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[Música] Olá, Muito bom dia para você que tá aí, né, acompanhando a programação da TV Câmara Campinas. Seja bem-vindo a mais um estúdio Câmara. Hoje, quinta-feira, dia 8 de janeiro de 2026. Já é quinta-feira, né? Estamos vencendo aí a primeira semana do ano. Que maravilha. E o nosso tema de hoje está presente na casa de milhões de brasileiros. É isso mesmo. Vamos falar de férias a férias escolares. Gente, a pausa no ano letivo traz muita alegria, traz descanso, ã, e muito mais tempo juntos, né, com as nossas crianças. Mas também traz uma sobrecarga emocional, um cansaço e a pressão de conciliar o trabalho com as crianças em casa o tempo todo, né? Tem dados recentes que mostram a dimensão desse desafio no Brasil. 75% das mães, elas relatam sentimentos de culpa, insegurança e exaustão nesse período de férias. E 68% dos pais dizem que a vida profissional é diretamente impactada com o período de férias das nossas crianças. Então, fica com a gente. Estúdio Câmara está pronto para te dar ferramentas para férias mais tranquilas e mais leves, né? Então, eu gostaria que você participasse com a gente. A galerinha tá em casa, tá de férias? como é que você tá conciliando o seu trabalho, né, com a atenção, eh, com as crianças. E a gente sabe que a criança ela cria uma expectativa por conta das férias. Então, mande um WhatsApp pra gente. WhatsApp na tela para você. Aguardamos a sua participação. Daqui a pouquinho a gente já apresenta as nossas convidadas, você vai interagir com a gente e elas vão responder aí a sua pergunta, a sua dúvida. Ou então a gente lê aqui para você e para todos os telespectadores a sua experiência de férias. 19978293776. Manda pra gente. Enquanto você vai mandando a sua mensagem, a gente já atualiza algumas informações. Vamos falar de educação e oportunidade agora. Olha só essa oportunidade para você que quer se preparar para o mercado de trabalho. O Centro Profissional Dombosco aqui em Campinas abriu o processo seletivo continuado 2026 com as últimas vagas para cursos técnicos gratuito de nível médio. As oportunidades são para eletroeletrônica e fabricação mecânica. Olha só que legal. Os cursos, gente, tem duração de 2 anos, acontecem no período da tarde e oferecem tudo sem custo, material didático, uniforme e equipamentos de proteção. Podem se inscrever estudantes que cursaram o ensino médio em 2025, com até 17 anos completos e renda familiar per capta de até um salário mínimo e meio. As inscrições são feitas exclusivamente pelo site do Centro Profissional Dom Bosco e a prova é agendada diretamente com o candidato. Então, se você está dentro dos requisitos, inscreva-se e bom curso para você. Agora vamos falar de cultura, de férias. Como opção cultural para as férias de verão, Campinas inicia 2026 com a campanha de popularização do teatro, né, que reúne mais de 20 apresentações entre os dias 10 e 7 de fevereiro. É, 10 agora de janeiro e 7 de fevereiro no Teatro Castro Mendes. A programação, gente, inclui espetáculos infantis, musicais, dramas e montagens para o público adulto com entrada gratuita ou preços acessíveis, ampliando aí o acesso à cultura durante o recesso escolar. Os convites podem ser retirados online, tá? Pelo Simpla, tá? E fica também o destaque aí para você que eh quer curtir com as crianças. Sábado, eh, às 3 da tarde tem a peça Alice no País das Hortaliças com entrada gratuita. Mas você precisa retirar aí o seu ingresso mesmo com a entrada gratuita, tá? Precisa ser retirado no site do Simpla. Então vai lá, faz a retirada e aproveita para curtir no sabadão Alice no país das hortaliças. Agora vamos com a previsão do tempo para hoje. Vamos lá. Como é que será que fica o tempo hoje aqui em Campinas? Heem. Ontem a gente viu que no final da tarde, início da noite, tivemos chuva lá em São Paulo, né? E aqui em Campinas nada. Hoje temos sol e aumento de nuvens. A previsão diz que à tarde a gente pode ter chuva aqui na cidade e à noite nuvens sem chuva. A mínima 19, a máxima 29. Tá, tá mais ou menos, né? A temperatura tá tá de boa. Mas olha, 29º de acordo com a previsão do tempo, com a meteorologia. Só que a gente sabe que na real depois aí das 2, 3 da tarde os termômetros, né, sempre aumentam. Então, hidrate-se e prepare-se para mais um dia quente aqui na Metrópole. Vamos lá, então, gente, falar de férias escolares, né? Elas alteram a rotina, aumentam o estresse dos pais e isso pode gerar comportamentos desafiadores. Mas é possível atravessar esse ciclo com mais leveza, mais organização e também com conexão em família. Ah, é desafiador. É, é por isso que nós trouxemos aqui duas pessoas muito importantes para eh nos ensinar como é que a gente vai fazer e e mostrar pra gente a importância da rede de apoio, né, e como que a gente faz com a bagunça, com a quebra da rotina, que vai afetar o comportamento das crianças e dos pais também. e também sobre a questão da falta de sono, a alimentação desregulada nas férias que vão impactar diretamente a conduta da nossa criança. Então vamos lá com a gente a gente dá aquele bom dia especial paraa Vanessa Luizete, ela é terapeuta ocupacional infantil. Seja muito bem-vinda, Vanessa. Bom dia para você. Bom dia. Obrigado pelo convite. É um prazer estar aqui. Prazer é todo nosso. E com a gente a Maissa K. Ela é psicoterapeuta infantil e mestra pela Unicamp. As duas vão nos explicar como é que a gente faz para lidar com essas férias. Maisa, bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua presença. Obrigada. Muito obrigada pelo convite. Vai ser um bate-papo bem legal, bem legal, bem interessante, porque a gente vai falar sobre a busca por equilíbrio em meio ao caos das férias. A rotina de casa muda, a bagunça aumenta. Ah, aumenta mesmo. O barulho também, nossa, nem se fala. O adulto sente que não pode parar de ser produtivo no trabalho, né, mas não pode parar de entreter a sua criança. Então, a gente começa eh eh falando com a Vanessa. Vanessa, 62% dos pais consideram estressante esse equilíbrio eh entre trabalho e filhos nas férias, né? Por que essa sensação de culpa e esgotamento emocional é tão presente e como a gente eh faz para flexibilizar a rotina? aceitar que não dá para fazer tudo e tudo bem. Como é que a gente organiza isso? Porque não adianta, o caos acaba sendo instalado, não é? Sim. E é um tema muito desafiador, porque se a gente olha da perspectiva da criança, a criança ela é exploradora, ela é curiosa, ela tem energia, né? E ela vai querer explorar isso o tempo todo. Ela vai querer, né? brincar o tempo todo, correr o tempo todo. E a gente sabe que a realidade hoje é muito diferente. A gente tem muitas mães que trabalham também junto com o pai, então diminui o tempo eh de produção com essa criança, né? o tempo eh de qualidade com essa criança. Então, eu acho que equilíbrio vai ser a nossa palavra, que é o que vai nortear a nossa fala aqui, entender qual é a necessidade que essa criança tem de brincar, de estar em espaços onde ela possa gastar a energia dela, mas também entender que cada família tem a sua realidade, tem a sua rotina, a sua necessidade. a gente fala de famílias muitas vezes de mãe solo e que precisam trabalhar, que não tem rede de apoio, né? Então a ideia é a gente construir aqui uma possibilidade de rotina que atende tanto a necessidade da criança quanto também essa organização dos pais aí em relação a tudo que continua acontecendo durante o período de férias, cuidar da casa, fazer o almoço, trabalhar, né? Tem muitas coisas. Isso, se considerarmos que tem famílias que t muitas crianças em casa, né, essa dificuldade ainda potencializa mais ainda. Mas eu eu espero que aí ao longo da nossa conversa a gente consiga trazer muitas estratégias para vocês, pensando aí numa organização de rotina e e nessa nesse equilíbrio que a gente tanto precisa. Excelente. Agora, Maissa eh eh um o primeiro passo, né, como a Vanessa pontou, é o equilíbrio. A gente precisa olhar para si mesmo, mas existe um um esgotamento emocional muito grande nesse período. E a Vanessa tocou num ponto bem interessante, porque a gente fala de férias, tem a a ideia das férias, a idealização das crianças por essas férias, né? Mas tem a realidade dos pais. E ela tocou num ponto interessante que foi a mãe solo, né? Geralmente quando a mãe ela é sozinha e não tem a rede de apoio para cuidar dessa criança, eh a situação ela fica ainda mais complicada, porque ela não tem como terceirizar, né, esse cuidado com os filhos. Como é que a gente faz para reagir isso eh eh de forma saudável, sem eh ter essa questão da culpa, né? E e porque a culpa ela gera um um transtorno emocional muito grande, principalmente quando a gente fala dos nossos filhos. É verdade. O uma das uma das principais questões que a gente precisa começar a olhar é qual é o limite dessa mãe dentro dessa família, mesmo ela sendo solo, tendo um filho ou mais que não tem essa rede de apoio. Eu acho que o primeiro passo é a gente começar a entender qual é o limite dessa mãe, né? eh, ela não vai est ali 100% presente no trabalho e ela também não vai estar 100% presente na família. Então, é considerar que ela tem diversos papéis. Então, ela é uma trabalhadora, ela é uma mãe, ela é uma dona de casa e ela é também uma membro da sociedade, né, que ela tem uma ou uma família extensa que mora longe, ou ela tem também amigas, colegas ou até um relacionamento, eh, que ela também tem que dar conta. Então, é uma uma mulher, né, que tem as suas eh várias facetas e ela tem que dar conta de tudo. E o primeiro passo e entender de que ela não precisa dar conta de tudo exatamente 100%, eu acho que já considera um passo de que vamos amenizar, vamos, né, tentar entender que eu preciso desse equilíbrio também, tá? Então, a partir desse momento, a gente começa a entender os limites, a gente começa a entender o que eu posso dar conta, o que eu posso não dar conta. E essa questão da culpa, ela é muito importante. Que que acontece? Essa culpa, ela é uma culpa que paralisa você. Se essa culpa te paralisa, então a gente precisa tratar, né? Entender que a gente pode eh perceber que essa culpa é mais saudável. Por que que você Nossa, mas mas como assim uma culpa saudável? É uma culpa saudável que vai fazer com que você olhe e entenda quais são os passos que você pode dar para você agir diante de uma mudança. Então, como você falou, uma rotina mais flexível, né? Eh, se você tem uma criança pequena, você pode até perguntar para ela o que que ela gostaria de fazer minimamente estruturado, né? Aí, como a Vanessa falou, a gente pode dar aqui várias estratégias, né? A gente pode dar exemplos de como a gente pode agir diante do cotidiano que ficou atribulado, ficou um caos, porque antes, quando a gente tem os horários escolares, a gente tem uma rotina pré-estabelecida e muito previsível. Chegou as férias, tem aquela questão de, nossa, eu vou assistir desenhos, eu vou ficar no celular, eu vou jogar jogos no computador e tudo virou um caos porque não tem mais horário para nada, a alimentação tá desregulada e o sono, então nem se fala, né? E não temos mais horário para banho, não temos mais horário para escovar os dentes e não temos mais nada. E como que a gente pode lidar com isso tudo, né? É interessante, né? Porque a gente pode montar uma questão de previsão, de um planejamento de férias. Não sei se isso existe, Van. Isso ajuda todo mundo, inclusive a criança, a se manter mais organizada também, né? Se se a gente rompe 100% com essa rotina, eh a criança se desorganiza e a família também. Uhum. Então, férias, a criança precisa assim descansar, precisa eh ter outras outras tarefas, ter outros horários, mas se a gente solta isso por completo, até o resgate depois para voltar às aulas vai ser muito mais desafiador. Então, um mínimo de rotina, né? Manter o horário das refeições, sentar-se à mesa para fazer as refeições, né? muitas vezes vai pro sofá, vai comer na frente da televisão, eh, no final do dia já começar a diminuir o nível de atividade para que esse sono não venha tão tarde. Uma criança que vai dormir meia-noite, acorda às 10 da manhã, aí não toma o café, vai desorganizando por completo. E e uma criança desorganizada, ela tende a ficar muito mais agitada, ela tende a dormir pior, ela vai eh procurar as telas, muito mais telas, né, por não ter esse esse acompanhamento do adulto nas brincadeiras. E a gente sabe que as telas vão gerar mais ansiedade, vai tornar mais difícil esse sono. Então, se a gente libera por completo essa rotina, depois fica muito mais difícil de resgatar. e essa criança se desorganiza muito mais. Então, uma das coisas, uma das das características que a gente precisa olhar para esse período é como está a rotina. Ela não precisa ser rígida como no período da escola, onde a gente tem tem que correr porque tudo tem horário, mas ela precisa sem existir de alguma maneira eh para que essa criança entenda que ela precisa continuar tomando banho, que ela precisa ter o horário de dormir e fazer as refeições. Então, e a rotina é a primeira coisa que precisa organizar, dando essa previsibilidade e ajuda também aos próprios pais a entenderem como esse dia vai acontecer. Interessante, né, Maisa? Porque aí a criança ela acaba ficando mais segura com essa previsibilidade, com esse estabelecimento de rotina de férias. Dá mais segurança para ela e pros pais também, acredito, né? Sim. E é uma oportunidade de da gente fazer pequenas alterações e isso aumentar o vínculo da família, né? a criança com os pais, a criança com a mãe. Eh, e aí essa previsibilidade, como a Vanessa falou, se a gente descarta todos os horários que a gente tinha antes, quando a gente retorna pras aulas, começa a ficar mais desafiador, né? E também o comportamento da criança fica mais desafiador quando não tem a rotina, né? E aí começam a aparecer os conflitos, começam a aparecer as dificuldades, né, de colocar essa criança dentro eh da perspectiva ali, né? Então agora, hoje é dia 8 de janeiro, daqui 20 dias algumas escolas já retornam e a gente já começa a orientar, né, Vanessa? Começa a trazer o sono para que para aquele horário anterior, porque a criança vai precisar de um período também de readaptação, de readequação, né? Então, é importante que a gente saiba que essa rotina que pode ser minimamente estruturada e que ela pode eh ter algumas diversificações nesse período, a gente pode então trazer algumas eh mudanças pequenas, mas tr manter refeição, banho, né? E aí a gente vai incrementando algumas coisas para ficar mais lúdico também. Excelente. Agora, quando a gente fala de refeição, né, e sono, alimentação e sono, gente, claro, a higiene também, mas alimentação e sono eu acho que são eh fundamentais, né? Porque nas férias o que que a gente costuma fazer? Eu, pelo menos, a minha filha tem 28 anos, já passei de toda essa fase, mas eu me lembro que nas férias ela tinha uma expectativa de tudo, né? de tudo que ela não podia, não pode fazer durante o ano, não pôde. Nas férias eu quero fazer tudo, então eu quero comer o que eu quiser, eu quero passear, eu quero ir na casa da avó, eu quero ir na casa da tia, eu quero brincar, eu quero fazer tudo e eu não quero dormir porque eu não quero perder esse tempo, né? E aí o que acontece? Existe aí uma tendência ah, de da criança ela desandar, vamos dizer assim, a questão da alimentação, né? Porque nas férias eu posso comer coisa que eu não como durante eh a minha rotina do anual, né? Porque eu preciso comer saudável para ir pra escola. A mãe faz um lanchinho mais saudável. Sou obrigada a comer uma fruta que eu não quero. Agora nas férias a mãe vai no mercado, compra as coisas lá e tá tudo liberado, né? É bolacha recheada, é isso, é aquilo, aquilo, outro. Então isso também precisa ser olhado com muita atenção pelos pais, não é, Vanessa? Sem dúvida, sem dúvida. Tudo que a gente eh abre demais, né? libera demais, depois vai ser muito mais difícil da gente retomar. Então o, de novo, o equilíbrio vai ser a chave do negócio. E quando, eh, no começo, né, você falou assim de essa obrigação da família de entreter a criança e ao mesmo tempo depois a Maisa trouxe a questão do vínculo, eh a gente pensar que essa família ela não precisa estar o tempo todo trazendo demanda para essa criança. Não precisa estar o tempo todo ao lado dessa criança. Isso é inviável, é a gente sobrecarregar ainda mais as famílias que já estão sobrecarregadas. Mas se a gente tiver um tempo de qualidade, por menor que ele seja, isso já vai atender. Então, a gente falando de refeição, eh, a criança vai precisar continuar comendo, o almoço precisa continuar sendo feito. Será que em algum momento dá para trazer essa criança para participar dessa tarefa de preparar essa refeição, de escolher com a mãe junto o que que vai ser feito, porque ela se apropria desse momento, ela se apropria desse alimento que ela tá preparando e isso vai ser vai fazer parte dessa rotina que tem que acontecer, mas vai ser muito mais prazeroso para essa criança. É, se ao invés de pegar essa criança, um passeio, né, de de férias, levar numa rede de fast food para comer um lanche, será que se a gente preparar um lanche em casa mais saudável e ir para uma das praças, um dos parques de Campinas para fazer um piquenique, né, não vai ser tão ou mais divertido e mais econômico, inclusive, né? Então, a gente tem possibilidades de trazer eh essa parceria, né, pai, mãe e criança, de uma forma eh que vai criar memórias, que vai criar vínculo, laços, mas ao mesmo tempo que ela não precisa acontecer o tempo todo. São momentos, mas momentos em que esses pais estão efetivamente presentes naquela tarefa, naquela proposta que tá sendo desenvolvida. Então isso talvez faça muito mais diferença do que se a gente pensar em ocupar essa criança o tempo todo. E e eu preciso estar junto, eu preciso brincar junto, eu preciso trazer o tempo todo alguma demanda para ela. Então pensar na no momento de refeição e no momento de sono como momentos em que vocês vão trabalhar em parceria, né? desenvolver essa tarefa junto, eh, ler um livro antes de dormir, desligar a televisão e, e conversar, jogar um jogo, né? São momentos, mas momentos de qualidade, momentos de presença. Qualidade e presença, né, Maisa? Sim. É isso mesmo. Ela, a L Vanessa tocou num ponto muito importante que é o adulto, pai e mãe precisa entender que eles não precisam estar 100% presentes na vida da criança. Então não precisa ser 24 horas por dia. Se os adultos, os pais começarem a pensar nisso como se fosse uma regra, eles vão sofrer, porque não dá para ficar 24 horas com a criança. Eles vão ter a culpa que vai paralisar. Sim, eles precisam entender que ele a criança precisa de um adulto emocionalmente estável, mas tá tudo bem se o pai ou a mãe tiver um dia que não tá bem, né, que tá sem paciência, que tá triste, que tá chorando. Mas se tiver um adulto que seja eh persistente, que tiver uma uma característica emocional mais eh coerente e coesa com o dia a dia, talvez vai ser ótimo. Uhum. né? Ele vai entender que o tempo que que o meu pai e a minha mãe tem comigo, ele é restrito, mas ele é de qualidade. E aí o que que seria de qualidade? você tá ali presente com o seu filho, fazendo algo com eles, trocando informações, trocando afeto, se vinculando mais com seu filho. Um exemplo que eu posso dar é que às vezes eu tô na sessão com a minha criança e eu coloco o meu celular do lado porque eu vou ajustando o tempo, vou dando previsibilidade pra criança e um determinado momento o meu celular tocou. A criança virou para mim e falou assim: "Mas você não vai atender?" Eu falei: "Não". Aí ele: "Por que não?" Eu falei: "Porque agora é o meu momento com você, depois eu vejo o que que tá acontecendo aqui. Eu só tô aqui para olhar o horário". E eu vi uma cara de surpresa da criança, né? Então, quando a gente pensa nisso com relação aos pais, eh, esteja presente. Eu sei que tem milas coisas acontecendo na sua cabeça, mas esteja presente da mesma coisa quando você está no seu trabalho. Esteja presente no seu trabalho. Ah, mas o meu filho está com febre, tudo bem. Hoje você vai estar 50% pro seu trabalho, 50% pensando no seu filho. E é e isso vai passar, isso é sazional, né? Tem outra coisa, Rubia, que você que você falou da sua filha 28 anos. No passado, a gente realmente não queria dormir, mas a gente dormia cedo porque a gente acordava cedo, porque a gente não queria perder as oportunidades que a gente tinha. Verdade. Hoje as crianças elas dormem muito mais tarde por conta dos eletrônicos, que prende a atenção, que secreta muito mais prazer imediato e aí fica naquela busca rotativa de quero mais, quero mais, quero mais. E a criança dorme mais tarde, acorda mais tarde, pula o café, né? Então tem uma mudança de geração que eu acho que é o que os pais estão entendendo hoje. Isso na minha época não era assim. É. Verdade. E essa essa questão, né, de entender que tá tudo bem, essa culpa, eu acho que ela aumenta muito, porque na internet a gente tem hoje um discurso da maternidade, né, de que você tem que ser 100%. E e e a internet joga muito essa responsabilidade em cima da família, né, de que você tem que se dedicar 100% do tempo. E a gente tem que pensar que essa mãe, para além de mãe, ela é uma mulher, ela tem também, né, os seus desejos. Então, é difícil a gente pensar que da perspectiva da criança, né, o ideal é a maior ter a maior atenção possível, com tempo de qualidade, espaço pro brincar, né? Mas do outro lado a gente também tem essa família. Então é entender o que é o ideal. Uhum. E o que é possível. Exatamente, né? O ideal e o possível. E quando a gente fala em rede de apoio, né? Vamos lá, avó, tio, primos, né? Eh, era muito comum quando eu era criança, os primos todos se reunirem, né? E ficar na casa da avó de repente, né? Mas tem aquela questão também que na casa da avó a gente pode fazer tudo, né? E aí como é que a gente faz para encontrar um equilíbrio entre os pais e a avó, né? Então o equilíbrio entre os responsáveis por essa criança que vai estar migrando aí. Tô hoje tô na casa da mãe do pai ou hoje tô na casa da mãe, amanhã tô na casa do pai e depois eu vou pra casa da avó. Na mãe e no pai, ã, eu tenho algumas regras a serem seguidas. mesmo estando de férias, agora na casa da avó é uma maravilha. Como é que a gente mantém o equilíbrio entre esses adultos aí para não entrar num conflito familiar também, né? Eh, a partir do momento que eles estão todos ali tentando dar o apoio para cuidar dessa criança nas férias. Mas a criança ela não é boba, né? Então ela vai começar a entender que na avó eu tenho mais liberdade, na casa dos meus pais não tanto. Só que quando ele vai, ela vai pra casa da avó, ela aprende algumas coisas e aí ela vai lá pra casa dela, da, na casa dela, dos pais e fala assim: "Hum, deixa eu ver se funciona com a com a funcionou com a minha avó, deixa eu ver se funciona com meus pais". Então ela pode testar algumas coisas e aí que entra o pai coerente, entra a mãe coerente. Se eles manterem as regras originais das casas deles, a criança vai começar a entender que, ah, tá, entendi. Então, aqui na casa da minha avó, eu posso fazer tudo isso daqui. Aqui na casa dos meus pais eu posso fazer isso daqui. Uhum. Né? E aí a criança discrimina o ambiente, ela entende que aqui acontece uma coisa, ali acontece outra coisa. Isso acontece, Rubert, não só eh em nesses exemplos de casa de pais e casa de mães e avós. Acontece também na escola com professores, acontece com a mãe, acontece com o pai. É muito frequente a mãe falar: "Rapaz, com o meu marido ele é outra criança". Sim. Então, a criança sabe como ela ela age com um, como ela age com outro para ganhar o que ela quer, para conseguir o que ela quer. E ela vai testar. vai testar. Gente, quando a gente fala em criança e vocês acabam e dando esse depoimento, é impressionante, porque às vezes a gente acha que a criança ela não tá entendendo e que tá tudo bem, é só uma criança, mas esses pequenininhos têm um senso crítico, um poder de raciocínio. Eles têm um uma coisa, eles conseguem eh entender tudo e ajustar eh da forma que eles querem que aconteça. Isso da mesma forma. Eh, só que aí ela vai tentar ganhar dentro daquilo que ela quer, né? Então, eh, a gente vai ajustar a nossa fala de acordo com quem a gente tá conversando, se a gente tá num ambiente de trabalho, se a gente tá numa festa de família. Eh, e a criança vai fazer isso também. Então, cabe ao adulto manter a coerência da sua conduta, manter as suas regras, né, e o seu direcionamento para que essa criança se organize. Excelente. Então, a gente precisa de organização, né, de planejamento, eh, das férias do início ao fim, porque as nossas convidadas muito bem pontuaram aqui que, assim, as férias vai dar um turbilhão de emoções, às vezes vai bagunçar, vai virar o caos, mas a gente precisa entender que a gente vai precisar começar a organizar para o retorno, né? a gente tem que iniciar as férias, mas já pensando no retorno, porque se você não tiver eh uma previsibilidade, se você não tiver aí uma organização durante as férias, esse retorno vai ser complicado demais. E as crianças que dormem tarde e acordam tarde por conta das telas ou então porque perdeu o sono, porque tá assistindo um filme, enfim. Eh, esse sono que foi perdido, ele vai a afetar o retorno lá na volta às aulas, Vanessa? Sem dúvida.É, a criança ela vai ter mais dificuldade em retornar em retomar os horários habituais, né, de de dormir e de acordar. E uma criança que dorme mal vai ter impacto no aprendizado, né? O cérebro dela não descansou e não organizou aquilo que ela aprendeu no dia anterior para começar um dia novo. Então o sono é uma das das questões que a gente mais tem que olhar para essa criança, eh, para que ela possa se manter organizada, mais tranquila, né, e ter um aprendizado adequado depois no retorno às aulas. Então é um dos pontos que a gente não pode soltar por completo no período de férias. Importante quando você explica e ensina isso pra gente, porque às vezes você fala assim: "Ah, não, não dormiu bem hoje, amanhã dorme e daí amanhã não dorme, daí no outro dia não dorme, não dorme." Então você vai dormir bem hoje, tem que dormir cedo, porque amanhã você começa a estudar, aí a criança volta pra escola, não tem um rendimento legal, eh o professor chama a mãe e o pai que a criança tá tirando um cochilinho, né, durante eh eh aula e aí a mãe: "Poxa, você tá dormindo dentro da sala de aula, o que que tá acontecendo?" Mas precisa olhar com muito carinho, com muita atenção essa questão das férias, né? A criança tem dormido e então a gente é um sono, é um ponto que a gente precisa ficar bem atento. Agora, aquela frase assim, a gente pode dizer que é a frase clássica das férias, né? O meu filho não consegue brincar sozinho. E agora? Como é que a gente faz, Maisa? E o filho não consegue brincar sozinho. Terapia ocupacional. como é que ela enxerga a construção da autonomia da criança, né? É natural a criança brincar sozinha ou a criança ela brinca sozinha porque realmente ela não, ela fica mais triste brincando sozinha? Eh, esse negócio de brincar sozinha. Às vezes nós pais nós nos culpamos porque a criança de repente não tem os amiguinhos ou os amiguinhos foram viajar e a criança vai ter que estar ali brincando sozinha. O pai não consegue brincar com a criança em certo momento. Aí você vê sua criança brincando sozinha, você fala: "Poxa vida, tá brincando sozinha". Ou então a criança não brinca porque ela não consegue brincar sozinha. Eu gostaria que você explicasse pra gente essa situação de brincar sozinho. O brincar sozinho, ele é um repertório comportamental muito importante, né? A criança precisa ter um momento sozinha dela, precisa ter um momento de ludicidade, de criatividade, do que que ela gosta de fazer, como que ela gosta de fazer e não tem essa necessidade de estar 100% presente no momento dela, né? 100% do tempo com ela. Isso gera até um esgotamento emocional da família com essa teoria de que eu preciso estar lá com o meu filho brincando sempre que ele estiver eh fazendo alguma atividade. Não tem essa necessidade. Agora, eh estar brincando sozinho de uma forma boa, adequada, tem começo, meio e fim, tem coerência na brincadeira que ela tá fazendo, é um desenvolvimento saudável, né? A gente entende que a criança consegue ter esse essa imaginação, ela consegue ter o lúdico, ela consegue ter até independência e autonomia dela, se sentir bem, suficientemente bem sozinha. Quando a gente vê uma criança que não brinca sozinha, que prefere as telas ou que vai atrás da mãe e do pai tempo o tempo todo falando assim: "Não tem nada para fazer." Sim. Aqui não tem nada para fazer e a criança tem 1000 brinquedos. É. Aí a gente tem alguma, aí a gente tem um um sinal de alerta, né? Tem 1000 brinquedos, mas você não tem nada do que você gosta. Só a tela é interessante, só a tela é legal, só a tela te traz momentos de prazer. Aí a gente tem que parar e olhar, né? a gente precisa da munição. Então, a gente começa a ensinar a família que ela pode jogar um jogo de tabuleiro rápido, montar um quebra-cabeça, ofertar atividades eh mais criativas, como pintura, massinha, eh agora tá na moda aqueles aqueles cadernos de desenho de canetinha. E aí a gente vai dando pequenos eh empurrões na nossa criança para que ela possa começar a descobrir o que que ela gosta, o que que ela não gosta, né? Ah, eu odeio ler, tudo bem, mas vamos tentar um livro assim. Talvez você não goste não goste de eh contos de fadas, mas você gosta de uma história mais verídica e a gente vai ter que tentar, né? a gente vai ter que mostrar para essa criança o mundo de oportunidades que ela tem na frente, né? Infelizmente o padrão de brincar das nossas crianças mudou muito, bastante, né? Eh, na nossa geração, né? A gente tinha mais eh um brincar mais com um tempo mais estendido, né? A gente esperava o intervalo para ver a outra parte do desenho, né? A gente conseguia sentar para fazer montar um quebra-cabeça do começo ao fim. Hoje tá tudo muito acelerado, então as crianças elas elas cansam muito rápido, né? Os vídeos precisam ser curtos ou não assiste até o final, as brincadeiras precisam ser curtas e aí a hora que acaba o que fazer é como se ela ficasse perdida. E agora? E agora o que eu faço, né? e aí fica no pé da mãe querendo atenção. Então a gente precisa pensar esse brincar das crianças na atualidade eh de uma maneira muito séria, porque isso tá mudando, né? E as crianças não, muitas não sabem mais brincar, não conseguem se entreter, não conseguem ter esse óscio criativo, né? Onde eu não sei o que fazer, eu tô entediada e eu vou procurar o que fazer, né? Eu vou olhar dentre as opções que eu tenho, eu vou imaginar, eu vou criar. Então isso é algo que é muito preocupante nas nossas crianças de hoje, esse não saber brincar, esse não saber se se entreter, né, descobrir os seus interesses, porque a tela ela tem esse prazer imediato, ela supre, o tempo passa e eu nem percebo, né? E isso vai trazer consequências aí em todas as esferas do desenvolvimento dessa criança quando a gente tem um tempo excessivo de telas e deixa de usar habilidades nas outras brincadeiras, né? Uhum. Brincadeiras. Aí vamos lá. Brincadeiras. Ah, mas eu vou brincar do qu com meu filho, né? Eu montava cabana, fazia, pegava o cobertor, fazia cabana e tal. A casa vira um caos, vira uma bagunça, mas é um caos eh bom, né? É um strress bom. E a gente precisa, de repente, quando você, se você tiver um tempo, né, eh, você precisa entrar nesse mundo das crianças para poder fazer sentido, porque senão não faz sentido, né, Maísa? Eh, e esse caos, ele é importante também. E você vai dar uma oportunidade pro seu filho de organizar a brincadeira, desorganizar a brincadeira para organizar a casa. Olha aí, que legal. E aí no caso a gente dá pr pr pr essa criança funções de atividades domésticas compatíveis com a idade. Então se eu vou montar uma cabana, que que a gente vai precisar? Lençol, edredon, travesseiro, eh um lanche, né? Vamos fazer um piquenique na cabana. E aí depois acabou a brincadeira da acabam, vamos dobrar o lençol, vamos guardar o travesseiro, vamos lavar as a louça do piquenique. E aí você começa a dar pro seu filho eh atividades domésticas compatíveis com a idade e com ele e o que ele consegue fazer. E aí nisso a gente já montou um cenário de brincadeiras de uma tarde, né? E passou. Exatamente. Olha só que e criou memórias. Olha só que visão ampliada que vocês dão, oferecem pra gente nesse momento, é que nós falamos de férias escolares, né? Às vezes a mãe tá aí perdida, estressada, culpada, né? Sem saber o que fazer com essa criança, que também tem um monte de brinquedo ali, mas não brinca. Eu acho que eh isso acontece na casa de muitas famílias, né? que vocês pontuaram a questão de de oferecer brinquedo, brinquedo, brinquedo, brinquedo. A criança olha aquele monte de brinquedo, fala: "Não tenho nada para brincar". Daí você fala: "Mas como não, né? Sua caixa aí tá cheia de brinquedos. E a internet, nós tivemos um o programa sobre eh dependência digital e a nossa entrevistada pontuou algo que eu acho interessante a gente trazer. Ela disse que a as crianças, vamos colocar as crianças aqui, mas somos todos, tá gente? Infelizmente, a gente acaba ficando dependente eh das telas e essa dependência acabou fazendo com que nós, a nossa paciência, ela chegou no limite mínimo do mínimo. As crianças, como estamos falando das crianças hoje, elas não têm paciência de esperar mais. Mas aí isso se você para para analisar, é tudo muito rápido, é tudo muito automatizado, né? E as crianças hoje não estão esperando mais. Como é que a gente faz para não entrar em crise mediante essa questão da espera, né? Porque eu vou ter que esperar a minha mãe ou meu pai chegar para eu poder exercer uma atividade que depende do do pai ou da mãe, né? Ou então, mãe, tô com fome, a mãe vai chegar, ela vai eh preparar o meu prato favorito, mas acontece que eu não quero esperar ela preparar, mas ela tem que preparar. Tem o tempo do fogão, tem o tempo do preparo, do alimento, mas eu não quero esperar, entendeu? Poxa, mas não tá pronto ainda. Como é que a gente faz para lidar com tudo isso? Porque acaba gerando um strress também e não é um strress bom, porque aquela aquela a a cuidadora, ela tá cansada, ela teve um dia de trabalho, mas ela vai chegar em casa, ela vai quer, né, eh, dar todo o afeto, todo o carinho, toda a atenção para essa criança, mas a criança ela tá sem paciência para esperar. E aí, como é que eu faço para ter a paciência? Exatamente. É um treino diário, né? e também um treino de controle dessa dessa tela. Uhum. Eh, a tela, ela traz impacto pro emocional dessa criança, pro comportamento da criança, paraas habilidades motoras, eh pro desempenho nas nas atividades cotidianas, pro brincar, pra criatividade. Então, a gente tá vendo hoje eh crianças que precisam de ajuda terapêutica, né, por conta do uso excessivo de telas. Eh, o prejuízo, eh, ele acontece em várias esferas do desenvolvimento infantil. Eh, a gente muitas vezes as famílias não têm noção da dimensão que isso traz. Então essa questão da paciência é um dos pontos que impacta, né? Porque é tudo muito rápido, é tudo muito curto, o meu joguinho acabou, já começa o outro. Os vídeos hoje para eles viralizarem, eles têm aí uma duração de 2, 3 minutos no máximo. E eu não gostei dos primeiros 15 segundos, eu já passo, já vejo outro, né? Então isso é muito difícil. na minha infância a gente precisava esperar o dia da semana para chegar o programa, né? Tinha os intervalos que a gente trabalhava essa paciência na no nosso dia a dia. Hoje não, hoje é tudo muito rápido. Eu vejo o que eu quero na hora que eu quero. Exatamente, né? Então é um treino diário que a gente tem que fazer e pensar que de fato essa tela tá tirando a oportunidade da criança de ganhar habilidades e de se desenvolver de maneira plena. Poxa vida, olha que interessante, né? Na nossa idade a gente esperava, tem terça e quinta, tal horário vai passar tal desenho. Esperávamos, né? E esperávamos e tinha um intervalo, tinha propaganda. Hoje, se a gente for notar as nossas crianças, que que acontece? Deu o intervalo do da plataforma. Uhum. Ai, que que é isso? Tira. Sim. Aí tem aquela opção de pular anúncio, você vai imediatamente no pular anúncio. Tive a oportunidade um dia de observar uma criança de 4 anos eh vendo o celular e aí eles vão naqueles naqueles vídeos short. Então ela lá assiste, se não prende atenção em 10 segundos, arrasta para cima. Verdade. Aí eu comecei a falei, tá, ela tá arrastando para cima, mas deixa eu ver se tem um padrão de vídeos que ela esteja procurando para ver se esse algoritmo vai começar a trazer o que ela quer. Não tinha. Ah, era era era aleatório. Aleatório. Então não prendeu em 10 segundos, eu arrasto para cima. Aí quando a gente vai para um para um roteiro mais realista, né? Uma coisa mais realista, você vê eh essa mesma criança não quer esperar. Ah, mas eu tô com fome. Tem que esperar. Ou a comida não chegou ou ela não tá pronta. A gente pode ter a oportunidade de trazer essa criança para ajudar na comida e ela entender o processo. Perfeito. Quando ela entra no carro, ela fala assim: "Coloca a música que eu conheço". Uhum. Você tá ligando o carro, você tá pondo cinto, você tá dando ré. A música é a última coisa que você vai pensar, mas ela tá lá. Música que eu conheço. Música que eu conheço, né? E e é um disquinho riscado até você de fato colocar a música. Não há essa. Então antes era um era um comportamento que o ambiente propiciava para nós. Uhum. Hoje é um comportamento que nós temos que ensinar, né? A gente precisa ensinar essa criança a esperar. Poxa vida, né? Que coisa. Sempre falando isso me me veio a à mente, Maisa, aquela questão lá da síndrome do reizinho lá, né? Isso. A criança quando ela tem essa essa esse negócio de reizinho aí nas férias se acentua e tem um grande problema também, né? E e é verídico isso, existe. Eu tava vendo na internet buscando informações, né, sobre férias, sobre como lidar com os filhos e tal. E aí veio essa questão aí daquela criança que tem a síndrome do reizinho e os pais não sabem lidar com isso. Mas se a criança ela tá dessa forma, é por conta do ensinamento dos pais. E a gente não tá culpando, mas a gente precisa rever os nossos conceitos quando a gente fala de educação dos filhos, né, María? Exatamente. Porque é aquela que a gente falou no começo, a criança vai discriminar o ambiente Isso. Uhum. E ela vai começar a testar coisas para ganhar o que ela quer, né? E aí a gente tem um pai sobrecarregado, trabalho, férias, não sei o que fazer, vai viajar, não vai, chego em casa, a criança, tá, aquela casa tá uma bagunça. E aí a criança começa a testar e ela começa a ganhar, porque o pai e a mãe já estão aqui de coisas. Ai, é melhor dar, não vou comprar essa briga e tá tudo bem. Só que a gente vai construir um reizinho da casa. Hum. E a gente vai ter que desconstruir esse reizinho da casa também vai dar trabalho, né? Então, eh, a criança começa a ter um papel dentro da família porque ela começa a observar o ambiente e ela começa a testar e ela começa a ganhar, ganhar, ganhar, ganhar, porque realmente o pai e a mãe já estão esgotados, já estão culpados. Nossa, eh, chegou janeiro, a gente não conseguiu viajar, eu não consegui tirar meu filho de casa nenhum dia, eh, não conseguimos, eh, passaram um final de semana na praia, numa fazenda, enfim, etc. Uhum. Eh, e aí ele vai dando, vai dando, vai dando e essa criança vai crescendo, crescendo, crescendo e sempre querendo mais, né? Querendo, não. E é insaciável. Ai, ai, ai, Vanessa. A gente tem que cuidar com muito carinho das nossas crianças, mas a gente tem que ter um uma sabedoria para lidar com tudo isso que envolve os nossos filhos, né? Principalmente agora nas férias. Não vem com manual, né? Não vem, né? Ave Maria, gente, olha, é uma situação bem desafiadora, mas a gente consegue. Nós temos aqui eh eh profissionais ensinando a gente como a gente deve fazer. E se você for buscar todos os programas aqui, o estúdio Câmera, Câmara, aliás, perdão, você vai ver que todos os profissionais eles nos ensinam como levar a vida de uma maneira mais leve. de repente vira a chave para você buscar uma terapia, para você eh se aprofundar numa leitura, né, que que faz sentido para você no momento em que você está vivendo. Então, é sempre muito importante a gente falar sobre as coisas que acontecem, né? O falar, a gente abrir, expor o que tá acontecendo, às vezes é uma virada de chave também. Agora 8:56. Nossa, 8:56, viu? Só passou tão rápido, tem algumas perguntas. Os telespectadores estão com a gente. A gente vai até 9:10, então dá tempo para responder. Pode colocar na tela pra gente, produção, por favor. Vamos ver quem é que tá conosco aí. Juliana Pires da Vila Industrial. Criança precisa ter rotina rígida nas férias ou um pouco de desorganização também faz parte do desenvolvimento saudável nessa fase. Vamos lá, Vanessa. Faz parte, né? Faz parte, né? É, né? expectativa das férias é muito grande, né? A gente não precisa levar tudo a ferro e fogo, precisa ter esse equilíbrio, precisa manter o mínimo da rotina para que todo mundo se mantenha organizado. Mas a baguncinha faz bem sim, sem dúvida nenhuma. É, faz bem, faz parte, que senão não era férias, né? É férias é assim, só que a gente precisa cuidar aí com alguns detalhes. Vamos lá, mais uma 857, por favor, coloca pra gente na tela, produção. Vamos ver quem tá conosco. Marcos Vinícius do Parque Prado. Bom dia para você, obrigada pela participação. Quando os pais continuam trabalhando nas férias, como evitar a culpa e a sobrecarga emocional por não conseguir dar atenção integral aos filhos? Bom, a gente já falou um pouquinho sobre isso, mas eu gostaria que a Maissa eh resumisse então pro Marcos Vinícius, que está fazendo a pergunta. Eh, Marcos, a tensão integral ela já é um pouco complicada, né? Mesmo que você não esteja nas férias. Então, entenda que você não vai estar 100% ou integralmente em atenção com o seu filho, né? Então é importante que você entenda os seus limites, entenda que essa culpa ela precisa vir numa numa outra perspectiva, né? Dando para você a oportunidade de você pensar de uma forma melhor e recalcular a rota, tá? A gente também falou um pouquinho sobre o tempo de qualidade. Esse tempo de qualidade com seu filho não precisa ser 23 horas por dia, 24 horas por dia. Ela pode ser uma, pode ser duas, mas o que mais vai contar pro seu filho é você ser uma pessoa presente, coerente, né? Uma pessoa equilibrada emocionalmente, que esteja ali para quando seu filho precisar e não o tempo todo, né? dar autonomia pro seu filho, dar e independência para ele fazer as coisas dele no dia a dia também é saudável e também é importante pro desenvolvimento dele. Então, vamos dar uma sossegada, né? Não precisa entrar numa culpa que seja muito severa, que te paralisa, mas sim num impulsionamento para que você aja de uma maneira diferente. Excelente. Faltando um minutinho para as 9. Dá tempo para mais uma pergunta? Vamos lá. Pode colocar na tela pra gente, por favor, produção. Bora que bora. Vamos. O Ricardo Muniz do Parque Itajaí. Crianças sentem quando os pais estão no limite emocional, mesmo sem ninguém falar nada, elas percebem, Vanessa. Percebem. E o que que elas fazem? Percebe e isso reflete muito, né? Por isso que quando a Maisa coloca que eh essa essa organização do pai, né? essa organização emocional, esse controle emocional dos pais, vai fazer toda a diferença, porque um pai que não mantém uma coerência ou que tá desorganizado, ele vai desorganizar a criança. Sim, isso tem um impacto muito importante. Então, lembrar sempre que você é a referência do seu filho. Uhum. Nossa. E como é que a gente faz então para não sair, não sair da linha, não sair do limite, né? Não explodir, porque a criança ela vai sentir todo esse estress. E e o que que qual que é a reação que ela pode ter? Essa eh isso vai impactar nesse momento, principalmente de férias, né? Porque a expectativa da criança tá em tudo lindo. Aí de repente eu vejo a mãe e o pai estressados ou então quietos, mas eu tô percebendo que a mãe tá explodindo por dentro. Isso vai impactar as férias da criança também no a cabecinha dela, a forma de pensar, ou ela vai ficar com medo ou de repente ela vai tentar conversar e vai ter uma reação não tão boa da mãe do pai. Isso também faz parte do nosso cuidado diário nessas férias, né, Maía? Exato. Mas a gente precisa entender que nós não estamos 100% em todo momento, né? A gente também tem as nossas questões. A gente pode acordar um dia com o pé esquerdo, a gente pode não tá querendo trabalhar, a gente pode estar triste, eu posso estar chorando, eu posso ter um problema no meu trabalho, eu posso estar com raiva e tá tudo bem, né? A questão é, não devo projetar isso ao meu filho. Ah, mas ele vai perceber sim. E aí você conversa, olha, eu estou triste por determinada coisa, não é nada com você, né? Se a gente não tem esse diálogo com os nossos filhos, a gente também não tá nem ajudando eles a se desenvolverem emocionalmente. Eu não tô dando modelo para que ele entenda que raiva eu me comporto de tal forma, tristeza eu me comporto de tal forma. Se a gente deixa eh no ar subentendido de que algo não está acontecendo, essa criança vai começar a demandar mais atenção, né? ela vai começar a ficar mais irritada, ela vai começar a ficar mais desafiadora, porque ela vai também de novo, tentando se adequar ao que tá acontecendo e eu não sei o que tá acontecendo. E aí ela vai tentar fazer vínculo com essa mãe, com esse pai, vai tentar se aproximar. Se a gente não dá abertura e não explica, as coisas ficam mal entendidas, né? E às vezes o óbvio também precisa ser dito. Uau! Olha aí o diálogo, né? Na verdade, a comunicação e a comunicação assertiva, né? Não adianta falar pra criança: "Ah, tô estressada, sai daqui". Não, né? Tem que falar uma comunicação mais eh eh mais carinhosa, né? Uma comunicação não violenta, vamos colocar assim, né, Vanessa? É uma oportunidade da criança começar a entender esses sentimentos, né? E e quais são as respostas que a gente tem frente aos sentimentos e como que a gente pode lidar com eles, né? E também não, eu acho que um um outro ponto é a gente não comparar realidades, né? Porque às vezes a gente vê a realidade perfeita, o vídeo perfeito na internet, né? E cada família é única, cada indivíduo é único e cada composição ali nas relações também é única, né? Então, eh, quanto mais a gente conseguir ter essa essa abertura e esse esse diálogo e essa coerência, melhor a gente vai estruturando o nosso emocional e o da criança também. Excelente. Nossa, quanta entrega de vocês. Que bom, que bom ter vocês com a gente aqui. Que bom a gente ter esse bate-papo. Eu acho que eh pode nortear aí eh eh muitas famílias, né, que estão assistindo a gente agora. Agradecendo você que tá ligado, você que participou com a gente também. Então eu quero agradecer a vocês duas, né, a Maisa, pela entrega, pelo compartilhamento de tantas informações maravilhosas que a gente vai usar eh não só agora, mas para por toda a vida, porque as férias estão sempre aí, né, elas acontecem e a gente precisa de mecanismos de de ideias, informações, de atitudes para para cuidar dos nossos filhos enquanto eles estão de férias. E tudo que vocês passaram aqui são eh eh ensinamentos que a gente pode guardar e levar pra vida toda, guardar e executar. Obrigada, Maía, pela sua participação, viu? Eu quem agradeço. Foi maravilhoso passar esse tempo com vocês. Passou rápido, né? mais fal aqui o tempo todo. Obrigada, Vanessa. Obrigada também, né, pela pela sua troca, pelo seu compartilhamento, por vocês, eh, vocês são pessoas que que têm toda essa informação e é tão bom quando vocês estão com a gente aqui e repassam, né, a informação, de repente para alguém que tá lá do outro lado assistindo, mas que não teve a chance de conversar com eh uma terapeuta, um psicólogo, um psicoterapeuta, enfim, profissionais eh eh que atuam na linha de frente da saúde mental e vocês se dispor assim tão cedo, né, para e logo no início do ano para vir conversar com com a gente, a gente agradece demais. Obrigada, Vanina, foi um prazer estar aqui. Muito obrigada pelo convite. Obrigado. Muito bom gente, que riqueza, né, de orientações que que a gente recebeu aqui, tanto no campo emocional quanto no prático. E a mensagem mais forte que fica é que a gente não precisa dar conta de tudo, mas a gente precisa olhar para nós mesmos com honestidade para que o nosso estresse não vire problema pro nosso filho. A gente cria uma rotina passível de garantir o básico, né? sono, alimentação. E a gente também pode transformar tarefas em oportunidades de autonomia, que são passos de ouro para as nossas crianças. E olha que interessante, o tédio também pode ser criativo, né? Você de repente tá entediado lá em casa, sua criança também tá entediada. Vamos fazer uma criatividade com esse tédio aí. Vamos montar. Pega lá, começa, começa, monta uma barraca. Daí daqui a pouco você já tá fazendo um piquenique, aí daqui a pouco você já tá desmontando a barraca, já tá lavando a louça, já tá batendo papo da louça, você já vai, já começa a fazer um uma torta, um bolo, uma janta e quando você viu aquele tédio todo se tornou um momento e e uma memória que vai ser inesquecível, tanto para você quanto para a sua criança. Então é sobre isso que a gente falou hoje, férias, né? Como é que a gente faz para lidar com todo esse caos e esse estress férias, que pode ser um strress bom, mas também pode ser um stress não tão bom assim e a gente precisa aprender a organizar tudo isso. A gente agradece mais uma vez a Vanessa, por dividir eh tudo isso com a gente. E para você de casa, obrigada pela sua audiência, pela sua companhia. Se você perdeu algum trecho dessa nossa conversa, se você perdeu o programa ou se você quer compartilhar então com eh os seus amigos, né, a sua família, rede social, né, e você pode acessar lá no YouTube, já está disponível o estúdio Câmara para você. Amanhã, sexta-feira já, né, vamos falar sobre janeiro. É o mês do recomeço, o mês daquela lista clássica de promessas. Ano que vem eu começo a dieta. Ah, que coisa. Ano que vem vou ser mais presente. Ano que vem vou praticar exercícios. A afirmação: o ano que vem eu começo já ficou para trás. Uhum. O ano já começou. Agora é o momento da mudança. E a grande questão é como fazer para que a promessa de ano novo dê certo dessa vez? Porque tanta gente desiste em poucas semanas. A primeira semana tá acabando e aí já começou a fazer alguma coisa diferente? Quais são as ferramentas práticas, né, da psicologia e e também da educação física? Vamos falar de atividade para sair do sonho e ir para ação. Então, se a sua promessa aí envolve saúde, carreira ou mudança de comportamento, programa é para você amanhã a partir das 8 da manhã ao vivo, mais uma edição do estúdio Câmara, tá bom? Beijo grande, fique bem. ao meio-dia tem Câmara Notícia com informações aqui de Campinas, também do Legislativo e a programação da TV Câmara Campinas segue feita com muito carinho, especialmente dos profissionais do grupo Mais para você que tá aí do outro lado. Valeu, fique bem e até amanhã. Ciao. Ciao. [Música] [Música] [Música]