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Olá, [música] muito bom dia. Seja bem-vindo, seja bem-vinda. Você que tá aí ligadinho na programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando com mais uma edição do nosso estúdio Câmara nesta terça-feira, dia 9 de dezembro. E olha, gente, o tema de hoje é super atual e é importantíssimo, né, [música] pra imagem profissional de todo mundo. A gente fala das festas corporativas de final de ano, que são esperadas por muitos, como um momento para celebrar conquistas, aliviar [música] tensões, integrar equipes. Mas a gente sabe que existe uma linha tênua aí entre relaxar e colocar a carreira em risco. Até que ponto esses eventos são realmente um espaço de descontração, hein? E o que é celebração e o que é exagero? Pois é, a gente precisa entender sobre tudo isso e a gente vai tentar entender as atitudes na festa que pode influenciar [música] a sua imagem profissional e como se divertir sem ultrapassar barreiras. Então fica com a gente. Nossos convidados já estão aqui no estúdio e a sua experiência, hein? Como é que é? Eu tenho certeza que você vai prestar muita atenção nesse programa, porque tem algumas dicas para você que vai participar de uma confraternização de fim de ano da firma. Tá bom? Vamos com algumas informações. Olha só que legal, a tradicional feira hiip do Natal no centro de Campin e Centro de Convivência do Cambuí está a todo vapor, né, desde o dia 3 e entra agora na sua segunda semana a edição 2025, que começou na última terça-feira, segue aberta ao público até o dia 24, que é véspera de Natal. E para quem quer aproveitar, tem horário especial, né, de segunda a sexta. Eh, atende das 2 da tarde até às 10 da noite. Aos sábados e domingo. Horário é mais cedo, das 9 da manhã até às 2 da tarde. Essa feira de Natal conta com participação de mais de 100 expositores, reunindo diversos segmentos da economia criativa da cidade. E é uma oportunidade perfeita para garantir aí um presente artesanal único para quem você ama e também para apoiar o comércio local. público encontra uma ampla variedade de produtos, incluindo opções de alimentação, artesanato, costura criativa, antiguidades e muito mais. Uma ótima opção [música] aí para você eh passear, né? Eh, se socializar e comprar o presente de Natal. Previsão do tempo chegando. Então, antes da gente seguir com o nosso tema de hoje, vamos conferir como é que fica a previsão do tempo. Campinas tem uma terça-feira de sol com aumento de nuvens de manhã, pancadas de chuva à tarde e à noite, temperatura mínima de 20º e a máxima 29º. E agora sim, vamos lá, né? O tema confraternização de empresa é delicado porque o álcool e o ambiente descontraído podem nos levar a esquecer que ainda estamos em um contexto profissional. A etiqueta corporativa determina comportamentos esperados, mesmo em ambientes informais. Uma pesquisa recente divulgada por uma consultoria de RH com base em São Paulo apontou que 30% dos profissionais já testemunharam um colega ou gestor, tendo um comportamento inadequado em uma festa de final de ano. E o mais preocupante, 15% dos entrevistados relataram que a atitude na festa influenciou negativamente a progressão da carreira do colega. Então, a gente precisa entender como a gente deve se comportar nas festas de fim de ano, né, com fraternização aí da firma. Para nos ajudar a navegar por essa etiqueta corporativa e entender os gatilhos emocionais, vamos dar as boas-vindas. Luiz Contro, psicólogo com atuação em desenvolvimento humano e comportamento organizacional, psicoterapeuta, seja muito bem-vindo. Obrigada pela sua participação e presença. Bom dia. Bom dia. Obrigado, Rúbia, pelo convite. Estamos indo aí pro final do ano. Sem dúvida se é um tema que vale a pena a gente bater um papo. Maravilha. Vamos conversar também com ela. Tá chegando aqui com a gente a Fabiana Brit. Ela é contadora, bacharel em direito, especialista em gestão de pessoas, hein? vai ensinar pra gente sobre o que podemos e o que não podemos fazer nas festas de fim de ano com fraternização da empresa. Seja muito bem-vinda. Obrigada pela sua participação. Obrigada, Rúbia. Bom dia. Maravilha, gente. Vamos embora, então, ó. Tempo de celebrar as vitórias do ano, descontrair, socializar. Mas atenção, uma coisa interessante, a gente precisa falar, a alegria não é carta branca para o descontrole. né? A gente precisa entender o limite entre a celebração e o excesso. E a gente vai começar pelo lado psicológico do negócio. Vamos lá, Luiz. Por que que as pessoas sentem uma necessidade de extravazar em eventos corporativos? Será que esse essa mentalidade, essa ideia tá mudando? E qual que é o gatilho emocional por trás desse exagero? Todo mundo espera a festa de fim de ano da firma. e chega lá, enfia o pé na jaca e aí depois é só dor de cabeça. O que que acontece? Olha, Ruby, acho que você já fez uma uma bela introdução falando do tema, dizendo dessa linha tênue que acontece entre uma a situação de confraternização, de relaxamento, de socialização e e ao mesmo tempo o receio, o perigo, né, o desafio de que isso possa descambar, eh, descambar para algumas atitudes, alguns comportamentos que podem complicar a imagem profissional da pessoa. essa necessidade da gente poder eh compartilhar coisas, de poder extravazar, como você tava dizendo, isso é nosso, é do ser humano, principalmente quando a gente vive sem situações de muita atenção, de muita pressão, de muita cobrança, né? Então eu diria que isso é é da gente, é necessário, é importante que a gente enquanto sociedade possa eh instrumentalizar isso, possa canalizar isso eh mais nas situações que são mais apropriadas, numa festa de confraternização, que tem esse intuito também, né, de ter um relaxamento, das pessoas poderem confraternizar. Eh, mas como foi introduzido por você, isso já é faz parte de uma programação da empresa. Algumas empresas dão conta disso, outras não. Mas eh não dá pra gente perder de vista eh como já foi dito, que se tem um um momento eh que é de descontração, mas que ao mesmo tempo, mesmo que a empresa não esteja eh ali com os olhos atentos para fazer uma avaliação dos funcionários, porque nem é esse o a essa a intenção, né? Para isso tem outros mecanismos como eh avaliação, feedback. Então, faz parte da parte do desenvolvimento das pessoas. as empresas dão conta disso numa numa festa de confraternização, se a ideia é poder socializar, mas mesmo assim eh o funcionário vai tá sendo percebido, vai tá sendo olhado nas suas atitudes, não de forma proposital, mas fica o registro, né? Então, se a pessoa bebeu demais, se a pessoa fez uma brincadeira que foi inadequada, eh, às vezes até comeu demais, [risadas] né? tem algumas situações assim. Vamos imaginar que essa pessoa vai ter um momento na empresa aonde vai se ter uma promoção e entre essa pessoa que acabou exagerando, que acabou fazendo brincadeiras inadequadas, acaba ficando um registro, né, para essas pessoas que estão fazendo a avaliação do trabalho para poder dizer: "Hum, essa pessoa aqui acho que tem uma tem uma interação um pouco complicada." Isso eh prejudica, né? Pode prejudicar essa pessoa. Exato. Exatamente, né? Muito bem explicado, né? Pelo nosso psicólogo, psicoterapeuta. Agora vamos paraa Fabiana. Vamos lá. Do ponto de vista, Fabiana, da gestão, né, e da etiqueta. Qual que é a principal regra de ouro que nunca deve ser quebrada em uma festa de empresa? O que que a gente tem que pensar quando a gente tá lá se programando e tal e a gente vai participar de uma festa de confraternização da firma? Eu acho que assim, não tem só uma única regra. Eu acho que são diversas regras que vão criar esse pilar do tanto do comportamental, né, que é o principal que acaba tendo esses pecados profissionais. Sim. Sim. Então eu digo que a primeira preocupação, né, é a comunicação, né, que não se deve nesses dias eh querer, ah, vou aproveitar que hoje a gente tá aqui, vou fazer uma piadinha sobre aquela situação que ocorreu durante o ano ou constranger o colega, né? Isso acontece muito. Então, a comunicação tem que ser aquela coisa assim leve. Então, primeiro, acho que uma das primeiras regras, cuidado com a sua comunicação, com que você vai falar. Então, nesse momento, o menos é mais. Você tem que interagir sim com as pessoas, mas interagir com inteligência, né? Inteligência profissional, porque é uma festa, mas não é uma festa de amigos, né? É uma festa com os profissionais que trabalham com você. E uma outra coisa que eu digo é: "Cuidado com o vestuário, a roupa, né? Uhum. O que você vai vestir, então nada escandaloso, nada que venha chamar muita atenção. Então uma coisa discreta é outra coisa, cuidado com as bebidas alcoólicas, porque essa que acende, né, aquela alegria, uma comunicação, tudo posso, tudo me permito. Então pode sim fazer um brinde e tal, mas cuidado com esse excesso. E eu acho que um outro cuidado especial é com essa questão de romances, né, que no dia a pessoa que, ah, vou aproveitar, né, esse dia que tá todo mundo muito mais descontraído, quem sabe agora eu consigo. Então, não é o momento, não é esse o momento para, acho que essas quatro eh comportamentos vão permear aí um a regra de ouro de como conduzir ali. Maravilha. Muito bom, né? Eh, eh, a gente fala disso tudo no decorrer deste programa, até porque temos algumas questões de jurisprudência que eu acabei eh eh pesquisando, né, referente a comportamentos eh que não são bem-vindos, né, em uma festa de de empresa. A Justiça do Trabalho já condenou empresas por atos que aconteceram durante a festa, né? E se a empresa é punida ou o funcionário também é, então a gente precisa ficar atento com isso. Agora, Luiz, por que que eh eh qual que é o impacto psicológico, né? Eh que essa ansiedade, essa ansiedade social eh qual o impacto psicológico dessa ansiedade eh social, aliás, dentro dessas desse ambiente de festa, eh, do do corporativo, né? a pressão de fazer networking, de conversar, de socializar, de mostrar o outro lado, isso gera um um um impacto psicológico antes, durante e depois. Olha, é interessante você colocar isso porque nós vivemos numa sociedade muito competitiva, né? E nesse ambiente organizacional, principalmente, eh, essa competição fica muito exacerbada. Então, tem um desafio para esses profissionais que trabalham nessa área. Eh, de novo, eu vou retomar a ideia de linha tênuei, né? Eh, e pensar que, eh, tem dois termos que a gente pode associar a isso, seria assim, pensando que o profissional tem que ter um tanto de bom senso, um tanto de equilíbrio, né? Eh, equilíbrio é uma ideia interessante, porque assim, você tá caminhando numa linha, justamente nessa linha tênue, e para cá você pode cair, para cá você pode cair, né? para cá. Se você, como a gente tava dizendo, eh, a Fabiana também tava frisando, se a gente eh escorregar e exagerar nos exemplos que a gente já foi dando. Mas essa ansiedade que você tá dizendo, ela é útil também no sentido de que ajuda a gente a prestar atenção nas coisas, né, no contexto, nas situações. Um tanto de adrenalina é necessário na nossa vida. Eh, isso já vem lá desde o dos homens das cavernas aonde precisava sair para caçar e e dar conta da sua vida, né? Então, nós estamos frisando a que que desse lado da linha você pode tá dando uma escorregada e complicar o seu papel profissional, mas é importante a gente pensar também que se você ficar atento eh para esse outro lado, que seria assim a ideia de que você tá vivendo uma situação numa festa de final de ano e que tem um desafio e que essa situação pode ser eh interessante da gente olhar por esse lado, que é uma oportunidade, né? Também uma oportunidade, não é só, acho que é importante a gente frisar isso pra gente não ficar olhando só para o que não se deve fazer, né? Mas para o que se deve fazer, como a Fabiana tava dizendo também, eh, pensando em que atitudes, as melhores atitudes no lado comportamental seria um pouco assim, é uma oportunidade de você poder conhecer algumas pessoas que às vezes no dia a dia de trabalho você não tem contato ou tem pouco contato, né? Porque eh conhecer uma pessoa do teu próprio setor ou de outros setores, isso ajuda, essa proximidade ajuda a criar uma clicidade maior. E se você tem uma clicidade maior, com o tempo, você pode chegar numa relação de confiança maior, né? Então, se você vive numa equipe, convive com as pessoas aonde você se sente cúmplice, parceiro e tem uma confiança, com certeza você, isso vai tá estimulando para você tá mais motivado pro seu trabalho, pra sua qualidade de vida. Então essa ansiedade, voltando ao que você perguntou, depende de como a gente vai instrumentalizar isso. Ela é inerente, ela faz parte desse momento, da nossa vida social, sempre fez parte, mas volto a dizer, a gente tá vivendo um momento de muita competitividade e é importante a gente aprender a lidar com isso, como instrumentalizar isso. Excelente, né? Muito boa colocação, porque a gente também não pode sair ansioso aí e querer, né? Às vezes você não conversa com a pessoa durante o ano todo, aí final de ano chega lá, quer brindar, amigo daqui, amigo dali, vamos trocar figurinha, calma lá, não é assim. Agora vamos lá, Fabiana, você falou muito bem da roupa. A roupa, né, a vestimenta. Bom, a vestimenta diz sobre o profissional nesse ambiente informal. Não adianta. Você pode não estar sendo vigiado, até porque a festa de confraternização de empresa não é para ficar vigiando ninguém, é para confraternizar. Só que você está na festa, mas é um ambiente profissional, mas é informal, né? Então tem aí um código de vestimenta que não é escrito e que a gente precisa se atentar a isso, tão quanto homens quanto mulheres, porque no dia a dia você vai lá, tá de terno, né, blazer a mulher, né, de terninho, um vestido e tal, aí chega no dia da festa, tá lá, né, daquele jeito. E aí, como é que faz? Como que a gente deve se comportar? vou deixar eh eh transbordar tudo mesmo. E como que se comporta, como que a gente deve pensar na hora que a gente vai se preparar para isso e o que pode acarretar, né, nessa situação que é um pouco constrangedora, porque se você se comporta de uma forma durante o ano todo, poxa vida, né, tenta manter lá a postura também no dia da festa, não é, Fabi? Verdade. Eu creio que uma e estratégia para não haver erros nessa questão de do trage, né, o dress code da festa, é a empresa no dia do convite já colocar lá tipo de vestimenta do evento, porque aí fica bem mais assertivo, tipo, eh, não é desejado que use, utilize camisa de time porque já dá aquela, né, a gente já sabe, [risadas] né, como funciona, né, bebida futebol, religião, essas coisas, a gente já sabe como que funciona. Então, eu acho que o ideal é é na hora do convite a empresa já se posicionar qual seria o dress code do evento, porque aí não tem erro você já ter já antecipado os problemas. Olha, maravilha. lá a gente costuma eh ter um e-book de boas práticas nas festas do final de ano. esse ebook, porque aí lá tem tudo, eh, vestimenta, o que fazer, o que não fazer, o que pode, o que não pode, se haverá ou não sanções devido aos comportamentos, porque aí a cartilha, tipo, olha, gente, já todo mundo já tá sabendo que a comunicação, eu creio que assim, a gente não pode pecar na comunicação, então às vezes o funcionário é novo, não entende, tem às vezes já tem uns que estão mais velhos assim. Então, eu acho que se comunicar é a melhor estratégia. É interessante ter uma uma política interna, né, da empresa, né, nesse caso que você fala do e-book, eu acho que é bem assertivo, porque se você sabe para onde você tá indo e a forma que as regras, entre aspas, né, determinam, tá tudo bem e ninguém vai se exceder, né? Então eu acho que é bem bem assertivo mesmo, bem interessante. Agora falamos da roupa, né? Agora a bebida alcoólica, então a roupa vai tá lá no ebook, vai tá lá no convite. Bom, já sei. Agora a bebida vai ter. E aí, meu psicólogo, como é que fica? Qual que é o papel eh da bebida nesse ambiente na festa de confraternização de fim de ano? E como é que a gente pode entender quando o limite entre o divertido e o prejudicial está sendo cruzado? Uhum. É um grande problema porque a bebida ela acentua as emoções, não é? Então, da mesma forma que eu tava colocando antes, falando da da ansiedade, como você perguntou, que é vivemos um desafio, que é como como canalizar essa essa adrenalina, essa ansiedade, né? Eu costumo dar um exemplo eh bem comum, que é assim, nós temos o mesmo instrumento, uma faca, por exemplo, né? Uma faca serve para você fazer uma boa comida, mas pode servir para você matar alguém. Então, depende de como eu uso esse instrumento, né? Então, a bebida pode ser também encarada dessa forma, que ela vai ajudar a relaxar, vai ajudar a descontrair, né? Mas até que ponto também pode servir para você eh perder o controle da situação, para você eh caminhar por por atitudes que não são adequadas para aquele momento, né? Então, de novo, a questão do bom senso, que é você usar, vamos colocar nesses termos, esse instrumento da bebida como algo a favor, no sentido de descontrair, de poder relaxar, mas entre tomar duas cervejas e tomar 10 cervejas, eh, vamos ficar com as duas, três cervejas que ajuda bem. Exatamente, né? Agora aí vamos lá. Roupa, bebida, fofoca. Fabiana, fofoca. Bom, aproveitar que eu tomei aí uma cervejinha, tô descontraída, tem um som tocando, olha, percebe como o ambiente ele vai eh se moldando para que as coisas aconteçam. Então, a gente tem que ficar muito atento a isso. E aí vem a tal da fofoca, né? Bom, vou falar mal do chefe, vou falar do colega e aí você vai tá cometendo um grande erro. Quais são as consequências profissionais imediatas e futuras também disso? E o que que a gente deve fazer para para se atentar a essa de repente essa essa vontade que tá lá guardadinha, né? Tá lá no interior, ah, eu quero falar, eu quero, quero explodir. Aí eu vou pra festa de confaternização, tomo a cerveja, falo, gente, tem consequência, tem consequência. a gente precisa tomar muito cuidado. A comunicação assertiva mais uma vez, né, Fabiana? Exato. Essa questão aí de fofoca, eh, conhecida internamente aí nas empresas como Rádio Peão. Aham. Então, fujam disso porque tem sempre tem, não tem? Tem, existe, mas assim, o que é melhor é se resguardar, né? Sim. ter sabedoria que nesse momento não é o local adequado, já ficou engasgado o ano inteiro, não é nesse dia que você vai pôr para fora, entendeu? [risadas] Essa vontade aí de falar. Então não se empolgue com a bebida para que não saiam coisas que não sejam adequadas. E isso pode até rolar depois um processo contra a pessoa, né, a sede moral aí por ter falado besteira. É, então quando você fala disso é interessante porque eh na jurisprudência tem lá eh processos por assédio moral, assédio sexual, gente, tem tanta coisa. Pesquisa lá depois para você ver. jurisprudência coloca sobre eh processos eh eh que veio oriundos de festas de confraternização de fim de ano de empresa. Eu fiquei abismada quando eu fui pesquisar esse material pra gente poder falar um pouquinho sobre o assunto, porque eh tem muitos processos e e isso são por comportamentos inadequados, né, e situações que você acaba perdendo o controle e que vão parar na justiça. Eu gostaria que você comentasse sobre isso um pouquinho, Fabiana. É, as relações humanas, elas eh nosso colega aqui vai explicar melhor sobre isso, mas eu creio que elas estão cada vez mais complicadas ou não sei se as pessoas já partiram para mais para essa área jurídica de processar. Ah, eu vou levar tudo paraas vias de fatos e vou processar, já que eu não posso sair na mão com a pessoa, que aí também vai dar pior. Então, vou lá e juridicamente vou querer resolver, porque aí eu pelo menos recebo alguma coisa ou a justiça vai ser feita. Sim. Então é muito complexo. O último congresso que eu participei de direito do trabalho, eh, é uma média assim, de cada 10 funcionários CLTs, existem praticamente 20 processos. Não que uma cada pessoa tenha dois processos, mas tem às vezes uma pessoa que trabalha em 10 empresas já faz 10 processos. Então a pessoa gosta de é recorrente a questão, ah, vou ver aqui o que tá errado que eu já vou meter um processo. Uhum. Então essa questão é muito complicada. Posso fazer um gancho? É que nós estamos falando bastante da das festas de final de ano e neste momento, eh, vamos pensar assim, tem um trem que tá vindo e ele vai parar na estação, na estação vai subir, vai acontecer a festa de final de ano, né? Mas tem todo um ano que já tá vindo com histórias, com acontecimentos, tem um percurso, né? Então, legal de você, Fabiana, ter levantado a ideia do da rádio Peão, né? Porque essa rádio peão, ela tá acontecendo desde lá de trás. Uhum. E aí eu acho que é importante a gente frisar a importância da empresa, do pessoal de recursos humanos, de tá cuidando disso para que a rádio Peão não estoure no final, nas festas de final de ano, que é o o que é o nosso tema aqui. Como fazer isso? Eh, usar mecanismos, usar eh dinâmicas, né? dinâmicas de grupo para isso tem consultorias ou o próprio pessoal do recursos humanos se tiver condições de fazer isso, faz, né? para que essa rádio peão possa aparecer, isso que tá no subtexto, vamos colocar assim, possa vir para um texto e que isso possa ser lidado, isso possa ser falado, que as tensões possam ser trabalhadas, que as diferenças, as hierarquias, as relações de poder, abuso de poder, que isso possa parecer e possa ser lidado. Essa é uma responsabilidade da empresa importante, porque senão a gente fica jogando tudo no colo do trabalhador, né? É ele que tem que se controlar, é ele que tem que fazer assim, né? Pera aí. O que que condições a empresa tá fornecendo para esse trabalhador para que ele desempenhe melhor o seu papel profissional, para que tenha um clima organizacional mais propício, né? Se isso for cuidado, chegando numa festa de final de ano, a gente tem menos riscos de que essas coisas que nós estamos sinalizando importantes aconteçam. Excelente. Excelente. Eh, referente à à questão da jurisdição, né, de de jurisprudência, eh, eu vi um processo que a a funcionária ela foi a a quer dizer, a empresa foi condenada a pagar aí um valor de R$ 43.000, se eu não me engano, por conta de assédio moral, né? Então, a funcionária sentiu que a chefe falou com ela de uma forma agressiva e que aconteceu um assédio moral ali, ela foi pra justiça e sim, a a empresa foi condenada e teve que pagar para ela uma indenização, de assédio moral. Então é importante a gente salientar que aqui nós estamos falando dos funcionários, né, do pessoal do do chão de fábrica aqui, da galera e tal, que a gente vai se reunir, que a festa é pra gente. Só que os chefes, os subfes, a hierarquia também estará presente neste local. E a hierarquia, perdão, também precisa de estar atento à comunicação assertiva, né? Porque esse não é o momento de se posicionar como chefe. É isso. Exato. Eh, também ter cuidado para não querer fazer aquelas premiações que vai levar elevar alguns e deixar os outros. Ah, vocês aí, ó, vocês não conseguiram cumprir a meta. Caramba, as pessoas vão se sentem constrangidas, né? Ah, mas só fulano. Deve sim haver sorteios, sim, mas não esses eh essas premiações apenas por ter conseguido as métricas, porque isso também traz uma um constrangimento, né, numa festa. Olha só que interessante, né, Luiz? Porque assim, a premiação, o que que é? Bater meta, né? Então você vai bater meta, então você fica aí o ano inteiro trabalhando, entregando, entregando, tipo um ratinho na rodinha, não é? Mas claro que as metas, as pessoas e as necessidades e as condições, enfim, nós somos diferentes e eu não vou entregar o mesmo que você e nem você. E aí chega no dia da confraternização, eu trabalhei, para mim, eu trabalhei igual você, mas a a minha gestão lá, a empresa entende que não, que você foi melhor que eu. E aí vamos gerar um conflitinho aí e isso vai trazer uma questão psicológica também, porque nesse momento está acontecendo, só que esse acontecimento ele vai ser levado para o ano que está chegando. Uhum. gostaria que você explicasse pra gente sobre essa questão de criar um clima competitivo. Você muito bem pontuou, Fabiana, criar um clima competitivo em um momento que deve ser de confraternização e de igualdade. É justamente eh eh frisando novamente o que a gente tá tá dizendo até agora, não é o momento para isso, né? o momento para isso. Volto a retomar o exemplo do trem que tá vindo, a ideia de processo. O processo tá acontecendo então durante o ano. E é importante que eh durante o ano esses processos de avaliação, de feedback, de eh de perceber se a meta tá sendo cumprida ou não, por não está sendo cumprida, quais são os gargalos, onde é que a gente tem que investir, a questão tá no profissional, a questão tá no processo. Então, poder ter um diagnóstico disso e trabalhar junto com a equipe, construir junto com a equipe eh o o melhor conhecimento do que tá acontecendo, ou seja, o diagnóstico e apontar alguns prognósticos, né? Bom, precisamos de uma ajuda para alterar isso e tal. Se a gente deixa para chegar no final do ano, e aí nós vamos fazer na festa de confraternização, oferecer esses prêmios porque essa equipe atingiu esse objetivo, esse não, aí é uma situação de exposição, né, das pessoas e estimulando, como a Fabiana tava colocando, a competição. Eu acho que uma preocupação importante das pessoas que lidam com recursos humanos é favorecer a colaboração, né? eh entender que estamos no mesmo processo e todo mundo tem uma parcela de responsabilidade no que tá acontecendo. Eu costumo usar um um exemplo que é assim: vamos jogar menos tênis e vamos jogar mais frescoball. Por quê? No tênis, você fica jogando a bolinha para deslocar o adversário, para ganhar o ponto em cima do adversário. Então é uma competição. No Frescoball tem duas pessoas jogando a bola um pro outro e quanto mais tempo essa bola os dois conseguirem ficar mantendo a bola ali, eh melhora o resultado, vamos dizer assim, mais satisfatório. Então, no frescoball você tem a colaboração e não a competição que tem no tênis. Não, não que não que o tênis seja um um esporte ruim, não é isso? assim como o futebol e os outros esportes, são importantes até até paraa nossa sociedade também conseguir eh ter momentos de extravazar essas ansiedades, essas a própria competição que existe, mas ali tá sendo canalizada para um jogo. Mas trazendo pro ambiente corporativo, é importante que o pessoal de RH dê conta ou consiga instrumentalizar essas possibilidades de colaboração, né? Às vezes até nessas festas de final de ano se tem eh alguns eventos assim, alguns jogos, né, que que realizam e tal. Então que sejam voltados para esse tipo de colaboração e não de competição. Excelente, né? Então assim, eh o Luiz disse é do trem, então a gente vai ficar com esse trem aqui o programa todo, né? Então é um trem que tá passando, vai parar na estação, a estação é da festa e depois ele vai seguir. E a gente sabe o que nós não podemos trazer para essa estação, mas às vezes nem sempre acontece e às vezes a gente traz. E aí tem um grande problema, né? Bom, temas que a gente a gente já falou alguns temas aqui que nós eh precisamos colocar na caixinha, guardar na sacolinha, deixar fora da festa, né? Mas a gente precisa falar também da questão de salário, política e religião. Gente, isso precisa ficar do lado de fora da festa de confaternização, senão poderemos ter futuros problemas, assim como a vestimenta, assim e eh como a aquela questão de você, olha, eu vou não falei o ano inteiro, mas esse ano eu vou, já que eu tô aqui, já que eu tô vendo uma cervejinha, eu vou conversar com você, porque tá entalado aqui e eu precisava falar contigo sobre isso e isso e isso. Pera ali um equilíbrio, vamos se equilibrar um pouquinho e vamos entender que a festa é de confraternização. Beleza? Show. Muito bem. A gente entendeu. Então, já que tá todo mundo confraternizando, feliz e contente, vamos tirar fotos com os nossos celulares, né, Fabiana? Vamos tirar fotos, né? Vamos tirar fotos, né? Passar pra festa inteira. Vamos filmar. me conta isso. Bom, pegamos todos os problemas que deveríamos deixar para fora da festa e deixamos. Então agora estamos felizes e contentes. Bora filmar. Quero saber de você. Lei geral da proteção de dados tá aí. Aí, ó. Tá vendo? Não podemos constranger as pessoas eh postar fotos sem autorização. Uau! Não pode, isso é constrangimento e também pode gerar um processo. Hum. Porque é uma imagem que não foi autorizada e foi divulgada de forma sem autorização. Então, uma coisa que pode parecer, ah, legal e e forçar, às vezes força-se as pessoas a tirar uma foto que elas não querem tirar. Ah, que vem aqui vem sim. Você tem que vir, todo mundo vai vir, você tem que vir. e a pessoa não quer vir. Então não se pode forçar o funcionário a fazer parte da foto. Então tem que ser uma coisa de livre e espontâneo. A pessoa quer tirar foto, ela vem pra foto. Hora da foto que tem essa foto. Sim. Quem quer vir, vem. Quem não quer, não, não fiquem insistindo para que essas pessoas venham. E assim, ao divulgar as fotos, cuidado. Houve autorização? Se não houve autorização, não divulguem, porque Ah, mas é meu colega de trabalho, eu quero divulgar. Colega de trabalho, isso aí não é, não são os melhores amigos, então assim, não dá. Uhum. Então, a gente sempre tem que ter essa consciência que foi pra confraternização da empresa, é um ambiente agradável para se celebrar, pode-se sim registrar, registre o que você faz e assim o que os seus mais próximos ou os que você sabe que estão autorizados. Agora, não force quem não gosta a sair na foto. É porque sempre tem um desavisado que pega o celular e vai andando, né? Vai andando, ô, dá um tchauzinho aí. Vai andando. Fal para cá, gente. Desavisado. Olha o que que a Fabiana tá falando, né? Nós temos a lei de proteção de dados, nós temos aquela questão da interpretação, porque às vezes eu imagino uma coisa, ah, vou filmar você, mas a pessoa que tá sendo filmada, ela não quer ser filmada. Isso pode sim acontecer nas festas de fim de ano e a gente precisa tomar muito cuidado com isso e ainda mais com essa questão da rede social, né, Luiz, que ah tá todo mundo postando tudo, performando o tempo todo. Isso também é uma questão de saúde mental e influencia muito, né? Porque quando você joga algo na rede, você não tem noção para quantos milhões e milhões de pessoas está indo esse material. Isso também pode causar um constrangimento e esse constrangimento vem e e pega na saúde mental, não é? É, não dá pra gente perder de vista que a gente tá vivendo, talvez a gente possa dizer assim, uma época muito narcisista, né? Aonde essa questão da imagem ela ganhou uma proporção enorme, né? Então, de você tá eh a tem a a ditadura da da felicidade, né? Você tem que ser feliz, você tem que tá só postando coisas boas, né? Eh, então isso acontece também nesse momento que nós estamos no tema que nós estamos tratando aqui, que é num numa festa de de final de ano. Eh, eu acho que da mesma forma que a gente tem que ter alguns cuidados fora da empresa também na empresa, talvez até um pouco mais nesse sentido que nós estamos lidando com o papel profissional, né? você tá construindo, as pessoas constróem o seu papel profissional, não só no momento em que estão ali na na empresa, a partir do momento que você tá fazendo um curso, que você tá eh fazendo uma especialização, você tá lidando com seus colegas, você tá lidando com os professores e essas pessoas estão inevitavelmente percebendo quem é que se dedica mais, quem é que se interessa mais. Ou seja, nesse momento a a pessoa já tá tomando algumas atitudes que ele vai ser indicado para uma empresa ou outra pessoa vai ser indicado, ou seja, você tá construindo já o seu papel profissional e mais ainda quando você tá dentro de uma empresa, eh, esse papel profissional tá sendo avaliado o tempo todo, né? Então é importante ter consciência disso. E aí voltando para uma festa de final de ano, isso tá presente também, como a Fabiana já trouxe, assim, não é uma festa entre amigos, é uma festa eh promovida pela empresa, né? Pode ser dentro da empresa ou fora da empresa, a festa, né? Mas é promovido pela empresa. Então você tá ali no seu papel profissional. É importante a gente poder fazer essa distinção, sem que seja também uma camisa de força, né? Hum. Eu acho que é importante a gente também eh olhar por essa perspectiva que assim, senão a pessoa vai, ah, então eu tenho que ficar me sentindo vigiado o tempo todo, [risadas] né? Eu tenho que estar num comportamento aqui. Exatamente, né? Não, aí isso também causa um sofrimento mental, né? Não, não, não faz sentido. De novo, eu volto pra questão do bom senso e e de equilíbrio, né? Até onde dá para ir, até onde dá para eu relaxar. Exato. Uhum. até onde dá para ser três cervejas e não 15. E acho que esse é um pouco o desafio que a gente tem, né? É um equilíbrio, né? Um equilíbrio que a gente precisa manter. Vamos lá. Tô quase terminando a festa, tá? Porque a gente vai depois da festa também continuar a falar sobre isso, porque a gente precisa lidar com tudo que aconteceu na festa depois, né? Mas agora para terminar a questão da festa, nós estamos na festa. Você viu que nós falamos de tudo que acontece em uma festa de de confraternização de fim de ano, mas a gente esqueceu do ponto crucial da piscina. E quando a festa é em uma chácara, que tem uma piscina, uma cachoeira, como é que fica essa questão, né? A gente volta a falar aí eh do bom senso e do equilíbrio. E quando tem piscina, claro, você vai usar uma roupa de piscina, né? E aí, como que fica essa situação? Qual que é a sua dica aí? eh para as pessoas que vão para uma festa de fim de ano, onde esse espaço é um espaço de de recreação, né? Recreação. É, é, o espaço de recreação requer eh roupas confortáveis, roupas apropriadas para banhos. Então o acho que o cuidado é não ser uma coisa transparente, não ser uma coisa muito exposta, uma coisa mais reservada, né, para estar entre os colegas de trabalho, sempre lembrando que é um local que é profissional. Então, coloque aquela usa mais um maiô, uma coisa mais apropriada, né, eh, na praia, né, né? seria essa dica, né? Tipo, é, tá certo? Eh, estar assim confortável, né? Com uma roupa recreacional, mas também não é uma roupa, ah, eu vou me expor, né? Porque aí pode criar, gerar polêmicas, problemas, eh, fofocas, né? Rádio peão comentando. Ai, você viu lá a fulana, ó como que ela tá. Veio de biquíni branco transparente. Molhou já. Já pode falar, Luiz. Vou fazer um gancho com que a Fabiana tinha dito já anteriormente, dizendo que a faz parte do papel da empresa, né, dela poder dizer, olha, eh, nós vamos fazer eh quais qual é o trage mais adequado para essa situação? Então, acho que assim, só ampliando um pouco mais isso, é assim, eh, qual é o local aonde vai ser a festa? Vai ser num restaurante, vai ser numa piscina, vai ser numa chácara, vai ser eh no salão de festas, num num buffet, né? Porque sinalizando um pouco isso, pode vir junto eh ou dar a ideia desse contexto aonde vai ser o a festa. Então, pensando em termos de trajes e aí de atitude, de cuidados para se ter, né? Então, de novo, eu fico pensando que tem uma responsabilidade aí da empresa, sim, né, de sinalizar, de contratar, vamos colocar nesses termos, né? é um é um evento aonde todos os funcionários vão estar participando, chefia, eh então poder ter essas essas combinações, esse contrato previamente feito e eh oferecido eh pela empresa, isso ajuda a minimizar essas situações aonde pode ter esses escorregões, né? Maravilha. Excelente, né? é comunicação assertiva da empresa, são as regras, né? E quando tem regras, a gente cumpre, a gente sabe que regras são para serem cumpridas. E aí se vai acontecer uma festa, vamos lá, vamos seguir. Se não vai na casa de um amigo ter uma festa do baile de máscara, você tem que ir de máscara, né? Então, festa da empresa, o que tá escrito ali, a gente precisa cumprir. Agora, a festa acabou, né? Terminou a festa, mas o efeito da festa não acabou. Então, como é que a gente vai lidar com tudo que aconteceu ali na festa? Digamos que essa festa tenha sido a mega festa, né? Um bebeu caiu de um lado, outro pulou na piscina de roupa, outro. Então assim, teve uma fofoca aqui, teve outra fofoca ali, gente, aí vem uma vergonha, um arrependimento no dia seguinte. Bom, vocês de repente não ouviram o que foi dito pelos nossos dois profissionais aqui e enfiaram literalmente o pé na jaca. Como lidar com a vergonha e com o arrependimento do dia seguinte. E o que isso pode gerar na questão psicológica de de impacto pra gente? Luiz, de novo, eu fico pensando que tem uma via de duas mãos, né? Eu acho que caso isso aconteça, tanto o funcionário, o colaborador pode procurar o pessoal que é responsável pelas relações humanas ali dentro da empresa, quanto esse pessoal eh do recursos humanos pode também acessar eh os funcionários eh de alguma forma, tendo uma conversa, fazendo um trabalho de grupo, eh aproveitando as algumas situações acontecidas, talvez Talvez isso seja mais interessante, aproveitando algumas situações acontecidas para fazer uma roda e discutir sobre aquilo, né? Porque ah com esse instrumento você tá construindo conjuntamente ali a os posicionamentos, o que é mais adequado, o que não é eh o que não é tão adequado, né? Toda regra que vem de cima para baixo, ela é menos incorporada pelo time, pela equipe, pelos colaboradores, do que aquela que é construída conjuntamente, né? Então, se você aproveita o day after aí, que pode não ter sido muito bom para discutir, né, e poder dizer assim: "O que que vocês acham? Como é que é isso? Eh, isso que aconteceu, eh, a gente pode fazer diferente ou não?" Então isso vai sendo consensuado e se as pessoas estão participando da construção dessa regra, elas eh se sentem donas também dessa regra que foi criada, né? Então isso é muito mais facilmente incorporado do que uma regra que vem de cima para baixo, né? Então eu acho que tenho essa via de duas mãos. Tanto o colaborador pode procurar, né, uma ajuda dentro da própria empresa. Olha, foi mal, aconteceu assim, não sei quê. Tô precisando de ajuda nisso, não tô constrangido? Como é que a gente pode fazer, né? E o RH também, o recursos humanos pode vir e acessar e promover alguns eventos que possam ajudar nessa situação. Excelente. Excelente. Fabiana, do ponto de vista legal, né? Eh, eh, e de RH, uma demissão, ela pode ser justificada por um comportamento eh da festa de confraternização da empresa? Qual que é a linha que separa o inadmissível? Eu creio que sim, existem regras que não podem ser ultrapassadas, né, independente de qual ambiente que você esteja profissionalmente. Eh, vamos supor, uma agressão tanto verbal quanto física, que isso pode, infelizmente, acontecer, essas vias de fato. Então o funcionário deve, né, ser punido, né, né, em situações assim, porque a gente sempre orienta que o profissionalismo e o comportamental eles andam lado a lado, né? Então, não adianta você ser um ótimo profissional e você não ter um bom eh comportamento com os colegas de trabalho. Então, as atitudes de uma festa podem sim acabar levando a pessoa para uma demissão, né, por ter se excedido, né, em tanto em bebida como em palavras e criando constrangimentos. Poxa vida, né? É uma situação que a gente não deseja para ninguém, né? Mas pode ser uma armadilha. Isso. E porque a gente traz esse tema hoje e nós abordamos todas essas situações um pouco constrangedoras, né? É, porque é importante a gente falar e e são coisas que às vezes não se comenta, não se fala e aí são ações que têm reações, claro, e as reações podem não ser tão boas assim como aqui a Fabiana acabou de colocar pra gente. E a gente precisa se moldar de acordo com o ambiente que nós estamos frequentando, né? E esse ambiente que nós estamos falando hoje é festa de fim de ano esperada por toda a corporação, por todo o mundo, porque a gente vai confraternizar, mas confraternizar o quê, né? O ano que passamos juntos, a entrega que tivemos juntos. E isso é um é algo pessoal, mas também profissional. E tem uma linha aí que divide e se você não tomar cuidado, você vai tropeçar nela. Então, é por isso que nós trouxemos para você esse programa hoje com dicas, né? eh eh de psicólogo também, de psicoterapeuta. Dicas da Fabiana que sabe, conhece muito bem essa parte eh de RH, de administração e também eh tá já quase se formando, né, bacharel aí em direito e entende também dessa parte jurídica que pode orientar você que tá aí do outro lado. Agora tem uma estratégia para aquele funcionário mais tímido, porque você viu, vocês perceberam aqui que tudo que nós colocamos aqui é daquele funcionário assim mais e eh mais animado, né? Mas tem o mais tímido que não quer se expor, mas ele precisa marcar presença e ele precisa eh interagir, integrar aí com a galera, mas a gente também tem que eh respeitar e sem forçar a barra, né, Fabiana? Então, gostaria que você falasse um pouquinho pra gente dessa dessa pessoa mais tímida, mais quietinha, mas como é uma festa de empresa, vamos participar todo mundo e essa pessoa precisa socializar. É, pros mais tímidos, né, a dica é não falte, né, que geralmente os mais tímidos já pensar, ai não vou. Então assim, eh, vence essa barreira de estar com as pessoas. Pense que isso também é um local de compartilhar, né, bons momentos, eh, criar boas memórias, né, que a gente tá falando aqui, infelizmente, de coisas ruins que podem acontecer, mas é uma celebração, é um momento de conforizar. Então, esteja lá na festa, esteja presente, tenta aí do do seu jeitinho estar com as pessoas que você gosta, tenta também conhecer as que você também não tem tanta eh intimidade aí que você quase não vê, né, que já foi falado isso, que esse é o momento de você criar um network ali interno, né? E eu acho que essa é a dica para quem é os mais tímidos. É excelente. É interessante você falar isso só complementando, porque assim, eu costumo fazer uma ideia do tímido que dá dá um exemplo que assim numa situação, o tímido entra num restaurante e ele entra de cabeça baixa e ele tá imaginando que tá todo mundo olhando para ele. Verdade, né? Então a ideia é um pouco assim, olha um pouco para fora, né? e olhe para as pessoas, observe as pessoas e você vai perceber que você não é tão centro das atenções assim como você talvez até gostaria de ser, né? Não tá todo mundo olhando para você, né? É claro que tem questões aí individuais da história de cada um que estão influenciando nessa timidez, mas poder fazer um pouco um exercício desse tipo vai na linha do que a Fabiana tá colocando, que é de poder eh se colocar um pouco nesse desafio de que assim, não, eu preciso olhar um pouco mais para fora. Eh, essa interação é importante. É muito comum a gente ver em eh em empresas pessoas que são excelentes técnicos, excelentes profissionais, mas não consegue ter uma um vínculo eh com outras pessoas, né? Então, esse profissional muitas vezes inclusive é alçado a um cargo de gestão de pessoas, mas ele não tem condições nenhuma de fazer uma gestão de pessoas, ele é um excelente técnico, né? Então, essa questão da interrelação, de de experimentar, de desenvolver, na verdade, é isso, né? E de novo eu volto pro a pra responsabilidade do pessoal de recursos humanos, que assim temos um excelente técnico aqui, mas nós precisamos investir nisso, nele, né, nas relações. Então aí entra as dinâmicas, entra os exercícios, ah, eh que contribui, que podem contribuir pro desenvolvimento desse lado eh da pessoa. E numa festa de final de ano, como a gente estava dizendo, é uma oportunidade, né? é uma oportunidade para essa pessoa que tem um pouco mais de dificuldade tomar suas duas, três cervejas, né, para isso ajudar relaxar um pouquinho, mas poder fazer esse movimento, né, como a Fabiana tava dizendo, aproveitar essa oportunidade, conhecer outras pessoas, criar mais cumidade, mais confiança para se sentir mais relaxado. A gente passa a maior parte da vida da gente trabalhando, né? Então, quanto mais a gente conseguir construir esse clima organizacional que passa pelas relações também de um jeito mais satisfatório, mais saúde, mais qualidade de vida a gente tem. Sensacional. Agora, pra gente finalizar aí a última pergunta e a gente vai para as considerações finais. Quando a festa de confraternização da empresa é só realmente para os funcionários da empresa, aí o companheiro ou a companheira não pode ir. Isso causa problema em casa. Quem já passou por isso sabe como é que a gente deve agir, como é que a gente deve se comportar. E uma dica paraas empresas também, né, eh, Fabiana, que que estão preparando esse ambiente corporativo, eh, pensar, porque tem regras, né? Tem algumas empresas que, tipo assim, o casal não pode ir o casal, é só quem trabalha realmente na empresa. E aí, qual que é a sua avaliação sobre isso? Eh, festa de confraternização somente da empresa, mas e a o meu companheiro? Vai ficar em casa? Daí eu vou só na festa, daí eu tenho hora para voltar, daí é meio confuso. E final de ano sempre dá problema por conta dessa eh dessa regra que muitas empresas adotam. Creio que essa regra que é adotada pelas empresas é para que haja maior interação entre as pessoas, os colaboradores, porque acaba que quando você leva o seu companheiro, tipo, ah, se eu fosse casada, né, no caso, eu não sou, mas se eu fosse e eu levo o meu marido para um ambiente que ele não conhece ninguém, qual vai ser a minha, o meu comportamento? Vou dar atenção para quem? Para ele que não conhece ninguém. Aham. Então eu vou acabar interagindo com os colaboradores, eu vou interagir mais com quem é da minha família. Então eu creio que esse deve ser um ponto. Eu não sei se eu tô correta eh aí na nas questões psicológicas, mas eu creio que é isso, é querer que todos interajam eh profissionalmente. Mas assim, existem também as empresas que abrem o leque, empresas, eu creio que as empresas menores, né? Ah, traz a sua família. E aí tem umas que até limitam, né? Tem gente que deixa aberto [risadas] quando fala atrás da família leva todo mundo, cachorro, periquito, papagaio, todo mundo. Por questões financeiras não dá para Vamos abrir para todo mundo, né? A gente tá falando também de finanças, né? A festa tem um custo, então tem que se preparar. Ex. Então, geralmente eles limitam e a gente fala assim que assim, quem é solteiro acaba que chega e fica também deslocado, porque vai ali a pessoa com marido, filhos, tal, e quem é solteiro vai levar quem? É, é, é um um grande eh momento de falar de comportamento mesmo, né, Luiz? Essa questão aí de festa de fim de ano, né? Porque você veja, a gente falamos de tudo e agora a gente chegou ah na questão da família, né? Então, e aí, qual que é a avaliação psicológica dessa questão? Quem ficou, quem não pode ir na festa, porque a festa é só para quem trabalha. Então, eu tenho a minha família, então a família vai ter que ficar em casa hoje porque eu preciso participar da minha festa de fim de ano, da confraternização da minha empresa, né? Eu gostaria que você, como psicólogo, avaliasse essa e essa questão e é uma questão que eh eh ainda gera constrangimento. Uhum. É, você tá chamando atenção agora para para quem fica, né? para quem vai, né? Verdade, né? Vamos lá. É, talvez vamos pensar numa situação de casal, numa família, da mesma forma que nós estamos falando de uma de um desafio de bom senso e equilíbrio para pro colaborador dentro da empresa, mas isso serve também pra gente pensar nas nas relações familiares, né? Então, poder entender que a mulher ou o marido tem um compromisso, que é muitas vezes essas festas são inclusive no horário, no próprio horário de trabalho, né? Eh, então é um compromisso de alguma forma, embora seja mais relaxado, embora seja para confraternização, mas é um espaço que tem a ver com o papel profissional. Então, cabe também um pouco esse bom senso e a conversa ali entre as pessoas da família para entender um pouco isso. Às vezes é possível de ir a família frequentar esses eventos ou não? E quando não? Acho que de entender um pouco isso, assim, de de entender que a empresa, seja por uma questão financeira, seja por uma questão de de percepção de como seria melhor uma fé, ah, tá precisando de uma integração maior nesse momento, então não vamos trazer a família não, para não incorrer no risco disso que a Fabiana tava colocando, né, de que tenha só os colaboradores para facilitar a integração entre esses colaboradores. Então, vai depender um pouco da empresa de novo. Uhum. promover esse tipo de festa ou esse outro tipo de festa e cabe as famílias também eh perceberem eh qual é o momento mais profissional, qual é o momento mais de socialização. Excelente, né? Muito bom. Você viu só como nós abordamos a festa do início ao fim, até lembramos de quem vai ficar em casa, né? Então é uma questão, na verdade comportamental, é é uma questão de entendimento e de uma comunicação assertiva de ambas as partes, né? de quem preparou a festa, de quem está na festa e de quem fica em casa. Então, se a gente se comunicar de forma assertiva, eu acho que a gente consegue passar por essa essa situação aí de festa de fim de ano de empresa sem mais problemas e mais riscos, né? Então, eu quero agradecer aí aos nossos convidados por ter participado com a gente. Gostaria que vocês deixassem uma dica aí pros nossos telespectadores que já estão se preparando para participar da festa da empresa. Luiz, obrigada pela sua participação. Obrigado. Eu, Rúbia. Eh, acho que eh talvez uma espécie de síntese do que a gente tá falando me vem de novo a ideia de de você tá caminhando por uma linha, né? uma linha de equilíbrio, aonde você tem, de um lado, a possibilidade de eh de exagerar, de confundir, de misturar papéis e de outro lado uma oportunidade que você tem para poder socializar, para poder conhecer mais as pessoas, para desenvolver eh relações que sejam mais propícias ao seu ambiente de trabalho, né? Então, eh, a gente poder, eh, eu tô falando de uma linha porque assim, de novo, eh, não vale a pena a gente ficar numa posição de, de se sentir vigiado e constrangido o tempo todo, né? Senão nem faz sentido uma festa de confraternização, né? Então, acho que tem um pouco esse desafio assim de poder participar, de poder agregar, de poder eh usufruir do que tem de positivo naquilo, mas com os devidos cuidados, entendendo que estamos no papel profissional. Excelente, Luís. A gente agradece também a presença dela, Fabiana. Obrigada pela sua participação. Deixa aí uma consideração final, uma dica, né, aos nossos telespectadores que já estão se preparando para as festas. Algumas festas já aconteceram, outras ainda vão acontecer e ainda dá tempo aí de você rever os seus conceitos, né, Fabiana? Verdade. Eh, eu creio que sempre assim pensar que a conferenização é um momento agradável, é um momento de socializar. Então, vá com essa mente aberta que é uma coisa leve, uma coisa bacana, mas eh utilize o bom senso ao comer, ao beber, ao se vestir, ao se comunicar. Então eu creio que se você pontuar ali o bom senso nessas áreas, vai dar tudo certo e vai ser um momento de grande alegria. Ah, muito bom. A gente precisa aproveitar as festas de fim de ano mantendo o equilíbrio. E é isso. Não é difícil não, gente. É só manter o bom senso e equilíbrio. As confraternizações são ótimas, oportunidades de integração, mas o bom senso, o equilíbrio, etiqueta profissional são sempre a melhor companhia, tá bom? a Bebida e musical alta nunca justificam aí a falta de respeito. Então, a gente precisa ficar atento a esse detalhe. A gente agradece a sua audiência, a sua companhia. Lembrando você que amanhã nós temos mais estúdio Câmara. E claro, gente, você não vai perder. Amanhã. Hoje nós falamos das festas da confraternização da empresa. Amanhã a gente vai mais fundo. A gente fala de comportamento, mas dessa vez a gente fala sobre a festa em família. Menino do céu, festas em família, alegria ou motivo de confusão. Festas em família costumam ser vistas, né, como motivos de união, afeto, comemoração, mas na prática a gente sabe que também pode ser um palco de conflitos, comparações, cobrança, tensão antiga, sabe aquelas coisas lá de trás que de repente alguém bebe um pouquinho a mais já começa a querer eh eh conversar e ajustar as [música] coisas. Gente do céu, como é que faz para manter um clima leve? evitar as perguntas invasivas e fazer desse encontro de festa de família uma verdadeira celebração, né, e não um campo minado. A gente precisa falar sobre esse comportamento também. Festas de família, esse é o tema do nosso estúdio Câmara de amanhã. A gente agradece a sua audiência, a sua companhia. Lembrando, daqui a pouquinho a nossa jornalista de inteligência artificial, Aí Chega, direto da Central de Informação aqui da TV Câmara Campinas, trazendo atualizações, né, aqui de Campinas, do nosso legislativo Brasil e Mundo. Ao meio-dia Câmara Notícia e amanhã mais estúdio Câmara para você a partir das 8 da manhã, dessa vez falando [música] das festas em família de fim de ano. Te esperamos até lá. Valeu. Tchau. Tchau. [música] [música] [música] [música] [música] [música]