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Estúdio Câmara | Feriados prolongados e saúde mental: descanso sem culpa no Carnaval
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Estúdio Câmara | Feriados prolongados e saúde mental: descanso sem culpa no Carnaval

83 views Publicado 16/02/2026 HD · 1:00:56

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📺 No Estúdio Câmara de hoje, o tema é daqueles que mexem com a rotina de todo mundo: feriados prolongados e o impacto direto na nossa saúde mental. Em pleno clima de Carnaval 2026, o programa debate um paradoxo bem comum: por que, para muitas pessoas, o feriado que deveria ser descanso acaba virando ansiedade, cobrança e cansaço dobrado? ​ 🧠 Ao longo do episódio, a conversa mostra como o “descansar” nem sempre significa simplesmente parar, e como a pressão por produtividade e a comparação nas redes sociais podem aumentar a sensação de culpa quando a gente tenta desacelerar. As convidadas reforçam que o feriado pode funcionar como um “amplificador emocional”: se você já está sobrecarregado, a pausa pode trazer à tona irritabilidade, frustração ou exaustão; se você está mais equilibrado, pode virar uma oportunidade real de reconexão consigo mesmo. ​ 🌦️ O programa também traz a previsão do tempo do dia (sol entre nuvens, com chance de pancadas isoladas no fim da tarde e temperaturas entre 21°C e 30°C em Campinas), conectando o clima com o planejamento do feriado e da semana. E tem mais: o debate passa por situações reais que muita gente vive, como a correria antes da folga para “deixar tudo pronto”, o acúmulo de tarefas na volta e a sensação de que o descanso custa caro demais. 👨‍👩‍👧‍👦 Outro ponto importante é o impacto dos feriados nas famílias: como lidar quando não dá para viajar, quando existe pressão financeira (IPVA, IPTU, escola, contas do começo do ano) e quando surgem frustrações dentro de casa? A conversa propõe caminhos práticos: diálogo em família, combinar expectativas, respeitar limites e entender que ficar em casa pode ser prazeroso — inclusive como forma de diminuir o “ruído” do cotidiano e fortalecer vínculos. 📵 E as redes sociais? O episódio levanta uma reflexão direta: muita gente posta apenas o “melhor recorte” do feriado (viagem, festa, paisagem), enquanto ninguém mostra filas, estresse e perrengues — e isso pode alimentar comparação e cobrança em quem está vivendo um feriado simples. Por isso, aparece uma sugestão poderosa: que tal usar parte do feriado para uma “desintoxicação” digital e um encontro mais honesto com o que você realmente precisa? ​ ⚠️ O tema também aborda como a quebra de rotina pode afetar pessoas com necessidade maior de previsibilidade (como crianças e adultos com TDAH e outras neurodivergências), e como o planejamento prévio ajuda a regular emoções e evitar desorganização de sono, humor e hábitos. E ainda amplia o olhar para quem trabalha mais em feriados (serviços, hotelaria, restaurantes, saúde, eventos), lembrando que o feriado não chega igual para todo mundo e que empatia faz parte do cuidado coletivo. ​ 💬 Agora é com você: feriado para você é descanso, ansiedade, culpa, ou uma mistura de tudo isso? Conta aqui nos comentários como você lida com feriados prolongados e o que funciona na sua rotina — sua experiência pode ajudar outras pessoas. 👍 Se esse tema te ajudou, deixe seu like, compartilhe com alguém que precisa ouvir isso e se inscreva para não perder os próximos episódios do Estúdio Câmara! Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Seja muito bem-vindo. Estamos chegando com mais uma edição do nosso estúdio Câmara. Hoje, segunda-feira, dia 16 de fevereiro, o programa de hoje traz um tema que mexe com o planejamento de todos nós, impacta profundamente o nosso bem-estar emocional. Feriado, né, gente? É, estamos aí, carnaval. E hoje a gente fala do quê? Feriados prolongados. Em 2026 nós temos um calendário aí recheado de folgas e pontes, né? São nove de 10 feriados nacionais que caem em dias úteis. Sete dessas datas ocorrem estrategicamente em segundas ou sextas-feiras, né? E aqui em Campinas o descanso ganha reforço com o novo feriado do dia do evangélico em agosto e também da padroeira em dezembro. Mas será que a gente realmente descansa ou a gente troca uma carga de trabalho por uma outra carga? É um cenário que aquece o turismo, né? Feriados prolongados, mas exige estratégia para manter a produtividade e a saúde mental. O paradoxo do descanso começa agora aqui no nosso estúdio Câmara. Mas antes, vamos com a previsão do tempo para hoje. Você que tá aí curtindo o seu feriadão, você que tá em casa, né, seja muito bem-vindo. Bom dia e vamos lá, vamos planejar o seu dia. Previsão do tempo para hoje. Olha aí, ó. Sol entre nuvens. Tem possibilidade de pancadas de chuvas isoladas no final da tarde, aquele dia típico de verão, né? Temperaturas variando entre 21 e 30º aqui na metrópole. E agora então vamos ao nosso tema central, a apresentação das nossas convidadas, porque feriados são oportunidades de ouro para quebrar o ciclo do estress, mas o que a gente vê muitas vezes é uma corrida frenética. Para quê? para deixar tudo pronto antes e uma pilha de tarefas acumuladas no retorno. Então, pra gente entender como equilibrar essa conta emocional, a gente recebe duas especialistas. Comigo aqui no estúdio a Marisa Gisele, ela é psicanalista clínica, especialista em neurociência. Muito bom dia, seja bem-vinda. Obrigada pela sua participação e presença. Bom dia, Rubé. Bom dia para você, bom dia para todos que estão em casa e obrigada por essa oportunidade. Nós que agradecemos a sua presença conosco e participaçando, participando com a gente via Zoom, a André Batista, psicóloga clínica. Ela tem uma vasta experiência em alta performance emocional e resiliência. Andreia, bom dia, seja bem-vinda. Olá, Rúbia, bom dia. É um prazer estar aqui com você. Marisa também um grande abraço para você e tenho certeza que teremos um programa muito gostoso. Maravilha. Então vamos começar com você, Marisa. Por que que para muitas pessoas o feriado prolongado gera mais ansiedade do que relaxamento? Eu acredito, Ruben, que hoje em dia a gente olha mais para fora do que para dentro, né? E o descansar, né? O feriado prolongado, ele remete a isso. Então, tem muitas pessoas que têm a ilusão de que eu só vou descansar se eu for se eu for viajar, se eu for ter um evento muito importante. E muitas vezes não é assim que funciona, né? a gente consegue descansar dentro da nossa casa, a gente consegue descansar inclusive no trabalho. Tudo é uma questão de como você concilia a sua mente, como você encara a sua realidade. E é de extrema importância a gente usar esse período pro descanso mental, né, que é algo que a gente vê hoje que tá muito em falta, muito, é muita deficiência desse descanso mental. Então eu acredito que o feriado prolongado ele é importante em vários aspectos, mas principalmente para esse descanso que a gente tá precisando tanto, mas muito mesmo, que é o descanso mental. Na verdade, exato. Na verdade, a gente precisa aprender a descansar, porque a gente desaprendeu isso, se é que nós aprendemos em algum momento como se descansa. É impressionante como a gente acelera o ritmo antes da folga. Você já percebeu? tem feriado prolongado, você começa a fazer tudo porque você precisa descansar no feriado e aí você já chega no feriado exausto e no feriado você não descansa. Então é uma um cansaço dobrado. Andreia, como que a gente lida com aquela pressão de deixar o trabalho impecável pra gente poder emendar uma data sem a gente sentir culpa? Todo mundo quer fazer tudo porque vai ter feriado prolongado e aí no feriado prolongado eu quero descansar. Mas e essa sobrecarga que a gente gera antes do descanso chegar? É interessante isso, Rubert, porque eu digo que descansar não é a mesma coisa que parar. Uhum. Né? Ah, eu diria que o a o feriado ele tá muito mais ligado a como a gente recebe esse momento. Então, por exemplo, para algumas culturas, como é a nossa ultimamente, você descansar gera culpa, porque nós estamos ali numa cultura que tá gerando uma produtividade muito grande o tempo todo. Então isso é complicado, né? Ah, eu vou parar, como assim? Eu não posso, eu tenho que, eu tenho que ter aquela síndrome da utilidade, eu tenho que me, me ser útil o tempo todo. A sociedade tá te cobrando isso. A cultura na qual estamos convivendo hoje tá te cobrando isso. E obviamente, como bem disse, né, a Marisa, se não há ali um cuidado e uma atenção, você pode sim tá gerando ali sintomas, né? Eu não digo algum tipo de doença, mas sintomas que vão estar levando você, por exemplo, se você não prestar atenção a um adoecimento. Então, saber descansar é saber que nem a Marisa falou, é olhar para dentro, é se enxergar, é ver o que que tá acontecendo, porque é um vazio que acontece ali dentro de você e ele amplifica, eu diria que é um o feriado, ele é um amplificador emocional, porque se você, por exemplo, está bem emocionalmente, então você vai descansar ser aproveitado Entretanto, se você está ali em conflitos, organizada e vem o feriado, ele também amplifica tudo isso. Uhum. Perfeito, né? A gente transborda, na verdade. E parece, gente, que o preço do descanso é uma sobrecarga que muitas vezes acaba não compensando no feriado, né, Marisa? Agora, essa questão da culpa, né? Eh, às vezes a gente sente culpa por descansar. De onde vem isso? Onde a gente aprendeu que eu não posso descansar? Será que isso vem já eh dos nossos antepassados ou isso é algo dessa essa vida moderna, frenética que a gente tem vivido nos últimos tempos? Exatamente. Rub, eu acredito que a necessidade vem da nossa crença limitante, de tantos dogmas que foram nos colocados de que você tem quer, você não pode. Então nós hoje, mais do que nunca, a gente tá vendo eh pessoas vivendo pro outro, pra sociedade, pro que o outro acredita. Eh, eu tenho sempre que estar provando estar além, estar um passo à frente de alguém. E isso causa essa necessidade absurda. E na verdade não é bem assim. Eu preciso olhar para mim, né? E ou quem ainda não ouviu falar: "Olha, a gente tem que matar um leão por dia para sobreviver. Não é fácil. a gente vive numa luta constante e o nosso mental foi aceitando tudo isso como realidade. Então, parece que eu tenho que viver em constante luta, uma briga, né, para poder sobreviver, para poder estar além, para poder ser alguém melhor do que eu fui. Meus pais diziam assim: "Olha, cuidado, não vai seguir meu caminho, você tem que ser melhor ou você tem que estudar mais". Então o pai do outro fala: "Olha, eu não gosto do filho, de alguém, porque ele não estudou, ele não foi ninguém. Você tem que dar orgulho e isso vai criando uma cobrança interna muito grande em cada um de nós. E essa cobrança, por mais que o nosso cérebro tenha a neuroplasticidade, né, de adequação, ela já tá infiltrada. Então, existe um processo da gente tá retrocedendo e reinventando a forma como nós acreditamos em tudo isso e não estar sempre nessa necessidade de brigar conosco mesmo, principalmente, e com o outro para provar o que eu posso, até onde eu posso ir. Parece uma luta e isso dá, como a Andreia falou, esse cansaço mental, né? Eu tenho uma necessidade absurda e não é bem assim. a gente consegue reverter muito bem esse caso. Excelente. A quando a gente pensa em descansar, né? O que seria descansar, na verdade, né? Ah, você cansa o corpo, descansa a mente ou você cansa a mente, cansa o corpo, não faz nada. Quando você vê o feriado já passou, você tem que voltar ao trabalho e aí você tá desconectado do trabalho por conta aí de um feriado prolongado, né, que a gente acaba desconectando também. E aí depois você tem que ajustar tudo e vem uma confusão e uma sobrecarga que não compensa o feriado. A gente precisa aprender a desligar. Ô Andreia, como que a gente desliga? Você que trabalha com alta performance, com resiliência, a gente desliga de que jeito? Existe um botãozinho que a gente pode apertar e desligar nesses feriados prolongados? Eh, Rúbia, seria bom, né? Seria aquela coisa, vamos desligar. Ai, que maravilha. Pois é, a mente, né? A mente ela gosta de previsibilidade. Uhum. Né? Tudo que é tudo que é previsível para ela, ela tá na área do conforto. O feriado é algo ali que ele não é a uma escolha. De certa forma, eu diria que ele é imposto, né? Uhum. Hum. Tem ali até pela nossa sociedade, né? Nós temos ali os nós feriados. Então só aí você já tem ali um conflito, né, ali dentro de você. Então eu tenho que eu tenho que descansar, eu tenho esse feriado, eu preciso fazer alguma coisa. Existe muita cobrança social também nesse meio. Uhum. Né? Ali, por exemplo, vamos falar de rede social. Perfeito. Instagram. Deixa eu te falar uma coisa. Tá dando eco aí para você ou ainda não? Tá tudo não, não. Tá tudo certo. Pode ir, vai tranquila. Então, tá. Então, existe essa cobrança ali, por exemplo, social. Então, vamos falar, por exemplo, do Instagram hoje, que é uma rede social muito muito, né, acessada e mesmo TikTok e tudo mais. Aí vem o feriado ali. Então, muitas pessoas que têm a possibilidade, né, e viajam e fazem festas e tudo mais, então existe aquela cobrança também. As pessoas estão se divertindo e eu eu preciso fazer alguma coisa, eu preciso eh sabe, produzir alguma coisa, eu preciso também aparecer. As pessoas estão mostrando tanta felicidade, eu sem fazer nada aqui na minha casa. Então aí a pessoa, voltando a sua pergunta, a pessoa não desliga. O feriado não é ali um momento seu, como nós estamos falando, né, eu e a Marisa desde o começo da sessão, que é o encontro seu com você mesmo, acaba sendo muito uma cobrança social. cultural na qual nós estamos vivendo, né? Então, o que que acontece? A pessoa muda o seu ritmo dentro daquele feriado. Então, por exemplo, uma pessoa que tem ali um ritmo de dormir mais cedo, né, acordar cedo, uma alimentação mais saudável. E aí, nessa cobrança toda, a pessoa já muda, já dorme muito tarde, o sono ele é um estabilizador de humor, né? E aí a pessoa já dorme tarde, não dorme direito, se alimenta mal, entra muitas programações porque acha que tem que tá vivendo aquilo de uma maneira muito intensa e quando termina o feriado, às vezes a pessoa tá completamente esgotada emocionalmente, né? Então o corpo é uma coisa, a mente é outra. O feriado ele é sim ali, vamos dizer, uma imposição de uma parada de corpo, mas não necessariamente a pessoa consegue juntar e fazer uma parada mental. E aí falando agora que você me perguntou, né, o que que a gente pode fazer em termos de botão. Eu acho que a primeira coisa seria você se permitir o sentir. Eu acho que o sentir sem você tá preocupado com os outros, o que faz sentido para você, eu acho que esse é o primeiro ponto. Nesse momento agora, nesse feriado, eu quero descansar, eu quero ficar na minha casa, eu quero curtir com a minha família, porque para mim isso vai fazer sentido hoje. Ai, não, nesse feriado eu quero ir para um para um campo, eu quero visitar minha minhas famílias que moram longe. Ou seja, você trabalhar algo que faça sentido para você e não fazer algo na qual a sociedade, na qual hoje nós estamos vivendo, tá nos impondendo aqui. Nossa, excelente, Andreia, porque assim, eh, Marisa, tem gente que tem vergonha de ficar em casa e aí precisa a criar e eventos, né? Porque o feriado, se a gente for parar para pensar, como a Andreia trouxe, é um mega evento, né? Porque aí precisamos performar diante das redes sociais. Você acredita que essa a rede social ela acaba impactando e muito por conta dessa questão da comparação. E quando a gente para para analisar essa e eh esse estudo de feriado que a gente tá fazendo aqui e a saúde mental, a comparação ela sobe em nível hard nesse momento, né, Marisa? É, até porque a gente tem mais tempo ocioso para estar assistindo as redes sociais. E eu costumo dizer assim, ninguém coloca que está em casa organizando o quarto e posta numa rede social. Ninguém coloca que ele foi levar o pet para tomar um banho e coloca e que não foi viajar e que está em casa. Só se usa a rede social para colocar aquilo que a gente quer mostrar o de melhor, ou seja, não que seja o pior ficar em casa, mas por que não tornar isso prazeroso também? Por que não começar a postar, né, uma vivência, eh, estar junto consigo mesmo em casa, o quanto isso te faz bem, você abrir um vinho, tomar uma taça de vinho, você preparar um jantar gostoso para você marcar aquele deite importante com você mesma, né? estar só e não ter que estar sempre cobrando. Olha, eu viajei, eu fui para lá, eu fui para cá. Ninguém coloca as turbulências de um avião, ninguém coloca filas de padaria, de supermercados durante essas viagens que existem muito. A gente coloca bonitinha aquela paisagem do mar, aquela natureza, né? Então a gente gosta de expor isso, OK? Tudo bem para quem gosta, mas você não tem que viver essa realidade, né? A gente não tem que se preocupar tanto com tudo isso. É o que eu falo. Por que não se desintoxicar no feriado prolongado de redes sociais? Parar e olhar mais paraa tua vida, mas o que te importa tanto? olhar o que realmente você quer e pode fazer daquele feriado prolongado, mas olhando para você e não paraas redes sociais, porque ali cada um vai apostar o melhor. A parte ruim da viagem, aquelas filas quilométricas e tudo, mas ninguém tá postando, tá postando o que é bonito. Então eu acredito que seja o momento da gente olhar mais, se definir melhor e ganhar tantos feriados que a gente tem ao longo deste ano parar e se organizar. para ficar bem consigo mesmo. Se você vai poder viajar um ou outro, tudo bem. Aqueles que você não pode, fica bem, né? Fique bem com você mesmo, fique bem com o teu momento, com a sua família. Olhe mais pro teu filho, olhe mais pro seu pet, olhe mais para você, aquelas pessoas que realmente são importantes para você. É verdade, né? a gente eh tem essa questão da performance das redes sociais, mas se a gente parar para para analisar os feriados, né, como são bastante feriados prolongados, a gente tem uma oportunidade muito grande de conexão, né? Conexão com as pessoas que a gente ama, conexão conosco mesmo, ou então até você sair observar, fazer nada. Sabe o que é fazer nada? De repente fazer nada porque a gente tem uma culpa. Que que você tá fazendo hoje? Nada. Nossa. Mas como que você não está fazendo nada? Tá tudo bem fazer nada, André? O simples é tão maravilhoso, Rúbia. O simples é tão maravilhoso. E a gente parece que tá perdendo esse simples, né? Eu diria que o feriado ele não adoece, obviamente, e o feriado também não traz felicidade, obviamente. O feriado ele revela Uhum. revela o momento que você está com você mesma. Então, se você, e é um momento muito oportuno para você realmente parar e prestar atenção nos seus sentimentos. Então, chegou um feriado aí. Qual o sentimento que eu tenho nesse momento? É um sentimento de de paz, de tranquilidade, de querer realmente ali me envolver com o que faz sentido para mim ou é um momento de busca, de exaustão constante, né? Eu acho que esse é é algo que a gente tem que prestar atenção, sabe? Porque a gente não tem que se regular pelo outro. Uhum. A gente tem que se regular por nós mesmos, pelo que faz sentido. E eu acho que essa é algo que parece que tá que as pessoas estão se perdendo. Parece que a regulação sempre vem através da aprovação do outro, né? E não é. Então, por exemplo, uma coisa que eu gostaria de falar aqui, Rúbia, que o feriado nem sempre ele chega para todo mundo da mesma forma, né? A gente tá falando de feriado descansar e tudo mais, mas tem pessoas que no feriado trabalham muito mais, né? Então ali, por exemplo, as pessoas que trabalham com serviços ah, então chega em feriados, é o contrário, é aquele momento que elas mais trabalham, quem trabalha em linha ali na, né, na parte hoteleira, em restaurantes. Então, essas pessoas, por exemplo, elas enxergam o feriado de uma outra maneira, né, do que uma pessoa, por exemplo, que de repente trabalha num comércio ou mesmo que trabalha ali de uma forma autônoma. Então, também tem isso, né? Também a gente tem que enxergar esse viés também, né? Exatamente. É importante porque eh eh são as facetas do feriado, né, do feriado prolongado e alguém precisa trabalhar enquanto você vai se divertir, né? E a gente precisa lembrar também dessas pessoas que estão trabalhando, como muito bem disse a Andreia, porque essas pessoas que estão trabalhando, muitas vezes elas estão ali eh eh fazendo algo que elas eh estão fazendo por satisfação ou também estão fazendo algo que elas precisam fazer por necessidade de sobrevivência. E aí vem a questão da empatia e desse momento de encontro dessas duas pessoas que estão vivendo em momentos diferentes, né? A gente precisa se atentar a isso também, né? Não, exatamente. E entender que é um privilégio também você estar trabalhando, né? É um privilégio você ser feliz independente do dia, independente da sua condição. Não é porque eu estou trabalhando e a pessoa que eu vou atender está de férias, está num feriado prolongado. Amanhã vai ser o meu dia de folga e essa pessoa vai voltar a trabalhar. Então é esse estar bem, ele como o André bem colocou, né? Eh, tem essas pessoas que trabalham e trabalham muito mais nos feriados prolongados também. É uma questão de você parar e analisar, né? Olha que legal, eu tenho um trabalho, eu tenho condição e isso vai me fazer muito bem. E ser feliz todos os dias, né? Eu falo que a questão de ser feliz é uma escolha nossa. Eu posso escolher ser feliz todos os dias ou não. Não quer dizer que eu vou ser feliz só no meu feriado, só no meu final de semana. Eu sou feliz numa segunda-feira. Às vezes as pessoas acham estranho, falam: "Ah, hoje é segunda, vamos trabalhar, vamos paraa frente". E isso é muito importante para nós. Então, quando a gente fala dessas pessoas que vão estar trabalhando, que estão hoje trabalhando, que é um feriado prolongado para muitas pessoas, eh essas pessoas também têm os seus motivos. Eu tenho certeza que uma grande maioria volta para casa com a sensação de dever cumprido, de que ele deu o seu melhor, de que ele foi o mais simpático possível, de que ele acolheu quem ele tinha que acolher, né? Ainda mais quando a gente fala em época de carnaval, agora com tantos eventos acontecendo, eh são redes hospitalares, são pessoas de apoio, do suporte, o staff mesmo, né? Então, essas pessoas também estão cumprindo bem o dever delas. Elas estão se preparando pro dia da folga dela, mas hoje ela deu o melhor que ela que ela tinha condição de dar, não é isso? Excelente. Importante a gente pontuar isso nesse nosso programa, eh, Marisa e Andreia, até por conta dessa questão da empatia. E a gente tá falando aqui de car de feriado de carnaval hoje hoje, né? Porque hoje é segunda-feira, então é o feriado de carnaval, mas tem outros e outros feriados. Mas esse especificamente a gente precisa se atentar. Você que tá assistindo o programa hoje, né? Eh, pega leve, vai mais tranquilo, ã, vamos ter mais empatia, o carnaval tá aí, é aglomeração, é muita gente às vezes, né? Acontece de beber um pouquinho ali, um pouquinho aqui e aí fica mais com os ânimos mais elevados. E quando a gente fala em empatia, a gente precisa eh se colocar no lugar do outro também. Acho importante a gente levantar essa pauta aqui, né, Andreia? Ah, sem dúvida, porque eh são momentos diferentes, né? Então, por isso que eu digo que o feriado em si, ele não é bom, ele não é ruim. Para umas pessoas é de uma maneira, para outras pessoas é de outra. Quando a gente fala de saúde mental, a gente não fala sobre padrão, sobre algo, né? ali, ah, é isso e acabou. Não, a gente não fecha isso. É tudo muito subjetivo. É o que cada um sente em cada momento. Às vezes a pessoa tá ali trabalhando num feriado, né, que nem a gente comentou agora, um feriado de carnaval. É um feriado cultural, a gente não pode esquecer de falar isso. Ele hoje é um feriado que ele é visto no mundo todo. Sim, né? Hã, por exemplo, os brasileiros que moram, eu eu atuo dentro da psicologia intercultural, Rúbia, que é o atendimento a brasileiros que moram no exterior, né? Então eu sei bem como que é, por exemplo, para essas pessoas que moram fora do Brasil, eh, chegar essa época de carnaval, a falta que faz, a saudade que tem nesse momento, porque representam o seu país, representa aquele feriado que tem uma cultura ali muito significativa, né? Então tudo isso mexe muito com a gente. Então a psicologia, e aí a Marisa até pode entrar também me ajudar nesse ponto, ela tem esse viés, né? Ela tem esse viés de olhar, de cuidado para entender que um momento contextual, que é o que é o que é feriados como um todo, né? que para cada pessoa vai tá, ele vai tá sendo ali inserido de uma forma diferente. Uma pessoa que trabalha, ela pode estar ali trabalhando e feliz, que nem a Marisa pontuou, mas ela pode estar trabalhando e também ali não tá satisfeita naquele momento falando: "Poxa, eu não queria estar nesse lugar". E vice-versa. Uhum. A pessoa pode estar ali desfrutando o feriado de uma maneira livre e a pessoa pode estar ali no momento de de feriado se sentindo extremamente culpada com tantas coisas que precisa fazer. Vou dar um exemplo, por exemplo, para para empresários que trabalham no comércio, hã, não em serviço, né, comércio, nesse período de feriado, as lojas fecham, querendo ou não, existe aí um impacto financeiro nessas empresas. Então, é um outro público que a gente tá comentando aqui que também de certa forma ele vê o feriado de uma maneira diferente, fala: "Meu Deus, tanto feriado, como é que eu vou fazer? Quais são os ajustes que eu tenho que fazer agora dentro da minha reorganização?" Então, eh, não é, eu diria que não é, é menos sobre o feriado e mais sobre cada um. Uhum. Perfeito. Muito boa colocação, né? Porque quando a gente fala de impacto financeiro, é muito bem colocado, Andreia, quando você diz, traz, né, a visão do empresário, né, porque são feriados prolongados, então um planejamento precisa ser feito antes desses feriados acontecerem, né? E quando a gente fala em planejamento em feriado, além da questão do dos empresários, tem a questão das famílias. Olha, feriado de carnaval. Poxa vida, nós estamos em fevereiro, agora mesmo era Natal. Aí veio o ano novo. Aí vieram o qu junto com o ano novo, IPVA, IPTU, as crianças na escola. Vamos lá. Plano de saúde é tudo. E aí vem o carnaval. Poxa vida, um feriado prolongado. Vamos embora viajar. Não, mas eu não consigo, né? O cobertor ali, meus pés ficou para fora. Não tem como. Agora não dá. E vem uma frustração, porque a pessoa fala assim: "Poxa, mas eu tô trabalhando e eu não consigo curtir meu feriado, eu não consigo viajar no meu feriado, então eu vou frustrar a minha família, principalmente quem é é o arrimo da família aí, né? E aí pensa: "Poxa, eu queria dar um um feriado especial pras minhas crianças, meus jovens e adolescentes, enfim, mas eu não consigo." Como que a gente faz para lidar com essa frustração? a gente precisa entender eh até que momento a gente pode e não exigir tanto de nós, né? Acho que a gente tem que ter um pouquinho mais de compaixão conosco quando a gente fala em eh ter a vontade de ofertar o melhor possível para as pessoas que estão à nossa volta, não é, Marisa? Exatamente. É aquela necessidade, né? A cobrança se faz parte, né, das pessoas, das famílias. Tem uma frase de impacto que eu gosto muito, que ela fala assim que a melhor fase do ser humano é quando ele tá desiludido, porque a outra fase ele estava iludido. E muitas vezes a gente falando nessa questão dos feriados, eh, quem viajou final de ano, tudo como você colocou, Rúbia, também não tá com aquela condição financeira própria para mais uma viagem, mas ele se cobra tanto, tem tanta essa necessidade do ter que ir, que ela acaba se iludindo. Ah, depois a gente vê, depois a gente corre atrás. Isso acaba acumulando mais culpa ainda. Ele foi, viajou, mas não quer dizer que ele está tão bem com isso, né? Pela, por essa questão dele estar se culpando tanto, sabendo que a condição financeira dele não estava OK. Então, ele foi iludido, né? Ele vai votar, ele vai ter que ficar desiludido de alguma maneira ou de outra. Para aquele que não pôde trabalhar, que teve que fechar o comércio, que teve que estar numa outra condição também, a gente fala que é um pouco mais de administração. Hoje mesmo nós temos um calendário anual que mostra pra gente todas as pontes, todos os feriados. Então sim, a gente tem um tempo hábil para se adequar, né, para se preparar para aqueles dias que eu não vou poder trabalhar. Vamos inventar, vamos fazer alguma coisa diferente para melhorar os outros dias que eu vou ter trabalho, né? Vamos olhar pros nossos funcionários, vamos dar mais motivação para eles, para que eles também possam ir curtir o feriado deles de uma maneira mais leve e mais tranquila. Eh, quem nunca ouviu uma mãe dizendo assim, você fala pra sua mãe: "Ah, todo mundo foi viajar" e a mãe fala: "Ah, mas você não é todo mundo, né?" Então, hoje eu analiso muito essa questão que representa eu não ser todo mundo. Quem sou eu nessa história toda, né? Realmente nós não somos todo mundo, mas é o momento da gente parar e olhar para dentro de nós. Mais uma vez eu coloco nessa questão porque é importante saber onde eu estou, mas quem sou eu é mais importante ainda. Então onde eu estiver, eu estando bem, vai fazer toda uma diferença na minha vida, na vida da minha família, das pessoas que convivem comigo. Eu vou me tornar uma pessoa mais leve, né? e consequentemente aos que estão ao meu redor também. Então vem muito essa questão de trazer leveza, de trazer um bem-estar maior, de trazer um equilíbrio emocional maior, porque as pessoas podem não falar nada, mas fica de cara feia no canto, é o pai ou é a mãe, um filho que queria. E aquilo causa uma energia, um mal-estar muito grande dentro da família, né? Então assim, mais uma vez importante, quem sou eu nessa história toda? O que isso tudo representa para mim? O que eu posso fazer de melhor hoje, sendo um sábado, um domingo, um outro dia da semana, né? Excelente. Bom demais essa sua colocação, né? Às vezes a família acaba se frustrando, você frustra uma família inteira, sendo que você poderia fazer algo ã para unir essa galerinha que tá contigo aí, né? Vamos fazer alguma coisa em casa, todo mundo junto. Ah, mas não tem como sair. Vamos limpar a casa, vamos arrumar o guarda-roupa, né? Vamos fazer aquela faxina geral no guarda-roupa. Esse eu não uso, esse eu uso. E você acaba envolvendo todo mundo e transformando o dia em um negócio gostoso. É possível a gente fazer isso, né, Andreia? Se de repente o a a parte financeira não tiver legal, não dá para viajar, a gente não consegue e eh sair de casa. Ficar em casa não significa que seja ruim. feriado. Não, imagina isso para você ver como é a construção Rúbia social, né? Você constrói algo ali dizendo que aquilo é o certo e pronto. Imagina ficar em casa extremamente eh pode ser extremamente prazeroso, porque quando sai esse ruído, né? Porque querendo ou não, quando a gente tá trabalhando ali no nosso cotidiano e tudo, existe um ruído, né? Existe uma movimentação ali que a gente não para muito para perceber as coisas. A gente vai no, né, a gente vai na no caminhar da vida. Então você acorda, trabalha, leva filho na escola, volta, enfim, tá ali no cotidiano, no feriado, esse ruído ele some, ele some. E aí é um encontro verdadeiro mesmo, né, da gente falar assim, agora estamos aqui nós então quando a família ela ela se predispõe a trabalhar essa conexão, isso é realmente maravilhoso. E além de ensinar também dentro disso verdadeiros valores, né? Porque não é sobre o externo, é sobre o interno, é sobre o que vivemos, né? Tirar um pouco essa expectativa lá. Eu costumo falar que a gente às vezes no feriado a gente cria uma idealização da perfeição. Então o feriado perfeito é aquele que eu faço isso, aquilo, aquilo outro. E não, o feriado perfeito é aquele aonde eu tenho maior conexão comigo e com as pessoas que fazem sentido paraa minha vida. Eu acho que isso é muito importante a gente pontuar, sabe? Porque eh nessa a gente tá falando de cultura, né? Dessa dessa cultura da produtividade, dessa cultura de querer aparecer, dessa cultura de querer fazer do feriado grandes momentos. E voltando aqui um pouquinho, Rúbia, que já estendendo aqui a fala pro carnaval, que é onde nós estamos aqui nesse ponto, tem pessoas que passam o ano, não que esteja errado, não, tá? Mas tem pessoas que passam o ano especificamente para esse feriado, verdade, né? Então, eh, a pessoa ela, ela, ela economiza o ano todo para tá ali para comprar sua fantasia. Eu estou falando isso porque eu estou aqui no Rio de Janeiro, né? Então eu vejo isso de uma forma um pouco mais ali presente e e não tem certo e não tem errado, não. Tá tudo bem se faz sentido para aquela pessoa, que foi o que a o que a o que a Marisa falou ali, a pessoa tem que tomar cuidado se aquilo para ela tá tá sendo prazeroso e faz sentido ou se tá tendo ali um desconforto e uma desorganização de vida ou financeira ou seja o que for. Então isso precisa estar muito na balança, como tem pessoas, por exemplo, que trabalham o ano inteiro para poder curtir os feriados, por exemplo, de final de ano, Natal e Reveillon, então a pessoa trabalha, trabalha ali nanã para que nesse feriado grande de Natal de Riveon, a pessoa viaja com a família, ela curte aquele momento. E nesse agora que estamos, o carnaval ele também tem esse, sabe, esse ponto peculiar de pessoas também que passam ali o ano esperando esse momento específico. Então esse olhar da psicologia, né, da psicanálise, quando a gente tá falando e cuidando das pessoas, quando a gente tá falando de saúde mental, eh o contexto do feriado, ele tem que ser muito mais abrangente, né? A gente não pode se limitar ali só em pequenas falas ou em pequenos contextos, né? Essa abrangência é muito importante a gente ter, porque cada pessoa é cada pessoa, né? Excelente, excelente. Maravilhosas vocês. Agora você fez me lembrar de algo que eu quero pontuar aqui, porque a gente vive numa vida frenética, né? Tudo muito corrido, todo mundo performando, trabalhando, entregando. E aquela pessoa que não gosta do feriado? E aquela pessoa que não se encontra no feriado, aquela pessoa que ela só vive para trabalhar e chega feriado, ela é acometida por uma tristeza muito grande. Isso eh assim de um alerta, Marisa? Um alerta muito grande, inclusive, né? É uma falta de si mesmo, é uma fuga constante, é um não saber meditar, olhar para si. E muitas vezes a gente precisa no dia a dia entrar no nosso vazio, né? Nos conectar conosco mesmo. E quando eu começo a dar sinais de extrema necessidade de trabalho, de estar em ação, é porque muitas vezes eu não quero parar e olhar para mim o que está acontecendo com o meu interior, né? Quando eu entro no meu estado vazio, né, na minha meditação, eu me encontro. Então eu não quero isso. Para mim não faz sentido. Eu vejo pessoas extremamente cansadas que chegam para uma sessão e fala: "Ah, acho que eu tô com burnout, eu tô trabalhando muito, eu tô isso para vamos respirar, vamos fazer um exercício." Não, não vem com esse negócio de meditar porque eu não consigo. Eu não consigo esse negócio de respira três, três, seis. Então isso pra gente é muito preocupante, né, Andreia? Eh, eh, é extremo, é extremamente importante você ter esse tempo para você não viver como uma máquina, vamos dizer assim, um robozinho que tem que estar em ação constantemente. Então, você vai ver que muitas vezes essa pessoa ela dorme, mas ela não desliga a mente dela, então ela acorda com aquela sensação de cansaço. Ah, eu dormi uma noite toda, mas eu ainda estou cansado. O que que é isso? Eu não desliguei a minha mente para dormir, para ter aquele descanso que eu precisava ter. Então, reflete sim e realmente temse que cuidar, tem que analisar melhor, né? Buscar mais a fundo os porquês, como a gente sempre fala que todo o excesso exibe uma falta. Então, qual é essa falta daquela pessoa que precisa tanto ou trabalhar? também tem, desculpa, eu vou fazer uma outra colocação. Tem pessoas que falam: "Eu não consigo voltar pro campo de trabalho, eh, eu não consigo fazer, eu não consigo isso". E fica naquela inércia, vamos dizer assim, né? Naquela mesmice, procurando um trabalho que vai chegar ou alguém que vai indicar. E sempre tem uma desculpa para tudo isso também. É uma falta muito grande, né? é o não querer usar os olhos, mas os olhos da mente ver o que tem, o que pode estar acontecendo. E sim, o feriado ele traz tudo isso à tona, tanto aquela pessoa que tá muito parada quanto aquela que tá já naquele estado robozinho, tempo todo correndo, trabalha, cuida de filho, a minha vida é uma loucura e só reclamando dessa questão. Então, quando você tem que parar, tem você pode parar num feriado, isso parece que é culpa, que eu tô agindo errado, eu não tô correndo, levando filho na escola, eu não tô fazendo isso e aquilo. Aí realmente neste momento preocupa. Nossa, como a a gente vai ampliando, né, eh, a mente sobre essas facetas do feriado, não é? Agora, ô Andreia, essa questão, você eh atua com transtornos de TDAH, burnout, eu gostaria que você explicasse pra gente se esse excesso de feriados, né, ele também acende um alerta e e se ele pode desorganizar essas pessoas que têm essas neurodivergência, principalmente os jovens, as crianças, jovens e adolescentes que têm aquela rotina, né, né, de escola, do acompanhamento, enfim. É que nem eu falei, né, o nosso cérebro ele ele gosta daquela daquele controle, né? A gente quando tá dentro de uma zona de controle para nós é extremamente confortável e para essas pessoas ainda mais, né? Porque o que que não é quando você eh você convive ali com uma, né, com uma criança que, né, que tem um té, um TDH, o adulto também, que não é você ter um ambiente extremamente ali ajustado, né, e controlado da melhor maneira. Isso traz paz, isso traz eh eu sei o que que vai acontecer. Eita, não tá saindo a previsibilidade. Obrigada. Obrigada. Deu aqui um trava língua. Exatamente isso, né? E o e o feriado ele é o oposto. É o que eu falei para você. Ele de certa forma não é uma escolha. Uhum. Diferente, por exemplo, de umas férias. As férias é uma escolha. Uhum. Então eu vou eu vou, né? Eu vou tirar as minhas férias, eu vou me programar. o meu descanso e tudo mais. O feriado ele já tá ali pré-estabelecido. Sim, lógico que você vai se organizar em relação a ele e tudo mais, mas para essas pessoas especificamente você pode, o ambiente pode ficar um pouco mais desorganizado, né? Pensa, por exemplo, essas crianças, elas são numa rotina, então elas acordam, elas vão paraa escola, elas voltam, muito possivelmente no período da da tarde ou de manhã, elas tão ali num atendimento com psicólogos, né? Eh, todo um acompanhamento no feriado. Isso já não acontece. Às vezes a casa fica cheia, às vezes a família recebe ali parentes ou a família viaja. Então tudo isso causa assim eh um o sono já não fica organizado, causa irritabilidade, mudança de humor. Então pros pais que têm essas crianças, né, ou mesmo esses adultos que têm essas condições, eles têm de se regular, se preparar emocionalmente antes, entende? Muitos já fazem isso. A gente como psicólogo, a gente trabalha muito isso, né? Olha, vamos tá chegando, ai, vai chegar feriado, eu não sei o que que eu faço, já começo uma ansiedade. Ai, não sei se calma, o que que você quer fazer? Vamos por parte. O que que faz sentido para você? Então é importante a gente trazer, sabe, essa clareza para as pessoas, as como profissionais da área da saúde, né, do caso. Nossa, vocês são maravilhosas. É tão bom a gente conversar. todo programa, eu repito isso. É bom demais conversar com vocês, porque vocês ampliam a nossa visão. Olha só o que você trouxe pra gente, que eh essa questão do feriado, ela já é trabalhada dentro eh eh do consultório eh bem antes com planejamento para que a pessoa possa ter uma autorregulação quando chega o feriado. E a gente às vezes nem tem essa visão, né? O pessoal que tá do outro lado ali pensa assim: "Ah, eu também, né? É, é, ah, feriado, pronto, tudo bem. Mas não, a gente tem que aprender que isso vai impactar, né? Vai impactar na saúde mental, eh, da pessoa que tem a neurodivergência, da pessoa que às vezes não consegue ficar sem trabalhar e ele vai chegar em casa, ele vai ficar perdido, ele não sabe o que fazer. E daquela pessoa que também se culpa por não poder achar que não pode parar, né? E e a as pessoas precisam entender que a gente precisa se autorregular e a gente tem que aprender e vocês nos ensinam isso muito bem. Então, gratidão sempre, né? Continuem nos ensinando, continuem nessa jornada. A gente nem todo mundo lida, né, muito bem com essa quebra de rotina que o feriado traz e isso precisa ser respeitado no planejamento familiar. Mas às vezes tem aquela culpa, né? A culpa e a vergonha. A vergonha da gente admitir que a gente não quer fazer nada. A vergonha de a gente admitir que hoje eu vou ficar deitada com as pernas para cima. Não estou para ninguém, nem para o celular. Estou para mim no aqui, no agora. E aí, como é que eu vou lidar com essa vergonha, né? Aí, amiga, liga. Que você tá fazendo? Nada. Não, vem aqui não. Não quero. Vou ficar em casa. Aí eu não sei dizer não. Eu digo não para mim e sim para o outro. Então, por favor, nos ajudem. Vamos lá, Marisa. A gente precisa. E tá tudo bem a gente falar, não, não é? Tá tudo ótimo, né? Principalmente quando eu estou me respeitando. Tem que tá, tem que estar, porque eu costumo dizer, primeiro eu, depois eu e depois eu de novo. Essa é a melhor maneira da gente se respeitar, se amar, né? Eh, o quanto eu sou importante nesse contexto todo. Se eu tô afim de fazer nada, eu vou fazer nada. Às vezes a gente quer se permitir ser uma pessoa normal. O que que é uma pessoa normal? Que reclama, que fala mal, que xinga ou então que eu fico no meu silêncio total. Isso para mim é ser uma pessoa normal, né? É eu me permitir, né? Eu estar bem comigo mesmo do jeito que eu me conheço. Agora vem essa outra questão, né? O quanto eu me conheço e o que é estar bem para mim mesmo, né? eh sair, como a gente comentou no início, eh desintoxicar, fazer uma higiene, né, de redes sociais e entrar em mim e saber o que é bom para mim. Às vezes o que é bom para uma pessoa não é bom pro outro, né? E você estar bem consigo mesmo é excelente. Mas aí a gente entra num outro contexto também, Rúbia. Eh, o eu convivo em família e aí eu tenho familiares, eu tenho meu esposo, minha esposa, eu tenho filhos. Uhum. que eu vou ter o meu momento só meu convivendo numa casa enquanto um quer jogar, um quer fazer um churrasco, fazer uma festa, eu quero o meu momento, né? E a gente quando eu trabalho também com a terapia familiar, isso é muito importante, você sentar todo mundo e vamos dialogar o que nós vamos fazer deste dia, daquele dia. Eu tenho que saber que eu vou me agradar, mas eu tenho que agradar o outro porque eu convivo em sociedade e em família, né? Então eu consigo me adequar muito bem, eu sozinha, mas eu preciso me encaixar no contexto familiar, como a Andreia colocou, a gente ainda tem as pessoas, os neurodivergentes, né, que eles têm uma rotina, um hábito totalmente diferente da maioria da família da casa. Então a gente também tem que se adequar a eles. Às vezes fazer uma viagem para um lugar mega lotado não vai fazer bem para quem tem um filho com teia, por exemplo, né? Um TDH, ele não vai se adequar. Então o pai, a mãe vai ficar preocupado, o filho não vai ficar confortável. Eu costumo dizer sempre assim, vamos fazer de conta que a nossa família é uma instituição, a gente agenda reuniões, né, que seriam os diálogos, né, eh, com mais frequência pra gente analisar cada ponto. E esse ponto do feriado, hoje, uma segunda-feira de feriado prolongado, amanhã uma terça-feira, vamos sentar à mesa, vamos conversar o que nós vamos fazer amanhã também. Esse é um aspecto importante, né? Qual o melhor espaço para mim, para você, pro outro? E ok, aí a gente se alinha bonitinho e vamos curtir juntos. Ai, que delícia você falando assim, a gente vem aquela imagem gostosa e que muitas vezes falta nas famílias, né? que é o diálogo, sentar à mesa ou se reunir na sala, jogar colchão na sala, vem todo mundo, cachorro, periquito, papagaio, mãe, pai, todo mundo pega um balde de pipoca, vai assistir um filme ou então simplesmente conversar, falar, dialogar. Ô Andreia, isso está tão escasso ultimamente e que legal a gente poder tocar nesse assunto também hoje, não é? Nossa, com com certeza não tem coisa mais valiosa do que a interação, as relações, né? E as relações, quando eu digo relações também presenciais, né? Porque às vezes a gente se pede nessas relações aí onlines, né? Tô aqui numa relação online aqui com vocês, né? Mas as relações pessoais de contato, de convívio, isso é muito importante. E Rub, eu queria só fazer uma parte, né, que eu acho que eu que é importante falar também nessa nessa relação, eh, sobre os atletas. Uhum. os atletas expatriados que nós temos, que moram em outros países e muitos que eu atendo, inclusive nessa época de feriado, sabe, para eles é tudo também muito complexo, porque eles estão lá fora, alguns sozinhos, outros com a família, né? Aí sim, com a família já fica uma coisa, né, mais suave, vamos dizer assim, e que eles estão longe aqui do Brasil, da cultura do Brasil. do carnaval, eles sentem, eles comentam sobre isso, sabe? Eles falam: "Poxa vida, não tô vivendo esse momento". Então, é um trabalho também que tem que ser feito antes também, porque eles estão jogando, porque o calendário esportivo não para no resto do mundo. Então, às vezes, um feriado e ultrapassa barreiras geográficas. Eu acho que isso é interessante a gente pontuar, sabe? Porque não, às vezes a gente se se pensa muito, ai no feriado aqui no onde eu estou regional, tem o regional, mas ele também tem além das fronteiras, além da cultura. Então tudo isso é muito importante a gente ampliar também essa visão. Nossa, muito bom mesmo essa colocação, né, da Andreia, né, Marisa? Porque às vezes a gente, é igual tô falando, eu sempre falo a a visão ampla de vocês, né? a gente pensa feriado, ah, vamos ali, vamos aqui, vamos reunir a família ou então olha só a complexidade, né, eh, de um feriado e, e como e impacta a saúde mental desses atletas que a André acabou de trazer pra gente, né? Com certeza. São pessoas que além do fuso orar e muitas vezes longe dos familiares e não estar vivendo, porque nós somos privilegiados no Brasil, eu vejo dessa maneira, né? a gente tem os feriados, a gente tem eh eh essa essa mania de ter festas, de estar sempre em reuniões e muitas vezes lá fora, dependendo do país, não é bem assim, né, Andreia? Sem contar, como ela falou, das pessoas que estão longe dos familiares. Às vezes uma simples ligação de vídeo se torna difícil, porque a hora que um pode, o outro tá no horário que tá dormindo ou que tá trabalhando. E eu vejo muito isso, as necessidades de se adequar à realidade dos que estão aqui, porque existem laços, né? Existem eh culturas que eles levaram nossa para fora e lá fora eles sentem muito essa falta. Eles sentem falta da família, da rotina, da cultura, né, do nosso país. E assim, super bem colocado, André. Eu acho que é muito válido a gente sabe valorizar cada vez mais essas pessoas que estão lá fora, que estão lutando, que estão trabalhando, estão treinando, mesmo não tendo feriado aqui junto com a gente, né, conforme nós estamos tendo hoje, mas que eles possam ter um melhor que a gente pode dar a eles, né? Eu vejo dessa maneira, Marisa, olha o nosso trabalho também, né, como psicólogas, né, e com esse cuidado, você vê uma coisa, a gente tá falando de rede social, a gente tá falando de carnaval, a gente tá falando de feriado, a gente tá falando, né, de brasileiros que moram fora, atletas também espatriado e que vai tá ali na rede social para todo mundo ver em todos os cantos do mundo, nos cinco continentes. Agora imagina a pessoa ali sozinha naquele momento, né, vendo ali o celular, todo mundo curtindo o quanto isso também não mexe com emocional da pessoa. Então, um feriado, olha quantas vertentes eles trazem, traz, né, no caso, em termos de de do psicológico para as pessoas. Mexe do psicológico, né? Totalmente. Exatamente. Gente, que programa maravilhoso, né? Olha, eh, eu gostaria que vocês, então, eh, a André e a Marisa, deixassem uma dica pra gente. Bom, vamos lá. Segunda-feira, feriado de carnaval, né? Então, temos mais alguns dias ainda e temos muitos feriados pela frente, aproveitando essa oportunidade maravilhosa de ter vocês duas presente com a gente aqui hoje no programa, gostaria que vocês deixassem pras pessoas de casa um alerta, uma dica para que as pessoas possam se planejar antes para que entendam que o feriado, na verdade, eh, você vai transbordar o que está dentro de você, né? Então a gente precisa desse cuidado especial. Então a gente pede uma dica de vocês e a gente já se encaminha para as considerações finais. A gente começa com você. Então, Marisa, tá ótimo. Primeiramente obrigada pela pelo convite, né? E fica uma dica que eu acho assim que André vai concordar comigo totalmente, que como o nosso trabalho traz é a saúde mental, né? eh a gente cuidar dessa questão, permitir-se olhar para si mesmo, eh saber o que é importante para nós, olhar com amor, com amorosidade paraa nossa vida, pro nosso contexto, nosso conteúdo real, né? e sair um pouco do de fora e entrar mais para dentro, procurar fazer com tantos feriados, finais de semana, tantas oportunidades que nós temos, uma prova de amor por nós mesmos, né? Independente se eu estou na minha casa, se eu estou viajando aqui ou ali, trabalhando ou não, que a gente trabalhe esse amor próprio, que a gente conhece, possa se conhecer ainda mais, né? e fazer com que qualquer dia, independente se o feriado, um dia útil ou não, seja um dia bom para nós, que eu possa estar bem comigo mesmo, que a minha saúde mental possa estar sendo trabalhada e que eu esteja cada dia melhor. É isso. Gratidão a todos. Uau! Maravilhosa. Muito obrigada, gente. Que agradece você, Marisa e a Andreia, que trouxe pra gente vários pontos aí importantes que a gente deve se atentar no feriado. Deixa uma dica aí pro pessoal que tá assistindo a gente hoje. Andreia, Rúbia, muito obrigada por esse convite. Adorei estar aqui com você. Foi maravilhoso o programa. Marisa também, minha querida, um beijo grande para você. Muito bom estar aqui com você. E eu diria que o feriado ele não é uma obrigação, não é uma obrigação de ser feliz, não é uma obrigação de de você descansar, não é gerar culpa. Feriado é uma conexão de você com você mesmo. Eu acho que esse é o ponto de de observação. Como que você encara um feriado para você? Quando ele aparece, você consegue entender eh de que forma ele vai agregar de de positivo na sua vida. O que que ele aparenta, o que que ele mostra, o que que ele esconde. Eu acho que seria mais essa questão da observação, sabeia? você se observar no momento de feriado e da forma como você tá lidando com ele. Se realmente você tá no feriado de uma forma plena, ele traz uma plenitude para você, mesmo que seja através de uma solitude Uhum. que é maravilhoso. É eu comigo mesmo. Que coisa linda, né? ou não. O feriado ele traz ansiedade, irritabilidade, cansaço, exaustão. Então eu acho que o a proposta que eu trago aqui é essa. Saúde mental não é padrão. Saúde mental é autoconhecimento, é autorregulação. Então você tendo esse carinho, esse cuidado com você. A gente cuida do nosso corpo, sabe Rúbia? A gente se alimenta, a gente treina exercício físico e a cabeça e a mente. Já tá na hora da gente entender que cuidado mental é de extrema valia. Ah, é verdade. E a gente aprende isso aqui todo dia e a gente fica feliz em produzir esse conteúdo. Olha, sou suspeita para falar, viu, meninas? Mas é um conteúdo maravilhoso e esse conteúdo tá disponível no YouTube. Então você aí de casa repasse, né? Repasse paraa sua família. Eh eh converse, fale: "Olha, tem um programa com psicólogas, psicoterapeutas, psiquiatras, repasse, isso aqui é informação que salva, gente, informação que realmente eh eh vem para poder somar na sua vida com essas convidadas especiais de todos os convidados aqui do nosso estúdio Câmara. a gente fica muito feliz em recebê-los. Hoje nós falamos então com a Andreia e a Marisa, né, sobre o impacto do feriado nas nossas vidas e principalmente na nossa saúde mental. Debater o descanso é debater a nossa própria saúde. Então, que a gente aprenda que a vida não é uma competição de produtividade, viu? e que parar é preciso. Então, se faz sentido para você, pare, né? Da forma que você pode, da forma que você entende que que seja o melhor para você e para os seus. Dê um tempo, sabe? Dá uma desconectada. Eu tenho certeza que vai dar certo, tá bom? E no programa de amanhã a gente fala sobre um tema que, olha, intriga a psicologia e o judiciário. Vamos lá. A ibfilia. Ruben, o que que é isso? Vou explicar. Você já ouviu falar na Arlequina no cinema, sabe? Ela é a psiquiatra que se apaixona pelo vilão Coringa e aí ela comete todo tipo de loucura por esse amor. Então, na vida real isso tem um nome, né? A gente vai falar da forma informal aqui, é a síndrome de Bonnie Clyde. Por que algumas pessoas sentem atração romântica por criminosos perigosos ou assassinos famosos? O que leva alguém a enviar cartas de amor para uma prisão ou até se casar com um detento condenado por atrocidades? Já parou para pensar nisso? Você viu matéria, né, por esses dias nas televisões, na mídia, de uma pessoa que está presa e recebe cartas de amor, amores de mulheres, né, que querem eh se casar com aquela pessoa que está lá presa. Então, a gente precisa entender o que está por trás desse comportamento e os riscos envolvidos nessa atração do perigo. Um programa bem intenso, né? E nós vamos falar porque isso tem a ver sim com a nossa saúde mental e o nosso comportamento. Tá bom? Um abraço grande para você. A gente te espera amanhã, a partir das 8 da manhã aqui na TV Câmara Campinas. Um ótimo feriado. Aproveite com a pessoa que você ama ou então aproveite com você mesmo, com a sua solitude. Seja feliz, viva bem e não se esqueça, vamos precisar voltar a trabalhar, tá? Então, ó, vamos repor a energia aí e ficar firme nesse feriadão de carnaval, tá bom? Se cuida. Até amanhã. A gente te espera aqui no estúdio Câmara. Valeu, tchau. Tchau.
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