvidas em um outro momento, né? Então acho que vai um pouco de ir pensando sobre isso, né? Eh, o que que é que te desperta a possibilidade desse encontro, né? Que questões são essas, né? se tem a ver com as expectativas dos outros, se tem a ver com demandas suas, eh, o que que são essas coisas que acabaram ficando pesadas, pendentes ali, né, e que aparecem nessa época do ano, mas normalmente remontam a outras coisas, né? Então, de repente pode ser uma oportunidade também de tomar consciência de tudo isso, né? E falar: "Ah, acho que o fato de eu ir ou não ir tem coisas maiores acontecendo, né? De repente pode ser um momento também de entender isso, né, de fazer alguma coisa com isso, né, mas é uma decisão muito particular, porque é isso também, né? Às vezes esse limite ele é necessário também. Uhum. Muita gente encara isso como uma proteção emocional, né, Luiz? Mas na sua avaliação, e aí, vou ou não vou? Faço o quê? O que que eu devo pensar? O que que pesa nesse momento da minha decisão? Eu acho que a questão quando a gente toma quase toda a decisão é que muitas vezes a gente tem uma visão ali de funil, né? Então assim, o que acontece? A gente pensa 880, né? Eh, e assim, eh, quando a gente consegue meio que desmontar, né? Pensando, né? Eh, eu não gosto muito desse termo, né? Racionalmente, emocionalmente, porque assim, para mim ser humano é ser humano, as suas coisas se conectam. Eu sou racional, sou emocional, não é bem assim. Mas olha só, eh, vamos pensar nessa frase, ó. Eu não vou nessa chácara, né, nessa suposta cháara aí, porque eh eu não gosto das pessoas que estão lá, né? Uhum. Vamos supor, né? Ó, não gosto de quem? Todo mundo. Todo mundo é muita gente, né? Todo mundo é muita gente, né? Então assim, tem, mas tem três pessoas ali que eu tenho uma consideração enorme e eu gostaria de estar ali perto com elas, tudo mais, etc. Isso é importante para mim, né? Isso é um valor para mim, né? Para mim é valoroso estar perto de pessoas que eu amo numa data que é importante, né? Apesar de eu me sentir desconfortável de estar com outras pessoas, né? Isso é um uma visão ali do que a gente tá vendo 880, né? Agora a outra questão, né? Eh, se eu não for, eu estou eh negando os meus sentimentos e tudo mais, etc., né? Eh, a gente tem que pensar assim, né? Não tem uma escolha certa, né? É, é, essa é a parte mais complicada de você ser adulto. Não existe escolha certa, tá? Eh, é, é a seguinte, que escolha eu tô disposto a bancar? Que disposto eu tô disposto e a escolher, né? Eu vou ficar em casa e não, não é que eu vou ficar em casa porque simplesmente eu vou enfrentar ah depois o que que minha avó, outra pessoa vai falar, né? Eh, eu vou me sentir confortável em passar o meu Natal sozinho, né? Eh, se para mim tá OK, beleza, eu banco essa decisão. Agora, se para mim é importante estar com pessoas que eu considero, apesar do desconforto, né? Por isso que eu falei na questão e inicial do desconforto, né? Imagina aqui, né? Eh, a Letícia já esteve aqui antes conversando, né? Aqui é minha primeira vez, né? Imagina, eu fico ansioso para vir aqui. Nossa, eu nunca falei num programa, não sei como é que vai ser, mas para mim é importante falar da minha profissão que eu amo, que é psicologia, né? Então assim, o desconforto ele tem um peso, né? Mas o que é valoroso para mim tem outro peso, né? Então assim, eh, nessas decisões a gente precisa muito ponderar essas essas questões, porque normalmente a gente pensa pensa 880, né? Eu não gosto de ninguém que tá lá, ninguém é muita gente, né? Se você não gosta de ninguém da sua família, desculpa falar, talvez, né? Talvez assim, tem alguma coisa, é, entendeu? Mas assim, é, é, é uma coisa para se olhar, né? Então assim, eh, fugir muito da ideia do 880, porque quando a gente tá ansioso, o que vem na sua cabeça é o 880, não tem meio termo, né? É, é 880, né? Eh, se você tá num ambiente novo de trabalho, você entrou num ambiente novo de trabalho e você tá ansioso com aquilo e alguém olhou, não te deu bom dia, ninguém, eu dei aquele trabalho, ninguém gosta de mim, né? E é assim que faz, né? Aí no Natal você traz essa expectativa de novo, né? Vai ser horrível, todo mundo vai perguntar, todo mundo não sei o quê, tá todo mundo esperando, né? Como se tivesse todo mundo esperando você errar, né? E assim, né? Vamos tentar separar esse 880 e ver a decisão que eu quero tomar, né? O que faz sentido para mim. Excelente, gente, que legal o nosso bate-papo, né? A gente tá falando aqui de festas em família. É, para você é motivo de alegria ou motivo de discussão, né? E a importância, de repente de nós revermos os nossos conceitos antes que essa festa aconteça e tentar fazer aí uma ligação, mandar uma mensagem, chamar para um bate-papo, para um café e resolver as diferenças. A gente pode, a gente consegue, não é? Aham. pode ser uma boa, pode ser uma boa maneira também de quebrar esse padrão, né, que a gente tava falando, né, é um começo para isso, né, e de certa forma também eh antecipar um pouco essa ideia de um de um conflito, né? Antecipar nesse sentido, né? Se eu tô sentindo que um conflito pode surgir, o que que isso diz da minha expectativa, né? Por que que eu vou estar pensando isso? Normalmente tem alguma coisa me incomodando, né? Então, se tem alguma coisa incomodando, eh, por que não pensar sobre isso ou tentar resolver com a pessoa antes? Ao invés de chegar na festa e ver se a pessoa vai falar alguma coisa, ver se vai aparecer uma briga e ficar tenso com isso, né? Então sim, eu acho que pode ser um uma ideia interessante, porque isso, né, também ajuda a viver esse momento de antecipação, eh, pelo pelas festas do final de ano, né, pelos encontros em família, eh, como um uma oportunidade também de repensar essas coisas. Não é só não fica só o estresse, só uma ansiedade, né? É de pensar assim, bom, por que que isso me incomoda tanto? Por que que a presença de X ou Y pessoa me incomoda tanto? que que eu posso estar carregando, o que que ela representa para mim, né? Então, é uma maneira também, né, de não esperar para chegar só naquele naquele momento, né, que provavelmente você não vai conseguir resolver nada, né, mas efetivamente quebrar esse padrão, né? E aí, quem sabe a convivência quando junta todo mundo, né, vai ser muito mais fluida, muito mais leve. E a ideia é essa, né, eh, é a família, né? O ideal é que todo mundo se sinta confortável, cada um dentro do seu limite. Então é uma maneira de fazer isso também. É bem legal, né? Porque você sabe que se a gente parar para analisar família, né? Sempre tem um que tá de bico com o outro, mas é uma queda de braço, né? Tipo assim, eu não vou dar o braço a torcer, eu não vou ligar, eu não vou falar, mas no fundo, no fundo tá querendo que fale, tá querendo um abraço. Pode ser que não é 100%, tá? das pessoas, mas vamos colocar aqui uns 89% das pessoas, elas elas estão ali esperando um uma devolutiva, né? Então essa de repente esse esse esse contato, essa tentativa de reaproximação, você dá o braço a torcer, sim, isso pode e muito eh melhorar a sua festa de Natal, melhorar para toda a sua família. Você já imagina alegria de repente da, né, da da família vendo que aquilo que poderia ser impossível se tornou, né, possível e todo mundo ali comemorando junto. Então é importante, de repente a gente dar o braço a torcer. Eh, Luiz, essa e essa esse essa mecânica funciona mesmo? Funciona muito bem, porque assim, né, a gente tem que lembrar que a gente só se decepciona com que é importante pra gente, né? Se assim, se alguém que não é importante para você falar alguma coisa, dificilmente isso vai te afetar, né? Talvez a FET ali num momento assim, mas você não leva muito pra vida se a pessoa não for importante, tiver um algum valor ali para você. Então assim, ah, pela lógica, você gosta daquela pessoa, você se importa com aquela pessoa e você também se importa com a maneira que aquela pessoa vê você. Ah, a gente sempre talvez assim, o ponto delicado é que a gente trata muito as nossas relações como ponto de vitória, né? Vitória e derrota, né? Então assim, se eu der o primeiro passo, né, vai parecer que eu errei, sendo que ele errou, tudo mais, tal e etc, né? Mas assim, ah, isso é uma visão muito a curto prazo, né? Assim, o que que a gente perde a longo prazo, né? Eh, às vezes, às vezes você atende pessoas que você tá conversando, elas têm demandas, né, e elas estão falando ali de problemas, tudo mais, etc. E você pergunta assim: "Tá, mas como que começou isso?" Ela não lembra nem como começou, né? Ela não lembra como começou, né? Entendeu? E aí qualquer atitude do outro é um ataque a ela, né? Então assim, você acaba sofrendo muito mais, né? Muito mais. Ah, por por aquele eh não vou usar a palavra ódio, né, mas por aquela raiva que você tem do outro, né? E assim, normalmente é eh e aí pega um ponto interessante, né? Normalmente o que machuca a gente é o que o outro fez, que de alguma maneira afetou a nossa autoestima ou a maneira que a gente se vê, né? E a primeira pergunta é, né? Eh, você gosta de você? Você tem um relacionamento bom com você? Porque se você não tiver um relacionamento com você, você não souber quem você é de fato, qualquer coisa que o outro for trazer é campo frágil, né? Sim. Tá. Eh, eu gosto muito do Tem o o ex-presidente da África do Sul, né, o Nelson Mandela, né, que achou uma história dele muito interessante, né, que ele ficou 27 anos preso, né, e aí quando ele sai da prisão, a primeira coisa que ele faz, né, que acontece, né, é o ele é votado para presidente e aí tem o jantar presidencial, né, e aí ele convida para sentar à direita dele, né, o guarda que tava cuidando, né, do que cuidava ali da cela dele, né? E ele fala, né, nos três primeiros meses, eu odiei esse homem e torci para ele morrer, mas eu entendi que se eu continuasse odiando ele, não continuaria vivo por 27 anos, né? E assim, eh, parece algo muito filosófico, né? Mas assim, se a gente entende que a nossa questão de perdão e de se relacionar com o outro, é o mais machucado é a gente, né? É um veneno que você vai tomando, é clichê demais, mas assim, é o veneno que você toma esperando que o outro morra, né? Isso é um fato. Então, quando eu acerto a minha relação com outro, eu não tô tentando ganhar uma discussão, mas eu tô apresentando pro outro o seguinte: "Olha, não importa mais quem fez o que fez, né? Eu sinto a sua falta e é importante para mim se relacionar com você". Olha que diferença que fez, né? Aqui eu não tô justificando que não tô entrando em debate, não tô apresentando nada, não tô voltando no passado, só tô dizendo, ó, daqui pra frente, como que a gente continua caminhando, né? Isso é importante. Nossa, gente, que legal, né? Ó, pega aí, pega a visão, vira a chavinha e bora conversar aí com o primo, com a prima, com o tio. Gente, melhor coisa pra gente fazer no fim de ano, né? A gente fala de de fazer agenda, ajustes, planejamento. E que tal você fazer um planejamento de pais aí para viver em família? Eu falo isso porque família, gente, é algo maravilhoso, mas é algo delicado também. E gente, quem é que não tem na família alguém que, tipo, tem um probleminha aqui ou ali? Então, vale a pena conversar, é super válido. E de repente você pode transformar aí a festa de Natal da sua família em um presente para todo mundo, especialmente para você. Mas isso precisa ser importante para você, né? Então tem que pensar nisso. Agora a gente fala agora de pessoas que estão vivendo aí eh o primeiro fim de ano depois de uma perda, né? Porque isso também acontece nas famílias e aí a pessoa ela vai ter que atravessar esse período sensível, mas ela precisa equilibrar, aliás, a celebração, né, com as pessoas da família e o luto também. Então, como que a gente faz para equilibrar algo tão sensível, né? Porque se a gente parar para pensar, são duas situações sensíveis, né? A celebração de fim de ano que traz um peso, um peso, gente, é é pesado demais. eh, tanto pro lado bom quanto pro lado não tão bom assim. E aí a questão aí aliada ao luto, como é que a gente mantém esse equilíbrio? Eh, é uma questão difícil, né? Principalmente quando aquela pessoa, né, aquela pessoa que partiu era uma pessoa fundamental naquele núcleo ou às vezes era justamente a pessoa que organizava tudo, que, né, era central ali na naquele naquela celebração, né? Então é um processo difícil, né, passar por esses marcos. Eh, não que não doa, né, mas assim, a o primeiro momento ali de não ter aquela pessoa é uma falta muito grande, né? Mas principalmente falando desse contexto familiar, né, é um luto que todo mundo ali divide de certa forma. Então, eh, não passar por isso sozinho, né, de manter aquela pessoa viva nas lembranças de todo mundo, né, isso pode ser uma forma de celebração também, uma forma de homenagem, né, uma forma de manter aquele legado vivo, né? E nesse caso também, né, de quando era uma pessoa ali importante, central pra celebração, né, justamente carregar essa celebração também com uma homenagem, como uma forma de manter aquele legado ali, né? Porque claro, cada um vive o luto de uma maneira diferente, né? Mas poder compartilhar isso de alguma forma, né? Poder estar junto com pessoas queridas, né? Isso ajuda muito também a atravessar essa dor, né? e carregando esse legado da pessoa, carregando as memórias dela em um lugar positivo, em um lugar que não traga eh dor, mas traga essa alegria, essa saudade de uma maneira boa, né? Enfim, encontrando um lugar para lembrar, né? Não é sobre esquecer, não é sobre apagar a presença da pessoa, muito pelo contrário, né? É encontrar um um lugarzinho de carinho, de cuidado ali e seguir carregando essas lembranças. Ai, que delícia, que gostoso, né? Bem, bem confort, bem quentinho ouvir você falar, porque é algo que a gente precisa manter e às vezes as pessoas, as famílias, elas acabam eh desfazendo esses momentos, né, que que eh seriam de confraternização por conta do luto, né? E aí a pessoa vai, a família viveu um luto ainda durante o ano, então ah, a gente não vai confraternizar, não temos motivo. Como é que a gente faz, Luiz? Qual que é a sua eh sua visão, né, eh da psicologia? A gente deve continuar igual a a Letícia trouxe pra gente. É importante a gente ressignificar isso e trazer e ver o lado bom. Uhum. Normalmente, né, eh a gente pensa nessa questão do luto, né, que é algo que a gente precisa superar, né? Aí já começa uma frase que é muito, uma palavra que é muito complicada, né? Eh, você não supera pessoas, tá? É, e o tamanho da sua dor é o tamanho do quanto você amou aquela pessoa, né? Isso dói, tá? Eh, o que que é, qual que é o incômodo quando a gente pensa na questão da festa, né? Eh, imagina que no nos primeiros momentos ali do luto, né, a gente vai ter esse silêncio que grita, né? Parece, parece contraditório, né? Mas assim, é o telefone que não toca mais, aquela risada que você não ouve mais, né? Eh, e aquilo vai e aquilo dói, aquilo dói, dói totalmente, né? E assim, você imaginar que num momento extremamente feliz você não vai ter mais aquela pessoa, aquilo dói demais, né? Eh, e aí vem até uma questão de culpa, né? Como que eu estou feliz, estou comemorando, sendo que eu deveria estar sofrendo, né? E aí é uma, isso é uma armadilha, né? Porque assim, é como se a gente dissesse em outras palavras, né? Aquela pessoa que eu amava tanto, se ela tivesse aqui, ela queria que eu tivesse sofrendo, né? Ela queria que eu tivesse sofrendo. E óbvio, né, cada pessoa vai reagir a uma maneira ao luto, né? Mas a Letícia contou muito bem essa questão de caminhada e de ressignificado. Tipo assim, o que que era valoroso para aquela pessoa? Para aquela pessoa, né, o valor valoroso era sentar junto à mesa. Sim. Né? Eh, recentemente, né? Recentemente não, né? Faz dois anos, um ano, o avô da minha esposa morreu e assim, ele era tipo assim, coluna vertebral da família assim, né? uma das pessoas, uma das pessoas, não, talvez a pessoa mais maravilhosa que eu conheci na minha vida. E assim, quando ele falece, né, a as pessoas elas tentam continuar, a família tenta continuar porque é uma família muito unida, mas é muito difícil continuar sem ouvir a risada, sem ouvir as piadas e tudo mais. Só que qual que foi o antídoto, né? Eu sempre falo isso para os pacientes, né? Eu eu eu cuido, né? Até mês passado eu cuidava de um grupo de luto, né? E parece que é contraditória essa frase, mas assim, o antídoto para pra morte é a vida, né? O antídoto paraa morte é a vida. Então assim, se a gente traz vida, festa de Natal é vida, né? Reunião de pessoas é vida, né? Você lida com a morte trazendo vida, né? E e assim que você segue, né? Você segue vivendo, né? E não é que você deixa de amar, você tá sofrendo menos, né? Mas você continua caminhando, né? E essa é um ponto muito importante quando a gente pensa do que que é importante pro final de do ano, né? Celebrar a vida, né? Olha aí que interessante, né? Muito bom, gente. Que bate-papo gostoso. A gente tá aqui falando de festas em família, né? Alegria é o motivo de confusão. E aí, olha só, que tal você parar agora, fazer uma autoanálise e pegar o telefone, mandar uma mensagem, né? Ah, repete pra gente como é que é que deve ser uma mensagem assertiva. você falou eh eh tipo assim, não não quero saber o que aconteceu, mas eu sinto a sua falta e quero estar contigo. Não, não vou levar perfeitamente as palavras, men. É, mas ensina a gente a fazer. Anota aí, hein? Mais ou menos assim, olha, eh, o que aconteceu, não quero tocar no assunto do que aconteceu, porque assim, né, eh, não cabe agora tentar resolver algo que aparentemente o tempo não resolveu, né? Eh, eu só quero saber daqui para frente, né? Como que a gente caminha daqui paraa frente, né? Eu sinto a sua falta, você é importante para mim, né? E eu gostaria que você participasse da minha vida, né? E detalhe, né? Talvez eu acho que a parte mais difícil para qualquer pessoa escrever é a parte do "Você é importante para mim e eu sinto falta de você". De tudo que eu falei para as pessoas é o mais difícil é isso, entendeu? É porque é extremamente difícil, né? Você tipo você tá eh quando você se torna mais vulnerável, né? Mas, né? Viver a vulnerabilidade, né? Tem Exato. Mas você sabe que que vale a pena, gente? Porque se a gente parar para analisar, ã, nós passamos aí por dois anos reclusos. Uhum. Gente querida morrendo, se perdendo, famílias inteiras indo embora. E lá, naquela época nós falávamos que íamos sair um pouco melhor, né? Aí nós estamos aqui em 2025, indo para 2026, final do ano, e a gente eh tem situações não resolvidas com pessoas que a gente gosta, que a gente ama. a gente vai se privar de algumas situações que seriam maravilhosas a gente poder eh participar por conta, de repente de uma rebeldia, de um negócio que não tá resolvido com você mesmo. E às vezes é só uma atitude, né? eh, tomar uma atitude, vai fazer a resolução dos seus problemas e vai te preparar um ano de 2026 leve, tranquilo, maravilhoso. Então, a gente precisa parar e fazer um exame de consciência nesse momento, não é, Letícia? Porque é importante, mas claro, eh, quando eu digo consciência, é algo assim que você precisa entender e saber o que que você quer, se realmente isso faz parte, né, do seu propósito de vida. E se fizer, vamos quebrar o protocolo, bora lá abraçar que é coisa melhor do mundo, não é? Não. Sim, sim. E é para ser sobre isso, né? Esse é para ser um momento de de reencontro, de estar com as pessoas queridas, né? De compartilhar também, compartilhar as coisas boas que aconteceram com você nesse ano, compartilhar as coisas ruins também, né? Receber um suporte, né? Dar um suporte para pras pessoas queridas, né? Então eu acho que sim, né? São são maneiras assim de tirar um pouco do peso desse momento, né? Falando das pessoas que sentem essa ansiedade, que vem isso como uma uma coisa às vezes até eh assustadora, né, no momento desse encontro, né? Eu acho que é uma maneira também de quebrar com esses padrões, né? É isso, né? Precisa começar em algum lugar, né? Quebrar o padrão quer dizer diferente, né? quer dizer também não não carregar essa expectativa de de perfeição, né, também de esperar que eh o seu ano vai ter sido perfeito e aí se não for isso vai gerar expectativas e cobranças. Então parar e pensar assim, mas que expectativas são essas? São dos outros, são minhas, né? Que que dá para eu fazer com isso? Será que eu tô carregando isso de uma forma que a própria convivência acaba se contaminando pelas minhas frustrações, né? Então, resumindo tudo, eu acho que sim, né, poder aproveitar esse final do ano, fazer esse processo com você, fazer essa análise, né, ver ali o que que pode ter de pontas soltas também, de relações antigas, né, e e claro, né, eh, às vezes ter um afastamento pode ser uma alternativa, mas será que não é a última alternativa? Será que não tem coisas ali que daria para você fazer com isso? Acho que é um pouco se fazer essa pergunta também, né? Isso mesmo, né, Luiz? Acho que é importante sim, eh, direcionar, né, diretamente para quem tá assistindo, né? Eh, assim, se de tudo que a gente falou assim não conseguiu de alguma maneira trazer para você a importância do Natal, né, vamos pegar essa questão de exame de consciência, tá? Eu vou fazer algo diferente com você, uma questão de projeção. Imagina que, sei lá, você tá com seus 95 anos, se você conseguir viver até lá, né? E aí você tem uma máquina do tempo e essa máquina do tempo aí ela só tem uma data específica. Você não consegue escolher outra data e ela volta para um Natal, tá? E pode ser o Natal mais caótico que você já viveu. Ah, com 95 anos, né? e você voltar para um lugar, talvez você veja seus pais que você morre de saudade, você gostaria de dar um abraço neles. Talvez você veja ali os seus filhos eh abrindo os presentes, as crianças brincando e assim o pavê da sua tia que você não come faz tempo, né? E talvez as outras coisas, né? o tio que fala demais, a pessoa que come antes da hora, tudo isso vai se tornando pequeno, pequeno, pequeno, pequeno. Eh, o nosso problema, muitas vezes em resolução de problema, é a nossa dificuldade em trazer a nossa consciência pro momento presente. A gente vive numa questão muito de antecipação do que pode acontecer e a gente sofre muito pelo que já aconteceu. Quando você tá naquele momento, quando você tá presente naquele momento, você consegue aproveitar as pequenas nuances de tudo aquilo que importa, né? Eh, você não precisa ter uma máquina do tempo para você voltar, mas se você tivesse, provavelmente é assim que você sentiria, né? As birras das crianças, né? Que o talvez com você com 95, elas já vão ser adultas, né? Eh, já vão ser, né? Com certeza vão ser adultas, né? Você vai ser avô, bisavô, né? E você voltar, as birras não vão ser tão tão graves assim, né? As discussões não vão ser tão graves assim, né? Você vai dar risada do tio que pergunta para você como é que tá o emprego, como é que tá a vida, né? Eh, mas você não precisa novamente de uma máquina do tempo para isso, né? Eh, o exame de consciência é esse, né? Eh, eu tô indo para uma festa e eu quero estar naquele momento presente com pessoas que são importantes para mim, né? Porque essa história, esse Natal, ele não vai se repetir de novo, né? Essas pessoas que estão aqui em volta não vão se repetir, porque ano que vem elas são outras pessoas. Por mais que a gente comece falando sobre papéis congelados, né? As pessoas mudam, né? E, infelizmente, talvez algumas dessas pessoas não estarão no próximo Natal, né? Nossa, olha, é para refletir mesmo, gente. Que entrega, que legal. Até me emocionei aqui porque foi profundo demais. E aí, bora lá, então. Anotou o que Luiz falou, né? Anotou o que a Letícia disse. Então, vamos fazer desse final de ano um final de ano memorável, um final de ano lindo, leve, do lado das pessoas que amam a gente e que a gente ama. E quer que eu te fala uma coisa? Se permita ser amado também. né? Desamarra esse burro aí, como dizia a minha avó, desamarre esse burro. Tá com burro amarrado, desamarre esse burro, se permita ser amado. Às vezes tem muita gente do seu lado e que quer te dar amor, mas você não está bem consigo mesmo e aí você não se permite, experimenta se permitir. Pode ser que muita coisa venha mudar e para melhor, pare e pense nisso. Bom, as festas de fim de ano, gente, não são encontros cheios de camadas, né? Eh, a conversa de hoje mostrou que dá sim pra gente viver esse período com mais consciência. A gente consegue viver com mais calma, com mais respeito e respeito aos outros, mas também a gente precisa olhar pros nossos próprios limites. E é sobre isso que nós falamos hoje. Eu só tenho agradecer os nossos convidados. Letícia, mais uma vez muito obrigada para você. Feliz Natal, tudo de bom e que maravilha a entrega de vocês hoje aqui. Eu acho que vai virar a chave de muita gente e a gente sem perceber a gente vai conseguir melhorar a festa de Natal da galera aí, viu? Obrigada. Ah, imagina. Eu que agradeço. Agradeço o convite mais uma vez, né? Espero que seja um convite também, a reflexão, né? Um bom Natal, um bom final de ano para todo mundo, né? Espero que seja esse momento de reflexão, de partilha, de acolhimento, né? Então, mais uma vez muito feliz de estar aqui. Ah, gente que agradece. Agradecendo você também, Luís, a primeira de muitas vezes aqui do programa, pode ter certeza. Obrigada pela sua entrega. Ã, obrigada pelas suas palavras. dividir o conhecimento de vocês com a gente. Isso é magnífico. A gente adora, a gente aprende todos os dias aqui. Então, feliz Natal, gratidão pela sua participação. Eu que agradeço, né, pelo convite, né, e como a Letícia falou, né, que o principal disso tudo aqui é que você tenha um bom Natal e que seja um convite aí para você viver um Natal de verdade com a sua família. Maravilha. É isso, gente. Que legal, né? Você vê, a gente já tá desejando feliz Natal. É tão gostoso quando chega esse momento, esse clima natalino, vai invadindo tudo, né? Sem perceber. Mesmo você seja meio amarradão, meio emborrado assim, não adianta. O clima natal ele invade sim a nossa alma. Deixa isso transbordar, com certeza você vai viver aí momentos de mais leveza, tá? O estúdio Câmara vai ficando por aqui, mas amanhã a gente volta com um novo tema que faz parte do seu dia a dia, porque aqui no estúdio Câmara a gente conversa sempre e informa, né, eh, a sobre como você deve se comportar. A gente vai ensinando sobre comportamento. A gente não, eu estudo um pouquinho. Quem traz toda a informação são os nossos convidados que compartilham com a gente. Então, a gente fica muito feliz. Agradece você pela audiência, pela companhia. Daqui a pouquinho a Íria chega trazendo informações direto da Central IA. de informações aqui do nosso da nossa TV Câmara Campinas com informações do legislativo também estado Brasil e ao meio-dia nós temos Câmara Notícia. Fique ligadinho na programação da TV Câmara Campinas e amanhã mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Tchau tchau, até lá.
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